¶1เฮ [música] Oh. [música] Oh. [música] >> [música] [música] >> uh [música] >> [música] [música] >> เ >> [música] [música] >> Oh. Oh. [música] Ah.
¶2Salve pessoal, beleza? Aqui quem fala o David novamente. Estamos aqui para mais uma live aí de React. Beleza? Eh, nós iremos aqui desta vez responder o nosso amigo Paulo Víor, né?
¶3Paulo Víor Siqueira, com o qual eu já debati sobre certos assuntos, especialmente envolvendo ali o âmbito da filosofia da religião. Só que hoje nós vamos fazer uma coisa diferente, né? como a gente tá em clima de eleições, digamos assim, e como eu acabei de ver um vídeo que ele publicou, né, digamos assim, que é um vídeo relacionado à questão do voto nulo, eu achei interessante os argumentos que ele apresentou ali. Eu acho que vale a pena a gente minar e derrubar esses argumentos, esses raciocínios que ele apresentou, né, em favor da ideia de que quem vota nulo ou se abstém, né, porque eu acredito que ele também considere que abstenção se alinha com a questão do voto nulo, né? Ah, está sendo não só imoral como também irracional, né, digamos assim.
¶4eh, e que o voto nulo, ele não só é um erro, mas ele também é uma ilusão. OK? Então, nós iremos aqui analisar os raciocínios, os argumentos que ele apresentou. Ele apresentou dois argumentos, né? O argumento do paralelismo e o argumento da disparidade.
¶5E nós iremos refutar os dois argumentos aqui, OK? Então, eu vou dar um salve aqui pra galera. A galera tá chegando. Um salve aí para vocês. Ah, um salve aqui pro Valac Valac V Souza.
¶6Ó, o nosso amigo Bruno San aqui tá conosco também. Bruno, Bruno San tá aqui conosco. Sai fora, Renan Santos. Não. Ah, o Nico, ó o Nico aí.
¶7Salve, Nico. O Vinícius tá aqui conosco também. Salve. O Capriel Sereno também está aqui conosco. Salve.
¶8E é isso, né? Então nós iremos analisar aqui os raciocínios que que ele apresentou e vamos ver aí se se sustenta, né? Mas enfim, vamos lá. Porque eis que ele volta a Brucio. E o tema do intérprito da fake >> salve aí pra galera.
¶9Bora n. >> Ah, bora lá. >> Acesso aos conteúdos de um inquérito cercado de >> raro Mark. Boa noite, David. Desculpa interromper o tema da live, mas quando possível você pode me dizer se você se segue o existencialismo, moldar a própria felicidade, o próprio sentido.
¶10Não, não sou existencialista. Ó o Edu aí. Salve. Pode vir, pode chamar você quiser. David, por que acha que o Antônio apoiou 14?
¶11Não sei, velho. Não sei. Se iludiu com com 14, né? Se iludiu. Ah, eu tentei apresentar algumas coisas para ele relacionada às polêmicas envolvidas ali com, enfim, com com certos intelectuais dos quais eles flirtam, né?
¶12Não só flirtam, mas o o Renan explicitamente fazia ponches, né? Ouçando as ideias desse autor que é o Kurt Arvin, né? que é o neofascista, basicamente neocameralista. Eu apresentei os dois textos e trechos relevantes dos textos pro Antônio Miranda. Adiantou foi nada, né?
¶13Aditou foi nada. E também apresentei o texto do Defel Man para ele mesmo ler o texto, porque ele não leu o texto em si, pelo que parece, né? O texto do The Felic Man, né? Que foi publicado na Jacuz. E assim, não adianta, cara, o cara tá totalmente cego.
¶14O cara tava totalmente cego. E assim, eh, não sei, depositou esperanças mesmo. Ele tá frustrado com os dois lados, né? com bolsonarismo e com o lulismo e sei lá, viu no no Renan Santos o Salvador da pátria, né, digamos assim, o que vai a terceira via que iria furar a cagada toda que tem dos dois lados, né, digamos assim. E ficou cego, né?
¶15Não enxerga que literalmente tava apoiando um um neofascismo ali de certo modo, né? >> Mas enfim, vamos lá pro vídeo. Vamos pro vídeo aqui. Deixa eu ver aqui. Tá.
¶16Bora aqui. Abrir todas as portas. >> Esse aqui é o vídeo do Paulo Víor, tá? Ele publicou aqui faz dois dias. O nome do no do do título do vídeo, né?
¶17O voto nulo é ilusão. E na thumbnail tem voto nulo é um erro? Pergunta, né? Ele vai dizer que não só é um erro, como também é uma ilusão. E, portanto, no caso, as pessoas que não votam ou que simplesmente se abstém ou algo assim, né?
¶18Acredito que ele trate de abstenção da mesma maneira que o voto nulo. H, é uma pessoa que ela está sendo não só imoral, né? Porque ela tem um dever para com a nação de com as palavras dele, mas também ela está sendo irracional, né? Porque no caso ali, se você sabe que você tem uma noção de que uma coisa é menos pior do que a outra, né? Se um candidato é menos pior do que outro, então se você não votar, né?
¶19você vai exercer seu direito ao voto para votar no candidato que você visualiza como sendo menos pior. Então você tá desperdiçando essa chance, né, a essa chance ali, né, e essa esse seu poder, né, você tá jogando no lixo, sendo que no caso você poderia claramente reduzir danos, né, ao votar no menos pior, né? Ah, então é basicamente esses são os argumentos e a gente vai refutar os dois aqui. Ó, o Fernando aí, salve Fernando. Salve de folga, no caso, né?
¶20>> Isso. Bora. Hoje eu quero falar sobre o voto nulo. Faz sentido anular o voto? >> Lembrando, esse vídeo é bem curtinho, então acho que essa live vai ser curtinha também, até porque eu vou dormir já.
¶21Ah, lembrando, pessoal, mandem doações aqui, tá? Donation que eu tô precisando, porque, enfim, acabei fazendo uma cagadinha e eu preciso de um dinheiro para pagar um um negócio que eu acabei conseguindo. Opa, pera aí. Hoje eu quero falar sobre o voto. >> Para quem não sabe, né, para quem não me acompanha no Instagram, eu cheguei a postar lá na minha no meu stories uma coisa relacionada ao problema em questão, né?
¶22Esse textinho que eu postei >> para quem quiser dar um help. >> Ah, lembrando, tá, que eu tô pedindo esse dinheiro emprestado, tá, pessoal? Então, se vocês me mandarem um print depois de doar do doar, né, diretamente ali pela chave do Pix, hã, eu me comprometo a devolver o valor em questão posteriormente, tá? Lá pelo J dia 21 e 26, que é basicamente isso aqui, tá? Postei lá no meu Instagram em área.
¶23Tribunal que inclusive hoje não reconhecimento foi algo de recal >> aqui, pessoal. Ó, eu disse o seguinte, né? Ó. Opa, galera, eu preciso de uma grana adiantada para hoje. Tem uma conta que eu preciso pagar no valor tã e que eu achei que já tinha pago.
¶24Quem puder emprestar, ó, atenção, emprestar, não doar, eu me comprometo a devolver a grana entre os dias 21 e 26, no máximo deste mês. Eu agradeço. Podem enviar. E se quiserem combinar valores, é só me enviarem comprovante no meu privado e eu devolvo no período informado, né? E aí, quem tiver interesse de me auxiliar aí, né, enfim, dar um apoio aí, vocês podem aqui vir no meu Instagram e enviar o print do enfim da doação que vocês fizeram aqui nessa chave, tá?
¶25Se vocês quiserem fazer doação direto pela chave, eu me comprometo. Para quem doar diretamente pela chave, eu me comprometo a devolver por volta dos dias 21 e 26, tá? Para eu poder quitar esse valor aqui. Precisaria para hoje, né? Mas se não der também faz o quê?
¶26Acontece, né? Provavelmente vou pagar alguns juros, mas não tem problema, eu dou um jeito depois. Mas enfim, bora lá pelo e é isso. Bora. Nulo.
¶27Faz sentido anular o voto. Faz sentido um cristão anular um voto ou uma pessoa qualquer é razoável anular o voto? É sobre isso que eu vou note que ele tá falando que não só pros cristãos, né? Ele tá não só tá se perguntando se é se é razoável, se é racional, não só cristãos anularem o voto como não cristãos também. Então tá barcando os dois aqui, tá?
¶28Embora eu acredito que o foco maior seja os cristãos, né? Aqui no no contexto do canal dele, né? que ele é um apologeta cristão, então o público dele é majoritariamente cristão. Então acho que ele tá focando mais nos cristãos, mas ele também quer alcançar quem não é cristão, né? Com esses argumentos que ele tá avançando.
¶29É por isso que eu achei interessante aqui de rebater esse ponto, tá? Então vamos lá. Vou falar, não se esqueça de se inscrever no canal e ativar o sininho para você não perder nenhum vídeo. [música] Se você considera uma opção menos ruim do que a outra e você só tem essas duas opções como plausíveis, então não, não faz sentido anular o voto. Para mim não é prudente, não é sábio anular o voto nessa circunstância.
¶30Agora, se você considera que as duas opções são igualmente ruins, então tudo bem, vai depender disso. Mas se você está num cenário em que uma opção é claramente pior do que a outra, e aqui eu não estou falando se isso é ou não é realidade, eu não estou me comprometendo com isso, não estou dizendo que uma opção é ruim, a outra também, estou argumentando contra o argumento da pessoa que pensa assim. Então, se você tem dois candidatos, você considera um menos pior do que o outro, para mim é seu dever para qual nação que você vote no candidato menos pior. E para isso eu levo adiante Bote. >> Ele acredita que o fato de você mesmo acreditar que uma candidata é o menos pior do que outro, ilustra no caso que você tem um dever para com a nação, né, para com a nação de você votar nesse candidato que ele é menos pior do que o outro.
¶31Mas será que essa ideia de essa noção de dever ela surge meramente de você considerar algo, né, subjetivamente ali de você ter essa percepção, de você ter uma noção de que tipicamente aquele candidato tem certos comportamentos específicos que se vinculam com uma posição ideológica das qual você favorece? Se que isso é suficiente para você ilustrar que existe um dever para com a nação de você votar nesse candidato? É esse o ponto que eu quero que vocês prestem atenção, porque essa noção de dever parar com a nação, ela envolve a pressuposição de uma noção filosófica controversa, que é a noção justamente de autoridade política, de que os estados existentes, né, eles são detentores de uma adoção de autoridade política robusta e que, porendo tanto, no caso, em vez de você ser um cidadão pertencente, no caso ali, a um cidadão pertencente a uma certa nação específica, você tem um dever para com ela, né, para com o bem dela de poder de de ter que exercer no caso, um a, enfim, o seu direito ao voto ou qualquer coisa assim, de maneira responsável, de forma a você ser responsabilizado pelos rumos que acontecem, né, enfim, das cagadas que acontecem no âmbito político institucional, em virtude da sua irresponsabilidade no âmbito do ato do voto, da sua abstenção da utilização desse direito ao voto ali de maneira apropriada, né, ou algo assim. Ah, isso é uma noção controversa, né? Eh, por exemplo, os anarquistas filosóficos, né, eles questionam essa ideia de que os estados atuais existentes, eles de fato são detentores, né, de autoridade política robusta, digamos assim, né, de que eles de fato são detentores, né, dessa noção de autoridade política robusta, né?
