¶1[música] Oh. [música] >> [música] >> โ [música] [música] เฮ [música] >> [música] [música] >> 오. เฮ [música] [música] >> [música] [música] >> Salve galera, beleza? Aqui quem fala é o David novamente. Estamos aqui mais uma vez para reagirmos a mais um vídeo, OK?
¶2Dessa vez nós iremos reagir aqui o vídeo que o Mateus Benites fez em resposta a mim e também de certo modo ali ao realismo moral como um todo, né? Porque ele não respondeu só a mim propriamente, né? ele tentou avançar um caso em favor do emotivismo moral ali no canal dele, né? Então nós iremos nos engajar aí com os raciocínios que ele apresentou ali. Eu fiquei um pouco triste porque ele não chegou a abordar os argumentos que nós apresentamos.
¶3Nós apresentamos vários argumentos em favor do realismo moral. Nós apresentamos o estudo do Oliver Scott Curry, né, eh, de 2019, que é justamente o estudo de antropologia, né, comparada, publicado na Current Antropology. Ele não se engajou com aquilo, né? Uma decepção. Mas enfim, nós trouxemos vários pontos relevantes ali que ele não abordou e ele trouxe algumas problematizações ali que a gente tinha respondido basicamente e fez uma defesa não muito adequada contra a objeção do problema Frigidit, né?
¶4E eu estou aqui novamente com o meu amigo Bruno Sank, justamente para tratar sobre esse assunto. Enfim, se apresenta aí pra galera Sank. >> Olá, pessoal. Meu nome é Bruno Sankey. Eu sou psicólogo e doutorando em filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia com período sanduíche na Universidade de Oxford.
¶5Eu também tenho um canal no YouTube onde eu posto vídeos sobre filosofia, teologia, psicologia e temas relacionados, canal Bruno SK. E eu também faço uma pesquisa noutorado na área de metaética. Eu estudo a natureza semântica dos juízos morais e propõe uma perspectiva híbrida, uma perspectiva que combina cognitivismo e expressivismo numa abordagem mais completa. H, e eu agradeço o David Ribeiro pelo convite. Eu ainda não assisti o vídeo do Mateus Benites, então eu vou assistir durante o react.
¶6Exatamente. O SK ele combina, né, faz uma combinação entre teses que aparentemente são, pode suar para alguns meio conflitante, né, que é o expressivismo cognitivismo, mas ele tem uma uma tese interessante sobre esse ponto aí e eu trouxe ele aqui comigo justamente para nós analisarmos o vídeo do Menitzes, porque ele é especializado na área também, né? Ã, academicamente, inclusive. Então, acho que vai ser interessante aí nós analisarmos mais uma vez os argumentos e os raciocínios que o Ben apresentou em favor do emotivismo, né, de certo modo, né? Então, dou um salve aqui pra galera que tá chegando primeiro, né?
¶7tá o nosso amigo Samuel Oliveira, né, que é o Nel Rio Miano Cético. Salve. Falando nisso, ele mandou pra gente, né, ele chegou a pedir lá a pro Benites, né, ele enviou um e-mail pro Benites pedindo as referências. Eu cheguei a dar uma olhada nas referências e assim, tem algumas coisas lá que não não tá bem nos textos ali, não. Eu vou comentar um pouquinho mais na frente, né, durante o o vídeo, eu vou comentar um pouco sobre algumas coisas lá que eu não visualizei ele extraindo desses textos aí, não, né?
¶8Mas tudo bem. Ah, vamos lá. Ahã. O Nel Himen ele diz o seguinte: "Incrível como o Benides ainda acha incontro Humm sendo não cognitivista emotivista. Giovanni Lunar não acredita que Hilm é emotivista.
¶9Red Cliff não acredita que Hilm seja não cognitivista. David Norton até considera que Hilm pode ser um realista moral. Carlota Salgadinho Ferreira tem um tem um artigo onde ela defende uma leitura quase objetivista e cognitivista de Hum, etc. Esses são exemplos de autores que não achariam a leitura do Benites correta. H, enfim.
¶10É, pois é, né? Eh, a impressão que dá é que, sei lá, ele tem ele ele tem uma leitura muito tipo assim, ele escolheu uma uma rota, né, uma linha de leitura ali específica do Hum, né, que é uma leitura possível. O próprio James Chamberlin que ele menciona, né, eh, que é um dos autores que ele que ele cita, né, digamos assim, é um é um ator que defende essa linha, mas tem outros que defendem que não, né, que R não é um não cognitivista nesse caso. Mas enfim, ao longo da live nós vamos deixar isso bem claro, né? Um salve aí pro Nico também.
¶11Salve salve o Vini mentalista, boa noite. Salve salve Mig Miguel lindo. Salve Miguel. Ó o Miguel aí hiperfoca em rum é o cara nano aqui o Samuel ele é hiper focado em Hum, tá? Ele sabe tudo aí que se de corte salteado sobre Hilm, sabe todos os comentadores, sabe tudo aí.
¶12Ele ele que é bom, por isso que ele foi lá pedir pro Benit as referências e trouxe para nós. Mas enfim, eh eu vou colocar aqui o vídeo do Benitzes. Deixa eu colocar aqui. Deixa eu compartilhar com o Sank. Porque o San está pelo Streamyard, então diga aí se você tá visualizando isso aqui.
¶13Tá, tá vendo aí? Tá, tá de boa, né? >> Estou vendo. >> Beleza. Então acho que podemos começar, né?
¶14Podemos começar o react aqui, acredito eu. Então vamos lá. Vamos ver o que que o Benitz trouxe para nós. >> Quando você diz, "Foi errado quando meu amigo mentiu para seu sócio, o que você está tá dando uma >> Eu respondo apenas que seu amigo mentiu para o sócio dele e que você desaprova dessa atitude." Então, tecnicamente, você só tá dizendo que seu amigo mentiu para o sócio dele e manifestando seu incômodo com isso. Termos morais ou avaliativos para usar um termo mais técnico, como bom, ruim, certo e errado, não adicionam nenhum sentido a uma declaração factual.
¶15Outro exemplo, doar para a caridade é muito bom pra sociedade. O que que tá sendo dito aqui? Apenas que quando a caridade acontece, eu tenho um sentimento de contentamento e que eu gostaria que a caridade fosse praticada. Se a ética se resume a isso, ela pode ser considerada conhecimento ou ciência? Não.
¶16>> Você quer comentar já alguma coisa sobre isso? Ou não? Deixa eu rodar mais um pouco. >> Então, quanta é, pode, pode rodar então mais um pouco que eu comento >> só mais um pouquinho, né? Vamos ver aqui.
¶17>> Porque os termos morais expressam emoções, variam em diferentes culturas e não há critérios para avaliá-los empiricamente. Por isso, a ética não é do âmbito do conhecimento, mas sim dos sentimentos. Declarações morais não expressam valor de verdade. São, como colocou o filósofo Alfred Jules Aer, pseudo conceitos. Esse é o cerne da posição conhecida como emotivismo na metaética, que é a área da filosofia que investiga a origem, o fundamento e a linguagem da moralidade, do fenômeno da moralidade.
¶18Ante >> é investiga também no caso ontologia, epistemologia e a psicologia moral. também tem todas essas tem relação também, mas enfim, a questão de motivação moral e coisa e tal, né? Mas enfim, vamos lá. das proposições normativas, antes da ética normativa, que é a ética que vai defender como devemos agir, vai argumentar pelo utilitarismo ou pelo consequencialismo ou por uma ética eudaimônica como aristotélica, prescrevendo ações. Mas na metaética, nós estamos primeiro tentando entender o que que é a moralidade, se ela existe de fato ou como no emotivismo são apenas expressões de emoções e sentimentos.
¶19O emotivismo faz parte de um ramo da mentaética que é conhecido como não cognitivismo, que defende. >> Só gostaria de deixar claro, tá, que apesar de de eu achar muito bom essa essa esse diagramazinha do do Hummer, né, eh ele ainda assim, apesar dele sumarizar as posições principais, ele não é exaustivo, tá? Tem outras posições para além dessas aí, né, na no na metaética. Tem pluralismo metaético, tem quietismo metaético, tem determinismo metaético, tem incoerentismo metaético, tem tem umas outras posições assim, né, que são um pouco mais ah um pouco menos conhecidas e menos relevantes, né, digamos assim, na discussão, mas ainda assim existem, né? Então tem até realismo quietista, realismo moral quietista, tem até isso também.
¶20>> Sim, sim. Ah, mas enfim, [limpando a garganta] de >> que declarações morais ou avaliativas não têm valor de verdade, não tem sentido, não são nem verdadeiras, nem falsas por isso. E o antirrealismo, que envolve além do emotivismo o subjetivismo, o nilismo moral, outras abordagens que vão ter posições diferentes, contrasta de >> antes da gente prosseguir, você gostaria de comentar alguma coisa sobre a parte inicial dele, o San? Ah, eu acho que no começo ele colocou uma tese, né, de do que que a gente quer dizer quando a gente diz que alguma coisa é errado, uma coisa é certa. Ele disse que a gente quer dizer, essa expressão é muito importante, apenas ah, que a gente gostaria que aquilo fosse o caso.
¶21Eh, o primeiro ponto que eu só comentaria assim, é que provavelmente não é isso que as pessoas querem dizer [risadas] se você fizer uma pesquisa. Aí entra a relevância da gente ter uma, pelo menos para ele fazer tipo de alegação que ele tá fazendo, ele precisa ter uma pesquisa, né, um estudo XFI de filosofia experimental >> para ter uma noção do que que a maioria das pessoas tendem a relatar. Eh, eu tendo a ter uma visão, eu eu eu tanto eu quanto o Rian, né, eu compartilho da mesma tese do Rian que eu endosso uma forma de pluralismo com predominância de realismo moral, né, e como tese metaética compartilhada pelas pessoas, né, digamos assim, em termos metaétic metaics, né, que a gente chama da metaética popular. Então eu tenho esse tipo de visão, né? Uma visão meio que pluralista, ou seja, pessoas às vezes elas querem expressar emoções, né?
¶22Elas querem expressar reações emotivas, né? Que não tem conteúdo cognitivo, né? No sentido aí do do emotivismo. Às vezes elas querem expressar ah um comando, né? Elas querem de fato comandar alguma coisa quando elas alegam algumas proferem alguma alegação moral.
¶23E às vezes no caso elas de fatão, né? E eu acredito que a predenominância dos casos, principalmente quando envolve os harmful action cases, né? que envolvem ações danosas, quando elas vão condenar uma ação danosa ou aprovar uma ação ali específica de punição com relação à injustiça, né, e perpetrada por alguém que fez uma ação danosa, aí sim, nesse nessas circunstâncias em específico, elas querem expressar a uma alegação moral que é passivo de circularidade verdadeira e que ela acredita que é independentemente das instâncias que qualquer pessoa tome com relação à aquilo. Então, acho que nessas circunstâncias é mais claro que o sentido ah que a folk metax, né, se alinha é um âmbito mais realista. hã, mais realista moral, digamos assim.
¶24Eh, então, a primeira coisa que eu acho que seria interessante o Benit trazer quando ele faz essa alegação de que, ah, você só quer expressar isso, as pessoas só querem expressar isso, né? Só querem expressar reações emotivas que não tm conteúdo cognitivo quando elas fazem esse tipo de alegação moral ou qualquer coisa assim. Eh, se ele quer fazer uma ligação sobre folk metaetics, né, metaética popular, né, sobre o que as pessoas e tendem, né, ou querem expressar na maioria dos contextos ou qualquer coisa assim, ah, ou de forma geral, né, que só elas só querem expressar isso, ele precisa de um estudo XY que suporte esse tipo de coisa, uma legação empírica, entendeu? >> Uhum. Eh, nesse caso, no caso das Harmful Actions, a gente tem o estudo do Souza, né, que até o o Rian mencionou no debate contra o Lance Bush, né, que ele teve recentemente, né, ele teve um debate lá num num stack, ele mencionou esse estudo que o Luis Bush não menciona, né, que é um estudo que fala, trata justamente sobre identificação de casos onde quando se trata de ações danosas pessoas tendem, né, de certo modo, que é esse estudo é de 2021, tá, pessoal?
¶25Vocês podem pesquisar depois do Souza, eu esqueci agora o nome do do rapaz, é alguma coisa Souza, eh, que é um dos ums autores ali, né, que conduziu o estudo. Ah, que no caso de harmful actions, de ações danosas, como sei lá, alguém esfaquear outro ou qualquer coisa assim, e a reprovação desse tipo de coisa, o tipo de alegação e de comprometimento moral que essas pessoas ilustram, eh, envolve justamente ver se você expressar uma alegação moral, né, ali, que tem, no caso, ali, eh, uma pretensão, né, de ser ah de relatar, né, um uma condenação moral independentemente das instâncias que qualquer pessoa tome com relação à aquilo, né? Ah, mas é isso, né? Então tem esse tipo de estudo ali, né, envolvido aí na na F metax que parece indicar esse tipo de coisa, né, né? E aí parece que no caso isso daí fornece o suporte, pelo menos para uma forma de pluralismo ah folk ali, né, que abarca um um pelo menos nesses casos mais específicos de Harmful actions, a um realismo moral, né, favorece uma interpretação realista moral da linguagem moral ordinária, né, digamos assim.
¶26Ah, mas é isso, né? Eh, tem outros estudos que tentam questionar algumas coisas assim, mas eh tentam estabelecer uma uma visão, né, no caso ali de folk metax que seja mais antirrealista e coisa e tal, mas esses estudos também são problematizados ali por outros e coisa e tal, né? Mas você quer comentar alguma coisa aqui? >> Sim, sim. É, inclusive tem um artigo do Benjamin Freezer sobre folk metaetics, chama Moral Eor Theories and Folk Metaics de 2014, que comenta sobre isso.
¶27Aí ele cita um estudo que fala que a maioria das pessoas não têm uma intuição moral relativista. Eh, mas tem artigos também visões como essa, então tem bastante debate assim em relação a esse ponto. Mas uma uma afirmação assim que a gente precisa considerar assim, o primeiro é o que a pessoa tem de intenção quando ela faz uma afirmação ou expressa um juízo moral, se ela quer apenas expressar uma desaprovação dela, se ela quer expressar que a sociedade como um todo endosse a posição que ela tá colocando, eh o que exatamente as pessoas querem dizer quando elas dizem que algo é certo, errado, bom ou mau. Então tem esse primeiro ponto. Ah, o segundo ponto é a tese que ele tá colocando como uma tese semântica.
¶28E aí a questão é que isso se sustenta em como a linguagem moral acontece. Então, a, por exemplo, a gente faz argumentos usando linguagem moral, a gente usa conceitos e sentenças morais em eh implicadas ou embebidas, não sei como é que fala em português, mas eh incorporadas em condicionais. E aí >> é incorporadas incorporadas incondicionais. E aí a gente precisa colocar assim, né? Esse uso dos conceitos e dos juízos morais, eles podem ser suficientemente explicados como expressando apenas algo atitudinal, ou seja, algo que não tem valor de verdade.
¶29E esse é um outro elemento, assim em relação às posições, né? Ah, eh, o Hilmer classifica pelo eixo realismo e antirrealismo, né? Eh, existem outras maneiras de classificar. O Richard Hair classifica pelo eixo descritivismo e não descritivismo. O eixo que eu mais gosto de classificar é tomando como eixo principal cognitivismo e não cognitivismo, né?
¶30Então seria a assim, né? Se você acredita que um juízo moral expressa uma crença, eh você é cognitivista. Se você acredita que um juízo moral expressa alguma coisa que não é crença, aí você é cognitivista. E essa crença, né, eh, se você é cognitivista, ela pode ser verdadeira ou falsa em sentido substantivo. Aí vai ter várias posições.
¶31Tem posições que vão falar que todos os juízos morais são falsos, que é o que a gente chama de or theory ou teoria do erro do MAI. H, a gente temas que vão dizer que algumas sentenças são verdadeiras em virtudes do da crença pessoal do sujeito. A gente chama isso de subjetivismo. E existem as perspectivas objetivistas que vão dizer que os juízos morais são verdadeiros em virtude de algo que não depende das crenças ou opiniões de indivíduos ou grupos particulares. Essas são as perspectivas objetivistas.
¶32E dentro das perspectivas objetivistas, aí sim a gente tem perspectivas naturalistas e perspectivas não naturalistas, né? as naturalistas vão de alguma maneira colocar os fatos morais no interior da do mundo natural de alguma maneira. Mas isso isso isso é bastante complexo, na verdade, porque existem várias formas de naturalismo. Algumas vão identificar as propriedades morais com propriedades naturais empiricamente investigáveis, enquanto outros vão interpretar que as propriedades morais são propriedades de clusters, eh, de conjuntos de propriedades naturais. Eh, e a gente tem as perspectivas não naturalistas, né?
¶33nas perspectivas não naturalistas, as propriedades morais, elas não são propriedades naturais, elas são propriedades ou fatos não naturais. E aí a gente tem várias perspectivas, sendo uma delas o intuicionismo, eh, que é uma das perspectivas dentro do não naturalismo. E a gente tem, além do cognitivismo e do não cognitivismo, a gente tem as perspectivas híbridas que de alguma maneira vão combinar tanto elementos ah do juízo moral expressar crença quanto expressar outros tipos de atitudes que não são crenças. Essas são as chamadas perspectivas híbridas. E a gente também tem perspectivas quiistas.
¶34E aí tem vários tipos de quiismo, inclusive perspectivas quiistas realistas e tal. Algumas perspectivas quiistas vão questionar a própria utilidade de investigar essas questões metaéticas. Outras vão questionar a própria possibilidade de ter uma resposta para essas questões. Alguns vão dizer que não tem resposta, outro que não é útil fazer esse tipo de pesquisa. Eh, tem diferentes perspectivas nesse sentido, mas é dessa maneira que eu costumo classificar.
¶35A minha perspectiva, ela tá dentro da categoria de hibridismo. Quer dizer que eu acredito que um juízo moral, ele expressa ao mesmo tempo eh duas a a dois elementos eh irredutíveis um ao outro. um que é uma crença, que ela pode ser verdadeira ou falsa, e outra que é uma atitude conativa que expressa tanto uma emoção de aprovação ou desaprovação, quanto uma certa atitude prescritiva ah do que se deve fazer a partir daquilo. Então, a minha perspectiva é que um juízo moral ele é uma ele expressa do esses dois elementos ou dois aspectos. Então o juiz moral ele tem um duplo aspecto e eu sou objetivista, o que significa que eu acredito que a verdade de juízo moral pode ser avaliado de acordo com critérios objetivos, eh critérios que permitem a gente saber se algo é objetivamente verdadeiro ou objetivamente falso.
¶36E eu também acredito que a dimensão conativa ou expressiva, ela também pode ser avaliada de acordo com critérios objetivos. O que significa que eu acredito que existem emoções objetivamente apropriadas que devemos ter diante de certos comportamentos. Então, a o a objetividade também se aplica ao aspecto expressivo da linguagem moral. >> Perfeito, cara. Perfeito.
¶37Inclusive, a visão do san se alinha muito com o que a ciência cognitiva contemporânea, né, e a neurociência e a filosofia da emoção contemporânea trazem, né, de certo modo, né, a biologia evolutiva também contemporânea sobre a relação entre as emoções, né, enfim, a >> os estados conativos com os estados cognitivos, né, que no caso ali as emoções elas envolvem um componente tanto afetivo, né, ou seja, conativo, quanto componente cognitivo, né, que envolve no caso ali, enfim, a uma racionalidade estratégica, uma racionalidade ali que contribui pro âmbito, no caso, da do favorecimento, né, de você ah evitar, né, certas situações ali específicas que ah podem gerar um dano para você ou algo assim. Então, existe uma certo nível de vc de vínculo, né, da noção de racionalidade estratégica com a questão da aptidão, com a questão da da racionalidade substantiva, né, envolvendo um âmbito ali estratégico e coisa e tal. E tudo isso envolve justamente uma relação entre a a a reação emotiva específica que você tá tendo ser apropriada com relação aos estados de coisas que você está ah eh que você está enfrentando, né, ou que você está diante dele, né? Eh, então existem certos estados de coisas que propiciam com que seja razoável você se sentir emocionalmente afetado de maneiras apropriadas, né? Ah, então a visão do sunk ela ela captura esse ponto, né?
¶38Eu acho ela muito boa, acho muito interessante. Eu acho interessante essa visão expressivista, cognitivista dele. Ah, mas aqui, ó, se o Benites ele quiser adentrar, né, fazer essas ligações muito gerais, muito amplas, ele tem que ter pelo menos uma coragem em um ou mais estudos do XFY para poder favorecer a alegação dele, né? Ah, esse estudo aqui foi um que o Hrian mencionou num debate que ele teve com o Lance Bush, né, que o Lance Bush é um antirrealista moral aí, enfim, bem, como é que eu posso dizer, bem inconveniente, digamos assim, né? Ah, enfim, ele chega xincalhando a galera por aí, né?
¶39chega. Ah, já já deu umacalhada no Hummer, já deu uma xincalhada no David Enok. Não, não gostei muito da postura dele, né? Inclusive, ele chegou a me bloquear no Facebook porque eu questionei alguns pontos dele, né? Até um artigo do John Bson sobre a questão das intuições, ele não quis se engajar, enfim.
¶40Eh, já tive algumas interações não muito boas com esse cara, né? Ah, mas nesse artigo aqui que o Lb não menciona, que fala sobre justamente o caso das ações danosas, né? e que no caso parece que nesse estudo aqui, né, eh, foi ilustrado justamente uma uma identificação de de respostas, né, que são que se alinha justamente com uma instância objetivista no sentido relevante ali, né, da realista moral do termo, né, ó, aí aqui é dito no abstract aqui. Ah, é controverso se pessoas ordinárias eh consideram crenças sobre a irritude de ações danosas, né, digamos assim, como objetivamente corretas. Nossa hipótese deflacionária consiste com muito da evidência, ah, with much of the evidence, com muito da evidência, é que no caso pessoas são objetivistas sobre ações danosas que são percebidas como envolvendo injustiça.
¶41Quando duas partes discordam sobre se tal ação era é errado, as pessoas eh pensam, no caso que somente uma parte está correta. A a parte, no caso, acreditando que a ação é errada. Contudo, no caso, Sarkisian e colegas alegaram no caso que essa evidência é errônea, mostrando no caso que quando duas pessoas discordem, né, quando duas partes discordam, eh, são, no caso, a partir de radicalmente diferentes culturas ou espécies. Pessoas tendem, no caso, a pensar que ambas as partes estão corretas, uma posição não objetivista. Nós argumentamos que os estudos eh que os estudos de sarcasian, né, sarcas, tem algumas limitações metodológicas.
¶42em particular, participantes podem ter assumido que a a parte exótica ou alienígena, né, ah, compreendeu compreendia errado a ação errônea, né? E essa assunção, ao invés de uma favorecer uma genuinamente a instância não objetivista, pode ter contribuído para um aumento de respostas não cognitivistas, né? Ah, o estudo um replicado por Saquis resulta com os seguintes medidas de segmento, né? Seguintes medidas de segmento, né? Para lidar com os participantes, com as dos participantes sobre como como eh o exótico, né?
¶43a parte exótica, alienígena entendia as ações errôneas, do qual suportou suportou a nossa suspeita de que os seus resultados eram inconclusivos, né, são inconclusivos e, portanto, não constitui evidência confiável contra, no caso da hipótese deflacionária, que é essa hipótese aqui inicial que foi mencionada, né, ã, de que no caso das pessoas, né, ah, pessoas são objetivistas sobre instâncias de ações danosas, né, de ações ali danosas. Estudos dois e três eh modificaram o design providenciado, né? O design do Sarkisen e, né? Que eles providenciaram para providenciar um corte claro e mais confiável teste, né? Um teste de corte claro e mais confiável da hipótese deflacionária.
¶44No estudo dois, nós endereçamos os problemas potenciais com seu design, incluindo no que que consideram os asções participantes sobre como o a parte exótica alianígena entendia as ações anonosas. No estudo três, nós manipulamos as a capacidade da parte alienígena, né? H da da parte da alienígena, né, no caso para entender a ação errônea, né, a ação danosa, ah, a hipótese deflacionária, né, ah, os estudos 4A e 4B miraram na hipótese deflacionária, mas precisamente ao manipular percepções de justiça para ver o efeito na resposta objetivista, né? Eh, e para provar, no caso, a noção, né, favorecer, no caso ali a noção mais específica de objetivismo implicado pela nossa hipótese, os resultados completamente suportaram a hipótese deflacionário. E aqui é mencionado alguns desses casos, né?
¶45Eu não vou entrar muito por aqui, né, de certo modo, porque eu acho que o que eu acho que não vai ir muito para além da live, mas quem tiver interesse, dá uma olhada nesse estudo aí. Eu vou jogar aí no chat. Você quer comentar alguma coisa? Você já viu esse estudo, San? Sim, eu acho que eu acho que é o mesmo estudo que eu tinha visto umas coisas.
¶46Quase certeza. É, esse é de 2021. >> Tem quase quase certeza que é porque tem estudos tem estudos problematizando, tem estudos, né? Tanto dependendo que as pessoas têm uma intuição objetivista, quanto estudos problematizando. >> Sim.
¶47Uhum. Eu tinha visto um problematizando, mas eu não sei se se é o que foi citado nesse, não sei, não tenho certeza se é o mesmo. >> É, nesse aqui é citado uma apanhada de outros estudos, né, anteriores e vários problemas e e é mencionado alguns problemas metodológicos e algumas coisas também, né? Mas enfim, ã, vamos voltar lá pro reat. Pessoas é que esse tipo de coisa, se o Benides ele quer fazer uma ligação >> ã >> de foc metax, ele tem que fazer esse trabalho, ele tem que dar uma olhada pelo menos em alguns estudos de XFY.
¶48Ele não pode sair só fazendo isso da >> Esse esse esse que você falou é de que ano? >> 2021 >> de Ah, o que eu vi não é isso então não. Que o que eu vi é um de 2019 do poser e o Wide. >> Ah, sim, sim, sim. Esse daí, se eu não me engano, esse daí tenta é >> isso.
¶49Esse daí eles tentam defender que há um meor preno. Isso aqui nesse nesse artigo mais eh esse artigo que é mais recente, eles problematizam essa tese do Posler e do W. >> Entendi. Posler. Ah, entendi agora.
¶50Então >> porque é uma tese, é uma das teses que o Burs ele também recorre no na enfim na tese dele, né, de certo modo, que ele é um antirrealista moral. >> Perfeito. >> Mas enfim, vamos lá. Eh, bora, bora prosseguir aqui, senão a gente fica entravado. Mas assim, eh, ô Benites, se você for fazer essas alegações universais sobre folk metaffic, sobre o que as pessoas tendem a se comportar, você tem que fazer esse trabalho, tá?
¶51Não é só fazer isso daí que você tá fazendo, tudo bem? Fazer a aleação de armchair, ou seja, de poltrona. Tipo outrana, tem que ter que ir pro trabalho empírico >> diretamente com o cognitivismo, onde você encontra as posições do realismo moral, como o intuicionismo e o naturalismo ético. Eu vou falar nessa aula da minha transição do naturalismo para o emotivismo no meu processo de escrita da minha tese de doutorado nos últimos 4 anos. A minha tese é justamente sobre por o naturalismo ético e o intuicionismo ético falham nos anos mais recentes, desde que Alfred Jir, >> tá?
¶52Vamos ver porque que no caso o intuicismo ético e o naturalismo ético falham. Vamos lá. publicou esse livrinho aqui, Language, Truth and Logic, que nós vamos abordar muito na aula de hoje. A teoria foi modificada por filósofos como Simon Blackburn e Allan Gibard para o expressivismo no caso do Gibard e para o quase realismo no caso do Blackburn. A diferença entre as posições de Blackburn e Air são que Blackburn ele concorda que a ética não é do âmbito do conhecimento, que expressa outra coisa como emoções, mas não somente emoções.
¶53Ele fala também de atitudes, prescrição de normas, que vai ser também uma posição do hair, que é um outro filósofo metaeticista. E a posição, por sua vez, do Gibard, chamado expressivismo de normas, vai argumentar que não é apenas emoções que a ética expressa, ela também expressa atitudes, normas que vão além da emoção. Eu vejo a visão clássica do A como mais convincente, apesar de tudo. E é importante mencionar que quando o Air desenvolve a teoria do emotivismo, ele tá fazendo isso num contexto mais amplo, porque a teoria é exposta no capítulo 6 do livro. E no resto ele tá falando da sua teoria geral filosófica do positivismo lógico.
