¶1Pior que o Benites fala com áreas da autoridade intelectual. Pois é, mas vamos lá, tem vai ainda tem essa autoridade ainda vai dar muitos argumentos aqui. Vamos lá, porque ele tá trabalhando eh com lógica modal, assim como trabalha o Plantinga, que é um filósofo atual, que também faz eh argumentos ontológicos. Mas então, para Tomás Jaquino, Deus é caracterizado sobretudo como ser, o ato puro, o ser que tem eh que não precisa nem pode ser atualizado por outro, né? Ele tá sustentando o universo, ele tá sustentando a realidade, ele tá sustentando o tempo todo as coisas contingentes.
¶2Eh, ele, ao passo que eu, você, o Dans Escotos, o Tomás Jaquino, o Aristóteles, esse copo, esse microfone, todos temos nossas potências sendo atualizadas por outros, né? Deus, no caso para tomar Joaquimo, é o sel em ato puro, né? Então ele ele atualiza, ele não é atualizado, né? Ele é causa de si mesmo. Ele é autoexistente.
¶3Ele é perfeitamente bom, massimamente amoroso, onisciente, onipresente, onibenevolente e onipotente. E extremamente simples, né? Ele, o Aquino, identifica Deus com ser. E aqui, para te dar um exemplo, esse copo, ele é de vidro, né? O vidro teve a sua potência de ser um copo atualizado, assim como eh a árvore ou a madeira teve a sua potência de ser um livro atualizada quando a fábrica fez lá, a gráfica fez o livro, né?
¶4a partir da, enfim, depois ele vai ter a sua potência de ir paraa reciclagem, ser atualizada. Enfim, isso é basicamente a metafísica aristotélica que eles receberam dos árabes, Avicena, Averroz, e trabalharam em cima. Para escotos, Deus é caracterizado sobretudo como infinito. Para ocran, Deus é caracterizado sobretudo como liberdade. Então, eu coloquei aqui diferentes filósofos medievais e influentes, porque é uma chave de entrada para entender esse pensamento de cada um deles é estudá-los comparativamente, né?
¶5Entender um a luz do outro ou melhor dizendo, a sombra do outro. Então eles usam, costumam usar termos em que são predominantes para se referir a Deus. No caso do Tomás Jaquino, é essa ideia de ser, de ato puro, eh, de pura atualidade. Para os Cotos é ideia de infinito, para o hamade. Vamos então ler um pouco do que diz o Giovanni Real no História da Filosofia, volume 1.
¶6Como eu disse, o link tá na descrição, sobre essa sobre essa argumentação do cotos. Assim, chegamos ao ente que se buscava porque explica a possibilidade ou produtividade do mundo, sem que sua existência, por seu turno exija ulterior explicação. Desse modo, se as coisas são possíveis, também é possível um ente primeiro. Mas tal ente é só possível ou existe de fato? A resposta é que tal ente existe em ato, porque se não existisse também não seria possível, considerando que nenhum outro estaria em condições de produzi-lo.
¶7Assim, se é possível, o ente primeiro é real. Mas qual é a sua conotação específica? A infinitude, porque é supremo e ilimitado. E assim, tendo identificado o ente enquanto ente como objeto primeiro do intelecto, escoto descobre que só o ser infinito é ser no sentido pleno da palavra, porque é fundamento de todos os entes e antes ainda de sua possibilidade. É brilhante.
¶8E lembra muito os filósofos modernos, lembra muito Decart quando ele ele parte de um primeiro princípio também, ele ele ele busca algo com que ele possa fundamentar a filosofia, fundamentar o conhecimento a partir disso. Aí no caso dele vai ser o códito. Aí depois ele tem que provar a existência do mundo externo, né? E para isso ele prova Deus que >> dá >> eh que prova >> eh >> pode falar >> isso que dá querer aprender filosofia medieval em eh história da queria querer aprender filosofia em história da filosofia você vê que o próprio real faz uma lambança com várias coisas ali e ele ele e agora o Benit acredit encontrado uma ponte entre Escoto e Decartes, autores completamente diferentes. [roncando] >> Não.
