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radar · Teologia Brasil

Acharam Pilatos em Israel | Luiz Sayão

¶1Olá pessoal, desculpa meu sotaque português não muito bom. E eu sou Pôcio Pilatos, o Pilatos da Bíblia. O Pilatos. Deixa eu falar para uma coisa para vocês. Errare humano.

¶2Este, você sabe isso português é errar é humano. É uma frase de Roma. Roma que é dona do mundo, que tem domínio de todo. E eu trabalho para Roma. Sou aqui o prefector, sou o governador do Judeia, da província aqui.

¶3Mas vocês não acreditam. Vou falar para vocês. Esse povo é complicado por e Pilatos malvado. Pilatos fez muita coisa ruim, mas o que bom sabe o quê? Que ninguém nem acredita em mim.

¶4Todo mundo acha que é invenção. Todo mundo pensa que é conversa fiada. Olha, eu não sei nem o que falar para essa gente. Esse é o canal do Saião e hoje você vai estudar aqui sobre Pilatos. Saão, me diga uma coisa.

¶5Pilatos, atenção, mudou o entendimento da Bíblia. Pilatos mudou a maneira como a gente entende esa aí, mas Pilatos, que eu sei, é o sujeito lá que mandou condenar Jesus. Agora Pilatos virou estudioso, exegéneuta, tá explicando assim, será que tem o teólogo Pilatos também? Pois é, pessoal, vamos entender o que que tá acontecendo aqui. Deixa eu explicar para vocês, ó.

¶6Eu, como Pilatos aqui já tem o meu dinheiro romano para administrar minhas despesas. Eu tô aqui com roupa de Roma também. Trouxe vinho guardado no foracá. Aqui tudo certo, mas deixa eu falar para vocês. Difícil, né?

¶7português assim, muitos anos depois. É o seguinte: os grandes estudiosos que passaram a pensar sobre como explicar a história, acredita só que no século XIX e depois século XX, muitas pessoas, isso do tempo de vocês aí, né? Falaram que eu nunca existi. Olha [limpando a garganta] só. Falaram que eu sou invenção, que os evangelhos é tudo fabricado.

¶8Teve até um um rapaz que surgiu lá no Alemanha chamado Bruno Bauer do século XIX. E ele deixou muito claro assim falando que eu eu sou meu aqui, né? Seria uma invenção, porque esse pessoal que não conhecia a realidade começou a ver tudo como uma filosofia. gostavam de um de um homem, como era o nome dele, Hegel, né? E eles falavam assim que tinha um um pensamento judaico, depois um pensamento eh grego ou greco-romano, que depois surgiu uma síntese que as coisas dos evangelhos que estão aí no Novo Testamento foi tudo invenção que apareceu muito tempo depois, segundo século, terº século e que tudo é invenção das pessoas.

¶9Mas esse pessoal não sabe de nada. E aí eu vou explicar para vocês o que aconteceu. E aí você, deixa eu, deixa eu mostrar para vocês onde é que eu morava. Eu, como fui colocado para ser o prefector yudeai, ou seja, prefeito governante da Judeia, da província romana da Judeia, vocês olha, pena que não posso convidar vocês para vir no meu palácio para um cafezinho lá, porque eu morava em Cesareia. Cesareia Marítima na beira assim do eh Mar Mediterrâneo.

¶10Você pode ver o palácio que tava lá. Até hoje dá para ver as coisas que estavam ali enguardadas. E também você pode ver o teatro. Esse teatro a gente viu muita coisa legal lá. Tinha coisa de música, tinha coisa de teatro.

¶11Esse era o lugar quando a gente aqui de Roma dominava o mundo todo. E todo mundo tinha que entender que don Roma era dono de toda a tribo, povo, língua, raça e nação. Eh, a gente também desde o meu querido amigo Pompeu, que chegou aqui no ano 63, antes dessa, como é que você chama? Era cristã, né? E então esse chegou lá e Roma é dono de tudo.