¶32Então isso é uma coisa que tem que ser argumentada em favor dela. Ah, mas David, o Paulo Víor como cristão, ele acredita de fato, né, de acordo com a Bíblia ou com a interpretação da Bíblia dele ou qualquer coisa assim de que de fato Deus favoreceu, né, eh, instituiu certos governantes da Terra, né, e e um imbuu eles com autoridade política legítima. Bom, existem autores libertários que são cristãos, inclusive, né, o próprio Thomas Woods é um ator libertário cristão, né, mas mais libertarismo de direita, digamos assim, né? Ele é mais da Alan Cap, digamos assim, do que na anarquista genuinamente, né, dos libertários de esquerda. seja anarcocomunistas ou enfim anarquistas individualistas ou panarquistas ou whatever, né?
¶33Mas ainda assim, no caso, existem autores que ainda assim o o Thomas Woods Jor, ele é um anarquista filosófico, tal como no caso o Michael Hilmer também, que é o outro libertário de direita, mas não cristão, né? não religioso, magnóstico nesse caso. Ah, e também como outros autores, como o próprio Robert Dew Wolf, né, que é um anarquista filosófico, né, um dos principais ali proponentes do anarquismo filosófico, que escreveu o livro de Defense of Anarquismo, né, em defesa do anarquismo, ah, dos quais, no caso ali ele ele trouxe a própria noção do caso em termos do anarquismo analítico contemporâneo, né, que a gente chama, né, a ideia de que a autoriedade política é uma ilusão, né, e coisa e tal. foi uma argumentação que primariamente foi articulada academicamente na filosofia analítica, política, digamos assim, ah, de forma mais primorosa por ele, por alguns outros autores que vão nessa linha, né, digamos assim, do Robert do Robert Paul Wolf, né, digamos assim. >> Ah, e ele é um autor vinculado muito mais com âmbito do anarquismo clássico, né, o anarquismo político ali vinculado com o anarquismo clássico, né, vinculado ali com o anarcocomunismo, com, enfim, com a com anar com anarcomalismo e coisa e tal.
¶34E ainda assim ah, até mesmo no caso ali com o marxismo, né? Tem vários trabalhos relevantes sobre marxismo, né? No âmbito ali acadêmico, né, da filosofia política acadêmica, analítica. E ainda assim, no caso, ele trouxe uma argumentação ali robusta em favor do anarquismo filosófico, tal como Michael Hilmer, tal como outros anarquistas filosóficos, ah, tanto anarquistas filosóficos mais vinculado com libertarismo de direita, quanto de esquerda, né? O próprio Nan Chomski ali, David Graber, etc.
¶35São anarquistas filosóficos também de certo modo. Eu acredito que existe essa coisa, né? noção de que nós temos uma obrigação política de obedecer a os governantes ou as leis vigentes, né? Simplesmente porque eh essas pessoas são dotadas de um status moral especial ali que é justificado em alguma de alguma maneira, né? Seja uma teoria teorias seculares, né?
¶36Que envolvem teoria de contrato social hipotético, teoria de contrato social original, né? Como a russoniana ou lockiana, ah, seja no caso teorias democráticas, né? Como no caso a visão da democracia deliberativa do George Raberma, seja no caso teorias religiosas sobre a autoridade política, né? tentou atribuir a ideia de que ah o Estado ele tem essa autoridade política embuída através da existência de um deus, né, vinculado a alguma tradição religiosa particular ou qualquer coisa assim, né, que favorece, imbui esses estados com essa autoridade política robusta, né, digamos assim, e, portanto, estabelece o dever político. Então, assim, eh, eu acho meio controverso no caso ele partir desse ponto, né, sem sem trazer uma argumentação ali em favor dessa noção de que nós temos um dever um dever político, né, ali em de justamente ah enfim, trabalharmos em prol da nação, né, e coisa e tal, né?
¶37Ah, então acho que falta aí uma faltou um uma ilustração de uma argumentação em favor desse tipo de ponto também. Pode vir ponderé, pode vir [música] qualquer, o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Você vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova nada. [música] Filosofia.
¶38Isso aí para mim, isso aí não prova nada. Sul te mandou R$ 2. Boa noite, meu querido David. Com quantos anos você adentrou profundamente na filosofia da religião? Você acha que adquiriu muito conhecimento desde os seus 18 anos?
¶39Não sei se faz MT tempo que você tinha 18. >> Cara, eu acho que eu entrei assim, quando comecei me interessar por filosofia da religião, foi por volta de quando eu tinha uns 14, 15 anos por aí, cara. 14, 15, 16 anos. Foi mais ou menos no período que eu comecei a me interessar por filosofia política também. Ah, e foi quando eu comecei a entrar na parada do libertarismo de direita, né?
¶40Porque eu já fui ANCAP, né, de certo modo. Ah, já fui an capitalista, né? Eh, inclusive carrego algumas eh algumas influências desse âmbito anterior, né, ainda hoje, digamos assim. Hã, e assim foi mais ou menos nesse período, né? Acho que eu tinha 13, 14, 15, de 14 até 16 anos aproximadamente que eu comecei a me interessar simultaneamente tanto por filosofia da religião quanto filosofia política, né?
¶41E eu comecei a me interessar pelas duas assim mais ou menos alinhadas, sabe? Mais ou menos alinhadas. Hã, e eu sim, acredito que desde lá até agora eu eu evoluí bastante, assim, em termos de conhecimento, eu acho que sim. Acho que eu conheci bastante coisa que eu conheci antes, né? Ah, tanto em filosofia política quanto filosofia da religião.
¶42E isso me moldou bastante, né, a minha visão ah de hoje, né? H, mas é isso, né? Ah, aí bem lembrado que o Fernando tá falando Tostoi, né? Leão Tostoi também é considerado libertário de esquerda e cristão. Exatamente, né?
¶43Então, assim, existem autores ali, né? cristãos que argumentam que no caso o reino de Deus não é reino na terra, né? Então essa ideia de que no caso eh nós temos alguma obrigação política aqui no outro terreno ah ela precisa de uma justificação, né? Porque não é isso que Deus quis para nós, né? Digamos assim, né?
¶44Ah a nossa salvação, digamos assim, a salvação da alma ou qualquer coisa assim, ela não é uma coisa desse bando terreno, né? Então, portanto, no caso ali, ah, nós não deveríamos compactuar com a toda a imoralidade que existe no âmbito da política institucional e e blá blá blá, simplesmente porque dizem que essas autoridades são genuinamente instituídas por Deus, né? Ah, quando na verdade muitas delas ah atuam inclusive, né, de certo modo ali ah de maneira hostil, segundo a ótica do próprio cristão, as próprios valores dele, né? Eles, pelo menos, eles é o que eles acreditam, né? Eles acreditam que as universidades que o estado que blá blá blá tá dominado ah pelos progressistas e blá blá blá, né?
¶45Então, até mesmo do ponto de vista cristão, né? Ah, eu acho meio estranho isso, né? Acho meio estranho ele só >> partir desse ponto como se no caso a autoridade política já fosse um dada, né? Não seja autoridade política robusta até do ponto de vista do cristão dele, né? >> Mas enfim, vamos lá.
¶46>> Bora, bora, bora. Tô vendo aqui a galera tá chegando. Natan David, salve Nathan. Eu acho que tem o dever, até porque voto nulo não vai impedir que haja um eleito. Não faz sentido votar nulo.
¶47Eu vou chegar já nesse ponto, tá? Eh, faz perfeitamente sentido volotar nulo e se abster, faz perfeito sentido ali. Você não tá sendo irracional se você escolher se abster ou votar nulo. E não, a gente não tem esse poder aí que você tá colocando, né? Eh, eu vou vou esclarecero melhor e a gente nem sequer sabe genuinamente genuinamente quem é o menos pior, tá?
¶48Eh, eu vou tentar argumentar em favor da noção de incerteza política. Ah, mas enfim, vamos ler. Pela Emília que você citou aí, ela tinha 35 anos. Foi polícia militar aqui em Minas. Marxismo cultural, David.
¶49>> Pois é, né? Eles acreditam nisso que tem um marxismo cultural voando por aí. >> Ó, o DJ Chul. Mário Ferreira dos Santos também era cristão e libertário de esquerda na linha mais mutualista. Exatamente, né?
¶50Eh, isso é uma coisa que o pessoal não comenta muito, mas o Mário Ferreira dos Santos, né, que é o intelectual aí que o próprio Lavo de Carvalho propagava, ele era um anarquista mutualista, né? E ele era um teista clássico, né? Ele endossava uma metafísica clássica e na filosofia política ele era um libertário de esquerda. De certo modo, ele era um anacomutualista e o pessoal não sabe muito disso, né? Esse filósofo brasileiro cristão.
¶51Aiação >> e ele era protestante, né? Certo modo. Então uma coisa curiosa aí. Então o Paulo Víor, ele precisa argumentar melhor essa essa questão aí da da autoridade política antes de estabelecer essa noção de que nós temos um dever para com a nação. >> Dois argumentos.
¶52O primeiro argumento é o argumento do paralelismo, que é a ideia de que nas nossas vidas, de maneira geral, via de regra, quase sempre, se não sempre, nós optamos por aquilo que é menos pior quando nós nos encontramos em um cenário em que nós temos duas opções que não são ideais. Você não considera nenhuma dessas opções boas, mas você via de regra vai optar por aquilo que é menos pior. Então, por exemplo, imagina que você mora em um país em que as pessoas do país decidam o seu futuro cônjugi. Imagine que eles te deem três opções. Um é uma pessoa que é 90% ruim, 10% boa.
¶53Outra é outra pessoa que é 70% ruim, 30% boa. E outra é outra pessoa que é 50% ruim e 50% boa. Bom, nesse cenário, faria algum sentido você se abster de escolher e deixar com que escolham por você? Me parece evidente que não. Você deveria escolher a opção menos pior.
¶54Pera que deu pro seu próprio bem, pro bem da sua futura família também. Então, no caso da das eleições, não parece algo análogo. Parece arbitrário decidir anular o voto quando vocês têm duas opções e consideram uma opção menos pior do que a outra. Não parece haver boas razões para isso, sobretudo pro bem da sua própria nação. E aqui vai entrar o segundo argumento.
¶55Ora, se uma opção é menos pior, isso implica que ela vai causar menos mal, vai trazer menos dano. Ora, se ela, >> vamos lá, eh, existem alguns problemas com esse argumento aqui do do paralelismo, é porque não existe paralela entre as duas coisas genomente, tá? Quando se trata de eleição de candidatos políticos, né, que vão exercer um certo cargo político, né, vão governar a nossa nação, digamos assim, governar o terreno, né, o, >> enfim, vão exercer poderes sobre o estado, né, digamos assim, né? Hã, existe uma ampla gama de fatores que os eleitores, no caso, deveriam ser capazes de considerar antes de, no caso, realizar esse voto, tá? Ah, ah, David, mas no segundo turno você tem dois candidatos ali, dos quais, no caso ali você não tem nenhuma outra opção para escolher e onde claramente aquele candidato sempre esteve alinhado com, no caso, certas posturas específicas, né, quando esteve no exercício do poder, enquanto o outro ilustrou inclinações para adotar uma série de atitudes.
¶56Ele tem uma discurso propagandístico ali específico, tem um discurso ali ah disruptivo, né? Um discurso ali de, enfim, mudar totalmente a constituição, né? De ele vai favorecer um golpe, não sei o quê, e o outro já tem uma postura, no caso, de estabelecer o sistema, né? Fazer uma manutenção das coisas e blá blá blá e coisa e tal, e de pelo menos ele não vai remover certos direitos, certas coisas e coisa e tal. E no caso tem uma maioria do Senado e no Congresso e blá blá blá e coisa e tal, que vai favorecer um, governar de forma mais fácil que o outro, blá blá blá.
