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radar · Teologia Brasil

LIVE: ORIENTAÇÃO MARXISTA TENTA REFUTAR BERTOCHE E KREPE! - ELE CONSEGUIU!? - PT.1

¶1[música] Senhor [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música] >> Salve galera, beleza? Aqui quem fala é o Divid novamente. Estamos aqui mais uma vez para mais o react, OK? Dessa vez nós iremos reagir à resposta que o Gustavo Machado deu ao professor Gustavo Bertot, né? eh, nessa discussão aí e também é o Frederico Crep, embora ele não deu exatamente uma resposta ao CP, né, porque o CRP ele trouxe alguns pontos novos e que ele não mencionou, não mencionou adequadamente lá.

¶2Eu não vi ele mencionando ali o ponto da filosofia moral, né, da ética e também o ponto da filosofia da ciência, né, que foi foram pontos ali que o o CRP trouxe em adição ao Bert, né, e que Gustavo Machado não chegou a abordar esse ponto aí ali, né, até onde eu tinha visto, né? Eh, mas enfim, eh, eu vou dar um salve aqui para pro meu amigo Ari Martins, que está comigo hoje, tá? Hoje eu não estarei sozinho aqui nessa live. E é isso. Eh, entendi.

¶3Não, não, não. Para mim tá OK a sua voz, viu, Ari? Eu vou, eu vou desbloquear o seu áudio para você falar com a galera, tá bom? Você se apresenta aí pro pessoal. Ficou melhor.

¶4>> Beleza. Se apresenta aí pra galera. Boa noite, pessoal. É isso aí, mais um react. Eh, e aí nós vamos, eh, o David já assistiu a a o react do a live do Gustavo Machado.

¶5Eu assisti só o início ali. Vamos assistir. Então, eu tô eu vou pegar meio que na íntegra alguns pontos aqui. Espero poder aí mais uma vez suprir aí as expectativas que vocês depositam em mim. Certamente vai ter muita coisa legal pra gente reagir, pra gente responder e enfim, segue aí.

¶6>> Perfeito, perfeito. Ah, mas antes de qualquer coisa, eu vou dar um salve pro professor Gustavo Bert, tá? Ele está aqui conosco nos comentários, né? Uma honra receber o professor Bertot aqui, tá? Ah, ele disse o seguinte, né?

¶7Vamos ler aqui os comentários dele. Disse o seguinte: "Boa noite, David. Aqui o Bertou. Espero que você e a sua audiência tenha uma boa live. Muito obrigado.

¶8Eh, passo aqui só para deixar a minha posição sobre o assunto, já que você muito gentilmente deixou um aí continua, né? Aí trouxe aqui um excelente comentário no meu vídeo. Você e eu temos nossas diferenças de posições, de estudos, de perspectivas, mas é evidente que você respeita posições diferentes da sua, como eu respeito. Aí ele continua. E respeito também, porém não vi isso no vídeo do Machado.

¶9Assisti alguns minutos, mas deliguei após perceber que ele não estava interessado numa verdadeira conversa, mas em lacrar. Não é possível haver diálogo com quem aborda as posições de outros professores investigadores com deboche. Enfim, o diálogo aqui está aberto para contigo. Boa live e um grande abraço. Muito obrigado, viu Bertot?

¶10Ah, e é isso. Aguardem só um momento, pessoal, rapidinho. Enfim, voltei aqui, pessoal. Obrigado pelas considerações, viu, professor Gustavo Bertot? Ah, assim, eu eu senti que o >> tá chiando muito essa fala aí agora, viu, cara?

¶11>> Eu acho que é só para você, >> de vez quando ela fica boa, limpa, de vez em quando ela fica com eu acho que >> eu acho é eu eu acho que é só para você. Eu acho que é por causa que a sua conexão não tá, deve tá 100% aí, né? Eu acho que é, provavelmente é por isso. Mas enfim, eh, o resto do pessoal tá me ouvindo bem? Tá me ouvindo bem?

¶12Tá, tá de boa aí o áudio para para vocês? Pessoal, o Ari tá meio pipocas. Não, o o áudio do Ari tá pipocado porque ele ainda não chegou em casa, tá? Ele não chegou em casa. Por isso que o ájo dele tá pipocado, né?

¶13Vocês vão escutar um pouquinho pipocado até ele chegar em casa. Ele vai chegar em casa depois abrir a câmera e tudo mais, né? Que ele tá, enfim, ele tá no caminho ali ah para casa. Ah, o Zeus tá falando que tá assim e tá OK. Beleza.

¶14Tá OK. A Cam Oliveira aí >> áudio do David tá bom. Só o do Aric está falhando. Não, isso daí é OK. Pra gente tá de boa, David.

¶15Ó o Naard aí. Salve Naardar. Ahã. Mas enfim, vamos lá. Vamos lá.

¶16Mas é isso mesmo. Vocês vão ouvir pipocado o áudio do Ari até ele chegar na casa dele, tá? Então tolerem um pouco isso. Eu peço que vocês tolerem isso um pouco. Mas assim, comentando sobre o que o Bertot ele disse, eh, assim, Bertot, eu recomendo você fazer uma última resposta para ele, cara.

¶17Uma última resposta, enfatizar essa tonalidade, né? Se se você tiver aí ainda aí, professor, eu recomendo você fazer mais uma resposta para ele, mas não descer no nível, né, no quito do deboche, né? Eu eu achei meio desnecessário o deboche que ele fez, né? Eu achei que eh eu achei meio desnecessário eh o tom debochado dele. Eh, eu acho que o senhor é um é um professor, uma pessoa respeitosa, né, que foi bem bem educado, não teve deboche com ele, coisa e tal, né?

¶18Porque assim, eu sou aquela pessoa que eu eu digo o seguinte: ah, se uma pessoa é debochada comigo, eu vou ser proporcional com ela. Então, se ela foi debochada comigo, eu vou trocar o deboche com ela se eu achar que ela merece. Mas se eu vejo que a pessoa ela tá numa tonalidade mais mena, mais tranquila, eu vou ajustar meu tom de acordo com o tom da pessoa, entendeu? Eu sou assim, eu eu ajusto meu tom de acordo com o tom da pessoa, mas eu não deixo a pessoa sem resposta se eu achar que que merece resposta, sabe? Ah, então assim, se o senhor não gosta desse de de abaixar muito o tom, né, o senhor não é desse perfil, né, de abaixar o tom ali proporcionalmente ao dele, então mantenha o seu tom de respeitoso, educado, enfatize, no caso que você percebeu um certo tom debochado, mas responda ele.

¶19Ainda assim, responda o o Gustavo Machado, eu recomendo você respondê-lo, tá? H, eu acho que o Frederico Crep também vai responder, né, acredito eu, eh, e também merece ali uma ênfase de que ele não respondeu os pontos sobre filosofia da ciência e filosofia moral, né, e ética. Ah, mas tem o jeito da pessoa da pessoa falar também, sei lá. É, é porque o o Gustavo Machado ele não é só um professor, né? Diferente do Bertot, eh, não é uma pessoa que tá fora da política institucional.

¶20Ele tem um âmbito da política institucional e eles é uma pessoa ali que preza bastante extremamente pela imagem dele, né? Eh, e a resposta do Bertouch fez meio que um pequeno dano, né, na imagem dele ali, na na questão em si, né? H, mas enfim, mas vamos lá. Ah, eu senti um pouco de tom de deboche, sim. Ô, ô, ô, Douglas, mas não achei que foi algo tão exagerado assim, a ponto de não merecer uma resposta aí, de ser tão tão ofensivo assim, tá?

¶21Mas entendo o professor ter ficado ali triste, né, com um pouco da tonalidade dele, mas enfim. Hã, vamos lá. Vamos lá. Vamos prosseguir aqui. Você tá aí ainda, Ori?

¶22Deixa eu ver aqui se o Ari não caiu. Tá aí, né? Acho que o Ari não Ari não está aqui, eu acho. Tá aí, Ari. >> Ô, David, tá cortando muito na minha.

¶23Não sei nem se você tá me chamando. >> Ah, entendi. Então, então faz o seguinte, Ari. Você vou você retorna depois quando você chegar em casa. Pode ser?

¶24Acho melhor. >> Olha, eu eu entendi que você falou comigo. Repete aí para ver se melhora. Agora tem hora que melhora, tem hora que piora. >> Para mim, eu sei que é só para mim.

¶25>> Como a conexão tá muito ruim, a sua conexão tá muito ruim. >> Agora melhorou. >> Tá. Se essa >> Agora melhorou. Parece que quando eu me afasto de alguns peds mais altos >> fica melhor, >> tá?

¶26Se a sua, se a sua, se o seu áudio ficar muito ruim, eu vou pedir para você retornar quando você tiver em casa, cara. Você, você vai demorar muito para chegar em casa, não, né? >> Não, mas vai vai colocando aí o vídeo do do menino aí que a gente já fica aqui na medida que que der para falar e vocês me ouvirem adequadamente, a gente, >> Beleza? Então vamos lá. Vamos lá.

¶27Esse daí é o vídeo do Gustavo Machado, tá pessoal? Ó, o vídeo aqui é o o que é a metafísica, né? Respondendo Bertot e Crep, onde na verdade não respondeu CRP propriamente responder só o Bertot. O CP trouxe pontos adicionais que não foram respondidos, tá? Ah, mas enfim, vamos lá.

¶28Bora para o seguinte. Tem mais finalizações já exigiu uma boa defesa do Migel muito bem a batida entre quem vai virando lá fazer conversa com escanteio. >> Bora lá. >> Olá pessoal, Gustavo Machado, canal Orientação Marxista. Estamos aqui na nossa live de terça-feira e hoje aproveitando aí para discutir um materiais relacionados a um vídeo que eu publiquei aí algum tempinho atrás a respeito do que é do que é metafísica, o desenvolvimento da metafísica ao longo da da nossa história, teve aí algumas respostas na internet e eu vou aproveitar essa deixa para comentar um pouquinho aí a respeito, não é isso?

¶29Eh, primeiro, rápidos informes aqui, tá, gente? Já havia anunciado num vídeo publicado aí no canal que eu estaria no flow, no debate e ela já tá eh marcada. No mais, eu anuncio também que domingo vai sair aí uma outra listo que muitos vão vão querer ver a respeito dos economistas, tá? Vou vou ficar devendo aí o pedido que vários me fizeram a respeito dos autores que tratam da realidade brasileira. Essa aí também tá no meu, tá na minha fila, mas essa vai ser a respeito dos economistas.

¶30Então a minha ideia inclusive é na próxima semana fazer novamente uma live aberta, tá? A respeito aí dessa cher list. Então a live do curso Marx História vai ficar para vocês. >> Você tá ouvindo o áudio dele? Tá, né?

¶31Tranquilo, né? >> Ele eu consigo ver um pouco melhor que você. >> Beleza, vamos lá. >> Eu, em primeiro lugar, eu queria pelos vídeos que eles fizeram ao meu vídeo, né? Eh, a ideia desses materiais que eu das coisas que eu produzo, divulgo, eu quero exatamente fomentar debate, discussões, polêmicas, provocações de todos os tipos.

¶32Então, na verdade, eu fiquei extremamente feliz em receber, né, até porque não foram materiais feitos assim com objetivos rasteiros de detratação ou coisas do gênero, mas eh honestamente ali colocando os pontos a partir da sua perspectiva e discutindo e me permite, inclusive me dar oportunidade de aprofundar vários dos aspectos e isso me interessa em vários motivos, por vários motivos, né? Esse tema ele tá um pouco ali nas entrelinhas, pressuposto no meus meu livro, né, publicado Marx e a filosofia, o capital como crítica metafísica, mas está um pouco implícito, pressuposto, principalmente na primeira sessão, vou tratar um pouquinho disso, mas todos os materiais que eu fiz a respeito das minhas pesquisas sobre a gênese e o desenvolvimento da metafísica, eu já falei isso aqui em outros momentos, inclusive naquele vídeo, eu acabei retirando desse livro, né, porque ia ficar ilegível realmente. tava até aqui olhando antes de começar essa live, eh, no Latec, que é o editor que eu uso, que ele meio que já diagrama, ele faz um formato que comprime mais o texto, dá umas 300 páginas que eu retirei do texto, eh, onde eu vou percorrer ali principalmente as principalmente as primeiras sociedades ali do Oriente antigo, da Mesopotâmia, eh, dos sumérios até o período cacita, mais ou menos, um pouquinho de Egito também, mas de modo um pouco mais complementar, eh, discussão sobre a Grécia Arcaica e depois sobre vários momentos da história da filosofia, né? que um particularmente um texto sobre Parmêmides, eh um sobre o diálogo Parmênes de Platão, um sobre Aristóteles. Essa parte de Aristótes, >> acho que vou pular um pouquinho essa parte que essa parte ele só dá uma introdução geral.

¶33Eu vou pra parte do texto legível do começo ao final, >> mas a minha meta né? Vamos lá, >> vamos lá. >> Então é só uma provocação no bom sentido da palavra, uma antissala pro que eu vou falar aqui agora. Então vou compartilhar aqui na tela eh algumas considerações que eu fiz. Eu eu eu identifiquei sete argumentos principais no vídeo do Ubertoche.

¶34Eu fiz sempre o mesmo esquema, tá? Eu fiz uma tradução do argumento, eh, e depois algumas considerações. Então, eu vou me restringir aqui a lê-los e comentar, tá? Eh, depois, evidentemente, na no nos chats e tudo mais aí, eh, depois a gente discute aí com a turma todas as várias questões que provavelmente vão surgir a respeito disso aqui. Mas é um momento oportuno, só uma, um ponto de atenção.

¶35Evidentemente isso aqui eu fiz pegando a ordem que as coisas iam aparecendo no vídeo e tal. Isso aqui não tem uma exposição. Então vai ter algumas repetições e vai ter questões que já vão ser no já vão ser indicadas no começo, mas vão ser retomadas mais à frente. Então nesses primeiros pontos aqui, provavelmente o que eu vou falar vai ficar ainda certos buracos que depois eh vai ter ocasião aí deles serem tapados, tá? Então vamos lá, pontos centrais, tá?

¶36Eh do vídeo do Bertoche. Vamos lá. Primeiro, a crítica metafísica, a primeira crítica que ele faz, né? Repousaria sobre o que ele chama de falácia genética, eh, que eu apresento lá naquele vídeo. O que que seria essa falácia genética, né?

¶37que eh que eu pretendo invalidar a metafísica por meio da reconstrução de sua origem histórica, né? Entretanto, explicar a gênese de uma doutrina não demonstra a sua falsidade. Então, isso aí é o que ele fala. A formulação, né? Ele é deliberadamente simétrica em relação a uma analogia que ele faz com Marx.

¶38Se mostrar que o marxismo nasceu na Europa industrial do século XIX não basta para invalidar Marx. Então, mostrar que a metafísica nasceu em determinadas condições da pólis também não basta para invalidar Platão, Aristóteles ou Tomás Jaquin. Cada filosofia, diz ele, deve ser julgada por seus próprios argumentos. nos seus próprios termos, né? Não apenas por sua genealogia.

¶39Então, Bertos enfatiza inclusive que sua crítica não consiste em aplicar contra Marx o mesmo erro. Ou seja, ele não tá invalidando a teoria de Marx porque ela surgiu no século XIX sobre tais ou quais condições. Ao contrário, ele afirma que seria igualmente ilegítimo rejeitar o marxismo por sua origem histórica. Então, qual que é o primeiro problema que nós temos aqui? Primeiro ponto, >> presta atenção nos nos contrapontos que ele vai tentar fazer o Bertot, tá?

¶40Porque isso aqui para mim, eu literalmente, tipo, ele vai repetir a mesma coisa só com palavras distintas. Eu vou esclarecer isso melhor, vocês vão entender o porque que basicamente isso aqui é é tipo é é inacreditável, tá? Vamos lá. Eh, já pô todos os pontos aqui. Quem quiser já pode ler alguns comentários que eu fiz.

¶41Então, o primeiro ponto, não se procura demonstrar a falsidade da metafísica por sua gênese histórica, mas mostrar que as questões metafísicas apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social. E como que você mostra que essas questões metafísicas apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social e que, portanto, no caso, ela não tem relevância epistêmica ou é falsa em virtude disso, identificando o quê? As origens e as condições históricas pelas quais ela surgiu. Não é isso? Não é literalmente o que o Ubertot estava apontando para você.

¶42Você está literalmente repetindo o mesmo ponto aqui, só que com palavras distintas pro seu público. É literalmente o mesmo ponto. Inclusive, eu até dei uma dica pro Machado, né, no meu outro vídeo passado, se ele for assistir esse vídeo, né, acho que não vai assistir porque eu sou muito pequeno, enfim, deve dar muita bola relevância para isso. Ah, mas eu até apontei que ele poderia tentar formular um argumento até mais decente do que só isso daí, do que só apostar apontar a gênese histórica meramente, né, ao invés de cadear logicamente em uma inferência. desse tipo aqui, que é basicamente um argumento, um argumento de desmascaramento.

¶43Desmascaramento, ó aqui, ó, ó. Argumentos desmascaradores. A evolução a psicologia, sociologia, refutam a moralidade, religião, naturalismo, livre arbítrio ou a matemática. Aí aqui, ó, tem que ler até a fotinha, a fotinha do Marx, né? Porque no caso esse tipo de raciocínio se popularizou em virtude dele, do Skinner, do Darwin e do Freud, né, que foram autores ali que foram relevantes paraa articulação desses argumentos, né, eh, que foram melhor articulados mais contemporaneamente na filosofia analítica, que são os argumentos etiológicos ou genealógicos, objeções de isolamento, né, e desafio de confiabilidade, né, que é basicamente são argumentos desmascaradores que visam estabelecer certas condições ou certos fatores ou mecanismos causais que contribuíram paraa formação das nossas crenças acerca dessas questões específicas, né, envolvendo esses domínios específicos, como o domínio da matemática, o domínio ah do livre arbítrio, o domínio do dos objetos compostos, o domínio das cores, o domínio ah da metafísica geral, da metafísica geral e a partir disso derivar uma inferência a partir de uma atribuição de um status negativo para essas crenças em virtude desses mecanismos não confiáveis de formação de crenças acerca desses domínios, né, que não permite a acessibilidade desses domínios, né?

¶44Então, então nesse caso, ah, nesse caso o que ele tá, o que ele poderia utilizar, né, é justamente tomar como base a o que ele tá trazendo, né, dos das condições, dos aspectos históricos, né, vinculados com aquelas condições específicas e articular um argumento de cinha teológico, que tem basicamente essas aqui. Você tem os céticos e vocês têm, no caso ali, você tem os condicionais e os céticos, né, os argumentos que são articulados em termos condicionais e outros que são articulados em termos céticos. Os argumentos em termos céticos, eles são articulados dessa maneira. Você tem uma premissa basicamente o seguinte, ó. Ah, uma premissa basicamente que diz o seguinte, que no caso as atitudes acerca de um dado domínio, elas não mantêm uma relação explicativa relevante com, no caso, os fatos acerca daquele domínio, né?

¶45Se é que há fatos acerca daquele domínio. Ah, e a partir disso, né, e a partir da a da ilustração, né, da ilustração, né, da afirmação desse tipo de premissa. e depois uma premissa ah uma premissa condicional ali, né? Ah, se tomando como base como isso, se isso for no caso, implicando no caso uma consequência de que as nossas atitudes têm um estadous epistêmico negativo, ou seja, você identifica o mecanismo causal que permite a formação das crenças das pessoas naquela condição social, histórica, específica, né? H, específica ali.

¶46E a partir disso você visualiza, né, através da ilustração de que esses mecanismos não têm uma relação com os fatos relevantes daquele domínio que eles se propõem >> a dizer, né, no caso que possui uma relação, né, que é a pessoa proponente de ideias sobre aquele domínio relevante do livre arbítrio, das cores, enfim, da metafísica em geral, da metaética ou qualquer coisa assim, né, do realismo moral robusto ou qualquer coisa assim. E a partir disso você identifica que eh esse estado, né, >> como não tendo uma relação explicativa apropriada entre os dois, né, entre as atitudes acerca daquele domínio e os fatos acerca daquele domínio, de tal modo que você infere no caso que aquilo tem um status epistêmico negativo, né, aqui como uma conclusão. Então esse é o tipo de argumento que o Gastav Machal poderia tentar articular na tese dele e avançar de forma mais explícita, né, se for refinar isso, mas ele não fez dessa forma. Ele tá fazendo de uma forma extremamente ingênua, né? E ainda assim, se ele articulasse o argumento dessa maneira, ainda assim as premissas desse argumento poderiam ser desafiadas através de estratégias explanacionistas, explanacionistas que visam ilustrar que de fato as atitudes relevantes elas têm adequação de acordo com os fatos do domínio relevante, né?

¶47eh, é uma estratégia doxática, né, explanacionista doxática, ou então uma estratégia explanacionista alética, né, que envolve no caso a relação apropriada entre os fatos relevantes do domínio com mantendo no caso uma relação explicativa adequada com as atitudes acerca daquele domínio, seja intuições, seja crenças, seja qualquer outro estado específico, né, que você identifique ali como tendo uma relevância epistêmica, né, ah, e que favoreceu a formação daquelas crenças dentro daquele contexto social, né? H, tem estratégias dessas e tem minimalistas, né? Ou seja, de que mesmo que haja uma uma predominância, né? Que haja uma predominância ali eh em questão, né, do de crenças inapropriadas, né, de crenças acerca do acerca daquele domínio, né, ou seja, que a qualidade dessas crenças ou dessas intuições ou desses aspectos específicos ali, eles não sejam, né, eles não sejam ali ah não mantenham uma conexão adequada, né, em em grande parte ou qualquer coisa assim. ter sejam precárias essas atitudes, né?

¶48Sejam precárias em relação à aquele domínio relevante, né? Como as intuições acerca de um domínio moral ou qualquer coisa assim. Ainda assim, essa é existe uma uma noção mínima, existe pelo menos um um aspecto mínimo que permite, no caso com que o conhecimento acerca daqueles fatos do domínio relevante seja assegurado minimamente. Então, nesse caso, existem estratégias para lidar com isso. Então, mesmo assim, o machado teria que lidar com essas respostas se ele fosse articular um argumento dessa maneira.

¶49Mas ele não tá fazendo isso. Ele tá, ele tá explicitando a tese dele de uma maneira extremamente gênuo, apelando paraa gênese meramente, sem articular o raciocínio de maneira adequada. Então não tem simplesmente nada o que fala fazer aqui, a não ser apontar que é uma falácia, né? A maneira como ele está articulando o raciocínio, né? A maneira como ele está articulando o ponto, tá sendo claramente uma falácia genética.

¶50Uma falácia genética. E aqui o que ele tá fazendo é basicamente afirmar a mesma coisa que ele tinha afirmado antes. Basicamente reafirmar o que ele já tinha dito antes. Com outras palavras, é só isso que ele tá fazendo. É só isso que ele tá fazendo.

¶51E ainda assim, como o Bert mesmo apontou, se no caso ele for levar essa tese a sério, isso se generaliza pra própria tese que ele tá tentando defender. Como eu vou comentar aqui. Será que comentar alguma coisa sobre isso? O Ari, o Ari voltou. Deixa eu ver aqui.

¶52Série B. Ari com mais força. Fal. >> Oi. Estou aqui.

¶53>> Você ouviu tudo que eu argumentei aqui? >> Às vezes sim. Às vezes não. O vídeo do Gustavo Machado é legal para mim. É só voz.

¶54Acredito que no momento que eu chegar em casa melhora. >> Ah, você ainda tá fora, né? Você ainda tá fora. Beleza. >> Exatamente.

¶55Ó, o José tá comentando aqui, ó. Tracking genealógico só serviria se fosse apresentado como debunk, tipo de street no âmbito da moralidade. Exatamente. Exatamente. Tem várias formulações, né?

¶56Vouvendo vários domínios, várias questões diferentes, né? Aqui na nota de rodapé do texto do Daniels e Corman que é de artigo de 2019 sobre Demanking Arguments, ele deixa ele fazção a a vários tipos diferentes, inclusive o do próprio Plantiga, né? O argumento evolucionário naturalismo do Plantiga, que é o argumento antinaturalista, antisecularista, né? E que é também poderia ser visto como hostil a própria visão do Gustavo Machado de certo modo, porque eu acredito que ele seja pelo menos um naturalista ali não tão bem refletido, né? Acredito eu.

¶57Ele não é ele não é uma pessoa que acredita em Deus ou algo assim. poderia servir contra a visão de mundo dele também. E é uma forma de argument aqui, ó. Aqui nas notas de rodapé, vamos lá, deixa eu subir aqui mais um pouco. Aqui, ó, aqui nas notas de rodapé, ó, é esclarecido argumentos de tipos diferentes, ó, desmascaramento moral.

¶58E aí tem o da street, né? O da street que o José mencionou aqui, ó, é referido. Você tem sobre matemática, né? Aqui, ó, sobre matemática, você tem sobre lógica, você tem sobre cor. Você tem sobre leis, você tem sobre crença religiosa, você tem sobre experiência temporal, você tem sobre consciência, você tem sobre causalidade, você tem sobre objetos, você tem sobre sobre naturalismo, né, contra naturalismo, que é justamente do Planta, né?

¶59O Planter ele articula um argumento nessas linhas, né? Nessas linhas aqui, ó. Plant articula nessas linhas, depois vem o Moon também, o Undermo que seguindo os passos do Planta, articula também nessas linhas contra o naturalismo. Ó, você tem valor adaptativo, enfim, você tem várias várias várias várias aqui, né? Ah, contra várias âmbitos diferentes, né?

¶60Vários âmbitos aqui, ó, que foram referidos, OK? Ah, então tem como, teria como ele articular o raciocínio de deben, teria como ele articular de uma forma mais refinada esse raciocínio, mas ele não tá fazendo dessa maneira. tá fazendo de um jeito ali falacioso, que é claramente falacioso, que só se reduz a uma falácia meramente genética mesmo e que pode dar um tiro no pé dele ainda por cima. >> Ó lá, aí o José tá comentando aqui, ó. E para pôr em forma de debunking, geralmente tende-se dizer que o âmbito e questão é explicável em termos externos a ele.

¶61No caso da moral, os fatos morais seriam explicáveis sem apelar a eles. Exatamente. Ó, ó. de forma que postulá-los é desnecessário. Exatamente.

