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radar · Filosofia & teologia

CHAMEI MEU AMIGO HINDU PRA UM PAPO SOBRE RELIGIÃO | Feat. Rian Lobato

¶1Estamos ao vivo. E aí, pessoal, tudo bem? Como é que vocês estão? Eh, ainda geralmente o pessoal demora um pouquinho para começar a aparecer, tá, Rian? Mas quem tá chegando já tá vendo aí um convidado diferente hoje.

¶2Vamos já falar sobre isso. Ah, deixa eu pegar aqui já o link para mandar no grupo da live, mandar pro Rian também. Aqui hoje as expectativas estão altas aí para nosso encontro. Pera aí. Mandando no grupo da live.

¶3Mandando aqui pro Rian agora. Mandei no grupo da formação da opinião. Mandei pro tá aí no seu WhatsApp já. Riança. >> Olha aqui, já temos um first que apareceu ao vivo.

¶4E aí Davi, tudo bem? Seja muito bem-vindo. Jesuíta chegou agora. E aí, Grifo Podcast, tudo bem? Já temos aqui o querido Gabriel Tossato também, que é conhecido acho que do Rian também, né?

¶5Eh, >> sim, sim. >> Davi, boa noite, Fugita, boa noite, Rian. Que Deus abençoe tudo de bom com vocês. Sobrevivendo. E você, Davi, tudo certo?

¶6Daniel Barbosa falou: "Boa noite". José Quaresma: "Boa noite, Fugi". Ran, tenho aula agora, mas depois vejo se eu consigo acompanhar. Que isso? Mata a aula.

¶7Ocoterígena falou: "Boa noite a todos". Live lendária hoje. Concordo. Essa live aqui é é para tremer aqui tudo. Boa noite.

¶8Atrasou, fugi? Puxa, a gente atrasou um pouquinho, só tivemos uns problemas técnicos aí para resolver o áudio do Rian, mas já fixamos. The Play Aristoral, boa noite, Fugita, boa noite, meu caro. Tudo bem, Thago, patrão, o dono desse canal, nosso maior sponsor. Tudo bem, Thago?

¶9Boa noite. Jornalista Second, não, né? O jornalista Sérgio Souza, você ficou aí pouco para trás, hein? O pessoal já falou bastante antes de você. Ô, pessoal aqui.

¶10Boa noite. Boa noite, irmãos. Obrigado, Landre. Davi, agora Plotino volta a acender do túmulo. [risadas] [suspirando] Exato.

¶11O Nick aqui, boa noite. Boa noite, Daniel. Eh, Daniels Limão falou: "Boa noite, amo Rian de uma forma não tóxica". [risadas] [suspirando] Obrigado pelo carinho aí. Aí o Pedro rindo.

¶12Assunto absurdamente top. E o convidado mais top ainda, né? Boa noite, galerinha. Salve salve. Vote, votem em mim.

¶13Como assim? Você quem que vota em um AJ? Tu é doida. Fugito, o que você acha do Turretini? Tenho novidade sobre isso, hein?

¶14E agora em comemoração ao mês da reforma protestante, eu vou fazer algumas lives também temáticas sobre alguns reformadores, entre eles estará Aletini. Então, vou deixar essa resposta para lá, porque eu acho que eu vou falar dele logo depois do Voetos, que eu tô preparando uns materiaizinhos. Então aguardem aí que vai vir muita coisa interessante. Tema interessantíssimo. Já mando minha dúvida.

¶15Buda era hindu antes de iniciar o budismo? Como hinduísmo enxerga o Buda? Já já segura aí, segura aí que o Rian vai externar toda a sua sabedoria hindu para nós hoje. Falar sobre budismo também, que ele conhece bastante sobre. Boa noite, amigos e amigues.

¶16Eita, boa noite, Ran. Tudo bem? Aqui, ó, já gostaria de fazer uma pergunta a ambos. Como um hindu e um cristão encaram a filosofia do vazio? Olha aí, rapaz, já começou a chegar pergunta técnica.

¶17Opa, pera aí que Opa, Rian, você tá aqui ainda? >> Sim, sim, eu voltei agora. Eu caí aqui porque eu entrei no Facebook para divulgar a o link e aí eu acho que ele cortou por causa disso. >> Você sumiu aqui também na imagem. Alô, alô, Rian, você tá por aqui ainda?

¶18>> Tá me ouvindo? tá me ouvindo? >> Eu só tô conseguindo ouvir você, mas você sumiu da tela. >> Só me ouvindo, né? No caso, >> só tô ouvindo.

¶19Exato. Não tô vendo você. >> Eita. E agora? Ai, >> eh, eu tô tentando te adicionar de volta aqui, mas ele >> certeza não tá me vendo?

¶20Tenho tenho certeza que você não tá aparecendo, amigo. Gente, só enquanto o Rian volta aqui, deixa lendo os comentários já sobe. Boa noite, Fugita. Boa noite, pessoal. Tudo bem, meu caro?

¶21Seja bem-vindo. The Book iss on the table. Yes. Boa noite. Opa, agora você voltou.

¶22Agora tá aqui a imagem de novo. Ah, ok. Limite de fala de faltas estouradas e o prédio de pós não tem eduruam. Está tudo bem comigo, Fugita, boa noite. Rapaz, você tá você tá famoso, iran?

¶23Tem muita gente chegando aqui. Temos já quase 50 pessoas ao vivo. O cara tem cara, o Rian tem cara de hindu, vocês acham? >> Ele é de sangue, né? É, o pessoal fala que é é o pessoal fala que é é parecido com o fenótipo e norte indiano, né, que os indianos do norte geralmente eles eles têm eles são mais altos, né, eles eles têm prática mais fino, né, porque eles têm mais gente da da STEP, né, da da Irança índola Ariana.

¶24Uhum. >> E os do Sul geralmente, né, que eh eles eles partem, né, da geralmente ali da daquele complexo retnolinguístico que a gente chama de dravidianos, eles tendem a ser mais escuros, né, um pouco mais baixos e tal. Aí todos os meus amigos indianos falam: "Ah, tu poderia caminhar na Índia, todo mundo acharia que tu é um nordênio comum comum, né? Tu é um um nista. >> Uau!

¶25Não sabia dessa. É um padrão bem diferente de indiano, então, né, do que a gente tá acostumado assim do estereótipo, né? É, tipo, é porque a Índia é muito diversa, na verdade, né? Então você tem diferentes diferentes eh fenótipos, diferentes eh eh manifestações, né, de físicas e tal, dos indianos. >> Uhum.

¶26Tá bom. Olha, eu vou eu vou pular aqui algumas perguntas que elas já estão meio que entrando no tema, tá pessoal? Vou só ver aqui o pessoal saudando a gente. Boa noite, fugitan. Finalmente esse encontro aconteceu em live.

¶27Exato. Até porque o Só para mostrar aqui, deixa eu tirar o Rian rapidinho, ó. O Rian, ele já apareceu aqui no canal nesse vídeo, tá? Ó, Aquino era o pai do nominalismo, né? Um um vídeo aí [risadas] que sacudiu a bolha cristã.

¶28É, especialmente os católicos que já não gostam muito da gente, [risadas] não gostaram muito disso, mas os autênticos viram que a gente tava lá falando o que é certo e o Ran apareceu para dar essa forcinha. foi muito bem-vindo naquela época e agora novamente bem-vindo aqui. Rian, posso ser seu AJ também? Não, você só pode ser o meu AJ, AJ do fugit. Você tem que criar um perfil chamado AJ do >> É, não vou mentir que eu tô precisando dele também.

¶29>> É, [risadas] eu e eu tô falando pro pessoal aqui, se vocês conhecerem um AJ bem mansinho, tô lá atrás também. Aí o o de Warson. Boa noite. Boa noite. Bem, tem muita gente dando boa noite aqui.

¶30Eu já vou fazendo aqui o já encaminhando pra gente começar. Deixa só ver se já tá em todos os grupos aqui dos meus. Você já mandou em todos os seus também, Ran? Dos grupos que você queria mandar, compartilhou não? >> Ok.

¶31Então, deixa eu só ver se tem uma pessoa também que tinha pedido para eu mandar aqui. Uhum. Bem, então é isso, pessoal. Sejam bem-vindos a mais uma live aqui do canal. Quero agradecer a presença de todos.

¶32Muita gente tá vindo para ver esse encontro entre cristianismo e hinduísmo, que tá sendo mediado aí pelo nosso querido Rian Lobato. O Rian, para quem não sabe, vai se apresentar daqui a pouquinho, né, falar sobre o que que ele faz, quais são os interesses dele. Mas quem está há mais tempo no canal, como eu falei, já viu que o Ran apareceu por aqui, como eu acabei de dizer, ele esteve no nosso vídeo sobre nominalismo. O Rian já tá na bolha há muito tempo também, não tá no canal, não tem um canal no YouTube para quem já quiser saber, mas quem sabe, né, a gente não incentiva o Rian, já que o Carlos tá fazendo, a Gabi tá fazendo, quem sabe o Rian também não entra no YouTube. Certamente seria uma grandiosíssima adição pra gente ter por aqui, né?

¶33Vai ser uma grande força pro teísmo, certamente. E o Rian eu conheço desde épocas assim pretéritas, né? Um passado remoto e que a gente vem conversado anos todos. O Rian mudou muito de posições ao longo desse período. Vou pedir que ele comente um pouquinho sobre isso na sua apresentação.

¶34Mas então, Rian, quero já pedir que você fale quem é você. Eh, e obrigado por estar aqui. >> Bom, eh, agradeço muito, meu amigo, viu, pelo pelo convite, pela abertura que você tem aqui no canal para dialogar. E só antes, né, de de eu começar, né, a falar, eh, segundo a minha tradição, é auspicioso, né, queemos um mandra para abrir, né, a a conversa e trazer, né, as as pessoas idade e tudo mais. Então vou lá.

¶35Guru trayan pan, vatayan pranka vian. மோã minhas referências a você, Marilo, muito obrigado mesmo pelo espaço que você está me dando aqui para dividir conhecimento, né, para integrar, né, poder contribuir com todos vocês. E bom, começando a minha a apresentação, eu sou eh uma pessoa, né, acho que partir, né, do meu background religioso seria interessante. Eh, eu cresci numa família católica romana, né, ah, formalmente falando, né, a minha mãe, ela, na verdade, ela vem de um background eh espírita, né, cadcista, influenciado, né, pelo pelo espiritismo. Só que ela também eh fazia ela ela diz ter tido uma experiência, né, com Cristo e ela também eh teve uma uma graça alcançada, né, relacionada à minha irmã com Nossa Senhora de Fátima, né, eu moro aqui no norte, né, na cidade aqui na capital na Mapá.

¶36E a gente tem eh aqui do lado, né, o santuário de Nossa Senhora de Fátima. Então, ela ela teve uma graça alcançada para Nossa Senhora e ela se tornou uma católica formalmente eh desde então, mas ela tem eh uns mixes, né, como eh é comum aqui no Brasil com a crenças espíritas, né, crenças cardecistas. E, por exemplo, ela acredita em reencarnação, por exemplo, né, o que é incompatível, né, em tese com a a o catolicismo, né, e tal, ela não acredita na ressurreição dos mortos, né, que é uma coisa que você tem ali no no credo católico e tudo mais. >> Uhum. E eh mas ela diz que é é porque ela ela vê mais verdade no catolicismo, né, do que eh coisas que ela discorda, né?

¶37O meu pai ele é ele faleceu, né, há uns dois anos atrás, o fugita chegou a conhecer, né, ele já foi lá em casa quando ele tava passando por aqui. E ele também era formalmente católico e mas ele ele eh tinha interesses, né, eh em doutrinas filosóficas, como por exemplo, o hermetismo, o acabalá, tudo mais. Então eu eu já cresci nesse ambiente um tanto quanto sincrética espiritualmente e eu me interessava por esses temas, né, de espiritualidade e tudo mais quando eu era criança. E nesse caso eu tinha interesse muito forte pelas religiões pagãs na antiguidade. Então eh eu tinha esse interesse na na nas religiões eh gregas, ah, na no hinduísmo também eu cheguei a ter interesse, mas eu não cheguei a desvelar na época do que do que aquilo se tratava no final das contas, né?

¶38Eh, nesse caso, eh, eu fui ganhando, né, eh eh por meio, né, da influência dos meus pais, tudo mais, eu fui continuando, né, minha vida na igreja, fiz a catequese e tudo mais, eu recebi o os sacramentos, eh, que um católico romano ele ele recebe. Só que com o tempo também eu fui eh meio que encontrando ali um algum ali uns pontos de divergência, vi verdade, né, no no cristianismo que vejo até hoje, né, tenho tenho respeito até hoje pela por eh por essa religião que é a maior a imagino que seja a religião que é a maior parte, né, da das pessoas aqui na no canal do fugido. >> Uhum. e eh foi eh absorvi, né, o o o que eu via de verdadeiro. Mas com o passar do tempo, né, na medida que eu fui meio que me distanciando, né, da fé cristã, eu também fui meio meio que eh perdendo também o senso de espiritualidade, né?

¶39Então eu tive uma fase, né, que eu eu comecei a me interessar mais pela filosofia eh moderna e eu fui me aprofundando, né, fui me foi me interessando. Eh, também cheguei ter cheguei a ter uma uma fase que eu tive interesse por política, por economia e tudo mais. Então, eh, mas eu, isso foi dando espaço para, eh, o estudo da filosofia, da metafísica, né, de forma geral. E nesse, e nesse caso, eh, eh, eu comecei a me aprofundar no idealismo alemão, né, e na filosofia analítica. Foi e foi nessa fase que eu conheci o Fugita, né, e a Gabi também, né, na verdade foi a Gabi que me apresentou, que me encorajou a a estudar Kant e tudo mais.

¶40e eh absorvi, né, eh muuit dessas influências da da filosofia moderna, do Kant e tudo mais. E eh eu também tive uma a a eu na medida que eu fui avançando, né, também eu fui me interessando por uma visão de mundo naturalista, uma visão de mundo eh eh até um tono cientificista na época, né, por exemplo, eu gostava muito do do casal Churchlin, né, o FITA vai lembrar disso e tudo mais. Oi, >> eh, eu cheguei até a fazer eu cheguei até a fazer o meu TCC sobre eh esses temas, né, de intersecção entre a neuro a a neurociência, a filosofia, né, aplicada no direito, que é o curso que eu fiz, que foi a minha graduação, né, oficial. Eu pretendo fazer meu mestrado em em filosofia quando eh no futuro, né? Não tenho impresso em relação a isso.

¶41Mas eh eu comecei a perceber, né, que não era uma visão de mundo que eh por assim dizer eh era estável para mim, né? Comecei a perceber que tinha uma retaridez, que aquilo não não podia ser só isso, entendeu? A a muito provavelmente tem alguma coisa mais. eu saí em busca, né, de respostas, né, de de aprofundamento. E aí eu comecei de onde eu parei naquela época.

¶42E aí eu comecei me aprofundando no neoplatonismo, né? Ah, o neoplatonismo que eu falo aqui é o é o é o o pagão, né, que a gente encontra em Plotino, em Iâmbrico, Próo, etc. E eh eu vi ali uma visão de mundo que era muito compatível em Gerais com o que eu estava procurando, né? Pera aí, só fechar um negócio aqui. >> Uhum.

¶43>> Eh, uma visão deindo que era compatível em última instância com aquilo que eu estava procurando, né? que eh na minha opinião, o que que embasa, né, o meu pensamento quando eu eu vou pensar essas questões relacionadas, por exemplo, ao ao teímísmo, né, a metafísica que eu que eu emprego, que é uma visão de mundo em que eh basicamente a estrutura da realidade ela é de tal forma que, eh, ela dá primazia à totalidade, ela dá primazia a a ideia de que o todo ele é de alguma forma maior do que as suas partes, que ele tem um existe um princípio de identidade nas coisas e eh em última instância você vai poder articular em conceitos como, por exemplo, universais, relações e numa doutrina que eh a gente vê, por exemplo, na filosofia analítica, que é o organicismo, né, que é eh o se você entender, né, o organismo como um uma totalidade autodiferenciante, né, que partes que são simpáticas assim e tudo mais. E esse tipo de pensamento você encontra no neopatonismo, né, e tal, na na ideia da primazia da unidade, do uno e tudo mais. Ah, e, eh, a base do meu pensamento em última instância é de que a realidade, de alguma maneira, ela é um todo constitutivo, eh, no qual existe uma interdependência, né, de princípios inferiores em relação a a uma coisa que é superior. e o que última instância para mim eh só é respondível eh se pressupormos se titiv tivermos a a o pressuposto de que existe um princípio, um fundamento último para essa unidade, né, que é obviamente, né, interpretado como a deidade no no neoplatonismo pagão, né, e que e também no cristianismo, né, foi influenciado pelo pelo neoplatonismo, né, como a gente sabe e tudo mais.

¶44Ah, e também a crença de que a realidade de alguma maneira ela possui um significado intrínseco, né, que ela não é somente uma combinação acidental, como por exemplo, uma crença mecanic ela eh sugerir, né? Existe alguma coisa eh por trás da realidade que a a mantém que a a imbui de propósito, né? Que é a que a gente chamosofia analítica. Eu travei aqui. >> Opa.

¶45Sim, sim, sim. Deixa eu só, deixa só interrompê-lo rapidinho, Rian, que tem bastante perguntas chegando já sobre as coisas que você tá falando. E aí, deixa eu só fazer o seguinte, eu acabei não mandando ainda, mas gente, aqui tem o link para quem quiser fazer um um Pix pra gente, tá? E aí a gente vai dando prioridade paraas perguntas que chegarem por aqui, tá bom? Mas pode continuar, Ran, sua apresentação.

¶46Perdão. >> Na realidade, de alguma maneira, ela possui um significado intrínseo. que ela não é somente umação acidental, né, mas que ela é uma ela é algo imbuído de propósito, né, de de propositividade de uma maneira que eh organismos são, né, de uma maneira que as partes são eh eh organizadas ah para uma propositividade inteligente e eh no qual essa totalidade se articula. E para mim isso em última instância leva a essa convicção, ela leva a um tipo de teísmo em última instância. Se você eh se você for seguir, né, a linha de raciocínio mais consistente, né, na minha opinião, pelo menos.

¶47Eh, você encontra isso, né, obviamente no neoplatonismo, você encontra isso nas formas de teismo ocidental, como cristianismo e tudo mais. E com eh com o tempo, né, eu fui ganhando essa convicção, né, a partir dos meus estudos no neoplatonismo, mas eh eu comecei a a meio que sentir eh a necessidade de >> CEP Matos mandou R$ 20. Grato pela colaboração com Ran. >> Opa, obrigado. Pode continuar, Ran.

¶48Ainda ele mandou só para realmente colaborar, né? Então também podem mandar a gente aí só para ajudar, tá? Mas se quiserem fazer perguntas pro Rian, a gente vai respondendo quando, conforme for dando. Pode continuar, amigo. Desculpa.

¶49Sim, sim. Eh, e nesse sentido, né, ah, eu fui avançando, né, nessa nessa nessas convicções metafísicas de última instância que me guiava, né, para entender o que que é a realidade no final dos contas, porque estamos aqui, que no final das contas são as big questions, né, são as grandes questões que a gente tem na filosofia. Uhum. >> Eh, eu queria desenvolver, por outro lado, eu não queria que isso ficasse somente no plano intelectual, eu queria desenvolver também uma espiritualidade em relação a isso. Mas você tem um problema, né, que você não consegue eh eh desenvolver isso a do ponto de vista que eu queria fazer no neoplatonismo, ã, por uma via que não seja em alguma medida um tipo de reconstruismo, né, eh, uma forma de neopaganismo, por assim dizer, né, de que você eh reconstrói a religião porque você não tem mais uma linha sacerdotal de de da religião helênica, né, antiga, tal, que tenha sobrevivido ao tempo, né?

¶50E é assim para maiores os maiores eh eh tipos de paganismo. Você não tem isso uma religião egípcia antiga, mesopotâmica, o que seja, para você seguir, né, um um um caminho que seja eh espiritualmente vivo nesse sentido, né? Não, eu não quero fazer aqui de nenhuma forma uma crítica à forma de reconstruismo. Eu tenho todo o respeito, tenho amigos que seguem, mas não é, eu sentia que não era isso que eu queria realmente. Eh, foi nesse nesse nesse inteiro em que eu entrei em contato com um grande amigo que é um irmão espiritual hoje, né, irmão espiritual porque eu sigo, né, o o mesmo guru que ele.

¶51Eu recebi a iniciação do do guru dele, que é hindu, que faz uma pesquisa sobre isso, que tem doutorado, né, sobre isso. publicou mestrado, doutorado e tal, que é o Danilo Costa Lima. Você muitos de vocês já devem conhecer aqui. >> Uhum. >> E nesse eh nesse eh por influência dele, né?

¶52Eh eh eu fui desenvolvendo desenvolvendo esse esse pensamento e fui sendo encorajada a estudar o hinduismo como a a última, por assim dizer, a última grande tradição pagã viva, né? esse grande universo religioso que a gente chama de hinduísmo, que eu posso explicar melhor depois como é que funciona e tal, esse essa terminologia, porque na verdade hinduísmo é um é um eh hexônimo, né? É um termo que é um é um termo que é utilizado de fora, né? O termo que os que os peças deram para definir o o o aqueles que habitavam no Vale do Rio Indo ali na na Índia. Mas não é um termo que os hindus antigamente chamavam ninguém ninguém ninguém na na Índia antiga chamava de hind.

¶53Eh, a o nome da religião de fato [limpando a garganta] é Sanata Dharma, né? Dharma, né? na é uma palavra no sânscrito que significa eh a o dever, a ordem, o fundamento e tudo mais, que com as suas devidas proporções, ele ele ele vai guardar eh correlatos, né, que até um um um católico dominicano chamado Marting Gunner, ele ele ele assinala bem isso com aquelas ideias de lei natural e tudo mais do do do fundamento essencial, etc., que você tem no cristianismo também, né, que é uma coisa que a gente pode dialogar aqui, inclusive. >> Uhum. e eh sanátana é eterno, né?

¶54Então, eh alguma coisa como o dever, a tradição, a religião eterna. É esse o nome que os hindus eles dão para si, né? El se vê eh eh eles se vêem como herdeiros de uma tradição, de uma religião que é eterna, que é perpétua, de princípios espirituais que são eternos. E nesse sentido, eh, eu, eu fui me deslumbrando cada vez mais com o hinduísmo e fui encontrando, inclusive como que todas as minhas fases, eh, aquilo que eu estava procurando. Eu fui encontrando aquilo que eu achava mais eh eh impressionante no idealismo alemão, né?

¶55H, a gente já vai ver aqui por, mas o o é porque os os eh os hindus eles eh desenvolvem a metafísica da consciência do sujeito transcendental, tudo mais, que tem muito a dialogar com o não só Kant, mas também FT, Kelling, Hegel, etc. E fui contando também tudo aquilo que eu buscava no neoplatonismo de forma geral, tanto teoricamente quanto aquilo que o neoplatonismo não conseguiria dar, né, que é um em termos de uma uma prática, né, que eh que tinha uma linhagem viva de fato, né, que que tenha eh sobrevivido ao tempo. Eh, e eu eh encontrei ali, né, eu gostei de falar que eu fui procurar o cobre, eu acabei encontrando ouro ali, entendeu? Então, me apaixonei completamente por esse esse vasto universo religioso. Descobri que ele é sofisticadíssimo, descobri que é é uma uma é deslumbrante, é o tipo de coisa que não não dá para você eh eh dominar numa vida só, né?

¶56as pessoas falam assim que eu eu entendo muito de hinduismo e tal, mas o fato é que eu eh o o que eu tenho para para falar, né, sobre um uma um universo de tradições tão eh vasto, não seria possível para um indivíduo só dominar. Eh, nesse sentido, eh, eu também encontrei eh alguns pontos que foram meio que me eh naquela mesma convicção organicista, por assim dizer, né, que eu mencionei ali, aquelas convicções metafísicas que eu montei no neoplatonismo, eu fui meio que descobrindo que também no neoplatonismo em si, eh, elas não são desenvolvidas de uma maneira que é satisfatória 100% para mim. Gabriel Tossato mandou R$ 30. No momento oportuno, poderia comentar sobre proximidades entre o argumento uricental para deus do pratisneia contra o abudistas e o argumento do Lonergan. OK, vamos já vamos já vamos já tratar sobre isso, mas pode prosseguir eu também tenho várias perguntas, porque eu sou bem, eu não tenho quase nada de conhecimento sobre hinduismo aqui.

¶57Eu vou aproveitar o Ran ao máximo aqui hoje, mas vai lá, Ran, pode continuar. >> Bom, eh, e aquela, aquela, [risadas] pera aí, vai já, vai já começar. Eita! Cadê a voz do negócio? >> Diogo Matos mandou R$ 15.

¶58Existe relação entre filosofia ou teologia indo e as discussões sobre conhecimento da realidade da filosofia? De alguma forma, o hinduísmo antecipou esse tema do envzamento no conhecimento, a meditação e a busca pelo silêncio da mente Meremetém. >> OK, muito boa pergunta. Bem, eh, já, gente, já. Vocês estão bem bem ansiosos aí para o Ran responder várias coisas, mas eu eu quero aproveitá-lo o máximo aqui.

