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radar · Teologia Brasil

LIVE: ORIENTAÇÃO MARXISTA CONTINUA ERRANDO AO RESPONDER BERTOCHE!? MACHADADA DEU ERRADO? - PT.2

¶1[música] Oh. >> [música] >> เฮ [música] >> [música] [música] >> Oh. >> [música] [música] >> Oh. >> [música] >> Salve galera, beleza? Aqui quem fala o David novamente.

¶2Estamos aqui mais uma vez para mais uma live de react, OK? Nós iremos reagir aqui a, enfim, o vídeo referente ao a resposta, né, a live referente à resposta que o Gustavo Machado concedeu ao Gustavo Bertot, tá? e o Federico com o Crap. E nós andamos analisar os raciocínios apresentados aqui posteriormente, tá? Desde o ponto que a gente parou, tá?

¶3Que nós paramos. H, então vou dar um salve aqui pra galera tá chegando, né? Não sei. Deixa eu ver, tem algumas pessoas aqui na live. Deixa eu ver quantas pessoas tem na live.

¶4Tem umas quatro pessoas na live, né? Um salve aí pra galera que está aqui conosco, né? Provavelmente depois aí ao longo da live ou amanhã vai vir mais pessoas para assistir essa live, né? Pessoal já tava esperando a segunda parte. Infelizmente eu não programei a segunda parte, então também isso também deve ter dificultado o pessoal a a ficar atento com relação à live.

¶5Mas é isso, né? Eu estive ocupado o dia inteiro e eu só tive tempo agora, tá? Ah, e eu programei tudo agora rapidamente, enfim, e acabei não programando antes, mas enfim. Um salve pra galera que tá chegando aí conosco. E é isso, né?

¶6Hã, bom, colocar aqui o vídeo já, deixar ele preparado aqui para nós reagirmos. Lembrando que eu não vou passar das 2:30, não, tá? Não vou passar das 2:30, não. Ã, ó o Thiago, salve Thago. Ó o João criador, salve João.

¶7Boa noite. Thiago disse: "Vixe, só vou poder assistir a essa live amanhã. Preciso acordar cedo para poder vender a minha força de trabalho. Ó, o Eduardo Sena, salve. O Machado respondeu o seu vídeo, David.

¶8Boa noite. Ainda não. Eu acho que nem vai responder não, cara. É bem bem bem bem improvável dele responder, cara. Muito improvável.

¶9É, eu acho que esse vídeo teria que, meu vídeo teria que ter muita repercussão, né? É porque no caso o vídeo do Bert estava ganhando muita repercussão, entendeu? tava começando a ganhar atração e o e o Frederico Crep ainda deu um apoio pro vídeo dele. Então acho que nesse caso aí vai ter não vai ter resposta não, tá? É, vai ficar simplesmente assim, né?

¶10Provavelmente ele vai ver o vídeo, tá? Eu acho que o vídeo vai chegar até ele, mas não sei se vai ter resposta não, né? Não sei se vai ter resposta não, mas enfim. Vamos lá. Ah, deixa eu ver quantas pessoas tem aqui.

¶11Deixa eu já dar uma olhadinha. duas pessoas só. Ah, enfim, acho que não vai chegar muitas pessoas, né? Porque não acabei não propagando muito, mas enfim, vamos lá. >> Mais técnicas.

¶12Eh, já que ele deu o exemplo de Aristóteles como negação disso aí, né? Aristóteles, nesse caso, caso procura fazer o mesmo, mas no lugar de pressupor um universal que explique os particulares, ou seja, o universal de algum modo existe antes, procura aprender esse universal a partir do que é particular. Isso aí, gente, tem uma eh ilustra bem a maneira como foi compreendido Platão e Aristóteles ao longo da da nossa tradição. Para Aristóteles, isso é em grande medida verdade mesmo. Uma famosa pintura, né, que que mostra eh Platão e Aristóteles, uma apontando para cima, outra apontando para baixo, com a ideia de que segundo Platão era entendido, se procure dos céus à Terra e Aristóteles da Terra aos céus.

¶13Ou seja, ambos estão procurando responder a mesma pergunta, as mesmas perguntas, os mesmos dilemas, mas o fazem de formas distintas, né? Eh, em Aristóteles, eh, esse universal não é ossia, não é substância. Que que significa isso? É Aristóteles. Olha, o universal ele não existe.

¶14Eh, se usarmos o vocabulário platônico em si, por si mesmo. Eh, em Aristóteles Universal não existe como algo separado, ele existe nas coisas e por elas, tá? Que é o que ele chama de IA, substância, >> é chamado no caso de instanciado, né? Na filosofia analítica contemporânea a gente chama isso de eh instanciação, né? Então, o universal ele não existe não instanciado em um particular, né?

¶15Então, seria esse o ponto aí, é um ponto defendido por metafísicos contemporanos, com o próprio David Armstrong, né, que é um metafísico contemporâneo analítico que endós uma perspectiva ali governista platônica acerca das leis da natureza, né, trata as leis da natureza como universais aristotélicos, né, enfim, uma relação entre universais aristotélicos, né, aonde no caso esses universais eles estão instanciado. E aí vem o princípio da instanciação que é defendido pelo Armstrong. Então, a substância é sempre um indivíduo concreto, numericamente uno. Este homem, este cavalo, né, Gustavo Bertoche e por aí vai. Universal não subsiste separadamente, mas existe apenas nos particulares, neles e por meio deles, exprimindo a essência comum apreendida pela ciência.

¶16Agora, a inteligibilidade do indivíduo encontra-se subordinada universal, não tem ciência da IA considerada isoladamente. Com ela não se pode fazer nenhum discurso com estatuto de epistêmico, estatuto de ciência. Então, a metafísica de aristotélica, ela não reduz os particulares a universal, nem transforma o universal em substância, como seria o caso supostamente de Platão, porque eu truco isso aí também, mas não vou entrar aqui nesses temas. Contudo, ela conserva a exigência de >> Sim, existe controvérsias aí envolvendo interpretações de plano eh da das formas de Platão, né, da teoria das formas de Platão, ah, e do papel exercido em relação às formas, né, o papel explanatório exercido das formas como contraposto e distinto dos universais, né? Existe essa discussão também interpretativa como ilustrada pelo filósofo, ah, e no caso comentador, né, ali, ah, de Platão, neoplatônicos, né, especialista em neoplatônicos, que é o Loloid P.

¶17Jerson, né? Então, ele chega a questionar esse ponto aí, ah, essa questão, tudo bem? Então, existe uma uma discussão interpretativa sobre Platão, sobre essas questões acerca das funções, das formas, né, das formas ali platônicas, se elas teriam, no caso, o mesmo papel, né, ali, explanatório ali, ah, o mesmo papel relevante explanatório ali, né, vinculado com certos fenômenos, né? Ah, então, segundo essa interpretação do Lod Person, né, que é uma interpretação ali, eh, que que questiona a compreensão comum de Platão e blá blá blá, você tem as formas de exercer no papel de explicar o fenômeno, no caso ali da ah do um e um do um e dos múltiplos, né, o fenômeno do um e dos múltiplos, né, ã, o do um sobre muitos, né, do um sobre muitos. E no caso, o papel dos universais seria explicar acerca, ilustrar, no caso a possibilidade de predicação universal, né?

¶18Ah, predicação universal propriamente, né? E não exatamente o papel de explicar o fenômeno no caso da identidade na diferença, né? Então, teriam dois papéis explanatórios ali distintos que exerceriam, né? As formas existeriam um papel explanatório distinto dos universais e, portanto, seria a mesma coisa, né? Existe esse tipo de interpretação também que o Lul Pererson ele avança academicamente, né?

¶19que até o Mateus Fugita, o Carlos Aberto e alguns outros avançam, tá? Mas isso é uma discussão exegética aí acerca do próprio Platão e e dos neoplatônicos que para mim, whatever, eu não me não interesse por isso. Que a pluralidade somente seja pluramente plenamente inteligível mediante os princípios universais: essência, causa, substância, ato, potência, culminando na necessidade de uma substância primeira, cuja validade é universal para todo o cosmos, né? tanto a física como a metafísica de Aristóteles, elas terminam eh com a ideia de um primeiro motor imóvel, né? Eh, no caso da metafísica, o pensamento de pensamento e todo um conjunto de coisas que ele faz ali, eh, que no fundo seria enquanto causa, ainda que enquanto causa final, a razão de ser de toda essa inteligada no mundo e que é aprendida enquanto universal pelo nosso pensamento, porque elas são nas coisas, tá?

¶20Então, claro que Aristó está respondendo a essa pergunta, ele tá respondendo a essa questão, mas veja que o reduzir é apenas uma das perspectivas metafísicas. Por isso eu utilizo quatro termos ali naquele vídeo meu para não deixar ambiguidade com relação a isso, tá? Logo, o Aristóteles, respond, >> tá? Aqui ele tá questionando a interpretação do Bertot com relação a ele reduzir, no caso a multiplicidade ao uno. Só que o ponto que o Bert tá trazendo, né, que o Bert trouxe é um ponto metaontológico.

¶21É um ponto metaontológico acerca de predicação ali, de predicação comum, certos predicados comuns, OK? E esse ponto envolve a discussão sobre se é possível predicar certas coisas univocamente ali, ah, tanto do princípio universal, quanto no caso das coisas que seriam dependentes desse princípio universal ou algo assim, né, desse aspecto fundacional, né, que explicaria todo o resto, né, a fundação de seria a fundação de todo o resto. se no caso tudo isso se reduz a um âmbito de um único tipo de predicação da acerca da concepção de existência, envolvendo o modo de ser ou modo de existência. >> E é uma nuance metaontológica que o Gustavo Machado não pegou. O próprio marxismo é uma perspectiva que depende de uma concepção, de certo modo metaontológica univocista.

¶22Esse tipo de perspectiva que ele tá defendendo depende de uma concepção univocista acerca do ser. uma perspectiva univocista metautológica que assume no caso que as coisas elas existem genericamente, que no caso a existência genérica das coisas é capturada pelo quantificador existencial genérico, como referido por Quine, Russell e Fre, especialmente por Quin, né, com o arcaboço lógico quantificacional. OK. Mas enfim, essa imanentista do machado depende desse tipo de concepção nivocista acerca do ser. E foi isso que no caso o Bert discorreu sobre a tendência à universidade do ser, principalmente uma univosidade do ser radical no âmbito da contemporaneidade, da modernidade.

¶23Da modernidade, da contemporaneidade. Salve, Givaldo. Ó, o Eduardo tá perguntando, David, qual visão epistemológica você tem? Porque o materialismo do machado eu acho fraquíssimo, inclusive inferior ao próprio idealismo regiliano. Eu sou conservador fenomênico na epistemologia, tá?

¶24Na teoria de ah fundacionalista acerca de justificação, né? Indoço uma teoria fundacionalista ah acerca da justificação epistêmica vinculada ao fundacionalismo não clássico. Isso é que assume que no caso as nossas crenças apropriadamente básicas, elas são justificadas com base em algum estado específico, particular, né, que confere justificação para elas. e que não demandam justificação anterior. Nesse caso, o conservador fenomênico assume que esse estado mental, né, eh, dos quais, no caso, favorece justificação das nossas crenças basilares, nossas crenças apropriadamente básicas, são as aparências, são sins, né, que são chamados ali pelos conservadores fenomênicos, como Michael Humer, Blake Mcallister, enfim, ah, Chris Tucker, Matthew Skin, entre outros, né, conservadores fenomênicos, tá?

¶25Hã, então, nesse caso, crenças apropriadamente básicas, perceptuais, morais, introspectivas, mnemônicos, ou seja, nas nossas memórias, elas são justificadas, né, a à primeira vista através de certas aparências, na onde favorece algum grau de justificação para nós acreditarmos que, de fato é o caso, né? Eh, que de fato é o caso isso que está aparecendo para nós como sendo o caso, a menos que haja boas razões pra gente duvidar. da confiabilidade dessas aparências particulares, né? H, dessas aparências particulares ali. Ah, ou a menos que a gente tome conhecimento de um fato relevante acerca da realidade, ou seja, de uma proposição que ao ser adicionada à nossa teia de crenças, derrota, né?

¶26Ilustra, no caso, uma evidência positiva contra essas crenças que foram formadas com base em certas aparências, né? Então, são a essas duas rotas que minam certas crenças formadas com base em aparências, tá? Ah, no primeiro caso de minar a razoabilidade das aparências em si, que permitiram a gente formar certas crenças, a gente recebe um derrotador rasteiro, né, um undercuting feature e no caso ou um anulador, né, como é chamado também, anulador rasteiro, né, enfim. E no caso da proposição conhecida como verdadeira, né, tomada ali como verdadeira e adicionada à nossa te de crenças, que implica a falsidade do de uma crença formada com base em certas aparências, como aparências percepis ou crenças morais e coisa e tal, né? H, enfim, como crenças perceptuais, né, que foram formadas com base em certas percepções nossas, né, certas aparências perceptivas ou crenças morais, né, no caso ali de aparências intelectivas, né, morais, né, eh, ou seja, intuições morais.

¶27Ah, esses são os derrotadores ou anuladores refutadores, tá? São os rebutting defeaters, que são chamados na literatura de epistemologia analítica contemporânea. Então, essa é a minha visão epistemológica que eu endosso, tá? Ah, e aí existem, óbvio, outras proposições que a gente vai derivando, ou seja, vai inferindo através de inferência dedutiva, indutiva e abdutiva com base, no caso, nessas premissas basilares, né, justificadas com base nas aparências perceptuais. Ah, mas enfim, como eu poderia começar a estudar filosofia analítica?

¶28Tem algum livro bom para começar? Cara, tem uma coisa melhor por ser. Na pensar naturalista, a gente deixou uma lista de livros para leitura, tá? A gente deixou uma lista de livros para leitura aqui, ó. Tem na parte de recomendados, né?

¶29Aí você pode pegar aqui livros sobre filosofia em geral, né? E tem na parte de iniciante, livros para iniciantes, que é aonde você deve ir primeiro, tá? que é onde tem introdução à filosofia em termos gerais. É aqui maioria de teor analítico, tá? A história da filosofia também a maioria de teor analítico, mas tem também algumas que tratam de um âmbito envolvendo desde os pré socráticos até certos filósofos analíticos, né?

¶30Então você pode pegar esses livros aqui, tá? Ah, tem sobre metafísica, tem sobre filosofia da linguagem, tem sobre epistemologia, tem sobre filosofia da matemática, tem sobre filosofia da ciência, tem sobre filosofia da mente, tem sobre ética, que é filosofia moral, né? Tem sobre lógica e tem recomendações adicionais envolvendo sites que você pode consultar aqui, né? E que podem te ajudar a se aprofundar mais nos assuntos, tá? Dentre eles a crítica na rede, né, do Desid Murch, muito famoso, né, onde tem várias traduções de textos de pedaços de livros, né, trechos de livros, capítulos, artigos, até mesmo alguns verbetes da também tem traduzido aqui na crítica da rede, tá?

