Radar

radar · Teologia Brasil

ORIENTAÇÃO MARXISTA TENTA REFUTAR METAFÍSICA MAIS UMA VEZ E FALHA AGAIN! - KREPE E BERTOCHE INVICTOS

¶1fora. Então, vou compartilhar aqui na tela eh algumas considerações que eu fiz. Eu eu identifiquei sete argumentos principais no vídeo do Ubertoche. Eu fiz sempre o mesmo esquema, tá? Eu fiz uma tradução do argumento, eh, e depois algumas considerações.

¶2Então, eu vou me restringir aqui a lê-los e comentar, tá? Eh, depois, evidentemente, na no nos chats e tudo mais aí, eh, depois a gente discute aí com a turma todas as várias questões que provavelmente vão surgir a respeito disso aqui. Mas é um momento oportuno, só uma, um ponto de atenção. Evidentemente isso aqui eu fiz pegando a ordem que as coisas iam aparecendo no vídeo e tal. Isso aqui não tem uma exposição.

¶3Então vai ter algumas repetições e vai ter questões que já vão ser no já vão ser indicadas no começo, mas vão ser retomadas mais à frente. Então nesses primeiros pontos aqui, provavelmente o que eu vou falar vai ficar ainda certos buracos que depois eh vai ter ocasião aí deles serem tapados, tá? Então vamos lá, pontos centrais, tá? Eh do vídeo do Bertoche. Vamos lá.

¶4Primeiro, a crítica metafísica e a primeira crítica que ele faz, né? Repousaria sobre o que ele chama de falácia genética, eh, que eu apresento lá naquele vídeo. O que que seria essa falácia genética, né? que eh que eu pretendo invalidar a metafísica por meio da reconstrução de sua origem histórica, né? Entretanto, explicar a gênese de uma doutrina não demonstra a sua falsidade.

¶5Então, isso aí é o que ele fala. A formulação, né? Ele é deliberadamente simétrica em relação a uma analogia que ele faz com Marx. Se mostrar que o marxismo nasceu na Europa industrial do século XIX não basta para invalidar Marx. Então, mostrar que a metafísica nasceu em determinadas condições da póis também não basta para invalidar Platão, Aristóteles ou Tomás Jaquin.

¶6Cada filosofia, diz ele, deve ser julgada por seus próprios argumentos. nos seus próprios termos, né? Não apenas por sua genealogia. Então, Bertos enfatiza inclusive que sua crítica não consiste em aplicar contra Marx o mesmo erro. Ou seja, ele não tá invalidando a teoria de Marx que ela surgiu no século XIX sobre tais ou pais condições.

¶7Ao contrário, ele afirma que seria igualmente ilegítimo rejeitar o marxismo por sua origem histórica. Então, qual que é o primeiro problema que nós temos aqui? Primeiro ponto, >> presta atenção nos nos contrapontos que ele vai tentar fazer o Bertot, tá? Porque isso aqui para mim, eu [roncando] literalmente, tipo, ele vai repetir a mesma coisa, só que com palavras distintas. Eu vou esclarecer isso melhor, vocês vão entender o por que basicamente isso aqui é é tipo é é inacreditável, tá?

¶8Vamos lá. Eh, já pô todos os pontos aqui. Quem quiser já pode ler alguns comentários que eu fiz. Então, o primeiro ponto, não se procura demonstrar a falsidade da metafísica por sua gênese histórica, mas mostrar que as questões metafísicas apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social. E como que você mostra que essas questões metafísicas apenas fazem sentido a partir de um dado contexto social e que, portanto, no caso, ela não tem relevância epistêmica ou é falsa em virtude disso, identificando o quê?

¶9As origens e as condições históricas pelas quais ela surgiu. Não é isso? Não é literalmente o que o Ubertot estava apontando para você. Você está literalmente repetindo o mesmo ponto aqui, só que com palavras distintas pro seu público. É literalmente o mesmo ponto.

¶10Inclusive, eu até dei uma dica pro Machado, né, no meu outro vídeo passado, se ele for assistir esse vídeo, né, acho que não vai assistir porque eu sou muito pequeno, enfim, deve dar muita bola, relevância para isso. Ah, mas eu até apontei que ele poderia tentar formular um argumento até mais decente do que só isso daí, do que só apostar apontar a gênese histórica meramente, né? Ao invés de cadear logicamente em uma inferência. desse tipo aqui, que é basicamente um argumento, um argumento de desmascaramento. Desmascaramento, ó aqui, ó, ó.

¶11Argumentos desmascaradores. A evolução a psicologia, sociologia, refutam a moralidade, religião, naturalismo, livre arbítrio ou a matemática. Aí aqui, ó, tr que li até a fotinha, a fotinha do Marx, né? Porque no caso esse tipo de raciocínio se popularizou em virtude dele, do Skinner, do Darwin e do Freud, né, que foram autores ali que foram relevantes paraa articulação desses argumentos, né, que foram melhor articulados mais contemporaneamente na filosofia analítica, que são os argumentos etiológicos ou genealógicos, objeções de isolamento, né, e desafio de confiabilidade, né, que é basicamente são argumentos desmascaradores que visam estabelecer certas condições ou certos fatores ou mecanismos causais que contribuíram paraa formação das nossas crenças acerca dessas questões específicas, né, envolvendo esses domínios específicos, como o domínio da matemática, o domínio ah do livre arbítrio, o domínio do dos objetos compostos, o domínio das cores, o domínio ah da metafísica geral, da metafísica geral e a partir disso derivar uma inferência a partir de uma atribuição de um status negativo para essas crenças, em virtude desses mecanismos não confiáveis de formação de crenças acerca desses domínios, né, que não permite a acessibilidade desses domínios, né? Então, então nesse caso, ah, nesse caso, o que ele tá e o que ele poderia utilizar, né, é justamente tomar como base a o que ele tá trazendo, né, dos das condições, dos aspectos históricos, né, vinculados com aquelas condições específicas e articular um argumento de cunha teológico, que tem basicamente essas aqui.

