a tese
Pedro Doria defende que a Polícia Federal torne públicas todas as investigações em curso antes das eleições, para que o eleitor decida com informação em vez de votar às cegas ou depender de vazamentos seletivos como na Lava-Jato.
aprofundar
não
Corte curto de opinião sobre conjuntura política; acompanhamento útil da crise, sem tese a aprofundar.
O que foi dito
- Comenta a decisão de André Mendonça de tornar pública a investigação da PF envolvendo Alexandre de Moraes, ponderando que não dá para saber as intenções por trás (se há um verniz moralizante à la Sérgio Moro).
- Enumera investigações que julga precisarem vir a público: o lobby do filho do presidente, o escândalo do desvio do INSS (60% sob a gestão do PDT de Carlos Lupi e 40% no governo Bolsonaro).
- Detalha o caso Flávio Bolsonaro: pedido de 25 milhões de dólares a Daniel Vorcaro, dos quais 14 milhões teriam sido recebidos, e lembra que Flávio já mentira antes sobre o fim dos pagamentos.
- Cita a saída de Eduardo Bolsonaro do mandato rumo ao Texas justamente quando os pagamentos de Vorcaro começaram a chegar, geridos por um advogado ligado a ele sob pretexto do filme “Dark Horse”, cujas contas não apareceram.
- Argumenta que, chegado a esse ponto, não há outra escolha senão abrir tudo: torna público, evita a repetição da lógica de vazamentos da Lava-Jato e deixa o eleitor decidir sobre candidatos a presidente, deputado federal e governador.
- Lembra que Vorcaro lucrou com dinheiro de previdência de governos estaduais (Rio de Janeiro, Amapá e outros), reforçando o alcance das investigações.