¶1Olá, pessoal, boa noite. Sejam todos bem-vindos, vocês que já estão em sintonia aqui com o canal do Saião. E recebam aí o nosso boa noite, o nosso abraço. E eu vou até olhar aqui porque nós já temos mensagens do pessoal que está aí ansioso paraa nossa conversa de hoje à noite. essa conversa sobre a verdade a respeito da arca de Noé.
¶2Pessoal, veja só quanta coisa aí interessante vamos ter na nossa conversa de hoje. Olha, queremos aí já mandar o nosso abraço, né, paraas diversas mensagens que estamos aí recebendo de tanta gente. Já recebemos mensagem de Montevidel no Uruguai. Já recebemos mensagem também de Portugal, além de diversos lugares do Brasil. Que coisa boa.
¶3Itabuna na Bahia. Olha só, gente, gente de diversos lugares do Brasil e a gente já conectado com América do Sul e Europa, sejam bem-vindos à nossa conversa. Hoje vai ser uma conversa interessante, porque muita gente tá perguntando, pera aí, tá uma conversa aí? Tem notícias? Eu já vi gente aí comentando na internet, será que a arca de Noé foi encontrada?
¶4É isso mesmo. A notícia não é verdadeira. E olha, tem mais queridos amigos nossos aí de Minas Gerais, de Goiânia, de Volta Redonda. Recebam o nosso abraço e a gente vai aqui, né, conversar sobre esse nosso tema dessa noite, a verdade sobre a arca de Noé e depois vamos ter aí a oportunidade também de você enviar as suas perguntas, né, para conversar sobre o assunto. Bom, vamos lá.
¶5Primeira coisa que é importante, né, afinal de contas, o que é que está acontecendo, o que que a a tá surgindo no cenário. Alguns sites de notícias e na verdade muitos espalhados estão falando a respeito de um projeto que está acontecendo numa localidade chamada Durupinar, lá na Turquia, na região das montanhas do Ararate. E aí o que tá sendo visto e mostrado lá, ah, fala a respeito de uma espécie de formação. Segundo alguns olhando assim, parecia indicar que ali poderia estar eh debaixo, né, daquela formação, uma grande embarcação. Então, olha só, eu vou pedir pra nossa assessoria colocar a foto aí daquela localidade lá do Durupinar.
¶6para o pessoal poder olhar direitinho a foto do local. Exatamente essa foto aí que a gente vai ver o que que acontece. Você pode olhar bem, isso tá lá na uma foto aí, essa foto aí de 2019, como você vê a Universidade Silva Juniet, né, debaixo da orientação do professor Jenker Atila lá da Turquia, com uma organização estrangeira do local Noas Ark Scans tem trabalhado em cima disso tentando investigar direito E quando você olha, né, para a estrutura lá, você vê, né, realmente quem olha assim por parece, será que não tem um barco aí? Será que não tem? Então o que que acontece?
¶7Isso mexeu com uma série de pessoas que falam: "Olha, quem sabe aí nós temos a arca de Noé, é uma grande descoberta". E aí a gente já começa falando de três atitudes que alguém pode ter diante de um cenário desse. A primeira [limpando a garganta] é aquela atitude imediatamente cética, especialmente o pessoal que tem preconceito com narrativas bíblicas ou qualquer coisa que se associa a isso, logo vai dizendo: "Ah, olha, imagina is é mais uma bobagem que o pessoal tá levantando, onde se viu isso aí?" que ninguém quer dizer, porque a pessoa já tem aquele viés em oposição ou qualquer coisa que diga a respeito a à narrativa bíblica. Do outro lado, você tem aquele pessoal que tá querendo achar de qualquer maneira, né, e que às vezes força a barra. Para vocês entenderem como isso é sério, né?
¶8A gente tem, eu me lembro, por exemplo, de duas duas localidades em Israel que durante muito tempo foram dadas como a localidade exata e depois a pesquisa arqueológica mostrou que não era bem ali. No caso era o tanque de Siloé, né, que os se imaginava que era no lugar. E aquele lugar onde estava o tanque era um tanque da época bizantina, o tanque da época de Jesus mesmo, que era da época romana, só foi e finalmente escavado a partir de 2004 e se confirmou que era o tanque certo. Durante muito tempo as pessoas estavam no lugar inexato. Mesma coisa também a gente tem com relação a betsa.
¶9lá no norte do mar da Galileia se imaginava que a localidade exata era exatamente na antiga Gur ali e quando viram um lugar um pouquinho mais distante, mais junto à beira do mar, foi mais confirmado como a verdadeira betsaida do Novo Testamento. Então você percebe, a gente tem o perigo das pessoas que são guiadas preponderantemente por um viés e aí então elas vão às vezes enxergar aquilo que desejam enxergar. Por outro lado, uma terceira opção é a gente olhar, escuta, seria muito interessante qualquer coisa que tenha registro histórico, narrativa antiga e que seja uma possibilidade da gente encontrar qualquer conexão, é importante. Por quê? Porque você entende melhor as antigas narrativas, você vai poder estabelecer a uma compreensão mais adequada desses textos em função do que foi achado, né?
¶10você pode inclusive ajudar a iluminar a compreensão do passado. Portanto, essa realidade ela é importante significativa. Agora, pessoal, para vocês terem ideia, eh [roncando] não fique imaginando que para muitos talvez que não acompanham muito esse cenário, né? Eu tô até aqui munido com o Antigo Testamento poliglota, com a Bíblia arqueológica, qualquer coisa a gente pode, né, conversar mais no detalhe também. Posso aqui procurar os textos originais.
¶11Ah, o que que acontece é que essa história eh que envolvem busca e possível achado ligado à arca de Noé é uma história muito antiga, não é? Só essa localidade do Rupnar lá na Turquia, para vocês terem uma ideia, ela é uma localidade que já tem sido ah estudada e já tem sido avaliada desde 1959, quando ela recebeu esse nome, que é exatamente de um capitão turco e que ficou ah ali registrado. Então assim, não é a primeira vez que mexem lá em função de um possível achado ligado à narrativa de Gênesis, capítulo de 6 a 9. E então, eh, o que que a gente deve observar? Olha, ah, acho que a primeira coisa que a gente precisa ver é é assim, vamos dar uma olhadinha aqui no mapa da região.
¶12Vamos ver o mapa, porque quando a gente fala, né, que nós estamos falando do monte Ararate e estamos aí falando sobre isso, vocês podem observar, vocês estão vendo ali hoje você tem a região da Turquia, né, que tá junto da Armênia e Geórgia, Irã e Iraque. E ali no meio você tem ali o ponto, né, onde está escrito ah, Monte Ararate, né, conforme a gente pode observar. Agora, olhando bem pro mapa, vocês podem observar eh que, na verdade, você tem essas localidades próximas e e na e e no fundo no fundo a gente vai saber que ah os montes ah do Ararate são é uma cadeia montanhosa. Aliás, ali no próprio monte Ararate mesmos tem um que é chamado o grande e o pequeno. Então, o que que eu quero dizer com isso?
¶13É que historicamente as pessoas sugeriram locais onde a arca estava em lugares diferentes. Teve gente, por exemplo, que diz que estava na Armênia. Ah, outros chegaram a colocar ali onde a Turquia tá bem próximo da fronteira com a Síria ou mais ao sul. Outros na região bem próxima realmente do principal monte Ararate. Quer dizer, não existe, porque é o que muita gente pode imaginar o seguinte, a Bíblia fala que foi no Monte Ararate, então é só você achar aquele monte Ararate, subir que tem que tá lá ou então desapareceu porque eu fui destruído.
¶14Mas não tem um monte Ararato específico, é uma cadeia montanhosa. em uma variação, digamos, de possibilidades de como isso poderia ter acontecido ali. E para vocês observarem a sequência disso, né, eu faço questão de você para mostrar para vocês agora a aquilo que é a referência de Flávio Josefo. Vamos ver a foto aí do Flávio José, o famoso historiador judeu que passou, né, a servir os romanos, conforme aí você pode observar. E Flávio Josefo, ele nos traz algumas informações interessantes ligadas à época dele para falar sobre isso.
¶15Ó, eu vou ler para vocês aqui. Ele afirma, né, que o asos remanescentes da arca de Noé poderiam ser vistos na Armênia e que, segundo ele diz, eram usados pelos moradores como amuletos deles, né? Josefo, que viveu entre o ano 37 e o ano 100, ou seja, um historiador do primeiro século, ele diz que muita gente visitava o local ali nesses lugares. Para você ter uma ideia, o nome antigo da região da Armênia é Urardo. Urardo Ararat.
¶16percebe que tem a mesma eh sequência, né, de de consoantes. Então você vê a relação entre a os dois, né? E inclusive ele até chegou a afirmar que havia registros antigos de um historiador da antiga Babilônia do século VI antes de Cristo chamado Berroso, que teria mencionado pedaços de madeira e betume que os habitantes da região teriam localizado. E assim, na própria região, né, segundo é dito, se desenvolveu uma tradição que esses relatos antigos que a embarcação ficou por muitos anos ali antes dela ter os seus fragmentos dispersos. Então você percebe que essa discussão ela então existe desde época dos apóstolos, desde a época do Novo Testamento.
