¶1[música] Oh oh oh เฮ [música] >> [música] [música] >> e [música] >> [música] [música] >> uh [música] >> [música] [música] >> Oh. >> [música] [música] >> Oh. [música] Salve salve galera. Beleza? Aqui quem fala o David novamente.
¶2Estamos aqui mais uma vez para mais um Ratch. Beleza? Eu estou aqui no caso com o meu amigo Bruno Sankey, tá? O Bruno Sanky. Eu já vou apresentá-lo aqui rapidamente, OK?
¶3Vou colocar, vou deixálo se apresentar, aliás, ah, para nós reagirmos ao vídeo do Mateus Benites, né? um vídeo recente aí do Mateus Benites contando um pouco sobre a mudança dele na visão sobre metaética, né, sobre a questão de filosofia moral, mais especificamente no âmbito da metaética, né? H, e nesse caso aqui eu trouxe meu amigo Bruno Sunk, porque ele é especializado no âmbito da metaética e ele vai poder aqui auxiliar, né, eh, nos auxiliar aqui na, enfim, na análise referente aos argumentos do Benitz, né? Bom, achei os argumentos assim muito ruins, tá? muito ruins quanto o realismo moral.
¶4Ã, mas enfim, eh, nós iremos visualizar isso aqui, OK? E eu não vou aqui atacar a pessoa do Benites, tá? Não vou xingar ele nem nada, né? O pessoal sabe que a gente tem algumas risgas, né? Algumas algumas tritas aí entre a gente, mas eu vou vou tentar deixar isso de escanteio aqui para fazer focar só na análise de argumentações e coisa e tal, né?
¶5Hã, exceto no caso no finalzinho do da live, onde eu vou querer comentar algumas coisas específicas que se relacionam à pessoa do Benites e algumas posturas do Benites no âmbito do discurso do debate público, OK? Referente pelo menos à forma como ele trata os conteúdos que ele aborda e aí depois disso nós finalizamos, tá? Mas não vai ter nada de ataque pessoal, xingamento nem nada do gênero, tá? Só para deixar claro aqui. Eh, bom, gostaria de dar um salve pra galera que tá chegando, né?
¶6Tá aqui o o André. Salve, André. Capel Sereno. Hã, ele teve que acabar a live porque o áudio tava queimado. Pois é, o áudio tava meio ruim.
¶7Ã, tá aqui também no caso Olier, salve Olit ou Nico, salve salve. O Lot tá aqui conosco. E daqui a pouco acho que chega o resto do pessoal, né? Chega o resto do pessoal que tava na outra live, acredito eu, né? Infelizmente nós tivemos que reabrir a live por causa que tava tendo os problemas técnicos.
¶8Eu não sei se os problemas técnicos vai continuar, tá? Hã, não sei. Espero que não. Ó o Givaldo aí conosco. Tá aí conosco também o Givaldo.
¶9Eh, lembrando que eu vou dar atenção total para quem mandar o Live Pix, beleza? O Live Pix aí para nós. Ah, mandar aí suas perguntas, questionamentos e tais e tal, né? Ã, ou José aí também tá conosco, também tava na outra live. Ah, deixa eu só pegar uma coisinha aqui rapidinho.
¶10Ã, eu vou ter que arrumar a imagem pro sunk que eu esqueci de pegar. Vou pegar aqui rapidinho no canva e vou colocar aqui para vocês, tá? Colocar para vocês aqui rapidinho. Ah, só aguardem um pouco, pessoal. Segurem aí mais um pouquinho, tá?
¶11Pessoal, tô falando aqui com Sun, tá? Rapid, rapidinho. Ah, por isso que vocês não estão me ouvindo, mas eu já volto um segundo. Bom, é isso. Se apresenta aí pra galera do Bruno S.
¶12Agora o pessoal vai te ouvir. >> Perfeito. Meu nome é Bruno Sankey. Eu sou psicólogo e doutorando em filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia com período de sanduíche na Universidade de Oxford. E minha pesquisa em filosofia, ela se concentra eh na metaética.
¶13Eu estudo mais especificamente uma teoria chamada cognitivismo expressivista de duplo aspecto, que depois talvez ao longo da live eu possa explicar, mas minha pesquisa é sobre a natureza e significado dos juízos morais. envolve discussões, né, relacionadas a realismo moral, emotivismo, cognitivismo, coisas do tipo. Eh, eu também tenho um canal no YouTube chamado Bruno Sankey, onde eu posto vídeos de filosofia da religião, psicologia, filosofia em geral. E quem quiser acompanhar é só pesquisar, né, Bruno Sky. E eu agradeço o David Ribeiro pelo convite.
¶14Eu não assisti o vídeo do Benit Santes, então o que eu vou comentar vai ser ao vivo. Assim, >> perfeito, perfeito. Si, vou só colocar aqui o seu nome aqui porque eu não tinha colocado antes, mas enfim. Ah, e nós iremos reagir aí o vídeo que é esse aqui, ó. Tá, pessoal?
¶15Vou colocar aqui para vocês no plano de fundo. Colocar aqui rapidamente. Deixa eu ver. Deixa eu só fechar aqui as coisas que eu tava abrindo, que é basicamente esse vídeo aqui, esse vídeo aqui do Mateus Benites, tá? Para quem tiver interesse, ó, o nome do vídeo é uma mudança recente no meu pensamento, OK?
¶16Ó, tá com 2,2.000 visualizações, tá? E aqui, ah, nós iremos comentar sobre os argumentos raciocínios que ele apresentou aqui, tá? Então, então bora lá. Deixa eu só colocar o nome do San aqui embaixo e seguiremos seguiremos aqui com o Ratch. Acabar isso aqui.
¶17S aqui. San. E pronto. Eita. E é isso.
¶18Bora. de mais um colóquio acadêmico em que eu pude falar um pouco sobre a minha visão, sobre moralidade, ética e moralidade. E muita gente tem perguntado quanto a isso aqui no meu canal recentemente, o que eu acho ótimo. Eu fico muito contente quando eu vejo pessoas que estão acompanhando o meu. >> Só uma pergunta, S, você tá ouvindo tranquilo aqui o vídeo ou ainda tá travando?
¶19Espero que não esteja travando. >> Sim, sim, tô ouvindo. >> Beleza, >> tô ouvindo. >> Ah, então finalmente, cara. Tomara que agora tenha resolvido.
¶20>> Tomara. >> Tava difícil. Tava difícil. Mas enfim, bora lá. Bora ver aqui os os pontos do do Benites.
¶21>> Uhum. >> O meu pensamento, não só para assistir vídeos em que eu falo sobre ateísmo ou religião, mas também sobre outras questões de filosofia. Eu tenho feito vídeos que eu considero muito bons sobre amizade, sobre ruminação, sobre mundo contemporâneo. Eu recomendo muito que vocês tirem o tempo com carinho para ver esses vídeos. E eu tenho também nas minhas participações falado muito sobre a minha mudança na visão sobre a minha posição sobre ética e metaética.
¶22E recentemente eu mudei de posição. Eu defendi o realismo moral e hoje em dia eu defendo o emotivismo moral. Para resumir, para pessoas que não são familiarizadas, o realismo moral acredita que existem fatos morais, propriedades morais, abstratas, objetivas. E o emotivismo diz que não, que a ética vem, na verdade, do sentimento de coisas que nos agradam e desagradam, eh, que tem a ver com a nossa biologia e psicologia. E isso vem David Hilm, um filósofo.
¶23>> Então, vamos lá. É, primeiro comentário que eu tinha feito aqui, né, que infelizmente travou a a outra live lá, né, a live do Streamyard, ah que a gente tentou fazer, é basicamente o seguinte, é que ele caracterizar essa ideia de que o realismo moral defende que há fatos morais abstratos, né? Se ele, se ele, por isso ele quer dizer a ideia de fatos morais abstratos, né, envolvendo propriedades abstratas e redutíveis, então tá errado, né? Então tá errada essa caracterização dele, porque na verdade isso é só um tipo específico de realismo moral, né? Noadamente o realismo moral não naturalista ético, né?
¶24Ou não naturalista metaético, né? Que a gente pode chamar também. >> Ehã que aí sim que assume, no caso, que as propriedades ou fatos morais são fatos abstratos, eh, irredutíveis a propriedades ou fatos naturais, e que no caso ali, né? H e e que no caso ali não são redutíveis ou supervenientes ou qualquer coisa assim, eh, em relação a fatos naturais, né? Hã, eh, e aí, né, eh, existem as visões naturalistas éticas, né, inclusive o próprio Mateus Benites defendia uma visão naturalista ética, né, que é basicamente a visão do Peter Rilton, tá?
¶25Uma visão do Peter Ron que assumia, no caso ali que propriedades morais, né, aos fatos morais, eles eram ou redutíveis e ou supervenientes a a fatos naturais, né, a propriedades ou fatos naturais, né? Então, nesse caso aí, ah, existem visões realistas morais que não assumem que os fatos morais são abstratos nesse sentido que eu me referi, né, no sentido ali redutível e blá blá blá, né? Ah, no sentido de das propriedades morais não serem definíveis, né, ou pelo menos não serem redutíveis, né, ali, seja em termos analíticos, né, do significado dos termos morais ah não ser eh serem redutíveis a significados de termos não morais, né? hã, seja no caso numa visão naturalista sintética que assume que no caso, apesar do significado do sentido dos termos morais não serem redutíveis aos termos não morais, ainda assim ambos os termos se referem às exatas mesmas propriedades eh que são basicamente naturais, né, eh, em última instância, né? Então é isso, né?
¶26Então, quer comentar alguma coisa sobre isso, San? É, eu só ia comentar assim, as definições que ele deu não estão muito precisas assim, mas o que é importante, né, a distinção entre realismo, moral e emotivismo não é sobre de onde veio a moral exatamente. Ah, a questão é mais, tem uma primeira discussão que é que é a questão de da natureza dos juízos morais. Então você tem duas grandes, duas grandes posições, duas grandes famílias de teoria e metaética hoje. Uma família que é denominada de cognitivismo, que entende que juízos morais expressam crenças.
¶27É só isso. Cognitivismo, juízos morais expressam crenças que podem ser verdadeiras ou falsas. Já existe uma outra família de de teorias metaéticas, que são as teorias expressivistas ou não cognitivistas. Essas teorias, elas afirmam que os juízos morais expressam atitudes que não são crenças, que aí pode ser emoções, atitudes interativas, eh planos, comandos. Então, a distinção entre eh a grande distinção metédica, ela diz respeito à natureza semântica de um juízo moral.
¶28O que que esse juízo moral está expressando? Qual estado psicológico esse juízo moral expressa? Então, para alguns, um juízo moral expressa um estado psicológico que é descrito como uma crença. E para outros, um juízo moral expressa algo que pode ser descrito como uma emoção ou como um comando ou como uma atitude que não é uma crença. Então, os dois têm a ver com psicologia moral num primeiro momento, porque aí você tá tentando entender se o conteúdo expresso num juízo moral é um conteúdo de natureza cognitiva, uma crença, ou se o conteúdo expresso no juízo moral é um conteúdo de natureza emotiva ou natureza de comando.
¶29Dentro das famílias que adotam o cognitivismo, aí existem teorias diversas, né? Tem teorias que vão afirmar assim que todos os juízos morais expressam crenças falsas. Esse é o caso da chamada teoria do erro, que é uma teoria cognitivista. Mas existem teorias que afirmam que algumas crenças morais elas são verdadeiras, enquanto outras crenças morais elas são falsas. Eh, essa posição de que algumas crenças morais são verdadeiras ou falsas, ela pode se dividir em duas grandes teorias.
¶30Algumas são objetivistas, outras são subjetivistas. Então, por exemplo, a natureza da verdade de um juízo moral, ela é determinada subjetivamente ou ela é determinada objetivamente? Então, de novo, é uma outra divisão ainda dentro do cognitivismo. E além dessa divisão, aí vai ter as pessoas que vão falar assim: "Um juízo moral, a a crença determinada como verdade por fatores objetivos". E aí essas teorias é o que a gente geralmente agruparia como objetivismo moral ou realismo moral.
¶31E aí dentro desse grupo, aí sim a gente vai ter distinções ah naturalistas, não naturalistas, que vão dizer respeito, né? se os fatos objetivos que tornam o juízo moral verdadeiro, se eles são naturais ou se eles não são naturais. Então, a a até aqui não há nenhuma discussão propriamente dita é de como se formou as nossas crenças morais. Você pode acreditar que as nossas crenças morais se formaram por processo evolutivo, é que a nossa psicologia moral se desenvolveu com base nas nossas experiências emocionais. Isso ainda não vai dizer paraa gente se você é emotivista ou se você é objetivista, porque a distinção entre realismo moral, emotivismo, cognitivismo, não é uma distinção genética, ou seja, uma distinção da origem dos juízos morais.
¶32É uma discussão sobre a natureza semântica do juízo moral. O que que esse juízo moral está expressando? Então a grande divisão é o o Mateus Benites agora ele se ele é um emotivista ele acredita que um juiz moral não expressa uma crença, ele expressa uma outra >> se compromete. É porque assim, tem três dimensões, né, dessa discussão metaética envolvendo ali essas posições. Eh, basicamente o não cognitivista ele assume uma tese, geralmente ele se vincula a teses semânticas que dizem respeito ao que no caso os termos morais, né, ou os juízos morais, eles visam expressar, né, propriamente eles visam expressar o quê?
¶33eh julgamentos ali que não se vinculam com estados cognitivos, né? Eh, então é uma tese semântica eh e também se vincula em algum nível com psicologia moral de certo modo. E já no caso, na nas outras dimensões, você tem a dimensão, no caso epistemológica e a dimensão ontológica, né? Ah, ali, especialmente se você assume uma tese semântica oposta, no caso vinculado com teorias tipicamente tomadas como sendo ali ã cognitivistas, né? Então, todas essas posições em metaética, né?
¶34nessas posições principais de metaética, óbvio que tem algumas variantes, né? Tem o pluralismo metaético, tem o indeterminismo metaético, tem o o quietismo metaético, né? Tem outras variantes de posições, né, na metaética, mas as principais são essas que o o San listou, né? São as principais discutidas academicamente. >> Ah, e nesse caso, quando se você se compromete com uma visão cognitivista, né?
¶35Ah, ali, eh, então no caso ali você tem que dar um account, né? basicamente ali sobre epistemologia moral, ou seja, de sobre como nós sabemos quais proposições, né, quais sentenças, né, ou julgamentos morais que expressam proposições ali, ah, são conhecidas como verdadeiras e qual é o meio de se obter conhecimento acerca da verdade delas, né? No subjetivismo moral, como se vincula os fatos? Eh, eles são basicamente eh vinculados com fatos subjetivos, né, sobre a psicologia individual dos indivíduos, sobre as atitudes individuais dos indivíduos, né, eh, atitudes como no caso de aprovação, desaprovação, eh no caso ali de eh relativos às próprias crenças, né, os estados os estados cognitivos desses sujeitos em relação a aspectos da realidade, né, o que que eles acreditam que há na realidade, é o que estabelece de fato o que que há na realidade ou não, né, em termos doxáticos, ah, em termos de fatos, né, morais doxaticamente. Como no caso esses fatos esses fatos morais são constituídos por fatos subjetivos, então nesse caso, a a epistemologia moral é é clara, né?
¶36Basicamente a forma da gente tomar conhecimento acerca da verdade da da enfim do valor de verdade dessas proposições, é basicamente você olhar pra psicologia dos indivíduos, você perguntar para eles o que que eles aprovam, deixam de aprovar, né? Aí você vai obter conhecimento sobre o que que é o que, quais proposições são verdadeiras ou não de acordo com o que eles aprovam, deixa de aprovar, né? Então a pistemologia moral é muito clara responder pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo do >> filaldo mandou. Então >> você vai ser apenas filosofia [música] cara isso aí não prova nada. Filosofia isso aí para mim isso aí não prova nada.
¶37>> Givaldo mandou R$ 20. Socorro, mestre, comentei num vídeo Jodeta e ele me desafiou para um debate. Como sou faixa branca, pensei em aceitar na hora dizer que não posso, mas tem um substituto. Aí você dá um pau nele. Apoloeta.
¶38Você tá falando do Apoloeta lá, o aluno do Fugita, beleza, conversa com ele lá, fala para ele mandar uma mensagem para mim que a gente vê. Beleza. Ah, fala para ele me chamar pelo Instagram. Eh, porque assim, o Givaldo ele mandou uma mensagem falando: "Socorro mestre que comentei no vídeo do Apolojeta e ele me desafiou para um debate". Como sou faixa branca, pensei em aceitar na hora dizer que não posso, mas tenho substituto.
¶39Aí você dá um pau nele, cara. Vamos lá. Vamos lá. Dar um pau nele é complicado, né? Eu já fiz muita resposta para ele aqui, né?
¶40Ele nunca respondeu. Ele nunca respondeu nada que eu que eu que eu trouxe aqui no meu canal, né? Ah, mas ele é aluno do Fugita, né? Então, então vamos ver. Ã, mas enfim, vamos lá.
¶41Eh, deixa eu voltar aqui. Ai, até me desconcentrou o Divaldo, mas valeu pelo ventão. Mas deixa, deixa eu voltar aqui. Ah, eu tava falando sobre, no caso epistemologia moral dentro de uma ótica ah antirrealista moral, subjetivista moral, né? Então, nesse caso, uma ótica subjetivista moral que se compromete com uma tese semântica ah sobre o que os as nossas sentenças morais, né, eh elas visam expressar, né, o que que os nossos julgamentos morais visam expressar, né, com as as sentenças morais proferidas.
¶42nesse caso, eh, visam expressar proposições, né, que são alegações que são passivas e serem consideradas verdadeiras ou falsas, né, eh, vinculad com estatos cognitivos. Nesse caso, né, nesse caso, ah, se a gente assume, né, se a gente adota o subjetivismo moral, basicamente a pistemologia moral é essa. É basicamente a gente chegar e perguntar pras pessoas o que que elas aprovam ou deixam de aprovar e a gente obtém conhecimento acerca do que que é verdadeiro, né? quais proposições morais são verdadeiras ou falsas de acordo com, enfim, ah, com os indivíduos ali, a maioria dos indivíduos naquela região ou qualquer coisa assim, né? Se a gente assumir um relativismo cultural, né, que é uma versão específica do subjetivismo moral, né?
¶43Tem o a teoria do comando divino, tem a teoria dos do relativismo cultural e tem a teoria, no caso ali do relativismo individual, né? Ah, mas se a gente assume relativismo cultural, é dessa maneira que a gente obtém conhecimento, né? Agora, se a gente assume um realismo moral, por exemplo, ã, se for um se for um realismo moral naturalista ético, tipicamente a epistemologia moral mais clara pro naturalismo ético é a mesma das ciências naturais, é mais as inferências indutivas, abdutivas, né, ah, dedutivas, envolvendo termos não morais. E a gente, né, deveria, no caso, ser hábil a extrair conclusões normativas e morais a partir desses meios, né, de inferência, né, esses meios de inferência, de análise e coisa e tal, né, vinculadas no caso com o método de investigação empírica, né? Então, eh, de certo modo, a gente deveria obter conhecimento moral através desses meios, né, através desses meios com proposições ali acerca de proposições morais eh vinculadas com redutíveis ou supervenientes a propriedades naturais, né?
¶44Ah, e no caso do intuícia e no caso ali do não naturalismo metaético, né, ou não naturalismo ético, né, que é a visão dos intuicionistas éticos. Basicamente epistemologia moral é a intuição, as intuições ah morais, né? Ah, então é isso, né? Então essa é uma tese ah epistemológica e tem a tese ontológica que pode ser vinculada com essas visões, né? Nesse caso aí, ah, os fatos morais na visão subjetivista moral, especialmente no relativismo cultural, seria constituído por fatos acerca do que a a maioria das pessoas aprovam deixa de aprovar, ou seja, da psicologia individual dessas pessoas, do da enfim, da atitude delas de aprovar ou não certas coisas, né?
¶45Ah, e esse tipo de coisa. Hã, já no caso no realismo moral naturalista ético, essas propriedades morais elas seriam redutíveis a propriedades naturais, ou seja, elas seriam em íntima instância, propriedades naturais, né, em última instância, ah, ou subvenientes. Essas propriedades naturais, o que faria delas também propriedades naturais derivadas, né, propriamente derivativas, hã, ou propriedades, eh, propriedades naturais complexas, né, eh, ou algo assim. E no caso no não naturalismo metaético, seriam propriedades não naturais, né? Ã, seriam propriedades não naturais irredutíveis, né?
¶46É basicamente essa seria a ontologia da dos fatos morais ou das propriedades morais, né? Que fazem são as estabelecem as condições de verdade para as alegações morais, né? Assumindo cognitivismo moral nessa circunstância. E no níismo moral, como não eh como no caso a tese semântica, ela envolve no caso a mesma tese semântica que o cognitivista endossa e que no caso, aliás, que os cognitivistas morais, realistas morais endossam. Eh, e os subjetivistas também, mas eles alegam que não há nenhum fato relevante, né?
¶47HH nenhum fato relevante, no caso ali, eh, externo, né? No caso ali, já que no caso, eh, o nilista moral, ele assume que o que estabelece as condições de verdade seriam fatos externos, né, tal como realista moral, né, ah, assumir, assume, mas não existem esses fatos. Então, no caso, todas as sentenças morais e delegações morais seriam falsas, né? Então, eh, esses são os pontos, né? Então, na metaética existe a dimensão eh ontológica, a dimensão epistemológica e a dimensão semântica, né, das teses envolvidas, né?
¶48Eh, e é claro, também tem a dimensão psicológica, especialmente vinculando-se também com teorias de motivação moral, né? E a gente vai entrar um pouco nisso aqui, eu acho, um pouquinho disso aqui já no no vídeo, né? Mas vamos lá. Perfeito. >> Mas enfim, vamos lá.
¶49Que eu tenho me debruçado na obra e que tem me influenciado cada vez mais e batido com o que eu acho mais honesto, mais genuíno, mais parcimonioso, método de fazer filosofia. Então esse vídeo aqui é para sanar todas essas dúvidas. Eu vou fazer um corte paraa minha participação nesse colóquio. Vai ter, >> presta atenção nesse termo parsimonioso, tá? Parsimonioso.
¶50Ele vai apelar muito paraa questão da parcsimônia. vai mencionar o argumento da estranheza, né, o que argument, né, do Mac. E vai também ah, vai também se ancorar muito na guilhotina de Hum. A gente vai visualizar isso aqui também o artigo acadêmico que eu escrevi pra revista das questões sobre eh realismo moral. Eu escrevi há um ano atrás, tá saindo agora, a minha posição mudou, mas quando sair essa semana eu vou botar aqui na descrição desse vídeo também.
¶51Agora, no corte que vocês vão ver, eu explico exatamente o que é o realismo moral e por que eu discordo dele, porque que hoje eu não sou mais um realista moral. E no final você vai poder deixar sua opinião nos comentários. Vamos embora. >> Então, eh, eu vou fazer uma análise disso daí também, tá? Mas isso aqui é uma análise preliminar, mas também vou analisar o artigo dele.
¶52Aliás, essa semana eu vou vou ver se a análise do artigo do Json, né, que ele publicou, para posicionalista, ah, que é um artigo muito ruim. Ah, mas eu vou ver esse artigo do Benitzes, né? talvez tenha alguma coisa melhor lá no no artigo dele, mas a princípio pelo que ele falou aqui, eu já espero coisas não muito boas, mas enfim, vamos lá. Ora, >> bom, boa noite, pessoal. Eu sou doutorando em filosofia pela PUC Rio.