¶59Inclusive, Ran, se você puder inclusive aprofundar uma coisa que você tava dizendo que eu queria te perguntar, é, hinduísmo é como se fosse um termo guarda-chuva para várias correntes. Então, como, por exemplo, cristianismo, aí tem cristãos que são católicos, cristãos que são a protestantes. Como que é isso daí? Por exemplo, só pra gente situar um pouco assim. Perfeito.

¶60Eh, o hinduísmo, como eu mencionei, ele é um exônimo, né? Ele é uma, mandou R$ 5. [risadas] Qual é a opinião do Rian Lobato sobre o amor ruibal? >> Como assim, né? O amor ruibal, bem, se tu, se você conhecer, tudo bem.

¶61>> É um autor. É um autor. Eu conheço sim. Eu posso responder depois. Eu vou, eu prometo que eu vou responder todas as perguntas, mas eu eu gostaria de terminar a a minha fala, tá?

¶62>> Pode lá. Eh, e, eh, aquelas mesmas convicções que eu tinha na na metafísica que eu fui ganhando, né, com com neatonismoado, eu fui descobrindo também que são insites preciosos, obviamente, mas que eles eram insuficientes em vários sentidos, né? Então, por exemplo, eh, você pode articular essa visão de mundo política, por assim dizer, unitarista e tudo mais, de uma maneira que enfatiza, né, a a de uma certa maneira a dualidade, né? Então, a dualidade que eu falo aqui é o princípio da diferença de alguma maneira, entendeu? Eh, e você encontra isso bem desenvolvido.

¶63Na minha opinião, a tradição hindu que mais eh bem desenvolve isso é o Shaivas Dunta, né, que é uma uma doutrina hindu específica, que ela ela vai seguir uma linha dualista, né, uma linha de que, por exemplo, eh que vai enfatizar que existem distinções fundamentais na realidade e tudo mais. E você tem uma perspectiva, eh, você pode também desenvolver isso de uma maneira que é não dualista, né? Uma maneira que vai colocar a primazia de fato na no conceito de identidade. Então, a a mais famosa de todas é que todo mundo assim que lê um pouquinho sobre hinduismo conhece, é o adoeita vedanta, né? Eh, a corrente do adoeita vedanta, né?

¶64Adoita significa eh assim como toda língua, né? eh eh induropeia, acho que não é toda língua da induropeia, mas é é muito comum na língua das induropeias e a palavra a, né, de negação doita, né, no sânscrito significa dualidade. Então é é a não dualidade. Vedanta significa a a o a conclusão final dos Vedas, né, que é a revelação indu. Então, é a doutrina que estuda eh eh a escola, né, a visão filosófica ligada ao estudo do Vedanta.

¶65e eh prega a não dualidade, né? E a a a não dualidade aqui ela ela é um termo que ela somente pode ser traduzido de maneira aproximada como humanismo, né? Eh, de certa maneira esse termo não é errado, inclusive ele é muito comum, né? Eh, de ser ser utilizado na literatura, mas a a o termo mais preciso, né, e que faz ju realmente ao que a tradição está tentando fazer é de fato a doeita. é não dualidade.

¶66Não dualidade aqui, por quê? Porque ela valoriza, ela ela captura esse aspecto apofático na metafísica de negar a dualidade. Não é somente a a você falar de unidade, você negar a dualidade. Por quê? Os aduating eles vão desenvolver uma escolástica em cima disso de uma filosofia e vai eh ser paralelo em alguma medida com o próprio lexo das distinções que a gente conta nos escolásticos, mas que eh vai ser primariamente falando que eles vão falar de que existem na na realidade convencional, né, realidade empírica e tudo mais, que é fora da realidade absoluta, né, que da teologia lá última, que a realidade última é a a realidade última, ela tem que negar a os três tipos fundamentais de diferença, né, que na dentro ali do léxico deles vai ser eh sarjati, né, que é aquela diferença que acontece em seres que eles são de uma mesma classe ou de um mesmo gênero.

¶67Então, por exemplo, a diferença que existe entre uma árvore e uma outra árvore ou a diferença que tem uma vaca entre e a outra vaca. A a segundo, o segundo tipo fundamental de diferença é o jatia beda, né, que é aquela diferença que acontece em seres que são de gêneros e classes diferentes. Então, por exemplo, é a diferença que existe entre uma pedra e uma uma árvore, a diferença que tem entre uma vaca e uma uma mesa, por exemplo. E você tem a sua gata e que é a as diferenças internas. Então, a diferença é que você tem, por exemplo, entre organismo e partes, entre uma árvore e as folhas dela.

¶68E o o o a doita, ele está preocupado, em última instância, em negar esses três tipos fundamentais de diferença, de forma que a palavra monismo ela pode acabar eh eh nos cegando para o fato de que o o ele poderia aceitar diferenças internas, por exemplo, porque existem sistemas que são classificados com moronismo, por exemplo, monismo de Espinoza, por exemplo, que eles aceitam diferenças internas, aceitam diferenças que acontecem num numa mesma coisa. Ele pode até negar os outros dois primeiros tipos de diferença, mas o primeiro tipo de diferença, ele não é argumentativamente falando, um traço porque você encontra na a negação dela, no caso, você não encontra em todo tipo de deismo de de monismo necessariamente. Então, para não confundir a palavra e para enfatizar esse aspecto de inefabilidade, de negação, né, essa precisão negativa, é o termo mais correto é a doita no final das contas. Bom, de qualquer forma, eh, nesse nesse aspecto você pode articular essa essa eh essa compreensão do absoluto como sendo eh eh tanto tanto enfatizando a dualidade quanto a não dualidade, né? Essa visão de mundo holística, essa visão de mundo organicista, por assim dizer.

¶69E nesse sentido você tem eh uma uma questão de que eu eh na minha opinião, eu tenho grande respeito por a doita vedano, tá? Eu estudei por muito tempo, conheci todos o eh os principais autores da tradição comentarial, né, que eh dos quais o maior expoente é Chancarati, né, mas ele não foi o criador do do Oita Vedanta, mas é, por assim dizer, o o o nome principal ali do do desse sistema. Mas eh eu comecei, né, a entender que eh tinha alguma coisa faltando ali também, eram, ele estava no caminho certo, mas eh a a tinha que incorporar de alguma maneira dentro dessa não dualidade o conceito de diferença. E eu encontrei isso no sistema do Pratapig, né? Ah, que é a chamada a escola do reconhecimento, né?

¶70Que é ah faz parte da daquele da do cenário intelectual e cultural ah ali do século X na Índia, no norte da Índia, né? Na Cachemira. E a gente tende a chamar de shabismo da cachimira, mas não é um termo muito preciso também, né? Posso explicar em outra hora. E ah, por quê?

¶71Porque eu eu acredito que ele eh o Prat bigger ele incorpora uma lógica dialética nesse conceito de uno, nesse conceito de absoluto, de uma maneira que eu encontrei uma grande continuidade com Hegel e também eh aquilo que eh na minha opinião eu via de mais bonito eh e mais eh profundo na teologia cristã, que é a ideia de trinitarismo, que é a ideia a a ideia de do trinitarismo em Hegel, por exemplo, né? e que ele vai entender o cristianismo como a religião do absoluto, porque é a religião que a nível da representação religiosa conseguiu capturar esse essa essa esse conceito de tríade de de trindade de uma maneira que você não fique só com identidade diferença, mas você tenha a mediação e você consiga entender isso numa eh numa numa numa forma que elas são articuladas eh unitariamente, que é o mistério da trindade, que é a vida íntima de Deus para os os teólogos cristãos e tudo mais. Eh, eu consegui ver ali no pratabiga, por assim dizer, o a a incorporação desse insite, porque ele também desenvolve um pensamento trinitário. Para tiia, ele é o o dasna, ele é dasna é a palavra, né, que significa visão filosófica, né, porque não existe um termo só para filosofia eh na na Índia, né? Então você tem amb chic, né, que é a palavra que significa a raciocínio analítico, tarca, né, que é tipo o raciocínio de forma geral, você tem vada, né, que é doutrina e você tem das que significa eh visão filosófica ou perspectiva, né, nesse sentido.

¶72ou para tia Biga, nesse sentido, ele ele se torna para mim a a a forma mais completa de visão, de compreensão de todos esses ensaios que eu sou de todos esses autores. >> A buitza, mas já >> buía mandou R$ 14. O logos cristão, enquanto autoexpressão consubstancial e pessoal do pai, possui algum análogo no vimarcha do trica, enquanto autorrevelação, svabarraça de praca, ou a pessoalidade hipostática do logos torna essa analogia metafisicamente inviável? >> Só perguntas interessantes aqui, hein, R, mas termina o seu a comentário que a gente vai já daqui a pouquinho para elas. Pera aí, pera aí.

¶73Toma muito eh no seu coração, é uma lógica dialética. Eu vi que é para mim um que é o grande o grande insight eh do cristianismo, né? que o que o cristianismo ele tem eh de mais bonito, mais eh verdadeiro na minha opinião. E então encontrei encontrei também uma uma perspectiva de mundo que eh me permitia ter realização realização espiritual pelo aquilo que os hind cham de m com aquilo que é a a cham que é o em vida que o tantra ele vai ter muito disso de você buscar ascendência com a man. Gente, eu só eu tirei o Rian rapidinho.

¶74Oi, oi, oi, oi, oi, oi. Eu tirei o Rian. Op. Alô. >> Eu tirei o Rian rapidinho porque para mim ele tá travando bastante.

¶75Deixa eu tentar colocar de volta aqui. Para vocês ele também tava travando, pessoal do chat ou eu que tô travando. >> Tá travando demais. >> Alô, alô. >> Que travou.

¶76Alô, alô. >> Oi, oi, Ran. Oi, Ran. Pera aí rapidinho que você você tá ouvindo? Tá me ouvindo?

¶77>> Eu tô ouvindo o Rian. Acho que vocês que não estão ouvindo é porque eu tirei ele da tela. Pera só um instantinho. Rian, vê vê a sua internet aí. Deixa eu voltar aqui.

¶78Eh, você tá você tá me ouvindo, Rian? Parece que aqui travou aqui. Mas gente, tá só o Rian travado ou eu também tô travado? me respondo aqui. Alô, alô, pessoal.

¶79Eu também tô travado ou é só o Rian que tá travado? Falaram só a transmissão do Rian. Entendi, Rian, a sua internet tá um pouquinho instável. Você tá conectado no seu Wi-Fi. Colocar aqui.

¶80Eu vou mandar mensagem para ele no WhatsApp. Gente, só instantinho. Deixa eu tentar colocar o Ran de volta aqui. Ih, ele tá travado. Oi, Rian.

¶81Alô, Rian. Oi, oi, oi. Sai e entra de novo. Só vendo enquanto o Ran não volta, gente, falando aqui, o pessoal falando assim: "Ran tá saindo do Sansara ao vivo assim, ó. Esta é a tal língua dos iluminados.

¶82Aí o pessoal falando aqui expanda vibração primordial na prática. Internet da Xuxa. Ran iluminou. Pois é, cara. Tá em plano vibracional, [limpando a garganta] só dá para ouvir a voz.

¶83Pois é, só ele. Já já ele dissolve. Fugito. Tá bom, você tá normal. Tá bom.

¶84Deixa eu ver se o se agora voltou. Opa, Rian tá ouvindo a gente agora? Assim, coloquei você, mas sua tela está escura, não dá para ouvir. Oi, oi, oi. Opa, agora voltou só, pessoal.

¶85Oi, oi, oi. Ran tá ouvindo a gente? Ran. Ran. Alô.

¶86Ran. Ran. Vamos ver. Alô, alô. É, Ran, não sei o que que tá acontecendo.

¶87Deixa eu mandar uma foto para ele de como tá. Fala para ele. Calma aí, gente. A gente vai já consertar. Só um instantinho, tá?

¶88Para, vocês estão usando o que para se comunicar? Eu tô no Ecan Live, que é a minha minha plataforma para streamar aqui, só que o Rian tá bem inacessível. Ah, eles estão usando as vibrações do chakra. Pois é, ele tava travando bizarramente. Exato.

¶89Ele tá saindo e entrando aqui da minha da minha sala de espera, só que não dá para não dá para ver. Mandando um áudio para ele aqui, ó. Rian. Eh, Ran, você tá acho que com uma conexão estável porque não dá para ver a sua imagem mesmo na sala de espera aqui. Você tá usando o seu Wi-Fi?

¶90Ih, que aconteceu com o nosso querido Ran? Ó, quando eu coloco aqui na tela, o Rian, ele fica nessa tela preta aqui. Ele tá dizendo que ele tá vendo a gente, só que tá travando para ele também. É, enquanto ele tenta resolver a internet aqui, deixa eu ver o que vocês estão falando. [roncando] Ó o Thiago aqui.

¶91Boa noite. Chegou atrasado. Ele tava travando bizarramente. Isso aqui eu já vi. Ah, ele tá até soltando o som.

¶92Será algum CID? Explica pra gente o que que é isso, pessoal. Falaram só o Rian. Pois é. Fugita conectou-se com as vibrações de Rian, pois ambos são mestres do do ki do ti.

¶93Atualiza o Chrome enquanto isso dá agonia. Como assim? Não entendi. Calma que tudo Maia. Isso que dá ter muita aura, atrapalha a internet de chegar nele.

¶94[risadas] Deve estar se comunicando com algum de dos devas. Já já resolve isso daí, pessoal. Esperem só um pouquinho, tá? Ian vai já já aparecer. A internet funciona com ondas, não é isso?

¶95Muita aura vibracional atrapalha, não é isso? Pois é. O avatar está em Opa, deixa eu ver se agora ele Agora sim. Melhorou. >> Agora você voltou.

¶96>> Ótimo. >> Foi a minha 4G que 5G que deu deu problema aqui. Mas o meu eu fiz um negócio aqui no no Wi-Fi que eu eu liguei, desliguei que não tava pegando, tava caído. Aí o voltou, né, no Wi-Fi >> agora. >> Acho que era a internet mesmo, tava ruim.

¶97>> Sim, sim. Pode continuar assim, não deu para entender nada desde que essa última pergunta chegou e você aí não não tava, eu lembro que tava explicando sobre o Hegel, sobre a ideia de de trindade e tal, aí depois veio a pergunta e parou. >> Uhum. E o que que era a pergunta? >> A última pergunta que vinho era se o logos cristão, enquanto autoexpressão qual substancial e a do pai.

¶98Eu acho que você chegou a começar a explicar que essa era uma contribuição cristã interessante e aí eu não ouvi mais nada. Eu acho que foi isso aí. Pelaram. >> Sim, sim. Eh, então vamos >> pode falar.

¶99>> Vamos continuar daqui então. Eh, o Eh, Sim, sim, você encontra e eu vou explorar isso aqui melhor depois, mais tarde na live. Eh, o pensamento do trica, né, o o part, como eu falei, ele é o o, né, a visão filosófica que é eh ligada ao sistema religioso, a sistema de transmissão do eh do hinduísmo, que é do hinduismo tântrico, especificamente. Posso explicar depois o que significa esse esse termo, que é chamado de trica, né? trica na eh no no sânscrito, ele significa trindade, ele significa eh tríade, que é um sistema que ele articula uma visão metafísica que é toda baseado em eh tríades, tal como o Regel também faz, né?

¶100Isso ele pega influenciado do do do própulo e eh você eh e você concebe também a divindade como um um tipo, né? Eh, até a Betina Palmer é que ela é uma uma autora que que desenvolve pesquisa sobre e o ch na cachemia. Apaguei da minha mãezinha de graça. Mandou R$ 5. Tentei farmar a aura meditando igual o Buda, mas o professor linguiça não me viu no chão e tropeçou caindo de cara no chão.

¶101[risadas] Vou atingir a Gnose sem fazer esforço. [risadas] Perdão por isso, Ran. Perdão por isso, desculpa mesmo. É que realmente fica para quando a pessoa manda fica a qualquer momento entra um negócio desse. >> Mas vamos lá, pode continuar.

¶102Desculpa. Eh, e você articula, né, também eh essa visão de mundo do absoluto da divindade, né, você também do do trica, ela também é concebida, né, em termos de de uma de uma eh uma triunidade, né, também ele é concebido como tendo ali na no seu desvelamento, né, um movimento que é triágico. E claro, você tem diferenças em relação a isso pro pro cristianismo, né, pro e em alguns aspectos que são importantes de ressaltar, mas que eu posso explorar depois quando quando eu for entrar nesse nesse tópico mais profundamente, né? >> OK. Eh, bom, sobre a sobre a questão eh que mencionaram ali, que é bem interessante, falaram, né, da da correlação que você tem eh do eh do verbo, né, questão com o o conceito, né, de vimcha que você tem no trica, né, no pratia bigia, porque basicamente o a o sistema, a forma como o tricabiga entende o absoluto, né, aquilo que é designado na na nas religiões hindas de forma geral, como brahman, é o brahman significa eh o grande, o absoluto, né?

¶103Ah, a palavra, né? Ela ela ela diz respeito a isso. Eh, não se confundam, né, com bramá, né? Bramá eh, é uma palavra que no no sânscrito ele será designo, né, uma deidade específica, né, uma uma manifestação específica desse absoluto, não é o absoluto realmente a Godhead, né, o uno, etc. E eh mas de qualquer forma o o trica, né, a trindade do trica, ela tem ela tem paralelas que são que que embora se distanciam, né, do do trinitarismo cristão em alguns pontos, né, porque, por exemplo, e essa trindade nutrica, ela é pensada de maneira panenteísta, por exemplo, e ela é pensada de uma maneira que eh a o conceito de trindade não diz respeito somente à vida íntima de Deus, como é na trindade cristã, né, que né, a a forma, a essência divina, né, que tem eh três pessoas que são eternas, etc.

¶104Eh, a essa essa trindade, né, ela ela é pensada de maneira planenteísta e ela também é uma trindade diferente, mas que tem uma certa aproximação, né, ali com alguns conceitos cristãos. Então, por exemplo, a trindade de respeito à trindade, a trindade é fundamental porque tem várias tríades fundamentais nesse nesse eh importantes nesse sistema, né? Mas a a trindade fundamental é uma trindade que é designada como chiva. Shakte e Nara eh princípio eh de eh o princípio de eh luminosidade da consciência, né? A forma como a consciência ela aparece em primeira pessoa, porque a ideia aqui é que esse absoluto ele é pensado como uma consciência universal.

¶105É o brahman é isso nas até nas tradições do vedanta e tudo mais. E o o a shakte, ela essa palavra ela designa poder, ela designa energia, né? Então, eh eh a ideia aqui que a a o poder divino, a energia divina é aquilo que torna a divindade o que ela é, que divinifica ela, que é o que é central na prática dos chakras, né? Então, são a corrente hindu e vão adorar o divino sobre o aspecto feminino, né? A grande chakra, a grande energia divina.

¶106E nesse sentido, eh, ah, você tem Nara, né, que é o microcódio, que é a manifestação, é aquilo que media essa relação entre o princípio da da luminosidade, da consciência, o aparecimento dessa consciência em primeira pessoa, né, que é o atma ciência mais fundamental e tudo mais, e o seu a sua reflexividade e que é essa manifestação, é essa autoexpressão do mundo que é pensado como um eterno diálogo, né? Então, eh, você tem isso, eh, isso, né, essa essa esse aspecto eh muito bem desenvolvido e que tem paralelos sim com o conceito de verbo eh divino, né, no cristianismo, se você for pensar o verbo divino como sendo eh eh esse o logos, né, como sendo eh esse princípio e racionalidade imanente, né, eh pelo qual a a a intelecção reflexiva, né, de Deus e a autosubsistente, eh ela se manifesta como sendo filho, né, como aquilo que é parido, como aquilo que é eh eh qual é o tero, né, que tem no no latim, né, para para isso é o é ligado ao conceito, >> é gerado, geração eterna do filho e tudo mais. e Vimcha é é pensado enquanto Shakte, enquanto essa é é pensado, é delineado nessa espécie, por assim dizer, de fenomenologia divina, né, que é com o Mark de Covs, que ele ele ele ele ele define, né, no eh em um texto dele. É, essa essa vim marcha ela ela ela, apesar, né, de você ter algumas algumas alguns pontos diferentes, porque, por exemplo, a psicologia aristotérica, por exemplo, que você vai ter no no modelo de na formulação, por exemplo, de um santo Tomás de Aquimino tudo mais, ela não é exatamente a psicologia, por assim dizer, a ideia de consciência que você tem no eh na nas filosofias indianas, né? Então, por exemplo, o conceito de consciência aqui, ele é pensado fundamentalmente como a presença fenomenal imanente, como sendo a a a esse senso de imediaticidade pelo qual a alguma mais imediado que é não objetificável, né?

¶107E a reflexividade, a autoapreensão reflexiva que é descrita comocha, não é como se fosse um estado de consciência que se sobrepõe a isso, mas é o fato de que ela é a ela é automaticamente eh eh posta e ela ela reflete sobre si mesma. A consciência apreende a si mesma. Ela não é somente como se fosse um objeto que é trancafiado somente acelera aquela identidade morta, mas ela é a esse princípio de reflexividade pelo qual a consciência está ciente de si mesma. E é isso que você encontra um paralelo muito forte com esse esse conceito, né, de da reflexividade do intelecto, do logos divino no cristianismo também. Então você tem uma aproximação que é muito interessante e a essa aproximação, obviamente você encontra ela eh de uma maneira que é mais bem desenvolvida de forma geral.

¶108Eh, bem desolvida, não, desculpa, que tem eh pressupostos, né, que dizem respeito a a as especulações sobre o logo divino, que é esse o ponto que eu queria chegar, eh, porque é esse é esse o o ponto que para mim é o que mais chocante, que é que é mais eh paralelo de fato e une realmente a revelação cristã com esse conceito, né, na da da revelação do trica, que é eh e no hinduísmo de forma geral, né, porque você já tem nos vedas, que é a especulação, né, sobre o logos divino, sobre esse conceito de verbo divino. Então, obviamente, a palavra logos, ela é uma palavra que ela é ela é policêmica, né, porque você pode eh eh articular ela de de traduzir ela de diferentes maneiras, né? Você pode traduzir a palavra logos como se fosse razão, como se fosse proporção, como se discurso, como se fosse o pensamento, explicação, tudo mais, porque esses temas eles são interconectados, né? E eh mas poderíamos definir o logos aqui como sendo o o princípio de racionalidade imanente pelo qual o real se articula como cognocível. E você eh eh obviamente você encontra a raiz disso, do do pensamento ocidental sobre isso, você encontra nos gregos, né?

¶109Os gregos eles são os primeiros a desenvolver uma teologia do Logos. E o cristianismo em grande parte, né? Eh eh principalmente a partir do evangelista João, ele absorve muito dessa influência helênica, né, e tal. Eh, só que uma grande diferença que você encontra no pensamento indiano para você entender o logos divino é eh a inspiração paradigmática que leva essa reflexão, né, de que a realidade é inteligível. Porque nos gregos essa reflexão sobre o que que é o logos, ela começa principalmente ali no período clássico, né, mas também no pré-socrático, né, você encontra em Hero e tal, eh, você encontra uma grande inspiração dos gregos nesse nessa nessa fase do pensamento que ela toma como inspiração o paradigma, a ciência paradigmática da matemática.

¶110Então você encontra isso da matemática e da lógica, na verdade. Então você encontra isso na em em Pitágoras, né, obviamente, né, com o tema do do aritmols, né, que é o tema do número. você encontra isso na eh em Platão, obviamente, né, que absorve isso de de Págora. Você encontra isso no próprio Parmendid, né, porque no Parmend ele não vai enfatizar tanta parte da matemática, mas todo o poema de Parmendid sobre natureza, ele é eh sobre o C, ele é em última instância uma forma de você compreender, de entender a a o que que é o ser a partir do princípio da não contradição. Daí que vai haver a questão com a negação do movimento, né, e tudo mais.

¶111Eh, então a a a forma de compreensão da ontologia parmenística, ela bebe dessas reflexões que são, em última instância inspiradas pela lógica, né? Então, o logos para os gregos, ele é ah tem o primeiro sinal, nós temos sinal de que a realidade é inangível na matemática, matemática e na lógica e na índia, apesar da lógica matemática também ter desenvolvida de forma muito precoce, né? ou a a >> pera aí que você tá você tá travado aqui rapidinho. Você tá meio travando de novo, tá? Na na parte que você começou a falar da matemática para mim começou a dar uma travadinha.

¶112Tenta falar alguma coisa aí de novo. Tá, tá me ouvindo agora? >> Tô ouvindo, mas ele ainda tá picotando um pouquinho para mim. Preciso perguntar se pro chat tá assim também. Acho que fala aí de novo agora.

¶113Fala assim uma frase inteira. Eh, ah, então o verbo divino, ele é pensado, né, nos gregos, né, a partir do paradigma, ciência paradigmática da matemática, né, da matemática, né, obviamente, incluindo aritmética e geometria aqui, né, eles não tinham álgebra aí na época, mas eh a e da lógica, né, na Índia você também desenvolve uma matemática muito precoce e muito bem desenvolvida, mas eh A ciência paradigmática que vai influenciar influenciar as reflexões sobre o logos na Índia, ela é a a linguagem, é a ciência paradigmática, a linguagem entendida aqui tanto como estudo técnico, né, que vai englobar, que vai sofisticar, que na Índia foi desenvolvida muito cedo e e a níveis eh titânicos de de sofisticação da ciência, né, da da etimologia, da gramática, da prosódia, etc. etc. Eh, entendido tanto como se estudo técnico quanto o estudo, né, do eh quanto a a como uma ação. Então, toda a reflexão sobre o logo divino na Índia toma como com um paradigma, né, para você pensar essa questão, a a inspiração da linguagem.