¶17Então quer dizer, não é agora que os estudiosos, arqueólogos estão falando sobre a arca de Noé. E se a gente fosse aqui apresentar para vocês todas as tentativas, os diversos eh exploradores, né, que foram atrás da arca, né, desde o século XIX, começando com um explorador eh alemão, depois nós tivemos um britânico e aí outros que se multiplicam. a gente perde a conta de pessoas que foram atrás dessa realidade de que de alguma maneira algo da arca teria sido encontrado. Esse negócio, vamos dizer, chamou a atenção de tanta gente que quer ver que coisa curiosa. Existe toda uma história meio assim pouco confirmável, né, de que uma ah delegação, uma equipe russa no começo do século XX, por volta de 1916, nós temos aí um uma foto para vocês observarem, né, daquilo que aparece, eh, uma eh uma expedição russa de 1916.
¶18Aí você pode ver na nossa tela. que teria dito, ela teria sido, né, financiada pelo próprio Quizar, né, isso é antes da revolução bolchevic e que eles teriam eh encontrado a arca, pedaços da arque. Eu cheguei há muitos anos atrás até ver um uma espécie de pequeno filme preto e branco, que supostamente seriam filmagens daquilo que envolveu ah pedaços da arca, né? e não faz tanto tempo assim, né? Também recentemente, mais agora já no século XX, né?
¶19Isso aí foi no começo do século XX, final do século XX, começo começo do XX, nós tivemos o que foi dito, uma equipe chinesa. E aí vocês vão ver a foto, né, que onde aparece um indivíduo que tá em tese dentro daquilo que seria a arca e que teria sido encontrada. e, portanto, aparece esse tipo de informação aí. Agora, veja só, eh, é muito complicado quando a gente olha toda essa proposta, toda essa sugestão, toda essa tentativa. A grande verdade é que ah nenhuma dessas tentativas, dessas sugestões, desses relatos foi tecnicamente e cientificamente confirmado.
¶20E aí a gente precisa e entender esse cenário e mesmo o que que tá acontecendo hoje, né, essa formação aí do Rupinar. Ah, a gente eh tem que ser bem objetivo o que tem sido feito, né? Porque você tenha toda aquela estrutura que parece uma embarcação e que então a ideia é que os, né, os membros do projeto estão tentando, né, escavar mais fundo e fazer diversos testes técnicos para um aprofundamento para ver o que tem lá e eles não conseguiram encontrar nada. efetivamente o pessoal mais assim, vamos dizer, emocionado com a coisa chegou a sugerir, porque parecia que tinha uma parte no meio que poderia eh talvez, né, ter relação com a própria descrição da arca de Gênesis 6, mas eles só encontraram alguma coisa que seria, vamos dizer, sinais de algum tipo de atividade humana. Ali não foi encontrado nada mesmo efetivamente que venha confirmar que nós estamos diante da da arca de Noé, né?
¶21Isso não quer dizer que eu não queira que se encontre. Nossa, se encontrar uma coisa dessa seria extraordinário, seria super importante, traria muita luz pra gente, né, para compreender essa realidade. Mas vamos pensar um pouco sobre esse assunto e vamos entender um pouquinho mais sobre essa questão da arca e a questão que envolve o próprio dilúvio, né, como a gente observa aí. E você que tá em sintonia com a gente, fique ligado aí, porque já já daqui a pouco a gente vai ter a oportunidade aí de você, né, estar em sintonia com a gente, mandando também as suas perguntas. Eu não sei, você pode também, né, não deixe para depois inscreva-se no canal do Saião.
¶22Apoie o nosso canal, ajude-nos aí na nossa caminhada, né, para a gente entender bem o cenário de tudo que tá envolvido aí. Pessoal, vamos lá. Eu vou ler aqui o texto de Gênesis, da descrição que envolve a arca, né, que tá em Gênesis capítulo 6, a partir do verso 14. Mas antes de eu fazer a leitura, eu vou pedir paraa nossa produção mostrar aí um uma foto eh tradicional, assim, aquela que as pessoas gostam de ver, que representa a arca cheia de animais, de bichos. Ó, vocês podem ver.
¶23Então, muitas representações artísticas e históricas da arca mostram mais ou menos o que você vê ali, né? uma espécie de barco quase com uma casa em cima e os animais todos ali aparecendo. Então é muito comum, né, esse tipo de descrição. Então o imaginário de muita gente eh sugere a arca como uma coisa daquele tipo, como uma espécie de embarcação. Mas olha lá, o texto de Gênesis 6 diz o seguinte: Você, porém, Deus falando a Noé, fará uma arca de madeira de se preste de vida em compartimento e reviste-a de peixe por dentro e por fora.
¶24Veja que coisa interessante. A palavra arca teva, ela não é uma palavra que evoca uma embarcação. essa ideia de que parece um barco, parece, né, uma espécie de navio assim, ela não corresponde. Essa mesma palavra arca é a palavra usada, por exemplo, pro seto de Moisés lá em Êxodo, né? Então, eh, é diferente pensar numa coisa muito com cara de barco, né?
¶25Então, isso chama atenção. Por quê? Porque uma das razões porque o pessoal ficou muito ligado nessa formação que aparece lá em Durupinar, na Turquia, é porque aquilo parece mais uma embarcação, né? Ou seja, não necessariamente parece com a a arca. Então, faça a arca.
¶26E a outra coisa que chama atenção é que essa arca ela [suspirando] é de madeira de cipreste. O hebraico traz a palavra gofer, que é uma palavra, digamos assim, desafiante pros estudiosos, né? Quase todo mundo, quase todo mundo traduz a palavra por cpreste. Você sabe, o cipreste é uma espécie de pinheiro que não tem uma madeira assim tão pesada, tão, né, densa. E alguns estudiosos, né, tradicionais da tradição judaica chegaram a sugerir que seria eh o tipo de pinheiro de cprest que você tem no Líbano, né, para ser mais específico.
¶27Teve só uma sugestão de um texto tão múdico que chegou a sugerir que talvez fosse Cedro, mas não é o caso. muito improvável que seja. E aqueles que eh pensam que talvez não seja um se preste eh traduzem isso por uma madeira resinosa. Por que que é importante a gente ver isso? Porque, claro, né, todo mundo, em qualquer situação, gostaria de ver a [suspirando] arca encontrada, preservada e pra gente poder estudar e entender uma série de coisas.
¶28Mas quando você olha a descrição, o tipo de madeira que a gente encontra aí não é o tipo de madeira ah que podemos assim dizer tem [limpando a garganta] resistência muito grande. Você vê que uma madeira desse tipo se preste e não seria o tipo de coisa que você vai usar para durar milhares de anos. Até porque, pensa bem, a embarcação, eh, eh, ou melhor dizendo, a própria arca, ela tinha a intenção principalmente de flutuar. E quando você pensa em algo que deve flutuar, a última coisa que você tá querendo é uma espécie de madeira extremamente pesada. Então, ah, é muito importante a gente observar essa realidade descrita aí, né?
¶29E diante disso, o que é que a gente pode sinalizar na nossa compreensão do texto na sequência do livro de Gênesis? Aí vamos ver o que o texto tem a nos dizer. Ele diz: "Revista de Piche". Algumas versões põe Betum. E aí é muito compreensível, né?
¶30Inclusive esses relatos mais antigos, alguns medievais e outros diziam, né, que as pessoas traziam coisas com revestimento de pichas localidades onde se dizia que a arca teria sido encontrada. E aí ele diz eh o seguinte, né? A faça com 135 m de comprimento, 22,5 m de largura e 13,5 m de altura. Uma dimensão muito apropriada para flutuar. E veja, 135 m, que é o total de cerca de 300 côvados, né, por 22,5, 50 côvados e 30 de altura, 3,5.
¶31Ah, foi isso que chamou atenção do pessoal, porque a formação que existe lá na Turquia, ela tem exatamente essa dimensão de um pouco mais de 150 m. Foi isso que deixou o pessoal mais alvoroçado, dizendo: "Olha, as medidas aqui parecem sugerir que a gente tem de fato a chance de est diante de algo que confirme a arca do relato de Gênesis". Mas aí então o que que acontece? O texto diz, né? Faça um teto com um vão de 45 cm entre o teto e o corpo da arca.
¶32Coloque uma porta lateral e faça um andar superior, um médio e um inferior. Então, a arca é bem descrita, com três andares, com é dito, com uma porta lateral e com essa ah parte acima, né, que aparece e aqui descrita como um teto com vão de 45 cm. Então vamos ver agora uma uma figura, uma foto do que seria algo mais próximo da descrição da arca que você pode acompanhar. Então dá uma olhada, tá vendo? Aquilo é uma descrição dentro das proporções.
