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O peso do antipetismo | Ponto de Partida

a tese

No "Ponto de Partida React", Pedro Doria responde a perguntas do público e analisa a composição do voto bolsonarista, defendendo que o piso de Flávio Bolsonaro é mais frágil do que parece e que o eleitor antipetista é decisivo mas volátil.

aprofundar

talvez

é análise eleitoral aguda com categorias úteis (voto core, antipetismo de chegada, definição de extremismo), interessante para o Bruno pelo lado da política brasileira, ainda que conjuntural.

O que foi dito

  • Doria rebate um comentarista que o acusa de “fetiche por igualar os lados”, afirmando que a corrupção da Petrobras no governo Lula (bilhões desviados, número oficial) simplesmente não é preocupação do eleitor lulista.
  • Sobre a possibilidade de Flávio desacreditar as eleições, argumenta que isso não enterraria o bolsonarismo, pois é característica do populismo autoritário em voga (cita Trump, Jair Bolsonaro e, à esquerda, Gustavo Petro).
  • Afirma que toda a direita abandonou o bolsonarismo, especialmente após a última convenção, e trabalha para isolar Flávio e herdar seus eleitores; suspeita que mesmo dentro da família Bolsonaro há esse esforço.
  • Decompõe os cerca de 32-33% de Flávio: uns 25% seriam voto “core” (em qualquer Bolsonaro) e 6 a 8% seriam antipetismo mais fácil de sair, à espera de alternativa viável.
  • Subdivide os bolsonaristas duros: cerca de 5% seriam extremistas que desejam golpe militar e fim da democracia (define extremismo como desejo de ruptura democrática, citando Jones Manuel como equivalente à esquerda), e mais 6-8% que compram o pacote (Bolsonaro melhor presidente, ataques ao Supremo, eleição de 2022 “roubada”) sem quererem golpe.
  • Discorda da tese de que os 25% estão “calcificados”; propõe que são “areia molhada e socada”, um voto antipetista e preguiçoso de gente que não presta atenção em política e pode migrar se Flávio começar a derreter.
  • Explica, via Maurício Moura (fundador do Instituto Ideia), o conceito de “antipetismo de chegada”: o adversário do PT sempre tem no dia da eleição mais votos do que as pesquisas captavam, porque o eleitor desatento decide na hora votando em quem está contra Lula.
  • Afirma que não há evidência de “voto envergonhado” no Brasil e que qualquer candidato de direita, exceto Flávio, venceria Lula, porque a rejeição da família Bolsonaro é maior que a de Lula e inibe o próprio antipetismo de chegada.
  • Encerra dizendo que o grande debate atual é qual o piso real do bolsonarismo (entre 13% e 25%) e prometendo tentar retomar as análises dos programas eleitorais (“React”) apesar do excesso de trabalho.

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