a tese
No quadro Reage, Pedro Doria disseca a propaganda eleitoral de TV e mostra que Lula, Flávio, Caiado e Augusto Cury estão todos mirando o mesmo eleitorado decisivo, as mulheres de classe C da periferia urbana do Sudeste, ainda indecisas e um dos raros votos "roubáveis" da eleição.
aprofundar
não
Bom retrato do marketing eleitoral, mas fora do escopo teológico; interessa só como leitura política.
O que foi dito
- Defende que a TV ainda é decisiva para o eleitor mais desconectado, e propõe um react à propaganda eleitoral gratuita.
- Analisa o programa de Lula centrado em saúde (SUS, Farmácia Popular, Mais Médicos, vacina, tratamento de câncer) e argumenta que é dirigido especificamente a mulheres de classe C, periferia urbana, Sudeste.
- Define classe C como classe média cujo problema não é comida nem teto, mas pagar boleto, marcada pela obsessão de ascensão social; distingue homens (querem conquistar para si) de mulheres (querem que os filhos conquistem), o que faz das mulheres um público extremamente focado em saúde e educação públicas.
- Mostra que Flávio já conquistou os homens desse recorte e empatou com Lula, restando as mulheres como a “crosta” que decide a eleição; parte delas inclina-se a Flávio por causa de corrupção, mas continua disputável.
- Lê a peça sobre a escala 6 por 1 como fala ao mesmo público: pouca gente é diretamente afetada, mas a medida tem 80 e tantos por cento de aprovação porque todos conhecem alguém nessa jornada.
- Comenta os programas de Caiado (que pela primeira vez ataca Flávio diretamente e se indigna com os 130 milhões que Flávio teria recebido de Vorcaro) e de Augusto Cury (discurso de “nem um lado nem outro”, empreendedorismo).
- Sendo do Rio, faz crítica dura ao grupo político de Flávio: associa-o à expansão das milícias, à deterioração e corrupção da polícia fluminense e a medalhas dadas a miliciano, contrapondo à polícia que ataca o Comando Vermelho por ser adversário.