¶62Exatamente. Só que existe alguns fenômenos que a os arcabolsos metafísicos visam explicar e e visam explicar, né, propriamente, né, que são fenômenos, como, por exemplo, fenômeno da semelhança. O Gustavo Machado fala que só existe o particular, né? Só existe o particular, o singular, né? É, >> por exemplo, esse microfone singular aqui na na tese dele.

¶63Só que ao mesmo tempo que existe o particular, existe um fenômeno que parece demandar explicação, um fenômeno muito estranho na visão de um nomealista, que é basicamente o fenômeno da semelhança. O fenômeno da semelhança foi algo que eu comentei inclusive com o Cristiano Constante na live que eu participei aqui no canal dele falando sobre filosofia e da religião, no canal dele. Vou colocar aqui o trechinho só para vocês verem. Colocar o trechinho aqui. Eu não vou colocar para aí não, porque é um trechinho rápido.

¶64Ó, eu comentei sobre isso aqui. Quer ver? Ai, caramba. Ah, vamos lá. >> Aqui é na parte do sobre o que é a filosofia.

¶65Eu cheguei a comentar com o Cristiano Constante. >> Deixa eu ver aqui. Aqui, ó. >> Sobre tratar quando eu fui tratar sobre metafilosofia, né? Mas vamos lá.

¶66Interessante é que saber o que é a filosofia, né? Filosofia simplesmente filosofia já é uma questão complicada e já é um problema filosófico. Já é um problema filosófico, né? Uma questão metafilosófica que a gente chama, né? Então existe uma uma área da filosofia que a gente chama de metafilosofia, né?

¶67Que lida justamente sobre o qual que é o objeto de estudos da filosofia, né? Quais são os objetos de estudos da filosofia? Quais são os métodos ou meios de investigação sobre essas questões envolvendo esse objeto de estudos da filosofia, né? Então isso é uma questão metafilosófica ali que é bem difícil de se resolver, digamos assim, né? Porque existem várias metodologias, né, vários meios de investigação adversas que você pode tomar como base para investigar.

¶68E no caso os objetos de estudo não são tão claros assim, tão claramente definidos no âmbito da filosofia. Então você vai ter áreas e subáreas da filosofia que vão focar em aspectos específicos acerca de questões específicas, né? Eh, então o que a gente pode tentar fornecer aqui para tornar mais claro pra galera, né? O que que significa filosofia da religião, né? que que trata a filosofia da religião.

¶69Acho que seria interessante forer primeiro uma caracterização mínima acerca do que que pode ser a filosofia e aí a partir disso a gente discorrer também sobre o que é a religião, né? E aí a partir disso nós conseguimos esclarecer exatamente do que que trata a filosofia da religião, né? Então antes de qualquer coisa eh eu vou trazer aqui uma caracterização, né, que eu obtive do professor Rodrigo C, tá? Professor da Universidade Federal do Amapá, tá? Então ele é um filósofo ali analítico também, de certo modo, né?

¶70É dessa tradução analítica, ele é um filósofo brasileiro, inclusive é uma pessoa que eu já tive contato, né? Uma pessoa querida minha. E ele traz a seguinte caracterização, que é um jogo interessante pra gente começar a discutir, né, e tratar sobre o que que é a filosofia e depois, né, esclarecer aí o que é a filosofia da religião, que é basicamente o seguinte, filosofia é basicamente uma área de estudos que é focada na resolução de problemas filosóficos. Aí você pode dizer: "David, mas isso é tautológico, né? Eh, o que que é esse negócio aí, né?

¶71Porque parecendo que é uma coisa que você tá viciosamente circular essa definição que você tá dando, essa caracterização que você tá dando." Calma, vamos esclarecer o que são os problemas filosóficos, né? Os problemas filosóficos basicamente são problemas que só podem ser resolvidos por via da argumentação atualmente, seja porque falta outros meios de se resolver esse essas questões através de outros métodos do meios de fticação vinculadas com outras disciplinas mais bem estabelecidas, né, do conhecimento, seja porque no caso aquelas questões são intrincamente argumentativas, ou seja, não tem como ter um método meio de resolução que não envolva argumentação e e outras coisas mais, né, relacionada à argumentação em si, né, atividade argumentativa. Então, é basicamente isso. Então, basicamente, a filosofia é uma área focada na resolução de problemas filosóficos, que são esses problemas que só são resolvíveis via argumentação atualmente, seja porque faltam meios ou métodos adequados para se investigar ele de uma outra maneira e, portanto, tornar isso parte da de uma outra disciplina e não aquela, né? É deixar de ser da disciplina da filosofia para se tornar uma disciplina a um objeto de estudos, né, de uma outra disciplina, né, de uma outra disciplina do conhecimento, seja porque essas questões são intrincamente argumentativas e, portanto, elas só são resolveis através desse meio de argumentação, né, de argumentações e tudo mais, né, troca de argumentos e tudo mais, né?

¶72Ah, e o que que são esses exemplos claros de problemas filosóficos? Aí que eu vou citar um exemplo claro de problema filosófico que se conecta com o ponto justamente do problema da semelhança, que também é tipicamente conhecido, né, foi conhecido historicamente como problema dos universais, né? Vou listar alguns aqui e eu posso discorrer sobre eles ao longo da live, tá? Porque eu acho que vai ter outras questões que você mais apropriada para tratar cada um deles de forma mais detalhada, né? Pelo menos alguns deles assim mais relevantes.

¶73Ah, um problema claro, né? Ah, eh, filosófico que a gente pode ter aqui para ter um exemplo claro, né? didática para as pessoas é o problema da semelhança. Por exemplo, o Cristiano Constante, eu acho que ele está fazendo essa transmissão através de um computador, não é? >> Correto, Cristiano, é um computador.

¶74Eu também estou fazendo transmissão através de computador. Diga aí. Ai, não >> é, eu tô transmitida por meio de um de um notebook, né? >> De notebook. OK, mas vamos vamos pensar que seja um computador também.

¶75Vamos pensar assim. Pode vir qual >> o mais [música] proeminente e o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova [música] nada. Filosofia.

¶76Isso aí para mim isso aí não prova nada. Nada. >> Fernando Henrique mandou R$ 5, contribuindo um pouco com seu trabalho. Obrigado. >> Tamos junto, Fernanda.

¶77Ah, ele não disse nada demais, viu? Só só mandou aqui um cincão aqui para nós. Muito obrigado, tá? Obrigado. E falou que tá contribuindo com o trabalho, com o nosso trabalho aí, com o meu trabalho.

¶78Aliás. Ahã. O Ari caiu. O Ari caiu. Mas já já ele volta.

¶79Já já ele volta. Bora láim pensar que ele tá transmitindo através de computador, né? Pensei ali que ele tá atrás de computador. Então, tanto eu quanto Cristiano Constante estamos transmitindo, né? Estamos transmitindo essa essa imagem para vocês, né?

¶80Tá sendo transmitir essa imagem para vocês, né? De mim, do Cristiano Constante, através desse computador. A gente tá tendo essa live através de computadores, certo? Mas o que esses objetos que a gente chama de computadores, eles são objetos que são semelhantes em certos aspectos. Eles apresentam semelhanças que permitem a gente agrupar eles e tratar eles como sendo computadores, né, em virtude dessas semelhanças.

¶81Mas o que que são essas semelhanças? E o que explica no caso, essas coisas que são particulares, ou seja, esse computador particular e o computador particular do crescendo constante, serem ambos considerados uma classe geral, né, que a gente chama de classe dos computadores, né, ou sejam agrupadas ali na classe ou no grupo dos computadores. Parece no caso que há um problema aí. O que que explica essa semelhança e que permite a gente agrupar essas duas coisas em uma categoria geral, uma classe geral de coisas, né, que a gente chama de computadores, ã, ao invés de simplesmente tratar só como exclusivamente particulares. E será que isso daí é um problema?

¶82Existe uma resposta que pode, no caso, dizer que certos fenômenos ou certas coisas que são tomadas com fenômenos que motivam essas explicações são inexplicáveis em princípio. E isso é mais uma escorregada do Gustavo Machado com relação à questão da metafísica. E eu vou apontar isso aqui, tá? Mas basicamente isso é um exemplo claro ali de problema tipicamente vinculado com esse âmbito. Aí o Machado ele pode dizer o seguinte: "Tá, mas isso não era uma preocupação em certas tribos ou civilizações ou sociedades mais antigas, né, antes de certos períodos específicos, né, antes envolvendo certas condições específicas históricas que eles se encontravam.

¶83Não havia essa preocupação em explicar essa coisa que a gente chama de fenômeno da semelhança. Não havia essa preocupação. Ora, mas o fato de não ter havido essa preocupação pode pode haver vários fatores ali envolvidos, né? Várias explicações envolvidas. E ainda assim isso não mina o fato de que conforme no caso as nossas condições fossem foram foram se aprimorando, foi tornando-se cada vez mais visualizado fenômenos específicos que, pô, despertaram, começaram a despertar curiosidade para as pessoas.

¶84as pessoas se preocupavam com outras coisas específicas, provavelmente eh provavelmente no caso se manter vivos, né, em certas condições alionde não tinha uma abundância tão grande de recursos, condições materiais ali mais favoráveis, no caso, a uma vivência e no caso também a o tempo, o tempo, no caso ali disponível para você ficar refletindo sobre essas questões, né? Eh, mas no caso quando essas condições vieram, né, ou pelo menos em situações onde algumas pessoas tiveram acesso a essas condições mais confortáveis, isso permitiu com que elas refletissem sobre essas questões que a princípio elas não ligavam tanto, né? Isso é uma explicação possível do que que as do por que que pessoas no caso ah começaram a dar atenção para essas questões metafísicas também, né? É um elemento ali explanatório relevante também de certo modo, né? É razoável você pensar que pessoas comecem a se preocupar com questões mais abstratas, eh, e questões ali que antes não perturbavam elas tanto, como a questão desse problema da semelhança, né, esse fenômeno da semelhança, né, eh, eh, e, portanto, articularassem teorias ou, enfim, explicações para explicar esses fenômenos, né, ah, justamente em situações que favoreciam essa reflexão, da onde as pessoas não estavam lutando para permanecer vivas, né?

¶85Então, nesse caso, isso em nada desqualifica as ideias como tal, a menos que você articule um argumento desmascarador. E você não fez isso, você não articulou de maneira apropriada o argumento e questão para avançar essa tua sua tese que você já tá colocando como ah como vindicada, né? Então você teria que explicitar ali o argumento, o raciocínio de forma clara e os mecanismos, né, em questão que favorecem uma atribuição de status negativo e de irrelevância explanatória desses arcabolsos teóricos articulados para explicar esses fenômenos que demandariam explicação, né? Ah, mas é basicamente isso. Esse é o ponto que eu quero fazer aqui de início, tá?

¶86Então vamos deixar rodar mais um pouco. Deixa eu ver se o Ari voltou. Não, não voltou. Então, se vocês virem o meu vídeo, vocês vão ver que o centro do que tá sendo apresentado ali é que aquelas questões metafísicas eh em sociedades outras, antes do florescimento, né, do que podemos chamar da pólis grega, mas nem só da, enfim, vamos ficar com a pólis da pól grega, eh, quando a dimensão >> Perfeito. Ó, o José tá colocando aqui, ó.

¶87Ó, Gustavo é falacioso na medida em que é usado no lugar da argumentação ou na medida em que a intenção de knockdown, meramente com o fato fato genealógico, tá? Ele só tá usando o fato genealógico exclusivamente para poder eh concluir, né, para concluir que no caso ali a enfim, eh que no caso a metafísica não faz sentido para outros contextos. E esse termo não faz sentido, eu interpreto como não tem relevância epistêmica para explicar nada, fenômeno nenhum. É assim que eu interpreto a ligação dele, porque também não tá tão claro, né? Isso ainda assim é a interpretação mais caridosa desse ponto dele.

¶88Se for pra gente interpretar de uma forma que faça sentido esse não fazer sentido em outros contextos, os arcabsos teóricos articulados naquele contexto, envolvendo aquelas condições históricas e sociais específicas. Mas vamos lá, da sociedade, da comunidade se separa da ação direta dos seus membros. Não é isso que o que que eu explico lá? E, portanto, a gente passa a se relacionar agora com a comunidade de forma mediada, né, como algo abstrato, tanto que o atributo de cidadania é algo abstrato, que o indivíduo tem por direito. Todo um conjunto ali, o surgimento, a transformação do público numa universal faz com que nós tenhamos que eh formalizá-los e problematizar sobre a sua gênese, sobre a sua origem e seu sentido.

¶89O que eu procuro mostrar não é simplesmente, olha, a metafísica teve uma gênese histórica, logo ela é inválida. O que eu procuro mostrar é o seguinte: a metafísica em todas suas formulações, ela se propõe algum grau de universalidade, correto? senão não seria metafísica. O que está para metafísica, metafísices, o que está para além da fise, para além da natureza, que de algum modo, de alguma forma de uma vaga também na libertador, né, dinheiro. >> Aqui ele tá pegando a noção de metafísica tradicional clássica e tá generalizando para todos os âmbitos.

¶90Foi algo que eu ilustrei, né, que eu comentei no meu comentário ao vídeo do Bertot. Isso é inapropriado. Existem novas definições de metafísica, como ilustra o Peter Vanag no texto dele sobre metaphysics na Stanford, Club Bosfy. Aqui, ó, ele fala inclusive sobre o que é chamado de Neometaphysics. New Metaphysics, tá?

¶91Nova metafísica. Aqui, ó, houve um reavivamento da metafísica no âmbito contemporâneo, na filosofia analítica acadêmica contemporânea. Só que, é óbvio, outras questões começaram a ser abarcadas nesse rótulo de metafísica. Ou seja, a definição de metafísica se expandiu ao invés de se reduzir ao que era concebido anteriormente, como o Peter Vaneg comenta aqui, ó. Não é fácil dizer o que a metafísica é.

¶92Filósofos antigos e medievais podem ter dito, no caso, que metafísica era, como a química ou astrologia, para ser definido pela sua questão sobre subject matter, né, sua seu objeto de estudos, né? Ah, metafísica era a ciência, entre aspas, que estudava o ser enquanto tal, né? Ou as primeiras causas das coisas ou coisas que não mudam. Não é mais possível definir metafísica desta maneira por duas razões. Primeiro, um filósofo que negasse a existência dessas coisas, que uma vez tinham sido vistos como constitutivas da área e questão, né, da metafísica, primeiras causas e coisas imutáveis, né, coisas não mudáveis, né, não mutáveis.

¶93Ah, seria agora considerado como estando ah, portanto, fazendo ah uma alegação metafísica. Segundo, há muitos problemas filosóficos são agora considerados como sendo problemas metafísicos ou pelo menos parcialmente problemas metafísicos que são de nenhuma maneira relacionada a causas primeiras ou coisas imutáveis. O problema do livre arbítrio, por exemplo, ou o problema do mental e do físico, que é o problema dos qualia, né, na filosofia da mente contemporânea, tá? Da filosofia da mente contemporânea. As primeiras três sessões dessa entrada examinam a ampla seleção de problemas considerados como sendo metafísicos e discurso de maneiras pelas quais ah a o retrato, né, da metafísica se expandiu ao longo do tempo, né?

¶94A maneira como a metafísica visualizada se expandiu ao longo do tempo. Nós devemos ver, no caso, que os problemas centrais da metafísica foram significativamente mais unificados nas eras medievais e antigas, os quais levantam uma questão: "A qualquer carácter comum que une os problemas da metafísica contemporânea?" As duas eh sessões finais discutem algumas teorias recentes sobre a natureza e metodologia da metafísica. Nós devemos considerar argumentos de que metafísica, contudo definida, é um empreendimento possível. Então aqui é discutido todas essas questões aqui, OK? Todas essas questões aqui são discutidas, ó.

¶95E aqui é tratado sobre os problemas da nova metafísica em contraposição a antiga metafísica, né? Ah, a metafísica, né? Ah, que é justamente a metafísica vinculada com essa concepção que o Gustavo Machado tem em mente, que é da metafísica tradicional, clássica, etc. OK? Os problemas da nova metafísica envolvem o quê?

¶96Modalidade. Foi algo que o Alfredo Freire comentou na na palestra da PCE, um dia antes da da palestra do Machado, inclusive, que o Machado deu lá na PCE, na Associação Ateista do Planado Central. ah, problemas envolvendo espaço e tempo, problemas no caso envolvendo persistência e constituição, inclusive persistência da identidade pessoal, das condições de persistência da das pessoas ao longo do tempo, ou seja, não envolve nada de de aspecto imutável propriamente, né? Ah, causação, liberdade, determinismo, o mental e o físico, né? Envolve ali a a questão da do problema mente corpo, né, propriamente.

¶97E é claro, né, também metafísica social, que envolve o quê? Ontologia social contemporânea, como por exemplo a trazida pelo filósofo John CL. contemporaneamente, né, mais modernamente, contemporaneamente no da da filosofia analítica. Eh, eu vou colocar aqui um trechinho do Alfredo Freire comentando sobre esses pontos, tá? Inclusive o Pedro Ivo mesmo do do AT informa fez uma intro excelente retratando a metafísica tal como classicamente era concebida e também algumas críticas à metafísica classicamente concebida, né?

¶98Na plástica da PC. E o Afrido Freire logo em seguida trouxe alguns pontos relacionados ao quê? A metafísica analítica contemporânea. Então vamos aqui, ó, vamos na palestra do Alfredo Freire. Vou colocar um trechinho para vocês, mas recomendo vocês assistirem ela inteira, tá?

¶99Ó, foi antes da da do dia do Machado. Eu assisti essa do Machado dispôs, essa tese que ele tá dispondo aqui, tá? Ah, o Ari até deu uma ideia, né, pra gente fazer um react, pra gente fazer um react dessa palestra dele, só que eu falei: "Ah, cara, olha, a gente já reagiu e fez vários comentários sobre o a palestra do Alexandre Pessoa e um monte de gente então porque tô ruim, um monte de gente não gostou muito, então sei lá, cara, eu não não deixa para lá, sabe? Deixa para lá". Mas eu tinha dado ideia da gente comentar sobre essa sobre essa palestra dele aqui, tá?

¶100Do Machado. Ah, mas a gente não comentou, tá? Ah, e aqui tem uma palestra excelente, né? sobre metafísica do Alfredo Freire com o Pedro Ivo. Deixa eu voltar aqui.

¶101Ai, caramba. Aqui. Vamos lá. Vamos lá. Eu vou deixar alguns trechinhos aqui.

¶102Deixa eu ver. Segunda comando Manuel. Primeira vitória >> vamos lá. Deixar uns 3x aqui só para vocês verem o ponto >> a metafísica e em seguida e a retomada que acontece em meados do século X. Bom, então a concepção corrente, né, que a gente escuta falar é mais ou menos essa de que o ateísmo ele se vincula estritamente um certo empirismo, a a estarmos restritos e limitados a concepções ah muito concretas e e que recorrer a formas abstratas seria uma forma de estar se aproximando concepções teísticas, certo?

¶103Então, a metafísica está sempre eh conectada à ideia de dogma ou eh justamente, né, pensando, dado que metafísica é o que não é empírico, é o que não tem evidência, é o que, né, não temos algo sustentando a sua validade, então seria associado a uma espécie de dogma ou especulação vazia sobre as coisas. Então, ah, a gente vai tratar aqui sobre essa relação que fica um pouco, eh, obscurecida no no diálogo, eh, que no uso corrente comum das dessas palavras, né? Então, ah, a gente vai tentar responder isso. Opa, tentando melhorar isso aqui. >> Não precisa não.

¶104Tá, >> tá bom. modo geral é de que a metafísica não se reduz à teologia racional, ou seja, simplesmente um modo racional de fazer teologia, como isso era entendido eh no passado, antes constitui um arcabolso conceitual indispensável para as ciências, como a gente vai eh ver de modo muito breve, claro, né, aqui nessa apresentação. Bom, ah, existe, né, no século XX, que já, claro, como o Pedro falou, já era um assunto que as pessoas vinham debatendo algum tempo sobre eh como que existia uma rejeição ao pensamento metafísico, esse pensamento de origem dogmática. H, e no século XX, eh, isso vai começar a ganhar uma cara de oposição a concepções mais empíricas, rigorosas e científicas. Eh, e por isso, eh, a gente vai ter o mundo eh coisas como, eh, concepções aqui, que eu reuni em três sentencias que reúnem ideias sobre o como que as pessoas pensavam metafísicas e ao que que no século XX o antimetafisicismo está tentando fazer, né?

¶105Está tentando então ah o mundo responder a perguntas como físico exaude a totalidade do real? Ou seja, existe algo para além daquilo que possivelmente pode ser experienciado, pode ser descrito por coisas de natureza física? E se percebam que esse tipo de pergunta não pode ser respondido por eh experiência, né? Não pode ser respondido pela sua própria natureza, pela experiência. Por quê?

¶106Porque a experiência está incluída dentro do mundo físico, né? Então outra coisa, né, que vai uma direção tem a ver com a mentalidade, que também é uma questão muito importante do século XX. Existem verdades necessárias independentes da cognição. Existem entidades matemáticas com existência a autônoma, ou seja, que existem independente de estarmos considerando elas ou de estarmos pensando sobre elas. Se todos nós fôssemos embora, né?

¶107Isso é uma pergunta que surge no próprio Aristóteles. E é um ponto de discordância entre Platão e Aristóteles famoso, o de que o Platão acreditava na existência autônoma, enquanto o Aristóteles não acreditava na existência autônoma das formas em geral. As formas elas precisam ter instanciação presente no mundo para que elas sejam de fato eh existentes, né? Bom, ah, então essas concepções elas estão ligadas, né? essa esse essa vertente antimetafísica tá ligada a essa ideia de eh tentarmos evitar o dogma, né?

¶108Coisas que não podem ser testadas, só podem ser aceitas de modo dogmático. Então, com isso surge uma escola. Ah, quer dizer, e antes disso, só pra gente agora ficou um pouco estranho aqui, ó. É porque não é para ter Zoom, não é para ter Zoom inteira. Wagner de ver a experiência, a experiência científica e a proposição metafísica relacionada a ela aqui pra gente entender um pouco melhor.

¶109Eu sei que eh nem todos que estão aqui são da filosofia ou tem conhecimento sobre como que essas coisas se operam, mas pensa hã eh uma proposição da ciência tá sempre ligada a elementos muito concretos e observáveis principalmente, né? Então a a água é bu a 100º quando tem uma pressão a um atm. Do outro lado a gente tem todo evento contingente possui uma causa determinante. Então certo? Ou seja, eu tô falando sobre algo que está ligado à estrutura geral da realidade e que, portanto, não pode ser observado, porque para que fosse possível observar isso, eu teria que de algum modo sair da realidade, né?

¶110Você poderia pensar desse modo. Então, aqui nós temos de fato um método observacional de verificação, de análise concreta das variáveis eh envolvidas. Enquanto para uma proposição do tipo metafísica, a gente só pode usar análise conceitual. A gente só pode pensar sobre esses conceitos de modo lógico e coerente, mas a gente vai ver que também tem alguns outros métodos que começaram a ficar mais claros agora no fim do século XX esse tipo de coisa. Beleza?

¶111Ah, então eh, eu gostaria de falar um pouco sobre o projeto do positivismo lógico, que é, na minha humilde opinião, um dos projetos mais importantes do início do século XX, justamente um projeto de tentativa de fundamentação, de uma eliminação da metafísica. E por que que eu acho eles tão importantes? Porque ah o fracasso deles foi o fracasso de uma tentativa realmente honesta de tentar fazer essa eliminação. E pensem que no fundo essa eliminação da metafísica tá ligada fundamentalmente à eliminação do dogma, né? Por que que eu quero eliminar a metafísica?

¶112Porque são coisas que eu não posso ah determinar por outro método que não seja só a minha opção e última análise, né? Então eh eh essa é a motivação principal. E, portanto, desse, dentro desse universo, existiam algumas ideias importantes nessa concepção. A primeira é a concepção de significado, né, de que, por exemplo, a isso conecta até com a a aquilo que o Pedro falou do Stuart, né? O Start 1 eh fala sobre o problema do predicado de existência e isso vai ficando cada vez mais claro e fica absolutamente cristalinamente claro com os trabalhos de Fre Russell eh no fim do século XIX, onde vê que muitas das proposições metafísicas de fato são eh são confusões sobre o uso de certo de uma linguagem um pouco um pouco esclarecida ou da confusão sobre o fato de que >> que o Alfredo tá comentando sobre o empreendimento positivista lógico, né, dos empiristas lógicos e tal, né?

¶113H, que é um empreendimento que tentou favorecer a eliminação da metafísica. Tentou fazer a eliminação da metafísica, mas fracassou. E aqui ele vai esclarecer um pouco mais o por que fracassou. Isso é muito relevante porque, no caso, eles tentaram fazer um empreendimento muito mais competente de eliminar a metafísica do que simplesmente no caso que o o Machado tá fazendo. Inclusive, alguém comentou aqui nos comentários.

¶114Deixa eu pegar aqui. Ã, alguém pegou aqui nos comentários. Deixa eu ver. Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. >> Ou seja, para exponência precisão, flexibilidade.

¶115Claro. >> Vamos lá, vamos lá. >> Mais alto, >> teve um comentário aqui, acho que foi do Gustavo, né? Gustavo 07899, que ele comentou mais ou menos assim, né? Ã, bom, se você tá falando já de uma concepção de metafísica expandida, né, algo mais ou menos assim que ele comentou, né?

¶116Não tô conseguindo achar aqui o comentário exato. Ah, mas se você tá falando de uma concepção de metafísica expandida, logo você não tá falando, ã, você não tá falando da mesma coisa que o Machado tá falando, né? Você tá expondo, no caso, o alvo, né, do que o Machado está criticando, que é a metafísica tradicional clássica. Eh, já que no caso dessa concepção que você tá referindo, ela expandiu para outras coisas, para para abarcar mais coisas ainda do que simplesmente aquilo que era tratado como a questão de ah o objeto de estudos, né, o alvo de estudos ali da metafísica eh tradicionalmente, né? Só que o problema é que a concepção de nova metafísica, ela incluiu novos problemas, mas ela não desconsiderou os problemas antigos, inclusive articulações de novas visões vinculadas com o que são variações das visões mais antigas sobre o problema antigo dos universais, né?