¶33Você tem 135 m por 22,5 e 13,5 de altura. E, portanto, isso não é exatamente um barco, não é exatamente uma espécie de coisa que parece com um navio. É de fato aí uma descrição diferente e peculiar, né? E assim, que que acontece? A arca é descrita e a Bíblia fala a respeito da vinda do dilúvio e dos desdobramentos disso.
¶34Agora, quando a gente fala sobre arca e sobre o dilúvio, aí vem a discussão do outro lado, que é qual que é a plausibilidade de de tudo isso que tá sendo dito aqui. Porque o que muita gente tem, né? Quem tem um viés negativo meio que torce para que ninguém nunca encontre nada. Eu já vi gente assim, né, que chega em certos lugares e as suas ideias não batem, a pessoa dá uma forçada. Mas do outro lado também isso, eu visitei dois sítios arqueológicos em Israel, onde eu vi o pessoal forçando de um lado e forçando do outro para, né, bater com a sua maneira de entender a realidade.
¶35O que que a gente pode dizer efetivamente? Mas aí, veja lá como é que a gente pode entender e discutir essa questão do dilúvio. Bom, pessoal, primeira coisa que se discute em relação ao dilúvio é quais são as confirmações concretas de que, pelo menos naquele contexto, nós temos uma mega inundação. E como é que a gente vê isso? Bom, nós precisamos ver se existem relatos em outros ambientes que falam a respeito disso, porque você tem uma grande inundação com desdobramentos catastróficos.
¶36Eh, então não é possível que ninguém comente sobre isso. Em segundo lugar, se isso aconteceu, quando aconteceu e como é que a gente localiza isso no eixo do tempo. Então, na verdade, várias sugestões de explicação têm surgido para tentar trazer aí o que a gente pode chamar de uma proposta de datação pro dilúvio. Tem gente, por exemplo, né? Isso é talvez um grupo entre os estudiosos bíblicos, um grupo minoritário que diz o seguinte, ó.
¶37a gente sabe que houve lá atrás, muito tempo atrás, muitos milhares de anos, e que ah, o terminou a era glacial e quando houve o degelo, esse degelo trouxe uma grande inundação. Essa inundação ela ficou no imaginário, né, na memória coletiva de diversos povos. e eles falam disso. Do ponto de vista desses estudiosos mais críticos, eles falam disso de maneira, ah, vamos dizer, mais mítica a respeito do assunto. Então, nesse sentido, houve alguma coisa que corresponde a uma espécie de grande inundação que ficou ah na memória dos antigos e por isso que a gente ouve falar de dilúvio em diversos lugares.
¶38Na outra ponta da compreensão do assunto, existem aquelas pessoas que pegam a genealogia de Gênesis e tenta fazer uma conta literal, seguindo exclusivamente o texto massorético. E esse pessoal chega à conclusão de que o dilúvio teria acontecido no ano antes da era cristã, né? O que é um processo temerário, que a gente sabe que esses números não funcionam muito assim. Se a pessoa, em vez de pegar o texto massorético, pegar o texto da Septoaginta, da versão grega do Antigo Testamento, ele vai chegar por volta de 3130, com uma diferença significativa aí de mais de 600, 600 a 700 anos de diferença em relação ao texto massorético. Agora, se essas contabilidades ligadas a a uma leitura que tenta ser aritmética no Gênesis trazem dificuldades, a pergunta é: existem outros elementos que podem ajudar a gente?
¶39Dois estudiosos, William Ryan e Walter Pitman chegaram a sugerir, né, algo meio semelhante, que derretimento de geleiras que fizeram, né, o mar, mar Mediterrâneo subir e que trouxeram uma grande catástrofe ali naquela região e que isso teria acontecido hese. Cristo. A ideia ela é interessante, é curiosa e é uma discussão que vem, né, desses estudiosos, mas não sei se ela se encaixa adequadamente em todos os elementos que a gente vê no texto. Ah, a outra ideia interessante é que tem a ver com o que acontece em torno de 3.000, 2900 a de. Crist, que é uma data mais ou menos razoável pela leitura.
¶40eh, vamos dizer mais geral do texto de Gênesis, por foram encontradas especialmente na antiga Mesopotâmia, ah, especialmente em cidades como Ur, Surupque. Aliás, o famoso Werner Keller escreveu um de Bibel Horrecht e a Bíblia tinha razão, um livro que chamou muita atenção de muita gente durante muito tempo. Ele mesmo mostrava, né, nesse texto dele, ele não era um religioso. Ele começou a fazer pesquisa e disse: "Olha, eu não acredito em milagres, não acredito em sobrenatural, em religião, mas eu tô vendo que esses elementos históricos são verdadeiros." E aí ele mostra exatamente isso, uma camada totalmente seca, uma outra camada bastante encharcada e depois uma outra seca. Ah, assim, mostrando que houve uma mega inundação desproporcional por essa época.
¶41E isso é interessante por quê? Porque além de você ter um relato bíblico, pessoal, preste atenção nisso, veja, você entende a coisa juntamente comigo. É muito difícil escrever na antiguidade. A vasta maioria da população é analfabeta. você tem uma categoria, né, especial.
¶42Me lembro quando tava no museu do Cairo e vi a figura do Escriba ali, era quase que um um ser assim venerado, né, porque a pessoa, né, eh tinha essa condição, ah, escrever uma tarefa muito cara, muito difícil. Então você imagina para um relato, né, ser escrito, ser preservado, passar pelas gerações, isso tem que ter alguma pertinência com a realidade, porque senão a coisa facilmente cairia em descrédito total, né? Então, desse modo, qual é a questão que aponta pra gente a realidade do diluvo? E por que que eu tô dizendo isso? Porque se a gente tem mais ou menos uma ideia, né, de que você tem uma amplitude geográfica muito grande e você tem uma datação mais ou menos razoável, fica mais assim plausível.
¶43Se você achar alguma coisa, falou: "Isso parece ser ligado a esse episódio mesmo, porque tem pessoas, por exemplo, que falam, né, olha, encontramos provas do dilúvio." Primeiro que é o lugar geográfico é uma coisa muito discutível. Segundo, o que a pessoa encontra é de uma época completamente tão diferente da narrativa bíblica que a gente realmente não sabe se a gente tá falando da mesma coisa, né? E aí o que que acontece? Olha só alguns relatos sobre o dilúvio que nós temos. Bom, a gente sabe que nos relatos meses nós temos lá o famoso épico ou epopeia de o épico de atraasis, que seria o tipo o Noé, né, lá da antiga Mesopotâmia.
¶44Na versão depois, este Atras é do século XVI a de. Cristo, a época de Gilgamesh, de cerca de 1300 a de. Crist, ali também aparece, né, uma espécie de, vamos dizer, Noé desse ambiente que é Utnapistim, que também tem muitos elementos similares, inclusive a narrativa bíblica, né? Conhecemos aí os detalhes do que aparece no Gênesis, né? Nós temos aí Gênesis de 6 a 9, mas não só.
¶45Aí nós temos inclusive posteriormente na própria mitologia grega a história ah do dilúvio que tem a ver com Deucalião e Pirra, né? Quando nós temos a ira de Zeus aí em função das atitudes humanas. E olha, e não é tão longe a própria tradição da Índia, né? Você tem também essa ideia de uma destruição por meio de uma grande inundação eh que tá marcando bastante daquele cenário. Mas o que chama mais a atenção são exatamente o épico de Atraasi e Atraas e a epopeia de Gilgamesch.
¶46Então, quer dizer, se o texto hebraico antigo fala sobre isso, se os textos meses os dois falam sobre isso e você tem concretas e marcas de que você teve uma inundação sem precedentes, o que que você conclui? Que praticamente é impossível imaginar que não houve nenhuma grande inundação. Existe uma controvérsia, né? E talvez algumas pessoas até tenham me entendido a mim de maneira errada. Eu não tenho nenhum tipo de preconceito ou de rejeição dizendo: "Ah, não, o dilúvio não pode ter sido universal".
¶47O dilúvio podia ter sido universal, podia ter sido de qualquer forma. Só que o que eu tô dizendo é que olhando pro texto, do ponto de vista da descrição e do hebraico e da literatura, você não tem essa conclusão. Por quê? Porque o texto bíblico diz que a água subiu, né, a cerca de cobriu 15 côvodos acima de todas as montanhas que havia debaixo do céu. Ah, e aí quando alguém lê isso, a pessoa já entende que essa é uma descrição geográfica do globo todo, né?
¶48Paulo também diz em Colossenses que o evangelho foi pregado no mundo inteiro, mas ele tá lá fazendo referência ao mundo romano, o mundo onde ele vivia. Então, a chance no relato de Gênesis é que quando o texto diz que a água cobriu as montanhas todas, fosse uma descrição antropologicamente universal, mas não necessariamente geograficamente universal. Por quê? Porque toda uma inundação gigantesca que tivesse mais de cerca de 9 km de altura, uma quantidade de águas cinco vezes maior do que nós temos no oceano, misturando todas as águas dos oceanos com os rios, né, e matando os peixes de água doce. Uma série de questões que os estudiosos levanta abre a possibilidade de que você tenha um dilúvio antropologicamente universal, mas com uma localização no que é chamado no mundo habitado e conhecido.