¶31Ah, você tem, no caso a Stanford philosophy, não preciso falar nada, a internet philosophy também não preciso falar muita coisa. E você tem o compêndio em linha de problemas de filosofia analítica, tá? E aí tem os canais de YouTube brasileiros. que você pode consultar, que são relacionados à filosofia analítica em grande parte. E canais gringos, que tem canais aqui muito bons, dentre eles do Kenny Be, tá?

¶32Ken B é um canal excelente. Se você souberem inglês, é um bom canal para você se informar sobre filosofia analítica, tá? Contemporânea. Beleza, tudo joia? Oh, muito obrigado.

¶33De nada. Ô Mat Elder, essa live existe na história. Logo, David tá certo por concretude. Sim, a concretude e também concretude materialmente concreta responde às mesmas questões metafísicas que classicamente se atribui a Platão. No entanto, segue um caminho diferente para fundamentá-la.

¶34A pergunta permanece a mesma, muda apenas o modo de resolvê-la. Daí a razão de eu apresentar duas vias metafísicas dominantes, que eu nem naquele vídeo tive condição de de entrar fundo nisso, tá? uma metafísica mística e outra analógica, tá? Onde eu coloco Aristóteles, onde eu coloco uma tradição que foi historicamente entendida como platonismo, tá? Não necessariamente Platão.

¶35Inclusive, eh, a primeira grande crítica à metafísica, na minha opinião, brilhante, fantástica, eh, tá em Platão, não é, Marx? é o diálogo par menos de Platão. O diálogo Parendes de Platão é uma grande desmoralização das inúmeras perspectivas metafísicas até então existentes e que traduzem muita em larga medida, tá, o que vai se desenvolver posteriormente. Eh, inclusive aquelas que nos diálogos do Platão eram apresentadas por Sócrates ou foram apresentadas por Sócrates em sucessivos diálogos. Então, fica uma dica, tá?

¶36E eu nem acho que toda filosofia se reduz à metafísica. Por exemplo, o diálogo Parmendes de Platão para mim é uma crítica metafísica e o diálogo sofista é uma tentativa de fundamentar o falso e nesse sentido, o papel dos sofistas no mundo grego de modo não metafísico, tá? Fundamentar o falso de modo não metafísico. Fundamentação é uma relação metafísica, cara. É uma relação de dependência ontológica, uma relação de fundamentação, de bem fundação, wellfundedness.

¶37Grounding. Como assim, cara? Fundamentar o falso de maneira não metafísica. Que [ __ ] é essa, cara? >> Então, vamos lá.

¶38Eh, quatro. Falta mais, mais quatro. a hipótese histórica sobre a pólis. É, eu vou voltar esses temas, tá? Que eu já só fiz aqui mais abaixo os dois pontos finais.

¶39Eh, isso tem mais quatro. Os dois finais vai permitir voltar um pouquinho esse tema. Então, vamos lá. Quatro. A hipótese histórica sobre a pól, isso é o argumento do Bertch, tá?

¶40é apresentada como condição necessária, mas pode ser refutada por um único contraexemplo. Essa foi a que eu mais gostei, na verdade. Essa aqui é a mais interessante. Eh, segundo Bertoch, minha tese implica: "Sem a mediação abstrata produzida pela pólicais autônomos". Eh, OK.

¶41"Isso é uma afirmação de condição necessária." Ele diz, "Ora, condições necessárias são derrubadas por um único contraexemplo." E nesse contexto que Bert apresenta Panini, né? Que é a gramática de Panini lá na Índia. Rapaz, isso deve tá ali no século 4 antes de Cristo, não me lembro, tá? Eh, o Deutero, Isaías, que são os capítulos ali dentro do livro de Isaías, né, os capítulos finais. Essa isso, eu sou muito mais fundarizado, estudei bastante isso, eh, que escrito provavelmente no final do exílio Babilônia.

¶42Eh, claro, e aquatom, o o faraó supostamente ali monoteísta do período do Egito. Os exemplos não pretendem provar outra teoria da origem da metafísica. Seu objetivo é mais modesto, mostrar que a pól não pode ser a condição necessária do aparecimento universais. Isso aqui eu adorei. Eu vou ser bem sincero com vocês.

¶43Tô fazendo pouco caso das outras questões que que você levantou e não, viu Bertch? Mas esse foi o motivo que me fez me motivou a fazer esse essa live tratando lá dos seus argumentos. Foi esse aqui o que realmente me motivou. Eh, então vamos lá. Primeiro ponto, eh, esse é de longe, na minha opinião, é claro, o ponto mais interessante do vídeo.

¶44Essas supostas exceções que discutirei a seguir apenas atestam e confirma a tese que defendo. A tese não é sem mediação abstrata produzida pela pól, não podem surgir os universais. A minha tese é de que apenas uma forma social que cria abstrações aparentemente autônomas em seu interior torna possível o desenvolvimento e consolidação da metafísica. >> Isso aqui me sua. Mover as traves do gol.

¶45Tá? Moving the go, você viu que a sua tese inicial foi refutada, pelo menos da forma como você declarou inicialmente. E aí você utilizou, você moveu sorrateiramente as traves do gol para que a bola não atingisse o gol, ela batesse na trave e caísse para fora. Para mimou isso porque no caso se a sua tese é basicamente de que apenas uma forma social que cria abstrações aparentemente autônomas, em seu interior torna possível o desenvolvimento consolidação da metafísica e se havia no e se há condições históricas distintas que permitem a articulação no caso de raciocínio ou de considerações metafísicas em contextos históricos muito diversos, em períodos diversos. uma hipótese alternativa, nesse caso, a do Bertot, de que isso é um fenômeno real, que há fenômenos reais percebidos por essas sociedades de forma independente por algumas pessoas em algum naquelas religiões e que com base nesse fenômeno elas começaram a teorizar e sistematizar e refletir sobre questões metafísicas em contextos sociais diversos como tendo um fenômeno transhistoricamente presente que permite essa reflexão.

¶46Será que essa tese não é melhor do que se plantea sua? Será que ela não sai vindicada e se ilustra no caso ali como apoiada evidencialmente ao invés da sua tese? Porque inicialmente o ponto, né, pelo menos da forma que você colocou, inicialmente parecia ser justamente uma alegação de condição necessária. E aqui, pelo menos da forma como você tá colocando, soa, tá? Soa como mover as traves do gol.

¶47Se não é mover as travas do Gol, pelo menos soa dessa maneira, tá? E a sua teoria, né, a sua tese, ela acaba se ilustrando como pelo menos tendo sua relevância explanatória minada em virtude desse ponto que eu acabei de mencionar. OK. Então, vejamos, tá? Inclusive, quando eu tô lá discutindo no meu vídeo, né?

¶48Eh, como assim? A pólis é uma condição universal. Ora, né? Eu até eu até menciono, me lembro bem de tá falando ali das sociedades mesopotâmicas, do Oriente antigo, como por exemplo na na parte final ali das sociedades mesesmicas, ali depois de 1500 antes de Cristo, sociedade cacita, por exemplo, você já tem um desenvolvimento do indivíduo, né? Claro que não se compara nem com hoje, nem com a Grécia, mas muito maior do que nos períodos anteriores, né?

¶49Se você pegar, por exemplo, a a Mesopotâmia do período, >> Ora, mas isso não pode ser uma indicação de que nessa existem circunstâncias onde pessoas acabam tendo um nível, né, de aprimoramento em termos das de certas condições materiais ali naquele contexto, pelo menos algumas pessoas, em virtude de aprimoramentos e condições materiais que permitem elas a obter nutrição adequada, a sobreviverem, a viverem de uma forma minimamente ali eh com uma qualidade minimamente razoável. Será que isso não favorece uma uma possibilidade dessas pessoas passarem a refletir mais profundamente sobre essas questões e perceberem fenômenos que são transhistoricamente presentes? Se isso é o caso, então ponto do Bert ganha relevância epistêmica. Ele se ilustra como tendo um poder e uma amplitude explanatória ali. Considerável.

¶50Assírio, né, do rei Asubaniba, o primeiro rei intelectual, o primeiro rei que não ia pra guerra na frente, né, ao lado do seu exército, ele ficava em casa. Era o lei que se o rei que se gabava, o imperador, né, eh, o livano defende que é o primeiro império, era o imperador que se gabava de saber ler no sumério antigo, nos textos com uniformes em sumério, que já tinha deixado de ser escrito há séculos, tá? Eh, eh, e o Sumério já tinha deixado de ser falado há mais de 1000 anos antes disso. E o rei se gabará, olha só para você ver que loucura, né? Isso era impensável na Mesopotâmia de 2000 anes de.

¶51Cristo e existe ali nos anos 700, 750 anes de. Cristo em a Subaníbal, nem se longe as sociedades eram estáticas. Eh, mas vamos lá, vamos ler mais um pouquinho aqui. Foi dito no meu vídeo exaustivamente que o ser humano sempre foi capaz de abstrair e sempre, ao menos do que temos registro, fez uso abundante dessa capacidade. Inclusive, a escrita cuneiforme mesopotâmica, ela exige uma capacidade de abstração imensamente maior do que a nossa escrita, tá?

¶52Eh, a própria escrita Maia, tá? Tem um livro fantástico que eu tenho ali da tradução do Maia que só se aconteceu no século XX, né? Eh, só que essas abstrações não se autonomizam, né? Mas vamos lá. O que surgiu de novo na sociedade grega foi uma forma social cuja autonomia da abstração está plantada necessariamente no interior da sua própria lógica de reprodução.

¶53Gente, isso muda tudo. Tá entendendo por quê? Porque a forma social aqui ganha relevo porque ela tem uma estrutura que se reproduz ou deve se reproduzir para continuar a existir. O fenômeno da autonomia das abstrações não se apresenta apenas para um indivíduo isolado em função de alguma coisa ou para um grupo de indivíduos em dadas condições específicas para se tornar o quê? um fenômeno geral partilhado por todos por um tempo indeterminado.

¶54>> OK. Mas qual que é a relevância disso para minar o status epistêmico das reflexões ou das questões metafísicas abordadas nesses contextos? Qual que é a fucking em relevância, cara? Como que você infere que no caso essas questões metafísicas não têm relevância epistêmica simplesmente porque surgiram nessa forma social e enfim porque ganharam essa forma social. Teve no caso esse aspecto de autonomia, de abstração naquele contexto e por isso no caso não tem relevância epistêmica.

¶55Como assim cara? Tá. >> Como assim? Cadê o argumento, velho? Cadê o raciocínio?

¶56Então, essa sociedade grega, a existência objetiva dos universais, né, fal da sociedade, eh, incrustrada nela, no âmbito público, no âmbito da justiça, no âmbito da legislação, eh no âmbito de todas as formulações institucionais da cidadania, das leis, esse âmbito universal. >> Que que larg muito obrigado, tá? O Kilard Kilicards tá dizendo o seguinte, ó. A expressão fundamentar o falso de modo não metafísico, refere-se à tentativa do materialismo histórico de explicar o erro, a ilusão ou a ideologia sem recorrer a pressupostos metafísicos. Justo, justo.

¶57Seria basicamente uma tentativa de articular um vai um raciocínio de desmascaramento. Acredito eu. Acho que isso daí é equivalente ao aos argumentos de desmascaramento. Se a gente for traduzir em termos mais analíticos, né, no analis contemporâneo com a família de argumentos desmascaramento. Bom, se for isso, OK, razoável.

¶58agora convive com todos os indivíduos de maneira contínua e permanente, tá? Agora vamos ver os casos que o que o Bert trouxe. Então o primeiro que ele traz é o do Deutoro Isaías. Pois bem, o Deutoro Isaías, Deutorro Isaías, gente, é uma parte ali do livro de Isaías, tá? Eu não me lembro mais quais capítulos são, não, mas é a parte final ali do livro, que eu nem todo texto ele foi, segundo toda a historiografia, composto ao mesmo tempo, no mesmo momento.

¶59Eh, e ele é uma parte exatamente que tem afirmações de maior universalidade, maior grau de abstração a respeito do Deus tipicamente hebraico. Mas observe, nenhum desses casos, nem no Deutro Isaías, nem naquele atô no Egito, nem Panini na Índia, se desenvolveu e se consolidou uma tradição metafísica de autonomia dos conceitos. Não começa por aí nenhum desses casos, tá? eh houve o desenvolvimento eh e a consolidação dos sistemas metafísicos no sentido grego. Então, esses casos não negam a minha tese, eles confirmam, porque eu eu jamais parto da ideia que os gregos aprenderam de panini.

¶60Eu tenho uma dúvida, cara. Eu tenho algumas dúvidas. Seria bom ter o Rian aqui comigo, Kendo. Ã, ouer, né? Older pode comentar aí, mas eu acho que de panini eu tenho um pouco de dúvida com relação a isso que ele tá falando agora.

¶61Dos outros eu nem vou questionar muito não. Agora poderias ter surgido outras sociedades na história que não agrega e que nem era a pól, a estrutura era outra completamente diferente que fomentasse o desenvolvimento de abstrações autônomas. Por que não? Por que não? Por que que a polis é uma condição necessária?

¶62É assim que se deu na nossa sociedade, que podemos olhar pro passado e entender o que aconteceu. Agora, isso abala a metafísica porque a metafísica não se propõe a ser uma teoria dentre outras, não se propõe a ser uma perspectiva em que a realidade pode ser considerada dentre outras e menos ainda uma perspectiva em que se considera a realidade de um local em certo momento no tempo. Não. A metafísica pretende ser em qualquer acepção, né, uma teoria, um saber, né, eh, que tá no fundamento do conjunto da realidade, da realidade humana, da natureza, do cosmos. Não, exatamente.

¶63Existem ontologias de domínios particulares. Por exemplo, no caso, eh, no âmbito da ontologia social, você vai tentar investigar exatamente o no que que se fundamenta certas noções específicas, como de democracia, ah, de sujeitos, ah, de gênero, ah, e coisas assim, né? Se é você vai se discutir, no caso, se isso se reflete em termos de tipos naturais ou tipos sociais, né? H, e aí se for no caso de tipos naturais, né, quais são as condições que estabelecem exatamente a caracterização desses tipos naturais específicos, né, classificados dessas maneiras? Se for tipos sociais, vão se estabelecer, né, vai se buscar estabelecer, né, eh, quais são as condições que estabelecem no caso, né, que permite a gente delimitar essas noções aí, né, ah, em termos de uma metafísica do gênero ou de uma ontologia ali, no caso da institucional, né, em certas instituições ali específicas, como o próprio estado, enfim, instituições eh específicas ali, né, como no caso ali, sei lá, ah, empresas a enfim, enfim, eh, prefeitura as, enfim, instituições políticas tipicamente vinculadas ali, né, e tendo uma função ali, né, qual que a ontologia das instituições, qual que aologia ah da democracia, né, da noção de democracia, no que que ela se fundamenta, o que que ela é e blá blá blá.

