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radar · Filosofia & teologia

MATHEUS BENITES DISTORCENDO A CONTROVÉRSIA DOS UNIVERSAIS

¶1Tem o o cafezinho lembrou bem, né? Porque pro pro Nuguê ele confundia isso, né? A formalidade com formas, né? Então, distinção formal são várias formas em Deus. Seria mais ou menos isso pro Nuguê, né?

¶2Quanto que pro Benite disção formal que pode ser contingente? >> É no slide que a gente falar sobre o problema dos universais, >> ó, vai ter um slide para falar dos problemas universais. Anota, anota, né? Igual o Casé, né? Anota.

¶3Anota. [risadas] veito para te convidar a curtir o vídeo, a deixar o hype. Esse botão do hype ajuda muito o vídeo a alcançar mais pessoas e comentar e suas impressões e dúvidas. Chegamos então no >> Opa, tá aqui o slide, ó, Carlos. Vamos ver, vamos deixar ele falar, né?

¶4Mas já tô vendo aqui umas coisas estranhas. Vamos ver. >> Slide do problema dos universais. Eh, lembrando que essa é uma aula do Dans Escotos focado na sua metafísica e de como que ela abriu as portas pro pensamento moderno. Então, aqui você tá num outro contexto, você tá num contexto de debate em que a metafísica clássica é extremamente eh dominante.

¶5As discussões giram em torno, né, de coisas muito abstratas. O método científico ainda não existe, como a gente vai conhecê-lo, muito por causa de Dan Escotos, Roger Bacon e Guilherme Diocra. Mas então, um realismo exagerado. >> É, você, eu ia comentar, se você quer comenta aí, Carlos. >> Tem que avisar para ele que Aristóteles faz parte da filosofia clássica que que escuto, é um comentarista de Aristóteles, assim como são Tomás.

¶6E eu já tô vendo um monte de imagina se ele quer abordar distinção formal, quer dizer distinção formal a teoria de escoto acerca eh da infinitude de Deus. Ele quer abarcar as provas de escoto, ele quer abarcar a teoria dos universais, ele que e ele faz isso, ele faz tudo isso de forma incompetente, impressionante. Eu imagino [risadas] eu imagino se existem pessoas assim, eu tenho até dó do fiquei com sei lá, quem assiste o Benites e acho que ele realmente entende do que fala. Deu dó agora. Imagina você ser um aluno, alguém que quer aprender de fato e pega o Benit como referência.

¶7>> Não. E aqui ele tava falando, né, que hoje a gente tem, graças a Deus, a gente tem um método científico por causa de quem? De Francis Bacon, Dan Scott, né, que estavam quebrando com esse aristotelismo e tal. Mas é como você falou, escoto, ele é ele é um ele é um peripatético e mais os analíticos posteriores constituem um método de investigação também que de certa maneira eh era utilizado. Não é como se no século XI não houvesse isso, como ele tá tentando dizer que como se escoto fosse fundamental, talvez pra ciência experimental depois, né?

¶8Mas é um é umas conexões meio esquisitas assim. É, ele escoto ele não é fundamental para ele não era um ele não era um grande filósofo da natureza, um grande físico. >> Exato. >> O grande físico era era Grosset, Bacon, Alberto Magno. Não escuto, obviamente não escuto.

¶9E muito menos o >> Deixa colocar de novo. Acho que foi isso que ele disse. Não foi não. Ó, >> método científico. As discussões giram em torno, né, de coisas muito abstratas.

¶10O método científico ainda não existe como a gente vai conhecê-lo, muito por causa de Dan Escotos, Roger Bacon e Guilherme Dio Mas então, um realismo exagerado. >> Eu nem se nem nem na verdade eu nem entendi essa frase. Deixa eu voltar um pouquinho antes aqui. Pera aí. Eh, lembrando que essa é uma aula do Dans Escotos focado na sua metafísica e de como que ela abriu as portas pro pensamento moderno.

¶11Então, aqui você tá num outro contexto. Você tá num contexto de debate em que a metafísica clássica é extremamente eh dominante. As discussões giram em torno, né, de coisas muito abstratas. O método científico ainda não existe, como a gente vai conhecê-lo, muito por causa de Dans Escotos, Roger Bacon e Guilherme Diocra. Na verdade, até oo contrário, talvez, nem sei se eu entendi, não.

¶12Você entendeu o que ele quis dizer aqui? >> Mais ou menos. Mas de qualquer forma, escuto, ele tem que entender o seguinte, ó. Se o Benites estiver escutando esse escutando ou vendo esse vídeo, Benites Escoto, ele é um filósofo que quer manter, na verdade, um paradigma que já existe há quase milênios, que é basicamente o paradigma franciscano. Ele é um filósofo, na verdade se comparado com Tomás Jaquino, que é muito mais é muito mais revolucionário no sentido de quebrar com a filosofia agostiniana, romper com os paradigmas agostinianos e franciscanos que Escoto, por exemplo, preservava justamente para manter o paradigma clássico contra o ele tem que entender que Aristóteles estava chegando no século XI.

¶13Havia autores ali que acatavam mais Aristóteles e outros que rejeitavam mais. Ele tem que entender que escoto está entre os que preferem rejeitar mais Aristótele, Aristóteles e e se manter num paradigma vigente anterior ao ao Aristotelismo e, portanto, clássico ainda no sentido de manter ah, por exemplo, as as grandes tes filosofia de Agostinho, as grandes teses dos filósofos franciscanos e santom Ele é, na verdade, ele tá no extremo oposto. São Tomás, ele quer romper e rompe de fato com vários desses paradigmas. Então, na verdade a visão é a visão, na verdade é oposta. Enquanto Santo Tomás de Aquino, ele é um autor muito mais revolucionário no sentido de criar um um novo eh estar em prol de um novo paradigma, que é justamente o paradigma peripatético.

¶14OT, ele é o filósofo que quer conservar, mesmo que adotando paradigma peripatético em parte, ele quer de alguma forma fazer uma ponte com o paradigma anterior ao paradigma aristotélico. Ou seja, quem é o filósofo mais revolucionário dos dois? Escoto ou Tomás? Tomás, sem dúvida. Tomás.

¶15Escoto é um autor muito mais muito mais em prol da tradição anterior ao aristotelismo, inclusive, eh, ele preferia interpretações mais avicenianas de Aristóteles, não as interpretações averroístas. Eh, e enquanto são Tomás de Jaquino, ele vai começar como um autor muito mais averroísta e depois ele vai limpando, né, o seu aristotelismo e vai criando uma uma certa interpretação eh original de Aristóteles. Escoto também, escoto também vai criar, >> mas escoto é muito mais em prol de manter o paradigma vigente com pequenas alterações. São Tomás é quem faz a grande virada do século XI, que é a virada é agada aristotélica. Então, eh, eu comento isso num, numa introdução que eu escrevi para um livro, acho que o livro do Leandro Bezerra, eu comento justamente isso, que as pessoas têm uma concepção que são Tomás é o que continua a filosofia, dá uma continuidade à filosofia e que escoto é o moderno, quando na verdade é o oposto, são Tomás é o revolucionário.

¶16Esco é quem busca dar uma continuidade à filosofia. >> Pois é. antiga com a com a nova, né? >> Pois é, só que assim para essa aqui, pelo que eu tô entendendo, que tá até tendo uma confusão de coerência dentro do próprio comentário do Benites, né? Porque ele tá tentando dar esse caráter revolucionário para Dans Scott.

¶17E aí ele fala o seguinte: "Nós não tínhamos o método científico, então agora muito por causa de escoto Roger Bacon e o an, ou seja, ao mesmo, não foi, ele acabou de dizer isso, só que ao mesmo tempo que ele tá querendo dizer que eles são a ponte pro pra filosofia contemporânea, a ciência, né, nova, o renascimento lá pra frente e tal, ele, eu acho que foi um ato, assim, tentando interpretar, acho que foi um ato falho. Na verdade, acho que ele quis dizer que o que a gente tem, na verdade, do método científico se deu em virtude dessas sementes de das Scot, dessa desse eh, sei lá, de certa maneira eh pioneirismo dele nisso. Mas é que é o que eu tava dizendo, na época de de Dans Scott já havia discussões sobre física, eh uma certa sistematização de ciências da natureza, já havia uma óptica, por exemplo, mas Dan Scott não era conhecido por essas coisas. Isso que é o ponto, né? Quer ver?

¶18Ó, vou até mostrar onde parece que existe essa tensão no que ele tá tentando dizer. Olha só, >> a gente vai conhecê-lo muito por causa de, ó, pera aí, ó. Abstratos. O método científico ainda não existe como a gente vai conhecê-lo, >> ó. O método científico ainda não existe como a gente conhece.

¶19E por quê? muito por causa de Dan Escotos, Roger Bacon e Guilherme Dio mas >> que eram as pessoas que ele tava dizendo, Scoto e Okan, que são as pessoas que para ele fazem a transição pra modernidade, né, que dão esse essa ponte que para, sei lá, sabe, é tudo esquisito que ele tá dizendo aqui. Eu acho que ele teve um ato falho aqui, né? Vamos ver. >> Uhum.

¶20>> Então, um realismo exagerado. >> Dobrou até pro Roger Bacon. seria afirmar que o universal, todo universal existe. Universal é basicamente um conceito, uma ideia. Então, a ideia de homem, a ideia de cavalo, a ideia de unicórnio, tudo isso existe.

