a tese
No comentário do Central Meio, Alexandre Borges e Pedro Doria discutem a crise do STF em torno do caso Master e sustentam que transparência sem consequência é fetiche, que um eventual governo Flávio seria do centrão e não golpista, e que Flávio e Alexandre de Moraes hoje compartilham o interesse de abafar o escândalo.
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não
Análise política conjuntural; interessa como contexto, não rende sessão.
O que foi dito
- Alexandre Borges critica o “fetiche da transparência”: vazamentos sobre Toffoli/Tagliaferro e sobre a relação de Alexandre de Moraes com Vorcaro existem há meses, mas nenhum dos dois é formalmente investigado, e transparência sem investigação vira Big Brother da corrupção.
- Chama Edson Fachin de “presidente culposo” do STF, sem intenção de presidir; lembra que Fachin trouxe o inquérito das fake news da relatoria de Moraes de volta à presidência, e que Moraes assume a presidência do STF em setembro de 2026, quando o inquérito poderia voltar ao colo dele.
- Doria projeta que o inquérito das fake news acaba se Lula for reeleito e fica incerto se Flávio vencer; ambos partem do princípio de que a disputa afunilou em Lula ou Flávio, como primárias ao estilo americano.
- Argumentam que um governo Flávio teria cara de centrão, não de generais, e que golpe não faz sentido: o Congresso nunca teve tanto poder e não cederia a um ditador, e é impossível montar o discurso de “moralidade pública” que sempre acompanhou golpes militares tendo um Bolsonaro à frente.
- Sustentam que Flávio e Alexandre de Moraes estão no mesmo barco, com o propósito comum de abafar o caso Master, o que exigiria um grande acordo com o Supremo, o Senado e a Câmara, difícil de “assar sem explodir em protesto”.
- Desenham dois Brasis opostos: um com Lula presidente, Davi Alcolumbre no Senado e Moraes presidindo o STF; outro com Flávio presidente, Arthur Lira no Senado e Moraes eventualmente impedido, com a família Bolsonaro (Carlos, Michelle, Eduardo) ocupando cargos e Jair anistiado.
- Creditam aos Estados Unidos, via secretários de Defesa e Estado sob Biden, parte do impedimento do golpe em 2022, e observam que Trump seria um ator menos decisivo nesse papel hoje.