¶117Então, apesar de ter um problema novo dos universais articulado no âmbito analítico contemporâneo, ele tem conexão com o problema antigo dos universais. Ou seja, o problema da semelhança mais contemporâneo tem conexão com problema da semelhança anterior, como eu mesmo ilustrei ali na live com Cristiano, tá? OK? Então, ainda assim, como o próprio vídeo, né, do Machado e a própria tese dele envisa anular a metafísica como um todo, como um todo, né, o empreendimento metafísico como um todo, né, ah, de você, no caso, dar respostas ali em termos de aspectos universais explanatórios, né, que expliquem fenômenos específicos, né, eh, dos quais aparentam demandar uma explicação, né, a fenômenos, no caso ali que demandam uma iluminação, esclarecimento sobre esses fenômenos para tornar eles mais inteligíveis para nós, mais compreensíveis. para nós.

¶118Então ele também tá por tabela fazendo meio que uma crítica também ah, tentando fazer uma crítica ali que seja expansiva, que abarque também aspectos da metafísica tratados no âmbito da da metafísica analítica contemporânea, dos quais, no caso, foi reavivada em virtude do fracasso do projeto positivista lógico de tentativa de eliminação da metafísica. E aqui o Alfredo esclarece os motivos do fracasso e como que a metafísica foi reavivada no contemporâneo. >> E a nossa gramática, a a nossa gramática não é transparente com relação à forma lógica das das sentenças. E aí, nesse sentido, o Ari voltou. Pronto.

¶119Salve >> tá ali. >> Fala aqui. >> Opa, beleza. Tá me ouvindo tranquilo agora, >> cara. Até o momento parece que melhorou, né?

¶120Vouar um pouqu ver se é a sua voz não tem >> a sua voz tá picotando um pouco, mas você tá ouvindo? Você tá me ouvindo tranquilo? Então >> tô te ouvindo melhor. Cheguei em casa aqui. Eu não sei se o ventilador está >> eh comprometendo um pouco minha voz.

¶121É, tá dando pipoquinho estejo. Tá dando, é, tá tá dando uns pipoquinhos na sua voz. Mas, ó, o vídeo que eu tô passando é esse aqui do do Alfredo, né, que se conecta com esse ponto do machado, né, que ele tá sendo muito ingênuo na visão de metafísica dele e nas críticas que ele tá fazendo. >> E qual que é o ponto do machado no momento? ponto do machado é basicamente uma, é, é o mesmo que o Bertha apontado lá, né, que é basicamente ele encorrendo em uma falácia genética, porque ele tá apelando a ao mero fato genético, né, um fato em termos da gênese de da metafísica, né, de questões metafísicas ali, vinculado com um contexto específico, né, o contexto social, histórico, específico.

¶122E tá dizendo, né, ele tá alegando que, no caso, ah, essas questões só fazem sentido naquele contexto, mas ele não tá fornecendo uma argumentação articulada a favor disso. Eu ilustrei no caso que ele poderia fazer um argumento, né, tentar articular um argumento em favor disso através da articulação de um argumento desmascarador, um debunking argument que é referido na literatura, né, a de filosofia analítica contemporânea, poder articular um debunking argument contra a metafísica no geral, mas ele não tá fazendo isso, só tá fazendo uma referência ao fato genealógico e disso ele tá alegando, fazendo uma alegação de que só faz sentido as questões metafísicas naquele contexto social, histórico específico. É, o grande problema dessa desse apontamento, dessa visão, uma espécie de construtivismo cultural que também vai atrelar a as verdades a e os nossos paradigmas a a determinadas demandas culturais, questões relacionadas a, né, a à estrutura de base econômica, né, principalmente para pro Gustavo Machado, que tem essa herança de de ver o mundo através dessa ótica marxista, né? E eu tô falando aqui como alguém de esquerda, mas como alguém também que entende a metafísica analítica, entende algumas coisas que são pressupostas da própria política, né? Porque há uma inversão ontológica, né?

¶123as pessoas, muitos de nós têm essa tendência, né, dentro da esquerda, principalmente os colegas da esquerda, de colocarem eh as questões que muitas vezes elas são derivativas, mas invertendo a gênese e a base, o fundamento, né? Então, por exemplo, eh, os o modo econômico, né, de produção de uma determinada sociedade vai determinar a superestrutura, né, essa infraestrutura econômica vai determinar as superestruturas, né, ou seja, a cultura, a, ou seja, o pensamento filosófico vai ser vinculado, né, vai ser dependente de um determinado momento histórico. Então, por exemplo, monarquias absolutas tendiam a promover pensamentos extremamente metafísicos, pensando a realidade em termos de uma estrutura hierárquica que chega num fundamento uno, né, uma questão parmenidiana ali. E e essas pessoas vão fazer esse tipo de associação, né, de que a metafísica, os nossos saberes, inclusive a ciência, os métodos que a gente é que vigora no dado momento histórico, eles estão vinculados a esses fatores, né, políticos e principalmente econômicos. Só que permeando todo esse relativismo cultural, digamos assim, ao ser, isso é negável.

¶124Ah, não, mas até o ser é dependente de de um contexto. E também o pessoal da filosofia da linguagem vai fazer esse tipo de de leitura, né? Não, só que aí voltado pra questão da linguagem, que fora da linguagem não há o ser objetivamente falando, a objetividade também é construída na linguagem. Tudo, assim como pro método marxista, por exemplo, tudo é construído a partir de uma infraestrutura econômica de bases do modo de produção. Para um filósofo da linguagem, pro Vinquensteinano, por exemplo, tudo é construto linguístico, né?

¶125E mas não há alguma coisa. >> Os limites da linguagem são os limites do meu mundo, né? Eles alguns falam, né? Sim, mas tanto paraa filosofia na e um recado que a gente pode passar tanto para filósofos eh eh que têm essa visão eh de leitura, né, proveniente da filosofia da linguagem, contra filósofos que tem uma leitura mais marxista, eh é que não há alguma coisa antes de qualquer coisa, há uma base de caráter ontológico e que subja isso tudo e que é fixo e que ainda que tenha sido descoberto ou começado a a ter uma gênese de pensamento no dado momento histórico, isso não significa que é atrelado a esse momento histórico. A sua verdade é atrelada a esse momento histórico.

¶126Não é porque a lógica é sistematizada por Aristóteles num determinado momento da pólis grega, que a lógica ela faz sentido apenas em determinadas culturas, digamos assim. Não é porque a metafísica, alguns saberes metafísicos foram, né, eh eh ganharam uma sofisticação ali na Idade Média, que essas coisas estão atreladas ao modelo medieval de igreja e de monarquia absolutista. Não é porque contemporaneamente nós vivemos um paradigma mais vinculado com a ciência, com os métodos eh da ciência, que vão repousar sobretudo nos métodos da da física, né, tendo a física como o paradigma de da das demais ciências, não é? Por porque nesse seio surge a filosofia da linguagem e a filosofia analítica, que significa que a a a metafísica analítica ou a filosofia analítica só faça sentido nesse nesse recorte de mundo. Não.

¶127Algumas coisas surgem em determinados contextos e determinadas épocas, são descobertas em determinados contextos e épocas, mas elas transcedem esse a verdade disso, o vínculo eh eh disso não é apenas histórico ou cultural, né? É, por exemplo, eu não gosto. Eu >> foi o que eu falei, eu falei é porque é porque o que que eu comentei? Eu comentei o seguinte, beleza. O fato de certas questões metafísicas terem emergido em contextos específicos, aonde algumas pessoas tiveram algumas condições materiais ali que permitiram elas refletir sobre essas questões e perceber certos fenômenos estranhos dos quais elas não se importavam muito porque elas estavam muito preocupada em tentando sobreviver ou preocupada com >> Começa falando de novo, tenta arrumar o seu microfone para mim aí porque eu sei que o pessoal tá te ouvindo, mas às vezes eu tenho dificuldade de te ouvir.

¶128Ah, entendi. O que que você não ouviu assim do que que eu falei? Porque que que você ouvi até que ponto? Porque o pessoal tá me ouvindo tranquilo, tá? >> Olha agora, por exemplo, aparente.

¶129Não, eu sei, o pessoal sim, mas é a pessoa que mais se importa no mundo, que sou eu. Tô brincando. Mas eu não tô conseguindo te ouvir aí. Tenta vai e eh performando aí planta bananeira. Não sei, até uma hora vai dar certo, mas vai falando aí que aparentemente melhorou um pouquinho.

¶130>> Vamos lá. Eu tava falando o seguinte, né? Eu tô falando o seguinte. Eu tô falando que essa questão de certas questões metafísicas terem surgido em contextos históricos específicos ou sociais específicos, também tem uma relação, de certo modo, ah, com certas condições que pessoas específicas tiveram, né, que permitiram, no caso, com que elas, em virtude do conforto daquela situação, possam ter refletido também sobre essas questões, né? Possam ter justamente tido a oportunidade de refletir sobre essas questões mais abstratas, gerais, vinculad com certos fenômenos que antes não importava muito para elas, né?

¶131Não importavam muito para elas aqueles fenômenos. não significa que não significa aques que aqueles fenômenos não existiram e que eles não seriam intrigantes para qualquer pessoa que tivesse, no caso, conforto necessário, né, mínimo necessário para poder se preocupar com aquele tipo de fenômeno e e tentar entender melhor aquele fenômeno, né, tornar inteligível aquele fenômeno. E aí que surge a demanda de uma explicação para certos fenômenos, como o fenômeno da semelhança, né? Eh, não é porque no caso não era articulada eh teorias metafísicas robustas ou qualquer coisa assim para explicar certos fenômenos que esses fenômenos deixassem de existir ou que na medida em que eles fossem percebidos como existentes, simplesmente pessoas não tivessem uma curiosidade e um ímpeto de querer formular explicações para explicar esses fenômenos, né? Ou pelo menos achar que eles demandam uma explicação e que eles têm uma explicação, né?

¶132Inclusive, eu cheguei a mencionar que há teorias metafías ouvindo, eh, digamos assim, pode falar. E e eu cheguei a comentar inclusive que há a há perspectivas metafísicas hoje na filosofia analítica contemporânea que inclusive alegam, né, e tentam demonstrar que esses fenômenos como fenômeno da semelhança, por exemplo, a o fenômeno ali, no caso da da unidade, né, o fenômeno da unidade, da individuação, da mudança, não tem explicação, como a visão do fioco, né? Eu chego até a mencionar isso, né? E a gente vai a gente pode descorrer isso mais na frente, né? Quando vai chegar um ponto, ele vai falar sobre isso, né?

¶133hã, sobre essa questão, né, de certos fenômenos específicos, aliás, de certas coisas específicas, né, no âmbito metafísico, né, as pessoas que fazem metafísica, qualquer coisa assim, elas estão preocupadas em fornecer explicação para a existência dos particulares ou de certas coisas ali que são percebidas ah como demandadoras, né, demandantes de uma explicação ou algo assim, né? Ah, mas você vai ter um arcabus metafísico que eu acabei de mencionar, que é da plana, que vai negar que tem uma explicação para esses fenômenos, né? Ah, mas enfim, é, é isso. Quer comentar mais alguma coisa, >> oi. >> Você não conseguiu pegar nada do que eu falei.

¶134>> Algumas coisas, né? melhorou um pouquinho em relação ao carro, mas ainda eu não sei por qual razão hoje, diferente das outras, >> né, vezes que eu participo da sua live. >> É, não sei, né? >> Aparentemente os aplicativos e tudo que eu tô utilizando aqui na nos meus dados estão em velocidade normal. Cheguei em casa, eu tô utilizando 5G aqui também, a Wi-Fi e não sei se reiniciar o aparelho celular eh contribui com alguma coisa.

¶135Eh, enfim, eu deixa eu colocar em modo aqui, depois tirar aqui. >> Tenter, faça isso, faça isso. Aí você retorna aqui melhor. Enfim, enquanto isso, eu vou deixar o vídeo do Freire passando do Afre do Freire, que eu acho que é relevante aqui, tá? você vai hã atribuir significado às sentenças a partir do seu método de verificação.

¶136Então, o que é ah o significado de dizer que a cadeira é azul? Tá atrelado a como que eu faria para saber ou determinar se isso é ou não azul, né? Então, o cado tem que estar bem definido nesses termos. também uma concepção científica do mundo que aceita proposições ou ideias universais apenas quando elas são resultados de uma análise lógica e não quando elas podem quando elas vão além de uma análise da nossa linguagem. Quando elas vão além da da análise da nossa linguagem, então, bom, isso é só especulação, isso só pode ser aceito dogmaticamente.

¶137Eh, por fim, e de que nesse caso, portanto, a tarefa da filosofia passaria a ser uma tarefa de esclarecimento conceitual. ela não produz tes ela produz apenas esclarecimento para aqueles que efetivamente vão fazer as teses eh sobre o mundo queistas, né? Então, também uma posição de humildade epistêmica em um certo sentido de que o papel do filósofo é apenas de auxiliar os cientistas no esclarecimento conceitual. Ahã, o problema é que, e aí a história é muito bonita, eu convido vocês a conhecerem em mais detalhes, mas esse programa enfrenta algumas limitações muito importantes, né? E essas limitações muito importantes, elas têm a ver com muito do que os cientistas mesmos precisavam fazer.

¶138A gente começa a perceber que falar sobre conceitos contrafactuais, por exemplo, eh é uma atividade científica fundamental. Veja só, se o evento A tivesse ocorrido, o evento B teria seguido. A gente faz isso o tempo inteiro, não necessariamente, por exemplo, quando está fazendo história, né? Seria especulativo demais, mas a gente a gente quer entender o que que aconteceria. Não faz também.

¶139Eu só tô dizendo que talvez al não pode fazer se [risadas] não sei. Eh, mas assim, a gente quando a gente tá fazendo, se a gente tá fazendo física, por exemplo, a gente imagina condições e quer entender as as consequências dessas condições. A gente eh pensa contra factualmente, né? Ou seja, caso por ex, ô, por exemplo, se a gente, ah, queremos entender um acidente aéreo, queremos entender um acidente aéreo. Ah, então como que a gente vai entender o acidente aéreo?

¶140tem que pensar contrafactualmente, ou seja, acaso isso tivesse ocorrido, aquilo outro não teria acontecido e, portanto, o acidente não teria ocorrido. [roncando] Isso é eminentemente uma sentença científica. Se ela foi eliminada na nossa tentativa de fala ser metafísica, é a nossa tentativa de eliminar metafísica que tá errado. Não, eh, essa frase ter sentido, essa frase ter sentido científico eh parece muito fundamental para que façamos ciência. Ah, outra coisa que tá relacionada é a ideia de falar de propriedades disposicionais.

¶141Opa, melhorou. uma coisa que uma coisa que atribui não só com o que o Machado havia comentado, né, >> mas também no embalo do da palestra aí do nosso colega, eh, é que também a metafísica, a a as verdades eh eh na física, por exemplo, elas subentendem verdades mais gerais de ordem de metafísica. Então, qualquer proposição verdadeira na ciência, a saber, na física, por exemplo, já subentende proposições metafísicas verdadeiras. Então não há como fugir disso. Por exemplo, quando o físico estuda o movimento, determinado caráter do movimento, ele já tá pressupondo uma a verdade metafísica de que movimento existe aqui no nosso mundo e, portanto, movimentos são eh possíveis, são metafisicamente possíveis.

¶142Há movimento, há movimento, há aquilo que se movimenta, algo há. Então você vai eh você começa a perceber que que as verdades, né, nos fenômenos da físicos que que a física objetivamente estuda, investiga, elas estão lastreadas e têm herança em verdades mais gerais e profundas, que são proposições metafísicas. Então o leigo em metafísica, inclusive muita gente nas ciências, né, eles eles não não imaginam que metafísica tá muito mais próximo do cotidiano da ciência e do cotidiano comum do que se imagina, porque cria-se aquele espantalho de que metafísica inclusive e eu vi só 15 minutos da 15 ou 20 minutos do da live, né, mas vi o suficiente para pegar o o Gustavo Machado, se eu não me engano, trazendo aquela eh eh [risadas] a aquela pela percepção defeituosa da de metafísica como algo eh literalmente além da física, né? Só porque eh do ponto de vista histórico, né? Andrônico de Rodas, aquela coisa lá dos livros que estavam dispostos após os livros de física, portanto, meta física.

¶143Então, disso não se segue que a metafísica é o estudo daquilo que está para além do físico, daquilo que ultrapassa o físico, não, né? Então esse esse tipo de espantalho eh eh comunica para as pessoas que metapisca é alguma coisa que transcende essa realidade, portanto, transcende o escopo da ciência, transcende eh eh até mesmo o conhecimento do senso comum, quando na verdade a metafísica tá, né, permeada em tudo isso, no senso comum e na ciência. Então a metafísica eh ela ela eh ela precisa ser verdadeira de maneira mais fundamental para que todo o resto seja verdadeiro, né? para que eu acredite que o sol vai nascer. Qualquer crença que nós temos, vai estar pressupondo crenças metafísicas mais básicas.

¶144Eu posso chegar numa crença extremamente básica e geral de que algo há. Isso não é uma proposição da ciência, isso é uma especulação metafísica e que tem eh vínculo com existência, modalidade, né? Portanto, são categorias metafísicas. Quando eu falo que algo eh que um fenômeno físico, que o nosso universo poderia ter outros valores de constantes, quando a gente tá falando de ajuste fino, por exemplo, e que o universo poderia ter outras constantes, porque a do ponto de vista físico, é sempre possível que às vezes a física fossem diferentes ou tivessem alcance distinto do que efetivamente tem. O nosso universo poderia ter outra história.

¶145Nós estamos falando de possibilidade. Nós estamos falando que existe o reino do possível, do contingente, mas a gente pode postular se não há algo que não é nem possível nem impossível e sim necessário mesmo. E tudo isso entra no modalidade, né? Ou seja, aquilo que é impossível, aquilo que é possível, aquilo que é necessário, se há algo necessário. Então isso tudo é modalidade.

¶146Então nós estamos fazendo metapisca. né? Quando nós pensamos, >> isso entra no ponto que o o Fre tá comentando, né, sobre raciocínio contrafactual e que envolve no caso noções de possibilidade, né, possibilidade, necessidade, etc., né? Ah, o aspecto da contrafactualidade envolve, no caso, um raciocínio modal, né, de certo modo envolvido ali. É o que o Timothy Willson comenta, por exemplo.

¶147>> Exatamente. >> Propriedades disposicionais são propriedades que as coisas aparentemente têm, por exemplo, solubilidade ou fragilidade, etc, etc. e que são coisas, são propriedades que a gente atribui às coisas, mas que só podem ser efetivadas caso elas realmente aconteçam. Então, é uma potência de acontecer alguma coisa. Isso também causa dificuldades muito grandes na descrição do que está realmente ocorrendo e, portanto, a gente não consegue ah passar por cima disso e evitar uma discussão metafísica sobre esses temas.

¶148e limitações formais. Essas também são muito importantes. A gente, um dos pontos importantes da eliminação da metafísica é tentar transformar a atividade matemática em >> Olha aí o rapaz aqui no comentário tava perguntando justamente sobre as implicações do teoremas da Completude, né? O enfim o enfim o o Alfredo Freire chega a comentar aqui, né, sobre isso, >> uma atividade meramente lógica, ou seja, uma atividade apenas de manipulação de símbolos. O problema é que a gente vai encontrar uma série de resultados limitativos, muito famosamente os teoremas da incompletude de Gedel, mas existe uma série de outros que mostram que existe uma limitação muito importante na descrição objetos matemáticos, eh, que recorre apenas a questões lógicas, né?

¶149Ou seja, existiria algo na atividade matemática que aparentemente pelo menos o aceito amplamente em matemáticos e filósofos, da matemática de que parece ir para além do que é puramente lógico, né? Isso é bastante estabelecido contemporaneamente. Ah, >> e aqui entre o realismo platônico que o Machado fez o comentário aqui bem superficial, cara, e disse que no caso: "Ah, mas achados da física, da ciência contemporânea servem para minar, servem para minar ali o platonismo ali do frig, blá blá blá, né?" Comentou um negócio mais ou menos assim, né? Pelo que eu tinha visto, foi um comentário extremamente genérico, cara, contra o realismo platônico contemporâneo, né? Na na filosofia da matemática, né?

¶150Mas enfim. Então, o que acontece eh três três três movimentos vão ocorrer na direção da reabilitação da metafísica e o primeiro deles é a retomada de uma metafísica modal. Ou seja, a gente descobriu que muito muito do que a o esse trabalho da metafísica de explicar as contrafatualidades ou de explicar as propriedades disposicionais, a de causa, essas coisas podem ser descritas em uma linguagem muito precisa que se que fala sobre os a sobre os termos necessidade e possibilidade. Então, por exemplo, ah, dado, a gente vai dizer que X causa Y, porque X não apenas implica Y, mas implica Y necessariamente, certo? Ah, mas o que que significa esse necessariamente?

¶151Esse necessariamente emerge primeiramente com a interpretação do carnap, mas depois isso vai sendo eh que era um positivista lógico, tá? Só para lembrar, ou seja, os próprios positivistas lógicos abandonam o projeto e começam a fazer a metafísica contemporânea. Eh, e a proposta do Carn é de dizer que a interpretação de uma coisa como a necessidade é a ideia de que não só implica nesse mundo, mas em todos os mundos possíveis. O que que são esses mundos possíveis? por exemplo, na concepção de carga são con variações, concepções linguísticas de variações do que tá acontecendo nesse mundo.

¶152Ou seja, se eu mudar alguma coisa nesse mundo, será que eu consigo fazer uma análise de modo que isso ainda continua acontecendo? Se eu fizer uma outra, >> essa visão abstracionista que ficou inclusive popular até mesmo entre filósofos analíticos contemporâneos teístas como implântica, né, e o Robert Adams, né, é uma concepção abstracionista, né, que trata os mundos possíveis como conjuntos maximais de proposições maximalmente consistentes ou enfim de objetos abstratos maximalmente consistentes ou qualquer coisa assim, né, é chamada de concepção abstracionista sobre metafísica da modalidade. E tem também o realismo modal do David Lewis, né, que aí já trata, no caso, aí como sendo um conjunto maximal de, no caso, objetos concretos, né, maximalmente consistente, né, eh, e que caracterizam, no caso, ali, ã, esses mundos possíveis concretamente, né? Ou seja, e eles, ele postula que esses mundos possíveis eles existem como mundos reais, né? Eh, não como questões abstratas propriamente, né?

¶153H, e aí, ã, existem concepções também, no caso, ã, essencialistas sobre metafísica da modalidade e também essencialistas causais, né? Ah, aliás, eh, disposicionalistas causais, né? Como no caso o próprio Alexander Pruz discorre sobre isso no livro de 2019, né, que é justamente o o livro sobre Natural Theology, né? Ah, Natural Theology, que é um livro editado pelo Willen Craig e o JP Morland, né? é um livro de 2019, onde tem o capítulo dois que discorre sobre o argumento cosmológicoano, né, o Alexander Prus.

¶154E ele traz vários modelos, né, de metafísica da modalidade e várias problematizações para cada um desses modelos, né, onde ele tenta defender o o account disposicionalista causal, né, ali, né, ah, aristotélico disposicionalista causal, né, em detrimento de o aristotélico essencialista, né, essencialista aristotélico, do abstracionista, né, do Plant do Rodadance e do realismo modal, né, eh, ali do Liuis e também da noção de eh de aspecto lógico estrito, ou seja, que a modalidade metafísica se reduz a modal idade lógica estrita, que é a visão do Libens, né, a visão libesiana, etc. E existem métodos, isso, métodos bastante solidificados de como tratar esses predicados, certo? Isso, isso dá início a uma grande retomada, uma grande reabilitação no estudo da metafísica contemporânea. Bom, então, né, falando aqui sobre a concepção ateista de dizer que a gente postular ideia de mundos possíveis, ela eh pode ser algo eh sujeito a a dúvidas e não ser necessariamente posto à prova pela experiência, mas fornece uma estrutura conceitual eh para que nós evitemos uma discussão que se funda na ideia de Deus, como é muito comum na metafísica tradicional, eh, para descrever coisas que a realidade parece exigir para ser descrito. Ah, um outro problema, né, muito importante, é de que hã de que nós temos um problema científico ligado a certos paradoxos da indução.

¶155Um dos pontos, esse é um dos pontos, eh, um ponto super interessante quando a gente considera o seguinte exemplo, né, a gente tem um paradoxo relacionado à propriedade versum, né? A gente quer que o princípio da indução valha. O que que é o princípio da indução? O princípio da indução é de que coisas que aparentemente eh ou repetidamente valem parecem indicar que aquilo vale sempre. A gente faz isso o tempo inteiro quando está fazendo ciência, né?

¶156A gente joga, exemplo que todo mundo faz, eu joguei uma pedra, ela caiu, ela caiu 10 vezes, 50 vezes, joguei outro tipo de pedra, ela caiu. Então eu concluo que a pedra sempre cai. Esse raciocínio é aquilo que a gente chama de raciocínio indutivo. O problema é que quando você começa a pensar sobre isso de modo muito sério e você considerar a seguinte propriedade: o verzul, o que que é o verzul? O verzul é a propriedade de ser verde antes de 2010 e ser azul depois de 2010.

¶157Exatamente. Essa essa é a reação que eu espero. O ponto é que é uma propriedade. Se eu verifiquei 50 vezes que as coisas são verzul ah em 2005, em 2005, 2010, 2000 2095, etc, etc. Verifiquei várias e várias vezes.

¶158O que que a ideia de indução me permite dizer de que isso vai valer sempre? O problema é que a própria definição de Veru tá dizendo que só se for antes de 2010, depois disso ela é ela passa a ser azul. Então ele não vai valer e não parece que deveria valer indução para a propriedade verzul. Ou seja, se eu ver várias vezes uma coisa a propriedade verzul, eu não deveria ser capaz de eu não deveria esperar que essa propriedade continuasse a valer para coisas como verzum. Então isso também retoma uma discussão metafísica muito important de que a a realidade parece ter elementos fundamentais, ou seja, dobras fundamentais na realidade.

¶159Por exemplo, como a gente não dobra o corpo humano na metade do nosso do nossa antebraço. A gente não dobra o corpo humano na metade do antibraço. A gente dobra o corpo humano onde ele tem dobras, certo? Então você pode dizer que o verzu não é uma dobra da realidade. O verde é uma dobra da realidade.

¶160Ou seja, você pode dizer que propriedades que estão ligadas às dobras da realidade são aquelas que estão sujeitas a serem induzidas. E uma discussão sobre quais são essas propriedades, os tipos naturais da realidade é uma discussão fundamentalmente metafísica. Então também é algo muito importante porque a gente quer usar princípios indutivos para fazer ciência. E por fim, ah, o estatuto ontológico das entidades abstratas, né, como a gente diz, eh, parecem existir problemas fundamentais na ideia de tentar dizer que o uso que a gente faz da matemática está ligado. >> Pode falar.

