a tese
Recorte do Central Meio em que Magno e os apresentadores discutem a corrupção que respinga no chefe de gabinete de Lula e a tese de que, no Brasil, seguir as regras virou "coisa de otário".
aprofundar
não
porque é recorte da mesma live do Central Meio, com análise conjuntural interessante mas sobreposta ao vídeo longo.
O que foi dito
- Magno lembra que Marcola não foi demitido para ser investigado, mas saiu a pedido para a campanha de Lula, o que indica conforto do presidente com a situação.
- Retoma o comentário de que a corrupção não importa e conclui que, se fazer o certo não importa, destrói-se a sociedade, pois “no Brasil ser honesto é coisa de otário”, como parar no sinal vermelho.
- Cita livro de Eduardo Giannetti sobre como Alemanha e Japão, destruídos no século XX, se reergueram: seguir regras reduz o custo do relacionamento social, algo difícil no Brasil porque burlar compensa individualmente.
- Argumenta que um chefe de gabinete que pega empréstimo com lobista em vez de banco e recebe joias é “batom na cueca”, e que o problema é social, não só político, pois nenhum partido relevante expulsa sumariamente ligados à corrupção quando o eleitor não cobra.
- A discussão matiza que o eleitor de esquerda tende a ver toda denúncia contra Lula como armação (herança do que a Lava-Jato revelou sobre a condução do processo), embora reconheça que o petrolão foi corrupção real.
- Distingue as bolhas engajadas (que branqueiam o próprio lado e usam só o caso alheio) das não engajadas (preocupadas com economia, segurança e vida cotidiana), concluindo que a corrupção perdeu aderência como critério de voto.
- Levanta a pergunta do pós-eleição: se, com a renovação geracional da esquerda e a superação da família Bolsonaro na direita, o tema da corrupção voltará a pesar.