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radar · Teologia Brasil

LIVE: (THAY&MICHELLE) PRÓ-ESCOLHAS VS PRÓ-VIDAS (ROBERTA&MARIANA)-ABORTO É QUESTÃO DE SAÚDE P.!? PT2

¶1Oh. เฮ Aleluia. Uh. เ Oh. โ Salve pessoal, beleza?

¶2Aqui quem fala o David novamente. Estamos aqui mais uma vez para continuarmos a reação que nós estávamos realizando referente a discussão que houve acerca de ética do aborto no canal espectro, né? Então no canal espectro houve uma discussão sobre ética do aborto e temas relacionados à ética do aborto. Ah, que ocorreu entre a Taio Vasconcelos e a Michele Brea, né, do Astrava da vida, né, como você já conhece. H, do lado prócolha.

¶3E no caso ali a Roberta Leitão e a Mariana Lescano, né? Eu falei lascano, mas é lescano. Eh, é lescano o nome dela, pessoal. Ah, e ambas do lado para vida, né? E aí essa discussão nós reagimos à primeira parte, né?

¶4A primeira o primeiro tópico referente esse ã de que aborto, no caso, é interrupção deliberada ah da vida de alguém, né? É algo mais ou menos assim, acho que é a primeira o primeiro tópico. E o segundo tópico é sobre se o aborto é uma questão de saúde pública, né? E esse daí é o tópico que a gente não reagiu ainda. Beleza?

¶5Então nós estamos aqui, estou eu com meu amigo Bruno Sunk. Então se apresente aí pra galera Sky. >> Olá pessoal, meu nome é Bruno SK. Eu sou psicólogo e doutorando em filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia com período sanduíche na Universidade de Oxford. Eu pesquiso Metaética, que é uma área da ética que estuda a linguagem moral de maneira geral.

¶6Eh, e eu também tenho um canal no YouTube onde eu posto vídeos de filosofia, filosofia da religião, psicologia e temas ligados a esses temas. Ah, então quem quiser se inscrever no meu canal é o meu nome mesmo, Bruno Skey. Eu agradeço o David pelo convite, né? A gente reagiu à primeira parte, eu ainda não assisti a segunda parte, então eu tô reagindo e assistindo ao mesmo tempo. E vai, vamos ver o que aparece nessa segunda parte.

¶7>> Pois é. Pois é. aborto. >> Mas é, calma aí, deixa eu só calma aí que eu cliquei sem querer, não era para clicar ainda não, mas esse aqui é o vídeo, tá pessoal? Pro vida versus pro Escolha, né?

¶8Zona neutra, OK? Foi no Zona Neutra aqui no canal Spectrum que promove esse tipo de debate, né? Esses tipos de debates e e nesse caso nós vamos prosseguir aqui com a reação, beleza? Então se inscrevam aí no canal do San, tá pessoal? Tá tá na descrição aí o ar dele.

¶9Se inscrevam lá que é um canal muito bom, tá? E bora lá, bora ver aí como é que vai sair a coisa, né? Quer dizer, o s que vai pela primeira vez eu já vi, eu já vi, né? Mas eu sou que vai ter uma reação genuína aí. Bora.

¶10Criminalização do aborto é um assunto de saúde pública. Bom, a OMS, Organização Mundial de Saúde, já considera o aborto uma questão de saúde pública. Primeiramente, eu preciso responder o que exatamente é saúde pública, porque eu vejo que tem muita essa dúvida. >> Cara, eh, vamos lá. Eu tenho uma crítica porque assim, inicialmente com relação ao primeiro tópico, né, que foi relacionada a ao seu aburto e a interrupção deliberada da vida humana, né, que é o tópico ali anterior, relacionada a a esse tipo de abordagem que elas estão tendo, eu acho que cai no mesmo problema que a as providoram contra elas, né, no primeiro tópico.

¶11Porque se a pessoa ela já chega dando uma definição, né, vinculada com uma instituição específica, né, hã, que no caso não, digamos assim, é uma instituição crediva e tudo mais, mas que não está que não envolve, no caso ali, né, ah, um parecer, né, com uma argumentação exposta em favor de uma tese ali específica acerca de identidade pessoal, né, e coisa e tal, eu acho meio complicado, né, uma você trazer esse ponto de cara assim, você apresentar uma argumentação em favor de uma teoria de identidade pessoal, né? Ah, e também uma teoria ali, né? Uma visão de ética aplicada ali que favoreça, né? Um argumento de ética aplicada ali que favoreça a sua sua posição para escolha, né? Eh, porque esse tema é fundamentalmente filosófico, cara.

¶12É fundamentalmente filosófico envolvendo ética aplicada. Então assim, eh, trazer já partir do ponto de que é saúde pública, porque a instituição X, Y, Z diz que é saúde pública, sabendo que, no caso a literatura é relevante, não tem um consenso entre os especialistas na área, pelo menos da filosofia, da ética aplicada ali acerca desse tópico, né? Ã, que no caso é uma é uma questão um pouco mais controversa, digamos assim, em termos de ética aplicada. Eu acho meio temer, eu acho meio inadequado, né? e pode incorrer no na mesmo no mesmo problema que no caso, enfim, as as provid correram com relação a elas, né, de enfim, se ao se basear em teses metafísicas já tomadas como verdadeiras, né, ali, ã, teses metafísicas e também teses éticas, né, perspectivas éticas ali já estabelecidas, sem uma argumentação adequada contra o oponente intelectual que não aceita esse tipo de posição, eu acho meio, eu acho meio complicado, né, porque daí fica algo meio, pode soar como uma petição de princípio ou como algo alegações não substanciadas.

¶13no ponto relevante, né, na área relevante, que é área de ética aplicada, né? Eh, então é um comentário que eu tenho a fazer sobre isso, sobre esse tipo de abordagem, de trazer logo a definição, logo no caso o que que uma instituição específica, né, vinculado com da saúde acha sobre isso, né, ou vindica sobre isso, né, embora seja uma autoridade relevante, né, acerca de questões de saúde, né, que é a Organização Mundial da Saúde, né, OMS e tudo mais, ainda assim, como a discussão é profundamente filosófica e como não há um consenso entre os especialistas na área relevante acerca do tipo de tópico, então eh a gente pode ver eh e aí Quando eu falo consciência entre especiais relevantes, estão falando sobre eticistas que trabalham nessa área, tá? Então, como não há esse consenso ali amplo entre esses eticistas, né, que são as pessoas responsáveis por esse âmbito, ah, e também não há um consenso sobre teorias de identidade pessoal, né, no âmbito metafísico também, de certo modo. Ah, então acho que é necessário assim trazer uma certa argumentação de suporte antes de trazer esses pontos, né, de apela autoridade, né, mesmo que seja uma autoridade ali que tenha credibilidade no de saúde pública, ainda assim para tratar esse assunto com estritamente de saúde pública, o feto, né, o embrião e o ofeto não pode ser uma pessoa, né? Mas é isso.

¶14Você quer comentar alguma coisa sobre isso? >> Eu só ia comentar que o vídeo não apareceu para mim, então eu acho que você compartilhou vídeo, mas não compu aqui comigo. Ah, >> que travou. Ah, voltou, voltou, voltou. Calma aí.

¶15Opa, aí voltou. Voltou. Deu uma travadinha. Mas enfim. Mas eu acho, mas basicamente é o seguinte, eh, eu acho que eu não vou colocar de novo porque basicamente aquela é uma definição.

¶16Depois você entendeu qual que é o ponto dela, né, da >> Sim. Pelo seu comentário deu deu para entender. Elas vão trazer dados dados de instituições de saúde >> para tentar. >> Ela não, ela trouxe o parecer da OMS, né, a da Organização Mundial da Saúde de que no caso o aborto é tratado como uma questão de saúde pública pela UMS, né? Ela já trouxe isso de cara.

¶17Ela não trouxe uma argumentação filosófica. A gente pode discordar, >> é lá, a gente pode simplesmente discordar da MS, né? Talvez o que a gente não discordaria, talvez o que a gente tentaria manter é assim a questão da parte dos dados, né? Ah, quantas quantas pessoas praticam aborto por ano, eh, o que que aconteceu nos países em que o aborto foi legalizado. Aí esses dados podem informar um pouco mais a nossa posição, mas você tem que ter valores éticos guiando a sua posição, né?

¶18Então, por exemplo, né? Se eu tiver um valor ético de que o mais importante é reduzir o número de abortos e aí eu trago um dado da OMS ou algum dado de alguma coisa que mostre, vamos supor, que tal país que legalizou o aborto, diminuiu o número de abortos, aí sim, aí eu posso tentar argumentar assim: "Ah, se a intenção é diminuir o número de abortos, então os dados mostram que esse é o melhor caminho. Mas aí antes de decidir se o que que eu vou fazer com os dados, eu tenho que ter uma posição ética do que eu do que eu entendo que é o melhor, né? se o melhor é diminuir o número de aborto, se o melhor é dar mais autonomia paraa mulher, se o melhor é proteger a vida do feto, o que que vai depender de um framework ético. Isso os dados nem >> também metafísico, né?

¶19Porque de certo modo a >> a Tha e a e a e a Michele, por elas serem ateistas, eu não sei exatamente a Thaai, né? Mas acredito que ela seja secularista, né? no mínimo secularista, >> como elas são mais secularistas, não tem uma visão de mundo religioso ali muito firme, enfim, uma preocupação com o âmbito religioso ali, com o âmbito transcendente, sobrenatural e blá blá blá. Então, no caso, elas têm uma visão metafísica ali, né, sobre identidade pessoal que eu acredito que seja alinhada com ou uma visão ah de visão física bruta, né, física bruta, né, ou algo assim, ou então no caso visão de continuidade psicológica ou algo assim, né, que são visões mais alinhadas com secularismo, né, de certo modo, com perspectivas seculares, ah, ao invés de, sei lá, um dualismo emórfico ou dualismo de substância, né? Então, acredito que elas tenham uma visão metafísica sobre isso, ah, nessas linhas aproximadamente.

¶20Mesmo que elas não tenham refletido muito sobre isso, acredito que elas endossem mais ou menos isso, né? H. >> Uhum. >> Então, eu acho que isso daí é complicado, porque isso daí é aquela aquela é o mesmo problema que no caso a Roberta lá e a Mariana encorreram, só que do lado oposto, né? Porque assim, ah, esse tipo de linha de argumentação que elas estão fazendo, beleza, vai, quem já tem o tipo de persa metafísica que ela tem, quem no caso tem já simpatia com a posição que ela endossa, né, ela e a Michele, quem no caso já tá, digamos assim, não tem uma visão religiosa tão firme assim, né, não tão apegado com ideias religiosas, né, no âmbito metafísico religioso, ah, com uma metafísica sobrenaturalista e blá blá blá, ah, vai tender, no caso, a concordar com elas, mas aí, tipo, uma outra partida no público que talvez, ou seja, um agnóstico inclinado pro lado dos dos pródida.

¶21Ah, ou então no caso um ateu ali inclinado pro lado dos pródida. Ou então no caso um religioso mesmo, né, que talvez não seja tão mente fechado assim, né, que esteja lá no meio, né, seja um religioso mais ou menos razoável ali no meio, né, ouvindo elas, vai tender a ficar do lado da das outras, né, por mais que elas estejam argumentando mal, ainda assim o tipo de posição metafísica ali que eles endossam e o tipo de eh ética, em termos de ética aplicada ali que eles têm, vai favorecendo caso eles ficarem com a posição próda de certo modo, né? Então, sei lá, cara. Eh, eu acho que isso daí é é meio complicado partir sobre partir dessa maneira, sabe? A argumentação sem >> sem avançar pelo menos um ou dois ou três argumentos ali, né?

¶22Um uns dois um ou dois argumentos em favor da posição de identidade pessoal delas, né? E um argumento de cunho ético mesmo, sei lá, o argumento do futuro, do princípio do futuro atual, né? Que é o que a Elizabeth Harmen ilustra. Ah, o argumento, no caso ali do, enfim, do do experimento, né, mental ali do da clínica de aborto, né, de a de fetos, né, aliás, de embriões, né, em vitro. H, na, eh, na clínica, no caso de fertilização, pegando fogo, né, que é o do Michael Jonandell, ou então o argumento da Jud Jud Jarvis Thompson, né, do artigo no texto de 1971, né, que ela apresenta do violinista, né, analogia do violinista, ah, e também versões modificadas dela, né, ou qualquer coisa assim, enfim, avançar algum argumento, sabe, algum argumento ético ali, né, do da ética aplicada ali na ética da aborto que sirva, né, para motivar a posição delas.

¶23Eu acho meio complicado ela começar assim. Você não concorda? >> Concordo. Concordo com você. >> Bora lá então.

¶24Deixa dar mais um pouco. >> Bom, um estado ele tem dever de prevenção, de ser prevenção. >> Um estado ele tem dever de ter prevenção de doenças, >> de fazer métodos que sejam mais efetivos paraa saúde dos cidadões. E >> é essa questão do estado tem um dever disso e daquilo, é porque todas elas já concordam com a noção de autoridade política, né, de certo modo. Então não é muito controvérsia entre elas, né?

¶25Ah, sei lá. Eu acho que a a Roberta e a e a Mariana lá, né? A Roberta e Mariana também acreditam que o estado atual é legítimo e blá blá blá. Então não vai ter controversa sobre isso. Mas no caso, se elas fossem debater com uma pessoa que não aceita isso, sei lá, ã pessoa que não não é que é um anarquista religioso ou uma pessoa que é um é um anarquista assim provida ou algo assim, provavelmente não ia não ia concordar com ela, né?

¶26Especialmente se fosse cristã, algo assim, né? Mas enfim, só um comentário. >> Impedir coisas que eles tentem fazer na ilegalidade e que possam causar morte, principalmente em casos de aborto legal. O aborto legal tem uma taxa de morte cerca de 9 a 10%, chegando a 20 em determinados países e determinados estados, maior do que quando o aborto é legalizado, que a taxa de morte é incrivelmente baixa, chega a 0,1, se não me engano, a 0,2. E eu acredito que conforme a gente fala de saúde, a gente tem que se atar aos dados.

¶27Por mais que as colegas sejam cristãs, e eu não tenho nada contra isso, nada contra elas falarem a fé delas, só que eu acredito quando a gente fala de ciência, a gente deve se adequar ao que é melhor população em geral, independente de ser judeu, muçulmano, independente de ser testemunha de Jeová, o tratamento. Então aí tem aí tem o problema, porque as posições religiosas ou irreligiosas de alguém, as posições >> pode vir ponder, pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolío dos filósofos. >> Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova nada. Filosofia.

¶28Isso aí para mim isso aí não prova nada. >> Nil mandou R$ 20. >> Salve David Son. >> Salve Nil. Nil mandou R$ 20.

¶29Ele deu um salve para mim e para você. >> Ah, ótimo. >> Mas enfim, é o Nir mandou vir então aqui e deu salve. Salve. Vamos um salve para ele.

¶30>> Salve, salve. >> Ah, mas enfim, vamos lá. Eh, o que que o que Nossa, eh, até me distraiu aqui o o do Live Pix bem no hora aqui. Até até me distraiu aqui. M, deixa eu ver aqui rapidão.

¶31>> Elas falarem a fé delas. Só que eu acredito quando a gente >> Ah, sim, sim, sim, sim, sim. Lembra o que que eu ia falar. que lembro que ia falar sobre isso. Eh, o a visão religiosa da da Mariana e da Roberta ali, né?

¶32A Roberta Leitão e a Mariana Lascano, ela informa de certo modo a perspectiva dela sobre a ética do aborto e se vincula com perspectivas metafísicas ali das quais elas endossam, né? e também quais provavelmente o eleitorado dela e outras pessoas que são pró vida endossam, tá? Principalmente os que são religiosas. E assim, existe um princípio, existe um princípio na no da filosofia política que é vinculada inclusive com a a com a filosofia política de autores liberais como eh liberais sociais, né, como no caso do próprio John Rolls, né, próprio John Rolls, que é o princípio das razões públicas, né, que é aquela ideia de que, no caso, para você estabelecer certas leis ou certas políticas públicas, você deve apelar sempre para razões que são publicamente acessíveis para todos, né, de certo modo, ah, o princípio da da razão pública, ela funciona mais ou menos assim, né? Então, no caso, para que uma uma justificativa, né, uma política seja estabelecida, ela não pode apelar para razões ali que sejam vinculadas a um acabço religioso que só um grupo religioso específico pode aceitar, né?

¶33Eh, então tem que ser um tem que ser razões assim que pessoas, considerando a razão natural, né, eh o raciocínio ali natural, né, eh em termos das faculdades cognitivas, né, eh, naturais que a pessoa tem, né, a faculdade cognitiva vinculada com a, enfim, ah, com o organismo dela, etc., né? Enfim, e que permite, no caso da obter conhecimento ali, né, acerca de questões sobre o mundo, etc. hã, as razões aludidas, né, ou trazidas à tona para justificar essas leis tem que ser publicamente acessíveis nesses termos, né, de poder ser apreciada por qualquer pessoa, de qualquer enfermeor religioso que tem, que haja, tá? Eh, e há um problema para esse princípio de razões públicas, que é basicamente o seguinte, né, que parece que é possível com que você justifique posições religiosas particulares, ou pelo menos posições vinculadas a caboços religiosos, metafísicos, religiosos particulares, através da articulação de argumentos filosóficos, entendeu? Então é algo que, por exemplo, Tyler Dalton McNab no livro dele, né, que é um livro publicado em 2022, se não me lembro, que é justamente da série da Cber Elements, né, que é God and Political Theory.

¶34Nesse livro, ele ilustra, no caso, problematizações pra ideia de apelo a esse tipo de princípio para tentar, no caso, estabelecer uma separação entre razões religiosas e razões, razões ali seculares, né? Ah, para justificar certas políticas do Estado ou certas leis, políticas públicas de estado ou certas leis. Parece que há um problema aí, porque se você consegue justificar, né, eh, leis religiosas com base nesse tipo de âmbito, né, nesse tipo de acabou, né, ah, com esse tipo de noção, né, recorrendo à teologia natural ou recorrendo, no caso ali a outras razões, né, que são em princípio publicamente acessíveis para qualquer pessoa, né, inclusive pessoas que discordam de um frego religioso particular. Parece que isso permite com que ela justifique leis que são vinculadas ao arcabolos religiosas particulares através desse meio, entendeu? H, então isso gera um certo problema aí para pessoas que querem separar bonitinho as razões religiosas vinculadas com a visão de mundo de alguém religiosa com razões no caso ali seculares, né, digamos assim.

¶35Isso daí compromete a ideia da defesa de um estado que seja estritamente laico, tá? Ah, então é só um problema ali que é avançado, né, para pessoas que aceitam autoridade política e defendem o estado laico, isso é um desafio, tá? Isso é um desafio, OK? Que é avançado ali. Como eu sou anarquista, né?

¶36Eu sou anarquista filosófica e política, eu não tenho esse BO na minha mão. Então esse BO aí quem tem que lidar é a Tai, a Michele e qualquer outra pessoa que endosse a noção de atoridade política vinculada a estados que acreditam que certos estados são legítimos. Então elas que tí, né? Lidar com esse problema, né? Eh, para mim não tem esse problema, né?

¶37Porque eu não acredito nem que o estado atual é legítimo em primeiro lugar. Mas para elas elas têm que lidar com esse ponto, porque se de fato isso é possível, então no caso se a Mariana e no caso a Roberta tivessem trazido argumentos em favor do dualismo de substância, em favor do dualismo ilumemórgo, em favor, no caso de uma perspectiva ética aplicada ali específica, em favor de uma perspectiva ética de de ética aplicada particular, então nesse caso, certas políticas, né, de estado, como por exemplo, a de proibição do aborto, podem ser justificadas, entendeu? Então tem esse tem esse tem esse ponto aí também que a gente tem que ter um certo cuidado, né? Tem que ter certo cuidado ali, OK? Eh, e uma certa atenção.

¶38Por isso que eu acho que faria bem para as duas se aprofundar filosoficamente nesses pontos para poder, enfim, firmar melhor essa defesa, né? O que que você acha disso? É, eu eu concordo. Acho que essa questão, né, de de estabelecer quais limites de argumentos contam na definição de políticas públicas e questões do tipo, é uma coisa que se elas defendem um papel legítimo do Estado, elas têm que argumentar ou pelo menos fornecer algum tipo de visão. Pelo menos no campo, elas elas deviam ter trazido alguma visão filosófica que embasasse a o que elas estão defendendo, por exemplo, né?