¶57E, portanto, no caso, um é menos pior do que o outro genuinamente, e coisa e tal, né, galera? Vamos lá. Eh, quando se trata do âmbito político, a as decisões que a gente toma no âmbito político não são similares, não são nem um pouco análogos ao exemplo do livro que o Paulo Víor mencionou e o exemplo que foi fornecido aí eh abstratamente, ausente de outros elementos considerados, né, ah, no âmbito mais amplo ali acerca daqueles candidatos, né, dos três candidatos que ele mencionou, né, ah, sobre a os que iriam intervir, né, que iriam tratar sobre as maneiras pelas quais, no caso, você pode se relacionar com cônjuge ou qualquer coisa assim. assim, né, e estabelecer ali a sua família ou qualquer coisa assim, né, regulamentar isso ou algo assim, né, eh, ou até romper isso ou algo assim. Porque nesse caso, quando a gente pensa, né, quando a gente visualiza o âmbito político, né, digamos assim, ah, existe uma série de fatores que basicamente afetam os eleitores ali, né, e que se ilustram como um fenômeno >> que favorece com que, no caso, ah, os eleitores eles não sejam, né, por mais que no caso ali ah você acredite que é um eleitor bem informado, você não seja provavelmente um eleitor bem informado.
¶58E mesmo que se você fosse um eleitor bem informado, você provavelmente se guiaria por certos vieses que impediriam você de analisar essas informações de maneira apropriada e aplicá-las elas ah e e utilizá-las, no caso, para selecionar e realizar a escolha que você está fazendo, né? Esse tipo de fenômeno é um fenômeno que um economista, né? h, um economista eh da George Maon University, né, digamos assim, Brian Kla, ele visualizou através da identificação de um fenômeno que ele denomina como o fenômeno da irracionalidade política, tá? Esse fenômeno ele constatou através de uma pesquisa, né, que ele tomou como base, né, ah, que é uma pesquisa conduzida em 1996, que é a pesquisa chamada de pesquisa SA, né, que é justamente a Survey Americans and Economies and Economy, tá? H, foi uma pesquisa que ele usou de base justamente para articular a tese da irracionalidade racional dele, né, para explicar justamente o fenômeno que ele conseguiu identificar em democracias liberais representativas, nomeadamente focalmente ali, no caso dessa pesquisa ali, focalmente na ah na democracia ali ah do âmbito americano, né, digamos assim, que é justamente fenômeno da irracionalidade política, né?
¶59Essa pesquisa foi realizada com cerca de 1000, aproximadamente 100 eleitores e 250 PhDs ou especialistas em economia e outras áreas relevantes, né, ali econômicas, sobre questões envolvendo ali ah o âmbito econômico mesmo, né, pessoas que são especialistas nessas questões, né, eh, e os consensos estabelecidos por entre especialistas relevantes nesses assuntos. E o que ele encontrou é que justamente havia uma disparidade muito grande entre as opiniões das pessoas do âmbito da população, né? até mesmo quando se controlava fatores, como no caso background educacional das pessoas, né, de de modo próximo dos economistas, né, digamos assim, próximo do do back dos especialistas, né, 250 economistas, né, digamos assim, nessa pesquisa, ah, mesmo controlando por fatores de renda e de qualificação, né, desses eleitores, digamos assim, né, de background educacional das eleitoras, ainda assim, os eleitores continuavam tendo as mesmas atitudes irracionais de se guiar por certos vieses específicos, por certos vieses cognitivos específicos, né, eh, e por e por ter conhecimento pífio sobre questões econômicas envolvendo ah e sobre a atuação dos candidatos dos quais eles estão elegendo. Mas eles tinham um conhecimento amplo sobre questões totalmente relevantes, como no caso os gostos pessoais desses candidatos ou características envolvendo polêmicas acerca desses candidatos ou qualquer coisas do gênero. Isso ilustrou o quê pro Caplan?
¶60Que existe um fenômeno ampliado em âmbito de democracias representativas liberais, né? eh aparenta aparenta ver um chutamente um fenômeno relevante de racionalidade política, né, que ele identificou e que demandava uma explicação, né, demandava uma explicação e essa explicação, né, que ele articulou é justamente a tese que é da denominagem de tese da irracionalidade racional, ok? E o que que essa tese ela diz? Ela diz basicamente o seguinte, que >> na medida que no caso, né, tomando como base uma suposição de que aproximadamente grande parte dos eleitores agem como agentes maximidadores de utilidade esperada, né, ou seja, como agentes racionais ali modelados de acordo com aquilo que é concebido no lho choice theory, né, eh, como se guiando por considerações ali de maximização de utilidade esperada, né, em grande parte, pelo menos. Ah, e se guiando por uma noção de racionalidade instrumental, ah, nessa, nesse âmbito, isso é aquele tipo de racionalidade que envolve você buscar tomar conhecimento dos melhores meios para alcançar os fins printendidos, né, por você, né, na medida em que, no caso, as pessoas elas raciocinam aproximadamente dessa maneira, em grande parte, mesmo que não completamente, ao mesmo em grande parte as pessoas tendem a raciocinar dessa maneira.
¶61E na medida, no caso que os custos de [roncando] você realizar um voto de maneira irresponsável, eles são negligíveis e na medida em que, no caso, a probabilidade do voto individual de cada eleitor exercer algum papel irrelevante, inclusive na eleição dos próprios candidatos ali em nível individual, e na medida que essas pessoas não são responsabilizáveis individualmente pelas cagadas que os candidatos delas vão fazer, se eles forem candidatos ruins, na medida que o custo de você apertar o [ __ ] do botãozinho na urna é aproximadamente zero. E na medida que os benefícios oriundos disso também são negligíveis, né? também são, no caso, ali negligíveis, digamos assim, eh em termos das ações dos eh dos membros eleitos, né, dos candidatos eleitos ali, elas não vão fazer benefícios para esses eleitores ali, eh, em virtude dessas ações boas do candidato realizar o nível individual, né, digamos assim, nível individual. O que que as pessoas tenderão a ser? Elas tenderão a ser justamente irracionais epistemicamente.
¶62E o que que é a racionalidade epistêmica? A racionalidade epistêmica é o tipo de racionalidade que envolve a busca, né, pessoas a serem responsáveis no âmbito da do da obtenção de conhecimento sobre fatos relevantes, né, digamos assim. Eh, e, portanto, favore, é a racionalidade que envolve justamente aquela questão da maximização de máximo de crenças verdadeiras sobre a realidade, né, e a minimização do máximo de crenças falsas possíveis, né? Esse é o tipo de racionalidade que a gente chama, né, na filosofia, especialmente tomando como base a noção do Richard Fley, né, que é o epistemólogo analítico ali relevante, que trouxe essa noção de forma mais clara, né, que é a noção de racionalidade epistêmica. na medida que as pessoas, no caso ali, eh, na medida que o custo da dessa pessoa, né, ser desinformada e ser irracional ao eleger um candidato ali ah específico, né?
¶63Mas na medida que ela ao agir dessa maneira, ela não tem nenhum custo encorrido nela em nível individual. E na medida que os prêmios oriundos das boas ações do candidato dela em nível individual para ela são negligíveis, então ela vai tender a ser se guiar por fatores irracionais e, portanto, ser epistemicamente irracional, ou seja, não raciocinar de modo a obter crenças verdadeiras sobre o domínio político, né? Ã, ela vai tentar vai tender a formar crenças falsas ali, ah, sobre esse domínio, justamente porque é instrumentalmente racional para ela, né? simplesmente sinalizar uma virtude ao apertar uma [ __ ] de um botãozinho na urna, achando que tá fazendo alguma coisa relevante nível individual, do que simplesmente, no caso ali ã genuinamente se informar politicamente e tentar não se guiar por certos vieses cognitivos específicos, né? Ah, como viés do status qu, viés de favoritismo inter grupal, viés de confirmação e etc, né?
¶64hã, viés do custo irrecuperável, blá blá blá, ela vai tender, vai tender se guiar por esses vieses, digamos assim, e eleger candidatos de forma irracional, justamente porque isso é instrumentalmente racional para ela, porque simplesmente é tanto faz, cara, a informação política sobre esse assunto não vai afetar ela nada, não vai fazer ela alcançar os os fins dela, né, pretendidos, ah, de nenhuma maneira, de uma forma de uma maneira mais eficiente, nível individual. Então ela vai tender a raciocinar de maneira irresponsável, vai tender a eleger pessoas ali de forma cagada, né? Guiar só pelos vieses e, enfim, ah, não tendem em consideração informações políticas relevantes, né, que poderiam minar a credibilidade dela no candidato que ela tá elegendo e coisa e tal, né? E simplesmente no caso isso é um fator que é oriunda justamente sobre esse sistema de incentivos da da democracia representativa liberal, da maneira como ela é estruturada. Então esse modelo democrático que a gente ilustra gera esses incentivos em termos estruturais que favorecem com as pessoas sejam tendam a ser predominantemente irracionais.
¶65Isso é algo que o Capla ilustrou, né, num primeiro artigo que ele publicou em 2001, em uma revista que é chamada Popular Choice, né, e que depois ele escreveu o livro em 2007, que é o The Myth of the Rational Vter, o mito do eleitor racional, onde ele discorre de forma mais detalhada sobre isso nesse livro. Então, ah, na medida que a gente tem esse fenômeno e que as pessoas de fato são, elas tendem agir justamente no caso de maneira epistemicamente racional, porque é instrumentalmente racional para elas em nível individual, porque elas vão obter uma, vão fazer assim uma sinalização de virtude que vai forcer elas psicologicamente se sentirem bem, achando que estão fazendo alguma coisa de útil, né, pra nação delas, elas vão se sentir bem porque elas acham que estão fazendo um dever delas, né, digamos assim, mesmo que no caso seja de forma maneira totalmente responsável, né? eh, e que ela não sinta nada em nível individual. Se ela fazer cagada ou se os candidatos dela fazerem cagada, ela individualmente não vai sentir nada. O ainda assim, em virtude dessa racionalidade ampliada, as consequências sociais amplas desse tipo de racionalidade são drásticas.
¶66E é por isso que no caso dos candidatos, eles vão tender a visualizar esse fenômeno também nos eleitores e eles vão tender a agir de maneiras similares aos eleitores e, portanto, serem desinformados sobre várias questões relevantes pro governo deles. Eles vão tender justamente a a ser desinformados sobre isso e também irracionais sobre isso, justamente em virtude do de visualizarem que eles vão se beneficiar em nível individual muito mais da ignorância e da irracionalidade política dessas pessoas para poder conquistar esse poder político, né, ao serem eleitos, do que simplesmente, no caso ali eles se tornarem mais racionais e politicamente informados, né, digamos assim. Eles não precisam ser racionais e politicamente informados porque o eleitorado dele é irracional, ignorante politicamente. E é por isso, no caso ali que eh esse sistema ele gera um um incentivo a pessoas que são eleitas, né, os candidatos que são eleitos também a serem irracionais epistemicamente e, portanto, exercerem governos de maneira irresponsável e somente visando os interesses dele em grande parte, né, deles em grande parte. O que favorece o quê?
