¶1เฮ uh Uh. เ Oh. Oh. Ah. Salve pessoal, beleza?
¶2Aqui quem fala David novamente. Estamos aqui mais uma vez para mais uma live de react, OK? Dessa vez nós iremos reagir aí o debate que ocorreu entre o meu amigo, né, Daniel Gontijo e o Guilherme Freira, OK? Guilherme Freira é este que eu já debati em um contexto prévio, né, lá no contexto do inteligência limitada, né, para quem não lembra, eu cheguei a ter um debate lá com ele naquele quadro de 1 versus 30, né, na verdade foi 1 versus 25, né, ou 22 ou 20 alguma coisa. Ateus, né, foi um católico, né?
¶3versus uns 20 ou 25 ateus, alguma coisa assim. H, mas enfim, esse quadro aí foi extinto, né, no canal do Inteligência Militada, não deu muito certo lá, mas esse foi um dos, digamos assim, um dos um dos vídeos que mais teve views desse quadro aí, né? eh, foi um dos que teve mais mais visualizações, né, dentre eles o corte em que eu participei, né, fazendo objeções lá contra o Guilherme Freire, né, envolvendo antologia plana, envolvendo, no caso, a moralidade objetiva sem Deus, envolvendo no caso ali a, enfim, várias noções ali relevantes, né, enfim, a objeção do Johan Collins contra a noção de convertibilidade, né, contra a concepção, né, a doutrina da da convertibilidade do do bem ao ser, né, e coisa e tal. Então eu avancei essas objeções e foi uma discussão interessante lá que a gente teve, né? Eh, infelizmente o Guilherme foi não tava nem um pouco preparado, né?
¶4Para esse tipo de discussão. Acho que ele não esperava surgir ateus, tipo eu, Ari e o Kauan. E foi isso, né? Então, um salve aí pra galera que tá chegando. Salve aí pro Olitier, pro Zeus, pro Vin Mentalista e para o resto da pessoa aqui, né?
¶5Tem o de Elliot. Deixa eu ver, tem mais alguém? Não, ainda não. Enfim, salve aí pra galera que tá se manifestando. Wallace Souza, você tava a 1000 por hora lá naquele da Tava mesmo.
¶6Tava. Ah, mas enfim. Vamos lá, galera. Antes de começar a live, eu gostaria de fazer um convite para vocês, que é o seguinte, deixa eu pegar aqui rapidão aqui no no na aba de comunidade, vocês viram que eu fiz uma tradução nova, né? Essa tradução aqui eu fiz porque eu achei bem interessante esse texto da Jessica Fraser, né?
¶7Ela é uma especialista em filosofia hindu, né, de certo modo, e de estudos religiosos interseccionais, né? Ah, e ela escreveu esse texto que eu acho bem interessante sobre, no caso, a relação entre certos tipos de argumentos cosmológicos, teleológicos, etc., né? modar isso no âmbito hindu, né, no âmbito da filosofia indiana, principalmente no contexto da filosofia ali, ah, oriental de cunho teísta, né, vinculado com tradições religiosas teístas, ah, como no caso de vaita vidanta, devaitanta, vigita de vaita e outras tradições como estas, né? H, e eles, ela faz um paralelo entre argumentos dessas traduções com argumentos e raciocínios, eh, e elaborações de filósofos analíticos contemporâneos e também, de certo modo, filósofos ali que tem uma pegada escolástica e de metafísica clássica, né? Ah, ali, né, de clássico, né?
¶8Ah, vinculado ali com com a metafísica tipicamente ocidental, né, que a gente conhece, ah, vindo de Aristóteles e coisa e tal, né, ou influenciado por Aristóteles, Platão e neoplatônicos, né? Então é bem interessante esse texto dela, né, para quem não conhece muito de filosofia indiana, para vocês verem os paralelos entre argumentos contra e a favor dessas concepções teísticas, né, digamos assim, ou dessa de concepções ali ah acerca do divino no âmbito oriental que se assemelha a um contexto ocidental de certo modo, entendeu? Então acho bem interessante, achei bem interessante esse texto aqui. Até peguei um feedback do Rian também, né, que o Rianu antes de fazer essa tradução e ele acha bom, né? Acha bom a Jéssica Fraser, né?
¶9Jessica Freezer, inclusive ela teve uma discussão recente no Premier Unbelievable. Unbelievable con esse cara Freezer, ela, o Joe Fley, Willan Creeg e o Philip Goff, tá? O Philipkof defendendo a concepção do Deus limitado, né, que ele defende agora, né? Concepção de Deus limitado herético, né? Cristianismo limitado herético.
¶10Ah, o Jo Foly defendendo o ateísmo, né? No contexto de uma visão mais pragmática, né? Que ele tem uma influência mais pragmática, né? Mais do William James, do Witgenstein, né? do Vid Tadio, enfim, ele tem influência ali do, enfim, de de outros autores pragmáticos, né?
¶11O próprio Charles Sanders PS, né? Ele tem muita influência desses pragmáticos ali, né? Ele defendeu o ateismo dele uma rota mais pragmática ali, né? Digamos assim. Ah, e o Willan Cre defendendo ateismo cristão, né?
¶12Neocássico, né? Aí neoclássico cristão dele e a Jessica Frezy defendendo uma perspectiva mais te friendly, né? Ou seja, amigável ao âmbito indo. Então, quem tiver interesse aqui, eu recomendo vocês assistirem essa discussão. Foi uma discussão interessante, né?
¶13foi quatro perspectivas diferentes ali discutindo acerca da questão, OK? Então vocês tiverem interesse é só vocês visualizarem aqui, ó. Essa outra aqui eu não cheguei a visualizar ainda, né? Parece que teve uma outra discussão aqui interessante, teve até o Richard Daws no meio, enfim, com a mediação do Jack Simes, né, que é um filósofo ali analítico contemporâneo, né, que ganhou mais destaque, principalmente com o artigo dele que ele publicou em resposta ao Gran Challenge, né, teve um debate com o ST Fawó e ele mediu essa discussão aqui no Premier Unbelievable, tá? Para quem tiver interesse.
¶14Ã, e é isso, né? E eu gostaria de comentar mais algumas coisas antes de gente ir pro React, né? O React já tá aqui, ó. Tá aqui o vídeo. É que a gente vai ter traduções, né?
¶15Nós teremos traduções ali, né? Traduções ali referentes aos argumentos que o Josh Mid tá avançando, né? Avançando no caso comulativo dele e também os argumentos dos milagres que ele trouxe, né? Eu tô lendo uma penca de coisas relacionada a argumentos dos milagres, principalmente no contexto católico. E eu cheguei em contato com alguns textos que basicamente minam própria abordagem em si, né, no âmbito da raiz, né?
¶16Eh, então tem algumas traduções que eu acho mais interessante de traduzir elas, de ter eles tm uns textos mais relevantes que eu acho interessante de ter traduzidos, porque eles minam o próprio core, o própria noção de você ter um passo inferencial que permite conectar milagres com a vindicação de uma tradição religiosa particular, né? Então acho que eu vou traduzir esses primeiro, depois eu traduzo outras coisas mais específicas do catolicismo. Acho mais relevante traduzir coisas que minam casos gerais vendicatórios e depois ir atrás de, sei lá, de ir atrás dos outros textos que são focados especificamente nos milagres católicos, como com os textos das da própria ah teóloga ah e também em química, né, desse modo, né, formada em química ali a Stacy Trasans, né, a teóloga católica e formada em química Stacy Trasans, né, que é quem lida, por exemplo, com a questão dos milagres eucarísticos, né, ilustra várias problematizações e e trouxe atenção estudos ali do Kelly curse, né? São estudos que minam a razoabilidade, né? Que ilustram, no caso hipóteses alternativas, né, como de contaminação, né, das hóstas e coisas e tal, né, que explicaria o por que as hostas apresentam aquela característica ali que parece sangue, né, aquele vermelhidão e coisa e tal, né, aquela característica ali e os antígenos A e B, né, presentes ali, né, ou algo assim.
¶17Então, acho interessante ter primeiro coisas que minam os casos gerais para depois ter coisas mais específicas, né? Mas é isso. Ã, um salve pro Idu também que tá chegando. Pode chamar para onde? Chame o mais prolixo dos filósofos.
¶18Mas enfim, é isso. Então vamos parar um pouco por aqui, né? Vou traduzir também coisas relacionadas a harmonia psicofísica, harmonia nomológica e também o argumento do conhecimento moral, né? O argumento da beleza eu não acho tão forte assim. Eu não sei o que que o Schmid viu nisso.
¶19Eu acho que ele tá muito entorpecido pelo catolicismo e qualquer coisa ele que corrobore com o teísmo dele, ele tá se apegando, né? Mas enfim, vamos lá. Vamos lá. >> Pode vir pondé, pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara.
¶20Isso aí não prova nada. Filosofia. Isso aí para mim, isso aí não prova nada. >> Edu mandou R$ 5. Pode chamar o Pondé.
¶21Pode chamar o mais prolixo dos filósofos. >> Valeu, Edu. O Edu só manda para ouvir esse áudio. Ele gosta desse áudio, mano. Esse áudio é bom demais.
¶22Esse áudio do Marcos é demais, cara. Ainda bem que eu ainda bem que eu salvei ele comigo. Mas enfim, vamos lá. Vamos lá. Vamos pro pro debate.
¶23>> Meu nome é Guilherme Freire, sou professor de filosofia empresário e sou cristão. >> Meu nome é Daniel Gontio, sou professor de psicologia, doutor em neurociências e fundador do Instituto Ponto Azul. Eu sou ateu. Qual é o maior clichê ou estereótipo sobre os cristãos que você odeia? Mas sabe que no fundo é verdade para muita gente na igreja.
¶24>> Hum, interessante. Eu acho que tem algumas pessoas na igreja que elas querem ser boazinhas demais. Às vezes, por vezes, elas tentam agradar todas as pessoas e por vezes elas transgridem um pouco na verdade, ao invés de de fato eh as pessoas priorizam. Caridade é muito importante também. Eu acho que as pessoas têm que ser caridosas em geral, mas eu acho que tem um tema que a pessoa precisa buscar caridade junto com a verdade, junto com o estudo.
¶25Isso, a união das duas coisas. Acho que quando você tenta só agradar o mundo, agradar todas as pessoas, você acaba se desviando um pouco do que é mais profundo. >> Então eu quero comentar um negócio sobre isso aqui, porque uma vez eu ri, eu não lembro quem foi, não lembro se foi o Daniel Miindo do do Langinguagem ou alguma outra pessoa, né? Ahã. que eles disseram o seguinte, ã, eles repetiram, né, uma frase do Olavo, né, que é basicamente o seguinte, né, eh, moderação da defesa da verdade é serviço prestado à mentira.
¶26E aí, e o contexto de fala, né, com relação a isso, é a ideia de que é melhor uma pessoa eh errar no excesso, né, na defesa da verdade, do que errar na falta adequada, né, eh, na falta de uma defesa adequada da verdade. E aí era um contexto mais de dando um aplauso para fundamentalistas religiosos, porque os fundamentalistas religiosos pelo menos eles pecam no excesso e não na falta de defesa da verdade. Eu achei isso muito estranho, né? Porque, primeiramente, essa frase do Olavo eu acho péssima, tá? Porque eu acredito que muitas vezes uma não moderação na defesa da verdade pode fazer as outras pessoas ficarem fechadas com recebimento da mensagem ou daquela coisa, né, daquela alegação, o conjunto de alegações dos quais você julga como sendo verdadeiras, né?
¶27Eh, então eu acho isso muito problemático, porque a forma de defesa da verdade também importa se você quer propagá-la para as pessoas, as pessoas elas não vão estar receptivas à verdade, né? ou pelo menos aquilo que você julga como sendo verdadeiro, você acredita que que é a verdade e que é o bem para outra pessoa, né? Seja um bem epistêmico, um bem moral, qualquer coisa assim. Eh, você simplesmente defender aquilo de qualquer jeito, né, de forma imodesta, imoderada, simplesmente porque aqu você acredita que aquilo é a verdade e e que você está com a verdade, coisa e tal. Eu acho que isso pode gerar uma um backlash muito complicado, né?
¶28Ou seja, pode gerar um efeito rebote ali muito complicado com relação à sua pessoa e com relação às suas ideias. Então eu acho que não é bem verdade esse tipo de frase. Eu eu jogo como sendo bem errada. Na verdade, na verdade é justamente a moderação da defesa da verdade que favorece um serviço melhor prestado a ela do que simplesmente, no caso, uma imoderação na defesa da verdade. É justamente é justamente no caso a imoderação da defesa da verdade que faz um que presta um serviço paraa mentira em muitos contextos, porque as pessoas ficam fechadas a ouvir aquilo que você julga como sendo verdadeiro.
¶29Quando você elas visualizam você como fundamentalista, como uma pessoa intolerante, como uma pessoa de mente fechada, como uma pessoa que no caso ali tá sendo desonesta, agindo de uma maneira desonesta ou tá aí, enfim, agindo de fazendo de tudo para que as pessoas venham acreditar naquilo que você julga como verdadeiro, sem você se preocupar com a forma que você tá propagando isso, se tá sendo uma forma aprasível ou não. Eu acho isso um problemático, né? Vamos pegar o exemplo aqui do Josh Mid, né? Josh Mid, ele recentemente se converteu a catolicismo, né? E ele e ele fez o seguinte, a seguinte coisa, né?
¶30Ele ocultou uma série de vídeos, inclusive alguns vídeos que não tem nada de escandaloso pro catolicismo ou pelo menos quase nada de escandaloso lá, né? Eh, que se vincule principalmente à pessoa dele, mas sim, no caso era algo relacionado à discussão de convidados ou entrevista de convidados. O que que isso acabou gerando, né, quando as pessoas perceberam esse tipo de coisa, né, quando ele veio a público se dizendo católico novamente, né, reconvertido ao catolicismo e blá blá blá, as pessoas começaram a perceber que ele tinha ocultado alguns vídeos como esses, né, como eu, por exemplo, eu percebi, né, o Café e outras pessoas perceberam, né, eu fui lá no no ex, no Twitter, né, cobri ele e simplesmente isso favoreceu o quê? O giro um buro. Tanto é que meu post ele circulou, né, de cer moda.
¶31Circulou, foi parado até no canal do Run Rouser lá, lá do exterior, não, até o Rouser lá e aggi meu comentário e coisa e tal. Então eu acho meio que isso foi um essa imoderação, né, esse radicalismo, esse extremismo na defesa da do que ele acredita como sendo verdadeiro, né, o Jid agora acredita como sendo verdadeiro. Nesse caso, o próprio catolicismo tá acabando, tá acabando por ocasionar no serviço prestado que a mentira. Porque muitas pessoas que poderiam ficar abertas ao sei lá, as ideias novas católicas dele, né, as ideias católicas que ele endossou agora, simplesmente vão se fechar, porque no caso ele foi moderado na defesa daquilo que ele jogou como correto, como verdadeiro, a ponto de até ocultar coisas que ele não deveria ter ocultado da maneira como ocultou, né? Ilustra o quê?
¶32Indica o quê pr as pessoas que ele é uma pessoa desonesta, que ele é uma pessoa que não tá aberta, mas, né, a refletir sobre certas questões, que ele não conseguiu, ele não conseguiu lidar com certas objeções e, portanto, ele resolveu privar antes de lidar com elas, né? Eh, e se tornou católico, apesar dessas objeções estar ali pairando ainda, né, no ar e coisa e tal. Então, acho muito, muito, mas muito, mas muito problemático ele fazer esse tipo de coisa, tá? Eh, então eu acho que isso é um exemplo, claro, de outro serviço prestado à mentira, né? Ou pelo menos aquilo que no caso Freire e outros ali do lado dele jun com a mentira, né?
¶33O miurin e etc., outras pessoas que são católicas, né? Eh, então eu acho que essa fase do Olavo é péssima, ridícula e simplesmente Olavo é um assim, não tem quase nada de proveitoso que você pode tirar disso, mas é isso. Ah, vamos lá. >> Uhum. a perspectiva de que o cristão é bonzinho demais, que te incomoda e pô, tem gente, >> às vezes tem gente que é boazinho demais, tem gente que às vezes deixa de falar que é verdadeiro porque quer agradar ou quer ser simpático demais e tal, >> se anula um pouco e eu acho que isso pode acontecer.
¶34>> Sabe uma coisa que alguns de nós vivenciam e eu não sei se você já passou por isso, talvez não Brasil, não sei se já saiu, que eh é um receio de se colocar como ateu. >> E às vezes eu vejo colegas tentando ser bonzinhos demais, fala: "Eu sou ateu, mas assim, eu não sou chato não, tá? Não vou tentar te convencer". É, também eu acho que assim, eu acho que tem os dois Paulos, né, os dois extremos. Tem pessoas que no caso são boazinhas até demais, né, ou seja, são moderadas até demais e tem pessoas que são imoderadas até demais.
¶35Eu acho que deve ter um equilíbrio ali, né? Ah, a gente deve ter um certo nível de equilíbrio na defesa daquilo que a gente joga como verdadeiro, né? Nem muito e modesto, nem muito modesto, né? Uma coisa nuançada e coisa e tal, né? Eu acho que é é o ideal pra gente defender, né?
¶36seja o ateu, seja o católico, seja qualquer pessoa aí que tenha sua crença e sua visão de mundo, né, que queira, enfim, convencer outras pessoas a indo à sala, porque julga que ela é verdadeira, né? Ah, e que seria um bem epistêmico ou até um bem moral que a outra pessoa se convertesse, né? >> Tal e às vezes até o mitem o próprio ateísmo. Eu não sei se acontece isso com você. Você sabe quando eu tinha, eu acho muito mais difícil falar que é cristão, não sei se foi o meio que eu cresci, eu quando >> hum eu vi o Duque Almeida, né?
¶37O reat dele também, ele disse a mesma coisa, né? Ele disse que no caso ele visualizou como sendo mais difícil sair como cristão do que simplesmente como sair com uma pessoa até, uma pessoa secular. É porque a gente tá numa cultura que ela tem um mix, né, digamos assim. As pessoas elas geralmente elas têm uma crença ali relativamente firmada, né? Elas não estão dispostas a a ceder a crença religiosa delas, né?
¶38Numa concepção, sei lá, do Deus cristão ou qualquer coisa assim. ah, o Deus cristão, Deus católico ou protestante ou etc, né? Umação protestante, uma conção católica, elas têm essa crença. Elas até vão em culto uma vez ou outra, elas até acreditam de fato na Bíblia e nas coisas que estão escritas na Bíblia e coisa e tal, né? Elas até acreditam em tudo isso, mas elas ainda estão bastante secularizadas.
¶39Então elas não estão tão apegadas assim com essas crenças religiosas a ponto de se portar de forma religiosa continuamente e de visualizar ah com bons olhos pessoas que são eh extremamente, como eu posso dizer, ah, extremamente apegadas à suas crenças reliosas e de fato ah buscam, né, no caso ali agir de acordo com essas crenças, né, de forma mais ampla, ah, indo pra missa, indo para culto e fazendo oração, enfim, rezando terço, enfim, rezando rosário, enfim, fazendo qualquer outra coisa que seja. Então, a gente tá numa cultura que tem um mix, né? Apesar das pessoas serem ah bastante tender a ser bastante ali fervorosas religiosamente, né, no que elas acreditam, né, ainda assim elas são meio inconsistentes nos comportamentos dela, porque ainda tem uma aura de secularidade, né, tem um certo nível de secularismo, né, imbuindo elas de alguma maneira, né, e por isso que elas não, enfim, elas não levam tão a sério assim, né, no cotidiano, né, no dia a dia, as crenças religiosas delas. Mas no caso ainda assim não é o suficiente para elas abandonar totalmente as práticas religiosas ou qualquer coisa assim, né? Então eu eu entendo mais ou menos esse feeling, essa mescla de coisas e eu acho que na universidade, na faculdade, eu acho que isso também ah é mais presente, né?
¶40Acredito eu, uma hora de secularismo, né? De secularidade, ah, é mais presente no das universidades e da faculdade, mas não de ateísmo. Exatamente, né? Não de ateísmo. As pessoas ainda não visualizam com bons olhos ateus, né?
¶41Mesmo no da faculdade ou da universidade, elas geralmente visualizam o quê? Pessoas que tm uma espiritualidade mais fluida, de um pouco mais tranquila, né? Pessoas que tm uma mentalidade ali mais, enfim, new age ou alguma coisa assim. Eu acho que na faculdade ou na universidade eu acho que ele é mais comum, né? Pelo menos que eu já ouvi bastante de pessoas que frequentam é é justamente essa ideia de uma espiritualidade mais fluída e não muito específica, né?
¶42Ou algo assim. Ah, ou de pessoas que são religiosas nos assuntos até cristãs, mas não são tão praticantes assim, né? Mas é isso. >> Quando eu não tava nem aí pra religião, eu lembro que eu não tinha nenhum receio de falar isso, porque eu ia ser muito bem aceito assim pelos professores, pelos meus colegas. Não sei se foi porque eu cresci, sei lá.
¶43Mas assim, aqui em geral quando >> Opa, pera aí, pera aí que tem um, tão me ouvindo aí, ão, né? Acho deu um deu uma falhinha aqui, mas enfim, vamos voltar. >> Eu lembro que quando eu era afastado da igreja, eu também todas as pessoas que eu conheci eram afastado da igreja. Uhum. Ah, não conhecia ninguém que tivesse contato mais próximo.
¶44Em geral também a experiência de ir na escola, na faculdade, eu acho que em geral é mais secular mesmo, é mais anti igreja, pelo menos a versão que ouvi na escola demonizava a igreja, depois tinha vários professores que eram socialistas na faculdade, em geral. >> Eh, no meu meio social foi muito mais difícil falar que eu era cristão. >> E aí quando eu comecei a falar isso, as pessoas ficavam chocadas, falavam: "Meu Deus do céu, tal". Eh, mas isso pensando escola e faculdade, >> eu acho que o problema não é você dizer que você é cristão, tá? E eu também sou meio, eu tenho um pouco de dúvida aí se ele não tá exagerando um pouco nesse relato dele, né?
¶45Eh, vindo do fre, eu acho meio complicado, né? A gente de levar a cabo o relato dele assim de de cara, né? Eu acho que tá exagerando um pouquinho, mas ah deve ter sim algumas coisas assim, deve ter um outro professor assim que é mais socialista, né? Ou tem um, enfim, tem ideias assim mais de esquerda e coisa e tal. Ah, mas eu eu tenho dúvidas se de fato era algo tão predominante assim que nem ele tá colocando, né?
¶46Ah, mas enfim, vamos lá. faculdade, né? >> Sim. Dependendo do ambiente, pode ser que você fez faculdade de filosofia. >> Eu fiz faculdade, eu tô pensando aqui no meu colégio e eu entrei na faculdade de direito primeiro.
¶47>> Direito. Ah, entendi. >> É, a faculdade de direito, tinha um professor que era apologista do Stalin, eu lembro disso. Ele falando que Stalin matou foi pouco, tal. Era nesse, era nesse, é assim, eh, ei, faculdades, entendeu, universidades.
¶48E, e de fato eu acho que em geral o clima era bem secular, bem ideológico e era difícil você se manifestado. Não, não era difícil. Só que >> secular talvez seja, né? Secular eu acho até razoável que seja. Agora ideológico, eu não sei exatamente, eu sou um pouco cético.
¶49>> Do cristianismo, acho que qualquer ideia política um pouco diferente do padrão já era bastante mal vista, assim. Qual o estereótipo sobre ateus que mais te irrita e que você acha mais injusto? >> Hum, que os ateus são arrogantes. Tem ateu arrogante, como também tem cristão arrogante, religioso arrogante de forma geral. Mas eu acho que essa imagem de um ateu que se acha o sabichão, que tem todas as respostas, isso me irrita, porque não é verdade.
¶50Muitos ateus têm sua humildade, não pegam a ciência para dizer que a ciência dá todas as respostas ou um dia dará. A ciência, a ciência tem suas limitações também. Ah, eu acho que que esse é um dos que me incomodam. Ah, eu posso até acrescentar aquele de que se não acredita em Deus, então é uma pessoa imprevisível, não tem um senso moral, uma pessoa perigosa. Esse, na verdade, eu acho até o mais perigoso, que é esse preconceito contra.
¶51>> Mas que tem gente arrogante de todo tipo, né, no final do dia. >> É, exato. É, isso é verdade. Isso é verdade. Ah, tem até pessoa que fala que eu sou arrogante para caramba, que eu acho me acho saão de tudo e coisa e tal, mas eu não eu não me coloco nessa posição, cara.
¶52Eu sou um pouco, eu costumo dizer o seguinte, que eu eu sou incisivo. O meu jeito é ser incisivo, né? Ah, mas eu acho que isso é comum no pessoal da bolha de filosofia, né? Você vai ver o, sei lá, fugida, você vai ver o Ah, sei lá, outras pessoas, você vai ver o café, né, que aparece aqui, você vai ver o Rian, né, que a gente conversa ess coisa tal, você vai ver, enfim, pessoas aqui no nosso baile, na nossa bolha, você vai ver que a gente costuma ser um pouco mais incisivo, né, nessa bolha aqui de filosofia, mais da internet, coisa tal, mas eu não, eu não acho que eu sou agressivo, nem que eu sou, sabe? Ah, talvez às vezes eu pareço agressivo, mas eu não sou, não vi exatamente como agressivo, né?
¶53Ah, e nem como, ah, sou sabichão de tudo, não. Já aprendi bastante coisa com a galera aqui da bolha, né? Ah, o café aí me ajudou bastante, bastante coisa, né? Me ajuda ainda com algumas coisas. Ah, eu aprendo bastante coisa aí com com a galera, né?
¶54Então, não me vejo assim, né? Mas enfim, tem pessoas que dizem que eu sou, talvez eu transmite essa hora de arrogância em algumas circunstâncias, enfim, sei lá. Mas enfim, vamos. >> Exato. É sobre a humanidade, né?
¶55>> Vamos lá. Houve um momento específico, um evento na sua vida que te fez bater o martelo e decidir que Deus não existe? >> Cara, eu acho que não teve um acontecimento assim tão específico e decisivo para mim. Eu eu >> o GROP, ele tem uma discussão com o filósofo calvinista, né, que ele é ex-ateu também, de certo modo, ele se converteu pro cristianismo, que é o Guilambinon, né? Ele teve esse esse debate aqui, ó, do Premier Unbelievable.
¶56Premier Unbelievable. Ah, Gilon B aqui, ó. Ele teve esse debate aqui com com GR Hop, né, o Gnaminon no Prem Un Belval há uns 4 anos atrás e foi sobre o argumento, no caso, da racionalidade, da experiência religiosa e também no caso ali, enfim, é o argumento da racionalidade e da experiência religiosa, né, de certo modo, foi um dos argumentos ali que eles discutiram. E aqui um trecho, né, o Op ele comenta, né, sobre estudos que ele fez, né, sobre os estudos que ele teve acerca de relatos de conversão, né, e ele comenta uma coisa que eu acho interessante, né, porque as conversões elas não acontecem geralmente por causa de ah, um fator específico que favorece a pessoa, virar de chave, não. Geralmente, no caso, é um processo, né, um processo que envolve a acumulação de várias coisas pequenas que vão fazendo a pessoa ficar cada vez mais aberta até que acontece uma coisa específica que é a virada de chave completa, né?
¶57Ah, então é geralmente assim que a pessoa ela as pessoas mudam de visão de mundo, né? Acho que o Shimid é o exemplo mais claro desse tipo de coisa, né? É o exemplo mais claro desse tipo de coisa, né? Ah, claro, eu acredito que ele provavelmente não esclareceu, né? Ou provavelmente não tá tão claro assim todos os fatores que influenciaram mídia virar católico, né?
