a tese
Resenha entusiasta de "O canto dos insepultos", romance de Jesmyn Ward (2017, National Book Award) recém-lançado no Brasil na tradução de Camila Von Holdefer, apresentado como um dos grandes romances do século sobre pobreza e violência racial no Mississippi.
aprofundar
não
segmento de crítica literária fora dos interesses centrais do Bruno, sem gancho teológico ou filosófico.
O que foi dito
- Os resenhistas do Meio abrem elogiando a edição física e o título brasileiro, discutindo a dificuldade de traduzir o original “Sing, Unburied, Sing” e a diferença entre “insepulto” (não enterrado) e “desenterrado”.
- Situam o livro como um clássico do Mississippi, marcado pela pobreza e pelo regime das leis de Jim Crow, que segregaram direitos de negros e brancos no sul dos EUA até meados dos anos 1960.
- Descrevem o enredo: uma família em que algumas pessoas veem fantasmas com naturalidade; os fantasmas são reais e funcionam como o modo pelo qual a história passa entre gerações (realismo mágico ou surrealismo).
- O núcleo é uma viagem de carro: a mãe, viciada em cocaína, leva os dois filhos pequenos para buscar o marido branco saindo da cadeia; o neto Jojo é apontado como o grande personagem, e a avó está morrendo.
- Destacam a estrutura de vozes narrativas múltiplas (avó, mãe, neto) e a violência racial permeando o livro de ponta a ponta.
- Apontam dois defeitos, atribuídos ao original e não à tradução: o texto às vezes resvala para o excessivamente poético e as vozes narrativas não soam suficientemente distintas entre si.
- Fecham com recomendação forte, ressalvando que é livro denso e emocional, não leitura leve de fim de semana, mas literatura importante.