¶67um âmbito de estabelecimento de políticas públicas que em grande parte vão ser nocivas paraa sociedade como toda. Vão ser nocivas paraa sociedade como todo. Não importa qual candidato que seja, não importa qual candidato que seja, a população vai tender a sofrer com políticas irracionais. Esse é o ponto que o Caplan ilustra, né, nesses textos dele, né, tanto no artigo 2001 e depois no livro que vai tomar como base o artigo dele, ah, que toma como base também essa pesquisa empírica conduzida em 1996. OK?
¶68Tudo bem? Então, esse é um dos pontos que eu ilustro justamente para argumentar que uma pessoa que ela se recusa a participar desse âmbito de racionalidade, ela é uma pessoa que geralmente está sendo justamente a mais racional de todas, porque ela sabe que no caso para ela realizar um voto ou para ela elegir um candidato específico, ela tem que ter um conhecimento ampliado. Ela tem que ser uma pessoa que se policia em termos dos vieses cognitivos dela de forma muito responsável. E nesse âmbito de ambiente polarizado, extremamente polarizado, e dessa noção de uma ameaça, né, específica, né, visualizada como sendo o candidato ali que vai ser o inferno na terra, né, vai ser o candidato que vai ser o inferno na terra, se for eleito e coisa e tal, as pessoas elas vão tender a atuar no desespero e a ir na urna votar com desespero e medo. E, portanto, elas vão estar agindo de maneira justamente irracional epistemicamente.
¶69Justamente irracional epistemicamente. OK. Então, do ponto de vista epistêmico, do ponto de vista epistêmico de racionalidade epistêmica, claramente a pessoa que ela se abstém, ela reconhece esse tipo de cenário e ela se abstém do voto ou ela simplesmente anula o voto, ela claramente tenderá a ser justamente uma pessoa mais racional, digamos assim, do que suponente a pessoa que vai com toda a convicção eleger um candidato específico ali, mesmo sabendo que no caso ali para que ela elija de forma responsável um candidato, ela teria que ter um conhecimento de forma ampla, ela teria que não ser significativamente ente envzada em virtude do cenário ou dos grupos ideológicos dos quais ela pertence, elas pertencem. Ah, e isso acontece por entre tanto a direita quanto a esquerda, tá? >> Essa questão da irracionalidade política, ela é um fenômeno ampliado por eleitores, tanto da direita quanto da esquerda.
¶70OK? Ah, então esse é um dos pontos que eu ilustro contra esse argumento no caso ali do paralelismo, porque no caso a questão do voto não é analogamente relevantemente similar aos cenários que você tá propondo pelo dito, nem mesmo num cenário do segundo turno. E aqui entra um outro ponto que eu vou fazer aqui. Esse ponto é um ponto que o Michael Hilmer, né, o filósofo político Michael Hummer, ele faz um artigo dele em de publicado em 2019, que é justamente pra raise ofivity, né? um elogio da eh um elogio da passividade eh e dos quais foi um artigo publicado em 2012, né, ali na Estúdião Humana, aonde ele traz uma pesquisa conduzida por um psicólogo social, né, que é o Philip Tetlock, tá?
¶71Que é o Philip Tetlock. >> O Philip Tetlock, ele conduziu uma pesquisa de vários anos ali, acho que 15 anos aproximadamente, se eu não lembro. E essa pesquisa, ela foi conduzida, né? Ela foi conduzida ali envolvendo vários especialistas em áreas relevantes, né, que tratam sobre questão de políticas públicas, OK? Sobre questões de políticas públicas, ah, se eu não me lembro, acho que sobre economia em geral também, se eu não me lembre, e mais alguns outros especialistas relevantes em áreas que são relevantes, no caso ali pro âmbito social, digamos assim, de um governo, algo assim, né?
¶72Âmbito econômico, social e etc., né? Em termos de estabelecimento de políticas públicas. E o que que ele constatou? Ele constatou que as previsões que esses especialistas faziam com 100% de confiança ou com muita confiança, né, aproximadamente 100% de confiança que elas iriam se quer eles dar e aqui ele tomou previsões ah mais concretas, digamos assim, previsões do caso ali que seriam passivas serem falseadas, digamos assim, em um período específico de tempo, né, mais bem determinado. em grande parte dessas previsões, né, que que eles faziam, se eu não me lembro bem, acho que cerca de 80% dessas previsões simplesmente deram errado.
¶73Simplesmente deram errado, totalmente errado. as previsões que especialistas, pessoas dedicadas a estudar essas questões complexas de economia, de ah, enfim, de políticas públicas e blá blá blá. Esses especialistas, ele eles foram eles foram relativamente um pouquinho melhor só do que o acaso ou do que o mero acaso em acertar as previsões deles políticas sobre o estabelecimento de certas políticas e certos efeitos econômicos ou políticos ali de certas políticas públicas, certas políticas de governo. E com base nisso a gente lueginte, que até mesmo pessoas especializadas nesses assuntos erram para [ __ ] são ligeiramente melhores, um pouquinho só do que o acado, do que o mero acaso. Um pouquinho só melhor do que o mero acaso.
¶74Isso deveria ilustrar o seguinte, que existe um nível de incerteza política muito grande, de tal modo que não é possível você saber genuinamente qual candidato vai ser genuinamente o menos pior. qual genuinamente vai ser o menos pior, porque nem os especialistas costumam ser a ser acertar nas previsões políticas deles de uma de forma ampla, digamos assim, mesmo sendo especialistas nessas áreas, nesses assuntos relevantes. Então isso também é uma outra razão para ser cético, sobre se a gente tem essa capacidade toda, essa habilidade toda de saber se de fato o candidato vai ser genuinamente pior do que o outro ou melhor do que o outro em termos mais amplos, OK? termos mais amplos, é óbvio que um lado, né, um lado ali que é a oposição de um outro governo, vai ser muito bom em apontar as cagadas do governo que tá vigente e, portanto, coloca pintar ele como inferno na terra e vice-versa o outro lado. Mas ninguém sabe genuinamente se no aspecto geral um candidato vai ser genuinamente melhor do que o outro, porque é uma incerteza política muito grande.
¶75E com base nisso, então esse argumento novamente do paralelismo perde toda a razão. Você não sabe realmente que que é o menos pior. Você acredita que um candidato é o menos pior, mas você não sabe genamente se ele é o menos pior. Você não tem como saber isso se no aspecto geral ele vai ser genamente mais pior. Ok?
¶76Então esse é o primeiro ponto. Vamos ver agora o segundo argumento dele, né? O segundo argumento. >> Que mais informação pra gente trazer agora para vocês? Uma informação quente, >> mas antes, deixa eu só ver os comentários de vocês, né?
¶77Vou ver o que a galera tá comentando aqui antes. Mas e se a pessoa tem boas razões para preferir um do que o outro? Quais boas razões? Acabei de ilustrar algumas razões pelas quais você não deveria acreditar que um é genuinamente menos pior do que o outro ou melhor do que o outro. >> Juliana Novacovski, o voto nulo é o mais irracional de todos simplesmente por você estar deixando sua decisão para outra.
¶78Não, simplesmente no caso o sua decisão em nível individual não serve para nada. Ã, a tsunami de eleitores vai te engolir, meu amigo, não adianta. E a tsunami de eleitores é irracional, OK? É irracional. Ã, e os candidatos também, por eles reconhecerem que a tsunami de eleitores é racional, eles vão tender agir de forma de maneira igualmente irracional.
¶79E, portanto, no caso, as políticas públicas tenderam a ser merda dos dois lados, em grande parte, pelo menos. Hã, dai, ó, da tá falando aqui, ó, da 3982, mas não dá para só apertar uns números tentando ir perfeitamente o melhor impacto evitando ser iludido? Você, na verdade, vai ser iludido achando que você tá gerando algum impacto relevante ou que seu voto tá sendo útil. É só isso. Mas é aquela coisa, se você quer, mesmo diante desses argumentos que eu tô apresentando, você quer ir lá, cara, quero muito apertar o botãozinho na urna, realmente tô com muito medo ah do fascismo ou do comunismo, né?
¶80Se você é um direitista, se você tá com medo do comunismo, se você é um é um esquerdista, se você tá com medo do do fascismo ou qualquer coisa assim e você quer muito apertar o dedo na urna, vá, meu amigo, vá, faça o que você >> acha que é melhor. >> Eu não tô aqui para para impedir vocês. Eu nem consigo impedir. Eu nem consigo impedir vocês. Eu tô apresentando argumentos do por que, no caso o voto nulo e a abstenção não são irracionais, nem mesmo nesse cenário do segundo turno.
¶81Só isso. OK. Só isso. Hã, inclusive tem anarquista que tá tá tá pegando o voto tático no Lula, por exemplo. Eu não vou eu não vou tentar impedir eles, sabe?
¶82Simplesmente se eles perguntar para mim, eu vou apresentar essa argumentação toda que eu tô apresentando. Se eles se convencer, beleza. Se eles não convencer, vai lá. Você vai ter, tá sendo epistemicamente racional também. Whatever, tudo faz.
¶83A pessoa deixa, ó, a pessoa anular um voto e você deixar outros escolherem por você. Simples assim, eles vão escolher de qualquer jeito. A tsunami irracional vai escolher de qualquer jeito. >> Felipe conhece o Paulo Teston? Não sei, não conheço.
¶84Mateus Kevin 85 94. Assim que eu vi a capa, eu pensei Renato Batista de tá diferente. Caramba, Paulo Víor, chamo de Renato. Renato Batista, hein? Paulo, Paulo Vitor vai assistir isso aqui.
¶85Eu vou mandar para ele, ah, para ele ver o meu, meus argumentos aqui. David, quanto você vai olhar para o canal do Carlos Alberto? Carlos Alberto, você tá falando o amigo do Fugita, né? Ah, depois eu dou uma olhada lá. Não sei se tem alguma coisa interessante para para reagir no canal dele.
¶86Ah, ele ele tá falando bastante de Lúlio, né? falando bastante de Lúlio lá, pelo que eu tô vendo, defendendo Lúlio, enfim, comentando algumas coisas sobre Lúlio. Não sei se tem alguma coisa lá que dê pra gente analisar por enquanto, seja interessante. Ah, o Welques Araújo, marxismo cultural. Ah, isso aqui é os comentários que ele tava, né?
¶87Os comentários que ele tava antes. Deixa eu ver aqui, por exemplo, ol 7318. Aqui tô argumentando mais coisas aqui. Vamos ver os argumentos. aqui, ó.
¶88>> Git 731. Boas razões. Por exemplo, eh, olhando o histórico de governo e o que a literatura científica diz sobre diferentes políticas públicas e escolher aquele que mais se alinha as tais. Aí aqui, tá? Eh, quem disse que no caso os governantes quando eles são eleitos, eles vão implementar as boas políticas públicas?
¶89Quem disse? Quem disse? Eles vão aplicar, vão simplesmente implementar aquilo que for conveniente em grande parte. Por quê? porque eles vão tender a ser tão irracionais quanto o próprio eleitorado dele, porque eles não precisam ser racionais para poder governar de maneira apropriada, eles não precisam seramente racionais.
¶90É esse o ponto do Capon. Por isso que a a maior parte das políticas públicas, tanto de direita quanto de esquerda, tendem a ser uma merda. Vão tender a ser uma merda, entendeu? 100%. >> Exatamente, Mateus Hid.
¶91Exatamente. Não entendi. Você está dizendo que nem mesmo o analista político com experiência não conseguiria analisar o político por causa da improvisidade política. Exatamente. Ele não consegue analisar todos os aspectos ah envolvendo, no caso ali o o político específico que tá exercido no governo.