¶9E olha só, a ponte que ele julga ter encontrado é que os dois partem de um princípio. Ã, então tem ponte em qualquer filósofo. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. Por Tomás Jaquino não parte de um princípio do movimento, do adago do movimento.
¶10Então tá aí ó, a ponte também Renê Dek, parte do negócio lá do código. Aí pronto, já conectou, entendeu? Já deu match ali. [risadas] Mas é impressionante isso, né? É impressionante assim como é totalmente artificial o que eles tentam fazendo.
¶11Ô, por isso que eu falei no começo, pessoal, gente, o DEK é o Dek já, o Giovan Reali, ele é um autor interessante para vocês se introduzirem, mas esse livro de história da filosofia tem um monte de erro assim, entendeu? Não tem como. O pessoal falou que aqui, colocou a linha do tempo, ó. Escotos, maisocam, renascimento, lutero satânico, empirismo, materialismo, marxismo, niilismo, hedonismo, sensualismo, parada gay em São Paulo no 12 de abril, Paulo Cogos, bruxo Malagueta. >> [risadas] >> Acho que nunca fizeram tão perfeito, tão tão completo assim a linha do tempo.
¶12Carlos [risadas] e o Paulo Cogos entre a Parada Gay e o Bruxo Malagueta. Tá ótimo aqui. [risadas] Ai ai ai. Muito bom. [roncando] Muito muito bom.
¶13[risadas] Porque é tão comum a teru ser arrogante e prepotente intelectualmente? Pois é. Exato, pessoal. Extremamente simples. [risadas] >> Quando ele quando ele fala do plant dá uma risadinha, né?
¶14Quando ele fala que o plantinga ele faz argumentos paraa existência de Deus, dá uma risadinha assim, [risadas] mas é engraçado como ele não entende, ele não entende o plantinga, possivelmente é claramente não entende escuto, não entende tomar Jaquino. [risadas] Eh, é uma ignorância assim engraçada. >> É, exato, exato, exato. Mas vamos lá, vamos ver o que que ele vai dizer aqui em seguida. Vamos ver.
¶15para ele a existência do mundo externo, porque Deus não seria um Deus enganador, porque seria um Deus corruptível e imperfeito. Enfim, essa busca por um primeiro princípio, eh tem algo de um de um ceticismo metodológico aqui, que eu já acho bem moderno, concordando lá com com um comentador que que eh o destaca eh por parecer um filósofo moderno, né? Ele fala de um jeito talvez um pouco dramático, que ele é o primeiro filósofo moderno, talvez seja uma hipérbole, mas ele não deixa de ter muitas semelhanças e muitas influências nos filósofos modernos. >> Então, novamente, então, Tomás Jaquino é um filósofo moderno. Qualquer filósofo que tem um princípio do qual parte para tirar uma conclusão é um filósofo moderno.
¶16>> Sim, sabe? É isso. >> E se se a gente chamar influências, a gente teria que dizer que vários filósofos medievais são filósofos modernos ou primeiros filósofos modernos. Eu cito aqui, por exemplo, que muito mais influente na renascença do que o próprio escoto foi o Lúlio. E aí ele foi um filósofo moderno também.
¶17Pois é, exato. >> Porque vários filósofos se debruçam nele, como la Benis, claramente se debruçam nele. O próprio Decartes, ele tem uma uma carta onde ele comenta sobre a arte luliana, e será que ele também é um filósofo moderno? Lúlio? Então é meio bizarro esse negócio de buscar o primeiro filósofo moderno, não entendendo que a filosofia moderna surge de uma ruptura com o aristotelismo, mas se você vê os primeiros filósofos modernos, eles eles permanecem em grande parte, eh se mantendo, por exemplo, algum tipo de léxico escolástico.
¶18É um aristotelismo mais livre que eles mantém, não aquele aristotelismo escolar. Primeiro porque começa com num espécie uma espécie de de aristotelismo eclético e depois vem um aristotelismo mais desgarrado assim, né, que tem outras influências, depois vem teses mais originais. Ah, então é é um processo de transição muito mais complexo do que pensar que, por exemplo, ah, descorto, pulamos então para Decart. Pois [risadas] é. Pois é, não?
