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radar · Filosofia & teologia

Conselho Divino (parte 03) - BTCast 664

¶1Começa agora o Bcast. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC, o de número >> 664. >> Eu sou o Luís Henrique e o Rodrigo Bibo de Aquino foi dispensado deste conselho.

¶2[risadas] >> Muito bom. Você achou que esse episódio não iria chegar, mas olha só, quem acredita sempre alcança, né? Eu sou a Ctia Muniz e eu vou começar com uma citação aqui de CS LS, que é para deixar o negócio aqui mais chique, tá? Cartas de um diabo a seu aprendiz. Nossa raça pode cair em dois erros, igualmente graves, mas diametralmente opostos quanto aos demônios.

¶3O primeiro é não acreditar na existência deles, o outro é acreditar que eles existem e sentir um interesse excessivo e doentil por eles. Fica aí para você, >> gente. Foi mais um BTC aqui para vocês e tudo mais. Citação, a entrada mais longa de todas. Obrigado, Cíntia.

¶4Obrigado. [risadas] >> Pra espera mais longa, a entrada mais longa. >> Exato. E eu sou Mateus Ávila e tá amarrado em nome de Jesus. >> [risadas] >> Muito bom.

¶5>> Tá amarrado. Tá amarrado. Você sabe que essa foi a minha, eu pensei nessa abertura também >> aí, mas >> por causa do texto de de Marcos, né? Então tá bom. É isso aí.

¶6[risadas] Muito bem, pessoal. Começamos mais um BTC aqui para falar de um tema que vocês estavam pedindo e comentando, indo nos nas nossas DMs e chorando muito. Conselho Divino, parte três. Até que fim? Fogos, palmas.

¶7Coloca palmas aí, Rafa, na na edição, tudo [aplausos] mais. Gente, estamos aqui, eu, Cíntia, Mateus, para dar continuidade. Rodrigo Bibo não pôde participar desse podcast, então nós decidimos tocar para honrar com esta promessa que estava em um constante aguardo, em ardente expectativa e por sua vez nós estamos aqui para falarmos um pouco sobre isso. >> Gente, mas o a terra, a Terra girou umas cinco vezes aí para mais, né? Exato.

¶8Esta é a quinta vez >> que estamos eh eh ligando as nossas câmeras para começar aqui a gravar sobre esse episódio, viu? Porque o mundo invisível está se levantando, tá? Tá se levantando contra e se levantou contra várias vezes, mas tá aqui, né? A perseverança dos crentes tá aqui. Eh, para nós entregarmos esse episódio.

¶9Pessoal, nós já temos dois outros episódios gravados. É de suma importância que antes de você eh ouvir esse episódio, vai lá no site, vai lá no Spotify, no YouTube, coloque Conselho Divino, BTCast, vai ter a parte um, vai ter a parte dois. Ouça, coloque ali as suas dúvidas, que eu estou de olho inclusive, né, nos comentários ali no YouTube, eh, mande mensagem ali pra Cíntia e depois vem aqui ouvir esse episódio, tá? Eh, dito isso, nós iremos falar um pouquinho sobre esse tema muito importante, presente na teologia bíblica. Mas antes, vamos para o nossos recados paroquiais.

¶10E nos recados paroquiais dessa semana, eu gostaria de lembrar que no dia 19 de setembro em Curitiba, na Igreja Batista Shalom, teremos o nosso primeiro seminário Igreja Sob medida. palestras com Rodrigo Bibo, Guilherme Nunes, eu, tudo falando a respeito da natureza da igreja, a missão da igreja e a importância das escrituras para a formação da igreja. Daquela forma que somente o Bibotalque consegue transformar de maneira dialogal, com boa teologia, com bons contatos e tudo isso ao redor de Jesus de Nazaré. Eu te espero lá, link para inscrição na descrição desse episódio e no primeiro comentário fixado. E o nosso segundo recado paroquial é: você tem dificuldade ou bastante dificuldade de começar a estudar teologia?

¶11Você já comprou livros? Já montou a sua biblioteca e você não sabe por onde começar? Que tal um curso que pegue você pela mão e de maneira bem dialogal, bem respeitosa, como se fosse uma grande conversa, conforme aquilo que a gente traz aqui no bibotal como todo, te introduza a teologia para que você comece a aprender. O curso Teologia simples da Escola Bibotal de Teologia é para isso. mais de 25 aulas com ebooks ao qual você pode baixar, ler, lives com especialistas, um ano de acesso por apenas R9,90.

¶12Eu vou deixar o link aqui para este curso na descrição desse episódio e no primeiro comentário fixado. Se você quiser realmente sair desse marasma, ao qual as pessoas falam sobre teologia, você fica: "Ué, para que que serve isso? Teologia serve para muita coisa, principalmente para você seguir melhor Jesus de Nazaré. Vem estudar conosco na Escola Bibotal de Teologia R$9,90, precinho bem acessível para você começar a entender um pouco mais sobre o mundo da teologia como um todo. Te espero lá.

¶13Agora vocês ficarão com mais um episódio, mais um BTC. E presta atenção, ó, esse episódio tá, ó, fenomenal. Muito bem, pessoal. Muito bem. Estamos aqui para falar sobre esse tema.

¶14Abordamos ali o Antigo Testamento ou de alguns temas, né? Alguns textos ali no Antigo Testamento que mostram um pouquinho desse mundo espiritual de seres divinos que meio que corregem todo o cosmos ali junto com Deus. E a minha primeira pergunta para iniciarmos esse episódio é de que quando você olha o final do do Antigo Testamento até o começo do Novo Ministério Público de Jesus, quando observamos ali o mundo teológico sendo construído do Novo Testamento, você tem um gap, né? tem um espaço ali considerável, aonde o povo de Israel também foi eh submetido a outras culturas, a outras cosmovisões. E eu queria colocá-los aqui na fogueira, como o Bíbo geralmente faz, né?

¶15Eh, e perguntar para vocês que a gente sai do Antigo Testamento com uma determinada cosmologia, um determinado entendimento de como o universo ele funciona, como os seres espirituais ali eles existem, coexistem com essa nossa realidade material. Houve alguma alteração na compreensão daquilo que nós tínhamos no Antigo Testamento pro Novo Testamento, especialmente ali a nos Evangelhos? >> A a visão do mundo judaico mudou bastante, principalmente por causa de dois eventos que aconteceram. O primeiro, o exílio que aconteceu com o povo do norte, que muito mais do que o exí eles simplesmente foram devastados. e consequentemente, posteriormente o exílio do povo para a Babilônia e o seu regresso para aquela terra.