¶39O que ela chama, Tha, como é que ela chama mesmo? Se a Michele >> Vasconcelos. É essa daí, essa de cabelo meio loiro, né? É tais Vasconcelos. E a outra e outra Michele.

¶40>> Então, o que a a Vasconcelos trouxe, né? ah, talvez se aproxime mais de uma visão bem-estarista, assim, de que o objetivo das políticas públicas seja produzir o bem-estar da sociedade, independente elas várias religiões, né, independente da religião, mas teria talvez uma ideia, não sei se é isso, porque elas não têm uma visão, elas não apresentaram uma visão filosófica muito clara, porque talvez elas tivessem algum tipo de bem-estarismo, alguma ideia de que a ideia de promover o maior bem-estar da população ou algo do tipo, que aí isso já é uma visão filosófica sobre a política, né? Então, sei lá, qual que é a função principal do Estado se o Estado for legítimo. Então, talvez ela esteja argumentando, a principal função do Estado se o Estado for legítimo, é promover o bem-estar. Então, a gente teria que pensar assim, né, considerando os seres que são capazes de experimentar bem-estar, eh, como que esse, quais que são as evidências do que mais produziria bem-estar humano?

¶41Será? Ou bem-estar social ou alguma coisa assim? Não sei se ela se se ela restringe só aos humanos ou a todo ser capaz de de ter bem-estar, mas vendendo. Já é uma questão filosófica que teria que ver, né? Eu sei que a Michele é vegana, né?

¶42Então provavelmente ela incluiria mais os animais. Sim. A Michele, a Michele é vegana, ela inclui os mais sencientes em termos gerais. >> E aí e aí numa visão bem-estarista, né, a principal função do Estado seria promover o bem-estar social e o bem-estar de qualquer ser capaz de experimentar bem-estar. E aí, nesse caso, né, a gente olharia pros dados sobre aborto e teria que ver, né, que que mais produz o o bem-estar, legalizar o aborto ou não legalizar.

¶43E elas teriam que não argumento então por por aí. Mas antes de conseguir argumentar isso, ou elas teriam que argumentar a favor da ideia de bem-estar como alvo e a função do Estado, ou elas teriam também que argumentar eh a favor de alguma ideia de identidade pessoal, como você mencionou, né? como é que elas vão pensar o que que é um ser, que que é um ser capaz de bem-estar, como esse ser tem uma continuidade ou não psicológica, o que que é esse eu, até que momento que a gente pode identificar um organismo como sendo capaz de experimentar bem-estar ou não. Então, a visão delas, ela tá embutida de um monte de compromissos filosóficos que precisariam ser explicitados. Porque, por exemplo, se o outro lado só discordar, se outro se o outro lado simplesmente falar assim, a função do estado não é promover o bem-estar, a função do Estado é promover os valores da lei natural, da lei moral natural.

¶44E essa lei moral natural fala que a gente tem que preservar a vida do feto. E se elas apresentassem um argumento baseado na teoria da lei natural, que de alguma maneira sustentasse a visão delas, então aí teria que ter um embate filosófico, né? Não não ajudaria só apelar pros dados, porque a questão anterior é é mesmo a função do Estado promover maior bem-estar? É esse o papel legítimo do Estado? Ou será que o papel do Estado é outro?

¶45Ou será que o Estado é ou não é legítimo? Igual você mencionou? Então elas teriam que sustentar filosoficamente a posição política, metafísica e moral, né, que embasa os compromissos que elas estão assumindo. Mas tá bem, eu acho que assim, tá bem meio implícito de que elas estão defendendo alguma espécie de bem-estarismo, de que o estado tem uma função de promover o bem-estar social, alguma ideia, talvez, de política pública baseada em evidências, eh, talvez que as políticas públicas que elas vão ter que eh ver as evidências empíricas daquilo que produz mais ou menos bem-estar. E elas estão partindo, ah, talvez depois elas vão trazer com os dados.

¶46Aí seria a parte empírica, né? Ah, talvez de que o a legalização do aborto, a descriminalização do aborto, ela produz mais bem-estar do que menos bem-estar. E tem mais um compromisso que é isso que você falou, né, que talvez razões religiosas não entram no debate público. Então aí a >> princípio das elas estão endossando o princípio das razões públicas. Aí elas estão achando e elas estão achando que isso é suficiente para eliminar razões religiosas de figurarem nas.

¶47Por quê? >> Ainda assim o princípio da razão pública ele não consegue restringir suficientemente ao ponto de eliminar de fato razões. Explique >> você pode justificar elas diretamente. >> Isso. Quase toda posição religiosa pode ser justificada apelando para argumentos que se pretendem de razão pública.

¶48Quase todos. Você pode argumentar contra o casamento homossexual. Tem um cara chamado John Fini que faz isso. Ele argumenta usando a teoria da lei natural contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tem gente argumentando sobretudo quase todas as posições morais você consegue argumentar sem apelar para razões religiosas.

¶49Assim, eu e aí é uma boa questão porque também tem você pode uma visão lá exicista que talvez seja um pouco mais flexível e aberta em relação a pessoas poderem usar argumentos religiosos no espaço argumentativo público, desde que talvez aí depende da visão, né? alguns, se falar, desde que não passe dos limites estabelecidos na Constituição, tem alguns que vou dizer alguma coisa mais ou menos assim, mas aí depende da visão política. É bem complexo isso daí. Ah, não, e aí é muito complicado se elas já partem assumindo essas esses pressupostos sem necessariamente argumentar em favor deles filosoficamente. >> Para quem tiver interesse, né, sobre sobre o que que é o princípio da razão pública, né, que ficou famoso ali com principalmente com Joe Rous, né, e Rabermas e outros.

¶50Eh, esse texto aqui é bem interessante, tá? Da Stanford Philosophy, tá? Ele foi escrito pelo, deixa eu ver aqui, Jonathan Kong, OK? para quem tiver interesse. E também tem esse livro, tem esse livrinho que eu mencionei, tem esse livrinho aqui que é o Gen Political Theing do Tyler Dalton McGren, onde ele problematiza essas tentativas de impedir com que razões religiosas figurem na justificação de políticas públicas e de leis, né, no Estado, ah, vinculado ao princípio das relações públicas, né, ele faz uma distinção entre articulações específicas desse princípio, né, e ele ilustra que de acordo com nem com tod todas essas articulações distintas Ainda assim, razões religiosas podem figurar de alguma maneira, seja diretamente ou indiretamente ali, elas podem ser justif elas podem servir de justificação ali para leis, né?

¶51Ah, então é uma é um ponto interessante aí que pessoas que defendem ah, que defendem no caso ali e o estado, né, que são estatistas, né, defendem a autoridade política do estado, eles têm que lidar, eles têm que lidar com isso. Eles não podem só assumir isso, porque senão, cara, e assim, senão simplesmente é petição de princípio, enfim. você vai tá entrando em um raciocínio circular ali, enfim, ou você vai tá pressupondo algo que você deveria demonstrar, não quer para no caso ali para pessoas que discordam de você, ã, e que elas não têm nenhuma razão para nenhuma motivação, nenhuma razão positiva para que elas obrigue a ter que aceitar, né, esses seus pontos, né, esse princípio da razão pública e coisa e tal, né? H, e mesmo se ela aceitasse, né, como o Tyler tenta ilustrar aqui nesse livro, eh, ainda assim teria problemas, os problemas que ele ilustra aqui, que os os princípios, eh, as articulações do princípio da razão pública não são restritivas o suficiente e forma impedido com que literalmente, mesmo se a gente aceitar o princípio das razões públicas, as razões religiosas não possam figurar na justificação das leis, né? Esse livro aqui, ó, do Ty dat, que é bem interessante, eh, God, tá?

¶52Aí aqui ele aborda no caso a fundamentação da autoridade política, né? No primeiro capítulo. No segundo no segundo capítulo ele trata sobre a relação entre Deus e o liberalismo. E é aqui que ele traz o ponto do liberalismo da razões públicas, né, que é chamado, ah, com princípio das razões públicas, né, seja o o razões públicas de acesso ou outra articulação, né, ele ele chega a mencionar uma outra articulação diferente também aqui. Ah, Deus e o marxismo, né?

¶53relação de Deus e a teoria marxista e a relação de Deus e no caso a o pós e o pré-liberalismo, né? Ele aborda aqui integralismo e também no caso a perspectiva islâmica, né? De leis islâmica aqui também h nesse capítulo, tá? Então é bem interessante aqui esse esse livro do Tyler, né? Ele é um autor católico, né?

¶54Ele é atomista analítico. E esse esse livro aqui é bacana, tá? Para vocês terem uma noção. Ele é bem curtinho, 56 páginas só. É só para te familiarizar, né, com a relação entre filosofia da religião e filosofia política, né?

¶55Eh, ele faz uma intersecção entre eh filosofia da religião e filosofia política ali. Ã, ó o Givaldo aí. Salve, Givaldo. Salve a galera que tá chegando. Capel, Sereno, Mat, ó o Mat aí, Nico, Samuel, tamos junto.

¶56Mas enfim, eh, e assim que acontece, eu percebo que esses debates eles envolvem um grande bate-cabeça, tá? É um grande bate-cabeça, porque cada um parte das suas pressuposições como dada, ninguém justifica nada pro outro de forma adequada e fica só porque assim, a mesma coisa aconteceu com a com as duas pródia, né, no primeiro bloco, no primeiro bloco ali com o primeiro tópico, elas fizeram a mesma coisa que elas estão fazendo aqui, né, que as pró escolhas estão fazendo >> aí, tipo, não tem não tem como, sabe? Não tem como ter um um chão em comum desse jeito se você começa argumentando dessa maneira, entendeu? Aí você só vai cativar quem ou tá já mais inclinado paraa sua posição ou >> ou quem já concorda com você. Você só vai cativar quem já concorda com você ou quem tá relativamente um pouco inclinado paraa sua posição, né, e que já endossa seus pressupostos, né, de certo modo, ah, intuitivamente, né, ah, já as outras pessoas não vão rejeitar.

¶57E é isso. >> Independente de ser testemunha de Jeová, o tratamento tem que ser o mesmo e conforme o tratamento, a gente tem que se atentar sim ao MS, aos dados inclusive de arrependimento de aborto. Quando o aborto é legalizado, as m tem uma taxa de arrependimento muito baixa, mais de 90% não se arrepende de ter abortado. E é isso que elas vão ter que discutir hoje. >> Ah, gente, eu sou um pouco mais objetiva nisso.

¶58Eh, por que que eu entendo o aborto como parte de um processo de saúde pública? Porque no quadro anterior, quando a gente estava discutindo questões de incompatibilidade com a vida, se o aborto ele não estiver no rall de procedimentos possíveis, a gente vai estar gerando eh um feto que vai estar se desenvolvendo até o ponto de nascer e que nascerá para sofrimento extremo e morte. Quando a gente olha para essa situação e a gente pega um feto em formação sem ainda, por exemplo, estruturas neurais complexas formadas, ou seja, não tendo a capacidade de sentir dor, eu considero mais humano com este bebê em desenvolvimento, este feto em desenvolvimento, que a gente possa evitar este sofrimento, né? Até aqui nos bastidores questionei pras colegas se elas sabiam qual era a minha posição sobre aborto e que é justamente sobre descriminalizar para que a gente possa ter esse tipo de apoio. Uma outra questão é que como a >> novamente se curando no raciocínio ali consequencialista utilitarista bem-estarista que nem você falou.

¶59>> Sim. >> Uhum. >> Ah, por exemplo, a Roberta, né? A Roberta e a Mariana que são >> a Roberta e a Mariana que são duas provid, né? Elas discordam dessa posição.

¶60Elas são deontologistas, né? C moda. Então, >> perfeito. >> Absolutistas, né, pelo >> Sim. Absolutistas ainda por cima.

¶61Não pode abortar em nenhuma circunstância. É muito estranho, na verdade. >> Mas enfim, elas são deontologistas absolutistas e provavelmente elas levam isso pra parte política também, porque talvez elas pudessem ter uma posição diferente na dimensão ética e na dimensão política, né? Mas eu imagino que elas não separam. Elas provavelmente têm a mesma posição que elas têm na na perspectiva ética, elas devem ter na perspectiva política.

¶62Se é errado sempre moralmente abortar um feto, isso deve ser garantido pela lei também, pela lei civil. Provavelmente elas não separam essas duas coisas, até porque elas provavelmente não são secularistas, né? Então, provavelmente elas elas não vêem problema, eh, elas não vê uma distinção entre a posição pessoal, a posição delas, né, e a e na no campo moral e da posição delas no campo mais político, elas devem tomar os dois como iguais. Agora, Mich, a Michele depois poderia articular, né, essa visão lá, por que adotar o bem-estarismo? Por que adotar essa visão mais consequencialista?

¶63Esse também implícito e se tiver implícito não tem terreno comum na discussão, né? Isso que é o problema. Elas não vão chegar, elas vão estar discutindo, partindo de pressupostos muito diferentes e elas vão estar falando coisas que que a outra vai dar outra, mas é porque não entrou no no nas razões ou nos pressupostos por trás da posição. Mas é isso. >> Sim, sim, sim.

¶64Enfim, tem alguns hum como eu ia mencionar, tem alguns estudos, né? Um deles é esse aqui que eu me lembro que eu acho que foi que eu tinha visto ele no canal do Unsolicited Advice, né, que é o do Joe Foly. Você conhece o Joe Foly, né? Joe Fly Solicited Advice. >> Talvez.

¶65Não, não tenho certeza, na verdade. >> Esse daqui, ó. Mostrar aqui para vocês. Canal esse lá. A gente tá já reagindo aqui.

¶66O pessoal mandou para eu reagir alguns vídeos dele. Ah, aquele amigo do Alex Ocon Solicited Advice. >> Ah, eu acho que eu sei quem é ele. Quase >> é um que tem o cabelo encaraculado. >> Acho que eu sei.

¶67Sei. >> Ó, esse aqui, ó. Mostrar para você rapidão. Esse aqui. >> Esse aqui o solicitad aqui, ó.

¶68Jo que ele é pragmático. Ele nossa uma filosofia pragmática. >> Sim, sim, já vi ele. Sim. Isso, isso, isso, isso.

¶69Amigo do Alex Conor. Ah, mas o que acontece? Ele tinha mandado, se eu não me lembro, acho que esse estudo, não lembro se é esse ou outro, mas eu acho que é esse aqui. E nesse estudo é ilustrado, no caso ali que, de certo modo, que no caso o pessoas, né, descrentes, elas tendem ter a ter um raciocínio moral, né, ã, mais vinculado com âmbito consequencialistas. E elas tendem a ter, no caso, uma, como é que eu posso dizer?

¶70elas tendem a ter, no caso, menos apego a certas normas sociais específicas, né, ou regras sociais vinculadas com âmbito religioso e coisa e tal, né? Ah, diferentemente no caso de pessoas religiosas que tendem a ter um raciocínio mais deontológico, né, deontologista, entendeu? E tendem, no caso, a se submeter mais à regras eh morais, né, estabelecidas na região, regras morais estabelecidas ali com base em tradição e blá blá blá. H, tender a ser mais no casos submissa a esses arcabolsos morais, né, vinculados com as regiões, né, enquanto no caso pessoas que são ateistas, elas tendem, no caso, a não ser tão apegadas com essas regras, essas regras morais regionais e coisas e tal, né? Ah, justamente por ter um raciocínio consequencialista.

¶71Então é interessante porque parece que há algumas evidências ilustrando justamente isso, né, que pessoas secularistas, né, e principalmente ateas, né, mais especificamente, né, ã tendem a ter um raciocínio mais na linha do consequencialismo utilitarismo, enquanto pessoas, no caso ali com uma posição mais religiosa atendem a uma noção, ah mais deontológica, né, deontologista, e tender a ser mais complacentes e aceitarem de forma mais tranquila as regras morais e regionais, né, digamos assim. Sim, né? Ã, então é uma coisa interessante aí de se saber. OK? Então a Michele, né, como uma ateista que ela é, ela tem um raciocínio mais nessa linha.

¶72Só que aí é que tá sabendo desse tipo de coisa e sabendo que existe um tendo nós, né, eu e o S, tendo ciência, né, ali de que ah, essa questão de qual teoria de ética normativa é correta ou se há uma só correta ou não, se há um ou se um pluralismo ético, né, o pluralismo moral, né, o pluralismo de valores, ele é vindicado, né, ou de perspectivas éticas normativas, é vindicado, né? Ah, sabendo desse tipo de coisa, então no caso ali é a gente tem ciência que no caso essa posição ela é uma posição que ela é vista como sendo o quê? Controversa de ser avançada sem uma argumentação adicional, né? Sem uma argumentação adicional, principalmente quando a gente visualiza pessoas assim com personas tão disspares, né? Mas enfim, é isso que eu tenho a dizer.

¶73Aborto, ele é criminalizado no Brasil. Existe uma estimativa da secretaria da do Ministério da Saúde que ocorre mais ou menos 1 milhão de abortos ilegais no Brasil e que morre uma pessoa gestante, uma pessoa grávida, uma mulher, uma mãe, eh, a cada dois dias por causa desse aborto legal e que o SUS ele tem um custo anual de mais de R milhões deais apenas para a correção de procedimentos de aborto ilegal. Então, o aborto ele já ocorre. A grande questão é que nós temos inclusive a defesa, >> tá? o aborto já ocorre, mas isso não significa que a gente deva, né, permitir o aborto, né, que no caso seja moralmente permissível abortar só por causa disso.

¶74É a mesma coisa que no caso uma pessoa dizer que ah, mas assaltos ocorrem, assaltos já ocorrem, independente de ser proibido ou não, assaltos ocorrem, tá? Mas isso não significa que a gente deveria liberar >> os assaltos só porque assaltos ocorrem, né? Então é uma justificativa meio ruim isso daí. Ah, >> é bem, eu acho que eu imagino que o argumento delas talvez passe pela pelo pelo viés consequencialista de novo, né? talvez alguma ideia do tipo assim, eh, se a gente quer e o o aborto vai ocorrer de toda maneira, independente se é legalizado ou não.

¶75Só que se ele ocorre não sendo legalizado, muitas mulheres vão morrer. Se ele ocorre sendo legalizado, ele vai ser feito de forma segura, a gente vai evitar mortes. Então, se o próda tem como intenção evitar mortes, então ele deveria eh ser a favor da legalização do aborto, porque isso reduziria as mortes, porque o aborto vai acontecer de todo jeito. a diferença se ele ocorre de forma segura ou não. O problema desse argumento é que ele é consequencialista.

¶76Então, digamos assim, elas elas podem muito bem dizer assim: "Mesmo se o estado legalizando o aborto diminui a quantidade de morte, essa esse não é o nosso objetivo. A gente não quer que o Estado endosse, dê aval, aprove uma prática imoral. Não importa se a lei proibindo vai fazer as pessoas abortar menos ou abortar mais, vai fazer pessoas morrer menos ou morrer mais, porque a questão não é evitar o maior número de mortes possíveis. É que provavelmente a a a as pessoas que estão do lado próda e são deontologistas, elas entendem que o estado não pode endossar ou dar aval a uma prática imoral. Então, provavelmente elas não compartilham desse framework consequencialista.

¶77Exatamente. E aí vai ficar só os dois lados batendo boca nisso daí de certo modo. Mas enfim, vamos lá. de pessoas que acreditam que uma criança violentada que engravide tenha que passar mais tempo na cadeia do que quem a violentou por considerar então que esta interrupção de gravidez seria um assassinato. Minha questão toda é a seguinte: quando a gente descriminaliza o aborto, a gente permite que pessoas especializadas na medicina, >> é aqui eu acho que ela poderia trazer o argumento da Java Thompson, né, para motivar esse ponto que é o justamente do violinista, né?

¶78O argumento do violinista, o argumento do violinista, pessoal, foi mais ou menos assim, né? Vamos imaginar no caso ali que haja um violinista que ele toca muito bem, sabe? E ele gera muito bem-estar pras pessoas, né? Enfim, é um violinista ali que ele gera bens ali pra sociedade, né? Enfim, ele gera ali ah muita alegria pras pessoas.