¶19E ele fala assim, né? Não existe um certo uma uma metodologia que lembra os modernos um certo ceticismo de busca de um primeiro princípio para poder demonstrar as coisas. Eu, hein, ele não tava dizendo ainda há pouco que o Dan Scott tinha menos a ideia de raciocínios dentro da teologia, que era uma coisa mais assim quase fideísta, né? Sei lá o que que ele pensa agora, né? Opa, você ia falar alguma coisa?
¶20Não, eu só ia falar que, por exemplo, a questão do princípio em Decart é uma uma coisa claramente de uma filosofia fundacional, que vai buscar fundacionar de alguma forma >> Uhum. >> a toda toda o seu filosofar a partir de um princípio. O ponto é que você não encontra isso em escuto. >> Exato. É, ele não é um fundacionalista, como a gente fala, né?
¶21Exato. >> Não, >> vamos lá. Coto descobre que só o ser infinito é ser no sentido pleno da palavra, porque é fundamento de todos os entes e antes ainda de sua possibilidade, porque esse é o cerne do argumento. Ele não tá falando dos entes, ele tá falando das da possibilidade dos entes. A sua caracterização central desse ser enquanto ser é a infinitude, a ideia de infinito, porque ele tem que ser supremo e ilimitado.
¶22Ele tá como que na fronteira entre o ser e o não ser. É muito interessante isso que chega a soar quase paradoxal, né, de que Deus ele é todas essas coisas, cara. >> Mas >> é, ele colocou Deus como se tivesse na fronteira do se e não ser. Foi isso que ele disse. >> Exato.
¶23Ele fez isso. [risadas] [suspirando] >> Ai, meu Deus. É, é o que você falou, né? É algo que dá. Você quer dizer, nem sei se dá para colocar isso na conta do real.
¶24Eu acho que eu não não tem nada no real ali que dê para sustentar o que ele tá falando. Ele literalmente tirou isso da cabeça dele assim, >> literalmente. Quer ver? Deixa eu ver de novo aqui. >> Ele tá como que na fronteira entre o ser e o não ser.
¶25É muito, ele tem que ser supremo e ilimitado. Ele tá como que na fronteira entre o ser e o não ser. É muito interessante isso que chega soar quase paradoxal, né? De que Deus ele é todas essas coisas, mas todos esses homens, né? Mas ele também ele tá na fronteira entre o ser e o não ser, na medida em que ele é simples, né?
¶26Ele é maximamente simples. A ideia da simplicidade divina. Então, >> ou seja, Deus está na fronteira do Se não sei só porque ele não é composto de partes, só porque ele é infinito. Sabe de onde ele tá tirando isso? Existe uma, existe uma obra, existe uma obra de um escolar chamado Egídio Romano.
¶27Ele escreveu uma obra chamado Exameron, onde ele argumenta que existe uma realidade que é o meiotermo entre o ser e não ser, que é o justamente o que ele chama de ser impotência. Mas veja, escoto, na verdade, com a sua noção própria de potência, que depois vai ser reutilizada por Soares, ele não poderia discordar mais dessa concepção, onde a potência seria um uma espécie de termo médio entre o ser e não ser. Não, para para escolta é o contrário. Não existe meio termo entre o ser e não ser o alguma coisa é uma coisa não é. existe essa eh pensadores como o Egídio Romano e Tomás de Jaquino é que vão ter concepções mais próximas a essas.
¶28Mas veja, mesmo assim essa linguagem não é utilizada para Deus em momento algum por esses autores. >> Exato. Dentro da filosofia escolástica protestante, a gente também tem essa discussão dentro do Stédio, né? Ele comenta, tem uma controvérsia que ele tá polemizando contra um autor justamente para falar que a potência não é um termo médio, né? não tá no meio termo entre o ser e o não ser.
¶29Para ele, a potência é plenamente ser. Não tem nada a ver. [suspirando] >> É. E pois é. Contemporâneo próximo do Alted vai ser um um autor chamado Campanela, que é da Renascença.
¶30Eh, ele vai desenvolver uma teoria do nada, né, onde ele vai argumentar de fato que existe que as coisas na verdade são compostas de ser ser e nada, como contrários, né? Uhum. >> Serinada faria parte daquela tábula de oposições. Serinada, ou seja, as coisas são em parte ser em parte nada. E aí ele tem toda uma linguagem para Deus também.