¶21A ideia eh de triângulo, a ideia de Mateus Benites, enfim, tudo isso existe realmente. E >> aí, ó, Carlos, o universal de Mateus Benites aí, ó. [risadas] [suspirando] Bem, >> pois é, o universal, o universal singular, né? Pois é, exato. Gente, só para explicar para vocês assim, né, o que que é universal, pelo menos desde que a gente, desde sempre, né, desde Aristóteles, desde Platão, desde que foi sistematizado na Isagoge, é um uma coisa que a gente predica de muitos.

¶22Como que Mateus Benites pode ser predicado de muitos se é justamente um singular, né? Ou seja, eh, ele não não aposto aqui, eu ap eu aposto três rins e eu só tenho dois, hein, só eu aposto três rins que ele não faz ideia desse debate da contração de uma natureza comum para esse indivíduo singular, do que que é, por exemplo, a divergência que de fato existe na individuação entre Tomás Jaquina e Danza Scott, né? Ou seja, o universal de Mateus Benites para ele é isso, né? No mundo das ideias tem um uma forma de Mateus Benites que vai ser instanciada talvez em vários de Mateus Benites, né? Sei lá como é que ele pensa isso, né?

¶23[risadas] >> Ele coloca individuação inclusive, né? Ali em cima. Eu não entendi também porque ele colocou. >> Ele colocou. Cadê?

¶24Deixa eu ver. Tá na naquela naquele >> o o slide. É >> onde é que tá aqui. Deixa eu ver. >> No individuação.

¶25[risadas] >> Pois é, né? de Mateus Benites. Enfim, tudo isso existe realmente. E outra coisa é ser instanciado. A ideia, [risadas] esse pessoal é fogo, ó.

¶26Aqui, ó. Somos todos Mateus Benites. [risadas] Ah, eu tenho o melhor chat do Brasil. Não é possível. [risadas] Ai, ai, ai.

¶27Ideia de Mateus Benit para um realista exagerado como Platão, que é a fonte, ela tá sendo instanciada por mim de modo imperfeito, mas no mundo das ideias para Platão, ela existe perfeitamente. Assim como todo triângulo, todo círculo que você desenhar pro Platão, vai ser, e é óbvio, né? vai ser imperfeito, não vai ser como eh um círculo perfeito. Quem seria um um outro repres >> aí? Já já voltou também pr aquela ideia, né, do mundo das ideias platônico que a gente já bateu várias vezes aqui no canal, né?

¶28Mas enfim, >> que é de fato uma leitura que é uma leitura ultrapassada, né, de Platão, assim, há muito ultrapassada, mas assim, muito ultrapassada de Platão, eh, que é a concepção de que Platão é a concepção, na verdade, lastreável em Aristóteles, onde você tem ali o âmbito dos singulares, dos indivíduos, você tem o mundo das ideias, né, que seria justamente onde estaria, entre aspas esse Mateus Benites, né? né? E aí, e aí você tem o realismo moderado. E aí, e aí eu não entendi porque ele colocou ali Anselmo. [risadas] Cadê?

¶29Onde é que >> tem tantas alturas que ele poderia botar? Principais representantes Platão e Anselmo. [risadas] [risadas] >> Talvez ele explique, né? Tal porque que ele colocou essas pessoas aqui. Vamos ver, né?

¶30Não sei. >> Representante seria o Anscelo, né? Aquele do argumento ontológico. E o realismo moderado. O realismo moderado vai dizer que >> não, só colocou aí.

¶31Vamos ver. >> E >> voltou. É o do realismo. É o do é o do realismo. É o é o do da prova ontológica lá.

¶32[risadas] Esse >> exato. >> É isso. Aí >> só existem enquanto são instanciadas. As ideias só existem enquanto são instanciadas. Então, a essência e humanidade só existe porque tem humanos instanciando ela.

¶33Se não existisse nenhum humano, não ia ter essência humanidade. E aqui você tem Tomás Jaquino, o próprio Duns Escotos, o Pedro Abelardo, tem outro eh que é o conceitualismo, né, que vai dizer que os universais existem apenas como conceitos ou ideias na mente, sem realidade externa. A humanidade é um conceito mental que agrupa particularidades, mas ela tem certa existência ali, né? Eh, o Pedro Abelardo também é associado com isso e o próprio costumam colocar o Abelardo entre o o religismo moderado e o conceitualismo e o ham entre o conceitualismo e o nominalismo. E chegando >> assim, ó, a tabela que ele apresentou, [limpando a garganta][tosse] onde você tem realismo exagerado, realismo moderado, conceitualismo e nominalismo, é uma tabela bem da bem das mais assim que [risadas] que tem, porque no lixo, né?

¶34Eh, é porque o eh Platão, o realismo platônico não é esse realismo onde os universais existem como entidades separadas. Isso, na verdade ela estreava em Aristóteles. É, na verdade a leitura polemizante de Aristóteles contra Platão. Mas isso não significa que Platão tenha defendido isso de fato, como não defendeu. >> Uhum.

¶35Eh, e isso na verdade é espalhado entre os entre os medievais. Eh, e isso só vai ter alguma oposição mais para renascença ou renascimento. Mas assim, hoje em dia ninguém defende a leitura peripatética do realismo platônico. Qualquer autor, por mais introdutório que seja Platão, ele vai discordar dessa visão de dois mundos, né? Ou seja, os universais e os singulares, dois mundos separados entre si, que não se comunicam.

¶36Por quê? Porque essa teoria ignora uma coisa muito ampla e conhecida de Platão, que é a sua teoria da participação, que é justamente o que liga as duas coisas, o o que é, entre aspas, o universal, as coisas mais singulares. É o que presenta, inclusive a perfeição participada que está no universal, né, na realidade mais universal, no singular, é o que dá liga a realidade e combate essa leitura dualista de Platão. Ou seja, eh, se ele se ele, sei lá, buscasse um qualquer autor mais, até mesmo o Really poderia tirar ele desse erro, porque o Really ele vai dar ele [roncando] vai dar um gancho que, na verdade, inclusive dá um certo privilégio a leitura neoplatônica desse dessa polêmica. E a e a leitura neoplatônica dessa polêmica é justamente a leitura que vai eh destruir completamente a leitura eh peripatética, né, que só vai ser restaurada no século XI justamente por conta dessa guinada aristotélica.

¶37>> Exato. Aí, ó, ele coloca umas coisas assim, ó. O realismo moderado. Os universais são conceitos abstraídos pela mente das coisas individuais. E no conceitualismo, os universais existem apenas como conceitos ou ideias na mente, sem realidade externa.

¶38O nominalismo, os universais não existem na realidade, são apenas nomes ou palavras. E aí falta toda aquela distinção, né? O que que é um universal, por exemplo, fundamental, o que que é um universal lógico. Eh, coisas que que escapam totalmente aqui, né? Primeiro, primeiro, ó, ele tem que aprender uma coisa, Benites, ó, ó, para Aristóteles e os medievais, o universal, ele não é abstraído da coisa singular, ele é abstraído das espécies sensíveis.

¶39>> Exato. >> Então, não existe essa de ah a abstração das coisas individuais. O intelecto não vai lá e abstrai da coisa individual, não. Primeiro você tem a formação do fantasma. O intelecto vai no fantasma que não é a coisa eh individual >> que é diferente.

¶40>> Exato. >> E aí ele pega e abstrai o universal. Então isso aí é uma coisa básica. Isso aí, isso aí não é o nominalismo, realismo, é moderado, exagerado, não. Isso aí é básico com Aristóteles.

¶41Isso é Aristóteles, só isso. Para qualquer aristotélico universal é abstraído da coisa sensível. Ponto. Ou da realidade fantasmagórica, né, que são as espécies sensíveis. >> [roncando] >> Então, eh, fora que ele coloca o realismo de escoto como o do sendo sendo do mesmo tipo de >> Tomásquino, é que tu faz o menor sentido.

¶42>> E não é, né? Nós sabemos quem não é. O realismo de escuto é mais forte que o realismo tomista. >> Uhum. Exato.

¶43Pois é, porque novamente, né, escutem aos vídeos que a gente já fez sobre isso, né, antes da operação do intelecto, o que que existe ali, né? Uma realidade, mera, um domínio meramente negativo. Qual que é a diferença disso para um nominalismo da vida, né? Complicado, né? É apenas a via ali, né, de abstração, quase.

¶44Então, é, são uma diferenças muito distintas, muito sutis, na verdade, né? Mas ele tá ali do lado de, ó, de Aquino, né? Coto aqui no que mais que ele colocou aqui? Pedro Abelardo. Aí ele coloca frequentemente intermediário.

¶45Isso aqui foi uma Iá que fez, né? Claramente uma IA que ele colocou os comandos e as e a e as fontes tudo errado aqui assim, né? Sei lá. >> Isso se não Bom bom. Não quero especular nada, né?

¶46Porque sei lá, para será que ele se debruçou para pensar se escoto realmente não possui um realismo mais forte do que o de Tomás Joquino? Será? Não sei. >> Instanciadas. As ideias só existem quando são instanciadas.