¶79Enfim, é uma pessoa ali muito, enfim, muito proeminente ali, né? Ah, no âmbito da música, né? Ele toca muito violino e blá blá. E aí você tem uma associação de amantes de música, né, ali que gostam muito desse violinista, mas chega um certo dia, né, uma certo dia em que esse violinista começa a apresentar problemas nos rins, OK? Problemas nos rins, mais especificamente em um dos rins, né?

¶80Ah, aliás, nos dois rins, né? E aí o que acontece? Hum, tendo esse problema nos rins, né? Ah, nos rins ali no nos rins, que que acontece? Eh, esse esse violinista é colocado em um hospital, né?

¶81Ele é levado para hospital, ele é deixado ali, né, num numa maca no hospital para ser tratado. Só que no caso ali ele não pode ter, enfim, por alguma razão ali, ele não pode ter o transplante de rins ou algo assim. H, e no caso ele precisa de uma pessoa que tenha os rins que sejam compatíveis com os dele, né, para poder fazer favorecer e contribuir com a filtragem do sangue dele. Enquanto no caso ele tá no período de recuperação, né? Ele tá no período de recuperação.

¶82Eh, só que o seguinte, eh, descobriram que a única pessoa compatível com isso é justamente você, OK? Você, sabendo disso, o hospital, né, pessoas ali, né, os médicos do hospital, responsáveis por cuidado do violinista, junto com no caso os próprios, a própria associação de amantes de música, ligam pra sua casa e falando: "Pô, ah, dá para você, no caso, auxiliar o violinista a se recuperar? a gente vai precisar que você se conecte, né, numa máquina, né, enfim, numa num dispositivo ali, né, que vai permitir bombear, né, o sangue dele, né, bombear ali para que, no caso ele se recupere por até 9 meses, né? Então você vai ter que ficar preso numa maca ali por até 9 meses para poder favorecer a recuperação completa do violinista. Só que daí você pensa, né, e você raciocina, né, e você calcula e você percebe no caso ali que isso seria extremamente oneroso para você, né?

¶83Você vai ter que gastar o quê? ve meses da sua vida preso em uma maca, sendo que você tem um monte de coisa para fazer da sua vida, enfim, você tem um monte de coisa para cuidar e etc. E e aí você pensa nisso e você e você pensa assim: "Poxa, ok, ah, tudo bem, seria muito bom eu ajudar o violinista, mas nesse caso eu não vou poder, né? Porque vai ser muito oneroso para mim. Eu tenho várias coisas para fazer e vai ser muito oneroso para mim.

¶84ou para o seguinte que beleza, você desliga o telefone, coisa e tal, e aí um certo dia você é você é sequestrado, né? Enfim, eles jogam um dardo em você, alguma coisa assim, faz você desmaiar e você acorda numa maca e você descobre, no caso, que as pessoas da associação diamante de música sequestraram você, né? Sequestraram você e no caso te prenderam na maca ali, né? Te prenderam ali numa maca do lado do do violinista para auxiliar, né? Junto com o dispositivo para filtrar ali o sangue dele, coisa e tal, né?

¶85Nesse caso, o médico, né, que está ali do seu lado, ele informa para você que se você desconectar, né, desse dispositivo, o violinista ele vai morrer, ok? ele vai morrer se você se desconectar dele e que no caso, apesar de ser muito oneroso para você, né, e de ter sido errôneo, no caso de capturarem, né, para colocar ali na maca, ainda assim, né, ainda assim, eh, ainda assim seria algo moralmente permissível, porque, no caso, o valor da vida do do vilinista supera, no caso, o seu direito de escolha nessa circunstância. Nessa nessa ocasião, o fato do do violinista ter uma vida valorosa ali, né? E de você ter um certo direito de escolha, mas que esse direito de escolha, se você exercê-lo, vai matar o vai matar o velinista se você se desplugar na máquina. Mesmo assim, em partir dessa situação nas quais você não escolheu se colocar nela, seria moralmente incorreto você se desconectar ali do dispositivo, sendo que, no caso você de fato não escolheu estar ali, você foi sequestrado ali, né?

¶86Seria moralmente justificável isso de você ter que ser obrigado a levar a cabo esse período preso ali nesse dispositivo para que o vilinista se recupere? Parece que não, a intuição da maioria das pessoas é parece que seria moralmente permissível você se desplugar, né, no caso ali do violinista e seguir sua vida. Então, analogamente, no caso, no caso de um abuso sexual, né, na onde tem uma gravidez, seria moralmente permissível, no caso, a mulher, né, enfim, a a moça, né, ou mulher eh que engravidou, né, em virtude desse ato de abuso sexual, seria moralmente perível para ela abortar nessa circunstância. Então esse é um argumento que é avançado geralmente para motivar a ideia de que seria moralmente permissível em casos de abuso sexual o aborto, né? Pelo menos isso.

¶87Então ela poderia avançar esse ponto, né? A Michele ali para motivar melhor esse esse ponto dela, né? Mas enfim. Quer comentar alguma coisa aqui? >> Sim, sim, sim, sim.

¶88Eu concordo. Ela poderia ter usado o exemplo do violinista. Isso é interessante assim porque há casos em que o a o interesse de alguém ou algo assim pode superar o interesse de outra pessoa ou organismo de continuar vivendo, que é algo que os deontologistas provavelmente ali não assumem, né? Mas elas poderiam assumir em alguma medida, porque a visão delas em algum momento vai ter que lidar com conflitos de leis, porque elas provavelmente abraçam leis ah que em algum momento na prática, na escolha, vão entrar em conflito. Então, provavelmente ela deveria ter algum tipo de regra para quando uma lei moral ela tem mais peso do que a outra, né?

¶89Por exemplo, alguma delas defendeu pena de morte. Então, pelo menos em algum contexto, a lei de não poder matar, ela pode ser superada por alguma outra lei moral que tenha mais peso naquele contexto contexto. Mas do ponto de vista consequencialista, né, a gente talvez iria pelo caminho de dizer assim que o interesse de uma pessoa em continuar vivendo, ele tem um peso, mas o peso do interesse de uma outra pessoa do qual a vida desse ser depende pode ser um peso ainda maior. Então, por exemplo, em alguns casos pode ser que o interesse de uma pessoa eh relacionado àia autonomia com o próprio corpo, relacionado com o sofrimento psicológico extremo que ela que ela deseja evitar, esse interesse, ele pode, em alguns contextos, ter mais peso do que o interesse. Se o feto tiver algum, né?

¶90Pelo menos ele vai ter a partir do momento que se se ele tiver, né? Vamos supor que tenha se o fé em algum momento da gestação tem algum interesse em continuar vivendo. Eh, poderia ser que o interesse moral da pessoa que está grávida eh em interromper a gravidez e superasse o interesse daquele feto em continuar vivendo. Eu tô falando de interesse, né? Mas isso aí já dependeria de uma visão específica de que a gente tá pensando que é errado matar porque frusta o interesse.

¶91A gente poderia pensar em em outra em colocar de outra maneira, né, que talvez o interesse da da mãe ou ou alguns valores ligados à mãe possam superar ou razões que essa mãe tem para abortar possa superar o peso das razões que a gente tem para não matar o feto. Então a gente poderia comparar em termos de razões, não necessariamente de interesses, né? A gente poderia falar que o peso da razão que a pessoa tem, de boas razões que a pessoa tem para interromper a gestação, pode ser maior do que o peso das razões de manter a vida do feto. Eu acho que o exemplo da tom é legal nesse sentido para mostrar que existem casos assim, existem casos em que as razões que uma pessoa tem para se desprender do violinista podem ser fortes o suficiente para igualar ou superar as razões que tem para manter a vida do violinista. Então esse esse é um caso em que isso pode acontecer.

¶92Elas poderiam ter trago esse caso para dizer assim, mesmo que a gente assuma que a gente tem algumas razões para manter a vida do feto, há casos em que pode ser que as razões de uma mulher interromper a sua gravidez superem a o peso das razões para manter a vida do feto. É um que é um exemplo interessante. >> Muito bom, muito bom, muito bom. Mas enfim, vamos lá. Vamos ver isso aqui >> possam orientar da melhor maneira durante aquele processo de gestação.

¶93Quando a gente tem uma síndrome de patal ou uma tanatofórica, que foram exemplos que eu apresentei anteriormente, que geram incompatibilidade com a vida, a gente precisa ter a capacidade de um médico dizer os riscos pra mãe e eventualmente recomendar que ela possa interromper aquela gravidez. Mas os nossos colegas, elas preferem que a criança nasça sofrendo e morra sofrendo. >> Então, né, a colega trouxe a questão de que a OMS fala que o aborto ele é uma questão de saúde pública. da OMS, que é a favor, né, abortista, a favor do aborto em qualquer momento da gestação. E independente do feto ter alguma questão de saúde que o impeça de viver, a UMS diz: "Para ter um bebê no ventre saudável ou não, em qualquer momento, tu podes fazer a interrupção da gravidez, que na nossa visão é o assassinato de bebês no ventre".

¶94>> Eu truco que seja literalmente em qualquer momento, tá? Eu acho que isso daí é fake news. Literalmente em qualquer momento, tipo até situações onde ocorre infanticídio, literal, eu acho que não, né? Mas enfim. Ah, que que você acha disso, San?

¶95Eu acho que acho que essa informação aí não tá muito precisa não. Acho que tem que dar uma checada aí. Ah, s aqui. Tá, tá mudo. Tá mudo.

¶96>> Tá mudo, tá mudo. >> Perdão, perdão, perdão, perdão. >> Tava mudo. Não, eu vou fazer um fato cheque, então. Eh, a OMS defende com o aborto em qualquer momento.

¶97Cheque >> da gestação. Check fact check. >> Pode ser praticado em qualquer momento da gestação. Tem que ver no site da MS. Isso.

¶98Mas cara, eu truco, tá? Eu truco que seja isso. Eu quando quando eu vi isso, eu não fui pesquisar não, porque eu tava assistindo, fazendo outras coisas, né? Mas enfim. Ã, mas eu troc que seja, tipo, literalmente em qualquer momento da gestação que eles vindiquem, no caso, o aborto.

¶99Duvido. Acho que provavelmente do primeiro trimestre ou um pouquinho mais, talvez, ou um pouquinho menos, enfim. Mas literalmente qualquer momento da gestação eu truco, tá? em qualquer momento da gestação. >> Aqui o que a a OMS diz, tá no site, no site da OMS.

¶100Ah, é assim, a OMS recomenda contra limites gestacionais legais para o acesso ao aborto. Isso não significa que todos os métodos de aborto sejam apropriados em qualquer idade gestacional. A OMS estabelece diferentes recomendações clínicas conforme a duração da gestação. Então, realmente, ela tem uma recomendação de que os países não adotem um limite legal eh em termos do tempo da gestação para o acesso ao aborto. Essa é uma recomendação da UMS.

¶101Então, nesse ponto, talvez, talvez seja a talvez é um pouco impreciso falar que a UMS defende que o aborto possa ser praticado em qualquer momento da gestação, tal não seja a maneira melhor maneira de colocar, ah, mas que as leis, as legislações do países não estabeleçam um limite gestacional legal para o acesso ao aborto. Aqui no Brasil teve uma polêmica em relação a isso, né? Inclusive, >> quer na época do >> É, é porque teve uma teve uma discussão em relação teve com teve polêmica com Conselho de Medicina, teve uma polêmica com um monte de coisa, né? Porque nos casos que são previstos por lei, né, a discussão era se a gente estabelecia ou não um limite para o acesso ao aborto, né? E aí, sei lá, uma pessoa que passa foi violentada e ela engravidou, se a ti teria um um limite gestacional em que ela poderia eh receber a autorização do sistema de saúde para efetuar o aborto, né?

¶102E dependendo do período da gestação, não lembro qual que foi o tempo da da discussão na época, né? Teve um aí teve uma briga, o STF derrubou e teve uma teve uma bagunça em relação a isso daí. eh se nos casos previstos em lei, só os previstos em lei, se poderia estabelecer ou não um limite. Eu acho que no final acabou decidindo que não se estabelece um limite de meses em que uma pessoa pode praticar aborto nos casos previstos na lei. Então, eh, então teve essa discussão e aí um dos argumentos que eram usados, né, que nos casos previstos por lei, principalmente de violência, eh, a pessoa leva ou muito tempo para procurar o sistema de saúde ou demora muito o processo porque a pessoa passou por uma violência.

¶103Então, até ela ela entendeu que ela o que ela passou, ela conseguir colocar isso para fora, ela conseguir perceber que tá grávida, ela conseguir decidir que vai procurar o sistema de saúde, eh levaria um tempo e talvez o argumento contra os limites gestacional era esse. Então, realmente, a OMS ela tem uma recomendação eh de que os países ou as legislações não adotem uma idade gestacional limite para o acesso ao aborto. É uma recomendação da OMS. E aí, né, que é uma recomendação que inclusive eh é uma recomendação de embasamento ético, né, mais do que de embasamento de saúde, né? Eh, eu imagino que não sei qual que é as razões da OMS para adotar essa recomendação.

¶104Deve ter lá alguns argumentos, mas seria interessante, né? Ela você traga os argumentos éticos para isso, assim. Mas imagino que a ideia da OMS é talvez ela esteja se baseando no princípio da universidade, de que não se pode estabelecer limites gestacionais para evitar que certas pessoas sejam excluídas do direito ao aborto. Alguma coisa deve ser por aí que deve ser o argumento, eu imagino. >> Ó, o P tá comentando aqui, eh, primeiramente, o Miguelito, Miguelito.0z, boa noite a todos.

¶105conhecer este canal por meio do debate contra os católicos. Ah, contra o Saquarema e o e o Elberto Tread, né? Eu e o Ari. É isso, pô. Legal, cara.

¶106Ah, observação. Sou católico, mas achei fascinante a estrutura e quis conhecer melhor o canal. Muito obrigado, cara. A estrutura do argumento de vocês. Valeu.

¶107Aí, ó, rapaz católico acompanhando, ó. Que legal. Legal. Isso é legal. Ah, só só ia mencionar também que um outro argumento que foi usado eh para não estabelecer um limite gestacional era da distância que algumas pessoas viviam eh de alguns sistemas de saúde.

¶108Então, se você morava, por exemplo, numa cidade que é muito isolada e você ou você mora numa, sei lá, numa comunidade indígena, eh você poderia ter muita dificuldade para conseguir praticar, chegar no sistema de saúde a tempo de fazer o aborto dentro do limite gestacional. Então eu imagino que talvez um dos o principal argumento da OMS foi um argumento de universabilidade do acesso. Se a gente estabelecer que só pode, sei lá, fazer aborto até 4 meses, algumas pessoas que têm maior dificuldade de acesso ao sistema de saúde poderiam não conseguir chegar a tempo para praticar o aborto e aí poderia passar o prazo. Então, para evitar que algumas pessoas não deixassem de ter acesso, eh ela estabelece uma recomendação contra limites gestacionais. Provavelmente é esse o argumento, eu imagino.

¶109>> Aham. Aham. >> Só comentando. >> Mas perceba que tudo isso é meio problemático, né? Porque não parece que não tem uma uma argumentação por trás, um raciocínio ali justificador por trás mais profundo, alguma coisa assim, né?

¶110Eu não sei se no caso eles tm eticistas do aborto no na OMS. Eu acho que não tem não, cara. Sinceramente >> não sei. >> Eu não cheguei a não cheguei a pesquisar muito a fundo não para ver se tem alguns eticistas lá por trás que ajudam eles articular. >> Seria interessante ver.

¶111>> Seria interessante dar uma pesquisada depois. E é curioso essa essa visão é é embasada em princípios éticos. Agora tem que saber de onde eles estão fundamentando, né? A ideia de universalibilidade, eles não estão tirando, tipo, é, não estão com algo totalmente tipo, ah, vou tirar aqui do do rabo, >> esse esse aqui simplesmente porque eu quero, ah, quero liberar o aborto geral, libera o aborto geral aí, pronto. Tipo, sem uma razão principiada, né?

¶112É, o argumento provavelmente é baseado na ideia de acesso universal. Eh, porque os sistemas de saúde geralmente adotam esse esse tipo de princípio, o a o SUS aqui no Brasil também que é de universidade de acesso. Então, provavelmente eles estão pensando assim que eles estão pensando que o princípio ético mais importante nesse ponto aqui ou princípio de política pública é que ela se ela seja acessível a todas as pessoas e que um limite gestacional impediria certas pessoas de conseguir ter acesso a esse direito. Então, seria mais ou menos esse o argumento. É um argumento complicado assim.

¶113Eu acho que muitos eticistas olhariam com um pouquinho mais de cautela, né? Sei lá, a partir do momento da gestação em que o feto eh se torna um ser senciente, provavelmente alguns eticistas teriam um pouquinho mais de ressalva de com esse ponto, talvez, mas aí teria que ver. Depende do framework ético da pessoa também, que isso varia bastante nos eticistas. >> Aham. Ah, que isso, Miguelita?

¶114Ele falou assim, falou: "Muito obrigado". Isso mesmo. Contra o o aberto Saquarema. Olha aí. Ah, ó.

¶115Espero que minha presença não deixe ninguém incomodado. Que isso, cara? Não fique incomodado não. Na outra live passada, tá? Tinha uns rapazes católicos aqui objetando a gente e a gente tava de boa aqui.

¶116H, ó, sou apenas curioso até demais. Gosto de explorar outras perspectivas contrárias ao meu conceito. Muito legal, cara. Ah, mas assim, pode objetar também, não tem problema não, tá? Pode objetar, jogar argumento aí.

¶117Beleza? Então é isso. Ah, eu vou dar prioridade obviamente aos live picks, né, para não desfocar muito, mas eu tô lendo aqui alguns alguns comentários aqui rapidamente. O pers ele comentou um negócio interessante, ó. Governadora democrata asciona fim da restrição aborto após 24 semanas no Massachuts.

¶118Eu presumo que tem um raciocínio mais ou menos nessa linha que você tá colocando, né, também envolvido nessa restrição, né? Nesse fim aí é, >> acho que o principal é o principal objetivo é a ideia de que políticas públicas e direitos públicos eles têm que ter acesso universal. É, é isso. É provavelmente isso. Você tem que ter acesso universal a um direito.

¶119Se o abordo for um direito, então o acesso é universal. sua sessão universal, não pode ter nada que dificulte uma pessoa ter acesso a esse esse direito e se houver limites gestacionais, eles vão fazer com que haja maior impedimento, a maior dificuldade de certos grupos de acessar esse direito. Esse provavelmente é a linha de argumentação. >> Beleza, bora. >> Porque tu para o coração para retirar ele dali.

¶120Mas a OMS, né, hoje ela é dirigida o >> de novo esse armã do coração, cara. [ __ ] merda. Não, ô, a gente a gente abandonou a ideia de que morte é quando o coração para há muito tempo. Tinha tinha uma época que o pessoal achava assim, a gente mede morte pelo pela parada cardíaca. Hoje não é não tem.

¶121Hoje morte é é cérebro, né? Se o cérebro parou de funcionar, morreu. Coração ninguém ninguém tá nem com coração tá batendo ou não tá batendo até que a gente desliga aparelhos em hospitais. Será que ela é contra quando uma pessoa tem morte cerebral detectada, você vai lá no hospital e desliga os aparelhos que estão sustentando o coração batendo vocês não faz menor sentido. Esse do coração, esse argumento pramente mente emocional.

¶122>> Ela é ela é contra. Até onde eu vi ela é contra, viu? Mas enfim, vamos lá. >> Mas aí >> é >> diretor da UMS que dá todas essas normativas, ele fez parte de um governo de esquerda chamado da Frente Popular do Tigré lá na Etiópia. E esse governo, pelas instituições de direitos humanos, ele é considerado um governo extremamente ditatorial, que mata opositores político, que coloca as pessoas em trabalhos forçados, que faz com que todos aqueles que não concordem com ele sejam escravizados.

¶123Esse é o diretor da OMS que diz que o aborto é uma questão de saúde pública. Ele realmente tem uma credibilidade enorme, né, para falar sobre o que é certo e o que é errado. >> Nossa, tem várias maneiras de você tentar descredibilizar o parecer. Tem tem várias maneiras de você tentar descredibilizar, de você tentar tirar a relevância epistêmica do parecer da UMS com relação a essa questão de ética do de ética do abuto, né? Mas ela mete logo essa, cara.

