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radar · Teologia Brasil

LIVE: (THAY&MICHELLE) PRÓ-ESCOLHAS VS PRÓ-VIDAS (ROBERTA&MARIANA) - O ABORTO É ASSASSINATO!? PT.1

¶1[música] Oh. >> [música] [música] >> เฮ [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] >> [música] [música] >> Ah. Salve galera, beleza? Aqui quem fala o David novamente. Estou aqui mais uma vez para nós reagirmos aí mais um vídeo, OK?

¶2Dessa vez vai ser o debate entre pródas e prócol escolhas aqui, né, que ocorreu no Spectrum. No caso, o debate das as próes escolhas são a Michele, né, do Asrava da Vida, já é bastante conhecida no meio, a Tai Vasconos, que é mais enfim, mais ativa lá, acho que no TikTok e no Instagram, se eu não me engano, pelo que eu me lembro ali de ter visto algumas coisas dela. E também no caso ali a vereadora Mariana, se eu não me engano, é a Mariana Lascano, acho que é ela que é a vereadora. E a outra é Roberta Leitão, que é uma advogada. Ah, e ambas são cristãs, né?

¶3São teistas cristãs e defendem uma visão pródida, né? Então vai ser as prócolhas versus as pródida ali, né? Ah, no espectro. OK. Então, eu trouxe aqui comigo o meu amigo Bruno Sanken para nós realizarmos essa análise aí.

¶4Isso vai ser um pouco dolorido, né? Para já assistir de antemão já o esse debate assim do lado da das PR VIA. Foi um negócio extremamente baixo nível, né? Mas enfim, se apresente aí pra galera. San se apresente aí mais uma vez.

¶5>> Eita, eu acho que deu alguma. >> Olá, lá. >> Aí, aí. Você, você ouviu o que eu falei? >> Olá.

¶6>> Sim, sim. bem bem picotado, mas eu bem eh, mas eu sou o Bruno Sanke. É só quando eu te ouço comentando no vídeo que às vezes fica picotado para mim, mas eu posso tentar. Talvez eu abra a live aqui ao mesmo tempo e vejo um pouco, sei lá. Mas às vezes, às vezes eu consigo entender o uma boa parte, mas o vídeo tava tá OK.

¶7Ah, eu sou o Bruno San e sou formado em psicologia, sou doutorando em filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia com período sanduíche na Universidade de Oxford. Eu pesquiso metaética, então eu pesquiso sobre a natureza dos juízos morais, questões desse tipo. Então a a ética do aborto tá em algum lugar próximo do que eu estudo, mas não tão próximo, mas próximo em alguma medida. Eh, mas a ética sobre morte, né, essas questões é me interessam bastante também. Eh, eu também tenho um canal no YouTube chamado Bruno Sankey, onde eu posto conteúdo de filosofia, filosofia da religião, psicologia.

¶8Então, alguém que tiver interesse, se inscreve lá. Eu agradeço o David pelo pelo convite. Não assisti o vídeo antes, não sei o que será dito, mas acho que vai dar um bom react. >> Beleza, muito obrigado aí. E bora pro vídeo aqui, né?

¶9Deixa eu colocar pra galera, né? Pra galera ver também. Colocar aqui. Esse aqui é o Streamyard, né, que a gente tá transmitindo. Agora vamos lá pro vídeo em questão.

¶10Vamos botar para tocar aqui. E é isso. >> O aborto é a interrupção deliberada de uma vida humana. [música] >> Todo o aborto, com toda a certeza. >> É, tá travando muito, não, né?

¶11O vídeo em si, o vídeo em si acho que tá normal para você, né, S? >> Tá OK. Tá OK. O vídeo em si, o vídeo tá normal. >> Minha voz também parou de travar, né?

¶12Acho que deu uma paradinha de travar também. Ah, mas enfim, vamos lá. >> Ah, só vai trava às vezes, mas dá para entender. >> Uhum. Beleza.

¶13>> É o assassinato de um bebê no ventre. O aborto é o nome bonito que se dá, né, pra retirada da vida de >> Lembrando aqui, ó, é pró vida versus prócolha, tá, pessoal? Tá aqui, ó. Antes tava como aborto, né? Agora eles mudaram para pró vida versus pra escolha, mas um inocente.

¶14Eu tô grávida de 7 meses. Eu sinto a minha filha mexer, eu ouço o coração dela. Não há como dizer que aqui dentro não bate uma vida. Então toda vez que a gente defende, né, que o aborto ele seja legalizado no nosso país, a gente tá defendendo o assassinato de bebês. E o engraçado é que a maioria das pessoas que, >> cara, só isso aqui já dá já dá para ilustrar algumas problemáticas, né?

¶15É, já começou complicado >> isso, porque, tipo assim, eh, vamos lá. A questão relevante, né, para si, para se, no caso, um um embrião ou feto, ele tem direito à vida, eh existe a questão de se ele é uma, primeiramente, se ele é uma pessoa. Segundamente, se no caso em todos os contextos, é moralmente impermissível ou não justificável matar uma pessoa, né? eh se não há nenhuma razão ali que possa justificar, no caso, pessoas a serem mortas, né, em circunstâncias específicas e, enfim, e existem outras questões relacionadas a isso, né, ah, relacionadas a >> a outras questões ali que se vinculam com uma espécie de argumento de direito da vida, né? Ah, então assim, primeiramente é controverso que o feto seja uma pessoa, né?

¶16Eh, a primeira coisa é justamente essa legação de que o feto, em verdade dele ser uma vida, eh, ele merece direitos, né? Eh, porque assim, existem características que a gente chama de características moralmente relevantes para atribuição, de ah consideração moral e também de direitos, né? Por exemplo, a pessoalidade é uma característica que é uma característica que se alinha com a questão de algum algum ser vivo, né, ser sujeito de direitos, né, ser passivo e sujeito de direitos, né? H, então assim, em termos de filosofia de direito e filosofia ah moral, né, principalmente em termos de ética aplicada, nós usualmente consideramos a o aspecto da pessoalidade como relevante para atribuição de direito, só que aí é que tá. Aí vai ter uma discussão sobre o que que caracteriza o que nós somos, né?

¶17O que que é eu, né? O que que eu sou, o que que o que que é o David, o que que é o o sank, o que que é no caso ah, enfim, o que caracteriza pessoas, né, genuinamente, né? Qual que o que que estabelece identidade pessoal e as condições de persistência de pessoas ao longo do tempo, né? Quais são os qual o substrato relevante que permite, no caso, a gente atribuir direitos para as pessoas ou qualquer coisa assim, né? A primeira coisa que elas devem elas estão pressupondo aqui é que justamente o feto já é uma pessoa desde a concepção, de certo modo, desde a concepção, o feto, né, aliás, o embrião já é uma pessoa, já é dotado de pessoalidade, portanto é portador de direito à vida, de um direito à vida, né?

¶18E por isso que não seria moralmente eh eh seria moralmente impermissível, no caso você eh realizar, né, no caso ali, ah, enfim, você matar, né, o o embrião e o feto, né, eh, porque no caso seria equivalente a você matar uma pessoa, né, um sujeito de direito ou um passivo de direito ou qualquer coisa assim, né, enfim, um portador de direitos, né, como direito à vida. E isso [limpando a garganta] não foi argumentado aqui. Elas estão basicamente partindo desse pressuposto que eu presumo que seja vinculado com a visão religiosa delas, né? Cristã, tradicional, né? Teísta, tradicional cristã, ah, abraâmica, né?

¶19Vinculado com a religião abraâmica. E eu e eu presumo, no caso ali que elas não têm uma boa razão para vindicar a teoria de identidade pessoal que se vincula com a tradição religiosa que elas endossam, tá? Então é a primeira controvérsia aí, provavelmente elas endossam alguma teoria da alma, né? Ou seja, um dualismo de substâncias, né, onde a alma ela é infusa, né, ela é infundida no âmbito da concepção, né, seja um dualismo ilórfico, né, no caso ali onde a forma, né, a a alma intelectiva, que seria a forma a humana, né, a forma aliada com a substância racional, ah, ela informa a matéria e, portanto, favorece o que a organização da matéria, né, serve como princípio ativo organizador da matéria desde a concepção que permite inteligir aquele ah aquele zig etc. Como um zigoto, né?

¶20Ah, de um de um membro da espécie humana, né, digamos assim, de um membro da espécie humana. Ah, e aí isso se vincula bastante com a coun animalista, né, que a gente chama, né, que vincula a pessoalidade de alguém com o fato dela ser um organismo vivo, né, o organismo vivo ali pertencente, no caso, por exemplo, a espécie humana, né? Eh, e portanto isso é o que caracteriza, né, o fato dela ser um animal, né, racional, né, é o que caracteriza a aquele fétal, né, aquele embrião como sendo um embrião da espécie humana e, portanto, como sendo portador de direitos em virtude da de um dos componentes, né, da que caracteriza e distingue a a humanidade em relação aos outros animais é justamente a pessoalidade, né? Ah, então basicamente ela tá endosando um desses dois accounts metafísicos, só que essas visões são controversas, né? A Tai e a Michelle são ateistas, né, até hoje eu sei, ou pelo menos secularistas, né?

¶21Eh, e elas não endoscam esse tipo de identidade, eh, teoria de identidade pessoal. Então, assim, eh, para ela vindicar essa posição delas, né, para elas vindicarem essa posição delas, elas teram que cumprir o ônus da prova de argumentar em favor dessa teoria de identidade pessoal, em primeiro lugar, né, para tornar razoável essa ideia de atribuição de direitos pro feto no âmbito eh pro embrião e o afeto no âmbito da concepção, tá? No âmbito da concepção. Então, esse é o primeiro ponto que eu gostaria de fazer, né? Eh, um segundo ponto é que há argumentos que estabelecem, né, tentam estabelecer que mesmo se a gente recorre a uma visão, né, aristotélica ali, né, de potencialidade real vinculada ao feto, né, de que eles eles são uma pessoa potencialmente ah potencialmente ali uma pessoa, né, e essa potencialidade ser uma potencialidade real vinculada com a natureza da própria coisa.

¶22Ainda assim existem argumentos, como por exemplo, em termos do da Elizabeth Harman, né, que é um argumento em termos do princípio do futuro real ou futuro atual. Ah, que ilustra basicamente que no caso eh, somente somente fetos vinculados a pessoas atuais, né, a pessoas atuais, ã, é que tem, né, eh, é que de fato são vistos como sendo pessoas genamente, né, porque no caso a gente visualiza que há situações onde há abortos espontâneos, né, abortos espontâneos ou outras eventualidades eh que favorecem com que certos fetos jamais se concretizem contra uma pessoa atual, né, uma pessoa atual. e que o que estabelece de fato o status moral de uma pessoa genamente é se ela é uma pessoa atual, se ela é uma pessoa atual e não se ela é uma pessoa meramente potencial, mesmo que essa potencialidade seja uma potencialidade real vinculada com um organismo específico, né, em virtude de um account ali dualista elemófico ou qualquer coisa assim, né? Então é um argumento no caso que a Elizabeth Horman menciona, né, e traz no texto dela da ofortion, né, de 2025 ali na Stepal. Então existe esse tipo de argumentação também, né, para mininar a ideia de que ã de que o que importa é uma pessoa impotencial, né?

¶23Ah, uma pessoa impotencial, né? Nesse caso aí o feto como sendo uma pessoa impotencial. Hem em contraposição, no caso ali ser uma pessoa atual, né? Eh, ser uma pessoa atual ali, ah, que é justamente o que nós intuitivamente visualizamos com o aspecto relevante para atribuição de status moral, né? E, portanto, atribuição de direitos, por exemplo, para aqueles organismos ou qualquer coisa assim, né?

¶24Eh, mesmo tomando como base essa essa cun metafísico, ainda assim, eh, claramente o Zigoto não é a pessoa atual, ele é uma pessoa potencial no sentido de não estar plenamente realizado e plenamente completo enquanto uma pessoa genuína, né? Com todos os aspectos que caracterizam uma pessoa atualizados neles, de modo a favorecer a atribuição de direitos para ele, né? Então essa é uma forma de se rebater, né? Ainda assim assentando mesmo assim uma noção animalista, né? Vinculada com uma visão de dualismo elemórfico, né?

¶25na metafísica de identidade pessoal e ainda assim minar essa ideia de que, enfim, o embrião e o feto, né, eles possuem status moral relevante, né, ao ponto de serem portadores de direitos, né, como direito à vida. Ah, então seria uma maneira de minar isso daí. E tem também outros argumentos, né, mas enfim, eu vou deixar o aqui comentar algumas coisas aí e a gente pode prosseguir. >> Perfeito. Eh, eu ia comentar também que é porque essa abertura dela é muito carregada, né?

¶26Eh, tem uma coisa que a gente chama de fic concepts em na ética, né, que quando você pega um conceito e se você usar ele, você já assumiu uma oposição, né? Então, se eu chamar o aborto de assassinato, automaticamente eu já estou dizendo que ele é errado. Então, quando a gente escolhe a palavra assassinato para descrever o aborto, a gente já tá assumindo que o aborto é imoral. Então essa palavra não é boa de ser usada no debate logo no começo, porque é uma coisa que você é a tese que você tá defendendo, né? Para você defender que o aborto é imoral, primeiro você tem que defender que ele ele é um assassinato, é alguma coisa parecida com isso, alguma coisa errada por algum motivo.

¶27Então, se você já usa a palavra assassinato logo no começo, você já tá eh enviezando um pouco o debate, porque você já tá usando um conceito carregado moralmente. Outro conceito importante que é o que o David comentou bastante, né, que é a questão de vida humana, né? E essa palavra ela é bastante confusa, porque por vida humana a gente geralmente quer dizer duas coisas bem diferentes, né? Geralmente quando eu falo de vida humana, eu posso estar falando, por exemplo, da vida de um espermatozoide, da vida de um óvulo, da vida de um zigoto. E aí, nesse caso, eu estou falando de vida biológica, vida de um organismo biológico que pertence à espécie humana.

¶28Então, qualquer organismo biológico vivo que pertença à espécie biológica humana é um é uma vida humana. Só que essa esse tipo de de argumentação, ele vai ter que mostrar por o pertencimento de um organismo a uma determinada espécie biológica tem status moral. né, que é a discussão sobre status moral, né? O que que o que que dá um a um organismo, a um indivíduo, a um sujeito, um status moral que faz com que a sua vida seja digna de ser protegida ou que faz com que ele tenha que possa gozar de certos direitos. Então, quem defende que o critério biológico é o que conta, precisa argumentar por pertencer biologicamente a uma determinada espécie confere a um organismo certos direitos.

¶29Por outro lado, né, a nós temos uma outra noção de vida humana, que é quando eu falo, por exemplo, assim, qual que é o sentido da vida? A vida humana é bela? Ou quando eu falo assim, por exemplo, a pergunta, né, o sentido da vida, eu não tô falando de vida biológica, né? Eu tô falando de vida que existindo, tendo experiências, sendo sujeito de experiências. Então, um outro sentido de vida humana é um sentido que aparece nas expressões qual o sentido da vida ou não vejo sentido na vida ou a vida, a vida vale a pena ser vivida, que é a vida biográfica, é a vida como sujeito de experiências.

¶30E aí esse outro sentido de vida, né, é a vida com consciência, com subjetividade, com experiência. E aí sim a gente tem a a possibilidade de perceber mais claramente porque que esse tipo de vida eh tem algum status moral, né? Porque esse esse tipo de vida, como é uma vida de ser sujeito de experiências, de ser capaz de sofrer, de ser capaz de ser privado de um determinado futuro ou de ser capaz de ter seus interesses frustrados. E aí sim a gente consegue perceber um pouco mais como que a gente começa a falar de um status moral, que esses interesses contam, que esse bem-estar conta, que esse ser não sofrer conta. E aí a questão se torna, então quando que o feto se torna uma vida humana no sentido de um de um sujeito de experiências, né?

¶31E aí é uma outra outra questão, né? Quando que o feto se torna uma vida como sujeito de experiências? Então é importante distinguir esses dois sentidos de vida humana, né? vida humana como uma vida meramente biológica que um organismo tende por meramente fazer parte da espécie humana de vida humana no sentido biográfico ou no sentido experi aqueles que têm a capacidade de serem sujeitos da própria experiência. E aí então o David Ribeiro trouxe, né, tem uma tradição metafísica, eh, que tenta trabalhar com a ideia, né, a de vida como a alma racional presente num determinado organismo.

¶32Mas aí entraria uma outra discussão também de como que a gente identifica que um organismo ele é portador de uma alma racional. Porque até o século XIX, por exemplo, a posição mais comum entre os ilemorfistas, que é aqueles que o David Ribeiro citou, que defendem que a alma é uma forma do corpo, a posição tradicional era de animação tardia, né? Então, tradicionalmente se pensava que o feto se tornava uma vida humana quando ele passava a mexer, a ter movimentos no interior do útero. Tanto é que Santo Agostinho não considerava o feto uma vida humana, né? Agostinho diz explicitamente que é um equívoco tratar o feto como uma vida humana e que é um erro achar que o aborto é assassinato.

¶33Ele diz explicitamente exatamente isso, né? Ele era contra o aborto, mas não por ser interromper o processo de uma vida humana real e presente, né? Tomás Jaquino também, né? Interpretava que o feto só se tornava uma vida humana por volta de 40 a 60 dias de gestação, né? Essa posição só foi mudar lá pro século XIX, quando a biologia moderna deixou mais explícito, mais claro que o zigoto ele já possuía um DNA humano completo.

¶34E aí então os os biólogos católicos eles mudaram de posição e passaram a defender que isso contava como uma evidência de que uma alma humana já deveria estar presente desde o zigoto. Porque se esse zigoto já tem um DNA humano completo, esse zigoto, então essa matéria já está predisposta, já está organizada de tal moda, de tal modo, a exemplificar ou instanciar uma alma humana. Então isso é uma posição que mudou recentemente, só que o o difícil desse tipo de posição é que tem uma carga metafísica muito grande, né? que aí quem defende que quem defende noções de substância, alma, elemorfismo, quem defende que a gente define pessoa como substância racional, precisa fazer um exercício de convencer o oponente do porqu adotar essa metafísica específica, esse tipo de metafísica bastante carregada sobre o que é uma pessoa humana. Por que que eu tenho que me comprometer com noções como substância racional, né?

