¶1Então, se vocês virem o meu vídeo, vocês vão ver que o centro do que tá sendo apresentado ali é que aquelas questões metafísicas eh em sociedades outras, antes do florescimento, né, do que podemos chamar da pólis grega, mas nem só da, enfim, vamos ficar com a pólis da pól grega, eh, quando a dimensão >> Perfeito. Ó, o José tá colocando aqui, ó. Ó, Gustavo é falacioso na medida em que é usado no lugar da argumentação ou na medida em que a intenção de knockdown, meramente com o fato fato genealógico, tá? Ele só tá usando o fato genealógico exclusivamente para poder eh concluir, né, para concluir que no caso ali a enfim, eh que no caso a metafísica não faz sentido para outros contextos. E esse termo não faz sentido, eu interpreto como não tem relevância epistêmica para explicar nada, fenômeno nenhum.
¶2É assim que eu interpreto a ligação dele, porque também não tá tão claro, né? Mas ainda assim é a interpretação mais caridosa desse ponto dele. Se for pra gente interpretar de uma forma que faça sentido esse não fazer sentido em outros contextos, os arcabsos teóricos articulados naquele contexto, envolvendo aquelas condições históricas e sociais específicas. Mas vamos lá. Da sociedade, da comunidade se separa da ação direta dos seus membros.
¶3Não é isso que o que que eu explico lá? E, portanto, a gente passa a se relacionar agora com a comunidade de forma mediada, né, como algo abstrato, tanto que o atributo de cidadania é algo abstrato e que o indivíduo tem por direito. Todo um conjunto ali, o surgimento, a transformação do público numa universal faz com que nós tenhamos que eh formalizá-los e problematizar sobre a sua gênese, sobre a sua origem e seu sentido. O que eu procuro mostrar não é simplesmente, olha, a metafísica teve uma gênese histórica, logo ela é inválida. O que eu procuro mostrar é o seguinte: a metafísica em todas suas formulações, ela se propõe algum grau de universalidade, correto?
¶4senão não seria metafísica. O que está para metafísica, metafísic, o que está para além da fise, para além da natureza, que de algum modo, de alguma forma uma vaga também na verdade, né, dinheiro >> aqui ele tá pegando a noção de metafísica tradicional clássica e tá generalizando para todos os âmbitos. Foi algo que eu ilustrei, né, que eu comentei no meu comentário ao vídeo do Bertot. Isso é inapropriado. Existem novas definições de metafísica, como ilustra o Peter Vanag no texto dele sobre metaphysics na Stanford Club da Philosophy.
¶5Aqui, ó, ele fala assim inclusive sobre o que é chamado de New Metaphysics. New Metaphysics, tá? Nova metafísica. Aqui, ó, houve um reavivamento da metafísica no âmbito contemporâneo, na filosofia analítica acadêmica contemporânea. Só que é óbvio, outras questões começaram a ser abarcadas nesse rótulo de metafísica.
¶6Ou seja, a definição de metafísica se expandiu ao invés de se reduzir ao que era concebido anteriormente, como o Peter Vaneg comenta aqui, ó. Não é fácil dizer o que a metafísica é. Filósofos antigos e medievais podem ter dito, no caso, que metafísica era como a química ou astrologia, para ser definido pela sua questão sobre subject matter, né, sua seu objeto de estudos, né? Ah, metafísica era a ciência, entre aspas, que estudava o ser enquanto tal, né? Ou as primeiras causas das coisas ou coisas que não mudam.
¶7Não é mais possível definir metafísica desta maneira por duas razões. Primeiro, um filósofo que negasse a existência dessas coisas que uma vez tinham sido vistos como constitutivas da área e questão, né, da metafísica, primeiras causas e coisas imutáveis, né, coisas não mudáveis, né, não mutáveis. Ah, seria agora considerado como estando ah, portanto, fazendo ah uma alegação metafísica. Segundo, há muitos problemas filosóficos são agora considerados como sendo problemas metafísicos ou pelo menos parcialmente problemas metafísicos que são de nenhuma maneira relacionado a causas primeiras ou coisas imutáveis. O problema do livre arbítrio, por exemplo, ou o problema do mental e do físico, que é o problema dos qualia, né, na filosofia da mente contemporânea, tá?