¶124[ __ ] que pariu. >> Então ela tá fazendo um envenenamento do poço para ir lá com com o líder da OMS, sei lá, tipo assim, não confio em nada que vem desse diretor da OMS, porque ele é de um governo lá, é da Etiópia, né? Um governo da Etiópia. E esse governo da Etiop era uma ditadura de esquerda, então não se pode confiar nele. Agora, provavelmente não é não, ele não, provavelmente ele não é a favor das orientações sobre aborto, porque ele é de um governo de esquerda tutorial da Etiópia.

¶125Provavelmente é porque a OMS como órgão de saúde, ela segue, provavelmente ela se orienta pelos princípios e argumentos que eu coloquei aqui. Se ele fosse de outro país, de outra cultura, provavelmente dentro da UMS ele defenderia a mesma coisa. Talvez outra pessoa com outra orientação poderia ser liberal, libertária, sei lá, poderia ter defendendo alguma coisa parecida. Sei lá, mas a a questão é que provavelmente a OMS tá embasando sua decisão nesse ponto que eu falei do da acessibilidade universal a um direito. Então assim, ela teria que atacar esse esse ponto, ela teria que falar por que isso por que que esse argumento da acessibilidade universal ao direito do aborto não é um bom argumento, né?

¶126Não atacar, >> não é muito difícil. É, e não é muito difícil dela fazer isso, né? Se ela fosse competente intelectualmente, ela conseguiria fazer algo relativamente legal aí, né? Com algo bacana, né? Mas ela não, ela tá cagando para ela só quer lacrar mesmo e e avançar o ponto dela de qualquer jeito, sem sem se importar com o mérito da questão, né?

¶127Ela quer mais o público, pelo que eu tô, pelo que se nota, né? >> A colega também diz que ela é a favor do aborto, né? Do do assassinato de bebês no ventre, na nossa visão, nos casos em que ã se tem um risco de vida para o bebê, né? nas exceções ali, aonde o bebê não vai conseguir ao sair do ventre se manter vivo. Aí ela diz: "Não, nesses casos eu acredito que tenha que estar na lei a possibilidade de fazer a legalização".

¶128Então, a pergunta que eu faço paraas duas colegas é: as abortistas que defendem o meu corpo, minhas regras, que usam o lencinho verde por serem a favor, né, do aborto, elas dizem que, >> ó, retórica, >> querem que o aborto possa acontecer em qualquer idade gestacional e independente do que esteja acontecendo com o feto, ele ser saudável ou não, vocês são a favor disso ou são contra isso? Eu sou totalmente contra essa afirmação porque nós precisamos primeiro compreender e aí compreender de verdade na etimologia da palavra e da política pública brasileira o que é saúde pública. Saúde pública são todas as ações destinadas a manter a vida, a dar suporte à vida. O Estado brasileiro na pela sua Constituição é proibido pelos seus princípios que o regem de aplicar qualquer recurso ou empreender qualquer atividade no sentido do extermínio da vida. Então, as ações de saúde pública, elas são ações de defesa da vida.

¶129Quando nós estamos falando de aborto, inevitavelmente eu estou falando do cancelamento, do cerceamento da morte de uma vida humana no ventre materno. É disso que se trata o aborto. Isso não é uma questão de saúde pública. Não é porque acontece de forma ilegal que o estado brasileiro tem que gir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara.

¶130Isso aí não prova nada. Filosofia. Isso aí para mim, isso aí não prova nada. Web mandou R$ 64. Mestre David, uma célula é considerada uma vida.

¶131>> Ó, o MAL mandou aqui, Mestre David, uma célula é considerada uma vida. Quer responder aí também, ô San? Ah, perfeito. Aqui, como eu disse, quando a gente trabalha com a palavra vida, a palavra vida é uma palavra policêmica, o que quer dizer que ela tem muitos significados. Então, por exemplo, né, existe um significado da palavra vida, que é o significado meramente biológico.

¶132O que que é vida? Vida é um organismo, né? Eh, aí depende do biólogo, mas assim, às vezes deve ter assim, vida é um organismo celular, pode ser unicelular, pode ser m multi mul multicelular em funcionamento. Então, se a gente pega qualquer célula de qualquer organismo, desde uma planta, uma bactéria até, sei lá, um ser como nós, ah, e isso é uma vida. O o espermatozoide é uma vida, o óvulo é uma vida, né?

¶133As células de tecidos específicos do meu corpo são vida. Eh, as células da planta são vida. Aí a questão é e ser uma vida meramente biológica é uma característica suficiente para que esse ser seja considerado digno de de ter sua vida protegida, né? De que sua vida não possa ser violada, de que a violar a sua vida é imoral? Se for assim, a gente não vai poder eh nem matar a bactéria, né?

¶134Você vai ter que parar de usar sabonete quando você for tomar banho, banho, porque você pode estar matando uma vida, né? Existe um outro sentido de vida e aí provavelmente é o que ela tá usando, que é vida é um organismo da espécie homo sapiens. Ah, e aí e esse argumento é especíista, né, de que é uma simplesmente o fato de uma um organismo pertencer à espécie homo sapiens ou homo sapiens sapiens é suficiente para garantir que essa vida mereça proteção. Mas aí a gente teria problemas, né? Porque óvulos, espermatozoides, a célula do da da minha pele, elas são todas membros da espécie homo sapiens.

¶135Mas existe um outro sentido de vida que aí é mais interessante, que vida é ser capaz de ter experiência, ser capaz de ser sujeito de experiências. Vida é experiência, vivência. Eh, e aí que olha que interessante, né? Ah, quando eu uso expressões como qual o sentido da vida, eu não tô falando qual o sentido da vida biológica, eu tô falando qual o sentido da vida experimentada, subjetiva, né? Quando eu falo assim, eh, eu amo minha vida, né?

¶136Eu tô falando da minha vida como um ser psicológico, um ser que tem memórias, um ser que experimenta o mundo. E aí é muito mais fácil entender porque a ser uma vida nesse sentido é significativo moralmente. Por quê? Porque se você é uma vida que experimenta o mundo, se você é uma vida que tem memórias, que tem sentimentos, que tem emoções, que sente, essa vida, ela tem ah eh ela tem propriedades intrínsecas que são valiosas, né, de experiências valiosas. Então, pega a forma mais básica de experiência vivida, né, que é ser capaz de experimentar prazer ou dor, que a gente chama de sem ciência, né?

¶137Se você é capaz de experimentar prazer ou dor, prazer é uma experiência, né, de valor negativo, né, é intrinsecamente ruim experimentar, quer dizer, a dor, né, a dor é um é uma experiência de valor negativo. É intrinsecamente ruim experimentar a dor, é intrinsecamente bom experimentar o prazer. Então, quando a gente tá trabalhando com eh sem ciências, quando a gente define vida como a capacidade de ter experiências, aí sim a gente consegue ter um critério para entender que ali há a presença de valor, que ali há algo significativo do ponto de vista moral. Então, eh, pelo menos é é o que eu o que eu defendo, né? Ah, a vida que ela carrega peso moral é a vida nesse último sentido, porque a vida meramente biológica, ela é ela ela não você só o fato de alguém pertencer a uma espécie biológica, alguém ser uma célula, eh não é suficiente pra gente estabelecer um critério claro do por que aquilo importa, né?

¶138E aí é isso que a gente tinha comentado, que a parte provida, ela deveria trazer então argumentos do porquê o fato de um organismo biológico ser membro da espécie HomoSpiens dá a esse organismo direito à vida e proteção moral. Qual que é o argumento? E elas trouxeram argumentos que são muito ruins se forem argumentos. Ah, é porque o coração bate, ah, sei lá. Ou é porque o coração bate é o pior argumento, acho que que apareceu aí, né?

¶139Eh, bate, o coração está batendo. É o a gente não pode interromper a batida do coração, né, que é uma coisa meio retórica. Então, elas não não trouxeram um argumento que permita com que a gente estabeleça assim: "Olha, a razão pela qual um organismo a que tem uma célula com DNA completo e é membro da espécie Homoens, esse organismo ele merece proteção e direito à vida." E aí elas não trouxeram nenhum argumento que sustente esse tipo de afirmação. Por outro lado, o argumento de que a vida ela ganha peso moral a partir do momento que essa é uma vida que tem experiência, possibilidade de experienciar o mundo, aí sim é mais fácil a gente ver, porque uma um sujeito que é capaz de experienciar o mundo, ele pode ser prejudicado, ele pode sofrer dano, ele pode ter experiências eh de valor negativo, como dor, ele pode ter seus interesses de não sentir dor frustrados, ele pode ter seus interesses de continuar vivendo frustrados, ele pode ser privado de um futuro. puro, onde ele poderia ter mais bem-estar.

¶140Então, quando a gente define vida como capacidade de ter experiências, esse é um sentido significativo da palavra vida. Então, eh, que qual que é a resposta, né? A célula é vida. Ora, no sentido biológico, sim. No sentido significativo paraa moralidade que a gente tá usando aqui, não, né?

¶141A a aí não, porque essa a a uma célula não tem eh consciência, né? Ela não tem capacidade de ter experiências. >> Isso, isso, isso. Ah, existe uma definição básica, né, de vida que geralmente é vinculado com a biologia, né, uma definição comum, né, embora não seja consensual a nome da biologia, definição de vida, hum, existe uma mais comum que é usada que envolve no caso um uma vida, né, pelo menos no sentido de um ser vivo, né, de um ser vivo, pelo menos. Hã, sendo não ser que ele por sua estrutura celular, ele é capaz de manter um equilíbrio homeostático, né, que é chamado, né, ou seja, ele é capaz de manter ali uma certa, um certo equilíbrio interno e coisa e tal, né?

¶142E ele é capaz de metabolismo, ou seja, de enfim, obter energia, né, do âmbito exterior e converter isso, ah, obter energia, né, e obter nutrientes, etc., do âmbito exterior e converter isso em energia, né, para ele mesmo. Ah, então tem esses elementos, né, e tem a capacidade de reprodução também envolvida. Eh, então, na verdade, a uma definição comum de vida, ou pelo menos no sentido de ser vivo, né, de seres vivos, é essa, né, em termos biológicos, estritamente biológicos, mas o sunk ele correu muito bem, que tem outros sentidos de vida que que podem vigorar aí na discussão, né, e que no caso o sentido mais relevante de vida humana, eh, aliás, de vida simplicitor, né, digamos assim, de vida relevante, é basicamente o sentido que envolve o aspecto da senciência e da pessoalidade, né, de certo modo, né, principalmente no contexto ali da atribuição, não de direitos para os embriões ou fetos envolve o caráter da pessoalidade também, né, de certo modo. Ah, se no caso aquele feto aquele embrião é uma pessoa ou não. Então acho que aí depende muito mais da discussão sobre metafísica da identidade pessoal, né?

¶143Ah, e também ética do aborto do que qualquer outra coisa ali que venha a trazer ali sobre a noção de vida, né? A noção de vida, ela não vigora per si de tão relevante assim, a menos que esteja acoplada com a noção de pessoalidade para poder, no caso, se vinha a alegação de atribuição de direitos pro amb ofeto em primeiro lugar, né? Então tem isso aí tem que legalizar, o estado tenha que coibir que isso aconteça de forma ilegal, dar estrutura pra mãe, da fornecer realmente o pré-natal, fornecer toda uma rede de apoio para que as mulheres possam sim se tornarem mães. É disso que se trata saúde pública e não de promover a morte. Porque inclusive isso, se nós formos na Constituição Federal, é inconstitucional, porque o Estado ele não pode gastar com a morte.

¶144É simples. Isso tá lá na dignidade da pessoa humana. Isso tá lá nos princípios que regem o Estado democrático brasileiro. Então, dizer que eu >> tá, mas não adianta você ficar só apelando pro pro aspecto jurídico, né, legalista. Ah, senão aí você cai em problemas similares ao que >> Sim, as duas estão fazendo o mesmo erro, o mesmo erro.

¶145>> O mesmo erro que a que as prol, né? Só que agora que >> uma pela para é uma pela OMS e outra apela pra Constituição. Então assim, aí vamos ficar brigando assim, a a base da minha da minha filosofia é a Constituição Federal do Brasil promulgada em 1988. A outra, a base da minha da minha posição moral é as declarações da OMS. >> Tá complicado.

¶146Por isso que não sai do lugar essa discussão, cara. O pessoal paraa vida e paraa escolha não sabe discutir os negócios direito. Cara, >> o aborto é uma questão de saúde pública é inconstitucional, é do Mas ainda assim, em termos de postura e de engajamento com o mérito das questões, eu acho que a postura dos das próes escolha foi melhor, tá? A postura das próescolhas foi melhor, com certeza. elas estavam mais engajada com o mérito das questões, embora de forma errônea, de forma ali a não justificar adequadamente os pressupostos dela, né, e os pontos de partida delas para para quem discorda dela.

¶147Ainda assim, elas tiveram uma postura mais respeitosa, mais educada e mais centrada, né, ainda assim, mas em termos de substância argumentativa, a os dois lados tá meio ruim de justificação. Aí, pelo menos nesse nesse tópico aí, a os próescol também não tão bom, não. >> Incruência, por quê? Porque hoje o Estado brasileiro, já pensando nisso, tem legislação que permite que a mãe, como a Mariana, grávida, que não quer o bebê, no anonimato, no sigilo, ela entregue o bebê para adoção ainda no ventre e esse bebê tenha uma chance de vida. Então, o que o Estado brasileiro tem que dar pras mulheres é proteção, rede de apoio, educação, prevenção e não deixar mulheres jogadas no SUS, como acontece.

¶148Vamos lá. Se uma pessoa não consegue fazer um tratamento para câncer no Brasil, se uma pessoa não consegue fazer um eletrocardiograma que demora 3 anos, às vezes vai ter apoio. A mulher tem apoio, isso é mentira. As mulheres brasileiras precisam é de cuidado, não de aborto. >> Eu, eu, antes de apresentar o meu ponto, eu vou responder a pergunta que eu sou a favor do aborto em qualquer momento, antes da 22ª semana.

¶149Ah, e a partir da 22ª semana, o aborto não letal, a interrupção da vida, a interrupção da gravidez não letal. Eh, era se essa era a tua pergunta, essa é minha visão. >> A pergunta era se tu eres a favor da legalização do aborto em qualquer idade gestacional independente. Então, tu não é a favor? >> Não, não é não.

¶150Tu dis que até 22 semanas só >> o letal porque é incompatível com a vida até 22 semanas. Eh, uma coisa interessante, né? >> Como incompatível com a vida? >> Até antes das 22 semanas não tem como sobreviver se for tirado. >> É >> sim, mas tu não tu vai tirar ele morto do aborto.

¶151Gente, pelo amor de Deus. Como é que você tá falando que aborto é para tirar o bebê vivo? Tu não, tu >> é que vocês mudam o conceito, vocês mudam a realidade. Quem tá mudando o termo aqui é só você. Ol, olha só, em 2024, >> o que tu fala é sobre parto prematuro, que tu tira a criança viva para tentar salvar.

¶152>> Não é, não é, não é parto prematuro. >> Então, a minha pergunta é nessa tua concepção até 22 semanas e após 22 semanas, como que tu tira o bebê do vento? Com vida ou com morte? Essa minha pergunta >> a partir das 22 semanas. >> Não, até às 22 semanas.

¶153Como é que tu tira ele? Batendo o coração ou sem bater o coração? >> Tu interrompe aquela gravidez. Se tiver um coração que batia, não bate mais. na tu interrompe lá dentro e tira ele já.

¶154>> Ó, vamos sem sem aqui não é a câmara de vereadores para tu ficar dando lacrezinho, tá? Tá reduzindo a vida coração. Olha só olha só tem uma vida. >> Não tem pessoas que estão ligadas aparelhos não são vidas aparelho. >> O coração da pessoa que tá ligado à máquina.

¶155>> [ __ ] Era não era para eu começar falando de acordo com o esquema aqui. Quando vocês fizeram isso na outra rodada, interrompi vocês? >> Não, né? Obrigada. >> Quando quando quando a gente tem aborto legalizado, os países onde é legalizado, 99% dos casos de aborto ocorre antes do primeiro trimestre.

¶15699%. Seguindo os dados aí dos Estados Unidos, onde foi legalizado pela Rovy Wade por décadas, tá? Todo o 1% que foi realizado a partir do primeiro trimestre, depois do do primeiro trimestre, era necessário, porque senão a mãe morreria. Todos sem exceção, tá? >> Não, não.

¶157Tá. >> OK. Tu pode discordar dos dados e depois verificar. Eu não tenho problema com isso daí, tá? É, então a gente tem >> nessa daí dos dados é complicado.

¶158E a Michele costuma vir com os dados na ponta da língua ali. >> Não, ela tá certa. É realmente realmente o aborto, aborto tardio ele é raro, né? Ele é bem raro. Eu acho que quase todos que mediram é raro mesmo.

¶159Ah, eu só não sabia do dado de Eu sabia que tinha tipo assim, era 1 2% que era tardio. Ah, mas o dela ter mencionado que os casos dos tardios são quando é realmente necessário por causa do risco de vida da mulher. Esse eu não sabia que era que era o princíp, mas eu sabia que tem uma pequena porcentagem que é tardio, mas é muito baixa mesmo. Ah, a maioria dos abortos eles costumam ser precoces geralmente, pelo menos os legalizados, né? Não sei como é que eles medem os não legalizados, mas >> Sim, eu só eu só achei esquisito elas ficarem negando esse tipo de dado, esse tipo de coisa, né?

¶160Eh, porque assim, se ela tiver correta ou incorreta para elas, como elas são deontologistas absolutistas e como elas de fato defini, >> é irrelevante, >> é que tipo o direito da vida do do do embrião e o feto ele é inviolável ou algo assim, o que que relevância faz se foi antes do >> Eu imagino, é é perigoso até elas falar assim, >> é perigoso até elas falarem assim, nesse 1% se a vida da mãe tá em risco, é Deus que decide, né? Deixa a gravidez continuar. Se morrer, morreu os dois. Eu sei lá que que elas iriam dependendo dessa dessa inviolabilidade delas. >> Ai, >> elas são mas elas são nesse nível mesmo.

¶161Elas são pro pró pró vida extremista mesmo. >> 99% dos abortos ocorrendo antes da formação de qualquer estrutura neural de um feto que possa entregar consciência, sentir dor, coisas do tipo. Mas aí vem uma cois loucura isso, Michele, pelo amor de Deus. A ciência mostra que quando acontece a paralisação do coração dentro da barriga criança, inclusive dá um grito. >> Exato.

¶162Em 2024, >> que horror isso. >> De onde ela tirou isso, gente? >> Não, não, não é possível. >> Mas enfim, vamos lá. Vamos, >> mas vamos jogar.

¶163Já pois me comenta isso. Mas >> quer comentar alguma coisa? >> Não, não, isso não vai mais. Ó, a assim, até em tem uma revisão sistemática de 2006, é sobre fetal pen, que chama essa pesquisa, né, que são as pesquisas sobre se o feto sente dor, né? a a posição majoritária numa revisão de 300 artigos.

¶164eu sei que é um artigo sobre FETAPEN de 2005, 2006, eh, que fez uma revisão de metanálise sistemática sobre isso. E a conclusão da pesquisa foi que um feto ele desenvolve a capacidade de ter dor semana de gestação até a 30ª semana, então por volta da 26ª semana de gestação. Só que existe uma outra posição que é um pouco que é que existe também, mas é mais minoritária, que tenta localizar mais ou menos a partir da semana 12, 13, 14. Então a gente diria assim, né? A a posição majoritária é que a o feto só é capaz de se sentir dor depois da 20ª semana.

¶165Existe uma posição minoritária que tenta trazer um pouco mais para trás para 12 semanas eh por aí. Então, digamos assim, eh, se a gente for foi estabelecer, eh, né, no no na posição mais conservadora possível, 12 semanas, a posição majoritária 22ª, 23ª, então Michele tá seguindo a posição majoritária quando ela fala de 22ª semana. Agora o feto gritar quando ele é abortado. Isso eu nunca nunca vi. Não sei muito bem que que ela que ele quer dizer com isso.

¶166O que ela quer dizer com isso. Eh, mas eu acho que isso não existe não. Mas o feto nem tem como gritar dentro do útero, né? Porque a a as guias para fazer isso é depois que ele nasce, que é liberada. Eu não não sei.

