a tese
No Reage, Pedro Dória comenta o terceiro dia de propaganda eleitoral gratuita e desmonta as promessas econômicas de Flávio Bolsonaro, a estratégia do voto feminino de Lula e o marketing de personalidade de Caiado.
aprofundar
não
é análise de propaganda eleitoral; o único fio de interesse tangencial é o peso do eleitorado evangélico feminino, sem desenvolvimento teológico.
O que foi dito
- Sobre o filme de Flávio Bolsonaro (economia), corrige duas afirmações: fome não é problema no Brasil agora (era no governo Bolsonaro), e a explicação de que famílias se endividam porque o Estado se endivida é “fajuta”; o endividamento familiar veio do estímulo ao crescimento via crédito no governo Lula, mas as bets (regulação tardia) são o grande vilão das famílias pobres, e a desregulação foi responsabilidade do governo Bolsonaro.
- Ataca a promessa de “tesouraço” de cortar impostos como heterodoxia desenvolvimentista: com o nível atual de gastos, cortar imposto aumenta endividamento e juros; compara com as desonerações de Dilma, que os empresários incorporaram ao lucro em vez de repassar ao consumidor; a pergunta que Flávio não responde é onde cortar gastos (o lugar mais fácil seria a renúncia fiscal).
- Sobre o filme de Lula (mulheres), afirma que o problema da direita brasileira é o voto feminino, justamente o que está em disputa, e que a violência contra a mulher no bolsonarismo é real; destaca programas concretos (Pacto contra o feminicídio, medidas protetivas, Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida em nome da mulher) e que o retorno para a família é maior quando o benefício fica com a mãe.
- Nota o peso desses programas na periferia urbana feminina e nas mulheres evangélicas, “o universo que vai decidir o próximo presidente”; critica a decisão de trazer Janja para a campanha (impopular fora da bolha de esquerda) e o abandono do jingle histórico “Lula-lá”.
- Sobre Caiado, considera curiosa a opção de marketing: tom manso e tranquilo (adequado, porque o eleitor não quer discurso violento) mas repetindo “coragem” à exaustão; é propaganda de personalidade e do governo de Goiás, não propositiva, ao contrário das de Flávio (economia) e Lula (mulheres), que tocaram pontos fundamentais.
- Mostra também peças de Augusto Curi (tom conciliador, “não tem cura sem escuta”) e a anticampanha de Lula contra Flávio (homenagem ao policial ligado à morte de Marielle, os R$134 milhões pedidos a Vorcaro).