¶58Eu acho que ele não, o relato dele não ilustra o aspecto completo, né? Assim como o meu próprio relato também, né? Meu próprio relato de desconversão também não ilustra meu informórico completo de coisas, né? que aconteceram, né? Embora as que sejam mais relevantes ou pelo menos que as que eu julguei mais relevantes para deixar o aberto são as que geralmente eu conto, né?
¶59E geralmente a gente conta nossos testemunhos de conversão, desconversão, né? Para visões de mundo específicas, ah, deixando algumas coisas de fora, né? Mas que talvez essas coisas tenham são relevantes também para ter favorecido a gente mudar ali de posição, né? eventualmente. Então, relatos de conversão e desconversão dos dois lados, principalmente quando envolve pessoas mais intelectualizadas, principalmente dessa circunstância, elas envolvem uma acumulação de pequenas coisas que deixa a pessoa aberta e favorece com que, no caso, ela ela mude de posição através de um outro e enfim, de um acontecimento final, né, ou de um elemento final que favorece essa virada de chave.
¶60Mas esse elemento de virada de chave não é algo que é o único fator ali, né, que a gente deve dar atenção ali para porque que a pessoa deixou uma certa visão de mundo e doçou outra, né? Ah, seja, no caso, um cristão deixando de ser cristão para se tornar ateu, seja um ateu deixando ser ateu para se tornar cristão, seja um cristão deixando de ser cristão para se tornar hindu, seja, no caso hindu deixando de ser hindu para virar buildista e vai assim por diante, né? Mas enfim. Ah, e é isso, né? Então, eu acho bem interessante aqui porque ele comenta que de acordo com o vaso estudos dele, esse foi o ponto que ele chegou, né, de concluir que não tem como a gente saber exatamente o que que vai favelecer a nossa virada de chave.
¶61Por isso que a gente tentar enfim, tentar discorrer um pouco sobre o que que convenceria a gente a deixar a nossa visão de mundo é um empreendimento meio supérfluo, sabe? A gente não vai não vai saber exatamente o que que é vai ser capaz de convencer a gente propriamente, né? A gente não não tá nós não estamos em uma boa posição para julgar esse tipo de coisa, né? Epistemicamente falando, infelizmente a gente não é bom em julgar esse tipo de coisa, né? julgar o que que favoreceria com que eu me convencesse a deixar a minha visão de mundo e noçar uma outra visão de mundo e coisa e tal.
¶62Ah, eu presumo obviamente, né? E aqui já acrescentando comentário meu do David, né? Com relação ao que o OP discorre, eu presumo que no caso um ponto de você minar uma visão de mundo de alguém e favorecer ela ficar mais aberta a mudar de posição é você tentar minar não só o cinturão protetor de hipóteses ou de proposições que norteiam o núcleo duro da visão de mundo de alguém, né? Ou seja, aquele conjunto de proposições nucleares que sustenta visão de Mundong, mas você tentam minar essas proposições, as sentenças, né, essas proposições nucleares na teia de crenças de alguém, né, eh, que é protegida pelas hipóteses auxiliares, né? Então você tentar minar as espostas auxiliares para abrir um buraco, né, um buraco ali na na visão de mundo da pessoa e tentar minar as crenças mais centrais para aquela pessoa, né, aquilo que ela de fato julga como mais relevante, né, na visão de mundo dela, na teia de crenças dela.
¶63Então acho que isso daí contribuir pra pessoa ficar mais aberta a mudar de visão de mundo também, você focar mais nisso, naquilo que tipo é mais aquilo que de fato sustenta mais a visão de mundo dela, né? Então acho interessante. No caso do Shimid seria tentar minar os milagres, né? Mas é isso. Deixa eu comentar, deixa eu ler só alguns comentários de vocês, né, um pouquinho.
¶64Ã, eu não vou ler ele não, tá, pessoal? Quem quiser uma visão privilegiada, é só mandar live pix. Ã, no meu caso, foi principalmente o problema do mal. Na época eu não entendia e nem sabia o nome, mas as coisas horríveis que eu vi acontecer no mundo, todos me fizeram deixar de acreditar em Deus, especialmente coisas horríveis acontecendo com crianças. Entendi.
¶65É, para mim foi ocultamento, o acutamento divino e o problema mal foi num aspectos intelectuais que de fato me perturbaram bastante e me levaram ao ateísmo também. Foi dois problemas aí que eu acho bem relevantes, bem irrelevantes mesmo, que me fizeram chegar até o ateísmo, né? Claro que depois que eu cheguei no ateísmo, aí eu comecei a empilhar outras razões, né? Comecei a entrar em contato com outras razões para sustentar esse tipo de coisa. Mas inicialmente foi esses dois problemas aí que moveram aí ah em termos intelectuais, né?
¶66Óbvio que tem também os aspectos pessoais, né? Eh, como o próprio Schimit comenta, né? Eu acredito que histórias de conversão e desconversões nunca são puramente racionais. Nunca. Nunca são puramente estritamente racionais.
¶67sempre tem uns elementos pessoais envolvidos, tanto naqueles que se tornaram descrentes, quanto que se tornaram crentes, tá? Eh, e muitas vezes pode ser que muitas vezes esses fatores sejam mais relevantes para você chegar numa posição do que os os fatores racionais propriamente, né? Embora seja também relevantes os racionais, né? Ah, então acredito que questões envolvendo problemas que eu tinha, né, com relação a aos aspectos, né, a vinculados à moralidade extremamente rígida do cristianismo também fizeram eu ficar reflexivo, né, de certo modo, foram razões pessoais que fizeram ficar ah reflexivo em termos intelectuais, né? E aí aos poucos eu fui empilhando a raz até chegar no ateísmo.
¶68O Alan Ti tá falando aqui: "Salve Alan por o café não sobe nas lives dele? Porque ele não dá as caras, não dá a cara tapa. Pelo menos não ainda. Ele ainda tá no anonimato. Ele já sofreu persegção, cara.
¶69Ah, enfim, é uma galera católica aí, já tentou dar, já tentou, enfim, doxar ele, já tentou perseguir ele, porque ele refutava a galera, né? Ele entrava nos Discords ali dos católicos, fazia, fazia um furdu, sei lá, refutava a galera e a galera ficava [ __ ] né? Não só os católicos, mas os islâmicos também, né? Ele trava, ele tr alguns discordes aí de islâmico e gerou incômodo, né? digamos assim, com reputações aos raciocínios, argumentos e também o avanço de argumentos ateológicos, né?
¶70Aí o pessoal é meio cabreiro com ele. Aí até hoje ele ele anda no anonimato, mas a gente tá estimulando, né, para ver se ele cria um canal e coisa e tal. Ah, vino mentalista. Comecei a me vincular no ateísmo, principalmente pelos estudos de antropologia. E depois comecei a pegar filosofia para entender melhor os certos argumentos e visões.
¶71Boa. E o user aqui tá mandando aquelas historinhas de novo. O que são os full fighters da Segunda Guerra Mundial? Ele sempre manda esses comentários, né, velho? Parece até que é boot.
¶72Ó, os falando que também foi por essa linha, né, que o Givado foi para chegar no ateísmo. Ó, se tornando inscrito aqui do canal. Ol comentando também, ó. Eu diria que nunca fui nada além de apateísta, então, ah, então nunca consegui dar nenhuma razão além de ver sem importância. confesso que eu tenho dificuldade com esse conceito de apateçista, né, por causa do dos pontos que o Alp faz.
¶73A uma vez, se você se importou o suficiente para formar uma crença, né, na proposição de que Deus ah ou deuses não existem, né, de certo modo, eh, se você ter a preocupação suficiente para formar pelo menos uma crença nessa numa dessas proposições, então simplesmente não faz sentido você dizer que você é um ateu apateísta ou se você, no caso é um agnóstico, você só um agnóstico. Não tem essa pateísmo não adiciona nada rótulo. Se você não não fez uma pesquisa relevante para tomar uma atitude em relação às duas proposições, então você é só uma agnóstica, né? Você só uma pessoa agnóstica. Então não ten dificuldade desse conceito de apateista aí por causa do dos argumentos que o fornece no basic no capítulo dois, né?
¶74Ei, que isso? Aquela elogia. David me começou seu fã. Que isso cara? Me David.
¶75Eita, que isso? Segura aí. Não, mas vamos lá. Vamos voltar pro pro R. Bora.
¶76Me vejo olhando para trás, movendo-me do catolicismo pro ateísmo de uma maneira muito gradativa. Eu me lembro de fazendo crisma, ah, questionando: "Pô, mas quem escreveu os evangelhos?" "Ah, décadas depois que Jesus morreu, então dá para confiar?" Eu me lembro de ter essas perguntas céticas já ali na crisma, na minha pré-adolescência, mais ou menos. E depois chegando aos 15 anos, eu me desgrudei da igreja, meus pais não se opuseram, foram super tranquilos com isso, que acho que favoreceu, porque eu tenho colegas que t muito receio de se desligarem por conta do julgamento familiar, como que as coisas vão ficar. >> Ah, mas não teve um acontecimento decisivo. Eu acho que foi algo bem suave, assim, bem gradativo, no sentido de eu sempre ter tido liberdade para questionar, será que é isso mesmo?
¶77conhecendo pessoas que pensavam, mas então na família do Gonal era um pouco mais mente aberta, né? Deixava, no caso, ele se questionar mais das crenças religiosas dele. Interessante. Bom, de outras maneiras, eu fui tendo coragem de perguntar mais eh, e talvez só ali com os meus 18 anos na faculdade de psicologia, lendo alguns autores ateistas, eu, cara, no final das contas, eu sou ateu, é isso aqui que me descreve da melhor maneira. Então, acho que foi uma coisa assim gradativa.
¶78>> Ele chegou na na conclusão do da proposição ateísta. de forma assim através de raciocínio próprio, né? E aí ele só se reconheceu depois quando ele tava lendo, né? C modo, quando ele tava lendo ali o enfim, quando ele tava lendo ali o os textos, né, de alguns autores, por exemplo, que ateus, né, tipo Richards, Harris, Christopher Hens, etc. sem nada ab >> Mas você era católico praticante, você ia na missa com seus pais?
¶79>> Ia não é que eu que eu era, desculpa, perdi aqui, tá? O Mat Elder. Lembrando que Malpaz é o padre Pil Malpaz. Ah, não. Deixa eu mostrar isso aqui para vocês, velho.
¶80[ __ ] que pariu, velho. O Armand digitalis, [ __ ] Padre pi, velho. [ __ ] que pariu, velho. [ __ ] que pariu, velho. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
¶81But she has thought something. So I do think it would be interesting combination. Do I agree with Nathan that Alex M is actually Now finally someone asking the real questions. You know here's what I have to say about that. Mano, Igualzinho, velho.
¶82Pera aí. Olha isso aqui, cara. Olha isso aqui, velho. Olha isso aqui, velho. Olha isso aqui, velho.
¶83Padre Piel P. Padre P. Ai, ai, ai, ai. Vamos lá. aquele mais fervoroso.
¶84Eu tinha minha fé, fazia oração antes de dormir pro anjo da guarda, rezava Pai Nosso, Ave Maria, tive algumas experiências supostamente sobrenaturais que hoje eu explico, compreendo de outras maneiras, porque tem gente que fala assim: "Ah, que você não teve uma experiência com Deus?" algo místico, algo assim que tenha mexido. Eu tive várias coisas assim diferentes. >> Mas o quê? Por exemplo, >> eu tive experiência desde me ver deitado na minha cama, como se eu tivesse saído do meu corpo, por exemplo. Eu já vi hã isso é um pouco controverso, porque a narrativa inicial minha como criança era: "Eu vi um anjo virando a minha vizinha quando ela caiu de um pé de goiaba".
¶85E aí os adultos começaram, alguns pelo menos me perguntar ali, a mãe da Ana Paula inclusive, eu fiquei assim, era era um anjo, mas dentro de mim não vi um anjo nitidamente. Foi uma coisa meio rápida, mas talvez como meu meu viés católico eu interpretei dessa maneira, porque eu >> isso daí acho tem a ver com priming também, né? Sugestionamento ou algo assim, talvez, não sei. Ah, é porque na verdade ele tá relatando pósfato, né? Pósfacto, ou seja, pós ele ter visualizado alguma coisa lá meio vaga.
¶86Aí por pressão social ele disse que viu o anjo, né? Mas não tinha visto exatamente isso, né? Então não foi exatamente Prime, né? Prime é quando é antes do do da visualização, né? De é como se fosse um preparatório, né?
¶87Você você é meio que sugestionado a visualizar alguma coisa ou coisa tal, mas enfim, vamos lá. Eu rezava para gente da guarda para nos proteger e Ana Paula não se machucou tanto assim, então calhou o dia, "Ah, foi um anjo que que a protegeu." Eu tive algumas experiências inclusive de cura. Eh, eu fui num num benzedeiro, eu não sei se você conhece o Benzedeiro, >> não, não. >> Eh, eu acho que tinha uma pegada meio católica, meio espírita, não sei, tá? Eu confesso que eu nunca conversei com o meu pai, onde ele achou aquele benzedeiro na época, que orou porque eu tinha quase 20 ver, >> nossa, religioso, hein?
¶88>> Rugas no meu joelho esquerdo e depois de um tempo elas foram embora. E aí meu pai fala: "Cara, você passou por uma cura espiritual e não acredita?" Então eu tive algumas experiências assim que poderiam talvez segurar algumas pessoas ali na fé, mas eu fui encontrando respostas alternativas a essas experiências depois. Basicamente isso sou eu então, né? Tá. Qual é a passagem da Bíblia que você tem mais dificuldade de entender ou de explicar pros outros?
¶89Olha, eu não sei se tem. Eu passei 21. Hum. Primeira sal 15. Hum.
¶90Deuteronômio 2017. Hum. Tem outras também, né? Enfim, tem uma que agora me esqueci que é das ursas. Não me lembro agora qual exatamente das ursas, mas tem a das ursas também que é bem difícil de explicar, né?
¶91Porque que um Deus, né, que é onibenevalente, onisciente, onipresente, né, que se revelou através desses textos sagrados, né, compilados ali nesse canone, né, eh, que foi preservado, né, digamos assim, que teve essa palavra preservada por entre os tempos, etc. Porque que, no caso esse tipo de coisa é algo que é relatado como Deus tendo realizado generalmente, né? Nesse caso, ele tem mandado várias ursas para desaccerar crianças por crianças adolescentes ou até mesmo adultos, né? Simplemente porque caeca de um profeta ou algo assim. Que que coisa bizarra, né?
¶92Que coisa bizarra ali, né? Ah, enfim, uma coisa muito bizarra. Mas enfim, vamos lá. >> Anos com dificuldade de entender o livro de Jó. E eu tinha dificuldade.
¶93Eu pensava sobre sofrimento e eu ficava, caramba, né? Por que isso? Porque o Jó sofre e aparentemente os amigos falam: "Caramba, então deve ter pecado se você sofre". E >> essa também é complicada, né? Eh, essa ideia de você ter que aturar certos tipos de sofrimentos, ah, em prol de manter a fidelidade com relação a Deus, inclusive, no caso, perder até seus filhos, né?
¶94Perder seus filhos, né? Aquilo que é mais valioso para você em termos de pessoas, né? Que você valoriza na sua vida ou algo assim. Ah, e você tem que sofrer intensamente ali simplesmente porque Deus ele resolveu te testar, sendo que no caso ele é onisciente, e ele tem conhecimento presente, né, do futuro e coisa e tal, né? E ele sabe, no caso, que você é uma pessoa ali que tem esse perfil fiel ou qualquer coisa assim.
¶95Realmente uma história complicada, né, de você mesclar isso com a ideia de um Deus que ele é sumamente bondoso, né, e coisa tal, né? Eh, poxa, velho, que Deus é esse, né? E por que esse tipo de teste? se ele tem conhecimento presente, né, do futuro, do futuro contingente, enfim, se ele sabe quem é você, qual que é o seu perfil, porque que ele vai querer que você seja testado, né, através de Satanás infligindo, né, ali do demônio infligindo, no caso, algo sobre você e sua família e tirando seus filhos, né, a vida dos seus filhos, coisa e tal. Então, de fato, a a história de Jó assim, bem bem bizar de você mesclar com a ideia de um Deus que é onibenevolente, onisciente, onipresente e coisa e tal, né?
¶96Tem todos os omniatributos, né? Ah, que é uma pessoa bondosa e coisa e tal, né? inteligivelmente vista como bondoso ou qualquer coisa assim, né? >> E Jó fala: "Mas eu não pequei, né? E e demorou muitos anos na minha vida para me reconciliar com a ideia do sofrimento.
¶97E aí eu lembro bem o dia que aconteceu, tava meditando sobre o ministério da cruz, lendo o evangelho. E aí eu pensei, caramba, né? Na verdade, assim, o culme dessa fé que eu tenho é que Deus se fez homem e ele sofreu. Então ele carrega a é um Deus que sofre. É, eu nunca, sabe?
¶98É uma coisa meio complicada de você entender isso, porque tipo assim você vê um certo tipo de sofrimento, né, e coisa e tal, ah, você não consegue ver nenhuma razão moralmente suficiente que justifica esse tipo de dor ou sofrimento infligindo, né, um Deus que você dizia supamente bondoso, que se importa com com as pessoas, né, ah, enfim, que é visto uma pessoa amorosa, né, que geralmente ama seus filhos e blá blá, ama suas criações e blá blá, ah, que é visto como inteligente bondoso, né, no sentido minimamente inteligível, né, que vingora, né, pelo menos de maneira análoga ao sentido de bondade que que a gente utiliza, né, para se referir a pessoas no nosso cotidiano, a gente utiliza para aplicar pelo menos analogamente a Deus, né, como e tratar ele como ser moral bodoso e coisa e tal. É meio bizarro isso, porque tipo, a resposta que você tem para isso, para tornar isso compreensível para você e aceitável é simplesmente ele ter se encarnado e sofrido também junto, sofrido ali a uma penalidade ou algo assim, sei lá, meio estranho. Eh, é que nem, sei lá, sei lá, um pai, né, ele gerasse um certo filho, né, junto com uma mulher e coisa e tal. E aí no caso, sei lá, a uma um terceiro, né, uma terceira pessoa, né, que no caso ali é uma pessoa que no caso o o pai conhece como sendo não, enfim, uma pessoa que odeia a família dele, uma pessoa que no caso despreza a família dele, despreza os filhos dele, ah, e coisa e tal, né? E é como se no caso esse pai, né, ele soubesse que essa pessoa trabalha no mesmo ambiente que ele e no caso essa pessoa, né, que no caso não gosta do filho dele, não gosta dele e etc e tal, um dia ele chegasse e focasse, né, enfim, futucasse no ouvidinho dele, né, ah, tentando no caso colocar dúvidas sobre a fidelidade do filho com relação a ele e simplesmente desafiasse, no caso, ele, a fazerem certas coisas para provar a fidelidade do filho.
¶99E mesmo o pai tendo conhecimento de fundo de que essa pessoa que tá coxixando no ouvido dela é uma pessoa canalha, é uma pessoa que no caso não fala a verdade, geralmente é uma pessoa no caso ali que não merece nenhuma consideração, né? E ainda assim ele atende esse tipo de coxicho, né? E leva a sério esse tipo de relato, né? Esse tipo de ah minhoca na cabeça dele. E depois ele vai lá e começa a testar o filho dele de maneiras mais bizarras possíveis, né?
¶100De forma a colocar ele num sofrimento intenso ali, né? Ah, enfim, e coisa e tal, chegando até a a tirar vida, sei lá, dos netos dele ou qualquer coisa assim. Isso seria uma pessoa o quê? Vista como quê? Doentia, né?
¶101Uma pessoa doentia, né? Uma pessoa doentia e tá e por cima totalmente razoável, porque ele tá atribuindo credibilidade pro relato de uma pessoa que ele já sabe que detesta ele e detesta os filhos dele. Tipo, não faz sentido nenhum, né? É uma coisa bizarra. E aí no caso você diz que isso se resolve porque no caso essa pessoa, sei lá, ela deu um outro filho dele em sacrifício, né?
¶102ali, hã, ou sei lá, ou ele mesmo se sacrificou, né, ou pelo menos colocou numa situação de sofrimento também depois para compensar, no caso, a morte que ele ocasionou pro neto dele para testar o filho dele em termos de fidelidade a ele. Tipo, faz algum sentido para vocês? Não faz, né? Não faz sentido. Não faz a conta.
¶103É bizarro. É só bizarro. é um Deus que basicamente veio para cuidar da humanidade. Então essa experiência do sofrimento, eu olhei e falei para todos nós, o sofrimento pode ser um grande caminho de desenvolvimento, de evolução, na verdade é as melhores coisas, né? >> A resposta no caso da extração de de bens maiores a partir de certos males específicos, né?
¶104Nesse caso, extração de certas virtudes, né? O cultivo, a fomentação de certas virtudes, né? Ou de construção da alma, né? Como diria o John Rick, né? Um filósofo ali, teólogo, analítico ali que discorreu, né?
¶105e elaborou a teodiceia da, enfim, a teodiceia da formação da alma, né? Ah, sou construy, né? Sou buoning, né? Ah, cara, essa resposta é péssima, né? O Nicholas Everid, né?
¶106Nicholas Everid, ele tem uma resposta interessante que eu acho para esse para esse tipo de resposta, né? Para esse tipo de ponto, que é basicamente aquela ideia de que ah, certas virtudes, né, ou certos bens específicos, né? Aliás, certas virtudes específicas, elas só têm valor em termos derivativos, elas não têm valor intrínseco. E eles, esse valor derivativo, ele é uniúndo justamente do fato da existência de males mitigáveis de primeira ordem. Então, a existência de males mitigáveis de primeira ordem que permite a existência de desses bens de segunda ordem vinculadas com essas virtudes cultiváveis, né, digamos assim, de construção da alma e etc.
¶107é justamente o que permite com que haja valor nessas virtudes, como no caso de coragem, de compaixão, ah, de caridade e etc, né? Se não houvesse, no caso, males mitigáveis na realidade, simplesmente não haveria esse tipo de valor, né? simplesmente não haveria esse tipo de valor. E qualquer pessoa que no caso que tentasse ocasionar, né, dor e sofrimento ampla, né, que tentasse favorecer com que esses males mitigáveis surgissem na nossa herdade no cenário aonde no caso não existissem esses males mitigáveis, a gente visualiza essa pessoa como canalha, como cruel, como viu, como simplesmente ridículo, né? Ah, vamos supor, né, e eu sempre uso essa analogia, né, essa analogia para deixar isso claro.
¶108Vamos supor, no caso que a gente pare um cenário na onde, sei lá, o câncer é extirpado da Terra, né, sei lá, desenvolve uma cura do câncer e coisa e tal, né? Só que em virtude dessa desenvolvimento dessa cura do câncer, muitas pessoas, no caso que se engajavam em pesquisa científica, né, em certos bens epistêmicos, no caso de obter conhecimento científico relevante para poder desenvolver ali uma cura, né, não só pro câncer, mas talvez para outras doenças também e outros empreendimentos médicos, né, científicos, etc. Vamos supor que essas pessoas comecem a ficar preguiçosas, né? Que essas pessoas elas parem de se engajar ali, enfim, que elas parem de se engajar ali na numa investigação aprofundada sobre aspectos da natureza, né? Aspectos relevantes, né?
¶109Na natureza, ou seja, obtenção de conhecimento sobre aspectos relevantes da seca da natureza, né? Envolvendo química, biologia, etc., né? E outras outras disciplinas mais relacionadas à questão da da medicina e coisa e tal, né? Que se relacionam também com a medicina e coisa tal. Vamos supor que isso aconteça, né?
¶110Eh, e que essas pessoas elas deixem no caso de cultivar essas virtudes, no caso da curiosidade e da abertura de mente ou qualquer coisa assim, né? Virtudes assim tipicamente associadas com âmbito intelectual, né? O âmbito intelectual. Isso não justifica, no caso, uma pessoa, né, um terceiro visualizar esse tipo de coisa e pensar, hum, as pessoas estão ficando menos epistemicamente, intelectualmente virtuosas e menos moralmente virtuosas também, né? Quer saber?
¶111Eu vou tentar desenvolver uma nova doença que vai fomentar, né, dos quais eu ao dar essa doença nas pessoas, né, ao espalhar essa doença nas pessoas, vai fazer com que essas virtudes sejam fomentadas novamente em outras pessoas. Isso vai ser um grande bem epistêmico e um grande bem moral, né, de segunda ordem, que vai, no caso, superar, no caso, esse estado de coisas ruins favorecido pela existência desses males mitigáveis. Isso vai falecer a existência de coisas mais valiosas, né? Mais valiosas. Ninguém ia dizer que no caso essa pessoa é uma pessoa boa, né?
¶112Uma pessoa que tá pensando nesse tipo de coisa ou que faz esse tipo de coisa, né? Ou que faria esse tipo de coisa, é uma pessoa boa, né? Uma pessoa sã, né? Ninguém ver isso como bons olhos, né? Simplesmente essas virtudes não compensariam a existência desses males mitigáveis.
¶113Simplesmente não compensaria. E todo o valor desses bens extraíveis a partir desses males mitigáveis, né? Esses bens de segunda ordem vinculado com virtudes morais ou intelectuais, etc. Ahã. Simplesmente no caso não não seriam coisas de valor intrínseco, porque se fosse de valor intrínseco, então um cenário como esse simplesmente a gente visualizaria que favorece um cenário, se alinha com um cenário melhor do que simplesmente um que não houvesse isso, né?
¶114Mas claramente a gente preferiria que não houvesse mal mitigáveis em primeiro lugar, né? Intuitivamente e que essa pessoa que fomentasse esse tipo de coisa seria uma pessoa canalha, né? Ser uma pessoa canalha em um cenário como esse. Ah, então é isso, né? Então isso ilustra, né?
¶115esse tipo de cenário, esse tipo de intuition pumps ilustra basicamente que essa ideia de que esses bens, né, é vinculado com as virtudes fomentadas, elas têm o valor intrínseco, é questionável, né? É questionável. OK? Como é que eu vejo da minha vida envolver um grau de sacrifício, um grau de provação. Então, lembro que naquele momento eu olhei e falei quando eu entendi o a questão da cruz, o livro de Jó, que tava lá atrás, que sempre parecia muito estranho, nunca compreendi o que ele queria dizer, eu olhei, falei: "Caramba, agora faz mais sentido na minha cabeça do que outros".
¶116outras passagas que às vezes as pessoas têm problemas. Eu eu não me incomodo tanto, por exemplo, quando tem guerras do Antigo Testamento, outras coisas, porque >> escravidão não te incomoda? >> Não, não me incomoda falar sobre isso, porque o a maior parte dessas coisas contex histórico muito específico. Eu não sou um fundamentalista literalista que cada micropalavra Cristo é o leão de Jud, tem que ser um leão, né? Evidentemente >> eu não entendi.
¶117Ele tem porque tá aqui como totalmente alegórico. Passagem sobre escravidão. Eu não entendi muito bem. Mas que tipo de alegoria é essa, né? Que tipo de ensinamento esse tipo de alegoria quer passar, né?
¶118Se ele se interpreta de maneira alegórica passagem diz que falam sobre regulamentação de escravidão, né? Que tipo de alegoria é essa? O que que tá sendo ensinado para as pessoas? Até mesmo em termos alegóricos, algo bizarro de tá ali presente num texto que supostamente seria divinamente inspirado e que ele acredita, no caso, que é um texto infalível. É um texto, no caso, que ele possui uma infalibilidade ali em termos da revelação ilustrada e transmitida através desses textos, né, desse compilado de textos no cano que ele julga como sendo cano correto, né, nesse caso, o cano católico sendo o cano correto.