¶167>> Sim, sim, sim. Não faz sentido nenhum, cara. O que ela tá falando é, >> tá aparecendo, >> tá aparecendo, tá aparecendo. Tem uma pseudociência que é a pseudociência das plantas, né? Sentir dor.

¶168E tem algumas pesquisas que falam que as plantas gritam quando elas estão com dor. Então, tá parecendo quase isso assim, que que as plantas gritam, a a o feto grit choram, >> as plantas choram. Se você colocar Betoven pra planta V, ela fica feliz. Eh, sei lá. Mas é tá fazendo quase a mesma coisa com o feto.

¶169>> Ai, >> mas não tem não tem não tem como o ar passar por é só depois que nasce, né? Que eles batem na bundinha do bebê pro ar passar pelas veas respiratórias. Então assim, como é que o veto vai gritar? >> Sim, tá viajando aqui, tá tá falando merda aqui. E eu tô falando, E ela tá falando merda no sentido do Harry Frank, né?

¶170Bullshit. Isso aqui, ó, pessoal, ela tá fazendo isso aqui, ó. Bullshit, >> ó. Bullshit. O nível de absurdo que saiu nessa fala aí não tá escrito bullshit aqui, ó.

¶171Não sei se vocês sabem, mas tem uma definição técnica de bullshit, tá? Deixa eu ver aqui. Un bullshit. Pera aí. Un bullshit.

¶172>> Harry Frank bullshit. Aqui, ó, eu falar sou acadêmico que fez um livro só sobre a noção de falar merda. Un bullshit. >> Aqui, ó. >> Un bullshit é um ensaio de 1986 em 2000, no livro de 2005, escrito pelo filósofo americano Harry J.

¶173Frankft, dos quais apresenta a teoria da de bullshit, ou seja, de falação de merda, que define o conceito e analisa suas calificações de besteira ou de merda. H, no contexto da comunicação, Frankfurt determina que bullshit, ou seja, besteira ou merda, é um discurso entendido a persuadir sem considerar pela verdade, né? Sem ter consideração pela verdade. O mentiroso se preocupa sobre a verdade e tenta escondê-la. o bushiteiro, né?

¶174Ou seja, o falador de merda, não se não se importa se o que eles estão falando é verdadeira ou falso. A análise filosófica de Frankfurt sobre bullshit, ou seja, sobre falação de merda, foi analisada, criticada e adotada pelos acadêmicos desde a sua publicação. Então, só para vocês terem uma noção aqui, esse livrinho aí, ó, um bush em 2024, segundo os dados do Ministério da Saúde, 12.000 bebês nasceram de crianças estupradas no Brasil. >> Tá, hoje é legalizado isso aí. É, >> vocês são contra.

¶175Então é importante colocar na >> Não, mas mas a minha a minha questão pessoal de ser contra não é o que a lei coloca para todos. >> Só, só, só, só, só um pouquinho, só um pouquinho. 12.000 bebês nasceram de crianças estupradas. A maioria dessas crianças estupradas, elas não têm estrutura física para levar a gravidez a termo. Uma menina de 12 anos, a bacia não tem resistência.

¶176>> Deixa, deixa eu terminar, eu não tô falando do crime. Elas não têm estrutura para sustentar a gravidez até o final. Então, muitas vezes tem que tirar antes e aí e aí deixar aquele bebê seguir fora da barriga, tá? Prematuro >> para fins o o parto o parto prematuro, ele pode ocorrer de maneira natural? >> Sim.

¶177Não, >> não pode. >> Certo. >> Existem situações em que o parto ele é feito de maneira prematura para salvar a mãe? >> Sim. >> Certo.

¶178O nome que se dá para a interrupção de uma gravidez é qual? A não, o parto, o ato de parir, tá? A interrupção da gravidez. Qual é o nome? Posso posso ajudar na questão?

¶179Vamos lá discor não são verdades tanto biológicas, medicinais quanto legais. >> Vamos lá médico. Fala aí. >> Ah, não, não sou médica, mas eu convivo com e já estudei muito sobre isso. Vamos lá.

¶180Vocês também não são, né? Tu não é bióloga, né? Exatamente. Então vamos lá. Tá, então.

¶181Então vamos lá. Então, é, tá, mas eu vou falar da minha área também, que é o direito, né? Então, tá, vamos lá. Nós temos, ó, nós temos duas formas de >> nós temos duas formas de tirar um bebê do ventre da mãe. Duas formas, >> certo?

¶182>> Ah, >> vivo ou morto, >> certo? >> Vivo num parto prematuro espontâneo, porque a gestação não foi levada até às 39, 40 semanas, tá? ou num parto induzido por questões medicinais que a mãe precisou induzir um parto. Nós temos essas duas formas de tirar um bebê vivo de dentro da mãe. >> E nós temos as outras formas de tirar um bebê morto de dentro da mãe.

¶183Quando existe um aborto espontâneo, que o bebê perdeu a vida ao natural, aquela gestação não foi adiante. E quando eu tenho um bebê vivo e eu provoco a morte desse bebê para tirá-lo de dentro do ventre. Então nós temos duas formas de tirar um bebê do ventre da mãe, interromper uma gestação. >> Legal. pelo parto prematuro ou pelo aborto.

¶184>> Pergunta, possoar nisso, >> tá? Só um pouquinho, posso concluir, tá? Então vamos lá. Parto prematuro é crime de forma alguma. Ainda que o bebê não sobreviva, se o médico atestou que era uma vida que tinha viabilidade, que que a mulher quis fazer, beleza, não é crime.

¶185OK. OK. Tá bom. Agora, e aí falando da minha área, tá? Código penal, ainda que ele seja muito errado e precise ser muito modificado, acho que a Mariana concorda comigo, tá?

¶186Nós temos valores protegidos pelo Estado. Então, nós temos capítulos dentro do Código Penal para cada valor, direitos personalíssimos protegidos pelo Estado, >> que quando são atacados, quando são feridos, o Estado reage, transforma isso num crime e penaliza, une, porque considera aquilo crime, um atentado contra os direitos. >> Beleza? Nós temos um capítulo e o código é dividido em numa organização. Nós temos um capítulo dos crimes contra a honra, injúria, calúnia, defamação.

¶187Nós temos um capítulo dos crimes contra o patrimônio, furto, roubo, dano, né? E nós temos um capítulo dos crimes contra a vida. >> Uhum. >> Homicídio, infanticídio, feminicídio e aborto. >> Uhum.

¶188>> O estado brasileiro diz que o aborto é um crime contra a vida. Então é um homicídio, é uma forma de se tu fores estudar direito, se tu fores estudar direito, feminicídio, homicídio. >> Qual pena para borta? Qual a pena paraa borta? É a mesma do homicídio?

¶189>> Não, de frente >> é maior inclusive. >> Pode quando tu >> é maior do homicídio. Homicídio simples, matar alguém se anos. >> Tá. E a do aborto >> o anos >> não tem como tu matar alguém que nem teve >> outro fact check aí que é bom fazer.

¶190É porque assim, uma coisa que eu sei é que o Código Brasileiro não considera aborta assassinato. Ele, É verdade que considera crime contra a vida, mas é diferente de considerar assassinato. Ah, aqui tá no, ó, as penas previstas, né? Artigo 124. Provocar aborto em si mesmo consentir que outra pessoa provoque detenção de 1 a 3 anos.

¶191Provocar aborto sem consentimento da gestante de 3 a 10 anos. provocar aborto com consentimento da gestante 1 a 4 anos. Ah, >> agora tem que comparar com a >> Ah, oi. >> Falei que você foi mais rápido no gatilho. Você foi mais rápido no gatilho.

¶192Tava, tava pesquisando aqui, ia começar a pesquisar, mas você foi mais rápido. >> Ah, então aí tem que comparar com o assassinato. Ah, no Brasil assassinato, homicídio simples, 6 a 20 anos, homicídio qualificado, 12 a 30 anos e homicídio culposo, 1 a tr anos. Se a gente pegar o homicídio simples, que é 6 a 20 anos, sem sem considerar o qualificado, né, e pegar o aborto simples, um a 3 anos, então não, a pena do homicídio é menor, né? Quer dizer, a pena do homicídio é maior, a pena do homicídio é 6 a 20 anos, a pena do aborto é 1 a 3 anos.

¶193>> Olha aí, >> um a 3 anos. Então é metade, né? A do aborto é a metade da do homicídio. >> Olha aí. Aí e elas falaram o quê?

¶194que era maior, né? >> Aham. >> Só, mano, só só as coisas fake aqui. Só fake news, velho. Fake news.

¶195Enfim. >> Sim, sim. No caso dela, no caso delas, acho que nem nem é fake news, acho que é desinformação mesmo. Acho que elas estão tipo, porque assim, tem tem a fake news, eu acho que é quando a pessoa ela propaga desinformação deliberadamente e desinformação é quando a pessoa é des >> a desinformação é só quando a pessoa ela propaga uma informação falsa por engano ou ou enfim porque tá falando besteira mesmo ou qualquer coisa assim, né? >> Mas eles têm, né?

¶196Eles têm um tempo para um tempo para estudar antes de ir pro debate, né? Tem tem um tempo, tem um tempo. Significa que elas, significa que as provid tá só no modo bullshit mesmo. Vou sair numa bullshitagem aqui, vai que vai. Fala qualquer coisa aqui já vai que vai.

¶197Mas enfim, bora. >> Muito bom. >> A bullshit. Mas vou vamos lá, vamos prosseguir aqui. Foi rápido, hein, S?

¶198Você foi mais rápido que eu. Tava começando a pesquisar aqui no Google. Você já foi rápido. Enfim, >> é, eu já tava dando uma olhada do momento que ela falou. Não tem como ter data de óbito e data de nascimento.

¶199Pelo amor de Deus. Pelo quer dizer que que que um bebê ou como tu diz, né? Na verdade, um ser vivo, um ser humo, uma vida humana, um feto, como tu diz, que está aqui dentro, >> não morre porque não tem data de nascimento. Mas a minha gravidez é gravidez de qualquer mulher de qualquer mulher. Na min é diferente.

¶200Qualquer mulher, então não a gravidez da Mariana, a gravidez de qualquer mulher. O bebê que tá aqui, que chuta, que bate o coração, >> porque ele tá maioridade avançada. >> Sim. Mas tu acha que ele que se eu pegar agora e cometer um aborto com ele, isso não é assassinato? >> Não é assassinato.

¶201Então feminicídio também não é homicídio. Uma pessoa já existe. Pergunta como no mundo posso ter data de óbito de alguém que nem tem data de nascimento? Existe isso? >> Pelo amor de Deus, não é nada de óbito.

¶202Tu matou, >> mas se tu mata alguém, não precisa ped >> tu sabia, tu sabia que quando acontece um aborto, tu sabia que quando acontece um aborto, >> tu vai fazer uma certidão de nascimento, uma certidão de ob >> com 12 semanas? Tá, deixa te perguntar hospital semanas per 12 semanas do >> tirar no hospital sim. Sim, se eu tirar no hospital sim. >> 12 semanas que tu tem um material biológico ali, tu >> não é um material biológico. 12 semanas tem vida, tem coração batendo.

¶203Tem coração batendo. Pera aí. Não é que eu quero. Ela ela levou um monte de coisa na lei e eu gostaria de de questionar algumas das coisas, tá? >> Tu acredita que tu falou de crimes contra a vida, tu apontou o artigo 121, tu apontou 129.

¶204Legal, bacana. Tá, a gente tem nenhum direito na nossa lei é absoluto, né? Concorda? Existe algum direito absoluto? Hum.

¶205>> Existe algum direito absoluto? >> A vida absoluta. >> Não. Se vocês defendem a pena de morte, vocês entendem que não é direito absoluto de legítima defesa. >> É, não é abs vocês, por favor, >> hoje eu defendo pela morte, ela não é possível no Brasil.

¶206Mas por favor, por favor. >> Por qu? Porque direito absoluto é vida. >> Por favor, se eu me defendo de um assalto em mato, >> depende, não. Depende da classe, depende da classe de direitos que a gente tá falando.

¶207Existem direitos absolutos. Me dá um exemplo de direito. >> Hoje a gente não consegue dar pena de morte porque a Constituição defende, >> mas vocês defendem que a pena de morte seja possível. Então direito à vida, na tua visão não é absoluta. Ok.

¶208>> Mas no Mas Mariana, no Brasil é no Brasil o direito à vida é absoluto. >> Tudo bem, tudo bem, >> entendeu? Então existem direitos absolutos. O direito ao meu nome é absoluto, o direito à minha honra é absoluto. Esses direitos eles os direitos personalíssimos eles são absolutos.

¶209O teu, o teu direito à honra é absoluto. Então toda vez que alguém ofender tua honra, tu sempre vai >> ganhar um processo que tu entre contra ofensa contra tua honra. >> Se a ofensa ocorreu, sim. Não, aí o juiz pode interpretar que não foi, >> mas não quer dizer que a interpretação dele eh diga ele ele não não é é absoluto. O juiz pode entender que não teve ofensa, mas se a ofensa ocorreu aquele direito absoluto, >> tem direito à tua honra, mas cabe a interpretação absoluto.

¶210>> Calma aí, tá uma confusão nada aqui, cara. Vamos lá. Tem, vamos lá. Primeiramente, a gente tem que tem um monte de informação errada que elas passam. >> É.

¶211E tem tem umas coisas que eu quero comentar aqui, é que existe distinção. Tem direito moral. e direitos políticos, direitos políticos, direitos eh legais e direitos políticos, né? Então você tem, sei lá, você tem direitos ali, no caso, como, por exemplo, restrições deticas, né, por definido filosofia moral e filosofia política e filosofia do direito, né, que são vinculadas mais especificamente filosofia moral e filosofia política, né, eh, que vai envolve restrições de acerca do que você pode ou não realizar com certas pessoas. Isso daí é um direito moral e aí é defendido filosoficamente.

¶212Aí você tem o os direitos legais, né, os direitos vinculados com acabo jurídico vigente. Aí, se eu não me engano, sem eh você distingue esses direitos em direitos políticos e direitos acho que legais que chama, né? Direitos legais, se eu não me engano. Eu posso estar confundindo aqui as terminologias. Acho que isso que pode me corrigir aqui.

¶213Mas tem certos direitos ali que são direitos eh vinculados com com que é estabelecido na Constituição, né? de certos direitos, como direito à vida, tal, como é estabelecido na Constituição, direito, ah, direito a, enfim, a a ao livre, ao livre acesso, né? Enfim, a como é que fala? A livre, enfim, o livre acesso a lugares, alguma coisa assim. Ah, e você tem os direitos políticos que envolve direito de voto, essas coisas assim, né?

¶214direitos políticos ali específicos, como direito a voto, enfim, direito ali a certos direitos positivos específicos vinculados com, sei lá, direito a a a saúde, né, o acesso à saúde, blá blá blá, esse tipo de coisa, né? Então você pode ter esses tipo de direitos aí também, né? Eh, esse tipo de direitos. Mas enfim, eh, que que acontece, que acontece aqui, eu acho que tá tendo uma confusão aqui nesse, nesse ponto, porque assim, na filosofia moral e na filosofia política, né, ah, de certo modo também, em certa medida ali na na própria filosofia do direito, você tem uma discussão que envolve a ideia de que existem direitos que eles são invioláveis ou que eles têm condições, né, Ah, ou que no caso as situações em que abre um uma espécie de de abertura, né, no caso ali para que no caso haja uma legítima defesa, por exemplo, né, ou seja, algumas exceções, né, de aplicabilidade desses direitos, envolvendo circunstâncias específicas que permitem, no caso, você violar os direitos da outra pessoa, né, em virtude dela ter violado os seus, por exemplo, né, ou dela ter tentado violar os seus, o que favorece o quê? com que os direitos dela parem de ser considerados naquela situação em virtude dela ter eh tentado violar o outro ou pelo menos aqui no caso ela seja passiva de uma punição específica em virtude dela ter tentado violar os direitos do outro, os direitos morais do outro.

¶215Ah, então isso aí é um ponto, tá? H, essa ideia de direitos absolutos, né, a invioláveis, né, no sentido de algo inviolável, entra no ponto das visões de prioridade lexical, que foi as que eu mencionei na live passada, né? Então, quem assistiu a live passada, lembra no caso das visões de prioridade lexical e lembra no caso das argumentações que eu ilustrei do Michael Humer em que ele problematiza essas visões, né, justamente com envolvendo o problema do risco, por exemplo, né, problema do risco. OK? Ah, então existe esse tipo de discussão aí.

¶216Agora, assim, qual que é o abosto jurídico ou legal, digamos assim? Ah, até onde eu sei, nenhum direito é tá tratado como absoluto de fato, genuinamente, né? Ah, nenhum direito é genamente absoluto no sentido de ser totalmente inviolável, né? de não tem nenhuma circunstância que favoreça, no caso, com que certos eh direitos sejam ah violados, né, por assim dizer, sejam violados ali em virtude de considerações específicas, né, ou no caso com que no caso ali você tenha você adquira uma certa obrigação, né, uma certa obrigação com relação à restituição de algum dano que você ocasionou ao violar o direito do outro, né, o que favorece, no caso que você seja coagido a restituir aquela pessoa, caso você não restitua de maneira apropriada esse tipo de coisa, né? Ah, mas é isso, né?

¶217Você quer comentar mais alguma coisa, acho que você queria comentar mais algumas coisas aí sobre isso. >> Sim, eu ia comentar só as informações erradas que elas passaram. Primeira primeira informação que elas disseram é que quando tem o aborto faz certidão de nascimento e de óbito. Essa informação eh não é correta. Na verdade, o que acontece é a seguinte, né?

¶218Eh, se ocorreu aborto com óbito fetal, tem que preencher alguns critérios, né? Ou o aborto aconteceu a partir da 20ª semana de gestação ou mais, ou o peso do feto é de pelo menos 500 g, ou a estatura do feto é de 25 cm ou mais. Se não preencher esses critérios, não se emite eh automaticamente uma certidão de nascimento e uma certidão de óbito. Então tem que não é qualquer caso de aborto, tem que ser um caso específico aqui que a partir da 20ª semana, 500 g ou 25 cm ou mais de tamanho. Eh, a outra a outra informação eh que não é muito correta é dizer que no Brasil o direito ao aborto é absoluto, né?

¶219Isso aí o David Ri já até corrigiu, né? Eh, embora a Constituição usa a expressão inviolabilidade do direito à vida, é óbvio, meio óbvio que não pode ser absoluto, porque o Brasil, inclusive, tem casos de aborto legal, né? Eh, aqueles três casos que que a gente já falou, né? anencéfalo, eh, o caso de violência de e de risco paraa vida da mãe. Eh, e a gente também tem outros casos no Brasil, por exemplo, legítima defesa.

¶220É um caso óbvio que o direito da vida não é absoluto. Então, só para corrigir, né, o fato da o Brasil, o fato de no Brasil a o direito à vida ser chamado de inviolável, não quer dizer que essa inviolabilidade é absoluta ou não admite certas exceções, senão todos os casos de aborto no aborto, talvez não seja exemplo, não, mas todos os casos de assassinato, de matar alguém ou coisas assim, eh, seriam considerados crime. Então, aí legítima defesa, por exemplo, seria considerado um crime. Então, ou no argumento delas, né, não teria aborto legal no Brasil, né? Existe aborto legal no Brasil em algumas circunstâncias.

¶221Então, só corrigindo essas duas informações. Era, >> é, no caso aqui só só como é que fala? Só a só esclarecendo de forma melhor, no caso a questão da divisão dos direitos ali que eu havia dito, né, constitucionalmente falando na Constituição brasileira, pelo que eu vi aqui, os direitos, né, a divisão dos direitos fundamentais se dá mais ou menos assim, né, tem os direitos individuais, coletivos, né, vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade, né, artigo 5º, você tem os direitos sociais, educação, saúde, trabalho, moradia, transporte, lazer, artigo sexto. Você tem, no caso ali direitos de nacionalidade, né? Você tem ali e regras sobre quem é considerado brasileiro, nato ou naturalizado.

¶222No artigo 12. Ah, você tem direitos políticos, né, ferramentas de participação na vida pública, como votar e ser votado, né, artigo 14. E você tem, eh, partes políticos ali, né, regras para criação e organização das legendas partidárias no artigo 17, né? Ah, então os direitos políticos eles estão sendos dentro dos direitos constitucionais ali para ser mais claro, tá? Para ser preciso, corrigindo aqui a o que eu falei, né?

