a tese
Idelber Avelar e Diego Ambrosini reconstroem o Hungria 6x3 Inglaterra (Wembley, 1953), o "jogo do século", como o momento em que a Inglaterra percebeu seu atraso tático diante dos "magiares mágicos".
aprofundar
não
— é história do futebol de alto nível, com o Idelber que o Bruno acompanha, mas puro lazer, sem relação com o trabalho teológico.
O que foi dito
- Traçam o isolacionismo inglês (só enfrentam seleções britânicas até 1908) e a cadeia de derrotas prévias (Espanha em 1929, o time amador dos EUA em Belo Horizonte em 1950).
- Contrastam a cultura do pub inglês (o kick and rush) com a cultura de café da Europa Central, intelectualizada, que absorveu o estilo escocês de passes e combinação.
- Creditam o inglês Jimmy Hogan como grande fundador do futebol húngaro; situam o MTK (ligado à comunidade judaica de Budapeste) e o Ferencváros.
- Explicam que o técnico Gusztáv Sebes concentrou os craques no Honvéd (time do exército) para dar entrosamento à seleção campeã olímpica, treinando de fato no clube.
- Detalham a inovação tática: laterais que avançam, um médio que recua e, sobretudo, o “falso nove” Nándor Hidegkuti (a legenda escreve “Idegut”), que desorganiza a marcação homem a homem do WM inglês.
- Narram o jogo: gol húngaro aos 40 segundos, 4x1 no primeiro tempo, o drible desconcertante de Puskás em Billy Wright; o narrador da BBC estranhando o “centroavante fora de posição”.
- Registram a revanche em Budapeste (7x1) e o livro “Soccer Revolution”, de Willy Meisl, como marco da autorreflexão sobre a defasagem inglesa.
- Recontam o fim melancólico do time: a final da Copa de 54 perdida para a Alemanha (que destacou um marcador só para Hidegkuti) e a diáspora após a revolução de 1956 (Puskás ao Real Madrid, Kocsis e Czibor ao Barcelona).