¶31Mas ele, mas veja, um e o Campanela ele dizia que Aristóteles, Aristóteles era idiota, que Aristóteles era burro. Sim, >> ele não era, ele não era escolástico de modo algum. Exato. Exato. Então >> é e >> de qualquer forma não faz sentido que o que eu >> é situar especialmente escoto, né?
¶32Especialmente escoto para colocar nisso daí e mais não só de ter essa posição, mas supostamente derivá-la da simplicidade divina, sabe? Pelo fato de Deus ser simples, ele faz, sabe? Ele tá nisso num de onde assim, sabe? Enfim. Ai ai.
¶33Eh, porque você tá falando é para esse autor, tu tava dizendo, OK, campanela e tal. composante de de do ser e de nada, né? As coisas são assim, mas a simplicidade não tem composição nenhuma, entendeu? Então, enfim, vamos lá, ó. A de palpitar, [risadas] muito bom os comentários aqui, ó, pessoal.
¶34[roncando] Eh, baita novidade na escolástica. Pois é, aqui, ó. É, vou, [risadas] ó, irmão Ateu do Banzoli, vou pedir ao Benites para fazer um vídeo refutando vocês. Pode fazer, rapaz, pode fazer. O Geovani falou assim: "Acho que o Benites fala com mais segurança do que talvez deveria.
¶35Tem tanta gente com conhecimento intermediário com canal que seria obrigado a fazer o meu. Tô até devendo uma live com o senhor." Exatamente, Giovan. Você é um fujão. Já devia ter aparecido aqui há um tempão. Urubu da fofoca.
¶36Exato. Vamos lá. Vamos lá. O escotos comenta lá no ordinácio. Ele argumenta: "Deus não é conhecido naturalmente pelo homem peregrino de forma própria e particular.
¶37Isto é, segundo a razão de tal essência divina enquanto esta é em si". Então aqui ele tá falando que a gente não sabe nada sobre a essência de Deus. Não tem como saber isso. Isso é é algo que Tomás concordaria também, né? Ele fala que ele falaria que Deus sabemos que Deus é, mas não o que Deus é, né?
¶38E esse é um dos poucos pontos em comum nesse sentido metafísico. Então, a divina, a essência divina não é algo que possa ser compreendido pelo homem. Ele escreve nessa mesma obra: "Portanto, o conceito de ente aqui aplicado a Deus é diferente desteix ou daquele conceito, sendo por isso neutro em si mesmo. Embora esteja incluído em anos os conceitos, assim é unívoco." Ao pensar em termos modais, escotos antecipa semân. >> Opa, pode falar.
¶39em tá tá tá errado ali a citação. Ele colocou em anos acho que acho que o certo seria em ambos, né? >> Isso. Exato. Esteja incluído em ambos os conceitos.
¶40Assim é oívoco. Exato. >> Assim é o >> Você queria comentar alguma coisa aqui ou posso deixar rodar aqui? Que eu queria ver onde ele ia chegar com isso? >> Pode, pode deixar.
¶41unívoco. Ao pensar em termos modais, Escotos antecipa a semântica de mundos possíveis da filosofia, que eu já expliquei. A causa incausada da comunidade de coisas contingentes é perfeição infinita. Por que eu não aceito esse tipo de argumento? Argumentos de necessidade não são convincentes para mim porque eles apelam para coisas abstratas, como, por exemplo, equações matemáticas.
¶422 + 2 = 4. São sempre esse tipo de coisas que são as coisas necessárias. Eles dirão coisas como em todos os mundos possíveis 2 + 2 ig 4. Mas podemos dizer que um ente concreto como Deus é necessário? Deus não é uma equação abstrata.
¶43Agora, eu também posso imaginar o mundo possível em que quarques ou um campo quântico existem como coisas necessárias e como causa primeira das coisas contingentes. Sendo esse o caso, eu não posso dizer pura e simplesmente que esse copo é contingente, porque no final das contas, nesse mundo possível, era necessário que os átomos compostos por quarks necessários formassem esse copo. Se os quarks fossem necessários e as leis da física fossem determinísticas, esse copo seria necessário por consequência. O que os medievais chamavam de necessitas excicione ou ou necessidade condicional. Se a gente reduz necessidade a apenas verdades lógicas conceituais, Deus se torna um postulado vazio, uma ideia abstrata.