¶114Então o logos divino, ele é mais intimamente, né? Não não que essas coisas elas sejam a perspectiva mais elevizante e a perspectiva indiana elas sejam necessariamente eh eh contraditórias, mas elas são, na verdade, eu prefiro elas como complementares, né, de que esse princípio de inteligibilidade da realidade, ele se articula a partir da da tanto da linguagem, né, quanto da matemática. E você encontra inclusive um ponto de intercepção nessas duas coisas quando você eh leva em consideração um conceito de métrica, né, que é um dos um dos dos da dos pontos fundamentais, né, do estudo da linguagem, né? Eita, o Rian parou para mim aqui também de novo. Falar para ele aqui.

¶115Ran. Hello. Foi só para mim ou para vocês também? Pessoal, faz o Rian é uma máquina, hein, pessoal? É uma máquina.

¶116Enquanto isso, deixa eu ver aqui o que que vocês estão falando. O hinduismo alent é muito diverso. Não. AT. >> Opa, voltou.

¶117>> Opa, agora voltou. >> Opa, voltou. Agora voltou. >> Tô ouvindo agora. Falaram para vocês também.

¶118Travou aí, ó. O falou assim: "Rian, liga a fibra óptica". Deixa eu ver se agora ele voltou. Pera aí, gente. >> Voltou, >> voltou, voltou, voltou.

¶119>> É o maior Wi-Fi que caiu aqui, por isso que eu caí. Então, eh, onde eu estava parando, onde tava tava eh continuando, eh, o o a ideia de você compreender o logo divino na Índia, ainda vai beber muito dessa questão da linguística, né, que eu que eu expliquei. E você encontra uma intersecção disso eh com o pensamento grego, né, de certa maneira também na ah no conceito de métrica, né, que a linguagem ela tem que observar certas metrificações, né, quando você vai, por exemplo, eh os brames, né, os sacerdotes, né, da da religião indiana, eh eles vão, eh, recitar sanitárias, né, eles vão, eles vão recitar os hinos, eles têm que obedecer setas métricas, né, essas cetas porções, né, que são metrificadas. Então, eh, e isso de respeito, né, invarialmente à questão do número e tudo mais. Então você tem ali essa ideia, né, de que eh a a essa intersecção, né, entre esse insite grego, por assim dizer, mas que não é tão enfatizado nos indianos, e oh, o pensamento indiano, né, que vai pensar o logo divino a partir de uma autoexpressão linguística, né, e essa autoexpressão linguística desde dos tempos do Rick Veda, que é o o primeiro Veda, né, que é a primeira revelação, né, ali da religião védica, ele vai ser pensado, personificado numa na numa potência divina, que é chamado de VAC, né, que é chamado de a a aquilo que a gente poderia trazer como vo, né, que é um cognato, inclusive.

¶120Eh, essa essa essa essa esse tema, ele é bem interessante. Eu trouxe aqui um trecho do John Woodhof, que eh foi uma das pessoas fundamentais para você eh ah ah disseminar o que que é o tantra pro Ocidente e tudo mais. Ele ele foi um britânico, um um juiz britânico convertido, né, pro pro tantra hindu e tudo mais. Ele tem uma história de vida bem interessante. Recomendo vocês pesquisarem sobre ele.

¶121E ele é uma das minhas inspirações, né, em grande parte. E ele tem no no Vale da Mala, que é o o eh a guirlanda de letras, né, que é o é o é o tema onde ele vai desenvolver sobre o que que são os mantras, né, na na no hinduísmo e que é a a eh vai desenvolver muito ali da filosofia do pensamento indiano de forma geral nesse nesse caminho. E aí eu vou trazer o trecho aqui porque é um trecho que ele tá comparando realmente a o pensamento helênico e cristão com o pensamento indiano nesse sentido. E vocês vão ver aqui a a o que eu acho que é uma das correspondências mais interessantes que que tem entre as duas religiões. Então, vou ler aqui o tri, tá?

¶122Tá tudo certo com com a a minha imagem aí, a transmissão de som, >> tá? Tá, agora tá tá fluído. >> Então, eu vou ler aqui, tá? A palavra v em latim vox vem da raiz v, que significa falar. O substantivo feminino v significa, portanto, literalmente, tanto voz quanto a palavra que ela pronuncia.

¶123Assim como o som de objetos inanimados, Deus fala e a palavra e a coisa aparece. Assim há uma palavra hebraica para luz. Assim há a palavra hebraica para luz que é eh eu não eh sou proente em hebraico, né? Então pronunciar como forma mais natural de se ler isso em português, né? Que acho que é assim que se pronuncia.

¶124Eh, Gênesis diz, Deus disse, haja luz a >> Eu eu acho que a palavra acho que a palavra hebraica para luz é OR. É assim que tá escrito a transliteração? >> É, tá escrito a R. A R. >> Tá, mas pode continuar.

¶125>> Eh, Gênesis diz: "Deus disse: "Haja luz e houve luz". O verbo divino é concebido nas escrituras hebraicas como tendo poder criativo. Uma fase posterior do pensamento nos apresenta o conceito de um aspecto do supremo ou pessoa que cria. Assim, temos o supremo e o logos, brahman e eh Shaba da brahman. Eh, chaba da brama é o termo que é eh entendido, né, aqui como o absoluto sobre a forma do som, sobre a forma da linguagem, sobre a forma da da que que é basicamente isso que a gente tá chamando de logos também, é um outro termo que que eles utilizam, eh, que é desenvolvido de uma maneira muito mais apurada na filosofia do do Yaakaroná do do Batihari, que é o a colada da gramática vética, que vai ter a, na minha opinião, a maior sofisticação em relação são a o eh esses insites linguísticos, né?

¶126Eh, em grego, logo significa, assim como achábeda, pensamento e a palavra que denota o objeto do pensamento. Para Heráclito, Logos era o princípio subjacente ao universo. Então, ele ele dá uma recomendação aqui dos estudos dos logos nos do logos no nos gregos, do Hein, né? Eh, para os históicos era a alma do mundo, o princípio unificador de todas as forças racionais que operam eh no mundo. De acordo com Platão, os logo eram imagens ou padrões.

¶127Ele utiliza o termo em instante do que significa que é chat. Tchai, na verdade, que é o o termo que designa, né, um universal, um padrão, né, que a gente poderia traduzir assim, primordiais supersensoriais das coisas visíveis. O filósofo Alexandrino Filon, eh, influenciado pelo platonismo e outras filosofias do helenismo, combinou as duas concepções e leu no Antigo Testamento e na teologia judaica, um ser intermediário entre ele e o universo múltiplo. Esse ser intermediário era o logos. De acordo com Filon, as ideias mudavam a matéria.

¶128Deus primeiro produziu o mundo inteligentais, né? A para jap do mundo físico. Embora em si mesmo nada mais do que o Logos, esse é o autor do mundo ideal. Assim como um arquiteto projeta em sua mente o plano de sua cidade, apóis, e depois produz a cidade real de acordo com o ideal, assim Deus agiu quando criou o mundo, esta megalópolis, né, que ele traduz aqui como braan. O autor do quarto evangelho adotou essas ideias, mas as expressou de tal forma a entender as necessidades teológicas cristãs.

¶129Assim, foi dito que a adoção da noção por João não foi uma simples cópia, mas uma adaptação livre do Logos filoniano e uma cristianização dele. De acordo com o evangelista, o Logos é uma pessoa que estava antes da criação e era ele mesmo Deus. Ele é a potência da sabedoria externa que procede da divindade não manifestada para a atividade do mundo. Ele é o logos em viatetos ou sabedoria divina imanente. E aqui ele tá tá fazendo aquela distinção que você encontra na teologia eh eh patrística, né, da geração do filho, né?

¶130Você tem o o logos eh enviatos, que é é o eh explicava o filho, né, como sendo eh existente eternamente no pensamento do pai, né? Então, o logos imanamente é o logos que ele é a razão íntima da divindade. E você tem o o o logos profor, né, que é o é o logos express, é o logo, é o logo é expressado, eh, ele sai, ele é emitido na na criação e na emanação, né, que é personificado, né, que é encarnado, né, para pros cristãos na figura de Cristo, né, obviamente. Então, ele continua aqui. O Logos, através de quem o mundo foi criado, tornou-se carne, né?

¶131E aqui ele utiliza o termo sano que significa avatara, né, que é as encarnações divinas, que é outro ponto de muito interessante intersecção, né, do do hinduísmo com o cristianismo, que é a ideia de que a divindade de ela pode se encarnar, né, pode virar homem, manifestando-se no homem, né, verbum caro factum, ele é o filho que é Jesus Cristo, ele que na pré-existência celestial é chamado de logos e após sua encarnação, o homem Jesus que é o Cristo, que não é profeta, nem superhomem, mas o purnavatara de Deus. O logos é a perfeita autresentação de Deus no filho. Em Jesus havia identidade de ser com Deus. Aí ele ele menciona o quarto evangelho começa grandiosamente. No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.

¶132E surpreendentemente aqui, né? Essas são palavras, são paráfrases do próprio vedo. Você encontra isso também no texto sagrado em japati vai. No princípio era o gram tia vagar a eh com quem estava vag ou verbo. Ela é chamada de segunda ele porque é primeiro nele e depois como shakp como poder emana dele.

¶133Vai para lama e o verbo é pr é assim uma shakte ou poder de prama que é uno com o possuidor do poder, o shaktimano. Essa shakti que estava nele eh, na criação com ele e se desenvolve na forma do universo enquanto ainda permanece o que é a suprema chak. É sempre possível que o pensamento humano se desenvolva de forma semelhante e ainda assim de maneira independente. Também não é impossível, vista a influência da Índia no Ocidente, que as concepções filônicas, neoplatônicas e joaninas tenham, ao menos em parte, alguma origem eh devedor à Índia. No entanto, há com ponto gerar de semelhança, outros de diferença para os quais a precisão exige atenção.

¶134Eu não peguei aqui os pontos que ele começar a sinalar a diferença porque são basicamente que eu já tinha explicado antes em relação a que você desenvolve isso de uma maneira mais panenteísta, né? [roncando] Enquanto no o cristianismo ele tende a interpretar mais esse esse processo, né, com uma operação ad extra, né, que tem uma uma uma distinção entre deidade, direção e tudo mais. Eh, mas aqui você encontra que de até mesmo os os textos, os dois textos sagrados das religiões, né, que você encontra no Novo Testamento, né, e o o as porções do dos Vedas, você encontra uma paráfase exata, né, desses dizeres, né, de que o logos divino, né, ele é identificado com a deidade. Esse logo divino, esse princípio de de inteligibilidade, esse princípio de a racionalidade manente pelo qual o real ele se desdobra, ele se expressa como cogno nocível, né? É o que, na minha opinião, um dos pontos principais e mais interessantes deante que une o os dois pensamentos da dessas duas religiões.

¶135>> Oi, Ran, você travou? Alô? Alô. >> Não, pessoal, porque eu achava que você queria comentar alguma coisa, né? >> Ah, não.

¶136Sim, sim. É, >> não, com certeza. É porque assim, o pessoal tá comentando bastante coisa aqui, né? Vou até colocar alguns comentários que estão falando em cima. É absolutamente incrível como tantas religiões possuem certos aspectos triádicos, né?

¶137Eh, e na verdade eu até queria entender um pouco melhor. Na verdade tem muitas coisas que você comentou. Eu vou eu vou até pedir, vou vou fazer algumas perguntas, Dian. Aí você tenta sintetizar um pouco para porque tem muita pergunta chegando e eu acho que são perguntas bem legais pra gente trabalhar eh sobre isso tudo que você mencionou. Mas assim, para entender, no caso, você começou na sua história fazendo uma uma trajetória de quando você partiu do neoplatonismo, depois já ter saído de uma coisa meio naturalista até você chegar ao hinduísmo.

¶138E aí eu quero entender dentro da sua atual concepção, eh, tal, eu imagino que talvez hajam opiniões diversas dentro da sua tradição sobre isso, né? Mas a nota fundamental, por exemplo, no hinduísmo seria algo parecido com o platonismo, assim do uno. Eh, eu sei que você falou que também existem muitos aspectos triádicos, né? Mas eu queria entender assim, a nota fundamental no seu sistema seria basicamente o quê? Por exemplo, ah, hoje a a Gabi tá desenvolvendo um sistema que seria a diferença, né?

¶139Os tomistas colocam o ser como essa nota primordial. Ah, o que que, por exemplo, na sua perspectiva dentro do hinduísmo seria e se no caso existem, como você falou, várias estruturas trinitárias e se tudo meio que na realidade também seria concebido de forma triádica, né? Como que funciona isso? >> Uhum. Bom, eh, essa pergunta, como eu mencionei, eh, na anteriormente, ela é uma pergunta que vai tocar naquela questão, né, de você desenvolver aquele mesmo insite, né, holístico, aquele mesmo ensai organicista e tudo mais, ah, num caminho que ele vai poder enfatizar tanto a dualidade, né, do e eu citei o exemplo, né, da tradição do Chava Danton, que é uma tradição que ela vai ela vai entender, né, que a realidade ela é fundamentalmente composta em última instância por uma tríade.

¶140Eh, e essa tríde vai ser incorporada também no trica, mas ela vai, ele vai enfatizar a diferença fundamental, que é essa tríade fundamental, ela é é pensada o como e é vai ser aquela trindade que você vai encontrar no trica, mas não é a trindade no trica, ela vai ser pensada como imanente divindade. quando que na no chava você pensa essa essa essa classificação mais geral de senhor, né, opati eh a pasa, né, que é o laço natureza procrito e eh a o pachu, né, que é o o o ser essenciente, né, a alma individual. Você vai pensar isso como sendo uma diferença fundamental e redutível que você tem entre elas. E você também tem a a linhas não dualistas, né, que você tem a a as linhas que vai vão enfatizar a a não diferença. Então eu citei o caso do do que é a mais conhecida, né, que o o a tradição, né, que é mais conhecida, porque em última instância essa discussão ela vai remontar a uma questão do texto sagrado, que é como você interpretar os upan chat.

¶141Eh, porque os Vedas, só para para explicar sinteticamente aqui, os Vedas eles são divid eles são eh as revelações ah do hinduísmo. Eh, toda eh toda forma de hinduismo em última instância, ele vai dever, né, ele vai fazer uma autoridade legitimizante. Eh, eu eu utilizo essa classificação, tá? Existe algumas pessoas que questionam e tal, mas eu não acho que os argumos sejam convincentes, mas eh a classificação que eu uso para eh considerar a pedra de toque a hindu é a revelação nos vedas, os teos sagrados, né, que são quatro, né, eh Rick Veda, eh Sama Veda, Iv veda e o Atarva veda. Eh, e nesse sentido, eh, cada um desses vedas eles se desdobram em camadas fundamentais.

¶142as camadas fundamentais eh são os sanitáas, né, que são os hinos sagrados, né, são as revelações. Eh, porque aqui a ideia, né, no hinduísmo, o hinduismo não tem uma uma um revelador, né, um fundador específico. Então, por exemplo, o o pro pro eh cristianismo, Cristo, né, foi quem instituiu a igreja dele. Então, isso que é religião, é cristianismo. eh o o judaísmo, alguns consideram, né, que poderia ser Moisés, o primeiro judeu oficial, né, ou alguns, né, v poder falar que foi Abraão.

¶143Eh, e no Islã você tem Maomé, né, ele que dá a revelação eh curânica. Mas o hinduismo ele não tem uma religião, assim como a maioria das formas de paganismo, na verdade, eles não têm um fundador que seja específico, alguém que fundou aquilo que a gente chama de hinduísmo. Como poder, eu falo a maioria das eh assim como a maioria das religiões pagãs, porque você tem religiões pagãs que t fundadores. Por exemplo, o taísmo, por exemplo, ele pode ser considerado uma religião pagã na China, né, mas ele foi fundado por lá de C. Então, eh, mas o hinduismo não tem o que você tem no hinduísmo, né?

¶144É, é, eh, são revelações que são dad >> Ih, acho que o Rian caiu de novo. Deixa eu falar para ele aqui. Você caiu. Enquanto isso, deixa eu ver o que que vocês estão falando aqui. Ah, [suspirando] queite.

¶145Falar só de escrituras indús, daria uma live de 8 horas. Legal. Ah, deixa eu ver o que estão falando. Tem bastante gente comentando aqui, tão colocando aqui os termos da tradição de vocês, né? O uno inefável, cognocível.

¶146Assim, gente, como é o hinduísmo? Não entendo nada. Então a live de hoje é para esclarecer, gente. O Rian tá colocando aqui, não sei se vocês conseguiram captar, né, mas ele tava falando de uma coisa bem interessante, que é o fato de o texto tem, né, do no princípio era o verbo, né, no princípio era o logos e o logos estava com Deus e o logos era Deus. Ele tem uma redação muito parecida nos nas escrituras hindus, né?

¶147Aí o Rian tava explicando que isso pode se explicar de diversas formas. Talvez como a tradição hindu é anterior, talvez o próprio background filosófico do qual o João adaptou, né, para fazer a redação, porque o logos é, obviamente, um termo que automaticamente nos remete à filosofia grega anterior a ele, né? Poderia ter tido alguma influência da tradição hinda, né? Então são algumas coisas curiosas que o o Ran tava colocando aqui pra gente. O que não seria estranho dentro do do Novo Testamento, porque o apóstolo Paulo cita, né, filósofos e pecureus e tal, assim, fraseados que ele empresta, né?

¶148Então, não seria de todo impossível eh que a inspiração funcionasse assim também. Opa, Rian voltou. >> E aí, tudo bem? Eh, mas aí a questão eh que eu tava eh eu tava citando, né, o John o John Wood, né, o o ele ele ele escrevia sobre o pedidome de Arto Avalon, mas o nome real dele era John Woodof. E ah no caso, né, esse esse final, né, de que ele fala que não é impossível que tenha havido uma influência da Índia no Ocidente, é uma opinião que ele tinha aberto, ele não não confirma.

¶149E eu também não tenho nada a a uma opinião fixa sobre isso, tá? Não, não, não me comprometo com, com essa posição, né? Não sei dizer se ela é plausível, porque é é muito escassa de forma geral a a relação que a gente tem dos indianos com a o pensamento ocidental de forma geral. Então, por exemplo, você tem eh relatos de gregos que eles visitaram a Índia e mas a visão que eles têm ali da Índia é muito mistificada ainda, né? Não, eu não gosto desse, eu tenho uma certa crítica a esse tema orientalista, né, que essa ideia de você mistificar o o oriente e tudo mais, mas eh aqui a gente poderia usar de forma de forma propedêutica eh que a a visão de mundo que os gregos tinham dos indianos ainda era muito mistificadora.

¶150Então é uma é uma ideia assim que a a eu gosto de brincar que é parecido com a abertura do caminho das índias, né? aquela exuberança, aquela coisa toda ali, gente dançando e tal e >> e gente flutuando e toda aquela aquela coisa estereotipada que a gente tem da da Índia. E eh nesse sentido, a ah eles têm essa visão muito mistificadora da Índia e alguns relatos, alguns alguns eh eh registros que eles fazem dos indianos são mais eh pé no chão. Então, por exemplo, Porfío, por exemplo, no Deb Tenker, por exemplo, ele vai falar, né? eh vai descrever, né, a sociedade indiana como sendo eh isso ele sabe por fora, eh como sendo eh constituída, né, por por religiosamente por pelos brahmanes, né, e os fermanas, né, que são basicamente aquilo que a gente chamaria de budista, de jaina, né, e tal, com devidas qualificações, >> eh que são as religiões ali que não são hinduísmo, mas que participam do mesmo universo religioso e interagem, né, de de de maneira íntima com o hinduísmo, que tem as suas divergências, né, do hinduismo e tudo mais.

¶151E eh por outro lado, os indianos, a gente não tem eh registro assim de um indiano que ele tenha conhecido Platão, que ele tenha lido Aristóteles, entendeu? A gente não tem eh na verdade os indianos não parecem nos escritos deles, eles não têm um um um senso, né, de eh historicidade que é muito parecido com o nosso em grande parte. Então, o a a historiografia na Índia é uma coisa que é muito problemática em vários aspectos por causa disso que você não não consegue eh eh, por exemplo, quando você vai comparar pesquisas eh com os chineses, por exemplo, os chineses têm um senso de histórico que é muito mais apurado que os indianos, né? Para cada evento da da grande na na China, você tem ali um relato independente, né, de e de alguns chinês, de alguns historiadores chinês. Na Índia você não tem, só tem discussões nessas discussões se karatiária ele nasceu, se karatiária é do século VI, nono, se ele é do século X, tal, você tem essa esses grandes espaços, essas grandes lacunas de tempo.

¶152A a essa parte da história indiana, ela é muito deficiente, né? Índia uma civilização muito antiga e e o próprio senso cultural que eles têm em relação à história eh por vários motivos diferentes, né, que que a gente poderia argumentar. >> Eita, ali caiu de novo. Enquanto o Rian tá tá voltando aqui, pessoal, eu não sei o que que tá acontecendo com a internet dele, tá? Mas tem bastante pergunta legal chegando aqui.

¶153E o Otávio mandou pergunta, o Miguel Escotería, o Dwarfan, olha essa, ó esse negócio aqui. D One mandou R$ 5. Oi fuguita meu amor, meu farol, minha luz, meu doce, meu querido, meu lindo, meu amigo, meu irmão, meu coração. Bate W como um caroço de abacate. [risadas] [roncando] >> Oi, Ian, voltou.

¶154>> Alô, alô, alô. Oi, Ian. Está, pô, agora voltou. Opa, agora agora minha 5G estabilizou um pouquinho mais porque eu tô com ela e tô tô falando mesmo tempo. >> É, tá.

¶155Deixa eu ver se agora sua imagem ela também tá meio travada, Rian. >> Eh, é porque meu Wi-Fi é instalavel mesmo. Tá ruim. >> Entendi. Bem, você não acha que o Wi-Fi fica melhor?

¶156Não, porque >> eu vou vou fazer o seguinte, >> pode falar. >> Vou vou não, porque eu tá caindo. Eu vou fazer o seguinte, é reiniciar meu celular, tá? Para ver meu 5G melhora que ele tavaando no começo da live. >> Tá bom.

¶157Tá bom. Enquanto isso, gente, pode ir pessoal aqui, ó. Se fosse flamenguista não caía. [risadas] Deixa eu ver aqui, ó. Rian caiu mais vezes que o Vasco da Gama.

¶158Aí o pessoal com referências futebolísticas. Tô falando aqui, ó. É um loop. É um loop. Ele cai, o Fugita, vai ler uma mensagem do chat e ele entra de novo sem dar tempo de ler a pergunta.

¶159Bem, deixa eu dar uma olhada aqui no que que vocês estão falando. Ah, que mais aqui? Então, vocês estão tendo um debate aqui também, né? Eh, veda. Qual diferença de Vedanta?

¶160Vamos já falar com Rian sobre que basta ver a vida de Apolônio. O autor fez parecer que a Índia era uma espécie de lugar espiritual estanciado na Terra. Eh, nunca precisou. O Vedanta tem tudo de Platão e Aristóteles e um pouco e mais um pouco. Você é o David Antônio que fez a resposta ao Carlos Alberto David que de vez em quando me mandava mensagem no WhatsApp.

¶161Rapaz, acho que você vai ser respondido de novo, hein? o conjunto dos nomes de Deus. Daí estaria a sabedoria primordial e tantas outras noções interessantes. Vamos ver o que mais tem aqui. Pessoal perguntaram assim: "Miguel, tu é muçulmano?" Rapaz, eu tenho até muçulmano no chat.

¶162Seja bem-vindo, Miguel. Se é muito bem-vindo. O Giovani que tava aqui ontem na nossa live, né, da apuração dos votos. É até revigorante assistir um conteúdo sobre uma área em que eu sou um completo leigo. Pois é.

¶163Nossa, nosso canal aqui tem dessas peculiaridades, né? Nós temos uma grupos muito muito diversos que ajudam a enriquecer aqui o conteúdo. Opa, Rian, tá ouvindo? Tá melhor, tá melhor, >> tá melhor, tá melhor a conexão. Você tinha parado, pois é, >> você tinha parado em um trecho que tava falando sobre a historicidade dos do do dos hindus, ser uma coisa muito eh ainda tem umas certas deficiências, ela é muito antiga e tal.

¶164É, você tem essa essa deficiência, né, do senso cultural da da estricidade indiana e eh o uma ah uma coisa que você não encontra nas outras culturas e principalmente principalmente no ocidente. Então, é muito difícil você cravar, é muito difícil você falar que a Índia influenciou eh a filosoficamente, né, a alguma coisa, porque por mais que os conceitas sejam muito parecidos, né, a no neopatonismo, que eu já mencionei, você tem, não só no neopatonismo, mas também o próprio budismo, por exemplo, ele tem grandes semelhanças, por exemplo, com correntes céticas gregas, né, com ah você encontra também correntes materialistas na filosofia indiana, eh, que eh vão em grande parte antecipar próprios eh as próprias noções materialistas aqui no ocidente que você encontra em Epicuro, por exemplo, que você encontra Demócrito, que você encontra nesses eh nesses nesses filósofos, né? E até em Rume, por exemplo, na filosofia moderna, né? Você o o argumento da da contradução do do R, por exemplo, ele tem paralelos muito próximos com essa corrente materialista da Índia, que não é hindu, né? Que eles eles são ateistas, eles são materialistas e tudo mais, eles são céticos.