¶47Então, a essência humanidade só existe porque tem humanos instanciando ela. Se não existisse nenhum humano, não ia ter essência humanidade. E aqui você tem Tomás Jaquino, o próprio Duns Escotos, o Pedro Abelardo, tem outro e que é o conceitualismo, né, que vai dizer que os universais existem apenas como conceitos ou ideias na mente, sem realidade externa. A humanidade é um conceito mental que agrupa particularidades, mas ela tem certa existência ali, né? Eh, o Pedro Abelardo também é associado com isso e o próprio costumam colocar o Abelardo entre o religismo moderado e o conceitualismo e o ham entre o conceitualismo e o nominalismo.

¶48E chegando nele, né, o o grande pai da navalha, muito importante pro método científico e para sinceramente pra epistemologia em geral, o ele vai o o nominalista, né, como vai dizer que os universais não existem na realidade, são apenas termos, termos e da linguagem para se referir às particularidades que existem aos indivíduos. Não, >> novamente, o fato de a gente chamar de navalha deca não significa que ele é o pai dela, né? Porque isso já está pelo menos já desde Aristóteles, né? Tomás invoca esse princípio da parcimônia e eh existe uma discussão, né? Se é na verdade um princípio metafísico ou um princípio metodológico.

¶49Eh, eu sei que alguns franciscanos discutem isso em literatura contemporânea, né? quem faz publicação na área, porque o escoto ele não usa tanto os eh o escoto já oka não usa tanto esses termos mais entitatistas, né, de quando ele usa a postulação do princípio, né, mas de toda forma geralmente se invoca como princípio metafísico, né, de você não multiplicar desnecessariamente os entes, né? Eh, mas isso já é antigo. Dezenas de dezenas de escolásticos já falavam disso antes de OCA, né? Mas enfim, vamos lá.

¶50Existe universal, basicamente. Então, humanidade é apenas uma palavra, não é um universal, não é uma essência, não é algo que tá apaiando em algum mundo das ideias. É uma palavra que eu tô proferindo aqui na na imanência para me referir a alguma coisa. Então, eu coloquei aqui passo um, né, para derrubar a metafísica clássica é o realismo moderado, que parece tá resgatando ela, né, como >> o passo um para o quê? para destruir a a metafísica clássica.

¶51Foi isso que ele disse >> para me referir a alguma coisa. Então eu coloquei aqui passo um, né, para derrubar a metafísica clássica é o realismo moderado, que parece tá resgatando ela, né? Como >> é aí, ó, o passo um, Carlos, para destruir toda a metafísica clássica é o próprio realismo moderado, né? Que coisa. Você já tá aí, quer ver o por que acabou tudo aí, ó.

¶52Tomás aqui >> perpetuou. >> Oi. >> Perpetuou, né? Perpitou. Perpetuou a filosofia clássica por oito séculos, né?

¶53É exato, [risadas] exato. Vamos lá. >> Como diz que Tomás Jaquino tá resgatando Aristóteles, tá batizando Aristóteles, mas também tá enfraquecendo, porque ele ele já falando aqui em termos regelianos, ele já enzeja a crítica, né, a outra parte, a a antítese da dialética, que vai ser justamente o dos escotos. E, o resultado disso vai ser o, né, de modos assim grosseiro. Então, o é >> mas muito grosseiro em Benites, assim, grosseiríssimo assim, sabe?

¶54De uma, de uma maneira grosseira, >> de modo grosseiro. É, >> ao infinito, ao aos é ao infinito e além. Mas põe grosseiro nisso. Põe muito grosseiro. Aí, ó, a metafísica já nasceu autodestruindo para o Benites.

¶55Exato. [risadas] [suspirando] Exato. Os pais já estão matando a criança assim na na goela. Mas vamos lá. >> É o passo dois.

¶56E aí depois vem o mundo moderno, vem o Renascimento, vem o Decart, vem os empiristas. Na metafísica do Dans Escotos, você vê muito esse termo. >> Como é isso? né? É, vai o efeito dominou, amigo.

¶57O efeito dominó. >> Entendi. >> Mas agora vamos falar sobre aqui individuação aqui, o atitas. Vamos ver o que que ele vai dizer, >> né? Eidade.

¶58Essa palavra que pode ser escrita de diversas maneiras assim, dependendo do tradutor, ela vem de e não é o o esse do etiomo, né? Doomo que você lê, por exemplo, no no livro do Niet, não é do ex aqui que fala, por exemplo, lá Pilatos apresentando Jesus, eis o homem. Não é essa coisa. E você também vê muito uma palavra nessa filosofia que é a cuididade, né? O que é a coisa?

¶59Quidest vem nessa pergunta. Quidest. Cada indivíduo tem sua cuididade e tem sua eidade. A idade é a formalidade pela qual cada ente é o que é e se distingue dos outros. Então, poderia ter um clone meu, poderia ter outro Mateus aqui com o mesmo DNA, ao mesmo tempo sentado do meu lado, mas ele não seria a mesma pessoa que eu, ele não teria a mesma essência que eu.

¶60Para o escotismo, você >> é único, você é especial. >> Cada ente é irreptível e não tem essa ideia de que, ah, eu tô participando de uma universalidade, de uma essência, e na medida em que eu sou instanciado, eu tô instanciando essa essência no mundo temporal. Não, você é único, você é irrepetível na história. >> É uma confusão dos caramba aqui, né? Já não falar assim >> que obviamente você, pelo menos em sentido da da filosofia clássica, eu vou começar sobre isso esse complemento, se quiser, a ideia de que ele sim teriam a mesma essência, porque os dois seriam humanos, né?

¶61Mas a individuação não tá tratando disso, né? De não ter a essência da humanidade, né? Entre os dois seres ali, né? A grande questão é que ele fala que não há uma não há algo participando. Na verdade, existe uma teoria da participação em escoto.

¶62>> Uhum. Porque Escoto é um leitor do Liber de Causes. Escoto é um leitor de pseudodionísio. Escoto, ele herda a teoria da participação que existe desde Agostinho. Então, escoto ele tem uma teoria da participação.

¶63Então, como assim as coisas não participam? E e mais eh tem tanta tem tanta tantos detalhes errados na na apresentação dele, né? Porque ele fala que na verdade a individuação ela o produto dela que é a que é raça e idade, né? >> Uhum. É uma formalidade.

¶64Quando o escuto não descreve a racitas assim como uma formalidade. Não existe uma formalidade chamada ratitas. Não existe isso. >> Uma contração da natureza comum, né? Pera aí que eu tô >> é a última é a última contração da natureza comum.

¶65Exatamente. E justamente por ser assim a última contração da natureza comum que torna o ente irrepetível em si mesmo, etc. que não pode ser uma formalidade. Eh, e veja, ele nem explicou a o que é formalidade, ele ele explicou a distinção formal, mas o que é formalidade, que seria muito bom para entender o que é a distinção formal, isso ele não explicou. Ele só invocou ali, só invocou a distinção formal, mas não explicou.

¶66>> Exato. Deixa eu até voltar aqui um pouco para ver uma coisa que ele falou aqui. >> Pera aí. Olha só. palavra nessa filosofia que é a cuididade, né?

¶67O que é a coisa? Quidin vê muito uma palavra. >> Cada indivíduo é singular e irrepetível na história, não é determinação do universal. Escotos nega a doutrina platônica da participação, né? Ou seja, ele vai, ele vai, ele vai fazendo os nexos aí na cabeça dele.

¶68Vai, vai que se dane, né? [risadas] >> Vamos lá. Eh, pois é, ele ele tem que entender que a doutrina da participação já circulava entre os autores pré-escolásticos desde Agostinho. Desde que Agostinho introduziu a participação no Ocidente. os filósofos já conheciam depois da introdução do diálogo de prócolo, entendendo que o liber de caus é parte dos elementos de teologia, entendendo entendendo que existe um autor que que é é basicamente ele copia prócolo, que é o pseudo Dionísio, eh onde você também vai ter uma teoria da participação, o todos os autores do século XI terão cada com a sua teoria da participação.

¶69Escuto não é diferente. Eu acho que eu consegui pegar a conexão que ele quis fazer aqui, ó. Porque ele tá falando o seguinte: como cada C é irrepetível pro escoto, logo não existe uma instanciação do universal, porque é cada um meio que por si. E por isso é que se origina o Guilherme Dioca no nominalismo, porque não existem universais. É essa conexão que ele tá tentando fazer, entendeu?

¶70Agora que eu acho que eu entendi a teoria da, é por isso que para ele não tem participação, entendeu? >> [risadas] [suspirando] >> Para você ver, eu tava tentando entender agora, mas agora lendo os pontos aqui em sequência, né? Ó, atidade, formalidade pela calculada da ente é o que se distingue dos outros. O ente pessoal é um universal concreto. Ou seja, esse ente pessoal é um universal concreto, mas ele não é a determinação de universal.

¶71Cada um é um é um ente singular, um indivíduo singular repetível na história, entendeu? Então, ao mesmo tempo, que é é é meio que quase uma antecipação, então, para ele assim do do nominalismo por causa disso, cada eh os universais são nomes ou cada um é cada um, entendeu? É irrepetível, sendo que, enfim, né? >> Cada um é cada um. >> É >> isso aí.

¶72[risadas] [risadas] >> Exato. >> Palavra nessa filosofia que é a cuididade, né? O que é a coisa est vem nessa formalidade pela qual cada ente é o que é e se distingue dos outros. Então, poderia ter um clone meu, poderia ter outro Mateus aqui com o mesmo DNA, ao mesmo tempo sentado do meu lado, mas ele não seria a mesma pessoa que eu, ele não teria a mesma essência que eu. Para o escotismo, você é único, você é especial.

