a tese
No programa Impressões da Sociedade Bíblica do Brasil, Rodrigo Bibo (Bibotalk) conta sua trajetória de conversão e de popularizador da teologia e, visitando a estrutura da SBB, defende que o combate ao analfabetismo bíblico é condição de qualquer avivamento.
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Entrevista biográfica e institucional da SBB, calorosa mas sem densidade doutrinária; serve como contexto sobre o Bibo e o Bibotalk, canal que o radar já acompanha, não como material de trabalho.
O que foi dito
- Bibo relata origem católica de religiosidade nominal, um breve estudo bíblico na infância com um grupo de porta em porta que a avó interrompeu, e a Bíblia sumindo depois de sua vida.
- Conta a conversão aos 13 anos: pego roubando uma caneta, viu a mãe humilhada e, abalado, fez a oração de entrega no Novo Testamento azul dos Gideões Internacional, associando ali a fé à decisão de nunca mais roubar.
- Aos 17 foi evangelizado numa igreja pentecostal em Joinville, apaixonou-se pela escola dominical e pelo culto de doutrina de terça, e virou “rato de escola dominical” apesar de nunca ter gostado de estudar.
- Percebeu cedo a ignorância bíblica dos próprios convertidos e, com um amigo que queria ser missionário em Cuba, sonhou um ministério para ensinar Bíblia aos crentes; entrou no seminário em 2000, um ano após se converter.
- Passou pela rádio da igreja (programas Jovens em Ação e Metanoia, este já com pitadas de grego), foi convidado a se retirar por atritos entre sua teologia bíblica e a denominacional, e em 2011 fundou o podcast Bibotalk, começando com uma série sobre os Dez Mandamentos (BTC 001) para 70 downloads.
- O entrevistador da SBB apresenta o conceito de analfabetismo bíblico: gente que conhece política e futebol mas não sabe cinco dos Dez Mandamentos nem acha um livro na Bíblia de papel; Bibo o relaciona a Hebreus 5, em que a segunda geração de crentes já precisava reaprender os rudimentos.
- Bibo conecta o problema à doutrina dos apóstolos (At 2.42) e ao sacerdócio de todos os crentes: sem palavra guardada, o Espírito Santo não tem o que trazer à memória no momento da provação.
- Elogia o trabalho da SBB: produção industrial (uma Bíblia a cada três segundos), o trabalho artesanal das costureiras de capa, as Bíblias em Braille (38 volumes, dois metros de altura, custo de cinco a seis mil reais, enviadas gratuitamente) e os barcos Luz na Amazônia.
- Defende a NTLH como tradução acessível e legítima, lembrando que Augustus Nicodemus a usa como exemplo de boa tradução no mestrado, e sustenta que a melhor tradução é a que a pessoa efetivamente lê.
- Fecha com o bordão de que o abismo que nos separa de um verdadeiro avivamento é do tamanho do nosso desprezo pelas Escrituras, e que a Bíblia foi dada para mudar vidas, não só para acumular conhecimento: “não precisamos de mais um perito, mas de mais um discípulo”.