¶54Ele era um empirista radical do famoso círculo de Viena no começo da filosofia analítica. O emotivismo ele entra no contexto de uma teoria da linguagem, além de uma teoria ética ou meta? >> Na verdade, todas essas teses eh todas as posições não cognitivistas se comprometem com uma tese semântica, né? Ah, que não é que é distinta da cognitivista, né? Então todas elas têm uma tese linguística ali específica que elas se comprometem, uma tese semântica, né?
¶55Então assim, não é uma coisa exclusiva do emutivismo, é uma coisa geral das visões não cognentivistas, que elas têm uma semântica própria, né, nesse caso. Ah, >> correto, S? >> Sim, sim. No caso, eh, todas as perspectivas que entendem que um juiz expressa qualquer outra coisa que não seja uma crença, pode ser verdadeira ou falsa, ela é chamada de não cognitivista. é uma tese semântica do que tá sendo expresso.
¶56E aí, né, existem diferentes tipos de expressivismo, alguns comprometidos mais ou menos com alguma linguagem que possa eh ter algum tipo de critério objetivo ou não, ou se pode ser pode se falar em verdade, em algum sentido mais enfraquecido, ou se você eh destaca mais o aspecto das emoções ou do da atitude prescritiva ou da do de um plano de ação como no Alan Dibard. E aí depende e mas todas elas estão comprometidas com a ideia de que o juízo moral expressa alguma coisa que não é uma crença, digamos assim. >> Exato. Exato. Exato.
¶57Um estado que não é cognitivo. >> Isso. >> Vamos lá. >> O positivismo lógico com seu princípio da verificação, eu não vou entrar em muitos detalhes sobre isso, não tem mais a força que ele teve em meados do século XX. já é vastamente desacreditado, mas a teoria do emotivismo, com suas ramificações mais recentes, permanece sendo uma das fortes opções da metaética.
¶58O emotivismo também ficou conhecido popularmente na academia como a teoria do bu e do irra. Quando você diz doar para caridade é muito bom, é como se você tivesse simplesmente fazendo o seguinte: irra caridade. Ou quando você fica sabendo de um terremoto que deixou centenas de mortos em algum lugar do mundo e você diz que isso é ruim, é como se você tivesse falando: "Ah, terremoto, caramba". Ou então você fica sabendo que um determinado político é corrupto e você vai nas redes sociais e faz uma dissertação que contém variações da seguinte declaração: corrupção é errado. O que você tá fazendo na prática é: "H, corrupção!
¶59Uh, fora!" E o observa que aqui não há apenas uma manifestação da sua emoção de descontentamento, de insatisfação ou até de irritação com relação à corrupção ou um fenômeno semelhante, mas também há uma exortação para que outras pessoas partilhem dela. Então veja que a função dos termos morais não é denotar nenhum valor de verdade, não é se referir a qualquer propriedade existente no mundo, mas tão somente expressar emoções e exortar ações. Seja bem >> novamente, você tá fazendo isso como uma alegação geral de folk metaethics. Se é uma alegação de folk metaethics, você precisa de trabalho empírico que fornece algum suporte para isso que você tá legando. OK?
¶60>> Aham. Então seria interessante você mencionar algum estudo que você julga mais bem basado, com menos problemas metodológicos, digamos assim, para suportar o seu tipo de ponto, né? Como eu disse, tanto eu quanto o Michael Humer, né, por exemplo, né, que o Michael Hummer ele não endossa uma versão de realismo metaético, né, de realismo moral ali. Ah, ele não endossa no caso ali um uma visão. >> Calma aí, rapidão.
¶61>> Eh, eu não sei se as pessoas me ouvem. >> Ouvem, ouvem. >> Ah, tá. Eu ia aproveitar então quando você tá falando, pera aí rapidão. Eh, eu só ia comentar uma coisa bastante curiosa, né?
¶62Eh, >> tá, voltei, voltei. >> Ah, tá. Não, então pode pros pregui você tava, depois eu comento. >> É, voltei, voltei, voltei. Ó, o que que acontece?
¶63O >> Ai, ai, ai, >> ai. Ó, que acontece e o Calma aí, calma aí, calma aí. O que acontece? Eu eu o que tá vendo o pessoal aqui fazendo barulho, eu acabei não me distraindo, mas enfim. Voltando aqui.
¶64>> É, >> vamos lá. Eu eu tava comentando sobre o seguinte, que o ah o Michael Hilmer, né, e outros realistas morais, digamos assim, da linha que eu que o endos, por exemplo, Michael Hilmer, ele ele se intitula um realista moral modesto, porque ele alega que apenas algumas alegações morais visam expressar proposições. E, portanto, no caso, algumas alegações morais, né, nesse sentido, algumas alegações morais, de fato, se se envolve uma compreensão cognitivista moral, né? Uma compreensão ali a cognitivista moral acerca do acerca desses termos que são utilizados e, portanto, no caso, visa expessar ligações são passíveis de ser considerada verdadeiras ou falsas, né? Ahã ali em virtude de descrever, né?
¶65Visar descrever ou se referir a certos estados de coisas ou certos fatos, né, sobre a realidade, né, representar a realidade como se não tivesse certa maneira ou qualquer coisa assim, né? H, então ele não se compromete com at mais forte de que literalmente em todas as circunstâncias, todas as legações que as pessoas proferem são visando expressar proposições. Ele não se compromete com isso. Somente no caso que em uma boa parcela de contextos a as pessoas tendem a expressar proposições, né, e, portanto, se referirem a estatus de coisas e que algumas dessas proposições são verdadeiras em virtude de fatos que são independente das instâncias que essas pessoas tomam em relação a essas alegações, né? Ou seja, ele não se compromete com uma negação forte de que, ah, não, em nenhuma circunstância as pessoas elas só querem expressar as emoções delas ou elas só querem emitir comandos.
¶66Não, ele não se compromete com isso, Humer, né? Eh, ele defende isso, né? Ele chama isso de realismo modesto, né? H, realismo moral modesto, realismo modesto. Ele menciona isso no artigo dele de 2016, que foi publicado na Philosophic Studies, que é a liberal realisting skeptic eh skeptics, ah, onde ele faz o ele desenvolve o argumento dele do progresso moral, que é onde ele utiliza, né, de base ali para, enfim, ah, para dar a palestra dele lá no TED stock, né, de certo modo.
¶67Ã, mas é isso, né? Isso que eu ia falar, né? É que o pessoal fez barulho aqui, começou a gritar aqui do lado. Aí eu até Mas >> é, eu ia comentar, eu ia comentar uma coisa curiosa sobre o Alfred. Ah, o por mais que o Alfred seja classificado como emotivista, o Derek Parft fala que quando o John Maki publicou o artigo dele sobre teoria do erro, eh, o Alfreder disse que era isso que ele queria dizer.
¶68Então assim, é bem curioso porque ah, o Alfred e quando ele leu o artigo do John M sobre your Theory, que fala que na verdade todos os juízos moral morais são falsos, né? Porque o John fala assim, né? Ah, que as pessoas elas têm elas têm a intenção de expressar uma proposição. Então, a intenção eh na linguagem moral eh das pessoas é expressar uma proposição. Então, elas têm intenção de expressar uma proposição.
¶69Então, elas estão expressando uma crença, ah, quando elas fazem afirmações morais. No entanto, como não existem verdades morais eh de fato, todas as essas essa intenção ela falha. Ou seja, essas pessoas ela ou se assim, elas a intenção não falha, né? A intenção se ela procede, elas expressam uma proposição, só que essa proposição ela não é verdadeira, ela é falsa. E aí quando o Alfreder leu o artigo do John M, ele disse assim: "Era isso que eu deveria ter dito".
¶70Então o Afri, provavelmente quando ele tava formulando a sua teoria, ele só não se expressou bem. O que ele queria dizer é que sim, as pessoas querem exprensar expressar afirmações. O problema é que como não existem verdades morais, todos os juízos morais eles são, na verdade falsos. Eles são eh eh eles eles não são verdadeiros. Então, de acordo e pelo menos com o que o Derek Perfect fala no está no One matters volume 3, pelo menos de acordo com o Derek Perpet, na verdade o Alfredar a ele tava muito mais querendo propor uma teoria do erro do que uma teoria em motivista.
¶71Isso é um dado interessante assim, só para comentar. >> Olha só que interessante. Mas enfim, vamos lá. Vamos lá. Essa daí é bom, Benito de saber, né?
¶72Sétimo ano. >> É, é um dado interessante. >> Vamos lá. >> Bem-vindo ou bem-vinda à minha primeira aula sobre o emotivismo. Você está numa aula sobre filosofia profunda e agora é tarde demais, não dá mais para sair.
¶73Nessa aula eu vou expor o emotivismo. Eu vou falar sobre suas raízes, seus desdobramentos hoje e também vou responder a principal objeção contra o emotivismo, que é o problema fregit. Eu vou fazer um vídeo separado que tem mais relação com a minha tese de doutorado, que explica por que as teorias do realismo moral, pelo menos as mais populares, o naturalismo ético e o intuicionismo ético, não se sustentam diante de certos argumentos. Então fique de olho para esse vídeo. Eu eu assim eh uma coisa que eu tenho vai dizer é o seguinte, Benit, se você quer refrutar o realismo moral, você tem que entender pelo menos os principais argumentos em favor dele.
¶74Então assim, pela, por favor, cara, nessa sua tese, por favor, cara, pelo menos leia o livro do Enok, leia o livro do Eric de Winner, leia o livro, releia o livro do do do Humer, né, o Etherical Intuitions, porque nem os argumentos do Etical Intuitions parece que você conseguiu lidar muito bem. Ah, faça isso, cara. Lê o livro do Rusal, do Teres Conal, lê, lê, lê, lê. E assim, reflita com mais cuidado, com mais calma e desenvolva sua tese, entendeu? Desenvolva sua tese com mais calma.
¶75Só isso que eu digo, beleza? E quando você for fazer alegações sobre foco, meta é meta popular, digamos assim, se baseia em pelo menos um ou mais estudos XFly, OK? Pelo menos isso, OK? Então, só isso, só isso. Mas enfim, vamos lá.
¶76Também já deixa a sua curtida, hype o vídeo para que mais pessoas tenham acesso, porque esse tipo de vídeo geralmente tem menos visualizações no meu canal do que os vídeos mais sobre mitologia e filosofia da religião. Então eu conto com a sua ajuda. Muito obrigado e vamos nessa. [música] Então, qual era o contexto quando Aer publicou o Language Truth and Logic? Esse livrinho aqui que vai ser o principal, a principal referência da nossa aula e que eu vou deixar aqui na descrição, porque ele tá com preço bom na Amazon para quem lê inglês.
¶77E ele foi uma resposta, de certa forma, como os filósofos preocupados com a ética estavam fazendo no momento, a esse outro livro aqui, Pinkip a Ética, do George Edward Moore, que lançou as bases da metaética. fazendo essa separação entre ética e metaética, ética normativa e metaética e se identificando com a posição do intuicionismo, que hoje é defendida pelo filósofo Michael Hilmer, por exemplo, que eu já entrevistei aqui no canal. Mas então, o intuicionismo, >> vale lembrar que não existe só uma forma de intuicionismo, inclusive tem um texto recente da até, >> é, tem até intuicionismo afetivo. >> Uhum. >> Ó, ethical intuitionismo, que agora não é mais o artigo do Philip Strton Lake, né?
¶78na Stanford eles atualizaram nada agora de deixa eu ver quem é o nome delas eu sempre esqueço, ó. Deixa eu ver aqui, ó. É do Matthew Asbedck, eu não decorei ainda o nome dele. Matthew Asbag. Ó, aqui, ó, teve a atualização, tem uma sessão, ó, que fala sobre justamente intuitive sims.
¶79Intuitive simings. Eu vou até colocar aqui pro Sun que eu até mandei pro Sunky a esse texto do Matthew as BCK atualizado, onde você tem autores que devem do Hilm, inclusive, conforme o meu amigo, o Samuel chegou a comentar. Aí você tem, no caso, os neorracionalistas, né, a tradução racionalista, né, eh, que visualiza as intuições éticas como intellectual seings, né, ah, que são os neorracionalistas, mas tem aqueles no caso, que mantém que as as intuições éticas elas são sentimentalingss, aparências sentimentais. E aqui entra os que são afetados por ideias que são tipicamente vinculadas com quem? Com o próprio Hum, OK?
¶80Com o próprio Hum, certo? Então aqui é interessante, né? A gente saber que também existe isso, tá? Ô, ô Benitz, existe esse tipo de coisa. Mas enfim, vamos lá.
¶81Vamos lá. Ismo vai ser uma posição cognitivista e realista moral. Ela afirma que existem propriedades morais, fatos morais que envolvem propriedades morais objetivamente. E qual é a natureza dessas propriedades? Não é natural para o More e para os outros intuicionistas, porque você não pode decompor em partes.
¶82É diferente de propriedades da física, da química ou da biologia que eu tô entendendo por natural aqui. O mais importante pro More e pros intuicionistas é que essas propriedades morais elas são não analisáveis. Eh, você não tem como analisar o que o bom é. Quando você faz essa pergunta, você é levado a constatar que é uma pergunta em aberto. E o Mor tem um famoso argumento nesse sentido, que é o argumento da pergunta em aberto.
¶83Bom é felicidade. E aí você pergunta: "A felicidade é boa?" Você pode ainda fazer essa pergunta infinitas vezes que ela não vai ter sido respondida definitivamente ou não vai perder seu sentido. Bom é bem-estar. Se houvesse o bem-estar, isso seria bom? Seria ou bom?
¶84Então você fica numa posição que você não consegue esgotar respondendo que sim, você não esgota o conceito do bom, então ele permanece aberto, assim como o ruim, o errado, o correto. Então esses conceitos morais para o intuicionista, eles são acessados por uma maneira completamente diferente da maneira empírica com a qual nós acessamos as coisas naturais, da química, da física, da biologia, por exemplo. Ele é acessado por intuição ética. Eu intuo que o assassinato é errado. Eu intuo que quando o meu tio ou o meu amigo mentiu para seu sócio, aquilo foi errado.
¶85E vem com uma força, uma força motivadora, uma força que te >> forçosidade assertiva também. A intuição ela possui essa forçosidade asserível e esse siming, né? Intuitivo, né? Essa aparência intelectual, né? Que apresenta você a essa alegação como sendo verdadeira ou algo assim.
¶86tem um conteúdo proposicional envolvido, >> incentiva a afirmar isso. E essa é a natureza de uma intuição ética, uma faculdade misteriosa, né? >> Não, faculdade misteriosa não é um estado mental sugênis no caso onde dada uma reflexão intelectual primária, algo parece ser o caso para você. Não precisa ser uma faculdade especial, não precisa ser essa faculdade. Inclusive, tem tinha um vídeo do do Schmid, né, sobre intuições, >> onde ele comentava justamente sobre isso, distinguindo sentidos, eh, os sentidos ali de intuição que você pode ter, >> aonde um sentido envolve justamente a você postular essa ideia de uma faculdade especial, né, que é distinta de outras faculdades ah cognitivas ou qualquer coisa assim, não tem nenhum lastro, né, nenhum correlato neuro ah neural ali envolvido no seu cérebro, qualquer coisa assim.
¶87E também o sentido onde não demanda esse tipo de coisa, que envolve só um estado mental que se vincula com esse ah com com o aspecto, né, do processamento neural envolvido, né, abarcado justamente no seu cérebro, coisa e tal, né, que não precisa necessariamente envolver uma faculdade especial, né, e adicional a outras faculdades. Ah, >> perfeito. >> Mas é isso, né? Então vamos. >> Ah, >> mas o problema, tem vários problemas.
¶88Um dos problemas é que cada cultura vai ter intuições, éticas diferentes. Até cada indivíduo vai discordar. de intuições éticas, por exemplo, monogamia ou então guerra do Vietnã, ou então liberação das drogas, por exemplo. >> Tá, aqui o Benites, ele tá focando em questões morais mais difíceis, né? Em questões morais ali mais distantes e mais ah, como é que eu posso dizer?
¶89Mais controversas, né? Ah, na onde de fato tem um desacordo moral sobre algumas dessas questões. Eu acho que algumas dessas que ele mencionou não tem tanto desacordo assim, não, tá? Não tem tanto desacordo, mas outras questões têm mais desacordo, né? eh tem mais desacordo, como a questão da da própria liberação das drogas, né?
¶90Por exemplo, tem desacordo moral, a questão do aborto, tem desacordo moral, a questão, no caso ali da a da liberação das armas, tem desacordo moral, ah, enfim, a questão do veganismo tem desacordo moral. Eh, essas coisas têm desacordo moral, de fato, tem desacordo moral ali, certo? Eh, só que no caso, a, alguns desses desacordos morais envolvem uma dimensão muito mais de características envolvendo fatos relevantes, né, fatos eh descritivos relevantes, né, vinculados com o âmbito até mesmo empírico, né? Ah, e outros até fatos vinculados com o âmbito do domínio metafísico, mas não exatamente do domínio moral, especificamente, como status de pessoalidade do feto, se o feto é uma pessoa ou não, esse tipo de coisa, né? Então, é mais é uma discudância que envolve muito mais a dimensão, não exatamente moral ou valorativa, mas a dimensão metafísica acerca da do que que constitui, né, o que que caracteriza a as condições de identidade, né, e de persistência da pessoa ao longo do tempo, né, e que favorece, no caso, a atribuição de um direito moral para esses indivíduos, né, nesse caso aí, ah, o feto ou o embrião, né, eles têm direitos desde o âmbito da concepção, direitos morais, né, como direito à vida ou não tem, né?
¶91Então, esse tipo de coisa é o que gera o desacordo ah moral acerca da permissibilidade ou não do aborto e não exatamente o fato de dessas pessoas discordarem acerca dos princípios norteadores da atribuição, da razoabilidade de atribuição de estatus moral para pessoas em termos gerais, entendeu? Ah, de indivíduos em termos gerais, né? Ou algo assim. Ah, da da existência de características moralmente relevantes que permite a gente estender consideração moral para outras pessoas, né? Ah, nesse tipo de coisa.
¶92Ah, é aí que é mais controverso que haja discordância moral genuína, entendeu? Ah, quando essa questão do aborto especificamente, por exemplo, né? Eh, agora tem outras, né? A questão da da liberação da das armas ou das drogas ou qualquer coisa assim. Também tem outras questões ali envolvidas, né?
¶93Eh, e algumas que são não morais, inclusive. Então, assim, eh, além de não ser claro que, no caso que tá favorecendo essa discordância moral, seja a discordância acerca de princípios ou de julgamentos morais particulares, né? Eh, no, no caso da atribuição, ah, no caso do do de se guiar por certos princípios norteadores, né, para favorecer o julgamento daquele caso particular. Hã, mas ainda assim, no caso, mesmo que haja, né, mesmo que a gente conceda que haja esse desacordo que seja por características eh morais, né, propriamente sobre questões valorativas especificamente, né, de questões de princípios, de julgamentos morais particulares, de consideração consideração moral ou não de extensão, né, a aliás, de características razoáveis para extensão ou não de consideração moral para os outros indivíduos ou qualquer coisa assim. Ainda assim que a gente presuma esse tipo de coisa, eh, há muito mais acordo moral do que desacordo.
¶94Se a gente focar, por exemplo, nos sete princípios morais, né, universalmente compartilhados, que foram referidos ali pelo Oliver Scott Curry, né, ah, ali no num artigo que é o da publicado na Current Anthropology, né, que envolveu, no caso, estudo, a cerca de 60 sociedades diferentes, né, e a gente vê que sete regras morais são acordadas universalmente, né, apesar do valor do peso em cada uma delas ser razoavelmente distribuído de maneira distinta, dependendo da região, né, o peso moral que você atribui para cada uma dessas regras ali é um pouco mais é um pouco maior ou menor ali. e dependendo de algumas religiões específicas. Ainda assim, todas endossaram esses princípios, essas regras, né? No caso ali, respeitar os mais velhos, ah, respeitar, no caso a propriedade, ah, respeitar no caso, ah, aliás, partilhar os recursos de de uma maneira mais igualitária, ah, no caso ali ter um ter uma deferência com relação às autoridades, ah, enfim. Hã, teve mais dois, eu acho, né?
¶95Teve teve mais dois, foi na verdade só sete, né? Então, teve mais uns três ali, né? três regras morais ali que são universalmente vistas como acordadas, né, de acordo com esse estudo, pelo menos, né, eh conduzido ali, né, liderado ali pelo pelo Curry. Eh, e aí o que acontece? Eh, se isso é o caso, então temos aí uma evidência de um acordo amplo acerca de regras morais endossadas.
¶96Então aí já tem um problema aí para essas teses de que ah não, mas só existe desacordo. Se a gente ilustra que existe muito mais acordo do que desacordo, por exemplo, de que há um acordo de que ah, ausente de boas razões, né, ah, moralmente suficientes, ah, que justifica a pessoa mentira, ela não deve mentir, digamos assim, e que isso é uma crença muriana, né, digamos assim, é uma crença tipicamente compartilhada entre várias civilizações, né, de que pessoas que são mentirosas demais, né, que saem mentindo por aí, são famadas de mentirosas, não tem muita credibilidade, são rechaçadas socialmente, né, não são credibilizadas, né, tendendo-se credibilizadas, né, quando elas são descobertas, né, de forma ampla. H ali como sendo uma uma mentirosa frequente, frequente, tipo, não é só uma vez, duas, não é sorrateiramente a pessoalmente aqui aculará e ninguém descobre, né? Ou a maioria das pessoas não descobrem, não é? Quando a pessoa é descoberta mesmo, a pessoa é descoberta por um monte de gente, né?
¶97Essas pessoas tendem, essas pessoas mentirosas tendem a ser o quê? Rechaçadas em todas as sociedades, porque elas não são pessoas que transmitem confiança, entendeu? não transmitem confiança ali. Eh, uma outra crença que a gente pode tomar como sendo muriana, né, como amplamente compartilhado, é a crença de que, no caso ausente uma razão moralmente suficiente, de uma razão moralmente suficiente que o justifique ali específica e especificamente, né, em uma das circunstâncias, você não deve matar, né? Ou seja, que matar é errado em termos gerais, a menos que no caso alguém apresente uma razão circunstancial ali que favoreça, né, uma superação desse dever, né, que é desse dever geral de não matar, né, algo assim.
¶98geralmente é visto, né, por todas as sociedades que mataram assim indiscriminadamente, sem uma razão ali que justifique é um, né, simplesmente pela diversão ou sei lá, porque a pessoa ah teve um ataque de fúria ou qualquer coisa assim, gratuitamente, qualquer coisa assim, não é não é bem visto socialmente, né, essas pessoas que têm esse tipo de comportamento, né? Então essa uma outra crença moral que claramente razoavelmente é plamente compartilhada. Então quando você tem esses tipos de crenças morais e essas regras morais que eu me referi, parece então ser o caso que a discordância moral ela se reduz a questões ali mais específicas, né? Eh, mais específicas ali e menores, né? Questões menores ali, digamos assim.
¶99Ah, óbvio, tem a sua relevância, né? A gente buscar uma solução nesse desacordo moral, mas ainda assim isso não representa uma ameaça pro realismo moral, né? De certo modo, né? eh, apresentaria uma ameaça, talvez, a realiz moral, se houvesse uma discordão, uma discordância moral mais ampla, né, digamos assim, quando não houvesse esse acordo nem sequer em sete regras, sete regras ali morais, eh, de forma universal, né, digamos assim. Se não tivesse isso, com certeza haveria um problema se houvesse cada sociedade endossasse um desses valores e as outras não, né?
¶100Aí já a gente teria um problema ainda maior, né? Aí o argumento do desacordo moral de fato, né? Geria um problema tanto pra questão da da divergência entre intuições, quanto pra questão da divergência de crenças, né? quer comentar alguma coisa, S? [roncando] >> Tá.
¶101Ah, tem duas coisas que eu ia comentar que são diferentes. A primeira que ele mencionou o problema da questão aberta do Jmore, ah, do princípio a é. Esse também igual é um dos textos também mais difícil de entender o que o o Mork realmente quer dizer. Porque assim, ah, com o que que ele quer dizer com não natural? Ah, pode parecer à primeira vista com que não natural ele quer dizer o que?
¶102Que não é não está aberta à investigação empírica. Porque realmente em certa parte do livro ele fala isso, que natural é aquilo que está aberto à investigação empírica. O problema é que depois que ele explica o naturalismo, o próximo capítulo é chamado eh como é que era o capítulo? O capítulo é sobre perspectivas de moralidade metafísica, que aí ele vai citar Aristóteles, né? Ele vai falar que a ética de Aristóteles também comete o mesmo erro.
¶103Ele vai falar que a ética platônica, se transformar o bem numa coisa meio platônica, também comete o mesmo erro. E aí é o curioso é que ele vai dizer que essas abordagens também cometem a falácia naturalista. Então, eh, quando o MOR quer dizer que uma propriedade ou um fato moral ele não é natural, ele quer dizer muito mais do que só dizer que não é um fato eh aberto à investigação empírica. Para ele, qualquer outro fato, seja natural ou não natural, que fosse identificado com o bem, seria um erro. Comete a falácia naturalista.
¶104Então, se você falar, por exemplo, né, um exemplo clássico, se você falar que o bem é o que Deus comanda, né, o comando de Deus não é um fato natural, é um fato metafísico, né, >> sobrenatural. É, metafísica é uma palavra ruim, porque o o Mor chama de metafísico. É, é um fato natural, a gente pode chamar, >> é um fato teológico isso. E aí o humor fala, né, mesmo a gente não interpretando o comando divino como um fato natural no sentido de aberta investigação empírica, a teoria do comando divino também comete a falácia naturalista. Agora, o mais curioso é que tem um texto do MOR que eu vou até ler o trecho aqui, que ele diz diz assim, né?
¶105Ah, tá lá no princípio, a ética é bastante certo que dois objetos naturais podem existir. Então, ele vai falar da matemática e isso é bem interessante, que aí esclarece um pouco o que ele quer dizer por não natural. Ele fala assim: "É bastante certo que dois objetos naturais, tipo duas cadeiras, elas podem existir, mas e o número dois?" Ele pergunta, né? Mas é igualmente certo que o próprio dois não existe e nunca pode existir. No entanto, dois e dois são quatro.
¶106E essa verdade, 2 + 2 é 4, não significa que o dois ou quatro existam. Ou seja, pro mor, o fato de uma coisa ser verdade não implica que ela precisa ter uma existência ontológica. Ele diz assim: "No entanto, certamente significa alguma coisa. Dois é alguma forma, embora não exista. E tem um outro texto comentando sobre isso que o More fala assim que assim como entidades matemáticas, o bem é, mas não existe.
¶107Isso é uma coisa muito esquisita. O bem é, mas não existe. Então assim, o o more a é muito difícil a gente classificar exatamente o que ele quer dizer, porque ele fala que o bem é algo que é, mas não existe. Então ele usa existence para falar que não existe. Então ele fala o bem é, is, the good is, but doesn't exist.
¶108o bem é, mas não existe. Então assim, é bem difícil a gente daí que também vem eh daí acredito que também vem aquela interpretação de que ele é um pluralista ontológico acerca da metaontologia, né? >> Isso. A e aca >> o bem a as propriedades abstratas, né? No caso fato moral abstrato do bem ou qualquer coisa assim, ele existe de um modo distinto das outras coisas, né, digamos assim, que são concretas.
¶109>> Isso é inclusive isso é uma >> Aham. Isso é uma uma coisa que o Derk Parpet também adota. Ele fala praticamente quase a mesma coisa. Ele fala que as propriedades morais elas são, mas não existem. Elas, ele diz assim: "Eh, se me perguntarem se eu sou realista, dependem do que querem dizer por realista.
¶110Se realista quer dizer que eu acredito que que os fatos morais são reais no sentido de que eles são verdadeiros ou necessariamente verdadeiros, então eu sou um realista. Agora, se por realista, quer dizer que eu acredito que propriedades morais são fatos ontológicos do mundo, que se a gente fizesse um inventário, um almochorifado dos entes que existem ontologicamente no mundo, então eu não sou um realista, ah, porque eu não acredito que as propriedades morais elas existam como fatos ontológicos do inventário do mundo, que é o que o Park diz. Então assim, eu particularmente eu segui a interpretação de que o Moore provavelmente tava tentando dizer alguma coisa parecida com que o Derek Perfect adota ou talvez parecida com que o Mainon fala, né? O Minon também distinguia coisas que existem, ele falava coisas que existem, coisas que subsistem, sei lá, ele distinguia assim, né? Existir, substir.