¶53Eu talvez seja uma carta fora do baralho aqui na discussão de hoje, porque eu pesquiso na filosofia analítica, mas eu pesquiso na área de metaética. E eu passei eh investigando alguns autores geralmente associados à filosofia continental, como o Marcos Gabriel ou Marcos Gabriel, que é o o assunto do meu artigo enviado ao dossiê. Eu queria começar falando sobre essa distinção, né? Porque eu particularmente não acho que tem uma tão grande assim. Acho que a filosofia é uma só, são só metodologias diferentes e acabam se cruzando muito frequentemente os autores de uma tradição analítica, britânica, anglófona e os autores continentais, né, de uma tradição eh regueliana, de uma tradição francesa, italiana, enfim.
¶54Mas a filosofia é uma só. Então, eh, muito do que o Gabriel trata no seu livro Ética para Tempos Sombrios, é algo que eu tava tratando também na minha tese de doutorado sobre a possibilidade de um realismo moral. Então, a minha questão aqui é uma específica dentro do realismo, do novo realismo do Gabriel ou Gabriel, que é a questão ética, que é a >> Você já leu algumas coisas do Marcos Gabriel? Alô. >> Agora eu acho que dá para me ouvir, né?
¶55Eu já Uhum. >> Olá. >> Eu já ouvi alguma coisa sobre. É um é essa, essa questão também da filosofia continental, filosofia analítica, talvez não seja a mais relevante. Assim, o que é mais, o mais importante é que a metaética ela surgiu com D More.
¶56Antes não tinha um campo específico chamado metaética, né? Então, quem foi o a obra que a gente considera a obra que originou a metaética é a prinquípia ética, que é o o o título é inclusive inspirado no livro do da física lá, né, do do é no Newton e do Russell também, né? Do Newton, >> do Newton e do Russell, dos dois. E ele é ele acabou se tornando o livro que fundou a meta então ele é considerado o livro fundante da metaética. Então, digamos assim, que a se a gente for considerar é assim que nasce a metaética, né?
¶57Então, dentro dessa tradição filosófica onde o Mor J Mor estava. Ah, agora eu acho que que a visão então que ele defendia antes quando ela era realista, Mateus Benites era inspirado no Marcos Gabriel. Então, >> não, não, a visão dele era inspirada no Peter Rilton, mas ainda assim ele se ancorava e se aprofundava no >> na visão do Marcos Gabriel, né? Ele tava se aprofundando na visão. >> Visão do Marcos Gabriel.
¶58>> Uhum. >> Entendi. >> Mas a visão dele é mais vinculada com Peter Rail. Pelo menos foi o que ele expôs na Peteron. >> Uhum.
¶59>> Foi o que ele expôs lá no canal do Cauê. >> Perfeito. >> E em outros lugares também ele expôs, ele expôs inclusive no canal dele, né? Ele fez um vídeo específico expondo a visão do Peter Ron lá. Mas enfim, vamos lá.
¶60Perfeito. Podemos >> parte da ética, >> eh, que por sinal na filosofia analítica já tava sendo tematizado bem antes, eh, ao passo que parece, né, que no contexto continental os filósofos estavam eh tratando muito eh um pouco do resquício do que o Nietzs e Heidegger deixaram com relação à à moral, eh, levando para un nilismo. já havia na tradição analítica um resgate de de algo que era muito mal visto, né, que é a ideia de que existem fatos morais, podem existir fatos morais e isso acontece muito com o livro Prinquipe, a ética do Di Mur, né, contemporâneo. >> Pode vir Pondé, pode vir qual mandaram do >> o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara.
¶61Isso aí não prova nada. [música] Filosofia, isso aí, para mim, isso aí não prova nada. Rais, qual a opinião deve sobre o livro mente moralista do Jonathan He? Salve, valeu, Dil. Ele mandou cincão aqui.
¶62Ele perguntou o seguinte, o Sun, qual a opinião de vocês sobre o livro A mente moralista do Jonathan He? Quer conversar aí, S? Quer comentar alguma coisa? >> Qual que é a, qual que é a opinião quê? Rep, >> qual é a opinião nossa sobre realismo moral?
¶63Não, a mente moralista do Jonathan Heide, o livro A mente moralista do Jonathan Height. >> Ah, sim. Aí, não sei se eu tem uma opinião específica sobre é, eu não não me aprofundei muito sobre o assim para ter uma opinião fechada ou dar alguma opinião muito clara sobre >> É, eu também não. Eu sei que no caso o o Eric Willenberg e o e o Hilmer citam o Hides, né? Eh, inclusive o Hilmer ele cita ele cita o R no no artigo dele de 2016, né?
¶64Eh, que é justamente sobre o aer realist to the banking skeptics, né? Que é onde ele apresenta o argumento abdutivo dele, né? Em termos de diferença para explicação. E ele assume no caso que as explicações que o H fornece, eh, elas permitem, no caso, ã, você explicar, né? você dá um account ali de de algumas crenças morais, né, por assim dizer, mas não todas as crenças morais, né, propriamente.
¶65Ah, e no caso o Eric Willenberg, ele desenvolve no Robust ethics um account, né, em termos de confiabilismo, né, morfológico ali, ã, ah, das intuições, né, um arcoun eh, confiabilista morfológico, né, das intuições, que permite, no caso, as intuições terem um status epistêmico positivo. Ainda assim, né, mesmo diante do do da dos elementos expostos pelo Hyde, né, eh, e a luz desses elementos, desses aspectos trazidos por pelo hide, ele ele chega a mencionar o hide lá. >> Uhum. >> OK. Então, é uma maneira ali de tratar, né, da intersecção com os trabalhos do Hide, com a questão do intuicionismo ético, né, ah, preservando intuicionismo ético diante dos pontos que o Hde traz, né, e harmonizando junto com o que ele traz.
¶66H sobre, enfim, ah, e também que o outros autores como Joshua Green, né, e outros tentam trazer ali para tentar ilustrar no caso ali que, enfim, que como no caso o como no caso as intuições elas estão vinculadas com com o sistema, né, de raciocínio intuitivo, né, o sistema de raciocínio intuitivo em termos de psicologia ali, ah, tipo psicologia cognitiva, né, ou seja, está conectado com o sistema, acho que é sistema um, né, que fala que é o sistema intuitivo e tem o sistema dois, né, que é o sistema de raciocínio mais lento, mais analítico e coisa e tal. Acho que é o sistema dois, né, que eu sempre confundo o sistema um com o sistema dois, mas acho que o sistema um é o sistema intuitivo de raciocínio intuitivo e o sistema dois é o sistema, no caso, de raciocínio mais lento e coisa e tal. E ele articula, no caso, esse modelo confiabilista morfológico para ilustrar que no sistema um ainda assim existe um papel cognitivo relevante vinculado com ele, né? eh, e que no caso permite com que as intuições elas continuem tendo estatus epistêmico positivo mesmo diante do dos do enfim eh das evidências em termos de eh de filosofia experimental que o Josh Green traz, etc. e tal, né?
¶67Esse tipo de coisa. H, mas enfim. >> Sim, sim, >> só comentando sobre isso. Ah, mas bora lá. ali do Russell, do Vitgenstein, eh o Ross, que é um grande filósofo analítico que resgata o Aristóteles, a Felipa Futs, entre vários outros.
¶68E essa tradição só ganhou força, né, no da passagem do século XX pro Xalismo filosófico, né? Hoje se fala de naturalismo moral, a ideia de que não tem nada sobrenatural, eh, tudo que existe é natural, nada provém de ordem sobrenatural. Então isso estende à moralidade. Nesse caso, algo pode não ser físico, mas ainda assim existir. E o Gabriel trabalha com esses mesmos termos que os filósofos analíticos como Nicholas Sturgan, ã, Richard Boy, eh Richard, eh David Brink, que ficou conhecido como a escola do realismo de Cornell, da Universidade de Cornell, eh que popularizou esse realismo analítico.
¶69É, e aí algum um tempo depois, né, no século XX, o Gabriel fala no porque o mundo não existe lá em 2011, ele ele esse novo realismo. >> Pera aí, rapidão, o Dark mandou vintão para nós. Valeu, Dicley mandou vintão para nós. Ele disse o seguinte: "Coliseu lotado e polegares para baixo. Toda multidão queria a morte do gladiador derrotado.
¶70Se a moralidade, se a moralidade é só emoção coletiva, ninguém estava errado, apenas pensava diferente. O consenso não cria correção moral". Valeu, valeu, Dil. Bora. >> Durante a pandemia, um pouco depois, vai lançar um livro eh abordando o aspecto da ética dentro desse realismo.
¶71Então, ética para tempos sombrios. Esse é o livro eh publicado durante a pandemia. E o meu artigo, ele é mais uma resenha eh retomada e exposição. Eu esmiuço um pouco dos argumentos e das teses que o que o Gabriel traz. Ele fala também de fatos morais.
¶72Os fatores morais são sugeneris, né? Eles eh eles não podem ser divididos, eles não podem ser medidos, mas eles existem. Eles existem nos eventos. Então ele vai falar de três diferentes termos. Você tem o bom, o mau e o neutro.
¶73O bom é é quando algo tem a propriedade de ser boa. Você doar paraa caridade, tem ali o bom. Você eh decidir assistir uma série em vez de outra, isso é neutro. isso não é tão relevante moralmente. Agora, você eh torturar um mendigo, isso é mal, né?
¶74Então, eh, ele diz que essas propriedades elas fazem parte dos eventos, assim como outras propriedades. Eh, e aí ele ele cita alguns casos de obviedades morais, eh, para fortalecer a a sua o seu compromisso com o realismo moral, de coisas que qualquer ser humano, situações que qualquer ser humano é capaz de olhar e dizer isso é bom ou isso é ruim com muita facilidade e que não há tanto desacordo, não há nenhum desacordo dele. Por exemplo, alguns dos exemplos que ele dá, algumas proposições que ele traz e eu cito no artigo: "Derrubar cadeirantes da escada do metrô é mal". Dificilmente alguém vai disputar isso, né? Parece bem intuitivo.
¶75Passar manteiga vegana em pão de milho é moralmente neutro. Servir a um vegano intencionalmente um pão de trigo com fo grás é mau. Ajudar voluntariamente pela integração de famílias de refugiados de guerra é bom. O intercurso sexual, consensual, homossexual, é moralmente neutro. Eh, geralmente quem vai disputar, por exemplo, essa última proposição tá comprometido com um tipo de realismo moral diferente, como por exemplo o realismo moral religioso teísta, que vai dizer que eh vai defender a teoria do comando divino, de que Deus comandou a moralidade e no caso é a moralidade cristã que condena o intercurso consensual homossexual.
¶76E, portanto, isso é moralmente mal. Mas o realismo moral do Gabriel é completamente diferente. E embora ele faça muitas críticas, >> cara, é assim, eh, hum, eu acho que é porque assim, o o Marcos Gabriel não podia, enfim, não considerou, acredito que algumas ah algumas evidências ali de antropologia contemporânea, né, principalmente de antropologia comparada relacionado a a regras morais, né, que no caso são conceituais ao longo de várias sociedades, né, ao longo de várias sociedades. você tem um estudo, né, que foi publicado em 2019 na Current Anthropology, né, Current Anthropology, aonde esse estudo ele foi conduzido por uma equipe de antropólogo de Oxford, né, e eu inclusive cheguei a mencionar isso num debate que eu tive, num debate que eu tive com contra o Thiago Saquarema, né, e o Alberto Treed, né, o Ris da Silva Tre, ah, junto com o meu amigo Ari Martins, né, eu cheguei a mencionar esse e esse estudo que ilustra basicamente que 60 sociedades ao redor do Globo, né, a 60 sociedades ao redor do Globo, h, algumas no caso que t uma um nível de independência estatística relevante, né, umas com as outras, né, por assim dizer, há há um certo nível de independência estatística relevante entre algumas dessas sociedades, elas ainda assim desenvolveram regras morais, né, sete regras morais de forma presente universalmente entre elas, né? Ah, então nesse caso, ã, nesse caso, algumas dessas regras, no caso, é respeitar os mais velhos, ã, enfim, ã, enfim, eh, reconhecer, no caso, a, a propriedade privada, né, e propriedade privada ali vinculada com ah com aqueles âmbitos, né, reconhecer os direitos de propriedade de cada um, enfim, ah, distribuir igualitariamente, né, certos recursos, enfim, valores assim são cerca de sete princípios, né, eu não me lembro exatamente todos de cabeça, mas São sete princípios morais, sete regras morais presentes universalmente entre essas 60 sociedades, né?
¶77Esse tipo de evidência acho que pode ser relevante para tentar motivar uma perspectiva universalista moral, não exatamente uma perspectiva realista moral, né? Ah, não exatamente, mas ao menos no caso, uma perspectiva objetivista moral ali, ah, é razoável de ser motivada com base nesse tipo de evidência, tá? E eu acho esse tipo de evidência mais forte do que simplesmente, no caso, a pessoa ficar listando só um monte de proposição assim e coisa e tal, né? exceto uma proposição específica, que eu acho que isso daí é controvérsia, difícil de de fato não mencionar ela, que é basicamente a tortura de bebês por diversão. Essa daí eu acho que eu acho que é a paradigmática, né?
¶78O exemplo paradigmático de qualquer literatura de filosofia moral é sempre trazer esse exemplo, né, dessa proposição, né, de que torturar bebês por diversão, né, é algo moralmente errado, né, é algo moralmente errado, né? Hã, então esse tipo de proposição, OK, esse tipo de proposição no caso ali, geralmente é trazida, eh, por realistas morais e coisa e tal, para tentar motivar uma realista moral, né? Ah, aliás, por objetivistas morais em termos gerais, né? Para motivar o objetivismo moral e, é claro, também o realismo moral, né? Em em muitas ah muitas vezes, né?
¶79Mas assim, eh, um ponto aqui é o seguinte, é você ilustrar que pelo menos um argumento realista moral se ilustra como irrazoável frente a essa evidência. é uma evidência muito significativa que torna o argumento do desacordo moral ali estéreo, né, digamos assim, estéreo. Ah, então isso já é um passo em favor do realismo moral, né, principalmente o realismo moral mais robusto, que é, por exemplo, que o não naturalistas éticos defendem, né? especialmente o Hummer, né, que tem um caso ali que é um caso que eu chamo de step by step by step by step intuition case, né, que eu chamo, que é um caso em favor de intuições ali em passo a passo, né, em passo a passo, né, onde ele vai eliminando teorias éticas, né, e metaéticas alternativas até chegar num no intuicionismo ético, né, na abordagem dele, né, ele faz esse tipo de abordagem ali geralmente, OK? Eh, não só com a metaética, mas com qualquer posição filosófica, ele costuma ter esse tipo de abordagem e por eliminação, né?
¶80Eh, ele tem essa abordagem de eliminação através da abordagem intuicionista dele. Hã, mas é isso, né? Você quer comentar alguma coisa sobre isso, ô San? >> Ah, eu posso comentar? Eu só eu só ia comentar que que enquanto você fala picotou bastante para mim, então eu custei eu escutei mais ou menos o que você falou, mas com algumas dificuldades, mas quando é o vídeo do Mateus Benit eu escuto bem.
¶81Eh, então essa questão da das obviedades morais, né, eu acho que funciona mais talvez como uma espécie de shift muriano, alguma coisa assim, né? Ah, porque assim, assim como eu tenho uma intuição extremamente forte, eh, de que o David Ribeiro possui uma mente ou de que o mundo externo existe, a intuição que a gente tem de que torturar uma criança por diversão é objetivamente errado. E não é errado só porque eu sinto que é errado, porque as culturas entendem assim. Esse é um tipo de intuição que ela é bastante forte, e que se a gente tem algum tipo de teoria que vai pro caminho, né, a de propor algo que é diferente ou que invalida esse tipo de intuição ou que mostra que ela é falsa, ah, a gente tem uma dificuldade muito grande. Ah, por exemplo, né, se a gente pudesse falar que torturar uma criança por diversão é errado, só significa que eu estou expressando uma desaprovação em relação a isso.
¶82Ou é errado porque minha cultura considera errado. Então, acho que essas obviedades morais elas funcionam talvez melhor como uma espécie de intuição muito forte a gente tem e que realmente ela, quando a gente tem num outro contexto epistêmico uma formulação de alguma teoria que não dá conta dessa intuição como sendo objetivamente correta, aí a gente tem uma uma razão que é razoável para duvidar ou para questionar ou para ver de uma maneira cética eh essas teorias que chegam a uma conclusão, uma um account ou uma teoria sobre os juízos morais, onde esses juízos morais não expressam eh verdades objetivas, né? No caso, por exemplo, do juízo de torturar uma criança por diversão, que é o exemplo mais clássico, que eu acho que que é quase consensual, né? Eu acho que todo dificilmente alguém discordaria ah de que torturar uma criança por diversão é objetivamente errado e continuaria sendo errado mesmo se todas as culturas ou indivíduos na face da Terra aprovassem a tortura de crianças, né? Então, mesmo se cada pessoa, cada indivíduo, cada cultura considerasse correta ou aprovasse a tortura de crianças, ainda assim continuaria errada.
¶83Além disso, né, intuições que parecem não ser claramente explicadas ou muito difícil você achar um mecanismo muito claro eh de surgir meramente por uma psicologia evolutiva, eh, por questões evolutivas, né? Então, por exemplo, o grande pilar da ética é o imparcialismo, né? Então a que a ideia de que o interesse de todas as pessoas conta igual, de que eu devo me preocupar não só com aqueles que são próximos a mim, mas eu devo me preocupar com o interesse de todos os organismos capazes de sofrer. Então essa intuição, né, eh devemos considerar o bem-estar de todos os indivíduos sem cientes, de todo ser indivíduo que é capaz de sofrer. é uma coisa que às vezes aparece muito além da das nossas preocupações psicológicas, evolutivas, né?
¶84Que eu tenha que me preocupar com a minha própria espécie ou que eu tenho que me preocupar com aqueles que vivem na mesma região geográfica que eu. É algo que a gente explica um mecanismo evolutivo. A gente consegue entender o papel disso na sobrevivência, mas que eu devo me preocupar por cada ser senciente que existe, seja na Terra, seja em qualquer planeta. já é algo que é mais difícil de você simplesmente explicar isso por um mecanismo evolutivo. Então essas intuições, né, que elas são muito fortes ou que elas não são completamente compatíveis com os nossos interesses evolutivos, essas intuições eh funcionam como uma certa evidência ah de da objetividade moral e funciona como um uma um desafio, né, a posições que não conseguem abranger essas intuições assim, né?
¶85Seria como se eu tivesse uma teoria que falasse que eu eu não consigo a, tipo assim, se falasse que o David Ribeiro não tem uma mente, sei lá, seria difícil abandonar essa intuição. Ã, muito difícil assim, da mesma maneira, abandonar a intuição de que torturar a crianças por diversão objetivamente errado também é bastante difícil. >> Sim, sim, sim, cara. É, é, é interessante porque assim o o Humer, né, tem um artigo dele que é revisionary Intuitionism, né, intuicionismo revisionário, onde ele propõe justamente ah alguns métodos, né, acho que são cerca de cinco métodos, cinco meios de você tentar identificar intuições que são mais, ah, digamos assim, mais desconfiáveis, né, como tendo uma explicação estritamente evolutiva, né, puramente evolutiva ou algo assim, né, ah, ou de outra natureza, né, uma natureza ah eh, sociobiológica ou, enfim, ou política ou social, qualquer coisa assim, né, em termos de inculturação, né, de inculturamento ou qualquer coisa assim, do que simplesmente no caso dela refletir-se, né, dela ser rastreadora de uma verdade moral acerca daquela questão, né, a que tá sendo tratada. E justamente alguns meios de se identificar elas é justamente esses vínculos excessivos com pessoas que são próximas do ambiente, da onde você vive, enfim, essas intuições que são excessivamente vinculadas com com aspectos que claramente são facilmente explicados evolutivamente e coisa e tal.
¶86Essas intuições são mais desconfiáveis, né? são mais desconfiáveis do que intuições, nos casos que envolvem aspectos mais de abrangência, né, que abrange seres sencientes de outros âmbitos ou de pessoas que são muito distantes de você, né, de outra região e coisa e tal, eh, que não tem nada assim, quase nada em comum com você em termos culturais, em termos de características físicas, eh, fisiológicas e blá blá blá, né? Ah, esse tipo de coisa. Ah, e proximilidade parental também, né? Perfeito.
¶87Aham. Enfim, voltei. Ah, mas é isso, né? Então, esses são os meios de identificar ali a eh quais intuições são confiáveis, quais não são e etc. H, mas enfim, vamos lá.
¶88Eh, e aí o que acontece? Eh, e aí eu cheguei a abordar isso inclusive no debate que eu tive contra o Thiago Saquarema e o contra o Thiago Saquarema e também o Alberto Tread, né? pessoal, rapidinho. Mas enfim, voltei. Ah, vamos lá.
¶89Vamos, vamos continuar o reat aqui. Olha a Kant e a ao que ele chama de o que vocês estão chamando de correlacionismo, aos que inclui os pós-modernos, enfim. Eh, eu vejo um resquício de cantismo no Marcos Gabriel, pelo menos nesse aspecto, em que ele vai falar de progresso moral e de universalidade. Tem uma parte do livro que ele argumenta que universalismo não é eurocentrismo, porque uma das grandes críticas dos pós-modernos ao realista ou ou classicista, digamos assim, é a pretensão de universalidade. como se você tivesse querendo impor a sua cultura às outras, como se cada cultura tivesse a sua verdade.
¶90Mas não é bem o caso. O Gabriel argumenta que ele, cada ser humano, não importa de qual cultura é, tem a mesma cabeça e a mesma capacidade de avaliar as proposições e intuições que são boas ou ruins, né? Então, eh, o regime de castas, ah, >> uma outra coisa que eu ia comentar que o Hummer também objeta, né, de certo modo, ele objeta tanto no FC Intuitions, né, que é o livro de 2005, né, onde ele desenvolve a abordagem, a defesa dele de ã o caso passo a passo, né, intuicionista em favor do intuicismo médico. Mas também tem outra coisa, Sunky, que é bom comentar, porque o Sun, o Hummer, ele aponta que existe em cima tentativas de se explicar essas preocupações, né, com pessoas de âmbitos distintos ou até com os animais, né, esse favorecimento de empatia para com os animais, né, e no caso favorecimento ali de extensão da consideração moral para os animais em termos evolutivos, né, em termos ali ah sociobiológicos, blá blá blá, né? Só que essas tentativas, elas geralmente envolvem uma flexibilidade muito grande no âmbito da da dessas teorizações, né, no âmbito da teoria evolutiva, né, ou desses adereços acoplados no âmbito da teoria evolutiva, que favorece com que, no caso, a a testabilidade ou a falsa habilidade dela seja minada, desses accounts, seja minada em detrimento de uma teoria realista moral, entendeu?
¶91Ou seja, a teoria a a teoria realista moral, ela acaba sendo mais bem pré-especificada e mais falseável do que simplesmente, no caso, outras teorias, né, ou esses outros adereços que tentam ah atrelar, né, que psicólogos evolutivos, né, psicólogos evolucionistas e coisas e tal, tentam insertar dentro da teoria evolutiva para poder gerar essa preditividade, né, desses dados ou dessas evidências, né, ou seja, aumentar a probabilidade extrínseca da das hipóteses que eles estão articulando, né, em termos ali da da noção de probabilidade intrínseca e extrínseca ali que o Paul Draper traz, né, se a gente for trazer a terminologia dele, né? Ah, então tem esse ponto aí também. Ele usa isso no caso para ilustrar que o realismo moral acaba se saindo como uma explicação superior em detrimento dessas tentativas de articular argumentos evolucionários reflutadores ou desmascaradores que se ancorem nessas modificações, né, ou desses adereços que tentem explicar o porque que as pessoas acabam desenvolvendo preocupação altruística com membros ali, né, da espécie mais distantes ou com um coletivo mais amplo ou com qualquer coisa assim, né, a ou até mesmo com os animais, né? Eh, então, então tem esse ponto aí também, tem esse ponto aí também >> na Índia, por exemplo, >> quer comentar alguma coisa sobre isso ou >> não vai comentar perfeito. Ainda quando você explica, eu fica um pouco fic contando para mim, mas eu entendi o que você explicou, né?