¶35noções que parecem até ultrapassadas se a gente considera a biologia mais atual, que a gente pensa que há muito mais uma continuidade entre a espécie humana e outras espécies, ou seja, a ideia de separar o ser humano é um animal racional e os demais animais não são racionais e são brutos, como se houvesse uma espécie de ruptura entre a animalidade bruta e a animalidade racional. é algo que parece não muito condizente com a biologia atual, onde a relação entre os seres humanos e as demais espécies é mais concebida como contínuo do que uma espécie de ruptura eh entre humanos racionais e animais não racionais, né? Na verdade, existentes de racionalidade e alguns animais não humanos exemplificam certos graus de racionalidade. Então, trabalhar com essa noção de alma como de pessoa como substância racional, que é uma noção metafísica carregada e que em certa medida talvez esteja até desatualizada, eh é algo que a posição que adota esse tipo de concepção de pessoalidade precisa argumentar a favor, né? Porque a a gente que não adota esse tipo de visão não é obrigado a comprar esse tipo de coisa.

¶36>> Sim, sim. Aí o Iniscaritates tá comentando aqui. Eu acho que ele deve ser tomista, né? Eu acho do teista clássico. Ó, ele tá dizendo assim: "Isso é uma falsa dicomia.

¶37Não compreendeu o estatuto ontológico de princípio, nem potência, nem ato. A vida sempre foi explicada em termos de princípios vitais. A definição clássica de pessoa já explica essa questão e a resolve suficientemente bem". Aí ele diz o quê? A racionalidade é a natureza da pessoa, não é a própria pessoa.

¶38Hã, há uma distinção aqui. Hã, os antigos não possuíam instrumentação científica para calificar o ponto onde se começa a vida. O princípio desse movimento vital já se torna presente a partir do ato de predisponência da fecundação. Quer comentar alguma coisa sobre isso, >> então, aí aí que tá, né? Ah, aí a gente tem uma concepção metafísica bastante específica, uma maneira de definir pessoa como substância racional.

¶39O que os era o problema, né? Na anteriormente você se tinha duas posições majoritárias sobre como a o feto se tornava uma alma humana. Você tinha uma posição que era de desenvolvimento gradual. Então o feto primeiro ele é uma alma vegetativa, depois ele é uma alma sensitiva e depois ele é uma alma racional. Então ele vai adquirindo eh faculdades específicas ao longo do processo embrionário.

¶40E aí à medida que ele vai adquirindo essas novas faculdades, ele vai se tornando uma alma racional. Existe uma outra posição que é uma posição de infusão da alma. A a primeira posição era ela chamada de traducionismo, né? A posição de que a alma ela vai se desenvolvendo gradualmente, ela herdada dos pais e vai se desenvolvendo gradualmente. Havia uma outra posição que é chamada de criacionismo antropológico sobre a alma, que é a posição segundo a qual a alma ela é infundida diretamente no feto por Deus, quando esse feto se torna capaz de instanciar uma alma.

¶41E isso, né, ah, seria por volta das dos 40 dias de gestação, 60 dias de gestação, quando o organismo biológico do feto, ele seria capaz de instanciar ou de ou de ter nele ou de ser informado por uma por uma alma humana. Nesse caso, Deus infundi uma alma no feto quando ele se tornava capaz disso. E o sinal de que uma alma passou a estar no feto é o é de que ele se movia no organismo. Essa posição se foi mudada, né, no século XIX por causa disso, né, ah, por causa da da ideia de que o zigote ele já tem um DNA humano completo, né? ele já tem ali todos os cromossomos, todas as propriedades, todas as predisposições para ter todas as faculdades que um ser humano vem a desenvolver.

¶42Então, a o momento de infusão da alma ou momento de de que o organismo já é uma alma racional se tornou o momento da concepção. E nesse caso, a partir do século XIX, então eles falam do feto como já tendo uma alma em ato, mas ah como não tendo tendo a operação da racionalidade apenas em potência. é que a gente chama às vezes de ato segundo, né? Sei lá, ah, você você já tem uma você já tem uma uma faculdade presente que é a faculdade da racionalidade, mas essa faculdade, embora ela exista em ato, ela ainda não está em operação. Então, a operação da racionalidade, ela ela ainda está em potência.

¶43Então, a faculdade da racionalidade estaria atualmente presente, mas a operação da racionalidade estaria apenas eh potencialmente presente. Então, faculdade presente, operação potencialmente presente. Esse tipo de concepção metafísica é muito carregada e assim há um uso um pouquinho conveniente da biologia, porque se a biologia fosse levada a sério a biologia moderna, a própria definição de pessoa humana como substância racional já deveria ser problematizada de princípio, visto que a racionalidade ela não é um tudo ou nada, não é? Se esse organismo é racional, esse organismo não é racional. Na verdade, a relação da racionalidade entre seres humanos e organismos não humanos, ela é gradativa, ela ela está num contínuo, né?

¶44Então, diz, digamos assim, não é que os membros da espécie humana eles possuem racionalidade e os membros de outras espécies não possuem racionalidade. Então, se a gente for incluir todo tipo de organismo que manifesta algum tipo de racionalidade dentro do conceito de pessoa, a gente teria que expandir esse conceito além das fronteiras da espécie humana hoje, se a gente for levar a sério a biologia, então a gente teria que dar uma dar uma modificada no conceito ali do Aristóteles, dar uma expandida, talvez. Eh, se torna estranho também, né? se torna meio, tem umas tentativas de salvar, né, de falar assim, não, mas a racionalidade que a gente tá falando é uma racionalidade só discursiva, que só só se trabalhar com proposições e aí se tornam critérios bastante estranhos assim para tentar salvar um pouco do aristotelismo. Mas o que mais é complicado é que essa posição ela é muito carregada filosoficamente.

¶45Quando a gente tá num debate sobre ética, se a gente vem com uma uma posição muito metafisicamente carregada, isso não é um bom sinal. Isso é um sinal ruim, >> né? Num debate de e no debate de ética, se uma pessoa chega com muita bagagem metafísica, isso é péssimo pro debate ético. Porque se sua posição ética ela realmente for boa, inconvincente, ela deve ser capaz de convencer pessoas que não partilham dos mesmos pressupostos metafísicos que você. Você tem que ser capaz de de apelar para as intuições morais da outra pessoa.

¶46Você tem que ser capaz de apresentar argumentos que possam ser avaliados sem comprar demais pacotes metafísicos. Então, se você chega assim, olha, para adotar minha visão, meu argumento a favor, meu, para adotar meu argumento contra o aborto, você tem que acreditar na metafísica aristotélica, você tem que acreditar na metafísica atomista, você tem que definir pessoa como substância racional. Vou falar assim: "Olha, você vai ter então que ter um trabalhão para me convencer disso, porque para se para eu aí, né? A Michele e a Thaí >> a Michele e a Tai não acabou metafísico, né? >> Elas gostosam.

¶47Pelo que eu noto a a Michele ela eu eu é porque assim ambas não tm um aprofundamento filosófico, né? Acho que a Tai tem um pouquinho mais de aprofundamento filosófico, mas não deu para ela abordar muita coisa, né? Mas, mas assim, eh, o [roncando] Ign tá falando o o Ignarit está falando, mas o convencimento do outro é um aspecto secundário. Hum, hum, humum. Numa discussão dessas disputando sobre a ética do aborto, não é secundário não.

¶48Ah, acho que não é isso que está em discussão. É isso que tá em discussão. Você tem que convencer o outro também. Ah, um ponto relevante é você demonstrar pro outro, né? Você tentar ser convincente pro outro também de que a posição do outro está errada, né?

¶49E a sua está correta. E aí para defender essa sua posição metafísica, você vai ser sujeito a inúmeras objeções metafísicas, inclusive. E aí para você defender esse ponto, quanto mais controversa a teoria que você tá utilizando para tentar defender o ponto que você quer, mais difícil vai ser para você avançar esse ponto, né, para você sustentar esse ponto, porque tem tantos pontos controversos que a pessoa pode objetar em vários pontos, >> né, e pode rejeitar até as premissas ali, ela pode mostrar undercuting the feeders, né, que é derrotadores rasteiros, ela pode ilustrar razões que favorecem ela negar as demonstrações metafísicas que você traz, né? Hum. [limpando a garganta] >> Como convencer se vocês usam categorias inválidas?

¶50Ah, como assim? Princípio atência. Tá, mas isso daí depende da metafísica que você endossa. Eu não preciso endossar essa essas categorias aí, não, velho. Hum.

¶51O que que a gente não soube distinguir, cara? Eu falei que no caso a forma intelectiva, né, se vincula com o princípio ativo organizador da matéria, né? Ou seja, aliado com a ah com o princípio ali que favorece o quê? Que constitui o quê? que constitui justamente a substância completa.

¶52A matéria junto com, no caso, a forma constituem, né, são coprincípios com constitutivos da substância. E nesse caso aí vinculados a essa substância, vai ter certas potencialidades reais vinculadas a ela junto com aspectos atuais vinculados a ela. Qual que está o erro? Qual que está o erro aí? Onde está o erro?

¶53Tem erro nenhum. Ignis caritatis tem erro nenhum. Mas enfim, hã, mas ainda assim, mesmo diante desse account, né, mesmo se a gente concedesse esse ponto dessa metafísica ali, né, desse desse dualismo ilórfico, desse lemorfismo ou algo assim, ainda assim eu acho meio controverso. Acho que ainda assim tem alguns argumentos como da própria Elizabeth Harman, né, que eu mencionei, ah, que eu vou vou vou trazer aqui depois o o texto dela, né, da Step da SPS num certo momento aí da da conversa vai ser interessante, onde ela traz o princípio do futuro atual, né, onde no caso o que importa de fato ah ali não é de fato o futuro potencial de um feto, né? Eh, e portanto o aspecto da operação eh da operação da faculdade racional ali, né?

¶54da operação da faculdade racional ali, hã ã, aliás, do âmbito da faculdade racional ali em potencial, né, vinculado com o aspecto potencial de operação, né, paraa atribuição de direitos ali para para aqueles fetos, né, para a consideração de que eles de fato têm status moral completo enquanto pessoas e que merecem consideração moral, né, mas sim no caso que o que estabelece a relevância moral é justamente, né, e a e a pessoalidade no sentido relevante, né, é justamente o aspecto de uma pessoa já plenamente atualizada, né, com a sua faculdade. racional ali operacional. Ã, e portanto, no caso, o futuro atual de uma pessoa é o que estabelece se certos fetos ou emboss no passado tinham status moral ou não, e não exatamente o futuro potencial desse feto, né? Então, seria aí um princípio que no caso a Harman utiliza ali para tentar desmotivar uma das premas do argumento do direito à vida, né? Então, seria esse ponto aí.

¶55[roncando] Mas enfim, vamos lá. Vende, né? O assassinato de bebês no ventre são as mesmas pessoas que se dizem contra a pena de morte para o criminoso. A gente tem hoje no Brasil já situações em que o aborto ele é legalizado. O estupro, né?

¶56Quando tem risco pra vida da mãe, quando o bebê nasce tem cérebro. E esses casos que são hoje legalizados não deixam de ser um assassinato de bebê no ventre. Quando se faz o procedimento pro aborto, o que que tu faz? Tu para o coração do bebê. Não tem como tu parar um coração que não seja uma vida.

¶57E também nós defendemos, né, que a criminalização seja feita para o estuprador, né, para aquele que comete o crime, ele seja punido, ele possa ter inclusive uma sentença de morte. Agora, o bebê que é gerado na vida de uma mãe, que ele é indesejado, ele pode ser colocado para adoção e tem a chance de viver tranquilamente, respeitado inclusive, né, o sigilo dessa mãe, ele agora, o bebê que não tem condições de se defender, que é o ser menos desenvolvido, ele não pode perder o direito mais básico de qualquer ser humano, que é o direito da vida, pela decisão de uma pessoa, pela decisão da mãe que não o quer, né? Também lembrando que hoje quando se fala de legalização de aborto, a gente tá falando, né, muito mais do que de abortos que as mães não se cuidam, né, não procuram prevenção e que daí querem usar o aborto como método anticonce como método contraceptivo. E isso é é inquestionável que é um assassinato de bebê no ventre. Se a gente quer falar sobre saúde pública, se a gente quer falar sobre diminuir o número de gestações indesejadas, a gente tem que focar em políticas de prevenção.

¶58Aborto não é uma política de natalidade e tampouco uma política de prevenção para uma mãe que não quer gestar um bebê. A vida começa na concepção. Desde o momento em que tu tem a concepção, tu já tem uma vida que tá se gerando dentro desse ventre. Então, toda vez que tu interrompe essa vida de uma maneira terrível, que é parando o coração do bebê, tu estás cometendo o assassinato. Oi, pessoal.

¶59Aqui é Mariana Alescando. Que é só pela emoção, né? Eh, no caso ali considera aqui >> pela emoção. >> Ela tá pelando de uma maneira até falaciosa aqui, né? De certo modo.

¶60Ah, >> porque ela não ilustrou no caso que a batida do coração é uma característica genuinamente moralmente relevante para atribuição de consideração moral, né? Para extensão de consideração moral para pro feto ali, né? pro profeta, que de fato ele ilustra estados eh estados ali, né, eh que tenham significância moral, relevância moral, quando no caso a capacidade de experienciar, né, ah, certas coisas, né, enfim, ter certas experiências que são interpretáveis, né, como positivas ou negativas do ponto de vista de primeira pessoa, né, ou algo assim. Não tem não tem nada disso ali nessa situação, mas enfim, pode comentar. >> Ah, perfeito, né?

¶61Eu ia comentar assim de novo, né? Aquele erro de usar uma palavra carregada moralmente que é a palavra assassinato, né? Se você fala assassinato, você já tá dizendo que é errado. Tanto é que a gente não não chamaria, né? >> Por exemplo, se é uma pessoa def de morte do filandão aqui.

¶62>> Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova [música] nada. Filosofia. Isso aí para mim isso aí não prova nada. >> Mandou R$ 20.

¶63Salve David. A paciência do David com a sofomania dos tomist é invejável. K k k. >> Valeu, Niril, valeu, valeu. Ele falou assim: "Salve, David.

¶64A paciência do David com a sofomania dos Tomy Steam é invejável, cara. Calma, calma, calma. É que o o Ignis Caritatis ele é meio arisco, né? é um pouco a risco pelo que eu tô percebendo, mas é de boa. Ele não tá ofendendo ninguém aqui não e coisa e tal.

¶65Ele só tá, enfim, insistindo aqui em alguns pontos, né? Não tá sendo ofensivo nem nada não. Ah, o Floriano Peixoto mandou aqui, né? Mandou aqui. Eu considero a teoria dos correlativos de Raimundo Lúlio extremamente forte contra o ocultamento divino.

¶66Ah, pois Lúlio usa trade para refutar o silêncio oculto. Cara, você quer comentar alguma coisa [risadas] sobre, [roncando] >> né? Então, né? É, tem tem algumas ondas, né, às vezes, né? Ah, eu ainda não vi nenhuma tradução do pensamento de Lúlio que fosse inteligível de uma maneira compreensível e que pudesse ser realmente avaliada com clareza em termos de argumentos, objeções, conceitos claros.

¶67Então, assim, às vezes o noulismo fala assim: "Ah, o bem, como a gente define bem? a capacidade de se de ser compartilhado, de expandir, de Então assim, a gente teria que ver ver se a gente fizesse uma análise realmente clara, com definições claras, argumentos bem formulados desses conceitos e teses lulistas, se realmente eles se manteriam fortes diante de objeções que já que a filosofia analítica já avançou bastante, tem várias objeções, tem várias vários argumentos em relação ao comportamento divino. Lembrando que o Lúlio não conhecia as formulações atuais, por óbvio, né? o Lulo desconhecer as formulações atuais sobre ocultamento de vida. >> Então, a minha a minha o a minha suspeita com relação a isso é o seguinte, ah, porque o Lúo tá se encurando em um em um sistema lógico formal ali, né?

¶68Enfim, ele ele tem a própria lógica ontológica dele, blá blá blá, >> extremamente específica e dos quais a noção de resistência relevante, né, vinculada ao argumento do Shellberg, parece burlar tudo esse tipo de aspecto aí, porque basicamente é o seguinte, o argumento do Sheller, ele se ancora numa noção inteligível acerca de um relacionamento consciente, recíproco e mutualmente significativo, que basicamente se ancora na forma de relacionamentos que ocorrem no âmbito no âmbito ordinário, né, humano. Então assim, se essa concepção de relacionamento inteligível demanda, no caso, com que as essas pessoas elas tenham a crença desenvolvida e elas de fato, no caso, elas endossem, né, essa proposição, né, elas compreendem e afirmem a proposição relevante, né, ah, e nesse caso, ah, essa noção, né, de não resistência relevante, né, envolve, no caso, dessas pessoas não terem, né, se distanciado de lugares apropriados para ser serem encontradas acerca da evidência apropriada da existência de Deus em virtude de culpa própria, né? Ah, de culpa própria, em virtude de elas não terem sido sido estimuladas a investigar certos âmbitos ou não ter tido condições que favoreceram com elas se tornassem predispostas a investigar sobre teologia natural e blá blá blá. Se no caso essas circunstâncias são que explicam essas pessoas estarem nessa circunstância, né, nessa situação, são fatores que fogem do aspecto consciente e deliberativo daquelas pessoas. Então, nesse caso, ah, o fato dessas pessoas não terem desenvolvido essa crença ou não terem tido essas condições que permitiram elas refletir sobre essas questões acerca de teologia natural e blá blá blá favorece o quê?