¶12E eu tenho o privilégio, a alegria de ser ali o governador da Judeia, dando sempre relatório pro meu AV César, AV César lá de Roma. Tem um cara aí que eu não gosto muito dele. Às vezes ele quer ser melhor do que eu, um tal de Herodes, mas nem quero conversar sobre isso. Mas vamos lá que eu quero explicar para vocês o que aconteceu. Eu fiquei sabendo notícias, né, que de repente em 1961 lá no teatro, essas pessoas do século XX, uma equipe de arqueologia que estava com um italiano, deve ser meio parente nosso, chamado Antônio Frova.

¶13Eles estavam ali na parte de frente do teatro mexendo e de repente, olha só que coisa, eles levantaram uma pedra e olha o que encontraram na pedra. Olha lá, olha eu aí de novo, pessoal. Tava muito claro na pedra que essa pedra coloca meu nome aí, Pôncius Pilatos, prefectora, eu sou o governante da Judeia e não tem para ninguém. E, portanto, olha que coisa paraa gente não perder eh tempo, porque não só agora tá claro, tá confirmado que a existência de Pilatos aparece bem aí, mais do que isso, também acharam anéis, anéis com meu nome. Olha só como eu era famoso, toda a gente.

¶14Esse anel, veja, não é meu, mas que como todo mundo sabia quão importante é Pilatos, muita gente usou anel com o meu nome porque eu era, como é que vocês falam? Errei da cocada preta. Aqui não tem cocada, então deve ser outra coisa. E assim era a realidade que você pode encontrar. E olha, e sabe aquele pessoal que achava que sabia muito, que falava, não, essas coisas aqui surgiram no segundo século, teriro século da era cristã.

¶15É uma coisa depois, pessoal, tudo errado, né? Errar human e mais ainda, né? Veja que coisa. E o que que a gente descobre é que tá claro lá que essa placa é dedicado a Augustos Tibérios, ou seja, nosso imperador, o César de Roma. E que você que gosta de estudar sabe muito bem que César foi imperador do ano 14 a 37.

¶16Vocês lembram bem? Eixa, eu nem quero falar sobre isso agora. aquele homem diferente que era muito bondoso e que toda a gente gostava de ouvir e seguir, aquele Jesus tá da Galileia, Jesus de Nazaré. Pois é, que coisa complicada. A gente sabe que foi exatamente na época dele que Pilatos eu tava lá, juntamente na época do imperador Tibério César.

¶17Ou seja, não há nenhum erro. Novo Testamento é realmente antigo. A informação vem do primeiro século. Não é verdade o que esses estudiosos que não sabiam das coisas falaram. Esse negócio de ficar inventando que eu nunca existi também completamente errado, equivocado.

¶18Ora, deixa eu falar uma coisa para vocês. Eu não entendo por que esse pessoal tem tanto preconceito, tem tanta ideia errada, porque já estava sendo dito, né? E eu nem gostei muito do que ficou escrito por aquele amigo nosso, né, que era também judeu e era romano, o Flávios Josefos. Ele escreveu muita coisa, ele contou muita coisa a respeito naquela obra dele, a antiguidade judaica, a guerra dos judeus. Ele menciona lá, ele menciona a vez que eu cheguei ali, né, eh, com os nossos soldados indo para Jerusalém, mostrando aí e todo a honra e a glória que Tibério merece, que a população não gostou de jeito nenhum.

¶19Inclusive, a a gente sabe, né, que também teve um pessoal lá, sabe aquela turma lá de Samaria, eles são complicados e eu tive que pegar pesado e bater forte contra eles lá. E o Josefo deixou isso registrado e ele sabe muito bem no chamado a obra testemunho Flavianum, nós temos também a informação que eu que participei do julgamento daquele Jesus, daquele Yeshua, tudo isso tá lá, mas eu não entendo porque esse pessoa nunca quer acreditar no que todo mundo já sabe. E além disso também nós sabemos, todo mundo tem a informação daquilo que aparece na obra de Tácitos. Você pode até ver, foi escrito lá no ano 115, no 115, 116, o livro 15, parágrafo 44, fala explicitamente ali a referência à existência de Pilatos, existência minha aqui. Então, pessoal, deixando o Pilatos um pouco de lado, a gente vai ver que coisa interessante.