¶92Ah, existem tentativas, claro, de dar um account para o surgimento evolutivo dessas intuições e crenças morais. Ah, agora o que o que é interessante assim, é mesmo mesmo se a gente tiver um account evolutivo que explica a origem de nossas crenças e intuições morais, esse account ele não é suficiente para desbancar o realismo moral, até porque a gente pode comparar, né, um paralelo que é muito legal de fazer é com realismo matemático, por exemplo, ou com uma certa ideia de que existe verdade objetiva na matemática, né? Se a gente fala que 2 + 2 = 4, esse é um tipo de verdade objetiva em certas leituras, né? Vamos supor que a gente adota uma espécie de realismo matemático, segundo a qual é a visão de que proposições matemáticas elas elas são objetivamente verdadeiras. Então, proposições do tipo 2 + 2 = 4 é uma proposição objetivamente verdadeira.
¶93E essa proposição não é uma proposição sobre um fato natural propriamente dito. Então, quando eu falo que 2 + 2 = 4, eu não tô descrevendo um fato da natureza propriamente. Ah, e então seria uma verdade de tipo não natural, parecido com as verdades morais, que se pô numa leitura não naturalista. Mas mas a comparação que a gente faz, né, tipo assim, também a gente pode fazer um account de como a gente chegou a ter crenças matemáticas. Então, por exemplo, né, quando um animal via dois predadores, né, sei lá, um animal via duas onças entrando dentro de uma caverna e ele podia fazer um cálculo assim de que se saiu uma, ainda tem uma lá, então isso evitava dele entrar na na na caverna e ser morto.
¶94Da mesma maneira, né? A gente pode fazer essa analogia com a com a matemática, a gente faz essa analogia com a moral. pode ter tido elementos que fez com que a gente desenvolvesse crianças morais, mas a nossa faculdade, nossa capacidade de pensar matematicamente, ela evoluiu de tal forma que a faculdade propriamente dita, ela deixou de funcionar necessariamente vinculada à questão da sobrevivência e transmissão dos genes. Então, se a gente pega, por exemplo, resolver uma fórmula de máscara, resolver uma função quadrática, resolver um logaritmo, fazer uma integral, essas coisas não estão claramente ligadas a questões evolutivas, mas é algo que a nossa faculdade de pensar matematicamente, ela nos possibilitou e além até mesmo daquilo que tem um efeito evolutivo direto. Da mesma maneira, né, a gente podia fazer um account semelhante.
¶95Talvez a gente consiga explicar porque que a gente desenvolveu empatia, consideração pelo sofrimento do outro, mas isso, assim como as isso não na matemática, né, o processo evolutivo ou a explicação evolutiva do surgimento de crenças matemáticas não desbanca a objetividade da matemática. Da mesma maneira, uma explicação, um account da origem evolutiva de nossas crenças e intuições morais não é suficiente para desbancar a as nossas crenças morais. no máximo é suficiente para que a gente possa ter um certo critério para distinguir quais crenças provavelmente são intuições que a gente tem só porque a gente é um organismo da nossa espécie e que ajuda na nossa sobrevivência daquelas intuições que são mais fortes e que são mais difíceis de explicar por mera necessidade evolutiva. Então, a o evolutionary debunk, né, digamos assim, esse argumento evolucionário, às vezes ele até serve pra gente poder eh purificar um pouco ou selecionar melhor quais são as intuições que t mais consibilidade de de representar verdades morais, por exemplo. >> Perfeito.
¶96Aí tem as estratégias que eu chamo de estratégias. E essa estratégia aí que você listou é uma forma de estratégia explanacionista alética, né? Ah, que é basicamente o Daniel Z. Corman, ele põe isso aqui, ó, nesse texto que eu que eu traduzi na pensão naturalista, que é sobre argumentos desmascaradores, né? Sobre argumento desmascaradores aqui, ó, de desmascaramento.
¶97Ah, e aí ele ilustra essas estratégias para lidar com esses tipos deentos, né? Primeiramente, ele ilustra a forma lógica desse tipo de argumentação, né? Ah, eu cheguei a abordar isso aqui nessas reats do Gustavo Machado, né? Que eu fiz em relação à orientação marxista, né, que é o Gustavo Machado. Eu cheguei a ilustrar, no caso aqui essa forma lógica desses argumentos, né?
¶98É basicamente essa daqui. Você tem as versões de sketical debunking, né, ou seja, argumento desmascaramento cético, né, que tem essa estrutura lógica aqui. Também tem os condicionais, né, que é, por exemplo, argumento evolucionário contra o naturalismo do Plândiga é um argumento condicional, né? Ah, um argumento evolucionário, aliás, é um argumento evolucionário desmascarador condicional, né? Ah, e aí você tem estratégias para lidar com ela, né?
¶99Essa que o essa que o San listou é uma estratégia alinhada com respostas explanacionistas, basicamente é vinculada com a resposta chamado de third factors, né? Ah, third factors, né? Que é basicamente são respostas de ah são respostas aqui, ó, de terceiro fator, ó. Ó, de acordo com essas estratégias do terceiro fator, há algum fato adicional que explica tanto as atitudes sobre o domínio relevante, né, as atitudes D, quanto aos fatos os fatos D, ou seja, os fatos sobre o domínio relevante, seja domínio da matemática ou da moralidade ou das cores, dos objetos compostos e assim por diante, né, do livre arbítrio, do naturalismo, etc., né? Ah, o fato de alimentar os filhos, promover sua sobrevivência, por exemplo, pode ser citado como terceiro fator que figura tanto na explicação evolucionária de porque acreditamos ser bom alimentá-los, quanto na explicação moral de porque é bom alimentá-los.
¶100Ou pode-se dizer que mesmo que nossas experiências com árvores sejam inteiramente explicadas por átomos dispostos e dispostos em árvores, né, ou ah árvorizando, né, átomos árvorizando, né, que a gente pode chamar, né, ã e tree wise, né, arrangedise, ou seja, arranjados de maneira árvorizada, né? e não pelas árvores que eles compõem, ou seja, pelo objeto composto que a gente chama de árvore, né? Ã, os fatos sobre arranjos de átomos em árvores são terceiro fator, explicando causalmente porque temos experiências com árvores e metafisicamente porque existem árvores, né? Ah, como indicado acima, se isso se qualifica como estratégia explicacionista ou minimalista, depende da formulação exata do argumento, né? Mas eu considero isso aqui como explanacionista, porque ele tenta estabelecer de volta o vínculo entre as atitudes que você tem sobre o domínio irrelevante, sejam elas crenças ou no caso intuições, ah, ou outro estado, né, cognitivo particular, né, que não seja exatamente esses dois.
¶101E no caso, os fatos do domínio relevante, no caso fatos morais ou fatos matemáticos, né, ou fatos sobre objetos compostos ou qualquer outro fato relevante metafísico, né, que você tem ali numa teoria metafísica específica, né? Então é basicamente isso. Ã, mas enfim, é só comentando aqui que eu traduzi esse texto do Danil Corman, né? O texto 2019 publicado pelo Daniel e Corman, tá? Ah, traduzir aqui na pista naturalista.
¶102Se vocês tiverem interesse, é só vocês verem, tá? Ah, aqui. OK. H, mas enfim, vamos voltar lá pro pro Eu eu gostaria só de mostrar rapidamente esse videozinho aqui em que o Hummer ele foi entrevistado pelo Christian Gonzales, né, Sen Clearly, no canal S clear Clearly com Christian Gonzales. E aqui tem um trecho, ele comenta melhor sobre essas explicações evolutivas e a adroquicidade dessas explicações, né?
¶103>> Então vamos lá, deixa eu colocar aqui. Ah, aqui ao meu ver, ele põe de uma maneira muito boa o caso em favor do intuicismo ético, tá? do intuicismo ético. Mas deixa eu ver aqui, ó. Ó, a evolução refuta a moralidade.
¶104É basicamente esse ponto aqui, né? >> [roncando] >> Yeah. So, yeah. The common issues people have with intuitionism is they go, "Hey, there is a defeater. We can explain our moral intuitions.
¶105In fact, we have a pretty good explanation. It's evolution. This is Sharon Street's evolutionary demunking argument, which, by the way, you addressed before her paper, which I thought was funny. I don't think most people know that. Uh cuz I think your book came out the year before paper did um 2005.
¶106Yeah. Right. But nonetheless you know the argument goes something like evolution it is evolutionarily advantageous for us to have you know to develop empathy or a sensitivity towards reputation risks or a disposition towards caring about those who are nearest and dear to us. And it is from those places that we derive or that we extend into moral conclusions. But if we have an explanation, if we have an evolutionary explanation for these faculties, then maybe the better explanation for why they're there is not that they track some truth of the matter, but rather they just happen to be fit given our ancestral environment.
¶107Yeah. Yeah. But by the way, like Michael R was saying this for many years, right? Which is why you know I was I was responding to it in that book before Sharon Street. I don't know why people don't whatever like now they're only street and they're noting r I don't know why people think that was better o Michael Rose ele já tinha desenvolvido algo assim antes, né?
¶108E o Humor tava respondendo a ele, mas ainda assim veio depois o artigo da Sher Street também avançando uma articulação do Banking Argument, né? De Bun, ou seja, de argumento desmascarador evolutivo, né? lot of things and um some of them are sort of more compelling than others. Like some of the evolutionary explanations are things where it seems like from understanding evolution you would be able to predict how the thing we observe was going to be but others are just things where it seems like you could just make up a story for the thing being any way that it turned out to be. Ok.
¶109So, uh, if you didn't already know what people's moral intuitions were, but you heard about the theory of evolution, what would you predict? And I would think you would predict something like maybe ethical egoism would be the dominant view or something like that or maybe something even more implausible like um people would think that maximizing reproduction was the good right and okay and so but nobody thinks anything like that right those theories are complete nonstarters. There are some people who believe ethical egoism but actually very few. Hardly anyone thinks that that's at all intuitive. Ok so then you're like oh how is evolution explaining um our moral beliefs well it's certainly not predicting them right in fact if anything it's the opposite it's it it would seem to be not with certainty but at least with some probability predicting their more belief should be different from what they actually are you can give stories about why um the moral beliefs might not be what you would initially expect them to be but when you start giving these kinds of stories it's like well then you could accommodate such a huge range of possible moral intuitions if we have turned out to have those intuitions that it doesn't really give you evidence of anything, right?
¶110There's there's an infant number of just so stories we can come up with. If if you know the contention is you should do what is in your selfinest then you can come up with a pretty plausible evolution evolutionary story for that that oh hey it's good you know if you take care of yourself you're more likely to reproduce and that's good for fitness but if the exact opposite belief were the contention no it's good to be aluristic or at least to some degree alistic we go oh well yeah we can come up with a reason evolutionarily why that's that advantageous because if you take care of your tribe your tribe survives and you're more likely to survive if you're in a thriving et et soyable that tool evolution but ultimately you know it's it's undetermined like you can't actually figure out which is the correct you know evolutionary story here because you can fit any story to the belief yeah and so um it's important um like sort of like where the burden of proof is so in my view we presume that things are the way they appear unless until we have specific reasons for thinking otherwise. Um some of the anti-realist maybe most of them maybe all of them think it's the reverse that you have to start by assuming there are no moral facts until they're proven to exist. Ok. So then they think the fact that you could give an explanation for our intuitions without appealing to the moral facts means that we don't have to believe in moral facts.
¶111But I think no there seem to be moral facts. So um you have to give positive evidence that there aren't. Is this just a crux then that that's the end of the conversation. How do you how do you reach across the aisle at that point if you're starting from those various different those different points? Well, I mean my claim is if you start if you start from their point of view then you have to be a radical skeptic and they're not radical skeptics.
¶112So, right. So, that's not really what they think. Like, they don't think that about anything else. They're just special pleading about morality. Well, they could be subjectivists, right?
¶113Well, no, but I mean like in general they don't think that you have to assume that your observations are false unless they're proven correct. Or they don't think you have to give positive evidence that your cognitive faculties are reliable before you're allowed to rely on them. There's a lot of there's a lot of anterior who just go, "Oh, I just don't have that intuition. I just don't have these intuitions." And they just they just will at every step of their way they'll just say I don't have that intuition. Yeah.
¶114So, I mean like some of them might be lying um just for rhetorical reasons or whatever, but and some of them might be people who talk themselves out of it because they've been holding this theory for so long. Uh some of them might just be weird people just just like lacking the intuition that most people have. Ok. But then those weird people, the existence of those weird people, actual not hypothetical, is that reasons to reject realism? Uh I mean it's some reason to doubt realism.
¶115any time somebody disagrees with you, that's some reason to doubt, I guess, or almost any time. But um like the overwhelming majority of people do have intuitions about like baby torture being wrong and things like that. The and the other premises that I use to combat antrealism. Don't you need to Isn't that an empirical question? Shouldn't you do some scientific study to find out if that's true or I don't think we need to do a study.
¶116[risadas] I just have annoying realistic antialist in the back of my head try. Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. Enfim, bora. Mas enfim, o ponto é o seguinte. Ah, e o Humor ele faz isso também no Ether intuitionism.
¶117no Ethico Intuitions, ele tem uma um capítulo específico, né, um uma sessão específica onde ele aborda essa questão desses ah dessas explicações maleáveis demais em termos evolutivos, né? Maleveis demais, no caso, para dar conta dessa questão do atruísmo, da explicação do sobre existência de altruísmo e blá blá blá, né? Então ele faz isso lá no no livro dele também, tá? Mas enfim, o que interessa é justamente os pontos que o Bení traz, né? Ele não vai trazer esses pontos exatamente, né?
¶118ele vai ficar, não vai ficar, não vai fic, ele não vai focar nisso, ele vai focar mais no, na guilotina de rum, no argumento da estranheza e no, [roncando] enfim, hã, e mais especificamente no da simplicidade, né? A gente vai lidar um pouco com esse argumento aí da simplicidade já. Exemplo, se de acordo com o Gabriel daria para dizer que é moralmente ruim. O tratamento das mulheres no Islã é moralmente ruim, de acordo com Gabriel, um pósmoderno, digamos, no sentido lato para pegar um Bruno Latur, que é um grande alvo do Gabriel, ele diria que não. Eh, mais ou menos, não é bem assim, né?
¶119Eh, isso ainda seria uma forma de eurocentrismo, eu não sei. Então, o artigo passa por essas questões polêmicas também que inevitavelmente o realista vai ter que se defrontar. Eh, e eu vejo nisso o resquício do Kant, de construtivismo cantiano, eh, do John Rolls, de olhar para pra humanidade como um sujeito transcendental universal, né, que partilha dos mesmos valores e que em algumas que pode partilhar dos mesmos valores, né, que são eh deduzíveis, enfim, que são podem ser proposições eh eh afirmadas por todos e que às vezes eles acabam coincidindo com o liberalismo, né? Então, eh, inevitavelmente uma parte muito polêmica da filosofia do Gabriel. Eh, dito isso, quando ele fala de progresso moral, por exemplo, que é um dos grandes argumentos do livro, a sua visão é bem fortalecida na minha avaliação, porque se a gente olhar ao longo da história, a humanidade de fato experimentou um certo progresso moral.
¶120A gente pega lá do código de Amurab, eh, olho por olho, dente por dente, 10 mandamentos, né? Se você eh eh cobiçar a mulher do outro eh é pior do que a escravidão, né? Não ter escravos não tá nos 10 mandamentos, mas tá a cobiçar a mulher do outro. Enfim, tem várias questões muito estranhas, né? Deus comandando o assassinato de povos inteiros eh no Antigo Testamento, né?
¶121Eh, e pessoas defendendo isso até hoje. Enfim, eh, depois disso a gente tem a Grécia, Roma, o direito, a democracia. Então >> é só que as pessoas que defendem isso hoje tenta amenizar, né? Maior parte delas tenta amenizar. É importante deixar isso muito claro.
¶122Elas não aceitam da forma como tá ali, né? Elas não aceitam tipo que tá ali de fato. Elas tentam amenizar, fazer fazer algum tipo de raciocínio ali, ó, alguma coisa assim. >> As coisas começam a melhorar de um modo que seres humanos podem observar e consentir eh que foi uma melhora. Eh, depois tem o Iluminismo, né?
¶123A reforma, o Iluminismo, a ética cristã já melhorou com relação à ética do Antigo Testamento, virou uma ética do amor e não da ira de Deus. Eh, mas depois melhora ainda mais com o Iluminismo, né? O sufrágio universal, a abolição da escravidão, o direito a a votos das mulheres, a permissibilidade do casamento homossexual em diversos países. Enfim, dá para olhar para isso e dizer que de fato houve progresso moral. é bem intuitivo, mas também houve retrocesso, como a Segunda Guerra Mund >> E é intuitivo que no caso essas coisas elas são progresso moral porque parece que elas estão te direcionando para algum conjunto de valores que o Hilmer lista, como se no caso é o a a dignidade individual, né?
¶124Uma atribuição de uma dignidade ao indivíduo maior, a aversão à violência, que é o que o Humer lista, e também no caso ali a a igualdade moral entre os indivíduos, que os indivíduos começaram a ser considerados como iguais moralmente falando uns entre os outros, né? Ou seja, ninguém é moralmente inferior ao outro, né? De uma forma a merecer considera essa moral igual e coisa e tal, né? Ah, então parece que no caso houve essa mudança dessas crenças morais em direção a esses valores tão específicos que no caso favorece com a gente intuitivamente tome isso como se vinculando com uma noção de progresso moral, né? Ah, e essa noção de progresso moral, ela demanda uma explicação, ela se ilustra como uma espécie de fenômeno que demanda uma explicação.
¶125E aí o Hummer traz pelo menos um argumento em favor de progresso moral, um argumento abdutivo em favor do e em termos do progresso moral para inferir, no caso, que o realismo moral, ou seja, a tese de que existem alguns fatos morais e que nós temos faculdades cognitivas que nos permitem tomar conhecimento de ao menos algumas verdades morais, né, ao menos algumas verdades morais, principalmente verdades morais mais basilares, ã, eh, e que nós nos aprimoremos ao longo do tempo com essa faculdade cognitiva de moda a tomarmos conhecimento de mais verdades morais ao longo do tempo, né, de forma mais ampliada, que isso se explica melhor no caso esse essa convergência entre essas crenças morais do que simplesmente a ideia de que não tem fato nenhum relevante acerca do domínio relevante e que simplesmente tá sendo uma mudança de conjunto arbitrário de crenças para outro conjunto arbitrário de crenças ou explicações evolutivas, né, no caso ali em termos de genes ou qualquer coisa assim, né? Eh, então ele ilustra que, no caso a explicação eh realista moral acaba sendo tendo uma amplitude, uma profundidade explanatória maior do que simplesmente no caso de explicações antirrealistas, né, tipicamente vinculado com relativismo cultural, ã, e também no caso ali com explicações estritamente evolutivas, né? Ah, então é basicamente isso. Ah, é basicamente esse o ponto que o Hummer desenvolve, né? Ah, tem tentativas, no caso, de se desenvolver um argumento de desmascaramento evolucionário contra esse tipo de argumentação do Hummer, né?
¶126Eh, e você tem o artigo do Nathan Cofnas, né, onde ele tenta articular um account, né, tenta explicar o por que, no caso, em termos evolutivos, principalmente, né, sociológicos, ah, como no caso a esses pontos que o Hummer traz no artigo dele, ah, eles podem ser explicados nesses termos que não demanda, no caso, você vir eh postular, né, no caso ali a hipótese realista moral para explicar isso, né, esse tipo de hipótese mencionada pelo Hummer. Só que o Hummer ele rebate isso justamente apontando esses problemas que foram potados aqui na live com Cristian Gonzáes, né? Eh, porque parece que em termos de teoria de confirmação baesiana, hã, uma teoria, no caso ali que ela é compatível com um conjunto maior, né, de observações possíveis, né, que é o caso ali, hã, que ocorre com essas explicações sociobiológicas, né, quando você vai modificando elas demais, você acaba tornando ela compatível com tanto, com um conjunto tão grande de alternativas possíveis que, no caso, frente a uma hipótese realista acerca desse domínio, ela acaba perdendo o poder preditivo. Então, no caso, a hipótese realista ainda acaba se sobressaindo para explicar esses fenômenos, né? Eh, mesmo diante desse tipo de explicação do Nathan Cofnas, né?
¶127H, então esse é um ponto que o Humor faz, né, ali para defender o argumento dele contra esse tipo de tentativa de refutação por parte do Nathan Cofnas, né, que é um outro filósofo ali, ah, um filósofo inclusive amigo do Hummer, né, conhecido ali do Hummer, ele já teve live ali com Hummer, eh, onde eles comentam sobre questões de, enfim, trabalhos acadêmicos, né, burocracia no na publicação, ah, que é basicamente essa live aqui onde o Humor discute com ele. N CFnas Michael Humer. Michael Humor. N CFNAS Michael Humer. Ã, aqui, ó, aqui é o artigo, no caso, do Nathan Cofnas, né, onde ele desenvolve uma tentativa de debing argument, né, no artigo de 2019, ó, ah, onde ele tenta articular uma explicação refutadora ali pro pra noção de progresso moral do Hummer.
¶128Aí você tem também o próprio o próprio artigo do Michael Hummer, né, de certo modo aqui. O próprio artigo do Hummer não calma aí. Próprio artigo do Humer aqui que é o a liberal realisting skeptics, né? Tdbanking skeptics, que é esse daqui, ó. Aliás, deixa eu voltar aqui.
¶129Aqui, ó. Springen tá aqui, ó, na colocada na filosófica. OK? Esse aqui é o argumento do Humor de 2016, né? Onde ele articula o argumento dele em favor da noção de em termos de noção de progresso moral para inferir, que a melhor explicação para isso é justamente o realismo moral, articulado da maneira como eu ilustrei aqui.
¶130Ah, então tá aqui publicado na F Studies. Ah, e você tem a live que o Nathan Cof teve com o Michael Hummer, cara. Deixa eu ver se eu consigo achar aqui. Hã, aqui, ó. Acho que é aqui.
¶131On comentári sobre o veganismo, sobre o livro lá do Hummer, né, sobre o WK e também sobre essa questão do evolutionary de Bunk Armand. Eles discutem aqui, tá? Nesse videozinho aqui, tem um momento em que eles discutem sobre o evolutionar debunking army do Nathan Cofnas e o Humor rebate justamente articulando as argumentações que ele expôs ali no no Cristian Gonzales, tá? Para minar esse tipo decking argument ali. OK.
¶132Então é isso. Então bora voltar lá pro pro vídeo em questão. Quer comentar alguma coisa sobre isso, ô San? [roncando] >> É, eu ia comentar, né, uma coisa que é interessante dizer sobre progresso moral, né? Ah, é que geralmente quando a gente fala da possibilidade de progresso moral dentro do realismo ou do objetivismo, é no sentido não necessariamente de que sempre o que vem depois na história é melhor do que o que veio antes, mas sim que é possível a gente avaliar eh estágios históricos ou ah culturas em relação de maneira objetiva, né?