¶64H, no caso da metaética, por exemplo, você vai ter aontologia moral, né, que é um aspecto da metaética tratado ali, né, o que há fatos morais, né, há há coisas como fatos morais, o que que esses esses fatos morais se eles existem, eles são eles existem enquanto dependentes, no caso, das atitudes dos sujeitos, ou seja, existem como fatos subjetivos ou no caso, eles existem de forma independente das atitudes dos sujeitos, ou seja, fatos objetivos, né, que se colocou a realidade enquanto tal. Ahã. Então você vai ter essas discussões que envolvem teologia de domínios particulares, cara, e que não exatamente vai se generalizar por âmbito total de fundamentação de todas as coisas do universo, sei lá, né? Você pode ter uma posição nominalista acerca de uma dada posição e um dado domínio, né? Ontológico específico, né?

¶65De uma ontologia ali particular, né? seja ontologia moral, ontologia social, ontologia ali, enfim, ah, ontologia econômica, enfim, ontologia, sei lá, ah, enfim, ontologia de vários de de domínios distintos, né? Eh, fe, sei lá, ontologia do peido. Tem até isso também, tem até discutição na filosofia analítica, que é uma discussão inútil para caramba, mas tem ontologia do buraco, né? Ontologia do buraco, né?

¶66Dos buracos. Então você vai ter discussões sobre ontologia acerca de vários domínios específicos, né? de domínios específicos no âmbito ali da metafísica, né? Ah, especialmente a metafísica analítica contemporânea. Então, assim, eh, nem sempre no caso a metafísica vai buscar responder questões do ser no geral, tá?

¶67Às vezes podem vir questões ali de fundamentação envolvendo aspectos mais particulares, né? Ah, de domínios particulares, né? Domínios específicos, né? Mas especificamente. Ã, então é isso, né?

¶68Isso falando principalmente da filosofia analítica contemporânea, né? Onde a a metafísica, né, e a ontologia ela se dividiu, subdividiu em vários campos ali, né? Então você tem ontologia social, você tem ontologia moral, você tem ontologia, enfim, tem ontologia ali, enfim, institucional, né, que é abarcada na ontologia social, enfim, você tem ontologia ali econômica, você tem ontologia, enfim, tem ontologia de vários âmbitos diferentes, né, de várias questões diferentes, né, ah, ontologia da matemática, né, e blá blá blá e assim por diante, né? Então você tem tudo isso daí, né? Eh, ontologia da física, né?

¶69Ontologia da física, ontologia da química. né? Então você vai ter odontologia de domínios, né, vinculados com disciplinas particulares, né, seja das ciências naturais ou ciências sociais, né, também você vai ter esse tipo de coisa. Ah, então é isso, né? Então, vemos com viamos, né?

¶70enfraquece muito uma teoria dessa quando você percebe que ela não fazia sentido nenhum em quase todos os outros tipos de sociedade e que ela foi fomentada por um certo tipo particular de sociedade onde essa abstração passou a existir de forma aparentemente autônoma nessa sociedade, obrigando o indivíduo, inclusive, a responder a questão. O que é a justiça? O que é a lei, o que é a coragem? O que é a piedade? Para ele poder regular institucionalmente a participação dos cidadãos na guerra, para poder ter jurisdição que agora tem que ser universal por meio dessas instituições, onde agora a justiça é composta por delegados eleitos e por aí vai, etc., etc., né?

¶71Agora, o que que no caso Deutor Isaías não deu origem a nenhuma tradição metafísica e nem sequer uma teologia hebraica? Teologia hebraica é produto posterior, contato com os gregos, inclusive o Deus único hebreu. E aí é muito interessante, gente, eu estudei isso, até ia pegar os livros e esqueci. Aí é uma pena. Eh, o o Deus Único hebraico está ligado a um contexto social específico.

¶72Então, olha que interessante isso aqui, gente. São hipóteses históricas com muita evidência, tá? Quando a gente chega ali na história do ano 1000, a documentação que existe, ela é arca, tá? Tem arqueologia, tem a própria Bíblia, uma conjunta aí de outros textos. Você tem mais documentação da Mesopotâmia do ano 2000 antes de Cristo do que todo período do ano 1000 até o ano zero antes de nossa era.

¶73Porque a escrita naquele momento era uma escrita comi feita em argila que sobreviveu muito a ao tempo. Hoje a gente tem mais de 1 milhão de tabuinhas de argila aí pelos museus. Tá bem mais de 1 milhão. >> O o João criador David, você já viu algo sobre marxismo analítico? Sim, de Cohen, Romer, enfim, o Ky Nilson.

¶74São alguns marxives analíticos, né? E o Kainils ele se vincula, né? Ele tem que desenvolver um framework filosófico, moral, né? Ético, para lidar com o problema da moralidade dentro do marxismo, né? que o paradoxo da moralidade, como apontado pelo Stephen Lukes, por exemplo, ah, no do livro dele, Marxis Morality de 1985, você tem autoristas como Ky Newson que desenvolvem, né, que tentam desenvolver o arcaboço de moralidade ali, ah, que se vincule ao âmbito ah do materialismo histórico, tal como defendido tipicamente por cros marxistas ali, ah, vinculados a uma perspectiva comum, né?

¶75Opa, o mago do realismo. Ó o Kennedy Tif aí, salve. Passando aqui para deixar o like para o trabalho do David. Desejo muito sucesso. Tamo junto.

¶76Valeu. Obrigadão aí. Mago do realismo faz tempo que não aparece aqui, cara. Um salve, salve, salve, salve. Ó, o John tá comentando aqui.

¶77Mas aí acho que o machado não considereia metafísica. ele só considera metafísica a partir de quando a conclusão obtida é uma verdade a prioria. Como assim, cara? Uma verdade a priori? Ah, por exemplo, a demonstração, né?

¶78O argumento, né? O ponto do primeiro motor imóvel de Aristóteles, tem algumas premissas que são justificada justificadas observacionalmente, né? Ah, o princípio cinesiológico que vigora na demonstração aristratélica do primeiro motor imóvel, eh, o princípio sinesiológico vingorante lá, eh, ou seja, o princípio geral do movimento, ele é suportado empiricamente, né? É suportado empiricamente. Então, assim, eh, nem mesmo, nem mesmo o ponto ali do Aristóteles é estritamente apriorífico, né?

¶79Algo a priori, né, estritamente a priori, é, por exemplo, a demonstração da existência de Deus cuiana, que parte da causa para os efeitos, né, que é a ilustrada por Santa Cel de Cantu no Proslóum. Aquilo ali é um argumento a priori, né, um raciocínio a priori, uma demonstração puramente apriorística que não apela para nada de experiência observacional, né, para tentar inferir a existência de Deus a partir da própria concepção de Deus, né? Ali um argumentar prior. Ó o Darcley, boa noite ou bom dia, não sei. Web miau de um átomo que é um conjunto de várias subpartículas.

¶80Tem mora o ética ali entre essas partículas? Não. A ética ela ela subscreve, né? digamos assim, ela subscreve a a agentes morais, né? Agentes morais que no caso atuam com base em razões morais, né?

¶81Em raciocínio moral, né? Raciocínio ali considerando razões morais, né? No do seu agir moral prático. Então, partícula ter moral, não sei se entende bem sua pergunta, cara. Ficou estranho essa pergunta.

¶82Tá estranha, cara. quiser reformular. Sei se entende bem essa pergunta, não. >> Ainda que muitos contextos fragmentados, depois a escrita passou a ser alfabética, escrita em pergaminho, em papiro. Isso não sobrevive ao tempo, com raras exceções, né?

¶83Alguns séculos antes de de Cristo em cavernas no Egito e tal, tal, tal. Então, esse período desenvolvimento da sociedade hebraica, nós não temos uma quantidade abundante de fontes, mas o que os historiadores que eu mais respeito desenvolvem, não é só eu, são bastante renomados, é que, por exemplo, o surgimento da ideia de um só Deus no mundo hebreu se dá no contexto do reinado de Josias, que vai se dar ali por volta 640, 650 anes de. Cristo até 609, eu acho, eh, num período onde, olha só que interessante, a Assíria tinha conquistado ali a região da Palestina, só que ela tinha devastado e destruído. Você tinha dois reinos na época, o reino de Israel que ficava no norte e o reino de Judá, que ficava ao sul, quando onde estava Jerusalém. O reino de Israel foi devastado pelos assírios.

¶84Era o reino mais próspero, era o mais rico, era o mais forte. >> Webal, toda essa base de moral e ética é sobre coexistido. Concorda? Hã, como assim coexistir, cara? Não entendi.

¶85Como assim coexistir? Coexistir. Como assim, cara? Toda a formulação dessas ideias é com base em coex coexistência do quê, cara? [roncando] Você tem, por exemplo, o realismo moral robusto, aliado com o não naturalismo metaético, que assume que existem propriedades ou fatos morais ali.

¶86Ahã. que eles são irredutíveis ao âmbito natural, uma visão platonista moral, de certo modo, envolvendo esse domínio da moralidade em específico. Nesse caso, não tem nenhuma necessidade de coexistência. Os fatos morais existiriam independentemente de sujeitos existirem ou não, da realidade existir ou não, seriam necessários, metafíssicamente necessários. >> Para de mim.

¶87Ou você tem o naturalismo metaético, nesse caso de que fatos morais eles são ou redutíveis ou supervenientes a fatos naturais, como a visão do Sturgean, do Orink e de alguns outros naturalistas cornelianos, né? teria moral e ética em relação a que não. Assim, cara, eu acho que você tá confundindo as coisas, porque assim, o termo moral ou ética, eles além de serem intercambiáveis, né? H, quando a gente trata de filosofia moral, a gente tá falando sobre se existem fatos morais ou não, ou se certas alegações morais elas expressam proposições ou não, que se referem a certos fatos e tem seus valores de verdade ali estabelecido em termos certas das condições de verdade que estabelecem que essas delegações são verdadeiras ou não. A gente tá falando sobre esse tipo de discussão, né, sobre que envolve ontologia moral, linguagem moral, psicologia moral e motivação moral, né, quepistemologia moral.

¶88Agora, o que você tá falando aí, pelo que tá me parecendo, é de comportamento, comportamentos morais ou crenças morais. Se você tá falando de comportamentos ou crenças morais, então é é meio que trivial que de fato, né, ã que de fato no caso o se não houvessem eu, né, ou outras pessoas, né, outros agentes morais, não existiria moral nesse sentido, né, no sentido de comportamentos ou crenças morais, porque crenças morais dependem dos sujeitos acreditando, tendo estados psicológicos dox ásticos de crença, né, de endo de certas proposições, ah, e também de comportamentos deles, né? Então, sem sujeitos, sem comportamentos e sem crenças. Então, nesse sentido, se por moralidade você quer dizer comportamentos morais e crenças morais, então não existiria moralidade se as pessoas não existissem. Neste sentido.

¶89Agora, no outro sentido, aí é uma discussão controversa que envolve metaética, discussões de metaética. Eu sou realista moral, então acreditaria que a moralidade continua ali existindo no sentido dos fatos morais, que são os fazedores de verdade de alegações morais. Eles continuam existindo mesmo se a gente deixar de existir, de existir. OK? Então, espero ter respondido você.

¶90Hã, o João CR tá falando: "No vídeo do Crap, eu percebi a utilização de muitos argumentos céticos ou algo próximo disso perante a informação ontológica do machado e eu senti falta do Machado abordar esse ponto no vídeo. Então eu senti falta do Machado abordar mais coisas do CRP, né? Mas enfim, vamos lá, >> tá? Eh, muito provavelmente o patriarca do reino do norte era Jacó, o patriarca dos reinos do sul, uma região era Isaque e outra região era Abraão. Acontece que os assírios dominaram o norte.

¶91Israel, mas conseguiram conquistar Judá no sentido de cobrar impostos e tudo mais, mas não conseguiram invadir Jerusalém e destruí e destruir Jerusalém. Então o que aconteceu é que a sequência da invasão a Síria, o a parte de Judá ao Sul ficou muito mais forte. É então que o rei Joseas, segundo várias análises, inclusive de textos bíblicos ali no texto dos juízes e tudo, cria ideia de um só Deus querendo unificar o sul e o norte. O norte sobre a tutela do sul, de Israel sobre a tutela de Judá, já que Judá tava muito mais forte. As pessoas adoravam outros deuses, tinham outros patriarcas.

¶92Aí você cria uma genealogia, Abraão, Isaque e Jacó colocando todo mundo dentro do mesmo barco. Eh, e você, um rei de Judá, tenta unificar o norte. Ele não conseguiu na época, tá? Tenta unificar o norte a partir eh do apelo à existência de um só Deus. Mas detalhe, esse um só Deus de Josias aqui não era um Deus abstrato, transcendente, era um Deus físico situado no templo de Jerusalém.

¶93Inclusive, o fato de ser o único Deus significava que tinha um só templo. E tinha uma parte do templo, é é famosa essa história no Velho Testamento, que ninguém podia entrar sob pena de que morreria inevitavelmente, porque o Deus estava lá materialmente. Materialmente. Sabe quando os hebreus vão conceber a ideia de um Deus abstrato? O templo de Jerusalém se tornou desde então central para eles.

¶94Era o templo onde estava o Deus, o único Deus. >> A El Helen Cruz, ela chega a comentar, né? É algo, é um ponto que o Jersin Schyber ele comenta no vídeo em que ele responde o Michael Jones, né, que é o apologista cristão que defende a que tenta defender o teismo cristão, né, vinculado com uma concepção de teismo tradicional, né, ah, o modelo monote monoteístico tradicional do teismo tradicional, né, que embora com o teismo clássico, neoclássico, etc. Enfim, Deus onipotente, onisciente, onolente, imutável, blá blá blá, que é basicamente o ponto da Elen de Cruz, né, que é uma filósofa que tem alguns trabalhos interseccionais ali com ciência cognitiva da religião, antropologia da religião e blá blá, né? E ela comenta, no caso, que a o surgimento de perspectivas monoteistas está tipicamente relacionado ao grau de a sociedades onde apresenta ah sedentarismo, alfabetismo e desenvolvimento de agricultura, né, de certo modo.