¶69Com que na verdade ah, essas pessoas estejam no estado de não resistência, no sentido relevante do Shellenberg e que, portanto, no caso, Deus não exista, porque um Deus que existisse tivesse todas as características ah relevantes atribuídas a Deus, né? Ah, relevantes, né? Vinculadas com uma noção de uma pessoa genuinamente amorosa, né? por assim dizer, estaria aberto a ter relacionamento pessoal com qualquer pessoa finita nesse sentido, significativo, ah, mutualmente significativo, recíproco e profundo, né? Eh, equivalve algo, um aspecto consciente, né, da das pessoas, né?

¶70Ah, e portanto, no caso, o fato da de existir pessoas nessa situação ilustra que esse Deus não existe, né? Ser o argumento ah proceder aí nesse âmbito, OK? Então, nesse caso aí, ah, você recorrer a uma teoria abstrata de correlativos e blá blá blá não parece resolver, não parece resolver isso, né? >> Uhum. Uma é um cuidado que que eu acho que que filósofos que estudam escolar, filosofia medieval no geral tem que ter, é de achar que os filósofos medievais eles já refutaram tudo que a filosofia atlântica produziu depois, como se eh, sei lá, é, existe um mito meio estranho assim, como se, ah, mas Tomás Jaquino já reputou isso, a Lúlio jáou aquilo, Dan Escotto já reputou aquilo.

¶71Mas o exercício que que essas escolas medievais têm de fazer é pegar os seus argumentos, eh, traduzir uma linguagem que seja compreensível e atualizado dentro eh do vocabulário da filosofia analítica atual, lidar com as objeções de filósofos analíticos atuais e aí sim você pode afirmar que se reputou ou se não refutou, né? Se isso não foi feito, se você, sei lá, eu, eu conheço o argumento do Raimundo Lula aqui dentro da minha cabeça, mas eu nunca publiquei esse argumento, nunca discuti com filósofos analíticos, nunca tentei traduzir esse argumento para filósofos analíticos, nunca tentei ver as objeções desses filósofos analíticos. Então, seu argumento não reputa os os argumentos dos filósofos analíticos que você ainda não publicizou, não tentou traduzir na linguagem, não lidou com as objeções. Então você só pode falar, você só pode dizer assim: "Raimundo Lulo já respondeu esse problema, já sabe a resposta desse problema. Se você fez todo esse esforço de apresentar o argumento em linguagem de filosofia analítica atual, ter discutido com filósofos analíticos, ter lidado com as objeções, só depois disso você pode fazer esse tipo de afirmação.

¶72Antes disso, eu acho muito eh perigoso fazer esse tipo de afirmação exagerada. É muito temerário, né? Tem que ser cauteloso em relação a isso. >> Raimundo, Raimundo Lúlio não era escolo. Ah, é sempre bom, é sempre importante lembrar disso porque eu acho que ele é >> acho que, acho que ele é da da >> É, ele é da, >> enfim, >> de >> Sim, sim.

¶73Ele não era propriamente, ele não era propriamente escolástico, mas eu usei escoltico mais no sentido pensando no período que ele está, né? ou mais refletindo da filosofia do período do Dans Scotos, do Thomas Jaquino, do Raimundo, >> ele ainda assim tá bastante vinculado de alguma maneira ele tem vínculo, né? De alguma maneira >> Sim, sim. Ele tem um vínculo, >> é, por exemplo, ele tem um vínculo forte com o esotismo e com tudo mais. Agora, mas assim, pegando em sistemas gerais, né, digamos assim, sistemas gerais de filosofia medieval ou sistemas gerais, eh, esse ou qualquer sistema que preceda, né, as discussões da filosofia analítica, é muito temerário você fazer afirmações se você não fez esse esforço de traduzir o argumento, de lidar com as objeções da filosofia analítica e tudo mais, né?

¶74Então, o dia que que um lulista pegar os argumentos do Lúlio, apresentar eles numa em proposições, conclusão, conceitos claros definidos, de modo que o filósofo analítico possa ler e entender com inteligibilidade e possa lidar com as objeções, apresentar problemas, aí sim se pode dizer se o argumento for vencedor ou se o argumento realmente se mostrar muito bom, que Raimundo Lulu respondeu, por exemplo, ao problema do ocultamento divino. Fora isso, eu acho qualquer afirmação desse tipo temerária, >> de preferência publicar um artigo acadêmico, né, em alguma revista, alguma coisa assim que seja avaliável pelos pares epistêmicos relevantes da área. >> Pelos pares epistémicos. É porque esse esse essa é uma virtude que a filosofia analítica trouxe assim que se você tem um argumento muito bom, o seu argumento tem que ser publicado, tem que ser revisado por pares, tem que passar pelos crivos das objeções. Ninguém constrói um sistema filosófico bom dentro da própria cabeça, sem compartilhar com pares, sem lidar com as objeções.

¶75Então, a filosofia ela é feita em comunidade, ela não é feita isoladamente dentro da própria cabeça, por exemplo, né? Ah, mas ou só com as pessoas que pensam igual a você, né? só com é quem é da minha mesma escola, com quem é do meu mesmo sistema de pensamento, com quem eu compartilho os mesmos pressupostos que eu. Por isso, esse exemplo da questão da ética do aborto, né? Eh, você não pode argumentar só com quem é da sua escola, só com quem compartilha seus pressupostos tomistas, né?

¶76Você tem que argumentar de maneira pública, né? De maneira que outras pessoas com outros sistemas filosóficos possam avaliar os seus argumentos, possam lidar com objeções e tudo mais. Sim, ele tá perguntando aqui o Floreno Peixota, você já leu teoria dos correlativos de Lúlio, David? Ah, não, ainda não. Mas acho que o San já leu, né, alguma coisa sobre isso, não >> é?

¶77Eu já já estudei, na verdade, eu fiz um pouco do curso do Carlos uma época, né? Então, assim, geralmente é porque o Lul trabalhava com três três elementos, ao invés de só dois, né? Se a gente pega o a filosofia do Aristóteles, né, ela é muito binária. Arte potência, eh, forma e matéria. Já >> ele faz uma crítica, esse binômio.

¶78Isso aí eu já tô ligado. >> É, ele faz, ele faz uma crítica e ele inclui e mais uma coisa que seria um elemento, um terceiro elemento, né, que seria um princípio de ação ou relação. Então ele acreditava que tinha um princípio ativo, tinha um princípio passivo, igual no Aristóteles, né, o ato e potência, mas tinha um terceiro princípio que conectaria os dois, que seria um princípio de ação ou de relação. E aí quando ele pega a bondade, por exemplo, quando a gente fala que Deus é bom, a gente tem que trabalhar então com esses três elementos, né? Deus é bom no sentido ativo, ele é aquele que faz o bem.

¶79Deus é bom no sentido passivo, entre aspas, e no sentido daquele que recebe o bem. E a gente pensa nas relações da trindade, né? H h há uma receptividade, por exemplo, do Espírito Santo. E aí a gente tem ou do Filho, né, recebendo o amor do pai. E a gente teria um terceiro elemento que seria o próprio ato, a própria relação, a própria conexão.

¶80A gente pensa no Espírito Santo, ele é o vínculo de amor entre Deus Pai e Deus Filho. E a tendência do bem era se comunicar. Então o bem, por causa desses três elementos, ele tem uma tendência de comunicação, porque o bem ele precisa bonificar, né? ele precisa ser ativo, passivo e conectivo. Então, para para o bem poder ser esses essas três essas três coisas, o bem, por definição, ele tem que ser comunicável, ele tem que ser partilhável.

¶81Então, talvez, não sei se é por aí que o L iria para tentar lordia, cara. Prova nada. >> Filosofia. [música] Isso aí para mim isso aí não prova nada. >> Bumbunguloso mandou R$ 20.

¶82David, não vou poder ver a live agora. Como libertário, você é a favor ou contra o aborto? Se for a favor, qual considera o melhor argumento para justificá-lo? >> Muito bom. Ah, bum, o nome bumbum goloso, mas ele mandou aqui, David, não vou poder ver a live agora como libertário.

¶83Você a favor ou contra o aborto? Se for a favor, qual considera o melhor argumento para justificá-lo? Bom, é, basicamente o eu acho que os argumentos que a Harman, ela expõe no artigo da salva Bor são bons, né? Principalmente esse do futuro, do princípio do futuro real, né, ou do futuro atual. Ah, o argumento do violinista também nas versões modificadas, eu acho interessante, né?

¶84São argumentos interessantes. Eu acho também no caso aquele experimento mental da clínica de aborto, né, com os fetos em vitro, ã, incêndio, né, sendo incendiada, no caso uma criança, né, você tem a opção de salvar ela ou não, né, que é o exemplo ali que o Michael Jandell fornece, né, no artigo dele, The Ethical Implications of Human Cloning, né, que é o artigo mais antigo de 2000, acho que 2005. Eu acho esses argumentos interessantes, eu acho esses raciocínios interessantes assim para motivar uma visão para escolha, né? E é claro, no caso, eu acho objetável as teorias de identidade pessoal, né? Tem objeções ali, a concepção animalista, que tipicamente se vincula com uma objetiva ilomorfista, né?

¶85Ah, que são avançadas na teoria da identidade pessoal contemporânea, né? Tem um texto do Eric Ol na Stanford complet fal sobre teoria de identidade pessoal. Eu acho que tudo isso corrobora com uma visão para escolha de certo modo. OK. Então, só comentando aqui.

¶86>> Perfeito. É, eu só ia comentar que eu não sei se um lulista tentaria ir por por esse caminho, né, de ah, já que a bondade divina pel teoria dos correlativos, ela é essencialmente comunicativa, então Deus, se ele é se ele é bom, ele possui uma tendência essencial a comunicar a sua bondade com a criação. E essa e e uma um dos elementos que o Lúlyo acredita que só com a razão você consegue provar é que como Deus é uma bondade que se comunica, ele vai se comunicar da maneira mais máxima ou mais a a máxima comunicação que seria a encarnação do verbo, seria a encarnação de Cristo. Então Cristo veio ao mundo como a per a comunicação máxima dessa vontade divina. Eu só não sei muito bem como que isso responderia ao ocultamento divino, porque o problema do ocultamento divino seria seria até poderia até ser colocado em termos lulianos, né?

¶87Né? Se se Deus é bom e a bondade é essencialmente comunicativa, então se há um Deus bom no sentido luliano, nós deveríamos esperar uma comunicação muito mais real e clara de Deus, o que não acontece. Então, talvez o, não sei se o Lulismo até pior pioraria >> a ponto ao ponto de, no caso, é, ao ponto de não haver descrentes não resistentes no mundo, pelo menos, né? pelo menos não resistentes. No caso, na formulação do isso a gente poderia dizer que pela teoria dos correlativos, a gente deveria esperar muito mais comunicação de Deus do que realmente existe.

¶88>> Faz sentido. Olha aí. Mas enfim, vamos lá. Vamos, vamos prosseguir aqui no, no debate. >> Pré-candidata, deputada federal pelo Rio Grande do Sul, policial penal de carreira e agora tô gestando a Madalena com 7 meses e meio.

¶89E hoje a gente veio tratar de um assunto muito importante, aborto. E a gente vai mostrar que todo aborto é um assassinato. >> Eu concordo plenamente que o aborto é um assassinato de bebês. Ela disse que vai mostrar que todo o aborto é um assassinato, mas existem abortos espontâneos, né? É um ponto que a Michele vai trazer.

¶90Ai ai ai ai ai. Mas enfim, vamos lá. >> No ventre é a interrupção da vida humana, porque biologicamente é comprovado e inquestionável que a vida começa na concepção. No momento que eu tenho a união do zigoto feminino com zigoto masculino. >> Então a a vida no sentido moralmente relevante, né?

¶91Ahã. É claro. No caso, zigoto é uma zigoto, né? Tipo, zigota é uma vida no sentido que uma célula, sei lá, uma célula, é uma vida ou algo assim, né? Algo, >> é trivial, tipo uma célula é vida, enfim, uma bactéria é vida, enfim, tem várias formas de vida, né, digamos assim, ah, de forma várias formas de vida ali que não tem relevância moral nenhuma, né?

¶92A questão não é meramente se é uma vida, mas é uma vida no sentido moralmente relevante, né, para atribuição de direitos, né? É esse o ponto. É isso que você falou. Uma correçãozinha. Ela é só ia falar uma correçãozinha.

¶93Ela falou zigoto, mas eu acho que ela quis dizer gameta, né? Porque ela falou união do zigoto masculino e do zigoto feminino. São coisas. Acho que ela ela quis dizer uma união da do gameta masculino e do gameta feminino. Mas só só >> s sim.

¶94É do nesse caso do óvulo com espermatozoide nesse caso. >> Uhum. Ali eu tenho a concepção de uma nova vida com DNA exclusivo, com desenvolvimento biológico, que vai gerar um uma um desenvolvimento eh cerebral, um desenvolvimento do sistema nervoso central, individual, particular e único no mundo. A vida se dá na concepção intrauterina ou em laboratório, quando a gente fala de fertilização em vitro, é naquele momento que eu tenho concepção. Então, toda e qualquer forma de aborto, ela é um assassinato.

¶95Quando se usa o termo interrupção de gestação, >> toda e qualquer forma de aborto é uma é um assassinato, [ __ ] Mas vamos >> é tem um tem outro é tem um outro tem um outro probleminha biológico, é que assim, uma coisa que acontece na gestação, até os 14 dias de gestação, um um embrião ele pode ainda se dividir dando origem a gêmeos ou ele ainda pode se fundir com outros grupos celulares, dando origem à aquelas pessoas quimeras, né, que às vezes tem mais de um código de DNA. Então, só biologicamente não é tão correto dizer assim. que desde a concepção a gente já tem um um DNA que vai garantir que lá no futuro vai formar uma pessoa única com sistema de nervoso único. Pode ser que forme uma única pessoa, pode ser que forme gêmeos, pode ser que que esse mesmo código genético se une una com outro grupo de células e forma uma pessoa que mera. Então, não é totalmente preciso dizer isso que o que já tá definido desde da concepção que vai se formar um um sistema nervoso único lá na frente.

¶96Pode ser que não aconteça isso até o até o 14º dia de gestação. Pode ser que esse embrião se divida e dê e dê origem a mais pessoas do que do que Isso é uma coisa até difícil de explicar, né? Como é que o mesmo embrião deve origem duas pessoas se ele já era uma pessoa desde o começo? Mas enfim, >> é realmente, >> enfim, vamos lá. >> Saúde pública nada mais é do que um eufemismo utilizado para mascarar o que realmente é um assassinato do ser mais indefeso, dos silenciosos, né?

¶97é o silêncio dos inocentes, aqueles que não t como se defender, que não tem chance de se defender. Se uma sociedade é medida pelo cuidado que ela tem com seus vulneráveis, o que dizer de uma sociedade que quer legalizar essa cultura da morte, que é o aborto, essa cultura da eh degradação humana? >> Ó, só os termos moralmente carregados, né? Tudo para retratar os pró escolhas sempre como, enfim, terríveis, né? Pessoas ali que querem matar e blá blá, né?

¶98Um negócio assim, sempre essa retórica. Porque no momento em que uma mulher faz um aborto, ela não se torna mais livre, ela só se torna uma vítima de um trauma. E é nesse sentido que nós precisamos lutar como sociedade, porque eh as ideologias que dominaram a nossa sociedade, elas vêm no sentido de objetificar o ser humano. Eu luto pela vida do cachorrinho e do gatinho, da tartaruga, da catleia, mas eu não luto pela vida de um ser humano indefeso, inocente, de um dom de Deus, de uma dádiva, de um presente. Então eu ludo, é me choca muito mais hoje na sociedade, choca a sociedade muito mais eh matar um cachorrinho ou um gatinho que eu amo, né?

¶99tem o bicho do que matar um bebê indefeso no ventre da mãe das formas mais cruéis. Porque nenhum aborto é feito de uma forma segura e nem um aborto é feito de uma forma tranquila. É sempre uma violência. Então a mulher sofre uma violência para matar a vida que ela gera. >> É, isso aqui é falso, né?

¶100Tem métodos de de realização de aborto que são não invasivos, que são >> ah enfim, não não não geram danos ali pra mãe, né? para pra pessoa que tá eh buscando, né, a pessoa que é gestante, que tá buscando esse tipo de de procedimento, né? Ah, principalmente em lugares locais onde isso é legalizado, né, tipicamente ou descriminalizado, no mínimo descriminalizado, né? Não é visto como algo criminoso ou qualquer coisa assim, né? Então aí já tem um tem uma problemática aí, inclusive esse é um ponto que nós vão comentar um pouco mais na frente, inclusive a Michele e a T.

¶101>> Uhum. E também é muito importante falar do trauma psicológico que o aborto deixa na mulher. Se a gente tá falando de de saúde pública, a gente tem que lembrar da questão que a mulher se torna uma vítima de saúde mental. E é por todo este e arcabousso de situações que nós defendemos a vida desde a concepção. Fala pessoal, aqui Roberta Leitão, muito feliz em estar aqui hoje gravando esse debate sobre um tema essencial na nossa vida, falando de vida, ao contrário da morte.

¶102O tema é aborto. Sou mestre em direito constitucional político. >> Ó, o Floriano, rápido, rapidão, antes, enquanto ela tá se apresentando Floriano, ele manda o seguinte, ó. Ele disse o seguinte, ó. Na filosofia de Lúlio, Deus não pode cessar de se comunicar ou de atuar, pois isso violaria sua própria essência.

¶103Um Deus estático ou inativo seria estéril, supremo. Ah, o amantivo Deus que ama está a todo instante amando o amabile, a criação através do amar, o ato de amar. Portanto, Deus está metafisicamente em estado de revelação perpétua. Só que é que tá essa revelação, ela foi completa, ela foi profunda, ela foi mais intensa de modo a favorecer com que não existisse descrente tão resistente, não parece ser o caso. Parece que há descrente.

¶104>> E esse é o problema. >> É, só ia lembrar que o que ele acabou de falar não é uma resposta ao problema do Schelenberg. Na verdade, piora o problema, né? Você só tá dizendo assim: "A minha concepção de Deus, Deus é ainda mais revelador, Deus é ainda mais comunicador." Ora, então esse pior é o problema, porque se sua visão de Deus espera-se que Deus esteja todo o tempo amando a criação, se revelando pra criação, se comunicando com a criação, se isso não é visto, se a gente não tá experienciando isso como fato, então o seu Deus provavelmente não existe. Então assim, se isso piora, o problema [risadas] exige o seu Deus a ser mais manifesto ainda e principalmente para pessoas não resistentes.