¶111>> Mas aí, mas a visão minuguiana, ela pressupõe um pluralismo ontológico acerca do do modo de ser, né? >> Isso. Então, >> isso. Aham. E aí, e aí isso pro pro Eu acho que o Parfet também pressupõe esse pluralismo.
¶112O Parfet não é tão explícito em dizer isso, mas a teoria a teoria tanto do Parpet quanto do More parecem pressupor que existir se diz de muitas maneiras. Então, digamos assim, quando eu digo que uma coisa existe, eu posso estar dizendo que essa coisa concretamente existe como algo que faz parte da metafísica, da ontologia do mundo. E eu posso querer dizer que essa coisa é o caso no sentido que não necessariamente tem implicações ontológicas fortes. O Derek Park, no caso, ele diz assim que ele entende que as verdades morais elas elas são reais no sentido de que elas são verdades necessárias, assim como as verdades matemáticas, e que e que quando a gente trabalha com verdades eh concretas, sobre entes concretos, geralmente a direção é assim, né? Você tem um ente e esse ente é um truth maker.
¶113Esse ente faz com que essa sentença seja verdadeira. O parfit fala que no caso de verdades necessárias é o oposto. Essas verdades elas são o caso e por causa delas a realidade é de determinado modo. Isso é meio estranho, mas é o perf as as verdades morais elas são reality maker, né? elas que fazem a realidade ser de certo modo.
¶114É uma coisa estranha, difícil de entender exatamente o que eles querem dizer por isso, mas então a a essas visões deles abrem margem paraa interpretação de que eles são pludistosológicos, de que eles são eles não são realistas genuinamente, né, acerca dessas propriedades no sentido robusto do termo, né, enfim, abre a mar para várias interpretações, né? >> Eh, por exemplo, o TR Marics interpreta o More tanto quanto o próprio Berton Ross como pluralista ontológico acerca da dos objetos abstratos, né, assim, das propriedades abstratas. >> Perfeito. Aham. propriedade >> é possível, então, é, é possível que o mor tivesse dizendo assim, qualquer tipo de abordagem que falar que o bem é uma propriedade ontológica ou uma propriedade concreta, uma propriedade no sentido ontológico robusto, cometeria a palácia naturalista.
¶115Qualquer uma, isso é bastante curioso. Qualquer abordagem que fizesse isso cometeria a falácia naturalista. Agora, lembrando, só para explicar que não sabia que é falácia naturalista, né? Não confundir com guilhotina de RM. >> É, são duas coisas diferentes.
¶116Lady de Hum é uma coisa, né? Ou guilhotina de Rum é uma coisa, né? que também às vezes é chamado de Lady Hilm também, né? E e a falácia naturalista é outra coisa. E a falácia de apelo natureza também é outra coisa.
¶117São três coisas diferentes. Uma coisa é uma coisa. O que é >> o que a gente brinca, né? É que a falácia do naturalista, a falácia naturalista nem é falácia, nem é naturalista. Mas assim, a gente fala brincando isso porque ela nem é uma falácia, porque ela não é sobre eh raciocínio, ela é muito mais sobre definição, é muito mais sobre a parte assim eh definir um termo em termos de outro.
¶118Então, se você pega um termo moral e define ele em em termos não morais, isso já cometeria a falar naturalista, porque toda vez que você tenta definir um termo moral e em um termo descritivo, por exemplo, ele perde a força normativa, ele perde o elemento normativo. Então você não consegue fazer isso. Então, toda vez que você definir bem em termos de outra coisa, alguém pode perguntar: "Mas é isso que eu devo fazer?" Ah, tipo, é, isso é bom mesmo? Toda vez que eu defino bom, por exemplo, em termos não morais, alguém pode perguntar: "Mas isso é bom mesmo?" Sei lá, alguém define, bom é guardar os mandamentos de Deus. Alguém pode perguntar, mas é bom mesmo guardar os mandamentos de Deus?
¶119Então, só dessa pergunta ser possível, eh, ela já mostra que a definição não pode ser essa. Ou seja, a questão sempre permanece em aberto. Se você definir bom é produzir felicidade, alguém pode perguntar: "Mas isso é bom mesmo?" Só eh, alguém poder perguntar, "Mas isso é bom mesmo?" mostra e de maneira não trivial, mostra que a o bem ele não pode ser definido em termos eh que não seja o próprio bem, ele não pode ser definido em outros termos. E pro more, qualquer tentativa de definir o bem em outros termos é falácia naturalista. Definir o bem qualquer termo descritivo é é falácia naturalista pro mor.
¶120Então, eh alguns até diriam que o que que o que ele tá chamando de não natural talvez fosse não descritivo ou não eh nesse sentido do pluralismo ontológico, né? que não é uma uma propriedade metafísica robusta. É bem difícil entender, mas seria por aí. Agora já a guilotina de Hilme já é uma coisa sobre inferência lógica e diz respeito ao fato de que a partir de sentenças descritivas, você não consegue eh inferir logicamente uma sentença ou um juiz normativo. >> Exatamente.
¶121É >> é Uhum. >> É isso seria a interpretação padrão e predominante da guilotina, né? Tem tem interpretações diferentes dela, >> tem outras interpretações. >> A principal dela é essa que às vezes é chamada de Lady Jum, né, também de certo modo. >> Uhum.
¶122Agora, uma segunda coisa que eu ia comentar que >> entre C e BBC >> é the the gap between being and and gap. OD gap. Is gap. Aham. Is aham.
¶123Ah, outro outro elemento que eu queria comentar é a segunda parte sobre desacordo. O que é importante, né? O objetivista moral, ele não pressupõe que vai ter acordo moral em toda circunstância, até porque pode pegar qualquer ciência. Hoje tem gente que nem concorda que a Terra é que a Terra não é plana, né? Hoje tem um monte de gente achando que a Terra é plana.
¶124>> Então, evidentemente, é, esse é um exemplo muito bom. Tem gente achando que a Terra é plana, é um fato da realidade, um fato objetivo e tem discordância. Tem gente achando que a Terra não é plana. Quando a gente encontra discord com em ciência, onde a gente costuma encontrar concordância entre pessoas que investigaram o tema profundamente, evitando distorões morais. Então, por exemplo, né, hoje a maioria das pessoas acredita, dos cientistas com PhD na área, acredita que existe aquecimento global.
¶125E hoje a maioria dos cientistas acredita que a Terra é um globo. Hoje a maioria dos cientistas acredita na teoria da evolução das espécies. Então a as pessoas comuns elas estão sujeitas a vieses cognitivos, a distorões psicológicas, a má informação, a ignorância ou falta de conhecimento. Então, em toda a área, toda a área, em toda a ciência, em toda a área do conhecimento, falta de informação, distorões cognitivas, vieses interferem no que uma pessoa acredita. Então, na verdade, a gente tem que a gente a crença do objetivista, né, é que em situações em que as pessoas estão pensando bem, evitando vieses, bem informadas, elas tenderão a convergir.
¶126Eh, e aí aqui também é interessante convergir nos mesmos valores morais ou convergir na nos mesmos princípios morais. Por quê? Porque aí o David Riiro já comentou isso, né? Porque tem uma diferença também entre os fatos não morais que interferem na crença moral de uma pessoa. Então, se eu acho que a vida começa desde a concepção e eu uma outra pessoa acha que a vida só começa lá na 20ª semana da digestação, nós nós temos uma discordância que interfere na nossa conclusão moral, que faz com que, por exemplo, a pessoa que acredita que a vida começa na concepção seja contra o aborto, e a pessoa que acredita que a vida começa só tardeamente seja a favor do aborto.
¶127Mas perceba que a a discordância não está na moral, a discordância está no fato empírico, né? Alguns acham que o feto já é uma vida, alguns acham que o feto não é uma vida ainda. Então, uma discordância sobre um fato não moral, um fato ah empírico. Nesse caso, então não é discordância moral, não entra como discordância moral. Ah, da mesma maneira, na parte de aplicação, pode haver discordâncias em termos de como você aplica um determinado princípio.
¶128Então, pode ser que num debate sobre aborto, ambas as partes concordem com o princípio da dignidade da vida humana. Ah, talvez eles vão discordar como que você aplica esse princípio na realidade. Então, na verdade, quando a gente tá buscando pensar em desacordo moral, a gente tem que pensar: desacordo é sobre o conteúdo moral, o valor, o princípio, ou esse desacordo é sobre o fato não moral, como feto ser ou não ser uma vida, ou esse desacordo é sobre como se aplica esse princípio. Porque se a gente pegar em termos de princípios e valores, é bem provável que o desacordo ele seja muitíssimo menor do que se supõe. É muito mais provável que as pessoas concordem na dignidade da vida, que as pessoas concordem que o assassinato é errado, que as pessoas concordem que o engano em geral é uma coisa errada, que as pessoas concordem em geral que o adultério é uma coisa errada, que a infidelidade é uma coisa errada, que a que a justiça é uma coisa boa, ah, que promover o bem das pessoas, a felicidade das pessoas é algo positivo, que evitar mortes desnecessárias é algo que importante.
¶129Então, eh, esses elementos são importantes, né? E outro elemento também importante é perceber se o sistema de crenças da pessoa é consistente, né? Porque às vezes uma uma pessoa ela defende uma coisa, mas é porque ela tá sendo inconsistente com os próprios valores dela ou porque ela não raciocinou bem e não percebeu que defender aquilo lá contradiz uma outra crença, né? Então algumas pessoas, por exemplo, são contra o racismo sem ser contra o especismo, sem ser contra diferenças arbitrárias biológicas para conferir o valor a um organismo. E aí essa pessoa pode ter uma inconsistência.
¶130Então, por isso quando a gente tá falando de desacordo moral, a gente tem que ver, a pessoa tá sendo só inconsistente? Será que na verdade só lhe falta informação? Será que na verdade a há uma discordança não sobre o ponto moral, mas sobre os fatos empíricos? E por fim, há uma discordância sobre a aplicação desse princípio, não sobre o próprio princípio. E aí eu acho que se a gente olhar só pros princípios, valores, geralmente a gente vai encontrar muito mais concordância do que discordância, especialmente entre as pessoas mais bem esclarecidas, que tomação, que pensam, que refletem sobre suas intuições.
¶131Porque uma última coisa para comentar, intuições não quer dizer que elas são eh verdade eh tomadas como verdade simplesmente porque elas estão presentes. intuições, elas podem ser revisadas criticamente, eh, colocadas diante de derrotadores. Então, por isso as nossas intuições, que valem ser consideradas são aquelas intuições que sobreviveram a um escrutínio crítico e que e que passam por uma visão mais bem informada e esclarecida. Só para comentar bastante coisa, mas é isso. Perfeito, perfeito, perfeito.
¶132É isso. E aqui tá o estudo, né, do ali do liderado ali, né, certo? De modo pelo Oliver Scott Curry, né, com com uma equipe de antropólogos da Universidade de Oxford, de certo modo, publicado na Cur Antropology, tá? Então o que a gente vai interessar esse estudo de 2019, né, um pouquinho antigo, né, mas não tão antigo assim, né, pelo menos não tão antigo quanto o que eu mencionei relacionado ao a à questão da da relevância, né, da crença da no livre arbítrio, né? H, que é justamente do Kath da Kathle Walls e do Jonathan Schooler, né, que eu me ensinei lá na parte da manhã quando eu tava no canal do Jorge Guerra Pires, né, quem tiver interesse também, eu tava no canal do Jorge, mostrar aqui para vocês antes de voltar pro reat.
¶133Hoje de manhã eu tive uma live bem legal com o Jorge Guerra Pires, que ele também entrevistou o Benitos, né, de certo modo antes. E ele me chamou, né, me convidou para participar do canal dele para dar o contraponto, alguns pontos relacionados ao emotivismo. Eu, infelizmente, eu não tive tempo de abordar todos os argumentos do Benites, mas eu vou abordar agora, né? Eu junto com o sangue. Ah, e aqui eu abordei pelo menos o a resposta que ele deu do ait, né, que não foi muito ruim a resposta que o Benit deu.
¶134Ah, então que a gente vai interesse aqui, ó, entrevista e diálogo sobre realismo moral com Jorge Guerra Pires, tá? E quem tiver interesse aqui, ó, participei lá, ele tá fazendo uns cortes bem legais lá, tá, pessoal? Então, se inscrevam lá no canal dele, vamos dar uma força aí, OK? Então, bora lá, bora voltar aqui pro, deixa eu colocar aqui pro Sun ver o vídeo do Benitz e bora voltar pro react. >> Uhum.
¶135>> Bora voltar aqui. >> Ah, e eu vou, deixa eu jogar o link aí do do estudo para vocês terem acesso, tá? Tá aí o estudo, tá no chat para vocês. Depois eu vou ver se eu deixo os links, comentário fixado também, tá? Isso.
¶136>> Vamos ver se eu deixo. Mas enfim, bora lá. >> Opa, acho que eu botei o coisa erradação aqui. Calma aí, deixa eu botar uma coisa certa. >> Hum, hum.
¶137>> Ah, agora sim. Beleza. Bora. Tem gente que vai dizer que é moralmente errado, tem gente que vai dizer que é moralmente correto e até obrigatório. E isso vai ser influenciado pela sua psicologia e pela sua natureza evolutiva de primata e pela cultura na qual ele vive com determinada religião, ideologia.
¶138É assim que a gente explica o fenômeno da moralidade. Então essa explicação é muito mais plausível do que você afirmar que existe uma propriedade. Bom, >> então eh o que o B tá litando aqui é um dos critérios pra gente duvidar de algumas intuições, né? Quando essas intuições são excessivamente vinculadas com o âmbito evolutivo, né, a gente consegue visualizar uma explicação evolutiva por do porque que a gente tem aquela intuição particular que favorece o exclusivismo de consideração moral de pessoas da minha própria tribo, por exemplo, né? Questões ali vinculadas com meu minha própria família ou qualquer coisa assim, né?
¶139Que não me permite eu estender consideração moral para outras pessoas muito distantes do âmbito ali regional ou algo assim. Isso indica que a gente deve jogar uma dúvidazinha nessa intuição, né? nessa intuição moral que fez eu formar uma crença moral sobre essa questão. >> Eh, intuições que se vinculam com âmbito de imparcialidade maior, né, de consideração maior moral para uma gama ampara de pessoas que vão parar além do meu círculo social, do meu círculo tribal, digamos assim, o meu círculo ali de vivência, né? H, as pessoas que eu tenho mais apego, mais afinidade, coisa tal, são intuições que a gente deve atribuir maior confiança, né, de uma restreabilidade de uma verdade acerca do domínio relevante, né, do âmbito relevante, né, uma verdade moral acerca daquela questão relevante, né, daquele domínio relevante.
¶140Isso é um dos critérios, né, um dos elementos de discriminação que a gente deve levar em consideração e que o Humber menciona no artigo dele de 2008, o revisionary intuition. Lá ele lista cinco critérios que servem, no caso, pra gente discriminar por entre intuições confiáveis ou ou não tão confiáveis assim, sendo no caso o elemento deles o aspecto de inculturação, o aspecto do vínculo evolutivo, muito direto, né, muito forte, a questão no caso da coerência, né, da coerência no caso intrapessoal entre essas intuições que a gente tem, a questão da coerência interpessoal dessas intuições. nossas intuições, elas são compartilhadas por pessoas de âmbitos muito distantes dos nossos, que não fazem parte desse círculo, dos quais a gente tem mais apego e coisa e tal. Isso ilustra, no caso que é mais provável que essa intuição seja mais confiável do que simplement outras intuições que no caso não são tão amplamente compartilhadas. A a questão dos vieses cognitivos sistemáticos em certas intuições, todas esses critérios são muito importantes pra gente avaliar quais intuições a gente vai atribuir maior peso, maior relevância e credibilidade e quais que a gente vai descartar ou diminuir a nossa confiança, entendeu?
¶141É basicamente esse o ponto e a gente já utiliza um meio desses de discriminação no âmbito das nossas experiências perceptivas. Olha só que interessante. Nas nossas experiências perceptivas com objetos externos a nós, nós já aplicamos critérios similares para discriminar percepções confiáveis, experiências perceptivas confiáveis de não confiáveis. Olha só que interessante. A gente aplica um critério similar.
¶142>> Então, da mesma maneira, um critério análogo se aplica com esses cinco critérios, né? Ali que o Rimer descorre melhor, né? Ele descorre ali de forma mais detalhada quais são os ciclos critérios de forma mais apropriada, né? Ah, nesse artigo, artigo de 2008, né? Que é basicamente esse aqui.
¶143Deixa eu pegar aqui. >> Intuitionismo aqui, ó. >> Esse artigo aqui, tá? Vou até jogar aí pro pessoal publicada na revista Social Philosophy and Policy, tá? Aqui nesse artigo ele lista os critérios de discriminação, né, que são cinco, pelo que eu não lembro, cinco, eu leio de cabeça.
¶144Quer ver? Vamos entrar aqui rapidinho para mostrar para vocês. >> Ah, de uma decisão do ministro, >> deixa eu abrir aqui. >> Vamos lá no na parte do dos critérios. Tem uma parte que ele sumariza os critérios.
¶145Ele coloca aqui, aqui, ó. Aqui, ó. Vamos lá. Quando nós colocamos junto, deixa eu colocar pro Sanket também, né? Tá.
¶146S que acho que é bom >> s que acompanhar junto com a gente superiores citados no caso. >> Ah, não, não é isso aqui não. >> A apuração de cada caso. O ministro afirmou que essação poderá definir como que está atua a votação ou não. Quando nós colocamos junto as considerações acima, o intuicionista, uma metodologia cautelosa, intuicionista e crítica, emerge.
¶147Enquanto a nossa teoria ética deve ser baseada em intuições, nós deveríamos não aceitar ou rejeitar um princípio ético solenemente na base de um apelo não crítico a uma única intuição. Nem deveria nós avaliarmos uma intuição, né, o valor progrativo de uma intuição solenemente em termos dos seus da sua força subjetiva. Ao invés disso, nós deveríamos dar um zoom em intuições de acordo com os seguintes critérios. Ou seja, nós deveríamos visualizar as intuições de acordo com os seguintes critérios, ó. Um, buscar um corpo substancial de intuições éticas que se enquadram bem juntas, ao invés de colocar força, grande força em uma única intuição.
¶148Dois, desconsiderar intuições que não são amplamente compartilhadas, que são específicas à própria cultura de alguém ou que implicam, no caso, avaliações positivas das práticas da sua própria sociedade e avaliações negativas das práticas de outras sociedades. três, desconfiar, né, desconfiar de intuições que favorecem formas específicas de comportamentos que iria tender a promover aptidão reprodutiva, particularmente se essas intuições falham em se ser coerentes com outras intuições. E quatro, desconfiar em intuições que diferentemente favorecem a si mesmo. Isto é, aquele que especificamente se beneficia ou positivamente avalia-se a si mesmo em oposto aos outros, né? Tem mais um critério aqui, eu acho que é mais para cá que ele que ele comenta, mas enfim.
¶149Me lembrava que era cinco, né? Mas aparentemente é quatro. Ah, mas enfim, esses aqui são os critérios. Esses aqui são os critérios, né? Esses aqui são os critérios que ele ilustra pra gente avaliar a confiabilidade das intuições, né?
¶150Das intuições. OK? Então aqui para quem tiver interesse, recomendo que leia esse artigo aqui, tá? Muito bom. Revisionary intuition do Human, OK?
¶151Então assim, é isso. >> Então há critérios razoáveis de discriminação e a gente já aplica critérios similares para discriminar entre percepções confiáveis, experiência perceptivas confiáveis e não confiáveis. na nossa realidade. [roncando] OK. Mas enfim, vamos lá.
¶152Bom, ruim, pairando nas coisas sem que seja reduzida as propriedades naturais, mas que a gente acessa misteriosamente por uma coincidência cósmica quando a gente tem uma intuição moral. >> [roncando] >> Então, é uma filosofia um tanto parecida com o platonismo, embora não seja um platonismo no sentido técnico, porque Platão defendia que existia um mundo transcendente das ideias. Então, os intuicionistas como Murton defendendo que isso dá no mesmo mundo, só é algo não natural, como >> Hum, >> tá errado isso aqui, hein? >> Tá tudo errado comentaç >> Mas não tem vári vários elementos complicados assim. Eh, só comentar brevemente sobre sobre a parte lá evolutiva, né?
¶153Tem tem um princípio que chama princípio da rastreabilidade genética, que é basicamente o que o David Ribeiro falou, que é assim quando a gente considera, porque assim, tem uma tem uma coisa que acontece na teoria da evolução que às vezes a gente desenvolve uma capacidade cognitiva que a origem dela é evolutiva, mas que ela passa a exceder essa função a função reprodutiva, a função de eh disseminar o gênese da espécie e passa a permitir com que a gente descubra verdades para além de uma função reprodutiva ou de sobrevivência. Um exemplo é a capacidade de raciocínio matemático. Então, provavelmente quando nós desenvolvemos a capacidade de raciocínio matemático, ela tinha uma clara ligação com a sobrevivência. Então, eu via dois, eu via dois tigres entrando numa caverna e de repente saía só um tigre, eu poderia fazer uma conta simples, entrou dois, saiu um, então ainda tem um lá dentro, então não entrarei na caverna porque ainda tem um tigre que pode me atacar. Evidentemente, esse tipo de raciocínio matemático facilita a sobrevivência e permite, então, com que eu possa sobreviver.
¶154Hoje nós fazemos coisas muito mais complexas com a matemática, como fórmula de báscara, provar o teorema de Gedel, descobrir, sei lá, se tentar descobrir se a conjectura de Gold Bar é verdadeira ou falsa, que não tem ligação clara com a e a a sobrevivência e a transmissão dos genes, o que nos indicaria, nesse sentido, que a essa capacidade foi muito além da capacidade de rastrear eh algo do ponto de vista da sobrevivência e que pode est permitindo que a gente conheça verdades eh que não necessariamente estão conectadas à sobrevivência. Se isso acontece no campo da matemática, né, inclusive o mesmo argumento do Benites poderia ser usado contra matemática nesse caso, eh, que as verdades matemáticas elas surgiram por evolução e, portanto, elas estão intuindo alguma coisa, objetos abstratos matemáticos, é, que não são verdadeiros, que a gente não tem como confiar na matemática, que as intuições matemáticas são falsas, porque elas visaram a evolução. Então, o que a gente pode fazer é um princípio que a gente chama de princípio de responsabilidade genética, é perceber assim quais que são dentro dessa faculdade aquelas crenças ou intuições que a gente desenvolveu por causa das pressões evolutivas, né? Então, ah, e separar daquelas que a gente tem por uma capacidade que vai além de uma função reprodutiva. E por isso a gente pode separar aquelas intuições que surgiram por causa de pressões evolutivas, como, por exemplo, achar que o membro da minha própria espécie é melhor do ou superior ao membro de outras espécies, achar que eu tenho eh mais deveres em relação a pessoas que estão próximo de mim do que em relação às que estão distante.
¶155Eh, e isso eh, são intuições que você consegue explicar por meio de pressões evolutivas. enquanto existem aquelas eh intuições que elas não eh estão ligadas a essa rastreabilidade genética, que são aquelas que não cumprem um papel eh claro ligado a pressões evolutivas, como o princípio de imparcialidade, né? A ideia de que eu devo considerar o interesse de todas as pessoas igualmente, independente de sua raça, cor, gênero ou até espécie. Esse é um princípio ou o princípio de que eu não devo condenar os homossexuais, né? Eles não reproduzem.
¶156reproduzir provavelmente é uma coisa boa para para reprodução da vida. É por isso, provavelmente que muitas pessoas têm intuições ligadas a condenar práticas homossexuais, mas um pensamento purificado, revisado, com raciocínio crítico levaria à conclusão de que não tem nada errado na homossexualidade, algo que é uma coisa que inclusive contradiz as pressões evolutivas. Agora o outro elemento, né, agora sim comentando a parte mais recente do vídeo, que agora eu comentei, eu até esqueci que eu ia falar, qual que era o ponto mesmo da última parte? >> O ponto dele é >> ele mencionou a interpretação para todo o mundo das ideias, o mundo das ideias, o mundo sensível e que mur tem uma visão diferente disso, porque no caso Mur ele acreditava que as propriedades abstratas existem nesse mundo e não sei o quê. >> Tá, agora alguns elementos, né?
¶157Primeiro ponto, eh, como eu já completei, eu já comentei que o Jmore ele tem uma posição bem mais complexa, né? Seja serado atom espéci pluralismo ontológico, é bem mais complexo. As propriedades e os fatos morais não existem no mesmo termo de alguma coisa que existe no sentido ontologicamente robusto ou metafisicamente robusto. Agora, um outro elemento, essa interpretação de Platão, é importante dizer, ela tá totalmente errada. É uma interpretação equivocada que é chamada de TwoW theory ou teoria dos dois mundos, né?
¶158É, às vezes você pega um livro do ensino médio ou um livro mais de mais geral de filosofia, história da filosofia, tipo do Geovan Reali, você vai encontrar que o Platão defendia dois mundos, um mundo sensível e o mundo das ideias. O fato é que Platão não diz isso em lugar algum. Platão nunca usa o termo cosmos para desescrever o plano das ideias. Ele usa a expressão topoi, que significa lugar, espaço. E ele tá pensando muito mais numa ideia de espaço lógico do que um espaço literal.
¶159Eh, ele não separava o mundo em dois. Na verdade, a relação entre os as coisas particulares, sensíveis e as ideias, ela é muito mais intricada, né, por causa da doutrina da participação. Então, na verdade, todas as coisas particulares, elas participam nas suas formas e é das formas que elas extraem todas as suas perfeições ontológicas, né? Isso é isso significa que todo particular ele está intrinsecamente conectado com a sua forma correspondente, né? Então no Platão não existe essa divisão entre um mundo sensível e um mundo transcendente, que seria o mundo das ideias.
¶160Essa interpretação de Platão, ela está equivocada, eh, e é uma uma já tem sido amplamente criticada na literatura sobre Platão, que é a interpretação da teoria dos dois mundos. Eh, em relação à à questão do não naturalismo, nem todo não naturalista está comprometido, primeiro, está comprometido com a ideia de que existe um objeto abstrato, misterioso, estranho. Eh, não necessariamente. Existem várias formas de intuicionismo, algumas mais platonistas, outras menos. E a própria ideia de intuição, ela ela não necessariamente é vista como uma faculdade misteriosa que apreende uma verdade metafísica abstrata.
¶161Na verdade, a questão é bastante mais complexa, assim. Por exemplo, Derk Parket, ele acredita que a é a nossa própria capacidade de raciocínio funcionando, que permite com que a gente descubra verdades morais não naturais, assim como a gente descobre verdades não naturais na matemática. Então aqui acho que a analogia com a matemática costuma ser um caso interessante, ah porque as verdades matemáticas, pelo menos as mais abstratas, elas não são verdades empíricas ou abertas à investigação empírica. Elas são verdades de natureza não natural, eh, mas que a gente de alguma maneira atribui a 2 + 2 = 4. Não é como expressão de uma atitude ou de um sentimento ou de alguma coisa.
¶162Geralmente a maioria das pessoas concorda de que 2 + 2 = 4 é uma espécie de proposição. Eh, claro, pode ter debate sobre isso, mas pelo menos na a na parte que a gente tá fazendo analogia com a moral, a gente pode pensar, né, 2 + 2 = 4 é uma proposição verdadeira. como que a gente sabe que 2 + 2 = 4 é verdadeiro, né? E aí isso é uma coisa interessante da gente pensar, é por intuição, é por capacidade de raciocínio e tem várias perspectivas não naturalistas que vão dar respostas diferentes a isso, mas nenhuma delas desenvolve uma espécie meio misteriosa, eh, de capital, uma coisa flutuando por aí. Eu acho que isso é um pouco retratar assim, é um pouco espantalhar um pouco do que é o intuicionismo, né?
¶163Porque a ideia é como se fosse assim, né? a gente tivesse uma percepção, tivesse, sei lá, um objeto abstrato flutuando por aí e a gente tivesse uma intuição intelectual pela qual a gente percebe esse objeto com algum tipo de faculdade, que não são os olhos da carne, mas são os olhos do intelecto. Mas nem todo mundo precisa ver intuição nesses termos. A a palavra intuição, ela pode descrever várias coisas diferentes. Pode escrever faculdade, pode descrever um um uma inclinação em relação à proposição, eh pode descrever um estado mental.