¶133Não a partir de uma cultura minha ou da cultura do outro. Eh, então o objetivismo moral não é pegar a sua cultura e tomar ela como universal para julgar as outras culturas, mas sim ter um parâmetro que é transcultural, que não é de uma cultura específica, que é o parâmetro das razões, das se você tem boas razões para defender aquilo ou para aprovar ou para desaprovar algo. Então, por exemplo, né, o sofrimento imerecido e injustificado, né, é uma coisa que a gente tem boas razões para desaprovar, né? Causar sofrimento de maneira imerecida e injustificada é algo ruim. Então, quando a gente compara sociedades que causam mais sofrimento e merecido injustificado com sociedades que causam menos sofrimento e merecido, injustificado, e a escravidão pode ser uma um exemplo disso, né?
¶134A escravidão é um exemplo de prática social que causa sofrimento imerecido e injustificado, porque é injusto e é o mesmo é você coloca pessoas em situações degradantes e você causa sofrimento que elas não merecem receber e tudo mais. Então, numa uma sociedade escravocrata, ela está numa situação pior de uma sociedade eh que não tem a escravidão ou que tem outras práticas eh menos danosas ou que causam menos sofrimento ou que não causam sofrimento. Eh, então é assim que a gente avalia progresso moral. Não é o que ven é sempre melhor do que o que veio antes. Às vezes pode até acontecer o oposto, né?
¶135Pode haver sociedades que elas retrocedem em termos de direitos e questões morais. Então a gente pode pegar, sei lá, o Afeganistão, ele já foi melhor, agora é pior. Então o que a gente, quando a gente fala de progresso moral, a gente tá muito mais falando da possibilidade de avaliar se uma sociedade é melhor ou pior em termos morais do que com que efetivamente sempre ocorre progressos morais. Pode haver retrocessos morais, mesmo se se a sociedade, sei lá, se a gente olhasse paraa história humana e falasse assim: "No passado não havia escravidão e depois no futuro passou a haver escravidão". A gente ia dizer, né, que houve um retrocesso moral.
¶136Mas até pra gente avaliar que houve um retrocesso moral, a gente precisa acreditar na possibilidade de progresso moral, né? Porque se eu não acredito na possibilidade de progresso moral, eu não posso nem avaliar se piorou ou se melhorou moralmente. Eu só posso dizer que as coisas mudaram. Agora, se elas mudaram para algo melhor ou pior moralmente, é algo que eu só posso dizer a partir de um padrão objetivo que esteja a acima de dos padrões relativos a cada cultura. Então, acho que essa questão do progresso moral é bastante interessante, né?
¶137Porque se a gente realmente acredita em progresso moral de maneira robusta, no sentido de que a gente realmente acredita que é possível avaliar se uma sociedade é melhor do que outra eh em termos de de questões morais, né? Se as pessoas têm mais bem-estar ou menos bem-estar, se há sofrimento injustificado ou se não há tanto sofrimento injustificado, se essa sociedade discrimina pessoas por critérios arbitrários ou se ela não discrimina. se essa sociedade tem mais sofrimento animal ou menos sofrimento animal. Tudo isso são parâmetros objetivos e não é sobre minha cultura ou a cultura do fulano. Inclusive são parâmetros que eu posso usar para avaliar a minha própria cultura e para propor reformas sociais, reformas políticas, reformas eh na moralidade da minha própria cultura.
¶138Então esse padrão não é você pegar sua cultura para avaliar outras culturas, não é você universalizar a sua cultura em relação a outras, é você pensar no que a gente tem melhores razões para defender do ponto de vista ou para provar ou desaprovar do ponto de vista moral. E o sofrimento, injustificado, e merecido, é sempre ruim, né? Então isso vai inclui o sofrimento dos seres humanos, inclui o sofrimento dos animais, algo que que inclusive a gente critica a nossa própria sociedade em relação ao sofrimento animal, porque a gente realmente acredita em progresso moral e que uma sociedade onde os animais não são explorados é melhor do que uma sociedade onde os animais são explorados. uma sociedade onde não há escravidão é melhor do que uma sociedade onde há escravidão. Então isso que é acreditar em progresso moral, assim, não é necessariamente acreditar que há historicamente progresso moral, mas sim que é possível avaliar objetivamente se certas práticas sociais e culturais são melhores moralmente do que outras.
¶139Isso que é acreditar em progresso moral. >> Isso, isso, isso, isso, isso, >> isso é importante de dizer. >> É porque assim, ele tá confundindo o argumento empírico, né? Eh, por exemplo, acredito eu que talvez ele esteja confundindo, não sei, né? Eh, ali um argumento empírico articulado a partir da observação de que houve mudança de crenças morais em direção a valores muito específicos, né?
¶140Valores muito específicos, né, ao longo do tempo, né? H, e que geralmente é tomado como base para se articular isso como um fenômeno que demanda uma explicação, né, uma explicação, né, esse fenômeno que é basicamente o fenômeno que o Hilmerson ancora para poder articular ali a explicação realista moral dele, né, para esse fenômeno. Ah, com no caso a própria noção de progresso moral em si, né? podem ter realistas morais que não se ancora nesse tipo de argumentação porque defender o realismo moral, né? E que eles só acreditam que é possível de fato eh defender, no caso, a noção de que é possível avaliar, né, essas culturas como melhores ou piores à luz desse framework ali, ah, um framework realista moral, né, de razões que sejam independentes ali de culturas ou de regiões, né, e particulares, né, de atitudes de pessoas, né, vinculadas com culturas em regiões particulares ali específicas ou qualquer coisa assim, né?
¶141Eh, mas o, no caso do Hummer, ele articula um argumento empírico mesmo, né? Um argumento abdutivo mesmo, de inferência para melhor explicação. Então, dele pretende explicar certos fenômenos. E o qual que é o fenômeno relevante que ele toma como base para poder eh ser alvo de uma explicação que parece ser misterioso e que demanda uma explicação? É justamente o por que no caso houve uma convergência em principalmente em pouco tempo, houve essa convergência ainda maior, né, para valores que são ele demanda com valores liberalizantes, valores liberais, como os que eu mencionei.
¶142Por que que esses valores em específico e não outros? E por que que no caso essa mudança ocorreu muito mais rápido entre os séculos XIX e 20 e X, né? O século XIX e 20, XX. coisas que são difíceis de explicar evolutivamente e também como mero relativismo cultural, né? Porque senão haveria mudança de garcabolsos, né?
¶143Envolvendo crenças morais arbitrárias para crenças morais arbitrárias, né? E não teria nada a ser explicado, não teria fenômeno ali demandando explicação, né? Ho, tem esse fenômeno dessa convergência de crenças morais, né? Vincoladas com valores extremamente específicos e principalmente ocorrido em um período estritamente curto, né, de tempo, né? E inclusive v algumas regiões, né, algumas regiões da onde não teve tanto contato assim ou até contato quase nenhum, basicamente umas com as outras.
¶144Porque que no caso t essa convergência de crenças morais, essas mudanças dráticas para esses para esses valores mais deliberas, sendo que não tem nada de real ali envolvido, é um mistério, né? Aí o antirrealista ele tem que articular uma explicação. O Nathan Cofans tentou articular uma explicação dessas, só que em termos de e argumento evolucionário desmascarador, né? O argumento desmascarador ali contra o progresso moral, a não só de progresso moral. Ah, só que tem uns problemas que o Hum listou.
¶145E o Hummer articula, né, e coloca como inferência para explicação que a explicação realista é a melhor explicação para esse fenômeno, né, para esse fenômeno específico, né? Ã, então é isso. Então esse é um é um tipo de argumento aí que é avançado em favor do realismo moral. Ah, ou seja, a gente tem um fenômeno e esse fenômeno serve como evidência do realismo moral, algo que contraria uma alegação que o Benitz fez em resposta a um comentário que tá aí no no vídeo dele, que eu vi o comentário dele, né? Eu tô bloqueado lá no canal dele, né?
¶146Porque a gente teve uma treta e coisa e tal, né? Acho que ele me bloqueou, ele me acha chato, me achaveniente, coisa e tal. Mas eh no comentário dele, eu vi, né, ali, eu entrei com anônimo e eu vi um comentário específico na onde ele disse que não tem nenhuma evidência em favor do realismo moral. Pois bem, a noção de progresso moral relevante é tomada como uma evidência em favor do realismo moral. É uma evidência em favor do realismo moral, né?
¶147Mas enfim, eh é isso. Dizer que não tem evidência nenhuma complicado, né? Mas enfim, vamos lá. mundial, o holocausto, enfim, as guerras que acontecem, a guerra eh eh Israel e Palestina, a guerra na Ucrânia, tem retrocessos paralelos, o o populismo crescente. Então, eh eu escrevi esse artigo há um ano atrás, né?
¶148A minha pesquisa é sobre metaética. Existem questões, existem propriedades moris. Vale lembrar também que o Hummer ele se ancora em evidências empíricas extraídas do livro Os melhores anjos da nossa natureza, os bons anjos da nossa natureza, né? The Better Angels of Our Nature, que é justamente do Stephen Pinker, né? Do Stephen Pinker, que conduziu lá a isso, um estudo relacionado à questão da violência e como ela diminuiu ao longo dos tempos, né?
¶149Ao longo das eras, etc., né? Desde o âmbito, né? Ali mais envolvendo as tribos de caçadores coletores no passado e blá blá blá, né? Até no caso os dias de hoje, né? até os dias aproximados aos de hoje, né?
¶150Eh, a época dele, né, que ele escreveu o livro, né, mais especificamente o momento que ele escreveu o livro. Mas enfim, ah, e ele traz essas evidências, esses dados e o Hilmers ancora neles para poder articular essa argumentação dele, tá? Só para deixar claro isso aqui, tá? Só para deixar claro. Ou seja, ele não tá tirando isso só da cabeça dele, ele tá se ancorando nesse tipo de coisa, ok?
¶151H, mas vamos lá. Como que nossas declarações proposicionais expressam tais propriedades, né? Qual é a teoria metaética verdadeira? Então, mas o meu recorte é um debate entre naturalismo e intuicionismo. Eh, de um tempo para cá, né, como eu já tô no terceiro ano do doutorado, quase terminando no último semestre, eu passei a ser muito cético com relação ao realismo moral.
¶152>> Mas ó, ele passou a ser muito cético aí nos finais, né, nos períodos finais aí do doutorado dele, né, com relação ao realismo moral. Por quê? Quais são as razões que Benit se tornou cético com relação ao realismo moral? Será que são boas razões? Eu, sinceramente, eu esperava um pouco mais do pinites, mas vamos lá.
¶153Ah, um pouquinho mais, pelo menos, né? Um pouquinho mais ali. Ah, pelo menos algumas perspectivas antirrealistas mais contemporâneas, né? Alguns autores que estão emergindo aí na literatura. Eu esperava ele ter se aprofundado um pouco mais neles, pelo menos, que desafiam ali de uma maneira interessante o realismo moral.
¶154Mas não foi isso que eu vi aqui. Vamos lá. >> Eh, porque ele me parece pouco parcimonioso e isso inclui o Marcos Gabriel. Eu estou hã >> eu embarco no projeto do do novo realismo ontológico. O mundo não existe, porque o mundo não existe.
¶155Eu embarco nesse projeto. Mas quando se trata de moralidade, eu acho que a questão, >> vamos lá. Por que que você embaixo, né, envolvendo o realismo ontológico? O que que você se ancora ali para articular essa sua visão, né? Aliás, para formar essas crenças percepis que você tem sobre a realidade exterior, que são basicamente crenças murianas sobre o âmbito da realidade exterior, né?
¶156Crenças de senso comum, né? Murianas, por causa que veio do J Moore, né? George Edward Moore, que foi um, enfim, um dos proponentes aí, né? No caso, ah, do realismo moral historicamente, né? E um dos que deu start, né?
¶157Ah, um dos que deu start aí na corrente, enfim, na corrente ali, hum, enfim, que deu um start ali, né, no âmbito da corrente de metaética, né, da da disciplina de metaética na filosofia analítica contemporânea, através do princípio ética, né, que nem ele mesmo se referiu e o San mencionou, né, ah, e que no caso tratava esses aspectos, né, de crenças ali, né, do vinculadas aos argumentos de shift muriano, mudança muriana e blá blá blá, né, ah, que no caso ali contra o o ceticismo acerca da realidade exterior é razoável, no caso, ah, você, no caso, ah, você no caso negar ao menos uma das premissas do argumento, justamente porque, no caso as premissas do argumento são extremamente implausíveis, de modo no caso ali com que ah uma articulação de um raciocínio oposto, né, ah, seja vindicado, né, seja vindicável ali, que torne você razoável negar a conclusão, né, do argumento via rejeição ali do consequente, né, eh, no modo stens ou via, no caso, a afirmação do antecedente, no caso de um modo dos pones, né? Dependendo ali da da maneira como o cético, né, enfim, acerca da realidade exterior, articula o argumento dele contra a realidade exterior, né, o argumento filosófico dele contra a realidade exterior, né, ou algo assim, OK? Tipo um Peter Anger da vida ou qualquer coisa assim, tá? Ah, mas enfim, o que que acontece? Eh, as nossas crenças percepis, elas são tipicamente formadas com base na experiência direta com o mundo exterior e com certas aparências ou algo assim que torna a gente razoável a formar essa crença, não inferencialmente, assim, sem um processo de raciocínio acerca da realidade exterior, ou seja, de que existem de fato objetos concretos externos a mim, que de fato tem essa câmera na minha frente, que de fato tem esse monitor na minha frente, que de fato tem essa caneca na minha frente, que de fato tem ah enfim, essa tela, esse monitor com o programa aqui aparecendo na minha tela na minha frente.
¶158né? Então eu sou razoável em manter no caso ali essa crença, né? Estou em algum grau justificado em manter essa crença na medida que não tem boas razões para duvidar dessas aparências ou eu não tenho nenhuma crença numa proposição, né? Ali é verdadeira e que ao ser incluída na minha teia de crenças implica a falsidade dessa crença que eu formei com base nessas aparências. Então se eu não tenho nenhuma dessas duas coisas, eu não tenho um derrotador, uma razão para eu duvidar com relação a essas crenças, né?
¶159Essas crenças percepis de maneira análoga a a experiência intuitiva, né? Ela pode favorecer um certo grau de justificação paraa gente acreditar que existem fatos ou propriedades morais eh objetivas, a menos que haja boas razões paraa gente duvidar disso, né? A menos que haja boas razões paraa gente duvidar aí disso, né? Eh, e o Hummer tenta estabelecer que essas propriedades ou fatos morais, elas são fatos ou propriedades, né, ou fatos não eh, aliás, irredutíveis, né, ao âmbito natural, justamente através da abordagem de passo a passo, né, de intuicionista, passo a passo ali para chegar no intuicionismo ético, no realismo moral robusto, né, eh, que é basicamente a visão de que existem esses fatos ou propriedades morais irredutíveis ao âmbito natural. Ah, então nessa live aqui com Cristian Gonzales, ele faz esse tipo de caso.
¶160Ele faz esse tipo de caso. Ele faz esse tipo de caso, ó. Simple ali. Deixa eu colocar aqui novamente, só para mostrar para vocês. Nessa live aqui, ele ilustra de forma mais clara esse caso, mas esse caso ele faz justamente no livro Ethico Intuition de 2005, tá?
¶161Ah, no livro Ethico Intuitions, que é o livro que ele escreveu em 2005, beleza? Onde ele defende o intuismo hã? Então é isso, né? Então, qual que é a razão que você fornece? Ah, mas é simples.
¶162Ah, mas existe uma simplicidade maior. Tá, mas a simplicidade ela só serve como uma virtude teórica que desempata em favor de alguma teoria, alguma perspectiva alternativa? Se no caso os fenômenos relevantes de quais demanda e explicação são igualmente bem explicados por ela em detrimento da outra alternativa. Entendeu? Se a outra alternativa, como por exemplo a realista moral explica melhor esses fenômenos, como no caso esse do progresso moral, né?
¶163H, e no caso o fenômeno no caso ali da, enfim, do aquecimento da vontade, né, em virtude de certas crenças morais que você possui, né, de de c estados cognitivos que você tem, que favorece o infra aquecimento de certos desejos que você tem, né? Ah, ou que no caso ali, ah, a o fato de você falhar em agir de acordo com com com certas crenças que você tem, né, favorece com que você seja vista como irracional, né, crenças acerca de que certos desejos são melhores do que outros ou algo assim, né? eh, numa teoria de motivação no Rio Miana, eh, no caso ali, fenômenos envolvendo, no caso, a própria conexão entre os fatos epistêmicos com os fatos morais, segundo a argumentos ali de companheiros e culpa, né? Ah, de companheiros e culpa, como no caso desenvolvido pelo tercil. Se no caso esses tipos de argumentações, né, eh, esse tipo de fenômenos ou argumentações ou aspectos, né, o fenômeno do enfraquecimento da vontade e da fraqueza da vontade, o fenômeno no caso do progresso moral e no caso o o fenô o a relação entre, no caso, os fatos epistêmicos fatos morais ali, não é melhor explicado, por assim dizer, por uma objetiva realista moral, né?
¶164Não é não é melhor lidada por uma objetiva eh antirrealista moral, aliás, antirealista moral. Então, no caso, você apelar pra simplicidade navalha de oca não serve para nada, né? Não ajuda você, entendeu? Não ajuda você, entendeu? Então a questão da simplicidade, ela não é um um super trunfo, né?
¶165Ela é aplicável em certas condições, OK? Em certas condições. Quer comentar alguma coisa sobre isso, S? >> Perfeito. Sim, sim.
¶166Sobre essa questão da simplicidade, da parcsimônia, né? é porque ela é bastante complexa. Eh, porque assim, primeiro a gente precisaria pensar assim, né, dependendo do realismo moral, o que exatamente são eh entidades morais ou fatos morais ou propriedades morais. E é importante dizer, né, que no no realismo moral tem muita posição diferente sobre isso. Então, você pode ter a ideia de que propriedades morais são propriedades naturais, você pode ter a ideia de que propriedades morais são propriedades emergentes de propriedades naturais.
¶167Você pode defender que propriedades morais, como realistas de cornel, né, propriedades morais, elas são propriedades de eh clusters homeostáticos de propriedades naturais. Então, na verdade, você teria várias propriedades naturais. Essas propriedades interagindo de maneira eh harmônica, elas elas fazem emergir uma propriedade do cluster homeostático, que é uma propriedade moral. Então, todas essas linhas ainda, as propriedades morais elas elas caem dentro do âmbito natural. você tem as as correntes não naturalistas aí, nesse caso, propriedades morais, elas podem ser propriedades platônicas ou fatos platônicos ou coisas assim, sei lá, no sentido do platonismo moral, mas você também tem perspectivas não naturalistas que não necessariamente se comprometem com propriedades morais nesse sentido, né?
¶168Algumas teorias entendem a que propriedades morais elas têm um outro status ontológico que é diferente do status ontológico de propriedades platônicas ou coisas do tipo. Algumas posições defendem, por exemplo, que propriedades morais elas existem ah de maneira que não acrescenta elementos pro inventário do mundo. Então, elas não existem de maneira ontologicamente robusta, como se fossem entidades do mundo externo, mas elas existem num espaço de razões. digamos assim, a a gente tem certas razões normativas para agir de determinada maneira e a partir dessas razões normativas, a gente pode falar eh de que certas ações ah estão de acordo com o que a gente tem mais razão para fazer ou menos razões para fazer. E aí, nesse caso, propriedades morais, elas estão conectadas com razões normativas, mas a essas razões normativas não é dado um status ontológico como se fossem entidades platônicas.
¶169Mas essa posição ainda é chamada de não naturalista, porque nesse caso as propriedades morais não são redutíveis a ou essas propriedades normativas ou essas razões normativas não são redutíveis a razões motivacionais ou razões naturais. Então, a primeira discussão, né, é que há uma gama de possibilidades ah de pensar qual que seria o status ontológico de uma propriedade moral. Eh, uma outra questão também é que quando a gente usa argumentos de parcimônia, esses argumentos funcionam muito mais ah ou funcionam melhor em termos de tipos do que em termos da quantidade de coisas que existem. Então, por exemplo, né, se eu falar que o no universo existe 1 trilhão de coisas naturais e eu falar que existe 1 milhão, é complicado você dizer que a teoria que diz que é um que tem 1 trilhão é mais simples ou quer dizer, é menos simples do que a que diz que tem 1 milhão, porque ela não tá postulando nenhum tipo de entidade nova. Ela só tá contando quantas entidades tem dentro de um tipo.
¶170Geralmente a gente usa o argumento da parcimônia para postular mais tipos de entidades do que os tipos que a gente geralmente assume ou que seriam suficientes para explicar um determinado fenômeno. Então assim, a questão que entraria também então é se quando a gente postula fatos morais, a gente tá postulando mais um tipo ontológico que já não existia. E algumas pessoas defendem que não, porque, por exemplo, né, algumas pessoas defendem que quando nós postulamos a fatos morais, a gente tá só postulando mais um tipo de fato não natural, como os fatos matemáticos, os fatos lógicos. Então, o argumento da parcimônia para funcionar, ele também teria que argumentar que os fatos morais eles pertencem a um grupo especial, ah e não que ele acrescenta um grupo a mais nas nossas ontologias. Algumas pessoas defendem que não, que fatos morais são assim como fatos matemáticos, fatos de tipo não natural.
¶171Além disso, né, alguns defendem que fatos morais são fatos normativos, mas existem outros tipos de fatos normativos que não são fatos morais. Tem um autor, né, que é o Alan Dibard, ah, que ele vai defender, né, que o a própria semântica é normativa, que significados são regras que ditam como nós devemos usar determinada palavra. Então ele defende que a normatividade ela é muito mais ampla do que a normatividade moral. A gente tem normatividade, sei lá, né? Se tá chovendo, eu devo abrir o meu guarda-chuva.
¶172Isso é uma normatividade. Ah, sei lá, eu tenho que abrir o meu guarda-chuva quando está chovendo. Ah, e é uma normatividade que não é moral, >> eh, é uma normatividade de um outro tipo. Então, se os fatos morais são fatos normativos, eu ainda não tô criando uma necessariamente uma categoria ontológica nova. Tem uma outra questão também, é que as nossas teorias científicas elas fazem com que a gente tenha que postular entidades, né, que parecem estranhas para explicar determinados fenômenos.
¶173Então, se a gente apelar para uma ideia de que os fatos morais eles são estranhos, a gente teria talvez que ter vários problemas com outras teorias científicas que postulam postulam fatos ah que eles são estranhos. Tem mais eh uma questão que eu ia comentar, que é a questão de que os fatos morais, a parcimônia, ela só funciona quando você consegue explicar um fenômeno eh completamente com boa, com a mesma vantagem do que explicar um outro fenômeno. Tanto é que o princípio da parcimônia ele é assim, se ele consegue explicar mais coisas, é, se ele consegue explicar mais coisas com mais profundidade, né? >> Ou com igual profundidade, aliás, com igual profundidade que é a outra teoria competidora, né? Outra hipótese competidora.
¶174>> Sim, sim. né? >> É o o a parcimônia, ela segue o princípio chama de catteres páribos, né? Sendo tudo igual, aí sim a gente pode usar a parcimônia. E a questão é, né, que muitos defendem que uma explicação que não inclui fatos morais objetivos, ela não explica as coisas suficientemente ou com a mesma profundidade.
¶175Então, por exemplo, né, se eu vou fazer física, eh, e eu estudo o mundo da natureza e eu não postulo, ah, nada do campo de vista, do ponto de vista matemático, é muito dificilmente a minha teoria física vai ser completa, porque geralmente a gente precisa trabalhar com a matemática, ah, ou com fatos matemáticos para explicar os fatos naturais. Então, eu postulo a presença de fatos matemáticos porque eles são indispensáveis para explicar os fatos naturais. Da mesma maneira que existe esse argumento na física, existe um argumento chamado de argumento da indispensabilidade deliberativa dos fatos morais que vende do David Enock. David, exatamente, >> no take morality seriously, ele chega a abordar esse esse argumento lá. Ele chega a abordar esse argumento lá.