¶49E isso não invalida o texto bíblico. E aí a ideia não é querer ter razão e dizer: "Olha, o pessoal que pensa diferente não sabe de nada". Significa lidar com as questões, com as perguntas. com as dúvidas, até porque quando você conversa com uma pessoa interessada em conhecer um assunto e você faz algumas dessas perguntas difíceis, se você der uma resposta meio de qualquer jeito, a pessoa talvez não vá levar você a sério. Então, que que a gente tem aí em relação a isso?
¶50A gente vai, né, ah, refletir e pensar. Veja, já temos aí pelo menos 2.000 anos de pessoas procurando a arca e sugerindo que de alguma maneira ou ficou sabendo o quê, ouviu falar que pessoas viram e tem histórias de pessoas que trouxeram pedaço de madeira e levaram para um lugar, levaram pro outro. Ah, tem histórias de gente que viu, que diz que filmou, que diz que fotografou, só que essa prova concreta ah não apareceu de uma maneira absolutamente convincente. E então a gente levanta a pergunta. Primeiro, pessoal, com toda a gente procurando isso, sem uma prova convincente, a pergunta é: será que de fato nós vamos encontrar a arca de Noé?
¶51Esse essa ah essa arca, né, com 135 m de comprimento? Veja, ela é é é grandinha, né? Mas não é tão grande assim, né? Se você pensar, né? Eh, hoje uma embarcação é muito superior, maior do que isso, não é uma coisa tão assim.
¶52E se ela é feita de uma madeira para flutuar, aliás, com um formato extraordinariamente adequado, e a madeira mais provável é de se preste. A próxima pergunta é: com todas as intempérias, com tudo que acontece, você tem, por exemplo, uma uma arca em cima de uma região montanhosa que faz um calorzão no verão, depois isso, ah, fica congelado no inverno, você tem chuva, né? Todo mundo sabe que essas localidades assim são sujeitas a em tempées muito mais acentuadas. A pergunta é se nós estamos falando de algo, vamos dizer arredondadamente de cerca de 5.000 anos atrás, né, na melhor das hipóteses, 4500 e5000 anos, será que a arca de fato teria ficado preservada até agora? Que coisa eu acho muito improvável.
¶53E talvez se a gente encontrasse alguma coisa, ia encontrar remanescentes, coisas pequenas, destroços. Não é possível. Para vocês terem uma ideia, você vai pro Egito e você visita as pirâmides do Egito. As famosas pirâmides do Egito, Kelps, por exemplo, ah, tem tinha originalmente 146 m de altura, pessoal. Hoje ela tem 139, quer dizer, baixou 7 m e aquilo é feito de pedra, mas aquilo tá desgastado.
¶54Agora, presta atenção, a data de Kelvis é mais ou menos cerca de 4500 anos atrás, ou seja, vamos dizer, tá dentro do espectro da data do dilúvio da arca, né? Então, quer dizer, se uma pirâmide de pedra maciça daquele jeito sofre desgaste, você acha que uma embarcação de madeir, madeira leve, ela iria ficar preservada de tal forma que a gente iria encontrar a arca em condições facilmente detectáveis. É muito improvável. Então, que que a gente pode concluir? Seria muito bom e interessante se na Turquia fosse encontrado a arca de Noé.
¶55Mas em primeiro lugar o apesar da extensão, o formato não evoca exatamente aquilo que nós temos descrito na Bíblia. Aquele formato realmente parece uma espécie de barco, né? Sabe que me pareceu na hora lembrar um barco viking assim, né? parece um dracar no seu formato. Eu visitei um museu [roncando] história e arqueologia em Estocolmo, na Suécia, e a primeira coisa que me bateu o olho assim, olha, isso aqui parece um dracar, né?
¶56Depois, eh, a gente, eh, olhando para o que o pessoal conseguiu ver até agora, né, e o que eles puderam analisar, nós não temos nenhum tipo de conclusão, nada que efetivamente aponte nessa direção, né? Ah, e terceiro é que a gente de fato parece que tá sempre diante desse cenário de pessoas que de alguma maneira querem encontrar uma espécie de confirmação da Bíblia a partir daquilo que encontram. E que que a gente pode deve dizer sobre isso? Primeira coisa, pessoal, muito importante, significativa. Muita coisa que nós temos relatadas na Bíblia, elas não vão ser encontradas.
¶57Mas por que, saiam? Porque essas coisas desapareceram, porque elas foram destruídas, porque nem tudo que aparece na história bíblica ficou para a memória posteriormente. Primeiro que não é promessa bíblica isso. Segundo é que isso eh não tem nenhuma razão de garantia dessas coisas se perpetuarem lá, né? Ah, e terceiro, se você for realista, você tem um ambiente da antiguidade que foi invadido, que foi saqueado, que passou por guerras, que teve tantas transformações, ã, históricas, sociais e políticas, como é que você quer que o negócio fique preservado o tempo todo?
¶58Eu visitei, né, a famosa localidade de Meguido, o famoso Vale do Armagedon. Quando você visita Megido, né, ou Megido, você olha assim, né, num num corte que os arqueólogos deixaram lá, você tem 20 cidades uma em cima da outra. E quando os antigos, né, do império entravam num lugar, eles destruíam tudo e construíam em cima. Então, quando você tem uma série de relatos, né, não quer dizer que você vai encontrar aquilo. E, aliás, não é porque você encontra algo desse tipo, que isso necessariamente vai garantir a sua confiança e a sua fé no relato bíblico.
¶59Sua confiança e fé no relato bíblico tá no fato de você já ter essa convicção anteriormente. E quando alguém não tem essa convicção, mesmo que alguém ache alguma coisa, a pessoa vai ter um viés de interpretar, de entender aquilo de maneira diferente. É igual, por exemplo, você pega no nos anos atrás, havia muitos críticos diziam que Jesus nunca existiu. Hoje essa hipótese ela vai caindo por terra porque as indicações são muitas, né, da existência histórica de Jesus. Aí que que o indivíduo vai dizer?
¶60Não, ele até existiu, mas não tem nada a ver com aquilo que o Novo Testamento fala a respeito dele. Quer dizer, o cara nasceu hoje, tá aqui no século XX, não tem nenhuma ambientação com aquela realidade antiga, mas ele sabe mais do que os que escreveram na época e testemunharam das coisas. Então, porque a pessoa quer pensar assim e deseja pensar assim, OK, né? Mas isso não vai fazer diferença. Outra coisa importante para se pensar no assunto é que algumas coisas que a gente encontra na arqueologia, na pesquisa histórica, por exemplo, na terra de Israel ou em outros ambientes descritos pelas narrativas bíblicas, não necessariamente estão relacionadas com a Bíblia.
¶61Eu que fiz muitas viagens paraas terras bíblicas. Eu chegava num lugar e a pessoa perguntava: "Mas saiu, isso aqui tem a ver com qual história da Bíblia?" Falei: "Não tem a ver com história nenhuma". Ah, não, como assim? Não, isso aqui é medieval, né? Tava lá na Galileia, a gente viu um castelo lá em cima, uma espécie de fortaleza.
¶62Mas que aquilo ali? Aquele a fortaleza de Ninrod. Olha aquele de Gênesis. Não, não, isso é dos cruzados, né? Não tem nada a ver com a época deles.
¶63Não, isso aí não. Isso é do período mameluco, não. Isso aqui é dos otomanos. Não, isso aqui é do período cananeu anterior a chegada dos israelitas. Isso aqui é do período asmoneu.
¶64Então, muita coisa que você encontra não está relacionado com a história bíblica, porque nem tudo que aparece naquele cenário tem relação com as escrituras sagradas. Portanto, a gente precisa de bom senso, ponderação, equilíbrio, sempre abertos para as pesquisas isentas, objetivas e tecnicamente encaminhadas e, claro, de maneira respeitosa, sem uma hermenêutica de suspeita em relação ao texto bíblico, avaliando e tirando lições dessas conexões entre história, antropologia, arqueologia, exegese, estudo das línguas orientais para entender a realidade e também o texto sagrado. Mas a gente já caminhou bastante e eu sei que vocês aí já devem estar debaixo d'água, ou melhor, né, já devem estar interessados e querendo fazer perguntas aí sobre a questão da arca de Noé, daquilo que a gente conversou nessa noite. Nós agradecemos a sua participação e vamos lá, vamos ver se a nossa produção tá sintonizando. Olha, eu falei tanto do dilúvio e eu não bebi água.
¶65Pessoal, você acha que tá certo isso? Então, deixa eu trazer, né, eh, a minha pequena arca aqui. Precisa de um pouco de água. Hum. >> Opa, >> opa.