¶105Se existem três crentes não resistentes, isso piora a situação, porque é justamente algo que está contradizendo isso que Deus deveria ser, segundo a sua concepção. >> Perfeito. >> Políticas públicas e saúde. Então, esse debate vai ser muito interessante. Vou trazer vários eh atributos para contribuir com o debate, porque a vida é essencial desde a concepção.

¶106E hoje tô aqui também como pré-candidata a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul. Vai ser um prazer conversar com vocês. [música] [música] >> Como a frase tá colocada de um jeito muito estranho, eu obviamente não concordo com ela, né? Porque aborto é o nome que se dá para interrupção deção, que pode ser espontâneo inclusive, né? Então, dizer que o aborto é interrup eh o assassinato deliberado não faz sentido nenhum, porque o aborto ele pode ser provocado ou ele pode ser espontâneo, né?

¶107Não tem essa colocação não faz sentido e de uma vida, >> é, exatamente, foi aquilo que eu comentei, né? Tem a bordo que é espontâneo e que >> simplesmente não foi ato, oigo do ato de ninguém em particular. Então, o próprio prompt ali, né, enfim, o próprio [risadas] próprio tema ali, né, o aborto, a interrupção deliberada de uma vida humana é refutado. Aí nem sempre é nem sempre o aborto é a interrupção da liberdade de uma vida humana, né? Ah, não tem um processo de lei liberativo ali envolvido numa situação de aborto espontâneo.

¶108E, portanto, no caso ali, pelo menos a maneira como tá articulada a questão já tá errada, né? Por princípio, >> vida humana. Se dissesse de uma vida humana potencial também concordaria, porque biologicamente a partir do momento que há uma fecundação ali de um óvulo, há a potência de que exista uma vida humana, mas não há a certeza de que vai haver essa vida, né? Ah, >> eu qualificaria porque assim, tomando como base, né, uma visão ali aristotélica, né, ah, escolástica assim, né, de metafísica, eles diriam justamente aquilo que você falou, né, que no caso ali é ah que já é uma pessoa humana, digamos assim, mas que não é plenamente atualizada, né, digamos assim. Eh, ela tem aspectos potenciais ali, né, como a própria operação, né, da faculdade intelectiva, né, eh, da faculdade intelectiva, faculdade racional, ela não está em operação atualmente porque ela não tá plenamente atualizada, né?

¶109Então, nesse caso aí ela tá somente ali como uma potência essa operação, né, somente como uma potência que não foi atualizada ainda, de modo a permitir com que ela opere, né, com que ela opere em uma dada um dado momento ali específico do desenvolvimento do do embrião, do feto, etc., né? Eh, só que é que tá aí. Eu acho que caberia o argumento do futuro atual, né, da Elizabeth Harman, eu acho que aí o argumento do futuro atual, o argumento do futuro atual, né, envolvendo no princípio do futuro atual, estabelece basicamente que o que estabelece, né, que o que o que permite, no caso de gente caracterizar aquilo como uma pessoa humana completa, né, digna de consideração moral, né, e de status moral completo, né, ah, ao ponto, no caso, seja portadora de um direito à vida, né, e, portanto, de certos direitos tipicamente vinculados com pessoas que possuem direito à vida, né, ah, ali é muito Mas no caso a questão dessa faculdade em operação, né? Essa faculdade em operação pelo menos ah com a base ali, né? O substrato ali que permite no caso ela operar, né?

¶110Digamos assim, né? Se ilustrar como operativaamente em princípio do que no caso ali o feto em si, né? O feto em si ah ou embrião em si, ainda sem essas aspectos atualizados ali propriamente, né? Eh, porque o que caracteriza generamente uma pessoa, que parece caracterizar genamente uma pessoa, é justamente o fato dela estar hã dela ter se desenvolvido, né, desenvolvido certas características ali futuras que permitem, no caso, identificar que ela claramente é uma pessoa, né, geral, claramente é uma pessoa, né? Ã, então nesse caso aí eh talvez um argumento nessa linha poderia ser utilizado, né?

¶111Mas ainda assim a a Michele poderia questionar ainda assim esse aspecto metafísico deles, né? Ah, delas, né? Nesse caso, seja um dualismo de substância, caso estejam recorrendo, né, para tentar defender esse tipo de coisa, seja um dualismo ilórfico ali, ainda assim elas demandariam justificação, né, do por que elas deveriam endossar enquanto pessoas secularistas e porque que elas deveriam indossar essa concepção de identidade pessoal, de pessoalidade, ã, esse tipo de teoria ali de pessoalidade ali, não sei lá, uma noção mais vinculada com secular, né, mais próximo do da visão delas, né, dentre eles, no caso, a própria noção de estados psicológicos contínuos, né, eh, e não ramificados, como a visão parfitiana, por exemplo, né, a visão de continuidade psicológica parfitiana, que eu acredito que é uma visão mais alinhada com uma perspectiva tipicamente secular e que permite, no caso ali a justificação tranquila, né? hã, do ponto acerca de que o aborto ele é moralmente permissível, a partir do momento, no caso ali em que há um substrato físico, né, um substrato neurobiológico, né, ali relevante, que permite, um caso, que estados específicos, né, estados mentais específicos, né, eh, dentre eles, no caso, estados mentais vinculados com com aspectos qualitativos, como da própria capacidade experienciadora, né, estejam realizados ali naquele substrato ou algo assim, né? Mas enfim, é isso.

¶112Uhum. Perfeito. >> Existe chance desse desenvolvimento não ser completo, ser incompatível com a vida ou passar por problemas durante a gestação? Mas eu acho muito engraçado até na abertura da das colegas aqui que uma delas aparentemente se declarou vegana, porque ela protege aqueles que não tm voz, né? Mas só os que estão dentro do ventre ou se é bichinho fofo, porque outros ela provavelmente não protege, né?

¶113A grande questão aqui na na pauta do aborto, se vocês perceberem, acabamos indo para estuprador, acabamos indo para evidência anedótica de apelo a sua própria gravidez, mas ignoramos o fato de que boa parte dos abortos que ocorrem no Brasil, estima-se em torno de 1 milhão de abortos, geram custos para os cofres do estado para a correção dos problemas por causa desses abortos ilegais. Ninguém aqui defende uma legalização de aborto, como é sempre falado, que é colocado lá, ah, querem legalizar o aborto. Não, gente, é descriminalizar para que as pessoas possam buscar a saúde, possam buscar o atendimento e possam ter a opção de quadros, inclusive, que eu vou apresentar aqui depois, de não seguir com a gravidez por ela ser incompatível com a vida. Mas as nossas colegas elas entendem que toda vez que um zigoto é presente, ele tem que ser preservado pelos 9 meses, levando aí sim às vezes até uma criança a ter problemas no seu corpo por causa disso. Mas os detalhes, as informações, os dados a gente deixa pro momento da discussão aberta.

¶114Fala pessoal, eu sou Michele Astrava da vida e tô de volta aqui no canal Spectra para fazer mais um debate. Não sei se você estava com saudade, mas eu tava. Pessoal, hoje o debate é de um tema muito sensível que é sobre aborto. A gente vai estar conversando com pessoas do espectro da direita sobre esse tema que eu acho que a gente tem que tratar com muita delicadeza. Eu sou ex-policial militar, sou gestor de tecnologia de informação, tenho 46 anos e vocês já conhecem que eu trabalho no debate com os fatos.

¶115Eu vou trazer um pouco de ciência, um pouco de dados estatísticos, vamos tratar com ser. >> É só que os fatos per si não dizem nada, né, no sentido da ética do aborto, da permissibilidade moral do aborto ou não. >> Então você tem que trabalhar também com a filosofia moral, especialmente a ética aplicada no âmbito da ética do aborto. Não adianta só vocês vir com os fatos, porque é aquilo, sempre vai ter que ter uma premissa normativa para que você extraga conclusão normativa dentre elas de que aborto é moralmente permissível. >> Uhum.

¶116>> Senão, simplesmente não tem comoar conclusão normativa nenhuma. simplesmente não tem uma conclusão avaliativa, não tem como se sair de premissas puramente não avaliativas, né? Então, nesse caso, você tem que trazer dados, ciência, blá blá, mas tem que trazer também um argumento ali moral, né? Um argumento moral ainda assim cadear essas evidências em prol de um argumento moral. Teredade esse assunto e eu espero que seja um debate proveitoso para todas as pessoas.

¶117>> No começo do debate, eu acho que eu e a Michele a gente foi acusada de eufemismo, né, de alarmar as coisas. Isso vem justamente de pessoas que acreditam que aborto é assassinato, não conseguindo diferenciar homicídio de interrupção de gravidez, porque nem o próprio judiciário trata dessa forma. Então, não vejo por elas tratarem. Sobre a mulher ser irresponsável de alguma forma. Nós já temos dados mais que mais do que o suficientes de países em que o aborto é legalizado e que não é legalizado para comparar a taxa de arrependimento dessa mulher e a taxa de dela voltar de alguma forma.

¶118Além disso, eu também tô ansiosa para falar sobre os métodos contraceptivos, né, que colocam que a mulher pode tomar à vontade, porém não falam sobre a baixa eficiência dele em alguns setores, como por exemplo, medicamentos que medicamentos sobre HIV, medicamentos que ajudam em convunção. Tudo isso deve ser levado em conta. Inclusive, se tu vomitar uma hora ou três horas depois concepcional, isso também levar em consideração. Por isso que quando a esquerda fala da importância da educação sexual para esses jovens, a gente também tá falando sobre eles saberem o que o anticepcional faz no corpo de meninas. os meninos saberem usar a camisinha, saberem prevenir doenças e saberem a taxa de falha disso.

¶119E também tô ansiosa para falar do método Billings, né, que é o método católico, né? A nossa colega aqui, a Roberta, ela é católica, então acredito que ela seja aberta à vida. O método Billings é um dos que tem a mais baixa eficiência já comparado em dados com anticoncepcionais. Então eu realmente tô disposta e curiosa a saber até onde vai. Oi pessoal, tudo bem?

¶120Eu me chamo Tai, sou comunicadora. >> É, esse ponto da da educação sexual também é um ponto relevante, né? que geralmente os direitistas eles se recusam a a aceitar como algo relevante, né? Tanto para crianças, né? No caso ali não envolvendo coisas, digamos assim, ah, obscenas ou exposição a noções sexuais aí prematuramente, né?

¶121Mas assim, só para tornar ciente de áreas em que pode ser perigoso adultos tocarem nele e coisa e tal, né? Ou seja, favorecer recursos para que a criança seja capaz de identificar sinais de abuso. >> E no caso de adolescentes aí envolve também a dimensão de conscientizar mesmo sobre o uso de contraceptivos e coisa e tal, né? hã, a questão de sexo responsável, esse tipo de coisa, né? Eh, e que geralmente os diretistas eles são contra porque eles colocam aquela coisa de, ó, nossa, que absurdo aprender sobre coisas relacionadas a sexo no âmbito no âmbito da escola, etc., né?

¶122Eh, mas poderia evitar, né, esse tipo de educação sexual poderia evitar muitas circunstâncias aí, muitas coisas, enfim, dentre eles gravidez precoce e coisa e tal, né? Eh, mas é isso. Minhas redes sociais, falo sobre política, falo sobre saúde, sobre sociologia. Hoje eu tô aqui para debater aborto com duas políticas do espectro de direita. Eu acho que vai ser bem proveitoso.

¶123Tô aqui para elevar o nível do debate, porque eu vejo que muitas vezes sempre cai muito num espectro muito moral da coisa. E eu sinceramente não gosto muito disso. Acho sim que ciência >> é porque a discussão em última instância é moral. >> É moral. >> Não adianta fugir.

¶124>> Esse é um problema, né? É, é um, essa discussão é moral. >> É um problema que eu vejo muito dos PR vida, cara. Ou dos Prova Vida, não, dos prócolha, cara. Eles não querem moralizar o negócio, só que eles não percebem que a discussão é fundamentalmente moral, cara.

¶125Todos esses dados, todas essas evidências, todos esses esses fatos que você trazem só são relevantes paraa discussão da permissibilidade ou não do aborto se você trazer um argumento moral eh dos quais tem como base, né, e ali pelo menos alguns desses dados, algumas dessas evidências que você tá trazendo, senão não adianta. >> Perfeito. >> Entendeu? Você tem que trazer um argumento moral também, porque a discussão é fundamentalmente moral. >> Uhum.

¶126Sim, sim. A discussão é moral, não tem como fugir de isso. A discussão é moral, não tem outra coisa. Deve ser tratada com evidências e não com fanatismo religioso. >> Ã, bom, primeiro, né, sobre a acusação de que o aborto ele pode ser espontâneo e ele pode ser, né, intencional, né?

¶127O aborto espontâneo, quando ele acontece, ele é a morte do feto. Ele não é o assassinato porque não houve a vontade de matar, mas ele é a morte do feto. Aquele feto que estava dentro da barriga com vida, né, tentando criar as condições para seguir a gravidez, não conseguiu por algum problema e ele foi, né, expelido do corpo. >> E qual é o prompte, Mariana? >> Mas ele é uma morte.

¶128>> Mas qual é o promp? >> E aí a o aborto ele >> ele é assassinato ou é ele é morte? Ou mas o promp é assassinato. >> Não, o aborto quando ele é ele é intencional. Eu quero fazer um aborto.

¶129A pessoa quer fazer um aborto, ela está cometendo um salá. >> Mas esse não é o prompt. >> Como não? >> O prompt é que todo o aborto é uma forma de assassina. >> Não, todo o aborto é a morte de uma interrupção de uma deliberada.

¶130Interrupção deliberada de uma vida. >> Então, como que um aborto espontâneo? É interrupção deliberadação. Só que ela não é intencional. >> Então, não é todo o aborto que é >> ela é intencional.

¶131O aborto espontâneo, ele também é interrupção de uma vida, mas ele não ouve a intenção da pessoa de interromper. >> Então não tem como tu concordar com o prompt. Concordo. >> Mas se o promp te diz que todo o aborto, todo o aborto >> é interrupção deliberada de uma vida, >> aborto, tu tá interrompendo a vida, só não tem a intenção. >> Então não é deliberado.

¶132Tu não tem como escolher sofrer um aborto espontâneo. >> Mas é a interrupção da vida. >> Mas não é deliberado. Você entende que tu não tem como concordar com o prompt. Tu pode até concordar com o que tu tá falando, mas com o prompt tu não poderia ter concordado, porque o aborto espontâneo não é deliberado.

¶133>> Ele é uma interrupção da vida. Ele só tem a intenção. >> Quem? >> Ou ela poderia ter concordado e qualificado. Poderia ter concordado qualific.

¶134>> Sim, ela deveria ter qualificado. Isso que ela tá respondendo agora tá muito estranho, né? Ela deveria só dizer, então, ah, então estou vou qualificar a minha fala em vez de tentar defender o que ela falou antes. >> Tipo, ai, aí virou uma discussão semântica, tinha uns negócios assim, >> é >> superérflu. >> Bom, então vamos, vamos partir da seguinte prissa.

¶135Talvez o prompt pro modelo de debate tenha sido escrito errado, porque se é para nós termos dois lados, né, um a favor do do aborto da da interrupção proposital da vida no ventre materno, que é o aborto deliberado e proposital, e vocês que defendem que isso não é um assassinato, não é a morte dos bebês. Bom, então o promp tá errado, mas a questão aqui não é essa. A questão é que o a proposta desse debate é: "Nós somos pra vida, vocês são pra morte". É isso. Ó, >> eu tô bem interessada no né?

¶136Porque tu fala de bebezinhos que são assassinos. >> Nossa, se ela metesse uma dessa ali, eu falava: "Ah, nós somos pró escolha, então você é pró escravidão da mulher, >> né? Sei lá, né? Faz menor sentido isso. >> Vocês são pró tortura da mulher, então?

¶137Porque vocês defendem que ela leve um uma gravidez adiante, mesmo em situação de risco e blá blá blá. Então, pronto, >> vocês são pró morte da mulher. Então, nós somos pró escolha. >> Você são pró morte da mulher? Pró escolha e também pr vida da mulher de certo modo.

¶138Vocês são pró morte da mulher. A nossa cada coisa é cada coisa. Essas esses pessoal lacrador aí de direita é [ __ ] Pessoal de esquerda também que é lacrador também é zoado, mas maioria aqui é o pessoal de direita, né? Costuma ser assim. Prão de quando essas discussões assim mais controversa tema mais >> delicadoinados.

¶139O jurídico não concorda com a tua pauta. O termo não é esse porque o termo que usa é embrião, feto e depois que nasce é um termo caí [risadas] usa isso. >> O bebê que tá na barriga é uma criança, é um bebê, não é um feto. >> Tu é mestre em direito, né? Isso.

¶140No direito, quando que a gente define alguém como criança? Criança, >> isso no direito >> do nascimento até os 14 anos. >> Então bebê não é uma criança. Acabou de falar que é uma criança. Diferença humana falando de bebê de vida.

¶141De vida não é um embrião é um [risadas] >> Então juridicamente não é uma criança. >> Ué, >> uma vida >> é uma vida. >> É uma vida. Vocês falaram que é um bebê e uma criança. Vocês estão tocando os termos.

¶142>> O bebê é o termo. É o termo social de se falar sobre uma vida. Não é um científico isso é uma gravad uma gravidez. >> Quem defende o aborto defende o aborto até os meses. Não é verdade que são legalizados eles limite de tempo.

¶143[risadas] Assassinato. Pera. Não, não fala por mim o que tu acha. >> Não é que tu acabou de concordar. Eu defendo aborto até meses.

¶144Sabe como que eu defendo, tu sabe como eu defendo aborto até os meses? >> Pode me explicar? Porque tu disz que eu defendo a morte. Que que é uma defesa de aborto isso? Que que é uma que é uma defesa de aborto até os meses?