¶44Eu entendo que essa objeção é mais contundente contra lais e os teístas. racionalistas modernos do que contra os medievais que abordaram essa questão com mais complexidade. Tanto Tomás Jaquino como até filósofos analíticos contemporâneos como William Lane Craig ou David Lewis responderiam que a matéria ou a física fundamental apresenta marcas claras de contingência, mas isso não prova que esse é o caso para toda coisa natural. E se o elemento fundamental da física, como quarques ou cordas ou o que você quiser, for o ente necessário? E se por causa das leis da física a formação desse copo fosse inevitável?
¶45>> É, já tem um tem um monte de confusão aqui, né? Desde da de ele falar que a invocar a modalidade já antecipa a semântica de mundos possíveis, né? Mas o ponto ali é que eh o simples fato de, por exemplo, existir nesta ordem de coisas um campo quântico que vai gerar esse copo, eu não entendi como que isso tornaria o copo necessário ali que ele começou a falar. Não sei se você conseguiu pegar o que ele tava querendo dizer ali. [limpando a garganta] >> Eu, o que eu tenho a dizer sobre toda essa verborragia do do Benites é perguntar se ele realmente leu alguma a prova que Escoto coloca no tratado acerca do primeiro acerca do primeiro primeiro princípio, né?
¶46por exemplo, eh, ele não ele não coloca eh ele não parte de uma concepção de Deus como se fosse, por exemplo, uma coisa simplesmente necessária. Na verdade, existe todo uma teoria sobre o factível e o aquilo que é justamente ah o feito, né, o o factível, o feito, etc. né? E aí, na verdade ele chega a até Deus, não é por esse caminho que ele tá ilustrando, como se como se ele pegasse, na verdade eh verdades necessárias e então ele estivesse supondo esses argumentos, esse argumento, né? Não, não é bem assim.
¶47>> Uhum. Exato. Mas eu queria pegar aqui direito para ver que esses esse trecho aqui para mim foi quase enigmático. Deixa eu voltar um pouquinho só para ver se eu entendi direito. Mas é igual a 4.
¶48São sempre esse tipo de coisas que são as coisas necessárias. Eles dirão coisas como em todos os mundos possíveis 2 + 2 ig 4. Mas podemos dizer que um ente concreto como Deus é necessário? Deus não é uma equação abstrata. Agora, >> ah, eu acho que entendi agora com o seu comentário.
¶49É porque ele tá parecendo que ele parte já da necessidade de Deus. Sendo que essa aqui é a conclusão, né? Como se Dan Scott est tivesse cometendo uma espécie de petição de princípio, né? Mas na verdade ele começa partindo na >> Exato. >> Como quando ele parte no na na no tratado do primeiro do primeiro princípio, ele fala que é possível uma causa eficiente.
¶50Aí ele começa até chegar na necessidade de Deus no final de tudo. No final de tudo. Mas eh eu e o um Benitzes parece se enrolar mais ainda. Ó, quer ver? Deixa eu ver aqui.
¶51>> Ora, eu também posso imaginar o mundo possível em que quarks ou um campo quântico existem como coisas necessárias. >> E não dá para imaginar um mundo possível que quark seja algo necessário, porque a não ser que ele esteja dizendo que seria impossível que não existisse assim, que seria é, ou seja, é, é, é só se for nesse sentido, seria necessário, só se fosse impossível que não existisse um quark. Só que sei lá, vamos ver se ele o que que ele vai desenvolver a parte disso. E >> como causa a primeira das coisas contingentes. Sendo esse o caso, eu não posso dizer pura e simplesmente que esse copo é contingente, porque no final das contas, nesse mundo possível, era necessário que os átomos compostos por quarks necessários formassem esse copo.
¶52Se os quarks fossem necessários e as leis da física fossem determinísticas, esse copo seria necessário por consequência. O que >> é nesse caso tudo seria necessário. Pare parecido com alguém fal que alguém falou nos comentários ali do Antônio Miranda, né? Tudo seria necessário, né? O que é absurdo, mas não é isso que Dan Scot tá fazendo, né?