¶92>> Em termos do daquilo que é previsto sobre a implementação de certas políticas públicas, os efeitos que elas vão gerar genuinamente concretamente, esse tipo de coisa. Eles não tão, eles não conseguem ter essa, ah, esse tipo de previsibilidade. >> Wesley Barbosa 2939. David, você acha que todo esse alarmismo que a esqueira está fazendo em relação a Flávio restauradura como Vargas e 64 tem evidência pela? Eu acho assim, cara, eh, a minha visão, né?
¶93E aí eu posso estar errado, tá? Como eu disse, existe uma incerteza política muito grande, né? Uma incerteza política muito grande. Mas a a minha a minha visão é o seguinte: se o Lula for eleito, ele provavelmente vai sofrer golpe, né? Pelo menos eu acho que é razoável acreditar que ele vai ser golpe, acredito eu.
¶94Hã, pelo menos parece ser o caso. E se o Flávio foi eleito, não sei. É uma incógnita. Eu não sei exatamente se ele vai implementar todas as coisas que ele tá dizendo que ele vai implementar, se de fato ele vai instaurar, ele vai, enfim, ah, já dá ginamente golpe, sei lá. Tá, tá tudo muito imprevisível, sabe?
¶95Tá muito, tudo muito imprevisível. deixou uma parte do mundo. Apanha, né? >> DJ Chu Sul, David, mas essa certeza política é tão grande que impede uma tomada de decisão razoável envolvendo a política institucional. Sim, por isso que eu não acho que a mudança social e política vem da política institucional.
¶96>> Por isso, justamente por isso, por causa da incerteza política. O que vai acontecer vai acontecer independentemente do que você acha que vai acontecer, meu amigo, muito provavelmente. Aquilo de livro ele dissância Henrique golpe, golpe igual impeachment, pois se for impeachment ainda 1 vezes menor, menos pior do que o Flávio. Não sei, cara. É.
¶97É, não era a galera que no caso associava o Alkim antes dele se associar, né, ser o vício do do Lula, não era ele que era visto como neonazi, blá blá blá, como favorecendo um governo neoliberal, um governo às vezes até ne fascista ou qualquer coisa assim. Ele pode ser, >> não sei, cara. Não sei. Não sei se ele vai se render totalmente ao bolsonarismo também, porque vai ser conveniente, >> justamente porque para político, ah, o instrumento realmente racional talvez seja esse, né, na posição dele, uma política fisiológica, digamos assim, só visando os próprios interesses. Não sei, meu amigo, se vai ser menos pior mesmo.
¶98>> Isso supondo que seja vi impachment também que o o Lula vai sofrer golpe, né? Supondo isso >> Ó o Nar chegando agora. Salve Naade Média da guerra aqui ou da guerra. >> Vamos voltar aqui pro argumento do do Paulo, né? Paulo ele foi condenado matar três pessoas de fórm no Texas.
¶99Ele matou 13 pessoas e 32 >> vai causar menos mal e trazer menos dano. Você deveria escolher aquilo que causa. >> Ó, o Wesley Barbosa, ele tá >> perguntando o seguinte: fascista não é por por definição um grande intervencionista em todos os aspectos, inclusive econômico. Ah, como é que faz para ser ne eh neoliberal e fascista? Neofascismo, meu amigo, não é exatamente fascismo, mas neofascismo.
¶100Por exemplo, a perspectiva do Curtzarvin, né? O neocameralismo do Ctis Arvin é uma perspectiva que a gente pode considerar razoavelmente neofascista, né? Porque envolve um benefício de grandes corporações, né, que vão serão beneficiada se a tecnomonaquia dele foi instaurada. Mas os mecanismos de controle dele não são em grande parte mecanismos estatais, né? São mecanismos privados, inclusive, né, de controle privado.
¶101Ah, então ele tem algumas ideias ali de controle, né, de exercício de um certo controle autoritário de maneira privada, né, de maneira privada. os uma centralização, mas ainda assim mantendo algum nível de independência no âmbito dos estados, né, das federações e blá blá, mas todas submetidas ao âmbito da tecnomonaica, enquanto um rei absolutista, né, um rei tecnomonarca absolutista, né, um CEO tecnomonarca, né, eh, e os mecanismos ali de controle autoritário não são estatais, OK? em grande parte, mas ainda assim é uma visão autoritária e neofascista, para considerar neofascista, porque é uma visão que favorece, no caso ali o benefício do >> ainda aspecto, né, sobre imago, né, de tudo, enfim, da do do controlador de tudo >> em termos de imaginário numa que vem com >> não é o quanto isso impacta a mente, a cabeça das pessoas. Ó, Bruno comentando aqui, ó, uma coisa interessante, ó. Lula é de esquerda, mas o governo de Lula é de centro, né?
¶102Porque o centrão é o que dominava, né? Centrão é o que dominava de violência que já é bastante aterrador. >> Então vamos lá. Eu fico muito feliz menos mal e traz menos dano paraa sua nação. Se você ama sua nação, se você quer o bem da sua nação, então você evidentemente deveria escolher a opção que traz menos mal, mesmo que você considere que um determinado candidato que vai trazer bom, dado o fenômeno da incerteza política, dado o fenômeno da irracionalidade política que eu mencionei aqui, dado esses dois fenômenos ilustrados pelas pesquisas mencionadas pelim, ou seja, é algo empiricamente ah corroborado, digamos assim, na não tô tirando isso da bunda ou sem dado sem informação relevante que tá baseado nesse argumento.
¶103Então você não sabe exatamente o que o que é bom pra sua nação. Você não sabe exatamente o que é qual será o candidato menos pior e, portanto, no caso, não, tanto faz aquilo lá que você vai tentar escolher. Você não sabe se o próximo governo vai ser realmente genuinamente ruim ah em detrimento do governo atual, independentemente do candidato que vai ser eleito e coisa e tal. E portanto, e portanto por haver essa incerteza política e essa incerteza e essa irracionalidade política ampliada no das democracias liberais representativas, né? Isso ilustra no caso que uma pessoa que se abstém do vota a ou que anula o seu voto, ela não está sendo irracional e nem imoral.
¶104>> Na verdade, eu diria que ela provavelmente tá sendo mais responsável sistemicamente do que a pessoa que vota ações é menos mal e é menos pior do que o outro seja ruim. A questão é comparativa, não é tomando algo de maneira absoluta, simplí ter qualificado, mas comparando com a outra opção que temos. Nesse cenário, pro bem da sua própria nação, você deveria escolher aquilo que causa menos dano e proporcionalmente mais bem. Então, acredito que devido a esses dois argumentos, esses dois tipos de consideração, pelo menos esses dois tipos de argumento, nós deveríamos votar na opção menos pior. Você só escapa disso se você não considera alguém menos pior do que o outro e não considera que haja uma disparidade entre funcion >> e você escapa desse argumento também através de uma terceira via, você ilustrar que a sua crença de que um é menos pior do que o outro não é uma crença razoável.
¶105Provavelmente não é uma crença razoável. em virtude desses dois fenômenos da irracionalidade política ampliada, nos quais você, enquanto eleitor provavelmente estará atuando, né, com base nessa irracionalidade, né, com base no medo, no desespero, qualquer coisa assim. H, e também ilustrando o fenômeno da EF incerteza política, né, envolvendo ali até mesmo a opinião dos especialistas, não sendo boa, né, tão boa assim, né? Quem dirá então de você enquanto leigo, né, em questões políticas? >> Um candidato e outro.
¶106Se você considerar os dois igualmente ruins, OK, avalie se realmente é isso mesmo e anule seu voto com a consistência. Não é você pular daquilo que você acredita que é o caso para aquilo que é realmente o caso. >> OK? >> Esse é o problema. >> E se nem especialistas estão nessa posição, né?
¶107Por causa do fenômeno da incerteza política. Então, lascou, meu amigo. >> Afinal, sabedoria é conseguir transcrever na prática o conhecimento abstrato, conhecimento que você tem, é trazer o conhecimento que você tem para a prática. E nesse sentido, não me parece sábio que nós nos apeguemos a certos princípios abstratos de afirmar: "Não vamos votar em uma pessoa que seja assim assado de jeito nenhum. Não voto em corrupto, não voto em pessoa assim assado, mesmo diante de um cenário tal que a outra opção seria pior.
¶108Me parece que isso não é sábio. Você não está conseguindo transcrever a sabedoria que você tem paraa prática. Idealmente falando, esse tipo de apego a uma virtude ou a um princípio abstrato faz sentido. Concretamente falando, no cenário concreto, nas situações concretas que nas quais nós existimos, não faz sentido. Muit das vezes nós argumentos que eu avancei aqui não envolvem princípios abstratos e não envolve ética propriamente, mas é claro, ah, o ponto que eu mencionei inicialmente, né, para não dizer que nem todos eles envolvem ética, o ponto que eu mencionei inicialmente é o ponto de ética aplicada sobre a questão da justificação, não da autoridade política, né?
¶109Eh, e assim, até agora você não apresentou argumento em favor da autoridade política, tá? Eh, você só tá presumindo isso e por ilustrando que a gente teve um dever para com a nação, né? Que que a gente tem esse dever, né, para com a nação. Ah, mas se de fato não existe autoridade política, se a autoridade política é ilusória, então nem isso a gente tem, OK? Então aí você precisa de um argumento filosófico, moral, digamos assim, ah, envolvendo da filosofia política, inclusive uma teoria ali de autoridade do estado para poder reivindicar esse tipo de de ponto que você tá avançando, tá?
¶110Só para deixar claro, >> não podemos nos guiar por esses princípios. >> Po, é, pode [música] vir qualquer o mais proeminente, o mais prolixo dos filósofos. Isso aí vai ser apenas filosofia, cara. Isso aí não prova nada. [música] Filosofia.
¶111Isso aí para mim aí não prova nada. >> Milotine mandou R$ 2. O algorismo deveria crescer em momentos como esse. Você concorda? Como é que é?
¶112Pera aí deixa Não sei se eu peguei. Foi mal, cara. Não sei se eu peguei aqui. Deixa eu ver. >> O algorismo deveria crescer em momentos como esse.
¶113Você concorda? Concordo. Concordo. Não só o algorismo, mas todas as formas de atuação anarquista, né? De ação direta, de ajuda mútua, qualquer [ __ ] que seja, contra economia e tudo mais.
¶114Conversa fica por aqui. Ó, de começo do plito establish já assimilou todos os candidatos e já sabe quem vai vencerá. Eu acho que é razoável acreditar nisso também. Acho que é mais racional acreditar nisso do que simplesmente nesse tipo de coisa. Naar, eu viajo nesse áudio, velho.
¶115Ô, Juliano, se você quer voltar, mano, volta, velho. Tem problema não, cara. Ou se você acha que eu tô errado, refute os argumentos. refute no caso o argumento ali em termos da da irracionalidade política e da incerteza política. Pô, só que o seguinte, tem suporte empírico para isso daqui que eu tô falando.
¶116Eu não tô fazendo esse argumento de um âmbito filosófico abstrato de poltrona de armchair, né? Não tô punhetando intelectualmente aqui, só eu tô mencionando pesquisas relacionadas ao assunto, tá? Uma do Philip Tetlock, que foi com os especialistas, né? E expert judgement, o nome da pesquisa. Você pode pesquisar aí depois que o Michael Hummerciona no artigo dele 2012.