¶164Então, nem sempre a intuição vai ser vista como uma espécie de faculdade quase perceptual, pela qual você aprende objetos platônicos não naturais. >> Sim, sim, sim, sim, sim. Vai depender do intuicionista nesse caso. Também >> depende do intuicionista. >> Mas enfim, hã, >> para quem tiver interesse, né?
¶165Ah, o que que é intuição, David? Eu não sei o que que é intuição. Tem o texto que eu traduzi na naturalista do John Bson. Como filósofos utilizam intuição? Como filósofos, como 42 >> filósofos utilizam intuição.
¶166>> Intuição, >> pois três em três levantamentos, >> ó, como termo intuição, tá? Quem tiver interesse, esse texto do John B é excelente, tá? Onde ele rebate inclusive crítica ao uso das a noção de centralidade das intuições na literatura relevante de filosofia analítica contemporânea, tá? Eh, deixa eu jogar aí para vocês, >> ó. Joguei o artigo do Hummer aí, tá?
¶167De 2008, para quem tiver interesse, tá aí no comentário. Ah, agora joguei o texto que eu traduzi do John Bagson, tá? Aí na pensar na lista, tá? Ah, quem tiver interesse também, tá? Esse texto do John Bson tá disponível no vídeo sobre filosofia moral, aliás, sobre naturalismo, teísmo, naturalismo e ontologia moral, né, que é o Jeffer Lauder respondendo o Craig, né?
¶168Então, aqui, ó, no meu canal, quem tiver interesse, tem várias vários textos que eu traduzi relacionado a assuntos de intuições, eh, de argumentos desmascadores, como argumento evolutivo contra intuições morais, ã, teísmo, naturalismo e ontologia moral. Ó, quem tiver interesse é só entrar aqui, tá? Ó, uma resposta Craig, naturalismo, teismo e ontologia moral. Aí aqui, ó, tem esse vídeo onde o Jeffrey de Lauder rebate os suargumentos em favor do argumento metaético do do Craig em favor da inência de Deus. E aqui no comentário fixado tem todos os textos que a gente traduzir, inclusive esse daí do John Beon, tá?
¶169Para quem tiver interesse, OK? Esse aqui, ó, quem tiver interesse, OK? Então, então é isso. Então, bora. Deixa eu colocar de novo, né?
¶170Tirei disso aqui sem querer. Era para ter tirado. Não, >> o o amarelo não pode ser decomposto em partes. Você também não pode decompor o bom e analisar o bom no microscópio, mas tem esse problema da do desacordo e tem também sobretudo a falta de um critério. Na medida em que o intuicionista não consegue fornecer um critério, o emotivista pode muito bem, >> já ilustrei pro R alios quatro critérios critérios, né?
¶171Se eu não me engano, acho que ele menciona mais um lá na mais na frente no artigo, mas enfim, não interessa aqui. Eh, mas eu costumo sumarizar em três artigos, em três critérios principais, né, que eu fiz essa sumarização na minha discussão contra o Thiago Saquarema e o Alberto Trad, né, no Tubac junto com o meu amigo Ari Martins, né, que a gente foi do lado do ateu, né, contra os católicos tradicionalistas, debater lá e também no meu debate contra o Jadson Barbosa e o Diego Fernandes, né, ah, lá no diálogo livre oficial, tá? Hã, então, basicamente, os três critérios principais para discriminar entre intuições confiáveis ou não confiáveis é, basicamente critérios que são similares ao que a gente usa para discriminar entre percepções confiáveis ou não confiáveis sobre objetos externos, né, que a gente percebe no âmbito exterior, da realidade exterior ou coisa assim, cinco sentidos. H, coerência no caso intrapessoal, né, entre essas intuições, né, o quanto que essas essa intuição particular ela coere dentro de um âmbito de intuições mais amplas, né, das quais você atribui uma confiança maior nesse conjunto de intuições e você tenta fazer uma espécie de equilíbrio reflexivo na confiança que você atribui nelas como rastreadora de uma certa verdade e, portanto, como formando crenças, favorecendo você formar crenças ali de maneira a favorecer uma rastraabilidade de alguma verdade sobre essas questões que você tá considerando. Ah, no caso ali a o critério da coerência interpessoal, né, que bom, se su se é suas intuições, né, as suas intuições particulares ali sobre uma questão específica, elas são compartilhadas amplamente por pessoas até mesmo de um momento muito distante, de posições políticas, sociais, culturais, né, backgrounds culturais muito distâncias diferentes do seu, é uma intuição mais confiável, você pode ter uma confiança maior nela.
¶172Agora, se no caso só você e pessoas da sua cultura, do seu grupinho que compartilha essa intuição, oh ou tem algum problema aí? Ou reduz a confiança ou descarta a crença, né? Simplesmente para de acreditar no que você tá acreditando. Para de confiar nessa intuição aí, porque provavelmente essa intuição não tá errada. Ah, e também no caso da questão dos vieses cognitivos sistemáticos, né?
¶173Ah, o que envolve, é claro, viés, eh, viéses oriundos do âmbito evolutivo também, de certo modo, né? A questão da da contribuição com a questão da aptidão produtiva e blá blá blá, né? Mas enfim, é isso. >> Perfeito. Eu ia comentar também tem um artigo, >> tá?
¶174Tem um artigo de do Walter Snot Armstrong que ele também apresenta, ele apresenta, ele critica algumas assim, ele critica algumas formas ingênuas de intuições moral que só tomassem intuições e ele apresenta alguns princípios que podem ser usados para fazer essa essa distinção que é bem parecido com o que os o David Ribeiro mencionou, que são seis, mas eu vou mencionar bem rápido, que é o princípio da imparcialidade, você tentar se colocar numa visão imparcial, eh livre de vieses parciais ou egocêntricos, tem o princípio de acordo entre pares. Então isso isso aqui é muito importante, né? O que o David Riiro também mencionou, o Derek Papt menciona isso, que é tipo assim, se você chega numa conclusão moral e tem uma outra pessoa que é tão estudada quanto você, eh, e ela chegou numa conclusão moral diferente, um par epistêmico, primeira coisa que você faz é ver se a outra pessoa não tem algum viés ou algum elemento desse tipo, né? Então, talvez você descubra que a pessoa tá trabalhando a partir de algum viés ou que ela ignora algum tipo de conhecimento importante para chegar a essa conclusão. Mas se você não consegue encontrar o que seria esse viés ou essa falta de conhecimento, de informação, então no mínimo você tem que diminuir o grau de confiança que você tem na sua intuição.
¶175Então esse é um princípio de acordo entre pares. tem um terceiro princípio que é de adequação emocional, né, que é uma forma de você ver se essa intuição está de acordo com emoções apropriadas, se não tem emoções turbando o seu julgamento. Então, às vezes você se sente muita raiva de pensar em alguém cometendo aborto. Pode ser que faz, seja uma coisa que faz você achar que o aborto tá errado, então você tenta se afastar um pouco dessas emoções que tendem a turvar. Tem um outro princípio que é o quarto, é o princípio da vigilância epistêmica, que uma intuição moral deve ser testada contra influência de vieses cognitivos, efeitos de enquadramento, eh influência de heurísticas.
¶176Então você tá vigilante sobre as situações cognitivas. Tem o quinto princípio que eu já mencionei e que tem que combina com que o David falou que é o princípio da rastreabilidade genética. Se é que é você olhar se aquilo lá só, se você tem aquela intução muito provavelmente por causa de pressões evolutivas. Eh, e o, e o sexto princípio é o princípio da confiabilidade cumulativa, porque na medida em que você vai tendo intuições que são passam por esses critérios, vai ter outras intuições que vão bater com elas e intuições que vão bater com elas. Então, na medida que você consegue construir uma espécie de sistema coerente de intuições, a confibilidade de uma intuição, ela passa a ser maior se ela já se encaixa dentro de um sistema coerente de de outras intuições que passaram por essa revisão crítica.
¶177Isso é bastante interessante porque eh você vai tentando fazer esse equilíbrio reflexivo, né, entre intuições, julgamento, princípios. Então hoje, assim, hoje quase todo filósofo moral adota equilíbrio reflexivo. É um critério utilizado por eh é é o padrão em filosofia moral hoje é usar equilíbrio reflexivo, onde você combina intuições, juízos, princípios, fatos e você vai equilibrando eles dentro de um sistema coerente. Então sim, dizer que não existe critério é meio forçado, né? Claro que tem critérios, >> lógico que tem critério, mas é claro que tem critério.
¶178Os intuicionistas não são tão bobos assim, mas enfim. Eh, só para deixar claro, eu tive, eu entrevistei o Hummer também, tá? Não só não é só o Vines que entrevistou o Hummer, eu também entrevistei o Hummer no canal do amigo meu, que é o José Mayubam. >> E lá ele falou sobre o equilíbrio reflexivo. Aqui, ó, para quem tiver interesse, se inscreva no canal do José Maub, cara.
¶179tá até visto um monte de gente [ __ ] da economia, da filosofia analítica, enfim, da história, da filosofia política, da filosofia da religião, enfim, da filosofia da lógica, da epistemologia. Tá vestando um monte de gente aqui, ó. Gente muito top aqui, ó. Ó, o Quent Skinner teve rou um debate do Matthew do Michael Hummer contra o Matthew McManos. Ah, entrevistou o Peter Bk, enfim, entrevistou um monte de gente aqui, ó.
¶180Um monte de gente aqui, beleza? Ah, tanto de filosofia política quanto de outros assuntos, né? Envolvendo filosofia em termos gerais, acadêmica, tá? E aqui eu entrevistei, né? Eu fui com o Host junto com o junto com o meu amigo José Mauve aqui, ó.
¶181Ficou rost dessa entrevista aqui ao Michael Hilmer. Tá aqui, ó. Ficou rush aqui, ó, para quem tiver interesse. Serão mantidos pelos dois últimos treinos >> aqui, ó. foi com Rus aqui da conversa com Hummer e aqui ele comenta sobre essa importância, né, sobre essa noção do equilíbrio reflexivo, ele também responde a objeção do framing effect, né, o efeito de enquadramento, né, ou seja, de que as nossas intuições elas podem ser influenciadas pela maneira como você, enfim, como você descreve um certo cenário na maneira como você ah apresenta alguma algum cenário específico, né, da maneira como você pronuncia, frase certas sentenças, etc.
¶182pode influenciar pessoas a terem intuições diferentes, né, ou coisas assim. Então ele responde esse tipo de objeção contra o inticionismo também, que é um tipo de objeção que existe contra o intercismo que é da do framing effects, né, o efeito de quadramento. Ah, mas é isso, né? Deixa eu voltar aqui. Eita, eu tirei de novo do sunko, toda essa ficção que ele tá criando em torno de propriedades espirantes e intuições misteriosas.
¶183em vez disso, ficar com a explicação mais parimoniosa, que é a das emoções e da nossa psicologia evolutiva. Então, o em >> bom, o que a gente a gente já falou sobre isso, né, que a simplicidade ela só é uma virtude teórica desempatadora, digamos assim, ela só é um critério desempatadora, né, digamos assim, quando tudo ou mais permanece igual. >> Uhum. >> Se tudo ou mais não permanece igual, então não é uma virtude teórica ali você utilizar isso, né? não serve como desempate essa virtude teórica ali que você vai utilizar para desempatar entre as teorias que você vai optar, né, para poder explicar um certo fenômeno.
¶184OK? Se ambas as teorias explicam tão bem e tão profundamente, né, tão amplamente e tão profundamente bem ah um dado fenômeno, então aí sim a simplicidade pode favorecer desempate, tá? pode favorecer esse desempate, caso contrário, não. E aí eu listei, né, eu o SAN, a gente apresentou vários argumentos, o argumento da normatividade redutível, né, aliás, da indispensabilidade da normatividade, das verdades normativas irredutíveis do David Enock. Aí, eu apresentei o argumento da da do pensamento desejoso do Dor, né, do Dor.
¶185Ah, o SK apresentou o argumento do psicopata moral, né, ele trouxe o exemplo do psicopata moral. Ah, para se referir ali à questão do problema com o internalismo, eh, de razões motivacional, né, eh, que justamente se vincula comumas com certas visões ali não cognitivistas, morais, né, de certo modo. Ah, a gente mencionou também, né, eu mencionei no caso o argumento do progresso moral do Michael Hilmer, eu mencionei também, no caso ali o argumento referente aos companheiros e culpa do do Kunil, né, do Teris Kunil. Argumentei eu trouxe o argumento da fraqueza da vontade do Michael Hilmer, né, do, aliás, do enfraquecimento da vontade do Michael Hilmer em favor de uma teoria de motivação moral não riana, OK? Acerca das razões, né?
¶186Ah, das razões normativas e coisas e tal, né? Da do que que motiva nós agirmos de certas formas ou avaliarmos certas coisas, né? Como ah, boas, né? Digamos assim. Ah, e o que acontece?
¶187E também trouxe mais um argumento, né? Agora me esqueci qual que foi o outro argumento. Ah, sim, a gente trouxe o texto do Oliver Scott Curry, né, que é justamente esse daí da 2019. Então assim, a gente mencionou uma penca de coisa, cara, uma penca de coisa que no caso ali além daquelas problema fragedit, né? A gente eu mencionei, eu lembro que a gente mencionou o problema freddit, você mencionou mais um problema, não foi isso aqui?
¶188>> É porque a gente, eu imagino que é o dilema de Jorgon. É porque >> é é porque a gente faz uma distinção, eles são parecidos, mas não são a mesma coisa. Porque assim, o problema Fregit ou Fregit é um problema sobre a inferências em contextos ah de como, tipo assim, como expressões de emoções podem manter o significado consistente em contextos lógicos não assertivos, como condicionais, perguntas e coisas do tipo, né? Então, por exemplo, se eu tenho, se mentir é errado, então enganar é errado. Nesse caso, uma coisa eu dizer assim, né?
¶189Mentir é errado. Supostamente eu estaria expressando a minha emoção. Mentira é errado. Mas se eu coloco isso num condicional, se mentir é errado, então enganar é errado, eu eu já não tô expressando uma emoção. Inclusive, eu posso até dizer assim: "O David Ribeiro falou que mentira é errado".
¶190Nesse caso, né? Eu tô, eu desloquei a expressão mentira errado para dentro de uma outra sentença onde >> mais complexa, >> complexa, >> mais complexa, onde ali como que o significado se manteve estável? Essa que é a questão. Como que o significado se manteve estável se o elemento expressivo sumiu? Eh, eh, tipo assim, não tô mais expressando a emoção quando eu falo David Ribeiro falou que mentir errado.
¶191Ah, o David Ribeiro falou que menti errado. Eu não tô expressando a minha emoção quando eu falo isso. O que que o que que se manteve eh da expressão mentira? errado, que permite com que essa outra sentença ela permaneça tendo significado. Ou quando eu falo assim, se mentir errado, talvez eu nem ache que menti errado.
¶192Eu posso até falar assim: "Se mentir errado, então eh eh eu posso se o se o aborto é certo ou se o, vamos supor, eu não acho que o aborto é errado, vamos supor, aí eu falo: "Se o aborto é errado, então a gente não deveria abortar, tá? Eu não tô expressando emoção quando eu falo isso, porque eu não não acho nada sobre o aborto. Eh, eu posso não achar que o aborto é errado. Então eu eu falo: "Eu se o aborto é errado, eu tô eu tô dizendo o que exatamente, né, nesse contexto?" Então, quando eu incorporo uma sentença moral em outro contexto, a gente chama isso de problema feguete. Mas tem um outro problema que é relacionado, às vezes eles são cham eles são confundidos na literatura, às vezes tratado como se fosse a mesma coisa, mas que não é exatamente a mesma coisa, que é o dilema de Jorgenson.
¶193Porque enquanto o problema freguete, ele tá falando de estabilidade de significado em contexto em que você não tá eh a gente chama de contexto não assertivo, né? Porque você não tá a expressando que você acha que aquilo é errado. Existe um outro problema que é o de validade lógica, que é do tipo assim: "Eu posso montar raciocínios usando eh juízos morais". Então eu posso dizer, sei lá, eh eh assassinato é errado. Primeira primeira premissa.
¶194Segunda premissa, o aborto é assassinato. Conclusão, logo, o aborto é errado. Então isso é um argumento, é um argumento válido, né? Se ó, o assassinato é errado, aborto é assassinato, logo a aborto é errado. Isso é um argumento válido.
¶195Só que na lógica, para o argumento ser válido, as proposições, as premissas desse argumento precisam ser verdadeiras para que essa verdade seja transferida para a conclusão. Isso é o que a gente chama de dilema de Jorgon. Eh, às vezes é é confundido com o problema freguate, mas tem essa pequena diferença. O problema freguate é mais sobre a estabilidade do significado. >> Mas o Mark Van Rugen, o Mark Van Rugen, ele menciona um trecho do Dit mencionando um argumento desse estilo, só que com sentença condicional.
¶196>> Só com sentença condicional. Então, >> Uhum. >> Aham. É. Aí no caso, por exemplo, o problema freguete ele tá focando mais em como >> o programa freguete tá formando mais em como o significado se mantém estável dentro do condicional para um novo endereço no coração da >> Sim, sim.
¶197Ó, vou mostrar o texto do Mark Van Rugen na na CP, >> só para você ver. >> Aham. >> Ele menciona, ele menciona inclusive o dit, cara. Olha só aqui, ó. Quer ver?
¶198Na hora que ele vai falar sobre o problema fedit, ele menciona sobre essas sentenças complexas, né, do problema da incorporação. Aí ele menciona uma série de sentenças aqui que são mais complexas que incorporam um termo mororal, né, eh, que parece que não tá favorecendo expressão, né, de uma atitude ali, ah, que não é assertiva, né, digamos assim. E aí gera problemas, né, essas sentenças aqui de mais complexas que incorpora esse termo moral ali gera um problema, né, pro não cognitivista. Mas ele menciona esse aqui, ó, do dit, se, ó, se atormentar o gato é ruim, então fazer o seu pequeno irmão fazer isso também ruim. Aí prisa dois, atormentar o gato é ruim.
¶199Portanto, no caso, fazer o seu irmão atormentar o o gato é ruim, né? Que é justamente na linha do que o Bin vai expor mais na frente, né, do texto dele. >> Uhum. >> Ali na live. >> Ah, mas aí o o dilema de Jorge Centão, ele seria tipo um, como é que pode dizer?
¶200Seria fazer diferenciar os dois >> aqui. Esse, esse daqui o do Jorge. Sim. É, só que é porque assim, >> é porque diferenciar os dois é a questão do que tá sendo destacado, né? Ah, no programa Fregite, a gente tá destacando a estabilidade do significado.
¶201Então, quando você coloca um juiz moral dentro de um condicional, por exemplo, se mentir é errado, então enganar é errado, aí dentro desse condicional, como que o o significado de mentira errado se manteve estável dentro do condicional? E aí, eh, é na forma, pode ser que tenha a mesma mesma forma, porque na prática os os argumentos eles também são condicionais, né? Porque a gente tá falando assim, se as premissas são verdadeiras, então a conclusão é verdadeira. Todo argumento em certo sentido, ele é um condicional. Só que depende do que você tá querendo destacar, né?
¶202Você quer destacar que o significado se manteve. E aí, nesse caso, a gente tá falando do problema fegite, mais explicitamente. Então, o significado se manteve e a gente tem que aí tem o o express civista tem que explicar isso. Como que o significado se manteve se não tá sendo expressa emoções? Eu só tô fazendo um condicional, só tô dizendo: "Se mentir errado, então enganar é errado." Eu posso nem achar que mentir é errado.
¶203Eu posso não estar expressando a aprovação, desaprovação nenhuma. Eu só tô dizendo: "Se mentir é errado, então enganar é errado." Eu não tô expressando nada. Se eu não tô expressando nada, o elemento expressivo não tá presente. Só que o problema é que o expressivismo fala que o significado tá no elemento expressivo. Então, se o significado está no elemento expressivo, como que essa sentença manteve um significado?
¶204Tipo, o que que eu tô dizendo? Então, é qual que é o significado dessa sentença? Como que eu sou capaz de fazer um condicional? Já o dilema de George, ele tá focando mais ah no conteúdo, na validade lógica da inferência. Então é, pode ser o mesmo condicional, né?
¶205Sei lá, se mentir é errado, então pode ser uma premissa. Então, eh, não se deve mentir, sei lá. Nesse caso, então premissa uma conclusão. Agora eu tô preocupado não com o significado ter se mantido, eu tô preocupado com o valor de verdade ter sido transferido da premissa paraa conclusão. Aí, nesse caso, a gente tem um dilema de Jorgon.
¶206É assim que a gente extingue geralmente, mas eu acho que pode ser que que não seja uma distinção universal distinguir dessa maneira. Eh, a maneira como geralmente eu eu distingo distinguo. Eh, mas os dois têm dois elementos diferentes. Um problema é como o significado se manteve estável e outro problema é como que o argumento se manteve válido. >> Eh, são são eh levemente parecidos, mas sutilmente diferentes.
¶207É, é, então talvez eu tenha mesclado ele hoje, né, na live do Jorge Guerra Pires, porque eu tratei essas duas questões, tanto da manutenção, tanto da, como é que pode dizer? Eh, só que eu tratei os dois como sendo fragit, né, que é tanto a questão da manutenção do significado por entre os termos, né, nessas sentenças, né, envolvendo um argumento, esse argumento aqui, né, >> esse argumento condicional aqui, quanto, no caso a própria, como é que fala? Uhum. >> A própria validade, né, dessa inferência modos poneis aqui. >> Uhum.
¶208por causa da questão do da fala do equívoco, né, que é mencionado aqui, ó. >> Ó, justamente aqui, ó, o freg point, ó, ponto de freg, ó, >> mais perto do centro poder. >> Quer ver aqui, ó? Ó, o argumento é válido, mas se o significado inteiro de atormentar gata é ruim, na segunda premissa, é muito bem explicado ao dizer, no caso que ela é adequada para o uso e expressar uma desaprovação por pelo tormento de gatos. Então, no caso, o significado não pode ser o mesmo como significado na primeira na sua primeira premissa.
¶209Perfeito. >> Nessa premissa aqui >> não mesmo significado. O significado mudou >> aqui. Mudou o significado. >> Mudou o sentido dessa sentença aqui.
¶210Essa sentença é expressiva, assertiva. Essa não é assertiva. E aí houve uma mudança significada. >> É esse. Esse então esse é o ponto do Freak Git, >> ou seja, e a diferença é bastante sutil.
¶211Ah, o problema fregit é ligado à estabilidade do significado e o dilema de Georgeson é ligado à validade da inferência. Mas aqui também favorece qualquer Mas aqui também favorece que a inferência seja inválida também de certo modo cometimento de uma falácia do equívoco. Ó, comete a falácia do equívoco. >> Sim. É porque os dois estão muito relacionados.
¶212>> Ah, é tipo assim, se você não manter estabilidade significado, você também vai ter uma inferência inválida, né? Porque aí você comete a falácia da equivocidade. Mas o o mais interessante é de ver que tem dois problemas, por mais que eles estejam intricados, tem dois problemas, né, com o expressivismo. Não é só um é é é como se fossem duas, pode ser duas faces da mesma moeda no sentido assim de que são problemas que andam juntos, mas eles são dois problemas com uma pequena sutileza de diferença. Uma coisa é eu dizer assim: "O significado se manteve".
¶213Tá, mas como que o significado se manteve? Isso o significado tava na parte expressiva e a parte expressiva não tá mais. E outra coisa é eu dizer, a verdade das premissas foi transferida para conclusão. Como que a verdade das premissas foi transferida para conclusão se juízos expressivistas não tem valor de verdade? >> Percebe?
¶214São dois problemas muito relacionados, mas são dois problemas. >> Uhum. Uhum. Perfeito. Perfeito, perfeito.
¶215Ah, mas é isso, né? Então, então, bora lá, bora voltar pelo, bora voltar pelo Ó, pessoal, joguei aí, tá? Vou jogar de novo >> o texto do Van Rugen, tá da Stanford aí, muito bom sobre não cognitivismo e civismo moral. Tá esse aqui quem tiver interesse, eu não sei se eu apresentei, né? Não sei se eu mostrei, acho que eu mostrei pro Sun.
¶216Você tava vendo, né, o texto do Van, né? Botei para você. >> Ã, acho que sim. >> Tava, tava sim. Bora, bora, bora rodar aqui.
¶217>> Ativista vai concordar com o intuicionista que os termos morais são não analisáveis, mas não porque eles são propriedades abstratas existindo nas coisas ou supervenientes às coisas ou nos fatos, nos eventos pairando neles. E sim porque eles não têm sentido. Os termos morais não são analisáveis porque eles não têm sentidos. E por isso que ele não adiciona nada a uma sentença factual. Quando eu digo que foi errado, quando o meu amigo >> Calma, cara.
¶218Não, não, não, não, não, não, não. O não cogivista ele não tá dizendo que os termos morais eles não têm sentido. Ele tá dizendo que os termos morais não visam, não tem o sentido de descrever, né? Não tem o sentido cognitivista da coisa, né? De descrever fato.
¶219>> Sim, eles têm sentido. >> Eles têm sentido, eles têm significado. Eu consigo entender exatamente mesmo na ótica da semântica não vista, eu consegui nem entender o que que a pessoa quer expressar, >> né? Ela quer expressar um sentimento, enfim, uma reação efetiva dela que não é cognitiva, né? Não tem conteúdo ali cognitivo, né?
¶220Ah, é simplesmente o estado conativo. >> Hã, >> então isso ainda seria significativo. >> É, não é que não tem sentido. Sim, é significativo. Aham.
¶221amigo mentiu para seu sócio. Eu só tô dizendo que o meu amigo mentiu para ser o sócio e que eu tenho um sentimento de desagrado com relação a isso. Vamos ler então como o Aer escreve isso e como ele desenvolve essa argumentação que eu expliquei aqui de maneira mais didática na tradução que eu fiz diretamente da sua obra Language Truth and Logic. Eer escreve: "Ao admitir que conceitos éticos normativos são irredutíveis a conceitos empíricos, parecemos estar deixando o caminho livre para a visão absolutista da ética. Isso é a visão de que afirmações de valor não são controladas pela observação, como são as proposições empíricas ordinárias, mas apenas por uma misteriosa intuição intelectual.
¶222Uma característica dessa teoria, que raramente é reconhecida por seus defensores, é que ela torna as afirmações de valor inverificáveis. Pois é notório que o que parece intuitivamente certo para uma pessoa pode parecer duvidoso ou até mesmo falso para outra. De modo que, a menos que seja possível fornecer algum critério pelo qual se possa decidir entre intuições conflitantes, um mero apelo a intuição é inútil como teste de validade de uma proposição. Mas no caso dos juízos morais, nenhum critério desse tipo pode ser dado. >> Forneci esses critérios agora a pouco.
¶223Mencionei o H, o S também mencionou o Walter Armstrong fornecendo. Também mencionamos aqui o Parfet fornecendo. Foram fornecidos. F. E esses inverificáveis aí, essa exigência de verificação é justamente aquela coisa, né, do positivismo lógico de critério de verificabilidade, né?
¶224>> Sim. >> Implícito aí de certo modo, né? Já já já tipo trazendo à tona que ah, se não é verificável, então nem faz sentido, nem faz tanto sentido assim você pensar sobre esse negócio aí. Então vamos lá. Então, alguém de um determinado país fala que a pena de morte é correta, é boa e alguém de outro fala que não, que é ruim.
¶225Então, como que eu posso verificar qual deles está certo? Eu não posso, a menos que eu faça, >> já mencionamos como pode ser feito isso. >> Inclusive em casos em dilemas morais difíceis, né, os hard cases ou em casos morais, né, envolvendo ética aplicada ali mais ah digamos assim, mais controversos, simplesmente os métodos da gente proceder é ou a gente traz exemplos específicos que favorecem a suscitação de intuições em comum na outra pessoa, né? exemplos particulares a gente tenta articular ou a gente tenta identificar algum fato não moral que a gente esteja discordando, por exemplo, o fato empírico ou alguma discordância metafísica, né, mais profunda que a gente esteja tendo, que não se não envolve exatamente a dimensão moral. Ah, e a gente tenta resolver isso, né, através da argumentação ou então simplesmente a gente só deixa para lá, né, porque não vai dar para resolver essa questão moral particular, vai continuar o desacordo.