¶95Então, o surgimento de religiões, né, de concepções monoteísticas de Deus tá tipicamente correlacionado com esses fatores, né, com esses fatores tipicamente. ah, o surgimento no caso e proliferação dessa de tipo de concepção, né? Então, é mais nesses contextos ou contextos próximos a esses, onde você tem um desses fatores, ou pelo menos boa parte deles, que começa a se perpetuar concepções monoteídicas, né, emergir com concepções monoteídicas e e se perpetuável pelo menos por ou pelo menos em regiões onde tem condições que estão favorecendo, né, estão se direcionando para esse âmbito, né, para esse âmbito. Então é isso, mas enfim, vamos lá. O Deus verdadeiro, o Deus que personifica essa comunidade, Yahé.

¶96Ora, o templo é destruído na invasão babilônica e uma parte da população, o clero, os sacerdotes, vão são levados paraa Babilônia e agora eles têm que viver numa terra estranha, longe da sua terra, onde não tem o templo, onde habita o seu Deus. E essa ideia do Deus se converte num deus abstrato. Eh, isso que eu tô dizendo, é apresentado por >> Opa, deixa eu ver o Rus. Ah, ele comentou aqui, mas como é possível existir fatos morais objetivos se a moralidade depende da dimensão intersubjetiva humana? Realmente é uma dúvida genuína se a moral existe de forma independente ou precisa de nós.

¶97Eu chego a comentar sobre isso, inclusive uma aula que eu dei paga lá na pens na pensar, não, na universidade libertária, né, que foi onde me pagaram para eu dar uma aula lá, porque eu tenho domínio sobre um ator que é um ator ANCAP, né, eh, que é um ator de filosofia analítica, inclusive, né, libertário de direita, que é o Michael Hilmer. Ele tem trabalhos em epistemologia analítica, enfim, é um autor bem proeminente acadêmico e ele é um autor cap, né? E aí o pessoal da Universidade Libertária me chamou, né? Me pagou para dar uma aula sobre isso, porque eu sou um dos poucos que domina esse autor aqui no contexto brasileiro. E aqui, se você for na playlist de metaética aqui no meu canal, você vai ver vários vídeos relacionados, dentre eles essa essa aula aqui que eu dei sobre o Humer, né?

¶98Sobre o Humor e que ele discorre sobre a visão de fundamentação da modalidade objetiva, tá? Eu discorro aqui sobre, enfim, ó, sobre as ramificações da ética da filosofia moral na academia, tá? Na academia. Aí eu ilustro, no caso, as formas de fundamentação, ó, eu faço uma exposição da, enfim, de um fluxograma de posições aqui principais da metaética. E aqui eu ilustro as argumentações do Hummer, né?

¶99As argumentações do Hummer também, as respostas as argumentações que geralmente apresentam contra a visão riumeriana, né? Aqui é por exemplo subjetivo moral, enfim, blá blá blá, né? Expõe no caso o step by step by step case, né? Intuition case do Michael Humer em favor do realismo moral robusto, tá? E aqui no final eu apresento o silogismo final, né?

¶100Em favor da posição. Em favor da posição aqui. Deixa eu ver aqui. Aqui, ó. Aqui é o silogismo em favor da Não, não é essa aqui não.

¶101Calma aí que eu vou chegar no silogismo que o Hummer apresenta no Etic de 2005. Ah, deixa eu ver. Calma aí, calma aí. Deixa eu ver aqui. Aqui.

¶102Esse é o silogismo sumarizando o caso passo a passo, né? step by step case, intuition case do Michael Hummer em favor do realismo moral robusto. Ok? Então isso aqui é o argumento silogismo e cada uma dessas premissas é suportada ao longo da aula com base no livro, no que eles põe no livro Ehical Intuitions, tá? De 2005, se você tiver interesse.

¶103E além disso, tem outros vídeos nessa lista. Deixa eu ver. Vim aqui rapidão. Tem outro vídeo aqui nessa lista. Ah, deixa eu ver.

¶104Replay completa aqui, ó. Tem esse aqui e que foi um debate que eu tive com o meu amigo Ari Martins com relação a realismo, moral versus antrealismo, no canal do, enfim, no canal do Marcos Cavalcante, né, que é o um canal ativista do Brasil. Foi uma uma discussão interessante que a gente teve entre realismo moral versus antirrealismo moral, tá? Então, se você tiver interesse de ver uma discussão filosófica interessante entre a gente, o Ari defendendo antirrealismo moral, defendendo realismo moral. Foi foi bem legal essa discussão aqui, OK?

¶105Então, se você quiser entender como que eu suporto a visão também você pode assistir esse vídeo e aqui nos comentários fixado eu deixei uma série de referências acadêmicas e também não acadêmicas, OK? Ah, para familiarizar vocês com todas as visões aqui relevantes sobre o assunto, beleza? Pera aí que eu abri um negócio aqui. Deixa eu fechar aqui o que eu tinha que fechar. Beleza, mas é isso.

¶106E é claro, tem um vídeo de leitura comentada que eu deixei aqui que é na playlist de filosofia moral, que eu tenho uma playlist de filosofia moral, não, de leitura comentada, aliás, desculpe. Ah, deixa eu vir aqui, >> gente. Aqui, ó, filosofia moral. Tem aqui essa playlist. Essa playlist ela é um pouquinho mais completa e tem esse vídeo onde eu faço uma leitura do capítulo, do capítulo nove do livro O mundo sem Deus ens sobre ateísmo do Michael Martin, OK?

¶107aonde o David Brink, né, que é um naturalista ético, né, um realista moral, naturalista ético corneliano, ele expõe ah o caso ali em favor de um realismo moral secular, né, e da noção de autonomia da ética dramática autônoma em relação à religião, né, a e de forma objetiva, OK? Objetiva. Então aqui também, se vocês assistirem esse vídeo, vocês vão ter uma noção também de visões acerca do assunto que podem haver, tá? Nesse caso aqui é o naturalismo ético, né? Mas é isso.

¶108Ó o Davi aí, o David. Ó o outro David aí. Eu sendo conta com o algoritmo. O áudio do Gustavo tá bem mais alto que o do David. Eu tô falando baixo mesmo.

¶109Eu tô falando baixo mesmo. Quero gastar voz não. E também incomodar os outros. Devid tá de volta. Gustavo tá no sal.

¶110É isso. Bora voltar aqui. Vários >> vários autores. Mas o principal que desenvolve isso da maneira mais brilhante para mim é o Marani, eh, no seu livro História Antiga de Israel, que no Brasil foi colocado com título sensacionalista para além da Bíblia, mas isso é opção editorial aqui no Brasil, tá? Eh, então, olha só que legal.

¶111Então, foi possível desenvolver a ideia de um deus abstrato com todas essas superficiades, a qual chega a conclusão uma historiografia recente. Embora o que eu tô dizendo aqui, não é unanimidade entre os historiadores, mas é uma tese bastante forte. foi possível desenvolver a ideia de um Deus abstrato a partir de fenômenos concretos específicos, não com recurso a uma metafísica geral existente, sabe-se lá onde, né? Eh, agora mesmo aqui, né? Eh, não se desenvolveu nenhuma teoria metafísica geral, só uma ideia de um deus abstrato, tá bom?

¶112Outro caso interessante, eu vou passar mais rápido por esse, a reforma de Aquenaton foi extremamente curta, né? Então, quenaton realmente cunhou essa ideia, eh, partindo sobretudo de um deu solar, né? eh que passou a ser representado por um disco. Isso aí também um autor muito bom, Jan Asman, que trata disso exaustivamente. Tratei muito dessa bibliografia naqueles materiais que eu falei com vocês.

¶113Ele criou a ideia de um de um de um só Deus que seria fundamento ali de todo o Egito, eh, e que não refuta a minha tese, mas a reforça, porque aquilo foi extremamente curto, sem desenvolvimento filosófico, menos ainda metafísico e rapidamente abandonado após a morte do faraó. E detalhe, tá? Bons historiadores do Egito vão mostrar vários antecedentes que levaram isso aqui a acontecer. Como se começou? Primeiro foi um período de prosperidade do reino do Egito, onde se desenvolveu um clero que estava situado na cidade de Tebas, tá, no Egito muito forte, que começou a fazer uma contraposição ao faraó.

¶114Aliás, a história do Egito é uma história de onde uma casta intermediária, não no sentido indiano, tá? Uma casta no sentido de um corpo burocrático, eh começa a ganhar cada vez mais força em relação ao faraó. Então isso surge no contexto de uma contraposição entre o faraó e o clero, a Kenaton, no caso, eh, de um acirramento. E também há estudos, inclusive do asma, que mostra como Egito já caminhava para uma priorização do sol como deus entre os deuses, como mais geral, né, numa terra onde o sol banha de ponta a ponta, que não chove, né, onde, digamos assim, o o o sol ele tem um peso maior do que outros fenômenos naturais no Egito comparado, sei lá, com a própria Grécia ou o que dirá então com outros países, lugares tropicais e por aí vai. Então tem toda uma elaboração que mostra como isso foi possível, mas ainda assim essa ideia de Aquenaton, ela foi diger, ela ela foi tão indigesta pro Egito antigo que tão logo ele morreu, ela desapareceu.

¶115A ideia de um Deus único, fundamento do Egito, etc, etc. O caso de Panini no na Índia não me é indiferente, tá? Eu tenho consciência disso aqui, é o caso que eu menos conheço. Eh, não tenho como tratar disso assim com mais propriedade. E aqui também, >> exatamente por isso que você não pode alegar as coisas que você alegou com tanta segurança, né, meu amigo?

¶116Só t de passagem, tá? Posso fazer isso aqui com mais calma. Eh, eu tenho várias suspeitas sobre isso, mas eu prefiro, mas de qualquer forma, eh, da gramática que Panini, gente, ele desenvolveu ali alguns séculos antes de Cristo uma gramática na Índia que ela tenha centenas de regras ou milhares de regras eh bem abstratas, uma hierarquia que ela permite, quando você segue elas, é quase como gerador da língua indiana, fazer a língua de de de uma escrever e falar inclusive de maneira correta eh da gramática de isso isso tem uma tradição precedente, isso é continuado na na Índia posteriormente, tá? Mas da gramática de Panini não surge nenhuma fundamentação ontológica ou metafísica da realidade. Ela é normativa e operacional, ou seja, as categorias permanecem subordinadas a descrição do sânscrito.

¶117E e esse sânscrito, correto? Aqui tem tem uma função religiosa importantíssima nesse contexto, tá? Veja que um mecanismo aqui que tem sim cuidado, tá falando com muita segurança sobre algo que você não estudou a fundo, como você mesmo acabou de declarar. Cuidado, cuidado. Em regras abstratas, ele tá ligado exclusivamente à concretude da língua.

¶118Ele não é extrapolado nunca por uma terorização universal do que quer que seja. Eh, é uma finalidade instrumental, técnica concreta, ainda que sim um método abstrato usado a serviço dessa finalidade. Quase um algoritmo de como escrevê-lo corretamente. Então, para concluir, que já tô me delongando demais, tá? Vou passar mais rápido pelos outros pontos aqui, tá gente?

¶119Não sustento que casos como Deutro Isaías, Aquenaton e Panini, em que certas afirmações ou teorias abstratas foram feitas, existe um fundamento comum para esses casos. Exatamente o contrário, não existe. Todos eles têm um fundamento concreto, estão ligado à circunstâncias históricas concretas, específicas. Isso. A Gênesis refuta.

¶120Gustavo. Óbvio que você não sustenta isso. O problema é você demonstrar que não existe esse fundamento comum para esses casos, [roncando] que não, aliás, que não exista um fenômeno comum a todos esses casos que permitiu, no caso, com que pessoas articulassem esses sistemas metafísicos em contextos diversos. Especialmente se um desses contraexemplos, nesse caso, eu acho que o mais plausível aqui seria o de Panini for o caso para sua tese, esse contra exemplo putativo, né, que foi colocado pelo Bertot. você vindicar esse esse seu ponto de suficiência nas explicações em termos de particularidade, em termos de relações sociais, etc., né?

¶121De explicações de cunho social, político e coisa e tal. você ter que avançar o argumento desmascarador, beleza? para ilustrar que as crenças desenvolvidas, as proposições desenvolvidas, as crenças ilustradas por pessoas daquela época, pessoas que se preocuparam em desenvolver esses sistemas metafísicos amplos, que elas não eram rastreadoras de uma dada verdade sobre um dado domínio da realidade. Elas não se conectavam em termos explanatórios com fatos sobre domínio conjunto de domínios. Da realidade teoria qualquer teoria não, mas uma uma teoria universal ou uma abstração que foi criada para responder um caso concreto, a questão surgiu desse caso concreto e ela serve em função desse caso concreto, é difícil dizer que isso aí é o fundamento geral da realidade, né?

¶122é no mínimo bastante bastante questionável, né? Isso aí serve de fund John, esse trecho do vídeo do Gustavo sou bastante que ele tenta encaixar os casos históricos na tese dele não o contrário. Não sei porque essa fixação da gênese da metafísica na polis desnecessário. Pois é. Pois é.

¶123Bom, ele pelo menos tentou desqualificar algum desses casos como contra como enfim como exemplos genuínos de articulação de sistemas metafísicos mais robustos, né, mais sistematizados. Mas tem um ali que ele não estudou o suficiente para poder alegar com firmeza que não tinha esse tipo de elaboração. E nós sabemos aqui neste canal que os indianos desenvolveram sistemas de pensamentos muito similares, né? pensadores indianos como xâncara, cáila, como no caso ali o darmakid, como no caso ali o Abdarma, enfim, e como autores, né, hindus, autores budistas, autores jainas e assim por diante. até mesmo autores materialistas mais primitivos, mais antigos, como é o caso dos locaiatas, né, os charvacas, como agitaambali, referido pela Grahop no Basics, até mesmo esse tipo de pensamento emergiu nesses contextos.

¶124Todas essas linhas de pensamento emergiram nesses contextos mais antigos. Otama, Duniaia, Dignana, Darmotara e Shivara Krishna. Exatamente. Então assim, existem sistemas filosóficos extremamente semelhantes aos sistemas filosóficos que se foram desenvolvidas no âmbito mais occidental, mais vinculado com âmbito grego, com contexto grego ainda por cima, né? E que tipicamente se ventura com âmbito ocidental, né, de metafísica ocidental.

¶125Nesse âmbito oriental. É por essas e outras que eu tendo a concordar com a construção do Gustavo. A gramática é cruel. Tanto quanto a matemática eu sinto que o certo seria essas duas linguagens se corresponderem. Hum.