¶8Da filosofia da mente contemporânea. As primeiras três sessões dessa entrada examinam a ampla seleção de problemas considerados como sendo metafísicos e discurso de maneiras pelas quais ah a o retrato, né, da metafísica se expandiu ao longo do tempo, né? A maneira como a metafísica visualizada se expandiu ao longo do tempo. Nós devemos ver, no caso, que os problemas centrais da metafísica foram significativamente mais unificados nas eras medievais e antigas, os quais levantam uma questão: qualquer carácter comum que une os problemas da metafísica contemporânea? As duas eh sessões finais discutem algumas teorias recentes sobre a natureza e metodologia da metafísica.
¶9Nós devemos considerar argumentos de que metafísica, contudo definida, é um empreendimento possível. Então aqui é discutido todas essas questões aqui, OK? Todas essas questões aqui são discutidas, ó. E aqui é tratado sobre os problemas da nova metafísica em contraposição antiga metafísica, né? Ah, a metafísica, né?
¶10Ah, que é justamente a metafísica vinculada com essa concepção que o Gustavo Machado tem em mente, que é da metafísica tradicional, clássica, etc. OK? Os problemas da nova metafísica envolvem o quê? Modalidade. Foi algo que o Alfredo Freire comentou na na palestra da PCE, um dia antes da da palestra do Machado, inclusive, que o Machado deu lá na PCE, na Associação Ateista do Planado Central.
¶11ah, problemas envolvendo espaço e tempo, problemas no caso envolvendo persistência e constituição, inclusive persistência da identidade pessoal, das condições de persistência da das pessoas ao longo do tempo. Ou seja, não envolve nada de de aspecto imutável propriamente, né? Ah, causação, liberdade, determinismo, o mental e o físico, né? Envolve ali a a questão da do problema mente corpo, né, propriamente. E é claro, né, também metafísica social, que envolve o quê?
¶12Ontologia social contemporânea, como por exemplo a trazida pelo filósofo John CL. contemporaneamente, né, mais modernamente, contemporaneamente, no da da filosofia analítica. Eh, eu vou colocar aqui um trechinho do Alfredo Freily comentando sobre esses pontos, tá? Inclusive o Pedro Ivo mesmo do do AT informa fez uma intro excelente retratando a metafísica tal como classicamente era concebida e também algumas críticas à metafísica classicamente concebida, né? Na plastica da PC.
¶13E o Alfredo Freire logo em seguida trouxe alguns pontos relacionados ao quê? A metafísica analítica contemporânea. Então vamos aqui, ó, vamos na palestra do Alfredo Freire. Vou colocar um trechinho para vocês, mas recomendo vocês assistirem ela inteira, tá? Ó, foi antes da da do dia do Machado.
¶14Eu assisti essa do Machado, ele dispôs, essa tese que ele tá dispondo aqui, tá? Ah, o Ari até deu a ideia, né, pra gente fazer um react, pra gente fazer um react dessa palestra dele, só que eu falei: "Ah, cara, olha, a gente já reagiu e fez vários comentários sobre o a palestra do Alexandre Pessoa e um monte de gente então porque tô ruim, um monte de gente não gostou muito, então sei lá, cara, eu não não deixa para lá, sabe? Deixa para lá". Mas eu tinha dado ideia da gente comentar sobre essa sobre essa palestra dele aqui, tá? Do Machado.
¶15Ah, mas a gente não comentou, tá? Ah, e aqui tem uma palestra excelente, né? sobre metafísica do Alfredo Freire com o Pedro Ivo. Deixa eu voltar aqui. Ai, caramba.
¶16Aqui. Vamos lá. Vamos lá. Eu vou deixar alguns trechinhos aqui. Deixa eu ver.
¶17Táendo a sua segunda comandoel. Primeira vitória contra. >> Vamos lá. Deixar uns trx aqui só para vocês verem o ponto >> a metafísica e em seguida eh a retomada que acontece em meados do século X. Bom, então a concepção corrente, né, que a gente escuta falar é mais ou menos essa de que o ateísmo ele se vincula estritamente um certo empirismo, a a estarmos restritos e limitados a concepções ah muito concretas e e que recorrer a formas abstratas seria uma forma de estar se aproximando concepções teístas, certo?