¶66Alô, produção. Luan, tudo certo por aí? Tudo certo? >> Opa, que beleza. Então, vamos lá.
¶67Como é que estamos aí? A turma quer fazer perguntas, mandar. Mande o seu apoio pro canal do Saião. Mande as suas perguntas. >> A tem bastante gente aqui conosco.
¶68Mas antes de eu ir pras perguntas, eu quero agradecer a todo mundo que tá assistindo e pedir pro pessoal deixar o like, porque a gente tá com menos de 300 likes e tá com quase 400 pessoas simultâneas. Então, >> 400, né? >> É, chegou a passar, só que não tem nem 300 likes. Então, por favor, pessoal, vamos deixar o like aí. Não vamos se esquecer que ajuda muito é o YouTube a recomendar para outras pessoas e quem sabe a gente chegar a 300.000 inscritos, né, Saão?
¶69>> Pois é, nós estamos, olha lá, pessoal, a nossa grande campanha aí, nos ajude. Nós vamos chegando. Hoje o canal já passou de 292.000. Você que é saiônico, você que tá em sintonia com a gente aí, não perca a oportunidade de nos dar uma força. Então, inscreva-se, né?
¶70Aperte o sininho, dê o like e se quiser seja membro do canal do Saião, que tem algumas prerrogativas diferenciadas também. >> É isso aí. Eu não achei uma pergunta diretamente, mas teve um comentário aqui do viewer, ele fala aqui: "No caso do dilúvio, tá mais que óbvio que foi o mundo inteiro, pois até as aves morreram e os anjos de Gênesis, Gênesis 6. >> Os anjos? >> Isso mesmo.
¶71>> Então, bom, então acho que se se não é uma pergunta é uma afirmação de quem não tem nenhuma dúvida, né? A gente entende o seu posicionamento, né? Ah, e se fosse assim mais do que óbvio, não tinha nenhuma outra opinião no cenário, mas no mundo acadêmico e principalmente para aqueles que conhecem o mundo antigo, que podem ler o texto no hebraico original, isso não é assim. Primeiro que a discussão de anjos, né, o texto bíblico, na verdade eh fala de Bnei Elohim, que não necessariamente são anjos, né? Anjo é uma interpretação, né?
¶72E como eh tá claro na escritura que anjo não coabita com mulheres, né? Como Jesus deixou claro, é muito difícil, né? Que e isso e não tem nada do relato do dilúvio dizendo que anjo morreu. Não sei de onde vem essa essa conexão, né? E o fato é de todas as das á terem morrido, isso não implica eh que o dilúvio necessariamente teria sido universal, porque as a descrição bíblica, ela tem a intenção de mostrar o juízo de Deus sobre a humanidade e os desdobramentos em volta.
¶73O fato de você dizer isso é a mesma coisa que eu disse com Colossenses. Paulo afirma em Colossenses 1 que o evangelho foi pregado no mundo inteiro. Então Paulo foi pro Japão, foi para Groenlândia, foi pro Paraguai, não foi. Então, então a palavra tá errada, não. Tem que entender o texto dentro do contexto.
¶74E isso é o que pode acontecer também na leitura do livro de Gênesis. Tem um pessoal comentando aqui que se fossem eles, um carp inteiro daquela época chegasse, visse esse tanto de madeira bem tratada, bem bem bem nova ali, com certeza iriam usar e que o pessoal com certeza usou a madeira da arca, né? >> É. Então >> o teve um comentário aqui do do Márcio, realmente todos os animais tiveram um par na arca? Olha, segundo o texto bíblico, os animais tiveram par os animais que entraram na arca, né, que são os animais que respiram.
¶75Os animais das águas, é claro que não. >> Uma pergunta que eu que eu achei curiosa é que não tá aqui, mas eu vi em outro lugar, é que qual que era o parâmetro para um animal entrar na arca? Era qualquer animal? Porque tem vários animais que tem, sei lá, milhares de espécies, diferentes pássaros. Tanto que fala aqui que que os que os pássaros morreram, alguns pássaros voaram.
¶76Qual que é o qual que era o parâmetro? Se porque assim, essa premissa teria que ser universal, não é mesmo? Eh, então, eh, depende do que que a gente tá falando, né? O que que o texto bíblico tá dizendo pra gente? O texto, na verdade, fala até de duas coisas distintas.
¶77fala de animais puros que entraram sete e fala dos animais que que nós temos aqui. Leve com você sete casais de cada espécie de animal puro no capítulo sete, né? Ah, e um casal de cada espécie de animal impuro, macho e fêmea. Também sete casais de aves de cada espécie, macho e fêmea, a fim de preservá-los em toda a terra. E no texto anterior diz eh o texto que faça entrar na arca um casal de cada um dos seres vivos machá-los vivos com você.
¶78De quê? De ave, de animal grande, de animal pequeno que se move rente ao chão. Eles devem ser trazidos, eles eles virão a você, né? E e armazene alimento para eles. Então, o que que acontece?
¶79Quais são os desafios de quem discute essa questão? Uma ideia é que nós estamos falando de uma época muito antiga. E o que que é uma época muito antiga? Quando se observa que a vasta maioria do globo não é habitada. E nós temos, inclusive, isso é uma coisa bastante compreensível, né?
¶80Porque as cidades, os lugares mais antigos mesmo da experiência humana estão na região do Oriente Médio, né? com as cidades mais antigas do mundo, Jericó, você tem Geblequepé, é exatamente nesse contexto. Então, eh, o que a gente imagina que seria necessário como uma inundação global para atingir tudo pode ter sido desnecessário, porque o contexto da habitação humana e preponderantemente animal eh tá ali, né? Então, nesse caso, isso seria uma explicação. A outra explicação é que de fato, né, o é que o o dilúvio então teria trazido, né, ali pra arca todos os animais representativos da ideia universal naquele contexto, eh, quando as vidas dos animais foram tiradas e foram preservadas na embarcação.
¶81A outra ideia que é a leitura talvez mais popular e imediata, não, que isso seria de fato todos os animais do planeta todo. E aí você tem uma série de dificuldades. Por quê? Porque os animais do planeta todo não cabem na arca, por mais que as pessoas queiram criar, já que a gente vai fazer a matemática, né? Então, por exemplo, cada andar da arca tem no máximo 4,5 m de altura.
¶82É insuficiente para botar um elefante lá. É insuficiente para você botar uma girafa. E você imagina todo esse cenário pegando todos os milhares e milhares de animais do planeta todo, né? E e o texto bíblico não relata nada, dizendo: "Olha, apesar de um animal vir lá do tal continente, né? O texto trata isso com uma certa naturalidade.
¶83E aí o que que os estudiosos que defendem uma posição mais fechada assim dizem? Ah, os animais entraram na arca todos filhotes pequenos, né? Mas nenhum texto bíblico diz isso. Nada sugere uma coisa dessa. Fala que veio um casal.
¶84Então, a gente percebe que a as posições que se apresentam às vezes como determinantes e óbvias, elas têm uma série de dificuldades que elas não conseguem também lidar com facilidade. Então, parece parece mais razoável entender que o sentido geral eh é de uma de uma inundação, de um dilúvio antropologicamente universal, mas geograficamente localizado. >> Próxima pergunta do Adelmo Sa. Alguns pensam que o dilúvio provavelmente teria sido decorrente do processo de degelo ocorrido na última era glacial, há cerca de 10.000 anos atrás. O que o irmão pensa a respeito?
¶85>> Então, foi o que a gente mencionou, né, logo no início, quando a gente falou sobre as diversas teorias, a gente eh disse que exatamente era a posição de alguns estudiosos, inclusive um pouco mais críticos, que eles diziam exatamente isso, não, olha, 10.000 1 anos teve um degelamento, um degelo, né, da fim da era glacial. E esse degelo trouxe aí para todos essa condição que nós temos aí, né, de de inundação muito grande, que isso ficou na memória das culturas, né? Então eu acho que essa explicação ela é insuficiente, principalmente por duas razões. Primeiro porque nós temos, como eu mencionei, o relato, né, que aparece ah aí eh nos escritos da Mesopotâmia, falando de uma inundação gigantesca, inclusive muito semelhantes aos relatos de Gênesis, né? Especialmente quando a gente fala da epopeia de Gilgame, ah, onde até descrição muito parecida com a de Noé.
¶86E aí isso tá falando de uma época muito diferente da do que envolve lá o degelo glacial, né? E também por aquilo que eu mencionei, que a arqueologia, particularmente na Mesopotâmia, mostra que você tem uma um corte muito seco, né, e depois algo extremamente eh marcado por bastante umidade e depois você tem o o seco de novo, né? Então, eh, é isso que, eh, dificulta imaginar que o texto tá falando de algo que tem a ver com era glacial. Então, a questão aqui da Cláudia que ela diz: "Mas o texto bíblico também não diz que os animais eram adultos. Acho possível sim que muitos animais grandes entraram filhotes na arca".