¶176>> Perfeito. >> Ó, deixa mostrar >> isso que é o argumento. >> Ah, é? Pode mostrar. Uhum.
¶177Não, mas eu vou pode ir falando, pode ir comentando. >> É, eu ia comentar é que o David Ino inclusive eu conversei com ele sobre isso pessoalmente lá em Oxford. >> Sim, sim, sim. Você, eu vi lá foto, você tirou foto com ele. Muito legal.
¶178E com a Christian C. >> Ele é bem legal como pessoa. >> Sim, sim. O David K é muito legal. Ele é muito, muito legal.
¶179Ah, e aí o que que acontece, né? Por que que eu postulo fatos morais? Primeiro, porque é muito difícil explicar o processo deliberativo sem incluir fatos morais na explicação. Então, da mesma maneira que é muito difícil você explicar o mundo natural, os processos naturais sem apelar para fatos matemáticos, é muito difícil você explicar o processo deliberativo sem apelar para fatos morais. Então, por exemplo, se eu decidi, fiz um raciocínio deliberativo e cheguei à conclusão que eu não irei mais comer carne, porque isso causa sofrimento animal, para eu explicar esse esse processo deliberativo, as razões por que fazem com que eu consiga deliberar sobre essa questão, eu preciso apelar para fatos morais.
¶180É muito difícil você explicar porque que uma pessoa ela ela chega a uma conclusão de não poder comer carne e essa e essa decisão poder ser avaliada. Eh, o marxista, né, a gente já comentou até sobre isso, né, porque é tão indispensável apelar para fatos morais que as pessoas que elas são pós-modernas ou relativistas, elas acabam entrando em contradição ou acabam dizendo coisas que pressupõe que tem fatos morais, mesmo que elas neguem a existência desses fatos. Então, por exemplo, marxista, quando ele fala que a gente precisa de uma revolução para produzir uma sociedade sem classes, para acabar com a exploração, mesmo que ele chega e fale no meu processo de deliberação, eu não apelo para fatos morais, na verdade, essa pessoa está apelando para fatos morais, ainda que inconscientemente, ainda que implicitamente. Um outro exemplo, né, a além das ciências físicas, a gente poderia pegar a ciência da história, né? Um historiador que não apela para fatos morais, ele tá fazendo história de um jeito muito estranho.
¶181Então, vamos pensar, será que eu vou ler um livro de historiografia sobre o período do bigodismo? Vou usar bigodismo porque não pode falar, né, a palavra. Eh, mas teve o evento lá na Alemanha que foi o bigodismo. Se eu pegasse um livro de história e lisse o que aconteceu no tempo do bigodismo e eu não encontrasse nenhuma crítica ao regime, nenhuma avaliação negativa do que foi aquele regime, nenhum termo moral, seja genocío, sei lá, um termo de com carga moral, eu vou dizer: "Esse historiador não fez um bom trabalho. Esse historiador descreveu tudo que aconteceu no período do bigodismo, mas não fez nenhuma declaração moral sobre o quanto aquilo foi ruim.
¶182Então esse historiador ele ele tá fazendo história de maneira incompleta, né? Qualquer pessoa que conta a história do bigodismo tem que falar que o bigodista era uma pessoa ruim, que ele estava fazendo algo errado, que ele era uma pessoa má, que ele era uma pessoa perversa, que eles praticaram genocídio, que eles mataram pessoas inocentes. Se a pessoa não faz nenhum tipo de afirmação moral desse tipo, o trabalho de historiador, o trabalho de historiografia que ela está fazendo está incompleto. Assim como um físico que ao estudar a natureza, que não apela para fatos morais, está fazendo, quer dizer, para fatos matemáticos, está fazendo um trabalho incompleto. Então, digamos assim, né?
¶183Você tirar fatos morais da história, você tirar fatos morais da explicação dos processos deliberativos, sua teoria ela fica incompleta, ela fica faltando coisa. Se ela fica faltando coisa, você não pode apelar paraa parcimônia, porque a parcimônia só funciona se não tiver faltando coisa. Então, se tá faltando coisa, é porque esses fatos morais eles são indispensáveis para as nossas melhores teorias sobre deliberação e sobre análise histórica. Por exemplo, a ciência da história demanda fatos morais. Mas a é é isso que eu queria comentar.
¶184>> Perfeito, perfeito, cara. Perfeito, perfeito. E assim, eh, eu mostrei aqui o livro, né, Tem que moral seriously pro pessoal, tá? Eh, você não viu, mas eu tô tô mostrando pro pessoal aqui, ó. É, é Defense of Robust Ras, tá?
¶185Esse livro aqui é muito, muito legal, cara. Muito, muito legal mesmo. Beleza. É um livro de, acho que 2014, cara. Nem, nem vi ali a data, mas enfim.
¶186Ah, eu sempre confundo. É, 2012 ou 2014, acho que é 2014, ah, se eu não me engano, ou 2014 ou 2016, enfim, uma dessas três datas, né, que, enfim, acabei de fechar ele agora, não vou abrir só para ver a data exata, mas é um livro muito, muito legal, cara. Muito legal com relação a isso. Eh, e é isso, né? Então acho que o Benites ele tá se considerando uma penca de coisas, né?
¶187Ainda tá se considerando uma penca de coisas. O que é estranho para mim, porque no caso, até onde eu sei, ele leu o livro FC Intuitions do Michael Humer. Ele leu o livro FC Intuition do Michael Hummer. Até onde eu sei, tá? Atéonde eu sei, né?
¶188Pode ser que ele não tenha lido, mas aí seria meio irresponsável da parte dele, né? H, ter abandonado a posição, simplesmente você tem ter se aprofundado nos argumentos mais profundos acerca disso. Quando o Benitz disse que deixou de ser realista moral, eu pensei que ele foi ele fosse apelado para alguma coisa um pouco mais sofisticada, né? Uma coisa um pouco mais interessante. Ah, por exemplo, no caso lessh, que é um antiralista moral que tá ganhando bastante vigor agora na, enfim, no discurso, no debate público aí, principalmente do exterior, né?
¶189Desafiando através de estudos de XFI ali algumas alegações de realistas morais robustas como o próprio R. Ah, eu pensei que ele fosse apelar para alguma coisa do Bush, né? Eh, o que já seria uma coisa mais interessante, mas ainda assim problemática, né? Eu já discuti com o Less Bursth, inclusive ele me bloqueou, inclusive ele me bloqueou já, mas enfim. Hã, e assim tem problemas nos argumentos deles do do Less Bush, né?
¶190Ah, principalmente nas críticas dele ao argumento do progresso moral. Ele tem uma crítica ao argumento do progresso moral, mas é muito pior do que a do Nathan Cofnas. O Nathan Cofan tem uma argumentação um pouco mais interessante, mas ainda assim é um argumento muito mais interessante a argumentação que ele vai, né? Ele tenta desafiar o próprio intuicionismo, né? a própria ideia de intuições, né, do da da noção de de indispensabilidade das intuições na filosofia analítica, né, ele tenta desafiar isso, ele tenta desafiar o paradigma metafilosófico, né, da da filosofia analítica contemporânea.
¶191Ah, ele tenta, no caso, fazer algumas coisas assim que são interessantes, que estimulam uma discussão metafilosófica interessante, né, apesar de eu de eu achar que ele tá errado. Ah, e eu achei que ele o Obedit fosse trazer algo nessa linha, né, mas ele não trouxe algo nessa linha. Basicamente o que ele tá trazendo é coisa muito ah meu porque guilhotina de rum, né? Porque simplicidade, né? Porque ah, porque não tem evidência, né?
¶192Que ele fala aqui nos comentários, né? Em resposta a esse rapaz aqui, ó. Ele fala que não tem evidência do realismo moral. Resposta esse rapaz aqui, ó. Ó, esse rapaz aqui, ó.
¶193Ele fala que não tem evidência. Ah, porque não tem evidência, né? Ah, meu. É, é assim. Ah, porque o argumento da estranheza, né, meu?
¶194É porque é estranho, né? O Mac falava que era estranho, né? é os argumentos assim muito, sabe, eh, já bastante batido por realizas morais na literatura relevante, tá? E eu sinceramente esperava um pouco um pouquinho mais, né? Apesar de eu já entender o por que o Benites ele sempre sai mudando de posições eu tenho uma noção do porque mais ou menos ele sai mudando de posição assim, tá?
¶195Eu vou comentar um pouco sobre isso depois, tá? Para não fazer envenenamento do posto. Então, então bora lá. Vamos analisar os argumentos dele, né? Continuar analisando os pontos dele, né?
¶196E apontando a, enfim, algumas questões que ele não tá considerando, né? ou fim que ele não entendeu direito, né, do que ele leu, aparentemente. E e aí depois eu faço um julgamento sobre a a pessoa e o comportamento do Benitz âmbito aqui do YouTube brasileiro, tá? Vamos lá. é um pouco mais complexa, principalmente quando a gente eh se defronta com argumentos céticos que remontam ao David Him, principalmente nesse livro, uma investigação sobre os princípios da moral, em que ele traz a sua famosa guilhotina de Humm, eh, a sua lady de Humm ou the iss law, que você não pode derivar um deve de um é.
¶197Então, eu vejo um grupo de pessoas espancando outra na esquina. Eu tenho um sentimento de desagrado com relação a isso, mas eu não posso deduzir do fato que isso é errado pro Gabriel pode, porque ele tá comprometido com essas propriedades misteriosas. >> Se eu entendi bem, a posição do Gabriel é uma posição não naturalista metaética ou não naturalista ética. Eu não sou aprofundado no Marcos Gabriel e eu acho que o S aqui também não é, mas pelo que ele tinha descrito antes de que no caso Marcos Gabriel acredita que existem propriedades morais abstratas e que nós tomamos conhecimento delas e se essas propriedades abstratas forem irredutíveis então a guilhotina de Humo raciocínio do Marcos Gabriel. Simplesmente não se aplica.
¶198Simplesmente não se aplica se ele for de fato não naturalista ético. OK. né? Então é um erro do Benites com a questão da guilotina de Hum, porque não naturalistas éticos utilizam e abraçam a guilhotina de Humerem naturalistas éticos. O próprio Michael Hummer no livro Eh Intuition de 2005, ele tem um capítulo e tem uma sessão específica aonde ele aborda o problema do vão entre o ser e o dever ser.
¶199E ele abraça a guilotina de Roma. E ele defende a guilotinha de Human justamente para bater naturalistas éticos. Ele faz a mesma coisa no livro de 2020, aliás em 2021, que é justamente o knowledge reality and value, conhecimento, realidade e valor. A ses gait falar assim, um guia do seis comum para a filosofia. Tem um capítulo específico que trata sobre metaética, né?
¶200Aliás, tem uma parte do livro específico tradução sobre ética e ali ele aborda na hora de bater no naturalismo ético, inclusive sintético, né? Não no analítico, ele aborda problemas com o tipo de abordagem, né? Ilustra problemas com a com a abordagem com a abordagem ali que os naturalistas éticos endossam para tomar conhecimento moral acerca dos fatos morais, né? que seriam fatos naturais ali ou supervenientes ao natural, o que caracterizam ele caracterizam caracterizariam eles também como naturais em alguma medida, já que não seriam não naturais, não se inclusive com propriedades não naturais. E ele objeta a analogia que geralmente se utiliza entre, no caso, a maneira pelas quais a gente toma conhecimento de fatos sobre aspectos naturais, como no caso de que a água ela é composta por uma molécula de H2O, ou seja, uma molécula de hidrogênio e duas de oxigênio, né?
¶201[roncando] aliás, duas de hidrogênio e uma de oxigênio, né? E ele utiliza isso, né? Ele utiliza isso, né? Ah, para motivar a ideia de que a maneira pelas quais a gente consegue estabelecer qual teoria moral é adequada ou não, é através de uma metodologia vinculada com as intuições morais, que são basicamente uma um uma espécie específica, né? Um tipo específico de intuição intelectual, OK?
¶202e que é assim que a gente obtém conhecimento acerca de propriedades ou fatos morais, que são fatos normativos, fatos avaliativos. E através desse do conhecimento desses fatos avaliativos, através de intuições morais, que a gente acoplado com fatos naturais consegue extrair conclusões normativas. É esse o ponto do Hummer, cara. Inclusive ele ele comenta sobre isso no nessa nesse vídeo com Cristian Gonzales. Sim, clearly.
¶203Chran Gonzales. Crtian Gonzales. Michael Humer. Vou colocar aqui pro Sé. L colocar aqui posição que vê também.
¶204Ah, não sei se você tava vendo isso aqui. Acho que eu acho que eu não tinha colocado, né, o vídeo do Benit para você. É esse daqui, ó. Tá basicamente ele tá, ele tá falando agora sobre a guilotinha de Hum, né? Sobre guilhotinha de Hum, entendeu?
¶205Tá isso aqui? Tá, né? Acho que tá. Mas enfim, vamos lá. San.
¶206Alô, [limpando a garganta] >> alô, >> alô. Você, você ouviu o que eu falei, né? Porque basicamente esse trecho aí ele só aborda a galilotinha de R, ele traz a galhetinha de R como se fosse uma objeção a Marcos Gabriel. Só que a maneira como ele retratou a posição do Marcos Gabriel, você lembra, né, inicialmente que ele falou sobre o Marcos Gabriel acreditar em propriedades abstratas ou algo assim, né? Fatos abstratos, fatos abstratos, né?
¶207Fatos morais abstratos ou algo assim. Se de fato isso foi interpretado de maneira com que essa noção de fato abstrato se vincule com a noção de fato irredutível, né, ao âmbito natural, algo assim, então a objeção em termos da utilização da guilotina de Humme, ela é improcedente, ela é inadequada. >> Uhum. >> Entendeu? >> Porque basicamente a guilhotina de Rum ela assumida como uma argumentação que os não naturistas éticos utilizam também junto no caso com >> Uhum.
¶208Né? eles utilizam contra o naturalismo ético. >> Perfeito. >> Ó, aí eu vou colocar aqui o trecho em que o humer ele aborda. Ó, calma aí, eu vou ver aqui, ó.
¶209The is od gap real. O vão entre o ser e o dever ser é real. Vamos ver aqui o que que o Hummer fala. Now the naturalist wants to reduce all evaluative or normative or or moral claims to just descriptive claims or claims about the natural world, things that that science can help us investigate. If we if we want to reject naturalism, how much does this depend on the isot gap being a real thing?
¶210Well, I guess it completely depends on that. Um, so yeah, the is gap the difference between um well the gap noticed by sort of like the inferential gap noticed by David Hun that you can't infer statement from is statements. So you have facts about just the way the world is that doesn't tell you how things ought to be or maybe more broadly you just have the nonevaluive facts and that they don't logically entail an evaluation. Well, let's say it would be very different if you could do that. Um, but I' sort of like um I don't um I don't see how you could think that I don't see how you could think that you could deduce a valuative claims from nonevaluive.
¶211So there's one way there's one sense in which evaluation and description are actually one and the same and it seems to be that when you pay close enough attention to consciousness things don't merely present themselves as as facts and that the evaluation kind of is lopped on top. Things present themselves as truly good or bad intrinsically. So if you [ __ ] your hand on a stove, you're not like doing an inferential derivation in first order logic about, you know, pain is bad, I'm feeling pain. Therefore, this is bad. And then no, you just it presents itself phenomenologically, some would say as just being bad.
¶212Is are there any legs to an argument like this that would want to attack the Isaac saying no they're actually one in the same. So when you feel the pain, you're just immediately aware of the badness of it. Um but I mean as you just suggested it's not that you inferred that it was bad from a descriptive fact about it. You're just immediately aware of the badness. So that's that sounds to me more like what intuitionist say.
¶213Um, the naturalist would be saying, "Oh, no, there's not two different facts there, I guess." Right? Although, by the way, I don't think this is a common naturalist. I don't know, but I'm just sort of using this because it's a simple view that, you know, good is whatever causes pleasure. Um, I don't know if that was widely held. Um, but ok.
¶214And then, you know, badness would be causing pain maybe. Um, they'd be saying there's not even a distinct fact. And so, um, you know, you could imagine somebody who thinks, you know, maybe there would be religious people who think that um pleasure is bad or maybe they think certain kinds of pleasures are bad and maybe they think they're even intrinsically bad and then like, well, on the naturalist view then they would just have to be incoherent, right? They would just right it would just have to be a view that doesn't make any sense because these would be people who think that goodness isn't good or something like that right or they would be mistaken about what they actually perceive. I'm imagining something that's the person's actual accepted view, right?
¶215Not so not a perception. This could just be their philosophical view like cuz like there are these aetic monks or something who try to live a life with um minimal pleasure or something like that. Um so you know maybe they think pleasure is bad or at least that it isn't good at least it isn't intrinsically good or something like that. Ok so are those people just incoherent? Yeah.
¶216So like like on the naturalist view there's only one property that they could be talking there one property. There's a pl and the goodness. Now this is the final intuition that I think motivates naturalism which is super a fencia. If we list all of the descriptive facts of the world, aren't we done? Like why are we adding these additional alleged facts of normative evaluative facts?
¶217If we describe reality perfectly, descriptively, it seems like our job's finished. We can go home. Well, it doesn't seem that way. It seems that you haven't said what's good or bad. There's like this whole field of ethics where they talk about, you know, how to evaluate things.
¶218So, um it looks like that wouldn't be forclosed by just having the descriptive facts, right? And you know, like you could imagine somebody who knows the descriptive facts of a situation, then he's thinking, so what should I do? Right? We still this is kind of a contient point like we're still almost necessarily forced into a a state of consciousness in which we have to decide how to act like at least at the very least it seems like we can make decisions and so when you're faced with that situation where you have to make a decision you're kind of forced to use a valuative language or to use uh concepts such as right or wrong or good and bad or better and worse or you have a reason to do x and not a reason to do y. So it seems like the the argument here is more of um you can't eliminate evaluative ways of speaking from our best ways of talking about the world and this more like a David Enock point.
¶219So therefore if we can't get rid of it, we should probably just keep it in our ontology. Yeah. Yeah. I mean the the anti-realist would say well yeah but it's not pointing to anything that exists independent of us. Like some of them would say, "Yeah, so there is a question of what to do even after you have all the descriptive facts, but maybe that question itself is not a factual question." Um, it's just like, well, the descriptive facts don't force you to do one thing or another.
¶220You still have to decide what to do. But that fact by itself doesn't mean that there is an objective answer to what you should do. Ok. But the thing is that um but it seems like sometimes there just is an answer to what you should do right which is different from what you will do right cuz like maybe maybe you'll do the wrong thing and sometimes it seems like you're trying to figure out what is the right thing to do. We act as if there's a truth of the matter at the very least.
¶221Yeah. You're not trying to figure out what you want to do. Like sometimes maybe you know what you want to do but you don't know what's the right thing to do and you try to figure that out. Right? And that's that's a good point against supervenience.
¶222the point against the naturalist which is to say I mean sure you know descriptive facts are really important for understanding reality as as it is but nonetheless we still act as if there are further questions to be asked and answered as if there was a truth and matter namely these evaluative questions. So it's like you take yourself to be the sort of being who can act on reasons on normative reasons on that you can consider way up different considerations and then go okay this is this is more justified this action this path is more justified for me to do so it's almost inescapable and to deny that would be sort of a performative contradiction I don't know if it would be a performative contradiction maybe like you know we have to think about that but I know that it would be contrary to just sort of like our common sense way of proceeding right like we don't act as if antirealism is true like Ah, aqui o Michael Hummer, ele tá falando sobre contexto de deliberação, né? Contexto de deliberação. Não é que as pessoas elas são realistas, morais em um sentido inqualificado, né? Mas sim no caso referente a situações de deliberação, tipicamente, né?
¶223O que nós tomamos ali elas como realizando, né? Eh, eh, são tomando atitudes que tipicamente condizem com uma perspectiva mais realista moral, digamos assim, né? quando elas têm que descobrir o que que é o o correto delas fazerem situação X, Y, Z. Eh, aí entra no ponto do da do argumento da indispensabilidade deliberativa, né, eh, das verdades normativas do do Enoc, mais especificamente, né? Hã, e isso não quer dizer, no caso, que em outros contextos, elas não ajam ali de maneiras inconsistentes ou que elas não possam ter crenças vinculadas com arcabosto metaéticos, que se vinculou melhor com acaboços metéticos inconsistentes entre si e coisa e tal, né?
¶224mas sim no momento da deliberação, parece que elas agem de fato como realistas, né? Ah, é mais ou menos esse o ponto do o ponto do humor. Quer comentar alguma coisa sobre isso, San? Assim, eh, igual você tinha comentado, a distinção entre dever e ser, né, da guilhotina lá do RM, ela é um argumento não necessariamente contra o realismo moral, argumento contra formas naturalistas de realismo moral, né? Então isso é importante ter ter em mente.
¶225Bem importante ter em mente, né? Só comentar brevemente que eh a milhotina de ril não é a mesma coisa que falasse naturalista. É muito comum ver ver pessoas confundindo, mas só para para comentar isso também. Mas de um lado, né, a guilhotilha de Hilme, ela é mais sobre o que a gente pode extrair de proporções descritivas. Então, sei lá, eu tenho um conjunto de proporções descritivas.
¶226se eu posso tirar uma uma afirmação de dever, né, um commitment, um de como as coisas devem ser, né, se de um conjunto de proposições descritivas, eu posso tirar uma ou validamente inferir ou implica diretamente uma afirmação sobre como as coisas devem ser. Então, por exemplo, se eu consigo descrever eh que um estado é um estado de desprazer, ou se eu consigo descrever que o estado é um estado de prazer, disso poderia se tirar ou implicar que se deve buscar moralmente o prazer e evitar ou que moralmente se deve evitar o desprazer. Esse tipo de conclusão não é permitida pela mera descrição eh dos fatos naturais envolvidos. Então, eh, por isso que os não naturalistas geralmente usam esse problema para mostrar que visões naturalistas que afirmam que fatos naturais eh se identificam com fatos morais ou que fatos morais são supervenientes a fatos naturais ou são redutíveis a fatos naturais, elas encontram um problema. Inclusive, dá para pensar, né, mundos possíveis que tivessem os mesmos fatos naturais ou e que talvez tivessem fatos morais diferentes.
¶227Esses são argumentos que às vezes são utilizados para mostrar que eh a guilhotilha de RM é um argumento contra perspectivas naturalistas e não contra o realismo moral em si. Já a falácia naturalista que vem do de IMOR, ela ela não é bem nem uma falácia nem naturalista. Ela tem esse nome, por isso que confunde, porque esse nome é muito muito estranho, né? muito com com o argumento da questão aberta do dour >> isso. Porque assim, a falácia do da guilhotina de ralácia porque você está derivando algo que você não pode derivar das proposições.
¶228Então é uma questão de validade ou de implicação, né? Eu não consigo pegar uma proposição descritiva e ela implicar uma proposição normativa eh moral. eu não consigo fazer essa derivação. Então é uma falácia nesse sentido de que você não pode validamente inferir de um conjunto de proposições descritivas uma proposição normativa. Já a falácia naturalista, a gente brinca que ela não é nem falácia nem naturalista, primeiro porque ela não é sobre derivar proposições de outras.
¶229A falácia naturalista tem muito mais a ver com definir a propriedade bem ah ou uma propriedade moral em termos de propriedades não morais. Então, ela tá mais no campo da da validade semântica ou da validade de definição ou da Então, assim, se eu pegar uma a propriedade do bem e definir ela em termos de outra propriedade, isso já é falácia naturalista. E ela não só e ela também não é bem naturalista, porque qualquer tentativa de definir bem em termos de outras propriedades não morais podem ser propriedades não morais naturais e propriedades não morais não naturais, quer dizer, não naturais, >> sobrenaturais, né? Sobrenaturais. é sobrenaturais, por exemplo, ainda assim é falácia naturalista.