¶12Você tem os céticos e vocês têm, no caso ali, você tem os condicionais e os céticos, né, os argumentos que são articulados em termos condicionais e outros que são articulados em termos céticos. Os argumentos em termos céticos, eles são articulados dessa maneira. Você tem uma premissa basicamente o seguinte, ó. Ah, uma premissa basicamente que diz o seguinte, que no caso as atitudes acerca de um dado domínio, elas não mantêm uma relação explicativa relevante com, no caso, os fatos acerca daquele domínio, né? Se é que há fatos acerca daquele domínio.

¶13Ah, e a partir disso, né, e a partir da a da ilustração, né, da ilustração, né, da afirmação desse tipo de premissa. e depois uma premissa ah uma premissa condicional ali, né? Ah, se tomando como base como isso, se isso for no caso, implicando no caso uma consequência de que as nossas atitudes têm um estadous epistêmico negativo, ou seja, você identifica o mecanismo causal que permite a formação das crenças das pessoas naquela condição social, histórica, específica, né? eh, específica ali. E a partir disso você visualiza, né, através da ilustração de que esses mecanismos não têm uma relação com os fatos relevantes daquele domínio que eles se propõem >> a dizer, né, no caso que possui uma relação, né, que é a pessoa proponente de ideias sobre aquele domínio relevante do livre arbítrio, das cores, enfim, da metafísica em geral, da metaética ou qualquer coisa assim, né, do realismo moral robusto ou qualquer coisa assim.

¶14E a partir disso você identifica que eh esse estado, né, >> como não tendo uma relação explicativa apropriada entre os dois, né, entre as atitudes acerca daquele domínio e os fatos acerca daquele domínio, de tal modo que você infere no caso que aquilo tem um status epistêmico negativo, né, aqui como uma conclusão. Então esse é o tipo de argumento que o Gastav Machal poderia tentar articular na tese dele e avançar de forma mais explícita, né, se for refinar isso. Mas ele não fez dessa forma, ele tá fazendo de uma forma extremamente ingênua, né? E ainda assim, se ele articulasse o argumento dessa maneira, ainda assim as premissas desse argumento poderiam ser desafiad através de estratégias explanacionistas, explanacionistas que visam ilustrar que, de fato, as atitudes relevantes elas têm adequação de acordo com os fatos do domínio relevante, né? eh, é uma estratégia doxática, né, explanacionista doxática, ou então uma estratégia explanacionista alética, né, que envolve no caso a relação apropriada entre os fatos relevantes do domínio com mantendo no caso uma relação explicativa adequada com as atitudes acerca daquele domínio, seja intuições, seja crenças, seja qualquer outro estado específico, né, que você identifique ali como tendo uma relevância epistêmica, né, ah, e que favoreceu a formação daquelas crenças dentro daquele contexto social, né?

¶15H, tem estratégias dessas e tem minimalistas, né? Ou seja, de que mesmo que haja uma uma predominância, né? Que haja uma predominância ali eh em questão, né, do de crenças inapropriadas, né, de crenças acerca do acerca daquele domínio, né, ou seja, que a qualidade dessas crenças ou dessas intuições ou desses aspectos específicos ali, eles não sejam, né, eles não sejam ali ah não mantenham uma conexão adequada, né, em em grande parte ou qualquer coisa assim. ter sejam precárias essas atitudes, né? Sejam precárias em relação à aquele domínio relevante, né?

¶16Como as intuições, acerca de um domínio moral ou qualquer coisa assim. Ainda assim, essa é existe uma uma noção mínima, existe pelo menos um aspecto mínimo que permite, no caso, com que o conhecimento acerca daqueles fatos do domínio relevante seja assegurado minimamente. Então, nesse caso, existem estratégias para lidar com isso. Então, mesmo assim, o Machado teria que lidar com essas respostas se ele fosse articular um argumento dessa maneira. Mas ele não tá fazendo isso.

¶17Ele tá, ele tá explicitando a tese dele de uma maneira extremamente gênuo, apelando paraa gênese meramente, sem articular um raciocínio de maneira adequada. Então não tem simplesmente nada o que fala fazer aqui, a não ser apontar que é uma falácia, né? A maneira como ele está articulando o raciocínio, né? A maneira como ele está articulando o ponto, tá sendo claramente uma falácia genética. Uma falácia genética.

¶18E aqui o que ele tá fazendo é basicamente afirmar a mesma coisa que ele tinha afirmado antes. Basicamente reafirmar o que ele já tinha dito antes. Com outras palavras, é só isso que ele tá fazendo. É só isso que ele tá fazendo. E ainda assim, como o Bert mesmo apontou, se no caso ele for levar essa tese a sério, isso se generaliza pra própria tese que ele tá tentando defender, como eu vou comentar aqui.