¶145Tu acabou de dizer que defende a discriminalização. Não, não. Vamos lá. Eu, eu, eu sei, eu, eu sei que vocês vão tentar manipular o discurso para um aborto de uma deixa eu te responder. Deixa eu te responder.

¶146>> De s meses, de mes feito até o terceiro mês paraalizar alguns da regra. A gente tá [risadas] falando de discriminação. A OMS é a favor do aborto em qualquer tempo. >> O que que é aborto? >> Interrupção da vida, morte.

¶147>> Não, interrupção de gravidez. Não, >> claro. Olha só, olha só. Olha só, olha sóz que a gravidez [risadas] gera vida. Se eu interrompo a gravidez, eu faço o qu?

¶148Eu mato. >> Nossa, que burrice, gente, pelo amor de Deus. Olha aqui. Olha aqui. Deixa.

¶149É o que eu vou exp. >> Nossa. É. É. Essa parte aqui começa a ficar >> sério.

¶150Começa a ficar virar uma bateboca aqui. Muito. >> É, virou uma bagunça. >> Mas enfim. >> É.

¶151quer comentar alguma coisa? >> Tem várias, é só comentar assim o que eu t acho que a Michele tá tentando trazer. Não sei se é isso, mas até o que tá parecendo que ela tá quitando pro caminho, talvez seja aquela noção de duplo efeito, né? Não sei se é se é isso, porque tem tem algumas discussões em ética que em alguns casos, né, mesmo a morte de uma pessoa inocente, ela pode ser moralmente justificável se ela não foi o objetivo da ação, mas sim um meio, nem um meio pretendido, né? Não era o que era pretendido.

¶152Tipo, sei lá, a gente tem aquele clássico dilema do bonde na ética, né, que você para para salvar eh cinco pessoas, você acaba tendo que desviar o caminho do bonde e ele acaba matando uma pessoa. Só que sua intenção em desviar o caminho do bonde não era matar a pessoa, né? pode a pessoa pode ser inocente, se o seu propósito não era que ela morresse. Eh, então seu o efeito negativo >> é não era utilizar a não era o esse efeito negativo gerado, né? >> Aham.

¶153É porque assim, eh, o a doutrina do duplo efeito diz respeito, no caso, a você poder ocasionar, no caso, ah, como uma consequência antevista, né, de um certo ato seu, a morte de um terceiro, né, que foi utilizado, enfim, foi ah relevante, no caso para que pudesse extrair um certo bem específico, né, para se alcançar um certo bem, mas que não foi utilizado como mero meio para alcançar esse bem, né, para alcançar esse bem. >> Foi uma consequência antevista, indesejada no caso desse ato, né? que você realizou, né? Não foi que você desejou isso, certo? Que você desejou isso como desejou utilizar, né?

¶154Você intencionou utilizar aquela pessoa como um meio, né? Por assim dizer, para alcançar aquele >> bom fim, né? Não, simplesmente foi uma consequência negativa antevista, né? Que eu foi ocasionada com relação à aquela pessoa, né? Ah, e que simplesmente no caso ali não foi algo desejado, né?

¶155Foi algo indesejado, não foi pretendido, não é? O objetivo não era utilizar aquela pessoa como mero meio para alcançar o seu fim, né? O fim bom, pretendido, né? Ah, então é basicamente por aí que funciona do tro duplo efeito. >> É, e aí poderia ser dito, né?

¶156Mesmo que o aborto implicasse a morte de uma pessoa inocente, eh, dependendo do da razão que a pessoa tem para interromper a gravidez, né? a interrupção deliberada da gestação, que seria o alvo da ação, assim, e a consequência do feto morrer seria um uma consequência ah antevista, mas que não é o propósito do aborto. Às vezes, às vezes, por diversos motivos, talvez que tenham boas razões, uma pessoa pode ter boas razões para interromper um processo de gestação, >> né? E aí isso vai produzir como efeito a morte do feto. Mas pode ser que a morte do a pessoa não tá a intenção da pessoa não é matar o feto, a intenção da pessoa é interromper o processo de gravidez.

¶157Da mesma maneira que a pessoa lá no bonde, a intenção dela não é matar uma pessoa, é poder salvar cinco pessoas, né? Então, talvez haja motivos morais razoáveis para uma pessoa querer interromper uma uma gestação, sei lá, uma pessoa que tá muito fragilizada psicologicamente, talvez o feto seja resultado de uma experiência de violência. E aí, nesse caso, né, ela quer interromper aquele processo psicológico de grande carga de sofrimento emocional e seja justificável que ela interrompa esse processo de grande carga de sofrimento emocional e isso traga como consequência o feto ah morrer. Mas o objetivo dela não é matar o feto. O objetivo a pessoa não é um uma assassina, ela não não o ela não adora a morte.

¶158O objetivo dela não é produzir morte, o objetivo dela é interromper um processo de grande sofrimento, de sofrimento intenso, por exemplo. >> Sim, sim, sim, sim. Eh, e assim, quem tiver interesse, esse da esse daqui é um texto do Adison Mintire, tá? Atualizado em 2023 e fala sobre a doutrina do duplo efeito, tá? Ah, aí que quem tiver interesse sobre as problemáticas envolvidas da doutrina do duplo efeito, né?

¶159Ah, então basicamente isso aqui. Você pode ver as objeções e também as respostas contra objeções relacionadas à doutrina duplo efeito, tá? Ã, mas é isso. >> Mas acho que a Michel usou isso só implicitamente, né? Porque talvez ela não goste tanto da parte filosófica, >> mas implicitamente >> é porque é porque tipo assim, >> implicitamente tem uma noção filosófica.

¶160>> Tem uma noção filosófica envolvida aí, né? Doutrina duplo efeito aí implícito na no raciocínio da Michele, né? de certo modo. >> Aham. >> Eh, porque tipo assim, não adianta, cara, você vai te utilizar dessas noções numa discussão dessa, porque na discussão dessa envolve algo, um assunto moral fundamentalmente falando, né?

¶161Filosófico moral fundamentalmente falando. Mas enfim, bora lá explicar, explicar, explica qual é a forma que essa interção desta pessoa que tá dentro do falar, vai deixar falar não. Obrigada. A partir da 22ª semana já há viabilidade de vida em qualquer feto, tá? Com chance de mais de 90% de sobrevivência a partir da 22ª semana.

¶162Então, a minha defesa de aborto é o aborto não letal. Por quê? Vou explicar. Existem >> aborto >> aborto não letal. >> Sinto interto interrompe a gravidez antes do período que ela deveria vir a termo.

¶163Sem evidência anedótica. >> Deixa eu explicar. >> O coração que eu ouvi é uma evidência anedótica. >> Sim. uma experiência pessoal, principalmente como política, [risadas] >> Jesus.

¶164Toda mulher que já ouviu um coração de um bebê, >> ninguém tá falando, ninguém tá falando para tu abortar. Mas olha só, [risadas] é >> só que eu eu sou contra o vocês quererem trazer falar sério, vão falar que vocês quererem dizer não, mas é que vocês não falam sério. No momento que a pessoa no momento que diz que o aborto ele não é letal e tu me diz que tu é [risadas] tentando ser respeitosa. Eu eu não quero começar a tratar vocês. >> Oi.

¶165Elas não entenderam nada que ela tá defendendo e estão batendo boca com uma coisa que elas elas não entenderam com o aborto no oletal é que o feto não vai morrer, ele vai sair vivo. Elas não entenderam isso. >> Sim, sim, sim, sim. Exatamente. >> Como pessoas que não são honestas no debate.

¶166[risadas] Deixa eu terminar de falar. Obrigado. Existem situações em que a vida, aquela que está dentro da gestante pode provocar um risco de vida à própria gestante. para não matar aquela vida, sendo uma gravidez desejada. A gente interrompe a gravidez antes do termo, antes dos 9 meses e aí trata daquele feto agora nascido fora da barriga da pessoa gestante para que se desenvolva durante o período fora da barriga.

¶167Então, a partir da 22ª semana, a interrupção de uma gravidez pode ser não letal. Aí, aí tá tudo bem, meu ponto de vista é esse. Só que aí clinicamente falando, clinicamente falando, porque eu já tive que passar por uma situação parecida com uma amiga. Clinicamente falando, biologicamente falando, né, na medicina não se trata de um aborto não letal, porque o termo aborto >> é interrupção de gravidez. >> Não, o termo aborto não é interrupção de gravidez.

¶168>> O termo aborto é a uma gravidez que foi interrompida com a morte do bebê. Quando o bebê nasce, quando a ideia é trazer um bebê à luz com vida, é parto prematuro. >> Tu induz um parto prematuro, tu não faz um aborto, porque a definição legal de aborto, a definição legal [risadas] de aborto, >> definição legal de aborto, código penal, >> certo? >> Mas tu v como é importante usar os termos corretos agora que da Michele, tu se atenta devidos perí. No código penal tá escrito assassinato?

¶169Código, no código penal tá escrito que a o crime de aborto >> é o assassinato. >> Sim, é interrupção. Interupção encaixa no artigo 121upção. É crime contra a vida. Quando eu, ó, daí, ó.

¶170Então vamos lá. Aí nós somos advogadas. Então aqui tá no nosso chão. É matar alguém porque tá dentro dos crimes contra a vida. O código penal ele o código é homicídio do na futuro.

¶171O código penal. Só entender uma coisa. Quando tu falas sobre a >> eu tuco que esteja assim lá. Eu não, eu não me lembro, mas eu acho que não tá isso nada não. >> Não, com certeza não tá com que é essa que a que tá como assassinato isso impossível.

¶172O Código Penal não jamais chamaria o aborto de assassinato. Ah, mas elas elas estãoando um monte de confusão de se a gente chama de de induzir nascimento prematuro, se a gente chama de aborto não letal, aí de 90 aquela coisa, né? Porque para elas a palavra aborto é carregada. Então já ela jáim >> e elas querem utilizar esse essa palavra carregada para imputar, né, na nos outros de qualquer maneira, né, de certo modo, ah, e colocá-los como monstros morais, né, e coisa e tal. Elas querem fazer um jogo retórico ali de certo modo.

¶173Ã, elas estão se fazendo de doida, enfim, ão, não estão tentando entender direito o que a Michele tá falando, enfim, não estão sendo não sabe uma uma honestidade intelectual, né, de certo modo ali na discussão com >> Uhum. com as as próescolhas, né? Nesse caso aí a Michele e a Tha. Enfim, vamos lá. >> Interrupção, né, da vida de um bebê que precisa sair do ventre da mãe para tentar sobreviver, para tentar lutar pela vida, tanto da vida dele quanto porque a vida da mãe está em perigo.

¶174Isso não é aborto. Porque o aborto quando ele acontece, ele pressupõe uma coisa muito simples, a morte do bebê dentro do ventre. Ele morre dentro do ventre. Ah, é colocado uma agulha no coração dele para parar e aí depois que ele está morto é que ele é retirado da mãe. >> Não é verdade?

¶175A maioria dos abortos em país legalizados é feito através de pila medicamentos para o coração. >> Dentro da [risadas] barriga da mã. >> Quanto tempo? Quanto com quanto tempo o coração começa a bater? >> Oit semanas de uma agulha no coração.

¶176>> São duas formas, né? Mas a gente [risadas] tando mais de 90% das formas que é feito pela medicamente. Então tu exceção coração dentro da barriga. Isso é apelo emocional, tá galera? Sabe qual é a forma?

¶177É científico. Como é que se faz o aborto? É científico falar que o aborto no mesmo sabendo que o aborto é feito através de pila medicamentos de falou [risadas] que fazer agulha. São duas formas, não tá? Reganizando, reorganizando.

¶178Temos duas formas de fazer aborto. Uma >> tem mais uma, uma tomando uma pílula. Aí tu toma pílula para o coração dentro da barriga da mãe. E depois que é constatado que o coração não tem mais vida, não tem mais batimento, é que o bebê é retirado. É com a pílula.

¶179Tá. >> Qual o percentual com a agulha? >> Ou se tô Mas independente de qual é a forma, se é com a pílula, se é com a agulha, não tem reforma. A questão é que tu mata dentro da barriga para depois tirar morto. >> Tu tira morto o que tu falou antes, tu tira vivo para tentar percentual [risadas] diferença.

¶180Falade [risadas] meses. >> Pelo amor, cara. [ __ ] que pariu. >> É, >> foi para um campo emocional. Blá, blá blá.

¶181>> Isso. Ai, mas agulha. Ai, mas a pílula faz o a a o coração parar de bater aí. Até os meses >> e ela defende que tu mate a criança dentro do ventre. Não é uma criança.

¶182Tu falou que o do termo correto tentou corrigir a Michele, mas quando é tu vida humana não é uma criança. Então tá tudo bem. É uma vida humana é o que então? Flor. >> Uma vida humana.

¶183Flor é um peixe, uma tartaruga. >> Tá confundindo vida humana com o termo criança. >> Um feto é uma vida humana, mas não é uma criança. >> Não é um bebê. Tu tava usando o termo incorreto.

¶184>> Não, para ti, porque sociologicamente o termo é bebê. É pr embriologia. Quando tu fala de jurisdição, de direito, tu quer que os exérmos corretam quando >> coloca o artigo aí. >> Gente, a gente a gente fez uma aposta, a gente fez uma aposta antes aqui atrás que nós veríamos a Borchil. >> Como é que bagunça que virou essa parte?

¶185>> O abortilson, os dois abortilson. Ai ai Pavanato fazendo escola. E óbvio que as duas trouxeram o aborro da minha barriga. >> Agora a Madalena [risadas] já tá maior, né? >> Vocês são a favor, vocês são a favor da vida, né?

¶186E e de bebês imaginas. >> Óbvio, [limpando a garganta] >> né? Tá. E tu? Eu achei que era vegana, mas tu já não é, né?

¶187Tu defende a voz, é porque tu falou que tu defende quem não tem voz, mas tu defende cachorro, gato, tartaruga, mas não defende vaca. Aí a gente tem que pensar na na ordem da criação, né? Vida e defende a ordem da criação. Os animais foram feitos. Quando quando um bebê tem displasia.

¶188>> Opa, opa, opa, olha aí a visão, >> a visão antropocêntrica ou teocêntrica ou teocêntrica, né? De certo modo, >> de que ah, seres humanos importam e blá blá blá. >> Comentum >> que eles são subados >> aos seres humanos porque Deus revelou isso na Bíblia e blá blá. Mas enfim, aí eu ia contar, tem tem eu já conheci pessoas que fal falam que eles vendem, né, esses bonequinhos de feto para ir em debades, né, para Só que é engraçado, é engraçado que se elas tivessem, se elas tivessem com desenhinho de feto de peixe, de porco, de galinha, de vaca, ia ser igual, praticamente igual. É quase igual.

¶189[risadas] Então assim, se o argumento mostrar que esse bichinho fofinho que elas estão mostrando aí não deve ser morto, porque olha que ó o tamanho dele, olha como ele é. Eh, se você pegar um feto de outros animais, um embrião de outros animais, é quase é outros mamíferos, principalmente, é praticamente igual assim, eh, o porco, a galinha, a vaca. Então, assim, eh, é curioso, né, como que essa coisa do do bichinho só funciona para pro feto, não funciona para outras coisas. O do coração batendo também, né? Uma barata ter um coração batendo assim, nossa, que coisa horrível, interrompeu as batidas do coração.

¶190Se a hora que você pisa numa barata, você também interrompeu as batidas do coração da barata. Eh, agora a gente pega seres, a vaca, quando você mata ela no frigorífico, você interrompeu as batidas do coração dela. Então, elas trazem elementos que a gente tem que perguntar se esses elementos são sees realmente estão propondo que a gente vai considerar esses elementos como moralmente relevantes, né? Então, a gente vai considerar a batida de um coração moralmente relevante, porque se a gente for considerar interromper a batida do coração de uma vaca num frigorífero ou de um boi num frigorífico ou de um porco, é moralmente relevante. Se a gente vai considerar moralmente relevante que tem a forma bonitinha de um feto que você coloca num gessinho, então a gente vai considerar que matar um porco, uma galinha também é é imoral, porque o o embrião desses animais também tem essa forma bonitinha que você pode colocar num gesso.

¶191Então assim, a menos que elas estejam propondo essas características como moralmente relevantes, o argumento é puramente emocional. >> Exato. Exato. Exato. É só retórica.

¶192É só retórica mesmo. E retórica bem vazia, bem bem bem cringe. Bem bem weak. Bem weak mesmo. Tanatofórica, tá?

¶193Um bebê em desenvolvimento em displasia tanatofórica, vocês aceitam que esse bebê nasça e morra sufocado? Como assim? >> Displasia tanatofórica é um quadro em que o bebê nasce e aí ele não tem capacidade de expansão pulmonar e ele morre sufocado. Ele sofre muito para morrer >> por por algumas horas, tá? >> Para ele não sofrer, para ele não ter a chance de não sofrer.

¶194Por exemplo, quem é que garante isso? Aí tu vai me dizer: "Ai, a ciência, >> ah, não, tudo bem, mas aí tu vai me dizer assim, ó, a ciência vai dizer que esse bebê é assim". Eu vou te citar um, eu vou te tá, eu vou te citar um caso de uma amiga pessoal minha que eu ajudei em Santa Maria, que ela foi no sistema público de saúde, tá? Não vou citar o hospital, mas o hospital mais conhecido de Santa Maria, pré-natal. >> Aham.

¶195>> Quinto mês de gravidez, >> tá? >> Deram o veredito para ela que o bebê estava sendo gerado. Quinto mês de gravidez, que o bebê estava sendo gerado com os órgãos fora da cavidade abdominal. >> Tá, mas isso não é o que eu tô te falando. [risadas] O beb ia morrer.

¶196O bebê ia morrer. Eles o bebê ia morrer. >> Vocês vão engçar isso? Eu vou falar que que acontece. Que que acontece?