¶119Ai aiente, esse não é o caso. Eu acho que um contexto histórico ele faz, ele ele tem um contexto muito coisa que contexto que justifica uma passagens como essas está presentes ali e o livro supostamente divinamente inspirado. Muito mais. Esses textos ilustram, no caso regulamentações vindicadas pelo próprio Deus de certo moda, que complica mais a situação. Afinal, se Deus ele não aprova escravidão ou se ele não aprova servidão, né, servidão, entre aspas, né, que é o que o fugida, como comenta, né, digamos assim, se ele não ah, se ele não vindica esse tipo de servidão, né, digamos assim, ah, se no caso esse era o único meio metafisicamente possível, né, para ele discorrer, né, e dar um certo nível de liberdade pras pessoas, né, de inclusive poderem correr em atos ali que são atrozes, né, em virtude dessa liberdade idade ade dada para essas pessoas, né, escolherem o livremente, blá blá blá, o seguirem livremente, blá blá blá, e que não nenhuma outra maneira de guiar esse processo senão no caso, permitindo a escravidão ou regulamentando a escravidão, que ele pelo menos deixasse explícito que ele não aprove esse tipo de coisa que ele tava só deixando porque as pessoas têm cura, estava só deixando as pessoas ah tratar dessa maneira a questão da escravidão, simplesmente no caso porque elas têm um coração duro.
¶120mas que não é o que ele aprova genuinamente. Mas não tem nenhuma passagem que deixa explícito uma condenação clara por parte de Deus nos textos religiosos. Isso é na Bíblia. não tem uma passagem clara, explícita, condenando explicitamente e categoricamente a escravidão, mas dizendo que tolera contextualmente, porque no caso as pessoas são t coração duro e ele quer dar um certo livro de liberdade para as pessoas se desenvolverem, enfim, e o escolherem ou seguir de maneira livre e blá blá blá, né? Então, nem sequer tem isso.
¶121Então, mesmo se a gente conceder o ponto de que, ah, não tinha uma outra maneira de Deus discorrer, né? H, sobre esse processo, no caso ali, a não ser através da desse âmbito, né, de permitir esse tipo de arranjo, né, existia onde pessoas podem ser escravidada, escravizadas ou serem servas, servas no sentido ah que eles julgam como não sendo, né, pelo menos alguns apologetas, né, tentam fazer uma defesa, né, que não é servidão no sentido moralmente problemático, né, mas a ver sim é no sentido moralmente problemático, né? Ah, que pelo menos houvesse uma passagem explícita ali condenando esse tipo de coisa. E não é isso que é ilustrado. Não é isso que é ilustrado.
¶122Para quem tiver interesse, eu e o meu amigo Bon fizemos uma resposta a Mateus Fugida com relação a isso. E o meu amigo também, no caso o Danti, ele também fez uma resposta ao Mateus Fujita. Mateus Fujita até tentou dar uma contrposta no canal dele, né? vi uma live recente onde ele tentou dar uma contrposta, mas não foi uma contrposta boa. E o Dante, ele pretende, o Dante, se não me engano, ele acho que ele pretende abordar posteriormente a resposta, mas enfim, quem tiver esse o vídeo, né, o vídeo aqui de resposta que nós demos é esse aqui, tá?
¶123Respondendo a defesa de fugita sobre a escravidão da Bíblia, parte um. Por que que é parte um? E por que que não teve ainda a parte dois? Porque, bom, Fugita, ele chegou a fazer uma série de respostas aos comentários que a gente fez, né, de certo modo ali nos comentários, né, do dos vídeos dele. Só que quando a gente ia fazer uma resposta, né, uma última resposta, ele resolveu pedir um certo tempo e aí, OK, né, a pessoa pode pode ficar tranquilo ali com relação à questão do tempo, né?
¶124Eh, ninguém tá apostando corrida, a gente tá discutindo intelectualmente, coisa tal, né? Mas é isso, né? Então, talvez no futuro a gente dê prosseguimento nessa série de respostas sobre a questão da escravidão, né? Vai depender aí do fugita, se ele vai querer fazer uma resposta mais elaborada posteriormente e vai querer retomar essa discussão novamente, né? Aí talvez a gente faça uma uma parte dois desse desse tipo de resposta, tá?
¶125Mas é basicamente isso, OK? Então, quem tiver interessista aqui, OK? A gente deixou uma série de referências aqui, uma série de elementos relevantes aqui, de aspectos relevantes, beleza? Então, vamos lá. E tem também a resposta do Fugita ou do Fugita, não, do Dante, que ele pegou o texto do Gregor Tino e ilustrou algumas problemáticas na maneira como o Fujita tava usando no caso dele, né?
¶126A questão do texto do Sherin axiomatics, deixa eu botar aom axiomáticos. Inclusive ele tem um vídeo novo que eu não assisti ainda, né? que ele até mandou para mim, cara. Eu preciso assistir aqui, ó. Pelo menos intelectuais de internet.
¶127Eu tenho que ver, cara. Eu ten que ver isso aqui. Mas esse aqui é o do ateismo e esse aqui é o vídeo que ele responde, eu vou fugir, tá? Tá, para quem tiver interesse. Aqui ele traz outros pontos relevantes, OK?
¶128Resposta fugida. E as referências estão na descrição aqui, ó, as referências utilizadas. Beleza? Então vamos lá. >> Muito específico.
¶129E essas partes de guerras quando eu falo assim, Deus matou alguém, isso para mim é muito tranquilo, porque do ponto de vista de Deus todos nós vamos ser mortos por ele. Todos nós vamos morrer, na verdade, porque todo mundo morre. Então, >> eh, eu acho que o quanto esse histórico menos ainda, acho que o estudo ajuda muito com relação a isso. >> Uhum. >> Eh, mas de fato eu acho que o tema do sofrimento demandou uns anos assim para eu me reconciliar com ele.
¶130Tem muita gente que pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova nada. Filosofia. Isso aí para mim, isso aí não prova nada.
¶131>> Givaldo mandou R$ 10. David, é correto quando o teísta diz que Deus não tem deveres morais conosco. Isso seria por não sermos da mesma espécie. Não >> é erradíssimo, tá? Nem mesmo na visão do Tomás Jaquino, esse tipo de coisa admitida, tá?
¶132Quem descorre sobre isso é o Agostinho Xavarria, né? Tem até um texto eh The Metaphysical, acho que é da Metapysical Nature of que Metaphysical Perfect Being. Be be a moral agent, acho que é esse o nome do texto, né? Tá traduzindo em português, né? foi publicado na, se não me lembro, acho que é da própria American Foss ofic Quley, não me lembro exatamente, mas acho que é da American Falls ofic Quley que foi publicado, que é do Agostin Chavaria, que é um um autor desse âmbito, né, mais escoltico e tal, e que eu traduzi na pensar naturalista, tá?
¶133Eh, um ser metafísicamente perfeito pode ser moralmente bom, né? Ah, pode ter virtudes morais, né? Can have moral virtues, alguma coisa assim. Ah, tá traduzindo na pensão naturalista esse texto aqui. E basicamente ele ele traz algumas citações, né, da Suma, né, da Suma.
¶134Pode com Deus metafisicamente perfeito. Ó, podeus metafisicamente perfeito, ter virtudes e deveres morais, né, relendo tomar aquilo. Nem da visão teísta clássica é razoável você assumir que Deus não é um agente moral, tá? Até porque Deus ele possui todas as perfeições, não só em termos ontológicos, né? hã, presentes nele, né, eh, de forma ali, hã, virtual, eminente, etc., né?
¶135H, formalmente, eminentemente ou ou virtualmente e ou virtualmente, né? Mas ele tem também, no caso, as as perfeições morais, né, as perfeições axeológicas também, no caso presentes nele, né? E no caso, a justiça é presente em Deus, né, por que dizer a é identificada com Deus ali em termos, no caso, de ter ela em termos formais, ou seja, essenciais, tá? Eh, então Deus ele possui no caso as virtudes da justiça e da misericórdia essencialmente, ou seja, formalmente, né, na vinculado com ele. Ah, justamente porque no caso Deus é o paradigma moral, né?
¶136Ele é o ser mais moralmente exemplar que a gente pode ter. Ele é o exemplar moral perfeito. É o exemplar axiológico perfeito de certas perfeições específicas, principalmente perfeições morais, perfeições éticas, como virtudes morais ou virtudes éticas, né, digamos assim. Então, é razoável você assumir que Deus ele não tem deveres absolutos conosco, mas ele tem deveres condicionais conosco. É que nem, por exemplo, sei lá, vamos pensar aqui numa pessoa que vamos pensar numa pessoa aqui que no caso ela, vamos pensar num pai, né?
¶137Num pai, um pai, ele não tem deveres absolutos com filho antes de ter um filho. Não tem como ele ter deveres absolutos com uma coisa que não existe, né? Ah, e ele não tem sequer um dever de ter um filho propriamente, né? Ele pode simplesmente se refriar de ter filhos, né? E viver uma vida ali, sei lá, uma vida ali onde não simplesmente é uma pessoa solteira, né?
¶138Ao longo da vida inteira dele, né? Ah, então ele não é obrigado moralmente, no caso assim, não tem um dever absoluto, né? Ou um dever absoluto de procriar, né? Provavelmente, tá? H, mas a partir do momento que ele procria, né, ou seja, que ele se relaciona sexualmente com a esposa dele e gera um filho, ele adquire um dever condicional para com o filho, pelo menos alguns deveres condicionais para com o filho.
¶139Então, existem certas coisas que >> pode vir ponderé, pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova nada. Filosofia isso aí, para mim, isso aí não prova nada. mandou R$ 10.
¶140Continuando, eu sempre digo que mesmo que seja verdade que Deus não tenha deveres morais conosco, ele o teísta tem. Portanto, não deve cumprir leis morais do Deus dele que visa o mal de outros seres. Porque assim, se o teísta é um teísta em primeiro lugar, então ele acredita que a fundação da moralidade em última instância é Deus, né? Deus é o fundamento da moralidade em última instância se ancora em Deus, né? Ah, então é meio difícil você avançar esse tipo de ponto contra ele, porque ele simplesmente vai dizer que simplesmente é um dever moral dele se subeter às vontades de Deus, né?
¶141Porque Deus ele tem uma natureza perfeita e no caso os comandos deles divinos dele refletem a natureza perfeita dele. Ah, então desse modo sim, no caso a existência de Deus não haveria como, no caso você ter ah deveres, né, para para com deveres morais para com nada. Isso daí geralmente é defendido por pessoas que endam uma teoria de comando divino, ã, seja original ou modificada, né, mas especificamente a modificada, né, que eu acabei de me referir, que que o Robert Adams, enfim, o Robert Adams, o William Pston e o William Creek defendem, né, essa versão modificada da teoria do comando divino, da metaética. Eu ele pode defender uma teoria de lei moral natural, né? Não caso a lei moral ela é fundamentada, né, digamos assim, aspectos vinculados com a natureza própria de nós enquanto seres humanos, né, pertencentes a enquanto membros da espécie humana.
¶142Ou seja, tem características ali que, no caso envolvem, no caso, nós temos que, no caso, regulamentar ou, enfim, regrar certos desejos ou paixões de acordo com a razão natural que nós temos, em virtude da nossa natureza, ela ser vinculada a ter sido dada por Deus, né, ah, por para nós, ah, e ter certos aspectos vinculantes com ela, né, ah, dos quais são nossas finalidades naturais, né, vinculadas com a nossa própria espécie, né, então tem esse tipo de visão também, onde no caso íntima instância também é fundamentada em Deus, né, a questão da moralidade. Porque ele que concede essa natureza humana para nós, né, de certo modo, ele que favorece, no caso, através da criação, né, a existência de seres que são adotados de natureza humana como a nossa, né, que tem esses aspectos teleológicos intrínsecos, né, uma telologia intrínseca normativa vinculada com essa natureza que nós temos ah e dos quais a gente deve se conformar, né, de acordo com essa natureza própria que foi nos dada por Deus, né, foi nos concedida por Deus. Ah, então nesse caso aí eu não sei exatamente, né? Não sei exatamente se isso seria um problema para ele você só avançar esse tipo de ponto. O que é bom você fazer é você ilustrar certas implicações ou problemas de inteligibilidade vinculada com Deus comandando certas coisas específicas para ele realizar.
¶143E por isso que os exemplos particulares vinculados a esses intuition pumps e tudo mais são relevantes para minar. Ah, são relevantes para minar. e a próprias noções inteligíveis, né, de conceito de bondade humana, né, que emerge a partir do contexto de interação humana, né, ah, até mesmo se utilizar esse tipo de recursos para poder ilustrar a absurdidade da visão de mundo do teísta, eu acho que e propiciar uma certa intuição, né, nele. e também ilustrar, no caso, a própria inteligibilidade como vinculada com a com a noção de bondade, né, de conceitos morais espessos, que se vincula justamente a esses conceitos morais, né, formados na nas interações humanas, né, ah, e que nós aplicamos para agentes morais finitos, mundanos, etc. E aplicamos, né, utilizamos isso como base para poder nos referir e aplicar a Deus esse termo de forma análoga, né, embora não unívoca a Deus, né, para inteligente bom, né?
¶144Ah, então acho que é mais interessante ir por essas rotas, né, de problemas de inteligibilidade, intuition pumps e umas coisas assim, do que simplesmente mandar dessa forma como você tá falando, ok? Ah, para fazer seu texto ficar mais reflexível, beleza? Então, só deixar claro, mas enfim, trazendo aqui o ponto, é razoável pensar que Deus tem deveres condicionais, tá? Tal como no caso um pai que procria, acaba adquirindo certos deveres para com o filho, né? a criação do filho e o cuidado e o zelo com o filho, embora no caso não tivesse um dever absoluto de procriar em primeiro lugar, ele poderia ter simplesmente se refado de procri.
¶145Esse é o ponto que eu achava faz aqui, inclusive citando textos do Aquino, tá? E rebatendo alguns autores como a Elenor Stamp, Brian Davis, entre outros, né? Que no caso argumentam ali contra principalmente Brian Davis, né? Mas especificamente que argumentam contra essa ideia de que Deus ele é um agente moral e, portanto, que ele tem deveres morais, né? Com relação a certas pessoas, né?
¶146Deus ele tem um dever, né, em vez dele ser justo, né, dele ser o exemplar moral da justiça, digamos assim, deu ser ah que possui a justiça em seu grau mais elevado, digamos assim, ah, Deus, ele tem o dever de dar aos seres aquilo que lhe é ausentes, né, digamos assim, aquilo que lhes é devido, tanto ontologicamente quanto moralmente. considera o problema do mal que envolve o sofrimento como um dos mais difíceis filosoficamente, teologicamente. Acaba entrando nisso, né, que você tá descrevendo aí. Como existe tanto sofrimento, sendo que Deus é perfeitamente amoroso, todo-eroso. Então você tem uma perspectiva teológica que consegue lidar com essas coisas aí sem muito incômodo.
¶147>> Ah, sim. Inclusive, na verdade, eu acho que é muito mais fácil lidar com esse problema eh sob a perspectiva de que existe Deus, porque acho que você não tem Deus, aí não tem uma redenção muito clara pro mal no mundo, mas eu, sem dúvida, o sofrimento do mundo para >> Ah, ele deu essa mesma resposta pro Kauan, cara. E o Kauan simplesmente ou no ele, vamos ver ou no. Vou colocar aqui para vocês verem. Calma para mim.
¶148Oh no. O Guilherme Freer. Incrível que o cara continua repetindo a mesma coisa, cara. Tudo bom? >> Meu nome é Kauan, tenho 21 anos, eu trabalho com engenharia elétrica e basicamente a minha frase seria: "Será que é necessário pressupor a existência de Deus para explicar os dados que temos na realidade ou ou ateísmo ou naturalismo dá conta também de explicar esses dados sem pressupor tanto quanto te?" >> Eh, eu gostaria, você gosta bastante do Fer, né?
¶149Eu gostaria de trazer um ponto. Você viu a resposta do Alpisa no livro de debate deles e no debate presencial ou você não chegou a ver? >> Não, é só corrigindo aqui, tá? É, é o livro do OP versus PSE, não é exatamente o OP versus Freezer, tá? Só para deixar claro.
¶150Embora o OP tem interagido com Fezer também, >> não cheguei a ver esse debate. >> Então, basicamente você tá querendo conectar fé e razão, certo? A, o conceito de fé que você tá trazendo é uma virtude teologal, né? Uhum. >> Seria meio que uma amplificação dos nossos sentidos, das nossas cognições para conhecer as coisas divinas, correto?
¶151Seria esse conceito que você endossa de fé? >> É um dom divino, confiar nas coisas que não se vê. Não sei se colocaria como ampliliação dos nossos sentidos para conhecer as coisas, mas sem dúvida eu tô colocando como um dom divino que nos leva a nos leva à eternidade de Deus, né? Ilumina a nossa razão. >> Sim.
¶152Meio que aprimoraria nossos sentidos, né? Para conhecer as coisas divinas. seria meio que nesse sentido. >> Não sei se eu definiria dessa forma, mas >> é, mas não, mas beleza. Eh, eu gostaria de saber eh, inclusive baseado na resposta que o OP dá o Fezer, eh, ilustrando que os nossos sentidos não são confiáveis quando se trata de âmbitos muito fora da nossa realidade, do nosso convívio cotidiano, da do que foi necessário para que pudéssemos evoluir e sobreviver, certo?
¶153Então, tendo em mente, a gente vê que crenças religiosas são completamente divergentes ao redor do mundo. E a interpretação dessas experiências que levam a essas crenças também são completamente divergentes. Cada um interpreta com base na sua cosmovisão de fundo certos eventos que leva a certas conclusões diferentes, correto? Eu gostaria de saber, visto da não confiabilidade dos nossos sentidos quando se tratam desse tipo de experiência, como é que você diferencia o engano psicológico de um dom concedido por Deus para você conhecer as coisas divinas? >> É, um dos pontos eh exatamente é a razoabilidade da fé, né?
¶154Eu, sem dúvida eh entendo que os elementos normal, cara, deixa eu pegar aqui, acho que é um pouco mais para cá, velho. Deixa eu ver dessa crença, eles eh produzem, né, uma visão de sentido, como exemplo de Fátima, sei lá. É. >> Ah, tá. Peru meag de Fátima aqui.
¶155Vamos lá. >> Religiões que eu acho que não são razoáveis. Por exemplo, o caso do Henrique Cristo. Vamos lá. É compreensão, não absoluta, mas é compreensão do triângulo.
¶156Então a minha razão consegue perceber uma série de coisas e a minha razão consegue perceber que tem cois >> Sim. Mas você aí você tá citando casos totalmente absurdos que claramente não são verdadeiros. Mas você chegou a se engajar com todos os outros relatos de todas as outras religiões que alegam ser verdadeiros também? >> Não >> é? Então aqui ele tava trazendo seus milagres católicos, né?
¶157Trouxe Fátima, trouxe mais alguns. Só comentar aqui brevemente sobre esse ponto também, embora não seja relacionado problema normal, né? O problema vai entrar já. Vai entrar acho que agora depois desse ponto. Você percebe que os católicos eles não fazem o mesmo trabalho de investigação, né?
¶158Ah, com as outras religiões, como o hinduísmo e o budismo, quanto eles fazem com a religião deles, né? Então, sei lá, eles não visualizam o o milagre do Eles sequer buscam saber, sei lá, sobre o milagre do Pralan, né, no hinduísmo envolvendo amba ou o milagre da maka né, que é o milagre do sol na versão budista, né, de 1998. Então não tem ideia disso, né? Enfim, é [ __ ] Mas enfim, vamos aqui rapidão. Já assim com temas de milagres que eu acho que tem razão.
¶159>> Vamos lá. Vamos aqui. >> Muitas coisas pelos elementos centrais, né? Eu tô convidando as pessoas a investigarem alguns que são mais notórios, a acreditar num relato aleatório. Eu entendo como eu tenho, eu não tenho muito tempo para exp.
¶160Olhem só, se você que tipo foi ele continua repetindo os mesmos raciocínios, ele não mudou a fita, ele não mudou nada, ele continua repetindo a mesma coisa, cara. >> Por que eu quero expor aqui, beleza? Eu gostaria de pegar um gancho relacionado ao que você falou no primeiro, como o rapaz pegou um gancho com que você tinha falado e você respondeu. Espero que você possa responder também a minha parte que seria relacionada às respostas que você deu ao rapaz que veio trazer o problema, uma espécie de problema do mal aqui. >> Eu gostaria de trazer mais a formulção probabilística do William R, não sei se você conhece, >> não.
¶161que é basicamente ele apela é para uma intuição básica, baseada nas características de Deus, e on benevolência e tudo mais, só sobraria os males necessários no nosso mundo, porque ele evitaria todo mal quanto ele pudesse evitar, mesmo que ele seja só analogamente bom, porque para uma analogia fazer sentido, tem que ter um componente inteligível, eh, que seja de acordo com a nossa definição para que a gente possa falar das características divinas, senão não faz sentido. >> Eu realmente acho que depois da queda o homem, o homem ele tem um elemento que eu todo dia eu percebo isso. >> Não, eu só só porque senão não dá tempo. Só aí baseado nessa intuição, uma intuição muito básica que ele evitaria todo mal quanto ele pudesse evitar. Em seguida, ele motiva essa intuição, trazendo casos eh que acontecem no mundo real, que não tem nenhum bem maior por trás que justifique Deus permitir esse tipo de coisa.
¶162>> Você tá considerando essa vida, né? E aqui todo ponto. >> Não, ó, mas imagina, ó, imagina que eu te robe R$ 10.000 >> e depois com esse dinheiro eu te pague um spa. Eu tô justificado em te roubar R$ 10.000 porque te paguei um spa? Não, não é que veja as piores injustiças.
¶163>> Eu acho que esse exemplo do spa ele é melhor articulado pelo The Made Peter Hair, né, no livro deles, Evil and the Concept of God. né, que é basicamente um livro bem antigo, né, não lembro agora 1900 e acho que 68, se eu não me lembro bem, acho que de 68, em que um dos capítulos, né, em uma das partes do livro, eles chegam a trazer uma analogia do spa, né, e que eu acho bem interessante, né, que a gente pode adaptar para deixar ela mais forte ainda, né? Eh, o tipo de analogia que eu acho mais adequada é o tipo de analogia do seguinte, né, que essa daqui uma vez é difícil do do apologista se escapar. Pensa no caso, vamos imaginar no caso de uma pessoa que ela tá observando, certo? Ela tá observando uma uma pessoa sendo torturada por um terceiro, certo?
¶164Vamos imaginar. Imaginou uma pessoa, você tá olhando assim, uma outra pessoa, né, sendo torturada por um terceiro, OK? Essa pessoa, ela tá amarrada ali, tá sendo torturada e você tem um revólver, você tem pelo menos um telefone, se tem como fazer alguma coisa para impedir aquela pessoa de torturar aquela outra, seja ligar pra polícia ali, né, que tá nas pronissimidades, né, ah, aliás, que tem uma delegacia próxima ou qualquer coisa assim para denunciar, seja no caso uma arma, né, para você disparar, né, e vamos supor que você já tem uma perícia, né, um certo nível de perícia ali sobre ah sobre como sacar uma arma, como no caso ali engatilhar ar ela e blá blá. E você tem como realizar alguma coisa para impedir essa pessoa de torturar a outra. Só que a vez disso, você simplesmente cruza os seus braços e você fica olhando a pessoa sendo torturada na cadeira.
¶165Essa pessoa que tá torturando a outra na cadeira, simplesmente ela sai, vai embora, ela vai embora e você simplesmente chega nessa pessoa que for torturada, você desamarra ela e você paga um spa para ela. Se ele enviar ela pro spa, você paga tudo para ela, para ela receber o melhor cuidado possível, ela se recuperar de toda a tortura que ela sofreu, ela ter uma melhor tratamento de todos. Fica a pergunta, isso justifica o fato de você ter simplesmente ficado parado lá olhando? aquilo acontecer, isso não parece gratuito, porque não parece ser algo necessário para essa pessoa ir pro spa, que ela tenha que passar por essa tortura. Ou seja, essa tortura ela foi desnecessária como meio para chegar a esse bem maior, porque esse bem maior poderia ser obtido de uma outra maneira.
¶166Esse bem maior poderia ser extraído de uma outra maneira, mas não foi. Por quê? Porque, o agente específico, nesse caso, eu fiquei cruzando com os braços cruzados, olhando para lá, enquanto ela era torturada. aqui. Qual que é o sentido disso?
¶167Não tem sentido. Isso que eu sou o quê? Que sou um canalha. A mesma coisa seria Deus nessa ocasião, entendeu? Então esse é o ponto do CAS.
¶168Eh, o que que é a você pega, por exemplo, uma pessoa mata uma criança inocente. >> Sim. >> O sofrimento eterno dessa pessoa que matou a criança e a alegria eterna da criança é são incomparados. Mas Deus não, beleza, mas Deus colocar na mesa porque a gente não tem, >> mas Deus permitir a atitude injustificada, tá? Ainda >> da questão da proporcionalidade, né?
¶169Da proporcionalidade, né? Dessa punição, entre aspas, né? Parece muito mais uma vigança do que uma punição genuína, uma punição justa, né? Punição a gente assume que quando ela é realizada, né? Elas têm um propósito, seja de retribuir o dano causado, né?
¶170retribuir ali a injustiça cometida, seja de restituir a vítima, né, e, portanto, no caso, favorecer essa retribuição em termos restitutivos, seja em termos restaurativos, ou seja, de restaurar uma certa pessoa e reinteri-la novamente, sei lá, na sociedade ou algo assim. Então, você tem uma concepção de justiça retributiva, que ela pode ser tanto no âmbito restitutivo quanto no âmbito meramente punitivo, né, meramente punitivo, né, de favorecer uma pena ali, uma penalidade específica, OK? seja no caso uma justiça restaurativa, né, que visa restaurar uma certa pessoa, um certo criminoso e reinseri-lo na sociedade de forma restaurada. >> Pode vir pundé, pode vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara.
¶171Isso aí não prova nada. Filosofia. Isso aí para mim, isso aí não prova nada. >> Me mandou R$ 25. Salve David.
¶172Salve, Nil. Valeu, valeu pelos 25ão. Mas enfim, você é e nesse caso tem esse outro problema, né, do inferno, que é justamente essa punição desproporcional de acordo com a natureza finita daquele que ou realiza aquela ofensa ou que realiza aquele ato, né, danoso para terceiros, né, para outra pessoa, né, com as quais ele teve interação. Então, parece que essa punição ela não tá restituindo, não tá sendo justa, provavelmente sequer ali, né? Ela tá sendo uma punição ali que ilustra o quê?
¶173Um âmbito vingativo e desproporcional, né, mano? Mas enfim. Ah, vamos lá. Tá justificado mesmo, só porque ele vai dar uma recompensa depois do mesmo caso do SPA. >> Se você meditar com calma sobre o que é a eternidade, o que é a temporalidade, a diferença é tão grande, >> não?
¶174Sim, mas você entende que é o ato isolado em si que a gente tá falando, não o posterior, porque eu usei um exemplo prático. A redenção de Deus não é nessa terra. Eu não acho que Deus vai justificar as injustiças nessa terra. >> Então a ação de Deus estaria injustificada de permitir. >> Ele vai justificá-las.
¶175Ele vai justificá-las depois da morte. >> Então eu estaria justificado em te roubar e depois de pagar um espaco com seu dinheiro? >> Não, não. O que vai acontecer que você ser julgado por ter me roubado. >> Exato.
¶176Porque a minha atitude não é justificado. >> E aliás eu tô defendendo justamente que é errado e que você deveria provmente ser preso. Aliás, um dos pontos que >> Exato. É esse o ponto. Então Deus permitir aquele mal ali injustificado.
¶177Não é justificável por ele recompensar depois. >> Não. Mas isso que eu tô te falando. Um o próprio Deus e que falou, primeiro lugar, Deus falou: "Não roubarás". Aliás, >> ponto é o seguinte.
