a tese
Flávia Tavares argumenta que o desânimo do eleitor não engajado, e não os escândalos, é o fator decisivo da eleição de 2026, e que os candidatos falham em oferecer visão de futuro.
aprofundar
não
porque é boa coluna de análise política, mas conjuntural, servindo como leitura de acompanhamento.
O que foi dito
- Distingue o eleitor militante (engajado e animado para o corpo a corpo) do eleitor médio não vinculado, que olha as opções e desanima.
- Localiza fontes do desânimo: a polarização Lula x Flávio consolidada cedo, com distância abissal para o “segundo pelotão”, faz quem não adere a nenhum dos dois temer desperdiçar o voto num terceiro.
- Acrescenta os que rejeitam todos os candidatos, os que veem “político tudo igual” e os que entendem com precisão que promessas não se cumprem, por causa da desconexão entre Congresso e Executivo.
- Traz números: os indecisos estritos vão de 4% (Meio Ideia) a 10% (Quest), mas 34% admitem mudar de voto, 27,7% não citam candidato espontaneamente e 63% dizem estar pouco ou nada interessados (Quest).
- Sustenta que o que está em xeque é o futuro, e que os candidatos falam pouco dele: Lula foca no legado (mesmo Haddad, que em 2024 criticou a falta de “horizonte utópico” da esquerda), e Flávio evoca esperança sem apresentar caminho.
- Nota que a abstenção (média de cerca de 20%) costuma punir a esquerda, pois quem falta é a população mais pobre, mas alerta que o desânimo pode contaminar públicos variados neste ano.
- Adverte que desprezar o eleitor desanimado como “isentão” ou “ignorante” é contraproducente, pois eles existem e podem definir a eleição, e falar com eles sem demagogia seria a receita.