¶226Então, são essas três posturas que a gente pode ter com relação a questões de discordança moral. ah, mais profundas, né, envolvendo questões mais controversas, morais e também hard cases, né? Então é isso, >> essa assim que a gente deve proceder nesses casos específicos. >> Faça um pressuposto que também não pode ser provado, o que é o pressuposto de que a ética visa o bem-estar ou visa a felicidade ou visa a virtude, qualquer coisa que você preencha ali não vai ser passível de ser provada. Então é um problema em diferentes níveis, né?
¶227é um problema muito grande. Você tem que provar esse fundamento da ética e depois você tem que provar eh você tem que fornecer uma maneira de tornar passíveis de serem avaliados os juízos éticos das pessoas para você ver quem tá certo e quem tá errado. sobre provar essas a existência desses fatos morais e coisa assim. Cara, você pode tá dando uma abordagem inferencialista, né, com argumentos positivos em favor da posição. Ou você pode endossar uma epistemologia que favorece a a justificação não inferencial em alguma abordagem ah em alguma visão realista ali específica, né, realista moral, como por exemplo o realismo modesto do do Hummer, né?
¶228Ah, e aí você pode endosçar o o caso negativo dele, né, o step, o step intuition que isso negativo dele em favor do intuitionismo ético, né? Ah, e aí você chega até o intuismo ético através da desse tipo de abordagem também. você pode chegar através desse tipo de abordagem ali, ah, através do argumento que ele fornece negativo, ou você pode tomar a a própria eh experiência, né, digamos assim, a própria aparência intuitiva, né, digamos assim, ou seja, intuição intelectual, ah, como tendo uma fenomenologia relevantemente similar à experiência perceptiva, de tal modo que, no caso você esteja não inferencialmente justificado em acreditar, né, se você de fato tem essa aparência, né, de que eh independentemente de distâncias particulares, né, certas coisas são moralmente erradas, né, e não seriam moralmente justificáveis em circunstância alguma, mesmo se todo mundo concorda. se você compartilha dessa intuição, né? Eh, você tem essa fenomenologia similar ah, dessa intuição ali, ã, similar no caso a experiência perceptiva.
¶229Então, você tá razoavelmente justificado com base, sei lá, numa epistemologia conservadora fenomênica, por exemplo, que é o que o Hummer defende, você estaria justificado no realismo moral também. Então, é isso. Nenhuma dessas coisas é possível ou até agora nenhum realista moral mostrou ser possível. E mais à frente ele escreve: "Se uma sentença não faz afirmação alguma, obviamente não faz sentido perguntar se o que ela diz é verdadeiro ou falso. E nós vimos que as sentenças que expressam juízos morais não dizem nada.
¶230Elas são puras expressões de sentimento e como tais não se enquadram na categoria de verdade e falsidade. Então, para o não cognitivista, para o emotivista, como você viu aqui com razões, uma afirmação moral, ela não é apta à verdade. uma afirmação que tem um termo moral, tem uma posição diferente dentro do antirrealismo, que é o nilismo moral, defendido pelo John Mac e na filosofia continental, por figuras como Niet, os existencialistas, de que as declarações avaliativas são sim passíveis de terem valor de verdade, mas são todas falsas. Outivista diz que não, não são passíveis, então não são nem verdadeiras nem falsas. Vamos para mais uma citação do E.
¶231Se agora eu generalizar a minha afirmação anterior e disser: "Roubar dinheiro é errado", produz uma sentença que não tem significado factual. Isso é, não expressa qualquer proposição que possa ser verdadeira ou falsa. É como se eu tivesse escrito roubar dinheiro, onde a forma e a espessura dos pontos de exclamação mostram por uma convenção adequada que um tipo especial de desaprovação moral é o sentimento que está sendo expresso. Está claro que nada do que é dito aqui pode ser verdadeiro ou falso. Outra pessoa pode discordar de mim quando quanto ao fato de roubar ser errado, no sentido de que pode não ter os mesmos sentimentos sobre roubar que eu tenho e pode discutir comigo por causa dos meus sentimentos morais, mas ela não pode, em sentido estrito contradizer-me.
¶232Pois ao dizer que um determinado tipo de ação é correta ou incorreto, não estou fazendo qualquer afirmação factual, nem mesmo uma afirmação sobre o meu próprio estado de espírito. Estou meramente expressando certos sentimentos morais. E pessoal, isso remonta ao David Hilman, o grande cético empirista escocês que fez essa grande divisão entre normas e fatos na sua lei de Hilm, na sua guilhotina de Hilme, como ficou conhecida do tratado da natureza humana, que é segue a mesma linha do que esse texto, que é um aperfeiçoamento da parte moral do tratado, que ele publica depois uma investigação sobre os princípios da moral. Pro, eh, a moral tem a ver com o sentimento, eh, assim como pro e ele faz essa distinção de que você não pode derivar um deve ser de um é. The iss law ou a lei de HM.
¶233Ele vai dizer que ao passo que a razão trata do conhecimento e do verdadeiro, o sentimento está associado à beleza ou à fealdade, à virtude ou vício. Então, ele separa a ética e a estética do resto da filosofia. Aqui é uma legação muito complicada, tá? Eh, Sang sobre o sobre a interpretação do RC não cognitivista moral, você quer comentar alguma coisa primeiro antes de eu chegar na nessa parte aí da Rum separar ética e estética de toda a filosofia, do resto da filosofia. Eu acho que essa legação é muito ruim e ele não tem suporte, não tem suporte em nenhum dos textos que no caso ele enviou pro nosso amigo Samuel ali, o Nel Rimiano cético, né?
¶234O Samuel chegou a dar uma olhada, depois ele passou para mim, né, os dois PDF. Eu cheguei a dar uma olhada também. Eh, ele mandou um do Frank, do Frank Suter, né? É Frank, é Frank, alguma coisa sutter, né? E e o outro é é Frank, acho que Thiago Sutter.
¶235E o outro é justamente o James Chamberlain, né? James Chamberlin. Ah, o James Chamberlin de fato defende o que a interpretação de Hum, né? E é um autor competente, segundo o próprio Samuel, né? que ele é mais especializado em Hum do que eu.
¶236Ah, o autor competente ali para interpretar Humm, ele de fato tenta dar essa interpretação de que Hilm era o não cognitivista moral, né, de fato. Ah, ah, que ele era um emotivista moral mesmo no sentido contemporâneo, né? Mas no caso existem outras interpretações, né, San? Você quer comentar aí? >> Sim, sim, existem.
¶237O que acontece é assim, até a interpretação do R como uma espécie de projetivista quase realista, que é a posição do Simon Blackburn. Eh, essa interpretação é é um seria um tipo de expressivismo um pouco mais sofisticado do que o do Alfreder, porque ele implicaria a ideia de que a gente usa a linguagem moral de maneira eh assertiva, de maneira cognitiva, como se fosse cognitiva. E essa, e a gente tá justificado em usar a linguagem assim, porque ah, nós fazemos uma espécie de projeção das nossas atitudes morais no nos objetos eles mesmos. Então, por exemplo, né, quando eu falo que mentir é errado, eu tô expressando uma atitude de desaprovação, só que eu faço um movimento pelo qual eu projeto essa desaprovação no próprio ato de ser errado, de modo que eu passo a perceber o ato como tendo a propriedade valorativa de ser algo errado. Então, é como se eu pintasse o mundo com as minhas emoções.
¶238É como se eu projetasse no objeto aquilo que na verdade é meu. Então eu tenho, no caso do R, né, você tem a impressão, a ideia do objeto. Ah, e você vai projetar a sua emoção nessa ideia ou nessa representação do objeto ou nessa nessa ideia do objeto, de modo que você vai você vai experienciar a própria ideia como contenda essa propriedade que você projetou nela. Então, eu percebo o objeto, a a ação, por exemplo, de mentir, e eu percebo ela como sendo errada, como tendo a propriedade ser errada. Só que na verdade essa propriedade ela foi projetada no objeto, assim como alguém poderia interpretar, por exemplo, que as cores é uma espécie de projeção, sei lá, o mundo não tem cor.
¶239Exatamente. É o é o nosso nosso olho que interpreta cor nas coisas. E aí a gente projeta nas coisas a cor que na verdade está no olho ou está, sei lá, no córtex visual. De alguma maneira, né, a gente vê as coisas como vermelho, azul, preto, amarelo, mas a cor ela não está na coisa, ela está no olho, só que eu projeto na coisa de modo que eu posso falar da coisa como tendo uma cor. Eu posso dizer a cadeira é azul, eu posso dizer o céu é azul, eu posso dizer a caneta é amarela.
¶240Sei lá, eu posso dizer coisas assim, mas não é que o amarelo está na caneta, é que eu projeto uma cor que eu percebo nas retinas dos meus olhos na própria coisa. Nesse caso, isso a gente chama de projetivismo. E ele é chamado de projetivismo quase realista porque parece que faz parte da realidade da coisa. Parece que a cor tá na coisa, mas ela tá no olho. Da mesma maneira, parece que o errado tá no mentir, mas ele na verdade está na na atitude de aprovação ou desaprovação.
¶241Essa interpretação do Hilm é é adotada pelo Simon Blackburnne e é chamada de projetivismo quase realista. E é a mesma coisa que ele usa para interpretar outras coisas no me, como por exemplo, o princípio de causalidade, né? Então o princípio de causalidade ele não tá na coisa, ele é uma associação do hábito. Então ele está na mente da pessoa, a pessoa fez associações entre ideias ou entre impressões e interpretou que uma é a causa da outra. Mas essa causa e efeito, ela é projetada na coisa.
¶242Então a causalidade ela não tá na coisa, mas ela é experienciada como se estivesse na coisa. E por causa desse como si eu posso na linguagem falar como se a causalidade estivesse no mundo. Mas a causalidade ela foi projetada no mundo pela pelo meu hábito. Da mesma maneira, o certo, o errado, o azul, o verde foram projetados nas coisas pela por pela pelos meu meu hábito. Então essa seria uma interpretação expressivista da teoria rumiana, que é um pouco mais sofisticada do que a teoria do do Aer que não chega a fazer essa interpretação projetivista.
¶243No entanto, algumas pessoas discordam dessa interpretação. Um exemplo que a gente pode citar é o Jeffrey Seer Mcgart. Eh, ele tem um artigo de 2008, eh, e ele fala que o Hilm, na verdade, estava comprometido, eh, com cinco afirmações. Ah, primeiro, ele diz, primeiro, o Rum estava comprometido que a razão por si só é inerte, só que não em todos os sentidos, apenas em um sentido, no sentido de que ela não pode causar uma ação ao contradizer ou aprovar essa ação, porque ações não são representações, não são verdades ou falsidades. Então, nesse caso, a ação em si, o ato de mentir, ele não é a uma representação eh que possa que você possa contradizer ou aprovar, eh que possa ser verdadeira ou falsa ação em si.
¶244E segundo, o Rio me adotar a ideia de que a moralidade pode causar ação ou ao contradizer ou aprovar, porque os termos morais como bom, ma, certo e errado, se aplicam a coisas que não são representações, como as ações. O terceiro, coisa que o Rio me afirmaria é que nenhuma ação acontece sem paixão, sem um desejo, uma versão ou um medo. Mas aí o, isso aqui é muito importante para essa discussão sobre expressivismo em filme. O Jeff Secgard, ele vai dizer assim que isso não é uma tese empírica, é quase uma verdade analítica sobre o que significa ter um motivo, né, de que para você agir, você tem que ter uma motivação. Você não é muito estranho, parece esquisito você pensar que alguém agiu sem ter uma motivação.
¶245Só que essa motivação, ela não é o que o que é o conteúdo expresso no juízo moral. Aí ele fala, o terceiro ponto é que nenhuma ação acontece sem uma paixão. E o quarto ponto é que juízos morais eles são crenças. Eles são conteúdos cognitivos e que crenças motivam apenas de forma contingente, ou seja, dependendo da presença de paixões relevantes no agente. E a quinta coisa é que a moralidade sozinha pode motivar porque as paixões que ela exige são constitutivas do próprio agente moral e não algo externo a ela.
¶246Então, ser benevolente, por exemplo, é ser movido pela necessidade aleia. Isso faz parte do que é ser uma pessoa moral. Então, nessa interpretação, o Hilme acreditaria que juízos morais são crenças. Ah, só que essas crenças elas estando presentes, elas não necessariamente motivam. Esse que seria o ponto do RM.
¶247O fato de uma crença moral estar presente não significa que necessariamente ela ela vai motivar o agente a a agir, né? Pra crença moral motivar o agente a agir, ela precisa ser mediada por uma paixão. Então essa que seria a leitura do RM. O RM seria um cognitivista que acredita que juízos morais podem ser verdadeiros ou falsos e que expressam crenças. Só que essas crenças elas só motivam de forma contingente, ou seja, elas dependem da presença de paixões relevantes no agente para haver motivação.
¶248Então, só comentando, né, existem diferentes interpretações do Hming, mas eu acho que mesmo da interpretação projetivista, quase realista, é ainda um tipo de emotivismo que é um pouco mais sofisticado do que o do próprio né, já que envolve essa ideia de uma projeção eh das emoções nas coisas, de modo que permite que com que na linguagem, no discurso, nós falemos como se o errado fosse uma propriedade da ação e não uma emoção por causa dessa projeção. Mas é isso >> aqui, ó. Aqui tem o texto da Rachel Colhon, tá? Para quem tiver interesse, que é HS Mor F. Ela comenta um pouco sobre esses essas controvérsias interpretativas que o SK tá comentando aqui, ó.
¶249Esse argumento acima, né, que é esse aqui, ó, que é fornecido, ó. Ah, esse argumento acima motiva a conclusão, né, no caso aqui de que os julgamentos morais e avaliações não são os produtos da razão sozinha. A partir diso, muito extraem a conclusão escorregadia de que para Hum, né, as avaliações morais são não são crenças ou opiniões de qualquer tipo, mas faltam em qualquer conteúdo cognitivo, né? Ou seja, não tem nenhum conteúdo cognitivo, né? Eh, isto é, eles tomam o argumento para mostrar, no caso que Hilm mantém uma atitude, uma visão não proposicional acerca de avaliações morais.
¶250E de fato, dado seu sentimentalismo que ele é um emotivista, alguém que mantém, no caso aqui julgamentos morais, né? São sem sentido, né? Enfim, são exposições sem sentido, né? eh, minimal ventings, né, of emotions, ou seja, ventilações, né, sem sentido ali de emoções que podem ser nem verdadeiras, nem falsas, né? Ah, tal leitura deveria ser encontrada com cautela, com cautela, com cautela, com tudo, ó.
¶251Porque para Hill, dizer que alguma coisa não é o produto da razão sozinha não é equivalente a dizer que ela não é um julgamento avaliável em termos de verdade ou de crença. Hum. não considera todas as nossas crenças proposicionais e opiniões como sendo produtos da razão. Algumas surgem diretamente da percepção sensorial, por exemplo, e algumas da simpatia. Ah, também, talvez, no caso, há crenças proposicionais que nós adquirimos via raciocínio provável, provável, mas não através de tal raciocínio sozinho.
¶252Um possível exemplo é a crença no caso de que algum objeto é a causa do prazer. A crença no caso que depende sobre impressões prioritárias, bem como no caso raciocínio provável, né? Eh, uma outra preocupação, né, no caso ali, ó, uma outra preocupação sobre o famoso argumento de rú sobre acerca de motivos é como ele deveria ser sólido. Ah, em ordem para ele favorecer a sua conclusão. Parece no caso que a sua premissa da moralidade ou do julgamento moral influencia a a vontade deve ser que que ela influencia a vontade deve ser construída como dizendo no caso que a valorais sozinha move nos paração, sem no caso ajuda de alguma paixão posterior.
¶253Isso é uma legal controvérsia não e não é uma das dos quais hum oferece qualquer suporte. A premisa de casão sozinha não pode influenciar ação. Também é difícil de se interpretar. Para ele seria no caso que dados seusentos prioritários para essa alegação, por exemplo, no caso de que a mera descoberta de uma relação causal de fato não produz o impulso para agir. Ah, que Hilm quer significar, né?
¶254que quer dizer, no caso que não é somente a faculdade da razão ou da atividade do raciocínio sozinho que não pode nos mover, mas também no caso que a e que as conclusões de tal atividade sozinha, tais como no caso reconhecimento de um relacionamento entre ideias ou crenças e um relacionamento e uma conexão causal, não pode produzir o motivo, né? Ainda assim, é difícil de ver como Hum, dado a sua teoria da causação, pode argumentar que nenhum entem mental de um certo tipo, tá? Como uma crença causal, pode pode possivelmente causar ah um eh ah podeente causar, né? Ah, favorecer uma causa motivadora, né? No caso da paixão ou da ação.
¶255Tal aleação não poderia ser suportada a priori no tratado 1.3.10 a da influência da crença, ele parece, no caso alegar muito plenamente de que alguma algumas crenças causais de fato causam a motivação, né? eh, causam em termos motivacionais ali paixões, especificamente crenças sobre o prazer e dor em prospecto. É possível, no caso, que Rum somente quer dizer eh quer dizer, na premissa de que a razão sozinha não pode influenciar a ação, de que os processos de ações não podem gerar ações como suas conclusões lógicas, mas que iria introduzir uma equivocação, né? Uma equivocação desde que ele com certeza não significa eh não quer dizer, no caso, na outra premissa de que avaliações morais geram ações como suas conclusões lógicas. A transição a partir de premissas para a conclusão também parece ser corado no princípio da transitividade.
¶256Se A sozinho não pode produzir X e B produz X, então A sozinho não pode produzir B, dos quais é duvidoso, mas recebe nenhuma defesa. Eh, mas enfim, aí aqui os comentadores propuseram uma várias várias interpretações para evitar essas dificuldades. Uma abordagem é, no caso construir razão como nome do processo ou atividade ah da comparação de ideias, raciocínio e para construir a moralidade como H usa no seu argumento, como significando na atividade de discriminação moral, fazendo uma jção moral, né? Enfim, aqui tem várias controvérsias interpretativas, mas é mais interessante vocês visualizarem aqui esse trecho aqui específico, ó, esse trecho aqui que eu havia lido, né, que é sobre justamente controversa sobre se Hilm é um não cognitivista moral, né, um sentimentalista nem o motivista provavelmente, né, aliás que ele é um emotivista ali, né, o sentimentalista no sentido emotivista do termo, ou se no caso ele é um cognitivista de alguma maneira, né? Eh, e aí entra dessas controvérsias que o San mencionou de inter de intérpretes, né, digamos assim.
¶257Ah, e aí o o Enits, ele tá se encurando em um dos intérpretes que é o James Chamberlle, né? E eu cheguei a dar uma olhada nele e algumas alegações que o Benitz fez no vídeo não tá muito não tá presente ali propriamente, né? Como no caso a relação entre essa ideia de que, ah, mas Hill me separa a filosofia da da ética e da estética, né? Rum separa a filosofia da ética e da estética, né? E coisa e tal, né?
¶258Ah, ah, e existe um relacionamento intricado, né? Ali entre, no caso, a lei de Rum, né? Ah, que é a guilhotinha de filme com o emotivismo, né? Nenhum dos textos ali que eu olhei do Benitz ilustra isso, tá? Ah, que é o do Frank Sweeter, né?
¶259Acho que é Siter o nome dele e o do James Chamberley, tá? Ã, eu mostrar aqui para vocês, né? Só para vocês verem aqui que texto é esse que eu tô mencionando, tá? Que ele mandou pr pro Samuel. Samuel repassou para mim, tá?
¶260Então aqui, ó, é esse é um dos textos, tá? Esse é um dos textos aqui, ó, do James Chamberlin, tá? da Universidade de Nottingham, né? H, que é Humotivistory of Moral Judgements, tá? Aí aqui ele defende que o Hum é um emotivista, digamos assim, não cognitivista moral, de fato.
¶261Ah, e aí você tem essa daqui, mas não achei nada sobre esse daí que ele tá falando, sobre estética e coisa e tal, né? Ah, e esse outro aqui também. Deixa eu mostrar aqui para vocês. Mostrar para vocês aqui. >> E esse outro aqui, caramba.
¶262Cadê? >> Não, fecha. >> Pera aí, velho. >> Vamos pra Brasília Luena. Semana promete.
¶263>> Tá até tudo marcado, né? Eu acho que ele mandou justamente porque ele tava estudando, né? que ele fez marcações aqui, ó. Frank Thomas Ster, né? Shter, né?
¶264Salter, tá? E também não tem nada aqui, tá? Aqui tem formulações diferentes, no caso da da Lady Hm, blá blá blá blá blá blá. OK? Então, não tem exatamente essa questão do de separar a ética da a ética estética da do resto da filosofia, nem nada, né?
¶265Mas é isso. Bora. Deixa eu colocar aqui pro SK e ver o o vídeo do Benit. Bora prosseguir. Ele diz que a aprovação ou a censura não podem eh não pode ser obra do entendimento, não constitui proposição, mas sensação.
¶266Então o livro do R também tá aqui na descrição. E se vocês tiverem interesse eh com relação a essas origens do emotivismo no Rme, eu tenho umas referências de artigo sobre isso para passar. Me escrevam por e-mail. Foram essas duas aí, tá? Pelo menos foi as que passaram pro Samuel, segundo que o Samuel passou para mim.
¶267Quem tiver esse interesse de explorar como que Rum é o avô do emotivismo. Então, continuando, vamos ler uma passagem de R desse texto. Hoje os homens estão curados de sua paixão por hipóteses e sistemas de filosofia natural e não darão ouvidos a quaisquer argumentos, a não ser aqueles derivados da experiência. Já é hora de que se proponham a uma reforma semelhante em todas as investigações morais. e rejeitem todos os sistemas éticos, por mais sutis e engenhosos que não estejam fundados em fatos e na observação.
¶268Então, repara que o que ele tá reivindicando é o oposto do que os intuicionistas fizeram e fazem. Naturalistas acreditam que está >> tem nada aí que tem a ver com isso, cara. Tem nada que tem a ver com isso. Quarta-feira. >> Não tem nada que tem a ver com isso aí do pelo menos da relação do você faria nessa separação entre a ética e estética do resto da filosofia ou algo assim porque vê ele vai falar >> estão fazendo isso, mas de uma forma muito menos plausível do que o emotivista.
¶269O Aer, de certa forma, tá dando continuidade ao projeto que o Hilm iniciou nesse tratado. >> Bom, pessoal, um aspecto importante de se observar a respeito disso é que o fato de não haver conhecimento moral, as declarações morais não expressarem conhecimento, não implica que você pode sair fazendo qualquer coisa. Ah, não existe moral, então eu vou sair matando, roubando, enganando todo mundo, manipulando, fazendo só o que eu quero. Não é bem assim. Inclusive lá atrás, no texto que eu recomendei para vocês do RM, ele fala da empatia.
¶270Ele fala simpatia, mas na a termo mais preciso hoje em dia seria empatia pro que ele tá querendo dizer, que é você se colocar no lugar do outro, que é você eh respeitar a civilidade, entender contato com bom senso, como as sociedades entram em coesão e como você pode conviver com o seu vizinho, com a sua parceira, enfim, com seus familiares, com todo mundo. Então, não tem nada a ver com você poder fazer o que você quiser. O emotivismo não é imoral, é uma explicação técnica e mais plausível da metaética, né? Não ética normativa, também não é uma teoria que vai prescrever qual é a conduta correta, qual, como você deve ver, até porque não acredita nisso, né? Então, só deixando isso bem claro para que eh não façam esse tipo de acusação.
¶271>> E bom, agora vamos >> então. Eh, você quer comentar alguma coisa sobre isso aqui? >> Aquele trecho que você achou, cara? Sal, eu comentar sobre esse trecho. Esse trecho é bastante interessante porque existe um debate sobre qual que era a perspectiva ética do Hilm, né?
¶272Inclusive o John Rolls, por exemplo, acha que o R era utilitarista. O o Jerry Benta, se eu não me engano, ele pegou o termo utilitária, utilitário, utilitarista, alguma coisa assim, do Hilm. Eh, e aí o R fala alguma coisa mais ou menos assim, né, no trecho de que nós devemos basear, toda a filosofia do R propõe isso, que tudo deve ser baseado em eh experiência e observação, né, que é um termo que ele inclusive aparece no Newton, alguma ideia assim de que a filosofia, assim como a ciência, ela deve ser baseada em experiência e observação. Ah, e aí ele vai dizer assim, né, então a gente deve abandonar tudo na filosofia, que não é baseado em experiência e observação, inclusive no campo da ética. A ética ela deve ser baseada em experiência e observação.
¶273E alguns interpretam que o Hilm defenderia uma espécie de utilitarianismo, porque na verdade ao invés da gente basear a ética numa espécie de princípios cantianos, alguma coisa assim, a gente baseeria a ética em experiência e observação. Realmente, a gente vai olhar eh se uma determinada determinada ação, ela produziu mais ou menos felicidade usando o princípio da utilidade. Então, por isso que seria eh ciência e observação. É, só que se a gente pegar o que o utilitarismo defende hoje, o utilitarismo tem certas teses bastante específicas, como a ideia de imparcialismo, ah, ou a ideia de de que a soma total de felicidade é o que importa, o agregado, eh, ou a, e aí talvez o R não fosse encaixar completamente no que hoje a gente chama de utilitarianismo. Então, talvez a gente pudesse classificar o R como uma espécie de consequencialista em ética.
¶274Então, é bem possível que nesse trecho o RM defendendo uma espécie de consequencialismo ah do que uma espécie de emotivismo. Talvez a tese dele seria mais ou menos assim, né? Eh, os sistemas éticos que não se baseem em experiência e observação, eles devem ser rejeitados. Ao invés disso, nós devemos nos basear num sistema ético que faça mensurações baseadas na experiência, do quanto que uma ação produziu de bem, do quanto que ela produz >> Aham. E aí seria uma interpretação consequencialista do Hilm.
¶275Eh, e aí então ideia, mas essa ideia do tirou não sei da onde de que Hilm separa a ética e a estética do resto da filosofia. Tipo, faz sentido isso? >> Então, não sei exatamente o que ele tem em mente quando ele fala isso. Não fez sentido nenhum isso, cara. Eu não vi nada nisso.
¶276Nos textos que ele colocou. Nem eu, nem o Samuel. Será que é algo que tá interpretando errado de novo? Ele tá tirando, tipo, ele tá traindo, >> extraindo interpretação da cabeça dele e colocando no fazendo exegese, digamos assim. Agora, uma coisa que seria interessante é que esse próprio texto eh levaria à conclusão contrária, né, de que para o Hilm a ética ela não é separada do restante da filosofia, porque ele diz, né, no texto que a ética, assim como o resto da filosofia, deve ser baseada em experiência e observação.
¶277A gente deve abandonar, ele fala, ele não fala que a gente tem que abandonar a ética completamente, ele fala que a gente deve abandonar os sistemas que não são baseados em experiência e observação, que é justamente o mesmo critério que ele usa para qualquer outra coisa em filosofia. né? Ele é um pirista. Então é, pode esperar isso. >> Uhum.
¶278Agora o R, o R tem aquela coisa de ter ficado conhecido pela teoria do gosto estético, né? Ah, e aí já seria um outro campo ele, ah, que ele desenvolve a teoria do gosto estético. Talvez a estética não se enquadrasse exatamente em experiência e observação, não sei. Eh, mas ele tem uma teoria do do gosto estético, mas eu não sei se exatamente o que o Benites quis dizer exatamente com essa coisa de separar a estética e a ética do restante da filosofia. Eu acho que na verdade continua conectado mesmo, a estética continua conectado de alguma maneira, porque no de alguma maneira toda a sua investigação vai gerar em torno da mente humana, né, de pensar todas as ciências, a filosofia e todos esses esses elementos dentro do funcionamento da mente humana, ao invés de extrapolar isso para algo que tivesse além das impressões.
¶279Ah, as impressões são tipo assim, o máximo que a filosofia do Rio me chega, assim, ela não, ela não tenta postular nada para além daquilo que aparece nas impressões, né? De onde vem as impressões, se existe mundo externo ou não, isso o Rio me deixa de fora. >> Sim, sim, sim, sim. Mas é isso, né? Vamos lá, vamos voltar para lá.
