Could the Three Persons Have Assumed Different Roles?
Num clipe curto, William Lane Craig pergunta se as pessoas da Trindade poderiam ter assumido papéis diferentes (o Filho enviar o Pai, por exemplo) e conclui que, se as processões intratrinitárias forem rejeitadas, não vê como declarar isso metafisicamente impossível; deixa como mistério.
não
são quatro minutos de um clipe do canal Reasonable Faith; o problema (processões versus rejeição delas por Craig) é interessante e toca a crítica do Bruno ao esvaziamento da doutrina clássica, mas o formato é raso demais para render.
- Distingue Trindade ontológica (Deus em si, as três pessoas iguais e compartilhando onipotência, onisciência, eternidade, necessidade) da Trindade econômica (os papéis distintos na criação e na salvação: o Pai envia, o Filho encarna e morre, o Espírito assume o ministério após a ascensão).
- Formula a questão: até que ponto a Trindade ontológica reflete os papéis da econômica? Poderia o Filho ter enviado o Pai, ou o Pai vir depois de Cristo para guiar a Igreja?
- Reconhece que na teologia trinitária clássica isso é impossível por causa das processões (o Pai é o único não gerado, o Filho gerado eternamente, o Espírito procedente), que já diferenciam as pessoas na Trindade ontológica.
- Registra sua própria reserva: essas relações de processão “parecem não ter base firme no Novo Testamento”.
- Se as processões forem afastadas, diz não saber responder se as pessoas poderiam ter assumido papéis diferentes, nem se há mundo possível sem criação ou com o Pai sendo enviado; acha difícil descartar como metafisicamente impossível e classifica como pergunta sem resposta, um mistério.
Is the Son Eternally Begotten?
William Lane Craig declara-se cético quanto à geração eterna do Filho (o Filho gerado do Pai em sua natureza divina desde a eternidade), doutrina do Credo Niceno, por julgá-la sem fundamento no Novo Testamento.
talvez
porque Craig rejeita um ponto caro à tradição niceno-constantinopolitana e à teologia trinitária clássica; vale confrontar a leitura dele de monogenes e da cristologia do Logos com a defesa clássica da geração eterna, se você quiser o debate.
- Clipe curto (~3 min). Craig expõe a doutrina: o Filho é gerado do Pai não na natureza humana, mas na divina, desde a eternidade passada, antes da encarnação.
- Afirma haver algo como um consenso entre estudiosos do NT de que essa doutrina não se encontra no texto neotestamentário.
- Interpreta “unigênito” (monogenes) em João como não referente a geração na natureza divina; Cristo é gerado na natureza humana, ao nascer de Maria.
- Atribui a origem da doutrina à cristologia do Logos dos apologistas gregos do séc. II (Atenágoras, Taciano, Justino Mártir), que leram o Logos de Jo 1 como a mente do Pai procedendo dele como segunda pessoa.
- Observa que essa cristologia do Logos ganhou status eclesiástico no Credo Niceno e depois em Calcedônia.
- Posição pessoal: não afirma nem nega a doutrina (analogia do “ouro em Marte”), apenas se abstém de confessá-la, e julga ser fiel ao NT ao fazê-lo.
God Is Tripersonal
William Lane Craig defende que a doutrina da Trindade é logicamente coerente e biblicamente fundada, propondo um modelo que chama de "monoteísmo tri-pessoal": um único ser imaterial dotado de três centros de consciência, cada um suficiente para a pessoalidade.
sim
está no centro dos interesses do Bruno (grego koiné, exegese cristológica, deidade de Cristo, regra de Sharp em Tito 2.13 e monogenes theos em João 1.18); rende análise avulsa ancorada em NA28/BDAG e nos comentários de João que ele tem, inclusive para avaliar criticamente o modelo de "três centros de consciência" à luz da acusação de triteísmo.
- Responde à objeção de incoerência (se o Pai é Deus e o Filho é Deus, o Pai seria o Filho) distinguindo dois sentidos de “é”: o “é” de identidade (Elton John é Reginald Dwight) e o “é” de predicação (Elton John é músico), sustentando que os críticos confundem os dois.
- Assim, “o Filho não é o Pai” usa identidade (pessoas distintas), enquanto “o Filho é Deus” usa predicação (compartilha a qualidade de ser divino), o mesmo valendo para o Espírito.
- Percorre cinco textos que aplicam theos a Jesus: Hebreus 1 (o Filho superior aos anjos, “teu trono, ó Deus”), Tito 2.13 (invocando a regra de Granville Sharp para Theos kai Soter como um só referente), João 1.1 (o Logos identificado com o Cristo pré-encarnado), João 1.18 (monogenes theos, “Deus unigênito”, máxima expressão da deidade partilhada e da distinção pessoal) e João 20.28 (a confissão de Tomé, “meu Senhor e meu Deus”, clímax do evangelho confirmado por Jesus).
- Estende o argumento ao Espírito Santo como pessoa (relações, atividades e atributos pessoais), concluindo por três pessoas coiguais propriamente chamadas Deus.
- Ilustra a unidade de ser com três centros de consciência usando Cérbero, o cão de três cabeças com três consciências (Rover, Bowser, Spike) sendo um só organismo canino, ressalvando que não é analogia próxima; transpõe para Deus como ser com três conjuntos completos de faculdades cognitivas.
- Fecha ligando a Trindade à economia da salvação (o Pai envia o Filho, o Filho morre em nosso lugar, o Espírito regenera) e batizando o modelo de “monoteísmo tri-pessoal”.