¶16Existe uma mudança de perspectiva que nós conseguimos traçar alguns textos, alguns textos na própria Bíblia Hebraica que nós temos, como por exemplo aquele texto que fala que em Reis Davi foi Davi foi tentado pelo próprio Deus, algo que sou um pouco estranho para nós. E depois em Primeira Crônicas, o redator de primeira crônicas, ele lida com o mesmo texto, mas ali ele já não fala que foi Deus que fez a tentação, mas foi o diabo. Nós percebemos que alguma coisa que separa esses aconteceu alguma coisa separando esses dois redatores, o de Reis e o de Crônicas, ao fazer com que alguém não atribua a Deus a uma atitude e fala que sim. Na verdade, foi o diabo que tentou a Davi a fazer a contagem do povo. Essa é o que aconteceu ali.

¶17Foi basicamente a inclusão de espíritos que são inimigos a Deus. Nós temos, por exemplo, textos como de Jó, que são textos antigos e nós já conversamos sobre Jó nesse nessa série anteriormente. E nós observamos que ali, por mais que houvesse a palavra Satã, a palavra Satã estivesse presente ali na construção daquele texto, o Satão tem que ser entendido a forma como no Novo Testamento o Satanás é entendido como alguém que faz oposição a Deus, como alguém que faz oposição à humanidade, diferentemente do Novo Testamento. Então, nós temos essa mudança na compreensão que o povo teve justamente durante o exílio babilônico. >> Ah, >> eu acho que uma outra mudança importante é que a gente vai começar a ver ali um monte de demônio surgindo.

¶18>> Quando você começa a ler os Evangelhos, parece que surgiu uma galera aí que a gente não tava acostumado a ver no Antigo Testamento. De repente, Jesus chega e de repente tem demônio para todo lado, gente endemoniada e demônio confrontando Jesus, né? E aí você se pergunta da onde veio isso, né? Porque no Antigo Testamento a gente tem poucas referências a demônios propriamente dito, né? Ou quase nenhuma.

¶19E aí de repente surge e eh esses demônios todos. E aí a gente percebe também que dentro de todos esses processos que o Mateus comentou, tudo isso que aconteceu nesse período interbíblico, né, que a gente fala, ah, tem também aí um um um uma influência de alguma literatura, né, que vai surgindo no judaísmo aí do segundo templo, que, por exemplo, é o livro de Enoque, que não está nas nossas Bíblias, é uma literatura apócrifa, mas que é referenciado no novo Novo Testamento, diretamente por alguns autores e talvez até indiretamente por alguns autores também, mas que parece ter sido um livro que formou, ajudou a formar essa essa cosmovisão eh ali já pro pessoal do Novo Testamento. E é por isso que a gente tem também essa questão dos demônios e tal. E a origem dos demônios é meio que explicado nesse livro, né, desse livro de Enoque, em conexão com o episódio de Gênesis 6, que lá no nosso primeiro episódio a gente falou que foi uma das rebeliões e que dentro dessa visão que a gente tá aqui trazendo para vocês, eh, seria ali aquela rebelião dos filhos de Deus, tendo relações com as filhas dos homens. E os demônios seriam o espírito desencarnado desses filhos, dessas relações que aconteceram, ou seja, aqueles gigantes que depois vão ser ali destruídos na conquista de Canaã.

¶20Eh, então surge aí eh adendos a essa história, mas que parece que eram bastante formativos paraa ideia eh dos autores do Novo Testamento, especialmente e bem explicitamente Pedro e Judas vão fazer referência a esse episódio também. É interessante notar, né, que o que vocês acabaram de falar a respeito da do aparecimento dos demônios do Novo Testamento em detrimento do Antigo Testamento, né, que quando a gente observa, por exemplo, as batalhas espirituais de Javé, é Jahros deuses, né, enquanto a gente olha a literatura do Novo Testamento, aparece então esses seres espirituais com essas características, né, e os deuses mesmos propriamente ditos do panteão romano, eles são tratados apenas como seres falsos, né? seros dentro de uma teologia eh paulina, dentro dos escritos ali. E e eu eu realmente não tinha parado para prestar atenção de que realmente tem essa essa cisão e esse desenvolvimento de categorias e de seres, né, como um todo. >> Inclusive, C, é muito importante que você faça referência a Primeira Enoque, porque Primeira Enoque não é o não é o não é o único livro que traz sobre essas questões, né?

¶21O que acontece nesse momento, no período interbíblico, é o surgimento daquilo que nós chamamos de apocalipticismo, né? Movimento apocalíptico que trabalha justamente com essa noção de revelação. E essas revelações elas dizem respeito ou ao início do mundo ou ao final do mundo, né? Elas possuem muito interesse ou sobre como a ordem das coisas surgiu ou como as coisas se acabarão. Nós temos em comum essa literatura, essa noção de que nós temos uma revelação que alguma pessoa é levada para ter um conhecimento mais profundo sobre a realidade, sobre a ordem das coisas.

¶22Nós vemos um pouco disso até mesmo no livro de Daniel, mas os principais livros que nós temos e nós temos diversos livros, inclusive os manuscritos do marmoto, são basicamente feitos de cânticos, testamentos ou livros apocalípticos. Nós temos, por exemplo, Primeira Enoque, como você falou, mas primeiro Enoque não é o único livro de Enoque. Nós temos o livro de Jubileus, que também foi extremamente importante, e diversos outros livros que vão surgindo para trazer essa noção. Nós temos livros que inclusive fazem parte da Bíblia da Bíblia ortodoxa, como por exemplo Quarta Esdras, né? Quarta Esdras, né?

¶23é justamente um livro de uma viagem, de uma viagem revelatória em que a pessoa tem uma compreensão maior sobre como são todas as coisas, como o que explica o mundo e a forma como ele é hoje, né? E a forma que nós explicamos é observando o movimento e as construções das coisas, da ordem das coisas e os seres que estão por trás da forma como o mundo ele é regido. >> Legal. Então, nós temos aí um panorama, talvez vale até mesmo um episódio especial só para falarmos sobre essa literatura intertestamentária que influencia todo o Novo Testamento ali específico. Comenta aí embaixo ah no Spotify ou no YouTube, no seu agregador de podcast.

