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Zema vai à sabatina da Globo e falta ao debate da Band

a tese

Ao trocar o debate da Band pela série de sabatinas do Jornal Nacional e do grupo Globo, Romeu Zema acertou o formato mas desperdiçou a única chance barata de se tornar conhecido e de se diferenciar dos concorrentes de centro-direita. Com 2% nas pesquisas, partido sem coalizão e correligionários já alinhados a Flávio Bolsonaro, ele virou um candidato que levanta temas necessários sem ter viabilidade eleitoral para sustentá-los.

aprofundar

não

é análise política de conjuntura eleitoral bem informada mas sem densidade que renda mais que a leitura de cinco minutos, e um terço do vídeo é piada sobre a Turma da Mônica.

O que foi dito

  • Pedro Doria abre dizendo que quem sentiu falta de Zema no debate pode conhecê-lo na sabatina do Jornal Nacional com os cinco candidatos mais competitivos, série em que Lula e Flávio Bolsonaro já confirmaram presença.
  • Ele avalia que a entrevista mediada por jornalistas está se consolidando como o principal canal formal da campanha, já que o contato direto com o eleitor migrou para as redes e o horário eleitoral.
  • Flávia Tavares confirma que a própria equipe de Zema leu o cenário assim e recusou o debate de domingo para preparar as sabatinas (Jornal Nacional na segunda, e no dia seguinte uma rodada com O Globo, Valor Econômico e CBN), mas classifica a ausência como erro.
  • Doria argumenta que o debate da Band funcionaria como primária de centro-direita à moda americana, onde Zema poderia marcar diferença diante dos concorrentes e gerar cortes para as redes, e chama a ausência de desperdício.
  • Na avaliação da sabatina, ele considera a performance razoavelmente segura, com Zema atravessando pontos difíceis, e cita como explicação convincente a do aumento salarial dos secretários (salário defasado de R$ 7 mil para quem gere orçamentos bilionários), mas cobra as respostas fracas sobre o endividamento de Minas, justamente o flanco de quem se vende como responsabilidade fiscal.
  • Doria critica Zema por recorrer ao mesmo recurso que Ronaldo Caiado usou no domingo, a postura moral do “não rouba e não deixa roubar”, que a seu ver é o mínimo exigível de um presidente e não substitui resposta técnica.
  • Flávia lembra que o eleitorado potencial de Zema já tem dono, com as pesquisas em Minas mostrando migração para Flávio Bolsonaro apesar da popularidade do governador, que nem 20 pontos no estado alcança nem consegue eleger sucessor.
  • Doria recupera a entrevista de Sérgio Abranches (grafia incerta) publicada no sábado para assinantes premium, na qual o cientista político nega potencial de nacionalização a Zema e o vê em Caiado (trajetória política mais longa) e em Renan Santos (o “partido digital” conceituado por Marcos Nobre), e acrescenta a própria impressão de que Zema fala a um público pequeno e não é popular.
  • Há uma digressão longa sobre a comparação de Zema com Chico Bento nas redes, com os dois defendendo a Turma da Mônica e brincando com Eduardo Bolsonaro como personagem, antes de retomarem o assunto.
  • No fecho da análise, Doria credita a Zema tocar em temas que os outros evitam (reforma da previdência, idade mínima atrelada à expectativa de vida, previdência dos militares), mas nota que sua situação é pior que a de um candidato programático de partido: o Novo tenta ultrapassar a cláusula de desempenho e seus candidatos a deputado já abraçam Flávio Bolsonaro, tanto que a reação de Zema ao áudio de Vorcaro (Banco Master) envolvendo Flávio o deixou desautorizado pelos próprios correligionários.

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