¶53>> Medievais chamavam de necessitar ex >> condicione ou ou necessidade condicional. Se a gente reduz necessidade a apenas verdades lógicas conceituais, Deus se torna um postulado vazio, uma ideia abstrata. Eu entendo que essa objeção é mais contundente contra Liis e os teístas racionalistas modernos do que contra os medievais que abordaram essa questão com mais complexidade. Tanto Tomás Jaquino, >> não. O que ele falou também, por que que afetaria o Labinit?
¶54Não consigo ver a conexão também, mas vamos ver. Como até filósofos analíticos contemporâneos, como William Lane Craig ou David Lewis, responderiam que a matéria ou a física fundamental apresenta marcas claras de contingência, mas isso não prova que esse é o caso para toda coisa natural. E se o elemento fundamental da física, como quarques ou cordas ou o que você quiser, for o ente necessário? E se por causa das leis da física a formação desse copo fosse inevitável? Se é o caso, então esse copo ele é um ente necessário pro Benites, né?
¶55Porque assim, uma coisa tá OK, tem interpretações que dizem que de fato, sei lá, flutuações quânticas sempre existiram ou é realmente o nível mais fundamental de todos, mas disso não se segue, que o que que o que veio depois é necessário, justamente por ter vindo a existir, é que mostra o seu caráter contingente, né? Então, sei lá, uma uma salada toda. >> De todo modo, para que argumentos de necessidade funcionem contra essa objeção, o defensor do argumento precisa provar dois pontos difíceis. Primeiro, que o mundo físico, incluindo o campo quântico, é fundamentalmente composto, finito, mutável e, portanto, não pode carregar em si a razão de sua própria existência. E segundo que a causa última precisa ser algo totalmente simples imutável e imaterial, o que nos levaria além da matéria e da física em direção ao que a tradição chama de Deus.
¶56>> E ele tá falando que isso aqui que o escoto tinha que provar isso. Não sei se eu ouvi direito. Foi isso que ele disse. >> Hum. Eu acho que sim.
¶57Teístas. Não sei se ele for teístas ou o escoto. >> Deixa eu ver aqui. >> Volta aí um pouquinho. >> É como quarques ou cordas ou esse argumentos pontos finitos.
¶58Primeiro que o mundo físico, o defensor do argumento precisa que argumentos de necessidade funcionem contra essa objeção. O defensor do argumento precisa provar dois pontos difíceis. Primeiro, que o >> qualquer argumento de necessidade, que ele tá falando de contingência aqui, tem que tem que conseguir provar o seguinte. Vamos ver que o mundo físico, incluindo o campo quântico, é fundamentalmente composto, finito ou mutável e, portanto, não pode carregar em si a razão da sua própria existência. É, mas será que ele aceitaria as provas de que as coisas são compostas em algum nível, né, na metafísica?
¶59Não sei se o Benit sequer tem capacidade de entender isso, né? Mas é, vamos ver. Acho que ele vai comentar alguma coisa sobre isso. Fundo físico, incluindo o campo quântico, é fundamentalmente composto, finito, mutável e, portanto, não pode carregar em si a razão de sua própria existência. E segundo que a causa última precisa ser algo totalmente simples imutável e imaterial, o que nos levaria além da matéria e da física em direção ao que a tradição chama de Deus.
¶60Eu não estou convencido pelo que muitos teístas aceitam como provas desses dois pontos. E aí a simplicidade divina, a qual eu fiz alusão agora a pouco, você deve estar pensando, eh, atributos como amor e justiça são coisas diferentes, não são? esses atributos de Deus, massimamente amoroso, onipotente, mas pro escotos não é bem assim. São formas diferentes de expressar a essência divina, a essência de Deus, da qual nós não podemos saber, eh, a qual não podemos conhecer. A distinção aqui é formal, não real.
¶61Qual é a diferença? Então, pro Dans Escotos, existem diferentes formas de ser diferente, existem diferentes distinções. A distinção entre Sócrates e Platão é real, entre inteligência e vontade é formal, entre a luminosidade e o grau da luminosidade é modal. Lembrando que modal é possibilidade, né? Ela poderia ou não poderia?