¶117E no caso a outra pesquisa, né, é de 1996, que o barc usa de base, envolvendo no caso o âmbito do a gente cerca de aproximadamente 1500 eleitores e 250 PhDs, né, envolvendo ali o âmbito da economia, especialistas em áreas relevantes, né, ali, como na nas áreas econômicas relevantes, eh, e a disparidade de opiniões entre essas pessoas, né, do âmbito da população geral com os especialistas relevantes na área. Mas é isso, Bruno San. que o ruim do bolsonarismo é que ele matou a expressividade da direita razoável. Será que já houve direita razoável no Brasil? Não sei, cara.
¶118Não sei não, velho. Não sei se houve direita razoável no Brasil. Não sei se isso sequer já existiu aqui no Brasil. Eu acho que na verdade o que a gente teve foi uma ilusão de uma direita razoável, né? Talvez uma direita que parecia razoável, como por exemplo na época que os ancaps começaram a ganhar popular e popularidade, né?
¶119E o enfim, o pessoal ali direitista estava ganhando popularidade nas redes. Pareciam pessoas razoáveis. pareciam pessoas razoáveis, algumas delas, né, pelo menos, mas se algum muitas se demonstraram mais extremistas do que qualquer coisa, né? Mais extremistas e coisa e tal, né? Eh, mais dispostas a ao pensamento autoritário do que qualquer outra coisa no final das contas, né?
¶120Eu não tô dizendo que no caso a a a esquerda se comportava de maneira exemplar também, não, né? Publicamente, digamos assim, pelo menos as pessoas mais pop, né? Os esquerdistas mais vulgares, acho que não se comportava tão exemplarmente não. Hoje em dia a coisa melhorou um pouquinho do lado da esquerda, né? Mas da direita parece que piorou.
¶121Piorou muito. >> Mas vamos lá. Ó, o Mat Elder pareciam. Exatamente. Pareciam.
¶122só apareceu abstratos, >> os abstratos para agirmos, porque as situações nos impõem outras possibilidades que não possibilidades ideais. E muitas das vezes nós somos levados a agir de uma maneira que nós não gostaríamos, mas é o melhor que podemos fazer naquela circunstância. Acredito que isso é moral, ético, racional, prudente, sábio e etc. E, portanto, nós temos dois argumentos contra a nulidade do voto. Em um caso no qual há uma disparidade entre os candidatos, ou seja, em que um candidato, apesar de você considerar ruim, é menos pior do que o outro.
¶123Um é o argumento da disparidade e o outro é o argumento de que você busca promover o melhor pro seu país. É seu dever para sua nação, para as pessoas ao seu redor, tal como no cenário em que você vai buscar pro seu próprio bem, pro bem da sua família, se casar com uma pessoa menos pior naquele cenário em que eu passei anteriormente. E tentei responder um argumento de que se apegar a um princípio abstrato rigidamente não parece sábio, muitas das vezes as circunstâncias concretas não nos permitem agir da maneira ideal. E, portanto, temos que saber flexibilizar as coisas quando é razoável flexibilizá-las. Claro, há certas coisas em relação às quais nós não podemos abrir mão.
¶124Não, não estou falando que todos os princípios são violáveis, mas acredito que no caso de uma eleição, nós não temos um princípio inviolável quando um candidato é menos pior do que o outro. E, portanto, acredito que é seu dever não anular o seu voto e escolher o candidato que vai trazer mais bem comparativamente falando ou causar menos mal comparativamente falando. Bom, é, >> é isso, né? E como eu ilustrei, eu rebati esses dois argumentos, tanto no caso ali do paralelismo quanto da disparidade, ah, e envolvendo o âmbito do dever para com a nação. Bom, primeiramente o o Paulo Víor, ele não cumpriu o ônus da prova dele de demonstrar que, no caso, que nós temos uma obrigação política e, portanto, que o Estado tem uma legitimidade política que favorece com que a gente tenha ah que obedecê-lo, né, obedecer suas leis, suas regras, etc.
¶125né, regionalmente ele precisa justificar esse tipo de ponto. Existem anarquistas cristãos, inclusive, né, eh, o pessoal que até mencionou, né, o Mário Ferreira do Santos, Leotostoi, como libertários ali do lado mais de esquerda, digamos assim, ah, anarcomutualistas ou anarquistas pacifistas, né, no caso ali o do Tostoi, né, pacifista, no caso do Mário Feira dos Santos, ele é neut ele é mutualista, né, digamos assim, né, anarcomutualista. Ah, você também no caso ali um do lado libertário de direita você tem o Thomas Woods Júnior, né, do lado católico, digamos assim, que não acredita em autoridade política, né, também de certo modo, mesmo sendo católico. Ah, e você tem, né? E você tem E você tem >> e o que acontece?
¶126E o que acontece? Eh, você e sobre, né, sobre ali a o âmbito secular, então ele não apresentou nada, né, nenhuma teoria de autoridade do estado ali relevante ou qualquer coisa assim. E também no caso ali na com relação ao argumento envolvendo a paralelismo, a gente ilustrou que na verdade os exemplos são desanálogos, né, de forma que ele comete uma falácia da falsa analogia, né, justamente pelos fatores que eu mencionei da existência de fatores amplos que demanda serem considerados e dos quais, no caso, a gente através do da ilustração, né, do fenômeno da irracionalidade política e também outro fenômeno da incerteza política, né, mencionados por Brian Kapla e por Michael Hilmer, né, em seus textos, né, no texto nos textos vinculados com o artigo de 2001 e no livro de 2007, né, que é o The Myth of the Russian Vter, né, e também no caso no artigo de 2012, né, do Michael Humer sobre o elogio da passividade, praise to passivity. Ah, isso ilustra, no caso ali com que esses dois fenômenos estabeleçam que provavelmente uma pessoa que está indo votar, ela provavelmente tá sendo um eleitor irracional, né? Muito provavelmente ela será um eleitor irracional, né?
¶127A boa parte dos eleitores que vão votar vão ser eleitores irracionais, né? Eh, e também vão estar atuando com base numa incerteza política, achando que eles têm uma certeza política ali que permite eles fazerem um julgamento responsável. OK? Então é isso, eu acho que finalizamos aqui. Ah, para quem tiver interesse, tá?
¶128Tem texto sobre essas questões do o the myth myth of the Russian voter. >> Para quem tiver interesse, ó, esse é o livro do Bayer Capul, tá? V democraci bad pol democracia conce mais políticas, né, digamos assim. Hum. E você tem também a edição, tem edição em português, tá, desse livro, o mito do eleitor racional do BR.
¶129>> Aqui, ó, mito do eleitor racional. Aqui é a versão em português, né, do do livro do livro do Kaplan. OK. duplicado em 2020, a versão portuguesa. L Aí, pessoal, rapidinho.
¶130Voltei. H, pessoal tava brigando aqui do lado, velho. Vocês acreditam? Mal gritaria da [ __ ] Mas enfim, vamos lá, voltar aqui. E aqui tem o texto do Michael Humer, né?
¶131O elogio da passividade. O elogio da passividade, tá? Para quem tiver interesse. Nesse texto aqui, tá? Ele tá traduzido no site do Desider Mur, né?
¶132Filósofo ali de Portugal, né? E aqui é nesse texto que o Michael Hummer ele faz um elogio da passividade e ele tem um texto, né? Ele tem um texto aqui do, ele menciona a do Tetlock, ó, do Tetlock aqui, ó. Ele menciona aqui, ó. Aqui ó, Philip Tlock tá aqui, ó.
¶133Ó aqui, ó. Philip Tlock, expert political Judgement. E para quem tiver interesse, faz essa menção aqui da pesquisa do Tatlock. Tudo bem? A gente vai interesse.
¶134E tem um outro texto do Michael Himmer, ele convence esse ponto do fenômeno da irracionalidade política, que é porque as pessoas são irracionais sobre política, tá? Que é isso aqui, porque as pessoas são irracionais sobre política, tá? para quem tiver interesse. Traduzido pelo Hélio SC Carneiro também, OK? E aqui ele descorre um pouco sobre o ponto do Kaplan.
¶135OK? Sobre o ponto do Klan também. Ah, mas é isso. OK. E para quem tiver interesse também tem a live, tem a live do Alex Conor com o Jason Bren, onde o Jason Brenn discorre sobre isso, sobre esse fenômeno, justamente falando sobre o livro dele, Again Democracy, tá?
¶136que tiver interesse, tem essa live muito boa do Jason Brennor, tá falando sobre tudo de errado com a democracia. E aqui ele comenta, né, que em virtude desse fenômeno da irracionalidade política ampliada, isso explica o porque que as pessoas, né, no âmbito da das massas, né, inclusive elas tendem a ser autoritárias, elas tendem a ter menos respeito por limites constitucionais, elas tendem, no caso, ali a ter a a presar por figuras de autoridade fortes, né, autoritárias, que implemente os anseios e os desígnios dela, a força né? A força ali, né? Ah, justamente por conta desses fatores, nesses incentivos da estrutura democrática que favorece quando que elas atuem de maneira irracional, né? Ah, e muitas vezes não atuem em prol do interesse da coletividade como um todo, mas sim em prol apenas dos interesses deles, né, de desses grupos, né, digamos assim, dessas massas, independentemente dos interesses de algumas minorias ou qualquer coisa assim.
¶137E e isso favorece o quê? com que governos populistas sejam apelativos. Por isso que, no caso bigodismo e o fascismo ou neofascismo e neobigodismo facilmente ganham tração em muitos ambientes democráticos, né, digamos assim. Ah, porque justamente a eleitura da classe, os eleitores de termos de classe média alta tendem a ser mais epistemicamente responsáveis, digamos assim, tendem a ser um pouco menos enviezados, digamos assim, mais bem informados politicamente do que as massas que tendem a, no caso, visualizar anseios, anseios mais imediatos, né? Ah, sei lá, o preço das coisas está aumentando no mercado ou então tendo uma percepção de que não tendo uma melhora aqui na minha vida ou tendo uma impressão de que, no caso tá tendo uma maracutaia grande acontecendo no STF.
¶138E as pessoas percebendo isso, elas vão se sentir o quê? Estimuladas ou instigadas a justamente atuar contra o governo vigente, né? Digamos assim, se for um governo ali a de esquerda ou algo assim, né? Um governo moderado, democrático, etc. Seja de esquerda ou de direita, né?
¶139um governo mais democrático, moderado, é um governo liberal ou um governo ali, digamos assim, de centro esquerda ou que seja tem algumas medidas liberais ou neoliberais, mas ainda assim seja um governo de esquerda, né, predominantemente, né, tipo de políticas sociais, essas pessoas vão tender ver esse governo com maus olhos e vão tentar ah vão tender, no caso, a se guiarem por ah, por anseios vinculados com pautas ali envolvendo pânico moral e envolvendo também os anseios mais imediatos, né? h, envolvendo necessidades mais imediatas com a questão dos impostos, por exemplo, né? O próprio Hadad ficou famoso, né? Ficou farmado aí como taxad e coisa e tal, né? por causa de questão de aumento de imposto.
¶140E é isso que a população, né, vai visualizar de forma mais imediata no âmbito da vida dela, né, que ela vai sentir no da vida dela, né, as pessoas da massa, né, da grande massa, que elas vão tender a eleger pessoas que no caso ten um ah que tenham uma um uma mão de ferro, digamos assim, né, sejam mais percebidas configurados mais fortes e que contraponha a aquilo que tá sendo inconveniente para elas, né, nem que seja de maneira autoritária, né, para resolver esse problema, nem que seja de maneira autoritária, né, esse esses problemas todos, né? Ah, e é por isso, no caso, que essas medidas populistas são apelativas dos dois lados, né, digamos assim. E é por isso que, no caso ditaduras, né, seja ditaduras de esquerda ou ditaduras de direita, tendem a ganhar mais apelo entre as massas, né? Ah, governos autocráticos tendem a ganhar apelo entre as massas. Então, um dos problemas que o Jason Bran, ele comenta aqui nessa nessa live com nesse vídeo, né, com Alex no podcast Reason, tá?