¶165são os charvacas, né, ou local, né, que são o o os charvacas, né, eh de respeito a ao fato de que eles eram eh loucaiatas de respeito ao fato de que eles eram viviam no mundo, que eles eram mundanos, né, que eles eles eram eh filósofos que estavam interessados em viver o agora, porque para eles eh o lema deles, né, é basicamente uma forma de epicurismo com esteroide, né? Então, o lema deles é basicamente você viva agora, acumula riqueza, come bem, bebe bem, que tu vai morrer acabou, entendeu? Uma visão de mundo extremamente naturalista, né, e tal. Então, eh eh você tem essas semelhanças, esses paralelos muito grandes com aquilo que é desenvolvido no ocidente de uma forma que praticamente toda a corrente de pensamento antigo no ocidente, na filosofia clássica, você tem alguma forma de paralelo também no pensamento hindu, né? Ainda que desenvolvido com suas próprias particularidades e suas próprias idiossincracias que não podem ser reduzidos, né, a ao ao pensamento ocidental.

¶166H, mas você não tem uma linha, né, rigorosa pelo qual você consegue derivar uma coisa da outra. Então, eh, a, a opinião que eu tenho até onde os dados conseguem chegar é que são formas de pensamento que se desenvolveram de maneira independente. Então, e inclusive de uma maneira muito análoga, de uma maneira muito parecida com o que você tem na Grécia, onde a Grécia, por exemplo, ela ela ela foi uma uma eh a matriz da filosofia ocidental que depois se derramou, né, pro pensamento cristão também e o pensamento judaico, o pensamento eh eh islâmico, né, em alguma medida. Eh, você também tem na Índia a forma na matriz da filosofia oriental que se derramou, né, por exemplo, no budismo, que foi depois eh exportado para fora com foi para Tailândia, que foi pra China, etc. Então você tem ali como se a Índia fosse a Grécia ali daquele daquele daquele eh universo, né, tem um eh que tem um papel análogo ao que a Grécia fez ali na no universo ocidental.

¶167Então, eh eh quando você vê, por exemplo, como os indianos eles retratam os gregos, eles não fala dos gregos como filósofos, por exemplo, eles não parecem ter conhecido os gregos como filósofos. Eh, ele, você vê o termo, né, no s para para para grego éavana. Eana é eh seria o cognato, né, eh, de ioniano, né, o iônico. Eh, às vezes, né, então você só vê eles falando dos dos gregos como guerreiros, como artesãos, né, como como eh comerciantes, né, ou como um leite, né, como bárbaros, né, e tal. Então tem ali um também uma [limpando a garganta] certa um certo tribalismo também que é comum a todo tipo de pensamento, né, em geral eh antiguidade.

¶168Então, eh você não parece ter ali uma forma de você derivar até até onde os dados chegaram tal, uma coisa da outra. Eh, apesar de que a gente consegue rastrear outras formas de influência. Então, esse aqui é um exemplo eh que a onde o pensamento ocidental influenciou o indiano, que foi na astronomia e na astrologia. n a astrologia indiana ela ela bebe em grande parte da astrologia grega em em muitos aspectos, né? Mas no pensamento filosófico a gente não tem dados, a gente não tem uma uma linha de de evidências que nos permitam derivar uma coisa da outra, de forma que essa essa a essa forma, né, de atribuir, né, essa essa paráfrase exata que você tem no texto de no texto do novo do evangelista João no Novo Testamento, você não tem como derivar uma coisa da outra, por mais que a pará seria exata, entendeu?

¶169Então é por isso que é para mim assim é eh eh não faz diferença também. Eh eh eu gosto de pensar que são revelações, né, de uma única realidade, né, que se manifesta nisso, na história e tudo mais. Você tem também inclusive uma uma uma essa outro um outro tipo de coincidência no texto védico com o texto da da na Bíblia, por exemplo, né, que eh você tem a questão do sacrifício humano na Índia, né, a Índia é tribal, né, para quem não sabe, o hinduísmo, tá, ele ele é uma religião que ele vai nascer de de duas matrizes diferentes, né, ele vai nascer de da matriz hinduariana, né, que diz respeito a eh A área e ariano, ele é um endônimo que é utilizado, né, por um paradigma civilizacional específico que significa nobre, significa a civilizado. não tem nada a ver com o que a palavra se tornou depois na edade moderna, né, com a a o termo que foi empregado depois com um certo lastro nos orientalistas alemães, eh, para designar uma raça, né, que foi como a forma como o nacional socialismo, como o hitlerismo, ele eh se apropriou do termo para criar um mito de uma de uma raça eh eh europeia, de uma raça ariana pura e seria melhor preservado nos alemães, né? Porque eh eh a palavra, na verdade, ela designa antes uma uma forma, né, um um uma um endônimo civilizacional específico e também linguístico.

¶170Então, o ariano, o área no não só no no Sanchos, mas também no no Irã. É, para quem não sabe, Irã significa terra dos arianos, né, Planalto dos arianos. Eh, o povo de lá também se chamava ariano, porque ele descende do do da mesma matriz indoeuropeia. que eh ela elas saem um êxodo em uma região que é mais ou menos ali próximado do que já hoje a Ucrânia, a Lituânia, né, e oistão. E eles migram, né, para pro norte da Índia.

¶171Eh, ah, migrando pro norte da Índia, né, eh eles desenvolvem ali em contato com a a as religiões que tinham ali a a gente chama, né, da do hinduísmo. Hoje em dia, o hinduísmo ele é o resultado dessa matriz. É por isso que o indú ele é uma religião que é em parte europeia também, né? Alguma coisa que pode eh eh por isso que o santo, ele é uma linguagem europeia também. Ele é uma linguagem que assim como português, assim como inglês, assim como grego, etc.

¶172Eles eles são linguagens indo europeéis. O sânsto, que é a a língua que é utilizada na na nos textos védicos e tudo mais, que é a língua sagrada, assim como o hebraico, ele é a a língua sagrada que você tem na nação de Israel. E assim como o latim, ele ele é a língua sacerdotal que você tem no catolicismo romano, você tem a o o o essa linguagem, né, essa língua como sendo a linguagem sagrada, que é a linguagem da revelação em última instância. E eh essa essa língua, ela ela é indo porque quem traz ela, ela não é nativa do subcontinente indiano, quem traz ela são os os indo europeus, né, quando eles eles migraram ali pro norte da Índia, que são os arianos, né? Eh, e, eh, nesse sentido, né, essa essa essa essa essa forma, né, de você eh você compreender a a religiosidade indiana a partir dessa dessas matrizes, você tem ali uma uma um processo paralelo de abolição do sacrifício humano que é muito parecido com aquilo que a Bíblia ela ela ela com com aquilo que os judeus eles passaram.

¶173Porque quando a gente vai ler a Bíblia, o Antigo Testamento, o fugit aqui é é o craque nisso, né? Qualquer besteira que eu falar aqui, ele ele vai me corrigir qualquer coisa. Mas a gente vê ali que a muito da do do que a gente vê das narrativas do Antigo Testamento, eles ele é são narrativas que eh visam ali eh como posso dizer, polemizar, né, criticar o que os antigos povos ali, os os gentios, as nações, elas faziam, né, que sacrifício humano, né, que eh o culto é diferente deidades que não são javé, né, que não é não é a deidade que que era presidia, né? A gente sabe que o judaísmo hoje em dia ele passou por fases diferentes, né? Você, então você tem uma fase politeísta no judaísmo, uma fase monolátrica, até que ela ela se encabeça numa religião de fato monoteísta, né?

¶174Sentido estrito do termo. E eh essa parte do sacrifício humano, ela tem tem paralelos que são exatos praticamente com a religião vética. Um deles, o mais interessante na minha opinião, é aquele que aparece, por exemplo, no chat prana, que é o o um um dos textos sagrados. que eh ah você tem ali uma cena do sacrifício humano que provavelmente o ponto aqui é que os tribais antes da chegada dos arianos na Índiaes eles praticavam sacrifício humano. Eh, e você tem esses marcos textuais nos no no na nas camadas, né, do do dos vedas que registram isso, a abolição, né, a a memória longíqua de que existia aquilo e de que a classe sacerdotal estava abolindo, né?

¶175Então, por exemplo, você tem ali, né, eh eh eh esse tema que é chamado de purua meda. Eh, purua meda, eh sacrifício do purua. Purcha é homem, né, significa, é um termo que é policêmico, né, na verdade, mas ele significa homem pessoa, né, aqui nesse contexto. E, eh, o, o texto ele começa a listar, né, várias categorias, né, humanas associando, né, a divindades, dividind eh associando a poderes, funções sociais e tudo mais. e outros aspectos ali da vida cósmica, né, né, eh, ritual, né, da da religião védica.

¶176E, eh, você tem ali no caso, né, são você encontra eh várias vítimas humanas que elas são eh amarradas, né, no fogo e é levado a esse fogo é elevado ao redor delas, né? E só que o ponto decisivo do do chat parámona, é a que o que acontece aqui é que quando a deidade vai consumir e a deidade que aqui é chamada também de puruacha, né, que é eh purua que era a deidade central que você tinha na época, que é no caso que é aquilo que vai ocupar o lugar, né, do progenitor, do criador, tal. E eh quando ele vai devorar as vítimas humanas, né, que estão sendo oferecidas para ele, ele ouve uma voz e essa voz ela fala assim: "Ó puruacha, não consumas, não leves a termo o sacrifício dessas vítimas humanas, porque se você consumisse, o homem devoraria o próprio homem." Então a ideia aqui é que se o sacrifício humano fosse institucionalizado na na religião védica, você eh teria eh uma calamidade, né? você não teria o sustento, não seria trármico, não seria eh uma coisa que é obedece a ordem, ao dever. Eh, se fosse traduzir, né, num tempo [limpando a garganta] contemporâneo no pro hindu.

¶177Eh, então as vítimas são soltas, né, e os sacrifícios eles eles continuam com substitutos, né, que são frutas, né, são coisas assim. Eh, isso lembra muito aquela passagem que a gente encontra em Gênesis 22, né? Acho que é Gênesis 22, né? Infeliz >> tem. Se você tá falando sobre o a sacrifícios ou frutas, eu não sei se você tá falando de Caiu em Abel ou você tá falando de Abraão sacrificando Isaque.

¶178>> Não, eu tava referendo a Abraão sacrificando Isaque. Eh, que você tem ali naquele momento que Abraão tá prestes sacrificar Isaque, você tem uma intervenção de uma voz também que fala para ele não consumir o sacrifício. >> Sim, exato. >> É que ele fala que agora sei queal. Uhum.

¶179Sim, sim, >> sim, sim. Então, eh, em ambos os casos, você tem ali um marcador textual específico, eh, da religião sacerdotal dela, ah, abolindo, né, ela colocando marcadores específicas, porque o que acontece o que aconteceu provavelmente é que essas formas de religião, né, tinham contato com o sacrifício humano antigamente, né, o judaísmo antigo e e o brahmanismo, na um contato ali com as religas tribis, praticavam isso em, né, Pera aí que ele travou de novo. Enquanto isso, vamos aqui vendo o chat que tá pegando fogo, né? Tá pegando fogo esse chat, rapaz. É impossível acompanhar tudo que vocês estão falando, gente.

¶180Aqui muita mensagem. Tem uns relatos de milagres bem interessantes, pesquisa depois, né, do que inclusive a gente mencionou naquela no trote, né, com Ran. Oi, Ran, tá me ouvindo? Opa, >> oi. [limpando a garganta] Você parou.

¶181Pera aí, agora eu não tô te vendo, só tô te ouvindo. Alô, alô. Alô, Rian. >> Alô. Tá me ouvindo agora?

¶182Tô, tô. Não, pera aí, gente. Deixa eu ver aqui uma coisa rapidinho. Não saiam daí, por favor. Ran, terra para Rian.

¶183Alô, alô, alô, Ran. Alô, Rian. Rian, Ran. Deixa eu só ver aqui, de colocar o meu carregador aqui. Pronto.

¶184Não dá para ver você. Isso que o Rian tava respondendo, né, sobre a coisa da a da possibilidade de haver uma conexão histórica, né, da tradição hindu com os gregos que teriam influenciado a redação do prólogo joanino, né, mas [roncando] ele tava respondendo antes outra coisa. Vou tentar pedir para ele ser um pouquinho mais sintético nas respostas porque tá tá entrando em vários meandros, assim, vários desdobramentos, né? Acabou que Ah, ele vai entrando em um, no outro, no outro. Pera aí.

¶185O Ran, tudo bem? >> Opa, eu tô bem >> agora. Tô, agora tô ouvindo você bem e tô vendo também. Ran, você tinha par que você tinha falado sobre a que havia sacrifícios no judaísmo também em outras, acho que não sei se você tava falando alguma coisa na Índia, não lembro agora o que que você ia começar a falar, mas tenta só ser um pouquinho mais sintético nessa parte pra gente voltar pro ponto que a gente tá amante e a gente avançar aqui que o pessoal tá perguntando muita coisa. Eh, então, eh, o ponto aqui é somente que é você tem essa outra coincidência no texto sagrado, né, eh, indiano, e que tem um paralelo muito muito grande, muito interessante, que você tem na Bíblia também, no Antigo Testamento, que é esse marcador textual.

¶186Tá me ouvindo ainda mim? Aqui >> eu tô te ouvindo, só que você não aparece mais na tela, você tá com a tela preta. Quer dizer, preta quer dizer, >> para ficar só no áudio, né? Então, pera aí, tem problema não. >> Opa, >> tá me ouvindo?

¶187>> Tô ouvindo, tô ouvindo. >> É, eu também sumi aqui por algum motivo, não sei porquê. Tenta entrar de novo. Tenta entrar de novo. Ya, eu invejo a profundidade do Rian, que a deidade me conceda intelecto semelhante.

¶188Amém. Oi. Voltou agora. voltou tudo bom. Eh, só é só é interessante porque você tem além além da paráfrase exata que fica indeterminado, né, por que a paráfrase é exata, né?

¶189Eh, eu eu prefiro eu prefiro acreditar, né, que é realmente revelação sobrenatural, que realmente Deus ele tem revelações que se dão paos diferentes e ele deixa essas essas coincidências, ele deixa deixa essas essas coisas surpreendentes realmente para gente a gente vê realmente que é uma uma a uga que vem realmente da da repressão, da presença do divino, né? Mas você também poderia pensar que são simplesmente casos em que eh a razão humana conseguiu chegar na verdades, né, tal. Essa questão da influência histórica é uma coisa que nem sequer o avalão ele ele vai abarcar, né? Ele vai aceitar. Só vai falar que não é impossível.

¶190E na minha opinião, claro, não é impossível, né? Mas na minha opinião não tem evidência para isso, né? Então, então não >> pode ser um >> não dá para bater um martelo sobre isso. >> Pode ser um stereg que Deus deixou assim vári profundidade assim. [risadas] >> Sim.

¶191Eu, mas eu acho esse esse aí, eu também lhe falei do sacrifício humano, ele muito ele muito parecido, porque ele é é uma passagem específica que tá tá falando ali que, que visa com o marcador textual da classe sacerdotal, rejeitando o sacrifício humano, né? Depois já incorporando ali num processo histórico, né, de de evolução da religião e tudo mais. Eh, e a forma como isso é feito é muito parecido com essa história do Abraão e do Isaque, entendeu? E não tem como a a as as duas coisas terem interagido, porque nessa nessa época não tem registro de interação entre hebreus e eu. Então, >> perfeito.

¶192Mas a gente tinha entrado, a gente tinha entrado nessa história porque assim, eu tinha eu tava comentando, né, a possibilidade que o autor que você leu tava aventando, né, por causa dessa grande, eh, correspondência literária, né, dos versos, das duas revelações. Mas antes a gente estava respondendo a uma pergunta que eu queria só que você finalizasse assim de forma um pouco sintética, porque pelo que eu entendi dentro do hinduísmo, então você tem tanto visões que são mais eh que apelam à multiplicidade e outras a à unidade ou talvez a diferença e e a ênfase na não diferença, né? Então eu não sei exatamente qual delas consegue, >> mas se você pudesse sintetizar um pouquinho aquela resposta só pra gente pra próxima. >> É porque eu acho que eu caí naquela hora, né? E aí eu eu acabei não não completando e eu acabei pegando a conversa pela metade e fui emendando, né?

¶193Mas [limpando a garganta] eh o o ponto principal é que essa discussão intima instância dos hindus em relação à diferença, em relação à identidade, tudo mais que diz respeito, né, a sistemas dualistas, né, por exemplo, assim do Eita Vedanta, né, do Mario Vatiárea, por exemplo, que é um outro mestre de Vedanta, você tem o Shaiva Dananta, né, que é um um texto e é uma tradição religiosa chaiva, né, que vai enfatizar também a distinção, a diferença e tudo mais. você tem o Samk, né, que foi a forma de filosofia indiana mais antiga possivelmente, que é dualista, né, que ela vai falar de dois princípios fundamentais, né, por e para crit, né, que é o o a consciência e o eu. ela não é nem sequer uma uma uma filosofia ah teísta, né, no caso, né, na versão clássica, pelo menos, né? na e na e você vai ter filosofias que vão vão enfatizar a não dualidade, né, que é aquilo que a gente poderia tomar eh como eh com suas devidas proporções, com a ênfase na unidade, na identidade. Então você não tem uma resposta em dual para isso.

¶194Assim como no cristianismo, você tem diferentes vertentes filosóficas, diferentes pensamentos que interagem, né, sobre isso e para dar respostas filosóficas sobre isso. tenso também no hinduísmo, que é eh eh essa essa essa família, né, de de samprada, de tradições, de linhagens, paramparas. E ela ela eh vão eh ter como nascimento, né, como a pedra de toque, vai ser aceitar a revelação védica, né, em última instância. >> Entendi. Legal.

¶195Trica. O tric. Alô. Hello, Han. Are you here?

¶196Far para ele cair de novo. Enquanto nosso querido Rian está fora, deixa eu ver aqui o que que vocês estão falando. Se for assim, o Islã estaria mais correto do que o catolicismo, segundo seu critério fraquíssimo e circular. Eita, do que que vocês estão falando, gente? Opa, Rian voltou.

¶197Oi, Rian. Tá ouvindo a gente? O Ran foi tentar verificar uma coisa aqui, gente, da internet dele. Só tirei aqui por precaução. Mas então, o que que vocês estão falando aqui?

¶198Pera aí que tem muita mensagem. Deixa dar uma subidona lá para cima. Ah. Gente, vocês estão falando um monte de coisa. Ó, essa pergunta aqui.

¶199Ansioso para ver uma pergunta que tangencie isso, Adolfo. Para podermos dar mais corda a esse pensamento. A convicção de que você irá chegar a verdade através da busca vigorosa é justíssima. Não sei qual que é o contexto desse comentário. Gente, só uma coisa, enquanto o Rian tá voltando, eu quero lembrar para vocês que eh apesar dele não ter falado ainda, é bom, enquanto a gente ainda tá assim com bastante gente assistindo ao vivo, que o Rian ele tá lançando um curso sobre hinduísmo, tá bom?

¶200Então eu vou pedir para ele deixar os contatos dele no Instagram, mas se vocês quiserem também mandar mensagem para mim, para eu passar o contato do Rian para vocês, podem ficar à vontade, tá? Mas ele com certeza vai também recomendar o onde vocês podem encontrá-lo lá no no Instagram dele para que caso vocês queiram ir entrar nessa classe em que ele vai falar sobre uma eh evolução da filosofia indu meio que do básico ao avançado, pelo que eu entendi, né? Então vocês podem se orientar lá, né? Enfim, tem muita gente que tá interessada recentemente a encontrar conteúdo sobre isso. E aqui eu imagino que deve ser um pouco mais difícil, né?

¶201No Brasil não existem tantos grupos, apesar de eu estar em um grupo deles, né? Tou no grupo do Rian, ah, assim, onde ele geralmente expõe as coisas que ele tá estudando, né, e tal. Então, acho que seria interessante, caso vocês queiram se aprofundar nessas questões, procurar o Rian, porque vai ter uma turma, ele vai abrir turmas, né, para para ensinar isso tudo que ele tá falando. Vocês veem que para cada pequena pergunta que eu falo assim, o Rian demora uns 15, 20 minutos para explicar, até pedir para ele ser um pouquinho mais sintético, porque tem muita pergunta boa chegando aqui pelo pelo Pix GG. E aí seria bom a gente aproveitar para ir respondendo já, né?

¶202Deixa eu ver se tem alguém falando aqui, par. Tá, tá tendo um debate aqui sobre milagres que eu não tô acompanhando, entendeu? Aqui, ó. Fugita, não se esqueça de ler os live Pixs. Eu mandei um.

¶203Pode deixar, não se preocupe não, que assim que ele voltar eu já vou já vou mandando aqui o as perguntinhas. Eu até pensei que a gente poderia tá a gente poderia est dividindo por tópicos, né, quais são as as congruências entre o cristianismo e hinduísmo, mas acho que no geral já fic bem claro. >> Opa, Rian, tudo bem? >> Tá me ouvindo? >> Tô, tô ouvindo.

¶204>> Tá, eu tô no C, na 5G agora. Eu acho que que melhorou. Acho que agora pode parar um pouquinho mais as caídas porque o problema é minha Wi-Fi e por algum motivo assim que o giro não tava sustentando. >> Mas tá entendendo bem agora? >> Tô tá até a sua imagem tá bem mais nítida agora também.

¶205>> Tá perfeito. >> Você tinha parado? >> Você parou só assim e o Trica aí para mim parou. E o Trica, na minha opinião, como eu tava mencionando, ele é o campeão nessas perspectivas, porque ele é uma perspectiva, ele é uma perspectiva que é não dualista nesse sentido. Ih, [risadas] internet caiu de novo.

¶206E ele quando achava que tinha melhorado >> não, isso aqui. Isso aqui é porque eu eu tava na 5G, tava com Wi-Fi ligado ainda, ele ele apareceu aqui agora. >> Tá me ouvindo bem? >> Oi, tô ouvindo, mas agora tá uma grande confusão de pixeis aí da pixels aí que tá tudo, >> tá? Eh, só um minutinho.

¶207>> Tem que colocar para ele não >> tá ligado e aí ele >> tem que colocar para ele não >> deixeir conectado, né? >> Automaticamente. É exato. Ou agora voltou. Agora tá normal.

¶208Eh, e o Trick, na minha opinião, ele é ele é o o perspectiva que ele sai vencedora, porque ele consegue incorporar esse conceito não dualidade, que na minha opinião é é mais interessante, tal, combina mais com o que eu que eu compenso, mas de uma maneira que existe nesse Uno uma uma articulação, uma lógica dialética no coração dele. Então, esse é o Uno que se manifesta como a multiplicidade, não é? É, é o par caixa e vimcha, né? pai da luminosidade da consciência, né? Essa primeira pessoalidade da consciência aqui é o princípio fundamental da realidade, né?

¶209Que é esse uno e tal, que é concebido como consciência, concebido em termos fenomenológicos, né? Né? Eh, e a Vimarch, né? Que é essa forma da reflexividade pelo qual ele se põe no mundo, pelo qual ele se manifesta como sendo a a a o manifold, né? como como sendo múltipla.

¶210E aí nesse caso você tem uma uma visão de mundo que incorpora isso num pensamento trinitário. Então, de certa forma, esse pensamento, ele não é nem ele não é nem sequer ele não é nem puramente não dualista no sentido que o adoeita vedanta é e nem puramente dualista como sistemas do do Eita Vedanta que você encontra, né, no Mario Bachá, no Chavidanta e tudo mais, porque eh as duas coisas não se incluem. a a unidade ela é e a multiplicidade são unidas, ela ela são incorporadas na pela mediação, né, ah dessa dessa media pela pela própria mediação. E isso e isso é uma coisa que de respeito que da aqui em cima travou de novo. >> Alô, me ouvindo?

¶211Tô ouvindo, mas você tá travado aqui. Tô ouvindo. Mas você tá meio travado, amigo. He. Gente, Ran caiu.

¶212Enquanto isso, olha aqui o comentário do buscador. Meu Deus, é impressão minha ou ninguém que está criticando nesse chat conhece nada dessa religião. Quais que estão sendo as críticas? Eu não agora. >> Opa, voltou, Rian.

¶213Voltou. Voltou. >> E essa essa trindade, né, que eu tava mencionando, ela vai ser pensada, né, de uma maneira que tem muita continuidade com a dialética regeliana. E eu escrevi até um artigo sobre isso. Eu publiquei em autoria com coautoria com Danilo, e é a o título dele é o o trinitarismo, acho que é o trinitarismo regueliano, né?

¶214É um nome assim, eh o trinitarismo regueliano no pensamento hindu e eh cristão. Eh, eu publiquei esse artigo na revista Estudos Regelianos, né? Se você registrarem meu nome Robato e o do Danilo, né? Danilo Costa Lima, Danilo com dois Ls. Você você encontra ali bem desenvolvido esse diálogo que você encontra com Hegel, com com a a forma como ele vai entender a trindade cristã, né?