¶20E por isso eu quero fazer menção aqui ao que o Evangelho nos apresenta. Eu vou ler o texto de Marcos, capítulo 15. A Bíblia a gente fala: "De manhã bem cedo, os chefes do sacerdote com os líderes religiosos, os mestres da lei, todos sinédos, chegaram uma decisão. Amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos. Você é o rei dos judeus?", perguntou Pilatos.

¶21"Tu o dizes", respondeu Jesus. Os chefes do sacerdote o acusavam de muitas coisas. Então Pilatos lhe perguntou novamente: "Você não vai responder? Veja de quantas coisas o estão acusando." Mas Jesus não respondeu nada. E Pilatos ficou impressionado.

¶22Por ocasião da festa, era costume soltar um prisioneiro que o povo pedisse. Um homem chamado Barrabá estava na prisão com os rebeldes que haviam cometido um assassinato durante uma rebelião. A multidão chegou e pediu a Pilatos que lhe fizesse o que costumava fazer. "Vocês querem que eu solte o rei dos judeus?", perguntou Pilatos, sabendo que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes lhe haviam entregado Jesus, os chefes, mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Pilatos, ao contrário, soltasse Barrabassa. "Então, o que farei com aquele que vocês chamam de rei judeus?", perguntou-lhes Pilatos.

¶23"Crucifica-o!", gritaram eles. "Por que crime ele cometeu?", perguntou Pilatos, mas eles gritavam: "Ainda mais crucifica-o", desejando agradar a multidão. Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandando a soltar Jesus e o entregou para ser crucificado. Pessoal, então aqui a gente entende bem o cenário, né? O que que a gente descobre aqui?

¶24Primeira coisa que os relatos dos evangelhos que são da época, que estão aí claramente solidificados com os achados arqueológicos que mostram que Pilatos não é uma invenção teológica, é uma realidade que mostra que ele era o prefeito, governante da Judeia e que sim, ele tinha condição de definir situações. Mas aí você fala: "Mas esa aí, eu queria entender esse negócio, como é querer esse ambiente, por que o relato de Pilatos ajuda a gente entender o cenário que havia naquele tempo e nos ajuda a compreender a Bíblia. Bom, quando foram feitas as descobertas dos manuscritos do Mar Morto e a gente viu o que aquela comunidade chamada Yahad fez lá e como é que eles denunciavam o que estava acontecendo no templo, que tem muita sintonia com o que você vê no evangelho, nos evangelhos, a gente descobre que a liderança religiosa de Jerusalém tá corrompida. Eles têm alianças políticas com os romanos. A coisa lá não tá boa nem do lado dos fariseus e pior ainda do lado dos saduceus.

¶25Mas o que que acontece? A gente então entende por e como Jesus bate de frente com isso. Agora presta atenção. Quando a gente lê isso, nós estamos falando da liderança religiosa de Jerusalém. Isso, atenção, não é uma realidade que envolve o povo judeu como um todo.

¶26Aqueles pescadores da Galileia, aquela gente simples das aldeias, na verdade a maioria deles admirava e gostava de Jesus. Inclusive Jesus, todos seus discípulos são judeus. Jesus é judeu, mas é a liderança religiosa. E qual é o problema? O problema é que quando tudo isso acontece, aí você vai entender a época da Páscoa, época em que os judeus estão lembrando da libertação do Egito, época em que os romanos estão de olho para ver se não tem nada que pode complicar a situação.