¶24Se você quer esse episódio, aqui voltamos e não temos problema nenhum em fazermos e tudo mais. Só que temos o mundo do Novo Testamento. Então esse mundo de intersecção influencia muito o mundo do Novo Testamento. E quando nós olhamos pro Novo Testamento, qual o melhor texto eh para nós começarmos a abordar a ideia de concílio divino, da realidade espiritual presente ali, pessoal? Bom, eu acredito que a gente tem que olhar a construção teológica que existe por trás do pensamento.

¶25E nos primeiros, nos episódios anteriores, nós falamos de vários textos que eram utilizados para fazer essa construção teológica, né? Óbvio que esses textos eles são todos congregados, reinterpretados e a partir dessa reinterpretação nós temos o pensamento, a cosmovisão das pessoas no Novo Testamento, né? O primeiro texto que eu gostaria de enfatizar e esse eu vou ler aqui, que é Deuteronômio 32, versículos 8 e 9. Quando o Altíssimo dava a cada povo sua herança e distribuía os filhos de Adão, traçando as fronteiras das nações, segundo o número dos filhos de Deus, a porção do Senhor foi seu povo. Jacó foi o lote de sua herança.

¶26Essa é a tradução da Bíblia do Peregrino, a Bíblia que eu tenho usado pro meu devocional. Nós também temos um texto que a Cíntia fez a leitura no podcast passado, que foi o Salmo 82, que fala justamente do julgamento que Yahé, >> Deus de Israel, está fazendo contra os outros deuses de outros povos. por eles estarem trazendo injustiça, por eles estarem trazendo destruição, por eles estarem trazendo morte às outras nações. É como se Deus tivesse dado uma ordem para que esse para que esses filhos de Deus, anjos, deuses, eles fizessem alguma coisa e eles simplesmente não estavam cumprindo a ordem divina. Por isso eles estavam encontrando julgamento.

¶27Um terceiro texto que eu acredito que muitas pessoas quando fazem a sua leitura bíblica devem passar bem rápido, sem se importar muito, né? Eh, Gênesis 10. E antes nós temos Gênesis 6 também. Eu vou falar antes de Gênesis 6. Gênesis 6 é justamente aquele texto bizarro que a gente lê sobre, que é extremamente importante, mas que vocês já sabem que nós já falamos aqui antes, que é sobre justamente os filhos de Deus fazendo aquele movimento que a Eva fez com a Adão e Eva fizeram com a fruta, que é olhar e pegar para si.

¶28Os filhos de Deus agora fazem um movimento inverso e eles olham, desejam e pegam para si. Pegam para si as filhas dos homens. Eles tens filhos, filhos chamados nefilins, que seriam os grandes heróis do passado, de acordo com Gênesis 6 de 1 a 4. E de aparentemente esse é o motivo do dilúvio. E Gênesis não explica muito, mas tá lá Gênesis 6.

¶29E logo depois de Gênesis 10, nós temos uma linhagem que as pessoas simplesmente pulam, né? A genealogia que as pessoas simplesmente vão pular. Eu mesmo pulo sempre que possível. Gênesis 10 traz uma tabela de divisão das nações, conforme os filhos de conforme os filhos de Noé. E se você fizer uma contagem ali, vai dar 70.

¶30Esses 70 nações, elas são extremamente importantes para compreensão de do israelita, do judeu, acerca da totalidade do mundo. Existem para eles 70 nações. São 70 povos que estão distribuídos pelo mundo. Cada um desses povos tem o seu próprio anjo que vai cuidar e zelar por eles. Ou não, mas eles tinham essa tarefa de fazer tudo isso.

¶31A tabela das nações é justamente essa de Gênesis 10. E esse texto que a gente passa despercebido na nossa leitura bíblica anual, ele é extremamente importante paraa construção que é feito por todos esses outros textos apócrifos que nós não temos nas nossas Bíblias. Esse texto ele traz essa compreensão do que é a realidade, do que é o mundo para um judeu do tempo de Jesus. >> Beleza? Então a gente tem ainda esse panorama, mesmo com as mudanças ali no período intertestamentário, com as noções cosmológicas ali, ainda uma importância grande desses textos que são debatidos para entender o mundo do Novo Testamento.

¶32Mas aonde isso aparece no Novo, pessoal? Aonde a gente pode, por exemplo, dar eh um pontapé inicial para começarmos a falar sobre essa realidade? chegar nesse ponto aí dessa conexão, né, com esses textos que a gente mencionou. A gente vai chegar de novo aí na na 70 nações, né? A gente vai ver que Lucas vai puxar um gancho muito claro com esses textos aí, mas eu acho que é legal a gente falar da chegada de Jesus, da chegada do reino de Deus e como isso impacta, né, essa essa batalha cósmica, né, eh aí dessa desse dessa primeira família de Deus espiritual aí, desses rebeldes, né, que se rebelaram aí eh contra Deus.

¶33E como Jesus ele ele ele entra também nessa história trazendo o um novo momento para essa batalha. E eu quero começar exatamente do começo aquele que é conhecido, né, quase unanimidade como o primeiro evangelho, que é o evangelho de Marcos. Eh, e ele vai começar dizendo a respeito, né, dessa boas, dessa boa nova que é o nascimento de Jesus Cristo. E a gente tem ali, eh, logo no início o batismo de Jesus. Então, a gente não tem nada ali contando sobre o nascimento de Jesus.

¶34Marcos já vai ali a partir do ministério público e a partir desse marco pro ministério público de Jesus que é o batismo. E quando a gente tem o batismo de Jesus, a gente tem aquela cena que todo mundo conhece, que é super emocionante, que tem uma voz do céu declarando: "Você é o meu filho amado que me dá grande alegria". Algo que eh os autores que vão por essa linha que a gente tá propondo aqui gostam de enfatizar, é que embora essa fala seja muito bonita, ela não é só uma uma afirmação carinhosa, algo, né, bonito ali que Deus tá falando a respeito de Jesus, né, tu és o meu filho. Mas quando a gente correlaciona isso com textos do Antigo Testamento, isso é uma afirmação da messianidade, da realeza de Jesus. Então, basicamente é eh o filho de Deus chegou, né?