¶215Não não dialoga em si com a teologia cristã diretamente, mas com Hegel. E Hegel tá incorporando essas coisas, esses insightes, né, a partir da forma como ele entende na versão dele, né, que é bem heterodoxa, não é não é bem ortodoxa com o cristianismo, né? E aí paraa sua questão da questão da energidade da diferença, eu diria a minha resposta seria ternária. A minha resposta seria tal como o Higel, ele evita os extremos do monismo que pensa e que é meramente abstrato, que fica naquela unidade, mas sem incorporar aquilo que a gente experiencia, que é a diferença, que é um problema parecido que você tem no Adveda, por exemplo. É, e para você não ficar somente no dualismo, que também é uma visão de mundo que é insatisfatória, porque fica dois princípios da realidade que parece que não se conectam, que parece que não não a razão ela busca unificar as coisas de última instância.

¶216Você tem a trialidade, né? Você concebe essa unidade sendo mediada pela diferença última instância. >> Entendi. Amigo, deixa eu perguntar. Eh, muito boa tudo que você tá falando aqui.

¶217Eu acho que a gente consegue já estabelecer que existem as conexões, pelo que você falou até então entre cristianismo e hinduísmo. Quanto por exemplo a questões triádicas trinitárias, né, de ter uma concepção, dependendo da tradição bem forte nesse trinitarismo, né? Você tem, por exemplo, também a ideia da encarnação da divindade, que é uma coisa, acho que imagino, um pouco mais comum entre vocês. Eh, a ideia, como você tava falando da de um de um aspecto filosófico sobre o logos também, que pode ter alguma correlação. Eh, também aí a gente não sabe se geneticamente um influenciou o outro, mas eh que é no mínimo bem compatível um com o outro.

¶218Então, tem muita coisa interessante, mas tem algumas perguntas aqui que o pessoal colocou. Eu vou começar aqui com a primeira da noite, que foi o próprio Gabriel Tossato que tinha mandado, que eu acho que tem a ver com os argumentos paraa existência de Deus, né, de uma tradição e da outra, para ver se eles têm algum correspondente. E aí eu queria que você comentasse um pouquinho, né? Você tinha falado o seguinte: "No momento oportuno, poderia comentar sobre as proximidades entre o argumento transcendental para Deus dessa, não tô conseguindo ler aqui como que é. É pratiba nija.

¶219Aí é isso. >> Pratabíia. Bigia >> contra os bud. É >> esse essa palavra. >> Oi, pode falar.

¶220É, >> significa é porque significa reconhecimento, né? No caso, né? Porque na verdade é eu acho que eu vi até um alguém comentando ali no grupo, né? Tal que tava pronunciando pratia Bigia. É porque é é como você pronuncia no norte da Índia, tá?

¶221Que é a a fonética, né? Que é o som que eu sou mais influenciado quando eu vou estudar a língua santa. Eh, mas se você for pro sul da Índia, talvez você pode pronunciar pratia bíignia, então vai enfatizar esse esse esse n, né, pratignia, >> mas eh quando você vai pronunciar no norte da Índia, né, você vê que eles eles pronunciam mais pratiabíia, né? Então eu acho um pouco mais fácil, né, de pronunciar e tal, então me poupa tempo quando quando eu vou vou eh vou e eh articular, né? >> OK.

¶222Eh, bom, a pergunta doata é muito interessante, eh, porque essa essa pergunta ela é bem desenvolvida por um autor, né, que ele vai eh um ocidental que ele vai articular, ele vai ser um dos que mais articulam, né, a forma como o PR Bí, ele vai eh uma ã dialogar, né, com as escolas budistas, né, porque para quem não sabe, o budismo ele é uma religião que ele ele nasce em controvérsia com o hinduísmo, tá? Eles não são a mesma religião. Eles têm muitos conceitos em comum, né? O conceito de sansara, né? O conceito da da história repetitiva, né?

¶223De que vai incluir, né, a questão solológica, né, que são duas religiões que predicam reencarnação. Eh, o conceito de karma, né, astão, o efeito de astão, que molda a nossa inserção existencial de mundo. Eh, e o conceito, né, de ah, dharma, por exemplo, de dever, de ordem e tudo mais. Mas o o budismo ele ele em vários aspectos, tá? pelo menos na sua forma indo-ibetana, eu não vou falar da da forma chinesa em si, porque a forma chinesa é outra história, tá?

¶224Porque a a o budismo chinês ele absolve muitas coisas do taísmo. Então, muitas metafísicas budistas elas têm muita eh elas lembram muito o shamo e o braamanismo, né? Elas lembram muito a a o hinduísmo, né? Como se um retorno pro induismo no final das contas, né? Mas o opismo originalmente nas suas nas suas formulações indo tibetanas, ele não é ele ele é incompatível em muitos aspectos com o hinduísmo, pelo menos em última instância, porque você tem eh eh princípios que são totalmente opostos, né?

¶225Por exemplo, o o budismo, ele ele tem uma doutrina eh eh que é chamada de anatá, né, ou anatma, né, que é o a negação de que você tem ah, um princípio do eu, né, um princípio espiritual, última instância, um é um não seofismo, uma coisa é parecida, é mais ou menos parecida com aquilo que você encontra, por exemplo, na filosofia moderna com RMIL, por exemplo, né, que tal que vai que vai falar, né, do a teoria dos cases, né, que que a gente chama, né, de que não existe uma um centro unitário que a gente chama de eu, né, que existe somente uma um agregado, né, um conjunto de feixes estados mentais. E pro budismo é é o caso, né, de de de de da psicologia budista, ela ela é interpretada dessa maneira. Eh, pro budismo que acontece, né, que a gente eh ele ele visa e responder o problema do sofrimento, né, que é é o Duca Ducan, que é o a insatisfação, né, em sofrimento. Essa essa essa terminologia, ela pode dar a entender que a essa condição existencial, ela somente existe quando a gente tá sentindo dor, por exemplo. Mas não, para o budismo, eh você tem essa condição e e existencial, até mesmo quando você tá insatisfeito, né, com os prazeres da vida e tudo mais.

¶226E ele vai buscar essa essa entender essa esse sofrimento, essa insatisfação, desculpa, como sendo uma ah uma ignorância sobre a realidade, que a realidade em última instância ela não tem essência fixa, ela não é ela não tem uma uma essência permanente. Aquilo que eh por exemplo, que é um grande filósofologista, vai chamar de sua pava, né, que é o o o princípio de natureza intrínseca. E a a a mente. Tá me ouvindo, Tô ouvindo. >> Travou aqui?

¶227>> Não é porque a minha câmera de vez quando ela desliga, mas eu tô sempre ouvindo. É só a imagem que para. A >> a a mente ela sofre porque ela tem um estado de de aguiana, né? Ela tem um estado de ignorância em última instância, um estado de que ela visa se relacionar com os fenômenos como se eles fossem dotados de essência intrínseca, como se eles não fossem compostos, como se eles não fossem impermanentes e tudo mais. E é por isso que eh o a mente ela entra num estado no qual ela funciona a partir do apego, né?

¶228ou a aversão, né, ou a indiferença, que são os estágios da mente que levam inevitavelmente, segundo o budismo, para o sofrimento. Então, a ideia é você fazer uma revolução, uma revolução, uma guinada espiritual, eh onde você eh não se relaciona mais com os fenômenos a partir da ignorância, você atinge o estado de realização, que é aquilo que eh identificaram no na figura do Buda, né, do iluminado, do realizado, e tudo mais. O hinduísmo ele não vai poder aceitar isso, né? Porque o hinduísmo ele vai falar, por exemplo, que existe em última instância o princípio fundamental. Todas as formas de hinduismo aceitam isso, de que existe um eu eh fundamental.

¶229Se esse eu fundamental ele é em última instância diferente da deidade e ele a deidade última instância e o eu, autoconhecimento e o conhecimento do divino última instância, eles se confundem como é no adoita vedanta onde você, se você eh a ideia aqui no adoita vedanda é que eh você tem essa insatisfação, esse sofrimento, você está preso no ciclo da das transmigrações porque você confunde sua verdadeira identidade. Você é eh super eh aquilo que Xara chama de superimposição, né? Ah, a deça, né, que você sobre impõe esse senso de eu esse senso imediato que a gente chama de átoma, você superimpõe na a corpo, na mente, você aparece como se fosse sujeito ao sofrimento, a insatisfação, etc. Eh, então o hinduísmo não vai, ele eh eh ele sempre vai acetar um átomo, independentemente se você eh acredita que esse átomo em última instância ele é o absoluto, que ele é idêntico com a idade e a nossa a impressão, né, a ideia de que somos eu finitos, né, que não não somos essa consciência universal, esse o brama em última instância, é é seria uma aparência nessa mente, né? ou se você vai ter uma perspectiva mais realista que vai enfatizar novamente a a diferença como você encontra nos sistemas dualistas, né, no dueita, no chave seidanta, etc.

¶230Eh, isso aí é uma é um caso a parte, mas todos eles vão aceitar de que existe um eu fundamental, de que existe uma realidade fundamental, que é o eu, que é o átma. E o budismo não tem como eh eh concordar com isso nas suas formas indoibetanas, tá? Não vou falar nada sobre as transformas chinesas que é uma uma discussão que dá muito pano para mango, mas >> mas vi >> ah não, perdão, você entrar entrar na questão do argumento agora do do argumento tracid. >> É, eu eu tava eu tava só contextualizando porque o que acontece aqui é que essa escola, o prat bigar ela eh bebe muita influência do budismo, tá? Mas ainda dentro de paradigma hindu em íntima instância.

¶231Então o ponto aqui que vai ser central para você compreender o argumento, o artigo pelo qual ele articula a razão de porque que existe um o absoluto, né, em última instância para a perspectiva do pratia Bigia, ela vai ela ela só é inteligível em última instância se você já absorve a controvérsia que você tem nas escolas yogatiara, né, que as escolas do idealismo budista que eh vão entender a realidade como sendo em última instância compostas somente por eh eh partes, né? São e é nisso que vai, em última instância diferenciar o budismo do hinduísmo, filosoficamente falando, que o o budismo ele parte de um paradigma que é concebido como reducionista, ou seja, a ideia de que todo tipo de composição eh eh não e eh ela tem que ser irreal última instância. Então, o que você tem em última instância é somente eh eh particulares, um particular, uma forma de particularismo radical que inclusive vai embaçar a visão que eles têm, embasar a visão que eles têm sobre eh os universais que t uma visão nominalista vários sentidos possíveis. Tem uma tem até as formas de budismo que são mais realistas sobre universes, elas elas estão ali muito muito próximo do do espectro forma geral que é nominalista. o o espectro que você tem com Dignaga, da Arma Kirt, por exemplo, e tal, que são grandes filósofos budistas e os marcos da filosofia budista indiana, né, quando budismo existia na Índia, eles são eh são formas de nominalismo, são formas de última instância.

¶232Então, a a nessa a perspectiva aqui é sempre de que não existe uma identidade over and above, né? Above, eh uma identidade acima, né? Uma unidade que é acima das partes. Então, na verdade, unidades são em certo sentido, ilusórias. Então, o neoplatonismo e o hinduísmo, por exemplo, são filosofias eh eh que vão dar valor em algum, ainda que tradições que sejam dualistas, elas vão dar valor pro conceito de unidade, no sentido que unidades são reais.

¶233A a realidade tanto é pode ser fundamentada na unidade quanto também apreende um tipo de unidade. Mas o a a filosofia budista ela está em grande parte na na sua na sua versão indo tibetana, baseada na ideia de que unidades são falsas. A gente mostrando, né? só existem particulares indivíduos e de uma maneira radicalmente radicalmente particularista. Eh, você até tem formas de de hinduísmo também que vão enfatizar também essa questão da diferença que eu falei, mas no budismo isso é levado ao extremo de uma forma reducionista, que não não existe realmente conceitos de última instância reais de unidade.

¶234A impressão de que que a gente aprende unidade na realidade é sempre uma é sempre ilusória, sempre futa de ignorância pro budismo. E o o pratibiga devisa resolver esse problema. Então, para a perspectiva do pret abiga, ele vai chegar numa concepção de mundo de absoluto, eh, uma forma de idealismo absoluto, na verdade, né, de que eh existe uma identidade entre o ser e o real. existe e choba o real e o conhecimento e que a e uma identidade entre o ser e o pensar, por assim dizer, ou ser e o aparecer, para ser mais exato, de que eh essa visão idealista de mundo, né, de que a a realidade ela é é consciência se desvelando, é pura consciência se se se manifestando, eh, vai primeiro ser encabeçada no no numa numa compreensão que eh ela eh vai beber, né, da da ideia de ir paraa caixa. a ideia de luminosidade da consciência, né, de de da fenomenalidade, né, onde paraa caixa ela pode ser entendida aqui como a a própria a a a metáfora da luz na filosofia indiana para designar de que a consciência ela aparece em primeira pessoa como se fosse luz, né?

¶235Assim como a a luz, ela não precisa com que outra fonte de manifestação eh a a manifeste ela, você eh a consciência ela é autoevidente, ela é autoluminosa nesse sentido, ela ela para caixa por causa disso. Consciência é evidente para todos os seres sencientes, para todos os seres sencientes que possuem um senso de eu imediato, né? Eu estou consciente e tudo mais. Eh, esse esse essa prac eh é eh esse é pensado, né, fazendo um par com essa autorreflexividade pela qual a consciência ela se aprende, ela se põe, na verdade, esse esse é o grandeicial do BR Big de entender essa reflexividade a partir de um paradigma também que vai valorizar essa parte prática de essa parte pragmática que aqui eu vejo um grande paralelo fundamental com purse, por exemplo, né, femiógica pro você tem também essa essa né, da questão, porque vimcha ela é um ato, é um ato de reflexividade subsistente pelo qual a a a consciência no seu aparecer se apreende, né, se autoapreende eh eh imediatamente, né, e transparentemente, por assim dizer, na na no nas manifesta nas suas manifestações, nas suas expressões. E ah, essa ideia de pra caixa em última instância, ela vai levar um argumento idealista nessa escola de que as coisas de que a a não existe uma substância para além do aparecimento das coisas.

¶236A própria realidade ela é consciência, é um campo da consciência em timância. E esse campo de da consciência, eh, ele tem ele ele é necessário para explicar como é possível que as coisas apareçam em primeiro lugar, porque não é, né, não seria possível ah para a a manifestação cognitiva de alguma coisa, se ela não fosse antes, eh, já não tivesse antes esse esse link, essa essa esse tecido, por assim dizer, com a a consciência. Então é possível a o o o o UT Paladeva no Iuar paraabis na cáica e que é o UT paladeva foi um dos maiores filósofos dessa escola, né, tal. Então você tem também a apnava Gupta, né, que que vai comentar o trabalho dele no Iuara Frate ab eh eh ah ele vai desenvolver ali um argumento transcendental em favor do idealismo, que só é possível o manifestar externo das coisas, ou seja, tudo aquilo que é aprendido sobre a forma lógica do isso, se antes essas coisas residem na na luz da consciência transcendental. Então, só é possível ou manifestar das coisas como se fosse externas se elas já tem já tem em algum sentido a natureza da consciência.

¶237Entend a natureza da consciência, o que você tem aqui é que o próprio fato de aparecer constitui em última instância a a a sua essência, o que ela ela consiste em última instância. E então nesse nesse caso, o que você chega numa imagem de mundo já incorporando aquelas influências budista, né? que você tem ah uma doutrina no budismo, por exemplo, que é a doutrina do momentarianismo. Nesse particularismo radical dos budistas, eles vão eles vão ter eles vão chegar, né, no princípio na nas formulações clássicas do Abdarum, por exemplo, que é a escola budista, eh, a escolástica budista, para assim dizer, que começa a elaborar ali toda a a tabela filosófica budista, você tem ali essa compreensão do a doutrina do momentarianismo, que é a doutrina de que a a realidade ela é composta por pontos particulares. Esses pontos particulares eles são eh momentâneos, eles eles eh eles surgem e cessam, né, em momentos.

¶238não vai ter discussões megacolásticas, budistas quanto que vale esses momentos, tal o nome disso. E eh a ideia é que você chega, né, você que sempre essa ideia, sempre essa ideia está presente no budismo, né, de que você analisa uma coisa sempre decompondo ela. Então você não tem identidades que estão acima, né, da da daquela designação. Você sempre vai quebrando identidades e revelando o que tem ali por trás. E ah, já absorvendo essa influência do budismo, mas ainda dentro do paradigma hindu, né?

¶239Ah, você tem e você chega nas ideias do idealismo de que o mundo ele é uma rede de aparições cognitivas, né, que é aquilo chamado de abass, né, que são os aparecimentos cognitivos que constituem a a o mundo, segundo essa escola, eles só tem uma ele só tem uma condição de possibilidade do seu aparecimento, da sua manifestação na inteligibilidade da realidade e tudo mais. E você pressupõe, né, que existe um vasto espaço fenomínico no qual eles são sintetizados, no qual eles são possíveis. existe um um como um princípio como que abrace esses momentos distintos e faça com que eles apareçam, eles sintetizem, né? Então mais aí, mais uma vez aí e essa essa ênfase que você tem na no trinitarianismo, né, que até a a trindade ela vem, ela sintetiza, né, ela ela é aquilo que sintetiza opostos. Então ela a a eh inclusive essa escola, ela vai desenvolver essa lógica, né, essa essa essa essa ontologia abraçando influências de escolas eh passadas do hinduísmo, que é, por exemplo, UNIA vachesca, por exemplo, né?

¶240UNIA eh é a escola da lógica indiana, né? que você tem uma lógica também queando aqui eh ah em grande parte ela eh tem uma uma relação no Oriente, na Índia, parecida com aquilo que foi o aristotelismo aqui no no Ocidente. O Bachesca é outra escola da da metafísica hindu, né, que é ela vai ser baseada num tipo de atomismo. Essas escolas se elas se fundem em última instância, elas se fundem e eh ammoniachesca nessa perspectiva que o ponto principal é que ela desenvolve uma categoriologia, ela desenvolve uma tabela das categorias que eh, como eu falei, né, tem tem seus paralelos, né, muito fortes no papel e também nos conceitos, alguns conceitos com o aristotelismo, tabelando as categorias que você tem na metafísica de Aristóteles, por exemplo. Ah, mas a alguma das categorias correspondem a Aristóteles, né, por exemplo, Dráve, por exemplo, que é substância, né?

¶241Ah, mas você também tem outras diferenças, né? Por exemplo, o tempo, espaço são consideradas formas de categoria também. Enfim, não não dá para para resumir aqui, mas eh a o pratiga ele vai eh absorver essa essa influência dessa doiachesca em dizer que essas categorias que oiachesca explora, elas são fundamentais para você compreender a realidade de forma que você tenha ali uma uma os modos eh mais gerais possíveis pelos quais alguma coisa é. E esses modos só são possíveis de serem articulados a a a partir dessa dinâmica, né, da consciência sintética, né, que articula essas aparições cognitivas sobre essas formas, essas categorias. E essas categorias elas são ela eh elas são pensadas, né, nessa escola a partir da primazia da relação.

¶242A relação é a forma fundamental pela qual essas categorias se articulam. Então, substância, eh, a ação, tempo, lugar, etc. Eles são formas de relação nessa ontologia. Então, é é uma ontologia radicalmente antisubstancialista, é uma uma ontologia radicalmente eh relacionalista que vai conceber que relação é aquilo que tem como condição de possibilidade o ato de síntese, aquilo que permite aquilo ser sintetizado. E aí essa essa questão da síntese que é fundamental para você entender o prabia, eh só é possível você articular essas categorias sobre a forma mais geral da relação, eh, de forma que cada instância eh autocontida não não seja autocontida na ah fenomenicamente falando, eh se você tem primeiro, né, essa essa essa grande rede de aparições cognitivas e esse vasto espaço fenomênico no qual essas essas instâncias elas contêm a sua própria realidade.

¶243esse esse aparecer da sua aparição que estão reunidas, né, em última instância nessa nessa coordenação. E isso é o absoluto. Essa é a forma como a a tradição vai entender o absoluto de última instância, né? Então essa dinâmica inerente da realidade de estância dessa escola, ela eles vão ver isso como uma prova, né, de que existe o absoluto, uma prova racional pelo qual a a consciência, que é o princípio mais fundamental e autoevidente da realidade, ele se articula sobre eh essa essa essa essas essas manifestações, sobre essas instâncias, eh, e sintetiza elas para si, sobre a forma das categorias mais que são eh, estabelecidas ali na lógica hindu e tal. Eh, e nesse sentido você tem eh você conversa ah em grande parte com a a o tomismo transcendental, por exemplo, do Lergan, que eh que foi o que o Tossato tinha pergunta tinha feito eh originalmente na pergunta, que eu tive que fazer essa longa digressão, né, para contextualizar e tal, para não ficar para unir todas as contas soltas.

¶244Mas eh quando você vai pro Longegan, por exemplo, você tem também um argumento que é parecido no turismo transcendental, né? E ele parte do fato de que a realidade ela é inteligível. Então, a ideia é a mesma ideia que que você tem ainda com um tom onto fenomenológico, ou seja, da ideia um tom fenomenalista, né, de que a consciência ela é a a o princípio fundamental da realidade, mas que o ponto central aqui é de que existe uma condição de inteligibilidade. E essa condição de inteligibilidade, ela deve ser eh transcendentalmente ela aponta para um princípio supremo, que no caso é é concebido, né, como estiva, né, como como sendo essa consciência universal, nesse uno, né, na nossa escola. E eh você consegue, né, nesse sentido, articular um argumento, né, para a partir desse fato, desse fato transcendental, a partir desse dessa dessa a da manifestação das coisas, a manifestação do aparecer, da inteligibilidade das coisas.

¶245E eh e você tem um paralelo, né, que na minha opinião, né, é muito muito interessante, muito fundamental com a o o o Tonel Hergan, que inclusive o David Peter Laurence, não sei se eu já citei ele na minha explicação, realmente tenho impressão que eu já citei, mas ele eh ele vai articular, ele vai vai interagir, ele vai dialogar, né? Ele tem um livro sobre isso que é bem interessante, né? Eu acho que eu posso até procurar uma citação que ele tem aqui que é bem legal. Deixa eu ver se eu acho aqui rapidinho. Eh, cadê?

¶246Ah, tá aqui. Eh, Lauris convincentemente concorda com Uto Paladeva e Apnava Gupta e sobre a argumentação transcendental ontológica de da existência de Deus. ele apresenta, ele apresenta uma, uma, uma uma comparação eh eh simpática com o argumento do jesuí tomista eh do do jesuíta Bernardo Longegan, que diz eh a existência de Deus, como a gente conhece como conclusão para um argumento, eh eh embora há muitos argumentos, todos eles, eu acredito, estão incluídos sobre a forma mais geral. Se o real é completamente inteligível, Deus existe. Mas o real é completamente inteligível, portanto Deus existe.

¶247Aí o Lauris, ele vê uma similaridade nessa nessa argumentação no Abnava Gupta, que é que é quem que é o, na minha opinião foi o maior filósofo da escola do pratiga, que é um grande polimata, né? Ele foi um lógico, ele foi estético, ele eh metafísico, manjava assim de todos os temas filosóficos da época da Índia, o grande gênio da nossa escola, né? assim, seria análogo, né, que, por exemplo, para você ou pro caso aberto é um é um lúho da vida, né, um é um um um polimata completo, algo que desenvolveu um sistema, desenvolveu, né, o o sistema filósofico que eu tô falando. E é você tem nesse sentido a a ele ele menciona aqui para abenavagupta existem todos esses comportamentos convencionais que são baseados nessa tria de shactes, né? Essa tría de chactes, de poderes, de energias do abençoado, né?

¶248são a manifestação, são a causa da manifestação de eh indivíduos limitados como são nomes indianos, eh para o qual há percebedores, há eh remembradores e eh conceitualizadores, né? Porque aqui tá ele tá tá tá se referindo, né, ao fato de que a consciência na no tricida também a partir de uma tríade de poderes, né? Como eu falei, o sistema todo ele é baseado em tríades. Então você tem aquela tríade fundamental de chiva, chakra e nara, né, que consciência, reflexividade, o mitropólio, é uma manifestação, né, dela no mundo. E eh eh eh você também tem a tril de poderes, né, a tril de poderes, por exemplo, de guiana shakt, né, ah, o poder do conhecimento, você tem a trim Shakti, né, que é a a do eh poder, né, da da do reconhecimento, da memória.

¶249E você tem eh o poder aqui do ah da do aporp, né, que é a o poder, né, de a autonegação da consciência. Porque a ideia aqui é que a consciência ela se manifesta, né, nessa nessa forma triádica no qual você tem o conteúdo da consciência como uno, né, como indiferenciada a partir dela. Você tem ele eh excluído a partir da conceitualização, a partir da forma da diferença que a Porha Shak Shakp, né, Porrana é isso, né? É exclusão semântica, exclusão que diferencia alguma coisa que eles eles pegam isso de empréstimo dos budistas inclusive, né? Porque a o o a no budismo, ele é a tese da exclusão semântica, né?