¶197Essa menina queriam internar a a mãe, a gestante na hora e fazer um aborto imediatamente, sem falar com o pai, sem falar com a família, sem falar com ninguém. Beleza, cultura da morte. A menina disse: "Não, não vou, não vou fazer isso". Saiu dali desesperada, >> pediu ajuda pros amigos, fizemos uma vaquinha, ela fez um ultrassom numa clínica particular, conseguimos um médico particular, o menino tá lá com 5 anos. Perfeito.

¶198Diagnósticos errados existem. E aí eu vou parar uma vida que tem chance de vições. Olha só explositários. Quando a gente fala fala de dados, a gente tem que medir os benefícios e os malefícios. A gente conclui que tem exceções e que elas não são fundadas, que nem tu falou assim, ó: "Ah, pode ser que exista uma vida, pode ser que não seja isso, né?

¶199Pode ser que haja uma exceção." Tem inúmeras teorias de tudo que tu possa imaginar. A questão é que a ciência, ela sempre vai trabalhar nas melhores dos melhores dos melhores dados, das melhores amostras que nós temos. É por isso que a gente não considera uma pessoa que tem o coração parado, que teve uma hemorragia cerebral, por exemplo, que ela é morta, mesmo ela estando com coração batendo, ligado por aparelhos, a família ainda tem o direito de desligar os aparelhos dessa pessoa porque ela é considerada morta. Ou seja, a nossa ciência a gente vai medir por que a gente tem agora de mais amplo e de mais [limpando a garganta] eficaz e não pela exceção e não por uma teoria porque se falar [risadas] de teoriação em vitão proibidos. Então é isso que acontece quando a gente pega a exceção e trabalha com ela meor dos casos.

¶200tá falando de um de de uma vida humana >> tá sendo gerada dentro de outra vida humana >> nos Estados Unidos, que é um dos países que em alguns estados permite o aborto, a forma mais comum de fazer aborto, né, nos nos estados que é liberado é com injeção salina na placenta, que queima bebê por dentro e por fora >> e aí depois ele é arrancado lá de dentro aos pedaços. E aí tem um E aí? E aí tem um E aí tem um outro jeito de fazer aborto. É, quando o fé ele é acéfalo. >> Não, não, não sei.

¶201Existe um existe um período em que o cérebro se forma e em cada estágio a formação de estruturas diferentes. Por exemplo, entre a 10ª e a 12ª semana. Só um pouquinho. Roberto, Roberto, tu é muito deselegante e tu interrompe para [ __ ] tá ligado? >> Tá.

¶202É um debate, né? >> Não, mas mas se tu não deixa, se eu falei, se eu deixei tu, >> ele já perdendo a paciência já. Ô, mas elas elas são contraort até mesmo em situações extremas assim, onde a chance da pessoa, enfim, do feto via se desenvolver, se tornar uma pessoa genuinamente é é pequena, sabe? Ã, ou que no caso, se ela se desenvolver até o âmbito em que ela tiver o substrato neural específico, né? Ah, da onde permite até estados psicológicos vinculados com ela, dentre elas a capacidade de sofrer, né?

¶203de ter certos estados ali específicos, eh, em termos de sem ciência, né, de ilustrar sem ciência, ah, e sofrer, né, morrer sofrendo, né, ali prematuramente, né, em virtude da situação, daquela condição que vai fazer com que ela morra inevitavelmente, né, praticamente, elas são favoráveis a deixar essa gestação rodar, cara, que é é uma posição pródida tipo extremista demais, sabe? Elas são contra todas as formas de >> de de aborto, sabe? Elas não são uma pródida como é que eu falo? Modesta, né? moderada que te chama, ah não, só em casos de >> relação sexual com consentimento, né?

¶204Não, nem isso. São para vida extremista mesmo. >> Ah, eu fiz um eu fiz um fato cheque que eu fui pesquisar se a cidade era verdade dela de que nos Estados Unidos a maior parte do abortos é por solução salina. Aí apareceu aqui dado do Centers for Disease Control and Prevention, que é um é uma parte do governo, né, dos Estados Unidos, CDC, que diz que a maior parte dos abortos dos Estados Unidos não é feita por solução salina. Em 2022, por exemplo, o CDC registrou 53, dos abortos como medicamentosos.

¶205Em 2023, 63% dos abortos eram por medicação, principalmente mifetristona e misoprostol. Ou seja, não é não é pelo fato chega aqui não é verdade informação de que a maior parte dos abortos é por solução salina nos Estados Unidos. >> Perfeito. Aí ó, o fake news. Ô, o Spectrum deveria voltar a fazer fact, cara.

¶206[ __ ] >> tem tem que fazer, né? >> Tinha que fazer de novo, cara. >> Agora tinha que aparecer ali o fet check. Tem que aparecer. É, exatamente.

¶207Eles param de fazer checkack, pô. >> É, pai, >> concluir um raciocínio e tu não deixa, tem um problema com ser confrontada com as informações. >> Vocês fugiram de responder da displasia tanatofórica, tá? O que que é desplasia tanatofórica? Existe uma mutação genética no gene FGFR3 >> que é detectável durante o pré-natal.

¶208>> É um quadro completamente incurável, tá? Ele não tem cura. O bebê vai nascer sem informação suficiente de tamanho de caixa toráxica para que possa expandir o pulmão e vai morrer sufocado, >> tá? Ele vai, ele não tem como respirar. Vocês defendem que esta gravidez ven a termo, que esse bebê nasça só para sofrer e morrer sufocado, tipo como se alguém tivesse estrangulando ele.

¶209>> Primeiro que nesse >> posso falar? Pode. >> Primeiro que nesse caso que tu estás falando desta doença específica, já existe autorizações judiciais para que a gravidez seja interrompida, porque se equipara ao artigo que legaliza os abortos em caso de estupro, ã, risc da mãe. Não tá previsto na lei esse aqui. >> Não, eu estou te falando que a hoje a jurisprudência de dislasia anatofórica.

¶210>> Sim, ela eles já fazem. >> Vocês nem sabiam o que que era desplasia anatofórica, gente? Eu não sabia o nome, mas agora quando tu falou sobre a questão de não respirar e já teve decisões em que por causa dessa condição não se possibilitou a realização do aborto. >> Então vocês são a favor do aborto nesse caso. >> Deixaar >> ponto.

¶211Uma decisão judicial para mim, Mariana, não muda o fato de ser uma morte, de tu estar matando o bebê. Tu só está matando o bebê de uma forma legalizada. Agora, se tu perguntar, se eu, Mariana, tivesse esse diagnóstico, >> elas defendem, parece que elas gostam uma espécie de perceiva até mesmo de ética normativa deontológica forte, né? Aquela ideia de direitos absolutos, como direito à vida absoluto, né? >> Como se no caso ali ah certos direitos não entrassem em conflito com outros, né?

¶212Ah, e como se no caso também não houvesse considerações ali em termos de bens de ordem inferior, né? uma quantidade de bens de ordem inferior, mesmo numa num teoria de prioridade lexical, né, que é o Hummer, né, ele discorre um texto dele, né, tem o Hummer tem um texto, então ele critica teorias de prioridade lexical, basicamente são teorias morais, né, teorias éticas, né, de razões práticas que defendem, no caso, que existem certos bens de ordem superior, dos quais nenhuma quantidade de bens de uma ordem inferior, né, por mais ampla, né, e e grande que seja essa quantidade de bens, né, ah, em termos de ordem inferior ali, né, no caso ali, eh que você esteja considerando nenhuma quantidade desses bens de uma ordem inferior é capaz de favorecer a superação desses bens de uma ordem eh superior, né? H, >> de uma ordem superior, então, sei lá, eh, uma visão absolutista acerca dos direitos morais, assim, ah, ah, como tolerância a risco zero, por exemplo, pegar um exemplo aqui, que ele ele objeta teoria de que tem tolerância de risco zero, tolerância de risco ah, eh, tolerância de risco máximo e tolerância de risco ali com limite, um limiar, né, um limite ali especificado, né, de tolerância. E ele ilustra problemas com todas elas, né? Bom, teoria de teorias de prioridade lexical com tolerância a risco zero, basicamente implicaria que a gente não poderia realizar nenhuma ação, porque qualquer ação que a gente faça aqui no mundo, qualquer coisa, sei lá, desde coçar o nariz até mexer aqui no no microfone, até mexer aqui no computador ou mexer aqui na no webcam, qualquer coisa poderia fazer um efeito em cadeia, de certo modo, um efeito borboleta de alguma maneira que poderia ocasionar na violação de direito de alguém, a morte de alguém ou qualquer coisa assim, né?

¶213Então a gente teve viver imóvel, não fazer nada, o que é impossível, o que não é razoável. a tolerância de risco máximo basicamente tornaria a a o requerimento, né, no caso ali, né, o critério de inviolabilidade, né, ou seja, de absolutidade, né, desses bens de ordem superior, como por exemplo, direitos morais, né, vinculados a a certos indivíduos, a certas pessoas, como basicamente a esse critério como inaplicável, porque basicamente como é uma tolerância de risco em nível máximo, né, ah, para consequências possíveis das suas ações, né, consequências em cadeia indesejadas possíveis das suas ações, como tem uma tolerância a risco máximo, Então, nesse caso aí, o critério de restrição, né, de de restrição moral absoluta jamais se aplicaria. Portanto, no caso, se eu considerasse uma quantidade de bens de uma ordem inferior, como no caso as consequências, né, envolvendo estatus de coisas ali bons, né, ah, da quantidade de dor, aliás, quantidade de prazeres ou de bens, né, que fosse favorecidos ali, né, entramento da violação de um direito. Então, qualquer quantidade dessas favoreceria, né, se ela fosse grande ali, relativamente grande o suficiente ali em termos consequencialistas, né, ah, em termos de maximização de utilidade esperada, né, ah, ali, eh, os bens, né, esperados de uma certa ação, né, de um certo curso de ação, seriam tão e significativamente grandes ali, ao ponto de que, tipo, como não tem uma aplicação da da restrição absoluta em virtude da tolerância ao risco, né, dos atos ali proferidos ser nível máximo, então simplesmente o critério se torna irrelevante, né, o critério de ah de inviolabilidade. né, de certos direitos se tornem relevante, né?

¶214Hã, e no caso da tolerância de risco em termos de limiar especificado, ela gera paradoxos, né, incompatibilidades de cursos de ação, porque eh envolveria, no caso, você ter dois cursos de ações A e B, dos quais, no caso, se você eh dos quais você poderia realizar um deles individualmente, mas os dois juntos não poderia, entendeu? Os dois juntos ao mesmo tempo não poderia. Então, nesse caso aí, tipo, simplesmente, eh, isso gera um paradoxo, né? Gera um problema ali para aplicabilidade do critério de restrição ali de inviolabilidade de direitos morais ou qualquer coisa assim. Então, hera isso para objetar teorias de direitos absolutos e também outras teorias de prioridade lexical, até mesmo algumas consequências como a do John Still, que advogava que alguns prazeres eram de uma ordem superior a outros prazeres, de tal modo que no caso nenhuma consideração sobre a quantidade de prazeres de ordem inferior poderia superar os prazeres de ordem superior, né, considerados.

¶215Ah, então é isso. >> Aham. Ah, perfeito. Eu só ia comentar que eu também fui fazer outro outro fato track, alguma coisa assim, eh, sobre o caso que ela mencionou, né, daondroplasia, ele ele não é previsto em lei. Na verdade, o que acontece, né?

¶216Você tem na lei, você tem duas coisas só, que é a gravidez da corrente do estupro, o risco a vida da gestante e a coisa da ancefalia fetal, ela vem de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, né, que é a DPF 54. Então, dentro da lei, o que tem é acefalia fetal. Só que se você, se a pessoa for no sistema de saúde arrumar uma autorização judicial, aí pode ser que outras malformações incompatíveis com a vida, ela ela pode ser possa receber uma autorização judicial para praticar aborto nesse caso, mas dá um trabalho, tem que tem que conseguir uma autorização judicial. Então, no caso daoplasia, ela não é prevista em lei, mas em alguns casos, se se a pessoa conseguir uma autorização judicial, ela pode fazer aborto em casos de malformações incompatíveis com a vida se o juiz interpretar que é incompatível com a vida. Só comentando.

¶217>> Perfeito, perfeito, perfeito. Ah, para quem tiver interesse, tá? o artigo do Hummer, que ele objeta visões de prioridade lexical, né, em termos do problema do risco, né, considerando os problema, o problema do risco com relação à teoria de direitos absolutos, invioláveis ou de bens de ordem superior, né, em termos de eh em termos de prazeres de ordem superior que não são superáveis por prazeres de ordem inferior ou qualquer teoria desse tipo, né, que são teorias chamadas de prioridade lexical pelo hum, ele objeta isso nesse artigo aqui, tá, que é lexical priority and a problem, tá? Ele foi publicado na pacífica que fala quarty em 2010, tá? Para que tiver interesse, é um artigo do Michael Humeron.

¶218Não sei se já leu esse artigo, o Sun. Eu cheguei a traduzir ele na, >> acho que não, >> eu cheguei a traduzir ele paraa Universidade Libertária, inclusive esse texto aqui, esse artigo, ele tá traduzido paraa Universidade Libertária, mas quem tiver, quem quiser ler aqui, né, diretamente aqui do original, é esse aqui. E deixa eu pesquisar aqui, eu acho que deixa eu pegar aqui. Tenho também lexical e o problema do risco. Problema do risco aqui, ó.

¶219Basicamente esse texto aqui, tá? Eles publicaram o texto que eu traduzi na no site da Universidade Libertária, que eu lembro que eu traduzi uma vez e eu mandei, né? Eu mandei para eles terem lá também. Ah, que é basicamente esse aqui, ó. Opa.

¶220Acabei saindo aqui sem querer. Deixa eu entrar aqui de novo. Hum, hum, hum, hum, pera aí que deu, tinha dado um problema aqui, mas enfim. Ah, mas assim, eh, ó, aí a versão traduzida, né, que eu traduzi, que até foi complicado lá na na, né, na época, é esse aqui, ó, prioridade lexical e problema do risco. É o mesmo artigo, tá, publicado na passiva que fala quartley em 2010.

¶221Ah, só que traduzindo português, que eu traduzi aqui, tá? Para quem tiver interesse, quem quiser ler em português, aí aqui ele ilustra, né? Ó, ó as visões que eu mencionei aqui, ó, de tolerância a risco zero, de tolerância a risco máximo, ah, e de tolerância no risco ali com limite de probabilidade ali especificado, né? Limiar de risco especificado. Então, ele ilustra esses problemas aqui e lá ele desenvolve, né?

¶222Ele vai desenvolvendo aqui o o no artigo ao longo do artigo os problemas, OK? para quem tiver interesse. OK. Então, chegamos no caso meia 4. Acho que você não vai poder ficar muito mais, né?

¶223Isso aqui acho que vai ser um limite. Ah, >> pode prosseguir mais alguns alguns minutinhos, >> tá? Então vamos mais um pouquinho só. Vamos mais um pouquinho, então. Bora.

¶224De um bebê. Se eu iria preferir matar ele no meu ventre ou tentar lutar pela vida dele, eu, Mariana, iria tentar lutar pela vida. Mas aí tu tá dizendo, eu tenho a minha fé aí, eu tenho a minha crião, é uma decisão da mãe. Eu acho que a morte nunca é opção. Mas tô falando de política.

¶225>> Não, pera. Tu defende pena de morte. Não, a morte de pessoa grande que escolheu matar os outros. Mas defend matar os outros, porque tem [risadas] váriões policiais que vocês são a favor e necessariamente aquela pessoa matou outra. Operações policiais que você estão a favor que acabam matando pessoas.

¶226A favor da polícia matar bandido. Bandido. Eu quero, eu quero que eu quero que assim, olha só, eu dei um quadro, >> eu dei um quadro que é incompatível com a vida, não existe estrutura. minha opinião sobre isso. >> É, a Mariana já deu a dela.

¶227Vou dar minha sobre esta situação. É um caso específico e é uma exceção. >> Nessa nessa exceção, a mãe se quiser entrar na justiça e quiser ganhar uma liberação, é um problema dela. Isso é da consciência pessoal dela. Eu, Roberta, eu, Roberta, não faria, porque eu também acredito que eu lutaria com muita fé para receber um milagre e que a vida do meu filho pudesse ser viável, tá?

¶228Se não fosse viável, OK, eu me curvaria a vontade de Deus. entregaria o meu filho com muita dor pro céu. Essa é a minha crença. É isso que eu acredito. >> Entrega a pessoa vai morrer.

¶229O bebezinho ia morrer. Então tu levaria a gravidezia. Levaria. Mas isso eu, Rober, >> mas isso é é a minha decisão, porque eu ia lutar pela vida dele. Agora uma exceção, uma exceção como essa só que essa aí se tu entrar na justiça tu vai ter que fazer justificar.

¶230Tipo quando ela falou da agulha que para o coração que era uma exceção, vocês falaram que não importa se é uma exceção, mas agora >> quer dizer mesmo tendo todas as evidências que a criança, aliás, que o feto iria se desenvolver, ia se tornar uma criança ali, né? Aliás, ia se tornar um bebê e ia morrer sufocado, né? Ou seja, com uma probabilidade muito grande, ainda assim, por uma questão de fé religiosa mesmo, ela é capaz de deixar, tipo, fé, a o bebê sofrer, agonizar e morrer ao invés de abortá-lo, né? antes no período em que ele era só um embrião, um feto, na esperança de milagre. Puxa vida, viu?

¶231>> Sim. >> É nessas horas que a religião complica a coisa, né, velho? >> E ela não percebe o quanto que essa decisão é imoral, né? Ela não ela não consegue perceber isso, né? que a que a fé dela está fazendo ela a tomar uma decisão imoral, tomar uma decisão que vai fazer um um ser sofrer, um sofrimento que poderia ser evitado.

¶232Na verdade, o o se o aborto tá feito de maneira precoce, não haveria nem sequer sofrimento, porque nem se formaria um ser senciente, nem se formaria um ser com consciência, ou seja, ninguém seria privado de algo, algo, ninguém teria um interesse frustrado, ninguém sofreria, não haveria ninguém ali para sofrer. Ela é está disposta a trazer alguém à existência, fazer esse organismo sofrer, morrer sufocado e para isso ela não é um problema. Aliás, se ela não se o aborto fosse feito de maneira precoce, nem teria alguém que morreria propriamente dito, né? Não teria uma pessoa morrendo. Agora, no outro caso, vai ter uma pessoa morrendo.

