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Politização da Corte divide STF em dois grupos

¶1Não existe mocinho em no STF, na eleição. A gente sabe que que quando eh a gente vai tratar desse tema, tem gente que escolher um lado, né? escolher um lado, aí é diferente, até respeito, não vou eh quem sou eu para dizer que tá aqui que não é correto fazer isso. Agora, há quem não escolheu um lado que tenta se situar no meio de tudo isso e aí às vezes vai vai sendo ingênuo. Então vamos pensar quando quando surgiram os primeiros relatos, né, os primeiros furos, as primeiras notícias do envolvimento mais direto do Supremo eh eh Tribunal Federal nessa crise do Vcaro, houve inclusive uma tendência de gente que tomou molado, né?

¶2Então, era o pessoal que defendeu Morais, o pessoal que depois passou a a defender o Mendonça. Quer dizer, e hoje a gente olha para esse cenário. Eu eu particularmente acho que quem olhou para quem quem embarcou nessa, se tem um pouco de de senso crítico, vai olhar falar: "Pô, não foi a melhor a melhor escolha, né?" Eh, mas o Moraes ele carrega essa questão que é do julgamento eh do da tentativa de golpe, da condenação do do do Bolsonaro, do presidente Jair Bolsonaro. Então, é muito tem há uma aderência esse discurso, né? Quando quando você descrediciário de uma maneira geral, eh, é difícil você dizer: "Não, mas aqui o o judiciário foi bem, aqui o juiz acertou, aqui o juiz errou".

¶3Eu acho que que há muita dificuldade, tô respondendo, mas objetivamente, eu acho que há muita dificuldade em fazer essa diferenciação e acho que isso beneficia o Flávio. Então, na minha na minha visão, eh, nós não podemos de maneira nenhuma, é innegável que os Bolsonaros foram eh os primeiros eh com grande repercussão na sociedade, com grande com voz ativa, com espaço eh nas redes sociais, na imprensa tradicional, a questionar e atacar o Supremo. Vamos voltar lá, então. Se a gente pegar como marco a frase do basta é um cabo e dois soldados, se eu não tô enganado, a frase é essa, né? dita lá atrás, acho que também sado pelo Eduardo, eles fizeram esse papel de questionar o Supremo, né, pelos interesses deles, pelas conveniências eleitorais e políticas deles, enfim, com razão, às vezes, na minha visão, sem razão, na maioria das vezes, mas eles e e quando quando o Supremo entra de uma maneira negativa na crise como entrou agora, entendo que na cabeça das pessoas a tendência é que o Flávio possa de uma maneira ser beneficiado.

¶4Óbvio, como vocês bem pontuaram, nós sabemos que a as investigações mostram ele pedindo dinheiro para finançar eh o filme, a história do filme é totalmente enrolada, né? É uma eh não vamos nem eu não vou nem entrar nessa minúcia, mas assim não para muito em pé. As versões foram dadas até agora. Ele já se falou coisas que não que que disse que tinha recebido menos pagamentos do que recebeu. Na verdade é ruim a situação dele, né?

¶5E aí a gente tem que acompanhar o 7 de setembro em que o sujeito sobe num carro de som na Paulista para atacar um um outro que que ele ataca porque tem relações com Vorcaro. É uma loucura, né? Eh, é inacreditável o que nós estamos vendo, mas entendo que eles terem tido quase uma primazia nesse nesse ataque direto, nesse confronto direto ao Supremo, descredenciando Supremo, atacando Morais, dizendo que o julgamento do pai é político, eh o desgaste eh recai mais sobre o Lula, né, que vem, como disse, com todo esse esse essa ficha corrida lá atrás, né, esse desgaste da corrupção e com uma fadiga de material, que aí ela aí ela vai para outras áreas, né, que daí também não é só corrupção, né? Então é uma fadiga de material em tudo, né? Economia, novas ideias, propostas, bolsas, mas esse é um assunto mais adiante.

¶6Então, em em linhas muito gerais, é mais ou menos isso que eu entendo. >> Eu queria acrescentar também eh que eh primeiro na linha de não ter heróis, né? Eh, tanto não dá que uma das estratégias do grupo do Morais eh para amanhã, porque amanhã vai ser um dia um dia de muitas confusões, diria o narrador da da sessão da tarde, né? Porque eh a gente tá diante de uma de uma sessão do Supremo que se nada mudar vai ser televisionada, que pode durar 5 minutos. se algum deles pedir vista, o que é bastante provável, né?

¶7O Gilmar, principalmente já deu sinais de que pode fazê-lo, porque vem eh ventilando aí a tese de que fal precisaria de mais tempo. O que eles queriam mesmo era que o julgamento fosse simultâneo eh do Mendonça com o Morais para fazer a troca, o fogo cruzado mesmo, o cabo de guerra em rede nacional. Eu acho que se o julgamento, se ninguém pedir vista, isso vai acontecer de qualquer maneira. a defesa do Morais eh feita pelos colegas, porque em tese ele não vai poder participar do próprio julgamento, embora, né, no Brasil de 2026 a gente esteja aberto a qualquer possibilidade, mas em tese ele não vai eh participar do próprio julgamento. Então, os seus proxis vão defendê-lo, devem defendê-lo acusando, né, o Mor, o Mendonça, a conduta do Mendonça e etc.

