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Alex O'Connor vs William Lane Craig: Does God Exist? The Ultimate God Debate

a tese

No primeiro encontro presencial dos dois (Royal Institution, 05/05), Craig apresenta seu caso cumulativo (seis argumentos + ressurreição + testemunho do Espírito) e defende com competência o Kalam contra as objeções de O'Connor; mas fica sem resposta à altura no sofrimento animal, e o evento gera a treta posterior do boletim (ver a aba Análise).

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Toca o coração do TCC do Bruno (Rowe, ceticismo teísta, uso de intuições) e o caso Craig×O'Connor é o evento apologético do ano; análise completa e transcrição integral nas abas.

O que foi dito

  • Craig abre com a via exterior (contingência, Kalam, matemática aplicável, ajuste fino, moral, ontológico; os “quatro fatos” da ressurreição) e a via interior (crença propriamente básica pelo testemunho do Espírito).
  • O’Connor concentra a noite no Kalam: o Big Bang não é primeiro momento (pesquisa de Phil Halper com físicos), o Hotel de Hilbert é contraintuitivo mas não contraditório, “um número infinito de quê?” (relatividade contra durações objetivas), e a paridade passado×futuro na teoria-A.
  • A melhor arma de O’Connor: se Deus conhece agora um futuro sem fim, Deus apreende um infinito atual; Craig responde com a distinção alcance×modo (conhecimento divino não-proposicional, simplicidade modificada), anti-platonismo e o Tristram Shandy de Russell contra Malpass.
  • Sofrimento animal como Rowe atualizado: as teodiceias padrão não se aplicam a animais; Craig tenta a inversão probabilística via ajuste fino, o ceticismo teísta (“não é implausível que só um mundo saturado de mal otimize a salvação”), o efeito borboleta e os combustíveis fósseis (“or we could have just used a different fuel”, responde O’Connor).
  • O pior momento de Craig: o neo-cartesianismo de Michael Murray (animais sofrem sem saber que sofrem); O’Connor devolve com “por que não quebrar as pernas dos seus animais?”, o paciente R sem córtex pré-frontal e o teste do espelho; a réplica da mordomia (“cuidamos da terra por mandato, não pelo sofrimento”) soou mal.
  • A tenaz das intuições morais: não dá para fundar o argumento moral em intuições e pedir que elas sejam suspensas diante do sofrimento animal, da escravidão bíblica e do herem; Craig não respondeu no evento.
  • O bate-boca do Q&A (usado depois no boletim de Craig) foi com um senhor da plateia que declarou o sofrimento “irrelevante” como evidência; a irritação de O’Connor foi procedimental, e seu ponto (deísmo mínimo não é o Deus cultuado na igreja) se perdeu no tumulto.

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