a tese
No programa Pedro+Cora, Pedro Doria e Cora Rónai (grafia incerta) debatem o uso de IA na campanha (o "Bolsonaro de IA" na convenção de Flávio), mostrando que a proibição do TSE, aparentemente simples, gera um emaranhado prático quase insolúvel.
aprofundar
talvez
boa discussão sobre IA, deep fake e regulação eleitoral (tema caro ao Bruno por IA/agentes e política BR), mas em formato de conversa solta e sem conclusão; útil como panorama do debate TSE x IA.
O que foi dito
- O gancho é o discurso de Jair Bolsonaro, preso, gerado por IA e veiculado na convenção de Flávio; discute-se se viola a prisão domiciliar (decisão de Alexandre de Moraes) e se viola a regra eleitoral (TSE).
- Cora parte de que a situação é inaceitável; Doria “cava o buraco” mostrando as tecnicalidades: e se um fã produzir o vídeo? e os vídeos antigos? como as plataformas distinguem o antigo do novo?
- Doria expõe a regulação do TSE: é proibido o uso de imagem ou áudio sintético de pessoa viva, morta ou fictícia em campanha, mesmo autorizado.
- Cita como exemplo os vídeos em que Flávio Bolsonaro se põe como Tom Cruise em Top Gun (sobrevoando a Amazônia, encontro com Milei), que passariam a ser ilegais com o início da campanha (15-16 de agosto).
- Debate filosófico sobre a ficcionalização da política: Cora acha que o candidato deve se mostrar “como é”; Doria lembra que toda campanha já é ficção e dissimulação (cita o vídeo cruel de 2014 contra Marina/Dilma sobre Bolsa Família e Banco Central independente).
- Doria conclui pelo paradoxo: as campanhas não podem usar IA, mas 200 milhões de eleitores podem; basta a campanha produzir, não publicar no canal oficial e negar a autoria, o que ele chama de “realismo fantástico” e prevê que sobrecarregará o TSE com representações.
- Posição final de Doria: o TSE só deveria se preocupar quando o vídeo engana o eleitor fazendo-o crer que vê a realidade (ex.: deep fake de João Doria no 2º turno), não com todo meme.
- Cora admite não ter sido convencida e revela contexto pessoal (gatos doentes) que a distraiu do tema.
- O bloco final vira resenha literária: “O Canto dos Sepultos” (Sing, Unburied, Sing), de Jesmyn Ward, tradução de Camila Von Holdfer, romance do Mississippi sobre pobreza, Jim Crow e fantasmas tratados como reais.