¶73Cada ente é irreptível e não tem essa ideia de que, ah, eu tô participando de uma universalidade, de uma essência, e na medida em que eu sou instanciado, eu tô instanciando essa essência no mundo temporal. Não, você é único, você é irrepetível na história, você é singular, não é determinação de universal nenhum, não tem isso. Escotos nega a doutrina platônico aristotélica da participação. Portanto, e aqui eu trago um comentarista, né, da filosofia escotista, que tá também presente aqui em um dos artigos desse compêndio de Cambridge. >> Se esse comentarista falou o que você falou, joga no lixo, desculpa.

¶74[roncando] >> Que é o Timothy No artigo Universalis individuação, né? Ele dá um exemplo muito bom. Paula pode ser dividida em partes integrais, como seu coração, os seus pulmões, seu corpo e alma, mas não em partes subjetivas. Isto é, partes cada uma das quais é uma instância da coisa dividida. A maneira, ao contrário na qual a espécie humana pode ser dividida em Sócrates e Platão.

¶75Na concepção escotista da individuação, a instanciabilidade é contraditória à noção de individualidade enquanto tal. Então, ele privilegia a noção de individualidade. Então, não existe instancialidade de de de coisas abstratas. Você tá no mundo e você é irrepetível. Você não é uma imperfeição, uma sombra de algo perfeito em outro mundo.

¶76Para o escootos, a tradição aristotélico tomista não consegue apreender o particular, apreender só o universal. Isso é um problema, né? Isso é uma separação entre o que é apreendido pelo intelecto e pelos sentidos. Então o tomismo vai ficar ness [risadas] >> tá errado. Tá errado.

¶77Tá errado, né? Porque o do pouco que são do pouco que Escoto comentou São Tomás, a saber uma vez só, eh, ele jamais disse que a sua tradição não aprendia o universal. Eh, veja, existe de fato um problema, não é do particular e do universal, mas do singular e do universal na tradição peripatética, ao qual o escoto está inserida. aí a [roncando] qual o escoto apresenta uma solução e ao qual os tomistas com o passar dos séculos cada um vai ter uma solução diferente. Tem a solução do Caprelo, do Caetano, do Ferrara, do Banas, de João de São Tomás.

¶78cada um vai apresentando eh na verdade eh esse problema, esse esse problema aparece mais na instância cognitiva, ou seja, como o intelecto, como o aristotélico só conhece o universal, conhece também o singular. Esse é o problema, porque uma potência só pode ter um objeto peré. E, portanto, se o o intelecto, o aristotélico tem como objeto percé universal, ele não pode ter como objeto percé o contrário do universal, que é o singular. Então, como é que nós chegamos ao singular? Esse é um grande problema, não só para Tomás Jaqueno, mas para todos os aristotélicos.

¶79Qualquer aristotélico vai ter que vai ter que dar a ele a sua solução para esse problema. O escoto tem a sua solução. Eh, o Soá vai ter a sua, os tomistas vão ter a sua, vai ter a sua. Então, não é um problema do eh não é uma um problema da tradição aristotélicotomista, é um [roncando] problema da tradição aristotélica, que é explicar como o intelecto conhece o universal. >> Ó, quem apareceu aqui?

¶80que o David Ribeiro jogou a teoria da participação pra casa do chapéu mesmo. Aí falou aqui salve. Aí falou assim calma que fica melhor esse vídeo a Então David já viu aí ó o irmão ateu do Banzol falou mas aí o Carlos quer demais. Quer que o Benites explique tudo, compra o curso dele [risadas] [suspirando] muito bom. Eh, vocês têm que entender que esse conteúdo gratuito tem que estar um pouco errado.

¶81Quem quer o 100% correto tem que pagar. Exato. Ou o David falou ainda, digo mais, ele provavelmente tá distorcendo os intérpretes, pois o Thomas Williams é tomado usualmente como intérprete competente. É, não é aquele jeito Beníttice de interpretar, né? Ó, o Asperan cada um com seu quadra qual.

¶82[risadas] Exato. Como cada um tem o seu quadal, não tem participação, entendeu? responder responder ao comentário que falou do pseudo Dionísio. Eu não gosto do pseudo Dionísio, quer dizer, até gosto um pouco de algumas passagens, mas eu gosto mais do escoto Erígena. escoto Erígena, o verdadeiro, a meu ver, intérprete, o melhor intérprete, pelo menos, eh, até chegar aos medievais, né, eh, da teoria da participação.

¶83>> Olha aí o Scotterna, que é inclusive o título dele aqui, né, do João Scoutterína, tá bem representado aqui. Vamos lá, vamos avançar um pouquinho aqui. viagem e é abstrata, enquanto que o escotista ele vai perceber esse problema que o tomista não percebe ou não considera um problema e e vai conceber tudo de uma maneira diferente. E fazendo isso, o escotos antecipa o debate moderno entre racionalismo e empirismo, que a gente vai ver lá, né? De um lado, Lock, Rilm, Bacon, do outro você tem Decart, Libnis.

¶84Como nós conhecemos? Nós conhecemos pela experiência ou podemos conhecer pela razão? Aí depois e a história da filosofia e buscou acreditar que Kant e Manuel Kant vai fazer, né, uma síntese entre empirismo e racionalismo do seu criticismo. Mas eu não sei, eu próprio vejo o David Hilm como um filósofo muito mais coerente do que o Kant, mas esse é outro assunto. Ele rompeu com a abstração puramente universal a introduzir a cognição intuitiva.

¶85O intelecto apreende o objeto concreto singular em sua real existência e presença imediata, que é cidade. A minha cidade você tá aprendendo agora. minando a rigidez dos esquemas tradicionais de representação mediada, que é essa questão da participação platônica, essa velha ladaainha, um passo importante na direção do nominalismo e do empirismo moderno. >> Você vê que é uma loucura enorme assim, né, esse parágrafo, né? Eh, >> sim.

¶86Primeiro, a esse esse esse termo cognitio intuitiva, os tomistas vão utilizar, como por exemplo do Johnson Tomás, no seu curso filosófico, ele utiliza exatamente a mesma mesma expressão para exemplificar exatamente o que eh o Benit está dizendo, que a tradição tomista não tem, que é justamente uma ah um tipo de eh cognição eh do concreto concreto singular, entre aspas imediato. [roncando] Eh, então, eh, primeiro uma falta uma falta de entendimento da própria leitura escotista, porque em escoto eh não há não há o menor traço, por exemplo, a menor ausência de traços conceituais na apreensão do singular. Lembrando que a gente fez uma referência na conversão dos fantasmas, que escoto admite a conversão dos fantasmas por conta do pecado original, da queda. Então, o escoto ele vai apelar sim para um tipo de solução em relação a como o intelecto atinge o singular. Ele vai chamar isso de cognição intuitiva.

¶87Só que isso não é um uma atribuição exclusiva única, não foi só escoto que pensou nisso. Aliás, tem pensadores que, por exemplo, vão vão muito além do próprio Guilherme Dioca, como Suares é um exemplo disso, que pensam muito além de escuto em relação a à cognição intuitiva. Porque Soares, por exemplo, o que que o que escoto não faz? Você tem dois polos, o individual e o o individual e o universal. O que escoto não faz, ele não inverte os polos.

¶88O que Soares faz para além desses pensadores todos é inverter esses dois polos. Primeiro intelecto conhece o universal e depois o singular. Quer dizer, primeiro conhece o singular e depois o universal. Isso para Suáes, tá? escoto, ele se mantém dentro do dentro do paradigma peripatético porque ele primeiro tem a abstração, tem a conversão dos fantasmas.

¶89Aí o intelecto, ele tem essa cognição do singular concreto no seu aqui agora, né? [roncando] Mas isso não é uma atribuição exclusiva de escoto. Qualquer aristotélico vai ter que lidar com esse problema, dar a solução para esse problema e vai ter essa cognição intuitiva. Afinal de contas, será que o Benites pensa que para São Tomás Jaquino nós não temos conhecimento que um copo, por exemplo, é um copo ou que uma mesa pode ser entendida como mesa? Hum.

¶90Se ele se ele pensa que S. Tomás ele ele considera esse tipo de conhecimento, então ele sabe que São Tomás também possui a sua solução para essa eh para esse ponto de dificuldade do aristotelismo. >> Uhum. Pois é. Mas e e vê que ele faz um contraste aqui, né?

¶91O esco está rompendo com a abstração, né? Eh, porque tem aqui, como é que é o a a cognição intuitiva. O intelecto apreende o objeto concreto, singular em sua real existência e presença imediato imediata, que ele diz aqui que é atitas, minando a rigidez dos esquemas tradicionais da representação mediada. Eh, e isso tudo é um passo importante na direção do nominalismo, né? Tô dizendo e é é a tese que eu tava dizendo para ele.

¶92Tudo isso de alguma maneira tá conduzindo pro o, né? é pro nominalismo, né, para ele tá essa grande salada aqui. Mas eh enfim, >> vamos vamos ver que acho que ele talvez talvez ele dê alguma alguma outra explicação aqui pra gente comentar mais. >> Portanto, escotos não é um nominalista, lembrando, tá? Mas ele >> tá vendo, ó?

¶93Olha só, é isso que que eu que eu tava desconfiando. Escotos não é o nominalista, mas ele privilegia o individual, não universal. Ou seja, aí é ó céus, né? Ó, céus, escoto privilegi porque a individuação dele ali eh, como é que é que ele tava falando? Não, não tem a participação, né?