¶18Então, a metafísica está sempre eh conectada à ideia de dogma ou eh justamente, né, pensando, dado que metafísica é o que não é empírico, é o que não tem evidência, é o que, né, não temos algo sustentando a sua validade, então seria associado a uma espécie de dogma ou especulação vazia sobre as coisas. Então, ah, a gente vai tratar aqui sobre essa relação que fica um pouco, eh, obscurecida no no diálogo, eh, que no uso corrente comum das dessas palavras, né? Então, ah, a gente vai tentar responder isso. Opa, tentando melhorar isso aqui. >> Não precisa, não.
¶19Tá, >> tá bom. modo geral é de que a metafísica não se reduz à teologia racional, ou seja, simplesmente um modo racional de fazer teologia, como isso era entendido eh no passado, antes constitui acabo conceitual indispensável para as ciências, como a gente vai eh ver de modo muito breve, claro, né, aqui nessa apresentação. Bom, ah, existe, né, no século XX, que já, claro, como o Pedro falou, já era um assunto que as pessoas vinham debatendo algum tempo sobre eh como que existia uma rejeição ao pensamento metafísico, esse pensamento de origem dogmática. H, e no século XX, eh, isso vai começar a ganhar uma cara de oposição a concepções mais empíricas, rigorosas e científicas. Eh, e por isso, eh, a gente vai ter o mundo eh coisas como, eh, concepções aqui, que eu reuni em três sentencias que reúnem ideias sobre como que as pessoas pensavam metafísicas e ao que que no século XX o antimetafisicismo está tentando fazer, né?
¶20Está tentando então ah o mundo responder a perguntas como físico exaude a totalidade do real? Ou seja, existe algo para além daquilo que possivelmente pode ser experienciado, pode ser descrito por coisas de natureza física? E se percebam que esse tipo de pergunta não pode ser respondido por eh experiência, né? Não pode ser respondido pela sua própria natureza, pela experiência. Por quê?
¶21Porque a experiência está incluída dentro do mundo físico, né? Então outra coisa, né, que vai uma direção tem a ver com a mentalidade, que também é uma questão muito importante do século XX. Existem verdades necessárias independentes da cognição. Existem entidades matemáticas com existência autônoma, ou seja, que existem independente de estarmos considerando elas ou de estarmos pensando sobre elas. Se todos nós fôssemos embora, né?
¶22Isso é uma pergunta que surge no próprio Aristóteles. E é um ponto de discordância entre Platão e Aristóteles famoso, o de que o Platão acreditava na existência autônoma, enquanto o Aristóteles não acreditava na existência autônoma das formas em geral. As formas elas precisam ter instanciação presente no mundo para que elas sejam de fato eh existentes, né? Bom, ah, então essas concepções elas estão ligadas, né? essa esse essa vertente antimetafísica tá ligada a essa ideia de eh tentarmos evitar o dogma, né?
¶23Coisas que não podem ser testadas, só podem ser aceitas de modo dogmático. Então, com isso surge uma escola. Ah, quer dizer, e antes disso, só pra gente agora ficou um pouco estranho aqui, ó. É porque não é para ter Zoom, não é para ter Zoom inteira. Bom, Wagner de ver a experiência, a experiência científica e a proposição metafísica relacionada a ela aqui pra gente entender um pouco melhor.
¶24Eu sei que eh nem todos que estão aqui são da filosofia ou tem conhecimento sobre como que essas coisas se operam, mas pensa hã eh uma proposição da ciência tá sempre ligada a elementos muito concretos e observáveis principalmente, né? Então a a água é bule a 100º quando tem uma pressão a um atm. Do outro lado a gente tem todo evento contingente possui uma causa determinante. Então certo? Ou seja, eu tô falando sobre algo que está ligado à estrutura geral da realidade e que, portanto, não pode ser observado, porque para que fosse possível observar isso, eu teria que de algum modo sair da realidade, né?
¶25Você poderia pensar desse modo. Então, aqui nós temos de fato um método observacional de verificação, de análise concreta das variáveis eh envolvidas. Enquanto para uma proposição do tipo metafísica, a gente só pode usar análise conceitual. a gente só pode pensar sobre esses conceitos de modo lógico e coerente, mas a gente vai ver que também tem alguns outros métodos que começaram a ficar mais claros agora no fim do século XX, esse tipo de coisa. Beleza?