¶62Eh, eu já acho engraçado isso aqui, né? Porque ele vai falar dos tipos de distinção. Aí ele fala assim: "Existe a distinção real, a distinção formal e a modal". E quando ele vai explicar a modalidade, a modal, ele apela pra modalidade no sentido de contingência, né? Pode ser ou pode não ser assim, né?
¶63Só que isso aqui, ô Benites, é sobre um modo, por exemplo, eu aqui, qual que é a distinção entre mim e o meu modo de estar sentado? Esta posição, essa disposição que eu estou, de fato, é uma diferença modal, só que isso não tem a ver com contingência, com necessidade. Ele usou a pura equivocidade da palavra modal aqui, né, para você ver assim, é, é muito louco, [risadas] >> sim. [risadas] >> O Carlos, o Carlos lá farmando auras. Sim.
¶64Não, eu eu fico pasmo porque ele só fala tudo que ele fala tá errado. Eu fico [risadas] assim pasmo como ele tem coragem de botar esse vídeo no ar, né? E aí ele põe objeções que não atacam o escoto. Ele põe uma distinção, ele fala assim, ele começa o vídeo dizendo assim: "Olha, amor e justiça são diferentes, né?" Aí ele fala assim: "Eh, são diferentes concepções, algo assim". Ora, mas para São Tomás também, Santo Tomás de Aquino tem uma questão inteira onde ele diz o seguinte: "Os nomes de vin os nomes divinos não são sinônimos".
¶65>> Uhum. >> E aí ele coloca ali, a, dá para ver até pelo pelo slide nele, ele coloca assim: "A distinção formal, ela não é real." Assim, >> geralmente mal como um tipo, né? Como um tipo de distinção real, né? Ele vai possivelmente apelar aqui a distrição formal como intermediária, mas será que ele sabe o que é o que é essa intermed o que significa ser intermediária nesse contexto? Porque pelo jeito ele não sabe, porque se ele soubesse, não botava ali que não era real.
¶66Então assim, é difícil engajar com com uma pessoa dessa, né? Parece que ele [risadas] ele força isso, né? >> O Carlos aqui, ó, em sua homenagem, olha o que que falaram aqui, ó. [risadas] Senhor de extinção modal. >> Senhor de extinção modal.
¶67[risadas] [suspirando] >> Muito bom. F assim, ó. Ele é mestre ou doutor? Se eu não me engano, ele tava fazendo doutorado em filosofia. Para você ver, né, que hoje a academia aceita tudo, né?
¶68[risadas] O pessoal vindo aqui. [roncando] Ai, ai. E tem gente que diz que efeito Danny Krueger não é real. [risadas] Exato, exato. Pensar que é o Carlos embaixo bacato.
¶69[risadas] Ai, ai, ai. Um metafísico multilou. Exato. [risadas] Ai, ai, ai. Já tivemos a salada conceitual da noite.
¶70Não, essa aqui para mim foi muito boa da distinção modal, porque você sabe, né? Quer ver? Eu vou até voltar aqui porque você sabe, né? Porque é isso, modal, né? né?
¶71Ou seja, é a luminosidade e os graus da luminosidade poderia ser, poderia não ser. Quer ver? Ele falou aqui, ó. Quer ver? Não foi isso.
¶72>> E o grau da luminosidade é modal. Lembrando que modal é a possibilidade, né? Ela poderia ou não poderia? Eh, a inteligência, [risadas] ó. Tá vendo?
¶73Poderia, é, é modalidade, né? Contingência. É, mano. >> E a vontade você já percebe que as parecem coisas mais diferentes assim, nesse sentido formal. Agora, quando se trata de dois indivíduos, Sócrates e Platão, Mateus Benites e Paulo Cogos, você vê claramente que são dois entes bem diferentes no sentido material, né, no sentido real para usar o vocabulário cotista, né?
¶74O realismo, >> você vê, você vê assim, Carlos, pelo sentimento, entendeu? A inteligência e a vontade você sente ali naquela, são um pouquinho mais diferentes assim, né? Formal. Você viu que foi assim que ele que ele senti que ele sentiu a explicação, [risadas] >> ó. Olha como ele explica ali, ó.