¶250Que eles visam explicar como é possível você ter a cognição daquilo que a gente chama de universais sem pressupor que existe universais de fato, né? Vou falar aqui, na verdade, o que acontece é que a percepção ela recorta particulares diferenciando eles na sua extensão. Então, que você tem aqui é o fato de que você eh eh o significado de uma vaca, por exemplo, é tudo aquilo que exclui uma não vaca, tudo aquilo que vai excluir aquilo que é diferente daquele particular. Então, e o o você na verdade tem isso, eles pegam isso do Bartari, né, que é o que é foi um clor gramático hindu e eh o o Pratia Biga prega de volta já eh incorporando os desenvolvimentos da semântica budista. Então ele ele vai pensar a consciência como funcionando a partir disso, a partir de eh esse conhecimento indiferenciado pelo qual as coisas são unas com a consciência, a forma como a consciência exclui as coisas na manifestação e a forma como ela sintetiza, como ela reconhece aquele conteúdo a partir da memória, a partir do reconhecimento e tudo mais, aquilo como um conteúdo da consciência.

¶251Então, eh eh novamente você tem aqui o conceito de tríade, que é fundamental, né? E eh aqui ele continua, né? Eh, eh, porque isso é é como a consciência cogniza, ela relembra e conceitualiza dessa desta ou daquela forma, como foi dito pelo preceptor, né, que ele tá citando o mestre dele aqui. Eh, embora o estabelecimento dos objetos seja escondido pela alma individual e limitada pelos pelos eh áreas vitais e pelo complexo psicofísico, no entanto, o estabelecimento é sempre atualmente eh eh reconquistado pelo reconhecimento do absoluto. É, se isso não é aceito, eh, nada pode aparecer.

¶252Essa é a consequência inevitável. Desculpa, essa é a consciência. É, essa é a consequência é indesejável. Eh, no entanto, este mundo definitivamente aparece. Portanto, este entendimento do absoluto, ele deve ser aceito, porque assim, a a a o o evitamento da consequência que é eh indesejável.

¶253Então você tem um argumento transcendental aqui. Você tem um argumento a partir do fato da consciência, a forma como a consciência tomada aqui como princípio fundamental da realidade, porque ele ela ela é autoluminosa, ela é autoevidente e tudo mais. Nessa forma de idealismo, você tem uma forma que de você compreender, né, de de você argumentar pela existência de um absoluto, em última instância, a partir do fato da consciência, a partir do fato de que a consciência se manifeste como como de tal forma. E para evitar eh a consequência indesejável consciência que contradem a nossa experiência, que no caso é inteligibilidade, que é o aparecer da manifestação das coisas, você tem que pressupor que existe esse absoluto. Então você tem aqui um argumento transcendental, né?

¶254Um argumento que tem aquela forma transcendental no sentido cantiano, né? De você buscar condições formais de possibilidade para alguma coisa e tal, como vocês já sabem. Seria isso, né? Para responder a pergunta do Sabra. Muito bom, muito bom a resposta.

¶255Bem, é uma resposta riquíssima. Eu só tenho um pouco de receio assim, amigo. Vamos, vamos tentar. Ó, tem ainda perguntas no chat, tem perguntas aqui. Eu tô privilegiando o pessoal que tá mandando live Pix, mas vamos ver se a gente consegue reduzir um pouquinho para assim uma uma média de uns 5 minutos por resposta, mais ou menos, porque ainda tem, tá beleza?

¶256>> Tem bastante coisa aqui que a, por exemplo, o Diogo Matos mandou aqui, ó, R$ 15. >> Eu vou até colocar aqui o som. >> Diogo Matos mandou R$ 15. Existe relação entre filosofia ou teologia hindo e as discussões sobre conhecimento da realidade da filosofia. De alguma forma, o hinduísmo antecipou esse tema do envzamento no conhecimento.

¶257A meditação e a busca pelo silêncio da mente Meremetém. >> Eh, eu não tenho certeza se eu entendi bem a pergunta dele. Você conseguiria e eh colocar de uma maneira mais eh reformular, né? Acho que conseguiria tem esse >> Eu eu acho que ele tá perguntando o seguinte, né? Acho que assim, a parte mais clara da pergunta é se o como que a meditação e a busca pelo silêncio na na mente, né, de certa maneira pode ser uma tentativa de lutar contra o envezzamento, talvez de algum viés cognitivo, talvez de alguma melhora na busca do conhecimento, né?

¶258se o hinduísmo e a teologia tiveram alguma contribuição nesse sentido na na filosofia. Eu acho que é mais ou menos nesse sentido que a pergunta vai. >> Eh, eu diria que é bem interessante esse esse esse ponto, porque o o a filosofia, primeiro, acho acho que um ponto importante para você entender aqui, é que a filosofia indiana ela tem, né, ela é filosofia no mesmo sentido que você encontra a filosofia grega, por exemplo, né? Se a gente for dar, se eu fosse dar uma definição de filosofia aqui, né, que seria uma a uma atividade autoinqueritiva, reflexiva de cunho categorial. Então, é um tipo de atividade que ela vai buscar eh ela é autointeritiva no sentido de que ela vai eh os pros possibilidades dela são questionados por ela mesma e é reflexiva, né, porque ela ela reflete, né, sobre sobre essas questões de cunum categorial porque ela visita explicar a alguma coisa a partir da do que aquilo é, na reflexão do que aquilo é.

¶259Diferente da ciência. ciência, ela não tá preocupada com uma coisa que seja comicategorial, como por exemplo, a metafísica estaria preocupada, né? Se a ciência ela vai vai tá preocupada com você ter eh criar uma uma resposta realista, totalmente realista, eh criar eh respostas possíveis em relação à previsão de fenômenos. Então a a ciência é muito mais sobre estrutura, sobre função, né? Bertrân, ele tem um artigo muito interessante sobre isso, chamado análise da matéria.

¶260Eh, então a filosofia ela tá preocupada com essa atividade que é categorial. E a filosofia indiana ela é filosofia no mesmo nesse mesmo sentido que é a na Grécia e na consequentemente no resto da filosofia ocidental que ela que ela inspira. Mas nesse sentido, a a filosofia indiana, ela tem um diferencial que eh ela não está preocupada com um saber que é em todos os quesitos puramente especulativo, ou seja, de saber simplesmente o que que é a realidade por si mesma. Por quê? porque ela está preocupada também com um propósito prático, um propósito de transformação, eh, que a gente pode dizer espiritual, que eh está muito ligada com a questão do sofrimento.

¶261Então, é assim a filosofia hind, é assim a filosofia budista, é assim a filosofia giainista, é assim até mesmo de certa maneira as filosofias materialistas, tipo os localaiatas da Índia, os árabacas, porque eles estão eh até eles estavam também eh preocupados com essa questão do sofrimento, timestância. E de fato você não eh não eh encontra eh necessariamente uma grande eh diferença disso para todas as fases da filosofia da Grécia, porque a filosofia da Grécia também não está preocupada com esse essa essa questão de uma revolução, né, soteriológica, também tem uma finalidade soteriológica em seus vários termos. Então, Platão está preocupado ali também com uma questão orquestológica, que é aí no caso a a questão, né, de da alma levantar a alma racional levantar de fato a a a para fora, né, da da das amarras sensíveis. Então você encontra isso também em no em Aristóteles, né, no termo da hidemonia, embora ele já ele já já tem uma agnada que seja mais mais eh ligada realmente a a a especulação, né, por si mesma, mas ele ainda tem ele tem a a a índice ideal da busca da da eudamonia, né, a busca do da da realização, né, da da felicidade da humana, do florescimento humano. E é você tem isso também em Epicuro, você tem isso também nos esto his estoóicos, né?

¶262Você tem isso nos céticos, né, gregos, né, irrônicos, né? Porque a ideia de você eh não não conseguir chegar na verdade, você lidar com isso, é é justamente você não não eh alcançar o estado da taráxia, né, que é o o estado que a mente ela não não está mais eh recheada por perturbações mentais. Eh, mas aí esse esse ideal foi se perdendo no ocidente, ele foi cada vez mais um ideal, né, de busca da da desse dessa especulação por especulação, né, dessa dessa busca de de da de razões por razões em si mesma. E a Índia não, a Índia ela sempre tá muito ligada ali com a o desenvolvimento da última instância do puro chapa do bem da vida humana. Então, acaba que essa essa essa forma como a filosofia da Índia ela se desenvolve especificamente, ela tá sempre muito ligada a essa esse pano de fundo, essa essa teleologia só teleológica, ainda que você tenha espaço paraa especulação, mas a especulação ela tá sempre rendida em última instância também um uma finalidadeó porque justamente porque o problema aqui pro para pros indianos é que há sofrimento porque há ignorância de alguma maneira, porque a gente sofre eh eh nós sofremos, nós somos insatisfeitos.

¶263última instância, porque em última instância não temos uma gnose. Uma gnose aqui no sentido original do termo de um tipo de conhecimento intuitivo e libertador. Então, eh, a essa ideia da filosofia, eu acho que isso ajudaria a responder a pergunta dele, né, compreender. Então, obviamente a meditação, o yoga, as práticas psicofísicas de respiração que são colocadas juntas com a filosofia indiana, eh, elas são elas visam esse tipo de finalidade e a teologia, né, de forma geral, ela tá também inscrita nisso também, né? >> Muito bom, muito bom.

¶264Bem, deixa eu ver aqui a próxima. Eh, a o Junqueira perguntou qual que é a opinião do Rian sobre o Amor Ibal. Assim, o Amor Ibal é um filólogo, né, católico, que teve uma visão bem diferente assim da época dele, né? Mas eu não sei, você conhece o Amorbal, o Ramão? Não sei se você já chegou a estudá-lo, é uma um gosto muito.

¶265>> Eu não cheguei ele a estudar, o amoral, eh, mas eu sei quem ele é porque o Oláala, né, que é um nosso conhecido, ele vive falando dele. Eh, eu achei interessante porque ele falou sobre eh que ele fala que ele tem uma ontologia de relações, que última instância a realidade para ele é uma rede de relações, porque isso bate com aquilo que eu falei do pratia Big, né, que também tem uma ontologia relacionalista, né, uma ontologia que é baseada em relações de última instância. Então, até as categorias fundamentais de substância, essência, etc., elas são compreendidas de maneira que elas sejam última sensa redutível a relações. Eh, eu nesse sentido, né, eu acho muito interessante, mas eu não poderia dar uma opinião eh asseverada e profunda, né, sobre ele, porque eu fiquei um autor que realmente que não tive tempo de ler, de me aprofundar e tudo mais, infelizmente, né? Mas o que eu vi nesse aspecto, eu achei eu achei de falar, fazia tempo que não caía, né?

¶266Mas agora caiu. Ele caiu, caiu, caiu. Opa, voltou. Oi, oi, oi. Quean tá ouvindo?

¶267A gente tá ouvindo? >> Opa. Alô. >> Oi, Jean. Tá ouvindo?

¶268Acho que ele não tá me ouvindo. Ele vai dar uma saída aqui para poder voltar com mais a conexão. >> Opa, >> tá me ouvindo agora? >> Bom, vamos lá continuar as perguntas. Eu vou tentar sempre ser mais sintético daqui paraa frente, tá?

¶269É porque realmente eh o o eu imagino que o seu público ele não tenha eh aprofundamento para pegar certas nuances históricas, certas contextuais que necessário explicar, porque é um universo diferente e tal. Mas eu vou, eu acho que agora eu já consegui introduzir bem ideia as ideias, eu vou conseguir ser bem mais sético. Não, >> tranquilo, perfeito. Ah, você tava terminando de falar sobre o amor rubado, né? Você falou que é um lá >> meio que introduziu ali.

¶270Só para quem não sabe, uma curiosidade, né? Uma ele influenciou também o Zubiri, né? Para quem gosta aí, já viu aqui no canal a gente mencionar um Zubiri, tem correlações. Mas aí agora eu vou pro próximo que eu acho que já foi comentado, né? Essa pergunta do Abuitza, né?

¶271que era sobre o logo cristão, né? Você também acho que já respondeu ali no meio da sua da sua introdução, né? Eh, tem uma pergunta aqui que é a seguinte, ó, a próxima. >> Miguel mandou R$ 10. É verdade que o termo om sânscrito tem a mesma origem do termo om grego?

¶272O também significa ente. Qual é o papel desse termo na religião hindu? >> Não. Eh, o que que acontece? o o né, eh, chama de pranava, que eh ele é aquilo que eu desnei lá na no texido do Wood Hof como o som absoluto, cabo da brahma é o mantra, né, a designação verbal que eh aponta para o absoluto, mas não no sentido de que ele significa semanticamente ele, porque o que que acontece aqui?

¶273O hinduísmo ele é baseado na revelação védica e você tem, como eu falei, ele não tem fundadores específicos. O que você tem são uma linha, né, de certas pessoas fascinantes de cert de certas estábias espirituais que são chamados de richos. são os videntes. Então, esses videntes na na busca de respostas pelo que é realidade e na na prática de austeridade da meditação e tudo mais, em seus estados transcendentais, né, de de absorção, eles eh conseguiram enxergar o fundamento da realidade. Eles chegaram, eles eles chegaram em um uma capacidade de você aprender diretamente, né, o real, né, o que que é esse esse esse logos de uma maneira parecida com esse com suas devidas proporções, com aquilo que é o o dialético platônico, aquele que que acende, né, até o plano inteligível, ele vê a realidade como é, ele retorna pra caverna, né?

¶274Então, eh um um riche, né, um essa palavra significa vidente, né? É isso. Então, ele traz ele ele ele ele chega nesse nesses estados transmístico. E ele chega, ele traz consigo a revelação, ele traz consigo a a a aquilo que é codificado, aquilo que ele ele dá forma, aquilo no texto sagrado, que é o os vedas. E os mantras, especificamente, são as aproximações verbais dessas realidades que eles se eles se deparam.

¶275Então, quando alguém um um um hindu tá fazendo mantra, por exemplo, específico, né, na japamala, por exemplo, que é o o o texto, né, que a gente vê alguém repetindo, mantra é aquilo, né, que só fica repetindo na palavra, tá, tal. Essa palavra é porque ela é a aproximação verbal acústica que o Uich revelou que é daquilo que ele daquilo que ele presenciou, que no caso é uma divindade. O mantra no no princialmente no tantra, ele é interpretado como a forma sônica da deidade. E isso vai ser desenvolvido no no no pratiabiga, por exemplo, no tantra no tantra geral, né, de que a realidade de última instância ela é uma ela é tem uma natureza que é vibracional, que ela é a eh constituída por vibrações, né, que também tá relacionada com aquilo que eu falei das relações e tal. E eh essa essa essa a forma sônica, por assim dizer, que é aprendida por um ouvido perfeito perfeito, né, num estado místico, ah, dessa dessa vibração que é uma deidade, que é uma energia divina, ela é o mantra.

¶276De forma que praticando, se aproximando nessa dessa dessa aproximação verbal que é o mantra, você eh chega num estado de realização onde a aquilo que você aprende, né, a sua mente, né, ela toma a forma da deidade, ela se aproxima dessa deidade, ela e você consegue também, obviamente, ser desenvolvido nos sistemas rituais, hind propósitos mágicos também, com propósitos de você alcançar bênçãos, etc., você se aproximar daquele poder divino, né, aquela aquela aquele nome divino que é aquela da idade que é o mantra. Então, o mantra e a deidade são um só no tantra. E nesse sentido, eh, você, eh, eh, claramente, né, o on, né, on, na verdade, ele é o som primordial, ele é o som todo expansivo do absoluto quando ele emite a criação, segundo os ristes, né, que tiveram a oportunidade de em um estado transcendental de consciência conseguir eh ir eh regredir, né, até esse ponto fundamental da realidade através da sua meditação, do yoga, dessas austeridades magníficas pelos os quais eles eh conseguiram se tornar como humanos e adquiriram o olho divino, né, divia d, né, o olho divino. Eh, eles têm essa eh eles eles chegaram, né, nessa nessa nesse som absoluto, nesse logos absoluto, né, e esse som absoluto é o chabo da prama, é o som, é o é a divindade na forma do som. Então, eh eh segundo eles a aproximação verbal disso, se fosse colocar numa linguagem manéon, então é um é um som de toda a expansão, é um som de de uma coisa que tá se expandindo o tempo todo, que é o prh, que é o absoluto, que é o grande, etc., que é esse som absoluto que tem como shak, né, vak, né, que é o verbo em última instância.

¶277E então, meditando no você chega nesse absoluto, você se absorve nesse absoluto, né? E ele ele não tem um significado semântico, como por exemplo o o no no grego, porque ele designa um um um r, uma aproximação verbalucionária do daquilo que seria o fundamento da realidade, que você literalmente se você conseguisse ter um ouvido místico, você conseguiria ouvir as pessoas todo expandido e se espalhando por toda a realidade e sustentando tudo que existe. Então, eh eh ele designa o esse mantra da eterna sabedoria ou pranava, ele designa o som absoluto em última instância. Então ele não tem um significado semântic. Ele é aquilo que a gente chama de bidia mantras, né?

¶278Uma mantra que é constituída por uma partícula de uma semente, né, específica. E eh só para finalizar aqui, ele eh é é desse som absoluto que toda a revelação de todos os outros mantras, de todos os outros sons que constituem realidade esse logos divino que eu já expliquei, né, esse princípio de racionalidade imanente que vai ser pensada a partir da linguística, do som e etc. Eh, ele vibra, né, na em em todas as coisas, ele move todas as coisas, etc. Eh, ele e em última em última instância ele eh eh dá dá ele germina, né, como se fosse uma árvore todos os outros sons, todos os outros mantras que são o universo das deidades, nos vedas, etc. Eh, quando ele aparece com o manifesto, ele é os vedas, ele é a a aquele universo de mantras, de hinos específicos, de deidade e no qual é pensada até de uma maneira meio platônica também essa essa questão, né, de realidades inteligíveis se manifestando sobre o mundo.

¶279E o Vedas ele ele funciona como se fosse um universo inteligível platônico, né, um reino inteligível platônico, né, e arquétipo, tal. E eh quando ele se contrai sobre a forma do OM, eh desculpa, quando ele se quando ele se eh eh expressa, né, sobre esse universo de mantras, ele faz isso a partir do poder do tempo, né, cala é o poder da temporalidade, ao qual a linguagem ela aparece de forma sucessiva, ela aparece o princípio da linguagem do logos, ele aparece de forma expresso num num concatenar sucessivo que obedece a égede do tempo. E aí quando ele se contrai na forma do absoluto de volta, na forma do on, é todo esse princípio da linguagem imanente de forma seminal sobre a a concentrada em um único ponto que é esse som absoluto. E eh ele eh eh possui ali eh uma uma atemporalidade. ele é um nuk stance, né, na na terminologia escolástica, que é um agora perpétuo, né, um agora que nunca passa.

¶280É uma eternidade subsistente, né, que seria um eterno agora, que é esse essa essa sílaba que é eh e concentrada, né, e em um único ponto, né, que manifesta aquilo que a gente chama de eternidade, né, que é a posse total, perfeita e simultânea da vida eterna e tal, como sabe no boa, por exemplo. >> Uau, muito legal, amigo. Muito bom. Bem, tem uma outra pergunta aqui também que foi agora do Otávio e ele falou o seguinte: >> "Otávio mandou R$ 10. O Ran pode comentar sobre as relações entre o Advaita Vedanta e o idealismo analítico do Castrup.

¶281Deus é neta consciente nas correntes indos". >> Eh, eu tenho um artigo só sobre isso, tá? Eu posso posso passar depois para quem tiver interesse, que eu escrevi porque o meu guru eh estando neste mouse, né? Ele ele tem um diálogo, né, com o Bernardo Castrop que eles já justamente eles dialogaram, né, com as vertentes em a os dois sistemas, né, o idealismo analítico do do Bernardo KP e o e o o trick pratabigia, né, que é o que o sistema que eu o meu guru, né, ele é alinhado, que nós também somos partidários, né, e tem muita semelhança, né, de que o ele vai ter essa ideia do do código psiquismo, né, de que o universo ele é uma uma consciência universal e ele vai ele vai considerar inclusive que é possível você chamar isso de Deus, mas ele não vai tá preocupado com isso, né? Porque ele também tem uma visão de mundo que é um pouquinho mais influenciada pelo naturalismo, porque para ele, por exemplo, essa consciência, ela não é metaconsciente, de fato, ela não é ela é ela é muito mais instintiva, ela ele ele compara isso com o a vontade shoperana, por exemplo.

¶282Eh, e então você tem várias diferenças nesse sistema. Então, eh, ele é muito parecido em vários aspectos e ele é parece estarem falando da mesma coisa e de fato estão falando em boa parte sim coisas que concordam entre si eh no cosmopsiquismo, nessa ideia de a consciência, a idealidade, ela é a realidade fundamental. Então, é, em tudo isso eles eles concordam, né? E o o KP ele tá ciente disso inclusive, né? já dialogou com o Suam Sarava Priananda, dialogou com o meu guru, né, que é o Art Maus, né, que é acadêmico, né, também tal publica livro, né, sobre o tema, valoridade no tema, etc.

¶283E eh ele eh mas existem diferenças, né, importante nessa questão da metaconsciência. A questão, por exemplo, questão de epistemologia, por exemplo, bioprátia ba, por exemplo, ele é um sistema que ele é realista em direto, ele é ele é realista direto, no caso, né? Acredita que nós temos uma uma forma de de se interagir com os objetos em última instância não está baseada numa forma de representação, de representacionalismo, né? Não existe uma coisa que media eh fica entre a nossa percepção do objeto, por assim dizer. Eh, mas você tem uma uma experiência de objeto de fato, ainda que ele seja constituído de consciência de uma instância, o CB, não, ele vai ter uma perspectiva que é mais realista e indireta, eh, entre outras diferenças, né, que são, eh, importantes, né?

¶284Eu tenho um texto sobre isso. Quem quiser assim eh eh ler ele, eu posso mandar, tá? Que eu não publiquei ele em nenhuma revista, nenhuma, nenhum nenhum outro lugar, mas eh eu assinalo ali potenciais. Ah, o nome é esse, né? Potenciais, concordâncias e discordâncias entre o sistema de Crop e o Trick, né?

¶285>> Legal. Quem quiser um pouco de introdução sobre isso também, eu já tenho um react aqui no em alguma das lives, eu não lembro qual. Eu acho que foi inclusive que o Otávio me pagou para reagir. E aí quem quiser ver o básico assim, a gente reage ao ao CASROP falando um pouco sobre o sistema dele, sobre isso que o Rian tá falando, de que tudo, a verdade é mental e como que a gente explicaria eh esse aspecto material e como que na verdade nós somos consciências diferentes. Ele tem até uma analogia com o tipo de de doenças, condições clínicas, né?

¶286E ele tenta ilustrar dessa maneira, né? Por isso que eu sou essa consciência, o Rian essa consciência, mas na verdade é tudo uma mesma consciência, né? Eh, mas enfim, se vocês quiserem, procurem aí que tá tá bem interessante. Sobre a pergunta do buscador, ele falou o seguinte, ó. >> Buscador mandou R$ 5,1.

¶287Fugita, eu tenho estudado muito hinduísmo e quero desafiar Rian para um debate sobre as posições do Atman. Se ele aceitar, fazemos no seu canal mesmo em live. Pode ser. >> [risadas] >> Isso aqui com certeza, isso aqui com certeza é algum trote, tá? Eu acho muito difícil o buscador ter mandado isso, tá?

¶288Não, deve ter sido outra pessoa que colocou o buscador e e falou esse negócio de debate aqui. [roncando] Ai ai. >> Mas tá, deixa eu ver agora, gente. Eh, deixa eu ver, deixa eu coletar algumas perguntas aqui do chat que teve muita pergunta interessante também, Ran. Eh, mas antes assim, anuncia aí pro pessoal que você eh que você tem um custo, né, que você vai lançar Ran.

¶289Como é que vai ser isso daí? >> É, sim, sim. Eh, eu comecei, né, um um eh tive a iniciativa de dar um curso de duração aproximada entre 9 e 10 meses de filosofia indiana, que eh eu vou explorar ali desde os primórdios, os conos mais básicos que você encontra na filosofia indiana, que você encontra na filosofia vética, diferentes vertentes de vedanta, sankia, urva e mansa, eh, e etc, e também do budismo e também do jaanismo e também das fases medievais e mod que a fase moderna da filosofia indiana, o seu desenvolvimento completo e tal, porque é esse tipo de conhecimento ele é muito carente ainda aqui no Brasil, né? Então, eh, eu pretendo, né, essas questões durante 10 meses. Esse curso ele é pago, né, ele ter, eh, por conta do trabalho que eu vou ter, né, porque vou montar apostilas.

¶290A gente vai se reunir todo domingo às 16 horas, né, foi o o horário que o pessoal votou lá e tal no grupo. Eh, quem tiver interesse ainda dá tempo de entrar, tá bom? Eh, mas vai ter essa questão do pagamento da mensalidade, né? se quiser até adiantar outros meses também já ele é ótimo, né? Tô falando isso foi que teve essa pergunta no no grupo e é uma vai ser um curso, né, que eu vou dar meu melhor, né, e tal, eu posso garantir que eu vou vou fazer todo o suficiente para você sair, né, tendo um conhecimento substancial, né, sobre o assunto, poder engajar em discussão sobre o tema e poder andar com as próprias pernas, assim como foi comigo, né, no começo da minha jornada.

¶291Então é isso. Eh, quem quiser, tá, pode entrar em contato comigo. Eu vou vou falar aqui meu WhatsApp, tá? Meu DDD é 96, meu número é 9812 0704. Vocês me chamam lá no WhatsApp, tá?

