a tese
Edição temática do boletim "No Pé do Ouvido" (Meio) que relata factualmente a escalada da crise no STF em 4 de setembro de 2026, deflagrada quando André Mendonça divulgou relatório da PF com conversas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, convertida agora em guerra aberta entre ministros.
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não
Boletim factual de acompanhamento; interessa ao Bruno como leitor de política BR, mas é fluxo diário sem análise que renda trabalho.
O que foi dito
- Moraes contra-atacou pedindo que a corte investigue Mendonça por improbidade, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos, acusando-o de usurpar a direção das investigações da PF (operações Compliance Zero e Sem Desconto) e de conduzir tratativas irregulares de delação.
- O relatório da PF que embasa a ofensiva não tem assinatura de delegado, cita relatos anônimos e, segundo os repórteres, não tem valor probatório; Faquim abriu procedimento e deu cinco dias para Mendonça, Moraes, o diretor-geral da PF e o PGR se explicarem.
- Alerta que a ofensiva pode beneficiar a defesa de Vorcaro, que já estudava anular provas do caso Master; Moraes reuniu-se três horas com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (apontado como possível alvo de direcionamento) antes de partir para o ataque.
- Gilmar Mendes propôs proibir delegados da PF de atuar cedidos nos gabinetes dos ministros, medida que atingiria Mendonça, Moraes e Fux; Mendonça anunciou saída da sociedade do Instituto Iter, que recebeu R$ 11 milhões em 68 contratos sem licitação desde 2024.
- Lula, após dias de silêncio, defendeu investigar “doa a quem doer” sem citar Moraes; a campanha de Flávio Bolsonaro quer transformar a crise em combustível dos atos de 7 de setembro (“fora Lula, fora Moraes”).
- Nas delações, Vorcaro afirma que R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 vieram de propina acertada com Gilberto Kassab, e que bancou voos do deputado Nikolas Ferreira; Datafolha mostra Lula com 38%, Flávio 33% e Augusto Cury saltando de 2% para 8%.