¶230Então, por exemplo, né, se eu definir que bom é aquilo que Deus comanda, isso comete a falácia naturalista. Curiosamente, mesmo que o comando de Deus não seja um fato natural, ainda assim eu tô pegando uma propriedade moral, que é bem, e definindo ela em termos de uma propriedade não moral, que é o comando divino. E o motivo pelo qual isso é, isso foi considerado um erro eh pro Mur é o argumento da questão aberta, porque eu sempre que eu defino o bem em termos de propriedades não morais, sempre fica em aberta a questão, né, se isso é realmente bom ou se se realmente o que eu devo fazer. Então, por exemplo, né, essa questão questão não é uma questão tatológica, né, puramente tatológica. Significativa, ela é significativa.
¶231Significativa. Então, por exemplo, quando eu pergunto, eh, eu devo bom é guardar os mandamentos de Deus? Eu posso perguntar, é mesmo bom guardar os mandamentos de Deus? Por que é bom guardar os mandamentos de Deus? Os mandamentos de Deus é realmente o que eu devo fazer?
¶232E essas perguntas, elas são são substantivas. Ela tem sentido, ela tem inteligibilidade. Eh, o More de More usou o argumento da palácio naturalista contra os naturalistas ah da sua época. Ele usou também contra certos tipos de não naturalismo, que ele chamou de metafísico, ah, que era definiu bem em termos de propriedades não naturais, que ele chama de metafísico nesse sentido, né? H, talvez a definir em termos do comando divino, essas coisas, ele ele ele chamava de, entre aspas, as definições metafísicas e elas também cometiam a falácia naturalista.
¶233O argumento dele, ele foi usado contra o naturalismo, mas como ele trabalha no campo mais semântico, com o tempo a a metaética acabou indo pro caminho de defender que o tipo de crítica que o Dmor faz só funciona contra proposições contra posições eh analíticas que tentam definir a propriedade moral em termos de propriedades não morais de maneira analítica, né? Ou seja, de maneira defissional. E aí a se a identidade entre propriedades >> é definicional, então por exemplo, né, se a identidade entre propriedades morais e propriedades naturais fosse só no campo ontológico, mas não fosse no campo semântico, eh essa crítica do dimore não funcionaria contra o naturalismo. Então, se você tiver um naturalismo que fala assim, propriedades morais e propriedades eh naturais, elas são idênticas ontologicamente, mas não definicionalmente, ou seja, eh elas são idênticas da mundo. >> Usualmente se usualmente esse ponto se ancora na na noção que o próprio Soul Creep traz, né?
¶234>> Ah, no nomearem necessidade, né? Nameing and necessity entre a distinção entre descrições definidas, né? Eh, aliás, entre designadores rígidos e designadores flácidos, né? Nesse caso aí, >> eh, ambas as expressões, né, geralmente uso aquela aquela aquele exemplo, né, da estrela da amanhã e estrela da tarde, né? Ah, a estrela do amanhã, estrela da tarde, eles têm significados diferentes, né, esses termos, mas ambos se referem ao planeta Vênus, né?
¶235>> Ambos se referem ao planeta Vênus, né? Eles trazem esse tipo de exemplo aí. É, tanto tanto é que aí nesse caso, né, a gente estaria dizendo assim, né, estrela da manhã não é a mesma definição que estrela da tarde. Você até não consegue tirar uma da outra em termos de definição, mas quando a gente olha empiricamente pro mundo com as nossas melhores teorias científicas, a gente percebe que na verdade estrela da manhã e estrela da tarde é a mesma mesmo a mesma entidade ontológica, ainda que uma não possa ser definida em termos da outra ou que você não possa descobrir uma a partir da outra. Sim.
¶236Eh, só do ponto de vista analítico, do ponto de vista definicional. Algumas pessoas defendem que o mesmo acontece nas ciências empíricas, eh, por exemplo, água e H2O. Então, por muito tempo você tinha noção de água, você tinha uma definição de água que não incluía elementos, uma definição em termos de elementos químicos e depois você tem a ciência química, descobrindo H2O. E aí você descobre que aquilo que chamávamos de água e definimos como aquilo que usamos para beber, para matar a nossa sede, se identifica ontologicamente com aquilo que a ciência hoje chama de H2O. esses autores, né, eh, os naturalistas atuais, eles abandonaram o naturalismo analítico e geralmente eles adotam naturalismos desse tipo.
¶237Então eles vão dizer assim: "Olha, eh, se a gente pegar a definição de bom e a definição de prazer, a gente vai ver que não é a mesma definição. Só que se a gente olhar paraa realidade, a gente vai descobrir que bom é aquilo que produz mais prazer, que produz mais bem-estar, ainda que do do campo de vista definicional, isso não possa ser feito." Então, geralmente hoje quase ninguém adota, nem sei se tem alguém que adota um naturalismo puramente analítico assim, né? Hoje você tem ou eles se identificam do ponto de vista ontológico, mas não se identificam do ponto de vista semântico, ou a propriedade moral supervém a propriedade natural, ou você tem um conjunto de propriedades naturais e esse conjunto de propriedades naturais, um cluster homeostático, tem uma propriedade moral emergente. Então a falácia naturalista do de or, ela só funciona contra o naturalismo analítico, ah, mas não contra os naturalismos não analíticos. Já a guilhotina de Hilme, aí sim ela pode ser um problema para quase todas as visões naturalistas, porque todas as propriedades de tipo natural elas são de tipo descritivo, enquanto as propriedades de tipo moral elas são de tipo normativo.
¶238Então, como elas são propriedades de tipos ontológicos bem diferentes, >> eh, e você não consegue derivar uma da outra assim, né? Então, a gente tem um âmbito >> de forma clara, né? A, aí o que que o que que acontece? O que tem, o que eles tentam fazer é tentar motivar a ideia de que os fatos naturais, né, o descritivos, ah, eles têm uma dimensão avaliativa neles, vinculada com eles. Tem estratégia ali como do próprio [ __ ] né, eh, de outros autores que tenta resolver o problema ali do gap, né, ser deveria ser dessa maneira, né?
¶239Eh, então nesse caso isso aí é um problema, >> tá? E isso é um problema tanto para naturalistas éticos ali seculares, né? H, quanto naturalistas éticos e teológicos, né, que são sobrenaturalistas éticos, né, que a gente chama eh esse problema aí do vão entre o ser e o dever ser, tá? Eh, já os não naturalistas metaéticos estão safe, tá? Eles defendem a guilatina de Hilme mesmo, tanto quanto no caso, sei lá, um antirealista moral ali, ah, um antirrealista moral ali tipicamente defende, tá?
¶240Ah, principalmente no caso um emotivista, como a linha do do Benides aí, tá? Então eles estão assim, tá? O realista moral robusto e o emotivista tão assim, ó, com a guiletinha de Ô, ô Benites. Isso daí não é uma argumentação contra o realismo moral inqualificadamente, não. Tá só, só deixando claro.
¶241>> Perfeito, perfeito. >> Mas aí tem outros argumentos que dizem, por exemplo, tem um argumento do queerness, né, da estranheza da propriedade moral. Eu acho que eh do ponto de vista do emotivismo que remonta ao Hilm, que vai associar a moral ao esse argumento do Quirness, né, do Del Mac no Inventing right and Wrong, né, no Mac, eu acho que é um dos mais terríveis que tem, né, porque tem muita coisa que é estranha, mas a gente ainda assim aceita no âmbito das crenças perceptuais ou crenças acerca de aspectos envolvendo a realidade exterior, né? Ah, como no caso crenças envolvendo no âmbito da própria mecânica quântica, né, da física quântica, etc., né? você tem fenômenos específicos como, ah, enfim, ah, o fenômeno ali na enfim ah, você tem um fenômeno ali, no caso do colapso da função de onda, né?
¶242Enfim, ali a questão do experimento da dupla fendá blá blá, né? Onde uma partícula ela tem comportamento de partícula e de onda, né? Ah, ali no experimento e que no caso ali, enfim, a depois da medição, né? Quando ocorre a medição ali, ela ela adquire uma um comportamento específico, né? Especificado algo assim, né?
¶243Ela passa ali por certas fendas, né? tem um comportamento ali específico, né, em virtude da ali do âmbito da da própria medição ou algo assim. Então, nesse caso, você tem esse tipo de fenômeno, tem outros fenômenos aí estranhos na mecânica mesmo assim a gente não sai fala: "Ah, é estranho logo não acredito nisso" ou algo assim. Então eu acho um argumento muito, sabe, muito ruim. Muito ruim mesmo.
¶244Extremamente ruim. >> Sim, sim. O o mundo já tá o o David Ino né? Ele fala assim: "O mundo já tá povoado de um monte de entidades estranhas, tipo neutrinos". orierópos e pinturas impressionistas.
¶245Ele citar essas três coisas para mostrar que essa que esse argumento da da estranheza eh é é meio o argumento da estranheza é estranho, né? Porque na verdade as ciências atuais elas fazem a gente se comprom >> paradoxalmente. O argumento da estranhaz o argumento da estranhaza é é estranho. >> É estranho. E é mas aí sempre também importante colocar que nem todo realista moral do ponto de vista de defender verdades morais e objetivas no campo epistemológico é necessariamente realista no campo ontológico.
¶246Um exemplo disso é o Derick Parfet. Ele ele é realista moral no campo epistemológico. Ele acredita que existem verdades morais objetivas. Ah, no entanto, ele não assume a existência robusta de entidades no mundo, como se fossem entidades morais, porque ele defende mais que esses essas verdades morais, elas têm uma outra maneira de serem verdadeiras, sem se comprometer com uma ideia de correspondência com fatos eh fatos descritivos do mundo. Então é isso aí aí entrar num outro campo, né, epistemológico, que é como a gente define verdade, né?
¶247Se toda verdade precisa de um truth maker, de uma entidade onológica se torna aquilo um fazedor de verdade. Então, algum dá para você ser realista moral no campê epistemológico, sem necessariamente se comprometer de forma forte com o realismo ontológico, desde que você defenda uma teoria de verdade moral, de que as verdades morais, para serem verdadeiras, elas não são feitas verdadeiras por fatos ontológicos, mas elas seriam um tipo de verdade necessária, eh, que faz parte das nossas estruturas racionais, eh, assim como verdades matemáticas ou lógicas. Pessoal, estava comentando isso que não, n, mas esse argumento é estran estranho por isso, né? Porque ele ele fala que é que a gente não pode postular entidades estranhas, mas é o que a gente mais postula eh das ciências hoje assim. >> É, é perfeito.
¶248A Atena comentou aqui, é dualidade onda partícula. Exatamente. Aí quando você mede, né, quando tem a medição, você tem o colapso da função de onda. Perfeito. Foi esse ponto aí >> que que eu mencionei.
¶249Mas enfim, e >> vamos lá. Aí o que acontece e tem um vídeo aqui no meu canal que a gente traduzindo na pensar na tua lista que é do Jeffrey J. Lauder respondendo o argumento moral do Craig. Do Jeffrey J. Lauder, ã, que é isso aqui, ó?
¶250Uma resposta creegalismo, ó, naturalismo, te metologia moral. Inclusive aqui no comentário fixado tem vários textos que a gente traduzindo na pensar naturalista, tá? Relacionada à meta ética normativa e ética aplicada vinculada com a discussão sobre existência não de Deus, tá? Então, quem tiver interesse aí, você pode dar, vocês podem dar uma olhada, tá? Ah, e aqui tem um trecho onde fala justamente sobre essa noção, ó, de epistemological ontological objectivity versus epistemological objectivity, né?
¶251Então, ó, vamos lá. Vamos lá, ó. Vamos, vamos aqui, ó. Vamos moral ontologically morales. In other morality humively false, butologically objective morales exist.
¶252Butails premise 11. Ah, sim. Pera aí, deixa eu trazer a parte aqui da da objetividade aqui, ó. Dois tipos de objetividade. É nessa parte aqui inicial.
¶253Foi mal, pessoal. corronding to actually existing objects or properties that function as truthmers for the claims in question. For example, someone who holds that moral values are ontologically objective might maintain that the sentence murder is wrong is true because there is a real property wrongness and all moral acts that resulted murder have that property. Moreover, all murders would have this property even if no one contemplated the moral status of murder and even if everyone thought that murder did not have such a property. Moral values are epistemologically objective just in case some moral claims are such that they would be believed by all impartial or rational persons who considered them.
¶254Essa objetividade ontológica, aliás, essa objetividade epistemológica que tá sendo referida aqui, ela pode se caracterizar como uma noção de objetividade relevante, de visões, inclusive que podem ser vistas como antirrealistas morais e ainda assim objetivistas morais também. Pode ser interpretado dessa maneira também pode ser visto dessa maneira. OK. Eh, isso abarca inclusive a noção de intersubjetividade, né, de uma fundação ontológica intersubjetiva, né, intersubjetiva, como é vai referir aqui o o Jeffre Lauder. For an example of an intersubjective foundation for moral values, consider Larry Arnhart's recent defense of an aristotelian ethical naturalism rooted in the biological nature of human beings.
¶255On Arnhart's theory, some moral values have an ontological foundation in the biological nature of human beings. Moreover, those moral values are epistemologically objective since they are rooted in universal desires found in all human societies. Nevertheless, such values are not ontologically objective since they are grounded in the subjective desires of human beings. In both his writings and oral debates, Craig is adamant that only ontological objectivity is acceptable. Turning again to Craig's 1996 essay, we find Craig quoting with approval the late philosopher Paul Kurt who states that the primary issue in metaethics concerns the ontological foundation for moral values.
¶256Quote, "Or again, the question is not can we recognize the existence of objective moral values without reference to God?" Theist will typically maintain that a person need not believe in God in order to recogniz say that we should love our children. Rather, as humanist philosopher Paul Kurtz puts it, the central question about moral and ethical principles concerns this ontological foundation. If they are neither derived from God nor anchored in some transcendent ground, are they purely ephemeral? And quote, Craig has emphasized this point repeatedly in his oral debates. For example, in his 2001 oral debate with Kurts on ethics without God, Craig constantly accused Kurtz of not addressing his ontological points.
¶257In response to Ky Nielson's defense of a coherentist approach to metaethics and a corresponding epistemological notion of objectivity, Craig complained that Nielson was incorrectly appealing to moral epistemology, not moral ontology. Indeed, Craig even had the audacity to accuse Nielson of having confused quote, "Here, I think he Nielson is clearly confusing the order of knowing with the order of being. In order to recognize that God is good, I may have to have some prior knowledge of what the good is in order to see that God is good." But that does not affect the fact that in the order of being, values derive their source from God's being. He's confused the order of knowing with the order of being simply because you can recognize moral values without belief in God. You cannot infer from this that therefore objective moral values can exist without God.
¶258Now as a as an aside I point out incidentally that Craig's accusation here is scandalous. In his opening statement in his debate with Nielson, he explicitly defined objectivism as objectivity without opinion. Craig did not state that he was using objective in an ontological sense. Nevertheless, when it was Nielson's turn to give his opening statement, Nielson addressed objectivity as ontology anyway. He said quote treats the problem of objective values as some kind of ontological question be ontological question about inclusive o Ky Newson, tá, pessoal, que debateu com Craig aqui, que ele tá se referindo, é o marxista analítico, tá?
¶259E que defendeu, articulou uma visão de moralidade ali que se enquadrasse dentro de uma visão materialista histórica, inclusive como a do Marx, tá? Ah, ele tentou articular esse tipo de visão, tá? Só para deixar claro aqui. Eh, e ele debateu com Crade também para deixar claro ali para vocês, OK? Ã, e aqui para quem tiver interesse, também tem esse vídeo ah que aqui que é justamente da série de leitura comentada que eu tô fazendo sobre o livro do Podraper, né?
¶260Ah, que é justamente sobre e ateismo e o problema do mal ateis and the of evil, tá? Que é um livro de 2025 publicado ano passado, eh, bem atualizado, né? E aqui nesse capítulo 4 trata sobre probabilidade intrínseca, ou seja, probabilidade eh a maneira pelas quais a gente atribui probabilidade em certas hipóteses ou teorias. antes do contato com qualquer evidência possível, né? Eh, ou seja, sem considerar as evidências relevantes, né?
¶261O nosso background knowledge, né? Nosso conhecimento de fundo envolvendo várias disciplinas, vários conhecimentos de várias áreas ah que nós temos e coisa e tal, né? Ah, e aqui ele tem tenta defender dois critérios como mais fundamentais e únicos para estabelecer a probabilidade intrínseca, que é o critério de coerência probabilística e de modéstia, dos quais ele deriva a simplicidade, o critério de simplicidade a partir desses dois. E ele objeta outras teorias de simplicidade nesse âmbito, né? Eu defendi uma visão baiesiana objetivista nesse nesse caso, né?
¶262Eh, como com critérios ali restringidores, racionais de como a gente pode distribuir os priors, né? Ah, enfim, as probabilidades prioritárias antes do contato com qualquer evidência possível, né? Ali, eh, antes de avaliar o as teorias ou hipóteses à luz das evidências que nós temos à disposição, né? Então, seria uma leitura interessante do Benit ter, tá? Porque ele tá precisando entrar um pouco de epistemologia formal para entender essas discussões também sobre essa relevância do critério da simplicidade ou não para desempatar teorias e blá blá blá, tá?
¶263Ah, e essa discussão aqui é muito importante sobre epistemologia formal envolvendo epistemologia baesiana, tá? Contemporânea. H, mas é isso. Ah, vamos lá. Vamos prosseguir mais um pouco aqui.
¶264>> Ai, gente. >> Bora. É >> H turnos nada me tira da cabeça que quaisquer considerações morais são inter subjetivas de processos evolutivos da espécie acreditos fundamental realismo moral. Bom, assista novamente a live aqui que eu ilustrei vários problemas com vocêsar uma explicação estritamente puramente evolutiva das nossas crenças morais, né? Das nossas crenças morais.
¶265Tem várias coisas que ficam problemáticas de se explicar única e exclusivamente através desse meil, tá? Única e exclusivamente através desse meil. A teoria de evolução, ela pode explicar uma boa parcela de nossas crenças morais, mas não todas elas, né? Não todas elas de maneira adequada, tá? Eh, se se os argumentos aqui são procedentes, né, expostos aqui nessa live, tá?
¶266Só para deixar claro. Ah, mas vamos lá. Sentimento, nós somos primatas que t um sentimento agradável com relação a certas coisas e desagradável com relação a outras. Então, quando eu vejo alguém do paraa caridade e eu e eu aprovo isso, eu falo: "E caridade". Muito bom.
¶267Eu vejo o assassinato e falo: "Uh, assassinato". Isso me parece ser muito mais plausível como algo que diz respeito ao nosso temperamento do que a constatação epistemológica de uma propriedade moral, dessa coisa misteriosa chamada propriedade moral. Então, apesar da de todas as virtudes do projeto do >> Eu quero saber como que o Benites lida com o argumento da incorporação, né? ah, o problema Frigidite e também no caso rearticulações desse problema. Ah, e também no caso, não só isso, mas também outras versões, né, de penetração ali dos desejos, né, tornando, no caso, certas crenças, aliás, certas sentenças ali, né, e a justificação, ah, da que nós temos, né, para acreditar nessas sentenças condicionais e blá blá blá, como no caso infectando os consequentes, né, e favorecendo inferências ali ah alinhado com wishful for thinking, né, que é um outro tipo de linha de argumentação que é utilizada para minar perspectivas não cognitivistas, né, mesmo no caso que eles respondam o problema da incorporação com teor teorias mais novas como do Alan Gibert e do Simon Blackburn ainda parece ter esse problema ali no caso da Ad Ridad, né?
¶268Ah, no caso das próprias propostas dessas teorias, né? Que como a referida pelo Humer, né? Como referida pelo Humer, parece que no caso a a interpretação mais natural, né? Das sentenças morais, né, que envolvem nação de incorporação, né? Ou seja, de que essas sentenças condicionais envolvem a expressão de certas proposições, né, através dessas sentenças incorporadas, né, onde você tem um condicional ali com antecedente ah, ali, que você pode atribuir um determinado valor de verdade, né, eh, ou considerar como quase verdadeiro inferir, no caso ali, né, a uma proposição ali como consequente, né, vinculada ali ao outro componente, né, da sentença condicional, né, que é o consequente.
¶269Parece que no caso essas inferências elas naturalmente são interpretáveis de dentro de um ferme cognitivista moral do que não cognitivista moral, que é o que demanda a teoria do emotivismo moral, né? Ah, tem, como eu mencionei, tentativas de reicular, né? Ah, compreensões, né? Ah, ali que permitam, no caso, você eh realizar, né? você tomar essas expressões ali como sendo significativas dentro de um framework não cognitivista através de teorias quase realistas como a do Blackburn, mas ainda assim parece ser extremamente ado como o Humor mesmo denuncia no podcast do Sin Clearly que é do Christian Gonzalez, né, que é aquele podcast que eu acabei de mencionar e f que eu coloquei aqui na tela, né, para vocês.
¶270Ah, mas é isso. >> Moral tanto no >> quer comentar alguma coisa sobre isso também, SK, se você quiser comentar também, não sei. >> Sim, sim. Eu ia comentar, né, eh, no começo da da live, né, eu falei que eu adoto uma perspectiva cognitivista, expressivista. O que que isso quer dizer, né, e que ajuda a gente pensar um pouco recentemente, né, principalmente a parte do MOR, porque assim, quando J More ele falou que a que o bem era uma propriedade que não podia ser definida, teve todo um debate para tentar entender o que exatamente ele implicava dizer que o bem não pode ser definido.
¶271E uma das conclusões era que que que exatamente o bem entende especial que faz ele não poder ser definido. E aí a uma corrente que surgiu é porque o bem ele não pertence à mesma categoria das propriedades descritivas, né? Das propriedades que descrevem o mundo. E portanto, algumas correntes falaram assim: "Então, o bem é uma propriedade não descritiva". E aí essas foram por correntes eh não naturalistas, né?
¶272A de que a propriedade moral ela seria uma propriedade que ela não é uma propriedade que descreve o mundo natural, mas era ela seria uma propriedade redutível à propriedades naturais. Mas teve uma outra corrente que foi para um outro caminho. Ora, se o bem não pode ser definido, é porque quando a gente usa a propriedade do bem, a gente não tá expressando uma crença. A gente não tá dizendo que certas objetos possuem uma propriedade X. A a o que a gente tá falando é expressando uma atitude de aprovação ou desaprovação.
¶273E essa família de teorias ficou conhecida como não cognitivistas. Ah, o que que acontece, né? Eh, essas teorias, eh, elas estão corretas, em certa medida, em reconhecer que o juízo moral, ele tem um elemento que não é igual de outros juízos, eh, cognitivos, que ele tem um elemento a mais. Em que sentido, né? Quando eu falo para alguém que uma cadeira é azul, eu não exijo que essa pessoa mude o seu comportamento em relação à propriedade azul da cadeira.
¶274No máximo, o que exige-se da pessoa é que ela acredite, né? que ela acredite que é verdade que a cadeira é azul. Além da crença, não há nada mais que o a constatação de que a cadeira tem a propriedade de ser azul exija da pessoa. Por outro lado, quando eu estou trabalhando com juízos morais, eh ele exige mais do que uma mera mero assentimento intelectual. Então, se eu falo, por exemplo, que matar é errado, então eu devo desapar, desaprovar o assassinato, eu não devo caus praticar o assassinato, eu devo sentir culpa se eu matar alguém, eu devo condenar alguém que comete assassinato.