¶75Atributos como amor e justiça não são coisas diferentes, mas formas diferentes de expressar a essência de Deus. A questão é que para Tomás dequino, amor e justiça são diferentes expressões da essência divina, porque os nomes divinos não são sinônimos. Então, cada nome invoca um quadro conceitual distinto. Logo, são diferentes e formas de expressar a essência de Deus ou algo da essência de Deus. Eh, então a explicação tá errada já, né?
¶76E aí ele fala da formalidade da da distinção formal, mas não explica nada. Apela para distinção modal e confunde modal com modalidade no sentido de eh possibilidade. [risadas] >> É, é difícil, né? >> Como é? Eh, vamos colocar aqui como é que é, Carlos?
¶77Nível Brasil, escola. Aliás, eu acho que um Brasil escola não cometeria um erro desse. Eu acho, acho, >> acho que não. Não é possível. Não é possível.
¶78Pior. >> Acho que não. Tá pior. Tá pior. >> Vamos lá.
¶79O dele é mais fraco ou é mais moderado do que o do Tomás Jaquino, mas ele não chega a ser um nominalista. Eu vou explicar a diferença entre essas ideias. >> Ó, seu realismo é mais fraco que o dia de Aquino. Aí ó, Carlos, chegou no ponto. >> Não vai explicar, não vai explicar.
¶80Vai explicar errado também. [risadas] Seu realismo é mais fraco que que o que o diquino. Como assim, cara? Ele é muito mais forte. Inclusive tem vários vários tomistas, como por exemplo eh do século XIX, vários tomistas apelidam o realismo esotista de realismo exagerado.
¶81>> Uhum. Exato. Não é o que a gente é o que a gente sempre fala aqui, né? O pessoal fica com essa coisa do do Tomás Jaqueno ser o grande realista, né? e tal, mas quando a gente explica que é justamente um mero domínio negativo ali, enquanto Dos Scott tem a a teoria, né, da do formalismo dele, tudo se investe, porque realmente o grande expoente do realismo seria muito mais escoto do que Tomás Jaquino, né?
¶82Mas e eu eu até eu nem lembro o que que ele vai dizer aqui, mas eu acho que ele vai, bora ver se ele vai palpar um pouco mais sobre isso. Mas antes, antes deixa eu só ver o que que colocar aqui. Modal, neste caso, quer dizer que a luminosidade e o grau da luminosidade estão em diferentes dimensões, diferente de Platão e Sócrates que estão na mesma dimensão, categoria, modo, mas são distintos, não é modo assim, o modo, por exemplo, é o exemplo que eu dei que a gente dá é isso. Por exemplo, meu, no caso que ele tava tentando explicar é distinção modal. Distinção modal às vezes é tido como tipo de distinção real menor, né, que é o nome que se dão, né?
¶83Então é um entre eu e o meu modo de estar sentado e coisa assim. Agora, entre dois elementos que são numericamente distintos, duas coisas realmente distintas, a gente chama de distinção real, Sócrates e Platão. Mas ele quando foi explicar modal falou assim:ente se uma coisa que pode ser ou que não pode ser modal nesse sentido, que que não é, entendeu? Simplesmente não é. Simplesmente não é.
¶84Você quer adicionar alguma coisa, Carlos? É o silêncio, um silêncio [risadas] fulcral aqui, porque [risadas] eu não sei se quando chegou a parte, quando ele fez a faculdade de filosofia, quando chegou nessa parte da filosofia escolástica, ele pulou assim, não assistiu as aulas porque parece isso, né? Ai, muito [risadas] bom. Aqui, ó. Benites é aluno do Nuguê, rapaz.
¶85Deve ser, né? Deve ser. [risadas] Ó, o cafezinho apareceu. Distinção formal. Várias formas em Deus.
¶86No versus distinção formal. O que pode ser? [risadas] >> Exato. Exato. Ó, tem tem o o cafezinho lembrou bem, né?
¶87Porque pro pro Nuguê ele confundia isso, né? A formalidade com formas, né? Então, distinção formal são várias formas em Deus. Seria mais ou menos isso pro Nuguê, né? Quanto que pro Benite distinção formal que pode ser contingente?
¶88[risadas][suspirando] Ai, impagável.