¶178Se Deus é analogamente bondoso em um sentido minimamente inteligente relevante, né? de bondoso que a gente utiliza no no na nossa vida cotidiana. Então, se no caso ele se engaja com atos que claramente seriam vistos como injustos no nosso contexto cotidiano, né, ordinário, humano, não seria razoável a gente atribuir o rótulo de bondoso para ele ou de justo para ele, sendo que ele não tá sendo de maneira genuinamente justa, nem sequer analogamente justa. Esse é o ponto do do do CAN. Ele não entendeu, ele não entendeu.
¶179E ele falou para prender o infeliz que faz isso. Segunda coisa e tem que fazer e eu acho que tem que ter lei e ordem mesmo. Eu acho que os homens fazem o mal. É isso mesmo. >> E se depois o ladrão fizer um benefício para aquele robô?
¶180>> É, mas Deus vai ser mais justo do que a capacidade dos homens de você tá identificando uma injustiça. Imagina Deus. >> Então, mas por a o o ponto é que na se você consegue ver, se você consegue ver a perdição da pessoa e você consegue identificar hipocrisia, injustiça, imagina o próprio Deus. Veja que veja que a a se eh eu segui uma visão até não tem redenção para criança que sofrer inocente, não tem, entendam? No materialismo todos os >> Olha lá, é esse ponto que ele fez, ele repetiu de novo com Gontijo.
¶181A resposta do Kauan para mim é brilhante, para mim é muito boa. >> Enchentes, todos os mortos, todas as crianças, todas as almas, todas as vidas, não tem recompensa, não tem redenção, não tem esperança, não tem nada no final do túnel. Não há nenhuma justiça será feita para aquelas pessoas. Isso é a visão até não é a visão cristã. Nenhuma justiça será feita para aquelas pessoas que praticaram mal contra as crianças.
¶182Elas vão sair impunes, elas vão tripudiar em cima das pessoas. E essa o esse eh mundo ele é muito menos provido sentido do que o mundo no qual Deus vai olhar o coração de cada um e ele vai contar os fios de cabelo e vai justificar todas as coisas. >> Beleza? Mas aí você tá olhando no pior sentido da coisa, porque o ateu ele pode enxergar isso, o fato de não haver alguém eh justificando algo, causando a justiça plena, como algo que motive ele a fazer do mundo um lugar melhor. Você tá enxergando da pior maneira.
¶183>> Quando teu fez o lugar melhor, tu já tá usando o paradigma do bem. E e curiosamente quando ele tá se aproximando ao paradigma do bem, ele tá se aproximando no paradigma da ordem e no paradigma da moral. E ele tá voltando para uma tradição que vai levar ele para objetividade e vai levar ele próximo de Deus. Vai afastar ele do hedonismo, vai afastar ele do materialismo, vai afastar ele da do secularismo. Deus do céu, o ateu de direita ou o ateu reaça, o ateu tradicionalista, o ateu realista, ele já tá virando cristão sem perceber.
¶184E o que eu quero dizer com isso? Ele tem uma cosmovisão. É igual quando eu falo dos protestantes, o protestante muito tradicional, ele começa a falar coisas muito parecidas do catolicismo. O ateu que é muito tradicionalista, ele vai ter uma visão de mundo que vai cada vez mais seelhando à lei natural e, portanto, a ordem daquilo que o cristianismo ensina. >> Sim.
¶185Só só que o ponto que eu tô trazendo aqui é probabilítico, porque você tá explicando baseado na sua cosmovisão de mundo de fundo que é teísta cristã católica, certo? Mas na hora da gente analisar os dados que temos no nosso mundo, ver qual que explica melhor aquele dado específico, é esse o argumento. >> E mais ainda, eu diria e até até conversando com vocês, eu vejo que quanto mais sensato ter a pessoa que ter o agnóstico, mais parecida é a visão dele de mundo com o cristianismo. Uma série de coisas são parecidas. Por que que eu percebo isso em todas as pessoas que estão aqui presentes, quando você conversa com uma pessoa que é secular, materialista, ateia ou agnóstica e ela tem uma visão de mundo, ela começa a falar coisas sensível isso.
¶186A pessoa que é sensata começa a falar coisas sensatas e ela começa a falar a importância da família e a importância de certos valores e a importância da inquirição racional. Contraste isso com os valores promovidos pelo progressismo no mundo atual, que as pessoas defendem relativismo, materialismo, loucura total, todo tipo de delírio, todo tipo de falta de coerência lógica. Eu claramente consigo ver e eu não acho, eu não tomo como iguais as duas pessoas que quanto mais a pessoa que até se aproxima da lei natural, mais próxima tá da visão de mundo cristã e quanto mais distante ela tá da lei natural, mais distante ela tá de tudo que é sensato. Mas no caso, eu acredito que você, eu não sei se você tem familiaridade com a filosofia moral de uma perspectiva ateísta, mas você traz como se a única forma de fundamentar a moralidade objetiva fosse teísta, sendo que não, há diversas outras formas, há diversos outros. Eu defendo aquilo que é a lei natural.
¶187E justamente que eu tô argumentando é que a lei natural, quanto mais você seguir a lei natural, mais próximo você vai estar daquilo que é moral cristã. e que pessoas que seguem a lei natural, não tô falando que a moral, a lei natural é derivada da moral cristã, não é esse meu argumento. Meu argumento é outro. Meu argumento é pessoas é de novo o argumento do samurai e do templário. O samurai não cristão, a visão de mundo dele é muito mais profunda entender o cristianismo do que o ativista WK.
¶188>> Eles estão ele tá muito mais próximo do sensato verdadeiro. >> Então no caso do spa, eu não estaria justificado, né? No caso o qu? Desculpa. >> Se eu te roubar e te levar pro espada depois com seu dinheiro, então Deus também não estaria justificado necessário.
¶189>> Vamos lá, vamos voltar. >> Para mim e ele ganha um contexto muito diferente quando você entende que tem a vida eterna. >> Porque o que eu diria é: "Se eu me compadeço, né, de uma criança que sofre, quanto mais Deus". E eu entendo que na depois dessa vida, né, Deus e essa vida ela é muito curta, ela é como se fosse um rascunho, ela é muito breve, perto do que é eternidade. E Deus, sem dúvida, não só ele se compadece as pessoas, como ele na vida eterna vai, sem dúvida recompensar as pessoas pelos sofrimentos, guia elas, tudo.
¶190Eu tenho muito mais receio pela pessoa que é má e tem uma vida confortável e próspera. Eu acho que ela tá num caminho bem mais perigoso, na verdade, do que a criança que sofre que essa Deus vai cuidar de maneira especial. >> Posso provocar um pouquinho? Tem um filósofo chamado Graham Opi, que não sei se o argumento foi desenvolvido >> por ele, mas comenta sobre o problema do céu. Ah, que >> ele mais dois filósofos, né?
¶191O Enn Trakquis e o Irin Nagazzawaa. Eles articulam isso em um dos capítulos do livro Arguing About Gods, que é o livro de 2006, tá? Eu ainda não traduzi isso daí, quer dizer, traduzi quase tudo, né? Mas acabei focando em outras traduções e acabei deixando essa de lado. E eu vou, assim que eu traduzir, eu vou vou disponibilizar na pensar naturalista, mas eu tô com outras traduções mais na frente agora que o Schmid trouxe os pontos lá no no exterior, né, que vão ser repetidos aqui por católicos, Adnáusiaen, né, provavelmente vão passar a ser repetidos aqui no contexto brasileiro.
¶192Então é bom ter esses esses conteúdos traduzidos ali pra gente poder rebater de forma adequada os católicos, tá? que vão trazer conteúdos do Schmid para cá, provavelmente. >> Se não me falha a memória, esse céu perfeito, onde as pessoas são plenamente felizes. Você falou um pouquinho sobre isso, que parece que compensaria um pouco esse estágio nosso de sofrimento aqui na Terra. Aí uma questão importante é por que não fazer de uma vez esse céu, as coisas mais redondinhas?
¶193Por termos que passar por todo esse sofrimento, não só e esses males desnecessários naturais como catástrofes, pandemia? Pessoal, males gratuitos ou males desnecessários são males pelos quais não há nenhuma razão moralmente suficiente que Deus tenha que favoreça ele estará justificado em permitir esses males atualmente na nossa realidade. OK? E basicamente o seguinte, nós conseguimos, no caso, tomar a ciência dessas razões através da reflexão, né, e do raciocínio e da consideração de uma gama de razões possíveis, né, que poderiam, em princípio, justificar um dado fenômeno ou um dado mal específico, um dado uma dada dor ou sofrimento existente no mundo atual, né? a gente considera, né, a gente analisa um certo caso e tenta refletir sobre uma ampla gama de razões possíveis que poderiam justificar aquele tal de coisas, né, na nossa realidade se obtendo, né, envolvendo dor e sofrimento.
¶194E se a gente não consegue identificar uma razão clara, né, que favorece a justificação, né, sevel de uma razão moralmente suficiente que justifica esse Deus a permitir esse tipo de estado de coisas se obter na nossa realidade, envolvendo dor e sofrimento, infligindo certos certos seres sencientes na terra. Então, nesse caso, nós podemos tomar ali a como essa amostra, né, de razões possíveis que a gente tem considerou como sendo representativo suficiente do todo, de modo a gente poder generalizar indutivamente e considerar que não há nenhuma razão moralmente suficiente que poderia justificar Deus em permitir esse estado de coisas. E aí a gente justifica a segunda premissa de que há amales gratuitos e a partir disso a gente infere que Deus não existe, OK? A partir do argumento do RAW, que é a formulação que ele articula nos textos de 1978 e de 1979, tá? É basicamente esse o ponto, >> as mais variadas doenças, mas também o sofrimento não humano em outros animais também não dava para criar de uma vez as coisas sem tanta dor, sem tanto sofrimento desnecessário, Guilherme, >> se tudo fosse perfeito, né, nós seríamos Deus também.
¶195Quer dizer, não teria uma diferença entre nós e Deus. >> É, na verdade, não, tá? Na verdade, o intento inicial de Deus era que o céu, né, o paraíso, fosse um lugar na onde não houvesse uma queda. Pelo menos isso que é dito, né? O paraíso era para ser justamente o local na onde não houvesse queda, mas houve queda em virtude da utilização de maneira imprópria do livre arbítrio, da liberdade ali naquele contexto, o que favoreceu o quê?
¶196A queda, a corrupção, né? O pecado, né? entrar na humanidade. Então, nesse caso, o projeto inicial era justamente que houvesse um cenário, né, onde houvesse seres livres, né, seres dotados de liberdade, né, moralmente relevante. a que a lista de liberdade, né, no sentido de que permitisse a responsabilidade moral, né, uma liberdade ali que permitisse, no caso ali que fosse relevante no caso para responsabilidade moral, na existência de responsabilidade moral e que ainda assim esses seres agissem em conformidade com aquilo que foi estabelecido por Deus.
¶197E se isso é o caso, então nesse caso aí, ah, se Deus nos deu o livre arbítrio, ele não irá remover esse livre arbítrio no âmbito posterior, né? No âmbito posterior, nesse caso, no âmbito ali do paraíso. Então, nesse caso, se nós somos dotados de liberdade no sentido relevante, né? liberdade ali no sentido levante para responsabilidade moral e nós não iremos perder ela quando a gente tiver no paraíso. Então pode ser que um novo holocausto ou um novo uma nova queda possa acontecer lá.
¶198E se nós não teremos o livre arbítrio mais lá, então isso significa que o livre arbítrio não é tão valioso assim. Ele não é uma característica essencial do ser humano, de tal modo que ele pode ser removido sem que no caso tenha-se a existência de qualquer tipo de pecado, de maldade no mundo, né? E, portanto, no caso, isso não vai ser uma remoção de algo que seja intrinsicamente valioso, porque se o livbítero ele vai ser removido porque ele não tem valor intrínseco, porque um bíco não pode ser removido ali, sei que no caso você reduz o valor geral ali de um certo estado de coisas em termos axeológicos. E para que a gente não pecasse, né, para que a gente fosse incapaz de pecar, era só a gente não ter livre arbítrio desde o início. Seja LB tem entendido no sentido libertário, né, e principalmente vinculado a uma concepção molinista, né, envolvendo conhecimento médio de Deus e blá blá, questão de contrafactuais vinculados à essências pessoais divinas, dos quais Deus tem o conhecimento desses contrafactuais, né, dessas sentenças ou proposições contrafactuais envolvendo cenários alternativos, né, em que nós estaremos inseridos em certas circunstâncias específicas e a gerimos de certas formas correspondentes a essas circunstâncias que a gente se encontra, seja no caso em termos tomistas, né, no caso Deus é justamente amente aquele que move a nossa vontade em termos de uma causa primeira, né, ou de um primeiro motor imóvel.
¶199E no âmbito das causas segundas, ainda assim, nós somos podemos ser vistos como causas últimas nas nossas decisões, pelo menos no âmbito das causas segundas, né, das causas secundárias, OK? Aí, portanto, somos moralmente responsáveis porque a gente poderia ter escolhido ter agido de uma forma distinta do com as quais a gente agiu nesse contexto das causas segundas, pelo menos. OK? qualquer uma dessas concepções, né, de livre arbítrio, seja atomista, né, vinculado atomista ali, seja no caso ali a concepção bolinista, whatever, qualquer uma das concepções que você tiver ali contigo, ainda assim há problema. OK?
¶200Não é razoável você pensar que só porque Deus, ao termos feito moralmente perfeitos, favoreceria com que a gente seria também perfeitos em todos os outros aspectos. Ser moralmente perfeito per si, mesmo que fosse uma característica essencial das pessoas humanas, dos seres humanos, não implicaria que a gente seria exatamente como Deus, porque Deus teria todas as perfeições nele. Deus seria absolutamente perfeito. A gente só seria perfeito com relação a um aspecto específico, nesse caso, no aspecto moral. E, portanto, a gente não seria idêntico a Deus.
¶201Deus é parte da criação que as pessoas sejam imperfeitas, né? Você sabe que um dos livros da minha conversão foi Os irmãos Caramov. Serem perfeitos significa só que a gente não tem todas essas perfeições, >> mas não significa que a gente não poderia ter a perfeição moral, que nós não poderíamos ser moralmente perfeitos, ou seja, sermos essencialmente moralmente bons. Está um modo que a gente não poderia agir de outra maneira que de uma maneira moralmente boa. Isso não é suficiente para você caracterizar nós como, enfim, onipotentes, oniscientes, ah, enfim, dotados de aceidade, né?
¶202existentes por si, blá blá blá. >> E eu amo aquele livro, né? E tem clara a figura do Ivan Caramazov, que ele coleciona sofrimentos e coisas e ele é obsecado com essa ideia. Mas eu lembro na época que do contraste do Ivan tinha uma ilhocha que era o irmão dele cristão, tem um menino que tá para falecer, ele fala: "Eu acredito na sua alma, eu tô aqui com você até o fim, eu amo você". Enquanto o outro chegam lá e jogam dinheiro e falam: "Danis, eu não quero saber".
¶203E eu acho que o que acontece quando você olha numa perspectiva da eternidade é que você tem dois tipos de mal, né? Tem o mal causado pelos homens. Esse vem do livre arbítrio. E essa é uma frase que eu super tirei dos irmãos Caramzov, que é eh e aí as pessoas muitas vezes viram para mim falar culpa das estrelas, a culpa não sei falar, a culpa é sua mesmo, né? Porque é parte do tema dos homens que a partir do momento que os homens tem o livre arbitro, eles escolhem muitas vezes fazer o mal.
¶204Deus não poderia ter feito o homem sem livre arbítrio. Ele poderia, mas ele teria feito personagem de videogame. Ele teria feito fantoches, ele não teria feito o >> John Schellberg, né? No texto ele it is free will offense, ele ele uma resposta para esse tipo de ponto, né? Eu até ilustrei no debate que eu tive lá no canal Foco, né?
¶205Eu também tive um debate, né? Para quem não sabe, para quem não lembra, eu debati contra o Namisael, cara. Esqueci o nome dele, cara. Acho que é Misael mesmo, não lembro exatamente. Acho que é Israel.
¶206Misael. É Tales. Nossa, nada a ver. É Tales. >> É muitos homens na história.
¶207Santo Agostinho, enfim. Tales Gomes, eu acho, vai debatir com ele com relação a isso. Ah, deixa eu ver aqui. Eu até fiz um corte específico sobre isso. Eu vou colocar do shorts que é melhor.
¶208Não vou colocar esse debate inteiro, não. Aqui, ó. Livre arbítrio. Aqui ó. Bom, tudo bem, padre?
¶209novamente e >> maior, mas por que que isso é uma >> outra coisa, essa concepção de livre arbítrio que você tá advogando, né, e que é necessário, né, na visão de de muitos cristãos, pelo menos, né, principalmente armenianos, né, ã, é a ideia do livre arbítrio libertário. É aquela ideia que, no caso, a liberdade envolve nós podermos ter a oportunidade de ter realizado outras ações, dado as mesmas circunstâncias, né, neurofisiológicas, ambientais, etc., né? Eh, só que no caso há um autor chamado John Schellamber que ele escreveu um artigo em 2004 chamado The Athe Free Wheel Offense, que é basicamente traduzindo fica eh o título fica a ofensiva do livre arbítrio ateísta. E essa ofensiva, né, e eu vou terminar aqui, vou concluir e já vou passar. Essa ofensiva do livre arbítrio, ela lida, no caso ali em ilustrar que essa noção, nessas analogias de autômato, de manipulação que os cristãos usam, né?
¶210Por exemplo, filósofos como John Henrique usam para tentar ilustrar que, ah, se Deus não desse o livre arbítrio libertário, você seria como no caso um autômo, né? No caso, as pessoas e as outras pessoas, né? Seria como se tivesse uma pessoa manipulando você e você não está agindo por livre, espontânea vontade. Essa concepção ela é problemática porque na verdade quando a gente pensa em outros outras formas de relacionamentos possíveis que poderiam ser eh instanciadas na realidade, que Deus poderia executar, ah, nós conseguimos visualizar, né, claramente que a situação dos indivíduos não seria análoga a essa, se Deus instanciasse ele sem esse livre arbítrio, seria mais análogo a uma pessoa que continua tendo estados psicológicos complexos, né, seres sociais, pessoais e etc, com as mesmas características que nós atribuímos valor moral, só que no caso envolveria um tipo de relacionamento, no caso ali, que envolveria um aprofundamento nesse conhecimento com Deus e nesse relacionamento com ele. Então, se esse cenário é mais valioso do que o atual e Deus distanciou o nosso cenário atual com a gente, tendo livre arbítrio libertário, isso significa que Deus ele é viu, ele é cruel, porque esse tipo de liberdade é o que permite esses males ou rendos de serem instanciados na nossa realidade.
¶211>> Mas por que que isso é uma? Exatamente. Vai fazer isso. Exatamente. É isso.
¶212Pera aí, rapidão. Mas é isso, entenderam? Ah, bora lá, bora voltar aqui proas. E aí, amigo? E aí eu tinha um amigo meu atu que ele falava: "Não, eu odeio Deus porque ele nos deu a liberdade".
¶213E aí eu falei para ele: "Você não odeia no fundo Deus, você odeio o homem." Eh, porque na verdade é próprio da vida humana você fazer escolhas. E do fato de você poder fazer escolhas, você pode escolher o mal. Os males naturais, esses, de novo, são compensados na humanidade, mas só do fato de existirem coisas imperfeitas, n? Tem uma ordem da criação, já acontecem males, né? O corpo humano definha, ele vai morrer, então isso é um mal inevitável.
¶214Deus não criou um mundo perfeito, ele criou um mundo que tem homens, que tem plantas, que tem animais. Quer dizer, o mundo natural que nós conhecemos. E eu eu sou apaixonado pelo mundo natural. Eu entendo que que as coisas que existem são boas. Apesar o Ferreir ele tá usando uma falácia de pista falsa, tá?
¶215Porque o tipo de argumento que o o o tá avançando não é argumento lógico do mal. Então meramente fazer um apelo ao livre arbítrio não explica exatamente a existência de males horrendos, por exemplo, né? males gratuitos ali que claramente são morrendos, por exemplo, como mal, por exemplo, de uma, enfim, do caso da SU, né, que o o próprio Ran Roll, ele faz referência em outros textos posteriores, acho que é um texto de 1986, se eu não lembro, que ele chega a fazer uma referência ao caso de uma garota, né, no caso ali que ela foi abusada sexualmente, né, no caso ali por, enfim, pelo ah, enfim, pelo namorado ou marido, eu não lembro exatamente se é namorado ou marido, né, da da mãe dela. E depois ela foi asfixiada até a morte, né? Depois disso, esse tipo de maldade, ela serviu para que propósito?
¶216Propriamente que tipo de propósito uma criança sendo abusada, sendo asfixiada até a morte favorece em termos justamente da extração de alguma coisa, né, de algum bem maior que simplesmente não poderia ser extraído de uma outra maneira, né, que não essa? Porque que Deus não pelo menos intervém e impede certas utilizações específicas do livre arbítrio e e restringe ele de uma maneira significativa, né? ainda assim permitindo a utilização, a má utilização do livrebítrio para certos atos maus, mas não tão rendos assim, mal horrendo como esse ou mal horrendo, por exemplo, um caso que também acontece bastante, principalmente no contexto da África, né? Alguns casos desse que acontece na África de crianças que são abusadas sexualmente, são esquartejadas e deixadas a mío até morrer. Esse tipo de coisa acontece na nossa realidade, cara.
¶217Esse tipo de coisa acontece na nossa realidade. E nós, né, nós como sociedade, nós visualizamos que o livre arbítrio não é tão valioso assim. Nós intuitivamente visualizamos que há limites claros serem postos na liberdade das pessoas. Nós restring nós buscamos prevenir esse tipo de ato no nosso dia a dia. Então, mesmo que a gente seja adotado de livre verbítro, que esse valor elbito tem um valor significativo, ainda assim não ilustra que esse valor seja tal que favoreça com que ele deva ser exercido de maneira totalmente irrestrita, que não mereça algumas restrições de liberdade para que certos atos muito específicos não sejam realizados em vez de serem males ou rindos.
¶218males dos quais envolve um aspecto de extirpação, né, de uma remoção de todo o aspecto de positividade da vida de alguém, uma cada, né, de uma vez só, como no caso o aspecto de positividade da vida de uma criança, que é simplesmente extirpado nessa situação e de uma vez só. É isso. Então, ele tá dando uma resposta que não endereça exatamente o argumento do do R, né, de forma adequada. das dificuldades eem coisas, claro, mas que acontecem, homens que escolhem mal, males naturais, mas essas malhas naturais para mim vem das forças da natureza, do fato das leis naturais e existirem como nós conhecemos. Daria pra gente render um cadinho, mas é >> só que aí que tá.
¶219Parece que as leis da natureza elas são tais que Deus em virtude de ser o governante, né, o criador dessas leis da natureza, ele poderia manipulá-las de tal maneira, né, pelo menos realizar, né, no caso o estabelecimento de certos vínculos nomológicos ali específicos que permitiria, no caso, com que o sofrimento fosse mais reduzido e com que certas coisas não acontecessem. Aliás, Deus poderia inclusive controlar, né, ou pelo menos estabelecer vínculos a ali em termos justamente de leis psicofísicas também de maneira distinta, de forma no caso ilustrar que certos animais em certos estados de dor e agonia não sentissem dor e agonia, Deus não estaria restrito por leis específicas, né? Ele simpis inclusive psicofísicas, ou seja, de estados fenomênicos associados a estados físicos específicos, de modo a desassociá-los ali uns dos outros. Isso na visão de mundo do teísta, né? Que endossa uma epistemologia modal liberal demais, né?
¶220Seja essencialista ou racionalista, que assume que a consibilidade é um guia de possibilidade real. Eu consigo conceber Deus simplesmente, no caso, alternando essas leis psicofísicas também, né? assim como no caso o pareamento de certas leis na natureza com certos estados de coisas prévios, né, de de forma a estado de coisas prévias, né, das condições específicas envolvendo estado de coisas prévios, de modo a permitir com que outros estados de coisas se desenvolvam temporalmente ali de uma certa maneira, né, de tal modo a reduzir a quantidade de sofrimento no longo prazo. Aí você pode dizer: "Ah, não, mas Deus ele não pode simplesmente ah ajustar, né, enfim, reajustar as coisas, né, as peças, porque no caso pode ser que se ele ajustar, né, se ele modificar a maneira como as leis da natureza funcionam, etc, pode resultar em um resultado catastrófico e etc. Para esse tipo de coisa, eu simplesmente ilustro a resposta que o Emerson Green ele deu em um vídeo dele muito bom sobre problema do sofrimento animal, que tá aqui legendado no meu canal, tá?
¶221Ele traz uma citação do David Hum ilustrando justamente o quão ridícula esse tipo de resposta, tá? Problema do sofrimento animal. Ele traz uma resposta que eu acho muito boa, tá? Que problema de sofrimento animal pro final. Vamos lá.
¶222of the dialoges are unaware of how everything fits together and may perhaps we simply ignorant of the grand divine plan the theist might maybe you and your limitations are unaware of how everything fits together in closing then I'd like to draw attention to the words of hum's skeptical character in part 11 of the dialoges did I show you a house or palace where there was not one apartment convenient or agreeable where the windows doors, fires passages stairs in the whole economy of the building where the sources of noise, confusion, fatigue, darkness and the extremes of heat and cold. You would certainly blame the contrivance without any further examination. The architect would in vain display his subtlety and prove to you that if this door or that window were altered, greater ills would ensue. What he says may strictly be true. The alteration of one particular, while the other parts of the building remain, they may only augment the inconveniences.
¶223But still you would assert in general that if the architect had had skill and good intentions, he might have formed such a plan of the whole and might have adjusted the parts in such a manner as would have remedied all or most of these inconveniences. His ignorance or even your own ignorance of such a plan will never convince you of the impossibility of it. If you find any inconveniences and deformities in the building, you will always, without entering into any detail, condemn the architect. Thank you for listening. Emerson green and esse.
¶224O vídeo é justamente o problema do sofrimento animal, evidência poderosa contra Deus. E aqui no comentário fixado tem vários vídeos relacionados ao problema no mal. Ah, e também vários textos que a gente traduzindo na pensar atualista relacionado tanto ao argumento lógico do mal quanto argumento ah evidencial do mal, tá? Então é só vocês verem aqui, ó. Tem mais coisas aqui também, ó.
¶225Vocês vem aqui, tem tudo que a gente traduziu a de mais recente relacionado ao assunto. Beleza? Então é isso. Ah, vamos lá. Gazl tá falando aqui o caso da Junk Fruta também é doideira.
¶226Adolescente 44 dias sendo abusada, torturada e depois morre. Qual bem foi estreito? Complicado. Complicado. Mas eu acho que criança é ainda pior, né?
¶227Quan acho que é ainda pior. Ah, >> tá. Eu inclusive eu discordo da ideia da liberdade no sentido do livre arbítrio. Eu parto da perspectiva de que nossas escolhas são determinadas também. Mas se tiver alguma que o GTI tá falando sobre livre arbítrio, que é o livbit libertário, né?
¶228Acho que é nesse sentido. Ah, é porque no caso o Guilherme Freir também não sabe essas nuances, essas distinções, né, direito. Ele nem sabe que na própria tradição católica tem distinção entre concepções de livre arbítrio distintas, né, como a a própria tomista e a também a molinista, né? Então, [ __ ] figurinha das curra nisso depois. essa é uma brecha interessante.
¶229Eu acho que as pessoas são parcialmente determinadas por coisas e livres também, mas sim, >> eu acho que ele quis dizer, as pessoas são influenciadas por certos fatores, mas elas também têm sua liberdade, né, para não ah não são inteiramente determinadas, né, agir conformidade com esses fatores, né, e externos ou qualquer coisa assim, né, essas influências externas e influências internas também. >> Se você descobrisse hoje que Deus existe, qual seria a primeira coisa que você perguntaria a ele? >> Por quê? Por que se esconde tanto? Tem um argumento do John Schellenberg muito interessante que é o argumento do ocultamento divino, que diz mais ou menos o seguinte: se Deus existe e é perfeit diz que ele trata o ocultamento como basicamente se reduzindo a um problema no mal.
