a tese
Episódio diário de notícias do Meio (apresentação de Yasmin Restum, grafia incerta) cujo carro-chefe é a retomada da negociação tarifária entre Brasil e Estados Unidos após telefonema entre Lula e Trump, seguido do noticiário de política, tecnologia, saúde e cultura do dia. Não há tese autoral, é boletim factual.
aprofundar
não
é boletim de notícias sem análise própria, e o único item de interesse duradouro para o Bruno (a promessa de anistia geral de Caiado na sabatina) cabe inteiro nos dois bullets acima.
O que foi dito
- Brasil e Estados Unidos marcaram nova rodada de negociação sobre as tarifas de Donald Trump para a segunda-feira seguinte, às 14h30, em formato virtual, articulada pelo representante comercial norte-americano Jamieson Greer junto ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
- O encontro foi acertado depois de Lula repetir a Trump que considera infundadas as tarifas aplicadas ao Brasil, e o Planalto informa que Trump mandou as equipes retomarem as conversas rapidamente, embora integrantes do governo brasileiro não esperem redução imediata das alíquotas.
- No mesmo dia, o Canadá dobrou de 25% para 50% as tarifas sobre aço e alumínio dos Estados Unidos e aplicou alíquotas de 15%, 25% e 50% sobre pescados, papel, queijos, móveis, roupas, eletrodomésticos, ferramentas e máquinas, escalando a guerra comercial com Washington.
- Daniel Peres (grafia incerta), indicado por Trump para a embaixada em Brasília, disse que não pretende interferir na eleição presidencial de outubro e que trabalhará com quem vencer.
- Na sabatina do Jornal Nacional, Ronaldo Caiado, candidato do PSD à presidência, prometeu enviar ao Congresso um projeto de anistia geral e ampla aos condenados pela tentativa de golpe, incluindo Jair Bolsonaro, comparando a medida à anulação das condenações de Lula na Lava Jato pelo STF e invocando o precedente de Juscelino Kubitschek.
- Caiado defendeu ainda uma polícia transnacional com livre trânsito entre países da América do Sul contra contrabando de armas, lavagem de dinheiro e drogas, negou que autorizaria militares americanos em território brasileiro e chamou o Brasil de “a Disneylândia do narcotráfico”, apostando na afinidade com presidentes de centro-direita vizinhos.
- Lula evitou responder, em solenidade do Dia do Soldado no QG do Exército, sobre as suspeitas que envolvem o filho Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha), o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro e a lobista Roberta Luxinger (grafia incerta), caso que virou foco de desgaste da campanha.
- Flávio Bolsonaro se irritou ao ser cobrado sobre a promessa, feita há mais de três meses, de apresentar as contas do filme “Dark Horse” sobre o pai, e a produtora Go Up Entertainment entregou perícia contratada por ela mesma, sem recibos ou notas fiscais.
- A cúpula da Polícia Federal mantém pressão para que a AGU recorra de decisões do ministro André Mendonça no inquérito das fraudes do INSS, que considera interferência na autonomia investigativa, enquanto Jorge Messias tenta saída negociada. O STF, por sua vez, criou gratificação que pode elevar em até 22,5% a remuneração de assessores e chefes de gabinete, isenta de imposto de renda e de contribuição previdenciária, dentro do teto de R$ 46.400.
- No restante do boletim: a autoridade de proteção de dados multou o TikTok em mais de R$ 150 milhões por cinco violações da LGPD envolvendo crianças e adolescentes, o Pará decretou alerta climático por 180 dias diante da previsão de El Niño forte, estudo de Harvard aponta mortalidade por doenças neurodegenerativas cerca de quatro vezes maior entre jogadores da NFL (com até 97,7% dos analisados possivelmente afetados), e morreu aos 80 anos, em Nashville, a cantora Dolly Parton.