¶35a chegada do reino é é impactada por esse momento, por essa declaração. E é interessante que Marcos, que faz a sequências aí muito rápida, ele vai de uma cena para outra quase que imediatamente, ele já joga Jesus na cena ali da tentação no deserto, meio que chamando a gente de volta para aquela ideia ali do povo de Israel no deserto, para um povo que falha no deserto. E de repente você tem Jesus como esse novo Israel, só que dessa vez ele não vai falhar na tentação do deserto. E o deserto também, que é um lugar ali de de espíritos impuros, um lugar e eh normalmente associado com com demônio, com com tentação, com coisa desse tipo na visão bíblica. E você tem Jesus então sendo levado, conduzido ao deserto, sendo tentado por Satanás.

¶36E o curioso é que uma das coisas que é oferecida a Jesus por Satanás é justamente todos os reinos da terra. E Jesus não diz para ele assim: "Ah, você tá de palhaçada, né? Isso aí é mentira. Você não pode me dar isso". Eh, Jesus vai combatê-lo por meio da palavra, né?

¶37por meio da sua fidelidade e obediência, mas ele não nega o fato de que Satanás pode dar a ele de fato os reinos da terra. Então, acho que aqui já é um bom começo para isso que tá acontecendo. O final da história a gente sabe, Jesus ele sai vitorioso nessa tentação >> diante do clímax da tentação, né? A última tentação é >> climax da tentação, >> né? A importância realmente da regência ali da da do teste diante da regência do verdadeiro Messias.

¶38como pegar um atalho. Você eh Jesus conseguiria o reino, né? Todas as nações estariam sujeitas a ele sem ele passar por todo o sofrimento da crucificação. Então é algo realmente muito tentador. Mas Jesus não escolheu o caminho fácil porque ele tinha aí outros planos que os poderes das trevas não tinham muita ideia ainda do que que ia acontecer.

¶39Olha, inclusive como nós estamos ainda no Evangelho de Marcos, é muito, muito importante a gente observar a construção teológica que o Marcos faz, né? A sequência de episódios. Inicialmente Jesus é batizado e já vai direto para uma tentação por Satanás no deserto, onde ele vivia com feras e os anjos o serviam ali. O primeiro ato de Jesus é sempre para pregar. E aquele texto de Marcos 14 a 15 é tido como uma espécie de resumo do evangelho, né?

¶40Então é um texto muito mais teológico do que tudo. Atos de Jesus de verdade, ele chama discípulos para si, fala que vai fazer pescadores de homens e em seguida Jesus tem o seu primeiro milagre, né? Então se a gente pode falar que esse início aqui de do ministério de Jesus eh ele tá resumido em pregar o evangelho, chamar discípulos e fazer milagres. E esse e eu quero começar no texto de Marcos, capítulo 1, versículo 21. Entraram em Cafarnaum e no sábado seguinte entrou na sinagoga para ensinar.

¶41O povo se assombrava com seu ensinamento, pois os ensinava com autoridade, não como os letrados. Nessa sinagoga havia um homem possuído por um espírito imundo, que gritou: "O que tens a ver conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir, ser quem és o consagrado de Deus?" Jesus repreendeu: "Cala-te e sai dele." O espírito imundo sacudiu, deu um forte grito e saiu dele. Todos se encheram de estorpor e se perguntavam: "O que significa isso? É um ensinamento novo com autoridade da ordem zel inclusive aos espíritos imundos e eles lhe obedecem.

¶42O primeiro milagre de Jesus no Evangelho de Marcos é uma expulsão de um demônio. E isso aqui não é de pouco significado. Isso aqui vem demonstrar algo que principalmente para Marcos, é algo central ao ministério de Jesus. Jesus é aquele que vem para confrontar o os poderes das trevas que estão em ação no mundo, né? Como a Cíntia falou, os evangélicos eles começam a trazer essas figuras menores que estão em ação em todos os cantos, inclusive dentro de Israel, que são os demônios.

¶43Os demônios tá em tudo quanto é lado. E Jesus vem justamente para estabelecer esse confronto. Esse confronto aqui, uma palavra importante aqui no versículo 24 é a palavra destruir. O demônio não fala: "Você vem para nos expulsar, você vem para nos humilhar, você vem para que eu vá embora." é nem nada do tipo. A palavra utilizada aqui é a palavra destruição.

¶44Até o o termo no grego, embora eu não me lembre nesse momento, mas ele traz ele traz um essa uma tradução bem literal daquilo que tá no grego, que é um confronto que Jesus está vindo para trazer uma destruição desse poder das trevas, né? E o ministério de Jesus então é esse que vem com a intenção de destruir esse poder inímico a Deus. Jesus começa então a fazer essa atitude. Ele vem para enfrentar esses poderes que estavam em ação em todo o mundo, ao qual, como nós podemos observar, as pessoas reagindo. Ninguém antes tinha feito algo parecido, somente Jesus.

¶45Jesus traz essa novidade. Ele consegue derrotar os demônios. Ele consegue destruir os poderes das trevas >> e ser reconhecido também, né? Eh, Jesus é reconhecido por esses seres, né, e reconhecido como um Messias, de fato, né, como um dono daquele mundo ou com alguém que tem poder, que pode causar algum tipo de eh problemas, né? Eu fico pensando, por exemplo, na literatura do CS News lá, da carta de Diaba ao seu aprendiz, em que eles a que CS News ele faz aquele exercício imagético de que você está na lendo uma carta de um general eh satânico, assim, se for utilizar esse termo, e ele fala sobre o grande inimigo, né, as trincheiras do grande inimigo.

¶46E o grande inimigo ali para eles é o nosso Deus, é o nosso Senhor. É, é, é, é tudo aquilo relacionado à nossa própria fé. E aí eu me lembrei automaticamente, né, como essa noção imagética também é muito importante pra nossa teologia e a compreensão das coisas de um texto que passa despercebido, né? Porque o evangelho de João, que para mim nas igrejas é o que é mais eh lido como primeiro milagre, que é a transformação da da água em vinho, né, nas bodas de Caná. E e eu sempre tive esse texto como paradigmático, né?

¶47O Evangelho de João é bem paradigmático. O primeiro milagre que Jesus faz, mas Marcos não. Marcos ele inverte. É muito interessante isso, né? Muito interessante como a construção dos autores é uma construção concisa, coerente com aquilo a qual eles estão eh explicando.