¶8E outra estratégia que já foi mapeada pelos colegas de Brasília é a de este grupo de proxis pedir que Nunes Marques, o próprio Mendonça e Fuxs não votem o Nunes Marques e o Mendonça, porque também eh teriam ligações com o próprio Vorcaro. O filho do Nunes Marques recebeu dinheiro do escritório do Vorcaro. O Mendonça teve o encontro da da alfaiataria e outro encontro ali. A gente tá chegando a um cenário em que talvez só sobre a Carmen Lúcia e o Edson Faquim votando >> e nós não sabemos qual será o voto. >> E até o momento a gente não sabe para que lado ela, né?

¶9Ele mais ou menos a gente já dá para dá para fazer uma leitura. O fato é que assim tá tão conflagrado, eh, que a gente tá diante de uma situação em que talvez na ponta do lápis todos eles tenham razão de pedir a suspeita do outro. E quem tá saindo melhor dessa situação eh no longo prazo é o Toófoli, que já tá fora da briga, já teve o relatório enterrado. Ninguém tá falando de abrir inquérito contra ele, talvez ainda abram, mas naquele primeiro momento da crise em que ele era o pivô quase exclusivo, a coisa se solucionou mais rapidamente num encontro a portas fechadas em que decidiu em que se decidiu enterrar o relatório e e vida que segue. Ó, queridão, se declara suspeito porque ficou muito feio, mas a gente segura tua onda aqui.

¶10E e ele foi tocando, gente, faz isso, faz isso foi dezembro e janeiro e ele tá lá firme, forte, né? Eh, firme e forte são palavras talvez pesadas para descrever a situação de qualquer ministro do Supremo no momento, mas ele segue eh ele não tá mais na linha de tiro, né? Eh, então é é uma situação de conflagração absoluta, não tem eh não tem eh assim, não tem não. Sobrou tipo quatro, cinco fiéis da balança, no máximo dois, né, tão ali de pé para sustentar uma uma institucionalidade, para sustentar o rito, para sustentar. Olha, agora que todo mundo já fez guerra de liminar para lá, guerra de liminar para cá, pera aí, vamos botar a bola no chão e fazer o procedimento constitucional, regimental, legal e tal.

¶11Então, eh, tá nessa situação, né? A outra coisa que eu queria acrescentar é que eh seria muito eh improvável que uma corte que se politizou, da maneira que se politizou nas últimas décadas, nos últimos 15 anos, né, de forma muito intensa, eh não se conflagrasse em grupos políticos as vésperas de uma eleição. Isso mesmo levando em conta que, como disse para mim o professor Rubens Gler na última edição de sábado do meio, uma entrevista que ele me concedeu, mesmo levando em conta que os interesses dos ministros são de de longo prazo e não de ciclo eleitoral, porque eles estão lá até os 75 anos. Se você pega, por exemplo, o Alexandre de Moraes e o André Mendonça, a gente tá falando de ministros ali na casa dos 50, que tem mais duas décadas de Supremo, se quiserem. >> Uhum.

¶12e que tão jogo fazendo um jogo de sobrevivência de duas décadas, não desta eleição. Tão fazendo o jogo de sobrevivência do próximo ciclo de indicações de quem vai ter eh voz para indicar os os próximos colegas, os os próximos ministros de STJ, os próximos eh enfim, eh eh o peso de um ministro do Supremo vai muito além da sua própria cadeira, da sua própria toga. da maneira como Brasília vem operando, principalmente nos últimos 15 anos, 10, 15 anos. Então, eh, o jogo deles é de mais longo prazo, mas é evidente que o cálculo passa necessariamente por esta eleição. Quem vai sobreviver a este ciclo eleitoral e quem vai sair dele mais poderoso passa necessariamente por quem vai se eleger, porque a forma como a eleição tá caminhando são os dois grupos majoritários e antagônicos e que tem ali três, quatro ministros cada um.

¶13Então, formou-se eh eh essa essa essa trincheira, né, de grupos adversários. com dois ministros ali no meio, né? O Tofoli, antes de tá eh de castigo, né, excluído da brincadeira, ele tava ele transitava entre um grupo e outro a depender ali da sua, dos seus interesses de ocasião, né? Os outros não, os outros estão mais ou menos alinhados de uma maneira eh mais macro, embora também eventualmente possam reconfigurar, né, as suas alianças ali a depender dos julgamentos. Mas é natural que a gente esteja vivendo essa conflagração, embora não seja natural, enfim, o tamanho dessa crise, né?