¶87O professor Adalto Lourenço pensava assim: "Você citou do elefante da girafa, né?" Veja, eh, essas ideias que foram mencionadas, elas têm origem em um estudo, um um norte-americano chamado John Whtcomp. Eles não são ideias que surgiram na realidade brasileira, né? E e elas têm uma série de de dificuldades, né? Porque eh é muito estranho que um texto, como o texto bíblico, inclusive que quer trazer detalhes, ele tem uma preocupação em dizer que inclusive alguns animais tinham que ser preservados pro sacrifício. Ele divide entre impuro e impuro.
¶88E que o texto bíblico, por exemplo, não menciona absolutamente nada de animais que teriam viajados 20.000 km, né, para chegar lá. Imagina o canguru que só tem na Austrália. como é que ele teria chegado, né, ali. Eh, e depois, eh, e é estranho demais, né, que o texto não fizesse nenhuma sinalização, eh, de animais grandes, que que seria a explicação, né, para exatamente isso, mas isso não aparece no texto. E quando você vê o texto dizendo que entrou um casal de animais, você imagina que entrou, entraram dois filhotes, isso é forçar a barra do texto.
¶89O texto não tá dizendo quando fala que é um casal, é um casal, né? Sugere um animal desenvolvido, portanto a coisa não se encaixa adequadamente. Mas vamos lá, pessoal. O nosso tema envolve a arca. E e aí vamos ver.
¶90>> É o assim tem é relacionada à arca é indiretamente relação a dos animais, né? O a Isa dúvida. Na época de Noé, Deus já tinha determinado animais puros e impuros. Achei que isso tivesse ocorrido somente após a saída do povo do Egito. Exatamente.
¶91É a pergunta muito interessante e significativa. Então, o que que a gente entende? Sabe disso? Que o livro de Gênesis não foi escrito por Noé. O livro de Gênesis que relata a criação, não teve ninguém assistindo à criação e escrevendo.
¶92O texto ele é redigido depois. E quando ele é redigido, ele é redigido no contexto do Pentateuco. E aí o que que acontece, né? os animais, né, são colocados numa situação eh de sacrifício depois do dilúvio, porque o próprio relato do dilúvio fala que tem um casal e esse casal deveria ser preservado. Então, se não tivessem animais a a mais para serem sacrificados, você imagina aquela espécie estaria comprometida.
¶93Então essa é a razão porque o relato vai dizer isso. E como o texto ele é redigido posteriormente, esses animais que estão mencionados lá, eles já são descritos do ponto de vista da pureza e da impureza, porque a prática do sacrifício, na verdade, é uma realidade que é pertinente à experiência antropológica, né, a prática humana desde os tempos mais antigos, até mesmo anteriores à Bíblia, né? Então, o texto tá escrito com o olhar do contexto do desfecho do Pentateuco. Próxima pergunta de Eu sou a Isa. Até um até que ponto a observa a a obsessão empírica por uma evidência material da arca não corre o risco de subordinar a verdade teológica, tipológica e soteriológica do texto a um reducionismo arqueológico?
¶94Então veja, não não é que é um reducionismo arqueológico. Essa frase ela só um pouco estranha, porque a arqueologia ela não tem intenção de de reduzir nada. A arqueologia ela é uma ciência meramente técnica. A arqueologia faz o quê? Ela escava um lugar e ela encontra uma casa, uma vasilha, ela encontra uma lâmpada, ela encontra uma inscrição, ela acha uma espada, né?
¶95E aí ela analisa isso e ela tem elementos técnicos que vão dizer: "Olha, a datação aqui mostra, né, no carbono 14, que essa peça é de tal época. Olha, a inscrição aqui apareceu escrito em aramaico. Esse aramaico é do século VI antes de Cristo. [suspirando] Olha o que esse tipo de vidro que achamos aqui, ele veio da fenícia. Então, a arqueologia ela, por definição, ela nunca quer reduzir nada a coisa alguma, né?
¶96E aí são coisas assim independentes de arqueologia. Então, um grupo de pessoas que não está às vezes entendendo bem a narrativa bíblica e não compreende que certas coisas que você tem na Bíblia você não vai encontrar hoje, ou coisas que se você vai encontrar não são as que estão no relato bíblico. Essas pessoas, independentemente de arqueologia, elas podem potencializar conclusões que não correspondem à realidade, né? Então aí o que o que existe na verdade é uma intenção da pessoa, uma forçação para entender certas coisas da maneira que a pessoa bem deseja. Agora, ah, quando eu tenho um relato bíblico, um texto, e esse relato ele tem e ensinamentos a me oferecer, eh eu também não posso ir por um caminho meio perigoso, né, que qualquer coisa que o texto diga objetivamente, eu começo a achar sentidos espirituais em tudo.
¶97Isso nem é um procedimento hermenêutico aceitável, né? Então, para você entender um texto bíblico, você tem que entender que literatura é essa que você tá lendo, quais são os elementos linguísticos, qual é o pano de fundo, qual que é o contexto histórico. Aí você tem chance de interpretar. Agora, você realmente olhar o texto só do ponto de vista da sua, vamos dizer, do seu elemento concreto particular e deixar de lado as outras coisas, é um problema. Por outro lado, viajar, né, na maionese, descobrir um monte de coisa que não tem nada a ver com a realidade objetiva também é um problema.
¶98Então, a gente precisa ter uma atitude eh equilibrada em relação a isso. >> O Agessivaldo comenta aqui: "Alguns consideram a possibilidade da entrada dos animais puros em número de sete casais servirem de alimento para a família de Noé. O que o senhor acha desta ideia?" >> Então, não é impossível, né? Não é impossível. Eh, porque eh nós não temos outros eh eh relatos com envolvam sacrifício, então isso é é uma possibilidade, né?
¶99E lembre-se que a descrição bíblica, o dilúvio inteiro, demora mais de um ano, né? Então não sei se isso explicaria tudo, porque a arca também foi cheia de mantimentos. A Késia é membra aqui no canal e comenta: "Pastor, o nome das montanhas de Ararate pode ser confirmado com o local conhecido hoje? Já faz tanto tempo e o nome teria permanecido do mesmo jeito?" >> Então, pessoal, só para lembrar, só essa última eh pergunta feita, se se os animais foram comidos por Noé na arca, é improvável, né? Porque o texto bíblico, só depois do dilúvio diz que os homens haveriam de comer carne, né?
¶100Antes disso, não foi dado apenas vegetação. Depois do do dilúvio é que aparece a ideia de que o seres humanos vão comer carne. Por isso essa ideia meio complicada. Veja o que que acontece. Nós temos a região, né, eh, do Ararate.
¶101Essa região é a mesma região. Isso com certeza não mudou, né? É tanto tempo, mas é o nome dali desde os tempos antigos. Inclusive a área, como eu mencionei, eh Urarto, né? Urarto, inclusive era o nome da região da antiga Armênia também, né?
¶102Ah, e aí rarattu tem na mesma mesma raiz consonantal. Então é na região, a questão é saber exatamente qual lugar do ararate, porque o ararate não é só montanha, é a região montanhosa. Então pode ser em lugares em picos diferentes ali onde a arca teria chegado. E isso que é a dificuldade. Por isso quando você vê os relatos históricos de pessoas dizendo que não sei quem viu e alguém até levou um pedaço de madeira para casa, o outro pegou um pouco de piche de betume, né?
¶103E você vai ouvir relato de lugares diferentes, né? Ou seja, com sugestões de serem outros. Tem, teve um pessoal que inclusive sugeriu que seria perto de Urfa, na localidade de Harã, que era, né, ali a antiga localidade onde Abraão esteve na sua ida para a terra, né, de Canaã. Quando ele sai, ele sai de Uros Cudeus para em Arã e depois ele desce. Isso é ali quase fronteira da Turquia com a Síria hoje.
¶104>> Próxima questão aqui do Jafferson. Acredito que Deus não permite que esses objetos sejam encontrados como arca da aliança para não virarem objetos de adoração como a serpente do deserto, não acha? Olha, até pode ser, mas eu eu não acho que isso seja o motivo fundamental, porque se a gente pensar nessa lógica de Deus interferindo para as pessoas não fazerem dos objetos de adoração, Deus vai ter um trabalho enorme hoje, porque o pessoal não precisa desses objetos. As pessoas idolatram de tudo, né? idolatram celebridades, e idolatram pessoas conhecidas e idolatram objetos, idolatram qualquer coisa.
¶105O ser humano é um um grande fabricante de ídolos, né? Então, dizer que Deus tá dizendo, nós vamos esconder um negócio, não vamos deixar ninguém achar, senão eles vão, eu não acho que seja o caso, até porque coisas muito mais, eu se diria, impactantes, determinantes em relação à fé, muito mais do que a arca de Noé, tem sido encontrado, né? Imagina você encontrar um numa inscrição hebraica de quase eh de três dois 1900 anos atrás, o nome do rei Davi, né? Você encontrar um anel com o nome do o Pôncio Pilatos, você encontrar, né, o túmulo do apóstolo Felipe na Turquia, né? Então, quer dizer, se fosse assim, Deus ia tentar esconder o máximo possível.