¶275Então, né, não é, não tá não tá fora de tá fora de questão assim que juízos morais eles têm uma dimensão [limpando a garganta] expressiva, emotiva, tem questões relacionadas a aprovar, desapar. Isso daí é, isso daí até os realistas morais robustos reconhecem, né? Os não naturalistas éticos reconhece. Ele reconhece inclusive que a emoção ela em algumas circunstâncias ela tem um papel relevante para motivar a pessoa a agir moralmente e coisa tal. O que ele defende é que as emoções elas não são explicações ah para todas as crenças morais que nós temos e também os comportamentos que nós nos engajamos, né?
¶276Porque existem certas coisas que uma teoria de motivação moral não riumiana explicam melhor do que simplesmente uma teoria de motivação moral rumiana. porque ele acredita que fatos avaliativos, né, eles têm um aspecto ali eh um pouco distinto de fatos puramente descritivos, né? Eh, ou seja, tem um aspecto deles que favorece a gente se inclinar a agir de acordo com o que, no caso, eles eh eles ilustram para nós, né? Ah, eles se revelam para nós. >> Então, é, então esse esse é esse é o ponto.
¶277O o a gente fala que os juízos morais eles têm uma implicatura ou um elemento, né? Aí tem várias teorias que tentam incorporar esse elemento. Algumas vão dizer assim que juízos morais eles são cognitivos, mas eles implicam também elementos conativos. Outras teorias vão falar assim que o próprio conteúdo expresso pelo juízo moral, ele é sugêneris. Ele é sugêneris.
¶278Ele ao mesmo tempo é cognitivo e ao mesmo tempo ele tem um aspecto conativo. Conativo quando eu falo é aspectos relacionados a expressar emoções e atitudes ou comandos ou prescrições. >> É afetos. Tudo que não é tudo que não é crença poderia ser colocado no conativo. Eh, então e outras teorias que é o que eu mais gosto assim falam que um juízo moral ele tem um duplo aspecto, né?
¶279Ele expressa tanto elementos cognitivos quanto elementos conativos. E aí a questão é, né, a questão não é negar que tem um elemento conativo. O elemento conativo ele existe, tem várias maneiras de reconhecer e incorporar esse elemento conativo. A questão é, o elemento conativo por si só é suficiente para explicar a linguagem moral? E aí que tá, né?
¶280Tem que tem o elemento conativo, todo mundo concorda. Nós temos sentimentos morais. A moral tem a ver com aprovar, desaprovar. A moral tem a ver com com endossar certos tipos de ação e não endossar outras. A questão, a moral é só isso?
¶281Ou será que tem um elemento cognitivo na moral? Então, essa é uma questão importante. A moral, ela é só a expressão de emoções ou atitudes fanas? Ou eu isso completamente explica linguagem moral ou qualquer teoria desse tipo, ela vai ser insuficiente. >> Inclusive, inclusive, SC, inclusive aí entra um pouco também na metafísica das emoções, né?
¶282Porque em filosofia das emoções contemporaneamente, como o próprio Ryan Mulls, né? Wi Mes e outros articulam as emoções, elas têm um componente cognitivo e afetivo, segundo essas teorias, né, mais bem desenvolvidas contemporaneamente. Então tem um componente cognitivo que favorece com que a reação afetiva que você tem em relação ao estado de coisas que você percebe seja apropriado. Seja apropriado a reação afetiva seja apropriada de acordo com estado de coisas que você tá percebendo na realidade. >> Então tem um componente cognitivo e afetivo envolvido aí na nas emoções.
¶283>> Aliás, foi foi esse. >> Aham. >> Uhum. Foi, foi esse, foi essa, foi essa, foi, foi uma constatação disso, né, que tentou fazer o, o pessoal incluir algum, os expressivistas incluir algum sentido mínimo de verdade moral. Ah, porque assim, primeiro, eh, eh, pode ter haver expressões de emoções, mas a gente poderia perguntar: "Essas emoções são apropriadas ou não são apropriadas?" Essas emoções são as as emoções que eu devo ter ou que eu não devo ter?
¶284Então, tem uma pergunta mais, né? Essas as são são as emoções que eu devo ter. Por exemplo, se eu vejo um assassinato, eu devo sentir o quê? Eu, se eu sentir feliz por isso, essa é uma emoção apropriada moralmente. Então, primeiro, as emoções, elas podem ser avaliadas em termos de serem adequadas ou não adequadas, apropriadas ou não apropriadas.
¶285E o que que é que permite que essas emoções possam ser avaliadas assim? É um critério puramente cultural, social, eh, ou será que existem critérios objetivos que permitem eu dizer assim que uma atitude de aprovação em relação à escravidão é uma atitude inapropriada? Então, até o caráter de ser apropriado ou não ser apropriado das emoções morais, elas trazem o objetivismo em campo de novo, né? Eh, sem o objetivismo fica difícil pensar que critério então que a gente deve usar para avaliar se uma determinada emoção que eu expresso diante de uma ação, ela é apropriada ou inapropriada. Então, é por isso que tem as as correntes expressivistas que a gente chama de quase realistas, que elas tentam trazer um algum alinamento objetivo, alguma noção mínima de verdade para tentar lidar com esses problemas.
¶286Além desse problema, tem outros problemas, né, que o David já mencionou. Tem o problema Fig Gate e o e o problema de Georgeston. Eles são problemas assim, né, no às vezes eles estão são tratados quase como sinônimos, mas tem uma pequena diferença entre o problema do Freg Gate e o problema Georgison. Ah, o primeiro problema fregate é assim: quando eu pego uma partícula de da linguagem que supostamente é uma expressão de uma emoção, essa partícula, ela pode aparecer em outros contextos epistêmicos, eh, onde uma emoção não está sendo expressa. Então, por exemplo, né, se eu chegar aqui e falar assim: "Assassinato é errado".
¶287Eu posso estar expressando a minha emoção de desaprovação em relação ao assassinato. Por outro lado, se o se o David Ribeiro tá conversando com alguém sobre o que o Sankey falou e ele fala assim: "O Sankey disse que matar é errado". A expressão matar é errada. Ela saiu do contexto onde eu tô expressando a minha emoção e foi para outro contexto semântico onde ela não tá expressando nada, porque o David Ribeiro não tá expressando as emoções dele. Ah, e aí a questão é como que o significado se manteve quando uma uma partícula ou uma um juízo moral, ele foi tirado de um contexto semântico onde ele expressa uma atitude de desaprovação ou de aprovação e foi levado a um contexto semântico onde ele não expressa isso.
¶288Outro exemplo, né, são condicionais, né? Se eu falo, por exemplo, assim, mentira é errado. Se eu falo mentira é errado, eu tô expressando uma emoção de dessa aprovação em relação a mentir. Mas se eu falo a frase assim, se mentir é errado, então induzir outra pessoa a mentir também é errado? Nesse caso, eu posso nem estar concordando ou discordando da mentira.
¶289Eu só tô, eu posso até ser a favor da mentira e falar essa frase com sentido. Eu posso dizer assim: "Eu apoio a mentira, mas se mentir foi errado, então induzir outra pessoa a mentir também é errado." Nesse contexto semântico, o juiz mentir é errado, não está expressando nenhuma emoção. Ele aparece embutido em outro contexto semântico onde ele não expressa emoção alguma. Então o que que ele tá expressando, afinal de contas? O que que um juízo moral, quando ele está num contexto linguí linguístico onde ele não expressa uma emoção, o que exatamente ele está expressando?
¶290Se juízos morais eles >> resposta aí a resposta mais natural para esse problema é que tá expressando uma proposição, né? Tá no caso expressando ali uma proposição que é basicamente uma sentença linguística que é passível de ser considerada verdadeira ou falsa, né? >> Verdadeira ou falsa. >> E aí, portanto, você vem com condições de verdade ou qualquer coisa assim que permita considerar elas verdadeira ou falsa. Mas tem estratégias, né, como do próprio Simon Blackm, né, que até o o Hummerciona ali no no Cleing e do Alan Gibard, né, e etc, né, e outros para tentar lidar com esse tipo de de exemplo, né?
¶291Ah, mas é isso. Mas ainda tem outros problemas vincos com elas, né? Mas >> é, é, o segundo problema que eu ia mencionar é o dilema de Jordianson, que é que às vezes é trabalhado quase como sinônimo do problema freguete, mas que ele leva para o campo das inferências argumentativas, né? Então, o que que acontece? juízos morais eles compõem argumentos eh e permitem inferências morais que a ao que tudo indica, é muito difícil a gente não falar que é genuinamente válida, né?
¶292Então, por exemplo, né? Se eu tenho uma uma expressão, torturar inocentes é errados, é errado, tá? E depois eu tenho assim, eh, causar sofrimento a uma criança é eh, eh, é torturar um inocente. Aí eu posso ter uma conclusão. Logo, eh, torturar uma criança por diversão é errado.
¶293Sei lá, se eu monto um argumento, então do tipo, desse tipo, eu tô inferindo uma conclusão a partir das premissas. Então, esse argumento ele é válido, né? Eh, talvez colocando mais simples, né? Torturar um inocente é errado. Se torturar inocente é errado, então a gente eh não deve torturar uma criança por diversão.
¶294Logo, a gente não deve torturar uma criança por diversão. Consigo fazer argumentos usando eh juízos morais como premissas do argumento. E a questão é que se esses argumentos eles permitem, então eu extraí uma conclusão das premissas. A lógica fala que eu posso extrair uma conclusão das premissas eem um argumento quando as premissas, sendo verdadeiras, a conclusão se segue como também verdadeira. Ah, e aí que tá, né?
¶295Se juízos morais eles não expressam crenças, mas sim emoções, o que que tá garantindo, né, a validade dess desses argumentos? O que que tá garantindo que eu possa extrair uma conclusão a partir desses argumentos? Então, se juízos normativos eles não possuem valor de verdade, e esses contextos de inferência se tornariam um problema, né? Aí de novo, né? Igual que o o freguete tem tentativas de tentar resolver isso, né?
¶296O que algumas estratégias fazem é tentar propor um sentido mínimo de verdade. Só que aí a questão é se esse sentido mínimo de verdade ele é suficiente para trabalhar com inferências argumentativas. Ah, tem um último problema. Só para mencionar que é o problema que a gente chama de problema do psicopata moral, mas ele poderia ser aplicado a casos em que uma pessoa expressa uma crença moral sem expressar uma emoção correspondente ou expressa um juízo moral sem expressar uma emoção correspondente. Então eu posso estar conversando com um psicopata.
¶297Esse psicopata, ele tem clareza que torturar uma criança por diversão é errado. Isso é uma coisa que o psicopata crê com convicção e mesmo assim ele não desaprova. ele ele ele acha que torturar tá OK para ele, mesmo que seja imoral. E então esse a gente chama de problema do psicopata moral, porque o psicopata moral geralmente é descrito com uma com uma pessoa que tem uma crença convicta de que torturar a criança por diversão é errado e mesmo assim aprova a tortura. Então, nesse caso, né, ah, como que esse psicopata moral pode afirmar um juízo do tipo: "Torturar uma criança por diversão é errado se ele não tem a se ele não tá expressando a emoção correspondente a esse juízo?" Então, digamos assim, todos esses elementos mostram que, por mais que a dimensão conativa, afetiva, emocional seja fundamental para entender a linguagem moral, se você tira a dimensão cognitiva, você não vai conseguir explicar o funcionamento de de partículas morais ou trechos morais em contextos onde nenhuma emoção está sendo expressa, como na expressão se mentir é errado.
¶298Então, a mentira não deve ser incentivada. você não consegue explicar o problema de como você infere uma conclusão a partir de premissas que envolvem premissas morais, como por exemplo, né? Não se deve causar sofrimento injustificado. Torturar uma criança por diversão causa sofrimento injustificado, logo não se deve torturar uma criança por diversão. E terceiro, você tem dificuldade de explicar casos em que uma pessoa tem convicção de uma de um de uma crença moral ou de uma expressão de um juiz moral, mas não tem aí a emoção correspondente, como no caso do psicopata moral.
¶299Então, esses elementos, de novo, voltam naquela coisa, eh, da suficiência de uma teoria emotivista de explicar os elementos de uma linguagem moral. E por isso que a parcimônia não pode ser usada nesse caso, porque numa explicação puramente expressivista, numa explicação puramente emotivista, certas coisas não são explicadas. Então, a gente aceita o elemento emocional, a gente entende que tem um elemento emocional, a gente entende que juízos morais expressam emoções, expressam atitudes de aprovação e desaprovação. A questão é que a gente não acha que os juízos morais expressam só isso. Eles têm que expressar também crenças, eles têm que expressar também proposições, senão fica incompleta, alguma coisa fica faltando nas nossas teorias sobre os juízos morais.
¶300Sim, >> mas é isso. [risadas] >> É, exatamente. Mas é isso, né? Então vamos lá, vamos proseguir na analítica quanto na continental da parte do Gabriel. Hoje em dia, eh, eu já sou mais cético com relação a isso.
¶301Eu já seria mais um emotivista ou expressivista. Não obstante, eu vejo muito mérito na tentativa de olhar para para pra história e avaliar eh a ideia de um progresso moral e de valores que possam ser universalizados. Outro filósofo que eu cito no artigo, que é que é um filósofo analítico, é o Peter Rayton. Ele fala que, >> ó, o Peter Ron aí, >> eh, do mesmo jeito que o Gabriel, ele olha pra história e observa essa melhora com rela a a ter seus direitos reconhecidos com o tempo, a partir de protestos, eventos, enfim, que que mudam o curso da história, eh as coisas parecem melhorar. Então, o artigo é muito sobre isso.
¶302Eh, e eu recomendo que que as pessoas conheçam o Ética para tempos sombrios, porque eu acho que apesar de considerá-lo pouco parciimonioso, o Gabriel, ele ele descreve muito bem eh como que o realismo oral pode ser pensado no mundo contemporâneo. Então, eh, eu não pretendo me estender muito, né? Eu gostaria de dizer também que eu crio conteúdo aqui no YouTube sobre filosofia. O meu canal é o meu próprio nome e eu trabalho também esses temas, assim como filosofia da religião. Para quem tiver curiosidade, eh, eu vou só ler agora o resumo do meu artigo que do dossiê, né, para quem eh tiver interesse.
¶303O presente artigo apresenta e discute os fundamentos do novo realismo moral proposto por Marcos Gabriel em ética para Tempo Sombricho, obra que estende seu projeto de novo realismo ao campo da ética. Partindo de uma defesa metaética do realismo moral, Gabriel sustenta que há fatos morais objetivos, independentes de opiniões individuais ou culturais, mas acessíveis à razão humana e reconhecíveis em todas as sociedades. O artigo examina as três teses centrais de seu sistema: realismo, humanismo e universalismo, e sua oposição ao relativismo, ao pluralismo e ao nilismo. A crítica de Gabriel ao cinismo pós-moderno e à crise de verdade contemporânea é analisada em contraste com autores como Bruno Latour e Friedrich Nietcher. Defende-se que a superação do relativismo e do nilismo é condição necessária para o progresso moral global, o qual deve ser entendido como um empreendimento coletivo da humanidade.
¶304Por meio do reconhecimento de fatos morais universais, como a condenação de práticas, evidentemente mais como a tortura por diversão. Gabriel propõe um novo esclarecimento que una a razão e moralidade em resposta aos desafios éticos do século XX, como o nacionalismo, o colapso ecológico e as desigualdades globais. O artigo conclui que o novo realismo moral oferece uma alternativa robusta ao pessimismo moral e a fragmentação cultural, afirmando a objetividade da ética sem recorrer a fundamentos teológicos. Então, esse é o resumo da ópera. Eh, um ano depois, eh, como eu disse, eu já não embarco tanto assim, porque eu penso que, é claro que dá para todo mundo concordar que a tortura por diversão é ruim, mas você não tá derivando isso do fato, você tá derivando isso do seu sentimento desagradável.
¶305Não, na verdade você, se o rimer tiver correto, você tá derivando isso de uma intuição moral que está favorecendo, no caso, que você inclinado a ter certas reações emotivas em virtude de você rastrear uma certa verdade acerca de umaada da questão moral, ok? Isso de acordo com a visão intuiciética, tá? Então, se o a argumentação do humor, né, do step by step case, né, intuition case em favor do intuídico proceder e até agora não vi nada assim que minasse, na verdade você ilustrou uma coisa que parece parece ser uma imperícia, tá? Não sei exatamente, né, porque você liu, acredito que você tenha lido o ethical intuition de 2005 do Michael Human, acredito. Então, se você tá ciente desse tipo de coisa, então você trazer esses pontos ilustra uma perelícia meio complicada, né?
¶306H, de você não saber que, na verdade, os não naturalistas éticos abraçam esse esse ponto que você tá trazendo da guilhotina de Rum. Na verdade, eles abraçam isso com todas as forças e usam isso contra os naturalistas éticos. Ah, eh, mas enfim, vamos lá. >> Como um primata que você é de de ver a tortura ou de ser torturado ou de ter alguém próximo torturado, a menos que você seja um sádico, mas isso de respeito talvez a uma falha biológica do seu cérebro, enfim. Então, é mais uma questão de acidente, né?
¶307Então, me parece que o projeto, só para tensionar um pouco também, né, a a os nossos eh as nossas comunicações sobre o novo realismo e fortalecê-lo. Mas por que que a gente vê essa falta de reação emocional nesses contextos do psicopata como inapropriada com relação a com relação a essas sentenças morais, né, ineridas e conhecidas, né, reconhecidas pelo próprio psicopata moral, como referido pelo Sanque. É o que que explica isso, né? Parece que é uma coisa que você precisa explicar enquanto emotivista e que não é não tá bem classificado você dar conta disso, né? quer comentar alguma coisa, S?
¶308>> Sim, sim, sim, sim. Inclusive ia comentar, né, que esse elemento que ele traz eh do tipo assim, a gente condena o a tortura por diversão e a se a gente não condena só não condena isso quem é um sádico, né? Já é um termo que tem uma certa uma certa avaliação, né, moral, se a gente for parar para pensar. E isso isso que tá mostrando que o emotivismo tem uma certa insuficiência, né? Porque eu preciso dizer não só que a expressar uma emoção negativa, eu preciso dizer, não só que eu expresso uma emoção negativa em relação a torturar uma criança por diversão, como que a emoção apropriada a ser expressa nesse contexto é uma emoção de desaprovação.
¶309Tanto é que se alguém expressa uma emoção de aprovação nesses casos, essa pessoa ela é sádica, ou seja, ela tem um tipo de maneira, ela tem tá expressando um sentimento que não é apropriado. E se a gente for perguntar e a gente vai perguntar, mas por que que é apropriado expressar uma desaprovação? E não é apropriado expressar eh uma aprovação em relação à tortura? Essa é a pergunta que o motivista tem que responder. Por quê?
¶310Por que que é apropriado ou não é apropriado? Por que que essa emoção é apropriada nesse contexto? E assim, é muito difícil você dar uma resposta robusta a essa pergunta se em algum momento você não envolver questões de verdade moral, né? Se se algum momento, se você não dizer assim, é a a emoção correta a ser expressa é desaprovação, porque torturar uma criança por diversão é errado. Se você não chega nessa conclusão, para você sustentar que certas emoções diante de certas ações são apropriadas ou inapropriadas sem em algum momento chegar numa noção de verdade moral, ela é muito difícil de ser feito assim, a é muito complicado.
¶311Então, nesse caso, e aí inclusive, né, a gente dá esse exemplo da da Dra. Criança por Diversão, a gente pode dar um outro exemplo que na nossa cultura, né, se a gente pensasse no que acontece com os animais, né, é bom esse exemplo porque é um exemplo que talvez a intuição comum de muitas pessoas seja que não tem problema você matar os animais eh nos frigoríficos ou ou coisa assim. E nesse caso, né, se a gente fosse parar para pensar, né, se a gente quer ser coerente, a gente estaria pensando assim, se causar sofrimento injustificado numa criança é errado, causar sofrimento injustificado no animal também é errado. E mesmo que a maioria das pessoas tenham um sentimento positivo em relação a isso, a gente diria assim que esse sentimento é inapropriado. E aí que tá, né?
¶312Por que exatamente por que eu posso dizer isso, né? É, por que que eu posso dizer que mesmo que a maioria das pessoas tenha um sentimento de aprovação em relação a matar animais para consumo humano, ainda assim isso é errado. Mesmo que a maioria das pessoas expressem esse sentimento. Se eu não recorrer a uma noção de verdade e objetividade moral, é muito difícil explicar isso. E é [risadas] muito difícil explicar.
¶313Então, as teorias emotivistas, elas são insuficientes nesse ponto, porque você precisa ter um critério objetivo para avaliar a corretude das emoções morais, para avaliar se essas emoções são apropriadas ou se são inapropriadas. E a e é muito difícil você não sustentar, né, que o critério para esse tipo de avaliação tem que ser objetivo e que esse critério implica alguma noção de avaliação em termos de verdade, de que é verdade que torturar uma criança por diversão é errado. E por que é verdade que torturar uma criança por diversão é errado? que eu devo ter uma emoção negativa de desaprovação quando eu testemunho a tortura de uma criança. >> Isso.
¶314Minha reação emotiva apropriada nesse caso seria justamente a desaprovação e você perfeito provar situação. Em vez de reconhecer que esse de coisas tem um status axeológico ali negativo, né? De certo modo. >> É o Derk Perfect. Ele fala, ele fala isso, ele fala isso no One Wats volume 3, que ele tá discutindo com Allan deberd, com Simon Blackburn.
¶315E aí ele chega nesse momento, ele fala assim: "Olha, se vocês pensarem mais um pouquinho dentro do próprio expressivismo de vocês, vocês vão ver que vocês vão ter que aceitar a verdade moral objetiva, porque uma hora vocês vão ter que falar assim: "Por que a gente avalia eh emoções morais em termos de serem apropriadas ou de não serem apropriadas? O que que tá, o que que fundamenta eu poder falar que uma emoção é inapropriada ou que uma emoção é apropriada?" E o Dirk Perfect fala: "Única a a maneira a maneira de resolver isso é falar: existe verdade moral". É por isso que eu posso dizer que certas emoções são apropriadas e inapropriadas, né? Se não existe verdade moral, é muito difícil explicar isso. A teoria expressivista fica faltando alguma coisa.
¶316>> Sim, exatamente. Mas enfim, vamos lá. >> Eh, eu penso que parece que o Gabriel ele dá um salto grande que na minha leitura não conseguiu refutar a guilhotina do Rum e outros argumentos eh emotivistas. Mas quem disse que realistas morais tem que refutar a guilhotina de R? Cara, só um tipo específico de realista moral que tem que lidar com a giletinha de que tem um problema com ela.
¶317Só tipos específicos ali, né? Não todos. >> Uhum. >> Na verdade, há realistas morais que abraçam, como eu mencionei, abraçam aquele de Rum. E eu também penso que ele faz uma leitura um pouco equivocada do Niet.
¶318Ele chega a dizer que o nazismo é o resultado da transvaloração dos valores. E eu falo a sessão que ele fala isso no artigo. Eu acho que isso é equivocado e é um pouco injusto com com Niet, porque o Niet ele não teve tempo para desenvolver o que ele chamava de transvaloração de todos os valores. E pelo pouco que nos sobra dos fragmentos e das obras publicadas, entende-se que é sobre re sobre reavaliar os primeiros princípios da moral depois da morte de Deus e perguntar se isso é autêntico, se isso é uma moral de verdade ou se isso é hipocrisia disfarçada, se isso é fraqueza disfarçada, se isso é cinismo disfarçado, que é a maneira que ele olhava pro cristianismo institucional. Essa questão de alegação de moral verdadeira, eu acho que não ficou muito bem aqui.
