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How "The Chosen" Gets Filmed in Texas

a tese

Passeio de Alex O'Connor pelos sets de The Chosen no Texas (e Utah) com Dallas Jenkins, discutindo autenticidade, licenças criativas e a aposta da série em "desacralizar" Jesus para realçar sua humanidade.

aprofundar

talvez

— interessa ao Bruno pela discussão sobre representação de Jesus, humanidade x reverência e o olhar de um agnóstico simpático; mas é leve, sem exegese, e o denso ficou no outro episódio.

O que foi dito

  • Jenkins mostra que o mesmo set serve de Cafarnaum e de Jerusalém/Sinédrio, e explica que não filmam em Israel real por ele estar dominado por turismo e igrejas concorrentes (piada de O’Connor sobre “virar as mesas”).
  • Admite licenças de cronologia: reposiciona festas judaicas e episódios (ex.: a cura do cego, que ocorreu perto do tanque de Siloé em Jerusalém, é ambientada em Cafarnaum) em nome da “verdade com V maiúsculo”.
  • Detalha truques de produção: telas azuis, cobrir ralos e corrimãos (exigência da lei ADA), corte “estilo Harry Potter”, clima brutal do Texas e os “cover sets” para dias de chuva.
  • Relata uma experiência “espiritual” no set de Utah, propriedade da igreja SUD, com uma “impressão do Senhor” de que muitas vidas seriam impactadas ali.
  • Núcleo da conversa: a série “trabalha contra o gênero”, removendo o verniz reverente (auréola, fala solene) para mostrar um Jesus humano, que conta piadas, faz sua comida e tem sotaque galileu (“do norte”).
  • Jenkins diz que cerca de 80% dos fãs comentam a “humanidade” da série como o que os fez reler os evangelhos; O’Connor, agnóstico, concorda que isso a torna atraente até para não-cristãos (contraste com “A Última Tentação de Cristo”).
  • Ambos se dizem desconfortáveis com a hiper-reverência a ícones e relíquias; discutem a “escada imóvel” da Igreja do Santo Sepulcro e a devoção a locais de autenticidade duvidosa.
  • Toques eruditos: o quadro “Cristo Morto” de Holbein e a reação de Dostoiévski (retomada em O Idiota); Magritte (“isto não é um cachimbo”) aplicado a “isto não é a Bíblia”.
  • Discutem sotaque como marcação de papel (romanos com dicção “transatlântica”; vilões britânicos em Star Wars).
  • É um episódio de bônus/tour; a conversa teológica de fundo (harmonização dos evangelhos, livre-arbítrio) fica reservada para o podcast principal, que sai à parte.

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