¶94Não tem participação. Então, logo ele não privilegia o universal. É assim, é um nível de ele precisa e >> hã, pode falar. É só ele ler Soares no nos comentários ao de Anânimo ou Soares argumentando contra escoto justamente para ele não privilegiar eh o o individual a ponto de botá-lo à frente do universal. Ou seja, escutos ainda privilegia o Universal.

¶95Exato. É, e o e lembrando, né, que o adversário de Guilherme Dio era escoto, né? Não era Tomás Jaquino nas controvérsias sobre esses tópicos aqui. Então, é uma uma confusão dos caramba aqui. Mas bora continuar.

¶96Ele vai comentar alguma coisa. Bora ver. >> Privileg o individual, não o universal. E eu já falei, né, da cuididade, da idade. Aidade não tem um conteúdo específico dentro pré-determinado, não tem esse essencialismo tomista, platônico, aristotélico.

¶97É isso que é fantástico nos cotos. Agora vem, agora vem. >> Isso que é fantástico nos cotos, Carlos. Não tem essencialismo, não tem a estidade, não é quase nada. Engraçado.

¶98Eu tenho que apresentar um autor chamado Gilson para ele, que ele vai caracterizar a filosofia de escoto justamente como uma forma de essencialismo, diferente de São Tomás que ele vai classificar como uma espécie de existencialismo. Ou seja, quem quebra com o existencialismo, supostamente eu discordo dessa teoria do Gilson, dessa leitura da da da metafísica do Gilson, eh quem quebra o paradigma, na verdade é S. Tomás e não escuto. Escoto está dentro do paradigma platônico, enquanto são Tomás é que dá dá margem para para o para o que eles chamam de existencialismo, né, atomista. Vem a parte mais chata, a parte mais fraca também da filosofia esotista que os protestantes adoram, por exemplo.

¶99Você vai logo entender porquê, né? Deus não tem obrigação para com as criaturas. Se Deus quisesse criar um triângulo quadrado, ele faria isso. E ó, chegamos sempre no ponto aqui do voluntarismo. A vontade de Deus é tão poderosa que ele pode fazer coisas ilógicas assim contra os princípios matemáticos assim.

¶100Não tem. Olha, eu desafio encontrar uma linha de escoto para você mal interpretar nesse sentido, Benites. Uma linha. Não vai achar, mano. Não vai achar.

¶101E aí suposta e eu quero entender porque os protestantes gostam disso também não faz sentido. Os escolá protestantes também não defendiam isso. >> Oi. >> E Deus não tem obrigação para com a criatura, um adjo que não só escuto adere, mas não é por conta de voluntarismo, não é por conta de a Santo Agostinho e Santo Tomás também adere ao mesmo Dáo. Deus não tem obrigação para para com as criaturas.

¶102é uma posição comum entre os autores escolásticos. Escoto tem essa posição, São Tomás tem essa posição, a posição de que Deus não deve nada para a criatura. Ou seja, não há, por exemplo, eh, nenhum estado de justiça segundo o qual a criatura pode requerir de Deus como sendo aquele que deveria algo para com ela. Não existe isso, né? Não existe esse estado na criação.

¶103Então, de fato, não é primeiro, isso não tem nada a ver com a segunda teoria dele, que é essa teoria de que, ah, Deus ele ele é tão onipotente que ele é capaz de criar contradições. Isso não é atribuído historicamente nem a escoto, nem a isso, na verdade é atribuído aos filósofos modernos. a teoria cartesiana da onipotência, tá? Então, >> né? E não tem nada a ver com a com a a frase, a outra frase.

¶104São duas coisas. Uma coisa é dizer que Deus não tem obrigação para para com os criadoras. É, é um ponto. Outro ponto é dizer que Deus ele é capaz de criar contradições. Outro ponto.

¶105Outra coisa >> é inclusive o Guilherme Dioca quando ele tá falando sobre esses limites assim da potência divina, ele fala: "Deus não pode fazer as coisas contraditórias. Ele dá exatamente esse tipo de exemplo assim de triângulo quadrado, que ele não poderia fazer esse tipo de coisa, né? Esse pessoal tira do nada assim, né? De fato, existem textos de de Guilherme Diocan a respeito, como eu já falei aqui nos vídeos sobre isso, né, que ele fala, por exemplo, sobre se Deus poderia ordenar a criatura que ela o odiasse. Tudo bem, mas isso não quer dizer que ele está aceitando o que o Carlos falou ali, né?

¶106Um triângulo pode ser quadrado para Deus se ele quisesse. O Guilherme Dioca nega isso explicitamente. Eu posso inclusive trazer textos aqui de novo sobre isso. É a ideia de que Deus faz o que ele quiser e as coisas são boas porque Deus fez. Lembra do diálogo de Eutífron, o dilema de Eutíferon, de Platão?

¶107Isso é bom porque Deus quis ou é bom porque tanto Deus quis? Que que vem primeiro? Você vai subordinar Deus a uma ideia platônica. Um medieval vai colocar, no caso, o escotos, ele vai dizer: "Não, Deus determina o que é bom. É assim que ele resolveria o dilema de Eutífero." Que pro Platão, por sinal, é uma aporia.

¶108Ele não resolve o diálogo, tá? Então, a justiça, a bondade, tudo é determinado pela vontade divina. Quem defende isso hoje em dia na filosofia analítica? William Lane Crag, né? O o apologeta.

¶109protestante, né, que tá sempre aí nos debates internacionais, ele fala da teoria do comando divino, é a formulação analítica contemporânea disso aí. O escotos tem uma, >> o Craig não fala que é por causa da vontade divina, que é que as coisas são boas porque Deus quis. A solução dele é que Deus é bom, logo as coisas são boas. Assim, na verdade, ele ele tem uma as posições que eu já vi dele é nesse sentido, não é por um ato da vontade divina, ou seja, de por causa de uma operação que Deus fez e portanto as coisas são boas assim. É, eu eu pelo menos desconheço que o Craig tenha mudado de posição sobre isso ao longo do tempo.

¶110>> E também em escoto, eh, escoto identifica Deus com a bondade. >> Uhum. >> Deus é a bondade. >> A justiça não não é determinada pela vontade divina. Hum.

¶111pelo menos não no sentido que ele tá dando dando aí, não é esse sentido. Eh, ele ele tá querendo querendo botar o voluntarismo de de escuto onde ele onde ele não está. >> É aqui, ó, o David falou: "Craig defende uma versão modificada da teoria do comando divino para evitar um voluntarismo teológico radical". Pois é, existe uma restrição. Então, exato.

¶112Mas é, então é justamente o que eu tô dizendo, o Benites tá tá tentando fazer parecer aqui que é isso, né? Deus, porque Deus fala, logo as coisas são boas no dilema ali, né, do Tiffon, mas não é a posição do Craig assim direta, né? [roncando] >> Mas e outra, não é a posição de escoto de nenhuma forma, nem moderada, nem radical, nem fraca, nem forte, nem média. Escoto não diz que a justiça é determinada pela vontade de Deus. Ponto.

¶113>> Ponto. >> Uhum. A mesma teoria dos do de São Tomás, ele cria igual são Tomás. Pronto, não tem não é precursor de teoria de comando divino. Eh, o voluntarismo de escoto se manifesta em relação à criação, em relação aos preceitos morais de uma forma muito, muito específica que o Craig não coloca de de nenhuma forma, não apresenta isso de nenhuma forma.

¶114uma grande divergência com Tomás Jaquino e o grosso da escolástica, como você pode ter percebido. Para ele, até os fatos morais dados o seu voluntarismo são contingentes. É muito diferente do do Thomas Thomas Aquinus. É muito diferente do Tomás Jaquino, porque ele, o Tomás Jaquino, tá muito embebido de Aristóteles, da ética ancômago. A virtude faz parte de uma vida boa.

¶115A felicidade, audaimonia faz parte de uma vida boa. Se você quer se direcionar à proximidade com Deus, Tomás Jaquino acreditava ser o propósito, a causa final da existência humana, você vai ler Aristóteles e vai aprender a como ser um homem virtuoso para ser um homem feliz. E >> eu acho engraçado como esses estereótipos distorcem a cabeça das pessoas, né? Tomás Aquino é quase como se fosse o único peripatético da história assim, né? Como se um dos primeiros livros que o Escoto comentou na juventude não fosse a própria lógica do organ, né?

¶116Como se o Escoto não tivesse conhecimento da ética anicôaco, sabe? É, é um, é uns negócios assim, né? Não é os Tomás Jaquino é de fato segue Aristóteles. E para Aristóteles era assim, para escoto não é é loucura, né? Assim, em relação à ética nica, o escoto ele tem poucas pouquíssimas diferenças com sintomas.

¶117Por exemplo, escoto, ele tem uma uma diferença em relação à teoria do hábito de Aristóteles desenvolvida na ética comac para São Tomás, por exemplo, o hábito bom, que é a virtude, e o hábito mau, que é o vício, eh são dois hábitos geralmente distintos para escoto, o hábito bom e o hábito mau podem coexistir numa mesma entidade, por exemplo. Isso é um é um exemplo da da distinção entre eh que que escoto interoduce na sua interpretação da teoria do hábito de Aristóteles, que por sua vez está no âmago da ética ancomicôaco. Tá? É só tirando essas diferenças que são diferenças pequenas. Scotto, ele não é um não é um não tem diferenças substanciais eh com com São Tomás, não.