¶106Seria o maior inimigo da arqueologia. Eu não acho que seja o caso. >> O Leônidas é membro aqui no canal e comenta assim: "Boa noite, pastor. A paz de Cristo a todos. Pastor, o que o senhor acha da teoria que existia alta tecnologia no mundo antigo com a qual o homem corromper a criação e que Deus mandou o dilúvio recetando tudo?
¶107>> Olha, que havia muita tecnologia do mundo antigo, isso tá muito óbvio, muito claro, né? E agora, se Deus mandou o de Luo para recetar tudo, eu acho que é uma conclusão que não se justifica. E como é que a gente e sabe, né, que você tem uma tecnologia avançada do mundo antigo? Exatamente quando estuda as antigas civilizações, né? Uma das coisas que mais me impactou na vida foi visitar a pirâmide de Sakara no Egito.
¶108Sakara é 200 anos mais antiga do que a pirâmide de Kelps. É menos conhecida. É uma pirâmide escalonada. Ela até lembra um pouco um zigurate mesopotâmico, né? E quando você eh vai, né, e olha eh algumas coisas, né, que teriam sido feitas lá pelo Imotep, pessoal, é um negócio impressionante como aquilo é uma construção sofisticada, lisinha e coisa feita anos atrás, né, no Museu do Cairo, eles mostraram pra gente lá uma pedra de uma estátua feita de diorita, pequena, mas com muita sofisticação.
¶109E diorita, ela não é a coisa que só mais dura do que a diorita é só o diamante, né? Então quando você vê, eu vi, eu vi, pessoal, ó lá, a múmia do Ramsé II ainda tem cabelo na múmia, um [roncando] negócio de doido, né? E o Rams I é uma múmia de anos atrás. E eu vi múmias mais antigas do que Então quer dizer, como é que o pessoal fez isso? Esse pessoal sabia muita coisa.
¶110Você sabe que tem mais de 200 pirâmides do Egito antigo. E quando você pensa na Mesopotâmia, a um índice de sofisticação é um negócio impressionante, né? Ah, no museu de Atenas você pode ver a famosa antiquítera, uma espécie de primeiro computador, assim, uma espécie de máquina que os gregos fizeram que calculava o movimento das estrelas, uma série de coisas com muita perfeição. Então, eh, é que a gente talvez tá contaminado com a ideia de que tudo que tá para trás é atrasado, primitivo, né? E esse esse paradigma evolutivo que é uma filosofia do século XIX, então o pessoal aplica para tudo, né?
¶111Então qualquer coisa da antiguidade é menos conhecimento, mais ignorante, mais primitivo, quando na verdade não funciona assim. Às vezes em certos lugares do mundo, em épocas muito antigas, você tem um progresso, um desenvolvimento, um conhecimento maior do que épocas posteriores. >> Próxima pergunta do do Jefferson ainda. Acredito que Deus não permite que Ah, não, é outra aqui. Calma aí.
¶112aqui, caso o achado fosse confirmado, será que seria mais um sinal dos últimos dias, como Jesus citou, assim como nos últimos dias de Noé, assim será a vinda do filho do homem? >> Não, de jeito nenhum. Esse texto não tá falando nada disso. Veja, a gente tem que ver no texto que o que Jesus diz é que nos dias de Noé as pessoas estavam vivendo desconsiderando a possibilidade da intervenção do juízo divino. Então o que que se fazia nos dias de Noé?
¶113Eles casavam, comiam, bebiam, né? E até o dia em que Noé entrou na arca. Então, essa atitude de desaviso, de desinteresse, de desconexão qualquer com a ideia da intervenção divina é o paralelo. Não tem nenhum sinal de que vai achar arqueologia, vai achar alguma coisa na época de Noé para e que isso seja ligação com o sinal dos tempos. Não aparece nada disso na Bíblia.
¶114O Vta a comentar aqui, a única justificativa plausível do dilúvio é o corrompimento de anjos com mulheres e os filhos vendo para impedir que o Messias viesse. Então, se o dilúvio não fosse mandado, Cristo não iria vir. >> Não, isso não faz sentido, né? Porque primeiro que o texto bíblico não tá dizendo que são anjos, diz que são Bnei Elohim, filhos de Deus que viram filhas dos homens. Filhos de Deus.
¶115uma expressão que nesse texto tá falando de gente poderosa. O próprio texto diz pra gente: "Esses eram os homens de renome, os os poderosos da antiguidade e o pecado deles foi formar os primeiros aréns. Eles tomaram as mulheres." Jesus deixou bem claro, os anjos não se casam nem se dão em casamento. Se anjos não se casam nem com, digamos, anjas, imagine casar com mulheres. ser extremamente estranho e muito fora da realidade.
¶116É uma uma descrição totalmente mitológica e não vejo que isso venha fazer qualquer sentido. >> Antes de ir pra próxima pergunta, quero agradecer todo mundo que tá aqui, passamos os 400 likes, passamos 400 espectadores simultâneos, então obrigado a todo mundo que tá aqui. Tem muita pergunta relacionada ao dilúvio. Não sei se tem muito a ver com um contexto, até porque a live é sobre a arca. Mas o Márcio ele perguntou se o diluvio foi com águas de chuva apenas ou também rompeu águas do fundo da terra.
¶117Não, >> o texto diz isso, diz isso, que abriram-se as comportas do céu e que também as fontes de baixo elas também trouxeram água. Por isso é que a inundação é gigantesca e sem precedentes. E tá muito claro que veio, digamos assim, água de tudo quanto é lugar. Apunta aí, Luance do Márcio Alegria, se é comprovado que na época toda a terra era um só continente. Não, não é comprovado, né?
¶118Eh, a ideia de que os continentes estão distanciados é muito clara. E isso eh se fosse esse o caso, a gente ia encontrar muita similaridade entre que você tem no Egito, né, e no Oriente Médio, na Austrália, nas Américas, e você não encontra, né, é bastante distinto uma coisa da outra. Então, o que que acontece? O pessoal que quer fazer uma leitura indevida de Gênesis e quer dizer que a Terra toda era unificada, sugere que os continentes estavam todos ligados só depois do dilúvio que se separaram. Mas isso não tem evidência disso.
¶119O >> o pessoal citar a Pangeia, né? Mas a Pangeia é uns 200 milhões de anos, né? Então que ela começou a se fragmentar, né? Então é um pouquinho mais difícil, né? A não ser que Noé seja velho, né?
¶120Não, Noé não pode ter 200 milhões de anos. >> Pois é. Mas o o Noé não, mas o pessoal da Sumérria tinha tem um rei na Suméria que ele viveu 20.000 anos, gerou um filho e morreu com 30.000 anos. >> Ohó. Aí sim.
¶121>> É. Então, quer dizer, por que que é importante a gente ver isso? É porque a maneira que eles falavam que alguém vivia com quantidade de anos não era uma descrição literal do que tava acontecendo, né? Por isso, pessoal, veja, a gente tem que sempre pensar nisso. A gente tá no Brasil, na maior parte dos casos aqui, alguns têm em outros países, né?
¶122A gente tá no século XX, a gente tem uma formação, uma cultura, uma língua, um jeito de ser e de pensar. Quando você pega um texto antigo, o horizonte de quem escreveu era uma outra realidade, uma outra cultura, outro tipo de preocupação. Então você tem que fazer um esforço de tentar compreender a realidade de quem escreve para poder de fato ter acesso ao texto, senão você vai acabar se complicando na compreensão do texto bíblico. Teve uma pergunta aqui, eh, será que só ocorreu, será que só existiam pessoas na região onde ocorreu o dilúvio? Então, basicamente se é um dilúvio local, então só tinha pessoas ali.
¶123>> Olha, ah, a gente não tem a data exata do dilúvio. A gente sabe que os grupos humanos, né, mais antigos que se conhece, pelo menos falando dos seres humanos, como nós os conhecemos aí do contexto do início da história. Ah, esses grupos estão naquela região. E quando a gente fala de uma inundação ali, não é uma inundação que pegou duas, três cidades. É um negócio realmente gigantesco.
¶124Que inclusive quando você tem um relato falando do Monte Ararate, que isso tem a ver com Mesopotâmia, quer dizer toda aquela área. Então as indicações do texto é que acabou com todo mundo. E num período tão antigo assim, a sugestão é que você não tem populações em outras áreas. Isso parece mais razoável. >> Teve uma pergunta aqui, a pessoa quer saber quando que vai lançar o curso de escatologia SA.
¶125>> Pois é, nós estamos eh trabalhando bem, já gravamos uma boa parte e esperamos aí nas próximas duas, três semanas conseguir lançar, né? Eu tive uma semana muito ruim, fiquei bastante doente a semana passada e senão teria conseguido adiantar um pouco, né? E aí esperamos em breve, assim que terminarmos, a gente disponibilizar o curso que tá ficando, ó, um material escrito muito bom, muitas aulas gravadas e também teremos alguns encontros online. >> Muito legal. Então, a pergunta aqui da Juliana, ela: "A contagem dos anos na antiguidade se dava como contamos hoje, 12 meses ou cerca de 30 dias, de 24 horas, etc?