¶292Que eu divulguei no flyer, tá? Meu número e tal, que não tem problema falar aqui também. E você, eh, se tiver interesse, você me avisa logo, tá? você já me me chama, passa pagamento, tal e já te colocam no grupo, porque a primeira aula vai ser eh agora domingo, tá? Próximo domingo.

¶293Eu já vou passar a apostila dando o primeiro assunto agora no do correr da semana com uma bibliografia eh eh de recomendações que você não é obrigado a seguir, mas é só se você quiser se aprofundar que a gente vai ter um drive específico também para isso e vai ter transcrição de aulas. E é isso, vou estar e também vou estar disponível para dúvidas de qualquer coisa do tipo que você precisar. >> Muito bom. Deixa eu colocar aqui o o cafezinho tá aqui. Tava acho que ele riu na hora que tava falando sobre a pergunta aqui do o desafio do do buscador.

¶294Eh, deixa eu ver que quem é buscador. >> Buscador é um é um é uma é um participante aqui do chat que tá sempre aqui, um aluno meu também. Ele não ele jamais falaria uma coisa dessas assim, entendeu? [roncando] Ó o pessoal falando aqui, ó. Imaginem uma live com fugita, Gabi, Carlos Alberto e Rian Lobato conversando livremente sobre filosofia e teologia.

¶295Na verdade, isso acontecia muito no Discord, né, quando a gente tinha calls quatro assim e era bem legal. >> Já aconteceu não, já aconteceu demais isso daí. >> Pois é, isso daí é basica, era basicamente uma call normal nossa assim, né? Então, quem sabe a gente marca um dia para estar nós quatro aqui. Vai ser bem legal para trocar figurinhas, né?

¶296Ah, deixa eu ver o que mais o pessoal tá falando. Tinha alguma pergunta aqui. Eu vou deixar agora ativo, tá? Para quem quiser voltar a fazer os os pi paraf One mandou R$ 5. Oi, foguita.

¶297Meu amor, meu farol, minha luz, meu doce, meu querido, meu lindo, meu amigo, meu irmão, meu coração por ti bate W. como um caroço de abacate. [risadas] >> Tá curiosamente o Escotína acabou de mandar uma pergunta. >> João Escoto Erigena mandou R$ 5. Fugita, desativa a notificação de live Pix temporariamente para não interromper o Rian.

¶298Esse povo fica mandando dinheiro. Para de mandar dinheiro pro fugitã. [risadas] Mas ó, agora tem aqui o o que o ele mandou de verdade agora. Se que Eita! Pera aí que tá vindo todos agora.

¶299>> Miguel mandou R$ 10. É verdade que o termo om em sânscrito tem a mesma origem do termo on grego? O também significa ente. Qual é o papel desse termo na religião hindu? Ah, ele tá, ele tá agora, ele tá ele tá rodando todas as que não tinha sido.

¶300Otávio mandou R$ 10. O Ran pode comentar sobre as relações entre o Advaita Vedanta e o idealismo analítico do Castrup. Deus é neta consciente nas correntes indos. >> Tá, agora deixa eu ver se vai chegar. Buscador mandou R$ 5,1.

¶301Fugita, eu tenho estudado muito hinduísmo e quero desafiar Rian para um debate sobre as posições do Atman. Se ele aceitar, fazemos no seu canal mesmo em live. Pode ser? >> Tá, agora vai vir a pergunta que realmente estava faltando, que ele inclusive mandou justamente quando eu liguei de novo o ADE. >> João Escoto Erigena mandou R$ 5,2.

¶302Fugita, sou eu. Pergunta rapidinho pro Rian se é possível conciliar salvação no hinduísmo com outras religiões como o cristianismo. >> E aí, Ran? Bom, eh, não é possível você compatibilizar o cristianismo, pelo menos formas ortodoxas, que a gente vê, por exemplo, no ã no catolicismo romano, no protestantismo luterano, você v na ortodoxia oriental, porque o cristianismo, por exemplo, ele não aceita o conceito de reencarnação então e todas as verentes dármicas eh elas aceitam esse conceito, né? Apesar que elas têm suas próprias particularidades, você encontra particularidades próprias no budismo, né?

¶303O budismo não vai aceitar um princípio do eu, mas ele vai aceitar que existe um contínuo de fluxos mentais, de um contínuo, um fluxo de estados mentais, que é o que passa de uma vida para outra. Isso é uma reencarnação, né? E na na terminologia budista e o hinduísmo ele vai aceitar, né, de que você tem, por mais que o eu de fato, o átomo ele não reencarne de fato, você tem o o sucharera, né, que você tem o corpo sutil, que é uma coisa que vai fazer um papel análogo como seria uma uma alma, né? Eh, e elas têm suas diferentes relativamente para pro conceito de reencarnação que a gente conheceu aqui no Ocidente, por exemplo, no espiritismo, eh, vai ter suas semelhanças com a metapsicose, a reencarnação, como ela é o renascimento, como ele é entendido nos neoplatônicos, em plotino, emicó, etc. Eh, mas eh não, você não vai conseguir compatibilizar o cristian ortodoxo com isso, porque o cristian ortodoxo ele vai ter essa ideia de que você tem uma vida só, né, e tal, então você morre, né, então você alcança salvação por meio de Cristo.

¶304Eh, você vai ter interpretações diferentes do que isso pode significar, né, obviamente. Então você tem interpretações mais liberais, eh, que vão falar que é possível você alcançar a a salvação, eh, mesmo estando fora formalmente da Igreja Católica, por exemplo, mas sendo um cristão anônimo, né, na na teologia do Cau Hanner, por exemplo, mas a salvação sempre vem por meio de Cristo, né? Então, não existe salvação fora da igreja, né? Então, eh, mas é, é entendido nesse sentido lato, né, nesse sentido mais amplo, mas você não tem esse conceito de reencarnação que você tem na suaologia das da das religiões tárnicas. Então, não existe como você ter uma compatibilidade nesse sentido, porque eles estão buscando coisas diferentes de uma instância, porque eles estão partindo de perspectivas que são distintas também.

¶305Então, ah, acho que a única forma de você compatibilizar isso se você tornasse um gnóstico, por exemplo, se tornasse um um cristão valentiano, por exemplo, que são cristãos que acreditavam, né, em suas reconstruções, eles acreditavam numa forma de renascimento, numa forma de reencarnação. Aí você poderia conversar, poderia falar, você poderia eh ter uma uma certa uma conversa, né? Porque o cristianismo ele não teria problema, por exemplo, de você aceitar a figura de Cristo, né, como a uma pessoa que inclusive uma ã existe várias gestões diferentes. Você não tem uma visão oficial, né, de Cristo no hinduismo, né, porque não é uma religião que nasce aqui no ocidente, mas você tem visões de hindust quem foi a figura de Cristo que vão passar de desde um mestre espiritual realizado até que ele era realmente uma encarnação divina, porque no hinduismo você também tem esse conceito de encarnação divina, né, que é doutrina do Avatara. Inclusive queria ter um pouquinho mais de tempo, né, depois para tentar tecar um pouquinho melhor, se der tempo.

¶306E é você não teria problema, né, de você aceitar a Cristo como avatar, né, se fosse fos caso, né, porque uma uma coisa que diferencia a a doutrina da encarnação divina no cristianismo e no hinduísmo, é porque os hindus que acreditam no avatara, que são principalmente os vasovas, são os devotos de Vno, que é quem tem formalmente falando uso Avatar, né, eh, ele vai acreditar que a encarnação ela acontece mais de uma vez. Por quê? Porque a cosmologia de fundo que você tem no hinduísmo, ela é cíclica. Então você tem eh, claro, você tem uma uma vertente ou outra que eh vai questionar isso, né, e tal, mas mesmo ela vai acitar em que o universo é eterno, né? O universo não é finito no tempo.

¶307Então, eh, mas a cosmologia é básica, né, ortodoxa, por assim dizer, no hinduísmo, ela é cíclica. Então, o universo ele atravessa eras, a história humana atravessa eras que, eh, se repetem, por assim dizer, elas têm uma estrutura espiralada, né? Porque cíclico poderia dar, na verdade, a ideia de que existe só uma repetição vazia, quando na verdade existe uma acumulação aí, mas que repete em padrões, né, espirais, né, a gente poderia chamar dessa maneira. E o universo como um todo, ele tá sempre num num processo microcodmicamente falando e macrocodosmicamente falando de criação, manutenção e destruição. Então, eh eh esse universo aqui é só um dos outros na linha na linha infinita e que tá sempre, né, o universo, né, a realidade ela sempre construída, eh, manifestada, mantida e dissolvida, né, nesse processo cosmológico cíclico.

¶308o cristianismo, por outro lado, você não tem uma cosmologia que é cíclica, você tem uma cosmologia que é linear, você tem uma história que tem começo, que tem meio, que tem, enfim, né? Como eu acho que você possa ter ali certos atributos do cristianismo que ele tem eh perspectivas, né, que são cíclicas, né? Por exemplo, na eucaristia, por exemplo, quando um padre tá tá ali fazendo, né, o milagre eh a a eucaristia, por exemplo, isso isso tem um sentido seículo também de que a história, né, ela tá se repetindo, tá fazendo aquilo em memória de de Cristo mais. Mas a cosmologia do cristianismo ele não ela não é cíclicaamente propriamente falando, como é, por exemplo, as cosmologias indianas. Então, é por isso que você tem diferentes eh eh encarnações divinas, né?

¶309Porque sempre é necessário que a divindade ela se manifeste tempos e tempos, né, em milhares de anos, trilhões de anos e tal, em encarnações diferentes. E você também tem tipos de avatares também, tá, no hinduismo, tem tem eh eh dos quais o tipo de de avatar mais importante é o aquilo que a teologia vchanava. vai chamar de puro na avatar, né, que é o avatar perfeito realizado, tal, mas você também tem o a a avan avatar, por exemplo, tem cala, avatar espaciais, você tem diferentes tipos de de de avatares que manifestam, né, aquela a aquela senhoria divina, né, que tem manifesta aquela personalidade divina, né, que eles vão pensar desde como pessoal estando, né? Eu acho interessante isso porque eu imagino que também nessa reencarnação você pode nesse nesses mundo, nessa história cíclica, eu sei que você pode inclusive passar paraa realidade angélica, né? E os anjos também virarem demônios e coisas assim, né?

¶310Que eles podem na também não sei se isso muda, né? Dependendo da da corrente hindu, né? [roncando] Mas >> temas tem distinas diferentes, tem tem distinas diferentes. É possível você se tornar até uma deidade individual, né? idade que divida, porque no hinduísmo tem tipo de divindade.

¶311Para quem não sabe, o hinduísmo ele não é uma religião que é politeísta, né? Por mais que pareça, uma religião que é politeísta no sentido que a gente tá acostumado, né? E existe ali, né? Eh, aqui que um amigo meu até brinca, né? Um monte de negro, né?

¶312Um monte de de de identidades, né? são divindades. No hinduísmo, ele é ele é monoteísta no sentido de que existe um absoluto e esse absoluto se manifesta em memoria de nomes, de aspectos, de poderes e etc, que são aquilo que é reconhecido na praxe religiosa como os diferentes deuses. Mas esses diferentes deuses, eles não são separados como que separados um do outro. Eles tem um papel que é muito análogo na metafísica cristã a o que seria a os nomes divinos, por exemplo, e aquilo que você teria também no neoplatonismo de próo, por exemplo, ah, comenas, né, as endas super essenciais, né, são de idades também, que são as unidades super essenciais, né, que eh dependendo, tem uma uma controvérsia aqui, né, tal, mas que em alguns sentidos seriam manifestações dessa unidade maior.

¶313>> Entendi. Agora, amigo, deixa eu perguntar. Você tinha falado sobre eh não ser compatível, mas o hinduísmo também tem uma ideia de remissão de pecados. Assim, se a gente fosse tentar fazer uma correlação entre soteriologia cristã e hindu, por exemplo, no caso doismo, eu pelo menos defendo a substituição, né, penal. E eu acho que um uma visão católica sólida também defende, apesar de muitos católicos não reconhecerem isso, né?

¶314Mas eu acho que é mais por desconhecimento. Mas existe essa ideia de não só da substituição, porque existem modelos que não são de substituição e que ainda assim são redenção de pecados, né? Mas existe essa ênfase? Eh, essa questão de remissão do pecado, ela não é uma coisa que é é muito bem enfetizada no hinduísmo, porque, por exemplo, se você parte da definição cristã de pecado, né, que é atentado contra a reta ordem, né, divina e tal, é uma definição assim s mais paulino. Eh, a ideia aqui do hindoismo é que o o problema principal é a ignorância, na verdade é a gnana.

¶315A guiana. A a guiana é o não conhecimento, é a não gnose, é o não é você aprender a realidade de uma maneira errada. Então o fato, por exemplo, que eh a gente sofre é o objeto central da das reflexões indianas, como eu tinha mencionado, e obviamente para as vertentes induz em geral. Então, por exemplo, que você sofra, eh, segundo o Adita Vedanta, por exemplo, escolas escolas assim não dualistas, é porque você não realizou que o seu eu real e última instância ele é o absoluto. Ele, você tem uma visão de mundo que precisa ser corrigida por uma gnose, uma guiana, né?

¶316Eh, por um tipo de conhecimento específico que te liberta da perspectiva, eh, em certo sentido, ilusória do mundo, né? Então, e as diferentes formas de você chegar nisso é elas são eh, obviamente, né, matéria de discussão na na nas teologias, nas filosofas, indúst, mas até mesmo as perspectivas dualistas, as perspectivas que vão falar que existe uma dualidade na realidade, que na verdade esse eu real ele não é o absoluto, que ele é diferente da deidade e tudo mais, elas também vão eh eh eh culpar, né, vão encontrar o problema central da realidade num conceito de ignorância, num conceito de que você não tem ignorância, você, por exemplo, você não tem conhecimento da sua dependência radical para com o divino, por exemplo, como você tem sistemas como do Eita Vedanta, do Mario Vatiária, por exemplo, em cima dualista do Vedanta, então a ideia aqui é que você sofre porque você não se entrega ao divino de fato. Então você se deixa eh eh se iludir, se enganar por um tipo de apreensão da realidade que não te permite ver a sua dependência radical para com o divino. Então você tem que chegar em uma dimensão mística na qual todos os teus momentos são preenchidos numa relação devocional para com Deus e você se liberta do sofrimento estân e é assim nas escolas dualistas, as escolas devocionais, né? É assim que temas eh diferentes, né?

¶317Que não faz mais a perspectiva da dualidade e nas na nas perspectivas não dualistas você vai ter alguma coisa parecida com isso. Ah, então a questão aqui não é tanto o pecado, né? O pecado seria aquilo que com a a certa eh eh certo perdão da palavra seria aquilo que a gente chama de papa, né? Seria papa. Eh, a o karma negativo, né?

¶318De fato. Então, eh eh esse karma negativo, karma aqui não é uma uma força mágica, né, que tá por trás do fenômeno pode você pagar pelo que você fez. Karma é ação. É ação ou efeito de ação. Eh, tá me ouvindo?

¶319Tô ouvindo, tô ouvindo. Karma é é ação ou efeito de ação. Então, eh eh a você se insere a gente realmente no mundo, as suas escolhas, suas decisões e tudo mais, elas vão moldar a sua inserção existencial, a forma como você insere, né, no mundo e a forma como você colhe as consequências dessas ações em vários sentidos diferentes, né, até na maneira como as suas ações elas vão moldar, elas vão elas vão eh eh deixar impressões latentes que vão designar eh eh nascimentos posteriores, por exemplo, e as percepções de mundo que vão te levar a experimentar a realidade de certa maneira e tudo mais. E a ideia que é que existe essa lei da causalidade, essa ideia de que ações negativas produzem karma negativo e karma negativo traz consequências negativas. Ela é causalidade pura, encada ação, né?

¶320Então o pecado ele seria isso. Então e tem a ideia e a mas a ideia aqui é que o próprio tecido da realidade, por assim dizer, ele responde quando você ingressa em um karma negativo. Então eh não é que você tem necessariamente um Deus que é um um um ele ele julga, né? a a o que seria as transgressões dessa reta ordem que ele criou. Você tem um uma a ideia de que é a própria realidade que tem esse tecido e ela responde dessa maneira impessoalmente, por assim dizer, né?

¶321Então acho acho que teria aí o um correlato, né? >> Entendi. Engraçado, você mencionou a questão do karma, né? E aproveitar que o cafezinho tinha pedido aqui uma coisa pra gente comentar sobre o problema do mal. A a grande teodiceia assim do em relação ao problema do mal é envolvendo o conceito de karma que vocês resolvem o problema do mal ou é outra teodiceia ou são várias teodiceias?

¶322É mais de uma teodéia que que existiria noismo, porque e muitas elas incorporam a questão da do karma, né, de questão de que existe o mal, né, porque alguma coisa na no no na linha de tempo da pessoa, né, das diferentes encarnações e tal, elas explicam esse quesito. Mas aí existe um artigo interessante, eu esqueci o nome da autora agora, que ela vai mencionar que até odisse do car ela não pode ser a final e última eficância, porque ela explica na verdade eh por que que certas instâncias de animales específicos, certas instâncias de malhas particulares, elas acontecem, mas ela não vai poder justificar em si mesmo por que é o caso, em primeiro lugar de que não sobre presa posição de que você tem uma deidade que é bondosa e etc. eh que ela eh explicar, né, porque eh eh porque de certas estadas que decorrem sobre a responsabilidade dela, que depende estruturalmente da forma como ela ordena, a forma como ela escolhe e cria, etc. Eh, você não não explicaria essa distribuição, né, de males, né, em em alguma em alguma instância. Por que que é o caso de existir o mal em primeiro lugar?

¶323Se se fosse o caso de você conseguir criar a realidade sem ele, né? E o karma ele pode ajudar obviamente a explicar, né, porque que é o caso que existe, né, certo maldo, especificamente o outros e tal, né, eh, numa perspectiva individual, mas não é o caso de justificar essa essa essa pergunta anterior que eu mencionei. Nesse sentido, eh, a teologicia indúa tem que incorporar, né, em outros aspectos. Então, você vai ter eh teologias hindas que elas vão incorporar, né, essa questão, né, de que é parecida com teologias cristãs, na verdade, que é ideia da do livre arbítrio, né, e tudo mais. Eu particularmente não não não considero essas essas teodes que elas são muito convincentes de uma instância.

¶324Eu acho que o o problema do mal evidencial ele ele é um um tipo de problema que ele é decisivo, né? Superar muitas visões filosóficas. Mas o trick para tia Biga em geral, né, que o cafezinho ele sabe ele com certeza sabe minha opinião sobre isso, de que última instância eu acho que o tric paraabig ele não não ele não tem problema eh sério com isso porque eles são sistemas que seriam próximos com as suas devidas com as suas devidas medidas daquilo que, por exemplo, autores eh naturalistas, né, que ou eh autores naturalistas, como Paul Draver, por exemplo, ele design é como uma forma de deímísmo estético, né? Que a ideia de que a deidade é você tem uma deidade que ela manifesta e ela cria com intenção, uma intenção, né, de eh você eh manifestar certos valores estéticos, né? Então você não tem aqui uma deidade no no sentido teísta tradicional que você tem, por exemplo, nessas correntes cristãs, nessas correntes ah a ah abraâmicas e tudo mais, né?

¶325Embora você tenha ali uma ideia outra na mítica cristã, católica alemã, por exemplo, na Icart, por exemplo, Henrique Suso, na ideia de Ludos amores e tal, eh uma uma um certo correlato, mas aí você não tem já não teria tanto problema do mal, porque a questão do mal é porque justamente porque existe, né, essa essa ideidade que ela ela manifesta que ela prioriza a obtenção de valores estéticos, né, manifestação de de multiplicidade de e tudo mais. Eh, eh, o mal, né, ele obviamente entra nisso, né, ele muito mais Deus é muito mais parecido, né, como ele fala no artigo lá da SEP, eh, Deus é muito mais parecido com um um artista, com um um narrador cósmico do que com uma uma juiz, né, alguma coisa desse tipo. E o tricop tia Biga, ele tem isso porque ele vai desenvolver essa ideia desse uno dessa consciência pura que é a sua verdadeira natureza, que é a última instância, natureza real de todo ser eficiente, que é o absoluto e última instância se manifestando, né, pela sua própria liberdade em uma uma eh uma miriade, né, uma miriade que é interpretada como se fosse um jogo divino, como se fosse uma lilá. esse conceito, né, de jogo, de espontaneidade divina, né, de que o absoluto ele não tem nada a perder, nada a ganhar, realmente. Então, o fato dele manifestar ludicamente ou universo tem a ver com o fato de que ele tá manifestando mais espontaneidade, tá manifestando num jogo pelo qual a consciência se manifesta e bemaventurança.

¶326O fato de aprendermos a realidade como sofrimento é porque não compreendemos bem o nosso papel nisso todo, né? Não compreendemos bem o que que é essa realidade de última instância. Então você precisa dessa prática espiritual para você corrigir sua visão de mundo e você conseguir se libertar do sofrimento de ítima instância. Mas aí dado esse modelo, né, de de de deidade que é priorizada por esse sistema, você não tem eh tanto disso. E uma coisa, né, que você você eh conseguiria concordar, né, até aparece se você partisse numa perspectiva naturalista, né, como o próprio Paul Drip ele ele concorda em relação à aquilo que seria desde estético.

¶327E eu acredito que de fato o tricopia Biga, eh, eles se alinham mais com esse paradigma, né? Então eu particularmente não, mas nesse esquema eh essa consciência, a unidade absoluta, esse fundamento absoluto, ele ele ama a criação dele, ele é providente, ele desejaria, por exemplo, que as criaturas não sofressem ou não têm esse grau de preocupação quase pessoal, por exemplo. Porque essa tem essa essa questão de você interpretar, né, demar criação e tudo mais, você tá partindo uma perspectiva que ela é interpretada de você interpreta de maneira que é dualista, né? Então você interpreta de uma maneira que você tem uma criação, né, que é separada ali da deidade que ele ele que ele manda e tudo mais. E você se se pergunta, né, se você tem um ser pessoal que tá ali por trás, tal, que tá a a como que a a mando, né, nos bastidores e tudo mais.

¶328Mas se você tem uma única realidade que não tem nada a perder, não tem nada a ganhar e tudo mais, mas que manifesta luticamente esses tres e tudo mais, eh, não é que ela seja em relação com eles de última instância, que ela se manifesta sobre a forma deles como se fosse um sonho, por exemplo. Então, não é que eu ame de fato o avatar no meu sonho, por exemplo, é o fato de que eu me manifesto como ele, né? Eh, como essa essa essa essa essa manifestação, essa forma de realidade, você se você eh se eh ele se expressa, né, sobre isso. E essa expressão ela é vista como amor, né, no sentido de um êxtase divino, como no sentido de autoexpressão da da dessa multiplicidade que vem dessa desse desse princípio de unidade em última instância. E eh isso é pensado como um jogo estético, né, de de realização, no qual essa consciência visa se descobrir por meio do diálogo, por meio da manifestação da da história da dos entes e tudo mais, mas ela sempre é interna essa consciência absoluta sempre é interna ao que ela é, de uma forma que você não tem e de fato duas coisas diferentes.

¶329Por isso que é uma perspectiva que é não dualista, né? ainda que esse não dualismo ele incorpore a forma da diferença nessa justamente nessa lógica dialética que eu que eu tinha explicado eh extensivamente antes no hã no no começo da live, né? >> Certo? Então, no caso, é novamente, então nós somos como que contrações dessa consciência. Então, por isso você tá falando que na verdade é tudo uma coisa só.

¶330Então, não é como se ele tivesse que provisionar os meios para outros que não ele. É, na verdade, opa, pera aí. >> Ivan Paula mandou R$ 5,5. Fugita, muito interessante isto que dizes. Mas me conta mais, que achas sobre isto?

¶331Podemos examinar juntos? >> Hã? Mas [risadas] como assim? do do Mas o que que é que eu isso que eu digo? Não sei se eu entendi.

¶332[roncando] Hum. >> Eh, então, eh, sim, seria seriam como, como contrações, né? Daí que inclusive vem o diálogo, né, que ele que o, o, o Otávio, né, Otávio, ele tinha mencionado, né, sobre a questão do Crtop e tal, e teria essa semelhança, entendeu? Eh, claro que ele não, a gente não usa o modelo, né, dissociativo dele e tal. A gente tem tem coisas eh melhores na minha opinião, mas eh você tem sim essa ideia, né, de que o absoluto ele se manifesta numa história do qual todos nós somos participantes, né, distintos e eh acreditando, né, que somos separados quando em última instância nossa realidade espiritual última é esse desvelamento do absoluto, né?