¶280Vamos abordar a principal objeção ao emotivismo, que é o problema Fregit, que foi criado a partir de um artigo dos anos 60 do Peter Git e que ele puxou o gancho, né, pegou o gancho de algo que o Freg lá atrás já tinha levantado e desenvolveu esse problema. E geralmente esse problema aparece na forma de um argumento eh em que contém, né, eh, embutida a frase ou o termo moral, né, eh num condicional, por exemplo, não é uma acerção direta, uma frase simples, é uma frase do tipo CX, então Y. E aí o argumento vai dizer que o termo moral como errado ou certo ou bom preserva o sentido através das premissas das quais uma delas ou duas delas, né, eh são condicionais e não asserções diretas e outra, pelo menos, é asserção direta. Então, por que que isso acontece se o termo moral não tem sentido? Por que que ele preserva, né, a a nossa interpretação dele?
¶281Então, isso parece sugerir um problema pro motivista. Vamos ver como que esse argumento é geralmente formalizado. Geralmente é nesse argumento do irmãozinho, Little Brother Argument. Se mentir é errado, convencer o seu irmãozinho a mentir é errado. Mentir é errado, logo convencer o seu irmãozinho a mentir é errado.
¶282Então, parece que o sentido de errado permanece através das diferentes premissas, mesmo uma delas sendo condicional, em vez de acerção direta. Ué, mas o emotivista não fala que errado não tem sentido? Então, por que que a gente continua podendo interpretar sentido através das diferentes premissas? Como que o emotivista pode responder? Simples.
¶283O emotivista vê tudo isso como factual, como descritivo. O termo normativo errado não adiciona nada, não tem sentido. Então, o argumento permanece. Mas ele, na verdade, tá dizendo tão somente o seguinte: se mentir provocasse emoções negativas, então ensinar seu irmãozinho a mentir causa emoções negativas. Mentir provoca emoções negativas.
¶284Logo, convencer o seu irmãozinho a mentir provoca emoções negativas. >> Resolvido, San. Não tá, tem vários erros nessa análise. A primeira, o primeiro problema é a a ideia de falar que no, no emotivismo os juízos morais não têm sentido. Não é que eles não têm sentido, é que eles têm um sentido expressivista e não um sentido cognitivo.
¶285E aí a se não percebe isso, isso >> sim, eles não têm sentido cognitivo. Eles não têm sentido cognitivo. >> Isso, porque se falar que eles não têm sentido nenhum, isso isso isso não é expressivismo, né? Na verdade, não sei o que que seria. Eh, agora talvez ele o que ele quer dizer, eles não têm sentido cognitivo nenhum, eles têm um sentido expressivo, assim, é mais técnico, porque eh colocado assim fica mais caro ver qual que é o problema.
¶286O problema não é que não tem sentido nenhum. Eh, o problema é assim, eh, a sentença, mentir, a sentença não, né? O juízos mentira é errado, ele tem que ter um conteúdo. Você tá expressando alguma coisa, o que que você tá expressando? Qual é o conteúdo que tá sendo expresso?
¶287O conteúdo que tá sendo expresso no emotivismo é uma emoção, no caso, uma emoção de desaprovação. Então, mentira é errado não é uma sentença que expressa um conteúdo cognitivo, mas é um juízo cujo sentido é expressar uma emoção. Então, o sentido do juízo, o conteúdo do juízo, o conteúdo semântico do juízo, digamos assim, o conteúdo de sentido do juízo, ele é um conteúdo emotivo. Então, quando eu sanquei do nada fala assim: "Mentira, é errado." E eu tô, eu posso dizer para você, você me perguntam o que que você quis dizer com mentira errada. Aí eu posso dizer, eu estou expressando eh uma emoção de desaprovação.
¶288Por outro lado, né, se eu tiro a expressão mentira errado desse contexto assertivo, onde eu estou expressando minha emoção e coloco ele em outro contexto, como no caso do argumento do irmãozinho, daí eu preciso perguntar o que o que que você tá querendo dizer, qual que é o sentido? E aí que tá o problema, porque a a se eu digo eh se tiver o exemplo assim, se mentir é errado, convencer o seu irmãozinha a mentir é errado, eu s posso não estar expressando nenhum tipo de eh emoção sobre isso. Eu posso nem achar que mentira é errada. Não posso achar nada sobre isso. Eu só tô dizendo assim: "Se mentira é errado, convencer o seu irmãozinho a mentira errado." Vamos supor que eu acho que nem é errado, mas eu tô dizendo essa frase e eu tô dizendo alguma coisa com sentido.
¶289Mas a questão é qual que é o sentido? Aí tem duas saídas, né? Ah, ó, ou eu vou dizer: "Olha, ora, o sentido é expressivo, né? Mas aí eu vou perguntar onde. Eu não tô expressando nada, então não pode ser isso.
¶290A outra opção seria dizer, eh, então não tem sentido nenhum. Ah, mas isso não tem sentido nenhum. Então o que eu tô falando é miniless, não carrega nenhum significado. Ah, uma terceira opção, eh, seria dizer e depois eu acho que o que o que o Benes vai fazer alguma coisa assim, né? Seria dizer que a praça só tem conteúdo descritivo, mas se ela tiver só conteúdo descritivo, isso é muito estranho, por primeiro que isso não é emotivismo, né?
¶291Isso é uma forma de descritivismo. Então eu tô tô dizendo assim, eh, que a frase ela descreve alguma coisa, mas ela tá fazendo mais do que descrever. Ela tá fazendo mais do que descrever, porque ela vai permitir um argumento que chega a uma conclusão, que é assim: convencer o seu irmãozinho a mentir. Ah, agora mudou a frase. Mas é convencer a seu irmãozinho a mentira é errado.
¶292Quando eu digo a expressão convencer o seu irmãozinho a mentira é errado, eu tô dizendo, eu tô endossando um plano de ação ou eu tô endossando uma um certo comportamento que você não deve convencer o seu irmãozinho a mentir. Quando eu digo convencer o seu irmãozinho a mentir é errado, eu quero dizer, você não deve convencer o seu irmãozinho a mentir. Então, eu estou expressando alguma coisa que vai muito além de só descrever a situação. Eu estou dizendo o que a pessoa deve fazer, qual que é o tipo de atitude que ela deve ter, que tipo de comportamento ela deve endossar. Então, a a todo o sentido da sentença para se manter, ele tem que manter o aspecto normativo, ele tem que manter o aspecto de aprovação e desaprovação.
¶293E aí que surge o problema, né? No caso do problema fregueg, a gente tem um problema de de onde de onde tá vindo o significado, tá? De onde tá vindo o significado de mentira? é errado na sentença. Se mentir é errado, não se deve mentir pro seu irmãozinho.
¶294De onde tá vindo o significado? O significado tem que tá vindo de algum lugar. Ele não pode estar vindo da mera descrição da situação, porque você não tá só descrevendo a situação. Você tá fazendo mais do que descrever. Porque na conclusão você vai dar uma conclusão que não é só uma descrição da situação, a conclusão ela vai endossar um plano de ação.
¶295Então para eu conseguir tirar disso um endosso de um plano de ação, eu tenho que estar mais do que só descrevendo a situação. Inclusive é que a gente pode usar o a guilhotina de RM, né? Se eu tivesse só descrevendo a situação, como que eu cheguei numa conclusão que endossa um comportamento, né? Porque a conclusão da da do argumento vai ter que endossar um comportamento, né? Se mentir é errado, então eh ensinar o seu irmãozinho a mentir é errado.
¶296Mentir é errado. Logo, convencer o seu irmãozinho a mentir é errado. Perceba que a conclusão ela não é uma descrição de uma situação. A conclusão ela é um endoso de uma ação. Ela quer dizer assim: "Ora, você não deve convencer o seu irmãozinho a mentir.
¶297Você não pode endossar esse comportamento. Você não pode endossar essa ação. Você não pode aprovar essa ação. Então não pode ser mera descrição. o tem algum significado vindo de algum lugar.
¶298A gente tem que perguntar de onde tá vindo esse significado que vai além da descrição, de onde ele surgiu, de onde ele apareceu. Eh, se tinha um significado expressivo e eu tirei o significado expressivo na primeira premissa, de onde tá vindo o conteúdo expressivo da sentença, né? Então, como que, né, o problema freguite, como que mentir é errado ainda tem sentido na primeira premissa se nenhuma emoção está sendo expressa na primeira premissa? E aí, além do programa Fregigit relacionado, né, a gente poderia trazer o dilema de Georgeson. Como que isso aqui é um argumento válido se nenhuma premissa tem valor de verdade, né?
¶299Talvez só a primeira poderia ser um condicional, só que aí ela não vai ser expressiva, né? Então a gente tiraria a primeira premissa porque ela não é expressiva, mas a segunda premissa e a conclusão elas são expressivas. E aí eu posso perguntar, eh, a segunda premissa, ela não tem valor de verdade, né, na na perspectiva emotivista. Sentir é errado não é uma proposição. Mas como então tem uma conclusão do argumento, porque uma conclusão de um argumento válido é que ela transferiu das premissas a verdade das premissas pra verdade da conclusão, mas não tinha verdade na segunda premissa.
¶300Então de onde veio a verdade da conclusão? É que é o dilema de Jorgon. Então esses são os dois problemas que estão aí. Eh, >> eu acho que ele nem conseguiu, eu acho que, eu acho que ele não conseguiu nem chegar nessa parte do Jordic, porque o que ele montou aqui nesse segundo é basicamente um argumento, um argumento comum >> envolvendo uma descrição de um estado de coisas, né? Uma descrição, uma referência ao estado de coisas.
¶301Ah, ó, se se mentir provocasse emoções negativas, então ensinári se irmã se irmãzinha mentir causa emoções negativas. Ah, é uma proposição, uma sentença factual, né? Então, se um estado de coisas fosse o caso, então outro estado de coisas se obteria, como sendo no caso também decorrência desse outro estado de coisas, né, em termos condicionais, já que um depende do outro. Ah, aí no caso você afirma, no caso que o primeiro estado de coisa se obtém, né, na na sentença condicional, você afirma o antecedente e aí você infere o consequente. É só um argumento >> Aham.
¶302comum, uma inferência mod comum aqui. E o a semântica que tá referida aqui é uma semântica, uma semântica factualista, descritivista nessa sentença. >> Ah, o que a gente faz é o que a gente faz para é o que faz sem os termos normativos, né? Tá sem os termos normativos, mas são what. >> Então, resolv esse que é esse que é o Então esse que é o problema que mostra que o problema não foi resolvido por causa disso.
¶303Qual que é o problema, Fregate, né? A depois o alguma coisa se perdeu em algum lugar que essa tradução não tem o conteúdo da anterior, ela tirou o conteúdo da anterior que é o conteúdo de endossamento de ação. Por exemplo, se eu digo assim, se mentir provocasse emoções negativas, então ensinar o seu irmãozinho a mentir causa emoções negativas, eu posso falar: "Ah, ok, né? É verdade. Se ah, se mentir provoca emoções negativas ou se não alguém mentir vai provocar emoções negativas".
¶304Concordei. Aí vem a segunda. Mentir provoca emoções negativas. É verdade. Quando eu minto para alguém, a pessoa fica triste.
¶305E conclusão, convencer os seu irmãozão a mentir provoca emoções negativas. Tudo bem, é verdade. Aí eu vou falar. E daí? Agora, na outra que tem a palavra errado, a hora que eu chego na conclusão, eu não tenho como falar e daí eu tenho que falar, então eu não devo convencer o meu irmãozinho a mentir.
¶306Alguma coisa sumiu, tem alguma coisa faltando. Eh, a primeira, o primeiro argumento não é o mesmo do segundo. O primeiro argumento quando você chega na conclusão, a conclusão te fala o que você tem que fazer, eh, que você não deve convencer o seu irmão a mentir, que que isso não deve ser endossado, que esse comportamento não deve ser endossado. a a tradução perdeu esse elemento, sumiu. Então, quer dizer que o a o significado não foi mantido na tradução.
¶307E esse é justamente o problema freguit, não teve estabilidade significado. O significado da primeira, do primeiro argumento e do segundo não é o mesmo, ou seja, nem sequer o mesmo argumento. São argumentos totalmente diferentes. Uma coisa tem nada a ver com a outra. Eh, porque inclusive eu aí aí de novo a gente pode trazer o problema da questão aberto, da questão aberta.
¶308Inclusive, eu posso eu posso perguntar, né? Eh, na questão aberta, eh, provocar emoções negativas é errado? Às vezes não. Às vezes a gente tem que falar coisas que vai deixar a pessoa triste, né? Infelizmente, às vezes a ação correta é ação que provoque emoções negativas.
¶309Às vezes, a para acertar a gente vai ter que fazer algumas pessoas sofrerem. É a vida. Às vezes a gente sofre para fazer a coisa certa. Às vezes a coisa certa a se fazer provoca emoções negativas. Então, a conclusão não me permite concluir nada sobre se eu devo aprovar essa ação ou não.
¶310No primeiro argumento, eu devo desaprovar a ação. No segundo argumento, eu não sei, eu devo aprovar ou não. Ora, tem situações em que é OK produzir emoções negativas, tem situações que a coisa certa se fazer é produzir emoções negativas. Então, assim, o segundo argumento, ele não tem nenhum elemento que me permite concluir o que eu devo fazer. devo produzir emoções negativas ou não?
¶311Não sei. O argumento não me informou nada sobre isso. Ele só descreveu a situação. E de novo, a gente pode usar a própria guilhotina de Hilme, né? De nenhuma dessas premissas e nem da conclusão, eu consigo tirar uma coisa normativa pela própria guilhotina de Rilm, né?
¶312Esse é um conjunto de proposições factuais. Elas não me permitem extrair nenhuma inferência sobre o que eu devo fazer. Ou seja, isso mostra que o argumento falhou eh em manter o significado. O significado não se manteve estável da do argumento original para a tradução. Ou seja, isso é é bom que isso ilustra o próprio problema freguete, ou seja, o problema e tá escancarado, né?
¶313O problema é que o significado não foi mantido, alguma coisa se perdeu. O que que se perdeu, né? Essa que é a questão, assim, sumiu alguma coisa? Fica a questão aí aonde que o aonde que o o Benit o normativo aí? Brincadeira, viu?
¶314Brincadeira, brincadeira, brincadeira, ó. Brincadeira. Não tô xingando, mas enfim. Alguma, para onde assumiu? Para algum lugar, né?
¶315Foi, foi embora. Mas enfim, vamos lá. >> Negativas. Logo, convencer o seu irmãozinho a mentir provoca emoções negativas. [limpando a garganta] Isso é o que eu faço do argumento FR Git.
¶316de uma maneira simples e didática. É claro para mim que ele não é um problema que refuta o emotivismo. E outra objeção é uma objeção de que, ah, o emotivista inefitavelmente usa o termo moral na sua expressão. Aquilo foi bom, eh, a o aumento do Bolsa Família foi bom, a corrupção foi ruim no seu dia a dia, ou numa conversa ou mesmo num debate, ele pode falar: "Ah, o progresso moral foi bom". Por que que ele pode falar isso?
¶317Ele não pode, já que para ele essa palavra não tem sentido. Mas de novo, o que ele tá querendo dizer é: "O progresso moral me causa uma emoção de satisfação, um contentamento, uma atitude positiva, uma atitude de aprovação." Então, da mesma forma que a gente usa outras palavras que não têm sentido na nossa linguagem, pelo menos na análise técnica da filosofia, como Deus, as pessoas falam: "Graças a Deus, vai com Deus, fica com Deus". Que que isso quer dizer, né? Porque a pessoa que tá falando isso paraa outra tá pressupondo que ela tem o mesmo conceito de Deus do que ela. Eh, então, e a outra entende e >> sim, porque ambas nasceram em comunidades similares e aprenderam a aplicar o conceito de maneiras similares, né?
¶318Isso numa teoria, né, de uso, a teoria de significado dos termos, né, de certos conceitos, né, que é a teoria de uso, né, de uma linha, uma vive mais ou menos vitaniana de que no caso você ter um conceito específico, né, você e saber o que que é um conceito de alguma coisa, né? você ter um conceito de alguma coisa, é basicamente você aprender a como imitar o uso do termo em dadas situações similares ali apropriadamente, né? Você ter disposições apropriadas de aplicar o termo em situações eh apropriadas, né? Imitando o uso que as pessoas da sua comunidade fazem daquele termo, né? Naquela situação.
¶319Então elas têm é razoável você assumir que as pessoas têm o mesmo conceito ou conceitos similares, relevantemente similares de Deus ou de outras concepções ali, né? Quando elas estão próximas, >> vivendo em comunidade muito próxima, algo assim. ou pelo menos exatamente mesmo exatamente o mesmo conceito, pelo menos um alguns conceitos similares, né? >> Eu ia comentar porque o eu ia só comentar assim que o exemplo que ele deu é que o emotivista não poderia dizer é que o progresso moral é a coisa certa, né? E aí ele fala, na verdade poderia dizer sim o que ele poderia, porque ele estaria querendo dizer, o progresso moral é o que eu aprovo na verdade, a gente seria um pouco mais radical do que isso.
¶320Na verdade, o emotivista não poderia nem ou um relativista ou qualquer pessoa assim, não teria nem como falar de progresso moral em sentido robusto, né? Não é nem que o que que é progresso moral numa perspectiva que não tem eh porque progressa é você de uma situação ou de uma condição pior para um estado melhor, né? E aí num sentido robusto, se a gente fala que a gente tá saindo de uma sociedade pior para uma sociedade objetivamente melhor, isso sim é progresso no sentido robusto. Agora, se você não acredita em moralidade objetiva, qual que é o sentido de progresso, né? E aí você teria só sentidos enfraquecidos de progresso, né?
¶321É a a enfim alguns parâmetros morais alguns parâmetros selecionados favorecidos contextuais ali que você abraça e de acordo com eles você pode progredir ou regredir ali. Mas sou s sou isso não é progresso moral, >> isso é no sentido relevante, né, digamos assim. Isso daí é só caso você avaliando certas ações como boas ou ruins de acordo com o parâmetro que vocêsa, né, e que não não permite você visualizar, no caso, uma convergência genuína entre crenças que pode ser abarcada por uma noção mais geral que abarca, né, e que engloba um parâmetro mais amplo, né, eh, e que transcende os parâmetros contextuais, né, normativos que você prefere, né, em certas situações, algo assim. >> Aham. >> Então, a própria noção de progresso moral fica prejudicado, né?
¶322Às vezes para um católico o progresso moral é uma sociedade mais religiosa, eh, com a lei católica empregada, eh, ou para ou que segue a doutrina social da igreja. Para uma outra pessoa, o progresso moral vai ser uma sociedade mais livre, com barulhos LGBTs, feministas, para outra pessoa vai ser outra coisa dentro de certos padrões, né? E então o progresso, a própria ideia de progresso, ela fica prejudicada numa perspectiva assim. Mas isso podemos prosseguir, >> beleza? Uhum.
¶323>> Talvez isso não seja verdade. Talvez a pessoa seja budista, talvez a pessoa seja hinduísta, talvez a pessoa seja muçulmana, talvez seja protestante ou católica. Enfim, você vê que na nossa linguagem é muito comum a gente usar termos que não necessariamente eh ten um sentido literal. E eu argumento como um emotivista que os termos morais são dessa categoria. Muito bem.
¶324Tendo respondido essas duas objeções, aliás, você pode encontrar respostas a objeções mais detalhadas, como as do Simon Blackburn, que tem algumas das melhores respostas eh a ataques ao emotivismo ou a teoria não cognitivista em geral. Eh, em outros lugares, esse é um vídeo didático, é um vídeo expositivo e que eu tô fazendo a minha apresentação clara e simples das principais objeções e da teoria em si. E eu queria aproveitar para falar um pouco da minha trajetória pessoal e responder também algumas eh querelas aqui da internet, digamos assim. Bom, quando você >> pegou minha vez, >> atinge um determinado nível de sucesso, você começa a receber vídeos de resposta, eh chamadas para confrontação e tal, mas isso é muito comum, né, para canais grandes de assuntos intelectuais. E eu recebo, em geral, todo mês, um vídeo de resposta de algum cristão, algum teísta tentando me refutar ou ou tentando provocar uma resposta minha.
¶325Enfim, existem muitos youtubers que fazem carreira respondendo a outros ou eh maiores, né? E >> cara, eh se você tiver falando de mim, eu respondo a gente até menor do que eu, tá? Se eu achar que os argumentos são bons, é assim, eu costumo responder pessoas mais grandes, obviamente pela razão que a maioria das pessoas que aqui tá aqui no YouTube, obviamente responde pessoas maiores, né, para poder ganhar atenção e tudo mais, né, enfim, divulgar conteúdos e blá blá blá, né? Eh, enfim, crescer e blá blá blá. Ah, ter um pouco mais de views, isso é óbvio, né?
¶326Acho que todo mundo faz isso. Você faz isso, Benites, eu faço isso, todo mundo faz isso, né? Costuma fazer isso uma vez ou outra ou constantemente ou qualquer coisa assim. Mas ah, eu costumo responder pessoas até menores do que eu, tá? Eh, principalmente quando eu percebo que a pessoa tem um argumento bom.
¶327Eu respondo a pessoa que é menor que eu. Eu já respondi aqui o Paulo Víor. Acho que o Paulo Víor é uma pessoa ali que é amiga, conhecida inclusive meu e do do do Sunen, né? Inclusive é da da mesma universidade que o Sunkin, né? Sunk da Universidade Federal de Uberlândia.
¶328>> Ah, então assim, eh, eu respondo ele, respondo o Fugita, né? O Fugita era, acho que ele já era um pouco melhor que eu já eh no no período que eu que a gente interagiu mais, né? Que a gente até discutiu aqui sobre o desafio do Deus Lével. Eu acho que ela até menor que eu, se eu não lembro bem, eu discuti com ele, cara. Tipo, tem problema com isso com isso não, cara.
¶329Eh, com com a pessoa ser menor. Se eu achar que aquela pessoa tem alguns argumentos relevantes, eu vou responder ela se ela for menor do que eu. Agora, se ela for menor do que eu e tiver argumento merda, argumento ruim, aí eu não vou responder ela. Aí, de fato, se eu achar que o argumento é muito ruim, muito ruim mesmo, ou que ela tá só querendo me atacar ou qualquer coisa assim e ela for menor do que eu, aí eu não vou responder mais nem lascando. Agora, se ela for menor do que eu e tiver um argumento bom, não tenho problema nenhum em fazer uma live para responder, né?
¶330Ah, não tenho problema nenhum fazer isso, né? Ou às vezes fazer uma ou outra de diversão, né? Por exemplo, a resposta que eu e o Ari a gente fez pro Jadson Barbosa e pro Jadson Barbosa e pro Galvão, a gente faz por por diversão mesmo, porque de fato é engraçado as coisas que eles falam da da gente de fato. Então assim, eu não me guiro só por ah, só por views, só por ah, porque a pessoa é grande, eu vou responder ela. Não me guio só por isso aqui nesse canal, cara.
¶331Sorry, sorry. E o meu intuito, o meu maior intuito para fazer esse tipo de esse tipo de abordagens também é divulgar os conteúdos que a gente traduz, né? Eu não faço só ah, só esse trabalho aqui de ficar se reagindo, né? Ah, se você só faz carreira reagindo, não. Olha aqui o que a gente tá fazendo, tá?
¶332Traduzindo documentário, legendando documentário, traduzindo artigo para caramba, tá? Ó, aqui, ó, já tem um aqui, ó, só para você ver, ó. Esse aqui, ó, esse vídeo aqui do Justin Sharber, muito bom. Esse aqui é documentário, tá? Lá no Sky Field.
¶333a gente o nosso amigo Alan legendou, tá? E a gente utiliza isso aqui para quê? Para quê? Para divulgar os conteúdos mais robustos, né? Divargos os mais robustos aqui.
¶334OK? E aqui no comentário fixado, olha só o que que eu faço. Eu todos os vídeos que a gente legendou tem esse tipo de coisa aqui, tá? No comentário fixado tem vários artigos e vídeos que a gente legendou ou que traduziu, né? Artigos muitas vezes acadêmicos, né?
¶335grande parte acadêmicos que a gente traduziu relevantes relacionados aos tópicos relevantes, né? Então a gente faz, eu faço isso, né? Tem uma boa parte de traduções aqui. É minha também, tá? É minha aqui também, ó.
¶336Aqui é David Ribeiro. David Ribeiro, ó. David Ribeiro, David Ribeiro, David Ribeiro. T t t aqui, ó. Boa parte dessas coisas aqui são tudo minhas, tá?
¶337Traduzir tudo isso aqui. Eh, então a gente faz isso aqui, ó, relação a, ó, o vídeo do do Joy Schmid do do Stephen Woodford respondendo Benchapiro sobre o argumento da mudança aristotélica antes de livrear católico, né? Nesse caso, ó, aqui, ó, tudo aqui, ó, legendado, tudo aqui, ó. Aliás, esses aqui, ó, tudo traduzido, artigo traduzido acadêmico, referente à refutação das cinco vias e de outros argumentos escolásticos similares, né? Até argumento do John dos escoto também da tripla primazia, né?
¶338Argumentos que se aplicam a ele também, ó. Tudo isso aqui, ó, conteúdo para vocês, pessoal, para vocês, para vocês terem conteúdo para intelectual, para vocês terem como rebater os teístas da internet, né? Principalmente os apologetas mais sofisticados da internet, certo? Ó, aqui outro outro conteúdo, ó. Calan.
¶339Calã. Calã Calan. Aqui, ó, tem documentário. Legendou aqui, ó. Nosso amigo Alantô ajudou a gente a legendar, ó.
¶340Ajudou a gente a legendar, ó. Documentário aqui, ó, com vários acadêmicos, físicos e filósofos relevantes. Ó, Alex Mopaz aqui. Lá olá. Aí, aqui no comentário fixado, mais artigo rebatendo Calã.
¶341E argumentos cosmológicos similares, ao Calan. Aqui, ó. Mais artigo que serve para bater no Calanã. tudo aqui, ó. OK?
¶342E assim por diante, cara. É, é isso que eu faço. Eu faço re também para isso, tá? Os artigos que eu mandei aí no comentário na no chat de vocês, para isso também é para isso, cara. Para isso, basicamente.
¶343Deixa eu colocar aqui. >> Ah, David, >> hã, >> eu vou ter que sair pr pra minha casa, mas eu posso retornar daqui uns 5 minutos. >> Pode ser. esperar tu aí pode ser antes da gente prosseguir o seu retard. >> Uhum.
¶344>> Vou ler uns comentários de vocês aqui. Acho que isso aqui não vai demorar muito não. Enquanto isso, deixa eu ler os comentários de vocês. >> Quem tá aí, pessoal? comenta aí com nós.
¶345Tô vendo aqui a discussão do Fern Fernand Lopes 3317. Pois a validade meio que não engloba tudo porque conta não é validade. Problemas vocês poderiam aplicar de novo. >> Ah, tá. O problema Georgonen e o problema do Freddit.
¶346É isso. Ô Fernando Lopes, mais de 40 escolas e quatro unidades de saúde não funcionar. >> Fala aí depois. Almeiro, ó o Givaldo aí. Givaldo Carvalho 1676.
¶347Boa noite a todos. Boa noite. Deixa eu ver aqui. >> Salve Ne, sou novo no canal. Salve salve Starfan, tamo junto.
¶348Seja bem-vindo. >> Welcome my friend. >> Pressão caindo. >> Ah, o pessoal tá debatendo aqui, né? Tava debatendo.
¶349Samuel disse que ia ter que sair e já voltava. Não sei se voltou. Ahã. Deixa eu ver que mais vamos perceber usar o filtro. Esse aqui, esse cara aqui é materialista meio o Rick Almeid o Rel Relal da Silva.
¶350Eu acho que ele é meio que um materialista meio ingênuo, né? Sei lá. É empirista meio ingênuo. Sei lá. Que que eu tô vendo aqui?
¶351Ah, vamos lá. Hum, hum, hum. >> Acreditou Cant da seguinte forma. Cantign que fazemos parte do próprio tá falando o qu da vontade, a metafísica da vontade. Falar o Samuel tá comentando, né?
¶352Ele comentou aqui esse negócio de confundir falar a naturala com guiltinha de rim é comum infelizmente. Acho que eu cheguei a ler esse comentário antes, não foi? >> Tem esperança com pode ser sim. Negão quer ser fosança. >> É só fazer uma >> o número na verdade, né?
¶353Segundo alguns intérpretes pelo menos. Ah, se me lembro, acho que é o logness. Ele interpreta o número como sendo um conceito limite. Não sei se é o logness ou axman, não me lembro agora se é o logness ou axman. Interpreta no caso o número como conceito limite encante.
