a tese
No quadro "Reage!", Pedro Doria comenta as propagandas eleitorais gratuitas de Curi, Caiado, Flávio e Lula para ler a estratégia de cada campanha, e destaca a "cara de pau" de Flávio culpar Lula pela segurança do Rio, um estrago criado pelo próprio grupo político dele.
aprofundar
talvez
A moldura do "conservadorismo estatista" (Christian Lynch) como chave ideológica de todos os candidatos é a ideia mais interessante do lote; o resto é comentário de propaganda datado.
O que foi dito
- Curi aposta no empreendedorismo para a classe C e a periferia, um desejo real que a esquerda despreza, mas parte de degrau alto (6,6%) e perdeu tempo de tela e momento para a crise do STF.
- Doria critica Caiado por erro duplo: ataca Lula (adversário só de um eventual segundo turno) quando seu adversário de primeiro turno é Flávio, e desperdiça a “faca e o queijo” de atacar Flávio pelas ligações do grupo dele com as milícias do Rio.
- Sobre a proposta de Caiado de presídios sem visita e sem advogado, aponta que esbarra em cláusulas pétreas da Constituição e soa como Renan Santos.
- Reage à propaganda de Flávio sobre segurança como carioca indignado: Flávio deu medalha a miliciano como deputado estadual, e o grupo político dele (Cláudio Castro, candidato Douglas Ruas) governou o Rio, o estado mais destruído da Nova República; a “cara de pau” cola porque muitos só querem distância do PT.
- Sobre economia, admite ser verdade que o endividamento via consignado e o gasto público pesam sobre o brasileiro, mas desmonta a promessa de Flávio de cortar impostos sem cortar gastos (compara com Dilma) e lembra que baixar juros depende de Galípolo e da dívida pública, não de vontade presidencial; nota que as bets foram aprovadas no governo Bolsonaro.
- Lê a propaganda de Lula (soberania, indústria nacional, defesa, drones, submarinos, caças Gripen) como surpreendentemente “conservadora estatista”, à la JK e ditadura Médici/Geisel, apoiado na topografia ideológica de Christian Lynch: é a ideologia fundadora dominante nesta eleição.
- Conclui que todos os candidatos falam a partir do conservadorismo estatista (JK como inspiração citada por Caiado e Curi), e que Lula acerta ao “encenar” conservadorismo para disputar o fiozinho de voto conservador ainda alcançável, sem baixar a cabeça ao “tarifaço” de Trump.