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Why Christians Can't be Socialists

a tese

Trent Horn dá três razões pelas quais, segundo a doutrina social católica, um cristão não pode ser socialista: o socialismo aprova o pecado do roubo, contradiz a natureza humana e desemboca necessariamente em autoritarismo.

aprofundar

não

é apologética política americana com o vício de método visível a olho nu: define socialismo de modo estreito para excluir a social-democracia nórdica, mas depois trata propostas social-democratas (mercados públicos, saúde estatal, imposto sobre patrimônio) como se fossem a coisa definida, e faz o magistério funcionar como premissa em vez de conclusão; o que resta de aproveitável é o mapa das encíclicas sociais (Leão XIII, Pio XI, João XXIII, Bento XVI) e o princípio de subsidiariedade, se algum dia quiser essa tradição na mesa em ano eleitoral brasileiro.

O que foi dito

  • Abre com Pio XI, para quem socialismo religioso e socialismo cristão são termos contraditórios e ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista, e fixa a ênfase em “verdadeiro”.
  • Faz a distinção de definição que sustenta o vídeo inteiro: o modelo nórdico não é socialismo, e cita a primeira-ministra da Dinamarca dizendo que o país é economia de mercado com estado de bem-estar ampliado; socialismo, pelo dicionário de economia, é propriedade e operação social dos meios de produção, ou seja, não é o que o governo dá, mas o que o governo impede o indivíduo de fazer.
  • Ilustra com União Soviética, Nicarágua sandinista (com clipe de 1985 de Bernie Sanders defendendo as filas de comida) e Venezuela, contrastando com Costa Rica e Honduras no mesmo período.
  • Recusa o argumento de que os cristãos de Atos praticavam socialismo: a comunhão de bens era voluntária, os apóstolos nunca impuseram dízimo, Paulo pede que cada um dê como decidiu no coração e não por constrangimento, e Bento XVI reconhece que a forma radical de comunhão material não pôde ser preservada com o crescimento da igreja, restando o núcleo de que ninguém pode faltar do necessário para uma vida digna.
  • Primeira razão, o roubo: contra Marx e George Bernard Shaw, invoca o sétimo mandamento e Leão XIII, para quem a comunidade de bens deve ser rejeitada, com o argumento de que a terra comprada com economias é o salário sob outra forma e deve ficar à plena disposição do trabalhador; acrescenta a defesa da herança (com Provérbios 13.22) e a tese de que tributar além do justo é injusto e cruel.
  • Aplica ao presente: cita o prefeito de Nova York Zohran Mamdani cogitando garantia estatal de moradia com abolição da propriedade privada dela, e o economista Richard Wolff, para quem uma empresa só é socialista quando abolida a distinção entre empregador e empregado, ao que responde com Pio XI (a tese de que todo lucro pertence ao trabalhador é veneno sedutor) e com o argumento do risco desigual, ilustrado pela pizzaria própria e pela história dos irmãos Carney e do Pizza Hut.
  • Segunda razão, a natureza humana: com Leão XIII, sustenta que os seres humanos são iguais em dignidade e desiguais em talentos e paixões, de modo que a liberdade de escolher ocupação sempre gera desigualdade econômica, e que confiscar a propriedade para eliminá-la faria secar as fontes da riqueza (exemplo do imposto sobre patrimônio revogado na França).
  • Trata algumas críticas ao capitalismo como recusa da própria condição humana, opondo 2Tessalonicenses 3.10 ao trecho retirado do FAQ original do Green New Deal de Alexandria Ocasio-Cortez que prometia segurança econômica a quem não pudesse ou não quisesse trabalhar.
  • Usa a colônia de Plymouth em 1621 como caso de escola: segundo o governador William Bradford, a fome quase veio da lavoura comunal, e a divisão das terras por família com direito ao que produzissem tornou todos industriosos; encadeia com o Holodomor ucraniano (cerca de 4 milhões de mortos) e a fome chinesa de 1959-1961 (mais de 30 milhões), lembrando o encobrimento por Simone de Beauvoir e por Walter Duranty no New York Times.
  • Terceira razão, o autoritarismo: analisa o plano de mercados estatais com 30% de desconto em Nova York como criação artificial de demanda que leva a racionamento e mercado negro, com o paralelo da libreta cubana e das penas de até quinze anos; observa que os países socialistas fecham a fronteira para impedir a saída dos próprios cidadãos, não a entrada de estrangeiros.
  • Fecha com a subsidiariedade: Pio XI declara gravemente errado tirar do indivíduo o que ele pode fazer por iniciativa própria, Leão XIII diz que o homem precede o estado, João XXIII condena mesmo o socialismo moderado por restringir demais a liberdade, e Bento XVI chama a subsidiariedade de antídoto mais eficaz contra o estado assistencial totalizante; alerta que a estatização da saúde poria hospitais católicos sob pressão em aborto e suicídio assistido, e remete ao livro que escreveu com Catherine Pakaluk.

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