¶14Eu tô falando só >> nessa consequência toda. Diga, querido. >> Então, só observação rápida, se me permite, sobre o tópico, né? >> No meu curto período de assessoria de imprensa, eu peguei um período, uma gestão de crise, uma crise grande de uma empresa grande para fazer. E aí tinha, eu percebi que tinha duas linhas na empresa, que era uma linha que queria ir pro tiroteio e uma linha que falava assim: "No tiroteio você passa abaixado, nós vamos".

¶15E prevaleceu essa e deu certo. "Nós vamos passar abaixado. Quem botar a cabeça para fora vai tomar tiro." Me parece que já que você usou essa metáfora das tristeiras, né? Essa imagem, me parece que o Tofre resolveu passar abaixado. Chegou um momento que ele falou: "Eu vou passar abaixado", né?

¶16E e deu certo. O Alexandre não. O Alexandre não é da natureza dele, né? se levantou e foi pra briga e agora ele tá colhendo eh de frente, né, o o o a estar no epicentro da crise. E o Tof é uma coisa fantástica e eh a resiliência dele é muito grande, porque o Lula no lançamento da campanha no dia 26 de agosto no estado de Vilaclides, em São Bernardo do Campo, entregou a cabeça do do Tofle de bandeja.

¶17Quando ele vai lá e critica o Tof sem citar nomes mais publicamente, ele tá dizendo: "Ó, eu não vou trabalhar por esse, né? tinha uma conveniência de parecer anti sistema, algo que eu acho que ele não vai conseguir mais, mas enfim. E ou seja, eh, não é, esse cara não é meu, eu não vou trabalhar por ele. Até conversei com gente no mundo jurídico que falava assim, ó, parece que o Lula quer fazer um acordo, entregar o Tof para preservar o Alexandre e outros ministros. pelo jeito não deu certo, mas a habilidade dele assim em se mimetizar e de alguma maneira sobreviver, eu concordo com você plenamente.

¶18Acho que é essa observação. Ele de alguma maneira pode escapar de tudo isso, né? De tudo isso, mesmo com com com robustez de indícios contra ele. >> Acho. É isso.

¶19Porque na verdade eh vai, claro, a gente tá falando de hipóteses ainda, né? A gente tá no meio da troca de tiro. A gente ainda não sabe. Uma fonte minha de Brasília eh narrou o que tá acontecendo em Brasília como aquela cena da da taverna eh do bastardos. Faz taverna ou taberna estão igualmente corretos.

¶20>> Olha aí. Então minha intuição ainda tem não enfiei nenhum nome errado que é e eu ainda brinquei com ele. Eu falei: "É, lembrando que a mocinha é a única que sobrevive com um simbólico tiro no pé, né? Então, eh, não sei ainda quem é o mocinho que vai sobreviver com o tiro no pé, mas ele falou assim: "Não, o que tá acontecendo agora é exatamente em Brasília, no Supremo Tribunal Federal, mas não só, é a cena do bastardo inlórios do tiroteio." Então, vai ter gente que vai se jogar no chão e vai morrer do mesmo jeito. Vai ter gente que vai tirar e vai morrer do mesmo jeito.

¶21Talvez a mocinha sobreviva com tiro no pé, que eu ainda brinquei com ele, eu falei: "Mas desenha o organograma aí para mim, para eu saber quem que é a mocinha, porque eu não tô sabendo localizar." Ele só riu. >> Não sei se ele tem o palpite de quem que é a mocinha ou não, mas ele só riu. Eh, é possível que o Tofol ainda se queime, por entil vão caindo, né, e tá caindo um a um e a imprensa ainda não teve tempo de explorar todo o material que tem ali, imagina agora que estão começando. A briga de ontem foi pelo celular, então assim, ainda tem muita coisa para vir à tona e a gente não tem a menor ideia e eh do que ainda vai acontecer nessas próximas semanas, nos próximos meses, né? Porque não acaba na eleição, né?

¶22A guerra continua e vai a acomodação ali dos acordos é que vai variar de acordo com quem ganhar, né? Agora, eh, o Tofoli talvez ainda seja uma carne fácil ali no mercado para sacrificar, porque ele tem menos poder que o Alexandre de Moraes, me parece, eh, para negoci assim, menos trânsito, mas aí vai depender muito dos próximos capítulos. Elas estão se aproximando as eleições e aqui no meio você acompanha com dados de verdade sem depender de conteúdos pouco confiáveis das redes sociais. Você sabe, né? A pesquisa meio ideia é uma das nossas bússulas.

¶23É a nossa pesquisa independente registrada no TSE, feita todo um mês em parceria com o Instituto Ideia. Quem é assinante premium recebe a pesquisa completa em primeira mão e ainda garante acesso à nossa plataforma interativa que permite o cruzamento da intenção de voto por região, por classe, por gênero, para comparar com as rodadas anteriores e ver com os próprios olhos o que que mudou de verdade a cada mês. Esse tipo de leitura, até pouco tempo atrás, só quem trabalhava dentro de um banco ou de um partido conseguia ter acesso. Agora tá disponível para quem assina o meio premium. Em um ano como esse, olha, vale o ouro.

¶24e receba mais esse material exclusivo.