¶223Ah, e é isso, né? H, mas enfim, são essas as divisões dos direitos fundamentais que tem aí no na questão vinculada à Constituição brasileira. E com relação ao ponto do direito moral, é é aquele ponto que eu mencionei mesmo, tá? Que aí já envolve uma dimensão da filosofia moral mesmo e da filosofia política e não exatamente do que tá vinculado com o arcabolso institucional e constitucional, ah, aliás, o arcaboxo constitucional, né? Enfim, ah, vinculante dentro de uma dada região específica, vinculada a um estado específico, né, como estado brasileiro, algo assim.

¶224Só para comentar, tá? Ah, dando uma corrigida em mim mesmo e especificando ali os direitos de forma adequada. OK? Então é isso. Mas vamos voltar aqui.

¶225Vamos voltar aqui. >> A lei po a lei pode ser interpretada, mas o direito é absoluto, a defesa do direito absoluto, >> o direito à propriedade absoluta. Seou que a OMS é de esquerda, ela é abortista, né? A OMS que nem tava falando no início do discurso e por isso não se atentando aos atados dela, certo? Não, eu descredibilizo um diretor que fez parte de um governo que se chama Frente Popular pela libertação.

¶226O >> Mas é o diretor que dá regulamentação do presidente que não é não é o diretor, por isso chama organização. Ele que dá, ele que assina a resolução. >> Sim, mas é que nem tu dizer que é o presidente da Câmara que define as leis, não é? >> Tem todos os >> E ele é um cara que fez parte da Frente Popular da Libertação, no Tigré, na Etiópia e que >> Ai, pelo amor, cara. Eh, eu já falei que no caso tinha uma maneira dela desqualificar melhor a UMS, eh, emitir um julgamento sobre isso, que não precisava recorrer esse tipo de coisa, né, cara?

¶227>> Não fala do diretor do MSPC, da governo esito, não tem nada a ver n isso não, isso não é o motivo pelo qual o MS fez um uma declaração a favor eh contra ter um limite gestacional. Não tem nada a ver, não? Esse não é o motivo. E ele é o diretor, ele não é a organização, né? O diretor só ratifica lá.

¶228falou isso daí, né? >> Uhum. Michele foi boa nisso daí também. >> Perfeito. >> Este governo ele é acusado de escravizar pessoas, matar o postores políticos.

¶229Então uma pessoa que ela acha isso legal, é óbvio que ela vai achar o aborto algo legal. Então já tô mostrando que não há autoridade na UMS de dizer que o aborto é algo de saúde pública. Não há, >> é que daí tu acha que um ditador é autoridade aqui. >> Deixa, por favor, gente. Que bagulho emocional que você faz a minha pergunta que eu tô tentando fazer desde o início para ela é a legalização do aborto.

¶230Tu és a favor ou contra? >> Que monólogo é esse? respond tentando horas perguntar e ninguém me deixa perguntar isso. Mas isso eu não respondi. Eu falei a MS para ti ela não é tão boa msana.

¶231Nem tu nem ela foram interrompidas durante as explicações. Até agora não conseguia fazer pergunta. Eu fiz uma pergunta no início que ninguém me respondeu. Só eu f a mesma coisa. >> Não, não é a mesma coisa.

¶232Eu te perguntei se até a 22ª semana, mais ou menos, eu acho que o artigo, por exemplo, da Suécia, da Finlândia, dos Estados Unidos, deve ser posto em prática aqui, porque eles estudos Estados Unidos, tá? Por causa do Trump. Porque ele tem e por que a mestra só um pouquinho, vamos lá. Eu a pergunta que eu te fiz foi: tu és a favor da legalização do aborto em qualquer etapa gestacional e independente do feto ser saudável ou não? Essa era a pergunta.

¶233>> Mas não posso falar em qualquer etapa porque você tem um limite de tempo já não é qualquer etapa. >> Não é que para OMS não tem. Tá dizendo que tem >> olha só >> não. Tu falou que ela concorda falando legisl tô falando dos dados que saúde pública é legalizado parte de tempo. Eu falei aborto é legalizado até mais ou menos o terceiro mês por aí depende do país.

¶234Estados Unidos terceiro mês duas semanas. >> Ela quer cortezinho pra internet. Não percebeu ainda? >> Não vai ficar sem falar o debate inteiro. Ela tá buscando um cortezinho pra internet.

¶235Tem que pedir porque ela tá entendendo porque até agora eu não entendi o que defende entend. Se eu quisesse corte no meio do tend que ela defende só me fala qual é a tua defesa. A minha pergunta é: tu és a favor da legalização do aborto em qualquer idade gestacional independente do feto ser saudável ou não. É isso. >> Pergunta carregada, velho.

¶236Olha isso. Uma pergunta >> carregada honesta. É uma pergunta. uma formação do feto deatar no direito ao aborto. Não, eu acho que a mulher deve ter o direito ao aborto.

¶237Agora eu acho que existe um limite para isso, como Michele falou, a gente não vai, por exemplo, querer um aborto de 9 meses, >> tá? Agora, por favor, que ela ela foi pra lei, ela foi pra lei. >> Ó, o Mat, older, ele mandou o no grupo lá a razão do da OMS, defender a questão do aborto, da maneira como defende. Ah, deixa eu ver aqui. Deixa eu ver se ele mandou aqui, ó.

¶238Página 62, ele mandou aqui. Deixa, deixa eu ver aqui rapidão, >> ó. Página 62 em diante, ó. Razão da OMS que tá discutindo na live, ó. Aí tá aqui, ó.

¶239Ranil. E hora de identificar os impactos do dos limites de idade gestacional sobre buscadores de aborto, né, pessoas que buscam o aborto e trabalhadores da saúde, uma revisão, estudo de revisão sistemática publicado entre 2010 e 2020 foram foram tomados em conta, né, levados em conta, identificando 21 estudos conduzidos, no caso, na Austrália, Bélgica, México, Nepal, África do Sul e Estados Unidos, ã, aliás, Reino Unido e Estados Unidos da América, USA. O sumário da evidência desses estudos é apresentado como no material suplementar de um, né, do ETD Framework, né, para limites de dados gestacionais. A a evidência revisada demonstrou que sozinha ou em combinação com outras requerimentos regulatórios, incluindo no caso abordagens de base de adão de base, né? Ã, limites de ano gestacional eh atrasavam acesso ao aborto, especialmente entre mulheres buscando abortos em idades, né, gestacionais posteriores, né, em períodos gestacionais posteriores.

¶240Mulheres próximas no caso de do limite de período gestacional, né, de idade gestacional, eh, de período gestacional. e aqueles vivendo em áreas com acesso limitado a clínicas. H, limites de idade gestacional foram encontrados, né, de período gestacional foram encontrados ali como estão associados ao aumento de taxas ali de mortalidade maternal, ah, e pobres resultados de saúde, né, em termos de saúde. Ah, direitos humanos internacionais, né, lei, a lei de direitos humanos internacionais requeriu, no caso que estados de a reformarem a lei em ordem a prevenir aborto não seguro e reduzir mortalidade maternal e morbidade. Esses estudos também mostraram no caso que aonde mulheres foram requisitadas um aborto, né, onde elas requisitaram um aborto e aonde elas foram negadas ah o cuidado devido no caso a a limite, né, do período gestacional, isso poderia resultar em continuação de gravidez não pretendida, né, não pretendida, especialmente entre mulheres mais jovens com impedimentos cognitivos ou aquelas no caso que apresentava uma idade gestacional, né, uma gestação de 20 semanas ou posterior, né, ou um pouco mais.

¶241Esse resultado pode ser visualizado como incompatível com o requerimento em direitos humanos internacionais, né, na lei de direitos humanos internacionais de fazer o aborto disponível quando, no caso se carregando a o a gravidez para até o término, né, até o término iria causar, no caso, a mulher substancial dor e sofrimento, independentemente do caso da viabilidade da gravidez. A evidência desses estudos mostrou no caso que as mulheres com impedimento cognitivo, adolescentes, jovens, mulheres, a mulheres vivos, distante no caso de clínicas e mulheres que precisam viajar em favor do aborto, né, para obter um aborto. Ah, mulheres com, no caso, uma um vínculo, né, educacional ali, ã, baixo, né, ah, enfim, um nível educacional baixo. mulheres enfrentando no caso, dificuldades financeiras e mulheres desempregadas foram desproporcionalmente impactadas por limites de período gestacional ali, né, estabelecido paraa realização do aborto, né? Isso aponta no caso para o impacto desproporcional de limites de período gestacional em certos grupos de mulheres com implicações para as obrigações do Estado de garantir não discriminação e igualdade na provisão dos serviços de saúde, né?

¶242Serviços de saúde ali. Então é basicamente é isso, né? Então, tá aqui na página 62 ali do documento da World Health Organization, né, que o Matt passou para nós, tá? Ah, deixa eu pegar aqui, vou abrir ele aqui, vou baixar ele só vou mostrar para vocês, tá? Mostrar para vocês que é esse documento aqui.

¶243Ah, deixa eu pegar aqui. >> É, ó, >> é programa de pesquisas eh e de reprodução, né? A a pesquisa de impacto. Ah, guias de cuidado sobre aborto. Abortion care guidelines ou ms.

¶244>> Deixa eu mostrar só para vocês, só para vocês verem, tá? >> Mostrar para vocês aqui. Então, o Sun intu bem >> motivo da OMSI não ter um limite de idade gestacional, né? ali de período gestacional para poder permitir o aborto, tá? Então esse documento aqui, ó, mostrar pro Sank, só pro Sank ver também.

¶245>> Apesar que o S viu lá por cima, né? Acho aqui, ó. >> É, eu acho. Eu vou abrir sim. >> Ah, tá travando.

¶246Caramba, calma aí que tá travando. Abortion care >> guideline. Aí, aqui tem a página. Deixa eu ver se dá para Ah, não, não dá para puxar aqui. Eu vou colocar aqui.

¶247Ah, não, isso aqui ainda tá muito 62. 62 tá chegando aqui. O que eu li aqui, ó. O que eu li >> Ah, aíão que eu volto para voltando agora tem pouquíssimo tempo de uma lesão de ligamento para anterior >> aqui, ó, >> essa parte aqui para aqui. Aqui em diante, ó.

¶248Ranil aqui, ó. Quatro. >> Aí é por aqui. Tem júnior minutos abrios treinadores muito >> beleza. Então é por aqui.

¶249>> Faz tanto a marca. Só que M falou que na página 62, mas não era exatamente esse trecho. Deixa eu ver aqui. Não, deixa eu ver. Ele tinha mandado print rush nel >> página 62 em diante.

¶250Ele falou é da 62 em diante. Aí tem um trecho aqui do Ranel. Acho que deve ter outro aqui que é o específico que ele mandou. Deixa eu ver aqui que ele mandou o print do Ranil, que é o raciocínio, né? Por trás ali do aqui, ó.

¶251Deixa eu ver se é esse daqui. Gu, gal tá por aqui. Tá por aqui, né? Foi o print que ele mandou, mas ele falou que da página 62 em diante tem todas essas questões aqui são relacionadas ao aborto, né? Todos os raciocínios que eles se ancoram é baseado nas evidências que estão aqui, tá?

¶252das evidências que eles vão mostrando. Então, sei lá, eles vão favorecer ali um uma determinada conclusão específica, mas tem um raciocínio por trás dessa conclusão, entendeu? Então, acho que as moças lá não foram pesquisar um pouco bem, né? Qual que era? >> É, elas acham que é, elas acham que é porque o cara é da é etiloppe, né?

¶253E não tem nada a ver >> isso. Eu duvido que tem aí na na é duvido que tá aí nas declarações que é porque de um governo ditatorial e tô zoando. Mas realmente elas teriam que atacar os argumentos, não a pessoa, né? >> Isso, isso, isso. Mas enfim, vamos lá.

¶254>> Ela foi pra lei e não e não e não trouxe nada. Calma, >> tá? >> Posso? Ótimo. >> A lei brasileira hoje >> aqui, ó.

¶255O Mat falou que é da página eh >> aí ele falou que no caso é da é da página 28, no caso da página do papel. Ele falou que é 62 no é 62 ali no no no na numeração que você joga do PDF, entendeu? É sim. >> Por isso que eu não tava pegando. >> Era naquela 28 mesmo que que eu cheguei no na 62 do PDF.

¶256Mas enfim, é só vocês abrirem esse documento aí, né? Ele tá disponível para para qualquer um. E e é isso, né? >> Permite, sem autorização judicial que uma menina de 12 anos estuprada possa ter a gravidez antes dos 9 meses? >> A lei não.

¶257>> Tá. Você tá entendendo onde é que eu quero chegar? Quando eu tô levando o a conversa para saúde pública, descriminalização, o que que acontece? Se uma menina de 12 anos que não tem a estrutura óssea formada o suficiente para sustentar um corpo dentro dela, tá? Ela corre um risco de de ter problemas no seu desenvolvimento.

¶258Ela tá em estágio tunner, >> ela foi estuprada. >> Sim, eu tô acabei. Ó, o dado que eu apresentei, o dado o dado o dado que eu apresentei é que só em 2024 2024 12.000 bebês nasceram de crianças estupradas, tá? Existe um uma brecha na lei que não dá abertura para sem uma decisão judicial o médico que é o o a pessoa competente para isso decidir: "Olha, a essa garota vai correr um risco, a gente precisa tirar antes e deixar essa gravidez fora." Para a lei brasileira, quando o médico faz isso, sem autorização judicial, vai entrar no crime de só um pouquinho, criança, porque mesmo criança, mas mesmo que ela tenha sido estuprada, ela pode ter um desejo. Por exemplo, a Clara Castanha, Clara Castanha foiada e teve o que que ela fez?

¶259Ela manteve a gestação e depois ela deixou para adoção. Inclusive era que ela foi mãe de responsável foi obrigada ao desbimento. Ela falou que isso foi uma violência psicolência p >> deveria. Toda abortista deveria ouvir o batimento cardíaco antes vocês podem vocês podemar. Gente, olha, olha, olha que bagulho.

¶260Parece parece que eu tô que eu tô falando com criança. Gente, pelo amor de Deus, eu não quero Mas acabei sendo ofensiva. Por favor, gente, eu tô indo para um negócio bem sério. Existe uma falha na lei que não permite que um médico, através de um diagnóstico para proteger uma criança que foi estuprada possa tirar com vida, que é o que vocês defendem, um feto em desenvolvimento do corpo de uma criança estuprada para que esse feto termine o seu desenvolvimento fora do ventre. A lei não permite isso sem decisão judicial, >> tá?

¶261Sim. Essa questão, a lei e a saúde pública devem abranger, tá? Primeiro que quando tu falas em tirar a vida da do feto, >> não tô falando tirar vida. >> Só que não deixa, tu não deixou terminar de falar, >> pelo amor, cara. Ela tá falando para tirar o feta ainda vivo.

¶262>> Sim. >> Em desenvolvimento. [ __ ] merda, cara. >> Eu não falei vida. >> Para aí.

¶263Quando tu fala sobre interromper a gravidez 10 deste peto, né? antecipar o parto, tu quer tirar ele com vida para tentar. >> Mas na lei isso tá como aborto, >> não tá >> clar um médico, se o médico pode tirar na verdade assim você não é que vocês estão tratando praturo como aband vocês dizem que lá não é que tá falando é banana e laranja querendo dizer que é a mesma coisa, não é? Vamos lá. Nenhuma forma do que hoje no Brasil é chamado aborto legal, tá?

¶264>> Anencefalia, risco de pra mãe, estupro que envolve não importa a idade da mulher. >> Esse aqui não é risco de vida pra mãe. >> Não. Como não? Se a se a criança não não conci Mas era estupro, não era estupro?

¶265Era estupro, né? Então pronto. Ó, tudo bem? Estupro, anencecefalia, risco de vida para mãe. Estes três casos, eles não estão previstos no Código Penal como discriminalizante, >> tá?

¶266Eles estão previstos em decisões do Supremo Tribunal Federal que tem repercussão geral, que todas elas devem ser dadas pelo judiciário no caso a caso. >> É uma exceção. >> E como exceção eu defendo que continue sendo exceção. Por exemplo, quando mulherada não importa para elas na mente dela se é uma ouvida, não. O que importa é que o peso forte dessa mulher sobressai o direito daquelação existir, entendeu?

¶267Por isso que a mulher ela pode abortar ela vivo menos desenvolvido. Por que que tu acha que ser viv que tu acha que o ser vivo desenvolvido que é o feto, como tu falas, né? O feto. >> Tá. Exemplo que criança deficiente pode falar.

¶268>> Não, desenvolvimento. Ela tá falando de estágio de desenvolvimento. É o argumento da Ana Campo entendeu? vocês troueram até o aborton que foi o Pavanato que estreou nas redes sociais, ó. Eu não, só um pouquinho.

¶269Eu penso penso que pra gente continuar o debate, a gente precisa pelo menos ter o mínimo de respeito à intelectualidade umas das outras aqui. É simples assim. Eu penso como eu penso, eu tenho os meus estudos, eu sei o que morte quer que eu te respeite. >> A tua ideia é de morte, a minha ideia é de vida. Mas eu não tô, eu não tô te chamando de burra como tu já fizeste aqui.

¶270Que bom. Ó, e você dizer uma coisa, fico feliz que ela acampanholo e que o Pavanato pensem como nós que ótimo. São pessoas que defendem a vida. Agora vamos pros argumentos, beleza? Né?

¶271>> Vamos lá. >> Vamos lá, tá? Não dá para misturar as coisas, certo? Engraçado que elas exigiram respeito intelectual das outras, mas elas não estão respeitando. Já faz um tempo já as próes escolhas.

¶272>> Já faz um tempo, mas já faz um tempo que elas interrompem, que elas falam coisas que por pura retórica emocional, >> é que elas distorcem o que as outras estão defendendo ali naquela circunstância, enfim, tá? Crispantalho, enfim, é [ __ ] >> Uhum. >> Exceção é exceção, regra é regra. O direito brasileiro prioriza a vida. é um direito absoluto.

¶273Tanto é que as descriminalizantes não estão no Código Penal, estão numa repercussão geral do Supremo Tribunal Federal e cada não ela, a mãe precisa pedir uma autorização. >> Tá? Esse é você entendeu ponto entendeu ponto? Entendeu? Pera, pera só pera só um pouquinho.

¶274Olha só. Curte ela nem deveria deveria levar aação até >> Não, não, não, não, não. Elas não, não, não, elas não falaram isso. Estupro, ela não abordar. Ela tem, ela tem que ter o direito de escolha.

¶275Eu não faria só para você que eu sou não gostaria se eu disser para vocês que eu sou uma filha do estupro tem diferença. >> Vocês vão dizer que vocês vão dizer que eu ó, se eu te disser que eu sou filha de um estupelo emocional velho, que debate ridículo. Não vai dizer que a minha mãe tinha o direito de me matar e que >> eu sei que ela tinha o direito de interromper a gravidez, mas o peso psicológico e o peso físico da depend da idade assim como cara que tá usando camisinha agora, ele tá impedindo alguém de existir daqui a 9 meses. Isso não faz com que ele seja um ser humano ruim e irresponsável por conta disso. >> Que direito a minha mãe teria igreja católica?

¶276Por isso que ele camisinha de acabar que direito a minha mãe teria >> por ela decidir a vida dela, as regras do corpo dela? É, essa parada daí da Igreja Católica tem a ver também com a noção da teoria da lei natural, né, de certo modo. Aí aquela ideia de que no caso a faculdade reprodutiva humana, ela é vinculada justamente com a finalidade ah própria, né, no caso ali de reproduzir, de reproduzir, né, da reprodução. >> Sim, sim. É a doutrina doutrina oficial católica é que todo ato sexual deve estar aberto à vida, ou seja, deve estar isso, com isso eles querem dizer deve estar aberta a possibilidade de reprodução.

¶277Qualquer ato sexual que não está aberta à possibilidade de reprodução é imoral na doutrina católica, né? Por causa dessa teoria da lei natural com uma teologia bem esquisita, né? Para cada órgão tem uma uma teologia específica. Os órgãos genitais têm como telos necessário a reprodução e, portanto, se os órgãos genitais são utilizados no ato sexual para fins que não é, ou melhor dizendo, se eles estão usados sem ter o fim da reprodução, é um uso imoral. Eles não dizem que é o único tem, >> você tá você tá tendo um, como é que fala?