¶126Hoje se recalcula o tempo para enquadrar na nossa leitura de ano atual. Então, de modo geral, a contagem do ano ela não muda, porque a contagem do ano tem a ver com o período de translação, de modo geral, a com talvez um pouquinho de mudança de um aspecto ou outro, de uma precisão no calendário. A questão não é essa. questão é como os antigos descreviam a realidade dos anos eh da vida de uma pessoa. Então, nós temos duas questões desafiantes.
¶127É, a primeira delas é que, por exemplo, nem todas as tabelas antigas de genealogia trazia o nome de todas as pessoas. Então, quando fala fulano gerou o fulano, a gente imagina que ele é o pai do fulano. Não necessariamente. Ele pode ser o o avô, pode ser o tataravô, pode ser o ancestral, porque as genealogias eram selecionadas. Em Gênesis, por exemplo, toda genealogia tem 10 nomes, porque o importante é ter 10.
¶128E aí você não inclui todo mundo. A segunda questão é como se usam os números. Como eu mencionei que na Suméria, a lista dos reis da Suméria, o sujeito viveu 20.000 anos, teve um filho, morreu com 30.000. E isso era um costume que existia na antiguidade, nessa nesse ambiente do antigo Oriente próximo. Quando você queria falar bem, elogiar um rei, você descrevia esse rei com números elevadíssimos.
¶129Quando você ouvi você fala: "Nossa, então os caras tavam mentindo, enganando." Não é bem o caso. É como a gente faz em português, né? Quando você vai escrever uma carta para uma pessoa importante, você não pode falar: "E aí, beleza? Aí não que você escreve, ó, ilustríssimo senhor presidente da Associação dos Brasileiros eh de Manaus, né? Ah, você será que ele é ilustríssimo mesmo?
¶130Será que ele merece esses pronomes, né? Vossa Excelência, é isso mesmo? Ele é excelente ou você tá mentindo? Então isso é a maneira cultural e a gente usa isso. Você não fala pra pessoa: "Rapaz, eu falei para você 1000 vezes para você não fazer isso?
¶131Imagina, eu fiquei esperando você um século e você não apareceu, né? Então o o uso desses números na antiguidade pareciam muitas vezes ser hiperbólicos ou terem interesses. É o caso, por exemplo, da descrição ah de Salomão, né? Quando ele vai inaugurar o templo, Luqu diz que ele mandou sacrificar 120.000 ovelhas. Será que o número é o que a gente entende com 120.000 ou será que o número tem outro significado?
¶132E última questão interessante é que essa palavra que veio a significar 1000, por exemplo, originalmente ela significava grupamento. Então pode ser que algumas descrições dos textos que falam, por exemplo, 20.000 seriam 20 grupos. E percebe? Nós estamos a milhares de anos de diferença do texto escrito num ambiente, numa cultura, com propostas diferentes e a gente tá fazendo o esforço de entender. E aí, ao fazer isso, existe maneiras mais razoáveis de enxergar a esse significado.
¶133>> A gente tá com >> aula, né? >> É isso mesmo que eu ia falar. A gente tá com quase 1 hora meia de transmissão. Quero agradecer a todo mundo que está até aqui, pedir pro pessoal deixar o like, não se esquecer, né? que aí ajuda o YouTube a recomendar para outras pessoas.
¶134E vamos paraas últimas perguntas, Sa. >> Vamos, vamos aí paraa última aí da Eloía. Vai, estamos já no final. >> Eh, pergunta da Leuía se não é razoável ao abandono e a permanência da arca intacta, porque estão congitando e escavando agora lá a localidade? Especulação de conveniência.
¶135é que existe ah um grupo de pessoas que são muito otimistas em relação à possibilidade de encontrar arca. Tem esse projeto que eu mencionei aí, né, que tem a ver com a a tentativa de localizar a arca. E aquele lugar é um lugar que realmente quem olha, né, chama atenção por causa do tamanho, porque evoca algum tipo de embarcação, né? Então, o pessoal se sentiu muito eh motivado a fazer isso, né? E hoje existem grupos, né, que que são de perfil mais religioso e que acham que de fato muitas das coisas que a gente gostaria de ver que de fato a gente vai conseguir ver, né?
¶136Eu não tenho nenhuma dificuldade com isso. Seria muito interessante, muito bom encontrar a arca e ter inclusive muitas questões respondidas. Mas aquilo que eu mencionei para vocês, né? Pessoal, pensem bem pelo relato bíblico em si. Você tem um barco que foi, não é nem barco, né?
¶137Você fez tem uma arca, né? Uma estrutura que parece é mais uma caixa retangular feita para flutuar. E a indicação é que é feita de madeira de cprest, uma madeira de pinos, né, de pinho de cprese, que é uma madeira mais leve, né, e que é adequado para flutuar, ainda mais se você pensa que essa arca realmente tá cheia, né? Tem tem mantimentos, tem Noé, a família, tem os animais todos. Então, quer dizer, e a gente fica pensando 5000 anos depois esse negócio tá intacto, ficando no alto de uma montanha com todas as intemperes.
¶138Isso é muito pouco provável, né? E a gente tem várias tradições bíblicas de coisas do passado, que, por exemplo, a arca da aliança, a tradição judaica antiga, diz que ela foi escondida e que ela vai ser encontrada no fim dos tempos. Mas da arca de Noé não tem tradição de lugar nenhum que diz que deve ser encontrada. Vamos só ler a última pergunta aqui do Charles. Ele mandou um super chat.
¶139Saon. O dilúvio marcou um novo começo. Resete com ação divina no repoamento da Terra, quando homens e animais foram chamados a se multiplicar e se espalhar. Gênesis 1:28 e 817 e 91. Concorda?
¶140Deixa eu ver. O o dilúvio marcou um novo começo com ação divina quando os nomes foram chamados se multiplicar, a se espalhar. Então veja, é verdade. O dilúvio marca um novo começo. Inclusive esse novo começo tá eh redefinido ah em Gênesis 9 com a aliança que Deus faz com Noé.
¶141Então quer dizer, uma vez que a terra havia, como diz o texto, corrompido o seu caminho, né? E a maldade se espalhou de tal maneira, a Terra se encheu de violência, né, e de maldade. E aí, eh, quando, né, Deus preserva Noé e a família, ele faz aliança. Inclusive, a aliança é [roncando][limpando a garganta] a aliança que é marcada com o arco íris, o arco das nuvens, né, que eh tem a promessa divina de que a vida não seria mais destruída daquela maneira. Então você tem razão.
¶142Mas veja bem, apesar disso, logo na sequência aí aparece a Torre de Babel. ainda, né, que nós tenhamos esse esse reset, né, e essa retomada aí de um novo início, ah, em Gênesis 9, eh, a Torre de Babel, ela é uma arrogância que, de certa forma, ela compete com o dilúvio, porque os homens querem subir para invadir a morada divina, né? E aí quando eles fazem isso e Deus confunde a língua deles e a terra volta a tá marcada pela maldade, né, e pela pelo pecado, diz o texto, disse então o Senhor Deus a Abraão. Aí Abraão entra na chamada de Deus para ir dar início efetivo ao projeto de redenção. >> É isso aí.
¶143Obrigado, Charles, pelo super chat. E e é isso, né? É isso, né? >> Só um som, tá? O meu somfone parou.
¶144É >> isso. É isso aí, né? Uma última correção, né? O texto bíblico não diz que eles haveriam de 120 anos. 120 anos não é a duração da vida das pessoas.
¶145120 anos é o tempo que demoraria pro dilúvio chegar. Tanto é que no próprio gêno está cheio de gente que vai viver mais de 120 anos, inclusive na própria era patriarcal, como é o caso do próprio Abraão e até mesmo de Jacó. >> Só comentar que muita gente falando do tema dilúvio, a gente fez um vídeo, faz um tempo já, acho que faz dois anos já que a gente fez esse vídeo, mas é sobre o dilúvio especificamente. Então você pesquisa no YouTube aí, Luiz Saião, um dilúvio, provavelmente é o primeiro ou segundo a aparecer. É muito bom, recomendo que assistam.
¶146Só tomar cuidado para não se molhar, porque tem muita água lá, pessoal. >> É muita água de uma vez. Aí se molha com certeza. >> Pessoal, muito obrigado pela sua participação. Esse é o canal do saião voltado para reflexão, história, filosofia, arqueologia, bíblia, teologia linguística e temas que relacionam a cultura, especialmente com a fé.
¶147Então não se esqueça, inscreva-se no canal, divulgue para os amigos e aperte o sininho e aqueles que desejarem sejam membros do canal do Saião. Boa noite e aquele abraço a todos. M.