¶354>> Ele sequer é real. ser algo independente ah do nosso aparato de percepção. Não, ele é só um conceito limite pra gente saber os limites dali do do da nossa percepção, que a gente só percebe as coisas já filtradas pelo pela estrutura a priori do entendimento, mano. já [roncando] categorizados, né, nas categorias, né, que são acho que sete categorias, pelo menos cantou de médicos que fizeram ter médico que é que investimentos apresenta aqui. Hum.
¶355Eu fiz esse comentário em um post, mas vou fazer aqui para cabo curiosidade. Você precisa contatar os autores do textos para traduzir? Não, alguns eu contato, outros não. Outros até é gratuito para traduzir. Tá até disponível gratuitamente os artigos.
¶356>> Por qu? Qual que é o interesse nisso? Window. Alguns a gente contata, outros outros não precisa porque é liberação gratuita. Informáticos.
¶357>> Qual que não entendi essa curiosidade toda sobre esse assunto. >> Ah, Givaldo de Carvalho, tô aqui, mas tô conversando com amigo e vendo a live ao mesmo tempo. [ __ ] velho. Ô louco, os dois assistindo a live aí. Sim, velho.
¶358É na TV. na TV é bom, hein? Dá mais viu. Aí, deixa eu ver aqui. Tô esperando o Sunker, pessoal.
¶359Tô tô segurando vocês um pouquinho aqui para ver se o Sank chega pra gente terminar de reagir isso aqui. Falta pouquinho, né? Agora vai chegar a parte que ele vai me responder, né? Quer dizer, tentar me responder, né? David, uma dúvida é que eu ainda estou na escola e não tenho acesso a artigos científicos.
¶360Você tem alguma dica de onde pegar a dica de graça em ser pago? Rapaz, ah, cara, tem alguns que são gratuitos. Outros vocês podem, você pode pegar mandando e-mail para pros acadêmicos, né, das áreas relevantes e tem outros meios aí também. >> Hoje é o dia mundial do jornalismo. Entendi ainda >> uma campanha.
¶361Entendi. Explicar como esse trabalho é feito, o nosso trabalho. Essa campanha conta com mais de 130 participantes, se jornais, site, rádio. >> Então o BO dá mais assim, o BO que pode dar maior se você não contatar autor, se você traduzir texto de autor, é se você traduzir um livro que tem copyright. Aí, ó, se você não contratar autor, pode dar BO para você.
¶362Se você não conseguir os royalties e a [ __ ] toda, né, com a, enfim, com a editora que tem os direitos e coisa e tal, aí pode dar B, pode dar B, gente, >> mas fora isso é tranquilo, tá? O resto é tudo tranquilo. >> Bem, eh, e considerando o que contou no mercado da comunicação com as redes sociais, com a velocidade de tudo, onde todo mundo também pode falar, tem uma opinião sobre alguma coisa? Oi, >> eu que muito importante, né? A dimensão é decisiva.
¶363>> Deixa eu ver se acho mais comentários tem muitos principais >> comentários mais atrás. Caramba, que é mandar mais um aqui. Deixa eu ver. No caso do livro do Humer, isso foi bem mais fácil, né? Eu sei que os livros deles deles ele mesmo publica, inclusive para dar um preço mais em conta.
¶364Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim. O do do Humer, que é o conhecimento, realidade, valor, né? Reality valor. Eu mesmo, eu mesmo conversei com o Hummer. >> Eu mesmo conversei diretamente com Então ele já tá ciente.
¶365>> A gente só tá enrolando para lançar, né? O livro é [ __ ] Falei que ia lançar faz tempo condução de que possam conduzir aum gente ver por >> é [ __ ] >> Jornalistas aquelas pessoas. >> Eu mesmo conversei com o Hummer, né? Eu já eu já entrevistei o Hummeralmente, né? Vocês vocês eu mostrei para vocês ali, né?
¶366>> Mostrei para vocês lá no canal do nosso amigo José Ma Steam. >> José >> Zé Maup. essa informativa ganhar espaço neste neste espaço de >> Ô [ __ ] pera aí, fiz merda. >> Gente situar o momento preso que scrapano se conecta com os desafios mais eminentes de >> Deixa eu mostrar aqui para vocês rapidão. >> O que tá sendo [limpando a garganta] mundialmente em relação à integridade da informação.
¶367>> Aqui é José >> Mayub Team. Não, esse aqui é o português, né? Ele tem o canal em português. Se inscreva no canal português também, pessoal. Mas tem o inglês que é esse aqui.
¶368>> Aí eu entrevistei ele aqui. O Riman é um cara que eu tenho contato. É mais ele é bem fácil de ter contato com o Riman. Entrevistei ele aqui. Não só o Brasil, mas estado ficava por nação etc.
¶369ao mesmo tempo um jornalismo ainda muito muito independente muito qualificado >> e que é referência. >> É isso. Se inscrevam nesse canal aqui, pessoal. Canal bom demais para o nosso amigo José Mayubi. >> Aqui, ó.
¶370Só gente top. a a o fato da inteligência artificial hoje representar lado oportunos de avanço, gente, para uma produção, uma melhor produção do jornalismo e de outro lado uma ameaça existencial >> que teve a entrevista com o Erfioco, né, muito boa sobre que é uma coisa Marcelo Orest Fioco teve com golp também, GR Hop, muito boa. Teve essa aqui do Hummer que foi que eu participei. Teve também com no caso aqui o Timothy Willerson que foi corrosteado com Danilo Fragadantas, né, do monotonia cautelosa. Simon Blackburn também por causa realismo.
¶371>> Esperando por essa tradução. Espero também que a capa seja boa, viu? Eu gosto das capas liv do A, a capa tá top. Quem montou foi o Iran. O filho que montou.
¶372Deixa eu voltar aqui pro coisa. Para verificador da realidade para que a gente faça >> para quem vai interesse, pessoal, o knowledge relity valse aqui, tá? Reality and vale. Tenta apresentar >> Marcelo. Muito bom.
¶373esse papo aqui entre dois colegas, assim, com certeza. Pensa que o relógio é implacável aqui nas bombonias. Agradeço demais por ter trazido pra gente a campanha desse ano para vocêar o restante desse ano. Muito obrigado. >> Vamos falar agora do Rio de Janeiro, onde a violência cruzou o caminho de crianças que participavam.
¶374Esse livro aqui, ó. Mostra esses gafam. >> Mencionei ele hoje na live do José. José Guerra Pires. >> Essa ação foi >> o trecho em que ele fala sobre a refutação naturalismo ético sintético a posterior em contraposição analítico, né?
¶375A priori >> para os criminosos. >> Eu errei inclusive eu mencionei a fil. Não sei porque sai Filipa Fut na minha cabeça e a Rosal Halle, mas era para ter mencionado outros, né? O David Brink, enfim, os naturalistas cornelianos, né? O Brink, Boys, o Sturgan e o Rayon.
¶376Aí eu corrigi lá dos agentes acompanhar melhor a investigação, entender que >> livro ótimo. Wenders, Windows Soares. Esse livro, esse livro é bom demais, cara. Para quem não sabe nada de filosofia, tipo nada de filosofia, nada, nada, nada. Esse livro aqui é excelente.
¶377Excelente. >> Excelente. Excelente. >> Garante é esse. Pode o controleurar ter isso aqui vai demorar muito policial.
¶378Acho que eu vou dar dar continuidade no react pessoal enquanto isso aqui não chega. >> Vamos lá, vamos lá, vamos reagir um pouco. >> Eh, ao longo da minha trajetória como criador de conteúdo, aqui tem um criador também, o David Ribeiro. Ó, David, eu não vou ser desrespeitoso, muito embora eu saiba que você foi desrespeitoso comigo diversas vezes no passado, que >> grande desrespeito com o cara foi, eu acho que eu falado que ele era, enfim, analfabeto funcionava. Eu vou esclarecer esse ponto no final da live, tá?
¶379Sobre ter chamado ele na analfabeto funcional. Ah, o outro ponto de desrespeito, digamos assim, foi o que eu fui incisivo com ele. Eu fui bem incisivo com ele. Aí ele não gostou, ele achou ruim. >> Até aí beleza, né?
¶380Eu até acho que até pesei um pouco a mão demais. Ah, mas ainda assim eu não não acho que era necessário ter toda a reação que ele teve. Mas tudo bem, tudo bem, acontece águas passadas. Agora sobre a questão do analfabeto funcional, não foi só xingamento, tá? É uma conclusão que eu cheguei, eu inferi e eu vou esclarecer isso de vou esclarecer isso melhor lá pro final, defende assiduamente o naturalismo.
¶381E eu participei recentemente de uma conferência de um congresso em que eu apresentei >> Vai Wesley, >> vai Wesley. Vai, vai, vai ficar pública essa live. Essa live vai ficar pública. >> Por 20 minutos. um artigo que eu escrevi explicando o realismo moral de um filósofo continental, Marcos Gabriel.
¶382E aí ele pegou, só porque eu fiz alguns comentários pessoais indicando meu afastamento do realismo moral, ele pegou e fez um vídeo de 2 horas respondendo como se aquele vídeo fosse uma apresentação da da minha crítica ao realismo moral e tudo. >> Cara, você fez alguns comentários lá meio bizarros e >> eu quis reagir. Qual que é o problema? >> Qual que é o problema, cara? >> Pessoas variadas.
¶383Qual que é o problema do R? Se você tá publicando vídeo na internet, é pros outros também comentarem em cima, né? Você quer que os outros saibam, comentem o que que você achou, enfim, se você tá dando sua opinião, a sua visão, você tá dando alguns, você tá ilustrando alguns argumentos de forma breve ou coisa assim, qual que é o problema? Você pode fazer com o meu vídeo também, não tem problema nenhum. Eu >> sinceramente não entendi esse isso aqui, cara.
¶384Não entendi. >> Muito obrigada, Lucas. Intervalo de >> Simplesmente não entendi isso aqui, cara. uma missão história. >> Cara, você tá produzindo conteúdo é para ser criticado também.
¶385Então você não expôs só sua opinião, você deu uma ilustrada breve em certos raciocínios e eu achei pertinente comentar, até porque tinha outras pessoas também comentando e coisa e tal. Falei: "Ah, vou dar uma olhada aqui". Aí fui ver os argumentos são ruins, assim, os motivos pelos quais você ilustrou que você deixou de ser realis moral são motivos extremamente ruins, cara. É só isso que eu queria comentar sobre isso. E caramba, rendeu conteúdo para caramba, velho.
¶386Aquilo ali rendeu conteúdo para caramba. Isso, isso aqui já tá rendendo para caramba. >> Isso aqui também tá rendendo para caramba. Aquele lá rendeu para caramba. Esse aqui tá rendendo ainda mais.
¶387Quantos de live? Eu nem sei quanto de live a gente tá. Quant quantos de live a gente tá? Tá. Nem sei quanto de tempo de live a gente tá.
¶388Mas enfim, [roncando] tudo assim, isso não é uma atitude muito legal. Eu não faço isso. >> Como assim, cara? Eu nem eu não fui desrespeitoso com você em nenhum momento. Quer dizer, no final você talvez interprete como sendo desrespeitoso, né?
¶389Porque de fato eu comentei brevemente, não xingando, não ofendendo, tendo mais cuidado possível e esclarecendo o porquo sobre você. conquista, >> só isso. Mas o vídeo inteiro, se você pegar do início, até o meio, até perto do final, não teve nada de ataque pessoal. Eu até evitei de comentar primariamente sobre a sua pessoa para não envenenar o poço, >> esse tipo de coisa, embora pudesse, mas não é assim que eu construo a minha carreira no YouTube, atacando o conteúdo dos outros. Eu, por exemplo, >> confiando, >> cara, tava argumentando, cara.
¶390Você publica conteúdo na internet é para ser criticado, cara. Se você tá sendo se sentindo extremamente afetado com conteúdo, vai fazer outra coisa. >> Se você tá aqui, é para ser criticado também. Se você expõe razões ruins, por que que outra pessoa não pode comentar em cima das razões ruins que você expôs para abandonar a posição que você tinha? Qual que é o problema disso, cara?
¶391Não faz sentido isso, cara. Não entendi porque ele ficou tão triste com isso. >> Eu vi o o David num debate online dos 30 contra um do Guilherme Fre. >> Éle comentando aqui. Não é uma atitude legal assistir o vídeo e objetar por 3 horas.
¶392What the fuck? Faz sentido em que ele usou o naturalismo ético para a >> Não, não usei naturalismo ético quanto >> pelo contrário, eu tava negando naturalismo ético. >> Argumentar sobre moral com um tomista que defende a ideia de que o mal é privação de bem, né? não existe substancialmente. E aí ele argumentou com a teoria que eu conheço bem do naturalismo ético, eh muito influenciada pelo realismo de Cornell e os filósofos mais recentes desde então.
¶393E aí chegou um ponto que o Guilherme perguntou para ele: "Tá, mas você acredita que o mal existe? O mal é uma substância?" Ele respondeu: "Sim, mas >> eu não falei que é uma substância, eu falei que é uma propriedade. >> Verdade abstrata. >> Isso é muito implausível. E pensa do ponto de vista do crente ou do teísta que tá assistindo esse debate, houve ali uma disparidade em que ele não parece ter sido capaz de se conectar com o público.
¶394Então, muitas vezes você ter um conhecimento acadêmico, você tem um conhecimento especializado sobre artigos mais recentes e teorias complexas e da filosofia analítica, nem sempre é suficiente para você se comunicar com o público, porque você não pode obrigar todo mundo, todos os espectadores a serem filósofos analíticos. Aqui você tá chovendo no molhado, cara. Isso daí, OK, beleza, concordo. Ah, às vezes até a gente precisa simplificar mais certas coisas ao ponto de tornar mais compreensível, mais palatável para as pessoas, mas ainda assim a gente não pode simplificar tanto ao ponto de distorcer o conteúdo. Eu tenho muito medo de distorcer esse conteúdo, cara.
¶395Muito medo mesmo. Tenho muito medo de distorcer um conteúdo ali, enfim, passar um negócio errado ali, ensinar coisa errada e as pessoas saírem propagando coisa errada. Por isso que eu argumento dessa maneira. eu não deço tanto nível, né, ali, justamente para não distorcer conteúdo. Então eu tento manter, né, enfim, eu tô tentando ao longo do tempo, né, manter o meio termo ali das coisas, né?
¶396Tô começando a usar mais analogia agora e blá blá blá, mas ainda assim eu não tô disposto a descer o nível totalmente só para tornar palatável pr as pessoas, cara. Sinto muito, não vou descer totalmente esse nível não. OK. A a didaticidade tem limite. Ó, o San voltou aqui.
¶397Salve SK. Retornei. >> Olá. >> Beleza. Olá.
¶398Bora. Ele tá aqui na parte agora falando sobre a minha participação. Enfim. >> Ah, >> ah, não. Então, tudo bem.
¶399É, ele tá falando sobre, cara, ele falou que ele, cara, ele falou que ele achou desrespeitoso, sei lá, deselegante a gente ter reagido 3 horas do vídeo dele curto de apresentação, onde ele apresentou brevemente as razões que ele listou para virar emotivista moral. Tipo, se você tá presente no conteúdo, é também ser abordado, ser criticado, ser e eu lembro que a gente, eu lembro que eu tomei o maior cuidado para não fazer nada de ofensivo ao longo da live, né? Você lembra, né? A gente focou nos argumentos do início ali até pertinho do fim, pertinho do fim que eu comentei sobre a pessoa dele e eu comentei esclarecendo por que eu chamei ele na funcionar pras pessoas e que isso é uma conclusão que eu cheguei, é uma inferência que eu fiz. Fog.
¶400E aí ele ficou, cara, ele ficou sentido. Vho, eu não entendi porquê, sinceramente. STIP tiver funcionando com tar. Séites, vamos lá. V3 >> Vamos batendo na >> Ó, o Wendel Soares 798 tá falando, fala que tem muito ateista que não gosta de se engajar em um nível mais alto de discussão e daí e aí dessa também.
¶401É, acredito que a bondade ela é uma propriedade instanciada nas coisas, nos estados de coisas e nas ações. >> Ela não é e ela não é uma única. Você acredita que ele me interpretou como naturalista ético fala nisso aí? >> Hã? >> Não, não.
¶402Você não é natural pelo menos onde eu sei, né? Não, naturalista. >> Ele ele me interpretou como naturalista ético ao falar essas coisas aí que eu falei pro F, cara. Como é que pode, cara? Mas enfim, vamos lá.
¶403Deixa rodar. Coisa fundamental que fundamenta tudo. Mas você acha que existe um universal da bondade ou não existe um universal da bondade? >> Eu acredito que no caso ali as coisas elas são elas são essencializadas de certas formas. Essa visão é uma visão de ontologia plana, tal como definida pelo filósofo Oreste Fio.
¶404>> Certo. Mas o ponto é, mas independente disso, o ponto é, só para perguntar, existem características gerais da bondade? Existe a própria bondade ou só existem os individuais que você tá atribuindo bondade a eles? Não existe a a propriedades, tal, como a propriedade da bondade que é instanciada. É uma propriedade abstrata, ela não é concreta, ela é uma entidade concreta, uma entidade abstrata.
¶405>> Eu falei isso e o cara me interpretou como naturalista ético. Tem umas garras enormes, >> tá? Vamos lá. que é instanciado em estados de coisas, ilustra o valor desses estados de coisas e também no caso em ações. E aí ilustram essas ações como sendo corretas ou incorretas, porque tem a propriedade no caso da erritude ou da incorritude e a propriedade da corritude que é instanciada em ações.
¶406Ações boas instanciam justamente a propriedade da bondade. Ações ruins distanciam a propriedade da maldade. Elas ambas são ontologicamente positivas. >> Você acha que a maldade é uma propriedade ontológica? >> Também acho uma propriedade.
¶407>> É, essa é uma visão muito específica, ela não é tão comum assim na >> na filosofia analítica contemporânea caracterizada esse nesses termos é algo comum. É o realismo moral. Inclusive secularistas defendem bastante isso. É só você olhar as pesquisas da Fel Survey de 2009 e de 2020 pelo filósofo David Schamers e David Burget. A maioria dos filósofos são ateus, são secularistas e eles são realistas morais.
¶408>> Não, não. Perfeito. Mas o ponto todo, só um detalhe, a argumentação, aliás, não era, né, só uma parte importante, eh, se dá para você criar um sistema moral no qual você não tá devendo relacionado com tema. Então, eu já pensei, assim como ele no passado, já debati com teístas com o realismo moral, mas em última análise, depois de estudar esse tópico por 3 anos, eh não é mais plausível do que a visão emotivista. E eu acho que o meu ponto tá claro, né?
¶409Assim como falta a a esses relatos naturalistas uma maneira convincente de nos permitir verificar as declarações que envolvem tais propriedades, como essa corretude, a incorretude e resolver a questão do desacordo moral. Quando você vai apresentar essa alternativa para uma pessoa leiga, se ela for minimamente cética, ela não vai comprar a ideia de que existem essas propriedades que você instancia, que os eventos instanciam, assim como ela não compra transcendentais teístas. O fato de que estatisticamente o realismo moral tem crescido de meados do século XX para cá com o realismo de Cornell e se popularizado não revela nada sobre a veracidade dele, né? Ou da uma possível maior plausibilidade dele. Afinal, no >> assim, eh, quando você vê especialistas área determinado assunto, convergindo em uma dada posição, isso pelo menos é evidência de que você deve levar mais a sério aquilo, né?
¶410Pelo menos isso, eu também não concordo que no caso isso seja um indicativo da verdade de uma posição filosófica, né? Eu acho que posições filosóficas ali são mais controversas de se manter. É passível de uma discordância maior, né? Ah, mas é um sinal de que você deveria pelo menos levar um pouco mais a sério. Concorda, San?
¶411>> Concordo sim. Ó, meu computador deu algum problema aí eu tive que mudar para vocêar. >> Mas você ouviu, né? Mas eu não sei se dá para me ouvir aí. Dá.
¶412>> Ah, ouvi. E tá dando para me ouvir? Tá >> de boa. >> Tá. Vamos lá.
¶413No Brasil a maioria das pessoas são cristãs e nós aqui em geral pensamos que o cristianismo é extremamente implausível. Então, >> eu acho assim, existe um uma um ponto melhor que você poderia ter feito, Benit. E aqui, ó, fazendo, tentando ajudar o meu oponente intelectual, né, nessa, nessa ocasião. Oponente intelectual, tá? eh, que é o Benites aqui nesse contexto dialético, a melhorar o argumento dele, ele poderia pegar a pesquisa da Fel Surve 2020 e poderia fazer uma discriminação por entre os filósofos que são especializados na área de filosofia da religião, se ia ver que a maioria é teísta.
¶414A maioria da filosofia da religião endossa o teísmo, não ateísmo. E aí depois ele usar isso como argumentação aqui para tentar, enfim, avançar o ponto dele contra mim, né, nesse contexto aqui, viu, Benito? você poderia ter feito isso, seria melhor do que esse exemplo aí que você deu. Ah, e aí a gente poderia dar uma explicação, nesse caso específico do teismo ser predominante entre os filósofos analíticos da religião, né? Não em termos da veracidade do teísmo, né?
¶415O indicativo de que eh conforme essas pessoas vão se especializando nessa área, né? eh vão se tornando especialistas nessa área, elas tendem a se tornar teístas, não? Como eu vi, eh nós podemos explicar esse essa porcentagem alta, né, de teístas aí nesse âmbito, justamente pela ausência de interesse nos filósofos teístas, ateistas, aliás, e agnósticos, de se engajar com a filosofia da da religião. A maioria dos que se engajam, tendem a se engajar são o quê? Textas cristãos, né, predominantemente.
¶416Por isso que no caso da filosofia do cristianismo é bastante predominante na filosofia da religião, né? Ah, por isso que você vê poucos hindus, poucos islâmicos no âmbito da filosofia analítica, né? Ah, e até poucos deístas também, né? deistas, que não são exatamente religiosos, né, mas defendem uma forma de deismo, né? >> Uhum.
¶417>> Que é o deismo. >> Então é isso, né? Então >> seria melhor, né? Seria melhor ele ter argumentado dessa maneira, né? Eu acho que seria mais interessante, mas tudo bem.
¶418OK. >> Então esse teor de militância do David, eh, com realmo moral, me parece ser muito mais isso, uma militância política, uma maneira de promover as coisas que ele aprova censurar as coisas que ele desaprova. E ele mascara isso com o sistema lógico do realismo moral, mas essa lógica em si, ela não prova nada. É só uma articulação semântica. Você pode criar inúmeros sistemas diferentes e os filósofos têm feito isso.
¶419Tem o realismo moral reducionista, tem o não reducionista, tem o de Cornel, tem o Peter. >> Cara, uma hermenêutica da suspeita misturado com uma defesa do emotivismo aí. Ah, suas intenções ocultas, na verdade, é justamente defender isso por um teor político, pelo menos pareceu seu caso, né? Mas minuta suspeita ali implícita sobre minhas intenções. Não, eu defendo diretamente porque eu acredito que é verdadeiro, que o realismo moral é verdadeiro.
¶420Eu de fato tô convencido do cognitivismo moral e do realismo moral com base em todas as razões que eu listei aqui naquele vídeo lá, que se você assistiu completo, você deveria endereçar os argumentos que são apresentados lá ou voltar a ter a mesma posição que você tinha antes ou então ficar agnóstico, né? é uma dessas posições. Mas enfim, é isso. Railton tem inúmeros, tem o Marcos Gabriel. Em breve vem aí o meu vídeo dos melhores argumentos contra o realismo moral, como eu mencionei, que não é esse.
¶421O >> Beleza? Então a gente vai reagir também o vídeo dos melhores argumentos contra o realismo moral. Vamos reagir também. Alismo tem esses problemas, assim como o intuicionismo, de não tornar possível que a gente verifique a declaração moral. E sendo assim, ele não pode nos convencer de que essas propriedades morais, os fatos morais são objetivos.
¶422Então, o emotivismo, por outro lado, eh embora seja uma teoria um pouco mais antiga, ele consegue fornecer uma explicação completa baseada na nossa biologia, na teoria da evolução, da nossa psicologia, nas culturas, eh, do que que é o fenômeno da moral, né, e de que as declarações morais não são aptas à verdade, não é conhecimento. E eu sei que o emotivismo é uma teoria que teve suas mutações pro expressivismo de normas do Alan Gibert e para o quase realismo. O que eu tô fazendo aqui é de fato defender a posição do emotivismo clássico. você tem essas diferenças básicas, né, em que o expressivismo que inclui aí o quase realismo do Simon Blackber, o o expressivismo de normas do Gibards e o prescritivismo do Hair, eles vão defender que não são só emoções, são estados não cognitivos complexos, normas, planos, atitudes prescritivas. Mas na minha visão, essa diferenciação não é válida, ela não é verdadeira, na verdade, porque no fundo tudo isso parte das emoções, dos sentimentos enraizados que correspondem a esse que dão enzejo, a esse fenômeno que a gente chama de moral, a esses comportamentos.
¶423Então eu vejo que a visão clássica do Aer e do Stevenson é mais plausível e isso é só uma minúcia, um detalhamento de ramificações que para mim ainda fazem parte do fenômeno dos sentimentos. E eu soube recentemente que tem um influenciador contempor >> comentar alguma coisa sobre isso. S >> hoje. >> Tá. Uma coisa que é importante de mencionar que a diferença entre o emotivismo do ã e o expressivismo do Alan Dibert e do Simon Blackburn não é só a questão dos elementos que eles estão destacando, né?
¶424A perspectiva do Alan Debard e do Simon Blackbern, né, de preservar uma certa objetividade e alguma noção de verdade é para lidar justamente com esses problemas que o emotivo clássico enfrenta. Então eles têm umas respostas um pouquinho mais elaboradas para problemas como problema Freate ou tema de Jorganson ou outros problemas, porque no caso o que os expressivistas hoje tentam manter é a ideia de que não dá para abandonar completamente a noção de verdade, nem a noção de objetividade quando a gente trabalha com juízos morais, porque senão a gente cairia numa espécie de relativismo absurdo assim, né, que cada um expressa suas emoções e moralidade é igual por ser para time de futebol. Eu torço pro Flamengo, a outra pessoa torce pro Corinthians e é isso. Eh, eu acho que assim, os os expressivistas atuais, eles querem fugir dessa conclusão da do emotivismo clássico que tornaria a moral tão eh eh igual tentar convencer uma pessoa torcer pro Corinthians e pensar as diferenças morais como diferenças de torcida. Eh, evidentemente a Morais vem mais do que isso.
¶425Então, o que que esses essas essas perspectivas tentam fazer? Elas tentam trabalhar com uma noção deflacionada de verdade. Então, ao invés da gente definir verdade só como aquilo que é verdadeiro no sentido cognitivo, eles tentam trabalhar com o sentido mínimo de verdade. E às vezes a gente chama de conceito deflacionado de verdade, que é mais ou menos assim, né? A gente poderá dizer eh que o juízo moral ele é verdadeiro, eh, quando eu posso expressar uma aprovação de segunda ordem.
¶426Eh, seria mais ou menos algo como assim, eu aprovo aprovar, sei lá. Então, eh, uma coisa interessante, né, algo que é parecido com esse sentido de verdade, é quando alguém fala, chega, chega em mim e fala assim: "Nossa, essa obra de arte é linda". E a outra pessoa responde: "É verdade". Eh, tipo assim, ok, concordo. É verdade.
¶427E aí esse tipo de verdade, que é uma noção de verdade bem deflacionada, eh, que às vezes é chamada de versão mínima de verdade, ela permitiria trabalhar com uma noção mínima de verdade e aí a gente trabalharia com alguns elementos objetivos para avaliar juízos morais. Então, outra coisa também que as pessoas não estão querendo abandonar na moralidade por motivos para não tornar a moralidade mera torcida de time é que tem que ter alguma objetividade na moral. Então assim, a gente tem que ter algum tipo de parâmetro objetivo. Ah, tem, por exemplo, David Cop, ele tem uma perspectiva que é chamada de expressivismo realista, né? Então ele tenta preservar a ideia de que a moralidade ela tá respondendo a problemas sociais, né?
¶428Então, de alguma maneira, eh, a gente precisa de padrões de normatividade, eh, de sentenças ou juízos morais que de alguma maneira eh ajudem a gente a viver socialmente melhor ou ter uma uma melhor sociabilidade. Então, ele tenta manter algum tipo de parâmetro de avaliação. No caso do Alan Dibard, ele trabalha com consistência de planos. Então, todo juízo moral, ele expressa um plano de ação. Então, se eu digo mentira é errado, eu estou expressando que eu tenho um plano de ação, que é que se eu tiver numa situação em que eu precisasse mentir, eu não vou mentir, eu vou dizer a verdade.