¶230Tem alguns autores, né, como Adam Green e o Daniel Hneider, que de fato ah ilustram esse tipo de ponto, né? Tem um texto da Stanford Philosophy escrito pelos dois que é The Hidness of God, The Hidness of God, que é basicamente sobre o ocultamento divino. E cara, é simplesmente eles ilustram esse tipo de alternativa, né, esse tipo de visão acerca do ocultamento divino, que trata, né, o ocultamento como uma forma de maldade, né? Ah, porque no caso mal é uma ausência de um de um bem, né, de um bem devido e no caso a crença pode ser interpretada como um certo bem devido que tá ausente no caso ali ah de certas pessoas, né? Ah, então seria uma visão ali que mescla a concepção austiniana com essa questão do do ocultamento divino e blá blá, né?
¶231Ah, mas eu acredito que seja razoável distinguir o cutamento divino do ano mal e tratá-lo como um argumento separado e distinto justamente que ele envolve justamente ele envolve certos aspectos envolvendo a a abertura relacional e a inteligibilidade do conceito de amor e de bondade divina a perante, no caso ali, essa esse aspecto de abertura relacional, né? Ou seja, envolve o aspecto de abertura relacional como foco principal, independentemente do, no caso é visto como sendo bom, ruim, etc., né? mas meramente envolvendo a inteligibilidade dessa abertura ou desse fechamento a a certos relacionamentos ah tanto na versão probabilística quanto na versão ou seja versões probabilíticas como no caso do próprio Stephen Mason, né, que é uma versão de 2010 contra do Shell, né, que é uma versão ali que foi inicialmente articulada em 1993, né, no and Human e também no de 2015, né, que é o The Hness Argument, né? Ah, então, então eu acho assim que reduzir um argumento a o argumento do contamento divino ao melhor argumento do mal, acho que é meio precipitado, né? Mas eu entendo o ponto dele e a Vera Carer, ela explora um pouco isso também no texto dela sobre o caso The Hidness Argument, né?
¶232The Hidness Argument, que é um texto dela da Ced Elements que trata sobre contamente divina, né? Ela descorre um pouco sobre essas essas visões, né? Acho que ele foi publicado em 2018, não lembro exatamente, acho que foi 2018, cara. 2018 por aí que ele foi publicado, não lembro. Ah, 2016, 2017, 2018, por aí, enfim, acho que foi 2018, mas whatever.
¶233Vamos lá. Amoroso, qualquer pessoa que estiver aberta a se conectar com ele, sinceramente, não deixará de ter uma resposta, de ter esse contato pessoal íntimo com Deus. No entanto, a gente tem vários ateus não resistentes pelo mundo, ou seja, pessoas que tentaram, como eu >> temos evidências que indicam que existem certa uma certa classe, né, uma certa classe ou grupo de descrentes que não parecem estar resistindo ao relacionamento com Deus. E aí o Chalamita três tipos, né, de descrentes que são candidatos a serem não resistentes, né, que são razoavelmente vistos como a ser claramente não resistentes, né? Ah, os, aliás, três, não, quatro, né?
¶234Os buscadores sinceros de longa vida, pessoas que, no caso, buscaram ao longo da vida inteira delas a questão da existência de Deus, se engajaram com várias literaturas, eh, se inserir em comunidades religiosas e tudo mais, mas não desenvolver a crença. Você tem eh pessoas convertidas para religiões não teísticas, né? Ou seja, ah, pessoas que esturaram tanto livros e textos sobre religiões teístas, né? dentre elas o cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo, mas também começaram a estudar outras religiões, né, no caso ali como jainismo, hinduísmo, sânquia, né, sanguia clássico, budismo, etc. E acabaram se convencendo dos ensinamentos, né, e dos argumentos vinculados com outras religiões, né, ah se sentiram compelidos por esses raciocínios, né, ah, e nesse caso acabaram se convertendo para essas religiões não teías.
¶235Você tem, no caso ali, ã, ex-crentes, né, pessoas que no caso eram crentes e que lutavam muito, né, lutaram muito para não perder a sua crença religiosa, se inserir em comunidades religiosas ali, né, se impuseram, né, impondo, no caso, certas restrições morais significativas e tudo mais, estudaram apologética e tudo mais e ainda assim acabaram perdendo a fé, não conseguiram manter a crença em Deus, né? H, e você tem também, no caso, os descrentes, ã, naturais, digamos assim, né, ou os descrentes isolados, né, ah, envolvendo tribos isoladas, né, que é basicamente pessoas, no caso, que são criadas em certas tribos, como a dos pira, por exemplo, que sequer conseguiram desenvolver esse conceito, nessa concepção de monoteismo tradicional vinculada com as grandes religiões, né, dentre eles o siquismo, o islamismo, cristianismo, o judaísmo, ah, o próprio neopolatonismo, ah, e, é claro, algumas vertentes do hinduísmo. né? Ah, então eles não não formaram essa concepção desse Deus, né? Ah, então nesse caso aí é o que impede no caso eles de terem abertura a relacionamento.
¶236Porque se a gente assumir que no caso a uma das condições necessárias pra gente ser capaz de relacionar de maneira significativa, consciente, mutualmente recíproca, ah, com outra pessoa, a gente deve acreditar que ela existe. E essas pessoas não têm sequer a crença de que esse Deus existe. nem sequer a proposição, nem sequer o conceito desse Deus formado para poder ter qualquer atitude em relação a a essa concepção, né? Uma de compreender e afirmar ela e, portanto, acreditar nessa concepção de Deus e por por consequência se relacionarem em princípio com esse Deus, né, de maneira significativa, eh, mútua, né, ah, mutualmente recíproca, consciente, né, ah, profunda e tudo mais. Se eles não t como sequer fazer esse tipo de coisa porque eles não tm conceito de Deus relevante, não tem como acreditar nessa concepção porque não tem conceito formado.
¶237Então parece que eles são bons candidatos a ser considerados não resistentes, ok? Aonde a resistência aqui no sentido relevante, ela envolve você ter uma consciência, né? É você, seja por ações ou omissões, né? mesmo que mentais, você acaba se distanciando de um lugar apropriado pelo onde você seria encontrado com evidência acerca evidência relevante acerca da existência desse Deus. Isso envolve no caso um certo tipo de desejo de disposição de, enfim, ah, de não querer se conformar com certos desígnios ou certas, ah, certas aspectos relevantes vinculados com esse Deus, né?
¶238O que favorece com que você se distancie de lugares adequados a onde você ser encontrado por evidências da existência dele, né? Ah, então é isso, né? Então, então, então é isso. >> Eu fui católico, fazia minhas orações, por mais que eu não tenha sido tão fervoroso assim, eu tinha a minha fezinha, eu tinha a minha crença e acabei não encontrando nada ali que justificasse satisfatoriamente. Ou então o Leandro Carnal, >> cara, eu vou dar uma bronca no Gontijo, velho.
¶239Vou dar uma bronquinha no Gontijo. Cara, eu gosto muito do Gontijo, mas eu acho que ele tem que parar de usar esse exemplo do carnal, esse exemplo dele. Ele tem que dar um exemplo dos descrentes que eu mencionei aqui, cara. Esse exemplo do carnal é muito bom. Esse exemplo dele também eu não sei se é muito bom.
¶240Apesar de eu achar que o Gunt de fato não é um descrente não resistente, né? Aliás, um descrente resistente, ah, ele tá de fato aberto a ter diálogo e tudo mais, né? A entender melhor as certas visões. Ainda assim, eu acho que mais impactante é você listar uns exemplos muito mais claros disso, sabe? Por isso que eu acho bons os exemplos que o Shellberg dá.
¶241Eu acho que a gente tem que enfatizar eles muito mais para ilustrar o impacto do argumento. Teve uma carreira, digamos assim, uma trajetória no seminário, mas foi orando, orando, senti que tava conversando consigo mesmo, entrou numa secura espiritual e abriu mão daquela sua fé. E pessoas que inclusive não tm a oportunidade de conhecer esse Deus em que você acredita. Então eu acho que seria uma das coisas que eu perguntaria, cara, com tanto amor assim, por que não se fez mais presente, mais evidente? Por que não responde a todos que te buscam?
¶242Porque o mundo tá em guerra, muitas vezes guerras santas por aí, as pessoas brigam por conta de religião, famílias que se destróem por conta disso. Eu entrevisto no meu canal, Guilherme, pessoas que saíram de contextos religiosos envolvidos em abusos e coisas muito muito tristes, muito ruins, pais que deixam de conversar com filhos por divergências religiosas. É muito marcante isso. Então, eu penso que se Deus fosse mais claro quanto a sua existência, quanto que ele espera de nós e não múltiplas religiões por aí, com várias perspectivas dentro do próprio cristianismo, várias vertentes, eu acho que as coisas seriam bem melhores. Então, eu perguntaria por que se esconde tanto?
¶243É, eu acho que ele Deus se revela porque se Deus escrevesse em letras de fogo, eu sou Deus, estou aqui, o que aconteceria também que nos livre arbítrio no fogo. >> Isso daí seria a evidência títica, incrível, né? Awesome evidence, como referida pelo Barns, pelo Miles Keidunhu e pelo pelo Jid, né? Pelo Jid e por outros texistas que propõem esse tipo de de raciocínio, né? E que eu vi sendo mais propagada pelo Michael Humer inicialmente, né?
¶244Ah, só que eu acho que dado certos pressupostos religiosos vinculados com tradições religiosas particulares, né, com o próprio modelo de octação, né, modelo de octação divina aqui, o Jolon, né, eu acho que esse tipo de evidência não seria esperada, esse tipo de coisa, se a gente visualizasse esse tipo de coisa acontecendo, não seria evidência da resistência de Deus, porque Deus ele não ele não quer se fazer tão manifestado assim, né, justamente para preservar a suposta liberdade das pessoas, segundo esse raciocínio que ele vai expor aqui, né? Eh, então até isso é meio problemático. Embora esse raciocínio ele seja também problemático, tá? Ele seja também problemático, porque o primeiro oído não tá se falando que Deus deveria se fazer mais manifesto para toda e qualquer pessoa, mas sim para pessoas que sinceramente buscam a Deus, né? E que se encontram nessa situação de descrença, né?
¶245É que hoje em dia a gente usa como se encontrando nessas descrenças justamente por não ter recebido esse sinal, não ter recebido, né? não tem sido encontrado ali eh com evidência apropriada, dado aquele contexto, aquele local que elas se encontraram, mesmo buscando sinceramente de forma aberta, né, a a esse relacionamento ali pessoal com essa divindade, né, caso elas exista, com algo assim, entendeu? >> Fundo ia acabar, porque no fundo nós íamos, Deus poderia nos compelir acreditar nele, mas aí de novo o tema da liberdade, que é um mistério, eh, mas seria suprimido. Agora eu acho que Deus, >> hã, não, o Shar inclusive responde isso aqui, tá? Esse tipo de resposta é trazida por autores como o próprio Richa Twinberd, o Andrew Collison e mais um outro, né?
¶246Não lembro agora exatamente o nome do autor. E o Show, ele responde isso, né? Ele responde isso justamente aqui no terceiro vídeo, acho que no terceiro quarto vídeo, acho que é o terceiro vídeo, ah, que é onde ele responde objeções contra o acamento divino, né? Vamos lá. Aqui parte um, parte dois, aqui é a parte três é uma das respostas que ele recebe, né, em termos de argumentos morais, né, de liberdade moral.
¶247Então, vamos lá. Vamos lá. Aqui, ó. right which says, "Oh, but there could be special reasons. Um, special reasons leading even God to be temporarily nonop to relationship, temporarily to allow nonbelief perhaps because of some great that couldn't otherwise be achieved." So now we come back into the vicinity of those moral arguments we were talking about a little bit earlier.
¶248So, how can we respond to this? How can we apply the openness principle here? Well, one thing we can do is we can think about how God, being God, is able to produce goods of the same type um without sacrificing openness to relationship. Okay. So, if you think that so long as God is able to accommodate the consequences uh and is able to as part of that produce goods that are the same type as the goods that are said to require hidden we shouldn't expect God to to retreat to not be open to relationship with us.
¶249So, what about that first one of moral freedom? Well, you can think of moral freedom as a type of good and there are many many different ways of tokening that type, many different sorts of moral freedom. Imagine that there really are people um who are as impressionable and as sensitive as we were talking about earlier who um would find it difficult to do what is wrong if they believed that God exists who can punish or reward them for uh either doing what is wrong or or resisting that urge. Um suppose that there are people like this. I mean there's a question about why there should be people like that.
¶250You might have the person who's responding to the hidden argument will sometimes be extrapolating from what we see around us but that assumes that if God exists God's going to create us or people like us and why suppose that right but suppose we go along with that assumption and say there will be at least some people like that. So we grant that they're not able to uh they're not free to choose uh to do what is wrong but there are all kinds of ways of exercising moral freedom. might still have the opportunity to um choose to do the kinds of actions that philosophers call supergatory actions that are above and beyond the call of duty okay actions that aren't required of you and so the same sorts of considerations wouldn't apply right you wouldn't be thinking well I got to do this for god's going to punish me no it's not an obligation so it's not the same kind of thing um so I have a choice I still have a choice even if I'm one of those uh shrinking violets we were talking about uh still have a choice whether I'm going to pursue great great noble I still have that kind of choice between moral virtue and moral mediocr moral freedom so why isn't that something that um what substitute for the kind of freedom that is allegedly or that we're assuming is taken away by uh god not being hidden how about that other moral argument Andrewon's argument about selfsafice that's an interesting argument as I And in fact it refers to kind of superatory action that we greatly admire and the idea is well we just can't really do that what's so admiral about that sort of action presumably it's got a lot to do with the courage that is evinced when somebody does that sort of action when you sacrifice yourself um sacrifice your life and you're not doing it just you know impulsibly in the way that some people apparently do this without thinking um but you choose you exercise great courage in giving up your life for the sake of some great good maybe the life of another well it could be that the kind of fear that would um cancel courage or diminish the kind of courage can be exhibited it could be that that fear would be made irrational by belief in God but it's another thing to say that it would just be absent because of your belief in God fear uh as human beings suppose let's suppose we're talking about beings that are somewhat like us that's what the objection has got us doing so we thinking about being somewhat like us we have very powerful selfreservation instincts those we should expect still to be mobilized still to be causing fear even if you believe that God exists. I'm not sure I can see how fear would be that greatly diminished and so I can't see that there be a significant difference between somebody who does that sort of action between the kind of courage it's called for doing that sort of action reflectively not believing in God and somebody doing it who does believe in God. Something else to remember in this neighborhood that will help to make that point persuasive is that when we think about believing in God, we must be careful to realize we're just talking about belief in God.
¶251We're not talking about a sense of God's experiential presence. People will sometimes conflate those two. I've seen it over and over again. And so it could be that if somebody has this reassuring sense of God's presence, right, in the moment when they make a very difficult choice, that choice is actually not going to be that difficult. It could be that, you know, they're just sort of rolling along and in this in this powerful sense of God's presence, they can do anything.
¶252Okay. All right, maybe that's the case. Suppose that's the case. That's a very different scenario from which somebody simply believes that there's a god, you know, just has that extra intellectual item. uh believing that there is a God as a hidness argument tells us they're able to do all kinds of things.
¶253Entering into relationship with God if there is indeed a God but I don't think that has to prevent somebody from courage sacrifice may sense of então é basicamente isso, né? O Shalenberg ele deixa clara a distinção entre o senso experi, né, de presença experi, no caso ali a questão da da crença na pessoa, né, da existência de Deus. Então, o fato de Deus se tornar mais evidente de fora a favorecer com que as pessoas formem a crença na existência de Deus não favorece com que o senso de experiência presencial de Deus esteja presente com ela, de modo a permitir com que ela realiz, portanto, tenha um certo nível de liberdade, ainda assim moralmente relevante para realizar certos atos como atos superrogatórios, né, de sacrifício ou qualquer coisa assim, ou outro tipo de atos, né, que são moralmente valiosas, né, embora não são não seja exatamente moralmente requeridos propriamente, né, ali em certas circunstâncias. Então esse argumento de liberdade moral, ele é vai pro saco, tá? Um muito ruim para [ __ ] para lidar com divina.
¶254Ruim demais. Ah, mas é isso. >> Você revelou bastante para você, já para várias pessoas. Quer dizer, tá aqui sentado, tem a pessoa. >> Eu acho que o exemplo mais claro de como esse argumento é furado é porque o próprio Satanás, ele tinha liberdade moral.
¶255Ele teve liberdade moral de desobedecer Deus mesmo diante de saber que Deus existe na ótica do cristão. Cadê a liberdade moral dele eliminada? Não teve. >> Tô aqui, né? Peguei o carro, atravessei aqui a cidade de São Paulo, mas tava na mesma cidade, então tem tanto, né?
¶256Imagina zero zero problema. Mas poxa, eh, você teve contato com, vai ter contato com vários argumentos, ou seja, eu acho que Deus ele traz o suficiente para que as pessoas possam sim encontrar a sua palavra, o seu caminho, para que possam conhecê-lo, mas ele não suprime a nossa liberdade, ou seja, ele nos dá um grau de abertura. >> Uhum. Mas essa liberdade envolve você nascido numa família muçulmana ou hinduísta e tem uma chance muito pequena de se converter ao catolicismo. Então, parece até meio injusto a gente pensar nesse desfecho de uma dação eterna para essas pessoas.
¶257>> É, >> é sim. Eh, nesse caso aí, eh, provavelmente eles podem tentar usar o a carta da ignorância invencível, né? Eles podem tentar usar a carta da ignorância invencível. Ah, só que se essas pessoas, no caso, elas de fato elas acabam incorrendo certos atos específicos ali e acabam se adorando uma concepção de uma divindade, de um deus é outro que não cristão, né? E acabam agindo de forma ali idolátrica ou qualquer coisa assim, né?
¶258Continuamente, blá blá blá. e elas se engaj com alguns comportamentos, são condenados no cristianismo e coisas e tal, mesmo estando ali ignorantes, eu não sei da existência desse deus provavelmente ou algo assim. Então, ainda assim, elas estão correndo um risco de serem condenadas de certo modo. Pelo menos há um risco delas serem genuinamente condenadas sem ter esse conhecimento do Deus verdadeiro, né? Essa compreensão de qual que é o Deus verdadeiro, né?
¶259Nesse caso, Deus cristão, né? Cristão e católica, né? Ah, do Freire. Ah, então ainda assim é meio complicado, né? Ainda assim, o fato delas terem nascido nessas regiões aumenta o risco delas de serem condenadas muito mais, né, do que simplesmente uma pessoa que nasce num contexto da religião correta, né, nesse caso, num ambiente, numa região que tem a maioria de pessoas cristãs católicas, né, nessa ocasião do filho.
¶260Então, eh, parece que existe uma regionalização, né, dessa dessas crenças religiosas, digamos assim. Eh, e parece que, no caso, há uma um desnivelamento da maneira pelas quais essas pessoas se encontram, né, eh, na situação pelas quais elas se encontram. Ele parece meio complicado de você dar conta ali, né, de ilustrar que de fato tem um Deus por trás desse processo todo, né? Ah, e aí entra a formulação, por exemplo, sei lá, do Stephen Maidon, né, que é a formulação de 2010 do argumento do contamento divino em termos da distribuição demográfica irregular da crença teísta, né? Parece que a crença teísta ela tá distribuída tão irregularmente ao redor do Globo, né?
¶261Eh, o próprio Stephan, né, no no artigo dele, né, de 2010, ele menciona, né, com base em um dado em um World Fact World Fact, né, que basicamente 95% das pessoas, né, ali da Tailândia, né, acho que é da Tailândia, pelo que eu me lembro, acho que é da Tailândia, 95% das pessoas da Tailândia são pessoas que são budistas e, portanto, no caso, são 5% teístas, enquanto pessoas da Arábia Saudita, por exemplo, né, mencionando ali, são 95% muçulmanas, né, islâmicas, né, Eh, e portanto, no caso, eh, só a só no caso, eh, elas são 95% teístas, né, de certo modo. Então, parece que existem regiões do globo aonde, no caso, essa crença na existência de Deus, ela está, no caso ali ah distribuída de uma maneira totalmente regular, né, e coisa e tal, né? Existem uma regionalização muito grande dessa noção da crença na existência de Deus e principalmente do quando a gente visualiza a diferença entre o termo do Deus católico, do Deus cristão católico, né? Ou seja, do modelo divino monoteísta tradicional vinculado à religião católica e no caso do modelo divino do teismo tradicional vinculado a outras religiões, aí pior ainda mais, porque nesse caso as pessoas não têm uma crença de que no caso o Deus do teismo tradicional é o deus católico em grande parte. Boa parte das pessoas não são cristãs católicas.
¶262Aí piora ainda mais o o problema do contamin divino. Parece que no caso explicações sociológicas, políticas ah, e até talvez algumas até biológicas, que são explicações claramente naturalísticas, elas favorecem uma explicação muito melhor do porque que essas crenças emergem esses contextos regionalizados do que uma explicação teísta que assume que há um Deus que tem uns homem na atributos e que no caso quer se relacionar conosco e que de fato quer nos salvar e blá blá blá, né? Então, basicamente isso. Esse é o ponto que o Mesen avança na versão, né, na formulação do contamento divino dele, que é uma formulação de 2010. OK?
¶263Então, tá bom. Sou eu, né? Por que você deixou de Enfim, só um momento, pessoal. Segunda. Bora ser agnóstico.
¶264>> Uhum. Bom, eu lembro bem desse episódio, então eu falei da minha faculdade e eu entrei na faculdade de direito e aí eu lembro exatamente desse dia o professor chegou e ele tava falando sobre Stalin e eu achava aquele clima ideológico inópe. Eu falei: "Meu Deus, onde é que eu vim parar? Eu só queria estudar." E aí eu comecei a me refugiar na biblioteca para ler. Aí eu comecei a pegar livros e aí eu fui ler os clássicos da filosofia e eu abri um livro do Platão e aí tinha lá uma discussão sobre alma.
¶265E aí eu entrei, eu eu tava zero me perguntando sobre religião, eu tava até procurando resposta sobre o mundo, sobre a vida. E eu comecei a me perguntar, caramba, alma, será que eu tenho uma alma? Será que existe alma? E aí eu fui parar na pergunta se Deus existe. >> E aí a primeira inclinação e eu tinha vindo escola eh super hostil a religião, comecei a empilhar livros de ateus.
¶266Eh, e aí eu começava a ler os livros dos ateus e tal e aí comecei a empelhar livros de cristãos do lado e comecei a ler os dois. Então, fui lá ler, sei lá, filósofos ateus, filósofos cristãos. E para mim é surpresa, >> dá para ver que provavelmente os filósofos que ele leu ateus talvez não fossem tão bons assim, né? Talvez acho que só um bom seja o David Hillm, mas o David Hum ele não sistematizou muita coisa, né? Muita coisa que o David Hill me trouxe foi melhor sistematizado por autores da filosofia analítica, como próprio Paul Draper, né?
¶267Próprio Paul Draper ali o Will Row, entre outros, especialmente o Paul Braper, né, que se ancora bastante no David Hill para articular o argumento dos low priors dele e o argumento também da da evidência decisiva em favor do ateísmo, >> porque na época eu esperava o oposto total. Quanto mais eu li os pensadores cristãos e quanto mais eu li os pensadores ateus, mais incoerentes os pensadores ateus parecidos. Não tava para mim explicando nada. Mas o mais chocante para mim, os pensadores ateus, isso com a minha cabeça. Por isso que para mim é fácil me colocar, acho, no papel e da pessoa que não acredita, porque eu vivi uma boa parte da minha vida assim.
¶268E para mim o mais chocante é que eles realmente não conheciam tão bem o cristianismo, ou pelo menos a doutrina cristã. Porque eu não conhecia tão bem. Quando eu passei pela minha, sei lá, primeira comunhão, por aquela formação da escola, a minha formação tinha sido muito superficial. Sim. E agora além dos filósofos cristãs, sei lá, além do santo magiaquino, além do Santo Agostinho, olhava e falava: "Cara, minha formação era muito, eu não sabia nada do que era igreja".
¶269Eh, então acho que os filóos ateus acabaram me empurrando para estudar o cristianismo de maneira mais profunda. E aí eu me fechei no meu quarto com a suma teológica. Foi bem engraçado, teve até um vídeo de um cara falando: "É mentira". Ele falou que leu assuma teológica inteira de uma noite. Eu nunca falei isso.
¶270Eu li um pedaço assológica, óbvio. Impossível ali, ó. Eu não me lembro se o Fre falou isso, mas alguém falou que ele assuma em uma noite, alguma coisa assim. Eu assumo inteiro em uma noite, alguma coisa assim. Cara, não me lembro agora se foi o Freire.
¶271Eu acho que foi o Freire, sim, mas não tenho certeza. 4000 páginas aí uma noite é [ __ ] Acho que eu demorei uns indo e voltando, fiquei lendo acho que há anos até conseguir ler a maior parte, se é que eu li tudo, mas e eu peguei a parte se Deus existe e eu me fechei naquilo numa madrugada, fiquei >> ela temada unor na suma >> e com aquilo na minha cabeça e eu fiquei lendo para tentar refutar. >> Uhum. >> E aí eu lia para tentar refutar, lia para tentar refutar e aí quando terminou a madrugada eu olhei e falei: "Meu Deus, Deus existe, que que eu faço?" E aí eu não sabia nem redar um Pai Nosso, eu não sabia nada. E aí eu peguei a minha Bíblia da primeira comunhão, tinha um terço de plástico, a coisa mais tosca que vocês podem imaginar.
¶272E aí eu comecei a seguir aquilo. >> E aí depois eu eu na verdade botei para mim mesmo a pergunta se eu seria, sei lá, muçulmano ou hindu, ou se eu seria judeu, sei lá o que, ou protestante ou católico. E aí analisando todas as coisas, eh, depois a gente pode falar sobre isso, mas eu fui, >> a forma como aprendi, se eu existia me levou pro monoteísmo, do monteísmo me levou à questão do Cristo e daí eu me converti ao cristianismo. >> Será que os os autores ateus com que você teve contato antes não eram mais fracos filosoficamente? Porque a literatura teísta mais popular não é tão forte filosoficamente e talvez você entrou em contato com os católicos filósofos ou filósofos católicos e não com os ateus filósofos da religião que poderiam ter argumentos eh para te mostrar uma perspectiva mais sofisticada sobre a inexistência de Deus.
¶273>> Acho que eu tava lendo pessoas até pessoas como Berton Russell, como David Hilm, pans clássicos, né? E não, >> sim, assim, B Russell, filosofia da religião, cara, ruim, viu? ruinzinho. Objeções ali. Hum.
¶274David Hum. OK. Inclusive filósofos analíticos se ancoram nele particular argumentos, como eu acabei de mencionar o Paul Draper e também o Diel Shelberg também o Jonel Mac também se ancora na crítica da causalidade do Hum. Ah, para articular também argumentos contra o argumento cosmológico Cã etc, né? Então, argumentos cosmológicos geral e tal.
¶275OK. de R. OK, bacana, mas tem coisa melhor, né? Tem coisa melhor também hoje em dia. Mas enfim, >> não só Richard Dawkins, esse daí também não vem muito.
¶276Eu confesso que o Richard >> na época dele já tinha coisa melhor, já tinha Grahop, já tinha Willer Roll, já tinha Richard Gill, já tinha Kate Parson, já tinha Michael Martin, já tinha, enfim, já tinha Andrea Emma Wesberger, já tinha no caso ali o Patrick Grim, já tinha o próprio MPaz, acho que já tava ativo, se eu não me lembro. Ah, enfim, já tinha vários atores, o Jorge Rodel, enfim, crítico da segunda via, né, um dos grandes críticos aí da segunda via do Tomásquino. Já tinha algumas coisas legais, né? Tinha algumas coisas boas do lado da tea assim, eh, e mais amplas, né? Quent Smith, sei, sei lá, cara, J Schberg, né?