¶278Você tá pervertendo a faculdade, tem uma disfunção. É, eles falam assim, pode, é claro que tem a parte do prazer, do amor, mas se não tiver a função, a função reprodutiva é imoral. E é por isso que eles são contra, né, atos homossexuais, é por isso que eles são contra atos usar camisinha. Então, mas é bom ela trazer esse ponto, né? Porque é parecido o raciocínio que elas estão usando, é porque assim, eh, se o feto ele é abortado antes dele se tornar um sujeito consciente, né, do ponto de vista eh talvez de uma metafísica que elas que elas poderiam estar defendendo de identidade pessoal baseada na continuidade psicológica, não tem ninguém ali, >> né?

¶279Então você só tá interrompendo um processo eh que se ele fosse levado adiante, ele daria as bases, que são as bases neurais >> para dar suporte à existência de um sujeito. Então é, a gente poderia ir voltando um pouco mais, né? Tipo, então se você us >> vocês mandam o rastreio por e-mail. Perfeito. >> O Elzinho mandou aqui off topic.

¶280Eu comprei seu livro de anarquismo liberto. Vocês mandam rastreio por e-mail. Então aí tem que falar com com o browser. Mas você colocou seu e-mail lá. Se você colocou seu e-mail lá, provavelmente você vai receber o rastreio, tá?

¶281Aí qualquer coisa você me chama pelo Instagram mesmo lá, ô Elzinho. Me chama pelo PV do Instagram lá que eu que eu converso contigo. Qualquer coisa, tá? Ah, qualquer coisa que acontecer. Ele comprou o livro do anarquismo de Mercado Liberto.

¶282>> Ó, que legal. >> É. Uhum. >> Comprou ali o o livro que que eu divulguei ele, né, no meu Instagram. Aí ele comprou.

¶283Mas termina raciocínio. Si, que você tava terminando. >> É o que eu tava falando, né? Então assim, se a gente se é errado interromper um processo, é que poderia dar origem à existência de um sujeito, né? A no Rocínio católico, a gente até poderia voltar atrás, né?

¶284Sei lá, podia falar assim: "Eu sou resultado de um sexo em que a camisinha furou. pô de camisa não foi para usar, sei lá, para tentar argumentar alguma coisa contra contra usar a camisinha, porque a camisinha impede certas pessoas de virem a existência. Isso lembra aquele argumento que eu falei na na última live, né, que é argumento como se tivesse uma ideia de que tem uma fila de pessoas esperando para nascer, né? Como se fosse assim, então se você se eu eu tava na fila para nascer, se tivesse interrompido a gravidez, eu não teria vindo, né? Quase um raciocínio assim.

¶285Na verdade, se a gravidez tivesse sido interrompida antes da formação de um sujeito consciente, eh, ela simplesmente não não tem nem sentido falar dela. Se a gente não fala de pessoas não existentes, é é uma coisa muito esquisita, >> né? É muito estranha. >> Sim, sim. É, no caso, a Michele e a e a Tas poderiam avançar alguns argumentos em favor da teoria de identidade pessoal delas, né?

¶286No caso ali, eu acredito que seja uma de continuidade psicológica, né? que estabelece, no caso que as condições de persistência da pessoa, né? Aliás, a o que permite estabelecer se uma pessoa existe ou não, né? Naquelas circunstâncias é justamente se existe pacotes de estados psicológicos contínuos, né, e não remificados, né, eh, que apresentam ali conectividade entre si e continuidade ali temporal ou algo assim. H, e >> sim, sim.

¶287E ela poderia motivar essa visão, né, usando o experimento mental ali do do transplante de cérebro, né, que é o experimento mental que geralmente se utiliza em favor da visão de continuidade psicológica contra o animalismo, por exemplo, que pode ser visto como vinculado ali com o dualismofico, né, acredito eu. Então, ela poderia usar esse experimento mental, né, do transplante de cérebro. Ela poderia usar também outras objeções, né? No caso ali dos gêmeos conjuntos, né? Tem um caso que é gêmeos conjuntos de de cefalópagos, que eu acho que o K B comenta em um dos vídeos dele sobre abordagem, né, sobre análise de teorias de identidade pessoal.

¶288E na hora de abordar a teoria animalista, né, ã, que estabelece, no caso, que a pessoa é um organismo, ah, um organismo ali animal da espécie humana, né? Ah, é um animal da espécie humana. Ele ele usa exemplo de gêmeas conjuntos que eles tipo estão conectados por todas essas partes do corpo, né? As partes ali, quase que basicamente a parte inteira do corpo dele, né? Com os órgãos ali estão meio que conectados assim uns com os outros.

¶289Esse caso acho que é cefaló, é de de cefalópago, se não me engano, porque tem três casos, eu acho. Tem o craniópagos, tem o cefalópagos e tem o decefalópagos, né? O defalópagos é o caso mais raro que tem, mas é esse que dificulta identificar no caso essa ideia de um organismo unificado. Aliás, um único organismo unificado ali, ali, uma única pessoa, né, em virtude de um único organismo unificado nessa circunstância, né, ah, com caso de cefalópagos, porque é um caso muito mais específico. O crâniópagos é basicamente quando os crânios de dois bebês, né, o crânio de dois ah, de dois bebês, eles estão de dois gêmeos, né, conjuntos, eles estão conectados entre si, né?

¶290E aí pode ter até aspectos do cérebro deles que estão conectados uns com os outros, né, que às vezes até necessário cirurgia, né, para poder separar um do outro às vezes ou coisas assim, né? Eh, o cefalópagos, eu me esqueci agora qual que é o caso do cefalópagos, mas tem o decefalópagos, que é esse que, tipo, parece que tem dois organismos conjuntos assim, só que no caso a gente visualiza, né, e tem aspectos ali, né, ali vinculados com com esse sujeito que é basicamente ilustra que tem duas pessoas ali, parece que tem duas pessoas ali, mas ainda assim um único organismo, o que gera um problema, né? Porque no caso, se a pessoalidade é vinculada com um único organismo, né? Ah, então nesse caso fica estranho, né? Fica estranho você atribuir ah um organismo só, eh, você atribuir uma pessoalidade só para dois organismos, aliás, uma pessoalidade só para um organismo que na verdade parece dois organismos, né, que parece que tem dois organismos unificados ali ou sei lá, algo assim.

¶291Eh, o que gera uma intuição meio complicada com relação a esses casos, né, eh, com relação a esse casos desses desses gêmeos conjuntos, né, desses gêmeos conjuntos. Então assim, tem tem esse caso também que eles poderiam avançar, né, quanto a teoria animalista, quanto a teoria de eh de dualismo de substância ou teoria da alma, né, sobre pessoalidade, né, teoria de identidade pessoal. Ah, elas poderiam usar a objeção clássica, né, do problema do o problema da interação, o problema da individuação também, que é algo que o >> que é algo que o Kenny B ele aborda em um vídeo contra o dualismo de substância que é interessante, que é basicamente o seguinte: se a alma, se as almas elas são aespaciais e atemporais, elas têm uma relação de interação, né, e um vínculo com corpos espaçotemporais, né, ou seja, com coisas extensas, né? Ou seja, se você tem a coisa que ela cogitante, né, segundo a visão cartesiana, por exemplo, né, você tem a coisa cogitante, que é a alma imaterial, que é aquela responsável pelo pensamento, pela consciência e blá blá blá, e se ela não está espaçotemporalmente localizada ah em nenhum local possível, então o que que explica, né, o o que que poderia explicar o fato de haver uma única alma conectada com o único corpo e não centenas e milhares de almas conectadas com o único corpo, né? O que que permite estabelecer essa distinção entre a essa conexão entre uma alma só com o corpo e o musilhão de almas com corpo, né?

¶292Então seria uma uma coisa complicada, né, que no caso eh fica por explicar aí na visão eh teoria de eh dualista de substância, né? Parece que no caso seria possível com que ah já que no caso uma alma em si consegue ter um conexão com um corpo específico, porque no caso poderia ter muitas almas tendo conexão com um único corpo, né? Ah, e aí você não poderia falar de uma única pessoa, mas de centenas de pessoas vinculadas com um corpo só, o que já é bizarro, que é bizarro, né? Gera uma gera uma intuição ali meio ã que que que que que é isso aí, entendeu? Como é que se dá isso?

¶293Ah, como assim? Várias pessoas. Quer dizer que então que se eu machucar meu dedo significa que tem outras centenas de pessoas no meu corpo que estão machucando, pode estar machucando centenas de pessoas que estão vinculadas a cada uma das moléculas do meu corpo ou a cada dedo do meu corpo ou qualquer coisa assim. Significa que esses dedos, por cada um deles ser uma pessoa vinculada ao único corpo, significa que teria que atribuir direitos para todas essas pessoas que estão vinculadas a esse corpo, né? Tem tem umas questões assim que surgem que geram umas umas bizarríces na visão dualista de substância.

¶294Eh, e que o KNB ele chega em 30 em um dos vídeos dele sobre dualismo de substância, né? Ah, então quem tiver interesse, inclusive eu cheguei a abordar algumas dessas preocupações nas aulas que eu dei aqui, OK? Nas aulas que eu dei aqui, tem uma aula específica que eu dei sobre teorias de identidade pessoal e a relação com a filosofia da religião, né? O problema da identidade pessoal e filosofia e a filosofia da religião, que é essa aula aqui, tá? Essa aula número cinco, tá?

¶295Então, quem tiver interesse é só assinar aí a o plano de assinatura Live Pix nível 1, né? Que é o apoio naturalístico nível um. E vocês têm acesso, né? Vocês teram acesso a essa aula aqui, né? Sobre o problema da identidade pessoal, introdução a questão do problema da identidade pessoal, nome da metafísica analítica contemporânea e a relação com a filosofia da religião, né, que eu tento ilustrar aqui, OK?

¶296Só para comentar. quer comentar alguma coisa sobre isso? Então, seria alguns problemas que eu acho que ela eles poderiam trazer, né? Eles poderiam trazer, não sei. >> Sim, sim.

¶297Inclusive o Derek Parfit, né, que é quem discute bastante essa visão ah de identidade pessoal baseada na continuidade psicológica, ele tem um exemplo clássico da menina de 14 anos, que é um experimento mental, né, que ilustra esse ponto de que não tem ninguém na fila esperando para nascer ou algo assim, né, que é o caso que é até interessante para esse debate, que é de uma menina de 14 anos, né, que planeja ficar grávida ou algo assim. E sei lá, o conselho que se daria para essa menina de 14 anos é: "Olha, com 14 anos não é uma idade apropriada para você gerar um bebê, né? Um bebê ele ele provavelmente você seu corpo não tem condições de carregar uma vida, então você não deve gerar o bebê com 14 anos. Espere você ficar mais velha lá pr quando você tiver com 18 anos, quem sabe. Aí sim você vai poder ter um filho, né?

¶298E aí o exemplo é, né? E o o filho que ela deixou de ter quando ela tinha 14 anos, que que aconteceu com ele, né? Esse filho que deixou de nascer. É, é estranho. Ele não existiu, não é alguém.

¶299Então, falar de uma pessoa que nem agora existia é uma coisa muito estranha, né? Eh, falar de alguém que não chegou a vir à vida. Mas tem uma autora, que ela, eu vi até a palestra dela no Erir Oxford Institute, que é o Instituto de Ética, ah, lá de Oxford, e tem uma pessoa que comentou esse caso, ela chama Kimberley Brownley, e ela avança um argumento, né? Ela fala assim: "O Parf talvez não entrou na questão de que uma menina de 14 anos que tá planejando ficar grávida ou que ficou grávida ou ela sofreu uma violência, né? Porque ou tem ou é uma uma pessoa que tá muito nova para pensar em gravidez." E aí ela ela traz uma discussão que é, será que não haveria casos em que pode ser até recomendado que a que a pessoa faça o aborto caso ela tenha ficado grávida numa idade eh que não é apropriado que ela carregue uma gravidez, né?

¶300Então, sei lá, eh no nosso caso, a gente vai pensar assim, toda pessoa com menos de 14 anos pela legislação brasileira, ela teria sofrido algum tipo de violência sexual, né? Porque a idade mínima de consentimento do Brasil é 14 anos. Ah, então uma pessoa com menos de 14 anos que ficou grávida, já a gente já trataria como um fruto de uma violência. Mas a gente levaria até uma questão, né? Se não seria recomendável, se não haveria casos que o aborto é inclusive o que deve ser recomendado eticamente, né?

¶301Sei lá, se uma pessoa ficou grávida com 13, 12, 11, 14 anos, talvez o recomendado seja o aborto, né? Talvez o recomendado seja: "Não tem esse filho agora". Seria o conselho do Derk Parfet, né? não tem esse filho com essa idade. Se você ficou grávida ou pensa em ficar grávida eh com uma idade dessa, você não tem que ter o filho, você não tem que levar adiante essa gestação, porque essa gestação apresenta alto risco para sua vida.

¶302A Kimberley, ela é um pouco radical. Ela fala assim: "Eu acho que nenhuma menina com menos de 18 anos deveria levar adiante uma gravidez". Mas eu acho a posição dela um pouco radical, né? Mas talvez assim, né? uma menina com menos de 14 anos, talvez a recomendação padrão fosse mesmo que ela que ela que ela abortasse, porque eh ela não tem o corpo preparado para levar adiante uma gravidez e uma gravidez apresenta sérios riscos para a vida dela.

¶303Então, só comentando nesse caso que linca um pouco porque o Parcut usa levanta esse exemplo da menina de 14 anos, justamente no contexto ah da discussão sobre identidade pessoal, né? Ele tá falando uma menina de 14 anos que deixou de ter o filho, ela não deixou de trazer uma pessoa a tipo assim, não tem uma pessoa específica que deixou de se trazer a existência, né? Quando eu falo assim, ela não teve um filho aos 14 anos, não é uma pessoa específica. Então não faz muito sentido o argumento da nome dela, mas o argumento da da próesse meortado rapidão. Apenas filosofia aqui isso aí não prova nada.

¶304>> Perfeito. >> Filosofia. Isso aí para mim isso aí não prova nada. >> André Correa mandou R$ 20. Boa noite mestres.

¶305Puxando o gancho para metaética, como antinaturalistas como Derick Parfit e David Noa explicam a objetividade constitutiva da propriedade do erro no juízo abortar errado. >> Ó, o André Correa mandou aqui: "Boa noite mestres". Puxando o gancho para a meta ética, como antinaturalistas como Derek Parfet, David Knock explicam a objetividade constitutiva da propriedade do erro no juízo abortar errado. Quer comentar sobre isso? Ó, o Derek Par, o David Enock e o Derk Parfett, eles t uma pequena diferença.

¶306Os dois são objetivistas morais, os dois são não naturalistas, só que tem uma pequena diferença. A, o Derek Parford, ele acredita que verdades morais são verdades necessárias, assim como as verdades da matemática e da lógica. Então, pro Dirk Perfect, quando você tem uma proposição do tipo aborto, é errado, ah, primeiro que eu acho que o Derek Perft seria pró escolha na maioria dos casos, mas só que vamos pensar num caso que o aborto fosse realmente errado, talvez ele pensasse depois da 20ª semana de gestação, quando o feto já se tornou um ser senciente, pode haver casos em que o aborto é errado. Nesse caso, ele vai entender que isso é errado, porque a gente está privando um ser senciente de uma vida futura ou frustrando os interesses desse ser senciente. Eh, o Dark Perfect adota uma perspectiva e que é sobre bem-estar, que a ideia de que o bem-estar é um conjunto de valores objetivos, como amizade, eh prazer, eh relacionamentos.

¶307Você tem uma lista assim de de bens que é que uma um ser senciente, um ser consciente, ele desfruta. E quando você interrompe a vida de um ser senciente, você está impedindo que ele tenha acesso a esses bens objetivos no futuro dele. Então você eh interrompe um processo e você de bem-estar futuro e você também contra frustra o interesse desse ser sensiente, que no caso é o interesse de viver. Então para ele só se só entraria na lista seres sencientes, né? Ele não colocaria o feto insenciente, o feto antes de se tornar um ser senciente.

¶308Aí vamos supor, os casos em que o aborto de um ser senciente é errado, ele interpretaria que isso é uma coisa que segue de uma verdade necessária, né? De que, por exemplo, a verdade de que causar sofrimento desnecessária e merecida imoral ou algo assim, mas segue de uma verdade necessária, assim como as verdades da matemática. O Perfect, ele falava assim: "Verdades morais elas são necessárias, elas só não são exatas". Ele falava mais ou menos assim, então assim, as verdades morais elas são necessárias igual as da matemática. A diferença da ética para matemática é que a matemática é exata, a ética é incerta.

¶309Aí ele usava essa essa ideia. Então o erro ele vai aparecer como uma propriedade que ele chamava uma propriedade em sentido descritivo ajustado. Eh, era uma é uma propriedade que descreve adequadamente a ação de matar um ser senciente, né? e que se ajusta ao caso e que isso segue de um de razões normativas irredutíveis que a gente tem de não fazer isso. Então, a gente tem razões que não são redutíveis a razões psicológicas, que ele chama de razões normativas irredutíveis, ou razões externalistas na linguagem dele.

¶310Razões externalistas são razões que não podem ser reduzidas a estados subjetivos de um sujeito real ou ideal. Pro Parfet, né? Por exemplo, o sofrimento imerecido, ele dá razões para que ele seja evitado. E essas razões, elas são objetivas, normativas, eh externalistas, irredutíveis a estados psicológicos. Então ele acreditava que daí se seguia a ideia de ser errado.

¶311Você age incorretamente, você faz algo errado quando você não age de acordo com o que você tem melhor razão para fazer do ponto de vista objetivo e normativo. Mas o Parfred ser errado implicava um realismo ontológico a respeito dessa entidade. Então ele não acreditava que existia uma espécie de fato moral platônico ou algo nesse sentido. Já o David Kck, ele tem um realismo um pouco mais robusto do que o do Derek Par, né? O o Derek Par, ele ele não tem comprometimentos ontológicos fortes.

¶312Já o David Ino que ele tem um comprimento, um comprometimento ontológico com propriedades morais um pouco mais forte. Então o Parfat ele não usa o termo propriedade num sentido ontológico muito forte. Ele é objetivo, é cognitivo, é externalista, é irredutível, é não naturalista, mas sem implicações ontológicas robustas, diferente do David Ino que aí já sim você tem um realismo ontológico um pouco mais robusto, onde propriedades morais elas são pensadas com um pouquinho mais maior de robustez metafísica ontológica do do que o Derek Parfet. Então seria seria isso a comparação entre os dois, né, e como eles veriam nessa questão. >> Muito bom.

¶313respondida aí, Andra Coin. Vamos lá. Consegui aqui. >> Por ela ser capaz, maior, independente, consciente de tirar a minha vida em defesa e silenciosa. >> Ah, >> que que que direito a minha mãe teria de fazer isso?

¶314Vocês acham que eu não tenho direito à vida? >> Olha o apelo. Meu Deus, que Ô, gente, desculpa, desculpa. Eu eu, olha só, desculpa, eu, eu, eu nasci nos anos 80 e a gente não fazia esses apelos emocionais que vocês estão fazendo. Vamos, vamos trabalhar com para para Vamos trabalhar com >> é falar de apela emoção, né?

¶315Quando você utilizar as emoções, né, você apela paraa emoção de de forma inapropriada, né, para aportar um certo ponto. Ah, então nesse caso elas estão usando, elas estão abusando das emoções, né, para apoiar o ponto delas. Elas não estão tipo tentando suscitar emoções em virtude de estados de coisas apropriados que favoreça a suscitação desse tipo de reação emotiva nesse contexto dialético, né? Elas estão dizendo nisso como uma forma de não se engajar com os argumentos da das próescolhas, né? Então é falacioso.

¶316É, é um apelo a emoção falaciosa. Pela emoção falciosa. Trabalhar uma coisa >> gente aqui ó. Depois eu vou contar uma coisa que tu tava falando sobre a questão, né, de que >> não, tu falou: "Ah, tu é a favor do o aborto se for em caso de estupro". Eu te expliquei que eu entendo que existe a lei e que eu concordo com a lei, embora para mim seja assassinato em qualquer situação, mas que como é uma questão de que a mulher foi violentada, ela tem que ter opção se ela quer seguir ou não com a gestação.