¶26Ah, então eh, eu gostaria de falar um pouco sobre o projeto do positivismo lógico, que é, na minha humilde opinião, um dos projetos mais importantes do início do século XX, justamente um projeto de tentativa de fundamentação de uma eliminação da metafísica. E por que que eu acho eles tão importantes? Porque ah o fracasso deles foi o fracasso de uma tentativa realmente honesta de tentar fazer essa eliminação. E pensem que no fundo essa eliminação da metafísica tá ligada fundamentalmente à eliminação do dogma, né? Por que que eu quero eliminar a metafísica?
¶27Porque são coisas que eu não posso ah determinar por outro método que não seja só a minha opção e última análise, né? Então, eh eh essa é a motivação principal. E, portanto, desse, dentro desse universo, existiam algumas ideias importantes nessa concepção. A primeira é a concepção de significado, né, de que, por exemplo, a isso conecta até com a a aquilo que o Pedro falou do Stuart, né? O Start 1 eh fala sobre o problema do predicado de existência e isso vai ficando cada vez mais claro e fica absolutamente cristalinamente claro com os trabalhos de Fre Russell eh no fim do século XIX, onde vê que muitas das proposições metafísicas de fato são eh são confusões sobre o uso de certo de uma linguagem um pouco um pouco esclarecida ou da confusão sobre o fato de que >> que o Alfredo tá comentando sobre o empreendimento positivista lógico, né, dos empiristas lógicos e tal, né?
¶28H, que é um empreendimento que tentou favorecer a eliminação da metafísica. Tentou fazer a eliminação da metafísica, mas fracassou. E aqui ele vai esclarecer um pouco mais o por que fracassou. Isso é muito relevante, porque no caso eles tentaram fazer um empreendimento muito mais competente de eliminar a metafísica do que simplesmente no caso que o o Machado tá fazendo. Inclusive, alguém comentou aqui nos comentários, deixa eu pegar aqui.
¶29Ã, alguém pegou aqui nos comentários. Deixa eu ver. Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. >> Ou seja, entrou para exponência. Claro.
¶30>> Vamos lá. Vamos lá. >> Teve um comentário aqui, acho que foi do Gustavo, né? Gustavo 07899, que ele comentou mais ou menos assim, né? Ah, bom, se você tá falando já de uma concepção de metafísica expandida, né?
¶31Algo mais ou menos assim que ele comentou, né? Não tô conseguindo achar aqui o comentário exato. Ah, mas se você tá falando de uma concepção de metafísica expandida, logo você não tá falando, ã, você não tá falando da mesma coisa que o Machado tá falando, né? Você tá expondo, no caso, o alvo, né, do que o Machado está criticando, que é a metafísica tradicional clássica. Eh, já que no caso dessa concepção que você tá referindo, ela expandiu para outras coisas, para para abarcar mais coisas ainda do que simplesmente aquilo que era tratado como a questão de ah o objeto de estudos, né, o alvo de estudos ali da metafísica eh tradicionalmente, né?
¶32Só que o problema é que a concepção de nova metafísica, ela incluiu novos problemas, mas ela não desconsiderou os problemas antigos, inclusive articulações de novas visões vinculadas com o que são variações das visões mais antigas sobre o problema antigo dos universais, né? Então, apesar de ter um problema novo dos universais articulado no âmbito analítico contemporâneo, ele tem conexão com o problema antigo dos universais. Ou seja, o problema da semelhança mais contemporânea tem conexão com o problema da semelhança anterior, como eu mesmo ilustrei ali na live com Cristiano, OK? Então, ainda assim, como o próprio vídeo, né, do Machado e a própria tese dele envisa anular a metafísica como um todo, como um todo, né, o empreendimento metafísico como um todo, né, ah, de você, no caso, dar respostas ali em termos de aspectos universais explanatórios, né, que expliquem fenômenos específicos, né, eh, dos quais aparentam demandar uma explicação, né, a fenômenos, no caso ali que demandam uma iluminação, esclarecimento sobre esses fenômenos para tornar eles mais inteligíveis para nós, mais compreensíveis. fez para nós.
¶33Então, ele também tá por tabela fazendo meio que uma crítica também, ah, tentando fazer uma crítica ali que seja expansiva, que abarque também aspectos da metafísica tratados no âmbito da da metafísica analítica contemporânea, dos quais, no caso, foi reavivada em virtude do fracasso do projeto positivista lógico de tentativa de eliminação da metafísica. E aqui o Alfred esclarece os motivos do fracasso e como que a metafísica foi reavivada no contemporâneo.