¶277Dawkins. Eh, com todo perdão, Richard Dawkins, mas eu não levei ele muito a sério desde o começo, assim, nem na minha fase, eh, sem acreditar eu levava a sério. Eh, e aí depois, eh, mas eu falo mais dos filósofos mesmo, >> tá? Vou te dar umas dicas depois de outros. >> Por que você deixou de ser católico?
¶278>> Eu deixei de ser católico porque, caramba, são vários fatores envolvidos, desde os meus pais me darem liberdade para pensar por conta própria. Eles fizeram ali o script. >> É, o pessoal tá comentando aqui, né? O Bolsonaro petista DD1, ele disse uma coisa que eu acho interessante, ó. Uma noite ele entendeu, não consegui refutar, ele só aceitou.
¶279Será que entendeu mesmo? E se entendeu, será que ele tava qualificado o suficiente para conseguir analisar os argumentos por si mesmo? Será que ele reconheceu que ele não tava capacitado o suficiente para analisar aqueles argumentos naquela situação? E, portanto, não era uma razão, não era muito razoável ele se converter, porque ele pessoalmente não tava conseguindo refutar. uma atitude de alguém responsável, cético e coisa e tal, é justamente tentar buscar pessoas que são críticas daquele ponto.
¶280É tentar analisar os dois lados, pessoas que sejam mais qualificadas e que sejam capazes de analisar aqueles raciocínios. Já tinha algumas críticas das vias naquela época. Já tinha algumas coisas naquela época já. Tá certo que não tem igual hoje, né? Mas já tinha algumas coisinhas interessantes, entendeu?
¶281Para eu fazer a primeira comunhão, o ciccismo depois disso, filho, ó, você que sabe. E aí eu tive contato com pessoas que pensavam de outras maneiras ali no Orcut. Só lembrar de qual ano que é o Badhe. John Badhe. John Bad.
¶282É que eu não lembro exatamente qual ano esse cara se converteu, né? Jad 2007, pessoal. onde foi publicado no International Journal for Falls of Revelion, a continuação do mundo, conservação de vino existencial. Tá até traduzindo na pensa naturalista, né? Hum.
¶283Que ano será que o o foi ele se converteu? Não sei exatamente. Nem sei quantos anos ele tem, né? Exatamente. >> Inclusive, eu fui conhecendo váriascut, né, >> várias perspectivas.
¶284Eh, mas eu acho que desde a a crisma, as minhas perguntas sobre quem >> Sim, sim. O Mat tem críticas das vias, principalmente a primeira via, né, do Suá, Francisco Soares. Francisco Su tem crítica a primeira via do Aquino. Tá aquela parada do ato virtual, né? Do ato virtual.
¶285Tô até dentro do ano catolicismo. Se tem críticas a esse tipo de argumento. Escreveu os evangelhos foram muito decisivas para eu opa, tem muito dedo humano nisso aqui. Eh, não posso simplesmente confiar que foi inspirado por Deus. Eu preciso de uma prova.
¶286Eu tinha essa inquietude quando eu era católico já. E eu via que os meus professores de catecismo não conseguiam responder bem a essas perguntas. E dali, cara, só conhecendo outras perspectivas e me desgarrando cada vez mais do catolicismo. Eu acho que esse é um um breve resumo da de porquê. No final das contas, >> é, eu acho que tem um problema geral também que a educação é muito ruim em geral, acho que no Brasil e é muito difícil imaginar que alguém às vezes é uma pessoa muito bem intencionada, a pessoa tá lá, mas que a pessoa que tá dando a de catequis, muitas vezes ela não leu os grandes clássicos da teologia.
¶287O Brasil também teve muita influência da teologia da libertação. E essa parte doutrinal de apologética, me impressou que ela enfraqueceu muito. Se a gente comparar, sei lá, tem um livro chamado Ro Studium, que é sobre a educação dos jesuítas, né? eh, do padre Leonel Franca, o nível intelectual é muito alto. Essas escolas de Jesus foram suprimidas no Brasil num período pelo Marquês de Pombal, fecharam todas.
¶288E aí eu acho que houve um problema muito grande na catequese, pelo menos foi o que eu tive assim, porque eu também eu quando eu terminei a minha catequese, eu me afastei da igreja. >> Eh, eu acho que se eu não tivesse ido parar nos grandes clássicos da filosofia, nos grandes santos, nos grandes >> Mas você já estudou história do cristianismo e especificamente da construção da Bíblia? Isso não mexe com você, cara, saber como os livros foram escolhidos que a gente que não foram os apóstolos que escreveram os evangelhos. >> Eu acho que eu acho que sim, dá para você argumentar que foram os apóstolos que escreveram os evangelhos. Salve, pastor Anderson, amigo do avivamento.
¶289Fala, meu mano, logo mais você vem aqui no meu podcast, hein, aqui em Susano. Opa, tamo junto aí. O Anderson. Ó, o pastor Anderson aí, um salve para ele. >> Já sim, apesar da cópia dele ser posterior, eu acho que uma coisa não excluir a outra.
¶290Inclusive, quanto mais eu estudo a história do cristianismo, mais uma convenço pro cristianismo, confesso. Eh, e uma das pias minhas, eh, foi justamente história antiga. Engraçado, porque normalmente eu raramente falo tanto de história nesse debate de Deus existe. Eu falo mais às vezes quando tem protestantes e católicos, porque para mim, >> eh, esse tema da história se tornou forte por isso, porque sempre tinha essa discussão. Mas eu, na verdade, quanto mais precisando história, porque a minha versão original da história era totalmente antiigreja, >> era antiva veracidade dos textos, era antiigreja, era anti era ante muita coisa.
¶291Na verdade, eu acho que às vezes a versão que a gente aprende defow é contra o ocidente como um todo. E é, sei lá, a a forma como eu ouvi na escola era cruzadas foi só morte, opressão e desgraça. >> A inquisição era só matar, todo mundo pensava diferente. >> Mas a minha questão principal é sobre a origem dos textos bíblicos. Os historiadores em geral, por exemplo, não atribuem autoria aos apóstolos, porque os textos foram escritos em grego décadas depois da morte de Jesus.
¶292Os discípulos eram em geral analfabetos, talvez todos, e o próprio Jesus. Isso de acordo com os historiadores. >> É, mas aí eu acho que os historiadores, eu não não concordo com os historiadores sobre os apóstolos serem analfabetos. É contra esses historiadores, né? Eu acho que quando você analisa o mundo antigo, eh, tem muito mais documentos, eh, e documentos muito mais próximos do cristianismo primitivo do que da vida de Alexandre Grande, por exemplo, do que vários textos antigos.
¶293Inclusive, a maior parte dos textos antigos que a gente tem foram preservados por monges cristãos que copiaram eles. Então, a gente nem teria esses textos. Porque aconteceu a história antiga e é uma coisa muito chocante, né? você você sempre tá reconstruindo um quebra-cabeça, mas isso não é em relação a Cristian, isso em relação a tudo, todas as coisas do mundo antigo. Ah, e eu acho perfeitamente razoável acreditar que Alexandre existiu, aliás, acho perfeitamente Plutarco, por exemplo, que é uma fonte muito boa sobre Alexandre, é muito sério.
¶294É, >> mas o problema é quando você acredita que literalmente a esses textos compilados, né, nesse canon, eles são divinamente inspirados, né, como um todo, e que de fato você acredita em uma infalibilidade ali, né, uma infalibilidade dos textos religiosos, não é da revelação ali, não é daquilo que é revelado nesses textos, através desses textos. Ah, então a infalibilidade ali, né, dos textos bíblicos, pelo menos a inerrância, né, alguma ainda mais forte, né, que a inerrância bíblica, né, que eu acho que talvez é algo que você esteja comprometido, não sei exatamente a inerrância bíblica tá no cara é complicado, né? O problema é você acreditar que certas informações específicas foram registradas de maneira precisa e passadas adiante. E especialmente em um texto que supostamente é dito como divinamente inspirado, a gente esperaria, né, um certo meio de preservação ou de transmissão desses textos que não fosse tão humano, sabe? Então, mano, então é esse o ponto que o Gonchild tá trazendo.
¶295Ele tá trazendo que o processo de compilação desses textos, de tradução e de transmissão desses textos é muito mano, mas é muito mano e é muito suscitivo a erros claros que é meio complicado de você continuar imbuindo esses textos de uma carga divina, como se tivesse uma revelação divina através deles genuinamente. É esse o ponto do Goní. Quando ele tr esse ponto, ele tá perguntando para você, isso não balança um pouco sua fé, não? É basicamente esse o ponto. >> Séculos posterior, mas independente de putar ser séculos posterior, é uma fonte bastante confiada sobre vários aspectos, porque também existe uma tradição e existe um contexto em volta disso.
¶296Então eu diria para você que historicamente falando eh eu dou lá sobre Alexandre, dou a lá sobre Platão, sobre eh sobre Sócrates, sobre tantos outros. Ó o Enzo aí. Salve, Enzo, tamamo junto. Boa noite. >> É, é 100% racional acreditar em todos esses filósofos, inclusive na boa parte da versão que nós temos sobre eles.
¶297E nós temos ainda mais informações e mais informações mais próximas da própria vida do Cristo. >> Podemos conversar sobre isso mais depois, mas eu não nego a probabilidade alta de Jesus ter existido, e sim as histórias sobre ele que foram sendo engrandecidas e a gente tem pouca confiabilidade sobre os acontecimentos, mas depois qualquer coisa a gente volta nesse ponto. >> Guilherme, qual é a maior virtude que você admira nos ateus? Olha, eu acho que tem que ter muita fé para ser ateu. Admiro a fé de todos eles.
¶298Vou te devolver. Então, >> qual que é a maior virtude que você vê nos cristãos? Cara, a maior virtude que eu vejo nos cristãos, não que, claro, sejam todos, mas eu acho muito bonito o trabalho da igreja voltado à caridade, ajudar pessoas mais pobres. Eu acho muito importante eh isso vindo não só da igreja católica, mas de outras vertentes religiosas, de outras religiões. H ter esse estímulo extra, mesmo que a crença seja uma ilusão de que Deus espera isso de nós.
¶299Eu acho que pode dar um empurrãozinho a mais para um ato tão benevolente assim que é ajudar o próximo. Então eu eu valorizo e reconheço isso em muitos cristãos. >> Não, caridade fundamental, mas eu não acho que é uma luz de Deus. Claro, né? Acho que eu faço até agora.
¶300Vamos ver quem é mais chato. Crente que se acha dono da moral ou ateu que se acha dono da razão? >> Cara, sabe por? Eu acho que o cristão, que você acha o dono da moral, acaba incomodando mais e sendo às vezes até, não vou dizer perigoso, mas trazendo algum mal-estar social, porque às vezes essa perspectiva moral é levada para legislar, para tentar eh formatar regras de convivência ali por meio de leis inspirados, inspiradas na Bíblia, no cristianismo. Eu acho muito perigoso quando a religião acaba afetando tão diretamente a forma como a nossa sociedade se estrutura nesse termo, eh, em termos legislativos, para dar um exemplo.
¶301E fora o preconceito que existe, por exemplo, você encontra passagens bíblicas e homofóbicas e aí você vê essa homofobia parecendo às vezes justificada teologicamente. Então eu acho isso às vezes nocivo também, não só chato, mas perigoso pro bem-estar social em alguns contextos. Eu >> Sim, sim, sim. Então tem essa questão do do perigo, né, para pra própria próprio estado, ah, estado laico, né, a questão da da separação entre igreja e estado, entre instituições religiosas e instituições políticas, né, e a questão de legislações passadas em nome de certos textos religiosos, né, tomados como sagrados e blá blá blá. Então isso de fato é algo complicado, né?
¶302Pode de fato gerar certos problemas pra vida de pessoas, pessoas de pessoas que não são daquela religião dominante ou qualquer coisa assim, né? Dos quais você tem representantes ali no âmbito legislativo, né? Legando em nome dessa religião, né? E tentando estabelecer isso para todo mundo e coisa e tal, né? Ah, então de fato é uma é um ponto complicado, eh, que é oriundo do crente, né?
¶303H do cliente que se acha o dono da moral, né? Digamos assim, né? Então isso não, o ateu que é chato, pelo menos, na maioria das vezes, ele não vai defender tantas coisas assim que são problemáticas. Tem alguns ateus que são chatos e que defende, no caso, um estado ateu, tem, mas eu acho que é muito mais raro, sabe? Muito mais raro um um um ateu assim, explicitamente defender estado ateu.
¶304É muito difícil. Só alguns mais extremistas assim e muito singulares mesmo, né? Agora, no caso crente que se acha dono da moral, aí já mais complicado. Aí eu acho que a gente já vê bastante esse tipo de coisa, até porque a própria religião cristã é uma religião proselitista. É uma religião que tem elemento proselitista, ou seja, que você deve evangelizar os outros.
¶305Então, as principais correntes, né, principalmente vinculado com o cristianismo que a gente pode tomar com sendo ortodoxos, né, com as grandes denominações, né, principais do cristianismo, né, as grandes vertentes e denominações principais do cristianismo, elas são pelos elitistas para o [ __ ] e elas são conservadoras em termos morais, conservadoras ou até mesmo reacionar em alguns aspectos. Então, acho isso muito complicado, né? A gente pode ver isso na discussão do do pró dos pródas versus os pró escolha, né? Você percebe que os provinas nem se preocupam em argumentar direito filosoficamente, né, no da ética do aborto para justificar a posição deles. eles geralmente já tomam como dada a posição deles, né, como sendo a correta, né, no termos ali da ética do aborto, né, da ética da interrupção da gravidez, né, e simplesmente simplesmente repetem os mesmos pontos, né, eles tratam, no caso, o feto e o embrião como sendo vida no sentido moralmente relevante, como sendo uma pessoa, né, um ser, né, ou pelo menos um o estágio inicial de um organismo vivo, que no caso é digno de direito moral à vida, né, ou algo assim.
¶306já nome da concepção, já visto como uma pessoa nome da da concepção. Então, tipo, isso, essa visão vem da onde? Da religião. E essa concepção de moralidade vem da onde? Da religião.
¶307Essa metafísica vem da onde? Da religião. Essa teoria de identidade pessoal vem da onde? Da religião. E eles nem sempre podem argumentar com relação aos secularistas em bases independentes.
¶308Muitas vezes eles apelam diretamente pra própria religião e dane-se, entendeu? como a gente viu lá no debate da, enfim, da Tai Vasconcelos ao lado da Michele B Soares contra no caso as outras duas lá, né? A acho que a Roberta Leitão e a Mariana Lescano, né? Ou lascando, lescando é isso que acontece. E é claro, aspecto do da homofobia, etc.
¶309com a interpretação padrão, aliás, interpretação ortodoxa do cristianismo. Aqui é figurante de que no caso uma pessoa que é homossexual e que age, ou seja, deixa se levar por desejos e incorr em atos de relação sexual entre pessoas do mesmo sexo. São pessoas que estão em pecado. As pessoas estão fazendo algo moralmente abominável, moralmente errado aos olhos de Deus. E, portanto, eles vão querer meter o bedelho para impedir esse tipo de coisa de alguma maneira.
¶310Muitas vezes, seja sendo inconveniente, socialmente, seja tentando legilar para impedir certas bences, certos benefícios oriundos para casais homossex eh homoafetivos ou homossexuais, como por exemplo o direito de adotar crianças ou qualquer coisa assim. às vezes até se meter o BD no casamento gay também ou algo assim. Eu acho que todo mundo tende a ter religião, mesmo quem a teu, no sentido de que, por exemplo, Coreia do Norte, ah, eu acho que o estado religioso, não preciso nem mencionar, né, também os trans, né, que sofrem para caramba por conta dessas ideias que são justificadas geralmente com base na religião. Uma metafísica do gênero justificada com base em concepções religiosas, oriunda de textos religiosos, de interpretação teológica religiosa desses textos religiosos sagrados tomados como sagrados. no futur cultou um grande líder.
¶311Eu acho que o homem não consegue fugir da religião, sempre vai cultar alguma coisa. E aí, nesse sentido, eu acho mais, >> eu acho que uma característica do que ele tá falando aqui do culto à personalidade, né? Nesse caso aí da Coreia de Norte, que existe um culto à personalidade a figura do Kingon 1, enfim, exam um culto à personalidade ali a certas figuras de autoridade em certas religiões, né, que são tomadas como se casos seculares ou algo assim. Primeiramente, é duvidoso acreditar que, de fato, a Coreia do Norte ela seja um ateísmo orgânico, como é utilizada a terminologia pelo F Zuckerman no capítulo dois do livro O mundo Mundo sem Deus é sobre ateísmo, né, que trata sobre justamente ah justamente sobre no caso ali a dados sociológicos, né, envolvendo ali o ateísmo, né, que ele traz no livro do Martin Organiz pelo Martin. Ele faz uma distinção entre ateísmo, ateísmo orgânico e ateísmo inorgânico, né?
¶312Eh, ou ateísmo de estado, alguma coisa assim. Não lembro agora exatamente o termo que ele usa, mas acho que é ateismo orgânico ou inorgânico. Orgânico é aquele que envolve justamente as pessoas voluntariamente, né, por vontade própria, aderindo uma concepção de mundo, né, uma visão de mundo ali ateísta, né, nesse caso, uma a endossando uma perspectiva ateísta, né, voluntariamente, né, organicamenteada região. E no caso do ateísmo inorgânico, é aquele que envolve uma imposição estatal ou pelo menos uma repressão da das crenças religiosas, uma dada religião, umaada região específica ali, né, ou algo assim, né? Então v controle do estado ali sobre aquele ambiente e coisa e tal, né?
¶313Então eu pelo que eu me lembro, pelo que eu me lembro, ele comenta sobre alguns dados da Coreia do Norte, mas eu não lembro exatamente os dados exatos, cara. Eu tenho que checar novamente. Mas enfim, mas a o o tipo de ateismo que é vigorante lá, né, que a gente pode visualizar como é vigorante lá, talvez é um ateísmo inorgânico, não é ateísmo orgânico. O ateísmo orgânico a gente visualiza geralmente nos países mais nórdicos. países onde no caso a gente tem uma condição existencial, né, uma condição existencial mais favorável a perspectivas seculares emergirem e aonde os os lugares aonde tem uma maior porcentagem de ateus, né, neles, como no caso na enfim, ah, com os países nórdicos, né, digamos assim, né?
¶314Ah, então são justamente esses países na onde a gente visualiza mais ateus orgânicos ali, né, de certa moda. Ah, e a gente não visualiza, no caso, esse tipo de culto à personalidade nessas regiões, né? Não há uma um âmbito de culto à personalidade ali predominante daquela região, né? Outra coisa, eu acho que essa definição de religião do do Guilherme Ferreira é liberal até demais, né? É liberal até demais.
¶315A meu ver, a definição mais adequada de religião que eu vi até hoje é a do GR Hop, né? Que ele traz no livro dele Natural Relation que até para Philosopóication de 2018, né? Que ele traz uma série de características ali específicas, né? religiões tipicamente elas envolvem, no caso, elas envolvem, no caso, o âmbito de crença generalizada em agentes causais não naturais, seja paranormais, sobrenaturais ou preternaturais, envolvendo no caso de espíritos ancestrais, deuses, fantasmas, espíritos, ah, enfim, ah, e coisas mais. Então, envolve uma cres no caso uma série de atitudes tipicamente endossadas, né, de adoração ou enfim de procatão ou de oferenda ou qualquer coisa assim em relação a essas essas entidades.
¶316Envolve tipicamente a crença em estruturas regulativas causais não naturais, envolvendo ciclos de mortes e renascimentos, né, ou de ciclos de mortes e reencarnação também. ou então no caso o âmbito de punição eterna, de punição e recompensa, né, ali envolvido, né, punição ali eterna, por exemplo, ou então uma recompensa eterna, por exemplo. Ah, envolve outros elementos a mais ali, né? O cop cita mais uns quatro ou cinco elementos ali na definição de religião dele. E ele extrai essa definição justamente dos trabalhos de antropólogos da religião e de cientistas cognitivas da religião, talis como Scott Atron e Aranorazia.
¶317Aranorizá, inclusive, é um autor que o Conti costuma citar bastante. Então eu acho que essa definição ela é muito mais precisa e essa ela exclui o ateísmo como sendo a religião ou ela exclui perspectivas naturalistas e secularistas como sendo religiosas, porque envolve, né, essa esse essas atitudes que são envolvidas, né, com relação a essas esses agentes causais não naturais ou pelo menos esses essa tentativa de você se libertar desses eh desse ciclo de morte ou renascimento. né? Ah, ou então de você alcançar um certo nível de recompensa e evitar um certo nível de punição, né? ali em pras religiosas, elas envolvem, no caso, adotar um comprometimento custoso, no caso ali, comprometimento custoso, justamente envolvido com essas atividades, né, direcionadas à satisfação desses agentes causais não naturais e ou então essa liberação ou liberação desses dessas estruturas regulativas causais, não naturais, digamos assim, seja Seja essa libertação alcançando, por exemplo, a questão da iluminação ou moxa, na visão hindu, seja no caso você alcançando a recompensa no céu, no paraíso, como no caso no cristianismo e no islamismo, tá?
¶318Então é isso. Sim, vamos lá. >> Muito mais perigoso do que que na verdade eu acho os princípios bíblicos bastante sensatos, na verdade, para influenciar as leis. Então, eh, eu discordo disso em geral, mas acho muito mais perigoso quem é ateu e tem a religião política. Na verdade mesmo, quem quem tem a religião política em geral, acho o mais perigoso de todos.
¶319Ah, mas não, não são só convicções políticas, como você tem as suas, eu tenho as minhas e não é natural do ser humano ter suas convicções. >> É, natural, tem convicções, mas tem algumas que são piores, né? Tem algumas são erradas. >> É, tem algumas que realmente atrapalham o bem-estar social. >> Sim, sim.
¶320Para mim, assim, eu em geral eh eu entendo todos os os preceitos que vem. >> Note que a persa de ética normativa do Gontijo é distinta da persa de ética normativa do do Fre. Os católicos eles estão comprometidos com uma seta tipo higética baseada numa noção de lei moral natural. E essa noção de lei natural envolve certo um conjunto de restrições deticas numa classe específica de ações que tem restrições deônticas absolutas. Viva deontologista vinculada com essa concepção que envolve um âmbito de absolutismo na proibição de certos cursos de ações ali que eles podem performar.
¶321Eles estão comprometidos com essa ideia de que essas crenças morais elas devem se refletir no âmbito das leis, pelo menos em algumas leis, como por exemplo da questão do aborto. Já o Gontio, ele tem uma perspectiva vinculada como uma ética normativa utilitarista ou consequencialista. Eu não sei exatamente qual o tipo de específico de utilitarismo que ele tá comprometido, não sei se é exatamente um de Atos ou de regras, né? E aí eu não sei se o de Atos dele é um de Atos de preferências ou endedonista, né? Pode ser qualquer um desses.
¶322Não sei exatamente que tá compromido com bem-estarismo, né? E para ele que importa é justamente os atos. se nossa sociedade ela está se encurando por atos, né, de certo modo, e se as leis elas são estabelecidas com base em atos, né, a promover atos que vão fazer a maximização do bem-estar geral dos seres, né, dos seres sem seguintes no âmbito da sociedade, principalmente os outros seres humanos, né? Então é esse o foco. O o o Gontio, ele acredita que as leis devem ser regidas com base no BSAR, é abarcando todas as pessoas.
¶323O Freire acha que as leis elas devem ser estabelecidas com base nas restrições deônticas, né, e com base nas considerações deônticas, né, e nas considerações ali envolvendo a lei moral natural que ele acredita, que é adivinda com uma natureza humana que foi nos dada por Deus e dos quais nós devemos nos conformar com relação a ela através da reta razão, né? Então, a gente tem uma diferença de visões de mundo aqui. Um acredita na lei natural, o outro acredita no consequencialismo. E aí você tem esse conflito ali de visões, né, de certo modo, >> vendo o cristianismo quando bem estudado, sendo uma teologia racional, porque também eu não vou assumir a defesa da má teologia ou da má explicação do cristianismo, mas sendo razoáveis, eu acho que eles fazem muito bem pra sociedade. Nós vemos uma sociedade que, por exemplo, sei lá, a abolição foi eh houve a abolição da escravidão em grande parte movida pelo cristianismo.
¶324Na maior parte dos países você ter >> é, mas também foram utilizados os mesmos versículos bíblicos de certo modo, né, que favoreciam a justificação, no caso ali, mas os mesmos não, né, utilizavam certos versículos bíblicos específicos, né, para tentar ser contra a escravidão. E outras pessoas, né, outros cristãos utilizavam outros versículos bíblicos Êxodo 21, né, sétimo para justificar a permanência da escravidão. Então assim, subdeterminação, né, meu amigo. E aí fica, né, que abolicionista vai tentar escolher aquelas pincelar aquelas partes da Bíblia que corroboram com uma perspectiva abolicionista sobre escravidão e quem no caso é contra a abolição da escravidão vai pincelar as partes da Bíblia que favorece no caso a uma interpretação ali que vindica e sanciona a escravidão, né, e a perpetuação e a permanência da escravidão. Então isso daí é um problema, ilustre, uma subdeterminação relevante ali nos textos religiosos que é difícil de resolver num ótica religiosa cristã.
¶325Para quem tiver interesse, o Buono Sun tem um vídeo tratando sobre subdeterminação da Bíblia. Bruno S. Sub determinação que dá de vida aqui, ó. Para quem tiver interesse, recomendo assistirem esse vídeo. Vamos dar uma para você, >> OK?
¶326Assistam esse vídeo sobre o problema da subdeterminação da Bíblia, beleza? >> Teve a sacrifício humano foi banido em grande parte por causa do cristianismo. Eh, então acho que é bem importante separar, né? Porque eh eu acho que tem ideias religiosas insensatas e tem religiões que são insensatas ou teologias que são insensatas e daí tem teologas que são sensatas. >> Sim.
¶327Por isso é importante a gente discutir eh sem o viés religioso quando se trata de política. Eu acho que esse é um ponto que eu queria só ressaltar, porque cada um vai ter a sua convicção e não vai dar pra gente colocar na mesa dados e bons argumentos ali verificáveis e demonstráveis sobre como organizar a sociedade pra gente viver da melhor maneira. >> Eu não vejo problema na religião influenciar a política se a ideia que tá lá é sensata. Eu acho que o problema são ideias insensatas, mas a ideia insensata, eu não acho vejo problema nisso. >> É, pode acontecer de às vezes haver um motivo religioso por trás de uma pauta e no final das contas, mesmo tirando esse motivo religioso, a gente vê plausibilidade naquela pauta.
¶328Eu consigo enxergar assim, ou seja, às vezes alguém tá propondo algo e inspirado na Bíblia, mas mesmo tirando a Bíblia da equação, pode ser uma proposta boa no final das contas. >> É porque mesmo que você não tenha fé, existe a lei natural e a razão humana consegue >> ah >> aprender conteúdos da lei natural, que são as coisas que a razão indica que são boas em geral. Então, todo ser humano é capaz de entender pela razão eh certos hábitos que deveriam ser vividos, certos hábitos que deveriam serbitados. Agora, eu diria que o conteúdo da lei natural, seja aquilo que eu racionalmente estudo na filosofia, nos grandes clássicos sobre o que é bom, ele casa muito com a moral cristã, eh, com a teologia católica tradicional, uma identidade muito grande. >> Mas se se houver um conflito, você fica com a Bíblia ou fica com a filosofia?