¶118Na verdade, eh o claro em relação ao fim último do homem, a ao fim último do homem nesta vida, se existe alguma distinção entre o fim último nesta vida ou na outra vida. Existem algumas diferenças entre a concepção escotícia e a concepção tomasiana, porém não são grandes e na verdade são dois pensadores que estão pensando o mesmo autor com as mesmas categorias, com os mesmos com os mesmos conceitos, variando apenas do modo de interpretá-los e em pouca coisa.Ente ser um homem santo, né? Alcançar a beatitude, isso não tá em Aristóteles, essa coisa do santo, isso aí é o tomismo fazendo uma convergência ali, né? misturando Aristóteles com cristianismo, com teologia cristã. O que o Aristóteles diz, vê o meu livro da ética, vê o meu vídeo sobre o livro do Aristóteles, da ética.

¶119Eh, em que eu explico isso em maiores detalhes, é que aquilo que é bom é aquilo que todos buscam, né? A gente busca as coisas que a gente percebe como boas. Bem, de certa forma, é aquilo que é desejado. Is é uma caracterização aristotélica. E existem coisas que são ruins, mas são percebidas como boas, vícios, né?

¶120Prazeres imediatos, malandragens. Mas pro Aristóteles, eh, se você fizer isso várias vezes, você vai levar uma vida infeliz, porque você não vai ter um caráter bom. E não tem como você ser feliz sem ser virtuoso, sem você ter cultivado um caráter bom. E o que constrói o caráter, as suas escolhas. Então, nessa medida que o o Tomás Jaquino se se embebe disso, ele tá fazendo um encadeamento filosófico teológico.

¶121A filosofia leva a teologia, a filosofia te leva a Deus. A e isso também no âmbito da ética. Então aqui você tem eh uma ética das virtudes no Tomás Jaquino. Na filosofia do Dan escotos, você tem uma protode deontologia. Ele é mais parecido do que modernamente vamos conhecer como uma filosofia do dever, em que não é a virtude que determina como você deve pautar as suas ações, né?

¶122A ética normativa em questão é a ética de obedecer os deveres, de cumprir ordens. Então ele é meio legalista, ele é meio parecido com o Emanuel Kant nesse aspecto. Isso >> é você tem várias questões, né, que Escoto fala, por exemplo, sobre a caridade, apelando à questão das virtudes, virtudes teologais, eh discussões sobre a prudência, texto dele sobre temperança, eh, sobre a nossa relação de Deus por causa da caridade, né, com o amor divino e na no aspecto ainda natural também da coisa. Não entendi porque é seria tão diferente assim. É, o escoto nesse aspecto era um medieval da sua época assim, ele é um protood deontologista cantiano, assim, quase cantiano, enquanto que o Tomás Jaquina é que é o aristotélico, sabe?

¶123Isso, isso é tão tão estranho assim, tão absurdo. >> Existem teorias modernas, existe interérpretes modernos de São mesmo dele, que ele também foi um proto de um teologista, porque até porque não, >> porque é óbvio que eles não pro dever, né? É óbvio que eles vão ter essa essa >> exato. >> Assim, né? Não é como se quando vai falar de virtude não vai se falar de dever, né?

¶124Exato. Não são coisas autoexcludentes. E parece que isso, esse esse essa questão deontológica está incluída na teoria peripotética da da das virtudes, dos vícios. Tem tudo, tem ele tá esquecendo tudo que escoto ele pega de Santo Agostinho, toda a teoria ética agostiniana, que também tem a questão da virtude dos vícios. Eh, então, eh, parece que Santo Agostino não existe.

¶125Eh, e ele é decisivo para escultárias partes da ética dele, né? Até porque ele prefere uma linguagem mais agostiniana em alguns trechos do que uma leitura peripatética pura, mas no final das contas não há grandes diferenças não entre Thomas Jaquino e Escuto. >> Exato. Os dois são os dois partem de uma ética aretaica, né? Uma coisa que me incomoda em relação à metodologia, não só do Benit, mas também de vários vários ateus no YouTube e fora, é que, por exemplo, eles puxam um autor difícil e complexo como escuto e tudo bem, existe a literatura contemporânea a respeito dele.

¶126Só que essa, só que a, a literatura contemporânea não há, não é o que há de melhor sobre aquele autor. E ao invés deles utilizarem o que há de melhor, o que foi produzido de melhor sobre o autor, que vai exigir vai exigir um pouquinho mais de esforço, é claro, porque o que há de melhor sobre o escoto tá em latim, mas hoje em dia, com a facilidade das inteligências artificiais, eh, já não existe mais esse esse essa esse impedimento. você pode pôr uma uma inteligência artificial para ler o master na parte da ética, por exemplo, não cometer os erros do Benit. Eh, então eu acho que é é uma dificuldade de buscar [limpando a garganta] o que há de melhor. Se eu quero refutar escuto, eu vou buscar os melhores intérpretes.

¶127É o Pôcio, é o Mástrio, é o Crisper. Quem é? Quem são os melhores? Se eu vou refutar Suares, eu vou refrutar os melhores, a melhor versão de Soares, né? São Tomás iden.

¶128São Tomás Iden com mais força ainda, porque é mais comentado e é mais palpitado em em proporção, né? Eu acho que o Benites eh ele pegou ele ele tem ali um livro, ele mostrou um livro que, na verdade é um compêndio de vários artigos, eu acho, né? >> Uhum. ou de ou de vários capítulos, não sei. Eh, é óbvio que ele não vai aprender sobre os temas essenciais do do escotismo, lendo trechos, eh, artigos da literatura contemporânea.

¶129Agora, se ele lesse o mário comentando sobre ética, comentando sobre universidade, comentando sobre a relação de escuto na teoria do universal e também da questão peripatética da distinção entre universal e singular, eu tenho certeza que ele não faria um vídeo tão palpiteiro e burro. eu discordar de você ser peremptoriamente aqui. >> O Benites, ele não entende nem os autores contemporâneos que ele lê. Carlos, você vai achar que ele vai ler um mastro e vai fazer um vídeo bom sobre o Benit no nosso debate, >> ele ele ele fala tentando pegar lá os os ateus lá para tentar rebater as minhas ob rebater, aliás, fazer objeções ao argumento ontológico. Errou assim, tava com o livro na mão e errou assim, sabe?

¶130Eh, literalmente assim, se o autor, se se o melhor autor não vai ajudar ele, eu acho que o pior também não, né? [risadas] O pior só vai piorar. É, mas assim, ele pegando o masterro, qualquer um desses vai ser o vídeo popteiro, porque misericórdia, esse vídeo aqui assim, aliás, por exemplo, eu não conheço o que ele faz sobre Niet, mas o o David Ribeiro tem uma tese, né, de que o Benites é qual o nome? É eh analfabeto funcional, né? Então assim, é capaz de abrir lá o vídeo sobre Niet e ter coisa também.

¶131A gente vê coisa, igual a minha avó dizia: "Meu filho, você vai ver coisa". >> [risadas] >> Ah, o o David falou isso daí, fugit. Obrigado por dizer. E o OP? Não, pois é.

¶132E o ele lendo o OP assim, ele ele lendo o OP assim, ele não entendeu nada do que o OP falou assim. Imagina se ele vai, porque mesmo as traduzindo, elas traduzem daquele daquele jeito, sei lá, se a gente vai traduzir o mastero, tem aquela sintasse, né? É um pouco mais difícil assim para mim que sei lá. Eu acho que o de Benit não entenderia também não. Assim, eu tá sendo muito caridoso com ele.

¶133[risadas] Ai ai ai. >> É, talvez eu esteja ela, de alguma forma eh superestimando a inteligência dele. >> Pois é. Vamos lá. Vamos ver aqui.

¶134Isso >> favorece muito os protestantes que vão falar: "Olha, a verdade moral tá na Bíblia, é só pegar e e obedecer aquilo". É o comando divino. E o William Lan Craig faz isso, né? Ele tenta justificar tudo que tá na Bíblia, é por causa disso, dessas ideias. Eh, Deus mandou, então tá certo, você pode não entender, mas tá certo.

¶135A escravidão, o genocídio, tá tudo lá, né, no Antigo Testamento. Então, tudo que tá ali, eles vão ter que justificar porque tem que ser bom, porque eles botaram na cabeça que é a vontade de Deus. Agora, uma coisa é você pensar isso no século XI, em que você tá vivendo num sistema ptolomaico, você tá vivendo achando que a Terra é o centro do universo, a ciência ainda não existe com o método científico que a gente conhece. Você não tem acesso à informação, a maioria das pessoas são iletradas e você tem essas escrituras da Bíblia. Não existe crítica textual, não existe o método científico.

¶136Então não tem autores como Bart Erman que vai olhar e vai falar: "Olha, esse evangelho aqui não foi escrito por quem diz. Esse evangelho aqui contém passagens escritas eh incluídas muito depois do do que as outras passagens. aquele outro ali foi cópia dessa aqui. Esse aqui é falsificação daquele outro. Eh, esse aqui só entrou em tal ano, aquele não entrou.

¶137Enfim, então você começa a ver um monte de problemas temporais de confusão associadas à história da Bíblia, que não é um texto pronto que caiu do céu. E e é um texto que é um um retalho, é um é um retalho de vários textos de contextos diferentes. Quando Paulo tá escrevendo as suas cartas, ele não tá escrevendo a Bíblia, ele não acha que tá escrevendo Novo Testamento, ele tá escrevendo cartas para comunidades cristãs num período em que as comunidades brigavam para caramba. E ainda acontece hoje isso, né? Ele vai fazer uma uma defesa do >> É, eu quero só dizer assim, tá?