¶48O que mais? Eu aprendi a gostar do evangelho de Marcos foi com o Mateus mesmo, porque a princípio ele parece assim meio rapidinho, meio chato, mas cara tem uma construção. >> É difícil de pregar. Em Marcos, você leu o texto, ele começa de repente já acabou e >> Uhum. Mas Marcos, >> tá muito mais fácil pregar esse mesmo texto em Mateus ou em Lucas do que em Marcos, sabe?

¶49>> Uhum. >> Legal. Legal. Não, mas falando em Lucas, eh o Evangelho de Lucas também apresenta eh esse mundo sobrenatural um pouquinho mais, né? eh inimigos do no do do mundo espiritual.

¶50E aí esses demônios, era essa regência do mundo espiritual. Então Lucas 4, né, traz muito o essa esse reconhecimento do Ministério Público de Jesus eh também na faceta do exorcismo, da expulsão dos demônios, de de uma lida maior com esse mundo sobrenatural e esses inimigos que habitam esse mundo sobrenatural. Então, nós temos lá eh Lucas 4:41, né? Ah, no processo de curas, eh, de doenças. E aí tem um processo misturado ali mesclado com a expulsão de demônios.

¶51E o texto diz, né? Além disso, de muitas pessoas saíam demônios gritando: "Tu és o filho de Deus!", mas um reconhecimento do Messias, como vocês falaram, não é mesmo? Eh, ele, porém, os repreendia e não permitia que falassem porque sabiam que ele era o Cristo. Aqui eu acho que dá para fazer uma conexão, né, sobre os planos secretos de Jesus, eh, diante das tentações e diante também das evidências do mundo espiritual, que ele era de fato o Messias vindicado por Deus, né? >> Isso tá presente em Lucas aqui, mas acho que isso é muito mais presente ainda do o evangelho de próprio do próprio Marcos.

¶52>> Uhum. O evangelho de Marcos deixa isso tudo muito latente. Inclusive eu tenho um amigo, acho que o nome dele é Luís, ele grava um vídeo um tempo atrás falando sobre o esse tema que é [risadas] Marcano. E >> tá lá no Instagram, pessoal. Tá lá no Instagram.

¶53>> O evangelho de Marcos, ele ele ele tem essa questão que Jesus aparentemente nunca quer revelar que ele de fato é o Messias. Então, pelo menos ele quer esperar até o momento adequado, o momento correto. E a gente, esse é um tema que, por exemplo, ele aparece aqui em Lucas, mas depois você não vai ver esse tema se repetir tanto em Lucas. >> Mateus, finge que isso nunca aconteceu. Para Mateus não faz nem sentido você repetir isso.

¶54A gente quer >> João, muito menos, né? >> João nem sabe que já chega. >> Jesus é filho de Deus, assim, ó. Tô falando o tempo inteiro agora em Marcos não. Marcos parece que Jesus >> Marcos tem um mistério para você acompanhar.

¶55Não é à toa que chamam isso de segredo marcano, né? >> E ele e Jesus quer esconder esse mistério. A que ele quer que as pessoas não descubram antes da hora porque não fica tão claro, mas parece que se as pessoas souberem antes da hora, isso vai dar algum problema. Isso pode ser interpretado da forma de uma forma equivocada. Ou as pessoas podem querer controlar o próprio Jesus.

¶56Então Jesus para revelar isso lá naquele momento em que ele tá perante Simão Pedro e ele reconhece que Jesus Cristo é Cristo, filho de Deus, mas até ali as coisas não fluem tão bem no Evangelho de Marcos. Logo depois ele vira um Satanás, né? Ele age, deixa Satanás agir. >> Mas quem é a pessoa que tá querendo falar que Jesus é o filho de Deus? é uma pessoa que tem que tem um conhecimento que dentro da realidade terrena não tem acesso, que é o é o próprio é o próprio demônio.

¶57O demônio sabe e o que ele tá fazendo aqui, ele tá literalmente dedurando. Ele tá tentando acabar com os planos do Messias, que é simplesmente, olha, eu vou fazer meus milagres e as pessoas vão, elas vão ter o conhecimento de que eu sou o Cristo no momento oportuno, da forma adequada, da forma como os planos de Deus devem ocorrer. E a intenção do demônio em Lucas 4 ou no texto que a gente lê aqui em Marcos capítulo 1, é justamente gente, ó, ele é o Messias e começa a seguir ele logo, faz alguma coisa, só não deixa ele terminar o que ele, eu não sei o que que ele veio fazer aqui, mas empeçam, ele é o Messias, tá? Não é isso, não é isso que vocês estão esperando. Vamos lá, vamos lá.

¶58Essa impressão que a gente tem quando a gente tá lendo o evangelho de Marcos, a gente tá lendo esses textos que quem tá proclamando entre muito, entre aspas, tá proclamando Jesus como o Cristo aqui são os demônios. Uma proclamação equivocada, uma proclamação incorreta, uma proclamação que tem que a finalidade é totalmente distinta da finalidade de Jesus. Eles estão, entre aspas novamente proclamando Jesus como Cristo para impedir a obra de Cristo lá no final, tá? Não, não, pessoal. Beleza.

¶59>> É, não, eu queria só fazer uma pergunta antes, Cíntia. Eu vou utilizar aqui o espaço de te interromper, fazer uma splanning aqui. Tá bom. [risadas] É brincadeira, brincadeira, brincadeira. Não, mas eu queria só trazer porque, por exemplo, ah, o Cleiton lá de Osasco que tá ouvindo esse podcast, ele vai perguntar do seguinte: "Tá beleza?

¶60OK, Jesus é o Messias". Que que isso tem a ver com o Concílio? Então, sabe, eh, o, tá bom, ele tá em eles estão olhando para Jesus de Nazaré e falando, ó, tá beleza, é o Messias, mas o que isso tem de continuidade direta com essa noção de concílio, essa essa noção de seres espirituais e tudo mais. >> Quem vai responder isso aí é o Evangelho de Lucas. Calma que a gente vai chegar lá.