¶333Então você não teria eh uma providência externa nesse sentido. Você não teria uma uma providência como se houvesse um ser pessoal agindo na história para eh de fora. você pensa esse próprio absoluto, você tem essa própria deidade se manifestando como essa história por si mesma, em si mesma, por um princípio de liberdade, que é uma coisa inclusive você tem no em Hegel, né, também Hegel ele ele vai entender esse absoluto, esse desvelamento do absoluto na história, né, na fenomenologia do espírito, eh como essa forma como essa estrutura racional, né, esse logos, né, por assim dizer, ele se manifesta dialeticamente e vai ganhando eh consciência de si cada vez mais por meio de nós, né, no espírito subjetivo, no espírito objetivo, até ele alcançar a culminação no espírito absoluto, né? Então, em última instância todo tudo isso é uma trajetória pelo qual a consciência ela ganha cada vez mais ciência de si mesmo, manifesta-se sobre essa forma, né, da multiplicidade, ganhando na na na da nossa da nossa perspectiva passos mais elevados nos quais ela se torna cada vez mais consciente de si mesma. Mas isso tudo é como se fosse um sonho para ela, né?

¶334Mas aqui não não tem esse essa essa essa essa eh terminologia eh ilusionista como tem noita vedanta, por exemplo, né? Porque a gente vai ter de que o real é o que aparece, né? A consciência é íntima ciência do que é real. Então tudo que aparece é tem que ser real, ainda que você tem ali uma teoria do erro específica, né, para nessa tese, nessa escola e tudo mais, mas você tem esse idealismo também, né, nessa escola que é que é muito forte e você vai compreender essa questão do mal, né, dação, da imperfeição e tudo mais a partir disso. >> Entendi.

¶335Muito legal. Bem, eh, se o Ivani quiser explicar qual que era a pergunta dele, a gente tá aqui aberto. Deixa eu ver agora se tem alguma coisa. Gente, eu tô eu tava tentando caçar perguntas legais no chat, só que assim, o chat virou uma grande confusão maluca. E eu não sei se o Rian já tá cansado, já estamos assim h17 falando.

¶336[roncando] Eh, mas >> pode continuar, >> pode continuar sem, >> tá? Deixa eu ver aqui. Eu tava eu tava procurando alguns alguma algum comentário legal, mas eles estão envolvidos num debate aqui. Algum tem um debate, tem na verdade vários debates acontecendo ao mesmo tempo, simultaneamente aqui no chat de eh hindus e católicos e católicos versus outras pessoas que não são, eu acho que nem hindus e tal. Ahã.

¶337Deixa eu ver o que mais estão falando aqui. >> O cafezinho falou assim, ó, vamos prestar atenção na aula que tá da hora. Obrigado, cafezinho, pela sua participação aqui, pela audiência. Ran realmente tá passando muita informação interessante aqui pro pessoal. Ahã.

¶338Deixa eu subir bem bem mais lá para cima para ver se eu consigo pegar antes do debate que tava tendo até alguns interessantes. Ah, acho que no começo da live também teve uns comentários bem legais que dá pra gente pegar. Olha só. Deixa eu ver se eu pego aqui. Ah.

¶339Flória, assim, ó, tem eh tema interessantíssimo. Já mando minha dúvida. Buda era hindu antes de iniciar o budismo? Como hinduísmo enxerga Buda? Você quer comentar sobre essa aqui?

¶340Ran >> e o Sedarta Galutama, Buda, ele nasceu numa família hindu, tá? Ele eh veio veio de uma, ele é um, ele era um xatria que é a casca dos guerreiros, né? Porque a sociedade indiana ela é reorganizava, né? Por meio casa, né? Não tá dando para ouvir.

¶341Pode, pode alô. >> Pode falar agora. Ouv. Voltou. Ah, >> a realidade indiana, a realidade social indiana, né, ela ela com o passar do tempo, né, ela passa a incorporar aquilo que a gente chama de sistema de caixa, né?

¶342Eh, esse esse nome, na verdade, ele não é muito certo, né? Ele é um nome que é uma tradução para aquilo que, na verdade, são várias coisas diferentes na realidade indiana, né? eh, que varna, jati, eh, jati e, eh, Gotra, né? Eh, esse nome casta foi um nome que os portugueses deram quando eles entraram em contato com os indianos, eh, baseado naquilo que eles viam na própria sociedade, né, que é a a o sistema, né, de de elite, de nobreza, né, e o clero e e o e e serva, etc., que você tem no medievo e também que eles existem, né, e existia na na Europa e também naquilo que eles viam nos judeus, né, que os judeus também eles observam uma coisa que é parecida, um dos traços do cima de Castas, que é aquilo que eles chamam de endogamia, é aquilo que é de você só poder casar, né, com uma uma pessoa que é do da mesma função, do mesmo clã e tudo mais. E os indianos, né, na época eles eles eh observavam, né, o sistema de castas.

¶343E o Buddha ele nasceu numa família induna, uma família xatria, por exemplo, né? Eh, uma família xatria. Eh, ele era um guerreiro, né? Então, na história, ele busca a iluminação, né? Ele ele entra em contato com a realidade da da impermanência, da insatisfação, Drukan, e ele vem, ele vai em busca de respostas.

¶344Então, o primeiro sistema, os os primeiros professores do Buda, as segundas narrativas, elas são aquilo que eles eles eram de uma vertente renunciante hindu, que é chamado de suka yoga, né, que é uma vertente que ela buscava entender a realidade do sofrimento e a a busca da realização através do da renúncia, através da de você abdicar do ah dos seus bens e tudo mais. e para buscar uma desidentificação do seu eu real com o corpo, com a mente, com os processos que são eh entendidos, são compreendidos como a limitações, né, tipo o corpo, como a mente e tudo mais, processos. Porque essa escola ela ela tem uma metafísica, né, que influencia todas as formas de de filosofia hindu, que eh fala de uma dualidade fundamental entre purua e pracit, né? para crit aquilo que depois no no trico, pratiga vai ser a energia divina, mas aqui ela significa só a natureza psicofísica, né? Aquela essa realidade puramente que é puramente objeto que eh abarca aquilo que seria o corpo, que seria a mente, etc.

¶345Enquanto purua é o sujeito, é o puro eu irreal, que é essa consciência imediata, que é sempre livre de todo sofrimento, mas que aparece por uma ignorância como se fosse constituída pela essa objetividade que está sempre constituída, que está sempre eh eh suscetiva às constantes transformações. E por meio de uma confusão que acontece entre essas duas realidades e uma falta de ignosa sobre isso, você está aparece como submetido ao sofrimento, ao ciclo das transmigrações e tudo mais. O Buda, ele participou, né, depois muito tempo desses ensinamentos, ele aprendeu muita coisa ali, muita coisa ali, mas ele em última instância ele eh quebra, tá, com isso. E ele chega, né, num caminho do meio, ou seja, um caminho, né, que você, né, não não você evita o excesso daquilo que no budismo é chamado de eternalismo, né, que é a afirmação do ser, que é a afirmação do da da de essência, como por exemplo um eu eterno que você encontra no hinduísmo, e a o que aquilo que eles chamam de aniquilaismo, né, que é a negação de alguma coisa, que é o fim de alguma coisa, que é as doutrinas que enfatizam a negação. Então, o o budo ele visa chegar num numa perspectiva que é um meiotermo e uma busca da realização por meio eh dessa dessa eh dessa dessa dessa desse caminho espiritual, né, que ele que ele chega, né, que ele se ilumina e tudo mais, né, depois de ficar meditando numa árvore, né, de vários depois de vários dias, né, ele ele ele brigando com os demônios da mente dele e tal.

¶346Então, ele ele busca ele chega nessa realização, ele se ilumina, né, ele ele começa a ensinar o Buda Dharma, que é o dharma budista. Então o budismo, aproveita, Rian, para dar na resposta. É isso aqui, ó. Rian, explique um pouco da treta dos budistas com os hindus. Adhancara realmente refutou o budismo na Índia ou ele era um cripto budista?

¶347Aproveita para >> Ah, já vou chegar lá. >> Eh, agora só entrando na questão, né? Como é que Buda ele é visto no no hinduísmo, tá? Então, no Budo ele é visto no hinduismo de diferentes maneiras, porque foi uma é uma religião que nasceu ali no no vizinho, que pegou muita coisa, que o hindismo também no seu desenvolvimento pegou muita coisa do budismo também. Eh, então é sempre uma uma relação de tensão, né, de apoio em muitos em muitos sentidos, mas também de divergências, de brigas, né, e tal.

¶348Então você tem eh eh dependendo do momento específico, do lugar específico, da tradição específica, você pode chegar em respostas diferentes. Mas, por exemplo, tradições vovas, por exemplo, tradições que elas vão incorporar, vão entender a deidade, cultuar a deidade sob o nome de Vishno. Eh, você tem essa ideia de que Buda aparece como uma das encarnações de Vifno. Ele aparece como um dos 10 avatares. ele surge num momento específico, né, dentro ali do da compreensão dessa dessa tradição, meio que para separar o joio joio do trigo, para separar eh quem era quem realmente era de verdade e quem não era, porque ele eh eh como sendo uma encarnação de Vichno, né, ele visava preservar o Dharma no seu nível mais profundo.

¶349Então, eh, você tem, eh, e essa ideia de que ele vem, ele ensina doutrinas que são e eh contrárias ao hinduísmo e tudo mais, que é para afastar aqueles que não estão preparados pro, que estão se inserindo no universo védico, é para afastar esse esse e essas esses esses demônios, essa essa e eh essa essas eh essas almas, né, que visavam deturpar o ensinamento védico, é para afastar elas do seio védico e trazer elas por uma religião onde elas se desintegrem em última instância, onde elas não alcancem a realização. Então você tem essa ideia. Alguns budistas não vão acusar, né, que isso é uma forma de você raptar o Buda, né, dentro da perspectiva eh hindu. Mas o fato é que você encontra lastro para isso, tá, na própria literatura budista, de certa maneira, quando você vai ver, por exemplo, a versão budista do épico eh ramaiana, por exemplo, que onde o Buda eles ele se diz como tendo sido eh o o Brahma, que é uma das encarnações de Vishno, numa vida passada. Então, eh, você tem aqui e uma ideia de que o próprio Sidarta da Galutão é numa escritura budista, ele ele se liga, né, ele ele se atrela a uma figura que é notoriamente reconhecida como sendo uma encarnação, como sendo um avatar de Vicho.

¶350Então você tem aqui uma a o começo, né, daquilo que muito provavelmente fez os panas de duas vastas eh começarem, né, a pensar o Buda como sendo um avatar, né? Eh, você tem, né, outra visão, né, hindu, né, que é precisamente, por exemplo, naquelas aulas, né, eh, nacionalistas, né, que elas vão vão enfatizar eh o patrimônio do hindo como se fosse um uma coisa que é particular a nacionalidade indiana, né? Então, eles vão pensar Buda como sendo um hindu de última instância, mas esse hinduísmo, né, porque ele ele simplesmente nasceu na Índia, ele desenvolveu uma coisa na Índia que ele provavelmente tá ali para combater uma vertente ritualista específica do hinduísmo e tal. Mas eu acho, eu acho essa besteira, eu acho, eu acho que isso é ufanismo, né? Eh, não é realmente uma uma realmente o que o Buda pretendia.

¶351Para mim, a posição mais sofiscada, ela continua sendo aquela posição que você encontra no tricabig eh, principalmente em ABnova Gupta, né? onde Abnova Gupta ele vai entender, ele vai ter um certo inclusivismo teológico ali, onde ele vai compreender as diferentes tradições religiosas, principalmente ali dentro da Índia, como sendo revelações parciais, como sendo manifestações parciais, porque esse esse absoluto, né, esse essa consciência absoluta que se manifesta sobre uma miriade de formas, né, seu próprio reconhecimento, é por isso que pratia abiga significa reconhecimento, escola do reconhecimento, eh ela tem ele tem eh eh formas de revelações parciais, né, que te dão que te chegam até te permitem chegar até certo ponto, né? Porque são fatias, são compreensões válvidas da realidade, mas elas são compreensões que são limitadas, são compreensões que em última instância e elas eh eh elas não são, tá me ouvindo? Mal travou aqui? Tô ouvindo, tô ouvindo.

¶352>> São realizações que são parciais em última instância, elas elas trazem um certo nível de realização espiritual, mas que eh basicamente, né, se você quiser passar, quiser ir além, você tem que partir na última instância, né, para uma escadinha de revelações, na qual a maior obviamente vai ser, né, na no sistema deles, o trick para tia Big, né? Então, eh, você tem essa ideia dessa hierarquia de revelações e que o Buda, o budismo, né, um ano seria como se fosse um repositório, repositório da graça divina. Mas esse repositório da graça divina, ele traz ali uma revelação parcial, só uma revelação que é incompleta sobre o que que é a realidade. Somente só se você quiser alcançar um certo fim e um se você quiser se identificar com aquela visão de mundo e tudo mais e para ter essa perspectiva na sua jornada espiritual e tudo mais, você se realiza naquele nível de realização específico, mas você não vai alcançar o bem supremo, né, o parama puro charta, né, então o o bem supremo, o sumo bom em última instância, se você ir por esse caminho, né? Eh, essa é a visão de do abnagupta, né, e tal.

¶353E você tem eh é uma visão inclusivista, é uma visão muito produsiva, né? uma visão que reconhece ali a diferença do budismo pro hinduísmo e mas visa ali ver também a verdade no budismo, visa ali ver eh um fragmento, né, do da verdade no budismo e explicar, né, a partir do seu próprio sistema como isso funciona. E você tem e já emendando ali com a pergunta dele, você tem visões que são completamente equitárias, né? São visões, por exemplo, do Chanatiara, por exemplo, do do Adita TV. São se você lêu o Brama Sutras Ásia, por exemplo, você tem ali a ideia, né, de que o Buda foi um um sujeito maligno que ele veio, deu ensinamentos ruins, contraditórios e tudo mais, e que ele eh está recutando ele ali e tudo mais.

¶354Mas, né, isso isso reflete muito mais um um um contexto histórico específico de que o budismo naquela época ele tava se alastrando pela Índia, né, e a tradição indula tava eh enfraquecida. Então o o chankar ele surge, né, nesse contexto n de renovação do hinduísmo, eh, através dos comentários da prastana, do vedanta. E eh nesse sentido você tem ali uma uma preocupação, né, com a você estirpar, né, a figura do Buda nesse sentido, uma você tem uma uma contingência histórica nesse sentido e tal, sobre se o chancar ele refrutou o Budo, na verdade, a historicamente falando, eh, você tem essa ideia, né, de que o o chancaratar ele atravessou a Índia toda, que ele estabeleceu os quatro monastérios indianos lá e tal, saiu refutando budista, expulsou, deletou o budismo da Índia, Por isso que não existe mais budismo hoje em dia na Índia, porque ele teria chegado recrutado todo mundo e tudo mais. Na verdade, isso tem muito romantismo nisso aí, tá? É, provavelmente o o o budismo declinou na Índia por razões que são externas a isso, né?

¶355Elas estão relacionadas principalmente com a queda do do patrono dos reis aos monastérios budistas. Em última instância ele se dissipa completamente por causa da destruição da universidade na Landa, né, de blocado da influência muçulmana e tudo mais. Mas eh no eh eu acho assim queará tem críticas que são eh convincentes, né, que elas demonstram porque que o anatoma budista, né, doutrina do não eu budista, ela é ela é insuficiente, ela ela não é em última instância ela não é uma verdade eh real, uma instância que existe assim o princípio do eu, eu acho o argumento da síntese dele e eh depois é bem eh trabalhada por do outro cara, eh o Diana Eh, e também eh o próprio eh Abnova Gupta Paladeva, etc. vão trabalhar isso, que é a problemática da S, né? Problemática de que eh sem um princípio, né, de identidade real, você não conseguiria ter percepções diacrônicas ou percepções sincrônicas.

¶356Você não conseguiria articular realmente a consciência do que seria aquilo que seria o Tita Santana, seria o fluxo contínuo mental budista, que é um problema parecido que você encontra também em Hilm. encontra também essa questão, o problema da unidade da consciência, né? A gente menciona na teoria dele que é muito próxima do budismo, né? Então tem até especulações que teriam influenciado, né? Porque o o Rum ele tinha uma uma proximidade, né, com um eh física, né, no caso que ele trabalhava perto do de um jesuíta específico que teve contado com doutrina budistas, tibetanos e tudo mais.

¶357Mas eh você encontra, né, essa essa essa questão, né, e esse secretarismo do chancará, na minha opinião, ele ele é explicado a partir disso, né, e eu acho críticas dele convicentes. Eu acho escrito, abn Gupta no no Iwar para big machini, por exemplo, eu acho eu acho que são convincentes também, mas obviamente, né, como toda posição filosófica uma coisa que é aberta ao debate e tudo mais, isso não tira de nenhuma forma o mérito gigantesco que a filosofia budista possui e o respeito que eu tenho por essa tradição de pensamento. >> Perfeito. Eu vou só ler aqui um comentário que eu achei interessante, que colocar foi o seguinte, ó. Eh, sim.

¶358A ideia é que o cristianismo e hinduísmo e dialogam na escatologia através da vinda de uma figura salvífica, mesmo que com narrativas bem distintas. E aí ele complementa dizendo o seguinte: "Até porque o cristianismo é escatológico em sentido que o duísmo não é, mas ainda assim o Cali purana traz implicações teológicas >> o queurana, porque o ele é o o 10o avatar de Vishno, né? E é o que estão esperando aí dessa corrente. O o último, né, eh, pelo menos na classificação oficial é é o Krishna, né? E aí o o o décimo que tá ainda vem, né, segundo essa corrente específica, né, é o CQU CQUI.

¶359Eh, é, tem uns áreas messiânicos, mas como eu mencionei, essa questão do avatar da das encarnações divinas, ela não tem muita fazer fora do vastinavismo em si, né? Então o Shai Virismo, por exemplo, que é a minha corrente, ele até vai reconhecer que é possível viver atual e tudo mais, mas ele não vai se preocupar com isso, não vai se preocupar como se fosse eh a o ponto central da teologia. O grosso do xavismo, ele não está baseado na adoração de avatarismo, como é o caso do do vetinavismo, por exemplo, com Krishna, com Rama, etc. >> Sim. Bem, meu caro, acho que com isso nós vamos nos encaminhando aqui pro final.

¶360Acho interessante de fato essas conexões todas que a gente viu, né, terminando agora com essa ideia de avatar, né, que ah, de certa maneira poderia compreender na visão do conforme algumas visões do próprio Senhor Jesus, né, que vocês poderiam reconhecê-lo como um. Eh, fico feliz por você ter vindo aqui, Ran. A gente teve um chat muito rico hoje aqui de debates. Eu tava tentando aqui acompanhar, mas eles estão falando muita, muita coisa. Eh, mas eu eu quero agradecer novamente por todo mundo que participou, que teve aqui a sua vontade de externar dúvidas, né, que mandaram contribuições pro Live Pix.

¶361Nós ficamos aqui 3 horas meia conversando sobre uma miríade de assuntos aqui bem legais. daria, eu tenho certeza que o Rian faria toda uma live só para falar do aspecto triádico, faria toda uma live só para tratar do aspecto do a relação do budismo com hinduísmo e nominalismo, uma toda uma live só para falar sobre o essa ideia de avatar, enfim, da de como funciona várias coisas da crença dele, né? Com certeza o Rian vai voltar mais vezes, quem sabe nessa live em que estaremos eu, Carlos Alberto, Rian e todo e a Gabi, né, para para comentarmos alguma coisa em comum. Mas lembrando que o Rian ele tá com um curso agora que vai começar nesse domingo. Quem quiser, ele já passou aqui o número.

¶362Vou deixar anotado também. Acho que no, eu não sei se pode. Eu posso escrever Ran, um comentário na descrição, seu telefone. Posso deixar? >> Pode, pode sim.

¶363>> Eu vou deixar lá. Mas >> só, só queria contar, >> pode falar >> uma coisa que você mencionou, que eu acho interessante, né? Como ver a figura de Cristo, né? Porque >> eh você tem essas diferentes perspectivas, né? Que foi a figura de Cristo, né?

¶364do hinduísmo, que depois elas são obviamente absorvidas, né, depois que eles eles entram em contato com com o que seria eh com os cristãos, né, no caso, né, os hindus eles tiveram contato, né, em tese, primeiro com os muçulmanas, com os judeus, depois com os cristãos. E você tem até um um puro interpolado que Cristo aparece, né, aparece como se fosse um enviado do Dharma, né, como eh o Isautra, né, o filho de Deus, que ele vem para ensinar o Dharma para o os leites, né, para os bárbaros. Ele institui ali uma religião que é descrita como solar e tudo mais, mas esse podano ele é muito interpolado, né? Tem ele já vem ali depois, né, da da influência dos britânicos. Então ele tem ali uma uma até mesmo a Maumé e tudo mais.

¶365Então ele é bem tardio mesmo e interpolado, mas ele é interessante para você pensar, né, como eles absorveram, né, a figura de Cristo e tudo mais nessas religiões. Eu, particularmente, eu sigo a linha do Woodhof e, eh, ele enfatiza, né, que para mim a figura, a doutrina de Cristo em última instância, ela é aquilo que um hindu ela chamaria de samassa. ameaça é a renúncia, né? É o desapego, é o abandono do status, é você buscar a prioridade da vida espiritual e realizar uma o objetivo de Jesus, né? Cristo como como interpreta, né, naquele contexto ali do do judaísmo apocalíptico, né, do templo e tudo mais, como uma uma comunidade de discípulos e uma ética que relativizava vínculos sociais ordinários, né?

¶366daí que é um absurdo para judeus e para gentios, né, que eh que não é deste mundo, realmente. Então eu eu vejo muito disso, uma figura uma figura de de renúncio, de realização espiritual altíssima. Não sei se ele foi uma encarnação divina, não sei se ele foi uma uma só um mestre espiritual, não sei, realmente não. Eu tenho só a minha humildade, né, de de não não descabelar com essas questões, mas eu vejo essa um um certo ar de divindade nesse sentido de de ter um de ser um ideal dos, né? E o o o John Woodhof, ele ele menciona isso, né, no escrito, né, é a Índia civilizada.

¶367E ele fala, né, que o que que o os ensinamentos de Cristo nesse sentido como sendo saniasa eh é para ele nós damos toda a reverência possível, nós temos todo o respeito possível do mundo por ele e pelo que ensinou e pregou, né, e foi passado à frente G. É, realmente, se a gente for pensar na doutrina de Cristo, ele fala bastante sobre o desapego, né, das coisas materiais, sobre essa consciência, né, que você tava mencionando. Então, realmente existem muitas conexões doutrinais possíveis e eh fico feliz pelo hinduísmo ter uma visão assim tão alta de Cristo, né, enquanto outros talvez não tenham. Eh, você tá travado, eu acho para mim, Rian. Acho que ele travou de novo.

¶368Bem, ah, o Rian acabou, opa, tava, >> mas >> enfim, eu tava só falando sobre isso, né? Fico feliz que vocês têm uma visão tão elevada de Cristo. Isso certamente faz com que hajam proximidades doutrinais e apologéticas e, enfim, de diálogo religioso, que certamente é muito frutífero. Rian, eh, eu vou finalizar a live por aqui. Se você pode dizer também o seu Instagram pro pessoal te seguir lá, se você quiser também, né?

¶369Não sei se você quer, mas é uma maneira de te acharem também, né? >> Eh, o meu o meu eh Instagram é Rian é @an eh, VLBT. Você também é o mes meu X também, meu meu X também, eu posto algumas coisas ali e tudo mais. Quem quiser entrar em contato comigo lá me ajuda. >> Ah, inclusive falando sobre isso, você falou agora do Twitter, a gente não comentou hoje um tema que eu queria muito ter comentado, mas pode ser para uma parte dois, que era a questão dos milagres, né?

¶370que é a gente poderia ter, a gente poderia ter explorado, né, toda essa controvérsia que teve do Joh Schmit se convertendo pela credibilidade dos eh relatos lá com IF News e tal. Então, eu sei que existem paralelos muito interessantes sobre isso também no hinduísmo, mas hoje não vai dar tempo de comentar, é que eu vou ter que sair já também. Mas eu agradeço, Rian, pela tua presença, tua participação. Ó, o pessoal falando aqui, é interessante o conteúdo. Não sei se entende, não sei se entende tudo, mas gostei, né?

¶371o Pedro aqui que é figura carimbada no canal. Muita gente tá dizendo que gostou. Tem muita gente debatendo aqui que eu não consegui acompanhar tudo, mas eu sei que se vocês estavam aqui é porque vocês estavam prestigiando também. Então, obrigado. Ran, quer se despedir do pessoal, falar alguma última coisa?

¶372É o suficiente, né, tudo que eu mencionei. Tô ficando um pouquinho encantado também. Então, eh, agradeço todo mundo que teve a oportunidade de ver aqui, não pude ler os comentários, tentar ler assim. É, é Ran. É, é @an R a N.

¶373Eh, underline, né? embaixo. V LBT, né? Vieira Lobado. >> OK.

¶374V de vaso. VBT. É isso. >> É VLBT. Vivira.

¶375Vivieira. >> Ah, o cafezinho aqui. Hinduísmo foi refutado por Fus, pois é ação de demônios. [risadas] [suspirando] Pois é, né? Pois é.

¶376Mas enfim. Obrigado então pessoal por tudo. >> Eu deixei deixei na live aí, tá? Comentei eh aí na live que tava [limpando a garganta] um negócio aberto. Eu não tava olhando de comentário, mas deixei aí.

¶377Ian VLBT. Tá >> aqui, ó. Aqui, ó. >> Obrigado, viu, gente? >> Underline VLBT.

¶378Pronto. Obrigado, Rian. Obrigado, pessoal. Vou finalizar por aqui. Deus abençoe a todos.

¶379Ciao. Ciao.