¶126Ó o Edu. Salve Edu. Boa noite, David. Boa noite, Edu. Tudo bom contigo?

¶127Ó, o Darle comentando, David, eu não acompanho o Gustavo, também não tenho acompanhado essa questão das pretens pretensas refutações que ele tenha sofrido por Bertot Crep. No caso, ele nega que exista alguma metafísica. Ele nega que as metafísicas, não, ele nega que os sistemas metafísicos desenvolvidos em certos contextos históricos particulares, né, contextos sociais, históricos específicos, eles tenham relevância epistêmica, eles sejam válidos para além do contexto em que foram desenvolvidos. É por aí que ele tá desenvolvendo a tese dele. >> Ó, Gautama fez no Nia, o que Aristóteles fez no Organum.

¶128Escrevo sobre isso, inclusive. Exatamente. O Elder aí que se aprofunda mais do que eu ainda em filosofia indiana, ele manja mais ainda do que eu nesses dessas paradas, né? das paradas. >> Isso é trivial, cara.

¶129H Thanos, de certo modo, existe algo de correto em Machado. Toda filosofia, ciência humana se desenvolve dentro de aspectos históricos e culturais específicos. Isso é meio trivial, cara. Isso é meio trivial. O que é mais controversa você tentar inferir que por conta disso não há nenhuma relevância epistêmica nas nas reflexões filosóficas promovidas nesses contextos, que não tem nenhuma conexão dessas reflexões com aspectos refletidos da acerca de fenômenos da realidade, entendeu?

¶130Entendeu? fundamentação geral paraa realidade, pro cosmo, paraa realidade humana. É o contrário. As explicações apenas podem ser particulares e sociais. Seria um, né, isso aqui seria um pressuposto metafísico, eu vou comentar logo abaixo.

¶131Eh, o caso grego é distinto porque os motivos também específicos se deram na forma de organização social, ou seja, algo que se reproduz, que precisa se reproduzir, que abarca o conjunto dos indivíduos, que permanece no tempo de forma indeterminada. Por isso prosperou até certo ponto, tá? Até certo ponto. Por exemplo, eu vou defender, vou comentar citando Pierre Albunk numa nota do meu livro, eh, que para ser bem sincero, depois da Grécia clássica, a metafísica nunca mais foi dominante na sociedade ocidental. Ela só volta a ser dominante lá pelo século X, X com a escolástica.

¶132Não quer dizer que nas filosofias que dominaram ali a histórica, o ceticismo e etc., não existisse ali aspectos metafísicos em certo sentido, mas o problema metafísico enquanto tal, uma ciência do ser enquanto ser, uma fundamentação geral da realidade inteira, deixou de regular a história da filosofia. Por exemplo, as filosofias históricas epicoísticas terminava na física como a filosofia última e por aí vai, mas isso é outro carnaval. Vamos lá, minha ponto cinco, tá? Minha crítica atinge uma tradição que procuro preservar. Vamos ver se aí eh então ele diz aqui que eu distinguo, né?

¶133eh em em meu vídeo, no caso, uma metafísica analógica associada a Aristóteles e uma metafísica mística, afirmando que ambas procuraram fundamentar universais. Sim, Bertch observa então que justamente a tradição analógica afirma pluralidade redutiva do real. Daí sua frase: "Minha crítica a atinge a tradição que sustenta aquilo mesmo que eu quero sustentar". Esse é um argumento interno, não apenas histórico. Aqui eu acho que eu já respondi isso, né, gente?

¶134Eu só vou ler o que eu escrevi aqui, tá? como explicado anteriormente, utiliza o termo reduzir a eh como apenas uma das possibilidades pelas quais o dilema entre particular universal é resolvido. Em Aristóteles, procura-se sempre universal. Isso é uma definição comum e válida para todos os particulares em análise. A ciência para Aristóteles versa apenas sobre o que é universal e não pode ser objeto o indivíduo enquanto indivíduo.

¶135Daí surgem algumas das maiores aporias, tá, de Aristóteles, que eu nem vou entrar por aqui. Ou seja, a Aristóteles geralmente aporética. Ela não resolve os problemas que ele mesmo se propõe. No domínio humano, busca-se o que é o bem, a gatom, né? A felicidade, o demonia, a virtude, a aretê, a justiça, o homem, o cidadão.

¶136Essas definições buscadas e nem sempre plenamente atingidas são universais, válidas, independente da história, da forma de organização social ou de qualquer contexto específico. Estão, portanto, não é se Aristóteles preserva a multiplicidade dos entes, mas se essa multiplicidade possui em si mesma sua inteligidade ou se depende de determinações universais para ser conhecida. Então, a questão central é: Aristóteles continua buscando o fundamento universal da pluralidade. Busca a ciência do ser enquanto ser, o primeiros princípios e causas de todas as coisas e esboça a primeira formulação teológica do primeiro motor imóvel. Ao mesmo tempo, rompe a identidade parmenídica entre ser e pensar, né?

¶137Essa que é a questão de Aristóteles. O pensar não diz do ser tal como ele é, mas o apreende por meio de suas próprias ferramentas, tá? Os exemplos sobre isso são infinitos. Então, a própria questão de que só existe um indivíduo particular concreto, que é o CIA. Mas o con o indivíduo nunca é universal, mas todo o conhecimento é do universal.

¶138Ou seja, universal é aquilo que se diz desses indivíduos. Então o o o as ferramentas do conhecimento dizem do que é, mas ela não coincide diretamente com ele. Outro exemplo que eu coloco aqui, né, na física, a paraa física para Aristóteles só existe coisas contínuas. Isso inclusive eu acho que ele tá certo. Tempo, espaço, né?

¶139Mas nós o conhecemos por meio do que é discreto. Então nós temos que contar o tempo, contar o espaço. Nós estabelecemos ali convenções de medida para poder contar uma parada no tempo, né? um agora para poder medi-lo e racionalizá-lo, né? Então, eh, essa é a questão para Aristóteles.

¶140O universal, ele é uma construção nossa, mas uma construção nossa necessária na medida que respeita uma inteligibilidade dada nas próprias coisas e tudo aquilo que nós aprendemos enquanto ciência é universal. Então, logo, a pluralidade não constitui seu próprio fundamento, ela exige princípios universais que expliquem sua inteligidade. Por fim, aqui nesse sentido, Aristóteles eleva a duplicação do mundo a um novo nível, não no sentido dito platônico de dois âmbitos separados, mas porque consolida um domínio próprio do logos, né, do discurso, eh, do enunciado, no qual categorias como C, substância, essência, causa, ata e potência se determinam reciprocamente e constitui as condições universais da intelegibilidade do real. Então aqui é a duplicação, mas não é a duplicação no mundo no sentido de dois âmbitos da existência. É no sentido de que Aristóteles tá procurando fundamentar um outro âmbito da da realidade que não é mais imediato, direto, que é universal e tá procurando fazer com que toda essa pluralidade, ela tenha o fundamento de toda a sua inteligidade a partir do que é universal, que é o único objeto da ciência.

¶141Então eu real, >> mas isso é o ímpeto justamente de certas explicações, né? As explicações visam conferir inteligibilidade para as coisas ao ilustrar que elas são apresentam algum nível de unidade, né? que existe alguma unidade por debaixo daqueles fenômenos que permite, no caso, inteligi-los à luz daquilo. O âmbito de unificação de teorias na própria física contemporânea, nessa busca para uma teoria do todo ou algo assim, ilustra esse ímpeto de buscar coisas unificadas. Por quê?

¶142Porque aquilo que é unificado é mais compreensível, é mais fácil de se entender, é mais fácil de se inteligir do que aquilo que é múltiplo. >> Opa, mandaram aqui alguma coisa para nós. Ô Niil, valeu, Nilu. Colosco mandou um go ali. 1000 joinhas.

¶143Valeu. Mas enfim. Eh, achei que era, achei que era o super chat. Achei que era super chat ou assinatura, mas enfim. Eh, o próprio Paul Draper comenta sobre isso no capítulo 4, onde ele vai tratar sobre probabilidade intríca.

¶144Capítulo quatro do livro Eism da Evil. Aqui que a gente tá lendo, né? Livro de 2025 aqui, ó. Capítulo 4, ó. Esse aqui, OK.

¶145Sobre probabilidade intrínseca. Pode vir pondé, pode vir qualquer o mais [música] proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. [música] Isso aí não prova nada. Filosofia.

¶146Isso aí para mim isso aí não prova nada. >> N mandou R$ 20. Salve David, >> salve nil. Muito obrigado, cara, pelos 32, aliás, pelos ventão. Falei 32 é porque eu a somatória aqui, a somatória que deu.

¶147Mas enfim, obrigado aí pelo então ni rio. Tamo junto. >> Mas enfim, aquilo que é unificado é mais compreensível do que aquilo que é múltiplo. Por exemplo, agora nós temos certas teorias que são inconsistentes. A relatividade geral astiniana é consistente com a com a mecânica quântica, com a teoria quântica.

¶148Isso ilustra o quê? Que uma das duas teorias estão erradas. E ou no caso que nós precisamos de uma teoria nova que unifique aspectos das duas, porque há aspectos nas duas que estão corretos e outros aspectos que estão errados. É isso que a gente presume, porque é isso que vai, isso que torna inteligível a existência dessa inconsistência e essa busca por uma ponte entre as duas. >> Em termos de unificação, a gente sempre busca teorias unificadas, hipóteses unificadas, porque são mais inteligíveis.

¶149tornam os fenômenos mais iluminados e torna as coisas menos confusas, difusas, etc. Por isso que geralmente se buscam uniformidades ocultas em fenômenos que aparentam ser não uniformes. E é por isso que o problema da semelhança, né, enfim, o fenômeno da semelhança favorece reflexões sobre e esse fenômeno. a gente visualiza, pô, como é que coisas tão diversas podem ter características tão semelhantes a ponto da gente conseguir classificar elas em grupos gerais, em classes gerais, etc. Que que explica isso, né?

¶150É uma coisa curiosa, misteriosa, espantosa, surpreendente, curiosa, que instiga a reflexão. Realmente, Bertoch, você fez um escambal daquela palavra redução que tá lá com várias outras encadeadas, justamente para apontar para as outras perspectivas, não é isso? Em suma, não digo que toda metafísica elimina a pluralidade. A redução é apenas uma das soluções possíveis, que não para reafirmar aqui, né? O que afirma é que toda metafísica procura fundamentar a pluralidade por meio de um princípio universal, seja ele transcendente ou analógico.

¶151>> Se por princípio um princípio universal, você quer dizer exatamente uma entidade fundamental? Então você tem um contraexemplo como os atomistas que o Jonathan Shafer e o Joshua Eradi se referiram na live passada que eu mostrei o artigo do Shafer sobre humanismo de prioridade e o vídeo de debate do Joshua Air Sigad com Gop apresentação do do Sigad. Lógico. Então, vamos lá paraa questão seis. Eh, além disso tudo, existem visões que rejeitam o fundacionalismo metafísico, né?

¶152Agora entrando um pouco mais no âmbito da filosofia budista e da filosofia analítica contemporânea, como do Rosby Camerol, né, do livro do Rosby Cameron, Chains of Beings, né, Grounding Infress and Viciousness, né, acho que é alguma coisa assim o nome do livro. Infinite regress, circularity and virtues, alguma coisa assim. O nome do livro, onde ele defende o infinitismo metafísico, a posição de que a cadeia de fundamentações, né, de fundamentados, de fundamentadores recrefinitamente sem chegar numa base, naquilo que é mais real todos, de mais real de tudo que fundamenta todas as outras coisas. Isso é uma visão comum defendida por alguns autores, inclusive de linha budista, até mesmo no âmbito no âmbito analítico contemporâneo, né? você tem budistas analíticos, né, contemporâneos ou autores que no caso trazem sites budistas, como no caso Mark Ciderates e o John Westerhof na filosofia analítica contemporânea.

¶153Vi >> eh mais 10 minutinhos aí, viu, gente? No máximo, não existe fim da metafísica, existe apenas outra metafísica. Essa é realmente eh uma questão que vai dar para discutir questões interessantes. Essas duas últimas elas vão estar associadas, tá? Aí eu vou abrir para as questões aí no chat.

¶154Vamos lá. Na parte final da crítica, Bertocha afirma que negar universais não elimina a metafísica. Segundo ele dizer, só existem particulares, tudo é contingente, toda a universalidade é produto histórico, já constitui uma posição metafísica perfeitamente identificável. Legal. Então vamos continuar.

¶155Ele aproxima essa posição do nominalismo medieval. O ponto não é tanto classificá-la historicamente, mas mostrar que eu continuo tomando decisões antológicas fundamentais sobre o que existe, o que não existe, qual estatuto eh possuem os universais, qual estatuto possui a identidade. Legal. Portanto, a crítica não estaria fora da metafísica, estaria dentro dela, né? Isso se baseia no fato de que, em certo lugar do meu vídeo eu afirmo o seguinte: só existe o diferente, os fenômenos, só os fenômenos existem.

¶156Só o particular existe, só o individual existe. Se você ler isso aqui, dá a impressão de que eu tô negando que o universal existe, não é? Mas vamos lá no meu vídeo, veja, veja o conjunto do vídeo. Eu estou dizendo que o conceito decorre dos fenômenos, da sua articulação, né? que o universal surge por meio de um certo encadeamento, de uma certa relação entre os particulares, que não existe universal em si e por si e nem como fundamento metafísico último da realidade.

¶157Mas vamos conver aqui os meus. Então você assume que o conceito o conceito universal existe, >> que ele é articulado em relação com os fenômenos. Ora, meu amigo, você tá indo conceitualismo. >> Não, os comentários e aí dá para ficar clarear essas questões, tá joia? Ponto um, minha posição.

¶158Então, não tem nada de nominalista, correto? As teorias metafísicas são falsas enquanto teorias metafísicas ao pretender fundar um domínio autônomo, um âmbito duplicado de existência e que a fundamenta. E não interessa se esse âmbito Ai, amigo, eu vou tear. Duplicado, ele é existente enquanto tal na realidade, como alguns entendem o platonismo, ou se ele existe nas coisas, nelas e por elas. Por isso eu vou fazer questão de reafirmar aqui, né?

¶159Seja esse âmbito existente nas coisas e por meio delas, Aristóteles. >> Pois é, né, pessoal? Pessoal tá falando aqui, opa, há um ô anos aí. Exatamente. Já cansei de repetir isso, cara.