¶429Então, ele eu tenho esse plano de ação e meu conjunto de planos de ações, ele precisa ser internamente consistente. Então, não faz sentido, por exemplo, eu tenho um plano de ação, é, que diz que menti errado e ao mesmo tempo eu tenho outro plano de ação que diz que eu vou enganar as pessoas, né? são planos de ações inconsistente. Então, eu preciso ter uma coerência, uma consistência nos meus planos de ação. Então, eles tentam trazer critérios objetivos para que os juízos morais eles não se tornem meramente uma espécie de expressão, de emoção, eh, que cada um expressa a sua e não tem nenhum padrão objetivo para avaliar.
¶430e eles tentam manter algum sentido mínimo de verdade. Só que esse tipo de abordagem, ela cai num problema que é chamada de minimalismo rastejante. Que que é uma exção tratada na literatura minimalismo rastejante, que é mais ou menos assim, né? Você olha paraa sua posição e você vê que ela não resolve alguns os problemas que ela precisaria resolver, né? Eh, ela não explica a objetividade da moral e ela não explica como juízos morais têm valor de verdade.
¶431E aí, que que você faz? Você tenta então emular esses elementos, simular, mimetizar. Então você começa a dizer assim: "Eu eu posso mimetizar a noção de verdade, eu posso mimetizar uma objetividade." E aí, qual que é o problema, né? Por que que chama minimalismo rastejante? Porque à medida que você vai tentando mimetizar, uma hora não vai ficar tão claro a diferença entre a sua posição e a posição que você tá querendo evitar.
¶432Então assim, a pessoa fala assim, eu tô tentando salvar algum conceito de verdade, mas aí você vai tentando modificar sua visão para ela adotar algum conceito de verdade, que vai chegar um momento que vai ficar assim: "Ah, você tá dizendo que existe verdade moral". A pessoa vai falar: "Não, não, mas você tá dizendo que existe algum sentido de verdade moral". Pessoa vai falar: "Sim". Mas então se abordade acredita em verdade moral? E aí vai ficando assim, eh, a pessoa vai ficando assim meio meio tentando salvar algum conceito de verdade moral.
¶433chega um ponto que fica difícil entender qual que é a sua posição então de verdade, né? Você tá você tá tentando mimetizar o conceito de verdade moral dos cognitivistas e ao mesmo tempo adotar uma abordagem expressivista eh ou sei lá, existe objetividade na minha visão, tá? Existe objetividade. Eh, mas essa objetividade é o que exatamente? E a pessoa vai tentando explicar o que é a objetividade para ela.
¶434Chega um momento que vai ficando estranha a posição. Então essa esse problema ele foi chamado de minimalismo rastejante. Na medida em que eu tento manter um sentido mínimo de verdade, um sentido mínimo de objetividade, acaba que eu vou aproximando cada vez mais a minha visão da visão que eu tô discordando, que é o cognitivismo. Então eu vou tentando mimetizar o cognitivismo. E na própria tentativa de mimetizar o cognitivismo, isso mostra que os expressivistas talvez estejam reconhecendo que o cognitivismo tem vantagens, que a posição deles não tem.
¶435O cognitivismo tem a vantagem de preservar a ideia de verdade moral e o cognitivismo tem a vantagem de preservar uma ideia de objetividade moral. Então, os expressivistas atuais, eles não são diferentes do só porque eles incluem outras coisas como prescrições, eh, ou porque eles incluem outras coisas como atitudes que não são apenas emoções, eles são diferentes porque eles querem preservar uma noção mínima de objetividade e verdade. Pega o Richard Hair, por exemplo, o Richard Hair acredita que as prescrições morais elas são universais, que as prescrições morais elas têm uma certa objetividade, que as prescrições morais devem ser a mesmas para toda a gente na mesma situação. Então ele tá tentando fazer o quê? tá tentando preservar uma noção de objetividade e de universalidade.
¶436Eh, o Simon Blackburn tá tentando fazer a mesma coisa, tanto é que a perspectiva dele é chamada de quase realismo, ou seja, ele tá tentando mimetizar o realismo. Então, as perspectivas expressivistas hoje, percebendo que o emotivismo clássico não consegue sustentar noção de objetividade e verdade, estão tentando eh salvar alguma noção de verdade e objetividade na perspectiva deles. >> Perfeito. Aí a pessoa fica tipo: "Ah, eu não acredito tanto em sim em sentenças que são verdadeiras, né, no sentido cognitivista, né? Eu defendo um sentido que não é nem e que não é cognitivista ali de verdade, né?
¶437Mas é se aproxima do sentido de verdade, mas não é tão próximo assim, mas é próximo, só que não [risadas] é tipo isso. >> Sim, sim. É, esse esse problema a gente chama de minimalismo rastejante na literatura. >> Aham. >> Vamos lá.
¶438Vamos lá. né, que eu acompanho, que eu trago aqui pro canal alguns eh vídeos que ele fez comentando às vezes, que é o Alex OROR, que ele também é um emotivista clássico, >> cara. O Alex é muito ruim metaica, velho. Eu lembro que ele tomou um pau do bem chapiro, velho. >> Muito ruim.
¶439Meta muito ruim. Alexand, eu nem sei se o Alex sabe o que que é o problema fidit. Sério, nem sei, não faço ideia. e ele partilha, >> não faço ideia também sobre qual o conhecimento dele sobre, enfim, ciência cognitiva contemporânea envolvendo principalmente a a psicologia das emoções e blá blá blá, né? Enfim, como que envolve as partes cognitiva das emoções contemporaneamente.
¶440Não sei exatamente se ele manja de filosofia da emoção contemporânea. Não, não sei, né? Nunca assim, não sei se ele refletiu bem sobre essas coisas, entendeu? Sei lá, tem uma posição meio estranha na na ética. dessa mesma dessa mesma suspeita com relação a essas ramificação.
¶441>> Eu falo isso de uma porque o Alex é um cara que eu gosto, né? Eu gosto do Alex. Eu tenho até algumas coisas legendadas dele aqui. O o próprio documentário agora que é do Sky Field que foi legendado pelo Alan que a gente postou. Tem o Alex lá comentando sobre o L sofrimento animal.
¶442Não dou comentário hoje recente. Então embora seja uma teoria mais antiga, né? Não é uma teoria abandonada. tem pessoas relevantes no debate público usando a teoria e na academia também. Então eu passo que o o expressivismo, esse mais recente, ele reconhece, tenta explicar a estrutura lógica do raciocínio moral.
¶443O tratamento da lógica no emotivismo considera o raciocínio moral uma ilusão ou mera persuasão. E isso para mim é mais plausível e não tem relação com a verdade. Ao passo que os expressivistas eles vão a adotar visões minimalistas para justificar o uso do verdadeiro e falso na prática moral. Isso é difícil de engolir assim. Parece muito mais um uma diplomacia técnica para para acomodar o discurso moral, não é?
¶444Para fazer sentido de sentenças que são perfeitamente significativas, utilizadas por pessoas cotidianamente, continuamente, >> com as sentenças morais complexas. >> É o É, não é não é questão de diplomacia, é questão de que que a teoria dele, o emotivismo clássico, ele é insuficiente para lidar com essas questões, né? Porque é muito estranho, não é igual eh, se você comparar, sei lá, as torcida de futebol e moralidade, o que as pessoas querem expressar não é a mesma coisa diferente. Eh, as pessoas quando elas falam que uma coisa é errada, elas querem dizer muito mais do que quando elas dizem, por exemplo, que eu torço pro pro Corinthians ou que eu torço pro Flamengo. Se o emotivismo clássico tivesse certo, a linguagem moral deveria ser muito mais semelhante com torcida de futebol.
¶445Mas quando uma pessoa, tá, que no Brasil tem muita violência em relação a isso, mas quando uma pessoa do Corinthians encontra alguém do Palmeiras, eh, a não ser que seja aqueles radicais extremos, ele não acha que todo mundo necessariamente tem que torcer pro Corinthians ou que todo mundo necessariamente tem que torcer pro Flamengo ou que ou que que, sei lá, existe uma verdade. É verdade que o Corinthians é o time que todo mundo deve torcer, eh, ou não tem uma noção de objetividade, né? Tipo assim, qual que é o critério de objetividade para avaliar eh se uma pessoa deve torcer pro Corinthians ou pelo Flamengo? Alguns vão falar que é a família, outros vão falar que, sei lá, eh, a linguagem moral, ela tem ela tem um caráter diferente. Esse caráter diferente de que quando a gente diz que uma coisa é errada, a gente tem uma intenção de objetividade, a gente acha que isso é o que todo mundo deveria seguir.
¶446Eh, e ao mesmo tempo, a gente usa juízos morais em argumentos, a gente usa juízos morais em contextos em que a gente tá expressando uma noção de verdade. é justamente para tentar explicar esses elementos que a teoria, os expressivistas atuais, eles têm esse tipo de minimalismo. Então eles têm esse tipo de minimalismo paraa teoria de ser mais abrangente explicativamente, né? O Vedites mencionou, por exemplo, o a virtude da parcimônia. Uma outra virtude é que uma explicação ela seja abrangente, que ela consiga lidar com mais fenômenos ou mais problemas.
¶447Eh, então você tem duas teorias. uma teoria, ela consegue explicar um conjunto maior de fenômenos e uma outra teoria acaba explicando um conjunto menor. Porque uma teoria que chega na conclusão assim, o raciocínio moral é uma ilusão. Ah, tudo que as pessoas estão pensando que é objetividade moral é uma ilusão. Isso é uma uma teoria para ela classificar raciocínio, todo o raciocínio moral, toda a nossa linguagem moral com mera ilusão, é uma teoria que explica menos, ela tem menos abrangência explicativa do que uma teoria que consegue dar conta do raciocínio moral ou que consegue dar conta da linguagem moral quando ela expressa conhecimento ou verdade.
¶448Então, por isso esses essas pessoas buscam uma espécie de noção mínima de verdade e de objetividade. Mas isso cai no problema, como eu já mencionei, do minimalismo rastejante. Em inglês a gente fala creeping minimalismo. Eu tô traduzindo como minimalismo rastejante, mas eu não sei, é porque eu nunca vi como é que usa em português. Mas é, eu traduzo como minimalismo rastejante.
¶449Ou >> como é que é é creing ou creeping? >> Creeping. Creeping. >> Creeping. Ah.
¶450>> Aham. >> É, deve ser mais ou menos por aí, eu acho. Rastejante, enfim, >> e esgueirante, sei lá, qualquer coisa assim. Esgueirante, é esgueiro, minimalismo esgueiro. >> É, mas enfim.
¶451Aí, >> antes de você fazer essas alegações muito amplas, você tem que fazer isso aqui, >> dar uma olhada nos estudos de Xpy, analisar bem as paradas empiricamente e aí sim você vai poder bater o martelo se as pessoas de fato usam os termos morais da maneira que você tá dizendo que elas usam, tá? Se não fazer isso, então fica só dar bocar para fora. Bora lá. E se você ficar com mais dúvidas e achar que essa exposição não foi convincente, você pode esperar também pela minha tese de doutorado que vai sair em breve, né, no começo do ano que vem. Eu espero já ter concluído, né?
¶452Eu tenho que já ter concluído, na verdade, tá tudo se encaminhando para isso e eu pretendo transformálo em um livro também. Mas de qualquer forma, antes disso, você vai poder ler a tese. >> Eu acho que eu vou dar uma olhada na tese dele quando lançar. Vou dar uma olhadinha. A a tese dele vai sair junto com a minha, vai ser interessante.
¶453>> Acho que vai sair ao mesmo tempo, praticamente. >> Vai dar para comparar, então. >> Uhum. Vai ser legal comparar duas posições maior, emotivista clássica e outra cognitivista expressivista. >> Sim.
¶454>> Eh, em si. E nela você tem 200 páginas mais ou menos sobre todo esse assunto, com mais argumentos e de modo muito mais detalhado. Eu imagino que esse vídeo vai suscitar várias respostas, né? Eh, mas eu não sou o tipo de youtuber que fica alimentando intrigas e e respostas. Eu >> intriga, cara.
¶455Isso não é >> que intriga. Eu tô só respondendo os argumentos, cara. >> Calma, para de ser emocionado desse jeito. >> Tenho um compromisso sério com esse canal enquanto negócio também. Eu tenho que ler diversos outros assuntos de história, mitologia, religiões e produzir.
¶456>> Cara, assim, eu aconselharia você tomar cuidado porque eu vi a resposta do Mansur Peixoto para pro seu vídeo sobre islamismo e não foi legal, velho. >> Eu e outras pessoas conhecidas nossas aqui dos nossos entornos, tá? Não só do do meu entorno, não, do entorno que é rodeia nós, tá? Eu e você, Beníz, que é amigo em comum. E foi feio assim.
¶457É, eu recomendo às vez na filosofia e especificamente em autores muito específicos que você tem mais familiaridade, tipo Niet, essas paradas assim, porque, cara, aí eu já vou aqui, eu já vou, acho que já tá caminhando pro fim, eu já vou poder comentar o que que eu acho do do Benites e da de algumas coisas que ele faz. É, >> e conteúdos diversificados e eu não, >> eu acho que você não deveria diversificar tanto assim, não. >> Posso me dar o luxo, sem falar na minha carreira acadêmica de final de doutorado, eu não posso me dar o luxo a ficar eh respondendo cada pequena intriga que aparece associada ao meu nome no na internet. Se você não gosta da minha filosofia, tudo bem. Siga o outro mestre, outro professor, não tem problema nenhum.
¶458E se você gosta, muito obrigado. Fique à vontade para trazer suas dúvidas, seus comentários. Em breve, intercalando com os vídeos de outros assuntos, como a série da crítica textual do Bartman, os meus vídeos sobre o Antigo Testamento, de religião comparada, vamos ter também os dois outros vídeos dessa minha defesa do emotivismo. O próximo vai ser um uma crítica ao realismo moral com os argumentos mais contundentes. É, e o terceiro será um debate que eu tive com um realista moral estrangeiro, um psicólogo chamado Daniel Leroy no canal do Jorge Guerra Pires.
¶459Eu vou colocar aqui no meu canal também. Então, por hoje é isso. >> Esse do Leroy eu assisti, tá? E o Leroy foi excelente, tá? Inclusive ele avançou uma objeção em termos justamente da não da não distinguibilidade, né?
¶460da não distinção entre o âmbito cognitivo do do conativo, de que os dois estão em consonância, que é basicamente o ponto que eu falo >> que existe uma dimensão cognitiva e outra afetiva envolvendo as emoções. >> Ele trouxe esse ponto contro o Benites. Ben ficou meio perdido. Eh, esse vídeo, esse debate foi no canal do Jorge Guerra, desse que eu participei hoje, tá? Ó, Jorge Guerra.
¶461Uhum. >> Jorge Guerra Pires. Esse cara não é da metaica, tá? Esse objective ets que é o Daniel Leroy, tá? Ele foi muito bom, cara.
¶462Foi muito bom, hein? Deixa eu ver. Daniel, ele é um naturalista moral, né? Naturalista ético. Aqui, ó.
¶463Quer ver? Pera aí, deixa eu entrar no canal dele. Jorge Guerra Pires. Ah, deixa eu ver. Acho que não.
¶464Aqui, ó. Aqui, ó. Foi uma debate em inglês, né? Foi tudo em inglês o debate que aconteceu. Ootivismo é melhor que o realismo moral.
¶465Mateus Benitz, Daniel Leroy, George Pires, tá? Daniel Leroy é esse daqui, tá? Esse cabeludo aqui, cara, argumentou bem demais o cara. Bem demais, bem demais. Ah, deixa eu dar um like aqui.
¶466Gostei da performance dele, mas enfim. É, é isso, né? Então, esse aqui é o vídeo, né, que ele deve estar falando. Foi bem legal, bem legal mesmo. Ã, e é isso.
¶467Vamos voltar aqui pro Sim, quem tá >> terminar, né, finalizar aqui. Não sei se vai comentar mais alguma coisa. Se não tiver mais comentar, >> aí eu participar par. >> Muito obrigado por assistir. Continue a verdade começa na dúvida.
¶468Beleza. Perfeito. >> OK. OK. OK.
¶469OK. Joia. Quer comentar alguma coisa, S de eu falar da minha parte? >> Então, antes de fazer sua parte, eu só ia comentar eh que eu acho que uma perspectiva, as perspectivas híbridas têm sido as mais interessantes hoje em dia, assim para preservar. Eu achei que a causa com eh Daniel N.
¶470e que que essa questão da das emoções estarem juntos com a parte cognitiva. E eu acho que é o que é o que consegue combinar as virtudes teóricas de ambas, porque primeiro, né, a gente percebe realmente que a moralidade ela tem um elemento conativo muito forte, até mais forte do que outros discursos, né? Então, a gente trabalha com a matemática, por exemplo, ah, se eu falo com uma pessoa que 2 + 2 ig 4, exige uma certa normatividade, pelo menos epistêmica, porque a pessoa que ouve de mim 2 + vez ig 4 e realmente eh entende que isso é verdade, ela tem o dever epistêmico de concordar com isso, de ter um assentimento em relação a essa verdade. Então existe até normatividade outras áreas eh que não são necessariamente moradis, mas a moralidade ela tem um tipo de normatividade de ela é mais forte, né? Porque ela exige de você.
¶471Se você fez alguma coisa errada, você sinta a culpa. Ah, que se você eh acredita que uma coisa é a coisa certa a se fazer, que você mude os seus comportamentos, que você engose das formas de agir, que você eh então ele exige de você uma resposta que é muito mais do que cognitiva, né? A moralidade exige de você uma resposta existencial, que você reoriente a sua existência, os seus comportamentos, a as suas emoções. Então, se você vê alguma pessoa cometendo assassinato, você tem que sentir eh raiva ou algum tipo de desaprovação em relação a isso. Então, a gente não pode tirar o elemento expressivo da moral, mas também a gente não pode tirar o elemento cognitivo, porque a moralidade é uma linguagem que envolve raciocínio, que envolve crença, que envolve conhecimento.
¶472Então, qualquer teoria que tire um dos elementos, ela acaba se tornando uma teoria que não é suficientemente abrangente, ela deixa de fora alguma coisa. Então, uma teoria que dissesse que os juízos morais expressam expressam puramente crenças, apenas crenças, assim como na matemática, eh sem ter o elemento do endso, sem ter o elemento da aprovação, seria uma teoria incompleta. Da mesma maneira, uma teoria que tentasse manter só a parte das expressões, das emoções, ela também vai se tornar uma teoria incompleta. Então, ela vai ter que ser mais, ela pode ser mais simples, entre aspas, mas sacrificando a abrangência explicativa. E aí a simplicidade não se aplica aqui, né?
¶473O princípio da parcimônia, ele só se aplica quando todas as coisas são iguais. Então, uma teoria que trabalhe que o juiz moral só expressa emoções, ela uma teoria insuficiente. Ela não consegue dar conta da linguagem moral, do raciocínio moral, da verdade, da objetividade e acompanha o discurso moral. ela ter que tratar tudo isso como ilusões, o que é um custo explicativo. Agora, em relação a várias vezes, eu quero deixar bem claras em que meus comentários eh são apenas filosóficos assim, eu não tenho nada contra o Mateus Benites.
¶474Eh, inclusive, eu quero, eu quero, tá? Eu, inclusive, ó, inclusive eu quero que o Sank continue tendo uma boa relação com Benites, tá? Benites, eu quero. Eu sei [risadas] assim que eu sei que a relação do Benit com o David é um pouco tensa, mas eu eu tô eu sou eu sou eu sou neutro em relação a esse questão. Eu só tô aqui para comentar a parte.
¶475>> Sim. >> Aí agora deixo deixo por conta do do David os outros comentários. >> Certo. Agora vou vou comentar com umas coisas breves aqui e a gente já finaliza aqui no final, né? Já n nesse texto aqui que eu fiz.
¶476Deixa eu só colocar pro S aqui ver rapidinho. Colocar pro S aqui ver. >> Deixa eu ver no Brasilia. >> Nesse texto aqui que eu fiz, né, comentando que a gente ia reagir, né, que reagir junto com San e coisa tal. No finalzinho eu deixei esclarecida essa parada da das ofensas, né?
¶477Ó, eu disse o seguinte, ó. Vou só repetir isso aqui, só para finalizar. As ofensas, entre aspas, que proferi ao Benites, como disse no vídeo que fiz junto com o meu amigo Bruno S, no finalzinho dele, eles têm costume de interpretar autores, apresentar autores e teses de maneira a distorcê-las. Não foi uma, não foram duas, não foram três vezes que pegamos ele interpretando autores de forma errônea e apresentando argumento de forma errada. Eu só tomei isto como evidência tratativo suficiente para me autorizar a inferir, ou seja, concluir no raciocínio que ele seria analfabeto funcional de funcionar na época, porque a interpretação mais caridosa que posso fazer desse tipo de erro frequente vindo de um doutorando em filosofia, porque eu não quero acusar o cara de ser desonesto intelectualmente, eu não quero acusar o cara de ser mentiroso, eu não quero acusar o cara dessas coisas.
¶478E as únicas coisas que favorecem explicar o por que isso continua acontecendo constantemente por parte dele e não atribui má fé para ele. É isso. Ele não parece uma pessoa de má fé. Eu não acho que o Benit é uma pessoa de má fé. Eu não acho que o Benites é uma pessoa ruim.
¶479Eu não acho isso dele, sabe? >> Eu acho que ele é uma pessoa que ele age de forma irresponsável epistemicamente, porque ele é uma pessoa emocionada, né? Eh, e quando eu falo emocionada no sentido de ser desregulado afetivamente, digamos, digamos assim, né? desequilibrado emocionalmente, digamos assim, né? Nesse sentido que eu tô falando que ele é emocionado, né?
¶480Desequilibrado emocionalmente. Ah, ele se impressiona fácil por algumas coisas e já sai mudando de posição facilmente, né? Hã, e também ele parece ser uma pessoa que tem dificuldade de interpretar texto, cara. Uma dificuldade muito grande de interpretar texisto, porque eu não sei como é que ele extraiu essa ideia de que Hilm separa filosofia. da ética e da estética a partir do texto que ele apresentou aqui hoje.
¶481Eu não sei como ele extraiu do texto do OP que ele leu no Arg about About Gods de 2006 quando tava acreditando lá, acho que a segunda ou terceira a primeira segunda via, né? Se se eu me lembro bem, acho que era a primeira ou segunda via. Eu não sei como ele extraiu daquilo que o Hop tava defendendo realismo modal, estilo leuisiano e ainda por cima com interação causal entre os mundos possíveis concretos. Como que o cara >> Eu não entendo isso, cara. Eu não entendo como que o cara interpreta a tese da inércia existencial do Jid.
¶482como sendo a tese de que tudo que existe tende a continuar existindo. Eu não sei como ele conseguir extrair isso de lá. Eu não sei como é que o cara consegue interpretar uma objeção alcante no livro do Willan Roll no filosofia da religião, uma introdução fala sobre Religion Introduction, como é que ele conseguiu atribuir a Willan Roll uma crítica do Kant a ele, sendo que ele ele nesse livro, no capítulo em questão, ele tá criticando a crítica do Kant. Eu eu tenho dificuldade de entender isso, cara. Eu eu tenho dificuldade de entender isso.
¶483Eu tenho dificuldade em entender como que ele entendeu que o John Scuto é um realista mais fraco do que o Tomás de Jaquino, >> que ele nega a teoria da participação em Tomásquino, a a teoria da participação >> oriunda dos neoplatônicos. >> Oriundo de Platão e dos neoplatônicos. Eu eu não sei, eu não sei como é que o cara começar a interpretar essas coisas, mas ele interpretou dessa maneira todas essas coisas. Então isso é um problema que eu tenho, entendeu? Isso é o meu problema com Benites.
¶484Esse é o meu problema com Benit. Vocês entendem? Eh, concordando, tendo sabí da >> Mas enfim, é isso. >> Se vocês estão duvidando de mim, cara, vai no canal do Fugita e assiste esse vídeo que eles reagem ao Beninit >> Albinit explicando >> quase quase tudo errado sobre sobre escota, cara. e fala uns negócios assim, sem pedem cabeça, cara, assim, é, é isso, cara.
¶485Não é triste, né? Eu eu sinceramente eu preferia que tivesse um companheiro de de YouTube, né, da área da filosofia que trata com ateísmo, coisa e tal, e que é acadêmico na área. Eu gostaria de ter um cara, tipo, sei lá, tivesse um nível do do próprio Alex Oocon em termos de responsabilidade epistêmica, de conteúdo, de ah de cuidado, de zelo, de calma, né, de virtudes eh de virtudes epistêmicas cultivadas, né, e coisa e tal. Eu acho que seria muito legal, mas é complicado assim, cara. É complicado.
¶486Não sei o que fazer, mas enfim. É isso. Considerações finais. Isso aqui antes da gente finalizar a sociedade paraação. A gente médio >> tava sem audio.
¶487>> É, é, eu volto, eu volto só no que eu comentei, né? Eh, quem quiser depois conhecer, eu defendo na minha tese de doutorado uma perspectiva híbrida de que os juízos morais eles expressam ao mesmo tempo um conteúdo cognitivo, que é uma crença ou uma proposição que é passível de ser verdadeira ou falsa. E as verdades, das proposições morais são verdades necessárias, não naturais, assim como as verdades da matemática. e ao mesmo tempo expressam um conteúdo conativo que envolve prescrições e emoções. E essas prescrições e emoções, elas podem ser avaliadas objetivamente também, eh, porque eu posso considerar a emoção apropriada ou inapropriada diante de um determinado ato ou comportamento ou fenômeno.
¶488E as prescrições também, né, podem ser avaliadas em termos de sua universalização de princípios objetivos. Isso significa que a objetividade ela existe tanto pro elemento cognitivo quanto pro elemento conativo. E que o ideal, né, um juízo moral ideal é aquele no qual essas duas coisas estão alinhadas, né? Então a pessoa ela expressa ao mesmo tempo uma crença moral que é verdadeira e ela expressa a emoção apropriada em relação à aquilo que ela aprova ou desaprova, que é o caso ideal. O caso ideal é quando essas duas coisas estão alinhadas juntas de maneira verdadeira e apropriada.
¶489Eu tenho emoção apropriada junto com a crença verdadeira. Esse é o estado ideal, que é uma teoria que dá, que a gente conseguear até lá no Aristóteles. Aristóteles é alguma coisa mais ou menos assim, né, de que o juiz moral, a virtude, ela envolve uma crença verdadeira, ela envolve uma disposição afetiva adequada. Então, se a gente for tá sando, a gente consegue achar esse tipo de ideia de que você tem que ter um alinhamento de emoção e crença cognitiva. Eh, desde o Aristóteles, alguma coisa assim.
¶490A minha tese de doutorado também deve sair, ah, por volta da mesma época que a do Benitz. Tem um artigo meu, eu não sei quando vai sair porque a revista é uma coisa meio doida. Eh, revistas às vezes elas podem demorar muito tempo. Então, tem um artigo meu mais resumido, onde eu apresento essa tese que vai ser publicada na revista Primórdium, só que é uma revista da Universidade Federal de Uberlândia, só que eu não sei quando eles vão publicar. Eu sei que eles vão publicar, eles já me disseram que vão publicar, eles me disseram quando.
¶491Então eu não sei que que sai primeiro, se sai esse artigo ou se sai minha tese, mas em breve vai ter um artigo e uma tese, então uma tese mais completa. Tese geralmente tem igual o Benit falou, cerca de 200 páginas. Eh, e um artigo tem cerca de 14, 15. Então, quem quiser ler uma, quem tem assim, eu aconselho ler a tese inteira para para ter uma prisão mais aprofundada, mas eu tenho vai ter um artigo também mais resumido para quem quiser ler um paper sobre o assunto. Em breve essas duas coisas saem, eu só não sei exatamente quando, mas pro volto do início do ano que vem.
¶492>> Bom, se inscrevam no canal do Sanken, tá? O canal dele tá na descrição, tá? O ar dele. >> E é isso. Agradeço vocês por terem ficado aqui.
¶493Valeu, falou e até mais, pessoal. Uma boa noite para todos. >> Até mais. Obrigado. É isso.
¶494[música] >> [música] [música]