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Joe Schmid, Catholic anti-gay apologist?

a tese

Segunda parte da resposta de Randal Rauser a Joe Schmid, agora sobre o ensino católico da homossexualidade na conversa Schmid/Matt Fradd. Rauser argumenta que a moldura "todos temos desejos desordenados" é pandering e que Schmid comete straw man ao reduzir a alternativa a "ou aceitar o ensino da Igreja, ou escolher a dedo o que agrada em Jesus".

aprofundar

talvez

É crítica externa (protestante afirmativa) ao caso Schmid, mais interessante ao Bruno pelo método (fruto a posteriori vs. lei natural, o argumento da penetração cognitiva devolvido ao remetente) do que pelo tema da sexualidade em si.

O que foi dito

  • Rauser situa o vídeo como parte 2 (a parte 1 tratou do inferno) e indica seu livro sobre ser evangélico e afirmativo, dizendo-o diretamente relevante ao tema.
  • Matt Fradd sustenta que a Igreja é caricaturada como odiadora de gays quando o ensino seria “belo”, já que todos temos desejos sexuais desordenados a refrear; Rauser responde que, no banco das igrejas não-afirmativas, há homofobia real, lembrando a associação histórica gay=predador de meninos corrente dos anos 1970 aos 2000.
  • Rauser equipara o “desordenado, mas todos somos” ao antigo ensino protestante contra casamentos inter-raciais (miscigenação), citando Bob Jones University, que proibiu relações inter-raciais em seu código até 2000; a moldura “todos desordenados” não tornaria bela aquela proibição, nem torna esta.
  • Schmid define “desordenado” como não orientado ao bem, categoria moral e não médica; Rauser rebate que o teste cristão de orientação ao bem é o fruto (juízo a posteriori), e há farto material anedótico e de ciência social sobre estabilidade, autodoação e fruto espiritual em relações homossexuais.
  • Schmid apela ao “eu tomaria uma bala por qualquer pessoa LGBT” e à cena de estar diante do Cristo ressuscitado: quem viu os milagres seria irracional em questionar o ensino moral dele; Rauser objeta que ninguém está nessa situação epistêmica e que testemunhar milagres não fixa a interpretação correta do ensino.
  • Rauser usa a mulher cananeia (Mc 7 / Mt 15, “não é justo dar o pão dos filhos aos cães”, que a legenda troca por “mulher de Caná”) para mostrar que se reinterpreta uma fala dura de Jesus sem rejeitá-la; o mesmo valeria para Mc 10 / Mt 19 sobre casamento, o mais perto que Jesus chega do tema.
  • Vira contra Schmid o próprio argumento da penetração cognitiva: a repulsa a gays, o “ick factor”, é que pode ser a intuição cognitivamente corrompida e falível, não a afirmação.
  • Fecha convidando a considerar a evidência empírica a posteriori de que casamentos gays exibem o mesmo fruto espiritual dos heterossexuais, como razão para rever o ensino tradicional da Igreja.

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26/08From atheist to Catholic hell apologist? A response to Joe Schmidaprofundar: sim