¶160Ele comete os mesmos erros dos pontos anteriores. O mesmo problema, ele só alega e ele não demonstra. Ele alega que essas questões se reduzem ao âmbito dessas relações sociais específicas. o fato delas serem produtos, elas serem produzidas, essas noções serem produzidas atrobito dessas relações sociais específicas e das relações que os homens estabelecem entre si, que isso é suficiente para ilustrar que os fenômenos dos quais elas versam não são fenômenos que permitem estabelecer uma relação explanatória relevante entre esses fenômenos, uma relação explanatória relevante entre esses fenômenos e as noções articuladas dentro dessas relações sociais específicas. E isso ele não estabeleceu, ele só alegou.

¶161Antes das coisas, o dito platonismo, depois das coisas, o nominalismo, seja como realidades transcendentes em si, que vai ter também eh as suas escolas aí. O que afirma é que esses universais existem eh ao menos em certas formas sociais, mas como produto de relações sociais específicas. São na e pelas relações que os homens estabelecem entre si. O problema, Bertoch, é que essa afirmação que eu faço aqui não é um pressuposto ontológico fundamental. É, é conclusão da minha análise.

¶162Conclusão da minha análise. Eu não parto desse pressuposto. A sua análise só permite concluir aqui os acabolsos metafísicos teóricos. >> [roncando] >> emergiram como produtos dessas relações sociais específicas, no máximo, tá? Disto não dá para inferir que elas são falsas, que é algo que você alegou ali no primeiro trecho do ponto um, [ __ ] Toda a investigação que eu fiz sobre a gênese e desenvolvimento da metafísica, inclusive isso incluiu o estudo não apenas a história de várias sociedades, como das teorias ali produzidas, me leva a isso como conclusão e não como pressuposto que rege a minha an.

¶163Essa é uma diferença fundamental. Então, veja, eu não nego a existência dos universais. Eu vou insistir, eu não nego a existência dos universais. Eu nego a existência dos universais como fundamento a priori, quer seja ontológica, quer seja epistemologicamente. E essas afirmações que eu faço, elas são conclusões de um percurso investigativo e não ponto de partida e não premissas ontológicas e metafísicas fundamentais.

¶164Mas não só. Toda preposição geral, as que faço, por exemplo, possuem uma fórmula lógica universal, o que é óbvio. Agora, de disso, não se segue que ela afirme a existência de um universal ontológico, seja qual for o seu estatuto da realidade ou do conhecimento. Então, veja, confundir a universalidade lógica, sobretudo negativo. Problema, Gustavo, é que quando você diz da realidade, né, quando você diz que essa forma lógica universal, ela consegue ser válida e aplicável no âmbito real, permitindo, no caso, você classifica e você fazer alegações gerais que abarcam a totalidade das coisas no mundo real.

¶165Surge uma questão. O que que torna esse tipo de coisa possível? Em primeiro lugar, esse tipo de alegação proposição geral que tem uma forma lógica universal? Como que ela consegue capturar aspectos da realidade? e classificá-los de forma apropriada, se não tem nada na realidade que permite essa conexão entre essa proposição geral que tem essa forma lógica universal e o âmbito ontológico.

¶166Voltamos ao problema da semelhança, meus amigos. Voltamos ao problema da semelhança. Você tem que explicar isso. discurso com a universidade ontológica do referente é precisamente uma das condições fundamentais da tradição metafísica que procura explicar. Então, por exemplo, eu posso depois de analisar a realidade humana existente até hoje, falar assim: "Eh, o homem considerado genericamente, ele sempre precisou trabalhar para sobreviver em qualquer sociedade." Isso é uma afirmação.

¶167Agora, se eu transformo isso em fundamento da explicação do ser social, aí eu tô fazendo metafísica. No caso, eu só retirei um aspecto comum da existência humana. Primeiro aspecto é isso. Então, eu posso sim fazer sentenças universais. Agora, outra coisa é se isso é legitimamente feito diante do objeto investigado ou se eu tô arrancando esse aspecto comum e convertendo em pressuposto, em premissa, quer seja epistemológica, quer seja ontológica do que eu do do que eu tô analisando.

¶168Percebe? >> E qual seria o problema de transformar isso em premissa e encadear isso logicamente de modo a inferir coisas a partir disso? Qual seria o problema? Qual que é o problema? Qual que é o foco em problema, cara?

¶169Se a inferência for logicamente válida e as premissas forem verdadeiras, qual que é o foco em problema? Inclusive, às vezes, uma inferência lógica pode tornar certas coisas que não eram tão claras assim, certos aspectos universais que não eram tão claros assim em aspectos universais clarificados, iluminados. Por que não diferença, então, quando algo se apresenta enquanto tal diante de nós, não preciso prová-lo, né? O que tem que ser provado é quando a afirmação da existência de algo de algo não evidente, não diretamente manifesto e oculto. Vamos burilar isso aqui um pouquinho mais.

¶170Vamos lá. A refutação teórica, o ponto três aqui da metafísica carrega então uma armadilha, que é essa armadilha que tá o que o que o nosso colega aqui, o Bartosche apresenta. Eh, qual que é essa armadilha? Apenas pode ser feita, ou seja, a refutação teórica geral da metafísica apenas pode ser feita metafisicamente, obviamente. Então, se alguém quer refutar universalmente a metafísica, ele só pode fazer metafisicamente.

¶171Olha, disso decorre que a metafísica não pode ser refutada? Não, ela pode ser refutada, mas não com por meio de uma teoria geral. Só a as reflexões metafísicas podem ser derrotadas através de um argumento de desmascaramento. E aí você não precisa entrar no mérito da tradução metafísica particular, envolvendo aquele domínio e as teorizações sobre aquele domínio, as crenças formadas acerca de fatos acerca daquele domínio. Mas você articulou esse argumento?

¶172Não, não, você não circulou esse argumento, você só tá alegando coisas, só isso. Só tá alegando sem substanciar, sem suportar, >> analisando historicamente o seu desenvolvimento, os motivos específicos que levaram a sua elaboração, porque ao que a metafísica aspira não é específico, é universal, né? A minha refutação, nesse caso, escapa dessa armadilha. Não se propõe a refutar nenhuma delas em particular, nenhuma metafísica em particular, mas mostrar que esse saber pretensamente universal apenas faz sentido diante de certas questões e dilemas postos por formas de situações históricas, eh, situações históricas específicas. >> Você não demonstrou nada, você só alegou isso.

¶173Você não mostrou nada. Ora, se essa metafísica não servia para nada em todo aquele mundo mesopotâmico, se todos esse saber supostamente universal não servia para nada em quase todos esses tipos de sociedade antes da Grécia, o problema não é que os gregos estão procurando entender o universal que tá que presente no mundo deles. O problema é que ele tá transformando esse universal no fundamento do particular. O problema é que ele tá transformando esse esses aspectos hemogêneos qualitativamente o fundamento do que é qualitativamente diferenciado na base da sua inteligidade, da sua compreensão, do seu desenvolvimento, naquilo que os ordena, os organiza, os dirige. Essa vale bem para Aristóteles, né?

¶174Já que ali a fundamentação metafísica última é motor, é causa, não é? Fica para outro carnaval. Eh, para desenvolver mais esse tema, vem aqui o último argumento, tá? Que é o argumento performativo, como ele chama. Então, segundo o Bertoch afirmar, só existem particulares, que eu já mostrei, foi uma coisa arrancada do contexto, né?

¶175Ou seja, universal existe mais como um produto dessa relação entre os particulares. E eu não cheguei a isso por uma uma tese metafísica fundamental, né? Estudando o capitalismo, onde isso acontece, vendo o desenvolvimento universal na Grécia antiga. Então, ele chega, é uma proposição universal. Logo, a própria negação dos universais assume a forma de um universal.

¶176Esse é o argumento de autorreferência ou performativo. A tese utilizada utilizaria precisamente o tipo de versalidade cuja existência pretende negar. Bertoch, honestamente, isso aqui, cara, é um típico paradoxo megá. É aquele tipo de circularidade que literalmente abstrai do referente do que o discurso fala e leva em conta só o discurso. Paradoxo megálico, gente, é aqueles paradoxos do tipo assim, a frase "Eu sou mentiroso".

¶177A frase, "Eu sou mentiroso", é contraditória, porque ou você está dizendo a verdade, mas se você está dizendo a verdade, né? Que você é um mentiroso, portanto você não é um mentiroso porque você tá dizendo a verdade. [risadas] Ou se você está mentindo que você é um mentiroso, então você diz a verdade. Isso é evidentemente um paradoxo puramente discursivo. A frase "Eu sou um mentiroso" é plenamente compreensível à luz do referente, à luz do contexto ou então um para fal os megálicos brincavam, adoravam brincar com Aristóteles.

¶178Tem um que eu adoro, né? Esse para mim esses paradoxos são piada. Então, por exemplo, eles atacam, >> esses paradoxos são piada para você que não se preocupa com filosofia analítica contemporânea, porque existem vários desenvolvimentos e soluções para ele no âmbito da filosofia analítica contemporânea por base de sete filósofos acadêmicos se preocuparam em discutir sobre esse âmbito, né, de ilustrar no caso que essas sentências elas fazem sentido e elas são não problemáticas, né? São problemáticas genuinamente, né? Dentre elas a articulação, né?

¶179articulação ali do, enfim, de vários autores, né, de tres do Jibio, né, dialeteístas inclusive, como de sibio, né, GR Priest, trazendo esse tipo de soluções ali, né, o próprio Tarsk, trazendo a noção de linguagens, né, da linguagem L. de uma linguagem de segunda ordem, né? Uma linguagem L ali, permite, no caso, estabelecer de condições de verdade, no caso, para linguagem de nível inferior da metalinguagem, né? Nesse caso, é claro aqui que existe um problema na sugação. problema lógico na sua ligação.

¶180Um problema lógico e linguístico, dos quais a interpretação adequada dela parece ser uma que te compromete com a afirmação, né, de uma proposição universal. E você tem que dar um jeito de fazer sentido dela sem fazer essa ligação, de reicular essa sentença de modo, no caso, a ilustrar que você não tá se comprometendo com uma proposição genuinamente universal, senão você se complica. Sacavam a teoria do ato e potência de Aristóteles e falavam assim: "Pô, Aristóteles, a potência ela existe potencialmente ou ela existe em ato?" Se a potência existe potencialmente, então ela não existe em ato, então ela não existe. E se a potência existe em ato, então ela não é potência, ela é ata. Gente, isso é brincadeira de criança, né?

¶181Essa circularidade megáica pega o discurso como algo autônomo e abstrai do conteúdo real a que ele se refere. Olha, eu tenho muitas críticas em Aristóteles, inclusive a sua teoria do ato e potência, mas não por isso, né? É óbvio que para Aristóteles a potência existe em ato, mas ela existe em ato potencialmente, [ __ ] né? Isso é óbvio. Na visão aristotélica, né, a potência e o ato elas elas são de um certo modo.

¶182Existe o modo de ser da potência e o modo de ser do ato, ou seja, o pluralismatológico aí vigorante, né, de dois modos de ser, pelo menos. Ou seja, existem coisas que são em ato e coisas que são em potência. Ou seja, a potência é de um certo modo e o ato é de outro modo, mas ambos são. Aelgação do Machado não foi muito bem apropriada para retratar esse ponto, né? Mas é por aí que o Machado quer dizer, tá?

¶183para esclarecer para vocês, é que ele, enfim, ele comentou de uma maneira ridícula, né? Agora, como que faz para resolver o seu caso aí da dessa proposição? Só existem particulares. Só só só só sóóóó só só só existem particulares. Como é que faz essa sua Como é que lida com essa sua alegação?

¶184Eh, então aqui é é um típico paradoxo eh megárico, né? Essa, vamos lá. Eu coloquei aqui um ponto, eu acho isso, um ponto apenas. Essa é uma circularidade lógica que me parece típica da escólica megálica grega, né? A circularidade é puramente discursiva, desaparece quando se der o conteúdo e o referente do discurso.

¶185Vejamos. A existência dos particulares não carece de provas. Eles se apresentam com toda evidência a nossa, tanto a nossa sensibilidade quanto a nossa cognição, né? Eh, se alguém quiser tergiversar se esse livro realmente existe, pode tergiversar. Eu eu não eu não participo dessas tagarelice pseudoóficas, não tá?

¶186Agar elice pseudo filosófico é o [ __ ] É o [ __ ] Epistemólogos analíticos contemporâneos lidam com esse problema do ceticismo radical acerca da realidade exterior. Eles têm propostas para lidar com isso. Uma delas é o próprio conservador Fenomínico. Eu cheguei a comentar sobre isso no podcast com Kau Santos. Isso aqui você tá se ancurando justamente numa epistemológica de realismo acerca da percepção dos objetos da percepção direta.

¶187E você tá se ancorando também de certo modo. Você tá se ancorando, você tá se ancurando também no realismo ontológico acerca da realidade exterior quando você faz isso. O que é uma pruposição ontológica metafísica. aqui, ó. Comentar aqui a participação que eu tive, né?

¶188A segunda participação que eu tive no C Santos aqui. >> Tem que avaliar >> muito grande já. >> Um viés muito grande já, né? Porque aí você pega que todos nós evoluímos do mesmo da mesma meba lá, entre aspas. Então, quer dizer, temos um ancestral comum.

¶189Eh, e caramba, barulhinho chato, hein, velho. Mas enfim, a gente tem um ancestral comum e todos temos o mesmo. Cara, >> eu detesto gente falando em tão pretencioso sobre coisas assim, sabe, que simplesmente só por só porque você não tem interesse, machado, não significa que não tenha coisa séria sendo desenvolvida envolvendo o assunto, tá? Não seja pretencioso, cara, desse jeito. O comportamento, nosso cérebro é muito parecido.

¶190Se a gente abrir a minha cabeça e abrir a sua, vai ser praticamente a mesma, o mesmo formato ali do cérebro, né? Por mais que eh >> seja diferente e você tem a sua a as suas ideias e etc e tal, eu tenho as minhas, mas é tudo muito parecido, né? Então é um viés muito muito grande, né? Pode ser que tenha um planeta aí no no universo que as pessoas não concordem com isso, né? E que eles têm a consciência também.

¶191É, só que aí a gente é para a gente duvidar de algumas crenças, principalmente algumas mais compartilhadas, né? Algumas crenças específicas compartilhas como aquelas de que o sofrimentador existem, eh, é razoável, né? Pelo menos em termos de uma epistemologia do senso comum, que é um tipo de epistemologia endossada na filosofia, naologia analítica contemporânea, como pr conservadores fenomênico, de um filósofo chamado Michael Humer, que a gente tome no caso aquilo que parece ser o caso como fazer, ser algum grau de justificação para as nossas crenças basilares, né, essas crenças de senso comum e a gente só duvide dessas crenças, né, no caso deles se apresentarem boas razões pra gente duvidar ao longo do tempo, né? Então a gente assume, no caso que essas crias são verdadeiras até que apresentemente derrotadores ou razões pra gente duvidar dessas crenças. Acho que essas crenças são razões.