¶329>> Não, eu eu acho que não tem conflitos. Eu acho que não tem contradição entre razão e fé. Eh, eu sou muito malatomista, então assim, na minha eh na minha escola de pensamento, assim dizendo, eh eu acho que São Tomás dizia: "Nós sabemos que a Terra é redonda, ou pela geologia ou pela astronomia, mas mesmo que você use chega nas mesmas conclusões." E eu diria que a boa filosofia chega em conclusões muito eh que são as mesmas por outro ângulo, né? Partindo de outro ponto de vista, que são as mesmas do cristianismo. >> Vou voltar nisso depois, mas se a filosofia ou ciência mostrarem que a Bíblia tá errada, eu quero ver que que que você faz com a Eu acho que elas não mostram.
¶330Eu acho que elas não mostram, >> tá? Se a Bíblia é a palavra de um Deus infinitamente bom, como você justifica passagens que toleram a escravidão de povos no Antigo Testamento? Essa foi boa, hein, produção? >> É a forma como enxergo essas passagens que toleram. >> Chegamos no problema dos comandos divinos moralmente abomináveis, como é retratado por filósofo, pelo filósofo ateu Wesley Morston, tá?
¶331Tem um texto que eu traduzi, inclusive na pensão naturalista relacionado a essa questão que é justamente o capítulo 10 do livro The Black Company to the ofilitado pelo Danny Horneider e o Justin Pire que é um livro de 2013. Beleza? Aqui, ó, foi traduzido por mim, tá? Tá disponível aí para vocês lerem, OK? Traduzido aqui bonitinho, ó.
¶332Wesley Morston, traduzido por David Ribeiro, ó, capítulo 10 do livro da placa competent para of. Beleza? E aqui ele desenvolve melhor essa linha de argumentação que o o Contio vai trazer aqui, tá? Só que nesse caso ele não menciona especificamente a escravidão aqui. Ele menciona muito mais comandos divinos geralmente de extermínio mesmo.
¶333Destermínio, OK? É o que ele usa de exemplo paradigmático aqui, OK? as passagens de Josué, a passagem de Primeira Samuel 15 e a primeira a passagem no caso de Deuteronômio 17, principalmente são algumas das passagens que são mencionadas aqui, tá? Vamos lá. escravidão.
¶334Não é que esse eh essa é a moral do cristianismo. Aqui é num contexto histórico específico que faz parte da história do povo hebreu, faz parte daquele contexto, mas quando você entende a vinda do Cristo, a moral cristã completa, a realização da lei, né? Porque toda a história da teologia cristã é justamente que vai ter uma revelação gradual, ou seja, a humanidade ela no começo não é tão pronta para entender todo o conteúdo da revelação e ela vai gradativamente entendendo esse conteúdo até por fazer coisas erradas como a escravidão. E eu diria que a moral mais correta do cristino, seja a visão completa quando olha o todo entende a vida do Cristo, fica claro que a escravidão não pode ser tolerada. Então é um contexto mais específico da história, >> porque Deus podia ter colocado lá nos mandamentos: "Não escravizarás".
¶335E isso não aconteceu. E Jesus também perdeu a oportunidade de ensinar sobre isso, porque o centurião romano foi pedir a cura pro seu servo, pra sua pessoa ali escravizada. E Jesus, em vez de falar libérte-o não falou sobre isso. Ele apenas o curou. Então, houve oportunidades sem conta na Bíblia para poder reprimir, para poder desencorajar a escravidão.
¶336E isso não aconteceu. Pelo contrário, no Antigo Testamento, a gente tem Deus legislando, dizendo: "Como você pode punir o seu escravo, o que é uma coisa difícil de de entender como isso vem de um Deus perfeitamente amoroso." >> Não, mas eu acho que sem dúvida leu o Antigo Testamento, sem entender o novo também, a graduação é um erro. Eh, na maioria dos países que nós temos no mundo, a escravidão foi abolida impulsionar por pessoas muito cristãs. No Brasil mesmo, a princesa Isabel, ela na verdade rezou para >> Isso só ilustra que os textos são subdeterminados e abre margem para interpretações adversas. Só isso que ilustra.
¶337Não ilustra que no caso tem passagens explicitamente condenando a escravidão. Tem passagens que abrem margem paraa condenação, não são passagens que são explicitamente condenatórias. Abrir margem não é ser explícito quanto a condenação >> para abolição da escravidão. A escravidão é um mal que tem na história da humanidade que vem muito do paganismo. A escravidão, sem dúvida, é é alheia a origem dela ao cristianismo.
¶338Ela vem na >> não começa no cristianismo, >> não começa, mas acabou com o cristianismo. Então eu, na verdade, eu diria que eh os povos antigos, por exemplo, e da mesma maneira como tem gente sendo escravizada lá, o próprio povo hebreu, que é o povo escolhido, é escravizado. Na verdade, uma das coisas, por exemplo, quando Deus fala, e eu acho que várias dessas lições são inclusive contra a escravidão, porque Deus quando ele fala para Abraão, sacrifique seu próprio filho, ele não queria que Abraão sacrificasse o próprio filho, mas a religião comum pagando a época era sacrificar crianças como para Baal e outras coisas. Só que quando Deus faz o sacrifício falso, né, porque ele vai, na verdade, falar para Abraão não sacrificar o filho, ele tá prefigurando a vinda do Cristo. Então, acho que Deus usa muitas como é que é, como é que é?
¶339Como é que é? Não volta isso aqui, cara. Olha, olha essa linha de raciocínio para justificar no caso ali de Gênesis, né? Gênesis 22, se eu não lembro, que é justamente o sacrifício do de Isaque por parte de Abraão, comandado por Deus. Gente, sendo escravizada lá, o próprio povo hebreu, que é o povo escolhido é escravizado.
¶340Na verdade, uma das coisas, por exemplo, quando Deus fala, e eu acho que várias dessas lições são inclusive contra a escravidão, porque Deus quando ele fala para Abraão, sacrifica seu próprio filho, ele não queria que Abraão sacrificasse seu próprio filho, mas a religião comum, >> mas o fato dele comandar isso, o fato dele sequer emitir esse comando divino, mesmo que seja pegadinha do malandro, pegadinha do malandro, ele aplaudir e achar bom que Abraão foi executar esse tipo de comando, esse comando fluir da natureza desse Deus, ser consistente com esse Deus, já é um problema. Pois pense bem, pense bem. Se um avô quisesse testar a fidelidade do seu filho a ele e o filho, por respeitar muito esse avô, acreditar que tudo que ele comanda é por uma razão boa e simplesmente esse avô decretar ou pelo menos falar para o filho, sacrificar o seu o seu filho, isso é o seu neto, para que no caso ilustra a fidelidade aí esse avô e esse filho ir lá e tentar executar esse tipo de ato, isso seria moralmente justificável, mesmo que no caso, no último ato ali, ele fala: "Não, mas é pegadinha do malandro, não queria que você fizesse isso não." Isso é justificável, cara. Tanto a da parte do pai que foi lá executar esse tipo de comando, né? foi de fato obedecer esse tipo de comando vindo do avô, quanto do próprio avô emitir esse tipo de comando, mesmo que de pegadinha do malandro, sabendo que o pai é sugestionável, é facilmente sugestionável a fazer aquele tipo de ato.
¶341Esse tipo de coisa, esse tipo de teste de fidelidade é razoável nessa circunstância, nessa analogia, a gente analogamente, a gente inteligente trataria esse avô como sendo o quê? Se ele me tipo de comando, Canalha, uma pessoa sem noção, não é? Não, uma pessoa boa. Então, inteligente, a concepção de bondade, de bondade humana, a gente aplica analogamente a Deus. a gente poderia aplicar analogamente a Deus e considerar ele um canário e, portanto, não sendo um Deus verdadeiro, um Deus genuíno que está se revelando através da Bíblia e que de fato emitiu esse tipo de comando.
¶342Um pagando da época era sacrificar crianças como para Baal e outras coisas. Só que quando Deus faz o sacrifício falso, né, porque ele vai, na verdade, falar para Abraão, não sacrificar o filho, ele tá prefigurando a vinda do Cristo. Então, acho que Deus usa muito essas lições de escravidão para mostrar o mal da escravidão no Antigo Testamento. E essas lições de sacrifício para mostrar o mal do sacrifício humano, que é tava nas religiões caanitas e outras religiões bastante nocivas que tinha no período. >> Eu acho que é só porque o cristianismo nasceu num tempo e antes disso o judaísmo, onde essas coisas eram comuns, como acontecem em outras religiões, essas ideias são apropriadas e acabam sendo >> e Hugo RG de Gaza.
¶343Você é marciionista? O que que você é? Qual que é a sua crença? Você acredita que a Bíblia tem alguma inspiração divina e que existem deuses diferentes? O Deus do Velho Testamento é o Deus mau e o do Novo Testamento é o Deus bacana.
¶344Você acha isso? Você é um gnóstico, marcianista, o que que você é? Não entendi muito bem. legitimadas como se fosse Deus revelando alguma coisa, mas eles estavam falando apenas o que já existia e os profetas achando que estavam em contato com Deus falando aquilo que eles acreditavam que era a melhor solução para suas questões da época. Ou seja, o cristianismo é fruto do seu tempo e por isso a gente encontra coisas horríveis, não só no Antigo Testamento, mas como no Novo também.
¶345>> Mas é importante entender também no Antigo Testamento que muitas vezes os profetas estão inclusive contra o povo, né? Eles estão tentando justamente guiar o povo para outro caminho. O povo faz um monte de loucuras, aliás, no próprio Antigo Testamento. E o Cristo nunca foi escraviza alguém. CR is for o contrário, na verdade, tratar o outro como você tratar a si mesmo, como você amar o outro, como você ama a si mesmo.
¶346>> Parem de escravizar. Faltou isso, Gu. >> Mas aí não tem eh eh não é óbvio que no evangelho não vão ter todos os itens da história humana, não tem comentário sobre manipulação genética, sei lá. Não, não, eu não acho que E aí entra a tradução. >> É, mas poderia ter um comentário sobre escravidão que já era uma coisa presente naquela época, né?
¶347Nem que fosse para tipo, ah, beleza, eu desaprovo isso aqui, mas tolero por vocês terem com coração duro, nem que se fosse para isso. >> São da igreja, porque eu não acho que todo o ensinamento do cristianismo, a, é, é óbvio que ele não vai estar todo contido apenas nos quatro evangelhos. A igreja continua, a missão apostólica dela continua, questões vão sendo descobertas, as pessoas vão debatendo temas e a tradição da igreja vai elencando uma série de temas de uma moral universal. >> OK? Que nem o o Mat, né?
¶348Older tá falando. Basicamente, o comando de Deus para Abraão o incita a aceitar que seja aceitar essa ordem se dada pelo próprio Deus. Se a ação final for oposta, não muda o fato de que ele aceita. Exatamente. >> Se você nascesse na Índia de país hindus, você acha que seria cristão hoje ou sua fé é apenas um produto de sua geografia?
¶349>> Sim, eu acho que eu seria sim. Claro, não dá para no final do dia, como é que você responde uma coisa dessa, né? Mas acho que sim, porque a forma como eu converti, pelo menos eh se eu tivesse acesso, pelo menos, supondo que eu teria acesso lá a internet, que é o pelo menos o veículo para ter acesso à informação, né? Porque acho que tem muita gente que não tem acesso à informação, aí eh isso vai dificultar o estudo dela. Mas eu, graças a Deus, acho que cresci num ambiente, já que a internet permitia achar vários tipos de livros, várias coisas e a forma que eu me converti foi muito racional.
¶350Os argumentos teriam eh me pego partindo de qualquer perspectiva. Eu sempre fui meio rebelde, tá? Eu era rebelde na escola, eu era rebelde várias coisas. Ah, eu duvido. Porque existem fatores sociais, né, contextuais ali, que influenciam a gente bastante a ter interesse, né, a ter interesse em se aprofundar em certas ideias alias, né?
¶351Ah, então a depender das influências que você receber no social ali, né, principalmente localizado no local ali onde a crença majoritária a é hindu, provavelmente você teria muito mais interesse em pesquisar coisas hindus do que simplesmente coisas cristãs, né? Textos relacionados ao do hinduísmo do que textos relacionados ao âmbito do cristianismo. Você teria mais interesse se aprofundar em filosofia indiana do que filosofia clássica, né, ocidental. ali, ah, aristotélica e blá blá ou coisas relacionadas, escolástica e blá blá blá. Então, é, sei lá, meio complicado isso daí, né, de que você teria interesse de pesquisar sobre a existência de filosofia, né, de matriz ocidental ali numa região como essas, é mais fácil você acabar tendo interesse, né, se não for aumentado ali, ter interesse em filosofia oriental naquele contexto que ocidental.
¶352as eh então assim eu eu acho que mesmo pensando se eu fosse eu, né, eu teria sido rebelde de qualquer cultura, ele teria querido de estudar por conta própria. Então acho que sim, seria cristão também. >> Mas talvez você não tivesse aquele professor que fez aquele comentário, que te fez ir à biblioteca, encontrar aquele livro e começar a sua trajetória intelectual. Tivesse outro professor falando outras loucuras também. Talvez tivesse, você sabe que eu tava lendo um livro, eu não quero detonar os indianos, tal, mas eu tava lendo a volta 80 dias paraos meus filhos, né?
¶353Eu amo esse livro, foi um dos livros que me despertaram, né, pro estudo. E aí tem um momento que eles estão dando no meio da índia, tem o culto de cá, né, e eles estão sacrificando pessoas. Aí, provavelmente, eu tivesse, eu fiquei, meus filhos foram escandalizados, eu fiquei escandalizado quando eu li aquilo. E aí >> aqui é um, é uma redução muito grande que ele faz, né, das da das tradições religiosas orientais, né? Ele pega o quê?
¶354certos costumes antigos, vinculado com correntes específicas, vinculado com elementos específicos e ele não consegue reconhecer que justamente existe uma ampla tradição de filosofia oriental. Algumas não têm nada disso presente. Ele reduz tudo a esse âmbito, né? Ele já cria uma versão emocional, ele emotiva ali com relação a tudo que é indiano, com base nesse tipo de relato, esse tipo de coisa. Típico deles, né?
¶355Típico deles. Eu provente começar a me questionar falando, caramba, será que não tem coisas que estão erradas aqui? E teria começar outras fontes também. É uma possibilidade, mas eu acho que racionalmente é melhor a gente, na minha opinião, supor que você se converteria para aquela religião local. >> Entendi.
¶356Hugo, você Mas você acredita que o Deus do Velho Testamento, ele é um Deus mau, um Deus maligno? Josef da Bassa, você acredita nisso ou não? O >> que é o que as estatísticas mostram que acontece com as pessoas? Sim, as pessoas tendem a seguir os pais, >> mas eu acho que particularmente você vê muitas pessoas >> eh uma grande quantidade de pessoas que admiram que são cristãos partindo de uma perspectiva ou secular ou vieram e os primeiros conversos eram todos alheios a à religião cristã. >> Então, na verdade eu acho que é muito comum pessoas, eu eu mesmo conversei com o indiano, tinha zero contato com o cristianismo, eh, expliquei uma série de coisas, convidei ele para ir na missa.
¶357Ele adorou, começou a ir super gente boa, conheci ele no Vale de Celista, aliás, Vale Celista é um 50% indiano a essa altura, os outros 50% é chinês, sei lá, eles eles estão lá. Eh, mas eu acho que o fato da esse é a beleza do cristianismo, eu acho que você tem uma religião que é tão universal, que eu já vi ela encantando pessoas que vêm da Índia, da África, do Japão, de tantos lugares, é o cristianismo. >> Lembrando que no caso o no hinduísmo existem correntes que admitem, no caso, a, o inclusivismo religioso, o próprio shivaismo da Cachimira é uma corrente ali, né? Uma uma linha do hinduismo que admite o inclusivismo religioso, OK? Ah, ele admite que no caso outras religiões, né, e os outros textos revelados de outras religiões, eles são bens menores, digamos assim.
¶358Eles são bens menores e ilustram um pedaço da revelação também do Deus verdadeiro, que é justamente ultimamente Brama, que é manifesto no caso ali, ah, ele tem a forma principal ali de manifestação como sendo chiva, né? Ah, então nesse caso aí esse tipo de perspectiva admite a possibilidade, no caso, de visualização de elementos de verdade no próprio cristianismo, no catolicismo, etc., né? Então, tem esse tipo de visão também na no âmbito indo em certas correntes. É uma coisa interessante. OK.
¶359>> O que te impede de ser uma pessoa ruim? >> Hum, o que me impede de ser uma pessoa ruim? Se a gente sai no braço aqui agora, você pode chamar a polícia, o programa não vai ao ar para ele. >> Olha aí o falando, né? Mat Elder.
¶360A filosofia Sankia já combatiu sacrifícios animais a FOC em 2600 anos atrás. Exatamente. Esse cara é um católico facho. Eu não sei se ele é faixo, mas ele é tradicionalista católico. Então ele defende teocracia, ele defende estato confal católico, sendo estabelecido aqui no Brasil, tá?
¶361Igual todo tradicionalista católico defende e tá esse deantista também. conversa. Eh, não, a gente tem as leis que em alguma medida coíbem, reprimem condutas ilícitas, atos criminais, etc. Você tem ah uma intuição moral, então tem estudos da minha área de psicologia, por exemplo, mostrando que crianças, antes de completar um ano, já tem algumas noções morais, não é? Como se elas nascessem como tábulas rasas.
¶362Um experimento, por exemplo, muito legal em que colocam criancinhas bem pequenas para ver uma bola ser empurrada num morro por um fantoche. Aí chega um segundo fantoche para atrapalhar aquilo ali e pá e e joga a bolinha para baixo. Depois as crianças têm a oportunidade de brincar com ambos os fantoches e mais ou menos 80% escolhem um fantoche que foi prejudicado ou deixam para lá aquele que fez alguma coisa ruim. Inclusive quando a gente vê estudos com primatas não humanos, com macaco reso, etc. Chimpanzés, você vê também resíduos ou ou eh noções básicas de moralidade quando, por exemplo, tem um macaco numa jaula que tem que dar uma pedra para receber um pedacinho de fruta ou de legume.
¶363Se o coleguinha do lado recebe mais legume ou uma fruta mais gostosa ainda, ele se rebela, balança a gaiola e joga no pesquisador. Então já existe um senso de iniquidade, de falta de justiça nas relações, até mesmo em primatas não humanos. Então, tudo isso para dizer que existe uma perspectiva em psicologia evolucionista para explicar que a gente nasce com intuições morais de certo e errado, daquilo que é injusto. A gente vê pessoas inocentes sendo agredidas, a gente se empatiza. Então, a capacidade de ter empatia, ela é em alguma medida ou ela foi forjada pela seleção natural.
¶364Somos seres, então, naturalmente pró-sociais, ainda que tenhamos também nossos instintos agressivos e aí as coisas destrambelham. Mas para isso a gente tem uma comunidade para nos ajudar a a desenvolver esse autocontrole. A gente tem uma legislação, a gente tem uma educação formal que vai lapidando esse nosso senso moral. Então, por mais que a religião tenha o seu papel, e eu não me nego a reconhecer esse papel no desenvolvimento moral de muitas pessoas, não é que seja necessária, imprescindível. Existem fontes morais naturais e sociais para poder construir sociedades boas no final das contas.
¶365>> Ah, sim. Eu acho que >> é o que o Con tá falando aqui é basicamente questão de comportamento de crenças morais, né? Ah, e ele trouxe com os estudos que ilustram que a gente tem certas predisposições a nos comportarem moralmente de certas formas. alguns animais também ilustram uma visão meio primitiva desse tipo de eh de tipo de consideração, né, em termos de justiça, hã, ilustre evidências de que eles consideram alguma concepção de justiça mínima, alguma coisa assim, né? Hã, e que de fato essas coisas são presentes naturalmente com nós, né?
¶366Eh, só que eu acho que o que o Freir ele vai falar é muito mais no aspecto da metaética, né, da fundamentação desses julgamentos morais, né, e da possibilidade de universalização dos julgamentos morais do que simplesmente dos comportamentos morais das pessoas e das intuições morais delas e etc, né? Ah, e de crenças morais delas, né? ou qualquer coisa assim, >> que é super importante que as leis guiam as pessoas paraa moral, porque as pessoas vão, por mais que elas aprendam qual a minha memoral, elas podem simplesmente escolher também não seguir ou começam a não seguir. Então é super importante. E acho que a lei natural pode guiar uma pessoa por meio da razão entender o que é o certo e é errado.
¶367E o que eu acho que o cristianismo é muito importante, a religião em geral é para duas coisas. Eh, porque uma pessoa, embora seja pela razão, você possa perceber o que é. >> É porque também pode ter essa discussão, essa esse ponto que o G trouxe foi relevante porque pode se conectar com a noção de motivação moral, né? Você pode ter fontes de motivação moral que não se vinculam com textos religiosos, né? Com textos e ideias religiosas.
¶368Então, se for nesse sentido, OK. OK, faz sentido. Faz sentido que ele tá falando. OK. Ah, e aí eu acho que é um ponto relevante de ser colocado na mesa contra o Freia, mas se for na questão metaética, não, não.
¶369Exatamente, né? >> É o certo e errado. É quando você tem fé é mais simples, porque você simplesmente não precisa necessaramente construir grandes argumentos lógicos para cada coisa. E acho que a intuição que tem nos homens que você falou é bastante real. >> Uhum.
¶370>> Casa com o que fala o cristianismo também, porque São Paulo fala que nós eh temos inscrita a lei natural nos nossos corações. Quer dizer, essa inclinação do homem, eu acho que o homem tem inclinação pro mal também, mas ele tem uma inclinação pro bem que que é bastante relevante. E o que eu acho que o cristinismo dá é que ele ilumina muito, ele deixa mais claro os valores, mais claro e a importância de seguir um caminho reto, uma preocupação com a alma, ou seja, que é com o que você leva para depois da morte e um fundamento da moral, ou seja, a origem última do bem. Mas eu, sem dúvida, uma pessoa pode, pela razão, eh, concluir que virtudes são boas, que vícios são ruins e assim por diante. >> Mas por meio da Bíblia, ela pode também concluir que tá justificado você ser intolerante com outras pessoas, porque tem passagens ali que abrem margem para certos tipos de interpretação.
¶371Mas você pode interpretar mal qualquer coisa, né? Também posso ler uma coisa que você interpretou e falar ele claramente, >> porque Deus não foi mais claro e mais direto com algumas coisas. Tem que ter uma interpretação que divide igrejas e mais igrejas por aí, cara. problem. >> Eu acho que tá bem claro.
¶372Acho que a gente é muito, eu diria que é mais culpa nossa mesmo. Eu não, acho que Deus tá bem claro. Eu não sei, para mim é tão sincero, tão óbvio. Você sabe que >> que do mesmo modo como para mim tá claro, só que e na verdade não teve múltiplas igrejas durante a maior parte da história do cristianismo. O fenômeno da divisão da igreja é muito mais recente.
¶373Eh, apesar de ter tido heresias e outras coisas, mas a fragmentação no nível social gigantesco que a gente vai bem mais recente. E e eu acho que a religião, a religião política do homem, a religião ainda não. Da onde eu sei, a questão da origem do cristianismo já se originou com várias discordâncias e é claro que algumas foram seladas em certos concílios com estabelecimento de certas doutrinas e tudo mais, né? Como concílio de Niceia, por exemplo, algumas noções centrais, né, como a próprias noções de trindade, foram estabelecidas em concílios posteriores. Mas inicialmente cristianismo era o quê?
¶374uma bagunça. Surgiu meio bagunçado a coisa, não foi tão bonitinho e reunido com grupos assim com cordan, etc, etc. Simplesmente esses grupos foram excluídos depois como hereges, obviamente. Mas antes de disso, não. Era uma coisa mais caótica, digamos assim, >> ideológica foi muito mais violenta.
¶375E aqui eu citaria e revolução francesa, revolução russa. Quer dizer, o homem ele, eu acho que tem duas mensagens do Antigo Testamento. Eu visto uma palestra, eu achei maravilhoso, que o Antigo Testamento há duas lições. Eu sou Deus, você não. E o homem tem dificuldade em entender essas duas.
¶376E aí logo uma das partes eh mais terríveis que eu acho da Revolução Francesa, que logo depois que acontece a Revolução Francesa, demora mais ou menos uns 5 minutos para o Robispierre começar a achar que ele é Deus. Eh, e eu acho que um dos grandes problemas é que o homem tem uma tendência, ao invés de querer seguir eh algo que é maior do que ele, algo que é bom, algo que demanda humildade, ele quer se sentir Deus. Isso é um problema mesmo dentro e fora da religião. >> É no Só que tem um problema que dentro da religião você tem pessoas que se sentem representantes de Deus e que acabam fazendo atrocidades em nome de Deus. Elas se sentem no caso sancionadas e legitimadas a agir de formas às vezes até muito cruéis contra as pessoas em nome do Deus delas até matar em nome do Deus delas.
¶377Então não é tão fácil assim, né? Essa farca ela tem dois gumes, ela corta para os dois lados. Se no ateísmo a margem para esse tipo de coisa acontecer no cristianismo e em outras religiões, principalmente as religiões mais tradicionais, né? As grandes religiões monoteistas tradicionais, né? Ah, e principalmente as abraâmicas, elas têm esse tipo de elemento presente nelas que favorece com que esse tipo de coisa seja estimulada.
¶378E é por isso que é complicado. Por isso que é complicado. Por isso que é mais fácil você ter vertentes cristãs, que são excessivamente projetistas, que são, no caso, ah, que permitem, né, exeram estímulos para intervenção no âmbito legislativo, ao invés de correntes que são mais inclusivas, mais tolerantes e que aceitam outras pessoas e outras visões distintas. Foi o que eu comentei inclusive na live que eu e o San reagimos ao debate entre, no caso ali, entre o Misa e a Michele contra o André e o teólogo mineiro, que é o Felipe Camba. Aqui, ó, quem tiver interesse.
¶379E eu e o SK fizemos análises, duas análises aqui, ó. Uma análise, no caso, de 4 horas e pouco e outra análise de 2 horas e pouco. Falando nisso, o Felipe Camber, ele respondeu a gente, né? Ele fez uma um re art do da nossa análise, né? Ainda preciso assistir, cara.
¶380Eu fiquei tão focado em outras coisas, cara. tradução é Joe Schmid anunciando que virou católico, é, não sei o que lá, que eu até perdi o foco, cara. Perdi o foco. Preciso voltar a assistir o vídeo do Tel. Ele fez uma pequena resposta à gente lá, né?
¶381Um react. Eu quero saber o que que ele disse sobre alguns pontos que a gente trouxe. A gente trouxe os pontos que são relevantes e que geram problemas pra visão dele, né? E por tipo paraa tese dele de doutorado, pelo menos alguns elementos da tese dele de doutorado, com os quais é relevante ele pensar um pouco, repensar alguns pontos, mas enfim, vamos lá. >> Qual argumento ateísta você acha mais difícil de rebater?
¶382Eu acho que >> ou mais forte, né? É, eu não, eu acho que o argumento ateu que mais pega as pessoas é o problema do mal, mas eu não acho que é o argumento mais forte do ponto de vista lógico. Eu acho que ele é emocionalmente mais forte, porque tem muitas pessoas que ela >> essa distinção não faz sentido. Algo emocional pode ser racional. Hoje em dia, nós já sabemos que a racionalidade possui uma conexão com as emoções, que existem certas emoções que são apropriadas de serem tidas em virtude de responder, ser adequadamente responsiva, envolver uma adequação de responsividade a estados de coisas na realidade.