¶161Inclusive, quando a gente busca investigar o caráter, né, eh, necessário, digamos assim, de uma lei física, quando a gente olha para uma dada lei e pensa, isso é uma lei em virtude do fato de que, né, eh, isso se repete. E é claro que há um, digamos assim, empiricamente isso advém de um processo doutivista, né? Nós sempre, por exemplo, a gravidade, nós sempre, independente de se é uma dobra no espaço tempo ou se é uma força newtoniana ou etc, mas a lei é que corpos, né, vão em direção ao ao chão. A gente tecnicamente pode falar o centro da Terra, tudo, mas enfim, os corpos caem, digamos assim. Isso é uma lei.

¶162Eh, a causa a gente conversa depois, mas a lei ela já tá estabelecida independente da causa e tudo mais. que a gente não sabe a causa última eh da gravidade. A gente fala também de gravitons e tudo mais, né, que é o o elemento quântico da nossa discussão, mas a gente já diz, já possui como sendo uma lei. Então, a lei ela não implica o seu caráter eh digamos assim, mais fundamental, mas tá lá, desde que haja uma repetição, desde que satisfaça a a declaração todo x y, né, eh, é uma lei. Então, quando a gente postula algo como sendo uma lei e a gente pensa o que permite em nós, claro que há um copêndio muito epistêmico nisso tudo, mas há também um labor metafísico e e não tô falando científico, tô falando metafísico, né?

¶163No momento que a gente pensa o caráter da lei, o que faz de algo uma lei, não só para nós no âmbito da descoberta, porque esse é o âmbito epistêmico, né, da justificação e tudo mais, seria o elemento e epistêmico e eh eh no indutivismo, né? Mas o mas por que que aquilo está se repetindo efetivamente no mundo? E por que que aquilo deve continuar se repetindo? Essas leis elas são pelo menos no nosso mundo, uma vez que elas são estão vinculadas com o nosso mundo. Podem elas podem não estar em outros mundos possíveis, mas nesse mundo nosso, elas são de fato necessárias, elas não têm prazo para acabar porque elas valem de fato todo o reduto do universo, do cosmos.

¶164A gente acredita que sim. A gente acredita que tem caráter de generalidade, universalidade, persistência. Por quê? que a gente já postulou como lei por uma descoberta indutivista, nunca falhou o de algo cair, por exemplo. Então, um processo que começa indutivista, vai paraa crença, tem o par a parada riumana, né, e tudo mais, aquela coisa toda, mas a gente quer investigar o que que tá acontecendo ontologicamente, né, e e não só o aspecto físico de um fenômeno que cai, se choca e qual que é a causa física disso, mas a questão modal que já é vinculada à metafísica.

¶165se de fato essas coisas eh eh são necessárias, pelo menos no nos mundos possíveis em que elas existem, se elas de fato não falha, em virtude de que elas não falham, em virtude de outros fenômenos físicos, há alguma coisa mais de fundo, mais eh eh fundamental que é necessária e que que e que subj essas leis ou ou essas leis vão encontrar algum fato bruto, alguma origem bruta? Ou seja, a gente tá eh eh eh vinculando, a gente tá misturando ciência no sentido físico de da física mesmo, com questõ categorias como modalidade, coisas do âmbito da metafísica, né? Então a gente, o cientista, por exemplo, o físico, ele não precisa desse tipo de pensamento para fazer física. Einstein não precisou ficar pensando a modalidade das leis para ele descobrir, né, a teoria da as duas teorias da relatividade ou mesmo quem ajudou no desenvolvimento da mecânica quântica e etc. Não.

¶166Portanto, a ciência não precisa disso. Por quê? Porque esse tipo de pensamento de ir atrás de por que a se a que tá por trás da indução, o caráter eh eh eh o o o caráter modal disso tudo e e e a origem última disso tudo, a física não precisa disso para ela caminhar. A física precisa dos experimentos, dos experimentos, dos cálculos, né, e das leis que ela já constru, >> mas os raciocínios, os raciocínios, a inferência paramela explicação, a inferência indutiva são importantes. Então, os problemas apontados ali, por exemplo, pelo Goodman, pelo próprio Hum, né, e coisa e tal, que são tratados mais robustamente contemporaneamente, né, como apontado pela própria Lee Henderson no artigo The Problem of Deduction, contemporaneamente aqui na na Stanford, ah, esse tipo de problema é é relevante de ser endereçado, tá?

¶167Porque que no caso se garanta a razoabilidade, as pessoas geralmente são postuladas, né? Ah, vamos postular que isso acontece assim, mas eh a a o fisco não precisa estar investigando, porque isso não tá no laboratório, não tá nas equações de investigar o caráter modal das leis. Em que medida elas são metafisicamente leis? >> Eles podem ir nas causas eh eh imediatas >> menos a menos que seja um a menos que seja um físico teórico. Aí pode ser que seja mais relevante tratar sobre esse tipo de coisa.

¶168No físico teórico é relevante ter algum conhecimento sobre essas questões. >> Sim, é importante, mas na prática ele tá indo para as causas imediatas, né? As causas próximas, como por exemplo a curva no espaçotempo e tudo mais, mas ele não tá pensando, ah, será que essa é a causa última? tudo. Talvez se e se completar o xadrez físico, por exemplo, da teoria do tudo, encontrando, por exemplo, o grafon ou uma teoria quântica da gravitação, isso conseguir conciliar mecânica quântica e física relativística, por muitos e muitos anos os físicos vão se ver satisfeitos.

¶169Por quê? Porque eles não estão eh eh desde que as coisas se encaixem ali na na teoria, desde que forme, por exemplo, a teoria do tudo, né? Eles estão satisfeitos. Eles não precisam, embora eles possam fazer isso às vezes sem perceber, ou por um preciosismo, eh eh por uma vaidade intelectual, mas eles enquanto físico, eles não precisam mais eh eh ir tão a fundo assim, né? Eles podem fazer isso, mas se eles quiserem tão a fundo, eles vão eh pedir uma licença, digamos assim, para fazer algo que a gente chama de metafísica.

¶170Ou então eles vão, de fato se engajar na metafísica, estudar metafísica. is da eh filosofia da fisca e tudo mais, porque o fisco não é obrigado a a ir tão a fundo assim, né? Geralmente e e mas mesmo que ele vá, ele não e eh eh ele não precisa disso pro paper dele, né? Se ele conseguiu uma teoria lá que conceria mecânica quântica, por exemplo, com relatividade e e fez ajudou na elaboração da teoria do tuto, por exemplo, bacana. Eh, eh, eh, mas os aspectos mais fundamentais vão seguir em aberto e ele não necessariamente está atrás desses aspectos mais fundamentais.

¶171Ele não necessariamente tá atrás da tanto que muitos físicos vão ser teístas, inclusive, né? Eles vão pensar, não, no fim das contas há uma base que é que é Deus, é transcendente, é tudo. Então eles até delegam isso para outro escopo, diferente do metafísico. O metafísico ele não vai se ver por satisfeito, sendo esse metafísico ateu ou teísta ou agnóstico, ele vai querer entender e e e e essa se há uma base fundamental, ainda que ele chame de Deus ou não, ele vai querer verificar se a realidade é uma estrutura hierárquica, né? o fisco não tá interessado nisso.

¶172Ele ele ele ele interessa, digamos assim, né, acidentalmente ele trabalha com as questõesológicas, as composições de maneira acidental, mas ele não tá preocupado, por exemplo, em fazer essas distinções tão rigorosas, por exemplo, na metafísica analítica, né? Ele não tá preocupado em pensar em relações de construção, né? Buing relations. Ah, como é que se dan essas relações de construção? São relações de causalidade ou de fundamentalidade?

¶173Qual que é a diferença de fundamentalidade para causalidade? físico tá cagando e andando para isso. Para ele tudo é causa e causa eficiente. Somos nós que estamos fazendo essa distinção de que é muito importante inclusive de não, uma coisa é a fundação, a fundamentação ontológica, a dependência que tem caráter hierárquico, é irreflexiva, é assimétrica, é transitiva, é não, é não temporal, é não causal, né? Eh, hiper, né?

¶174eh, enfim, tem várias características. O físico não tá nesse âmbito de discussão. Então, a a metafísica ela ela é muito importante. Ela ela está como pressuposto eh das condições da própria física, né? >> É, eu não sei se eu concordo com tudo que você falou, mas tá.

¶175É, [roncando] o físico, na verdade, ele acaba se engajando com essa 99%, tá bom? >> Esse tipo, ele acaba tendo que se engajar inevitavelmente com esse tipo de raciocínio, né? Porque envolve inclusive pressupostos ali que geralmente eles endossam irreidamente sobre realismo científico versus antirrealismo, né? Então tem muitos que tem uma perspectiva realista, científica ingênua, acreditando no caso em uma tese semântica, né, sobre o que as nossas teorias elas pretendem dizer, né? Ou seja, envolvendo componente alético tipicamente, né, de verdade, ah, de que elas são verdadeiras, né, ou provavelmente verdadeiras, né, as proposições presentes na nossa teoria científica e blá blá blá, né, e se compromenta com uma tese epistêmica, ou seja, di que algumas proposições são conhecidas como sendo verdadeiras, né?

¶176Eh, e uma tese ontológica, né, que é basicamente a ideia de que existem a as entidades postuladas nessas teorias, né, são reais, né? Eh, então muitas vezes o cientistas acaba induçando nessa visão ingênua quando eles são >> é ele ele [risadas] ele pode até se ele pode até se engajar com isso, >> mas eu não sei em que medida que ele pode até se engajar com isso, mas isso é inevitável na atividade científica. Ele vai adotar alguma posição sobre essas coisas. É com os pontos que eu trouxe, com os pontos que eu trouxe, porque os que você trouxe, alguns eu ouvi, outros eu não ouvi. Então eu eu confesso que eu não consegui ouvir tudo que você falou, então eu não sei exatamente tudo que você trouxe.

¶177Mas eh eh amarrando com os pontos que eu trouxe, eu não sei em que medida é importante pro metafísico, por exemplo, analisar coisas tão específicas do tipo pro físico, no caso, né, do tipo, ah, em que medida que algo eh eh eh é em razão de outro. Ah, a a relação é explanatória, não é causal [risadas] pro o físico tá andando para isso, desde que haja algum outro nível de relação ali. >> Fala, >> não, eu concordo com você que existe uma uma política do shut up and calculate, né? Cala, calha a boca e calcule, né? Eu acho que tem muito isso, tem muito isso, ah, entre físicos, ã, e outras pessoas de outras áreas, né?

¶178Disciplinas científicas, né? Mas principal físicos e coisas e tal, né? Mas esses outros problemas que eu mencionei são problemas que e questões que eu mencionei são questões no caso que o físico provavelmente vai se engajar qualquer que seja ele, né? Especialmente se for da do âmbito teórico, né? Ah, se for do âmbito teórico, aí que a coisa se aprofunda mais.

¶179Mas enfim, vou deixar rodar aqui o o vídeo do Alfredo um pouco mais. >> Será que se eu reiniciar meu celular eu melhora e a minha conexão com você ou será que não tem nada a ver? Deixa eu tentar aqui rapidão. >> Mas fica atento aí, cara. Daqui a 5 minutos você começa a ficar atento, que é mais ou menos o prazo de >> talvez até menos.

¶180Deixa eu tentar reiniciar isso aqui. Calma aí. >> Beleza. Enfim, vamos lá. Deixa eu botar para rodar aqui o dúvida.

¶181>> É o fato de que ela é simplesmente uma análise da linguagem. >> A gente já vai voltar pro R do Gustavo, tá? Isso tudo aqui é relevante. Isso tudo que a gente comentou e que o Fred tá comentando é relevante para a questão do que o Machado trouxe ali nesses quatro pontos aí, tá? A gente só tá nos quatro pontos.

¶182Tem muito mais coisa aqui para comentar. Tem o vídeo inteiro dele tá cheio de recheado de coisa para comentar. >> A gente já mencionei, eu sei que eu não demonstrei isso, isso é bastante complicado, mas existem limites fundamentais em tentar reduzir a tua matemática a uma atividade meramente lógica, ou seja, de análise dos significados. Como que a gente lida com isso? A gente pode dizer, bom, então a gente não vai usar essa matemática, vai tentar usar uma matemática livre de metafísica para fazer física, só que aí a gente não consegue fazer física.

¶183Essa matemática que se livra das metafisices da eh das metafisices, ela não é capaz de ajudar a gente em fazer física. A gente precisa de mais matemática para poder fazer física. Então a gente precisa de metafísica para fazer física, certo? Em algum sentido. Ah, isso provocava bastante eh descontentamento, né?

¶184E algumas pessoas falavam, por exemplo, ah, então esse projeto antifísico, ele é um projeto fadado ao fracasso e a gente vai ter que aceitar ser dogmático em algum sentido, né? Só que existia, começou a emergir também as teses eh naturalistas. Uma das teses naturalistas mais importantes eh do século XX, né, nessa direção é a de Coin e Putinan, que diz o quê? Ah, que tenta fazer a legitimação no sentido inverso, né? e que é um pouco, se você parar para pensar o que eu estou fazendo, eu tentando fazer aqui com essa apresentação, eh, a ideia de de que parece que a metafísica indispensável.

¶185Então, é esse o critério de admissão das entidades, dessas entidades abstratas, dessas entidades. Aceitar essas coisas no rol das da nossa antologia deve ser feito, mas como consequência e não como prioridade, certo? Então você vai aceitar a existência dessas coisas justamente porque nossas melhores explicações do mundo envolvem essas coisas, certo? Então, a prova de que os números existem não é uma Platão no seu quarto pensando sobre as formas abstratas, é de que para refletir sobre o mundo, essas entidades começam a emergir como elas começam a figurar como elementos necessários nas nossas descrições. E e esse é o seu critério de existência e apenas esse.

¶186Então, o importante aqui e na direção de refletir na com a e sobre a compatibilidade metafísica com a posição atí, a ideia então é dizer que o ponto o ponto principal não é a eliminação da metafísica e sim a eliminação de uma metafísica que promove o pensamento dogmático, o pensamento que coloca uma reflexão, uma reflexão não fundamentada na experiência como prioridade para que da a partir daí falemos sobre o mundo, algo muito similar com acontece nas concepções teístas, né? Você tem a concepção teísta e a partir de agora você olha pro mundo e aí você interpreta eh o o fóssil do dinossauro que tem eh que tem alguma carne ali que o Emílio falou eh [risadas] tecido mole, desculpa, que tem um tecido mole, eh um fóssil que tem um tecido mole associado. Aí você interpreta a luz daquela concepção, né? E aí você diz sobre ela o quê? É porque eh ele mesmo colocou isso.

¶187Achei tão interessante. >> Ah, é. Então quer dizer que os dinossauros existem menos de 6000. Então a o problema do pensamento metafísico não é propriamente a sua prioridade sobre a realidade ou o fato de que ele é inobservado e sim a a o cuidado que devemos ter com a a sua a o cuidado que devemos ter com essas concepções, porque elas podem nos levar a caminhos dogmáticos, certo? E, portanto, as teses metafísicas, elas têm que estar, ao invés de atribuídas a uma reflexão do quarto, né, elas devem estar atribuídas a explicações do mundo, como ele acontece.

¶188Então, elas vêm do mundo para as concepções abstratas e não na direção contrária, certo? Então é isso que eu queria eh com isso que eu concluo. Então vou só a metafísica tr resumindo o que eu acabei de falar, desculpa, eu acabei de falar e eu cheguei no slide, mas eh então metafísica transcendental tradicional que adota axiomas apriorísticos, né? Então você começa a discussão dos seus da sua metafísica e aí você olha pra realidade sobre esse prisma justamente porque elas têm pela sua natureza prioridade sobre a realidade. Então sua a reflexão sobre elas também deveria seguir esse método e não.

¶189Elas têm prioridade sobre a realidade, porém o método para discutir sobre elas é invertido. Olha pra realidade e infere pela melhor explicação o que está acontecendo nela. É, portanto, uma metafísica naturalizada que toma como ponto de partida a experiência e o sucesso preditivo das ciências para inferir via inferência para melhor explicação o arcabolso ontológico necessário. Então, por fim, eu vou ler só ler minha conclusão para não enrolar além do necessário. Ah, a virada conceitual consiste em inverter a prioridade metodológica.

¶190As teses metafísicas não são pressupostos dogmáticos infundados, mas conclusões ontológicas exigidas pela própria racionalidade científica. O ateísmo, portanto, não pressupõe o esvaziamento ontológico, mas sim o rigor conceitual. Obrigado. >> E é isso, né? Basicamente o que ele quer dizer é o seguinte, que uma abordagem de metafísica mais naturalizada ou naturalista e etc, ela dá prioridade para métodos de raciocínio de inferência para melhor explicação que partem da observação de certos fenômenos e articulação de hipóteses que favorecem no caso uma explicação, uma iluminação melhor sobre esses fenômenos, ao invés de inferências dedutivas e muitas vezes ancoradas e em pressupostos, né, ali assumidos dogmaticamente e que não são revisáveis sequer em princípio, né?

¶191Eh, por isso que é dito que metafísicas naturalistas elas são revisionárias por excelência, né? Eh, em detrimento de metafísicas ali rígidas, como as metafísicas vinculadas com o arcabolso da metafísica tradicional, como a própria metafísica escolástica, né, que parte nos primeiros princípios e vai deduzindo tudo a partir deles, né, ou algo assim, né? né? Então é é essa distinção entre a nova metafísica, né, entre o aspecto de nova metafísica, principalmente uma metafísica naturalizada ou naturalista, e uma metafísica velha, né, antiga, vinculada geralmente com arcabol tradicional, por um do lado do Aristóteles e de outras, né? Ah, então é isso que ele quer dizer aqui, tá?

¶192Então é isso. >> Forma, podem ser as mais variadas, né? Reg, ordina e organiza o mundo humano dos fenômenos múltiplos, sensíveis e etc. Então, uma teoria eh que se propõe universal, como que ela pode ser universal? se as questões que ela procura responder sequer fazia sentido em praticamente todas as outras formas de sociedade, tanto que existiram antes.

¶193>> Mas o que que significa fazer sentido aqui? Como eu falei, esse termo, fazer sentido tá extremamente ambíguo. eu interpretei, né, de uma forma ali que fizesse sentido essa alegação de que faz sentido, né, de acordo com aquele contexto, como a ideia de que no caso tem relevância epistêmica, né, ou algo assim, né, ã porque é a única maneira de de fato fazer o raciocínio dele valer como uma forma de anular a as conclusões oriundas a partir desses acaboços metafísicos, para estender essa anulação ali a partir da identificação do contexto social histórico, dos quais aquela aquela tipo de reflexão metafísica surgiu, né? Eh, porque se for no sentido mais amplo, né, de que no caso se for no sentido se esse faz sentido a partir do contexto social histórico, significar meramente eh que as pessoas daquela época, né, elas se sentiram motivadas em virtude daquelas condições materiais, condições sociais específicas, né, elementos sociais, a refletir sobre certas questões que elas não refletiam antes, né, que elas não se preocupavam tanto e coisa e tal. Então, parece que isso se torna como algo trivial, né?

¶194é algo trivial, é algo extremamente trivial e que não tem implicação epistêmica alguma, né, de invalidade epistêmica, ah, ali de teoria metafísica alguma. Por isso que no caso, ah, por isso que no caso esse só faz sentido, né, eh, apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social histórico, ele tem que ter um um elemento epistêmico aí de anulação, né? Ou seja, de que aquilo só era válido epistemicamente para aquela época, para as outras não vale mais. Só que daí ele teria que argumentar o porquia para aquela época. Uma maneira de demonstrar isso, né?

¶195Uma maneira de, no caso, evidenciar isso é articulando o argumento desmascarador, ilustrando, no caso que em virtude das dos mecanismos ou dos meios ou dos aspectos que favorecerem as pessoas a formarem esse tipo de crença, envolvendo esse domínio do âmbito metafísico, né, envolvendo fatos metafísicos sobre a metafísica em geral, né, ah, naquela época, não serem meios que se alinham com o âmbito de rastreamento de verdade sobre aqueles domínios. Logo, elas têm um status eh um status epistêmico negativo e, portanto, no caso, elas são inválidas ali, né? Ah, como formas de se explicar aqueles aspectos dos quais elas se pretendiam explicar, né? Elas pretendiam explicar. Então, é basicamente isso.

¶196Seria um raciocínio mais ou menos nessa linha, um argumento desmascarador cético, né, articulado. Só que como eu falei, ele teria que também lidar com as objeções a estilo de raciocínio, as premissas desse raciocínio através das estratégias explanacionistas, seja aléticas ou doxáticas, e as estratégias minimalistas, né, seja diretas ou indiretas. antes como várias que existiram concomitante a essa sociedade grega depois grego romanas, né? Como que essas questões podem ser de fato universais, como a própria metafísica propõe? Então, o que eu procuro mostrar não é que tendo uma gênese histórica está refutado, mas é simplesmente que essas questões que a metafísica responde, elas fazem sentido naquele ambiente social específico em que elas emergiam.

¶197Ponto dois, né? Eh, e a metafísica se pretende universal, e aí vem o outro ponto, né? metafísica pretende universal, válida para além da história e dos fenômenos contingentes, ainda que em algumas concepções aprendida a partir destes. O problema, portanto, não é as teorias metafísicas terem uma origem histórica. O problema é que essa teoria supostamente universal não faz sentido em outros contextos sociais, não traduz uma lógica subjacente aos fenômenos, nem está implícita em suas manifestações.

¶198No caso, >> ah, >> o fenômeno da semelhança não existia antes, não existia coisas que, no caso, se eram semelhantes umas às outras e que essa semelhança permitia agrupar essas coisas, né? permitir a gente identificar essas características semelhantes, discriminá-las e agrupar em um conjunto ou em uma classe geral ou qualquer coisa assim. Esse tipo de coisa não existia. Não existia. Então, não existia isso, né?

¶199Não existia esse tipo de coisa, né? Opa, pera aí que o Darcy Clay mandou vintão aqui para nós. Valeu, Darcy Clay. Ah, deixa eu ver aqui. Elimine o ser humano e terá eliminado a metafísica.

¶200Real permanecerá finalmente dispensado de nossas explicações. É isso aí. Valeu, Dicley. Tamamo junto. Boa noite.

¶201Vai me subir? Não. Calma, calma, calma, calma. Vou subir sim. Vou subir.

¶202Pronto, tá subido. Tá tá tá subido. Subi você. >> Deixa eu ver se agora melhorou o áudio. Comenta alguma coisa aí.

¶203Aí >> fala, David. como telespectador, quando eu fui lá paraa live para te assistir, eu te ouço perfeitamente. É só subir aqui, inclusive reiniciei o celular, mas parece que sua voz, não sei o que que tá acontecendo. Não sei se hoje, especialmente o sinal sou da Claro, né? A, o sinal da Claro tá um pouco mais fraco, comprometido.

¶204Eu não sei que forças metafísicas estão atuantes aqui agora. É isso. J tá comentando, ele tá confundindo universalismontológico com força já é uma coisa de âmbito metafísico, né? Mas mas segue aí. >> Uhum.

¶205>> Sim, sim, sim. Aí eu tô falando, né? No caso, não haviam fenômenos específicos que demandavam explicação propriamente ou não tinha crenças formadas no caso ali em termos ordinários, né? por exemplo, a crença de que há uma realidade exterior dos quais eu estou inserido nela, né? Uma crença no caso de que existem objetos externos, né?

¶206Objetos externos, né? A à minha mente e dos quais eu interajo com eles, né? Como, por exemplo, sei lá, esse microfone ou qualquer coisa assim. Não existe essas crenças mínimas, né? Que permitiram, inclusive, no caso ali a a sobrevivência, no caso que tem uma conexão ali até mesmo com o âmbito de sobrevivência.

¶207Se a gente for trazer uma explicação em termos mais evolutivos, né, em termos de teoria evolutiva, >> claro que há. Claro que há, né? Claro que há. Claro que há. Ah, claro que havia.

¶208E assim, essas crenças não se vinculava com com fenômenos específicos. Fenômenos específicos ali, como no caso de características semelhantes que permitia a gente agrupar e falar: "Ó, isso daqui é um objeto tal, é um objeto tal ou algo assim, né? O objeto tal, o objeto tal". Claro que h. Então, esses fenômenos eles existiam antes, mas eles não eram percebido ou não eram visto como relevantes em termos de demandar uma explicação ulterior, né, mais sistematizada, né, uma explicação sistemática acerca disso.

¶209Só algum tempo depois é que as pessoas começaram a se preocupar com a sistematização desse tipo de coisa, né, em virtude de certas condições específicas, né, que contribuíram com que pessoas específicas tivessem essa ideia de, ah, vou sistematizar tudo isso aqui, né, pelo menos isso de acordo com uma apertura realista acerca de desses aspectos vinculados com fenômenos na realidade exterior, percebidos na realidade exterior, né? E o próprio Gustavo Machado tem uma perspectiva realista ontológica sobre a realidade exterior. Cara, a gente vai ver aqui, ele vai assumir uma visão realista ontológica sobre a realidade exterior. Fiquem, fiquem, fiquem atentos dessas sociedades onde esse tipo de separação, de surgimento, abstração no seu interior não existia. E aí a gente vai pro que é essa segunda crítica dele, né, que ele fala que se mostrar que o marxismo nasceu na Europa industrial do século XIX, não basta para invalidar Marx.

¶210É, só que os problemas que Marx procurou responder diz respeito à sociedade capitalista existente na Europa industrial do século XIX. Ele não procurou responder que do ser no geral. Uma coisa importante ainda no encalço do período do do que o do que o Gustavo Machado mencionou, né, de que foi preciso uma sociedade que cujas interações fossem mediadas, né, por exemplo, por uma morra de troca, alguma coisa que promovesse essa mediação entre os indivíduos para que eles de alguma maneira atingissem um grau de abstração eh eh que antes não eram, né, pelo menos são requisitad assim. E e esse grau de de abstração, evidentemente, vai reverberar na filosofia, né? Ou seja, você vai começar a pensar, isso vai influenciar, por exemplo, na criança em deuses que não são tão terrenos, tão tenúricos, né?

¶211Você começa a pensar em realidades que de alguma maneira eh eh transcendem, né? Você começa a germinar ali o tipo de pensamento que a gente categoriza como transcendência e tudo mais, né? esse afastamento, né? Então isso foi importante pro tipo de especulação que fundamentísica e tudo mais. Só que tudo bem, vamos colocar que esses fatores de troca ali mediada de de uma troca, digamos assim, entre aspas, mais abstrata, se é que entende, vamos supor que elas favoreceram esse tipo de pensamento mais abstrato e tudo mais.