¶319Ficou meio estranho. Enfim, ele deve desenvolver isso nos textos, né? Mas enfim, vamos lá. Porque assim, eh, a visão nitiana, se você for levar a ferra e fogo, ela permite esse tipo de coisa, né? Abre margem, pelo menos abre margem para esse tipo de coisa, né?
¶320que aconteceu, por exemplo, na questão do bigodismo na Alemanha, blá blá blá, não esquece que Niet aprovava isso, que ele defendia isso. Eu não acho isso, tá? Eu acho que isso daí de fato não não aprovava ou qualquer coisa assim. Ah, não acho razoável isso, né? Isso daí entra mais na conta da irmã dele.
¶321N >> fez um monte de informações também incoerentes, né? Exatamente. É, na verdade, pessoas como Benites e outras pessoas que têm carinho pelo Niet, que tentam dar uma coerência, um corpo mais sistematizado e mais, enfim, mais unificado acerca do do que N defende, né? É eles que tentam fazer esse trabalho aí de apanhado e de tentar dar uma coerência maior pr pra NIT, né? Ah, se isso é bem sucedido ou não, não sei, mas me parece pelo menos que de fato as ideias do NIT abre margem para esse tipo de coisa que o Gabriel mencionou aí.
¶322OK. E eu acho difícil você dar um jeito aí de não favorecer esse tipo de coisa, tá? De extrair uma conclusão ali que favorece uma contramão a esse tipo de coisa. Mas tudo bem, vamos lá. Eh, eu então a leitura que os nazistas fizeram do Niet é uma distorção evidente para qualquer pessoa minimamente versada na obra filosófica do autor que condenava o populismo, nacionalismo e o antissemitismo.
¶323Então, eh, parece que o ataque do Gabriel a esses filósofos quase, >> mas condenava baseado no que exatamente, entendeu? Aí que a gente tem que ver se de fato tinha um havia uma noção de restrição moral significativa na visão nitiana que permitia com que esse tipo de coisa não fosse abarcável por esse tipo de noção, entendeu? Por esse tipo de esses tipos de concepções. Não me parece o caso. >> Viram um espantalho, embora em outras passagens ele é bem-sucedido em demonstrar algumas falácias.
¶324Eh, vejunite cometendo o que a gente chama de falácia genética, por exemplo, que é confundir a origem de um de algo com a sua eh realidade, né? Então, ele ele faz a genealogia da moral, mas de explicar a história da moral não diz que não elimina a tese da possibilidade de um realismo moral, né? Enfim, eh, eu não sei se eu deveria falar por muito mais tempo, >> a menos que hajam argumentos de desmascaramento articulado. Aí talvez possa afetar a razoabilidade do realismo moral e de outras visões, né, em outros domínios, como referido pelo Danus e Corma, porque ali sim tem uma estrutura lógica válida. Mas geralmente o que é refeito, né, de fato, nesses autores mais eh continentais ou em outros autores menos responsáveis, né, na articulação de um raciocínio filosófico, né, um raciocínio filosófico ali, né, um argumento lógico válido e e enfim com compromissas ali que tenham plazabilidade, é justamente você identificar um fato genealógico específico e já atribuir um status de algo negativo em virtude desse fato genealógico, né?
¶325Então isso daí já não é um argumento de desmascaramento, é só, enfim, você tentar invalidar de fato só pela única e exclusivamente origem, né? Sem especificar o por que aquele tipo de origem ou de mecanismos que permitiam a formação da crença envolvendo aquelas questões daquele domínio, né? Domínio moral, matemático, livre arbítrio, objetos compostos e assim por diante. O porque que isso favorece a atribuição de um status epistêmico negativo? tá desempo negativo para aquele conjunto de crenças envolvendo naquele domínio, né, ou de outras atitudes, né, outras atitudes como intuições ou qualquer coisa do gêno que favorece a justificação.
¶326Fale você suportamente justificação nessas crenças, >> mas eu gostaria de encerrar por aqui, convidar vocês a próxima etapa do nosso encontro. >> Perfeito, Mus, muito ob >> e é isso, né? Então assim, terminamos considerações finais aí, Sany, antes da gente finalizar essa essa live aqui. >> Ah, perfeito, né? Eh, eu eu achei curioso assim a a a mudança que ele fez do realismo, proivismo, né?
¶327Eh, eu não sei se são argumentos suficientes, assim. Eu acho que assim, seria mais coerente, né? Talvez fazer assim, fazer como eu faço, né? Na minha pesquisa, o propósito da minha pesquisa de doutorado é mais ou menos esse aqui. É tipo, eu tenho clareza do elemento cognitivo e dos juízos morais.
¶328Acredito que juízos morais expressam proposições que podem ser verdadeiras ou falsas, que algumas dessas proposições são verdadeiras e que algumas dessas proposições são verdadeiras porque elas expressam verdades normativas irredutíveis. Ah, assim como, por exemplo, proposições matemáticas expressam eh verdades matemáticas que não são verdades sobre o mundo natural, né? Não são descrições do mundo natural. Então, digamos assim, as verdades morais elas são verdades que elas não são descritivas do mundo natural, elas são normativamente redutíveis e elas expressam aquilo que a gente tem maior razão em fazer. Ou seja, por exemplo, eu tenho mais razão em evitar o sofrimento imerecido, injustificado, eu tenho mais razão, raz razões em promover o bem-estar.
¶329Eh, então essas razões elas são, vamos dizer assim, o fundamento pra gente poder falar de verdades morais objetivas, né? São razões normativas irredutíveis. Eh, só que aí sabendo disso, eu também sei que é óbvio que a moral, a linguagem moral, a prática moral, ela envolve um monte de coisa relacionado às emoções, envolve um monte de coisa em relacionado às prescrições. uma proposição moral não é a mesma coisa que uma proposição a cadeira é azul, porque uma proposição moral ela exige não só crença, mas também uma certa atitude de aprovação, desaprovação, eh de endossar certa prática, de expressar culpa, de expressar descontentamento, de expressar raiva em certos contextos, dependendo. Então, digamos assim, o que eu faço, o objetivo da minha pesquisa de doutorado hoje é incluir o elemento emotivo sem abandonar o elemento cognitivo, ou seja, né, incorporar numa explicação mais completa da linguagem moral tanto o elemento cognitivo quanto o elemento emotivo.
¶330Porque eu se assim que uma teoria que não que falta algum desses dois elementos, ela vai ser incompleta, né? uma teoria que seja puramente cognitiva, que não tenha nenhum elemento emocional, acho que ninguém chega a defender algo tão radical assim, mas uma teoria que fosse só cognitiva, ela faltaria explicar o aspecto de aprovação, desaprovação de endosso imperativo, de comando, de prescrição. Mas uma teoria que ela é só emotiva e não tem um elemento cognitivo, ela ela não explica a fenomenologia do próprio juízo moral, no sentido de que quando a gente expressa um juízo moral, a gente tá expressando uma crença, tem o formato de uma crença, tem tem o conteúdo de uma crença, tem a maneira de uma crença. Ah, então assim, se não é crença, eu não dir nem possível de crença. Tudo indica que é uma crença, até no no aspecto psicológico da expressão.
¶331Outra questão é que se não é uma crença, se não é uma proposição que pode ser verdadeira ou falsa, passa pel aqueles problemas que a gente já falou do Fregate, do Jorgenson, eh, do psicopata moral. Então, digamos assim, qualquer teoria é que não tem o elemento cognitivo, ela é incompleta. E também qualquer teoria que não tem um elemento de verdade objetiva, ela também é incompleta, porque falta explicar a deliberação moral, falta explicar a indispensabilidade de fatos morais na avaliação de fenômenos históricos. uma ciência histórica sem assumir fatos e juízos morais objetivos é uma ciência incompleta. Então, digamos assim, a parcimônia não funciona aqui.
¶332A parcimônia, que eu acho que foi o principal argumento do Mateus Benites ao longo do vídeo, a parcimônia ela só funciona em catterris páribos se as duas teorias elas conseguem explicar os mesmos fenômenos da com a mesmo grau de profundidade de de virtudes teóricas. E nesse caso, né, a o que a gente percebe é que uma teoria emotivista, ela explica menos do que uma teoria que inclui o elemento emotivo, mas também inclui o elemento cognitivo e o elemento de verdade moral. Por isso, a navalha de não pode ser usada aqui, senão ela vai estar cortando fora questões que são indispensáveis para as nossas melhores teorias. Perfeito. É isso.
¶333E a e só e só deixando quem quiser se inscrever no meu canal Bruno Sunkey. E depois só pesquisaria tá o ar do do Sun tá na descrição, tá? Então é só vocês descerem clicarem na descrição e clicar lá no ar dele que vocês vão direto pro canal dele, tá? O canal do Benitzes também tá aqui, né? O ar dele.
¶334Ah, mas assim, eh, eu achei deprimente assim esse vídeo, tá? E se o texto que ele tá descrevendo for nessa linha, então é terrível, tá? Só ruim, muito ruim, muito ruim, muito ruim mesmo. E me surpreende algumas coisas que ele trouxe aqui, porque ele já leu coisas que rebatem o que ele tá trouxe aqui, entendeu? Eh, isso que me deixa mais surpreendido, sabe?
¶335Isso que eu acho complicado. E aqui eu vou fazer um comentário, né? Eu falei que eu ia deixar esse comentário mais pro final para não fazer envenenamento do poço contra o Benites, mas basicamente isso é o modos operante do Benitz aqui no YouTube, tá? Eh, infelizmente, eh, assim, eu já peguei esse tipo de coisa várias vezes, ele distorcendo autores, como no caso a questão da inércia existencial, ele expôs de maneira imprópria a inércia existencial em um vídeo. Ah, eu o o Fugita também já pegou ele fazendo esse tipo de coisa, especialmente na exposição dele do argumento do do Grand Hop contra a primeira, segunda, a terceira via no Argan About Gods de 2006, né?
¶336No about 2006, ele interpretou uma sentença, né? uma uma alegação do do OP lá no artigo como se ele tivesse se comprometendo com realmo modal, ou seja, realismo de mundos possíveis e como se esses mundos possíveis tivessem conexão causal entre si na visão do do OP, sendo que na verdade ele só tava questionando uma formulação específica da via, só uma premissa específica da maneira quando tava formulada. Tipo, ele interpretou, ele trouxe uma interpretação assim cabulosa do OP, né, totalmente distoante do que o HP defende. OP não é o realista modal, eh, no sentido leuisiano do termo, né, de acreditar que existem mundos possíveis, né, reais, né, mundos possíveis reais, né, eh, atuais, né, ah, no sentido atualista do termo ou qualquer coisa assim, ah, no sentido realista do termo, né, enfim, de que eles existem genuinamente, né, e coisa e tal. e muito menos que esses mundos possíveis, né, eles têm vínculo, né, eles têm relação causal uns com os outros, né?
¶337Então ele interpretou desse jeito. Eh, no caso ele durante o debate eh contra o Mateus Fugita, né, o o Mateus Benit, né, lá no canal do Antônio Miranda, né, que foi relacionado à questão do ah de se Jesus é Deus, né, a questão da da divindade de Jesus. H, ele citou, né, um autor, nesse caso, Willer Roll, atribuiu uma posição que é do Kant, do Emmanuel Kant a Will Roll, que é uma posição justamente que o Willer Roll critica no no livro dele de 1978 e 1979, né, que é basicamente ah o Philosopher religiion, né, filosofia da religião, uma introdução que aqui no no Brasil, né, foi traduzido como como justamente ah uma introdução à filosofia da religião, primeiramente, né, na versão do Víor Guidorize, né, que o o Víctor Guidorizu e que teve a revisão científica do Desiderio Murcho, né, que é uma visão uma versão mais antiga e na visão mais versão mais recente, né, que foi publicada agora recentemente, acho que em 2024, se eu não me engano, que é filosofia da religião, uma introdução, né, ah, foi traduzido em português dessa maneira, né, que é o livro do R, onde ele dá uma tradução geral ali, né, uma introdução ali bem bem de boas, né, a questão da filosofia analítica da religião, né, a ali e onde aborda o argumento ontológico do santo celmo lá, né? Eh, e ele faz a criticar o argumento do Kant que ele atribuiu ao Raw. Então, assim, eh, esse tipo de coisa é muito comum, cara.
¶338É muito comum do Benit fazer, cara. É um modos operante dele. Aí, eh, ele me bloqueou lá no canal dele, né? E ele me acha chato, ele me acha inconveniente, etc., porque eu sou muito duro, né? Eu sou muito duro, incisivo e blá blá blá.
¶339E ele não gosta disso. Ele acha desrespeitoso, enfim, dizer elegante, etc. E e eu fui, eu fui do caso duro incisivo com ele, justamente por acontecer esse tipo de coisa, cara. ele encorre uns problemas assim de interpretação que eu acho assim inacreditáveis. Ah, eu não sei como é que um rapaz, né, um cara que tá doutorando em filosofia, ah, ali é acadêmico na área, encorre nesses tipo de gafes, nesse tipo de coisa.
¶340Cara, eu acho, eu acho muito, muito, muito complicado, sabe? Aí o que que eu disse, né? Eu fiz uma postagem lá, enfim, comentando sobre ele, né, uma vez e aí eu chamei ele de analfabeto funcional. Aí foi por isso que ele me bloqueou, né? Enfim, ele ficou ficou puto comigo.
¶341Mas assim, cara, isso é um modo desoperante comum no canal do Benites, tá? Eh, e assim, eh, ele não faz só isso, esse tipo de coisa no âmbito da filosofia, né? Ele se aventura para falar sobre outros assuntos que ele não tem tantomínio assim como a a como eu vi ele fazendo com a questão do Maomé, né, falando sobre Maomé e recebeu uma resposta do Mansor Peixoto, né, sobre isso daí do História Islâmica, né? Mas enfim, ele costuma fazer esse tipo de e, enfim, ele costuma ser dessa maneira com a tratativa dos conteúdos dele. Eu acho isso muito complicado, cara.
¶342Eu acho isso muito difícil. Eu, sinceramente, eu gostaria que ele mudasse esse essa postura, sabe? que ele repensasse melhor o que que ele tá fazendo a com os com a produção de conteúdo dele, ah, que ele fosse mais cauteloso nas coisas que eles põe, né, publicamente, que ele fizesse uma pesquisa mais cuidadosa, uma reflexão mais cuidadosa. Mas eu não sei se ele vai se ele vai fazer isso ou não, tá? Eu acho que ele vai continuar com esse modo zopirand aí que eu acho bem bem bem complicado, sabe?
¶343Bem complicado mesmo. Para quem tiver interesse, né, sobre essa e enfim sobre essa distorção que ele fez do Roll, o Mateus Fida tem esse vídeo aqui, tá? Mateus Fita, Mateus Benites, né? Mateus Benites. Aqui, ó, comentários pós-debate contra Mateus Benites e revelações surpreendentes.
¶344Aí que tem um trecho construído não sei o qu >> Quem descob quem notou esse tipo de coisa, né, ali no momento foi justamente o nosso amigo Café, né? O cafezinho. É o cafezinho. Ele é amigo meu e do do Fugita, né? Que é do meio ateísta analítico aqui conosco, né?
¶345Ah, e foi basicamente aqui, ó. Ah, deixa eu só volotar aqui. >> Mostra que o Mateus Benites tinha que se preparar muito mais para dar esse tipo de declaração. Olha só, lá no finalzinho do debate, quando ele comenta sobre a objeção dele ao argumento ontológico, ele cita um autor. E eu vou mostrar aqui para vocês o que que alguns amigos meus me mostraram, né?
¶346>> Esse caso foi o café. Café que pegou ele mais rapidamente, pescou ali a distorção que ele tava fazendo. >> Esse aqui é o autor, tá? que eu tô mostrando na tela que o Mateus Benites puxou ali na hora para tentar dizer que era um opositor ao argumento ontológico. Não pode até ser que ele tem as suas críticas, mas ele diz que existência não seria uma propriedade real.
¶347E o argumento lá da ilha da ilha perfeita eram argumentos que ele adotava, né, objeções que ele adotava contra o argumento ontológico. E olha só o que aquele aquele mesmo autor diz, né? Ou seja, o Benites durante o debate lá no canal do Antônio Miranda, ele trouxe a ele trouxe no caso essas objeções, a de Gaunilo, da ilha perfeita e no caso a do Kant, no caso a resistência não é uma propriedade, né? Não é um predicado, uma propriedade, etc. H, e ele atribuiu ao R, mas o R critica isso, cara.
¶348E ele traz uma objeção distinta dessa. Although this objection to the ontological argument has been widely accepted. Ou seja, apesar, né, de que essa objeção é o argumento ontológico esteja sendo abertamente, né, ou grandemente aceita, eu vou traduzindo direto. Ele tá falando, olha, ela dificilmente poderia prover para nós eh uma refutação conclusiva do argumento e daí ele começa a criticar, sabe? Ele começa a criticar bastante.
¶349Vocês podem ver depois o que que é o o Roy Roy fala, né, que é R O W nome do autor, tá? Tem assim essa citação aqui depois falando sobre o gaunilo, é a mesma coisa, né? Então a gente tá falando sobre objeção, né? Nós poderíamos, cadê aqui, ó, a partir da segunda linha no finalzinho ali, né? Ele cita a objeção do Gaunilo, que é a da ilha perfeita, né?
¶350Ou seja, de que o conceito de de um ser massimamente perfeito é tão conceptível, é tão, sabe, coerente quanto de uma ilha perfeita. Mas esse mesmo autor que o Mateus Benites estava dizendo que invocava essa objeção, fala o seguinte: "Olha, mas isso iria requerer para nós que nós acreditássemos eh que alguma coisa finita e limitada como uma ilha pudesse ter perfeições ilimitadas. E isso and it's not all clear that this is possible." E não é claro que isso é possível. Ou seja, então ele tá criticando a objeção do Gaunilo, gente. E o Mateus Benites tira isso da cartola do nada para tentar dizer que esse autor tinha uma crítica séria ao argumento ontológico.
¶351Ou seja, ele simplesmente não sabia a posição do autor, tirou do nada para tentar usar contra mim, sabe? A gente pegou o Mateus Benites aqui no pulo, entendeu? No pulo. É assim, inacreditável, sabe? É, é simplesmente inacreditável.
¶352E ele fez uma dessa aqui pensando que a gente não ia atrás e a gente foi atrás do autor e a gente descobriu aqui o artifício. Obviamente a gente tem que sempre partir, né, do pressuposto de que ele pode ter se enganado. Mas >> compartilhar pro Sank ver também. Mas eu acho que o San já lembra desse desse debate aí que a gente reagiu. Esse debate.
¶353>> De toda forma foi um erro porque você ele ficou o debate inteiro sem falar nada sobre o argumento ontológico. Aí lá no final ele puxa alguma coisa ali para ler e aí diz que essa é a posição do autor. Gente, que que tá acontecendo? Não teve o mínimo de critério nem de interpretação de texto, eu acho. Ou assim, é muito difícil entender aqui, sabe, o que de outra forma.
¶354Ou será que vocês acham que eu tô pegando muito pesado aqui? Olha, novamente, ele ficou o debate inteiro sem falar nada sobre o argumento ontológico. Aí lá no finalzinho ele puxa essa objeção do autor, alegando que tem a mesma, tanto que eu na minha resposta falo, olha, essa objeção que você tá falando aí é do cante do Gaunilo, né? Então, eh, eu até fiz essa pequena correção nem sabendo que ele tava eh puxando um autor errado, né? citando um autor, interpretando erroneamente a posição dele.
¶355Então, eu até achei estranho lá na hora, falei: "Olha, essa objeção que você tá falando é de Kant". E aí ele não soube nem discriminar qual que era a posição do autor em relação à objeção de Kant e a do próprio Gaunilo, sabe? Então assim, Mateus, olha, eh, como eu falei lá, olha, eu tô tentando ser educado, ser caridoso aqui, mas quando a gente vai falar de coisas na internet assim, sabe, fazer uma aula expositiva, amigo, a gente tem que se preparar. A gente não pode fazer uma leitura desse tipo aqui, pega muito mal, fica feio, entendeu? E no seu canal eu percebo que isso acontece o tempo todo, né?
¶356Aquele seu vídeo, como eu mencionei com o Luca, né, numa live que ficou assim hilária lá no Instagram, porque não não por causa do debate em si, mas de diversas outras coisas que a gente ficou brincando lá, né, bagunçando sobre catolicismo e protestantismo, mas a gente fala, a gente falou sobre isso lá, né, assim, sabe, eh, a gente tem que ter o mínimo aqui, sabe, o mínimo de preparo que a gente não viu em um vídeo, por exemplo, do Mateus Benites também sobre a primeira via, né, que eu comento lá no vídeo com o Luca e é um vídeo em que o Mateus Benites falando sobre mundos possíveis, sabe, ele claramente não entende o que que significa terminologia de mundos possíveis na semântica de mundos possíveis, que é uma terminologia técnica, sabe? A gente não pode só ler a palavra e tentar pegar pelo som assim e e imaginar o que talvez ela signifique, sabe? É assim, difícil, difícil. Eu tô esperando que esse debate sobre a quarta via a gente já parta de uma terminologia previamente estudada. E aí alguém pode dizer: "Ah, Mateus, mas você puxou esse argumento ontológico?
¶357Ele nem tava esperando por isso, não sei o quê". Gente, ele tem vídeos no canal dele objetando o argumento ontológico. Esse é um dos motivos porque eu trouxe o argumento ontológico, porque eu joguei que ele estaria preparado para isso também. Além do que, além de ele já ter falado sobre isso, o título que ele escolheu para o debate é Jesus é Deus. Eu julguei por necessário fazer uma pequena demonstração da existência de Deus para depois associar Jesus a Deus, para poder comprovar, provar, oferecer raciocínios em prova de que Jesus é Deus.
¶358Será que eu fui tão maldoso assim na estratégia? Claro que não. Isso aqui foi o óbvio para mim. Depois comenta aqui se você concorda comigo, tá? Mas enfim, gente, olha, é realmente difícil.
¶359Agradeço aí pelo pessoal que puxou a literatura desse autor. E esse tipo de erro a gente vê acontecer em todo o debate da parte do Mateus Benites, tá? Da parte dele. Eu não vou comentar aqui tudo, tá? porque eu quero fazer vídeos explicando cada uma das >> Então, mas é é é isso, é o modos operand do do Benitz.
¶360Eu acho isso muito complicado, sabe? Eu não sei o que que ele tem, não sei. Ah, como eu disse, a referência que eu fiz, eu nem fiz com tou de, tipo, pelo que eu me lembro, eu nem fiz com o intuito de ofender ele, né? É uma constatação, cara. Eu acho que ele é analfabeto funcional, simplesmente assim.
¶361É, é a constatação mais óbvia que eu tive. Acho que não consigo ter mais outra caridade com ele, cara. Sinceramente, cara, porque isso é frequente, isso não é só uma vez, não, entendeu? Daria para eu pegar aqui outros vídeos dele para mostrar para vocês, né? Mas enfim, eu tô eu tô querendo sair agora porque já, já vou, vou jantar, né?
¶362Acho que o San também vai jantar. Mas fiquem atentos, pessoal, porque provavelmente vai ter mais uma live, tá? Vai ter mais uma live hoje ainda que é sobre a analisando a discussão da Michelle e da Tai Vasconcelos do lado pró escolha contra no caso as duas moças, né, as duas mulheres lá, ah, do lado direitista, né, defendendo a posição próda no canal Spectrum, tá? Nós vamos tratar sobre ética aplicada, mas especificamente ética do aborto, beleza? Então, acho que vai ser interessante aí de comentar sobre algumas coisas que aconteceram no debate entre elas, OK?
¶363Então, agradeço aí a todos, né? Valeu, falou e até até mais, pessoal. >> [música] [música] >> เ >> [música] [música]