¶317Ponto. Eu não concordo, mas as pessoas têm que ter o direito de fazer isso. >> Pela primeira vez ela separou política da parte dela, mas ela vai. Eu com certeza a Mculada não concordou, né? Mas >> eh é foi curioso isso daí.

¶318Oxe, ela tava defendendo o contrário disso agora. Tá, >> mano, porque, tipo assim, como assim você respeita? Eu tipo assim, é, >> como assim você quer separar uma coisa da outra, né? É assassinado, mas eu respeito o assassinato. >> Na minha visão, é assassinato.

¶319Eu defendo que é assassinado, mas eu respeito assassinato. Ela tem que ter o direito de escolha. Ela tem que ter o direito de escolha. Ela não tá sabendo nem argumentar direito. Ela não tá percebendo que ela tá se contradizendo.

¶320Enfim, que ela tá defendendo uma coisa no momento, depois defendendo outra nem outra. Toda confusa. Isso daí >> é inconsistente. Isso aí. >> Só deixa eu só perguntar uma coisa agora.

¶321A minha pergunta para ti não é essa. A minha pergunta para ti é independente quando não é não é caso de estupro, caso normal, porque o que que as abortistas lutam? O que que as pessoas que usam o lencinho verde lutam para que seja permitido matar bebê no ventre, meu corpo, minhas regras, em qualquer idade? E eu quero saber se isso, >> a idade eu já respondi, >> tá? Mas eu, >> não é isso não.

¶322Maioria do pessoal para escolha não é não tem posição extremista de que em qualquer período gestacional é moralmente permissível aportar. Não é isso não. >> Perfeito. Não é mesmo não. >> Existem posições por escolha mais modestas, dentre ele de que é moralmente permissível no primeiro trimestre.

¶323Masos períodos inclusive o Alcen Eduardo Bonela, que é meu orientador, eu acho que ele ele mudou de posição recentemente, acho que ele deixou ele se tornou um pouco mais aberto em relação a ter o aborto tardio em alguns casos, mas pelo menos até recentemente ele defendia por segurança no primeiro trimestre mesmo assim a ele falava assim, ó, pelas evidências, né, vamos dizer assim, a a senciência no feto aparece lá paraa 20ª 22ª 24ª 24ª semana, 25ª algum momento por aí, mas eh por segurança, pra gente ter uma margem de segurança, né, no máximo 4 meses é o que eu defendo. Então assim, geralmente eu acho que as pessoas estão estão assim, geralmente os eticistas hoje costumam estabelecer o o a sem ciência como uma um limite assim, né, por pelo menos para ter significância moral, talvez não necessariamente para que todo caso de aborto a partir desse dessa linha é imoral, mas que a partir desse momento o feto merece uma certa considerabilidade moral ou ou algum grau de proteção. Então, antes do feto ser um ser senciente, dele ser um sujeito capaz de ter experiências ou dele ser um ser capaz de sentir dor, de viver. E quando a gente fala sentidor, né, o problema que a gente tá falando ser um ser que tem mente, que tem pelo menos um mente rudimentar, que tem uma pelo menos existe como uma mente, não é só um conjunto de células, um ser que é uma mente, uma mente que experimenta o mundo, que vive aí sim vida no sentido significativo. Então, antes desse período, né, o feto, ele é um conjunto de células.

¶324Ele é um organismo meramente biológico. Ele não tem vida no sentido significativo. Ele é um ser vivo do ponto de vista biológico, mas não é um ser vivo do ponto de vista autobiográfico, né, do ponto de vista experi a vida biográfica, digamos assim, tá, que é uma expressão que a gente usa para separar da vida biológica, a vida biográfica, o início da vida biográfica, costuma ser a linha divisória, né? E e e é uma linha e aí para para gente que que entende que a a considerabilidade moral se estende para além das fronteiras da espécie humana, é o mesmo raciocínio para incluir outros organismos biológicos não humanos na esfera de consideração moral. eh, passou a ser um ser capaz de experimentar o mundo, passou a ser um ser capaz de ter vida biográfica, a gente passa a considerar que esse ser merece alguma proteção, algum tipo de de consideração moral, mesmo que seja mínima ou algo assim, vai depender, mas alguma consideração a gente inclui ali.

¶325Então, provavelmente a maioria das pessoas prócol a maioria não, pelo menos os filósofos mais bem informados sobre eh esse tema, provavelmente considerariam a linha do início da vida biográfica como o ponto importante. >> Sim, sim, sim. >> Mas é isso. >> Bora regir mais um pouquinho e eu já finalizo, tá? Mas acho que uns >> Aham.

¶326>> uns 5, 6 minutos aí. E até 22 semanas que é o que tu defeite. Tá? Até 22 semanas que é o que tu defeite. Se o bebê for saudável pode tirar.

¶327Pode pode então quer dizer que eu tinha direito. Deixa responder, deixa responder. Primeiramente nenhum direito intrico. É por isso que vocês defendem pena de morte, porque vocês acreditam que as consequências que aquela vida gerou foram muito mais maléficas do que benéficas. Então vocês apoiam que vai lá e mate aí realmente a matar.

¶328Porque alguém segundamente própria católica vai ser contra o uso de camisinha, por exemplo, que entende que tu tá impedindo uma vida de existir. Então seria esse mesmo argumento. Ah, mas tu acha queia ter usado camisinha? Mas e o meu irmão quando ele não usou camisinha, tu não acredita que ele deva estar aqui tendo direito de opinião ou na verdade foi uma consente. Nem teve o a troca embrionária, né?

¶329>> É, mas Mariana tu já fez uma pergunta que teve a resposta aí. Tu quer monopolizar o debate? V. Ok. Mas não mas não é o monopólio do debate.

¶330A gente não tá aqui para ser interrogado, né? Tu que é parlamentar, tem 85 projetos na câmara e nenhum fala sobre adoção, por exemplo. Nenhum fala sobre adoção. Tem medalha de honra, tem um monte de coisa, mas adoção não tem uma declaração tua sobre adoção. Competência municipal >> e a não tem programa de incentivo à adoção.

¶331>> Não é companha municipal. A legislação do, lembra, lembra quando tu fala, lembra quando tu fala lá na Câmara que tuá, lembra quando tu faz declarações, menções, apoio, pedido de providências? Tu pode pedir providências para alguém para incentivar campanhas de adoção? Pode ou não? Não me importa tua doação, tu é parlamentar, não tem nada na tua atividade legislativa sobre isso, tá?

¶332Só um pouquinho porque eu vou te passar o meu projeto de lei que eu fiz lá em Santa Maria, obrigada por dar um apoio para ela agora porque até agora ela não verdade é um programa municipal, >> mas o fato de não ter feito apoio mostrando essas coisinhas que não significa que eu não faça. Tu nunca falou publicamente lá sobre isso. Eu fui atrás da tua atividade legislativa. Tu tá falando aqui porque quando vocês falam de ah, põe para adoção, deixa seguir a termo, põe para adoção, mas vocês não declaram nada nesse sentido. Não tem projeto nesse sentido.

¶333Mas pergunta, mas a minha pergunta, mas a minha pergunta. Tu tem projeto de lei nesse sentido? Tenho lei aprovada. Onde? >> Em Santa Maria.

¶334>> Em Santa Maria. Aprovada. Qual é a lei? Ela faz o quê? >> Ela criou um programa que torna público e incentiva que as mulheres conheçam a lei federal para a adoção legalizada no ventre.

¶335>> Tá. Não, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. >> Eu só posso criar programa >> porque muitas mulheres não sabem que elas podem doar beber. Legal. Mas tu não tem nenhuma atividade nisso e tu tem, >> mas ela é eleita, tu não é?

¶336Eu já fui, >> mas ela não tem atividade. Então, por mais tem a ver porque tu é parlamentar. Eu não fiz uma moção de repúdio, uma moção de apoio ou uma lei, não significa que eu não trabalho em prol dessa causa. Tu sabe quantos lares que hoje pegam crianças situação de vulnerabilidade? Mas eu eu quero voltar ao tema que tu trouxe antes da pergunta que foi sa mais criança para adoção do que casal querendo eh acho também não muito relevante porque tipo assim se você acredita que literalmente aborto é literalmente foco em assassinato, então eu acho que você se dedicar muito, muito, muito, muito para impedir esse tipo de coisa de acontecer é razoável do ponto de vista do pródida né, que tem essa posição extremista, né, que tem essa tipo de posição, né, eu acho que >> acho que ela não tá inconsistente, não e hipócrita ou enfim qualquer coisa assim ou ilustrando que não tem preocupação com pessoas, né, com crianças, porque na ótica dela ela tá defendendo, né, ela tá defendendo de fato que ela tá lutando contra o extermínio de pessoas, né, na visão dela, se ela realmente leva isso a sério, né, essa visão dela.

¶337Não sei se ela tá só lacrando mesmo, se ela se ela realmente acredita nisso, não tem como entrar na na cabeça dela. Pode ser que ela seja esteja lacrando assim nesse momento, mas ela acredite mesmo nisso, né? Tem pessoas que, sei lá, eh, sei lá. Eu acho que o Pavanato, por exemplo, acredita em tudo que ele defende, embora ele ele seja performático para caramba, né? Seja lacrador para caramba.

¶338>> Aham. >> Mas algumas pessoas não acreditem que ele ele acredita naquilo, mas eu acho que >> sim, sim. >> Enfim, mas enfim, bora. aliás, muito menos criança para favor, por favor, gente, por favor, gente, quando não é nem só isso, não é nem só isso. Olha só, quando a gente tava falando ainda da do aspecto legal do aborto, eh, aí vocês duas confirmaram para mim que não existe como um médico que é o profissional qualificado, faz tomar a decisão para realizar o parto prematuro nessa situação mesmo de estupro, tá?

¶339Ele não pode tomar essa decisão, mesmo que ofereça risco. >> Não, parto prematuro com vida viável, ele pode fazer porque qualquer médico pode fazer em qualquer gestação. >> Se a se a se a gravidez peraí per se a gravidez é viável e grav ainda é viável, o médico pode fazer o parto prematuro. O que ele não pode fazer é o aborto quando ele sabe que interromper a Mas é isso que eu tô te dizendo. Ele pode fazer.

¶340Quem é que decide? >> O médico. >> Ele tem ele tem a proteção legal para fazer isso. >> Claro. Quando, quando a vida do bebê é viável, >> tá?

¶341de de uma criança de 12 anos. Qualquer mulher, mas você entende você entende que na lei do que é mestre 12 anos em todas os em todos os critérios é considerado estupro? >> Aham. Sim. >> Você consegue interromper uma gravidez mesmo viável de estupro sem a decisão legal?

¶342>> Se for aborto, >> se for aborto, não. Se for parto prematuro, >> pronto. A nossa premissa é diferente. Parto prematuro. O médico pode, se eu chegar lá agora com com 12 anos, a criança com 12 anos, chegar lá agora com dores no a criança que embora seja estupro, vamos supor que não foi violentada.

¶343Não, não é estúpido com 12 anos, independente, mas vamos dizer que ela quer continuar com a gestação, quer continuar, >> mas 12 anos é estúpido. >> Daí ela chega lá no hospital com dores, com alguma questão, o médico olha e diz: "Bah, nós vamos ter que fazer o parto prematuro para salvar a vida da mãe e tentar salvar vida da criança". Falando gente, a gente não tá falando de salvar vida, vocês ignoraram o que eu falei antes. Não tô confundindo. Olha só, o corpo da criança, o corpo da criança não tem a estrutura da bacia grande suficiente ol.

¶344>> Ah, pelo amor, meu. Nossa, pelo amor, saia. S. Ah, >> é, >> [ __ ] que pariu, velho. Quer comentar alguma coisa sobre isso aqui?

¶345>> Ah, >> eu tô assim que ela não tá saindo do lugar, não tá? Eu não sei se esse ponto é o mais interessante para para elas explorarem, mas assim, esse ponto elas voltaram, voltaram e elas não estão se entendendo sobre esse ponto. Isso aí tá muito claro assim. É, elas sério, essas posições extremistas assim pró vida são intancáveis, cara. Intancáveis demais, demais, demais, demais.

¶346Hum. Muito >> muito difícil tancar isso. >> Vai, vai machucar, vai causar sangramento, enfim, vai vai causar, não é situação de morte, tá? É risem risco. >> Risco está previsto na lei.

¶347Prematuro, Michele, não é aborto. Mas é que nós estamos de aborto, Michele. O aborto pressupõe tu parar o coração do bebê no ventre da mãe. Precisa na lei. >> Tu precisa tirar o bebê morto.

¶348É isso que vocês não aceitam. Porque para vocês é muito difícil dizer que vocês querem matar um ser humano dentro do ventre e tirar ele morto. Aí vocês fazemarismo jurídico. Não, vamos, vamos ponto. Olha só, essa criança de 12 anos que foi estuprada, ela precisa tirar aquele feto lá de dentro por causa da estrutura.

¶349Se for para tirar vivo, o médico pode decidir. Se for para tirar vivo, o médico pode decidir, tirar, tá? O médico pode decidir. Esses vocês defendem então que a gente possa permitir sempre. Não, a a pergunta não é a pergunta não é a pergunta não é se já pode, é se vocês defendem que neste caso de uma criança estuprada o médico possa tomar essa decisão independente da lei >> com a menina com amor vivo.

¶350>> Mas é disso que a gente tá falando. É possível responder. É possível responder. Para tirar o bebê vivo e fazer com que ele possa lutar pela vida dele extrauteriamente. Agora adicionamos só mais um elemento.

¶351Se por acaso o médico tirar o bebê e ele vierá óbito logo em seguida. >> Mas daí são casualidades. Não matou no ventre. >> Não matou no ventre. >> Mas como que a gente como que a gente determin vocês viajam na batata assim, ó.

¶352Aborto. Só >> só responde. Como que a gente determin? >> Por favor. Não tirou e morreu.

¶353Morreu. >> Desconectou. Morreu. Quando tu desconecta da mãe, quando tu desconecta da mãe e aquele bebê não tem, não vive sozinho, ele não viveu. Ele não viveu.

¶354>> Acontece que não é feito assim, >> tá? Você consegue? >> Não é feito assim. >> Como que é feito? >> O médico só tem autorização para fazer um parto prematuro quando existe viabilidade de vida.

¶355Mas >> se o bebê, se o bebê fosse inviável e nasceu, nasceu e morreu, ele morreu. Ele vai ter uma ctão de nascimento e uma de óbito. >> Bom, pessoal, eh, qual >> é sair do feto, né, morto. Ah, ter uma certidão de nascimento e de óbito, aliás, de nascimento de óbito. Acho que não precede também, não.

¶356>> É, foi o que eu comentei, né, lá do tem alguns critérios. Eh, a partir da 20ª semana de gestação, pode ser que tenha, mas antes, >> só que eu acho que a ela tá falando do período que é viável, né? Talvez inclua talvez. >> Mas é, tem que ter pelo menos pelo menos 20 semanas ou mais ou pesar 500 g ou mais ou ter 25 cm ou mais. O Mat falando aqui, elas estão feliz no meu direito absoluto de não sofrer.

¶357>> Senhor Pico, parece que estão no show teatro. Show de truma com tema aborto. Pois é, filho. Parece que a Michele tá confundindo parto com aborto. Então, não, exatamente, porque ela tá falando sobre a interrupção da gravidez.

¶358Interrupção da gravidez é você abortar ali de certo modo. O significado do termo aborto você aplica também a interrupção da gravidez de certo modo inqualificadamente. >> É, é só pensando como como a gente usa o termo, né? Sei lá, abortei um plano. >> Tipo assim, abortei um plano, abortei um, inclusive tem um tem um debate, né, hoje se a gestação poderia ser uma espécie de plano de trabalho da mulher e de alguma maneira ela interrompe esse processo assim.

¶359Então tem, mas aí seria semelhante, sei lá, eu tenho um plano ou sei lá, tô fazendo uma faculdade, eu vou abortar esse plano, não vou fazer mais faculdade, vou fazer outra coisa. Então eu interrompo. Eh eh então abortar é você interromper um processo que você tava tava nesse processo, em algum momento você abre mão desse processo, né? ela tá usando nesse sentido. Abortar é interromper um trabalho de gravidez ou interromper uma gestação.

¶360Se o se se essa se essa interrupção vai fazer com que o feto saia vivo ou morto, não é o que tá em questão assim para pra Michele. >> Sim. >> Aí o o PRS, né, Perse. Um ele tá falando: "Ah, isso daí é parto." Ah, mas sei lá. Acho que é uma questão muito semântica, sabe?

¶361Isso daí é uma questão, tá sendo semântica demais. Já daria para elas acordarem melhor essas essas terminologias aí, mas tudo bem, né? Elas estão falando mais no sentido de abortar, no sentido de interromper a gravidez como morte do feto, né? Ah, com morte do feto. Mas é isso, né?

¶362Então, acho que não tem mais nada. Acho que chegamos na conclusão aqui. Não sei se eu não sei se eu vou colocar para a conclusão, não. Acho que já foi a a o trecho relevante já. Enfim, é isso.

¶363Considerações finais aqui. >> É, eu eu achei que a que de novo, como eu falei ontem, né, a parte da do apela emoção hoje ficou mais evidente ainda. Então, o grupo Pro Vida não trouxe muitos argumentos ainda para sustentar a tese filosófica que elas estão trazendo, né? E aqui entrou mais pela discussão legal de saúde e tudo mais, mas eu acho que pelo menos no ponto, como a gente tinha comentado, né, no ponto quando elas entraram na questão da lei, teve um esforço um pouquinho maior da parte pr vida de trazer algum tipo de fundamentação filosófica da perspectiva que elas têm sobre o Estado. Então elas disseram, né, o Estado reconhece certos direitos invioláveis e o objetivo é elas um objetivo que o Estado não endossa um crime ou ou tem uma função de proteger certos direitos naturais como direito à vida.

¶364Acho que elas tentaram em um eh fundamentar um pouquinho mais a parte política. Achei que se ficou faltando um pouquinho do lado da da Michele, dos da Próescolha, né, que a que é da Vasconcelo, né, da Vasconcelo e da Michele, que foi a a parte da uma substância um pouquinho mais filosófica pro porque elas estão defendendo. Dá para ver que é um bem-estarismo, um consequencialismo bem-estarista, mas assim ficou ficou meio implícito assim. E acho que elas perderam assim algumas partes que poderiam trazer alguns elementos filosóficos assim paraa discussão do porque que o aborto é ou não é imoral, porque que a gente deve defender ou não a vida de um feto insenciente, eh mesmo se o feto tiver algum direito à vida ou tiver alguma proteção, né? Até que ponto eh essa proteção, o as razões para manter essa proteção são mais ou menos fortes do que as razões que a mulher tem para abortar, né?

¶365que que seriam discussões que seriam bem interessantes de serem levadas pro campo ético e filosófico e trazer o o os dados, né, empíricos já a partindo desses pressupostos mais orientad, né, seria mais interessante. Agora, o mais preocupante do debate inteiro foi a parte pró vida ter trazido um monte de informação equivocada, né, um monte de bullfit, igual igual o David falou, mas mas é isso. Eu agradeço pela participação. Achei um debate bem bem curioso, né? Bem bem acalorada muita pela emoção, mas mas foi uma análise bem bem interessante assim, deu para entrar em pontos bem legais.

¶366Mas eu eu agradeço pela participação. Não esqueçam, quem ainda não for inscrito no meu canal, né, que tem eu tenho um canal no YouTube chamado Bruno Sunkey, eh, onde eu posto vídeo de filosofia, psicologia e temas relacionados, filosofia da religião, de modo geral também. e agradeço pela participação. >> É isso. Eu agradeço aí o San por ter aceitado o convite novamente, né, por ter auxiliado aqui na análise.

¶367Agradeço o pessoal aí que ficou até o final aqui da da live. Espero que tenha ajudado vocês aí a a conhecer algumas coisas sobre ética do aborto e tal, né? Ah, esses vídeos aqui de RAT, eles têm esse intuito de propagar, né, divulgar certos conteúdos relevantes sobre os assuntos discutidos, OK? Então é isso, agradeço aí todos vocês. Valeu, falou e uma boa noite aí para todos.

¶368Até mais. É mais เ