a tese
O Bahia campeão de 1988 não foi um raio em dia de sol, mas o resultado de uma construção consistente iniciada em 1986, com dois técnicos marcantes e uma base estável de jogadores ao longo de três anos.
aprofundar
não
conteúdo esportivo detalhado (história do Bahia dos anos 80) sem conexão com os interesses teológicos, filosóficos ou acadêmicos do Bruno.
O que foi dito
- Em janeiro de 1986, o presidente Paulo Maracajá reformulou completamente o elenco do Bahia, contratando jogadores da Catuense (clube do interior baiano patrocinado por empresa de ônibus) e o técnico Orlando Fantoni, que permaneceu quase dois anos no comando, raridade no futebol brasileiro da época.
- O destaque absoluto de 1986 foi Cláudio Adão, atacante veterano que marcou 27 gols no Campeonato Baiano e 18 no Brasileirão na mesma temporada, totalizando cerca de 42 gols em pouco mais de 50 jogos, antes de seguir para o Cruzeiro em 1987.
- O Brasileirão de 1986 usou um formato com 44 times e fases complexas; o Bahia eliminou o Palmeiras nas oitavas, mas foi eliminado pelo Guarani nas quartas, enquanto o São Paulo sagrou-se campeão.
- Em 1987, o Fantoni pediu demissão durante a Copa União (competição organizada pelo Clube dos 13, dos 16 maiores clubes), e o substituto Paulinho de Almeida levou o Bahia a uma campanha mediana, 11° de 16.
- O Brasileirão de 1988 tinha uma regra inédita: empates na fase classificatória geravam disputa de pênaltis por um ponto extra, sem reverter o ponto original do empate; foi também o primeiro ano com rebaixamento oficial, e América do Rio e Bangu desceram e nunca mais voltaram à elite.
- O Bahia entrou nas quartas de 1988 como terceiro melhor geral, aproveitando uma vaga aberta porque o Vasco ganhou os dois turnos do seu grupo; o goleiro titular Sidmar precisou voltar à Portuguesa em dezembro, e o reserva Ronaldo assumiu e foi destaque no mata-mata.
- Na semifinal contra o Fluminense, o Bahia virou 2 a 1 em Salvador com gols de Bobô; Pedro Doria destaca que o zagueiro Edinho, capitão da seleção na Copa de 1986, levou baile do ataque baiano.
- Na final, o Bahia venceu o Internacional por 2 a 1 na Fonte Nova e segurou o 0 a 0 no Beira-Rio, conquistando o título; dois dias depois enfrentou o mesmo Inter pela Libertadores e venceu por 2 a 1.
- Na Libertadores de 1989, o Bahia foi eliminado pelo Inter nas quartas num jogo em Salvador jogado em campo alagado; o árbitro Arnaldo César Coelho mandou a partida prosseguir, e o 0 a 0 classificou o Inter.
- Em 1990, com o técnico Candinho e elenco reformulado, o Bahia chegou à semifinal mas foi eliminado pelo Corinthians; o centroavante Charles foi artilheiro do campeonato, e Luís Henrique, vindo da Catuense, se tornaria o jogador do Bahia com mais convocações para a seleção nos anos seguintes.