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CINCO PRODUTOS BRASILEIROS QUE HUMILHAM SEUS CONCORRENTES GRINGOS

a tese

Álvaro Borba (arvro) usa a lista de cinco produtos brasileiros competitivos como pretexto para um ensaio sobre a desindustrialização do país e como experimento declarado dos novos links de afiliados do YouTube.

aprofundar

não

Vídeo de tom leve e comercial (lista de produtos com links de afiliado), embora costure uma crítica de fundo sobre desindustrialização; pouco relevante para os interesses teológicos do Bruno.

O que foi dito

  • Abre lamentando a desindustrialização brasileira: até o fim da ditadura havia forte restrição a importar industrializados, e cita o Phantom System da Gradiente (videogame que copiava o Nintendo corrigindo falhas de design) como emblema de uma indústria que já foi cerca de 20% da riqueza nacional.
  • Produto 1, o tênis Rainha VL2500: envolto numa narrativa fictícia de uma mergulhadora (“Lara Croft Subnáutica de Yemanjá”), é apresentado como calçado nostálgico, bem manufaturado e barato (menos de R$ 80), símbolo da capoeira e do frevo, com a ressalva crítica de que a marca foi comprada por Carlos Wizard, o empresário bolsonarista da CPI da Covid.
  • Produto 2, as facas Tramontina: Álvaro entrevista o cuteleiro artesanal “Tom”, que confessa preconceitos (exploração de trabalhadores, viés contra o industrial) mas reconhece a qualidade, elogia a gestão histórica da empresa por uma mulher na Serra Gaúcha desde os anos 30 e destaca a tecnologia do cabo Polywood (madeira estabilizada com resina) que projetou a marca no mundo.
  • Produto 3, a plataforma de streaming Filmicca (patrocinadora): elogia curadoria e preço, emoldurado por uma resenha do curta francês “Fósforos de segurança”, de Pauline Bellay (grafia incerta), sobre espaços liminares.
  • Produto 4, a Insider (patrocinadora): conta que a marca surgiu com aporte de R$ 90 mil num programa de TV e defende a Core T-shirt como peça durável e de qualidade superior, contra a ideia de que seria “só moda”.
  • Produto 5, o copo americano da Nadir Figueiredo: desenhado em 1947, premiado e exposto no MoMA, versátil e durável, com alerta de que versões não originais podem soltar tinta; vem daí a piada da petição para rebatizá-lo “copo brasileiro”.
  • Nas considerações finais, assume que o vídeo é experimental: o YouTube lançou links de afiliados e um gerente do Google o orientou a testar a ferramenta e publicar mais vídeos curtos; ele promete abrir os números das vendas e doar tudo à pastoral do povo de rua.
  • Fecha com um apelo antimaterialista, comparando comprar por prazer a comer, beber, apostar e fumar por prazer, e pedindo autocrítica no consumo.
  • No PS, ele e um interlocutor reforçam a tese de que o Brasil tinha potencial industrial desperdiçado nos anos 90 e que a indústria gera efeitos sistêmicos virtuosos além de lucro e emprego, elevando a cultura de produção.

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