¶233Então, sei lá, se ela é tão a favor da vida e contra a morte, ela tá trazendo um ser a vida para morrer sufocado >> de maneira dolorosa. >> Pois é. Que negócio triste, sabe? triste, mas enfim, vamos lá. É lógica.

¶234>> Eu não posso partir de uma exceção para generalizar e chegar numa lei lógica. >> Então eu não posso partir de exceções que hoje são permitidos aborto no Brasil para discriminalizar todo o aborto. Peraí perí, pera aí. Tu é mestre em direito, né? Tu sabe que falou bobagem?

¶235>> Claro que não. >> Olha só. Analogia só uma analogia. >> É lógica. Não, o que ela não percebeu é que se ela tá defendendo, se ela está defendendo uma posição absoluta, um contra exemplo contra a teoria dela desfaz o argumento dela.

¶236Porque se para ela eh não praticar aborto é uma verdade, é um princípio moral absoluto, você nunca deve abortar um feto, então um contraexemplo, uma exceção, derruba o argumento dela, porque o argumento dela é absoluto, né? Então o argumento das duas tá muito perigoso, [risadas] tá muito complicado, porque elas estão defendendo de maneira muito absolutista. Então, qualquer contraexemplo destrói o argumento delas. Qualquer posição absoluta é destruída por um único contraexemplo. >> Sim.

¶237>> É lógica dedutiva. >> Analia, analogia básica. >> Não é analogia lógica. >> Mas o que que tu queres falar, Michele, com fato da criança que eu tô dizendo qual o fato da interromper essa vida não é um assassinato. É isso?

¶238>> Não, mas eu não tô discutindo semântica com vocês. >> Você estão discutindo semântic. Vocês estão discutindo semântica. usando para tentar justificar o que eu tô dizendo tipo som que ela falou de enfiar uma agulha. Isso, isso é bobagem.

¶239Mas o que eu tô dizendo aqui, gente, é que existem quadros quadros incompatíveis com a vida, tá? Existem quadros de desenvolvimento fetal que são incompatíveis com a vida, que a gente consegue identificar no pré-natal. Esses quadros incompatíveis com a vida, tô falando de algumas mutações genéticas, algumas síndromes que serão uma vez que detectada, tu sabe que é incompatível com a vida. Por exemplo, uma mutação genética, uma trçomia do cromossomo 13, uma trçomia do cromossomo 18. Elas são mutações cromossômicas.

¶240Tu não altera cromossomo, tá? Então, se tu não até cromossomo, tu não tem como corrigir isso. Uma vez detectado isso e visto que é incompatível com a vida, >> tá? >> A gente vai fazer até que haja o desenvolvimento das do sistema nervoso mais complexo, que é ali pela 22ª semana, ainda aquele corpinho informação não sofre porque não tem as estruturas para isso, tá? Acabei de fazer afirmação.

¶241Tem o coração, mas não tem sistema nervoso. Mas é isso que eu tô falando, o coração bater não gera dor, tá? Tu precisa do sistema, só, só, só um pouquinho. Tu precisa do, tu precisa do sistema nervoso para sentir dor. >> Então, o que eu estou falando com vocês é que existem quadros de incompatibilidade com a vida que a lei hoje, da forma que ela é escrita, ela não permit que tu entrei sem que tu tem que passar por todo um processo, que esse aborto ocorra.

¶242Por quê? Porque tá, não tá, não tá escrito. E aí isso é um problema, porque o que que acontece? Se eu entrar com o processo hoje e levar às vezes 3 meses, agora aquele bebê que está em desenvolvimento terá >> Sim. Sim, os o sistema nervoso central e sentirá sofrimento.

¶243A minha questão com vocês, é uma pergunta bem objetiva, é se vocês aceitam ou defendem que situações de desenvolvimento incompatível com a vida, e não estou falando dos casos que já estão na lei incompatíveis com a vida, também tenham que ser incluídos na legislação para que a gente, >> posso responder? Para que a gente possa? Primeiro, minha visão, né, da minha pessoa, aborto é sempre assassinato, independente, né, se a gente tem um problema de incompatibilidade genética, um problema de incompatibilidade da criança ter a possibilidade de nascer e morrer, ela, se tu fizer o procedimento que vai matar a criança no ventre, é um assassinato. Ponto. Quando tu tens assassinatos legalizados, abortos legalizados, tu tem a consciência somente mais tranquila de ter feito isso sem ser criminalizado, sem receber uma pena por causa disso.

¶244Eu, Mariana, não sou a favor. de colocar todas essas essas essas doenças na taxação da lei para liberar o aborto. Não sou a favor, sou a favor da vida. >> Agora, o que me deixa, o que me estranha, como sempre é que as pessoas que defendem o assassinato de bebês no ventre, né, com todas as suas justificativas bonitas, ai, ou porque a mãe tá com risco ou porque a gente tem uma doença genética, vocês devem conhecer o caso, né, de dois youtubers que são de esquerda, né, >> que eles fizeram o aborto porque a criança foi diagnosticada no pré-natal com síndrome de Dal, né? Então eles não quiseram porque é uma criança doente.

¶245Então o que que vamos fazer? Vamos matar no ventre porque o negócio agora >> primeiro faz festa quando achou que era normal. >> Aí quando não é normal a gente mata porque tá legalizado. No local que eles vivem estava legalizado. Eles puderam fazer o aborto dentro da lei sem cometer crime, deixar.

¶246>> Aí entra a discussão sobre eugenia liberal versus eugenia autoritária, né? É uma discussão que é tido na ética aplicada >> que existe uma distinção, ó, authoritarian eugenics versus >> liberalics. >> É liberalics, que é chamada, que >> augenia autoritária é basicamente aquela que era feita no bigodismo, né, na Alemanha bigodista, ah, do século XIX, né? Hum. E aí, ó, alguns filósofos pensam, no caso que eles podem ser eh que podem ser distinguido.

¶247Eles então exploraram a desejabilidade de uma liberal ou nova em oposto, no caso a uma autoridária autoritária ou velha eugenia. E o Genia Liberal iria ser baseado sobre os os a escolha dos livre escolha dos parentes, né, dos prospectivos parentes, valores pluralistas e no caso entendimento científico atualizado de ciência genômica e tecnologia. Mas ainda no caso, advocadores de eh de eugenia liberal buscam ser sensível aos efeitos de alguns problemáticos, mas profundamente entricados entricados problemas sociais, por exemplo, racismo, sexismo e heterossexismo sobre escolha individual. Programas de eugenia autoritária em contraste eram programas de estado coercitivos designados para promover bens sociais, aonde eram baseados em assunções científicas problemáticas sobre herdabilidade, né, herança, herança genética, blá blá, né? Eugeniticistas, né, liberais apontam para desenvolvimentos significativos no nosso entendimento da ciência genônica para ajudar a distinguir a liberal e eugenia liberal contemporânea de das suas predecessores problemáticos.

¶248de fato, no caso avanços científicos das últimas décadas, eh, anos, que inclu o advento da fertilização e vitro IVT, IVF, ah, o financiamento, o comp e a finalização, né, do, enfim, a, a completagem, né, enfim, a finalização eh do projeto Genoma Humano, a criação do ah do Instituto de Pesquisa Genômica ali Nacional Humana, NH GR, né, e expansões de pré-implantação, né, de no caso ah, como é que fala? monitoreamento pré-implantação, ah, painéis de testagem pré-natal, bem como no caso do desenvolvimento de edição de genoma, providenciou não somente mais precisos entendimentos de genes e o seu papel e moldagem dos fenótipos e também de interações gene ambientais, ah, mas também no caso uma de possibilidades para a intervenção no processo de reprodução. Como então nós deveríamos usar esse novo conhecimento e capacidades? Essa entrada procede como se segue. Ela oferece primeiro uma pequena história do movimento eugenista.

¶249Eh, o segunda sessão apresenta algumas dos principais argumentos que tentam, no caso, definir e defender uma nova eugenia liberal. Os últimas as últimas sessão, né, cobrem uma variedade de críticas a esses argumentos, né? E aqui tem, no caso, ã, aqui tem no caso os argumentos a favor e contra, né, a nova eugênica, né, a nova eugenia. Então, uma discussão ética aplicada que tem, né? Aí, mas basicamente é o seguinte, e esse ponto do aborto, ah, o que poderia ser estabelecido é o seguinte, a condenação moral de um pessoas que realizam o aborto por essas razões, sem no caso criminalizar o aborto em virtude disso, né?

¶250Também poderia ter esse tipo de coisa, né? tipo de posição também. >> Perfeito, mostraismo social significado. Enfim, tem várias coisas que podem ser feita, né, com relação a isso >> de pessoas abortarem por razões eugenistas, né, se de fato for moralmente impermissível, né, você abortar por razões eugênicas ou seja moralmente repreensível abortar por razões eugênicas, né, de sei lá, pessoas com medidal, você vai abortar porque na vai se desenvolver com certas características que são indesejáveis para você. ou se a pessoa for negra, ou se a pessoa for mulher, ou se a pessoa for não sei o quê, você abortar só por causa disso, né?

¶251Por causa dessas essas decisões baseadas em preconceitos, discriminações ou qualquer coisa assim, né? >> Sim, sim. No no no caso da da síndrome de D é um pouco mais polêmico, né? Porque aí teria um debate se a síndrome de D ela faz com que a pessoa tenha uma qualidade de vida pior, o quanto isso é presente e tudo mais, né? Talvez o síndrome de Dalão seja a melhor ilustração para esse tipo de caso, né?

¶252Mas se a gente tivesse como saber desde o período pré-natal, assim, antes do feto se tornar um organismo consciente, a presença de certas ah doenças ou certas questões genéticas que podem fazer com que esse organismo tenha uma vida que não vale a pena ser vivida, digamos assim, uma vida eh onde ele vai ter muito mais sofrimento do que prazer, uma vida extremamente sofrível, né? Tem casos assim de e ah tem um caso, tem casos assim na ética, né? Ah, tem um caso da Trace, por exemplo, que era alguém que nasceu como um tipo de paralisia que ela e ela sofria dor excruciante a todo tempo. Então, a gente pudesse antecipar antes que ali se formasse um organismo com consciência, antes que surgisse um sujeito naquele organismo, né, antes disso acontecesse, aí tem esse debate se se não seria imoral, seria uma razão suficientemente boa para interromper o processo de gravidez antes que um sujeito surgisse, né, que isso eh eh seria simplesmente impedir que um feto fosse o suporte de um sujeito, né? E se você interrompe esse esse sujeito, nem dá para falar desse sujeito porque ele nem veio a existência, né?

¶253Falar de falar de um organismo que nunca veio à existência é um falar de um sujeito que nunca vi existência é muito estranho. Tipo assim, falar: "Ah, não nasceu tal pessoa". É porque essa pessoa nunca existiu, então ela não existe num estado não nascido. É uma coisa super esquisita, né? Se uma pessoa decide não ter uma uma gestação, não ter um filho, não é como se tivesse numa fila esperando para nascer e aí interrompeu a gravidez, ela não poôde vi.

¶254Então não, então assim não é, você não tá prejudicando ninguém efetivamente, você não tá impedindo ninguém de vir a existência, tem um ponto que usam, às vezes usam contra antinatalistas, né? Às vezes >> é sim. É, mas assim, no se um se tipo se eu se eu s decido não ter filhos, né? Eu sou gay, então dificilmente eu vou ter um filho biológico, mas se eu s não decido não ter um filho biológico, não é como se tivesse um filho do sanke na fila esperando para nascer e eu san impedir esse esse filho de vir a existência. né?

¶255Vários espermatozoides meus, combinado com óvulos de algumas mulheres, poderiam suportar uma vida consciente, mas não é porque eu não faço sexo com mulheres ou não tal, que que eu tô impedindo pessoas de vir a existência. Da mesma maneira, né, se a o processo de gestação é interrompido antes de surgir consciência ou antes de surgir sem ciência ou antes de surgir um sujeito de experiências, você não tá exatamente impedindo um sujeito de experiência que tava esperando para nascer, né? Alguma coisa assim. É, é importante ter em mente isso. E sobre neogenia, né?

¶256Hoje a gente fala neogenia, às vezes para evitar o termo clássico, a gente chama de neo, né? A neogenia hoje só significa, né? Em alguns contextos, por exemplo, hoje tem tecnologias como crisp, né, que você consegue cortar o DNA para impedir certas certas doenças. Então, é uma é um tipo de aprimoramento genético que ele é baseado em evitar como se fosse uma prevenção a certas doenças, né? Tem uma discussão sobre aprimoramento, melhoramento, se essa estratégia poderia ser usada para outras coisas.

¶257Então, não necessariamente porque envolve a ideia de eugenia que necessariamente é imoral ou ruim, né? Isso também é importante de considerar. Mas eu acho que o o caso do bebê do síndrome de D serve esse ponto de talvez assim, a gente vai dizer: "Essa não foi uma boa razão para abortar ou isso não foi um bom motivo, porque provavelmente a síndrome de D não ia impedir essa pessoa de ter uma vida feliz ou de uma vida de com bem-estar e tudo mais. Então, talvez a gente eh o fato da da gente ser isso aqui é muito importante, o fato de ser a favor da legalização do aborto, não é o mesmo que dizer que que a gente entende que todas as razões para abortar são moralmente legítimas, são duas coisas diferentes, né? Então isso é importante de você colocar.

¶258>> Exatamente. Perfeito, perfeito, perfeito, perfeito. Eh, quem tiver interesse também, eu já vou, a gente tá quase terminando, né? Vamos deixar esse segmento aqui finalzinho acabar e eu vou indicar algumas coisas aqui antes da gente finalizar. Vamos lá.

¶259Param de cometer um assassinato? Claro que não. Só que daí toda vez que tu deixar a legalização do aborto, né, para que a pessoa possa escolher se ela quer interromper a gravidez ou se ela quer manter a gravidez quando tiver uma dissonância genética, o que que a gente tá fazendo? E estamos fazendo uma limpeza ética. Eu estou falando, ó, presta atenção.

¶260Síndrome de Dal é compatível com a vida ou não é? Ele não >> não a gente não falou de síndrome de D. Tô falando de enquanto eu também acho que não, porque enquanto está no ventre é compatível com a vida. Enquanto está no ventre tá vivo. >> Agora agora só só mais uma questão que eu acho importante.

¶261Há 200 anos atrás, ó, há 200 anos atrás nós objetificávamos pessoas negras e fazíamos delas escravos. O que que a gente fazia com elas? Decidia se elas viviam, decidia se elas morriam, fazia qualquer negócio, porque elas eram objetos, elas não eram seres humanos, seres vivos. Aí a gente teve depois o nazismo que eles objetificavam judeus. >> [ __ ] falar essa palavra, mas [risadas] >> mas que coisa mais absurda.

¶262Não, não, >> ela tá comparando, ela tá comparando, tipo, primeiramente ela ela trouxe o ponto, né, da do aborto com por uma razão aparentemente eugênica, né, pelo menos neoeugênica, né, ã porque a pessoa provavelmente abortou porque ela, sei lá, deve ter pensado ali, né, a pessoa de esquerda que ela disse que abortou por razão de que viria uma pessoa com síndromeidal. Provavelmente ela pensou que isso afetaria negativamente a vida do bebê ou algo assim, né? Pode ser que seja isso. E ela abortou por causa disso, né? Eh, e aí ela já afetou agora, né?

¶263Ela foi por exemplo mais extremo, né, de pessoas que no caso abortam de fato por causa de preconceitos, por causa de discriminação mesmo com relação a pessoas de etnias específicas, né, enfim, de raças entre raças específicas. [ __ ] velho. E ela tá tentando atribuir isso como algo vinculado ao que a Michele e a Thaf, velho. >> Na verdade, se ela usar esses mesmos exemplos, ela vai, ela teria que chegar na conclusão diferente, né? né?

¶264Talvez, tipo assim, a gente teria que pensar por que a gente foi considerando que essas distinções sobre eh cor da pele, gênero, orientação sexual, porque que essas coisas não eram características moralmente relevantes? Então, na verdade, é quem traz características que não são moralmente relevantes como moralmente relevantes, que tá criando algum tipo de raciocínio arbitrário ou problemático. Porque o raciocínio que embasou esse tipo de discriminação era você eleger características que não são moralmente relevantes como características que são moralmente relevantes. Então, a cor da pele é moralmente relevante, a o gênero da pessoa é moralmente relevante, a orientação sexual é moralmente relevante. Ah, e e aí hoje a gente poderia falar, né, a espécie é moralmente relevante, é mais pra gente determinar se uma vida merece viver ou não.

¶265E a gente teria que pensar o que que na verdade é moralmente relevante, né, é que esses organismos sejam capazes de sofrer, de serem prejudicados, de serem frustrados, de serem privados. Então, na verdade, se a gente fosse fazer uma expansão do que a gente aprendeu com essas experiências, é que a gente tem que levar como característica moralmente relevante que um organismo possa ser capaz de ser sujeito de experiências, um organismo seja possa ser capaz de ser prejudicado. Então, qualquer organismo, qualquer ser, qualquer sujeito que é capaz de ser prejudicado, que é capaz de sofrer, eh entra, teria que ser incluído no nosso círculo moral. Agora, o que que estaria fora do círculo moral? Seres que não são capazes de ter experiências.

¶266seres que não são sujeitos de experiências. Então, então, na verdade aí ela teria que expandir o círculo moral pros animais que sofrem, teria, só que eles não vão, não vão fazer isso. Então, se ela fosse coerente com o argumento dela, o que ela faria é expandir o círculo moral dela, eh, para abolir a usar diferenças arbitrárias como critério moral, que é exatamente o que elas estão fazendo. estão usando um monte de elementos arbitrários. É o coração batendo, não se membro da espécie humana.

¶267Pera aí, pera aí. R [música] >> Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. >> Isso aí não prova nada. >> Filosofia. Isso aí [música] para mim isso aí não prova nada.

