a tese
Num bate-papo informal do quadro Pedro+Cora (Meio), Pedro Doria e Cora conversam sobre o uso cotidiano de assistentes de IA, argumentando que a interação por voz vai crescer sem eliminar as telas, e que os óculos com câmera e reconhecimento facial já tornam urgente uma discussão sobre privacidade.
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é um bate-papo leve e anedótico sobre gadgets de IA, sem análise densa, mas a demonstração do MIT (óculos + reconhecimento facial em tempo real) é um bom gancho para uma reflexão avulsa do Bruno sobre privacidade e ética de IA.
O que foi dito
- Cora abre reclamando da nova versão da Alexa, que não consegue entender o pedido para acordá-la “meio-dia e meia” e insiste em marcar “meia-noite e meia”, falhando também com formatos como 24h e 12:30 PM.
- Pedro diz ter uso mais tranquilo da Alexa, valorizando não precisar decorar comandos, enquanto Cora se queixa de que o aparelho lida mal com música clássica (fragmenta movimentos de sinfonias), forçando-a a ouvir pelo Spotify em vez do Amazon Music.
- Pedro comenta a notícia da Bloomberg de que a OpenAI vai lançar seu primeiro hardware, projetado por Jony Ive (designer dos iMac/iPod/iPhone), descrito como uma caixa de som portátil em formato de disco/donut, com peças móveis, sem tela, que conversa como um ChatGPT aprimorado.
- Os dois debatem a ideia da OpenAI de um “mundo pós-telas”, com Cora receosa (haveria exclusão de surdos e de quem retém melhor por texto) e ambos se assumindo “bichos do texto”, ao contrário da esposa de Pedro, Lia, que trabalha falando com o computador em outro andar do apartamento.
- Cora relata conversar por voz à noite com o ChatGPT (versão nova, que ela chama de GPT “Sol” 5.6), pedindo resumos de manchetes do New York Times e do Guardian, e elogia a fluidez maior, sem o antigo delay ou atropelo na conversa.
- Pedro discorda da tese de interface única e prevê convivência de várias interfaces (telas, câmeras, voz, tinta eletrônica tipo Kindle como “tecnologia calma”), defendendo que telas não vão desaparecer, apenas deixar de ser exigência.
- Pedro descreve o sucesso dos óculos da Meta com câmeras e o mau uso por homens que filmam cantadas e reações de mulheres para postar na internet, driblando o LED de aviso; cita reportagem do Los Angeles Times sobre backlash na Califórnia e a promessa da Meta de desativar as câmeras se o aparelho for adulterado.
- Pedro relata que pesquisadores do MIT hackearam os óculos da Meta para conectá-los a outra IA (Claude ou GPT), fazendo reconhecimento facial via nuvem que, em segundos, revela nome, endereço, número de seguro social e dados públicos de qualquer pessoa filmada na rua.
- Cora brinca que a tecnologia seria o sonho de sua vida por ter prosopagnosia (não reconhecer rostos, condição estudada por Oliver Sacks), narrando ter identificado um amigo de 40 anos apenas pela ecobag de um supermercado de Nova York.
- Ambos concluem que a facilidade de cruzar dados abertos (há sites que fazem reconhecimento por cerca de 19 dólares/mês) torna inevitável uma conversa séria sobre privacidade; o vídeo encerra com anúncio da pesquisa eleitoral Meio/Ideia registrada no TSE.