a tese
Boletim diário do Meio de 15 de setembro de 2026, apresentado por Yasmin Restum, aberto pela sessão em que o STF decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro.
aprofundar
não
É boletim de notícias diário, útil para acompanhar a crise do STF mas sem material que renda análise própria.
O que foi dito
- Edson Fachin abriu às 10h uma das sessões mais controversas da história da Corte, provocada pelo pedido de André Mendonça para investigar Moraes com base em relatório da PF com mensagens trocadas com o ex-dono do Banco Master, relatório cujo sigilo o próprio Mendonça levantou.
- Os bastidores giram em torno do rito: ministros ligados a Moraes podem pedir vista para adiar, e o grupo oposto pode antecipar votos caso isso ocorra; o Distrito Federal reforçou segurança com drones, câmeras e possibilidade de bloqueio da Praça dos Três Poderes.
- Moraes respondeu em documento de 44 páginas e 121 tópicos enviado a Fachin, chamando o relatório de farsa, negando qualquer indício de infração penal e atribuindo a iniciativa a vingança político-eleitoral de condenados pelo próprio STF.
- O procurador-geral Paulo Gonet decidiu representar pessoalmente a PGR na sessão, apesar de ter se afastado de manifestações sobre o caso Master depois que seu nome apareceu em mensagens, com o advogado Ciro Soares apontado como possível intermediário entre ele e Vorcaro.
- Atendendo exigência do grupo contrário à investigação, a PF entregou na segunda-feira cópias integrais dos dados extraídos do celular de Vorcaro aos gabinetes de Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e do próprio Moraes.
- Na véspera do julgamento, a PF deflagrou operação contra grupo suspeito de vender influência em tribunais superiores, com o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) entre os alvos; no despacho, Flávio Dino cita a percepção vendida de influência sobre Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
- O Conselho Federal da OAB propôs mandatos com prazo determinado para ministros do Supremo, limite a decisões monocráticas e regras contra conflito de interesse em eventos, cachês e viagens, num pacote de 24 medidas.
- Na pesquisa Quest, Lula tem 36 por cento contra 31 de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, e no segundo turno Flávio aparece com 42 contra 40, primeira vez que fica numericamente à frente desde abril.
- No restante do boletim: a União Europeia apresenta o Kids Act com idade mínima de 15 anos para redes sociais sem supervisão; estudo coreano associa remédios para emagrecer a depressão e comportamento suicida sem estabelecer causa; e a resposta chinesa, pelo Global Times, ao ensaio de Dario Amodei sobre desacelerar a IA, chamando-o de manual de Guerra Fria.