¶212Vamos supor que de fato isso é a causa histórica de um tipo de pensamento que favorece o labor metafísico. Do, não se segue que a metafísica ela está vinculada a esse tipo de processo, que as verdades metafísicas de alguma maneira são devedoras disso ou de alguma maneira fazem mais sentido nesse sistema de mundo. só significaria, supondo verdade que a causa histórica é essa, só significaria que foi preciso esse tipo de momento histórico para favorecer a gente a chegar nesse tipo de de de realidade, nesse tipo de contrafactual, >> de reconhecimento desses aspectos da realidade. >> Sim. E não teria problema.

¶213justamente isso. É basicamente você tá falando o que eu tô falando, só que de uma forma um pouco diferente. >> Legal. Então >> ele não procurou responder questões do conhecimento no geral, da estrutura geral da realidade. E aí vem o terceiro ponto que eu coloco.

¶214A teoria de Marx nasceu na Europa industrial do século XIX, mas ela procura responder questões da sociedade característica dessa Europa industrial existente no século XIX. de sociedade capitalista e não da realidade no geral, percebe? Então, se eu mostrar que >> tá, mas essa época já se passou, né? Condições históricas se modificaram e nós não estamos mais nessa mesma condição histórica do século XIX, né? Na Europa industrial do século XIX.

¶215O capitalismo de hoje, ele tá em um estágio, né? Tá de uma forma distinta, né? pelo menos tá num num estágio distinto daquele capitalismo prévio. Se a gente fosse aplicar por consistência o seu raciocínio, por que que a gente não poderia invalidar sua tese? É justamente esse foi o ponto do Bertot.

¶216E você não respondeu nada, cara. Nada. Esse foi um dos pontos do Bert. Você não tá respondendo nada, cara. Tá só repetindo a mesma coisa.

¶217Tá só repetindo a mesma coisa. Pelo menos algum nível de universalidade ou quase universalidade você tá postulando para essa sua teoria. Até porque, no caso, eh, uma teoria que se pretende a explicar certos fenômenos, no caso, ela tem que ter uma amplitude e uma profundidade explanatória para ser credível, para ter credibilidade, >> senão simplesmente perde credibilidade esse tipo de teoria. Elem explanatoriamente supérfla ou extremamente limitada. ARX teve motivos específicos em função do contexto social de específico e das questões e problemas que emergem desse contexto, que a sua teoria tá marcada por isso.

¶218Eu inclusive vi que tá totalmente correto, teve mesmo. Mas ele não procurou a partir desses problemas que emergem de uma sociedade em particular resposta sobre o ser no geral. a realidade no geral, o conhecimento no geral, a justiça no geral, o que >> e é justamente por isso que a amplitude, a profundidade explanatória da teoria, ela é reduzida, porque apesar dela não do Marx não ter pretendido esse tipo de coisa com essa teoria dele, justamente para ele não ter pretendido essa coisa, que a teoria dele ficou defasada, especialmente na parte de filosofia moral e ética, que depende de ontologia moral, metaética, reflexões sobre meta e ética normativa. E é um dos pontos que marxistas mais contemporâneos tentam lidar, como eu comentei no meu vídeo anterior de análise da do do vídeo do crep, onde ele traz esse ponto que você não vaiereçar, mas que filósofos analíticos contemporâneos de linha marxista, filósofos marxistas contemporâneos, ah, especialmente analíticos, né, como o caso do Ky Newson, ah, e também o caso da Vanessa Cristina Wills, tentam lidar com esse tipo de deficiência da teoria de vocês. é uma deficiência nessa teoria, especialmente porque não é uma teoria que visa, né, não é uma visão, né, a visão marxista não visa só descrever, né, a maneira como a a sociedade capitalista funciona, né, como o capitalismo funciona.

¶219Visa também contribuir paraa motivação da mudança social em direção ao quê? ao socialismo e ao comunismo. E aí entre os problemas que o CRP trouxe, que eu também mencionei, especialmente sobre filosofia moral, que envolve a dimensão de ontologia moral, né, que é nobito da metaética, ah, epistemologia moral no âmbito da metaética, linguagem moral no âmbito da metaética, psicologia moral no âmbito da metaética e ética normativa, né, o que, porventura vai favorecer a justificação da revolução em termos de ética aplicada. caracteriza o pensamento dele e nisso se diferencia substancialmente das concepções metafísicas é mostrar o caráter histórico dessas concepções. Histórico, não apenas no sentido de que mudaram ao longo do tempo, mas no sentido de que não existe uma justiça no geral, né?

¶220Por exemplo, na época da Grécia de Aristóteles, a escravidão era justa e ele fundamenta isso. Inclusive, a escravidão tava dentro do que se chamava justiça. E claro, ele acreditava e eis o problema, que essa noção de justiça não era noção noção de justiça, que >> esse tipo de relativismo, esse tipo de relativismo ingênuo, né, eh é tão bobo, porque compromete o próprio sistema eh marxista na medida em que se não há parâmetros de justiça mais gerais e universais, e sim apenas essas coisas são historicamente datadas, então é como se o as verdades eh que que estão na base, estruturam as verdades até morais mesmo, que estruturam a base do marxismo, né? A questão da justiça, igualdade, a justiça vinculada a a ao caráter da igualdade e tudo mais. Isso tudo também só vale eh em determinados momentos históricos, já que não há um senso de justiça mais geral, não há uma moral que tem aspectos de objetividade, de independência, se tudo é apenas um mero pragmatismo utilitarista, uma mera um mero consequencialismo e tudo vinculado a épocas e contextos, então é como se o marxismo também fosse uma verdade histórica.

¶221É claro que o marxista vai dizer que, e eu sou simpatizante de Marx, de vários aspectos, inclusive do eh, enfim, do do Marx economista, né, do Marx que quer superar o capitalismo e tudo mais, mas disso não se segue que eu tenho que comprar o pacote completo, né, que eu tenho aqui de alguma maneira fazer esse tipo de crítica metafísica que Mar faz, tanto quanto eu não, eu admiro mas eu não preciso comprar as críticas metapísicas, eh, de ordem metapísica que ele faz e tudo mais, eh, que são até anacrônicas, pensando na metafística contemporânea e analítica, né? Assim como pensar as críticas do do Marx, a luz da metapística contemporânea é anatrônica. Por isso que eu quero até ver se o Gustavo Machado vai de alguma maneira, nem que seja tendenciar a metapista analista. >> Pessoal, pessoal marxista chegou aqui, né, em peso, ó, o Fernando chegou, mas a mercadoria ainda, mercadoria do século XIX, essa entidade metafísica sobre os valores de uso concreto, David, mas a forma capitalista é a mesma, pô, explica em que sentido as categorias gerais achadas por Marx não são mais válidas, porque não são marxistas de verdade de verdade. Ã, vamos lá, ó.

¶222Aí eu comentei aqui, ó. Ah, então quer dizer que existe algum nível de transhistoricidade em virtude da teoria veralis sobre um fenômeno que tem uma dimensão transhistórica, pessoal. É isso mesmo, porque não podemos dizer a mesma coisa da metafísica. Eu perguntei pro pessoal aqui [roncando] >> que que você fez aí, Deade? Porque eu tava te ouvindo miraculosamente bem e aí você deve ter feito alguma coisa que voltou a tocar para mim.

¶223Fiz nada. Eu não fiz nada. Eu não fiz nada. >> Não fiz nada. >> Tá bom.

¶224Mas agora tá eu tô te ouvindo. Você tá falando não fiz nada, não fiz nada copiosamente. >> Alguma coisa vai acontecer que vai pipocar. Eu não sei o que que é, mas segue aí. >> Você não é porque assim, o pessoal do marxista chegou aqui falando que no caso a forma capitalista é a mesma, né, daquela época, né, do século XIX, da Europa industrial do século XIX.

¶225E, portanto, o fenômeno que permite, no caso, a teoria ter validade, ele está presente em um âmbito transhistórico. Ele tem um certo nível de transhistoricidade que permite, no caso, a teoria se aplicar e ser válida para ele. Em virtuômeno, está presente de forma transhistórica ali, pelo menos em algum nível, tem algum nível de transhistoricidade, entendeu? H, e aí eu falei, por que que a mesma coisa então não pode ser visualizada no âmbito da metafísica da metafísica continuar sendo aplicável? Porque existem aspectos e de em termos de fenômenos dos quais a metafísica se articula para poder explicar esses fenômenos e que tem um certo nível de transistoridade, se não completa transistoricidade em termos mais gerais.

¶226Foi isso que eu que eu que eu comentei em cima dos comentários dos marxistas que apareceram aqui comentando sobre esse ponto. Entendeu? conseguiu pegar o ponto. Uma coisa, David, eu não tô te ouvindo direito, eu não sei se você parou de verdade, as pessoas impressão muito, mas uma coisa que o Gustavo Machado e muitos colegas, muitos camaradas aí da esquerda precisam entender e que eu entendo é que eh eles eles vão ficar com medo eh eh de achar que tem que comprar um pacote completo de um determinado do autor ou de uma escola para que o pensamento revolucionário faça sentido na prática. o pensamento revolucionário embebecido em Marx ou não, se você é um um comunista ou se você é um anarquista ou se você é um anarcomunista, né?

¶227Bacana. E e nada disso depende de você relativizar a metafísica transformando ela numa espécie de construtivismo cultural. O a prática revolucionária, ela é possível, independente de você ser uma pessoa que acredita que a metafísica tem um um elemento eh eh de verdade que subj isso tudo. você não precisa pensar a metafísica como e outros eh eh outras eh outros aspectos filosóficos como vinculados a determinados momentos históricos em termos de uma divisão de infraestrutura eh eh da dos modos de produção e uma superestrutura que que tem a ver com religião, filosofia, cultura, blá blá blá. Se eu preciso acreditar nisso, líderes, ou acreditar que é que é integralmente apenas isso.

¶228Você pode ter outras bases filosóficas e mesmo assim acreditar e conseguir eh eh engendrar um processo filosófico. A classe trabalhadora pode, através de uma contração dialética, engendrar uma classe, uma evolução eh eh eh aos modos marxistas ou mesmo uma reforma que leva uma espécie de socialismo ou mesmo uma sociedade que de alguma maneira chegue a a um libertarianismo anarquista. E isso tudo independe, gente, que você acreducas da metafísica. acreditar que o o Gustavo Machado naquele debate lá que acho que foi com o Miim que a gente reagiu, lembra? que >> lembro, lembro, >> apesar de politicamente eu eu ser colega do do Gustavo Machado, porque nós estamos eh eh situados na esquerda, mas eu tive que, infelizmente, que concordar com alguns pontos ali do Miorim ou discordar dos dois para para ser mais enfático, principalmente quando o Mior quando o Gustavo Machado vinha com relativismo lógico, com aquele pluralismo lógico ingênuo ainda por cima.

¶229é uma forma de relacionismo lógico, alguma coisa assim, né? >> Sim. E os próprios princípios, eles estão de alguma maneira são dependentes de de determinadas circunstâncias, estruturas e e os princípios e ele querendo mostrar que os princípios eh lógicos eles não são perenes, fixos e blá blá blá. Gente, até para você criticar esses princípios, você até para você relativizar a lógica ou relacionar a lógica a determinados âmbitos, você precisa da lógica, pelo menos tradicional, você precisa, de alguma maneira eh eh estar vinculado com princípios mais gerais, como o princípio de não contradição, por exemplo. senão o próprio pensamento que você acaba de de de vincular um até o relativismo ele ele ele não nada disso, relativismo ou cessismo ou construtivismo, nada disso viola o princípio de contratação.

¶230Muito pelo contrário, celebra também o princípio de contradição. O princípio de contradição não é uma coisa vinculada a dogmatismos, ele é vinculado à realidade, tanto mental do ponto de vista intelectivo, quanto do ponto de vista, quanto metafísicamente falando, que é eh pelo menos nós inflacionistas modais, a gente acredita, né, que esses princípios lógicos também de alguma maneira são princípios que reverberam na realidade. Então, eh, não adianta você fugir disso. você questionar a lógica já implica que você precisa aceitar alguns preceitos, pelo menos mais fundamentais da lógica. você pode questionar alguma algum edifício mais eh eh eh eh alto da lógica, tudo, mas as bases mesmo, os princípios e alguns aspectos mais fundamentais crenças da em inferências e modos pens, modos pens, estrutura hierárquica, eh eh eh [limpando a garganta] eh dos argumentos, dos silogismos, essas coisas você não pode pôr em cheque.

¶231Até para você criticar o mod stolens, você utiliza o mod o mod stens. Para criticar o modos spens, você utiliza o mod spawners para criticar o princípio de não contração. Você precisa celebrar o princípio de não contração, você precisa pressupor. Então, essa lógica mais fundamental eh eh você simplesmente não consegue ultrapassar ela só pela vontade. Ah, eu quero porque a minha escola, não sei o quê, eh, eh, pensa dessa maneira, não adianta, não vai acontecer.

¶232Então, repito e finalizo a você pode ter uma prática revolucionária ou uma prática de ação eh eh do it yourself, né, vinculada ao anarquismo e mesmo assim não comprar essa maluquice eh eh filosófica de querer eh eh relativizar a metafista e a própria lógica. >> Sim, sim. É, eu tô mostrando aqui o texto do da acho que é a Andrea Malosi e outros, né? Mas acho que os dois, três autória. É Antonela, acho que Antonela Malos sobre epistemologia da modalidade na Stanford da Philosophy, onde ela comenta sobre, ó, aqui na parte sobre a distinção entre os tipos de modalidade, né, ali aléticas, né, você tem a modalidade lógica, metafísica e física, né?

¶233Aí ela fala aqui, ó. Os inflacionistas como David Chamers. >> É, os inflacionistas como David SH. >> Tenta falar mais perto, mais distante, não. E tem >> comecei a te ouvir melhor.

¶234>> Os inflacionistas, os inflacionistas como David Chalmers defendem o humanismo modal, a visão de que existe apenas uma noção modal primitiva, de modo que a modalidade metafísica e a lógica coincidem. Mas detalhes abaixo, sessão 4.1. Os defaccionistas como SN Maker 1998 argumentam que a modalidade metafísica coincide com a modalidade física. Os céticos como Grah Breis 2001 questionam se existe uma noção de necessidade metafísica que seja distinta tanto da necessidade analítica quanto da necessidade física. O ali ele se vinculou bastante com o inflacionismo modal, tá?

¶235Só para deixar claro que que que é isso nelas. Basicamente é o seguinte, ó. As possibilidades práticas estariam dentro das possibilidades físicas. Obrigado, meu >> e é isso. >> Perfeito.

¶236Então assim, né, gente? Não vamos questionar. Ó que interessante, alguma coisa aconteceu aí que eu te ouvi. Não sei se você falou mais próximo do microfone, não sei o que que aconteceu, >> mas enfim. Eh, você não precisa eh vilipendiar a lógica e a metafísica para ser uma pessoa que que tanto quanto você não precisa, você pode ser um estudioso de NIT e no comprar NIT inteiro.

¶237Eu me vinculo a uma a epistemologia, mas eu não consigo me autoidentificar como um pirrônico ou isso ou aquilo. Não. O cético hoje ele é ele ele instrumentaliza o ceticismo. Ele não precisa ser aquele cara que parece contradição que eu vou falar aqui, mas que é aquele set dogmático, [risadas] ou seja, não tem dogmaticamente o não dogmatismo estético, tudo, não. você você pode eh eh ainda mais hoje, né, distanciado mais de um século de grande parte dos autores que de alguma maneira norteiam a eh eh a esquerda, você não precisa se vincular, né, ao pacote completo do da da dos pressupostos filosóficos eh desses autores, né?

¶238Não é legal. O cabe, o cabe. Hoje, quando você vai estudar ou investigar metafísica analítica, por exemplo, é um objeto totalmente estranho desse desse papo que Marcos teve em relação à metapísica, VIT, as críticas à metapísica ou tudo isso que o Gustavo Machado tá fazendo, falando, comentando em relação à metafísica. É, é, é tudo heterogêneo, é tudo alienígena em relação à metafísica analítica. A metafísica analítica é uma coisa tão rigorosa que ela tem um aspecto de de caráter científico no sentido do do tipo de rigor, né, da formalidade e tudo mais.

¶239Ela é um aspecto de lógica e de linguagem também, por isso que é analítica e ela não pode ser facilmente negada, porque seria feio, para mim é feio negar a metafísica analítica, tá? Na mesma ordem de você ser o negacionista da ciência, negar, por exemplo, a terra esférica. e tudo mais, porque nós estamos falando de uma metafísica que não é esse espantalho que o pessoal fala e e também mas também não é a metafísica estritamente aristotélica ou medieval, embora eh celebre também aspectos da metafísica aristotélica, né? Aristóteles não vai morrer nunca, mas é uma metafísica já diferente a metafísica analítica, a metafísica contemporânea. Então se dan o que o Marcos falou sobre a metafísica?

¶240Seid dan que NIT falou sobre metafísica, se dano que grandes autores falaram sobre metafísica, aquilo são autores continentais, pensando de maneira continental uma metafísica e eh eh pretérita ao ao da contemporaneidade. Se você estudar metafísica analítica, metafísica contemporânea, você vai ver que o tipo de relação que você vai ter com ela é muito parecido com o tipo de relação que você tem com a lógica, com a matemática e com a física. é uma relação eh eh eh eh de encarar aquilo de maneira com seriedade, ver que aquilo é uma um tipo de formalismo do qual você não pode se esquivar tão facilmente, né? No aquilo não é uma mera especulação da especulação. Aquilo não pressupõe entidades eh eh eh estranhas, aquilo não não tem viés, pelo menos, né?

¶241é o que se espera. Aquilo o que a metafísica analítica faz, não é já e e pro pensamento tendo uma resposta priorísicos medievais aqui no eles iam pensar a metafísica já sabendo a priori que é Deus o fundamento último, né, da realidade, de toda a estrutura ônica da realidade. A metafísica analítica não tem esse tipo de envieszamento, né? Ela não tem viés ateu, não tem viés eh religioso. É uma coisa séria.

¶242Não tem que relativizar, não tem a pessoa. Marx desconhecia a metafísica analítica. Marx desconhecia esse modo de fazer metafísica, que é a metafísica analítica. É um método diferente. Responder, tá?

¶243Deixa, deixa, deixa eu responder o Samuel Martins aqui. Claro que ela é aplicada. O próprio Gustavo falou para caramba sobre o exemplo da matemática. Ah, mas isso tem que ser indicado. Em que âmbitos essas coisas valem.

¶244Vamos lá. Para que no caso algo seja aplicável, o fenômeno em questão tem que ter características minimamente estáveis e ele tem que ser um fenômeno misterioso e que demanda uma explicação que ilumine aquele fenômeno. Aí que entra o aspecto do explanando, que é justamente o fenômeno relevante que demanda explicação, dos quais se vincula uma proposição articulada que se refere a esse fato ou fenômeno que demanda explicação. E você tem um explanã, que é basicamente uma proposição vinculada com uma hipótese ou conjunto de hipóteses que visa explicar e agregar informação, tornando inteligível o fenômeno em questão que demanda essa explicação, né? E esse fenômeno, para que ele seja relevante, ele tem que ter uma certo nível de estabilidade, tá?

¶245De estabilidade para que no caso a gente visualize isso como demandando uma explicação, OK? Porque se o fenômeno ele fica só flutuando por aí, coisa e tal, ele não sequer é passível de ser inteligibilizado em princípio, né? ele fica só flutuando e fazendo um monte de coisas e não tem nenhum aspecto ali que permita, no caso, com que esse fenômeno tenha algum nível de estabilidade mínima, que permita a gente inteligir, articular explicações e proposições que favorec uma explicação e ilumine a gente sobre esse fenômeno. Então esse fenômeno se ilustra como ser no caso o inexplicável em princípio. Sequer em princípio é possível você articular uma explicação.

¶246E se esse fenômeno ele tem uma validade ou ele tem uma persistência por um certo período de tempo ali, por um certo período de tempo, mas ele ainda assim persiste por aquele tempo de um modo transhistórico, ou seja, que vai para além daquele momento histórico particular. Então isso já apresenta um certo nível de continuidade desse fenômeno de modo a poder ser articulado numa explicação que seja universal para todos os fenômenos daquele âmbito. Isso já é um aspecto de universalidade, meu amigo. E esse é o ponto que, no caso, você não consegue rebater e nem o machado. É simplesmente assim.

¶247O fenômeno ele continua por entre o âmbito transhistórico, de modo que no caso seja um mesmo framewor teórico, é passível de se aplicar a esse âmbito geral. Por que que a mesma coisa não pode ser visto com a metafísica? Por que que quando a metafísica se torna inválido? Ele não explicou isso. Ele não avançou um argumento a favor disso.

¶248Eu indiquei um tipo de argumento que ele poderia articular em princípio para tentar demonstrar isso ou evidenciar isso, que é o justamente o do desmascaramento. Mas ele não articulou isso. Ele só alegou isso com base na identificação de um fato genealógico ou etiológico. Só entendeu? Eh, [roncando] Gustavo, me defina o que que é abstração.

¶249Uma definição de abstração e uma definição do que que é real, por favor. Que que é real e o que que é abstrato? Nava com a >> Pra metafísica ele nega. Samuel Martins. Paraa metafísica ele nega.

¶250Ele não justifica. Grécia, escravagista, apóli ateniense, que tinha sua forma de escravidão muito peculiar em relação a outras lá do do século eh 4 antes de Cristo. Não, ele achava que isso era justiça no geral e assim ele a fundamentava. Então, tem uma diferença absurda, né? E o ponto quatro, não se procurem, aliás, o Gustavo Machado tá parecendo um pós-moderno, né?

¶251indo sando um antirrealismo normativo epistêmico, um antrealismo normativo moral, mas ele também é inconsistente porque uma hora ele faz alegações que demandam, né, o que pressupõe o realismo normativo epistêmico, como a gente vai ver aqui mais na frente. >> Validar uma metafísica particular, mas mostrar que as próprias questões metafísicas são, em realidade respostas a problemas particulares e característicos de uma forma de de organização social tomados ilegitimamente como universal. Esse é como assim ilegitimamente? O que que ilustra essa ilegitimidade? Illegitimidade é uma noção normativa que pode se vincular com up epistêmico e moral.

¶252O que que torna essas noções, essas questões metafísicas ilegítimas? E como que o fenômeno da semelhança não está presente em um âmbito transhistórico e que ele só foi, no caso, alvo de preocupação a partir de um momento histórico. Por que que não pode ser esse o caso? Por que que no caso isso não seria o caso? Existem coisas particulares que apresentam características que são semelhantes entre si.

¶253Não, ou não tem coisas que são particulares e que não não se assemelham umas com as outras. Não existe isso. Isso não é o fenômeno. Na realidade é o erro. Tomar uma questão particular que é mege de um contexto particular.

¶254E óbvio que nem precisa dizer, né, gente? Quando isso é feito, quando eu transformo uma resposta a uma questão particular em algo geral, eu tô legitimando universalmente essa situação particular, tá? Mas esse é só um ponto. Então aqui, resumo da ópera, tá? Eh, não há falácia genética, porque em nenhum momento eu afirmo ou levo a crer que o mero fato de se expor a gênese do fenômeno, ou seja, da surgimento da metafísica por si só refuta.

¶255O que eu mostro é que essa metafísica que se pretende universal, ela só faz sentido diante de certos dilemas particulares. >> Fernando, não é transhistórico, pois a forma mercadoria, a forma valor só ocorre no capitalismo. Nós estamos no exato mesmo período histórico que a Europa industrial do século XIX. Nós estamos no exato mesmo período histórico. Poxa vida, cara.

¶256Samuel Martins. Ah, gente, por favor, um pouco de boa vontade. Vocês estão assistindo para refutar? Eu tô assistindo para analisar o argumento. Eu achei os argumentos terríveis.

¶257Eu achei que ele não respondeu foi nada do Bertot. Respondeu foi nada de Bert. Para não dizer que foi nada, talvez os exemplos históricos ele tenha respondido alguma coisa, né? Como dos textos deutero canônicos, né? do, enfim, deutero, deutero canônicas, alguma coisa diz assim, naqueles outos texto lá que ele que o Bertha trazido do exílio, envolvendo o âmbito do exílio babilônico e blá blá blá, para não dizer que ele não respondeu nada, né?

¶258Literalmente nada, mas o resto muito ruim, cara. Ruim demais. >> Mas a forma mercadoria, ela se persistiu ao longo do quê? Do da história, não é? Não é transhistórico.

¶259Esse tipo de coisa tá acontecendo em um âmbito o quê? Transhistórico. Não tá. Poxa vida, cara. Não, o meu intuito não é ofender o Gustavo, é que de fato ele tá parecendo ser inconsistente nas posições dele.

¶260Eu não tô dizendo que ele é um pós-moderna, mas eu tô dizendo que ele tem raciocínios ali que tá beirando o pós-modernismo em alguns contextos. Em outros ele assume o realismo normativo epistêmico. Em outros ele assume uma visão que mais se alinha com antirrealismo normativo epistêmico. E e isso se vincula bastante com o pós-modernismo, especialmente na parte que envolve um raciocínio que depende de uma noção antirrealista normativa epistêmica. [ __ ] que pariu, cara.

¶261Só corre no capitalismo. Mas o capitalismo, a gente tá no exato mesmo período histórico, cara. O capitalismo de hoje é o exato mesmo capitalismo da Europa industrial do século de ZFO 9. Eu sei que ele é crítico para merdas. Laura, ah, eu acredito que eu tô mais informado sobre o estado da arte dos assuntos interseccionais que eu tô abordando aqui do que o machado está.

¶262Como eu disse, o Machado ele manja muito de marxismo, cara. Ninguém vai negar isso, acho. Eu, ai, ninguém vai negar. Ninguém vai negar isso. Vamos lá.

¶263Bora, bora. Ah, tá aí, tá aí, né? Aqui aí tá aí. >> Sim. Vamos lá.

¶264Vamos lá. Vamos lá. Posto em certas formas de sociedade específica. Tranquilo. Eh, vamos lá então pro segundo ponto.

¶265São sete, tá? E não é número cabalístico não, viu? Que deu sete mesmo, não tem culpa não. Deu sete, sete pontos. Eh, o marxismo ocuparia uma posição epistêmica privilegiada.