¶141E que ele descorre no livro dele a gan democracta a democracia de certo modo. OK. Mas aquilo, né? É isso aí que a gente tem para hoje. Beleza?
¶142Então, finalizamos, pessoal. Finalizamos aqui. Deixa eu só comentar, responder mais alguns comentários de vocês aí, né? E aí a gente termina. Então, já não existe liberdade.
¶143T t t t tã. Mas esse não é meio de quebrar o tabuleiro? Como assim não é meio de quebrar o tabuleiro, cara? A medio de você ignorar o tabuleiro, você jogar outra coisa, né? Enquanto o pessoal tá jogando num grande tabuleiro aí, achando que é o único jogo que tem, você tenta mostrar que existem jogos alternativos e jogar por entre outras regras.
¶144E aí, se no caso as pessoas que estão jogando o jogo principal, né, aquele jogo mais famoso, elas quiserem impedir que você jogue jogos alternativos, você tenta dar uma burlada nela e continua jogando jogos alternativos e tenta estimular vários outros jogos alternativas com outras regras alternativas acontecendo simultaneamente, até que todos esses jogos alternativos eles ganhem mais poderem mais tração, né, ganha mais relevância do que o jogo principal. E ainda por cima as pessoas que estão tentando censurar esses jogos alternativos, elas comecem a ser apontadas como pessoas ali intolerantes, né, digamos assim, pessoas que não dev não tem crédito. Ã, Mat Elder tá falando aqui, ó. O ponto é que não vai ser o estado que já aceita o Mussolini como opção que vai prover resistência a alguma coisa. Tudo isso é feito em criações paralelas ao estado.
¶145Ah, sim, tem esse ponto também, né? Eu esqueci de mencionar o vídeo do nosso amigo Binho Silver, tá? Binho Silver. que é um amigo anarquista meu, se vocês não conhecem ele, conheçam o canal dele. Tem um vídeo muito bom sobre isso.
¶146Ele indica outro vídeo também da Nil, da Nil. A Nil também é legal, ó. Ele fala sobre um pouco sobre essa questão de barrar o fascismo na base do voto, né? >> Ser derrotado nas urnas. Muitas pessoas ficam desesperadas.
¶147Tem >> toda vez que eu falo que o fascismo não pode ser derrot vocês, né? Colocar aqui para vocês, ó. Canal do Binho. Se inscrevam lá, pessoal. Canal do Binho Silver.
¶148Você escreveu lá, dá para barrar o fascismo novo pelo voto. Não dá. >> Votado nas urnas, muitas pessoas ficam desesperadas tentando me provar o contrário, mas nunca com bons argumentos. No máximo com muita moralização, dizendo que eu sou muito inocente, que eu sou muito jovem. Obrigado.
¶149Mas como eu não tenho um pensamento religioso a respeito do que eu acredito, eu decidi pesquisar todas as vezes que o voto barrou o fascismo de acontecer na história. E eu vou trazer aqui para vocês se é possível ou não barrar o fascismo no voto. Então já deixa o seu like, se inscreve no canal, ativa o sininho que hoje nós vamos descobrir se o voto já barrou o fascismo alguma vez na história. Então bora pro vídeo. Então vamos começar pelos exemplos históricos.
¶150Aparentemente o fascismo foi barrado várias vezes através dos votos ao longo da história e eu vou pegar aqui no meu computadorzinho e mostrar para vocês todas as vezes que isso aconteceu. Aparentemente na Espanha de 36, Manuel Azânia foi eleito democraticamente pela Frente Popular. O seu governo foi eleito democraticamente, totalmente dentro da legalidade. Mas meses depois houve um golpe militar liderado por Franco. Houve guerra civil e uma ditadura fascista por quase 40 anos.
¶151Então, aparentemente aqui nesse caso não conta porque o povo votou e o fascismo não respeitou. Mas temos casos na América do Sul. No Chile, Salvador Alende foi eleito democraticamente em 1970 e buscava reformas estruturais, mas aparentemente houve um golpe militar em 1973 e uma ditadura do Pinoché por 17 anos. Então, pera aí. Aparentemente não teve como impedir o fascismo nas urnas nesse caso.
¶152Acho que o Pinoché não foi avisado que não podia ter fascismo se a oposição democrática tivesse ganho. Mas espera, a gente vai chegar lá. Ah, em Portugal teve um golpe militar em 1926. Na Argentina teve um golpe militar em 1976. Na Turquia teve golpe militar 1960.
¶153Ah, mas aqui no Brasil é diferente. Teve o João Gular, que foi eleito democraticamente também buscando reformas de base. E aí sim, dessa vez a gente deve ter conseguido impedir o fascismo. Isso se não tivessem avisado os militares que não podia ter fascismo, porque o voto venceu. Em 1964, dan-se que o João Gular está eleito, o Brasil entrou na ditadura militar.
¶154Mas aí eu fico com essa dúvida, né, se o voto é suficiente para barrar o fascismo, por que que ele nunca consegue barrar o fascismo? Como que é possível golpe militar contra um presidente legitimamente eleito? Isso acontece porque o fascismo não vem porque votaram certo ou votaram errado. O fascismo acontece por outros motivos e não por conta do voto. Quem decidiu o golpe militar de 64 aqui no Brasil não foi o voto, foi apoio empresarial, apoio da elite agrária, apoio internacional dos Estados Unidos e as forças armadas.
¶155Ou seja, a estrutura de poder é superior ao resultado das eleições. >> Ah, mas Binho, você tem que entender que o Adolfo foi eleito democraticamente na Alemanha. Isso é verdade. O Adolfo Bigodes foi eleito democraticamente no processo >> controvérs foi isso mesmo, tá? Mas tudo bem.
¶156Vamos vamos conceder aqui o ponto, né? Algumas controvérsias sobre isso. Sobre já não havia uma estrutura de poder que corroborou com que ele tomasse o poder posteriormente, né? Depois que foi eleito, né? Digamos assim, né?
¶157Eh, mas enfim. Ah, porque o pessoal se se esquece, né? Que há uma estrutura de poder ao redor que permite com que o uma pessoa realize um golpe, né? Mas tudo bem, né? Vamos fingir que nada, né?
¶158Vamos fingir que foi pelo voto mesmo, só pelo voto, né? >> Institucional normal na Alemanha. Ele foi nomeado chanceler em 33, usou dos mecanismos legais contra o poder e o parlamento aprovou o pleno poder dele. Só que o fascismo, ele não precisa chegar rasgando a constituição. Ele pode muito bem usar a constituição enquanto for útil para ele.
¶159Ele pode muito bem usar a Constituição até ele precisar rasgar ela. Mas ele pode sim chegar rasgando a Constituição. Ou seja, o sistema eleitoral, o poder político, pode sim ser usado para legitimar o fascismo. Mas mesmo nesse caso, o fascismo aconteceu não por causa do voto, mas apesar do voto. E então vamos voltar aqui pro Brasil e pensar de novo nele.
¶160O Bolsonaro queria fazer uma intentona fascista no Brasil? Eu acredito que sim. E por que que ele não conseguiu? Por que que em 64 teve golpe militar independentemente de quem foi eleito? Por que que no Chile teve golpe militar independentemente de quem foi eleito?
¶161Por que que na Argentina teve golpe militar independente de quem foi eleito? Porque sempre acontece golpe militar independentemente de quem é eleito? Por que que o Bolsonaro não conseguiu? Isso é mais óbvio do que parece. Quem manda não é a [ __ ] quem manda não é a porcaria do político.
¶162Quem manda é a burguesia. Quem manda é a classe dominante. Se não for do interesse da classe dominante, não vai ter fascismo. Se for do interesse da classe dominante, vai ter fascismo. Por isso que não se barra o fascismo nas urnas, cara.
¶163Você acha que o Bolsonaro não conseguiu tomar o poder só porque o Lula ganhou ou ele não conseguiu tomar o poder porque não era de interesse da classe dominante? Existia um risco autoritário com Bolsonaro? Sim. Houve uma tentativa por parte dele? Sim.
¶164Ele tá até preso por conta disso, certo? Então por que que não houve o golpe? Não foi porque você votou no Lula, foi a falta do apoio estrutural suficiente para isso. Teve conversas de empresários falando a respeito de como seria nocivo para eles o Brasil entrar num período de ditadura. Haveria um isolamento mundial em relação ao Brasil, sanções e coisas do gênero que prejudicariam a burguesia local.
¶165E quando eu falo empresariado, eu não tô falando dos donos de padaria, classe média alta, eu estou os pequenos burgueses, os pequenos capitalistas, digamos assim, eh, esses daí, >> falando da grande burguesia, do agro, dos bilionários, eles não queriam que fosse dessa forma, porque se fosse teria acontecido. Então, como a boa parte do empresariado não estava interessado no golpe militar no Brasil agora, como o próprio STF não aderiu, como as forças armadas não entraram integralmente nessa ideia, como o custo internacional era muito alto, não aconteceu. Porque se essas coisas se alinharem, você pode ter votado em quem você quiser que essa pessoa vai ser destituída, como sempre aconteceu na história. Você não vai barrar o fascismo votando. Quando a burguesia decidir que é mais importante fechar o regime, isso vai acontecer independentemente de quem você votou.
¶166O seu voto não vai impedir isso de acontecer. E você pode me dizer que devemos sim votar no menos pior para impedir o fascismo. Não vou te impedir, obviamente não tenho nem esse poder. Não vou nem militar para você não votar. A minha militância é para você não achar que você não vou.
¶167Você vota aí se você quiser. Es que vai ouviu o barulhinho da urna fazer pirim. Vai. Se você psicologicamente você vai se sentir melhor assim, vai lá, volta que você quiser. Volta que você quiser.
¶168Whatever. >> Você tá fazendo alguma coisa muito útil votando, é para você botar a mão na massa. Já falamos disso inclusive. Mas essa lógica do menos pior para impedir o fascismo, ela parte duas premissas. A primeira de que o fascismo está encarnado em uma pessoa, basicamente é o Bolsonaro que é o fascismo, barrando ele barrou o fascismo, ou é o Trump que é o fascismo barrando Trump, acabou-se o fascismo.
¶169E a outra de que trocando o indivíduo tudo resolve, que é muito parecido. Se se botar o Lula, então não fascismo. Se botarmos o Biden, não fascismo. Mas o fascismo não surge da vontade megalumaníaca de alguns grupos. Não surge da vontade do Bolsonaro de querer ser autoritário.
¶170Ele pode querer muito ser autoritário, mas não vai acontecer dele ser o líder fascista do Brasil se não tiver vários fatores alinhados. O fascismo surge quando tem crises econômicas profundas acontecendo, medo social, elite ameaçada, ruptura de legitimidade e a necessidade da reorganização do capital. E nós podemos ver que nós estamos andando para esse período da história de novo. Não é algo que vai acontecer em um país isolado e ficar lá. Você percebe que as ditaduras militares, os regimes fascistas, aconteceram quase que todos juntos no mundo.