¶138De fato, a não não existia a disciplina da crítica textual tal como nós a conhecemos hoje, mas na antiguidade você tinha já estudos, por exemplo, sobre os manuscritos. Eh, a igreja debateu justamente sobre aqueles evangelhos que eram pseudo eh evangelistas, né, pseudoapostólicos, cartas pseudoapostólicas e tinham se os seus estudos, a sua maneira de discernir isso. Ah, você vê o próprio Santo Agostinho falando, por exemplo, que ele comparava manuscritos e já havia critérios para saber quais manuscritos tinham sido bem produzidos, daqueles que não tinham sido bem produzidos. Eh, você vê, por exemplo, agora mais, ele dizia nessa época da Idade Média, muito perto ali da época do escoto, um pouquinho depois, você tem o Podio Bratiolini e o Nicolo Nicoli, que eu já comentei em algum momento, acho que aqui no canal, eh, que eram que faziam recuperação de textos antigos, né, como da Natura eh da Derero Natura. E eles faziam justamente essa comparação de manuscritos, de cópias para ver qual que quais que eram os que tinham o melhor texto para determinar, né, com base no que seria depois estudado como variantes textuais.

¶139Então, não é que eles estavam numas trevas completas sobre isso. Ou seja, do fato de haver muitas pessoas letradas, não se segue que não havia um esforço eh já científico sobre essas coisas, né? Então, claro que a Idade Média teve muitos problemas, mas é uma visão um pouco ingênua pensar assim, né, esse tipo de de simplificação, né, arbítrio, porque justamente a vontade para ele é superior ao intelecto e isso te faz enxergar a teologia como algo fundamental pra sua vida, pra sua vida moral e pra sua salvação. Então é muito diferente de Tomás Jaquino. Nesse aspecto, unicamente, talvez eu considero o Tomás Jaquino superior esoto.

¶140>> É nesse aspecto, Tomás Jaquino é mais >> escorto também. introduz a teoria da a quer dizer a doutrina da beatificação num contexto peripatético, assim como são Tomás. A diferença de Tomás ser voluntarista, quer dizer, escuto ser voluntarista e Tomás não, de em nada modifica o fato, por exemplo, em relação a a fato do intelecto possível, do intelecto agente, estarem, por exemplo, envolvidos no ato de no ato no ato de conhecimento da essência de Deus, tal como ela é em si mesma. Eh, o que vai mudar, é claro, é o formal da biatitude. Enquanto Escotos de fato considera um ato caritativo perfeito da parte do homem, enquanto S.

¶141Tomás considera outros critérios, eh, isso muda, isso tem de fato influência do seu voluntarismo, mas ambos introduzem o, eh, a questão da biificação no contexto aristotélico, porque ambos adotam a gnosiologia peripatética naturalista [risadas] do que o Dan Escotos é muito à frente do seu tempo. Ele vai abrir as portas da modernidade, que é a metafísica e não na sua ética, não na sua moral. Por que escotos importa? Por tudo isso que a gente vio falando, predominância, ele foi predominante entre os franciscanos, né? Depois e os católicos, quando veio o período do protestantismo com Lutero e tal, vão olhar pro escotos com muito maus olhos até hoje, né?

¶142Você vê aí tomistas que não conhecem a Bíblia e a história dos textos bíblicos e acreditam que a Bíblia é de fato escrita pelos apóstolos e tudo. é que Paulo escreveu todas as suas cartas, enfim, e eles falam por aí em podcasts e tal que não, Dos Escotos, ele ele foi um grande erro da filosofia medieval e tal, que vai levar até Kant, que é o maior inimigo de Tomás Jaquino, Marcelo de Andrade, pessoas assim falando em podcast, essas pessoas têm uma leitura muito ingênua eh da crítica textual bíblica. Elas não estão a par da discussão. É, >> foi uma, deu uma, não sei se você percebeu isso, mas ele tava falando de uma coisa e e meteu isso aqui simplesmente sem, sabe, sem nexo nenhum assim. Eh, porque para mim o que ele tava dizendo antes era que os protestantes odeiam Dan Scott e daí meteu esse negócio.

¶143Você percebeu esse essa transição bizarra aqui ou foi um lapso meu aqui? >> Ó, >> é, ele falou que os católicos odeiam, vão odiar o Danz Scot a partir do período do protestantismo, né? Eu acho. Ele colocou isso. >> O que é, o que é uma loucura assim, né?

¶144Eh, por exemplo, eu acho que tem, eu eu vou voltar aqui só para confirmar. Eu acho que ele falou que os protestantes não gostam também de escoto. Deixa eu ver se porque o que teve de protestante esotista também é muita gente que foi escotista. Deixa eu ver aqui. >> Eu considero Tomás Jaquino superior.

¶145Eu não que ele não entrou. Enfim. Então você começa a ver um monte de problemas temporais de confusão associadas à história da Bíblia, que não é um texto pronto que caiu do céu. E e é um texto que é um um retalho, é um é um retalho de vários textos de contextos diferentes. Quando Paulo tá escrevendo as suas cartas, ele não tá escrevendo a Bíblia, ele não acha que tá escrevendo Novo Testamento, ele tá escrevendo cartas para comunidades cristãs num período em que as comunidades brigavam para caramba.

¶146E ainda acontece hoje isso, né? Você vê o apóstolo Paulo reivindicando-se palavra de Deus, né? Primeiro, pelo menos nas na carta, por exemplo, a primeira carta da igreja de a igreja de Corinto, ele fala como sendo o mandamento do Senhor, certas coisas que ele tá descrevendo. Eh, você vê o apóstolo Pedro chamando as cartas de Paulo como eh escritura, né? Porque ele fala Paulo e as demais escrituras.

¶147Então, Pedro invoca ali Paulo como autoridade divina. Então eles tinham ciência que estavam fazendo sim ali coisas que eram eh de Bíblia, né, equiparáveis à Bíblia do Antigo Testamento, né? Então é é meio desconexo aqui o que ele tá dizendo, mas pera aí que não era nem isso que eu e ele ele ele fala como se ele fosse um grande conhecedor desses temas, né? Ele é um gigante conhecedor. Ficou muito, ficou muito óbvio isso no debate que vocês tiveram.

¶148>> Ah, sim. >> Ele sabe muito ele. Ele citando o Carlos Or. É >> aquele or lá para >> um jornalista. É, manja muito, manja muito.

¶149[risadas] >> Exato. Bora ver aqui. Pera aí rapidinho. Ele, eu queria ver aquela confusão dele, ó. Vamos ver.

¶150ele vai fazer uma uma defesa do livre arbítrio, porque justamente a vontade para ele é superior ao intelecto e isso te faz enxergar a teologia como algo fundamental paraa sua vida, pra sua vida moral e pra sua salvação. Então é muito diferente de Tomás Jaquino. Nesse aspecto unicamente talvez eu considero o Tomás Jaquino superior. >> Olha que Tice, né? O voluntarismo aqui então significa que aí a teologia que é o importante porque lida com essas coisas que não são da razão, né?

¶151Enquanto que para tomar aqui não deve ser diferente, assim, teologia não é tão tão relevante assim, porque o que importa, sei lá, são demonstrações, raciocínios, a lógica, né? [risadas] Ai, ai, ai. >> É nesse aspecto mais >> São Tomás, essa a para Tomás de Aquino, assim como para escoto, a teologia ela é rainha, ela é pré-escoto não é rainha das ciências, mas é um tipo de sabedoria que reina em relação aos demais. >> Uhum. que deve nortear as demais ciências, né?

¶152Para esgoto também existe essa relação de subalternidade entre ciências. Então o voluntarismo foi relegado a essa parte aí que não tem nada a ver, né? >> Exato. Vamos lá. >> Jaquina é mais naturalista do que o Dan escotro.

¶153Tomás Jaquina [roncando] é mais no naturalista que o Dans Escotos. Que a gente tava falando antes, o Dan escotos é muito à frente do seu tempo. Ele vai abrir as portas da modernidade, que é a metafísica e não na sua ética, não na sua moral. Por que escotos importa? Por tudo isso que a gente >> era esse ponto aqui.

¶154Bora ver >> falando predominância. Ele foi predominante entre os franciscanos, né? Depois e os católicos quando veio o período do protestantismo com Lutero e tal, vão olhar pro pros esotos com muito maus olhos até hoje, né? Você vê aí tomistas que não conhecem a Bíblia e a história dos textos bíblicos e acreditam que a Bíblia é de fato escrita pelos apóstolos. >> Aqui, ó, não era você tava certo.

¶155Ele falou dos católicos que começam a ver Danza Scot com maus olhos, né? Na época de de Lutero, eu acho que que ele tava dizendo, né? Mas aí olha o que que ele começa a falar imediatamente depois sobre a Bíblia. Sabe, você percebeu? Eu não sei.

¶156Para você tem algum nexo, só tô tentando entender aqui dos bíblicos, >> ó. >> Vê aí tomistas que não conhecem a Bíblia e outros com muito maus olhos até hoje, né? Você vê aí tomistas que não conhecem a Bíblia e a história dos textos bíblicos e acreditam que a Bíblia é de fato escrita pelos apóstolos e tudo. Eh, que Paulo escreveu todas as suas cartas. >> Você viu, você viu a conexão de uma coisa com a outra?