¶61>> Ah, tá vendo? [risadas] Tá vendo como o machismo aqui o patriarcado caiu neste programa? Porque eu quero falar essa pergunta do tá vou só [risadas] matriarcal matriarcal agora Ctnia falar deixa deixa o Mateus falend deixa o Mateus falar lá ó >> eu tô finalizando essa esse arco Jesus e os demônios tá tô finalizando esse arco Jesus e os demônios >> ah sim é importante esse texto >> tá então vamos finalizar esse arco. Inclusive essa relação de Jesus e os demônios que ela é ela, eu acredito que ela é mais bem construída no Evangelho de Marcos. Jesus e o confronto que ele tem contra os poderes das trevas, ele atinge um momento crucial num confronto em que Jesus vai ter, em que ele expulsa mais um demônio como sempre.

¶62E logo depois ele é confrontado pelos fariseus falando que Jesus estava fazendo essa obra não em nome de Deus, mas em nome de Beusebu, que seria o Deus das casas, né? Esse texto tá lá em Marcos 3 de 20 a 30. Mas eu quero destacar especificamente uma pequena parábola que Jesus insere no versículo 27. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte e levar seus bens se primeiro não o amarra. Somente depois poderá saquear a sua casa.

¶63Só uma pequena parábola que Jesus insere nas suas respostas aos aos fariseus em que ele tá falando sobre literalmente um assaltante, né? Só que quem é o assaltante nessa história não é o demônio, na verdade o entre aspas saqueador é o próprio Jesus. Ele tá se colocando no papel de alguém que está vindo invadir um espaço ao qual não lhe pertence, né? E esse pertencimento aqui, eh, apenas para fins parabólicos, que nós sabemos que todo o céu e a terra pertencem ao Senhor, tá bom? Mas ele está entrando numa casa em que existe um homem forte ali que tem poder.

¶64Tem que entrar um homem ainda mais forte para amarrar os demônios, né, para subjulgá-los e para poder tirar todos os bens que estão debaixo do poder desse homem forte. Então Jesus ele se apresenta no Evangelho de Marcos como esse homem ainda mais forte, como esse, entre aspas assaltante que invade a casa do inimigo para roubar aquilo que ele tem. Então, mais uma vez Jesus está demonstrando aqui que o papel que o papel dele aqui no Evangelho de Marcos é um papel de exorcista, de alguém que destrói o poder das trevas. Ele é alguém que vem para resgatar aqueles que estão debaixo do poder das trevas. E isso aqui para um autor que é o Joel Marcos nos comentários dele da Anchor Anchor.

¶65E aí eu eu não vou arriscar meu inglês aqui, né? Ele fala que esse texto aqui é crucial para você interpretar todo o evangelho de Marcos, porque a obra de Jesus no Evangelho de Marcos é uma obra de saque do poder da no mundo em que Jesus vem para prender os poderes das trevas e derrotá-las. E Jesus vem demonstrar todo esse poder, derrotando, derrotando os poderes de uma forma quase como um deus guerreiro. E no final, o que se espera de um deus guerreiro é trazer uma um grande cataclismo, uma grande guerra, >> uma grande destruição. Mas a inversão acontece quando Jesus Cristo não é não derrota, entre aspas, mas é derrotado numa cruz, né?

¶66>> OK? Então, até mesmo essa expectativa, ela é revertida de cabeça para baixo na morte de Jesus na cruz. Mas é justamente dessa forma como Jesus faz o seu ministério e cumpre o seu ministério daquele que saqueia o mundo das trevas, né, sendo morto. >> Eh, essa fala do Mateus me fez lembrar de um outro texto que tá lá em eh Mateus, gente, não foi combinado. [risadas] A fala do Mateus que tá lá em Mateus 16, tá?

¶67Não, esse Mateus o outro. Eh, onde eh você tem a confissão de Pedro, né? Tu és o Cristo. E Jesus, ele diz o seguinte, né? As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja.

¶68Então, essa ideia dessa batalha acontecendo, né, de eh é muito interessante como isso está presente, sim, nos textos dos Evangelhos. Mas ok, vamos chegar em Lucas pra gente conseguir terminar esse episódio sem que ele tenha 3 horas de duração. [risadas][suspirando] Então Lucas começa fazendo essa conexão com textos do Antigo Testamento. Eh, e ele já traz desde muito cedo essa abordagem da salvação para todos os povos, né, de de um Deus que está agora realizando aquela salvação, aquele resgate de todos os povos. E isso vai acontecer desde ali aqueles cânticos proféticos.

¶69Eu gosto de falar que Lucas começa com uma cantata de Natal. Você tem vários cânticos ali e um deles que é o cântico de Simeão, ele vai dizer, né, eh, olhando ali pro bebê Jesus, né, ali no templo, que eh ele vai declarar o seguinte: "Eu vi a tua salvação que preparaste para todos os povos. Ele é uma luz de revelação às nações e a glória do teu povo Israel. Então, desde muito cedo, Lucas ele organiza a narrativa dele de uma forma já deixar muito claro aquilo que tá acontecendo. E Jesus, ele chegou e e ele está com o foco também nas nações.

¶70E aí você tem então, né, eh eh o manifesto de Nazaré, você tem em seguida o texto que você leu, né, eh já eh de Lucas. E aí a gente continua a história até o momento em que Jesus ele vai enviar uma missão muito interessante, que é uma missão ao 70. E de repente esses discípulos voltam com grande alegria relatando o quê, né? Senhor, até os demônios nos obedecem pela sua autoridade. E aí Jesus, ele vai fazer uma referência a texto, um texto, né, um episódio lá no Antigo Testamento, que acredito que a gente comentou ou no primeiro ou no segundo episódio aí.

¶71E Jesus vai responder o seguinte, eh, no versículo 18, né, do capítulo 10. Então ele lhes disse: "Vi Satanás caindo do céu como um relâmpago. Eu lhes dei autoridade para pisarem sobre cobras e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo. Nada lhes causará dano." Então, parece que nesse momento em que os discípulos são enviado às nações, parece que começa aí a queda de Satanás, né? eh, que está aí no domínio dessas nações.

¶72E isso vai aí progredindo, né, até o final do Evangelho, quando você tem então Jesus eh eh ascendendo aos céus. Então você tem a crucificação, a ressurreição, a ascensão de Jesus que não subestime, é muito importante. Eu sei que a igreja só fala de crucificação e de ressurreição, mas a ascensão ela é extremamente importante, porque Jesus ele assume o seu reinado. Lucas emenda com a sua segunda obra lá em Atos dos Apóstolos. E aí a gente tem então o envio, né, do Espírito Santo ali em Pentecostes.