¶266Isso é outro aspecto que ele coloca. Por quê? Então, segundo o Bertoch, eh, eu admito, né, que todas as filosofias são produto histórico, exceto na prática o próprio marxismo. Por quê? Por que que o marxismo também não seria o produto histórico?

¶267Mas vamos lá. Porque você disse que em virtude de certas ideias terem surgido em contextos históricos específicos e que envolvem questões que pertencem à aqueles contextos e aquelas condições sociais históricas específicas, logo em outros contextos históricos com condições sociais distintas e etc, aquelas ideias simplesmente se tornam inválidas. Áidas. Enfim, vamos lá. ele introduz, né, Mahim, eh, o exemplo do Mahiay aqui, justamente para mostrar uma alternativa, reconhecer que toda a perspectiva histórica situada, ou seja, que Mahi conclui isso sem concluir que todas sejam equivalentes.

¶268Estranho, porque eu nunca disse que todas são equivalentes, né? Ali é um vídeo que eu tô procurando problematizar a genes da metafísica sem entrar nos pormenores das diversas abordagens metafísicas que existem. O conceito de paralx serve precisamente para afirmar que diferentes exposições históricas revelam aspectos distintos da realidade. É verdade, ô Bartosch? Sem dúvida você pode ter diferentes posições históricas que revelam aspectos distintos.

¶269Vamos lá. Ó, a Laria Miller, ela chegou aqui, ó, respondendo a sua pergunta, David, o capitalismo é o mesmo sim, no que diz respeito às relações sociais que o conformam. falo que é importante você se apropriar desse aspecto da discussão, pois sem compreender isso fica difícil de entender a posição. Você só tá corroborando comigo. Sabe por quê?

¶270Porque se você tá identificando algo que persiste, um dado fenômeno específico que persiste que permite a teoria se do marxismo se aplicar por entre um âmbito transhistórico em virtude desse fenômeno compartilhado, né, esse fenômeno presente, em virtude dessas relações sociais se manterem ao longo do tempo, então a mesma coisa pode ser visto com o problema da semelhança, pode ser visto com a questão da semelhança, o fenômeno da semelhança, que é o mesmo porente o âmbito transhistórico. Ou seja, se você invalida, você se você trata como inválido a metafísica em virtude do condição de certas condições históricas que permitiram, no caso, uma reflexão, né, pessoas refletirem sobre essas questões acerca do problema da semelhança e articularem teorias metafísicas em cima disso, né, em cima disso. E você ainda assim, né, você ainda assim não desqualifica o marxismo em bases similares, então você tá aplicando um duplo padrão, você tá atuando com duplo padrão. se uno é invalidado ali, ah, em virtude, no caso, da do surgimento, né, das condições históricas e sociais específicas em que aquela reflexão e aquela teorização em cima de um dado fenômeno surgiu, se isso não desqualifica aquela teoria que foi articulada naquele contexto como aplicável em âmbitos posteriores, transhistoricamente falando, mesma coisa para você aplicar para metafísica. Senão você vai querer o seu bolo e comer também.

¶271Você vai querer fazer o seu bolo e comer também, né? Teru seu bolo e comer também. Vai não. No meu ponto, na verdade, é que eu tô dizendo que se a gente for levar o raciocínio dele estritamente a sério, a gente poderia inferir esse tipo de coisa aqui, ô Gustavo, porque o o metafísico, né, o metaf o metafísico, ele pode dizer a mesma coisa com relação ao que o Machado, né, diria e o que os marxistas dizem, que as relações sociais são as mesmas, as mesmas. E, portanto, essas relações sociais constituem o fenômeno dos quais, no caso, a teoria marxista, se ancora para poder explicar, né, o que que elas se dão dessa maneira e blá blá blá, né?

¶272Eh, e depois é articulado, enfim, um discurso revolucionário, né, de como se contribuir paraa modificação, né, eh, desse âmbito social, né, do âmbito revolucionário, né, de como se a gente desrompe, no caso, ah, esse âmbito, né, em prol de, no caso, uma sociedade, né, em direção, no caso, a um âmbito socialista ou comunista, né, para alcançar um âmbito, né, o objetivo comunista, eh, marxista e coisa e tal, né? E se esse raciocínio é adequado para vocês, porque que o metafísico não pode dizer que o fenômeno da semelhança ele está presente desde tempos atrás, antes mesmo da própria reflexão sobre ele, né, de articulação de aspectos teóricos que versam sobre ele e que, portanto, no caso, o fato de ter surgido em um contexto histórico, social e particular essas reflexões de forma mais sistematizada, ã, não anula essa teoria como aplicável ao âmbito mais geral e mais amplo transhistoricamente. Por que que ele não pode fazer a mesma coisa? Ele pode dizer: "O fenômeno é o mesmo, tá? tá presente desde aquela época até hoje, o fenômeno da semelhança.

¶273Então, nossas teorias continuam aplicáveis. Ele pode dizer a mesma coisa ou não pode. E se não pode, por quê? Por que que um pode e outro não pode? Tá entendendo?

¶274Esse é o meu ponto. Está assim, está sim. Está sim. Não vem com essa não. Ô Laura, ele está sim.

¶275da realidade. Só que a o próprio projeto metafísico em qualquer autor não se propõe unicamente a revelar um aspecto da realidade, né? Mas a sua base mais fundamental, a sua base mais universal e primeira em algum sentido, não é? Então as abordagens méão, não tenho não tenho dúvidas, inclusive que as diversas teorias metafísicas. É porque fundamentação ou identificação de fundamentos serve justamente para unificar certos fenômenos e torná-los inteligíveis para nós.

¶276Então, se existe uma busca por uma fundamentação de alguma coisa, é porque existe um fenômeno para ser fundamentado e tornado inteligível à luz dessa fundamentação. Tem no seu interior aspectos que são válidos? Claro que sim. Ou alguém vai negar, por exemplo, Organo de Aristóteles faz parte da sua construção metafísica como um todo, ainda que tem um papel bem particular ali que é a lógica. Alguém vai negar a validade da lógica, a utilidade da lógica em vários domínios da realidade.

¶277Ou >> calma, você tá utilizando validade e utilidade de forma intercambiada. Aí o que que você quer dizer por validade? Porque assim, a lógica, pelo menos a pretensão da lógica tradicional, também tinha uma pretensão de universalidade, de estruturação, né, de refletir esse no âmbito da estruturação da realidade também, no âmbito ontológico, OK? E aí uma hora você fala em termos de utilidade, beleza? O fato de alguma coisa ser útil não significa que ela é correta ou verdadeira, né?

¶278E aí, utilizar esses termos assim dessa forma gera uma confusão aí no que você tá falando, especialmente se você tem uma concepção realista sobre explicação, o que envolve a pressuposição de ao menos um realismo ontológico sobre a realidade exterior. ou sei lá, para pegar uma coisa mais universalmente conhecida, a a própria hierarquia gênero espécie, né, que depois vai ser formalizada por outros autores depois, com porfírio, por exemplo, eh, na famosa árvore de porfírio, a hierarquia gênero espécie, ela tá presente num zilhão de coisas hoje, por exemplo, eh, no desenvolvimento da origem das espécies, ainda que hoje a gente saiba que essa árvore ela não é tão menos fechada que a gente imaginava, né? espécies diferentes conseguem cruzar e ter descendentes eh férteis e tudo mais, mas assim, em linhas gerais, é uma árvore que descreve tudo isso, né? Mas então, vamos lá. Ele diz que não aplico essa regra ao próprio marxismo.

¶279Assim, o marxismo aparece como a única teoria capaz de explicar todas as demais. Estranho isso. Sem precisar ser explicado por nenhuma delas. Essa exceção não seria demonstrada apenas pressuposto. Bem, eu não sei.

¶280Provavelmente o Bartosch não acompanha muitos materiais que eu produzo aqui no meu canal, que não é nenhum problema, tá? ele não tem nenhuma obrigação de acompanhar. Mas primeiro, o marxismo não é nem possui teoria capaz de explicar todas as outras teorias. Isso aí, inclusive eh o próprio Frederi coloca lá no vídeo dele, eh, também no começo, né? Marx não possui filosofia da história.

¶281Marx não possui sistema universal nenhum. Marx não possui lógica geral. Marx não possui método anterior ao objeto, ou seja, o método do Marx é inseparável do do conteúdo. Mas a ligação de que no caso metodologias são acuradas para se investigar um fenômeno de acordo com as características do próprio objeto estudado que estabelecem a adequação de certos métodos ou meios de investigação daquele fenômeno, é algo acordado inclusive por filósofos analíticos contemporâneos. Cara, é o que eu descorri inclusive na live com do Cristiano Constante.

¶282Cara, é uma questão que é tratada no nome da metafilosofia, inclusive aqui. Cristiano, olha essa situação naturista. Quando eu tratei sobre metafilosofia, logo aqui no início, eu comentei sobre isso. Eu não vou colocar de novo, né, para quem viu antes. Eu já coloquei antes aqui na live, tá?

¶283Então eu comentei sobre isso aqui. Você tem o livro do Timothy Willon, The Filos of Philosophy, a filosofia da filosofia, né, publicada em 2007, que trata sobre metafilosofia. E o estabelecimento de meios, né, eh, ou de métodos de investigação de acordo com o seu objeto de estudo, é algo que qualquer um concorda. Qualquer um concorda, até o metafísico. O metafísico vai concordar com isso também.

¶284Não é uma característica distintiva do próprio marxismo ou da teoria marxista. Hum. >> Gente, se puder >> sobre não ter um Marx, não ter uma filosofia da história, até onde eu sei isso é controverso entre certos marxistas, tá? Certos intérpretes Marx e tudo mais. Até onde eu sei, o Gustavo Machada é adepto de uma escola que é mais destoante, né, de uma linha de pensamento que é mais destoante das outras.

¶285Mas não quero entrar nesse método porque não é minha especialidade, né? Não é meu foco de estudos. Meu foco de estudos justamente são são os assuntos interseccionais que o o Gustavo Machado está dando seus pitacos ao comentar sobre esse assunto. E note, ele poderia dar esses pitacos se ele não fosse tão categórico nas coisas que ele está falando. Eu não condeno a pessoa, enfim, pitacal, palpital e falar alguma coisa assim, desde que seja modesta, mas ele é pretencioso, pelo menos é o que eu percebo nas falas dele a ser exposto.

¶286Então, não existe metodologia marxista prévia, não existe uma lógica geral marxista que é imposta ao conjunto da realidade, não existe nenhum tipo de sistema universal, nem filosofia da história. Por exemplo, o único objeto que Marx dedicou a examinar a vida dele inteira foi o capitalismo, né? por vezes recorrendo a certas formas do passado com um único objetivo de entender o que é específico do capitalismo, mas sim nunca tomou as formas do passado como objeto direto de investigação, por exemplo, né? E todas as conclusões que ele chegou são conclusões que são produto da do estudo da sociedade capitalista e características dela, né? Eh, então, como assim o marxismo eh ser uma teoria capaz de explicar todas as outras?

¶287O que é o marxismo? Deixa eu tenho que entender exatamente o que você entende, né? O que é o marxismo? O que eu apresento naquele vídeo não é a teoria marxista geral, é uma é produto da investigação minha, que pode ser ruim, pode ser boa, pode estar certa, pode estar errada, mas é produto das minhas investigações e das minhas reflexões sobre a origem e desenvolvimento da metafísica. Não é o que diz o sistema geral da teoria, não sei que sistema é esse, onde ele tá, eh quem escreveu, em que lugar e onde, né?

¶288ser materialista é isso, não é ter teses gerais sobre a matéria, realidade, o mundo. As conclusões só são possíveis a partir do estudo particular de uma realidade dada, verificando inclusive a abrangência ou não dos fenômenos, né, ali manifestos. Então, explicada, dada no vídeo, eh, no a no vídeo não é resultado de uma dada teoria marxista geral, que eu nem sei qual é, é produto das minhas pesquisas reflexões sobre a gên desenvolvimento da metafísica. Apesar disso, talvez seja esse ponto que ele que ele queira dizer, existe uma concepção marxista que não é uma teoria, um sistema do homem ou do universo, que não existe, né? Seu pressuposto é de que podemos explicar os fenômenos do mundo, né, de modo imanente, sem recorrer a leis, sistemas e ação externas a esses fenômenos, né?

¶289é um pressuposto, um ponto de partida, uma concepção. Eh, sua validade depende do sucesso ou não de se explicar os fenômenos de modo completamente manente, sem recorrer a nada de transcendente a eles. No caso de sucesso, torna-se qualquer metafísica inútil. Isso aqui eu vou retomar um pouquinho mais à frente, tá? Vou retomar esse aspecto um pouco mais à frente.

¶290Tom muito em cima. >> Na verdade não. Na verdade, o que estabelece se no caso uma metafísica é útil ou não para iluminar sobre uma dada questão específica ocurrido de questões é justamente se essa teoria metafísica ela tem um escopo, né? Ela tem uma amplitude, uma profundidade explanatória ali. Ah, se ela é adequada aos nossos conhecimentos pré-estabelecidos.

¶291Hã, envolvendo, no caso, nosso conhecimento de fundo, né, background knowledge e também no caso ali, se caso tudo isso empate, nós temos que analisar, né, pelo menos de acordo com autores que trabalham com epistemologia formal, né, que lida com essa questão ah do âmbito da comparação de teorias, né, e de hipóteses competidoras para explicar certos fenômenos no da epistemologia formal baesiana. como o próprio Paul Draper, né, que é o que nós estamos fazendo a leitura comentada aqui, o desempate entre essas teorias, né, na medida que elas explicam o mesmo fenômeno ali igualmente bem, né, os mesmos fenômenos igualmente bem, o desempate vai se dar em termos de critérios de desempate que são envolvem componentes ali ah de probabilidade intrínseca, ou seja, probabilidade que não envolve o âmbito extrínseco, a hipótese que tá sendo considerada ou que tá sendo não abordada, nomeadamente o condicionamento com base nas evidências relevantes totais disponíveis, né? Ah, que é basicamente critérios que permite a gente estabelecer a probabilidade ali, independentemente da evidência, a probabilidade das próprias hipóteses consideradas enquanto tais, tá? Ah, como é o caso do que o Draper discorre aqui no capítulo quatro sobre probabilidade intrínseca nesse livro que a gente tá fazendo leitura comentada, OK? A mesma coisa se aplica mutados mutantes, né, ou até sem modificações necessárias.

¶292para a questão da comparação de teorias ou hipóteses em outros âmbitos, tá? Ela pode ser utilizada nesse âmbito aí, uma abordagem baesana objetivista nesse caso, OK? Ah, e aí vai envolver critérios como no caso de coerência probabilística e também de modéstia, onde a modéstia envolve o quanto, né, e o quão específico são as alegações envolvidas na sua teoria ou hipótese, que se pretende explicar certos fenômenos. E a coça probabilística é o quanto os componentes da sua hipótese ou da sua teoria que visa explicar certos fenômenos na realidade, né, ela apresenta continuidade, né, e suporte, uma relação de suporte probabilístico entre si, né, o quão bem suportadas probabiliticamente ah elas estão umas com as outras, né, esses componentes da sua hipótese ou da sua teoria que você está articulando para explicar um certo fenômeno específico da realidade. Beleza?

¶293Então é isso. Quem quiser ter acesso a essas leituras comentadas, é só se inscrever aí no plano três, naturalista esclarecido e vocês têm acesso a todas essas leituras comentadas aqui, tá? Que são bem relevantes aí, OK? Principalmente essa daqui pro que eu tô dizendo, tá? Tipo epistemologia ali a baesiana, objetivista principalmente, né?

¶294Mas enfim, vamos lá. Bora. >> Uma concepção marxista. Ah, mas veja, isso é uma sentença maxista. você parte do pressuposto de que é possível compreender um fenômeno de modo completamente imanente.

¶295Ora, mas compreender um fenômeno de modo completamente imanente, o conjunto dos fenômenos, procurando a conexão, analisando internamente, é o que se apresenta diretamente a nós. O que tem que ser demonstrado é dizer que para além desses fenômenos, existe um outro âmbito, seja da existência, seja como fundamento, seja como causa primeira, um outro âmbito externo que explica. Primeiro ponto, isso e segundo, isso aqui, o sucesso ou não desse pressuposto, ele só pode ser validado pela análise pasar. Ele não, ele não é demonstrado genericamente, nem se propõe que ele seja demonstrado genericamente nunca. Então, como que Marcos foi procurar mostrar a validade desse pressuposto aqui pro capitalismo?

¶296Fazendo tergiversação sobre conceitos gerais e sobre como é possível conhecer as coisas analisando-as internamente? Não. Ele foi lá estudar o capitalismo em todas as conexões necessárias que o constitui, né, da mercadoria, o dinheiro, é o trabalho excedente, a sua expressão como mais valia a acumulação de capital, os ciclos do capital, os esquemas de reprodução, a distribuição do lucro, etc, etc, etc. E será que os fenômenos que se apresentam no diante de nós, né, os juros, o preço das ações, eh os preços de um modo geral, a especulação imobiliária, será que eu consigo explicá-lo de maneira interna, sem ter que recorrer a uma lógica geral que regula o mundo, a economia natural, o direito natural, se ele conseguir fazer isso de maneira completamente interna aos fenômenos, qualquer explicação do mesmo fenômeno que >> se você endosse uma concepção realista de explicação, tanto componente que visa iluminar o fenômeno específico que você quer discorrer, né, que você quer explicar, quanto o próprio fenômeno, ambos tem que ser reais, OK? Ou seja, os planando e os planandos, eles tm que ser reais e eles têm que ter relações apropriadas uns com os outros.

¶297de modo a favorecer essa explicação de um em relação ao outro, tornar um mais iluminado, mais agregado informação em relação ao outro. Senão o que você tá fazendo não é explicar nada, você só tá descrevendo coisas. E descrever coisas não é explicar coisas. Explicar coisas é tornar aquelas coisas dos quais são fenômenos que a gente tomou ciência deles, né? Ao estudar sobre certas coisas, nós tomamos ciência de certos fatos vinculados com fenômenos observados na realidade, né?

¶298Vinculados com os estados de coisas na realidade, que é uma expressão da filosofia analítica, né? Estados de coisas. E a partir disso você articula, né, e a partir do momento que que certas características ali não são tão ah claras, né, naquele âmbito, você articula uma teoria, você teoriza sobre isso, você articula uma teoria que visa explicar esse fenômeno e tornar ele mais inteligível, mais compreensível, enfim, ah, mais entendível para nós, né? Isso envolve uma relação real entre os componentes, os elementos da explicação com a própria o próprio fato, fenômeno a ser explicado. OK?

¶299>> Isso dentro de uma concepção realista acerca de explicação. >> OK? Então o explanando e o explanando eles não podem ser a exata a mesma coisa, senão você não tá explicando nada. Nada tá servindo para explicar nada. Você só tá repetindo o fenômeno.

¶300Você só tá declarando o fenômeno. E, portanto, você não tem uma teoria, você tem só o fenômeno que recorre a algo externo fica supérflo. Percebe? Mas eu vou discutir um pouco mais sobre a ideia de que qualquer frase que tem um todo, uma postulação, alguma coisa universal, seria metafísica. Mas então, tentando sintetizar um pouco aqui, toda concepção parte de pressupostos.

¶301A a diferença é que meu pressuposto não é um princípio do ser, do homem, da natureza ou do conhecimento no geral, mas um princípio de investigação da realidade concreta, ser validado pelo sucesso dessa própria investigação. E detalhe, não é um princípio que se impõe a realidade concreta, não. Eu tenho que ir até ela. Eu tenho que ir, Freque. Escutar a realidade que fala.

¶302Essa ideia de escutar a realidade que fala pressupõe algumas coisas, tá? Envolve muito mais coisas pressupostas aí. Primeiramente, pressupõe que existe uma realidade exterior, como eu mencionei, um realismo acerca da realidade exterior. Ela pressupõe um realismo direto, né? Pelo menos um realismo direto ou indireto sobre a percepção, né?

¶303sobre a percepção. Eu diria até que um realismo direto mesmo, né? Um realismo direto. Realismo direto mesmo que ele tá que ele tá se vinculando, porque tá dizendo que os fenômenos, fatos falam por si mesmos. A realidade fala por si mesma.

¶304Então seria um realismo direto, né? No da percepção, não seria algo inferido, conhecido indiretamente, né? ali propriamente percebido indiretamente. Então você tem objetos da percepção que são reais, existem de forma externa. Na realidade isso é uma posição metafísica.

¶305Isso para pressuposição metafísica, tá? Ah, é um pressuposto metafísico. Pressupõe, no caso ali uma epistemologia realista direta, de certo modo, onde você percebe essas coisas, esses objetos do âmbito da percepção, né, vinculado com as características reais presentes no sistema capitalista e blá blá blá, né? Ent você se familiariza diretamente com essas características, né? O que presume uma espécie de idade idade epistêmica, né?

¶306De idade idade epistêmica. no sentido inclusive objetado, por exemplo, ah, no sentido similar ao objetado, né, não diria exatamente o mesmo. Ah, objetado ali na crítica ao mito do dado do RF Sellers, né, da crítica ao mito do dado do RF Sellers, OK? E presume, no caso, que nós possuímos uma falidade significativa com esses aspectos da realidade relevantes a serem investigados. Ou seja, uma realidade investigável, em princípio, que existe de forma externa na nossa mente, que envolve certos objetos da percepção percebidos em si mesmos, OK?

¶307Percebidos por si mesmos, OK? E dos quais nós tomamos ali um conhecimento, não inferencialmente desses objetos. Nós formamos certas crenças em proposições que se referem a esses fatos vinculados esses estado de coisas que são que conferem justificação não inferencial em certas proposições vinculadas com a com a teia de crenças nossa, né? Seria mais ou menos por aí, pelo que me parece, isso tá sendo pressuposto nesse raciocínio aí do do machado, tá? E tudo isso envolve para exposição epistemológica e metafísica.

¶308por realidade concreta, aqui ele tá falando mais especificamente envolvendo o sistema capitalista. Porque se o Marx ele não pretende investigar a realidade no aspecto mais geral, universal, se ele não visa lidar com questões de problemas eh como próprio problema da semelhança que eu mencionei. Então no caso ali ele simplesmente não tá investigando a realidade concreta em si em termos gerais. Não tá se preocupando com a investigação da realidade concreta em termos mais amplos. mas com um aspecto específico dessa realidade concreta, vinculada com, enfim, ah, com os modos de produção, as relações de produção e o tipo de sistema vinculado, né, com esses a com esses dois, né, o que surge o que mede a partir desses dois, né, ou algo assim.

¶309David, Rian, David, você acha que é impossível ter uma posição não metafísica? Acho, eu acho que o empreendimento do, do positivismo lógico foi uma tentativa, né, de eliminar metafísica, mas foi um programa falho. Pode jogar não, não. Aí, ó, começavia. Edson renegado, por que você odeia tanto comunismo?

¶310Não tô odeio tanto comunismo, eu sou anarquista, cara. Eu inclusive tenho amigos que são anarcocomunistas e a gente conversa bastante, troca referências. Eu sou anarquista, cara. Eu aceito comunistas, não tô entendendo. Eu tendo a ser um pouco mais hostil com com posições autoritárias, né?

¶311E o marxista ele defende uma forma de de comunismo, na divisão comunista autoritária, né? que aí já difere um pouco do anarcocomunismo, entendeu? Olha, porque a gente vai ter comas armas. Exatamente. Darcy Cley, qualquer tentativa de negar a metafísica já pressupõe de forma oculta ou explícita algum tipo de premissa sobre o que é a realidade, a verdade ou conhecimento.

¶312E se você tem uma concepção realista de de explicação e realista acerca de conhecimento, de que o conhecimento é conhecimento de características vinculadas com a realidade, então isso já assume uma perspectiva metafísica. Já aí de certo modo. Não, não. Ô Laura, muito obrigado. Tá, ó, David, te acompanho e te respeito, mas leio o livro do Gustavo antes de abordar o tema, mesmo que você não concorde, é uma obra de fôlego que merece atenção.

¶313Não. Sim, eu vou dar uma olhada na na no livro dele. O que eu tô analisando aqui é pelo que ele estava argumentando, tá? pelo que está explícito no YouTube, pelo que ele quis transmitir através do YouTube. Pode ser que no livro ele traga um argumento desmascarador, não sei, mas ele não apresentou.

¶314Pode ser que no livro ele tem articulado um raciocínio nessa ali. Eu não sei, ele não apresentou isso. OK. Eu estou avaliando pelo que ele expôs no YouTube. >> Beleza?

¶315Então é isso, [roncando] estou avaliando o conteúdo público dele. Pode ser que no livro ele teja enfim, até respondido tudo isso aqui, mas ele não expôs isso. Por quê? Presumo eu que ele não tem esses argumentos articulados porque senão ele teria exposto já em resposta, principalmente [roncando] no passe, >> mas assim, vamos lá que fala todos os fenômenos falam tudo, fala tudo que tá aqui na minha sala nesse momento fala, tá? Eh, então, então isso a a a [risadas] demonstração do sucesso da perspectiva do Marx não é metafísica, porque não é uma reflexão geral sobre a validade de um suposto método geral que ele propõe, até porque ele não propõe método geral nenhum, mas a validade disso se dá por meio da do sucesso em se explicar os fenômenos do mundo, por meio da análise eh interna desses fenômenos, pela sua conexão interna, sem ter que recorrer a nada.

¶316exterior transcendente, metafísica e o fenômeno da semelhança. Tomara que se preocupou com isso. A semelhança não é um fenômeno entre os particulares. Não tem característica semelhante entre os particulares, entre os contingentes, né? Segundo você, você toma com contingentes, enfim, entre o plural, não tem semelhança entre as coisas plurais entre algumas dessas coisas plurais.

¶317Por que que a gente não pode invalidar a sua, o seu ponto, né, e o ponto de marx. com base nesse mesmo raciocínio. Por que que só a metafísica é invalidada com base nesse tipo de raciocínio, nessa linha de raciocínio, isso não foi esclarecido ainda. Como eu mencionei, você poderia trazer um ponto mais robusto através da articulação de um argumento desmascarador, um raciocínio desmascarador, que inclusive desses argumentos, né, originados aí, ah, trabalhados melhor na filosofia analítica contemporânea, são os debunking arguments. Debuning arguments, eles têm influência marxista.

