a tese
A apresentadora, jornalista formada, defende que a exigência do diploma para exercer jornalismo deve ser derrubada em definitivo, argumentando que credencial estatal nenhuma qualifica a profissão ou protege o público, e que o que define jornalismo é o método (apuração, checagem, ética), não o carimbo.
aprofundar
talvez
é bem argumentado e tem interesse real pela conexão política/STF/liberdade de imprensa, mas é opinião jornalística sem densidade teórica ou teológica que exija estudo mais fundo.
O que foi dito
- Ela abre dizendo que é contra a obrigatoriedade do diploma sem defender jornalismo sem regras, método ou responsabilidade.
- O debate voltou porque os ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes propuseram rediscutir a decisão de 2009 que derrubou a exigência, com Dino dizendo que sigilo de fonte não pode servir para desinformar nem estender garantias da imprensa a “qualquer blogueiro” e Moraes sugerindo regra de transição.
- Vincula a reabertura ao caso do jornalista maranhense Luís Pablo, que teve o sigilo quebrado após reportar uso de carros oficiais do TJ por familiares de Dino, sendo que a PF concluiu que não houve crime e que ele estava resguardado pela liberdade de imprensa.
- Argumento histórico: a obrigatoriedade do diploma nasceu em 1969, por decreto da ditadura militar, para controlar quem entrava nas redações, o que ela chama de contrassenso (o Estado credenciar quem vai fiscalizar o próprio Estado).
- Sustenta que quatro anos de faculdade ensinam redação básica e teoria, mas não a especialização real, e conta que precisou estudar nutrição, anatomia e relações internacionais por fora para cobrir saúde e política.
- Invoca argumento jurídico internacional: a Corte Interamericana de Direitos Humanos julgou em 1985 (caso da Costa Rica) que exigir diploma para jornalismo viola a Convenção Americana, tratado assinado pelo Brasil, e cita EUA, França e Portugal como modelos sem exigência.
- Acrescenta o argumento social: o diploma funciona como filtro que exclui comunicadores comunitários, indígenas, coletivos de periferia e repórteres do interior.
- Reconhece que existe uso criminoso do rótulo de jornalista (chantagem, difamação), mas responde que diploma nunca foi atestado de caráter e que crime se combate com o Código Penal, não com carimbo do MEC.
- Fecha alertando que aplaudir a perseguição a jornalistas hoje se voltará contra quem se admira amanhã, indica três filmes (Spotlight, The Post, Nada Além da Verdade) e faz merchandising do documentário “Eleições 2026” e do Meio Premium.