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Is Divorce Ever OK? And Does Isaiah 53 Predict Jesus? NT Wright Answers

a tese

Tom Wright defende que a obscuridade dos ditos de Jesus é deliberada e contextual (alusão ao AT, conflito político-religioso e necessidade de provocar busca/julgamento), que o ensino bíblico sobre divórcio mantém a norma "um homem uma mulher para a vida" mas exige lamentação pastoral e discernimento prático, e que Isaías 52–53 é um poema servo multilayer cujo alcance é rigorosamente retomado e cumprido em Jesus.

aprofundar

sim

justificativa: leitura frutífera para você; vale aprofundar com o hebraico de Isaías 40–55, a intertextualidade sinótica-paulina e o enquadramento histórico (Herod Antipas, prática matrimonial judaica, literatura macabeia) para testar as afirmações teológicas de Wright.

O que foi dito

  • Sobre por que Jesus fala por parábolas: cita Mark 4:11–12 e Isaías 6; argumenta que Jesus falava num contexto do Segundo Templo cheio de movimentos messiânicos (Josephus), por isso usa imagens do AT e véus parciais para evitar expulsão/linchamento e para provocar os ouvintes a se aproximarem.
  • Exemplo exegeticamente salientado: Mark 7 — limpeza/leis alimentares; Wright liga a polêmica à literatura macabeia e a resistência a Antioquus Epifanes; tese: Jesus desloca símbolos nacionais (leis alimentares) como sinal de que o reino não viria nos termos nacionais esperados.
  • Divórcio: analisa textos (Mateus 5, Marcos 10, Lucas, 1 Coríntios, 1 Cor 7, Ef 5); repete o apelo a Gênesis 2:24 e a crítica de Jesus a uma concessão mosaica por dureza de coração; mantém a norma sacramental da estabilidade conjugal, mas recomenda lamentação comunitária, apoio pastoral e prudência prática (casos de bênção civil e/ou bênção eclesial após reconhecimento da dor e arrependimento).
  • Contexto pastoral: reconhece a gravidade do dano do divórcio (sofrimento comparável a luto), critica soluções superficialmente conciliatórias e defende que eventuais segundas uniões sejam tratadas como “coisa nova” nascidas do lamento, não como normalização fácil.
  • Isaías 52–53: posiciona o capítulo como clímax de Isaías 40–55; propõe três lentes interpretativas — sentido imediato para exilados, lente intermédia messiânica (Jesus) e perspectiva cósmica/escatológica; rejeita leitura fragmentária e literalista tipo “truque de adivinho”.
  • Cumprimento em Cristo: aponta que os evangelhos e Paulo leem Isaías como realizado em Jesus (vincula a tradição sinótica e joanina, e obras de Wright como How God Became King e God’s Homecoming); cita também a imagem de Zacarias (procissão montada em jumento) como exemplo de intertextualidade patente.
  • Referências e anedotas: menção a John Henry Newman e Hans Urs von Balthasar (dificuldades de leitura teológica), anedota com Yasser Arafat ao pregar sobre o leproso estrangeiro, e anúncio do livro Into the Heart of Isaiah (Wright).

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