¶318É se para mim, >> mas também tem respostas para eles que mesmo se você articulasse os teria que lidar com as respostas. >> Fico. Então vamos lá. Ponto três, eh, concordo que diferentes posições históricas revelam ou podem revelar aspectos distintos da realidade, mas as metafísicas não se propõem a revelar certos aspectos da realidade apenas, mas seus princípios primeiros seu fundamento, né? Então eu concordo com isso aqui que o que o Marin disse nem acho que todas metafísicas são equivalentes, nem que todas teorias são equivalentes.

¶319Acho inclusive que as metafísicas que o erro é, e esse erro tem objetivos por trás, mas eh essa generalização do particular não quer dizer que tudo que tá lá pode ser jogado na lata do lixo, que elas não consigam de fato por vezes descrever certos domínios da realidade ou não, tá? eh, mas fracassam com relação ao que é o seu objetivo último, a sua finalidade, a sua razão. >> Ora, então você não tá invalidando, então beleza, você não tá invalidando a metafísica. Mas e aí? Se no caso certos aspectos dessa metafísica são procedentes, então você deveria começar a levar a sério os argumentos avançados em favor delas, os pontos avançados em favor dessas perspectivas metafísicas, dos quais em alguma medida podem gerar problematizações paraa sua visão marxista.

¶320Mas você não liga muito pra teologia natural, para essas coisas assim, né? A discussão de filosofia da religião, questões metaéticas, éticas normativas e blá blá blá. Você não liga muito para isso, né? Até onde eu vejo nos seus vídeos. Então, temos um problema aí.

¶321Se algumas dessas reflexões são válidas, se você realmente tá admitido que algumas dessas reflexões estão válidas, quais delas são válidas? E se elas permitem, no caso, favorecer conclusões que gerem problemas paraa sua visão de alguma maneira, se ilustra como conflitante de alguma maneira. Então, como é que fica essa ideia de que, no caso, questões metafísicas são invalidades em virtude do pertencimento ao seu contexto social, histórico particular? Por isso que eu tô, eu tô falando, cara, o Gustavo tá com os raciocínos muito confusos e muito, alguns até diria contraditórias de você, né, enquanto metafísica. Eh, então vamos lá, terceiro ponto, terceira parte.

¶322Tá dando para acompanhar, gente? Esse aqui eu fiz um textinho, tô conferindo os comentários aqui. Tá dando para acompanhar? Tá dando para entender? Eh, vou continuar.

¶323Vou seguir aqui então nessa mesma abordagem, beleza? Eh, então vamos lá. Terceira parte, o Bert fala o seguinte, que a definição de metafísica seria historicamente insuficiente. Essa parte é bem, dá para fazer bem rápida, realmente, porque ele fala, vamos lá, vamos primeiro argumento do Bertoch aqui. Defino metafísica como toda tentativa de reduzir a multiplicidade à identidade.

¶324Eh, não, mas já vou explicar porquê. O outro é o mesmo, o heterogêneo é o homogêneo. Eh, isso descreve apenas uma parte da tradição metafísica. Ele dá o exemplo de Aristóteles, né? Eh, ele recorda a fórmula clássica do livro Gama da metafísica.

¶325O ser se diz de muitos modos, não é? Eh, a metafísica aristotélica não elimina a pluralidade, procura justamente preservá-la por meio da analogia do ser. Bem, eu embora chame Aristóteles, estamos dentro uma tradição que eu chamo de metafísica analógica, tá? A mediação da analogia do ser, ela é na verdade um um desenvolvimento posterior, tá? Aristóteles considerava, mas isso não tem muita importância não.

¶326Eh, >> sim, sim. Ah, inclusive, eh, foi articulado de forma mais, digamos assim, mais clara no do próprio Tomate Aquino, né? Por isso que se contrapõe tipicamente, né, a visão da analogia do ser com a da universidade do ser do escoto, né, apesar de que a universidade do ser de escuto ainda assim comporta graus de analogia, né? Mas enfim, só considerava analogia o meio mais fraco possível para poder vincular as coisas e tudo mais. daí sua observação decisiva.

¶327Eu afirmo que todas as metafísicas reduzem a diferença à identidade. Bertoch considera eh justamente esse todas o ponto vulnerável da tese. Basta uma tradução importante fazer o contrário para que a universialização deixe de valer. Eh rapidamente aqui, viu, protocha e todo mundo aí. Na verdade, esse ponto é só prestar bem atenção no que eu tô fazendo ali no vídeo.

¶328Eh, primeiro, não se procura definir metafísica naquele vídeo, mas explicar as questões que originaram. E aí sim se afirma e universaliza que todas elas procuram resolver o problema do universal e particular do fenômeno e seu conceito e assim sucessivamente. Agora o que mais importante aqui é o ponto dois. O vídeo não diz que >> esse fenômeno não é real? O fenômeno o fenômeno o fenômeno não é real.

¶329O fenômeno que a gente pode denominar atualmente como da semelhança não é real. Esse celular aqui não tem características semelhantes a essa coisa aqui que a gente chama de celular, que é o particular, não tem características semelhantes com outro objeto que tem características semelhantes com esse aqui. Não tem isso. Não tem simplesmente não tem. Não tem.

¶330Opa, pera aí. Isso não é um fenômeno. Talvez fosse um fenômeno visto como irrelevante, né, para pessoas de outras épocas, né? Ah, e ganhado uma relevância genuína em virtude de certo certos contextos históricos particulares, né, com condições sociais históricas particulares que permitiram pessoas a refletirem, né, a terem um âmbito de atenção para esses fenômenos, principalmente pelas pelos pontos que eu mencionei, né? já mencionei previamente, mas isso não é um fenômeno, é um pseudofenômeno.

¶331Então, na sua visão, não é um fenômeno, é um pseudo fenômeno. É um pseudo fenômeno. Não te parece seu caso que isso aqui seja semelhante com outro particular que a gente tipicamente denomina como sendo um celular. Isso não é um fenômeno, não é uma característica que é presente nas coisas de se assemelharem a outras de certa maneira. Todas as metafísicas reduzem a diferença de identidade.

¶332Conscientemente, ainda que de modo esquemático, aquilo ali é evidentemente um esquema, empregou-se os termos reduzir, abarcar, explicar, determinar, justamente para incluir o conjunto das perspectivas metafísicas. Ou seja, o problema metafísico é o problema do universal e do particular, mas um problema que prioriza a universal frente ao particular, prioriza o necessário frente ao contingente, prioriza eh o conceito frente à multiplicidade dos fenômenos. As metafísicas podem fazer isso como? Reduzindo o particular a universal, abarcando o particular pelo universal, explicando o particular pelo universal, determinando o particular pelo universal. Então eu fiz questão naquele naquele meu vídeo de falar e de escrever em todas as vezes usar vários termos para apontar para as várias tentativas metafísicas, tá?

¶333Eu uso redução, eu uso abarcar, eu uso explicar, eu uso determinar. Poderia ter usado outros termos, tá? Ah, Gustavo, esses quatro aí, então, sintetizam todas as perspectivas metafísicas. >> Tem um problema aí. tem um problema aí.

¶334Eh, existem perspectivas metafísicas, especialmente em termos de fundacionalismo metafísico, ou seja, de explicações em termos fundacionais, de fundações da realidade, blá blá blá, que visa explicar a realidade através de uma multiplicidade ou uma pluralidade, mas que tem caráter universalizante. Os atomistas são exemplos disso. Inclusive quem comenta sobre isso é o Jonathan Shafer. É o Jonathan Shafer no artigo dele sobre monidade, priority Mors. A prioridade do todo em relação às partes.

¶335OK. ele comenta sobre isso. Então assim, existe no caso o âmbito de você explicar o âmbito da multiplicidade através de outra multiplicidade de uma pluralidade através de uma outra pluralidade, mas dos quais essas pluralidades se caracterizam um um elemento ou aspecto que conjuntas favorecem uma universalização, de certo modo explanatória. através dos simples miológicos. Essa explicação se daria através do quê?

¶336De uma relação explanatória em termos de composição, composição, constituição, etc. Isso já antes, tá? Antes na na época do se referind ao que os atomistas, tá? Os atomistas. Mas enfim, >> provavelmente não.

¶337Provavelmente não. Suprassunção. Podemos ficar aqui, tá? Eh, agora tá muito claro que o que eu tô indicando ali, né? Reduzir é uma das formas como isso é feita, não necessariamente por meio de uma redução, tá?

¶338Eh, e gente, todo autor sério da tradição metafísica, nenhum deles nega a pluralidade, mas todos eles procuram compreender a totalidade, procuram eh explicar a pluralidade por meio. >> Ó, o Cairan fez uma pergunta interessante, ó. Como o problema da persistência e constituição nova entre ações metafísica não tem a ver com a questão do que muda e o que permanece um aspecto imutável, é porque na verdade ah, o tipo de elemento explanatório que vai figurar na explicação do que a gente toma como sendo uma pessoa, por exemplo, sei lá, o David, né? uma teoria, por exemplo, parfitiana, de teoria de identidade pessoal parfitiana, que estabelece que o que é o David é basicamente o pacote de estados psicológicos contínuos e não ramificados, né? Ah, ela não vai apelar para um elemento imutável para poder explicar essa, enfim, essa persistência dessa coisa que a gente denomina como sendo o David, né?

¶339Dessa pessoa que todo mundo reconhece como sendo a o David, entendeu? ao longo do tempo, ou seja, persistência em termos diacrônicos transtemporais e até sincrônicos, né, ali das características que estabelecem o que que a gente domina como sendo o David. Não se apela para nada que seja imutável para explicar isso. O pacote de estatus psicológicos contínuos e sobrepostos ou justapostos é basicamente um conjunto, é basicamente um pacote de de estatus psicológicos que são estão em constante fluxo e mudança. Constante fluxo e mudança.

¶340Mas ainda assim eles estabelecem uma condição de persistência pra identidade pessoal do David, mesmo sendo coisas que estão em constante mudança. na medida que elas pelo menos apresentam um certo nível de justa posição e possuem um vínculo neurobiológico específico, como sei lá, com o meu cérebro, entendeu? E não com o cérebro ah de um outro corpo distinto desse daqui, espaço temporalmente localizado. Nessa circunstância aqui, nesse ambiente aqui, isso não envolve você postular uma alma imaterial, né? Como no dualismo de substância, né?

¶341Uma teoria da alma não envolve você assumir, no caso, uma ideia de uma forma que informa a matéria e favorece a inteligador da matéria, em termos da de um organismo específico, né, numa visão alinhada com o animalismo, né, e esse tipo de coisa, tá? Então, a nova metafísica, ela tem tem conexão com a metafísica antiga em alguma medida, mas os elementos que vigoram nela vão para além dos elementos presentes na metafísica tradicional clássica, na velha metafísica, entendeu? Podem haver explicações em termos de elementos ou recursos teóricos que não demandam a existência de coisas que sejam imutáveis ou qualquer coisa assim, entendeu? pode haver. É por isso que ela se distingue da velha metafísica.

¶342Não, a regra surgiu, né? Enfim, esse essa teorização sobre a persistência das pessoas, né? Surge a partir do fenômeno, né? do fenômeno de estabilidade, de certos traços de personalidade das pessoas, ah, de certos estabilidade em memórias das pessoas, de traços específicos das pessoas e etc, dos quais favorece a gente reconhecer aquela pessoa como sendo aquela pessoa e não outra pessoa, entendeu? Ela surge do fenômeno que parece ser um fenômeno de que ex há pessoas e que essas pessoas persistem.

¶343Entendeu? Ela surgi de um fenômeno. Qual dos Gustavos? A verdade é que o Gustavo assim acabou de refutar o professor. Qual professor?

¶344Qual o Gustavo acabou de refutar? Qual Gustavo? Porque os dois são Gustavos. Mas eu presumo que você esteja falando do machado, né? do machado.

¶345Ah, mas enfim. >> E o de algo universal, né? >> Sobre os atomistas. Deixa eu pegar o artigo do Shifer, do Jonathan Shaifer. Pegar o artigo do Jonathan Shafer.

¶346Google. Deixa eu ver. Eu acho que eu acho que eu tenho ele aqui baixado, cara. O artigo dele sanismo de prioridade, vamos lá. Mers que eu tenho ele aqui, velho.

¶347Ah, tenho ele aqui, ó. Calma aí. É o Ali. Acho que ele não volta mais não, cara. Acho que ali foi de foi de Vasco ali, né?

¶348Ah, vamos lá. Ó, mais ainda, né? Vamos lá. >> Ã, calma aí. Deixa eu ver aqui a parte que começa.

¶349Vamos ali. Vamos ali. A segunda maneira, no caso de ah recortar, né, enfim, o cosmos, retratar o cosmos, é fazer ele através de cortes. Nessa visão, no caso, há muitas objetos concretos atuais básicos, todos os quais são partes próprias do cosmos. Isso é o pluralismo.

¶350Aí aqui tem a articulação, né, em termos formais. Pluralismo, portanto, no caso, é pensado como, no caso, a conjunção ah de uma tese numérica de que há pelo menos dois objetos básicos, dos quais ah como uma tese parcialista, parcialística de que o cosmos não é básico, dado o eh o vínculo restringidor, né? O vínculo restringidor, né? Cada uma desses conjuntos implica os eh cada um desses conjuntos ah desses conjuntos implica o outro. Se há pelo menos no caso dois objetos básicos, o cumon não pode ser básico.

¶351Ou de outra maneira, no caso, haveria uma relação de parte todo por entre os básicos. Ah, e se o cosmos não é básico, então no caso deve haver pelo menos dois objetos básicos em ordem a cobrir para a cobrir toda a realidade, né? Para cobrir toda a realidade. Então, dado no caso o o a restrição estrita ali, né? Enfim, a restrição estrita, as seguintes teses são equivalentes a pluralismo.

¶352Aí aqui tem articulação formal, né? E vamos lá. Mas ainda, dado no caso a assunção fundacionalista de uma dependência parcial, né, o ordenamento de dependência parcial fundado, bem fundado junto, no caso com uma restrição de vínculo, né, de vínculo. Pluralismo é equivalente, no caso, a tese de que o cosmos depende de algumas das suas partes próprias, suposto, no caso eh supondo, no caso que o planismo se mantém, dado a bem fundação, né, a wellfundess, ou seja, a bemfundação, né, ah, de cada objeto concreto atual, deve ser ou básica ou dependente de alguma objeto básico, né? Por definição de pluralismo, as partes próprias do cosmos são as únicas tais bases.

¶353Então, o cosmos deve depender e algumas das suas partes próprias. Na outra direção, suponha, no caso, que o cosmos dependa somente das suas partes próprias. Então o cosmos não pode ser básico, dado a bem fundação, né, ao wellfess, né, algumas dessas partes próprias devem ser básicas através de um rest eh de um restringimento, né, uma restrição de vínculo, não pode ser somente uma dessas partes próprias como sendo básica, né, como sendo básica, né, uma dessas partes próprias pode ser básica, né, tem que ser as duas ou mais. Então, deve haver pelo menos duas objetos básicos, né, dois objetos básicos. Portanto, dado o fundacionalismo metafísico mais o atrelamento, né, o vínculo, a seguinte teses é equivalente ao pluralismo.

¶354Aí tem aqui a se provará, no caso valioso, dar uma menção especial a forma, uma forma específica de pluralismo, dos quais objetos básicos são todos simples, miereológicos. Isso é o atomismo. E aqui tem a articulação formal do atomismo que o Shefer descorre, né? Aí aqui ele diz o seguinte, ó. O atomismo é a mais finamente granada, né?

¶355forma de pluralismo, cortando o mundo de todas as maneiras, até no caso, o âmbito de parcelas mínimas merológicas, né, de parcelas, né, ou pedaços mínimos mológicos. Atomismo também, no caso deve ser a a forma mais temática de pluralismo, aonde no caso o humanista, né, atribui uma prioridade última para o todo último. O o atomista atribui prioridade última as partes últimas. As partes últimas. Eu irei argumentar no caso que atomismo é melhor é é melhor é a melhor forma de pluralismo, mas eu também não construo atomismo na definição de pluralismo, tá?

¶356Então o atomismo que é muito mais antes disso tudo, né, que é é prévio no caso a esses âmbitos, né, era uma visão metafísica, fundacionalista, mas ainda assim pluralista, né, pluralista, diferente no caso das visões monistas. Então, a ordem de explicação que os atomistas davam pro âmbito da pluralidade vigente do nosso mundo era em termos de uma outra pluralidade. Aliás, dessa pluralidade vinculada com o cosmos como um todo, era justamente de uma pluralidade mais básica e fundamental e fundacional. Então essa é uma outra perspectiva que é uma perspectiva metafísica também de certo modo e que destoa desse âmbito que o Gustavo Machado tá colocando. Então já tem outro problema aí com isso.

¶357Tem um outro problema aí com isso. OK. Certo. Deixa eu tirar o a figurinha do do Ari, porque ele não tá mais aqui. Enfim, tirar ele aqui.

¶358Se ele voltar eu coloco ele de volta aqui. Mas enfim, acho que não vai voltar mais não. Tava muito ruim a internet dele, né? Mas é isso. E o Josh, né, na discussão com GROP, ele aborda isso tudo aqui, tá?

¶359na discussão sobre argumento de eh sobre o argumento cosmológico fundacionalista argumento cosmológico fundacionalista em termos de grounding relation, né? Gra of Joshua siju se grounding. Argumento de grounding ele aborda isso aqui. So I try to [ __ ] forward an abductive argument for God's existence. And I also one of the main aims as well was I was trying to show how fearism the claim that there is a god can play a central role in metaphysical fear rising.

¶360So in contemporary metaphysics. So I'm going to walk through um some parts of the argument. Sometimes I might have to be more brief than unfortunately necessary just so we can get through this and get onto the dialogue. So the first part um I'm going to go through is explanatory framework that I utiliz in form formalizing the argument. Now when we understand explanation at a general level I believe that there are at least two types of explanation that people can [ __ ] forward there is something called a general causal explanation so this will be an explanation that invokes an entity that we call the cause an event that we call the effect and a causal relation that links the cause to its effect so general explanation for the occurrence of a certain phenomena I events will invoke a what which we call the cause that truly brought about the phenomenon and a why a cause oral relation that explains its efficaciousness so for Example, if we had an entity called Su and she decided to throw rock at a window and it broke, Su would be the cause and then the window breaking and events would then be the cause and effect.

¶361And what links suy the cause to the causal effect is a relation of causation. And so if we want to know why the window broke just simply say that Suie did it and she caused the window to break. But then the more important type of explanation that we're looking at today and the one I really want to focus on is something called a metaphysical explanation. And this is one that invokes certain entities that we call the ground and its grounded effect. And then it also invokes a grounding relation that connects a ground to its grounded effect.

¶362So more specifically a metaphysical explanation for the existence of a certain entity invokes a what are the ground that noncausally and synchronically depends upon and a why are a grounding relation that explains a reason for the dependence of the former entity on the latter. So we have two types of entities and one depends upon the the other and there is a relation of grounding that links them together. Now this relation is normally conceived as we'll see laters being a non-causal relation and it's a synchronic dependence relation. That means that the entity that is the ground is grounding another entity at that specific time. So if we have an example, let's say we have Socrates and then we have something called uh Singleton Socrates which is his set which has Socrates as a soul member, what links them together is a relation of grounding.

¶363Singleton Socrates exist in virtue of Socrates who serves as its ground. And so the key thing that's linking them together is the specific relation of grounding. And so if I want to know why Singleton Socrates exists, I'll simply invoke Socrates and say, "Well, he's the ground of this singleton set." And so specifically just to reiterate the point we're looking at the second type of explanation in this specific argument. Then other distinctions can be drawn when it comes to explanation and this is distinctions that can be applied at the general level and at the metaphysical level. But specifically we're going to be looking at distinctions when it comes to forms of metaphysical explanation.

¶364One form of metaphysical explanation is a partial metaphysical explanation. And this is where an entity partially grounds another entity. So if you have for example an H2O molecule the existence of the H2O molecule is partially explained by one entity such as a single O atom and so that single O atom serves oxygen atom serves as the partial grounds for the existence of the H2O molecule but then a full metaphysical explanation is one where an entity is fully grounded by other entities and so let's say we're going that example of the H2O molecule again the existence of the H2O molecule is fully explained by a set of entities one H atom and two O atoms and so why let's say this H molecule exists is because it has these atoms serving as the foreground of their existence and so we don't need to invoke any other entities to explain why that H2O molecule exists. But then a more robust form of full explanation, full metapysical explanation and the one that we're going to really focus on today is something called a complete metaphysical explanation or what I've returned it as a fundamental explanation and this is where an entity is fully grounded by another entity but with the latter entity not being depended upon any other entity of that specific time. So today we're looking at something called the grounding relation.

¶365So we can take that for example now as the entity under focus. And then a fundamental explanation for the existence of the grounding relation could be for example God. God is a reason why the grounding relation exists. But then God himself exists as an ungrounded entity. He does not depend upon any other entity at that time for his existence.

¶366Or there could be other options on the table as we're going to see such as the cosmos being the reason for the grounding relation or certain myological atoms. At the moment now it's not so important about the options. It's just understanding that when it comes to fundamental explanation we are looking for a full ground of the entity under focus but the grounds of that entity do not have any grounds themselves. They are ungrounded. Their existence in a way is inexplicable.

¶367So what we're looking at today just to reemphasize the point is a certain type of explanation metaphysical explanation and a certain form of that called a fundamental explanation. So moving forward then someone could ask well how do we know when we've come to a true explanation for something how do we know we've come to a true fundamental explanation well I believe that the main way to understand a true explanation is one that has the most theoretical virtues. The explanation that has the most theoretical virtues is the one that's more likely true. And so at a more specific level following someone like Richard Swimbern and Professor Oppy, I believe that the best way to understand this is an explanation should minimize theoretical commitments at the fundamental level and maximize explanation of the data at hand. But how we understand this tradeoff between minimizing theoretical commitments to the fundamental level and maximizing explanation is by utilizing I believe a certain inductive criteria.

¶368And so I'm going to run through some of the central elements of this inductive criteria so we can understand how it's um can play a part in the argument. So the first element is what is called the criterion of predictive power. So if an explanation is true, it should lead us to expect the data that we have when otherwise this data would not be expected to occur. The second one is the criterion of background knowledge. A true explanation should be one that fits very well with other explanations taken to be true in neighboring fields.

¶369And so the entity that's invoked in the specific explanation should be of the type of entity that is taken to exist in other areas and have some explanatory value in those other neighboring fields. And then we have the criterion of scope. Now normally in an explanation in inductive investigation the criteria scope will play a very important part because the narress of explanation is always better because the less you're trying to explain the more likely you're going to be correct about what you are explaining. However, when it comes to fundamental explanations, this is not going to play any part this specific criterion because we are looking for an explanation of everything else that exists in reality. And so all of our candida explanations are going to have a very very wide scope.

¶370They're going to try and explain everything. And so if unless we're going to get rid of all of our candidates at the beginning, we cannot utilize this specific criterion. So this criterion will actually drop out. And so what what is more important is the criterion of parcerony or simplicity. And the criterion of parcerony focuses on the quantitative and qualitative parsimony of an explanation and it does this at an ontological level and an ideological level.

¶371Now the way that I the way that I specifically understand this is by conceiving of it through something called shaff's laser rather than the more famous amsor. Now because I'm utilizing this maybe more new understanding of the criteria of I'm going to just break this down a little bit so we can understand it better. So raz generally states that you shouldn't multiply entities beyond necessity. So we should be restrictive of all types of entities in our explanation. But shaders laser is a further specification of this.

¶372What it says is that we shouldn't multiply fundamental entities beyond necessity. And so we should be restrictive at the fundamental level. The entities that we have at the fundamental level should be more limited. But we can be permissive when it comes to the the derivative entities, the entities that exist beyond the fundamental level. we can be more permissive of the number and kind that we postulate.

¶373And so when comparing how economical theories are, one should then compare how many fundamental entities or kinds an explanation poses and not generally how many entities or kinds are posited overall. Now you might be thinking well why should we make the specification when we already have OPS razer? Well, the interesting thing is that this understanding, this specification of the principle ofimony is something which is now in some areas of metaphysics being signed up to by some of the leading metaphysicians. And so I'm just going to run through some of the names that we have here. So obviously Jonathan Shaffer who uh the principal of pasmonies um is uh was [ __ ] forward by he stated that I think the proper rendering of razor is that we sorry just going to minimiz it.

¶374Yeah. Sorry I think the proper rendering of Razer should be do not multiply fundamental entities without necessity. And then we have Karen Bennett who states built entities do not count against a simplicity of a theory and the built entity is just derivative entities. So she's saying they don't count against a simplicity of a theory. Equivalently only fundamental entities count against a simplicity of a theory.

¶375Ross Cameron states the principle of ontological parcimony must tell us to judge theories by what entities they admit to their fundamental ontology. Theodor cider writes the epistemic principle should be restricted to theories about the fundamental nature of the world. And then Daniel Colman notes the most parimonious theory is the one that explains all that needs to be explained using the fewest resources. Since fundamental objects are those in terms of which everything is explained, it only makes sense to measure ontological parcimony in terms of which items are taken to be fundamental. So we have some of the leading metaphysicians signing up to this understanding of uh Shaff's laser.

¶376But it's not just because we have some philosophers affirming it as a reason that we should adopt it, but we do also have some arguments have been [ __ ] forward in favor of Shaffer's laser. Now I'm not going to go through any of these just because it will take us too far a field but if anyone's interested I can point you to different areas where they are exposited. But there are some arguments have been [ __ ] forward to actually say we do need to adopt in our fear rising in the metaphysical context in other context. We do need to affirm Shaffer's laser instead of razor. And so just taking that on board, we can then understand the criteria of parcimony in a certain way.

¶377Firstly, quantitative ontological parcimony. A true theory or explanation should postulate the fewest number of fundamental entities, fundamental objects, properties and relations. Qualitative ontological parcimony a true explanation relations. Quantitative ideological parimony. Uh the fewest number of fundamental theoretical primitives should be postulated by true theory.

¶378Now theoretical primitives are just undefined terms. So we should have few undefined terms about the few about the few fundamental entities and kinds that we are postulating. And then also qualitative ideological parcimony, a true explanation to postulate the fewest number of kinds of fundamental theoretical primitives. So with that all in hand, what we can then understand is that a candidate explanation is a fundamental explanation and a terminous in explanation of a certain set of metaphysical data if it can provide an optimal tradeoff between minimizing theoretical commitments at the fundamental level and maximizing explanation of the data. In a more slogan format, we can say a true fundamental explanation is a simplest explanation fitting with our background knowledge that leads us to expect the data when otherwise we will expect this data tour.

