a tese
Pedro Doria e Cora leem o acordo de 18 bilhões de dólares entre 23 estados americanos e a Meta como o "momento tabaco" das redes sociais: a primeira admissão formal, em juízo, de que os algoritmos viciam por design, com obrigações estruturais de proteção a adolescentes.
aprofundar
talvez
Discussão sólida sobre regulação de plataformas, com os termos concretos do acordo e a lógica estratégica da Meta; rende ao Bruno se ele quiser acompanhar o tema, embora a digressão eleitoral dilua o foco.
O que foi dito
- Explicam o acordo: 23 estados processaram a Meta (dona do Instagram e do Facebook), a multa ficou em 18 bilhões de dólares, e a empresa preferiu acordar porque, indo até o fim, a estimativa de derrota chegava à casa dos trilhões.
- O Ministério Público equiparou a Meta a empresas poluidoras nocivas à saúde pública; as provas incluíam e-mails internos mostrando que a empresa sabia de crianças de 11 e 12 anos na plataforma (abaixo do limite de 13) e aplicava tecnologia para viciar os jovens desde cedo.
- Listam as obrigações nos EUA para menores de 18: teto de duas horas por dia, ocultação do contador de curtidas, sem notificações das 8h às 15h, alerta a cada 15 minutos, opção de feed cronológico controlado pelos pais, desligar autoplay e proibição de filtros de beleza.
- Cerca de cinco bilhões da multa podem ser abatidos se a Meta convencer TikTok, Snapchat e YouTube a aderirem ao mesmo pacto, caso em que o teto coletivo cairia para uma hora por plataforma; o juiz recomendou, sem obrigar, que as concorrentes sigam as regras.
- Ressaltam o limite do acordo: vale só nos EUA e só para adolescentes; para adultos e no resto do mundo nada muda, e os apresentadores classificam a Meta como empresa que vai fingir que nada aconteceu fora dos Estados Unidos.
- Estendem a discussão para a radicalização política atribuída aos algoritmos, citando a repercussão de um espancamento na UFRJ em que parte do público defendeu os agressores.
- Traçam paralelo com as bets, tratadas como outro dispositivo de vício deliberado mantido sem regulação efetiva.