¶383Se eu percebo, se eu caio, né, se eu mergulho no canto da praia, né, no local ali da praia e eu percebo que tem um tubarão do meu lado, a reação relacional é eu me assustar e eu tentar dar um jeito de sair dali vivo. Essa é a reação emotiva apropriada. e não é simplesmente olhar pro tubarão e ficar emocionalmente intacto, inabalado. Esse tipo de emoção, né, que eu sinto, esse tipo de reação emotiva que eu sinto, ela se vincula com o tipo de racionalidade cognitiva e estratégica. Em termos de estratégia, faz sentido eu reagir de forma a ficar emocionalmente abalado quando eu me deparo com tubarão na minha frente.
¶384Eu ficar afetado emocionalmente em virtude desse tipo de percepção, desse estado de coisas na onde tem um tubarão na minha frente que apresenta o perigo real na minha frente, seria irracional da minha parte ficar simplesmente estático. Não senti nada com relação a isso. não ser afetado em nada com relação a esse estado de coisas. Então, a racionalidade cognitiva tem conexão com as emoções e com os afetos. As emoções elas têm um componente cognitivo que envolve uma responsividade a certos estados de coisas, uma representação de estado de coisas como de uma certa forma.
¶385Elas têm um componente afetivo, que é justamente o quanto eu sou afetado ao reconhecer esse estado de coisas de maneira apropriada. Inclusive, com relação ao problema do mal, existe uma formulação que é chamada de formulação do senso comum, que foi denominada por filósofos como o Jerry Jerem Jman e o Trend Gardy. São dois filósofos que denominaram essa articulação como articulação do senso como articulação experiencial do problema do mal, que não é exatamente um argumento. Eu traduzi um dos capítulos do livro The Black Compan of Evil, capítulo número 7, na onde é articulado essa formulação do problema do mal, que não é um argumento exatamente, mas sim a ideia de que a experiência com males avaçaladores ou rendos favorece com que eu esteja à primeira vista justificado em acreditar que eles são genuinamente o rendus. E aqui tem um vídeo que eu fiz de A, inclusive com notebook LM, cara.
¶386Com notebook LM. Eu fiz com notebook LM esse vídeo com base no artigo que eu traduzi na pensar naturalista. Jerem Gelman. Gelman, Jeron Gelman. Aqui, ó.
¶387Vou colocar aqui só para vocês verem. É curtinho, tá pessoal? Vai ser rapidinho. Colocar aqui na velocidade três aqui, ó. Beleza.
¶388Aqui no comentário fixado tem o artigo, tá? Eu sempre deixo o artigo no comentário fixado desses vídeos aqui, OK? Aqui, ó. A experiência do mal e o apoio ao ateísmo. O problema, entre aspas, emocional do mal também é racional.
¶389Então, vamos lá. Vamos colocar aqui só para vocês verem >> o que faz uma pessoa perder a fé. Às vezes não é um argumento super complexo, sabe? É uma experiência. Hoje a gente vai mergulhar fundo na ideia do filósofo Jerome Gelman, que defende algo bem provocador.
¶390Vivenciar o mal de uma forma avaçaladora pode ser sim uma razão totalmente racional para deixar de acreditar em Deus. Pra gente sentir o peso dessa questão, o filósofo Artur Schopenhauer praticamente nos convida pro que ele chamava de um tour do sofrimento. Ele era direto, pega o otimista mais convicto, leva ele para ver a realidade dos hospitais, das prisões, dos campos de batalha. A visão de mundo dele ia simplesmente desmoronar. Para Schopenhauer não dá para negar.
¶391A experiência do mal é uma força que se impõe. E olha, isso não é só uma ideia abstrata de um livro. O próprio Gelman nos conta uma história muito pessoal, a do primo dele, Benjamin. Antes da guerra, Benjamin era um judeu ortodoxo super devoto. A fé dele era todo o centro da vida.
¶392Mas o Holocausto, bom, o holocausto mudou absolutamente tudo. Gelmand descreve uma cena, uma cena difícil até de imaginar. Pensa só, véspera de Natal em Auschwitz, oficiais nazistas com seus uniformes de gala, uma árvore de Natal enorme, toda decorada e uma banda tocando músicas natalinas. E aí, pendurados nos galhos dessa mesma árvore, sete judeus são enforcados. A celebração e a atrocidade misturadas da forma mais grotesca possível.
¶393Anos depois, Benjamin disse pro Gelman que sentia falta da fé, que ele queria poder rezar, mas ele simplesmente não conseguia mais. A descrença dele não veio de um debate filosófico, veio da memória daquela árvore, daquela música, daquela brutalidade. Foi a experiência que gritou muito mais alto do que qualquer teologia poderia explicar. É essa história do Binemini que serve de ponto de partida pro argumento do Gman. Pra gente entender como ele transforma essa dor em um caso filosófico, a gente vai passar por cinco pontos principais.
¶394Primeiro, essa ideia do mal que grita. Depois, como ele inverte a lógica da fé. Vamos ver os três caminhos para descrença. O que acontece quando a realidade de alguém é reconstruída depois de um trauma? E no final, a grande pergunta: só a experiência basta?
¶395Ok? Então aqui a gente chega no coração da ideia do Gelman. Ele não tá muito preocupado com aqueles argumentos formais, sabe? Compremissas e conclusões sobre o mal. A pergunta dele é outra, é mais direta.
¶396A experiência crua, visceral, de um mal tão horrível pode por si só ser uma razão válida, racional, para alguém simplesmente parar de acreditar em Deus. O nome técnico para isso é justificação epistêmica. Parece complicado, né? Mas no fundo é só o porquê de uma crença ser considerada racional, o que faz sentido. Geralmente a gente pensa em lógica, em evidências, mas o Gman tá propondo um caminho bem diferente, um caminho que não depende de um silogismo, mas do impacto direto de uma experiência na nossa mente.
¶397E aqui que o Gelman faz uma jogada de mestre, na minha opinião. Ele pega um argumento super comum, usado para defender a fé e vira ele de cabeça para baixo, usando a mesmíssima lógica para justificar a descrença. A analogia dele é basicamente esta. Muitos filósofos da religião dizem que ter uma experiência mística, sabe, sentir a presença de Deus pode justificar racionalmente a crença em Deus. Aí o Gelmon pergunta: "OK, se isso vale, porque uma experiência avaçaladora de um mal terrível não poderia, pelo mesmo princípio justificar a descrença em Deus?" É a mesma lógica, só que aplicada ao lado mais sombrio da vida.
¶398Faz sentido, né? E para explorar essa ideia, Guilman não tira tudo da cartola. Ele vai lá e analisa o trabalho de três gigantes da filosofia da religião, caras que defendem a validade da experiência religiosa. E ele mostra como a lógica deles pode ser perfeitamente adaptada para justificar o ateísmo a partir da experiência do mal. Então vamos ver esses três caminhos.
¶399O primeiro, usando a ideia do Richard Swimborn, ele diz que a gente deve, em princípio, confiar nas nossas experiências. Então, se um mal parece totalmente sem sentido, sem redenção, é racional acreditar que ele é exatamente isso. O segundo vem do William Auston. Se a fé é uma prática que forma crenças, a experiência do mal pode criar uma prática oposta que leva ao ateísmo. E por fim, invertendo o alvo implantinga.
¶400Se a gente tem um senso de divindade, porque não teríamos também uma capacidade que, ao ver o horror, nos leva à conclusão de que Deus não existe. Mas o Gelman acha que o buraco é ainda mais embaixo. Ele argumenta que o impacto de um trauma como do Biriamin não é só sobre adicionar uma nova crença. É como se o mundo da pessoa fosse demolido e ela tivesse que reconstruir tudo do zero. O nome disso é reconstrução no Ética.
¶401Imagina que a sua casa foi destruída por um terremoto. Você não vai só consertar uma parede, você tem que reconstruir tudo desde a fundação. A experiência do mal horrendo é esse terremoto. Ela destrói a estrutura de crenças que a pessoa tinha e ela é forçada a construir uma nova para conseguir continuar vivendo e fazendo algum sentido do mundo. E esse processo tem etapas, né?
¶402Começa com a experiência do mal, que simplesmente quebra a visão de mundo anterior. O que antes fazia sentido, agora parece uma piada incoerente. Isso gera uma crise de valores profunda. Para sair dessa, a pessoa começa a construir uma nova estrutura, um novo jeito de ver a realidade e o ateísmo pode se tornar a peça fundamental dessa nova construção. No final, essa nova visão de mundo forjada na dor que justifica descrença.
¶403E essa nova visão de mundo, essa nova casa, apoia o ateísmo de três jeitos. Primeiro, ela oferece uma explicação que parece mais coerente com o que aconteceu. Segundo, ela alinha os valores da pessoa com a realidade dura que ela viveu. E terceiro, isso é bem interessante, ela pode criar o que o Gelman chama de ponto de vista epistêmico superior. É aquela sensação de que depois da tragédia a pessoa agora vê o mundo como ele realmente é, sem filtros, sem ilusões.
¶404É como ver uma pintura antiga depois de uma restauração, sabe? De repente as cores verdadeiras aparecem. Bom, isso tudo nos leva à pergunta final, a pergunta de milhão de dólares. Quer dizer que a experiência do mal prova que Deus não existe? O Gelman é bem cuidadoso na resposta.
¶405A conclusão dele não é um sim ou não definitivo. O que ele diz é que a experiência do mal horrendo dá um apoio racional para o ateísmo, torna discrença uma posição justificada para quem passou por aquilo. Mas ele mesmo admite que esse apoio pode não ser suficiente para todo mundo e que ele pode ser desafiado por outras coisas como, sei lá, uma experiência religiosa muito forte, positiva. E assim a gente volta pro Benjamin. Para ele, todo esse debate filosófico foi resolvido, não sala de aula, mas numa única e brutal realidade, a realidade daquele campo, daquela árvore.
¶406Para ele bastou um mundo, um mundo que tivesse aquele mal para tornar a fé impossível. Isso deixa a gente com uma pergunta para pensar, né? Para além de toda a lógica, de todos os argumentos, qual é o peso que as nossas experiências pessoais, as boas e as terríveis, tilo em que a gente acredita lá no fundo? Qual é o peso delas na sua vida? Vale a pena refletir?
¶407Yes. É isso, senhoras e senhores. E quem tiver interesse, leia o texto completo, que tem mais detalhes lá, tá? Eu recomendo vocês lerem o texto também completo. Ah, enfim, vamos lá.
¶408Eu já vou daqui a pouco finalizando já. Só assistir mais um pouquinho, pessoal. Já é duas e pouco. Elas vão passar por um sofrimento, por alguma situação e às vezes elas ficam revoltadas contra Deus. Eu tive uma vez uma interação com alguns vários ateus e e eu via que eh os que eram às vezes mais pegos por esse argumento mais emocional eram aqueles que tinham passado por alguma dor muito forte na vida.
¶409Hum. >> E e isso às vezes, pelo menos no meu ponto de vista, quando a pessoa tem uma questão emocional muito forte ligada a isso, ela passou, por exemplo, uma pessoa passou por uma experiência muito ruim com alguém que era da religião, e aquilo é uma experiência muito pessoal pra pessoa, então é difícil às vezes você e interagir com ela porque e tá envolvendo aquela emoção que ela passou. E eu acho que às vezes isso dificulta a interação, né? >> Uhum. É realmente se você teve um trauma religioso, se você viveu coisas difíceis dentro de uma igreja, pode ser um empurrão para você começar a questionar, se afastar e de repente você encontra no argumento do mal algum tipo de problema e vai a partir disso.
¶410Mas tem vários outros argumentos bem bem fortes sobre os quais a gente pode conversar depois. >> Qual argumento cristão você acha mais forte ou difícil de ignorar? >> Argumento cristão mais forte ou difícil de de ignorar? Cara, eu acho que tem alguns interessantes, mas quando a gente, eu já vi você discutindo sobre motor imóvel, por exemplo, uma causa primordial para que tudo exista, eu eu acho argumentos sofisticadíssimos, interessantes, eh, e que vem dando trabalho para muitos ateus hoje em dia ainda. Mas pensando nesse tipo de argumento, existem algumas refutações, algumas problematizações, eh, que eu acho que vale a pena ilustrar, porque, por exemplo, quando a gente pensa que talvez houve mesmo esse essa causa primordial, esse motor imóvel, alguma coisa assim, nada garante que seja o deus que você cultua, por exemplo.
¶411pode ser outro tipo de divindade e na verdade pode >> é, então aqui eles vão objetar dizendo que no caso, pelo menos no primeiro ponto, né, no primeiro passo do argumento, é o objetivo é demonstrar exatamente que exige primeiro um primeiro motor imóvel, depois no caso tenta derivar, né, tenta se derivar através de ah de um step two, né, de um passo dois, você tem derivar características divinas relevantes de forma a você considerar que isso a isto podemos chamar de Deus, né, como diria aqui. Ah, só que aí que dá o ponto é, será que eles conseguem chegar nisso? E o a resposta é não. Existem vários não se nesse nesse argumento, tá? No na primeira via do Tomás Jaquino, mas vários argumentos, né?
¶412Vários no secores. Quem luz isso de forma brilhante é o próprio Joseph Stitmid, né? Junto com o Daniel Leford, né? Eh, o Schmid antes de virar católico, né? Novamente de se reconverter.
¶413Ele tem um capítulo, né? que é o capítulo dois do livro Existential ener and classical proof onde ilustra seis fcking non secretors no na primeira vida do tomajquino, tá? É ele e o Linford ilustram seis não secors né non secors na via do Tomaj Jaquino, tá? na primeira vida do Magquin. O Grahop também tem um um artigo, né, que ele publicou na revista de língua portuguesa, que é um que é chamado analogical validity and sness of the first way, né, sobre a validade, lógica e a solidez da primeira via, onde ele também ilustra non sequitors.
¶414OK? Mas basicamente o seguinte, né? Eh, tudo que no caso a primeira via permite você chegar, né? Se a gente conceder, se a gente for muito caridoso, é em, é em motores mundanos, em meros motores mundanos, né? Em méos motores mundanos.
¶415E ao chegar em méos motores mundanos, para você chegar, primeiramente no primeiro motor, você para você chegar no caso da ideia de um motor, um primeiro motor imóvel, que ele é absolutamente ah imóvel, né? que ele move em todos os aspectos, eh, que ele não é capaz de ser movido em nenhum aspecto que não seja aquele que é relevante para poder propiciar o movimento nos outros, ah, movidos enquanto tais, né? Ah, isso é muito complicado de você chegar, tá? E é mais complicado de você chegar na ideia de que esse ser que ele é absolutamente imóvel em todos os aspectos, que portanto ele seria ato puro, né? que é justamente o que o Fezer pretende articular na prova aristotélica que ele articula nas no na no Five Proof for the of God, né, que é o livro dele de 2000 15, se eu não lembro, não lembro agora seja de 2015, eu não lembro exatamente o ano do livro do Fezer, né, mas acho que é de 2015, se eu não me engano.
¶416Ah, e assim tem vários problemas aí, vários, vários problemas aí, entendeu? Existe a própria noção, um certo problema com a noção de movimento, né, que é justificada na primeira premissa, né, você tem um artigo do GROP que foi publicado em 2017 na revista Topi, tá? A revista Topon inclusive tem a tradução desse artigo no na pensar naturalista, onde ele ilustra um argumento simétrico, né, um raciocínio simétrico em termos justamente de justificação de um princípio geral do movimento alternativo ao princípio geral do movimento, né, o princípio sinesiológico dos tomistas, né, que é basicamente aquela ideia de que tudo que tudo que se move é movido por outro, né? H, então esse princípio de que tudo aquilo que se move é movido por outro. H, tudo aquilo que é movido, aliás, tudo aquilo que é movido ou tudo aquilo que se move eh é movido por outro, né?
¶417Esse tipo de princípio, né? Ah, que é o princípio que o tomista utiliza para poder raciocinar por entre as as premissas da primeira vida do Tomás Jaquino, né? E que justifica ali a primeira premissa, né? Eh, a, ou seja, de que há há algo em movimento, né? Eh, ou há mudança, né?
¶418alguma coisa que muda, né, ou algo com alguma coisa que se move ou qualquer coisa assim, né, que é geralmente é articulado a primeira premissa em uma dessas formas. Ah, e portanto, no caso ali a a segunda ou terceira premissa, não me lembro exatamente, né, que assume que há esse princípio cinesiológico, né, de que tudo aquilo que é é tudo aquilo que se move é movido por outro, tudo que aquilo é movido é movido por outro. a gente consegue justificar igualmente com base em intuição racional, a priora, com base em e raciocínio indutivo, né, em termos de generalização indutiva, em termos de abdução também, diferença para explicação, né, mas principalmente no na indução, né, no na no princípio de generalização indutiva e no e na intuição racional, a gente consegue justificar um outro princípio que é tão plausível quanto esse, né, e quanto o princípio de que no nada vem, né, o princípio metafísico de que supostamente do nada nada vem, né? Então, com base nessas mesmos recursos, né, no caso da na indução, ah, na generalização indutiva e também no caso da intuição racional a priori, a gente consegue justificar um princípio que é o princípio de que tudo aquilo que move é movido por outro, né? Tudo aquilo que move também é movido por outro, né?
¶419Eh, então esse princípio é tão intuitivo quanto. Só que há um problema aí. Se você endossa esse princípio geral do movimento, esse princípio cinesiológico, né, que é o princípio geral do movimento ali na primeira via, você fica impedido de chegar na conclusão de uma primeira causa encausada, aliás, de um primeiro motor imóvel, né? Porque no caso tudo aquilo que move é movido por outro. Então tudo aquilo que move vai estar sendo movido por outra coisa, né?
¶420Ou pelo menos em algum outro aspecto vai ser vai ser movido, né? ah, um outro aspecto não relevante para aquele movimento ser propiciado poros outros membros, né, que são dependentes daquele membro prévio para poder ter o seu movimento derivado para ele, né, ou qualquer coisa assim. Eh, e isso daí impede você chegar sequer no primeiro motor ali imóvel, né? Qual que seja, nem mesmo mundano. Então, quem tiver interesse, eh, o artigo tá traduzindo a pensão naturalista.
¶421É esse aqui, tá? Causalidade de vinha. Acho que caus causação divina. Causação divina. Gr.
¶422Sei se é causalidade ou causação divina que tá traduzido. Acho que é causação divina. Causalidade divina. OK. É esse artigo aqui, tá?
¶423Foi traduzido pelo César Souza. Muito bom. tá? Onde ele ilustra essa linha de argumentação, beleza? Então, quem tiver interesse é só vocês virem aqui e lerem o artigo, beleza?
¶424de ter havido algo assim que não é exatamente um Deus, que pode ser uma força maior impessoal, que não pensa, que não é sensível à nossa fé, ao nosso sofrimento, que não merece nossa veneração. E ainda assim o ateísmo seria verdadeiro, ou seja, uma causa primordial para tudo que existe, que tá pouco se lixando pra gente, que só deu pontapé inicial e mantém toda a existência de pé. Então existem problematizações interessantes também por parte de Ateus sobre esse tipo de problema de de argumento. >> É, eu concordo que o argumento mais forte eh para provar que Deus existe é o argumento metafísico, porque de fato o argumento metafísico ele é logicamente totalmente sequencial. Eu acho que perfeitamente do argumento metafísico você conclui um >> Eu acho que argumentos metafísicos costumam ser terríveis para tentar demonstrar ou evidenciar a existência de Deus, porque eles dependem de um monte de pressupostos metafísicos implícitos que se você não compra eles, o argumento não roda para você.
¶425Por isso que argumentos que são menos metafísicamente carregados são melhores dialeticamente falando, né? São dialeticamente mais adequados para você tentar convencer o seu coleguinha, né? Que tem uma visão de mundo distinta da sua. Por isso que os argumentos do ajuste fino, da harmonia psicofísica, o argumento da harmonia, enfim, outros argumentos desse nível, né? Eh, eles são mais interessantes, eles são mais, digamos assim, eh eles são mais interessantes serem discutidos do que exceptivamente argumentos metafísicos, né?
¶426excessivamente metafísicos. Esses argumentos aí são muito, costumam ser muito ruins, cara. Você tem que comprar muito a metafísica dos caras para rodar o argumento. E eles não percebem isso. Eles estão tão mergulhados na metafísica deles que eles não conseguem perceber que tem que comprar muita metafísica deles.
¶427>> E um deus porque também eh é uma força impessoal que é anterior à matéria, que é anterior ao tempo, que coloca a ordem, porque acho que esse elemento é muito importante. Um dos temas que acho que diferem o primeiro motor imóvel de uma causa 100% impessoal. Eu quero, >> fora isso que o tá falando, né? Fora que a primeira via só aparenta funcionar essa noção de causação eficiente, seos pressupostos assumida, sem mais nem menos. Não só isso, a noção de causação eficiente como estendida para o universo como todo, como aplicável ao universo como todo.
¶428se não for aplicável ao universo como todo, como na visão neorusseliana de físicos e filósofos da física contemporâneos, né, como eles endossam, se há características relevantemente distinguidoras no universo como um todo, ou pelo menos no estado singular, né, se a gente tomar o estado singular como algo real, né, na igual ilustrado no modelo lambda CDM, né, se a gente interpretar o estado singular como sendo o estado real, né, digamos assim, não limite matemático ou algo assim, né, da maneira como é retratado pelo modelo lambda cm. Se a gente assumir, por exemplo, o âmbito do espaço, né, aliás, o âmbito pré-expansionário, né, o hábito, o âmbito pré-espansonário, então simplesmente o o argumento nem roda. Se a gente assumir que no caso a características relevantemente distribuidoras de lá, de modo que o princípio causal eficiente não é generalizável pro universo como todo e principalmente pro estado singular, pro âmbito pré-expansionário. Argumento cai. O argumento cai mais calma aí.
¶429A gente v interesse, né? O Daniel Lford, ele tem um artigo, que eu vou traduzir esse artigo na pista do pessoal, né? Rela without é without micro physical causation just not just anything can begin just to exist just anywhere, né? Esse artigo aqui, o Daniel Leford, ele argumenta contra o princípio causal universal e contra também o o princípio do Hobs Edwards Prior em favor do neurocionalismo a pedido de que a causalidade eficiente está ausente da física fundamental. Semo das David, você só sabe que algo é imoral porque Jesus existe.
¶430Tá bom. Só fala ali no livro lambda da metafísica que aquilo que eu não lembro que existe o acaso, né, mas aquilo que tem uma ordem, nós vemos uma ordem no universo vem de uma inteligência. P S vai falar, né? Não, aquilo que não tem ordem nenhuma não ex inteligência, mas vemos ordem no universo. E, portanto, esse primeiro >> na verdade pode haver a ordem sem uma inteligência ordenadora por trás, dependendo da noção de causalidade final que você endosse, uma noção de teologia específica que você endosse, pode ver ordenação sem que no caso haja causação eficiente, por exemplo, ou ordenação em virtude de uma consciência deliberativa, deliberando e estabelecendo conscientemente essa ordem.
¶431Algo que o Filipin ele comenta no debate contra o Joshua Rasm em um dos capítulos sobre no caso como naturalista, né, como naturalistas podem responder, né, poderiam explicar a questão da do agente fino, da moralidade, da racionalidade e assim por diante, da intencionalidade. >> Montor imóvel, ele é inteligente, ele vem da ordem, ele vem da verdade e e portanto é Deus. Eh, a gente consegue encontrar ordem eh em processos naturais que não envolvem nenhuma inteligência por trás, como formação de cristais. A própria origem de espécies, de acordo com Darwin, a síntese neodarvinista não pressupõe nenhuma agência intelig inteligente por trás. você tem mutações genéticas aleatórias, pressões ambientais ou certas características do ambiente que fazem com que seres vivos vão gradativamente ganhando novos contornos fenotípicos, novos comportamentos, alturas e vários processos sem precisar invocar uma inteligência por trás disso.
¶432>> Ah, não, mas aqui você tá falando de uma inteligência na causa imediata, ou seja, na inteligência no processo em si. Aqui o argumento de Aristóteles é uma inteligência, a presença de ordem no cosmos como um todo, a existência que 2 + 2 é 4, eh a existência de qualquer tipo de ordem em si. Na verdade, o que ele tá falando é a inteligência última do cosmos. Não, não simplesmente a inteligência uma causa imediata, porque de fato a maior parte das causas de qualquer coisa elas têm uma causa próxima, mas aqui a gente tá falando da causa última, né? Quer dizer, eu não preciso de uma explicação sobrenatural para uma causa próxima.
¶433>> Mas, mas como que você chega à conclusão de que precisa haver uma inteligência por trás da maneira como o universo é estruturado? >> O próprio universo, ele já tem inteligência, ele tem ordem, é o tema da ordem. >> Mas ordem é uma coisa, inteligência é outra. >> Ah, sim, sim, mas todo Sim, perfeitamente. Mas há uma relação filosófica bastante clássica entre ordem >> perfeitamente, perfeitamente, sem nenhum problema.
¶434Lembre disso. >> Bem inteligente. >> E há muito caos também. Tem a teoria do caos mostrando como o universo pode ser na verdade bem desordenado. >> Não, mas Aristóteles fala do caos, né, da Tirre.
¶435Isso que eu acho maravilhoso do Aristotelismo. Por isso que Aristóteles para mim é Não, não, nunca nunca. Mas ele nunca eu acho que você tem uma pessoa que tinha noção de que não era Deus contra tanta gente soberba que teve na história, Aristóteles. >> Você acha que um ateu que vive uma vida moralmente impecável e ajuda o próximo vai pro inferno, enquanto um assassino que se arrepende no leito de morte vai pro céu? >> Uhum.
¶436Não, eu acho que um ateu que vive muito o bem vai ser uma pessoa muito aberta pra graça e Deus vai oferecer a graça para ele. Ele vai ser uma pessoa muito mais propensa a aceitar essa graça. E acho que uma pessoa que praticou o mal ao longo da vida é muito mais difícil. Acho que é possível sim. Ela realmente se arrepender de tudo e passar por uma conversão intensa, mas é muito mais difícil.
¶437E acho que quanto mais você pratica o bem, mais próximo de Deus você tá. E e de abertura para essa graça divina. Quanto mais e você pratica o mal, mais distante você fica. Mas não parece meio justo o cara que cagou a vida inteira, fez muita coisa errada, matou a gente ali no final eu me arrependo e tá tudo certo. E o cara que seguiu uma vida moralmente impecável, como tá na pergunta aqui, e pro inferno parece meio injusto.
¶438GR >> não, mas aqui na verdade, então esse é esse ponto que eu tô falando, um que >> parece que vale mais a sua crença do que você ser uma pessoa boa. >> É, não, mas eu realmente não acho que é só a crença abstrata. Eu acho que esse homem que praticou bem a vida inteira, ele é uma pessoa muito propensa aceitar a graça de Deus. Aceitar, >> não é? que na prática, eh, eu diria que todo bem que você pratica já te aproxima de Deus, todo mal te afasta.
¶439Na prática, esse é é primeiro lugar, a conversão falsa não adianta, não adianta o cara que praticou mal inteiro falar: "Ah, agora eu sou time cristão, bate no peito, levanta". Para mim, essa discussão já deveria ter sido libado para a própria concepção de justiça da punição do inferno. Seja em termos de gratuitos, né, como a Merl Cordadas ilustra, né, no texto dela, tá traduzindo na pensão atualista, seja em termos no caso da proporcionalidade, seja em termos no caso da própria retribuição, né, da própria retribuição, seja no caso em qualquer quaisquer outros termos, né, que já foram avançados na literatura relevante, né, de críticas a questão do inferno eterno, do do tormento consciente eterno no inferno. Mas enfim, eu vou terminando por aqui, pessoal. Uma é isso.
¶440Deixa depois suas opiniões aí nos comentários, beleza? Valeu, falou e até até mais pessoal. Uma boa noite. E amanhã talvez eu esteja no Gontijo para falar também sobre esse debate, só que lá com a galera, tá? Fiquem atentos aí que eu acho que vai ter uma live bem legal no Gontijo, eu e mais uma galera teísta lá, beleza?
¶441Então vamos lá. เฮ пока