¶73E aí a gente vai retomar também eh alguns desses textos que o Mateus retomou. Mas antes disso, eh, lembrando nessas 70 nações, o Mateus, ele leu o texto de Deuteronômio 32, falando aí das 70 nações, né, falando aí, e, eh, então, muitos autores entendem essa conexão, né, os 70 discípulos, as 70 nações, o início desse desse grande projeto de resgate às nações que Lucas apresenta pra gente. >> Está tudo conectado, tudo conectado. Você quer ir para Babel? Não, eu quero antes só fazer um comentário.

¶74>> Beleza? >> Uhum. Isso aqui é é >> isso que a C tá falando aqui é extremamente interessante, porque se você observar os outros textos, por exemplo, o paralelo que isso vai queir esse texto da missão dos discípulos que nós encontramos em Mateus, por exemplo, ou em Marcos, é Jesus e os 12. O foco ali é Jesus e 12 discípulos. e 12 discípulos, 12 tribos de Israel.

¶75É como se de uma certa maneira a o que está subentendido ali é que Jesus está restaurando a nação de Israel novamente. Então, a cada discípulo como um representante do de uma tribo de Israel e traz essa noção de completude de Israel, de restauração, dessa escatologia. >> Israel também era para ser o reino de sacerdotes, né? E a igreja, por sua vez, ela herda essa característica, essa responsabilidade de ser reino de sacerdotes. Interessante.

¶76>> Reino é reino de sacerdote e luz para as nações, resgatando essas nações para Iaue. >> E eu entendo especificamente sobre teologia paulina aqui, que a visão que o apóstolo Paulo tinha sobre a entrada dos gentios no povo de Deus era para suprir a falta das 10 tribos, né? sendo que sobraram só duas tribos quando o povo foi exilado. E a completude do povo de Deus vem com a igreja que vem trazer essas 10 povos que faltavam. Não é por acaso que esses textos de restauração escatológica do Israel todos são citados por Paulo em Romanos 9 10 e 11, tá?

¶77Essa noção tá ali presente. >> Fechando essa aspas que eu abri aqui, é interessante é você perceber que Lucas faz o caminho contrário. Ele não tá tão interessado assim na restauração de Israel. Não que isso não fosse importante para ele, mas é que ele tá ele tá ele tá abrangindo uma visão muito maior, como a CA trouxe, ele tá fazendo referência a tabela das nações para falar, a missão aqui é pro mundo inteiro, é para as 70 nações. >> Agora 70 nações que estão perdidas, eu vou fazer, eu vou voltar e a gente e a obra de Jesus é para esse povo aqui inteiro.

¶78>> Legal. Sim. >> Gente, agora eu que quero fazer a o o gancho aqui com o que Mateus falou. sobre essa questão das tribos de Israel, porque é muito interessante que a gente tem uma pista disso ali também logo no início do Evangelho de Lucas com uma personagem que eu sou apaixonada e talvez seja um detalhe que passa batido aí para muita gente, mas a gente tem uma senhorinha muito linda que é a profetiza Ana, que tá o tempo todo lá no templo orando, né, muito idosa, tal, né? Tava ali adorando a Deus.

¶79Ela ali também reconhece eh eh o menino Jesus. E ali é interessante que é dito que a profetiza Ana era a filha de Fanuel da tribo de Aer, que é uma informação que parece que não faz muito sentido, né, depois de todo esse rolê que teve, especialmente depois do cativeiro da Síria. Mas por que que ele tá trazendo de volta uma dessas 10 tribos aí? porque justamente ele está eh eh as profecias de de Isaías e outros profetas de uma reunião de Israel novamente. Então, perceba como cada pista aí nesse evangelho, cada pequeno detalhe ele conta nessa nossa história.

¶80Bom, então agora a gente vai continuar aqui nessa jornada lucana, no segundo livro de Lucas, que é Atos dos Apóstolos, onde todo mundo sabe que ali no começo a gente tem, né, a história do Pentecostes, do nascimento da igreja, né, eh, em no capítulo dois, em Atos capítulo 2. E a gente tem algo muito interessante aí que vai se conectar com aquelas histórias, com aqueles textos lá do Antigo Testamento, que nós já mencionamos alguns, mas também se você voltar lá no primeiro episódio, você vai ver a ideia de de uma das rebeliões aqui, eh, vai aparecer novamente. Isso a talvez não fique tão claro, vai ficar claro pela narrativa, mas talvez não fique tão claro e eh pela tradução, mas Lucas faz questão de escolher os termos no grego da da Septoaginta, que são exatamente os mesmos termos eh usados nos relatos de desses episódios lá no Antigo Testamento. Então, ele tá fazendo uma conexão muito intencional aqui. Então, vamos lá pro texto de Pentecostes, né?

¶81No dia de Pentecostes, todos estavam reunidos num só lugar. De repente, veio do céu um som como de um poderoso vendaval e encheu a casa onde estavam sentados. Então, surgiu algo semelhante a chamas ou línguas de fogo que pousaram sobre cada um deles. Aqui essa imagem já faz a gente lembrar um pouco aí das teofanias do Antigo Testamento, né? Então, Deus realizando alguma coisa aí.

¶82O texto prossegue. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito habilitava. Lembrando que a festa de Pentecostes era uma festa judaica e, portanto, os judeus da diáspora, né, aqueles que podiam, peregrinavam para Jerusalém nessa época. Era uma das festas de peregrinação. Então, Jerusalém tava cheia desses judeus que moravam em outros lugares, em outras nações estrangeiras.

¶83E aí continua no versículo 5. Naquela época, judeus devotos de todas as nações viviam em Jerusalém. Quando ouviram o som das vozes, vieram correndo e ficaram espantados, pois cada um deles ouvia em seu próprio idioma. E muito admirados exclamavam: "Como isto é possível? Como homens, eh, estes homens são todos galileus e, no entanto, cada um de nós os ouve falar em nosso próprio idioma.

