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Flávio faz conta pela metade | Reage!

a tese

Pedro Doria comenta a propaganda eleitoral gratuita da reta final e mostra que Lula e Flávio Bolsonaro disputam exatamente a mesma eleitora (mulher, classe C, periferia urbana do Sudeste), e que a conta econômica de Flávio é contada pela metade: corte de imposto com governo endividado exige corte de gasto que ele não nomeia.

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não

análise econômica competente de propaganda eleitoral, com a correção sobre Temer e a regulamentação das bets valendo como fato a guardar, mas é jornalismo de conjuntura.

O que foi dito

  • Abre com a propaganda de Ronaldo Caiado, centrada em programas para mulheres em Goiás (Mães de Goiás, Goiás por Elas, Patrulha Maria da Penha) e no compromisso de indicar quatro mulheres ao STF, como prova de que até quem não está na disputa real percebeu que a eleição é de voto feminino.
  • Analisa a peça de Flávio Bolsonaro sobre endividamento: renegociação de dívidas, limpeza de nome, “tesouraço” nos impostos e queda de juros pela redução da dívida pública.
  • Faz a objeção central: se entra menos imposto e o governo já está endividado, o corte de gasto precisa ser maior, e o lugar mais fácil de cortar são as concessões tributárias herdadas, o que na prática é aumentar imposto; se não for ali, será saúde ou educação, e ele desafia o candidato a dizer onde vai cortar.
  • Registra que não afirma a impossibilidade do plano, só a omissão do outro prato da balança, e chama de irritante o “passe de mágica” da campanha.
  • Comenta o bloco “papo reto” de Flávio (fim da saidinha, redução da maioridade penal com carteira de motorista aos 16) sem desenvolvimento.
  • Corrige a peça que atribui as bets a Lula: a legalização veio no governo Temer, porque as apostas não eram ilegais e o dinheiro ia para empresas no exterior; a regulamentação coube ao governo Lula porque o governo Bolsonaro, que deveria ter feito as regras, não fez.
  • Explica a lógica fiscal por trás: o governo Lula regulamentou para arrecadar, porque parte do pressuposto de que o estado deve gastar muito, e observa que agora, ao fechar as bets, o governo não explica como repõe a receita.
  • Mostra a peça petista sobre imposto zero na cesta básica, canetas emagrecedoras no SUS, fim da escala 6 por 1 e a inflação de alimentos de 57% no governo anterior, além do ataque sobre dinheiro público enviado a miliciano preso pelo assassinato de Marielle Franco.
  • Declara a própria posição econômica (prefere mercado aberto e mais concorrência, discorda do estatismo do PT) mas nota a ironia de que o campo bolsonarista se diga nacionalista quando a peça de Lula é que ocupa o discurso de pátria e soberania.
  • Lê a aparição de Geraldo Alckmin como tentativa de falar ao eleitor antibolsonarista que não quer votar em Lula de novo, e conclui que a eleição se decide nessas mulheres indecisas: se ficarem em casa, Flávio ganha; se comparecerem, Lula ganha.

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