¶27E veja que a acusação Jesus recebe rei dos judeus. Essa é a conversa dele com Pilato. Isso significa o quê? alguém que tá planejando uma espécie de revolta política, alguém que tá batendo de frente, alguém que tá querendo causar confusão de fato, essa é a acusação. Mas o que que acontece?

¶28Nós temos para questões religiosas que não é a acusação. A acusação, se Jesus fosse condenado por um tribunal judaico, ele seria apedrejado. Veja, por exemplo, como acontece com Estevão lá. Ah, quando você vai ler Atos 6, Atos 7, você vê o que acontece com ele. Então, Jesus sendo levado pro Sinédrio, não tinha uma acusação suficiente para condená-lo diante daquela liderança.

¶29Então, o que que eles fazem? Por inveja, por ciúmes, por uma relação de confronto e oposição contra Jesus, eles entregam pra autoridade romana. E aí você vai entender porque Jesus é crucificado. Judeus não faziam esse tipo de julgamento com desdobramento em crucificação. Crucificação é uma pena romana.

¶30E então Pilatos, sim, né, aí em citado por essa liderança que fez a multidão reagir de uma maneira, a gente entende por o que que tipo de argumento entra para essa multidão. Fala, olha, por causa desse homem, os romanos vão vir para cima da gente e vão acabar com a gente, né? Eles vão tomar o nosso lugar, eles vão arrebentar com tudo. E aí você entende o que acontece, porque Jesus foi crucificado do jeito que nós lemos nos Evangelhos. E como o relato dos Evangelhos é absolutamente adequado, faz sentido, não é anacrônico e corresponde à realidade da época.

¶31Então, olha que coisa interessante, a gente aprende uma série de questões valiosas pro nosso estudo da história, da arqueologia, da Bíblia, da teologia. Primeiro, [limpando a garganta] a gente sempre tem que tomar cuidado com qualquer pessoa que tiver um viés muito acentuado para dizer uma coisa ou outra. Quer dizer, com evidências antigas, com os próprios testemunhos dos evangelhos, com as informações que vêm de Tácito, com aquilo que nós temos na obra de Joséf, estudiosos de expressão insistiam em dizer que Jesus não existiu, que Pilatos não existiu, que tudo isso era uma obra equivocada e que foi criada mais tarde. Segundo, não é tão simples assim dizer que isso aconteceu numa época, aconteceu na outra, na base da boa vontade. Existem estudos, estudos que envolvem paleografia, estudos que envolvem data manuscritos, estudos que envolvem inclusive o o o estudo propriamente linguístico de vocabulário, de semântica, detalhes e, claro, a coisa mais significativa que são peças concretas definidas de arqueologia que de repente uma só às vezes uma moedinha, né?

¶32uma pequena linha, um objeto, de repente muda tudo aquilo que as pessoas estavam pensando até então. E terceiro, a gente entende agora o cenário, como e por aconteceu tudo que envolveu a condenação de Jesus em função da situação política de Roma, em função da condição da liderança religiosa de Jerusalém e o cenário que envolvia a festa da Páscoa, a gente tem uma visão mais nítida. e clara em relação a isso. E finalmente, para todo mundo que sempre ouviu uma frase: "Ah, os judeus mataram Jesus". A liderança religiosa de Jerusalém empurrou Jesus para um julgamento cuja decisão de condenar e matar veio do Romano, veio do Pôncio Pilatos, que marcou a história de uma maneira definitiva.

¶33Inclusive um dos mais antigos credos, declarações de fé da cristandade, diz: "Padeceu sob Pcio Pilatos, que marcou essa nota tão triste e sombria da história. E, portanto, a gente descobre que no canal do Saião você tem informação e você acaba tendo uma boa reflexão que ajuda você com ponderação chegar à melhor conclusão. Então, não se esqueça, ó, inscreva-se no canal, aperte o sininho, divulgue para os amigos e não erre, porque lembra que [música] errar em uma no coisa do Pilatos. Então acerte direitinho e seja você também [música] amigo do canal do Saião. >> [música] [música]