¶379>> Beleza? Aqui ele trouxe todos os frameworks teóricos, né, em termos dos aspectos explanatórios, né? Framework explanatório relevante. Ah, trouxe o o laser de shafer, né? O laser de shafer e, né?

¶380Mencionou alguns argumentos em favor do laser de shafer. E agora ele vai mencionar o que é interessante, né? candidatos interessantes aqui para para vigorar, né, no alvo explanatório. This background is called metaphysical foundationalism. Now certain metaphysicians believe that reality is not just a single leveled entity.

¶381Reality is multilayered where there are various levels to reality and they are hierarchically arranged in a certain way where we have the less fundamental entities existing at the higher levels and as we descend down to the lower levels we find more fundamental entities ultimately at the bottom of this sort of lay structure we then will arrive at some absolutely fundamental entity or entities. Essa visão é de realidade hierarquizada, que é uma visão comum da metafísica analítica contemporânea, tanto entre naturalistas quanto sobrenaturalistas, tá? here. Now, I'm just going to [ __ ] this image up so we can understand a sort of dummy illustration. Now, I don't believe this illustration is uh holy correct but it's very helpful in sort of illustrating the main point of this background.

¶382So, let's say we have the top level economics. So, if we're just looking at the left and economical theories are very important in order for our world and our societies to operate effectively and so these theories about goods and services are very important. However, these theories exist because of the human minds that are thinking and theorizing about these things. They are the ones that are grounding the theories of goods and services. So the goods and services are grounded and dependent upon for their existence on the human mind.

¶383And let's say we're assuming some form of dualism just for argument sake. The human mind, the sensation, sensations, beliefs and things like that. The human mind is then grounded on the brain states. So it's grounded on the human brain. And then the existence of the human brain is grounded by our chemical structure.

¶384And then our chemical structure is grounded by let's say some quarks. And so what we have here is a layed structure where we have the less fundamental entities existing at the top. And as we descend lower down, we come to more fundamental things and then we arrive at the bottom to an absolutely fundamental entity or set of entities which are then ungrounded. They are not existing virtue of anything else. And so what's connecting all of these levels together is a relation of grounding.

¶385So um our lay structure reality is where we are then going to locate our explanatory target, this specific picture that I just illustrated. And so what I'm seeking an explanation for what our expansary target is is the instantiation of a relational grounding within the lay structure reality. Basically, in the more simple way, I'm seeking explanation for why does this relation of grounding exist? Why does it exist at any point in time and it's connecting all of these entities? Why is it such that we have reality being hierarchically arranged in that specific way instead of just being the single leveled entity?

¶386Well, grounding is the reason why we have that structure, but then why do we have grounding? That's the question. Well, in order for us to even start answering that question, we do need to understand what the nature of grounding is. Now, generally, grounding is conceived of as a primitive relation that has certain formal properties and fulfills a certain role. The formal properties of grounding are that it's asymmetric, irreflexive, transitive, necessitating, and it's analogous to causation in a certain way.

¶387That means it functions in a similar way where causation is dironic uh grounding is a synchronic relation and then the role that it fulfills is that it links the more fundamental entities to the less fundamental entities. As I noted before, economics is linked or the economical theories are linked to the human mind by relation to grounding. But then grounding also backs an explanation for the existence of the less fundamental in virtue of the more fundamental. So it backs an explanation for why the economical theories um exist. Why they exist well in virtue of the human mind which grounds their existence.

¶388So we have this certain role and formal properties of grounding. But then something I think is very uh important to just flag up now is that I'm not just speaking about an esoteric relation that's at the side of metaphysics because some of you might be thinking well why we speaking about grounding because I never a lot of people have never heard it before. But grounding the very important thing at the moment is that grounding is a very um it's it's a specific notion that's at the center of metaphysics and how we can see that is by the individuals I [ __ ] on the PowerPoint in front of you being grounding realist. So grounding realist is someone who believes in the notion of grounding and we have some of the leading metaphysicians in the world who have all signed up to this idea that grounding is something that exists and needs to be theorized about. And so what we have then and I've just noted that Matthew Clark and David Lig have noted also that the notion of grounding has now been established as a major concern of metaphysics.

¶389Now this is not to say that all of those metaphysicians all agree about what grounding is understood as. It's just the idea that they affirm this notion being important and we need to theorize about it. But again, it's not just because we have a wide acceptance and we should ourselves accept it but there are also reasons why people have [ __ ] forward um for us believing in this relation of grounding. Now again, I'm not going to go through them and I will point people to other areas that they can see some arguments for grounding existing, but there are various arguments that can be [ __ ] forward that will sort of have tempted well not tempted but actually push these people to affirming it and could push you to affirming its existence as well. So just sort of that then in hand um I just need to make one more distinction before we sort of move on to our analysis and this will play a part later on.

¶390It's not so important now but itl play a part later on. So it's good bringing up now. So there is a division amongst some of those philosophers that I've noted where some people fall into the camp of grounding moism which is the idea that there's only one type of grounding relation and then there's grounding pluralism which is the idea that there are many types of grounding relation. So you'll have people like Jonathan Shaffer who will affirm this idea of grounding monism. There's only one kind of grounding relation that plays a part in our l structure reality.

¶391But then there's grounding pluralists like Kip Fine and Jessica Wilson who will believe actually that grounding is a contextdent notion that grounding in different ways is going to um you know come in different kinds. So when we have the human mind being linked to the human brain that's one type of grounding relation when we have the quarks being linked to the chemical structure one kind of é uma forma de pluralismo ali na nas relações também né na relação de grounding. E aí você pode ter visões diferentes, né? Superveniência. Aí você pode ter, no caso ali a a realização como realização funcional, ah, você pode ter, enfim, outra outros tipos de relação de de fundamentação que são plurais, né?

¶392Não são uma só relação, né? Ah, de fundamentação propriamente. Tem também essa discussão entre os pluralistas e os humanistas de relação de fundamentação, tá? Ah, o que é bem interessante. Mas também tem a discussão sobre, no caso, a o pluralismo de fundamentos, né?

¶393Ou seja, daquelas entidades que são justamente responsáveis pela fundamentação das outras. Is there grounding so what is it? Now I believe that there are a few options on the table. There's one candidate position called primitivism and I call it position because it's not an explanation. It's not seeking to explain anything.

¶394But primitivism is one candidate um option. But then we have three anti-pitivist explanations. And what I mean by antiprimitist is just saying that actually grounding uh needs an explanation. And so some of the options on the table will be fearism, priority moonism and priority pluralism. Now we're going to go into our analysis of these specific um candidates but I'm not going to spend a lot of time on them.

¶395I will have to rush through some of the um nitigrity points. But for those who really want to understand it further, you can look um deeper into the paper and see the arguments for them. So primitivism was [ __ ] forward by Jonathan Shaffer and it's just the idea that the relation of grounding is fundamental. That is there is no explanation for why there's any relation of grounding. So these grounding relations exist but their existence is inexplicable.

¶396In some sense their their existence is just a brute fact. So this doesn't mean that all grounding relations are fundamental. Some might be derivative but there will be a certain fundamental set of grounding relations which do not have any further grounds in a way. They don't have any explanation [limpando a garganta] for them existing. So that's a primitivism uh position.

¶397But then moving on to our candidate fundamental explanations. So fe theism is the first one. Now fe theism is a candidate fundamental explanation. Now obviously theism uh can be understood in many different ways but at the central sort of core of it is just the claim that there is a god but even that claim that there is a god is self controversial. What does that mean?

¶398Well, the way that I define god is simply as a metaphysically simple omnipotent trope. Now, even I might have said that might be simple. It's not simple metaphysical simple omnipotence trope. It's not a simple notion. Uh but I'm not going to go into great depth about defining all these terms, but I'm just going to briefly run through some of these key things in this understanding of God as a metaphysically simple omnipotence trope.

¶399So God firstly is an omnipotence trope. Now a trope in contemporary metaphysics can be conceived of in two ways. Uh some people conceive of tropes as properties and they are called modifier tropes. And then some people conceive of tropes as particular objects. The modifier tropes particular properties are non-selflifying entities and then the particular objects which are called module tropes are self-exemplifying entities.

¶400Essa visão do do X é bem exótica. É bem exótica e distinta, ó. Assim, vamos voltar. Eh, vamos lá. Vamos lá, filha da [ __ ] Vem, vamos lá.

¶401Ã, vamos lá. O que acontece? Que que acontece? Essa visão do Josh Wad, né? Essa versão do Jorge do do te dele é bem singular, né?

¶402bem única ali, bem sugênis. E e o que acontece? eh o há autores, no caso ali, né, há algumas críticas que podem ser feita com relação a essa concepção, né, a alifica, [roncando] né, eh, especialmente na concepção expansiva demais, no caso de teísmo que ele faz ali, né, ah, onde não é muito claro como que isso aqui se enquadraria como uma forma de teísmo vinculado com as perspectivas mais tradicionais, né? Mas é isso, né? Não vou entrar muito nos méritos daqui.

¶403A gente pode abordar a visão teísta do Sidwad, né? Que assume mais uma forma de simplicidade divina, né? E assume que Deus ele é natural em um certo sentido. Ã, mas acho que não não é relevante. Aqui o ponto mais relevante é o que vai chegar agora depois dessa parte, que é basicamente a parte que fala sobre o pluralismo de prioridade, né?

¶404Que é a visão metafísica, fundacional metafísica, mas envolvendo uma pluralidade de entidades fundadoras. Philosophers believe that tropes are powerful entities. They are powerful uh in a way that they can bring about certain manifestations. And so tropes can do things. But the key thing with again with a model trope is that they are self-exemplifying entities.

¶405That means that they have the character that they bestow upon other things. So a redness trope is red, a hotness trope is hot in a way. So the key thing here is that God is conceived of as a certain type of trope, a module trope. He's a particular object that is self-exemplifying. But so the key thing as well is that he's powerful like other tropes.

¶406But the distinction between him and the certain generales would be that the power that he has has no limitations except for logic. And so any manifestations the manifestations that you can bring about are not limited except by logic. So that's why I call him then omnipotence trope. But then he's also in a certain sense uh metaphysically simple. Now tropes are conceived of generally as metaphysically simple entities.

¶407That means that they are non-composite. They are not made up of proper parts. And so in the context of God that means that all the attributes that God is ascribed with are identical to him and to each other. Now you might be asking yourself what attributes am I talking about? Well, we normally would say that God is omnipotent, omniscient, omnipresent, perfectly free, and perfectly good.

¶408And there are other things that will be added there that are of importance. Um, but the key thing to note here is that all of these terms in the way that I'm using them can be defined. They're not taken as analogical terms that are stretched, but they are defined terms. They are not taken in any primitive sense. They are defined in a certain way.

¶409Now, this doesn't mean that these definitions are fullproof. know there are many counter examples that can be brought up and so they'll need to be further fine graining of them. However, just for now to understand they can be defined. But the key thing is well because God is um metaphisically simple all of these attributes are identical to God as a trope and to each other. Now you might be thinking again well how can I make sense of that?

¶410How can omnipotence be identical to omniscience? Well, I'm not going to go into that because again as always, it will take us far field but I will point people to an article that I wrote called on divivine simplicity where I try and [ __ ] forward a coherent model of how we can make sense of this and there are other models that you can adopt as well. But a key thing now just understand is that God is understood in this specific explanation to be a fundamental entity and he's fundamental because he's metaphysically simple, he lacks parts and also he's omnipotent. He has no limitations to his power except for logic. So then moving on to our other candidate explanations on offer.

¶411We have priority moonism and priority pluralism. Now, these were [ __ ] forward by Jonathan Shaffer and also you can find some of this in the work of Peter Simmons. Now, [roncando] these two candidate explanations are mutually exclusive. So, you have to sort of sign up to one of them. You can't have both.

¶412Now, one thing that we can understand at the beginning is that there is agreement between both of these explanations. And the agreement is that whatever is the fundamental thing is identified as the universe. The spa temporal manifold is the fundamental thing. Uh but that doesn't necessarily mean we're talking about our universe. It's just saying whatever is the totality of everything is spaal temporal in a certain way.

¶413But where there is a division amongst these two explanations is about fundamentality. And the way that this can be [ __ ] forward is as a question. What is prior? The parts of a whole or the whole itself? Now normally we would say it seems to be the parts but some people might say actually it's the whole which is prior.

¶414And what I mean here is not temporally prior or causally prior but about ontological priority fundamentality. And so when this is applied then to the context of the the universe, the debate then is about how should we cut up the universe? Should we keep the universe as a single fundamental entity and so we leave it uncut? And so the universe is the single fundamental thing that is priority monism but then priority pluralism says actually no we need to cut up the universe into little bits and pieces and those little bits and pieces are the fundamental things. And so more specifically priority monism is just to claim that the universe so the cosmos is the single fundamental entity and this single fundamental entity can be conceived of in a certain way as the complete spa temporal manifold.

¶415And so every concrete object that makes up the universe like myself and yourselves and tables and chairs we are all identified as spatial regions of the cosmos and so we are proper parts or parts in a way um of the cosmos but then priority pluralism is sort of the opposite view which says actually uh like I said we need to cut up the universe into little pieces and so what actually exists fundamentally is a collection of mirological atoms so there is the near infinite amount of mirological atoms and these can be conceived of in a certain way as pointlike particles or more specifically according to Peter Simmons as module tropes. So the tropes I spoke about before we have a near infinite amount of these objects which then make up all other concrete objects. And so they are proper parts of us, they are fundamental and we are ultimately decomposable into these um atoms. And so then just a summary point on this, parodyism is taking the idea that what is fundamental is a single fundamental thing that we call the cosmos. Priority pluralism is the idea that what is fundamental is a collection of neurological atoms that make up make up the tapestry of reality.

¶416Isso aqui é o relevante, né? Basicamente essa posição do lista de prioridade pode ser identificada com os próprios atomistas de certo modo, né? como sendo os os autores que avançaram esse tipo de posição primariamente, né, historicamente. E isso é uma concepção de metafísica que se distingue de certo modo de uma visão de que no caso ah, a identidade, o uno, o aspecto ah total, né, uno, monístico, é o que favorece a explicação em termos de algo mais fundamental do que simplesmente a a pluralidade ou multiplicidade. na verdade inverte a ordem da explicação em termos metafísicos de que a totalidade do cosmos é visto como explicado em termos das suas partes próprias, nomeadamente as partículas simples, miereológicas e fundamentais que eram vistas na época dos atomistas como os átomos filosóficos.

¶417Não, eu estou expondo esse ponto porque isso problematiza a tese dele de que, no caso, a metafísica a metafísica busca no caso reduzir, abarcar, explicar, determinar tudo em termos de pegar os particulares, os contingentes, os singulares. os os materiais, os transitórios, como sendo no caso como não sendo no caso ali unificados, explicados, abarcados, etc., né? Determinados pelo uno, pelo necessário, pelo imutável e assim por diante, cara. Entendeu? Existem contraexemplos para essa concepção de metafísica que ele tá tendo.

¶418Então, praticamente nenhuma tentativa metafísica séria elimina a pluralidade. Não é só Aristóteles, não. Platão, tá? Até se quisermos o personagem Sócrates nos diálogos de Platão, nenhum deles elimina a polaridade, mas procura quando não reduzi-la, abarcar, explicar e ou determinar a polaridade por meio da unidade, tá? Então aqui, como eu comentei aqui, o atomismo mostra que isso é falso, >> que é um mal entendido, mas um mal entendido, né, que na verdade tomou o conjunto de elementos com que eu tô ali analisando particular e universal, eh, unicamente pela pelo verbo reduzir, né, que eu utilizo lá, sendo que tem três outros, só para mostrar que tem várias perspectivas de vincular o particular a universal, eh, submetê-la ao universal de algum modo.

¶419Mas aqui cabe alguns comentários sobre Aristóteles que eu vou voltar a fazer mais adiante, tá? Peço desculpa aí se as pessoas tiverem alguma dificuldade, mas eu vou tentar aqui. Vai ter que para umas coisinhas um pouquinho mais técnicas. Eh, já que ele deu o exemplo de Aristóteles como uma negação disso aí, né? Aristóteles, nesse caso, procura fazer o mesmo, mas no lugar de >> antes de finalizar, gostaria de trazer mais um ponto de problematização pro pro Gustavo acerca da concepção de metafísica dele.

¶420Existem concepções metafísicas. E aqui voltando pra metafísica analítica contemporânea, como o como a noção de ontologia plana do Morfioco que busca na verdade problematizar a possibilidade de sequer explicar o fenômenos e fenômenos específicos, como no caso a unidade, a individuação, a mudança, a individuação que é justamente o filósofo Emestre Fioco. Ele articula um argumento que busca ilustrar aqui no caso qualquer explicação acerca desses fenômenos que visão explicaram o porque que uma coisa é o que ela é e não outra coisa e blá blá blá, eles redundam num problema, tomando como base a perspectiva realista acerca de explicação. com uma epistemologia realista acerca de uma de explicação. Ele articula um argumento contra perspectivas de hierarquia, né, de que assume uma hierarquia ontológica, como essas perspectivas aqui referidas pelo Joshua Ercade, tá?

¶421E aqui eu traduzi vários textos do Fioco, mas esse aqui é interessante porque esse artigo aqui do Vioco vis ilustrar justamente que cada coisa é fundamental. Cada coisa é fundamental de modo que não há nada que seja mais fundamental do que outra. E, portanto, no caso, não tem nada que possa explicar coisas não fundamentais, porque tudo é fundamental. o que rompe com a noção de uma metafísica uma ontologia hierarquizada. OK?

¶422Então, o argumento dele vai mais ou menos na seguinte linha. Vamos pegar esse microfone aqui, certo? Esse microfone, esse microfone ele é umobjeto, é um objeto concreto temporal. Ele é um objeto que tem características ali e que a gente inteligamente como sendo um microfone, certo? esses componentes, esses aspectos, tudo isso aqui, esses componentes, né, e tudo tudo mais que moldam, né, que enfim, que se alinham com o microfone enquanto tal, estão unificados dessa maneira, né, são individuados dessa maneira, eles persistem, essas características persistem ao longo de mudança, por assim dizer.

¶423e simplesmente não há não há como você postular uma forma substancial ou uma forma acidental que visa favorecer a explicação do porque que esse microfone é esse microfone, né? é um microfone em primeiro lugar, é inteligido como microfone em primeiro lugar, ou seja, que é um princípio de inteligibilidade dele enquanto microfone ou uma forma substancial humana que permite inteligir eu, David, como um ser humano, como um animal racional, né, membro da espécie humana, de acordo com a visão aristratélica. Simplesmente por quê? para você postular esse princípio explanatório para explicar o por que esse organismo aqui é um organismo humano, né? Porque que o David é um ser humano, né?

¶424É um organismo humano, ó, é o membro da espécie humana, por assim dizer, o organismo humano. Eu já tenho que ser inteligido, né? enquanto o organismo humano, para que no caso haja a possibilidade de você articular um princípio ativo organizadora, né, um princípio ali ativo explanatório queizaria explicar o por que eu sou um organismo humano e não, sei lá, um organismo, sei lá, felino ou canino ou qualquer coisa assim, porque que eu não sou um cachorro ou um gato. qualquer coisa assim. Ao postular esse princípio explanatório instinto de mim, enquanto um organismo, que é o alvo da explicação do por que que não seria um organismo humano, né?

¶425Seria um um membro da espécie humana e não te tirar de uma outra espécie. Você basicamente está tomando eu como individuado, como inteligo, como um fenômeno particular individuado, inteligido e no caso unificado enquanto ser humano. Porque se no caso eu não for já individuado, já inteligo, já unificado enquanto ser humano, não tem como você articular um princípio que favoreceria uma relação explanatória comigo em particular e não com outra coisa qualquer. Só que se isso é o caso, então você postular um princípio que explique essas coisas não tem relevância explanatória. Porque você tá postulando uma coisa para explicar um fenômeno que já demanda que aquilo seja o caso, que aquela coisa que você tá postulando enquanto um um uma hipótese ou um princípio explanatório, já seja visto como presente e alinhado e idêntico ao próprio fenômeno que visa explicar.

¶426Se esse argumento do Fioca é correto, então simplesmente não faz sentido você postular uma forma que informa qualquer coisa e explique supostamente porque que aquela coisa é individuada, é inteligida, unificada e individuada enquanto aquela coisa e não outra coisa. E, portanto, no caso, a individuação, ela é primitiva. A unidade é primitiva. A identidade é primitiva e assim por diante. E não tem como você explicar esse tipo de coisa.

¶427É assim que o argumento do Funciona. Eu usei isso inclusive contra o Guilherme Freire. Esse texto aqui eu traduzi, tá pessoal? Traduzi aqui, ó. Tradução David Ribeiro.

¶428É aqui que ele articula o argumento de forma mais completa, tá? E eu usei isso contra o Guilherme Freire. Eu usei isso contra o Guilherme Fire aqui. indivíduo no sentido da vida humana está em Deus. [aplausos] Meu nome é David Ribeiro, eu tenho 27 anos, eu sou criador de conteúdo no YouTube, no TikTok.

¶429Eu sou tradutor da equipe da Pensar Naturalista e eu trabalho, né? Eu sou, aliás, eu sou estudante de filosofia analítica da religião. Meu objetivo aqui é justamente trazer filosofia robusta para desafiar o tomismo católico do Guilherme, né? A vida, para ter sentido, não demanda a existência de um Deus. Com Deus a nossa vida tem meramente um valor instrumental.

¶430Sem Deus, a nossa vida tem valor intrínso. >> Sim. E essa questão do sentido da vida, ela envolve a ideia de uma interpretação, né, na visão do do teísta, de que a nossa vida, ela tem valor instrumental na medida em que ela é destinada e direcionada ao fim último, que seria o próprio bem, né? O bem que é identificado com Deus, né, a visão católica. Ah, só que eu discordo disso.

¶431Eu discordo que no caso a vida seria sem sentido, né? a vida de numa visão de mundo ateista seria sem sentido eh se não houvesse Deus. Porque no caso a o que gera esse problema, essa visão que os teistas clássicos têm, né, principalmente os católicos tomistas têm, é justamente uma visão de valor instrumental da vida, que quando retirado do Deus, que é aquele aquele pelo qual nossa vida deve ser voltada, aquilo perde valor. Mas na verdade é possível ter uma visão de mundo ateísta aonde o valor da vida seja vido como seja visto como intrínseco à própria vida e não instrumentalizado em pró de um fim último. >> Desse modo, o que que o que que é ilustrado?

¶432que a gente pode interpretar a bondade como ser uma propriedade instanciada na vida dos seres humanos, enquanto indivíduos dotados de certos direitos, de certos certo valor fundamental intrínseco e não instrumentalizado em pró fim último. >> Toda essa visão uma visão objetiva de bem, né? Pela qual e a visão objetiva de bem já te leva pra existência do bem. E a existência de um bem é o mesmo que Deus, né? Quando nós falamos, >> claro, claro, mas eu vou fazer o raciocínio pra gente chegar lá.

¶433>> Quando nós e o que é uma cadeira? >> Pode escolher uma pergunta bem simples. >> Uma cadeira, no caso, é um objeto específico que tem certas propriedades instanciadas. Sim, probade de ter três três pés, enfim, de serado. Quem em geral, quando você fala da essência de uma cadeira, você vai falar de uma de uma de um objeto que tem dois pontos de apoio.

¶434Geral, que se titivesse, qual é relevante, qual é a discussão exata? O ponto é uma cadeira, qual a finalidade da cadeira? >> Então, mas vamos lá. Aí você tá confundindo o aspecto axiológico do bem com o aspecto ontológico. Por exemplo, uma boa faca, então vamos lá.

¶435Uma finalidade da cadeira usualmente serve para sentar, correto? Isso uma boa cadeira, no sentido ontológico funcional. É uma cadeira que serve adequadamente para você sentar, mas não significa que o valor de alguma coisa tá necessariamente atrelado com aspecto funcional, instrumental de alguma coisa. Por exemplo, uma boa faca. uma boa faca, aquela que é capaz de cortar adequadamente, mas você pode realizar um uso mal dessa faca no sentido de você esfaquear alguém, né, utilizando uma faca de cozinha para fazer uma maldade, uma coisa que vai estanciar uma característica fazedora de ruindade, né, no caso é uma característica axiologicamente negativa.

¶436>> Claro, mas perfeito. A natureza da cadeira indica a sua finalidade e o desvio da sua finalidade, como ela foi desenhada, pressupõe a natureza dela. Você não consegue usar uma cadeira para voar, você >> pressõe que ela não, eu discordo que pressupõe uma natureza, pressupõe que ela é naturada, porque eu discordo da ontologia hierárquica que vocês endossam. Eu endosso uma visão de ontologia plana na onde as coisas elas são essencializadas e não portadoras de uma essência. Então é uma coisa distinta.

¶437Veja, a cadeira tem características próprias dela que dão um rol de possibilidades atreladas a essas características. >> Sim, essas características são fundamentais. Sim, essas >> igualmente fundamentais. Igual as minhas minhas características são igualmente fundamentais. Não existe uma coisa que é mais fundamental de todas e que sustenta todas na existência.

¶438Nesse caso, um Deus. Eu só tô tentando falar e o meu argumento até mais básico. Eu só tô dizendo o seg. >> Foi isso que eu sei quando fi. Quem quiser assistir o resto tá aqui, ó.

¶439Debate Guilherme Freire versus David Ribeiro. Freire refutado sobre sentido da vida sem deus e ética atísta. O Georgenes Mota, como lidar com a composição? Então o o Fioco ele comenta sobre isso nesse artigo que eu mencionei, tá lá no final do artigo. Dá uma lida nele depois.

¶440Quem quiser também um amigo meu entrevistou o Fioco, tá? O fioco aqui no Path do Epsteam. Ph, [ __ ] Pera aí, pera aí. Steam aqui, ó. O F que foi entrevistado no canal do meu amigo, >> meu amigo José Manuer.

¶441Beleza. E é isso aqui. Ele comenta mais sobre a antologia plana e o argumento em favor da plana. OK. Aqui, ó.

¶442OK? Então, foi recente essa entrevista, ó, 15 de julho de 2026, publicado. Enfim, agradeço aí vocês, tá? Obrigadão. Ah, valeu, falou e até até amanhã, pessoal.

¶443Amanhã acho que tem mais. Talvez a gente continue aqui a análise, né? Eu acho que foi colocar como parte um, amanhã a gente faz a parte dois, beleza? Valeu, falou, até mais, pessoal. เฮ [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] >> [música] [música]