¶157Ele tá falando assim: "É, os católicos começam a ver escoto com maus olhos. Tanto que até hoje tem aí os católicos que não conhecem da Bíblia, que acham que Paulo escreveu todas as suas cartas. Eh, >> não, não vi nenhum nexo. Não tem nenhum nexo. >> Pois é, se simplesmente do nada assim, sabe?

¶158Sei lá se ele tava improvisando aqui, se ele ele parece tá olhando para algum lugar, mas não tem nem conexão com o slide que ele colocou aqui. >> Enfim, é, eles falam por aí em podcasts e tal que não, Dus Escotos, ele ele foi um grande erro da filosofia medieval e tal, que vai levar até Kant, que é o maior inimigo de Tomás Jaquino, Marcelo de Andrade, pessoas assim falando em podcast, essas pessoas têm uma leitura muito ingênua eh da crítica textual bíblica. Elas não estão a par da discussão. É, >> viu? Ele de novo aí fez a transição de novo, tava falando sobre os católicos criticarem não sei o que e tal.

¶159Aí do nada agora aqui Bíblia de novo. [risadas] Benit tava muito louco aqui. Eu não não tô entendendo o fio da meada aqui. >> Sim. [risadas] >> Erol não tão a parte da discussão ontológica também da filosofia contemporânea, tá?

¶160como Guilherme Freire, Marcelo de Andrade, esses caras eles pararam, se fecharam numa ideologia atomista e eles falam com a retórica que leram filósofos ateus, mas eles eles não leram, eles talvez foliaram já querendo discordar e se leram eles só leram eh um ou outro clássico como Bertron Russell. >> Tem que tem que inserir >> tem que inserir o Mateus Benites aí também. [risadas] >> [risadas][suspirando] >> Ai, ai, ai. É porque quem leu esses clássicos todos foi o Benit, né? O Benit certamente leu.

¶161Leu muito assim, leu muito o homem uma máquina. [risadas] >> Vamos lá. >> Os filósofos atuais, as objeções atuais, as vias de Tomás Jaquino, a a ao cristianismo em geral, ao teísmo. Eles não leram Graham Oppy, eles não leram William Roll, entre outros. Aí, ó, o Roll foi o que ele citou no debate contra mim distorcendo e o OP foi aquele que o o OP ele ele interpretou, gente.

¶162Puxa, é uma pena que quando eu comecei a falar sobre isso, ele ele tirou o vídeo do A antes que eu conseguisse fazer um react, mas eu queria muito que ele tivesse deixado no A, que era um vídeo que ele falava assim, Carlos, ele interpretando uma crítica do OP, como se ele tivesse falando que mundos possíveis era com eram quase como se fosse realidades que se influenciavam, se autocausavam entre si. tinha uma retrocausalidade de mundos possíveis, assim, ele tinha um um uma setinha que apontava o mundo possível, quase como se fosse um multiverso, assim, que aponta para esse mundo possível, que aponta para esse mundo possível. Eh, opa, pera aí que a minha câmera desligou aqui. Voltei. Não sei porque que ela tá fazendo isso.

¶163[roncando] Ah, era uma o mundo possível que aponta para esse mundo possível. P, eu tava para, eu ia fazer aquele meme assim do Homem-Aranha, sabe? Que eles voltam assim, aí fica um Homem-Aranha apontando pro outro assim, sabe? Então ele interpretou isso assim como se mundos possíveis coexistissem, né, na na semântica dos mundos possíveis. Ele ele não entendeu nada nem do que o AT o OP escreveu, entendeu?

¶164Então assim, essa crítica dele aqui pros outros aqui fica muito pega muito mal, né? Não sendo um intérprete competente, pega mal acusar os outros disso, né? De não ter [roncando] leitura, de não sei o quê. É esquisito para caramba isso. >> Então o escotos também vai ser eh muito influente, além de ser influente no e nos nominalistas e vai ter uma aula como essa sobre o nominalismo e sobre a importância do então deixa o like e compartilhe o máximo que você puder.

¶165E defini >> imagina como vai ser essa aula sobre o né? [risadas] Quero dizer só o seguinte, estaremos aqui, Benites, estaremos ansiosos por essa aula, tá? Solte o quanto antes. Muito conteúdo pra gente. >> Defetivamente não ouço esses caras que eu mencionei, Guilherme Freire, Marcelo de Andrade, é Carlos Nuguê, essas pessoas sem querer.

¶166>> Até o Nuguê, rapaz, sobre o Nuguê foi mencionado aqui, ó. Nuguê foi mencionado. >> Desrespeitar. eu enxergo como fanáticos disfarçados de intelectuais, assim, fanáticos religiosos, eh, porque eles estão completamente alienados da discussão contemporânea da >> Quem sabe mesmo é o Benites. Quem quem é o realmente o intelectual que tá sabe da da discussão contemporânea?

¶167Mateus Benites, >> filosofia. Recomendo o livro do Michael Shermer, eh, porque pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas e também, eh, o cérebro e crença. Esses livros são muito bons, explicam porque que isso acontece. Bom, então eh além dessas influências, ele vai influenciar o protestantismo, como eu disse, e a deontologia cantiana. Enfim, não diretamente, né, mas você vê similaridades, né?

¶168Alguém propôs isso primeiro, então tá na teia da história da filosofia e na lógica modal, né, de pensar em mundos possíveis para para argumentar filosoficamente. E aí, você ficou com alguma dúvida? comenta aqui embaixo. Essa foi a minha aula sobre a metafísica esotista e por que ela foi importante para o pensamento moderno, que está muito mais alinhado ao patamar científico e que também foi importante, por sua vez, para possibilitar esse próprio patamar científico com o método experimental, com a busca por evidências. a gente sai da abstração e foca numa epistemologia mais centrada na parcimônia, na economia, na não multiplicação de entes.

¶169Então, veja como que a gente foi de um ultra realismo platônico até eh essa nova metafísica e vai chegar eventualmente no empirismo moderno, vai chegar primeiro em Decart, no racionalismo, depois no empirismo com Lock e David Hilm e vai chegar no naturalismo, no ateísmo, vai chegar no Daniel Dannet, vai chegar no Graham Opy, vai chegar no Michael Martin, vai chegar em nós, vai chegar em você, eu aqui, esse canal, esse debate, esses debates atuais em que o ateísmo, o naturalismo é uma posição perfeitamente plausível. Não, eu botei aí na nessa foto, nessa foto gerada com IA, né, do Nietzs o Hilm, eu e o nosso grandioso Dan Escotos. Bom, eu disse que a gente podia discutir um pouco a vida do escotos também, né? E para fazer isso, eu decidi ler um pouco da introdução desse livro que eu recomendei para vocês, que fala justamente sobre isso, sobre a biografia do escotos, né? O Thomas Williams, que é o organizador, ele escreve a primeira data definida.

¶170Ah, >> acho que aqui já não é relevante, né? falar sobre a parte biográfica aqui, ele vai só ler lá o autor, né, assim, esse final aí também todo bizarro, né? Tô falando, eles fazem a linha, né? Dans Scot vai o não sei o quê. Danz Scott ilustra aí muito bem esse princípio da navalha, né?

¶171Não sei como é que o formalismo poderia ilustrar isso, né? Que sei lá, sobre parcimônia e tal. Vídeo de hoje foi isso aí. Eu [risadas] só uma gambiarra >> é uma uma grande uma grande salada assim com confusões. Eu não sei se eu não sei nem se teve alguma coisa que eu posso dizer que foi propriamente correta assim, né?

¶172É difícil lembrar assim de em quase 50 minutos de vídeo, né? Se teve informações minimamente articuladas corretamente, né? era eh a distinção modal ser contingência ou necessidade. Ah, Dan Scott não tá não não ser adepto da participação, ter rompido com a teoria da participação platônica. Qual que você acha que foi o palpite mais grave aqui, Carlos?

¶173>> Poxa, são tantos. E é um pior que o outro. Ele ele não explica bem nada do que ele se propõe a tratar, nem a teoria dos formal. Ele tenta fazer um fazer uma explicação do léxico das da da das distinções e não faz bem. Eh, depois ele vai pra individuação, ele tenta fazer um um resumo da filosofia de escuto, mas é um resumo muito mal, né, da teologia natural, da posição dele em relação ao estatuto da teologia.

¶174como como ciência ou não, eh, muito ruim todas as explicações que ele dá. Eu acho que todas estão no mesmo nível de ruindade. Eu até me me parece que ele é ele é muito intelectualmente incapaz, eh, muito intelectualmente incapaz. E ele ele emenda tantos erros atrás de erros que você até fica sem comentários, porque na verdade, sei lá, eh são a pessoa não acerta nada e você tem que comentar os erros tão basilares assim. Me me parece que ele isto tal ou tal as melhores fontes, mas de qualquer forma a dele, né?

¶175A culpa é dele. >> É. Então o que que eu ia falar é assim o o sei lá, aquela parte também que talvez para ele fosse o mais relevante para discutir, já que é um canal sobre ateísmo, né? que eram os argumentos paraa existência de Deus, chamar a prova do escolo, do escoto como prova apriorística, né? Tá tá tudo tão errado ali naquele naquela forma de demonstração dele assim, né?

¶176Sei lá. M.