¶192Não, porque então o primeiro vai ganhar a primeira ideia que é impossível de rebater. É, pô, porque desse ponto de vista você vai acreditar que, >> sei lá, >> quais crenças assim o mundo tem, por exemplo, sei lá, ter muito dinheiro é bom, beleza? Você você vai levar como isso como consideração até você ter um argumento contra. E se você tiver, e se você tiver um >> a maneira, ó, a maneira como esse tipo de epistemologia caracteriza razoabilidade da formação de uma crença é em termos justamente de você já ter considerado as evidências em termos gerais disponíveis para você atualmente de você ter se dedicado a pesquisar e a verificar se no caso ali não tem razões para você duvidar na hora de você formar essa crença. Ou seja, não é só você ah apareceu caso para mim, forma crença e pronto.

¶193Aí eu vou ficar esperando vir os derrotadores aí me apresento os derrotadores não, eu tenho que buscar esses derrotadores. Tem que buscar justamente motivos para duvidar e se eu não achar nenhum motivo que eu razoável ali para duvidar eu continuo acredit. >> Mas nesse dia vai duvidar de tudo, cara. Porque tem argumentos para duvidar de tudo. >> Tem, mas esses argumentos não são razoáveis, né?

¶194argumentos dos cenários céticos, por exemplo, eh, >> são para [ __ ] velho. >> Não são razóveis, porque existe o, lembra o filósofo de Imur que eu cheguei a mencionar na outra entrevista, é o filósofo do senso comum, né? Eh, ele tem um argumento que é chamado de argumento de shift muriano, argumento de mudança muriana, que é chamada, que é basicamente o seguinte: todo argumento tem a seguinte forma: se P, então Q, sei lá, se no caso ali eu sei que a realidade existe, ah, logo, ali se eu estou justificado em acreditar que a realidade existe, logo eu sei que a realidade existe, né? Que a realidade exterior existe. Ah, eu não sei que a realidade exterior existe, né?

¶195Eh, logo no caso, eu não estou justificado acreditar que a realidade exterior existe. Esse é mais ou menos o argumento ali cético, né? Eh, esse tipo de inferência é chamado de modo stol, que é a alegação do consequente, né? Que é basicamente o seguinte. Você pega o a primeira alegação, né?

¶196Se no caso eu sei e se eu sei que se eu se eu se eu sei que a realidade exterior existe, eh, então eu tenho se eu tenho justificação que que a realidade exterior existe, então eu sei que a realidade exerior existe. Aí eu não sei que a realidade exterior existe, porque eu não tenho meio como conhecer de fato ali a todas as razões possíveis. Não tem como, no caso, descatar, né? Não tem como sair fora da realidade para poder verificar de fato se tem alguém, né? se tem algum cenário cético ali, alguém manipulando as coisas, né, e coisa e tal.

¶197Então, no caso ali, eh, então não, eu não tenho justificação para acreditar que a realidade exterior existe, né? Hã, >> você tem, você tem alguma justificativa para acreditar de que a vida tem sentido? Calma, >> não, só responda. >> Oi, >> você acredita que a vida tem sentido, né? Que >> acredito.

¶198>> Então, por quê? >> Se você não consegue provar e sim, você experiencia isso. E se o cara experiencia de que ele está numa nessa nessa >> porque no caso a experiência fornece a experiência fornece razões à primeira vista para você acreditar nisso, até que razões para você duvidar. >> Isso é chamada das crenças murianas ou crenças de sens comum. Por exemplo, você não tem, você não duvida que você consegue mover esse copo aqui, né?

¶199Você, se você, se você pegar aqui o copo e você mover, você consegue mover e você acredita que você consegue mover. É possível que você mover esse copo. Ele é um objeto tal que quando você é um objeto concreto tal que é capaz de você pegar esse copo e movê-lo de um lado pro outro. >> Hum. >> Isso é um fato modal.

¶200É um fato sobre possibilidades reais vinculadas a esse objeto. É o que você pode fazer com esse objeto >> realmente na realidade. >> Você duvida disso? Você duvida que constantemente que no caso ali você pode mover o copo? >> A discussão é o que que é mover, né?

¶201Se se mover foi só for só deslocado de um ponto A para um ponto B nessa realidade eu não duvido. >> Exatamente. Mas isso é que eu tô dizendo por mover. >> É possível que você enquanto um ser humano, com as limitações que você tem mover no copo nessa mesa de um lado pro outro. >> Então no caso isso daí é uma crença modal que você tem.

¶202Você tem uma crença em acerca de uma possibilidade real vinculada a esse objeto, >> tá? >> A um fato sobre a realidade vinculada a esse objeto, um fato sobre esse objeto aqui, porque esse é um objeto tal que você enquanto ser humano consegue movê-lo, >> certo? >> Isso é uma crença abriando cres comum. Você duvida dela? você não duvida, você continua vivendo a sua vida com base nessa crença, até que um dia, sei lá, consiga te apresentar uma razão muito forte e te convença de que não é razoável acreditar nisso.

¶203Então, a mesma coisa com a questão do sentido da vida, experiência, de que eu tenho sentido da vida, que a minha vida ela é significativa e no caso, a experiência no ali com relação à realidade exterior. >> Mas então a realidade, a realidade que, enfim, está, vamos falar que é tudo é uma simulação, sei lá, você não tem como experienciar isso de fora, entendeu? Então não tem como você olhar a simulação de fora, você está dentro da simulação, entende? Logo você não consegue dizer >> se a simulação existe ou não, >> tá? Mas aí é que tá.

¶204Vamos voltar agora pro argumento da mudança muliana. Tendo em vista essa visão de que a experiência pode nos fornecer uma razão muito forte pra gente ser razoável em acreditar naquilo que a gente acredita, menos que apresente em boas razões pra gente duvidar ou que a gente encontre boas razões pra gente duvidar, ã, a gente pode formular um argumento pareado contra o sédico. A pessoa quer propõe esse tipo de cenário sédico, seja do cérebro na cuba, seja do Deus enganador, seja do demônio do do demônio maligno enganador, qual que é o cenário desse, né, do cérebro na cuba, que é basicamente o seguinte, ó. Se >> até o próprio nilista assim >> é ó, se eu tenho justificação para acreditar que a realidade exterior existe, então eu sei que a realidade exterior existe. Eu tenho justificação para acreditar que a realidade exterior existe.

¶205Logo, eu sei que a realidade exerior existe. >> A realidade exterior seria o quê? Exatamente? >> Seria basicamente essa realidade externa nós, esses objetos concretos temporais aqui que eu me interajo a você, eu, as pessoas aqui, não é algo que existe dentro de uma simulação. Essa experiência de que essas coisas não estão sendo simuladas genindamente.

¶206>> Mas que te leva a acreditar isso, cara, de que experiência, a experiência vivida. Então, mas se eu jogar Minecraft no meu computador e o NPC lá achar que ele tá vivo, [ __ ] ele ele pode achar que ele tá vivo. >> Mas aí a pessoa tem que apresentar razões pra gente duvida disso. O ov, >> vamos supor que, ó, vamos, vamos supor que o personagem do Minecraft tenha consciência, tal como nós, consciência fenomênica, né, em primeira pessoa e coisa e tal, né, ele tem essa experiência objetiva de experienciar esse tipo de coisa. >> Sim.

¶207>> Essa pessoa, mesmo que ela esteja no caso ali >> esse NPC, >> nessa, isso, esse NPC, é esse NPC ali, isso mesmo, esse NPC ali no Minecraft, mesmo que ele esteja no caso de uma simulação, a experiência dele vivida dentro da simulação é tão viva que no caso é razoável para ele continuar vivendo a vida dele naquela circunstância. Apesar no caso de ele poder estar errado sobre isso, >> sim, >> ele pode assumir que ele tem alguma justificação mesmo que ele não tenha como saber que sabe, né, aquilo. Ele não tem como no caso ter justificação e e saber no caso ali, né, enfim, ter justificação infalível de que a crença dele é verdadeira sobre a realidade que ele se encontra. onde eu quero chegar. Basicamente o seguinte, que a nossa experiência fenomínica de ser comum, ela nos fornece alguma razão pra gente acreditar no que acreditamos, a menos que haja boa pra gente duvidar.

¶208>> Ou >> tipo a navalha de Okan, assim, você vai pelo argumento mais mais fácil, mais convistente, tipo isso, >> não é o argumento da experiência, experiência vivida. Há uma vivacidade na experiência que a gente tem. >> Então, mas eu entendi, mas por que que você descarta a possibilidade da >> Eu não descarto a possibilidade. Você, ó, uma coisa é você descartar a possibilidade, outra coisa você assumir a plausibilidade. É mais plausivo você continuar acreditando que a realidade dele existe do que simplesmente você tá numa simulação, pelo menos por enquanto, né?

¶209Sim, sim. >> E é isso. >> Sempre pelo mais plausível, no caso. >> Isso. >> Tá.

¶210>> Por isso que entra o shift muriano, o argumento de mudança muriana. E aí entra aquele ditado, o modo speng de um é o modo steng outro. O modo steng um é o modo speng de outro. O que que isso quer dizer? esse ditado na filosofia, eh, ele quer dizer basicamente o seguinte: a afirmação de um antecedente numa alegação condicional que favorece uma consequente, ou seja, uma conclusão específica a partir disso, dessa afirmação, ela pode favorecer, no caso ali, po, pode favorecer, >> pode falar, >> com que, no caso o a outra pessoa seja razoável em justamente assumir o contrário, a negação do consequente, ou seja, a negação daquela consequência vinculando com aquela alegação condicional.

¶211Então, se eu digo se P, então Q, P, logo Q, eu quero dizer o seguinte, se tal coisa, né, se uma coisa acontece, outra coisa acontece, aí você afirma aquela coisa, aquela primeira coisa acontece, aí logo a segunda coisa acontece. Esse é o modo dos pingens. O modo stens é basicamente o seguinte. Você pega a primeira sentença de novo. Se tal coisa acontece, então outra coisa acontece.

¶212Então ali, ó, se A, então B. Aí a segunda premissa, você nega a consequência. Você nega que B, ou seja, você nega que aquela consequência vai ocasionar naquilo lá, >> consência, >> né? Ou seja, no B. E aí você nega o antecedente, você nega o A, ou seja, o anterior, alegação anterior na primeira alegação, na primeira sentença condicional, né?

¶213Então é basicamente isso. Então da mesma forma que um pode raciocinar de um jeito, outro pode raciocinar de outro e pode ser razoável em negar o argumento do outro nesses termos, entendeu? Basicamente isso. >> Hum. >> Basicamente isso.

¶214>> Você não acha que é plausível estarmos em uma simulação? >> Atualmente não. >> Você acha que é mais plausível que o universo existe sem nenhum motivo assim? E já era. É isso.

¶215>> O que você quer dizer por um motivo assim? Motivo último >> ou alguma ação, >> alguma inteligência por trás ou algo, algo por trás que no caso organiza tudo isso. Seria isso? Não de forma benevolente, mas que só deu um start em tudo, >> deu um start ali, mas planejou isso. >> É, pode ser um um alienígena altamente inteligente em outra, fora dessa realidade que a gente vive, que no caso é uma simulação.

¶216E aí ele criou essa simulaçãozinha aqui simplesmente que ele quis assim, só por diversão, entendeu? >> Não, não acha razável. Não acha as no momento não. Pode ser que um dia se torne. >> Por que não, cara?

¶217>> Porque não vejo nenhuma razão para pensar isso. Não tem nenhuma razão ainda para duvidar da experiência cotidiana. Não, atualmente não. De que a gente tá nessa simulação e coisa e tal. as possibilidades do que que é a realidade, universo, etc.

¶218E você e você aposta em uma, a chance de você tá errada é alta. Pô, >> mas vamos lá. >> Quer dizer, você acha que o universo sempre existiu, >> vamos entrar nessa questão da da probabilidade rapidamente. Existe um artigo de um filósofo, do mesmo filósofo que eu acabei de mencionar faz um tempo atrás, que é o Michael Human, né? Ele tem um artigo chamado skeptical, serious theories and skeptical theories, why we probably not a brain of that.

¶219E, teorias sérias e teorias céticas, porque nós provavelmente não estamos em um cérebro de uma cuba. Mas fala, fala não porque senão vai, pô, vai, vai puxar outro tema, né, cara? >> Não é o mesmo tema. Pelo menos >> mas fala o que você cara acredita em relação ao universo? >> Então acredita em relação ao universo é basicamente o seguinte, que a realidade exterior pelo menos a os objetos concretos temporis que eu percebo, eles são como são, embora talvez não fundamentalmente na natureza fundamental deles, mas assim eles existem de forma independente de mim.

¶220Eu acredito que no caso esse copo existe, eu acredito que esse no caso é esse microfone existe de forma independente da minha mente ou de alguma isso, forma independente da minha mente. Eu acho que ele existe assim esse microfone. Eu estou convencido disso com base na minha experiência. Você fala consciência no caso. >> Isso na minha consciência, a minha experiência consciente com essas coisas que eu estou percebendo.

¶221>> Então se você entrar na física quântica, você vai ver que na verdade tudo altera tudo, né? Aí vai entrar na questão do da divisão entre a imagem manifesta de mundo e a imagem científica de mundo. A imagem manifesta de mundo é basicamente essa imagem do senso comum, dos quais ali a gente acredita, né, em virtude da gente tá experienciando essas coisas, né, ter essa experiência com objeto concreto temporal externament e ter uma experiência com essa mesa e esse tipo de coisa. E a imagem científica é aquela que é retratada pelas nossas melhores teorias científicas, entre ela teoria quântica, né, a teoria da mecânica quântica. Ah, e nesses termos parece haver um conflito entre as duas.

¶222E aí o que acontece nesse âmbito? Hã, esse conflito ele só se dá se a gente imagina, né, se a gente pensa no das escalas micro, porque nas escalas macro é razoável a gente assumir que conforme a gente visualiza a escala, a a escala ali mudando, né, por assim dizer, de micro para macro, é razoável a gente esperar o seguinte, que no caso esses essas características da realidade macro sejam tão reais quanto as características da realidade micro. A diferença é os níveis de realidade, né? Aí entra uma visão que é a visão de um filósofo chamado Jonathan Shifer, né, que é justamente o humanismo de prioridade. >> Hum.