¶268>> Dizer que mandou um real. Boa noite, David, que você já da Igreja Universal defende aborto como questão de saúde pública, legalização do aborto. Achar disso? Zizek mandou aqui para nós. Boa noite, David.

¶269Que você acha e que você já da Igreja Universal defende aborto como questão de saúde pública e legalização do aborto. Achar disso? Eu acho que tava escrito meio confuso, né? Mas sei lá, ele tá me perguntando o quê? O que que eu acho da Igreja Universal defender aborto como questão de saúde pública, legalização?

¶270Sei lá, cara. Não sei. >> Então, é porque o Ed o Ed Macedo já defendeu o aborto. Ah, ele defendeu aborto várias vezes e eu acho que eu acho que ele dependia com base na teologia da prosperidade. Então, assim, não vale a pena trazer uma criança pobre ao mundo, porque ele vai nascer numa família que não tem prosperidade, que não vai dar um um espaço bom para esse filho.

¶271Talvez ele entrasse até naquela discussão nossa, né, de razões ruins, talvez abortar defendendo o caso, mas é porque ele é mas agora o que eu comentei da outra vez, né, é que se ela tá levando a séries esses argumentos sobre as discriminações e tudo mais do passado, ela não percebe que o argumento dela é especista, é baseado numa discriminação arbitrária, semelhante a a à discriminação que a gente usa para que o pessoal usava, né, para falar que negros não devem ter sua vida valiosa ou sua vida com direitos. Então assim, quando ela, porque o argumento delas é todo esse que o abor tá errado, porque aquele organismo é membro da espécie humana, porque aquele organismo tem um DNA humano. Então, olha, olha que coisa discriminatória elas que estão defendendo eleger uma característica biológica arbitrária >> para fundamentar uma condenação do aborto >> e ao mesmo tempo justificar a discriminação e a tratativa dos animais como seres não merecedores de consideração moral, né, de certo modo. >> Perfeito. >> Também vamos lá, né?

¶272tiraram a personalidade humana daquelas pessoas, comparavam a insetos, comparavam a coisas que não gays também. Aí o que que fizeram? Matavam essas pessoas que não eram humanas, que eram simplesmente objetos que deveriam ser descartados para que a sociedade ficasse mais limpa. Hoje, o que que vocês querem fazer com os bebês? Objetificam o feto dizendo que ele não é um bebê, dizendo que ele não é uma criança, que ele é, não sei se é uma vida, não sei nem se consideram uma vida humana, um feto que ela, um feto, uma vida humana que é um feto.

¶273Segundo, uma vida humana. obar a vida. Se eu tirar essa vida humana, se eu acabar com essa vida humana, o que que eu fiz? A Mariana falou: "Bom, na minha concepção pessoalmente, Mariana, a concepção dela pessoal é: não tô nem aí pra ciência, não tô nem aí pros dados, não tô nem aí pro conceito até filosófico da questão. O que importa é o que eu concordo e o que é a minha opinião.

¶274Me assusta muito inclusive uma política falar disso, porque quando a gente fala de saúde pública, a gente tem queentar aos dados, as evidências que a gente tem, aos artigos, aos estudos sobre isso. Ao mesmo tempo, ela fala de termos que ela parece desconhecer como uma seringa no coração, sabendo muito bem que a maioria feita de fila medicamentosa. A nosa opão. Vozes da cabeça. >> Eu já citei esse dado aqui.

¶275Gente, ela não fala sobre isso. Fala que mais assistia afet. >> Ela coleta estudo sobre isso. É o método mais usado hoje ainda é percentual. >> Não sei, mas a OMS fala >> é mais usado tem que saber o dado qualcent.

¶276>> Não sei qual percentual [risadas] >> porque de pila medicamentosa é mais de%. >> Pila medicamentosa também é um método usado. >> Sim. Só que é o mais usado. O percentual é mais alto em alguns pais.

¶277>> Qual é o percentual da solia? Responda. Se é o mais usado, tem que saber o valor. OK. Mas quando a gente fala de aborto legalizado, a >> ué, é o mais usado.

¶278Qual o percentual? Não sei. [risadas] Ai, ai, meu, que negócio ruim. Sério, eu não sei como é que a a Michele e a Tai est tão tancando isso. Sério?

¶279>> É, não é como eu mencionei, aquele dado que ela trouxe da do aborto sal não tá equivocado, né? A CDC lá dos Estados Unidos é 53 a 63% método medicamentoso. E a OMS também fala que a maior parte é método medicamentoso. A a OMS não tem uma porcentagem específica, porque eu acho que é bem difícil de medir assim, considerando todos os países do mundo, mas hoje o método central para aborto no mundo é aborto medicamentoso, né? A solução salina nem aparece como método predominante nas na nas recomendações da OMS, assim.

¶280Mas enfim, >> enfim, vamos lá, vamos finalizar que já tá no finalzinho. >> A gente fala de todos os países e coleta isso para falar da porcentagem. >> [ __ ] velho. >> Oh, [ __ ] velho. >> A descriminalização do aborto.

¶281>> Pronto, finalizamos o primeiro tópico aí. Talvez a gente faça a parte dois aí com o segundo. Que que tu acha? >> Aham. que a descriminalização do aborto é é um assunto de saúde pública.

¶282Aqui também eu achei que eu eu >> achei que faltou algumas argumentações positivas também por parte da Taí da e da Michele, né, nesse segundo tópico aqui. Se no primeiro tópico quem tinha o ônus da prova, né, quem tinha no caso ali o ônus de justificar a posição era as providos da prova, né, para justificar melhor sua posição, seria justamente a a Tai e a Michelle. Eu acho que faltou pelo menos alguns aspectos morais aí, filosófico, morais aí para tornar mais razoável o ponto. Mas é isso, né? Eh, quem tiver interesse, antes da gente finalizar, eu vou recomendar algumas coisas, tá?

¶283Então, quem tiver interesse aí sobre ética do aborto, tem um vídeo no canal do Elan Marinho, né, que era a filosofia acadêmica antes, né? Agora tá como Ilan Marinha, Ilan Marinho da Telma Birchau, tá? que é especialista em ética aplicada, mas especificamente ética do aborto. Tem esse videozinho aqui, né, que é interrupção, né, que é justamente ética da interrupção da gravidez com tema bechal, tá? Quem tiver interesse aqui, a témachal descorre sobre ética do aborto, bem interessante.

¶284OK, tudo bem. Então, quem tiver interesse aqui, ó, tem vários tópicos aqui, ó. Vários tópicos aqui, ó. No caso do Brasil, a questão específica sobre o aborto, experimento de Jud Thompson. Jud Thompson sobre aborto, que acontece no primeiro trimestre de gestação.

¶285Argumentos para vida, argumentos para escolha, abortar um ato virtuoso, utilitar estação próda cantar contra aborto, abortar eficientes existem argumentos a favor da interrupção da gravidez. Interromper uma gravidez não for absolutamente errada. T t tã. Aborto paterno. Se a mãe pode abortar, então o pai pode não assumir a criança.

¶286Por onde começar a estudar a ética no tempo da gravidez? Aqui é listado algumas referências também, ó, para quem tiver interesse. Livro recomendado para esse tema, ó. História do aborto, Júlio Jalote, amarelade do aborto, Marí Mori. Ética do aborto, Pedro Galvão, a ética do uso e da seleção de embriões, Lcon Frias, uma voz diferente, Carol Gilan, artigo da professora Telma do livro Manual de Ética.

¶287Aqui, ó, outras recomendações. Aí tem, ó, outras recomendações aqui de dados, OK? que tiver interesse também, eu recomendo vocês humanem esse texto do Michael Jonell, filósofo político e moral de certo modo, Michael Jonell. Ele tem este artigo aqui, tá? Tem este artigo aqui.

¶288Deixa eu colocar aqui. Calma aí. Tem esse J aqui de 2005 do Michael Jandell, aonde ele apresenta o exemplo do da estat cloning, né? Ele tá comentando mais sobre questões de éticas e implicações éticas envolvendo a questão de colonagem humana. Mas aí em um dos pontos ele traz um exemplo que serve muito da literatura relevante, né, de ética do aborto, que é o exemplo do, enfim, do hospital, né, da do hospital não, da clínica de fertilização, né, de fetos em vitro, né, de embriões em vitro, fetos em vitro.

¶289Ah, pegando fogo, no caso onde você tem a opção, né, você tem um dilema ali, onde você tem uma criança, né, uma garota nessa clínica Pequeno Fogo e uma bandeja de 10, né? Eh, então esse esse exemplo acabou ficando bastante famoso, né? Esse exemplo ali. Hã, e aí no caso da intuição básica, né? Eh, parece ser que seria moralmente razoável a gente salvar a criança, né?

¶290Isso é a garota, do que simplesmente uma bandeja de 10 ou mais fetos, né? Provavelmente, né? Ah, tendo nós a opção de salvar só um dos dois naquela circunstância, né? Com tudo pegando fogo e lá lá. O que ilustra, no caso, que intuitivamente nós atribuímos o status moral ali pleno justamente para uma criança, né, uma garota, eh, do que simplesmente para os fetos, né?

¶291Porque se a gente considerasse no caso os fetos como tendo um status moral de pessoas genamente plenamente completas, né, e com status moral completo, a gente deveria salvar a bandeja de 10 fetos ou mais, né, do que simplesmente a criança ali, né? Mas não é essa intuição básica que é tida, né? Isso pode ser utilizado contra pessoas de que defendem uma periferinética do aborto pra vida, né? Tanto pode ser utilizado esse exemplo. Ah, além disso, tem também o artigo da filósofa Elizabeth Harman, X of abortion, né?

¶292St for compil, tá? Aqui, ó, para quem tiver interesse, tem um artigo da Elizabeth Harman, tá? Foi publicado em 2025, se você tiver interesse. Aí aqui tem o argumento do direito à vida. Aí aqui tem no caso as refutações, né, as respostas, as premissas do argumento da do direito à vida.

¶293Ah, aqui na parte de potencialidade, inclusive tem a resposta do princípio do futuro atual, ó, da future principle, que foi o que eu expus aqui, tá, que eu comentei. Tem também o o argumento do violinista, né, que é aqui famoso, né, que é famoso aqui o argumento violinista e versões modificadas, né, que é o da Jud Judith Jarvis Thompson, né, que ela traz na literatura relevante, OK? H, e você tem também, no caso, ali, além de tudo, alguns argumentos em favor da visão paraa vida, né? Ah, em favor da visão para no caso, o argumento do estatus moral, objeção do status moral, futuro como o nosso, né, que é do don do dono Marques, né, que é um argumento famoso, ã, esse tipo de coisa, né? Então, então você tem ali o argumento da perda, né?

¶294é o argumento da perda ali. [limpando a garganta] E além de tudo você tem outras outros pontos aqui, outras cois outras questões relacionadas, tá? E é isso. Mas enfim, além de tudo isso, também tem o texto da Stanford sobre personal identity do Eric Ton, tá? Do Ericon.

¶295que é esse daqui, é esse texto aqui, tá? Personality, onde discute sobre as principais teorias de identidade pessoal discutidas na academia, OK? E também objeções a cada uma delas e maneiras de se tentar lidar com essas objeções, tá? Ah, o que é relevante também para essa discussão sobre aborto, OK? E é claro, para quem tiver interesse, para quem tiver interesse, tem o vídeo recente que eu compartilhei na minha aba de comunidade, que é um debate sobre teorias de identidade pessoal no canal do Joy Mid, né, o Magestive Reason, não, o canal Magestive Reason.

¶296Canal Magist Reason. Aqui, ó, vocês descem aqui, vocês vão descendo aqui, ó. Filósofos debatem a identidade pessoal que é você, né? Debate publicado no canal J me Magister Reason. Aí aqui eles discutem sobre animalismo, continuidade psicológica, teoria da alma, anilismo e tem aquela conclusão aí, OK?

¶297É basicamente esse vídeo aqui. Ah, esse vídeo mais recente aqui, ó. O que é você? >> OK. Essa discussão aqui é bem interessante, se relaciona também com a questão do aborto, de certo modo.

¶298E tem, é claro, o debate do Trent Horn contra o Dustin Crumet no canal do JM também. Majest Reason, tá? Mest of Reason. The etx of abortion. Será que o Joy Smid ele privou o vídeo sobre ética do aborto, cara?

¶299Ele privou um monte de vídeo, velho. >> Ele privou um monte de vídeo, o Josh Mid, um monte de vídeo. Não sei se ele privou isso aqui. >> É, ele privou o vídeo, cara. Eu acho que deve ter alguma razão aí para ele ter privado alguns vídeos.

¶300Talvez razão acadêmica, alguma controvérsia. >> Pode sempre evitar problema, né? >> Isso. Porque é são assuntos mais polêmico, né, digamos assim. Então ele deve ter privado ali, mas enfim, ele tinha um debate que era entre o Trent Horn, né, do lado tista clássico, cristão, tomista e pródida e o próprio Dustin Crumet, né, do lado ali pró escolha, né, teísta também, de certo modo, mas pró escolha.

¶301Ah, mas tem um outro que é interessante, que é um formato diferente que é do Benjamin Blade Speed Water, né, do Real Theology, contra o Trend Horn, né, que é um tomista católico, teista cristão, tomista católico. Só que esse é tipo um formato advogado do diabo, pelo que eu me lembro, é um formato advogado do diabo também. Interessante. E ofortion, deixa eu veria. Beno Watkins.

¶302Jogar aqui. Deixa eu ver. Não sei se foi esse aqui. Não sei se é esse aqui. É, eu acho que é esse aqui.

¶303Acho que tá repostado no canal do Trent Horn, eu acho. Trc, >> acho que é esse aqui, mas enfim, é esse aqui mesmo, porque tá repostado no canal do Trent Horn, tá? Que é uma um canal de apologética católica, né, de certo modo, do conceito de trends, né, do con of trend. E aqui tem o caso, né, tá? o debate de advogado do do Java, né, que é um debate interessante também.

¶304Ah, para quem tiver interesse de ver, aonde na verdade o Ben Watkins, né, que é um ateu naturalista do realology, ele defende a posição próda e o Trent Horn, que é o católico tomista, ele defende a posição para escolha, né? Então eles fazem uma troca de papéis. É bem interessante esse tipo de de formato de debate. Eu acho interessante, tipo, você fazer um esforço para defender uma posição que você discorda. Eu acho que é um exercício interessante >> às vezes fazer isso.

¶305>> Sim, muito. >> Mas enfim, é isso. Hã, mas enfim, considerações finais são aqui. >> É, eu achei achei o debate um tanto tumultuado em algumas partes, né? Mas eu acho que que assim o o lado pro vida tava muito apelo emocional, né?

¶306Trazendo bonequinho, citando que tá grávida, falando de coração, batendo, mas em nenhum momento elas trouxeram um argumento que trouxesse alguma característica moralmente relevante, né? Então eu fiquei esperando a hora que aparecer, tipo assim, o motivo pelo qual a gente contra o aborto é porque o feto ele possui essa característica relevante que faz com que aí elas estaram coração batendo, estar um monte de coisa que não é nenhum nenhuma delas característica relevante e se elas tiverem sendo sérias sobre o que elas estão defendendo, né, muito mais do que o feto deveria ser incluído no círculo de consideração moral, né, deveria ser incluído todos os então organismos que tm um coração que pulsa, deveria ser incluído, né? Então elas também não fizeram nenhum esforço para avançar a ideia do que de que um feto é uma pessoa, não trouxeram nenhum argumento assim que pudesse falar assim: "Nossa, essa é uma boa razão então para que a gente tome o feto como tendo o mesmo status moral que uma pessoa ou como sendo do ponto de vista metafísico uma pessoa. Não houve nenhum argumento dessa parte. Então acho acho que assim elas não trouxeram nenhum argumento para nada.

¶307A eu não vi eu não vi nenhum argumento razoável assim. Ah, do do lado da Mich, da Michele e da outra, eu esqueci o nome, acho que elas trouxeram bons pontos do ponto de vista científico. Acho que a única coisa que ficou faltando talvez fosse um elemento filosófico, né, que poderia ter ajudado elas bastante, né? Ter mencionado a questão do duplo efeito. Teve até uma questão que eu achei bem curiosa, né, que talvez a o outro lado esteja usando um duplo efeito que implica morte, né, como é o caso de trazer certas vidas à existência, mesmo sabendo que elas irão morrer, né?

¶308Então, no caso daqueles daquelas formações médicas que são incompatíveis com a vida, se elas pensarem bem sobre o que elas estão defendendo, não é muito diferente, né? Se for pensar numa noção de duplo efeito, né? Elas estão trazendo alguém à vida, permitindo que essa pessoa desenvolva uma consciência para que depois ela morra. Então, em alguma medida, né, a posição delas implica eh provocar na realidade a morte de alguém de alguma maneira de que que poderia ser evitado e que elas não evitam, né? e elas não percebem ou não perceberam o peso moral disso, né, que se elas são a favor da vida e contra a morte, deveriam também ser contra a morte nesses casos.

¶309Então, achei que que faltou um argumento que realmente mostrasse porque devemos dar a mesma consideração moral a um feto insciente, o feto que não é capaz de sofrer, de ter subjetividade, de ter experiências, eh, que se dá a um organismo adulto, um organismo humano, uma vida já plena, né? Eh, e e é isso. Eu agradeço pela participação. Eh, lembrando que quem quiser me seguir no meu canal, lá tem vários vídeos legais. Talvez eu faça depois, né, alguma coisa sobre aborto.

¶310Eu não sei se tem já alguma coisa assim, mas é isso. Eh, e agradeço pelo David Ribeiro pelo convite. Depois a gente pode fazer a parte dois. >> Bora fazer a parte dois, então. Ah, bom, eu que agradeço aí o San por ter participado da live.

¶311Agradeço aí todos aí que ficaram conosco até aqui. Valeu, falou e até mais. Uma boa noite para todos, pessoal. Até logo. É mais aqui.

¶312>> [música] [música] >> เฮ [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] เฮ [música] >> [música]