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“Revista Mote”, da Editora Cobogó | O Livro da Cora

a tese

Quadro de livros do Meio dedicado ao lançamento da revista Mote, publicação de ensaios contemporâneos da editora Cobogó, cujo primeiro número tem "começo" como tema.

aprofundar

não

é resenha afetiva de sete minutos sobre um lançamento editorial; o único item com substância própria é o ensaio sobre a linha da pobreza, e para esse o caminho é ler o texto na revista, não o comentário.

O que foi dito

  • Apresenta a revista pelo objeto antes do conteúdo: papel texturizado na capa, diagramação elegante, marcadores que vêm junto, e a filiação a uma tradição brasileira de revistas de ensaio como os Cadernos Brasileiros e a Revista do Brasil.
  • Explica a proposta editorial: cada número gira em torno de um mote, e neste primeiro a palavra “começo” foi incorporada de modo vago, com os temas variando completamente de autor para autor, de memórias de infância a arte.
  • Destaca um ensaio de Walter Benjamin sobre um tempo em que ainda não havia humanos, e observa com humor que ele obviamente não escreveu inédito para a revista, ao contrário dos demais textos.
  • Destaca sobretudo o ensaio de Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza e Samuel Maia sobre a linha da pobreza, que abre constatando que o mundo ganhou cerca de 125 milhões de novos pobres em 2025 sem que nada tivesse acontecido às pessoas: o que mudou foi o critério, com a linha internacional subindo de 2,15 para 3 dólares por dia.
  • Lista os autores do número: Adriana Vianna, Emanuele Fabiano, João Biehl, Juliana Lapa, Karen Chirató (grafia incerta), Luís Augusto Campos, Pedro H. G. Ferreira de Souza, Pedro Lisboa, Pedro Paulo Pimenta, Povo Urarina, Railton Pargas, Samuel Maia, Walter Benjamin e Nair Lopes dos Santos.
  • Faz um elogio ao formato: revista de ensaios se lê sem o compromisso de terminar, ao contrário do romance que puxa para o próximo capítulo e atravessa a noite.
  • Defende o impresso com o argumento de que o papel não cansa a vista e é “tecnologia calma”, ao contrário do celular e do tablet onde esse tipo de texto costuma ser lido, além de permitir folhear para frente e para trás e demorar na arte.

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