a tese
O boletim diário do Meio reporta a gestão cautelosa de Edson Fachin frente à crise no STF aberta pelas mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, com novos fatos envolvendo André Mendonça, a PGR, a Polícia Federal e os Bolsonaro.
aprofundar
talvez
Boletim denso e factual, útil como mapa da situação do caso Master e do quadro eleitoral; é compilação, não análise, e só vira sessão se o Bruno quiser reconstituir o caso.
O que foi dito
- Fachin evitou antecipar decisões: falou em “medidas cabíveis” após “procedimentos internos” e em limites para ocupantes de altos cargos, sem citar Moraes, Mendonça ou Vorcaro pelo nome, e iniciou conversas individuais com os ministros antes de decidir sobre o pedido de apuração contra Moraes, com a hipótese de levar a decisão ao plenário.
- Na primeira sessão após a crise, Moraes participou normalmente e entrou pela porta principal, Mendonça chegou pela garagem, e os dois ficaram sentados lado a lado.
- Lula recebeu Gilmar Mendes no Planalto fora da agenda, após pressão de ministros para o governo se posicionar, e Fachin procurou Lula na Alvorada em busca de “saída institucional”.
- Revelou-se que Mendonça teve encontro reservado de duas horas com Vorcaro em 14 de março de 2025, em São Paulo, num instituto fundado pelo próprio ministro, articulado pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado Cezinha de Madureira; Mendonça confirmou o encontro e disse que se tratou só de precatórios.
- Vorcaro deu depoimento sem a presença da PF a integrantes do gabinete de Mendonça, na Papuda, acusando a corporação de rejeitar sua delação para proteger o diretor-geral Andrei Rodrigues e relatando maus-tratos, sem apresentar provas.
- Paulo Gonet (PGR) pediu o arquivamento dessas acusações contra a PF e fechou delação com Antônio Carlos Freixo Júnior, que teria intermediado dinheiro de Vorcaro para o fundo Heavengate, ligado ao filme Dark Horse; o acordo vai a Mendonça para homologação.
- Numa gravação de março de 2025, o deputado Nicolas Ferreira liga a Vorcaro para liberar ativo de minério e o chama de “Dani” e “Lindão”.
- Pesquisa Quest: no primeiro turno Lula tem 37% contra 29% de Flávio Bolsonaro, com Augusto Curi (grafia incerta) em terceiro com 10%; no segundo turno, empate técnico (42% a 41%), ambos com rejeição acima de 50%.
- O governo tenta votar em sessão extra do Senado a PEC que extingue a escala 6x1, adiada por Davi Alcolumbre, sem maioria garantida segundo o líder Randolfe Rodrigues.