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"O Rio de Fernando Sabino: Passeio afetivo pela cidade", de Teresa Montero | O Livro da Cora

a tese

No quadro "O Livro da Cora", Cora Rónai e Pedro Doria fazem um passeio afetivo por "O Rio de Fernando Sabino: passeio afetivo pela cidade", de Teresa Montero (editora Autêntica), que mapeia a vida do escritor pelo Rio de Janeiro e serve de pretexto para memórias cariocas dos dois.

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não

é conversa literária afetiva e memorialística sobre o Rio de Janeiro, agradável mas sem densidade conceitual relevante para o Bruno.

O que foi dito

  • Cora apresenta o livro de Teresa Montero, especialista em Clarice Lispector, que organiza passeios culturais pelo Rio e mapeou os endereços de Fernando Sabino, “um dos mineiros mais cariocas”, com fotos e mapas dos percursos.
  • Percorrem os endereços da geração de escritores em Copacabana, Ipanema e Leblon (apartamentos de Sabino, Augusto Frederico Schmidt, Drummond, o quarto de Paulo Mendes Campos), lembrando que foi Mário de Andrade quem apresentou o Rio a Sabino.
  • A conversa deriva para lembranças pessoais: o hábito antigo de mandar flores como “correio” antes do WhatsApp, os gatos que comem as flores, e a livraria Letras e Expressões (apelidada “Letras e Depressões”) com seus donos gêmeos.
  • Comentam o Clube de Regatas Guanabara em Botafogo, com sua plataforma de mergulho, e que Fernando Sabino foi campeão de natação e nadava com Maria Lenk.
  • Relatam o episódio ambíguo em que Sabino, ainda adolescente, viaja de trem ao Rio acompanhado de Mário de Andrade, que tentaria forçar um beijo, mistério ligado ao livro “O Encontro Marcado”.
  • Discutem por que o Rio foi historicamente mais cosmopolita que São Paulo na primeira metade do século XX: por ser capital e cidade de imigrantes internos, “ser carioca é morar no Rio, não é ser do Rio”.
  • Contextualizam a invenção do discurso do “paulista de 400 anos” nos anos 1900-1910, quando São Paulo enriqueceu com o café e precisou inventar uma nobreza da terra para se apresentar ao Brasil.
  • Cora recomenda enfaticamente o livro para cariocas e não cariocas, elogiando a pesquisa e a edição caprichada da Autêntica, e Pedro destaca que Sabino e Vinicius de Moraes são seus autores prediletos da segunda geração modernista por escreverem “com ternura”.

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