¶171Aconteceram com essas crises, aconteceram dessas formas. E agora está vindo de novo. Nós podemos ver que os países estão ficando mais autoritários, estão recorrendo ao fascismo novamente. E isso acontece porque o fascismo é um fenômeno estrutural dentro do capitalismo. O fascismo não nasce quando as pessoas votam errado, ele nasce quando as estruturas de poder precisam reorganizar a sociedade à força.
¶172Então Adolfo Bigodes não virou o líder fascista só porque ele queria ser o líder fascista e foi eleito. Isso aconteceu apesar da vontade dele. Poderia se dizer que ele estava no momento histórico correto para aquilo acontecer. O ponto importante aqui para você entender é que não tem como barrar o fascismo quando ele for acontecer. E é por isso que eu falo que nós temos que nos organizar.
¶173O tempo é curto, nós temos que nos organizar. Porque todo período de eleição, quando seu candidato ganhar, você vai achar que você impediu o fascismo, você não impediu. O golpe pode vir depois de amanhã. O golpe pode vir no meio do governo. O golpe pode vir em qualquer momento.
¶174O fascismo, ele é o botão de emergência do capitalismo e a emergência não espera a eleição para acontecer. Então a realidade não liga muito pro que tá na lei ou não. O que comanda o mundo é basicamente a força bruta. E quanto mais desorganizado nós estivermos, quanto mais nós ficamos brigando uns com os outros, porque você queria muito que alguém votasse em quem você quer que a pessoa vote, quanto mais você fica botando todas as esperanças no Lula de que ele vai parar o fascismo e coisa do gênero, menos você tá se organizando. Mas então, quer dizer que tanto faz quem ganha?
¶175Não. Eu já falei disso inclusive nesse vídeo. Eu não acho que não muda nada quem ganha. Eu não acho que é irrelevante até quem ganha, mas eu acredito que é muito mais útil, independentemente de quem ganha, você se organizar e demandar as coisas. Isso se prova muito mais eficiente na história do que votar.
¶176Uma greve geral é 1000 vezes mais eficiente do que você conseguir eleger cinco, seis caras do pessool, cinco, seis caras do PT, o Lula, o Lula privatizou o Rio Tapajós. Você tem noção do impacto ambiental disso? Se você falar que sim, é mentira, porque ninguém sabe, não teve estudo. O Lula fez isso, não foi o Bolsonaro. E o bolo tá defendendo essa [ __ ] porque ele faz parte do governo.
¶177O que mais muda são os discursos, porque para ser eleito eles falavam que eles iam pedir sim permissão pr os povos indígenas e ribeirinhos. Tem que ser muito inocente para acreditar quem vai ser consultado vai ser o povo e não a classe dominante. Porque no momento que foi necessário dragar o rio Tapajó, eles assinaram, eles aceitaram. E o que tá impedindo ele não foi promessa de governo, não foi pedir por favor. >> Pois ve um monte de Luiz tá passando pano para isso daí.
¶178Foi [ __ ] velho. Foi [ __ ] Foi [ __ ] foi [ __ ] >> Foi ocupação das pessoas, foi protestos incessantes e isso tá fazendo eles recuarem. Isso vale muito mais do que o voto. Eu tenho certeza que tem um monte de gente ali que não votou neles e que tá pressionando eles. Então, é óbvio que até certo ponto o voto muda as políticas públicas, mas o que ele não muda é a estrutura de poder que pode decidir ou não até quando que a democracia é válida ou não, que decide quando a democracia é descartável.
¶179Então, eu continuo com o meu ponto de vista. Você quer votar, vota, mas o importante é você se organizar. Isso é importante e eu continuo não votando. Então, pensa aqui comigo, responde aqui para mim essa pergunta. Se a democracia depende das elites econômicas para continuar existindo, então o voto é realmente instrumento que barra o fascismo ou é apenas um ritual que mantém a aparência de algum controle popular?
¶180Na minha visão, se a nossa arma mais forte contra o fascismo vai ser votar, nós já estamos perdidos. Já prepara-se para o fascismo. Porém, na minha visão, a nossa maior arma contra o fascismo é a organização. E aí nós podemos sim ser fortes. E aí que tá a esperança, então se organize.
¶181>> Exato. Então, para mim aqui o B foi cirúrgico, tá? Bin foi cirúrgico e simplesmente ficar depositando sua crença em voto é [ __ ] Concordo com Binho nessa do organização voto. Assim, um não exclui o outro. Dado meus outros argumentos, ah, pelo menos ilustra que é muito mais inútil ainda do que o Binho tava tentando colocar ali, né?
¶182Muito mais inútil. De modo que faz sentido você tentar me convencer a votar, porque não vou votar, cara. Sorry. E você, se você tentar me culpar, eu só vou apontar na sua cara que você só tá errado. Se acontecer alguma coisa, se o Flávio for eleito ou qualquer coisa assim, se você tentar vir me culpar, você vai levar de volta.
¶183Só isso. Quer volotar? Vai, vota, mas vai continuar sendo irracional. Embora esses marxismos são simplistas e superfici demais os fenômenos instintivos e motivações dos grupos das líques, mas enfim. E se votarem se organizar?
¶184Bom, a parte de votar é inútil, muito mais inútil do que o Binho tá colocando aí no vídeo, né? Se você soma os pontos do Caplan e do Hummer junto com o do Binho, então de fato vira totalmente inútil. Vou vira praticamente inútil, totalmente inútil voltar. Na verdade você pode estar piorando as coisas voltando, né? Se o argumento do Caplin do Hilmer ali com base nos estudos do Tetlock e do outro estudo lá da SSA, né?
¶185É, se estiverem corretos, então esse momento vai pro saco. Deixa eu ver aqui. Enzo, o Enzo Juan Jeremias de Oliveira. Mas o voto não pode ser usado eleger alguém que atrase o avanço para dar tempo do movimento e organizar as classes. Ah, como eu disse, esses argumentos que eu avancei aqui são procedentes e até agora não vi ninguém rebatero os argumentos, ah, que são ancorados em evidência ampla.
¶186Então não, só não daí ponto importantíssimo. A estrutura de poder real não é o plim plim na urna, não é o povo. Exatamente. David, essa questão do voto também vale para referendos e plebiscitos? Por exemplo, um referendo para revogar a liberdade de consciência e religião.
¶187Você não iria votar? Então, ah, você pode até voltar, mas é inútil do mesmo jeito. Eh, se eu não me engano, acho que teve um plebiscito reverendo alguma coisa assim sobre desarmamento, né? E as pessoas foram contra o desarmamento, eles respeitaram? Não.
¶188Então, [ __ ] proibiram armamento do mesmo jeito. E daí? pegar o sereno. Autoritários são autoritários porque justamente eles não ligam paraa sua posição. Exatamente.
¶189É, [ __ ] Ah, eu DJ Chusu. O problema desse vídeo do Binho é que ele acha que quem defende o voto ah vota porque eh acha que é o único meio possível. Ninguém disse que é o único meio possível, mas um dos meios e deve ser usado. Ah. Hum.
¶190Não, exatamente. Na verdade, o ponto dele é que o voto ele é ele não é útil genuinamente, né? Ele é só uma ilusão. Toda ele que ele colocou como um mero ritual, né? E ele mesmo não vai votar, então ele mesmo visualiza que é inútil, entendeu?
¶191Eh, só que claro, ele não quis dar o braço a torcer totalmente, né? Enfim, deu um deu uma amaciada ali no vídeo, né? Como se tivesse alguma relevância mínima, né? mínimas, mínimas, aproximadamente assim, mínima, aproximadamente zero assim de relevolência, né? Acredito eu, só para, enfim, fazer um meio de campo ali, né?
¶192Quando a galera tá assistindo o vídeo, né? Mas ele mesmo se considera tão inútil, tão inútil, que ele não vota. Ele mesmo não vota, entendeu? Hã, e se você soma os pontos dele com os argumentos que eu avancei, aí, meu amigo, aí que pior a coisa em favor da do voto. H, aí o falou aqui, Bigode teve 34% dos votos.
¶193Então é, eu acho que acho que acabamos aqui. Mateus Henrique, entendi. Entendeu, né? Daí no 3982 me convenceu aqui. Se o Flávio tem as condições de golpe, o voto é inútil.
¶194Exatamente, exatamente, exatamente, meu amigo. Acho que nem por impeachment seria, né? Poderia ser. Se no caso a galera quiser, dado a conjuntura atual do Brasil com a quantidade de pessoas de direita, de extrema direita e lá lá que foram eleitas do âmbito bolsonarista, se eles quiserem darem golpe, eu acho que eles estão numa vantagem muito grande, cara. é o próprio escândalo do Banco Master ali com os membros, né, enfim, os os juízes do STF, digamos assim, né, do Supremo Tribunal Federal.
¶195Esse escândalo fodeu muito por causa que a imagem do Lula é muito atrelada a galera do STF, né? Flávio Dino, o Alexandre de Morais principalmente, né? Alexandre de Moraes ali, o Chandão, como a imagem dele é muito associada com Alexandre Morais, né? Virtude de processo todo contra o Jair Bolsonaro e blá blá blá, o julgamento dele e a condenação por tentativa de golpe, cara, por conta dessa associação com o Lula, velho, Bolsonares ganhou o poder do [ __ ] tá? Discurso, no discurso deles ganhou muita relevância, cara.
¶196Então assim, a conjuntura atual é muito decepcionante, sabe? Então assim, ou simplesmente eles querem darem golpe e eles vão dar golpe, independentemente se o Lula foi eleito ou não, ou simplesmente no caso o Flávio Bolsonaro vai ser meio frouxo, né? mais a mesma linha igual o Bolsonaro lá e não vai dar golpe nenhum, vai fazer só algumas coisinhas lá e vai continuar no bem bom, né, do governo ali, durante o período ali relevante e talvez ele consiga se perpetuar junto com outros bolsonaristas daí em diante. E aí se preparem pra direita se perpetuar no poder ao longo dos anos. Isso, exatamente, Enzo, o bagulho é se organizar para [ __ ] Pois é, né, velho?
¶197Dai, os petistas se associando ao Xandão se lascaram. Exatamente, velho. Isso ficou muito marcado na imagem na na no imaginário das pessoas, sabe? Agora algumas pessoas talvez estão tenham vindo o Jair Bolsonaro até como injustiçado por causa disso tudo, entendeu? Isso que é [ __ ] L que tu acha do subjetivismo ético.
¶198Acho falso. Sou realista moral. Calma, calma, Iso. Calma, calma, calma. Preparar uns coquetel aqui com isopor gas.
¶199Calma. Não é assim que faz outro bagulho não. Insurreição burra não ajuda em nada, tá? Não é isso que a gente tá falando por se organizar. Cléber, Clebon, as ovelhas acham que tem escolhas.
¶200Pois é, exatamente. Enfim, finalizamos aqui, né, Elder? Moral realistos. Segundo turno é Lulão com gosto, sendo contra o algoritmo. Salve aí, David.
¶201Ó, meu xaray David. Só que esse daí é cantiano safado. Esse aí é cantiano safado. Acredito em toidade política. Isso aí tá errado.
¶202Autoridade política não existe. A justificação, a justificação cantana da autoridade política é ruim. [risadas] Mas é isso. Leia o Hilmer. Hilmer, o debate que o Hilmer teve com Daniel Lean, ele rebate o argumento do Kant lá.
¶203Mas enfim, eh, terminamos por aqui, pessoal. Agradeço a todos aí que estão na live. Valeu, falou e até mais, pessoal. Uma boa noite para vocês. Até logo.
¶204[música] >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música]