¶84Eles aqui são partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia, da Capadócia, do ponto da província da Ásia, da Frígia, da Panfíilha, do Egito e de regiões da Líbia próximas à Sirene, visitantes de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo, cretenses e árabes. E todos nós ouvimos essas pessoas falarem em nossa própria língua sobre as coisas maravilhosas que Deus fez. Acho que tudo isso daí já te ajuda a lembrar da ideia das nações, né, que nós já mencionamos aqui. Então, a gente tem todas as nações reunidas neste evento, né, que é um evento aí climático também, né, da da constituição da igreja e de concessão de autoridade agora à igreja para continuar essa missão de resgate de Jesus. E a gente também tem aí aquilo que nós chamamos de a reversão de Babel.

¶85Lembra lá de uma das rebeliões, né? Os o os o os homens ali querendo construir um uma torre, né? Um zigurate, eh, para o seu próprio nome, né? Eh, e Deus eh ali conversa com com os Elohims, né? Ele confunde a língua dessas pessoas, desses povos, para que eh os intentos deles não se concretizem.

¶86Eles são dispersos, eh, formando as nações. E aqui você tem o Espírito Santo, né, que desce sobre aqueles homens e mulheres que estão ali reunidos, né, constituindo ali a igreja. e eles começam a falar nas línguas, né, que eh dessas outras nações, de modo que as pessoas que estão ali conseguem entender o que eles estão falando. E aí começa eh uma reversão disso. Então agora as línguas são dadas não para confundir e dispersar, mas para reunir e para resgatar essas nações que estão ali presentes, de forma que cada uma dessas pessoas vão voltar paraas suas nações e vai dar início a esse grande projeto de resgate.

¶87Então Lucas, ele alude a esses episódios e isso é muito interessante ver essa conclusão toda aí. >> Ou seja, o a batalha espiritual verdadeira ela é idiomática, né? é idiomática, porque a gente precisa levar o evangelho em todas as línguas. É isso. Eh, existe um anúncio ali desse grande rei que está eh eh que vem reivindicou o mundo por meio da sua própria obra.

¶88E agora a gente só traduz para outras línguas até que todos possam ouvir e acreditar que Jesus de Nazaré é de fato Messias. Muito bom, pessoal. Muito bom. Muito bom mesmo. Gente, considerações finais.

¶89Eu acho que a gente tem que finalizar justamente com o final de um dos Evangelhos, que é o Evangelho de Mateus, que é o texto que tá lá em Mateus, capítulo 28. Todo mundo conhece esse texto, o texto da grande comissão. >> Mateus, leia, [risadas] >> leia aí para nós, Mateus, o texto de Mateus 28. >> De Mateus, >> vou ler aqui. Mateus 28 a 20.

¶90Jesus se aproximou e lhes falou: "Concederam-me plena autoridade no cé e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos entre todos os povos. Batizai-os, consagrando-os ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e ensinai-les a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estarei convosco sempre até o fim do mundo. E é assim que Mateus termina seu evangelho.

¶91Esse final aqui, ele é extremamente importante. Em certo momento, durante a leitura desse evangelho, você vai encontrar Jesus falando: "Ó, vocês vão lá pregar, mas preguem somente aos as ovelhas perdidas de Israel. preguem somente para as ovelhas perdidas de Israel. Isso é é um pouco estranho, né? Tipo, Jesus quer ser o rei do mundo inteiro e quer somente o povo de Israel.

¶92Mas após a sua crucificação, morte, ressurreição e ascensão, Jesus recebeu autoridade e agora ele fala: "Agora sim, agora vocês têm que fazer discípulos do mundo inteiro. Agora eu tenho autoridade sobre todos aqueles que antes eu não tinha. Alguma coisa aconteceu nesse momento, nessa, nesse período da Páscoa, nesses três dias da Páscoa, que fez com Jesus obtivesse autoridade para que ele pudesse mandar esses discípulos, seus discípulos, fazer aquilo que ele veu para fazer, entrar num terreno no qual ele antes não deveria ter autoridade para fazer e concluir a sua obra de reunir para si um povo santo, um povo justo, a sua igreja e e colocaram o seu estandarte de rei sobre nações estrangeiras. E hoje nós somos esses estrangeiros que um dia ouviram uma pregação do evangelho. Estamos debaixo do estandarte desse rei.

¶93>> Muito bom. Muito bom. Gente, sem mais, né? Não é necessário eu dizer mais nada. Você que acompanha o episódio até aqui, nós ainda temos muito material bíblico para falar sobre a presença do concílio divino ali, principalmente Paulo, né?

¶94né? A teologia paulina apresenta isso. Nós temos um restante do Novo Testamento para isso. E se vocês fizerem bastante, teremos, teremos quarto episódio, mas depende de vocês, hein, gente. >> Exatamente.

¶95Mas vamos colocar a meta. Compartilha com o seu pastor da igreja. Não compartilha, não. Vai todo mundo achar que [risadas] é que a gente herege, >> que a gente tá não, não. Compartilha mesmo.

¶96Compartilha, curte, comenta aqui. Esse episódio realmente teve alguns empecílios para ser gravado, mas graças ao bom Deus nós estamos aqui reunidos para poder eh distribuir essa boa teologia. Vencemos a batalha espiritual e ainda tem muita batalha espiritual pra frente, porque a gente ainda tem a visão de Paulo >> sobre essa autoridade. A gente tem um jeitinho aí de Pedro para entender o que que aconteceu com Jesus aí nesse intervalo que Mateus falou e a gente tem o final da história, né, gente? Será que as duas famílias serão reunidas?

¶97>> Gálatas. A teologia de Gálatas, gente, é bizarra. Tem muita coisa boa. Apocalipse, né? Eu gosto que Apocalipse já explicou, já tá tudo certo.

¶98Tá tudo certo. Como se deu >> aí Paulo resolve ou tenta resolver. [risadas] >> Mas >> a verdade é a guerra das famílias terá um final feliz. dando um spoiler aqui para vocês. >> Exato.

¶99Exato. Então, teremos o nosso episódio quatro aqui do Conselho Divino. Comenta aqui embaixo, peça, encha o o ADM do Bíbo falando, vai ter, vai ter, compartilha com todo mundo. Gente, visualizações são muito importantes aqui pro Bibotal como todo manter aqui e trazer boa teologia, bom conteúdo para todos vocês, de maneira bem explicada, estendida. E é isso aí, pessoal.

¶100Eh, pessoal, obrigado, viu, Ct? Muito obrigado, Mateus. Muito obrigado. E nós iremos eh estamos junto, tamos junto. E até o próximo BTC, se assim o senhor permitir.