¶223A gente pode imaginar o seguinte, é como se no caso esses aspectos da realidade macro na macrofísica eles fossem fundamentados e dependentes no caso de aspectos mais fundamentais ali a da realidade microfísica. Mas ainda assim todos eles nessa camada de realidades são igualmente reais, né? São igualmente reais, não, são reais, né? Em certos níveis. Eles são reais, eles continuam sendo reais, mas em níveis diferentes.

¶224Ou seja, aquilo que é mais real é aquilo que tá na base. Mas ainda assim, as coisas que são dependentes dele são também reais, embora não tão reais quanto aquilo que tá na base. Essa é uma visão hierarquizada de realidade ontológica, mas aonde você assume que as realidades superiores, né, as realidades ali, as realidades derivadas, né, como no caso dessa realidade macrofísica, ainda assim continua sendo real, embora talvez não tão real quanto a realidade microfísica. Esse é um tipo de visão que você consegue endossar e aí harmonizar essa visão manifesta de mundo, do senso comum com a a imagem científica de mundo, que é aquela mais contrainttuitiva, mais contrária ao senso comum. É como se fosse, no caso as partes dependentes do todo.

¶225Uhum. >> Entendeu? O todo é maior ali e abarca as partes, mas as partes ainda assim existem, existem como pertencentes ao todo, entendeu? >> Sim. >> Então, nesse sentido, aí não há um conflito nesse tipo de visão entre essas duas visões, né?

¶226>> É, tudo [roncando] é muito complexo, né, cara? >> Sim, demais. >> Velho, tem mais alguma coisa que você quer falar sobre o assunto pra gente finalizar? >> Hum, eu queria voltar pro ponto do da resposta que o RER dá contra essas teorias, né, estéticas, que aí uma resposta mais probabilística e trabalha com um pouco mais de probabilidade do que com a epistemologia do sens comum. E que é basicamente o seguinte, eh, nesse artigo, né, o Skeptical Theories and Series The Series, o Hummer, ele aponta, no caso, uma coisa interessante que é que é o seguinte: teorias céticas elas são péssimas em ter uma relação de suporte evidencial com as evidências que a gente tem disponível.

¶227Por quê? Porque basicamente a hipótese cética, né, ou esse conjunto de hipóteses céticas, né, do Deus enganador, cérebro nacuba, enfim. Ah, >> parece que uma versão caro enganador. Sim, você fala com ódio, cara. >> Não é porque eu já tô, é porque já tô calejado com esses argumentos, com esses raciocínios.

¶228E aí o que acontece? >> Demas entra aí. Não, exatamente. Aí entend na questão das discussões do biber arbítrio, né? Libertário.

¶229Hã, essas hipóteses céticas, né, por assim dizer. >> É, mas é uma questão cética também nessa parada aí. É, não exatamente, mas tudo bem. Vamos lá. A, nessa nessa teoria céticas, essas hipóteses céticas, etc., elas têm um problema que é o seguinte, elas são compatíveis com vários conjuntos de evidências diferentes.

¶230Elas são pouco falseáveis ou quase nada falseáveis. Então o que que acontece em termos de teoria de probabilidade de padrão, especialmente em termos baesianos, se uma teoria ou uma hipótese ela compatível com um junto de evidências ali irrestrito, então quando você se depara com a evidência relevante, você observa aquilo na realidade, sei lá, esse microfone ou esse copo ou essas coisas. Se tiver uma outra teoria, uma hipótese competidora que é compatível com um conjunto menor de evidências, ou seja, é mais falciável do que aquela outra, ela acaba tendo um suporte evidencial maior com relação à evidência. Se no caso de fato a gente encontra evidência relevante que seria esperado nela, mas não tem uma da outra, ela entra uma relação de suporte evidencial maior onde torna ela mais provável do que a contrária. Por isso que teorias séri e teorias realistas, por assim dizer, ou teorias sérias, como o Hummer denomina no artigo dele, elas são melhor suportadas por elevidência, ao invés de teorias céticas ou hipóteses céticas, de cenários céticos.

¶231E por isso que não é razoável você ficar se preocupando se você é o cérebro na cuba ou não. >> É, não é razoável, né? Mas é maneiro assim, >> é legal, é legal você pensar sobre isso. É legal para estimular assim, >> entra meio que na parada do cante lá, tipo, é inútil discutir Deus porque, enfim, é impossível a gente saber, >> exatamente. O docante tem relação com com a epistemologia cantiana dele, ele não é criticista.

¶232O que quis dizer é basicamente o seguinte, a reflexão dos cenários céticos foi o que permitiu a articulação também desse tipo de abordagem epistemológica, como a do Hummer con Fenomenico e outras abordagens epistemológicas analíticas interessantes que geraram contribuições ali ah no âmbito da epistemologia analítica contemporânea. E isso é relevante inclusive por da própria epistemologia da ciência de certo modo, né, esse tipo de discussão. Então existe sim uma certa relevância desse tipo de coisa. Embora talvez a gente não deva levar tão a sério assim na nossa vida cotidiana esse tipo de preocupação, tá? É isso que eu quis dizer.

¶233Mas isso ilustra o quê? Que existe sim uma discussão sobre isso, tá? Existem discussões sobre esse tipo de coisa, tá? Aqui, ó, o Jamesana, tá? Texto do Jamesana, né?

¶234Stanford. E aqui existem a existe a ilustração das abordagens epistemológicas que foram articuladas com base nesse tipo de reflexões, tá? Do ceticismo pirônico e do ceticismo cartesiano. A da realidade exterior. Tudo bem?

¶235Mas enfim, é isso. João, pode dar João Dum, pode dar alguma dica de como tu estuda para memorizar tanta coisa, David? Você só sai lendo, grifa, faz anotações. Eu às vezes grifo, às vezes faço uma outra anotação, mas na maioria das vezes é só lendo mesmo, lendo uma, duas vezes, três, eu acabo memorizando. Eu às vezes esqueço datas, né, ou confundo datas, por exemplo, no vídeo anterior, né, que eu tava reagindo ao Machado junto com Ari, que foi a parte um desse aqui.

¶236Eu mencionei o The Black Compan to Natural Theology. Primeiro eu chamei de natural Theology só, que é o editado pelo Jeep Moreland e o e o Elen Craig, né? Aí eu citei o capítulo dois, né? Que é justamente do da do argumento cosmóico labidenziano do Alexander Prus. Só que eu errei a data.

¶237[limpando a garganta] Eu não sei por eu falei 2019 ao invés de 2009, né? Era 2009 que eu queria dizer. Aí depois que eu fui ver Hero Imundial. Salve, David. Salve.

¶238Pera aí que eu tenho que tomar um medicamento. Enfim, bora lá. Hum. >> O que tem que ser provado é a existência dos universais que se impõe de algum modo aos particulares, quer seja como algo existente em si, quer seja como algo essencial nas coisas, quer seja antes delas, ou como um conjunto de regularidades dados por natureza que eu apreendo posteriormente por análise. Então, para não ter ambiguidade aqui, eh, Bertoch, tô pegando então a querer dos universais dos medievais, tá?

¶239O conjunto de possibilidades que eles colocavam. Eh, o que tem que ser provado é a existência desse âmbito duplicado. O problema é que os esse âmbito duplicado passa a existir na sociedade grega antiga, como eu digo. Agora, a tese metafísica é de que ele rege, ordena e organiza de algum modo o mundo dos fenômenos particulares. Negar isso não é uma premissa metafísica.

¶240É isso que não é óbvio, é isso que não é evidente, é isso que tem que ser demonstrado, tá? Então, eh, então Bert pressupõe que a inexistência de universais autônomos deva ser demonstrado, esse outro ponto, por uma teoria geral da inexistência dos universais. Essa exigência já pressupõe aquilo que está em discussão. Ora, eu não tenho o que provar. Valeu, Hero.

¶241Mandou um fetinho ali. A inexistência de qualquer >> que quer que seja, não é? E menos ainda de determinações que não são óbvias, que são indiretas. Quem quer provar uma teoria que é mediada, que é indireta e etc. É que devem fazê-lo.

¶242E e existem, tá? Por exemplo, a análise que Marx faz do Capital é de coisas lá que são obscuras, que não são óbbias, que não são evidentes, mas você procura reconstituí-la a partir dos fenômenos. de a conclusão a que se chega ali é que não é nenhum outro âmbito da existência, tá? É a lógica interna dos fenômenos. Eh, então o meu procedimento é outro.

¶243Não parto de nenhuma teoria geral que que negue os universais. Parto da reconstrução imanente dos fenômenos investigados, mostrando quando for o caso, como os universais surgem de relações particulares determinadas e por adquire aparência de autonomia. Percebe? Então a minha investigação sobre a Grécia que eu evidente procura apresentar de forma didática. >> O que você quer é um argumento desmascarador?

¶244É isso que você quer articular. Mas você não conseguiu, você não conseguiu articular um argumento desmascarador. Você tá tentando, mas não conseguiu. Naquele vídeo dando apenas as indicações. Ali não tá a demonstração e etc.

¶245ali tá indicações. Ela procura, ela procura reconstituir nos limites do possível, porque na Grécia nós estamos falando de uma sociedade lá de 2500 anos atrás que sobrou vestígios dela. É mais fácil nesse sentido falar do capitalismo, onde a multiplicidade de elementos estão dados, né, a nossa percepção, a nossa cognição. Mas eu não parto de nenhuma teoria geral que negue os universais, eu parto da rico. Então aquilo as coisas que eu afirmo é a conclusão dessa análise, não é o ponto de partida.

¶246Perfeito. Se essa reconstrução for bem-sucedida, a hipótese de universal existente em si, fundamento ontológico, metafísico, não importa importa, torna-se metodologicamente supérflo. Ora, se eu consigo explicar esses fenômenos, >> eu sou dinâmiconar isso. Para isso, você teria que articular um argumento desmascar foca em dor. você não fez isso interna, sem ter que recorrer a nada que os transcende ontologic ou epistemologicamente.

¶247Para que que eu vou usar esse algo que o transcende epistemologica e logicamente? Então assim, eu nunca refuto teoricamente uma metafísica eh ou uma epistemologia geral. A construção dela já me impede de eu fazê-lo, mas eu posso mostrar que ela é inútil, que ela é supérflua, que eu posso reconstituir os fenômenos sem recurso nenhum a elas e, portanto, a validade delas já fica bem comprometida, não concorda? Não se trata, portanto, de negar abstratamente os universais, mas de eliminar a exist a necessidade explicativa de sua autonomia. E eu faço isso reconstituindo o processo.

¶248Isso não é um pressuposto da minha análise, porque o único pressuposto da análise como marxista enquanto concepção tem, ele não tem sistema geral de nada. Mas é o pressuposto de que partimos não são passíveis de abstração, a não ser na nossa imaginação. Sim, nós partimos da realidade com pressuposto. A realidade, inclusive a nossa constituída por indivíduos que dotados de subjetividade, inclusive esses que criam teorias metafísicas, que fazem parte dessa realidade, tá? O erro dessa asserção é não ver que não existe teoria geral que prove os universais eh que os universais em si não existem.

¶249A prova é mostrar a origem particular do universal e sua razão de ser em função dessa particularidade. Então qualquer universalização eh de qualquer qualquer transmutação desse universal para um domínio para além daquele em que ele atua, em que ele é efetivo e onde ele tem a sua raização de ser, ela fica no mínimo muito comprometida, não é? Então, claro, qualquer qualquer refutação teórica, puramente teórica de uma teoria metafísica, teria que estar para além da metafísica. Seria a meta metafísica. E não é isso que eu me proponho a fazer.

¶250Não é meramente fazer análise genética e é tão pouco fazer meta metafísica, não é? mas procurar a razão de ser particular daqueles conceitos universais que, portanto, né, tornam pouco verossímil invalida a universalização desses universais para além daquele domínio em que ele se reproduz, que ele é efetivo e que ele cumpre algum papel, seja ele qual for. Pois bem, acho que já deu. [risadas] [roncando] Eh, então vamos lá, vamos aí paraas perguntas e paraas questões. Eu falei para caramba, né?

¶251Eu nem nem deu para ver o chat aqui, viu, gente? quando eu fiz esse documento, quando eu faço as lives eh sem ler nada, sem ter nenhum documento na minha frente, então fica mais fácil eh de ir de ir analisando aí o que que as pessoas estão perguntando, tão colocando, mas agora eu fico aí à disposição para responder as questões aí que vocês tiverem. >> Terminamos >> terminamos. [roncando] Acho que não vou reagir o resto não. Ah, chega por hoje.

¶252Ninguém mandou muita doação. Enfim, tá tá tá fraco hoje. Ontem também tava fraco, mas tava mais interessante de apontar os problemas. Deixa eu ver o que vocês estão falando aí. Ah, o Gabriel Shuade tá repetindo igual um papagaio, as a tese do machado, né?

¶253O ponto do machado e enfim e o que os marxistas geralmente repetem. Não, não. Ô, Gabriel, David tá esperando que ele refute a metafísica. Metafísica. Não, eu ilustrei inclusive uma estratégia que ele poderia recorrer, um argumento ou uma família de argumentos que ele poderia recorrer e articular no raciocínio dele para tentar suportar essa tese dele, esse ponto dele de forma melhor, que são os argumentos desmas foca encaradores.

¶254Cara, eu não tô falando que era para ele refutar metafísica com fazendo metafísica, não, cara. Tô falando que dá para ele tentar refutar através de outra maneira, através através dos debuking argument referidos pelo Daniel Z. Horman, que parece ser o intento dele, mas ele não desenvolveu isso, entendeu? E tem estratégias para lidar com esses argumentos, né? Mesmo que ele desenvolvesse, ele teria que minar as estratégias para lidar com esse argumentos e negar as premissas, né?

¶255Não, Gustavo, não fez isso. Não fez isso. Não fez isso. Não fez isso. Conforme o José comentou na outra live, não fez isso, velho.

¶256Não fez isso. não fez isso. Convincente de que maneira? Convincente de que maneira? Você assistiu a minha live anterior?

¶257Você assistiu minha live anterior? O que que você tem para objetar nos meus pontos que eu trouxe contra ele? Eu trouxe vários pontos na live anterior. Vi um pouco. Ah, tá.

¶258Então você não viu direito, beleza? Problema é que você fala muito rápido e muitas coisas. Enfim, pessoal, ah, acho que eu vou finalizando aqui. Muito obrigado aí por quem ficou até agora. Valeu, Nil.

¶259Nil foi o único que doou, né? Os outros resto do pessoal tá tudo sem grana, né? ainda. Mas enfim, agradeço aí quem ficou, quem doou, quem não doou também, mas ficou aqui conosco até agora. Valeu, falou e até mais, pessoal.

¶260Uma boa noite para vocês. [música] >> [música] [música] >> เ >> [música] [música]