a tese
William Lane Craig declara-se cético quanto à geração eterna do Filho (o Filho gerado do Pai em sua natureza divina desde a eternidade), doutrina do Credo Niceno, por julgá-la sem fundamento no Novo Testamento.
aprofundar
talvez
porque Craig rejeita um ponto caro à tradição niceno-constantinopolitana e à teologia trinitária clássica; vale confrontar a leitura dele de monogenes e da cristologia do Logos com a defesa clássica da geração eterna, se você quiser o debate.
O que foi dito
- Clipe curto (~3 min). Craig expõe a doutrina: o Filho é gerado do Pai não na natureza humana, mas na divina, desde a eternidade passada, antes da encarnação.
- Afirma haver algo como um consenso entre estudiosos do NT de que essa doutrina não se encontra no texto neotestamentário.
- Interpreta “unigênito” (monogenes) em João como não referente a geração na natureza divina; Cristo é gerado na natureza humana, ao nascer de Maria.
- Atribui a origem da doutrina à cristologia do Logos dos apologistas gregos do séc. II (Atenágoras, Taciano, Justino Mártir), que leram o Logos de Jo 1 como a mente do Pai procedendo dele como segunda pessoa.
- Observa que essa cristologia do Logos ganhou status eclesiástico no Credo Niceno e depois em Calcedônia.
- Posição pessoal: não afirma nem nega a doutrina (analogia do “ouro em Marte”), apenas se abstém de confessá-la, e julga ser fiel ao NT ao fazê-lo.