a tese
Influenciador digital é uma profissão legítima da comunicação, e a criação de um curso universitário para formá-la (na Walter Cronkite School of Journalism, Universidade do Arizona) faz sentido, tal como o jornalismo já foi um ofício novo e sem curso próprio no passado.
aprofundar
não
só o primeiro terço trata do tema (curso para influenciadores) em registro leve de conversa de colunistas, sem dados ou tese nova além do óbvio "é profissão", e o restante é recomendação literária sem relação com os interesses do Bruno.
O que foi dito
- Pedro Doria abre comentando a notícia de um programa universitário para formar influenciadores e diz que achou a ideia sensacional, enquanto Cora concorda que faz todo sentido.
- Cora situa o curso na Walter Cronkite School of Journalism (Universidade do Arizona), que descreve como excelente escola de jornalismo dos EUA, e resume o programa como ensinar a contar histórias usando plataformas digitais.
- Os dois defendem que o meio digital (redes sociais, YouTube, newsletters como Substack) é hoje o principal canal de informação e que muita gente ganha dinheiro com isso, logo influenciador é profissão.
- Cora ilustra a fragmentação em nichos com o caso dos influenciadores de peixes de aquário (milhões de seguidores) e generaliza para bonsai, facas de cozinha e qualquer tema, valorizando quem ensina ou motiva com informação de qualidade.
- Pedro rebate o preconceito contra a profissão e argumenta pela necessidade de um código de ética (citando o problema das bets), sustentando que a faculdade força reflexão sobre o próprio ofício mesmo que não seja indispensável para ter ética.
- Ambos, jornalistas sem curso superior formal, contam que se formaram na tradição das redações (Cora entrou pela cota de 30% de não formados) e observam que a profissão de influenciador é jovem demais para ter essa tradição acumulada, o que agrava seus problemas éticos.
- Cora acrescenta o valor prático do curso (filmar, posicionar-se diante da câmera, lidar com luz) para talentos de comunicação que não se viram sozinhos, e encerra o bloco endossando a iniciativa.
- A partir da metade, o programa vira segmento literário: Cora apresenta livros e narra em detalhe a conexão que descobriu entre “O Deus das Pequenas Coisas” e um guia de árvores de Nova Déli, ambos ligados a Arundhati Roy e seu marido Pradip Krishen.
- Cora resenha as memórias de Arundhati Roy (“Mother Mary Comes to Me”, ed. Record, trad. Fernanda Abreu), revelando que a crueldade e o abuso do romance eram autobiográficos, elogiando a escritora mas criticando seu radicalismo político enviesado, que estragaria “O Ministério da Felicidade Absoluta”.